Mostrando postagens com marcador Tupac Katari. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tupac Katari. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Bolívia planeja segundo satélite de comunicações

.
O governo da Bolívia planeja o lançamento em 2021 de um segundo satélite de comunicações, segundo declarações dadas à imprensa local por Ivan Zambrana, diretor da Agência Boliviana Espacial (ABE). O novo satélite deverá se chamar Tupac Katari II, dando sequência ao Tupac Katari, construído na China e lançado ao espaço em 2013.

A expectativa é de que os estudos para a aquisição do novo satélite sejam concluídos em 2017, com lançamento planejado entre 2020 e 2021, num investimento estimado em 200 milhões de dólares, montante significativamente inferior ao investido no projeto do primeiro modelo, que demandou recursos superiores a 300 milhões de dólares.


Segundo Zambrana, cerca de 70% da capacidade do Tupac Katari é usada pelo governo e 25 clientes diretos, devendo gerar este ano uma receita de 25 milhões de dólares.
.

domingo, 4 de setembro de 2016

Cooperação Bolívia - Irã

.
Os governos da Bolívia e Irã firmaram um memorando de entendimentos em matéria de cooperação espacial em 26 de agosto, por ocasião da visita à Bolívia de uma comitiva iraniana chefiada por Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores. O memorando foi assinado pelo diretor da Agência Boliviana Espacial (ABE), Iván Zambrana, e o embaixador do Irã em La Paz, Reza Tabatabaei.

De acordo com informações divulgadas na imprensa boliviana citando declarações dadas por Zambrana, o acordo permitirá o intercâmbio de conhecimentos, o desenvolvimento e aplicação da ciência e tecnologia espacial e, eventualmente, o desenvolvimento de projetos conjuntos. Os dois países buscarão promover a colaboração entre universidades e outras entidades de pesquisa relacionadas às atividades espaciais, além da cooperação "no desenho, fabricação e lançamento de satélites de pesquisa".

Desde 2013, a ABE opera o satélite de comunicações Tupac Katari, primeiro satélite do país andino, construído na China. A Agência também está envolvida no projeto que deverá levar à contratação em breve de um satélite de observação terrestre.
.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Bolívia: Túpac Katari gera receitas para o governo

.
O diretor da Agência Boliviana Espacial (ABE), Iván Zambrana, divulgou no meio de dezembro informações sobre os resultados gerados pelo primeiro satélite de comunicações do país, o Túpac Katari, lançado ao espaço há dois anos. Ao longo de 2015, o satélite gerou 19 milhões de dólares em receitas para o governo boliviano, decorrentes da prestação de serviços de transmissão de dados.

Cerca de 75% da capacidade do satélite está vendida para empresas públicas e privadas, todas nacionais. A expectativa para 2016 é de uma receita de ao menos 24 milhões de dólares. Ao longo de sua vida útil - estimada em 15 anos, espera-se que o satélite gere receitas de aproximadamente 500 milhões de dólares, o que significará um ganho para o Estado após o pagamento de todo o custo do projeto, de cerca de 302 milhões de dólares.

Além da oferta no mercado, parte da capacidade do Túpac Katari é operada para atender mais de 150 mil famílias na área rural da Bolívia, com transmissão de sinais de TV.

Também denominado TKSat-1, o Túpac Katari foi construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) com base num acordo assinado em dezembro de 2010. Trata-se do quinto satélite de comunicações fornecido pela China para o mercado internacional, sendo o segundo para a América do Sul (em 2008, o Venesat-1, da Venezuela, foi lançado ao espaço). Conta com 30 transpônderes em banda C, Ku e Ka e está posicionado na órbita geoestacionária 87.2ºW.
.

terça-feira, 24 de março de 2015

Venezuela e Bolívia: avanços em projetos locais

.
Apesar da grave crise financeira e social que assola a vizinha Venezuela, seu programa espacial parece continuar avançando. No início deste mês, segundo informou seu Ministério da Ciência e Tecnologia, uma equipe do governo venezuelano viajou à China para participar da fase de revisão preliminar do projeto do segundo satélite de sensoriamento remoto do país, o VRSS-2, também conhecido como Sucre. Outra reunião entre as equipes dos dois países está programada para setembro.

