quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tratamento de ar no VLS-1

.
Para quem se interessa por temas técnicos ligados a foguetes, há um interessante artigo sobre o sistema de tratamento de ar para refrigeração do Veículo Lançador de Satélites 1 (VLS-1), lançador brasileiro desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), subordinado ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), da Aeronáutica. O texto foi publicado na revista da Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC) e encontra-se disponível no web-site do IAE, em três partes. Para acessá-lo, cliquem nos seguintes links: parte 1, parte 2 e parte 3.
.

4 comentários:

Duda Falcão disse...

Boa notícia Mileski, pois demonstra que o projeto não está parado e deve sair apesar do atraso. O projeto do VLS é um marco tecnológico a ser alcançando se quisermos um dia dominar a tecnologia de lançamentos de artefatos espaciais. Aproveitando a oportunidade Mileski, eu queria confirmar contigo a veracidade da notícia de número 187 (abaixo) publicada na página 13 do fórum Asuntos Aeroespaciales do site Zona Militar por uma pessoa de pseudônimo DELTA 22. Na notícia ele diz que o teste do motor foguete realizado pelo IAE/CTA no dia 10/09/2008 foi de um motor a propelente liquido. Existe alguma veracidade nessa notícia Mileski?

NOTÍCIA:


Senhores, tenho o prazer de confirmar a vocês que este motor foguete testado dia 10/09/2008 pelo IAE/CTA foi de um motor movido a PROPELENTE LIQUIDO.

-------------------------------------------------------------------------
(...) o motor foguete a propelente líquido com empuxo médio entre 15 e 20 kN, com câmara de empuxo do tipo radiativa ou ablativa e empuxo no vácuo, utiliza etanol e oxigênio líquido pressurizados por gás.
Inicialmente esse motor dará origem a um foguete mono-estágio recuperável por pára-quedas para testes da dinâmica do sistema propulsivo em vôo.

Fonte: CTA

-------------------------------------------------------------------------
Veja o vídeo em que o link se encontra no post anterior e observe:
- a ausência de fumaça apos a ignição do motor (o que não ocorre em propulsores a propelente sólido);
- as chamas com potencia constante e o brilho do fogo com máxima 'forza' e
- o som característico de motores a propelente liquido.

Congratulações ao IAE e ao CTA. Excelente noticia!!!



Desde já Moleski agradeço pela sua atenção e fico no aguardo de sua resposta.


Atenciosamente,


Duda Falcão



Link da notícia: http://www.zonamilitar.com.ar/foros/showthread.php?t=10704&page=13

Pedro disse...

Olá Mileski, olá Duda...

Acabei me interessando pelo assunto e fui conferir no site indicado pelo Duda a informação e no mesmo tópico, porém mais adiante, o mesmo pseudônimo "DELTA22" publica esta foto do motor (chamado L15) que ele citou anteriormente como um propulsor líquido de 15/20kN de empuxo usando etanol e oxigênio líquido (este é o link somente da foto: http://i136.photobucket.com/albums
/q165/raulpmicena/L15.jpg).

Portanto, acredito que realmente a informação por ele deixada tem veracidade e assim procede perfeitamente com a informação fornecida por esta pessoa. Pode-se ler também neste forum informações sobre um motor menor (o L5) e sobre um futuro outro (L75), este mais complexo que os outros 2 menores por usar turbo-bombas, etc.

E ainda: cruzando informações, ainda achei em uma das páginas do slide de uma apresentação do CTA que já foi citado aqui pelo Mileski destacando a parte de "Embargos ao Programa Espacial Brasileiro", que também condiz com as informações prestadas pelo pseudonimo citado (DELTA22). Esta é a imagem da página do Brigadeiro do CTA que já foi publicado aqui no blog: http://i267.photobucket.com/albums/ii309/
akivrx78/CTA/BrigadeiroEng75.jpg

Acredito que esta pessoa seja muito bem informada. Seria interessante localizá-lo para que nos repasse mais informações se possível.

Abraços.

Duda Falcão disse...

Olá Pedro!

Agradeço ao amigo pela informação e pelo seu esforço em tentar esclarecer o assunto. Já havia lido as notícias colocadas no fórum pelo DELTA 22 e em outras fontes sobre os motores L5 e L15 (motores de empuxo) e o futuro L75. Acontece que o Ensaio de Queima em Banco de Provas de um motor foguete (veja o link para o vídeo do teste no fórum) ocorrido no dia 10/09/2008 (divulgado pelo CTA) ocorreu com as seguintes características: 356 mm de diâmetro, 1800 mm de comprimento, 295 kg de propelente e tempo de queima de 25 segundos. No entanto Pedro, eles não dizem se o motor era a propelente liquido ou sólido. Parece-me que pela informação publicada no link que você me passou, tratar-se do primeiro teste do motor que impulsionará o foguete mono-etágio a propelente liquido denominado VS15. Uma grande notícia para o Programa de Foguetes de Sondagem do IAE/CTA e para todo o Programa Espacial, pois não só demonstra o interesse do IAE em desenvolver novos foguetes desse tipo (até a onde eu sei o desenvolvimento dos foguetes Sonda III-A e o VS43 estavam parados), como também o firme propósito de desenvolver motores a propelente liquido, visando o uso dos mesmos no VLS, como parece ser o caso do motor L75 que visa equipar o terceiro estágio do futuro foguete VLS-Alfa. Caso haja veracidade nessa história você esta certo quanto ao DELTA 22, ele está muito bem informado, no entanto Pedro, não sei como localiza-lo.

Abraços

Duda Falcão

Sengedradog disse...

Vendo o ensaio do S 43 e do outro foguete (L 75?) dá para perceber nítidas diferenças, uma é a ausência de fumaça na tubeira do segundo motor conforme indicado, a cor da chama (azul-violeta no L75? e amarela no S43) além do final da queima muito mais rápida do S 43. No mínimo são composições muito diferentes.