O VRSS-2 contará com uma câmera de observação com resolução de 1 metro e faixa de 30 km, um imageador infravermelho, e capacidade de transmissão de dados de 16.000 bytes por segundo, quatro vezes superior a de seu antecessor, de acordo com o divulgado à época da assinatura do contrato, em outubro de 2014. Será baseado na plataforma CAST-2000, da China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), com massa em torno de 1.000 kg, e vida útil estimada em 5 anos.

E na Bolívia...

Também este mês, a Agência Boliviana Espacial (ABE) divulgou ter finalizado o desenho de seu futuro satélite de observação, o Bartolini Sisa, que deverá ser contratado junto a fornecedor estrangeiro. A expectativa agora é da obtenção dos recursos financeiros necessários para a viabilização de sua contratação, possivelmente via um financiamento internacional, modelo similar ao adotado para o projeto do satélite de comunicações Tupac Katari, construído pela China e lançado ao espaço em dezembro de 2013.

Dentre os potenciais interessados no projeto boliviano, figuram empresas da China, Rússia, França, Espanha e Inglaterra.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Bolívia no espaço

.
A Bolívia comemorou ontem (20) o aniversário de um ano do lançamento do satélite de comunicações Tupac Katari, o primeiro do país, construído e lançado na China. Nos dias que antecederam o aniversário, o governo divulgou dados financeiros sobre as receitas geradas pelo satélite. Segundo dirigentes da Agência Boliviana Espacial (ABE), nos oito meses de operação (embora lançado em dezembro, o artefato foi declarado operacional apenas em abril), foram geradas receitas em torno de 6 milhões de dólares.

Para 2015, projeta-se um montante superior, de 15 a 20 milhões de dólares, decorrentes da prestação de serviços à estatal de telecomunicações Entel e também operadoras de televisão e empresas privadas.

E paralelamente ao aniversário, La Paz avança com seus planos de dispor de um satélite de observação terrestre.

De acordo com Ivan Zambrana, diretor da ABE, citado em reportagem da agência EFE, já existe de um desenho preliminar e especificações do sistema desejado, que se chamará Bartolina Sisa, homenagem a esposa de Tupac Katari, ambos lideres indígenas do século XVIII.

A expectativa é que no primeiro semestre de 2015 ocorra uma definição quanto a disponibilidade de recursos e também sobre quem será seu fabricante, que exigirá investimentos de 100 a 200 milhões de dólares, a depender das especificações finais. Apesar de ter fornecido o satélite de comunicações, a escolha por uma solução chinesa, a exemplo da feita pela Venezuela, não é uma certeza. Segundo Zambrana, ate o momento, empresas da China, França, Reino Unido, Espanha e Argentina demonstraram interesse na futura concorrência.

Embora seja o país mais pobre da América do Sul, a Bolívia passa por um bom momento econômico, graças à exportação de gás e a uma gestão econômica considerada prudente, o que tem permitido determinados investimentos. Entre 2007 a 2012, o crescimento anual de seu Produto Interno Bruto (PIB) foi de 4,8%, e a previsão para este ano é um crescimento acima de 5% (para efeito de comparação, o PIB brasileiro, se crescer, não superará 0,1%, segundo estimativas).
.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Bolívia, Tupac Katari e comunicações militares

.

Na semana passada, o presidente da Bolívia, Evo Morales, inaugurou a conexão do sistema de comunicação militar das forças armadas do país com o satélite geoestacionário Tupac Katari, lançado ao espaço em dezembro do ano passado e apenas recentemente declarado operacional.

Segundo noticiado pela agência oficial de informações do governo, a conexão com o satélite é realizada por meio do Sistema de Comunicación Multipropósito para la Seguridad y Defensa, Defensa Civil y Apoyo al Desarrollo Nacional (SICOMI), desenvolvido pelas forças armadas locais. O sistema oferecerá capacidades em telefonia fixa e celular, tráfego de dados (dados, voz e vídeo), e videoconferências, transmitida por meio de 220 antenas que serão instaladas nos próximos três meses em unidades militares em áreas fronteiriças e comunidades distantes desprovidas de meios de comunicações.

"Estou certo de que o sistema de comunicação como o satélite, acompanhado de radares, proporcionará a defesa dos recursos naturais e também ajudará na luta contra o narcotráfico e o contrabando", afirmou. A Bolívia pretende adquirir em breve radares para a cobertura do país, com propostas sendo apresentadas por empresas europeias.

Construído na China, o Tupac Katari custou cerca de 300 milhões de dólares e conta com 30 transpônderes em banda C, Ku e Ka. Sua vida útil é estimada em 15 anos.

Contrato com estatal

Na última quarta-feira (9), o governo boliviano também divulgou uma notícia informando sobre a aquisição de cerca de 50% da capacidade do Tupac Katari pela estatal de comunicações Entel, ao custo anual de cerca de 10 milhões de dólares, valor que deve ser "progressivamente incrementado" ao longo dos próximos anos.

O país andino está oferecendo parte da capacidade para clientes em países vizinhos, e alguns já demonstraram interesse, do Paraguai, Equador e Peru (veja a nota "Tupac Katari atrai interesse regional").
.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Bolívia: Tupac Katari em órbita

.
Na madrugada do último sábado (21), foi lançado com sucesso a partir do centro espacial de Xichan, no sudoeste da China, a bordo de um lançador Longa Marcha 3B, o Tupac Katari, o primeiro satélite de comunicações da Bolívia.

A operação de lançamento contou com a presença do presidente boliviano Evo Morales, tendo sido a primeira vez que um chefe de Estado estrangeiro acompanha uma operação do tipo na China.

"O satélite cumprirá com uma importante função para a Bolíia aprimorar seus serviços de transmissão de dados, educação e medicina. Fará importantes contribuições para promover a cooperação entre a China e países latino americanos", afirmou em nota Xi Jinping, president da China.

O Tupac Katari, também denominado TKSat-1, foi construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) com base num acordo avaliado em cerca de 300 milhões de dólares assinado em dezembro de 2010. Trata-se do quinto satélite de comunicações fornecido pela China para o mercado internacional, sendo o segundo para a América do Sul (em 2008, o Venesat-1, da Venezuela, foi lançado ao espaço).

Contando com 30 transpônderes em banda C, Ku e Ka e posicionado na órbita geoestacionária 87.2ºW, a expectativa é que o satélite entre em pleno funcionamento em março de 2014 e tenha uma vida útil de quinze anos.

De acordo com informações creditadas a Ivan Zabrana, presidente da agência espacial boliviana, a China é uma forte candidata a fornecer um satélite de observação para o país. "Nós queremos lançar um satélite de sensoriamento remoto em 2017 e a China é uma de nossas melhores alternativas", afirmou.
.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tupac Katari atrai interesse regional

.
Em declarações dadas à imprensa local, o diretor da Agência Boliviana Espacial (ABE), Iván Zambrana, afirmou que empresas do Equador, Peru e Paraguai demonstraram interesse em comprar parte da capacidade do satélite de comunicações Tupac Katari, que deve ser lançado ao espaço no próximo mês de dezembro.

No final de 2012, Zambrana já havia declarado que o governo esperava vender até 20% da capacidade do satélite para países vizinhos. No mercado local, a estatal boliviana Entel firmou contrato para adquirir parte da capacidade, e há negociações com outras operadoras locais.

O diretor da ABE também destacou que a cobertura do satélite permitirá que sua capacidade seja vendida à operadores na Argentina, no sul do Peru, e partes do Paraguai, Brasil e Equador, entre outros (veja a área de cobertura clicando aqui). O Tupac Katari contará com transpônderes em banda C, Ku e Ka.

A expectativa do governo boliviano é que o Tupac Katari, que custou cerca de 295 milhões de dólares, tenha todo o seu investimento recuperado em seus dez primeiros anos de operação, e nos cinco últimos anos de sua vida útil, gere retorno econômico.

O Tupac Katari, que está sendo construído na China pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), será o primeiro satélite da Bolívia, e espera-se que entre em operação comercial em maio de 2014, cinco meses após a sua colocação em órbita.
.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Avanço chinês na América Latina


Ao que tudo indica, a China está próxima de fechar mais um importante contrato em matéria espacial no continente latino-americano. De acordo com informações divulgadas pela mídia local, o governo da Nicarágua está em negociações avançadas com a companhia chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) para a compra de um satélite geoestacionário de telecomunicações, transação avaliada em cerca de 300 milhões de dólares.

Os recursos para o projeto seriam financiados por bancos chineses. Há expectativa de que o contrato seja assinado em outubro, por ocasião de uma visita oficial do presidente executivo da entidade reguladora de comunicações da Nicarágua, Orlando Castillo, à Pequim, com o início dos trabalhos em março de 2013.

O satélite já tem nome definido - Nicasat-1, e segundo informações de autoridades locais, "servirá para promover o desenvolvimento econômico do país, além de melhorar as comunicações em casos de desastres naturais." É provável que seja baseado na plataforma DHF-3, similar a adotada pelos satélites da Venezuela e Bolívia.

A China é hoje a maior parceira espacial da América Latina, com projetos conjuntos com o Brasil (CBERS, desde 1988), Venezuela (Venesat-1 e VRSS-1) e Bolívia (Tupac Katari), além de outras iniciativas em desenvolvimento com outros países da região (Argentina e Peru, por exemplo).
.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Avanços chineses na Venezuela e Bolívia


Na Venezuela, VRSS-1 em órbita no final de setembro...

O VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satélite), também conhecido como Francisco Miranda, primeiro satélite de observação da Venezuela, pode ser colocado em órbita já a partir de 30 de setembro, segundo divulgou o governo venezuelano.

"O satélite conta com três sementos e dentro de poucos dias será lançado... A data está programada para 30 de setembro aproximadamente ou para os primeiros dias de outubro... Estamos lançando... 53 profissionais estão capacitando o pessoal venezuelano", afirmou representante do governo em entrevista concedida ao jornal local "El Universal".

O satélite está sendo construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China, dentro de um contrato turn key (entrega em funcionamento em órbita) no valor de 140 milhões de dólares. A CGWIC foi também responsável pela construção e entrega em órbita do primeiro satélite de comunicações da Venezuela, o Venesat-1 (ou Simon Bolívar), lançado em outrubro de 2008.

...E na Bolívia, 33% do Tupac Katari já foi concluído

A estatal CGWIC também é responsável pela construção do primeiro satélite de comunicações da Bolívia, similar ao modelo adquirido pela Venezuela. O satélite boliviano, que se chamará Tupac Katari, já teve 33% de sua construção concluída, segundo informações da Agência Boliviana Espacial (ABE), reproduzidas pelo website Infoespacial.

"Temos que informar à opinião pública que o cronograma está sendo cumprido, o lançamento do satélite está previsto para 20 de dezembro de 2013 e se avançou em torno de 33% [de sua execução]", explicou Iván Zambrana, diretor da ABE.

O Tupac Katari, também contratado em base turn key, em 2010, tem custo estimado em 300 milhões de dólares, dos quais 250 milhões estão sendo financiados pelo Banco de Desenvolvimento da China.

Paralelamente à construção do Tupac Katari, os bolivianos já consideram um segundo satélite, para observação terrestre, seguindo o exemplo venezuelano. O satélite, de órbita baixa, seria utilizado para o monitoramento dos recursos naturais, numa iniciativa que poderia ser desenvolvida, segundo afirmou o representante da ABE, em conjunto com o Japão.

Órgãos governamentais e indústrias japonesas ligadas ao setor espacial visitaram vários países sul-americanos, inclusive o Brasil, no ano passado, em esforços para projetos conjuntos de cooperação e prospecção de negócios.

"O novo satélite é apenas uma ideia no papel, enão se tem o valor aproximado de quanto pode custar um satélite dessa natureza", afirmou o diretor da ABE, destacando, no entanto, que seu custo seria inferior ao do projeto do Tupac Katari.

Colômbia e Peru também querem satélites próprios

Em linha com o processo de "satelitização" do continente sul-americano, os governos da Colômbia e do Peru também têm demonstrado interesse em contar com satélites de observação, juntando-se ao Brasil, Argentina, Chile e Venezuela, que já dispõem e/ou desenvolvem projetos nesse campo. Eventualmente, surgem na imprensa local desses dois países informações sobre discussões para a aquisição de pequenos satélites junto à companhias europeias.
.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tupac Katari: seguro de 40 milhões de dólares

.
O governo boliviano contratou junto à empresa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), responsável pela construção do primeiro satélite do país, um seguro pelo valor de 40 milhões de dólares que garante o seu funcionamento. As informações são do jornal local "La Opinión", reproduzidas pelo website especializado Infoespacial.

A CGWIC é também responsável pela construção do satélite, de comunicações, chamado Tupac Katari, e encomendado em 2010, ao custo aproximado de 295 milhões de dólares. A previsão é que seja colocado em órbita em dezembro de 2013 ou início de 2014.

De acordo com o noticiado, o seguro contratado com a fabricante garantirá o funcionamento do satélite e responsabilização por qualquer problema que surgir, inclusive destruição do satélite durante o lançamento.

O Tupac Katari será baseado na plataforma DHF-4, desenvolvida pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial e exportada pela CGWIC para vários países, inclusive a vizinha Venezuela (Venesat-1, lançado em outubro de 2008). Nos últimos anos, vários modelos DHF-4 apresentaram falhas em órbita, associadas principalmente a abertura dos painéis solares e problemas nos tanques de combustível.

Segundo satélite

Paralelamente à construção do Tupac Katari, o governo boliviano já considera a construção de um segundo satélite, para fins de observação terrestre. "O novo satélite é somente uma ideia no papel e não se tem um valor aproximado de quanto pode custar um satélite dessa natureza", afirmou à imprensa uma autoridade da agência espacial boliviana, ressaltando que seu custo, no entanto, seria inferior ao do Tupac Katari.
.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tupac Katari no espaço em 2013

.
Na última quinta-feira, o embaixador da China na Bolívia, Shen Shiliang, anunciou que o primeiro satélite de comunicações do país sul-americano, o Tupac Katari, será lançado ao espaço em dezembro de 2013. Segundo o diplomata, o desenvolvimento e construção do satélite, a cargo da Great Wall Industry Corporation, já foi iniciado.

2011, aliás, foi um excelente ano para os chineses no campo espacial. Foram 19 lançamentos da família de foguetes Longa Marcha, incluindo o lançamento e a acoplagem em órbita das naves Tiangong-1 e Shenzhou-8, um preparativo para a futura estação espacial chinesa. Em 29 de dezembro, o país divulgou o "Livro Branco sobre as Atividades Espaciais de 2011", destacando as realizações nos últimos cinco anos e as perpectivas para o próximo quinquênio (veja o artigo "Como a China pretende se tornar uma superpotência espacial?", de José Monserrat Filho).

Do ponto de vista comercial, os chineses tem muito o que comemorar na América do Sul. Depois de um longo período de negociações, firmaram o contrato para a construção do Tupac Katari, no final de 2010, e também do primeiro satélite de observação terrestre da Venezuela, o VRSS-1, em junho de 2011. Foram também responsáveis pela construção e colocação em órbita, em outubro de 2008, do Venesat-1, o primeiro satélite de comunicações da Venezuela.
.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cooperação Chile - China

.
Segundo reportagem da agência de notícias EFE, o ministro da Economia do Chile, Juan Andrés Fontaine, está esta semana em viagem oficial à China para tratar de acordos entre os dois países, como investimentos e colaboração em inovação e no campo espacial.

O interesse chileno é em satélites. A visita às autoridades espaciais chinesas "nasce do interesse que tem o Chile na utilização de informação satelital para diversos usos", disse o ministro. "A agência chinesa forneceu satélites de informações a outros países da América Latina (como a Venezuela), e nós estamos iniciando conversações nesse sentido para conhecermos e, no futuro, caso nos interesse, neste sentido faríamos algum tipo de convite para uma licitação", completou.

Em 2008, o Chile adquiriu um pequeno satélite de observação terrestre (SSOT) da EADS Astrium, a ser lançado no final de 2011 ou início de 2012. Pelas declarações do ministro, o país andino parece estar considerando a ideia de dispor de um satélite de comunicações, segmento em que os chineses alcançaram uma expressiva participação no mercado sul-americano. Além de já terem fornecido e colocado em órbita o Venesat-1, da Venezuela, a China Great Wall Industry Corp. (CGWIC), principal indústria espacial chinesa, assinou em dezembro de 2010 um contrato para fornecer um satélite similar para a Bolívia, chamado Tupac Katari (ou TKSat-1). A mesma indústria também chegou a fazer uma oferta numa concorrência da Colômbia para o projeto Satcol, que foi cancelado.

Além do segmento de comunicações, no continente sul-americano a China também colabora desde 1988 com o Brasil, no programa sino-brasileiro de recursos terrestres (CBERS, sigla em inglês), e no início deste mês, assinou contrato com o governo venezuelano para a construção e entrega em órbita de um satélite de observação. Toda esta exposição, muito provavelmente coloca o país asiático como um dos principais (senão o principal) "player" em cooperação espacial internacional na região.
.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As ambições bolivianas

.
Mal assinou o contrato para a construção do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari (TKSat-1), em dezembro de 2010, o governo boliviano já fala num segundo, desta vez para observação terrestre, especialmente de recursos minerais. É o que disse no último sábado (22), na assembleia legislativa, o presidente Evo Morales.

Morales confirmou ainda que viajará à China em março para acompanhar o início da construção do satélite de comunicações, e também destacou que 70 jovens bolivianos serão treinados pelo fabricante para o gerenciamento do sistema.

E as ambições peruanas

Na América do Sul, o Peru é outro país que considera seriamente adquirir um satélite de observação. No final do ano, circularam notícias na imprensa peruana dando conta de que em 2011, o governo daria início a uma licitação, num investimento estimado entre 80 a 100 milhões de dólares.
.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Contrato do satélite TKSat-1, da Bolívia, é assinado

.
A China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e a agência espacial da Bolívia assinaram hoje (14) o contrato para a construção do satélite geoestacionário de comunicações Tupac Katari, agora denominado TKSat-1, após um longo período de negociações.

O TKSat-1 será baseado na plataforma DHF-4, contará com 30 transpônderes e terá vida útil estimada de 15 anos. Será lançado por um foguete Longa Marcha 3B/E, a partir do centro espacial de Xichang, na China. A previsão é que o satélite seja entregue em órbita no prazo de até 33 meses.

Este é o sexto contrato para o fornecimento de satélite de comunicações assinado pela CGWIC com clientes internacionais. Segundo a nota divulgada pela empresa chinesa, o "projeto abre uma nova página na cooperação sino-boliviana em cooperação aeroespacial de alta tecnologia". O projeto, cujo valor deve atingir cerca de 400 milhões de dólares (segmentos orbital, terrestre, treinamento, lançamento e seguro) será financiado pelo China Development Bank, equivalente chinês do BNDES brasileiro.
.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O avanço chinês

.
No início desta semana, a China Great Wall Industry Corp. (CGWIC) anunciou a assinatura de acordos com fabricantes de satélites de comunicações e dos lançadores espaciais Longa Marcha para a produção de 8 plataformas de satélites de comunicações das famílias DHF-3 e DHF-4, e de 20 foguetes Longa Marcha 3A, usados para missões geoestacionárias. O valor total dos contratos é estimado em aproximadamente US$ 2,26 bilhões, e cobre entregas num período de cinco anos.

A CGWIC, empresa responsável pela comercialização de satélites e serviços de transporte espacial, tem por objetivo ter até 2015 uma participação de 10% no mercado de satélites de comunicações, e de 15% no de lançamentos comerciais. Com estas metas em linha, a empresa tem sido muito ativa no mercado internacional, particularmente oferecendo satélites para países de terceiro mundo, e lançamentos para cargas "ITAR free". Além disto, tem também buscado desenvolver novos produtos, como uma plataforma geoestacionária de maior massa (6,5-7 ton.) e potência (15-20 kw), a DHF-5.

A América do Sul, aliás, pode ampliar a sua contribuição para o market share chinês. Sua indústrial espacial já tem presença relevante na região. Além da parceria com o Brasil no programa CBERS, a China também forneceu um satélite de comunicações à Venezuela (Venesat-1), negocia um modelo similar com a Bolívia (Tupac Katari), e também participou da concorrência do Satcol, na Colômbia. No início do mês, circularam notícias na imprensa venezuelana dando conta do apoio de Pequim para a construção de uma fábrica de satélites ("Venezuela: fábrica de satélites em 2012").
.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tupac Katari: Bolívia corre atrás de seu satélite

.
De acordo com informações do website especializado Infodefensa, o presidente boliviano Evo Morales confirmou que uma comissão governamental de seu país partiu este mês para a capital chinesa com o objetivo de garantir a construção do satélite de comunicações Tupac Katari.

A delegação boliviana, chefiada pelo ministro da Economia e Finanças Públicas, Luis Arce, tem por missão tratar dos detalhes do acordo comercial para a fabricação do satélite, e também de aspectos financeiros da missão. Em princípio, 30% do valor estimado do projeto, avaliado entre 200 a 300 milhões de dólares, serão financiados pelo tesouro nacional boliviano, e 70% pelo governo chinês.

Em abril, notícias divulgadas pela imprensa internacional davam a entender que um contrato para a construção do Tupac Katari havia sido definitivamente assinado, mas as mais recentes informações demonstram que ainda existem pontos a serem acertados, particularmente financeiros.
.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tupac Katari: contrato assinado

.
O contrato para a fabricação do satélite Tupac Katari, da Bolívia, foi finalmente assinado no último dia de março, em La Paz, no palácio presidencial. O contrato foi firmado pelos chefes da agência espacial boliviana e da China's Great Wall Industry Corporation, que irá fabricá-lo. "Este satélite de comunicações ajudará a prover segurança para os bolivianos", declarou o presidente Evo Morales.

O Tupac Katari, primeiro satélite boliviano e o segundo vendido pela China na América do Sul nos últimos anos (o outro foi o Venesat-1, para a Venezuela), deve ser colocado em órbita em 2013.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tupac Katari: assinatura do contrato está próxima

.
Segundo a imprensa boliviana, o presidente da Bolívia, Evo Morales, estuda viajar em abril à China com o objetivo de firmar definitivamente o acordo para a construção do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari, de comunicações. A informação foi dada pelo vice-ministro de Defesa, José Luiz Prudencio.

Prudencio afirmou ainda que a China também ofereceu ao seu país transferência de tecnologia e capacitação de profissionais para operação do satélite. "É por isso que um número ainda não determinado de pessoal da Bolívia irá viajar à China e acompanhará a construção do satélite durante os três anos", disse.

Paralelamente à possível viagem de Morales à China, a Agência Boliviana Espacial (ABE), criada em fevereiro último para gerir o incipiente programa do país andino, tem realizado reuniões para a revisão de aspectos básicos do projeto do satélite de comunicações.

Nota do blog: colaborou Ildefonso.
.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Criada a Agência Boliviana Espacial

.
O presidente boliviano, Evo Morales, aprovou ontem (10), por meio do Decreto 423, a criação da Agência Espacial Boliviana ("Agencia Boliviana Espacial - ABE"). Ao seu orçamento, foi inicialmente destinado US$ 1 milhão.

A agência espacial boliviana será responsável pela coordenação da construção, lançamento e operação do satélite de comunicações Tupac Katari, que será construído por indústrias chinesas. A previsão é que a construção do satélite seja iniciada no próximo mês, março. Além do Tupac Katari, a ABE também buscará promover outros programas de satélites que beneficiem o país por meio de cooperação internacional.

Com a criação da ABE, a Bolívia se soma ao Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Peru e Colômbia, nações sul-americanas que já possuem programas espaciais estruturados.
.