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segunda-feira, 3 de março de 2014

VLM em discussão na AEB

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Desenvolvimento do Projeto VLM é tema de reunião na AEB
Brasília, 28 de fevereiro de 2014 – Diversos aspectos do projeto e das fases de desenvolvimento do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) foram discutidos nesta sexta-feira (28) em reunião realizada na Agência Espacial Brasileira (AEB).

O encontro, com a participação de dirigentes da Agência, de representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCTA), do Comando da Aeronáutica, e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), ambos em São José dos Campos (SP), serviu também para ajustar pontos a serem debatidos com técnicos da Agência Espacial Alemã (DRL), parceira no desenvolvimento do projeto, em reunião a ser agendada para março próximo.

O projeto VLM visa ao desenvolvimento de um foguete destinado ao lançamento de cargas úteis especiais ou microssatélites, de até 150 kg, em órbitas equatoriais e polares ou de reentrada. Em sua configuração básica é formado de três estágios, dois com o motor S50, com cerca de dez toneladas de propelente e um estágio orbitalizador com o motor S44.

Outras configurações do veículo empregarão um quarto estágio em propelente sólido ou líquido e uma versão triestágio com motor de apogeu em propelente líquido. Alemanha e Brasil estudam a possibilidade de utilizar o lançador para transportar o veículo alemão Shefex 3 em uma trajetória de reentrada na atmosfera terrestre em 2015.

Da reunião liderada pelo presidente da AEB, José Raimundo Coelho, participaram o diretor de Administração, José Iram Mota Barbosa, o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos, Petrônio Noronha de Souza, o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Carlos Alberto Gurgel, e os coordenadores Francisco Cleodato Porto Coelho, Jean Robert Batana Pires Ferreira e Ricardo Douglas Baia Lira.

Pela Aeronáutica compareceram o Tenente Brigadeiro Gerson Nogueira Machado de Oliveira, diretor geral do DCTA, o Brigadeiro Carlos Antônio de Magalhães Kasemodel, diretor do IAE, o Major Brigadeiro Alvani Adão da Silva, vice-diretor do DCTA, o Brigadeiro Leonardo Magalhães Nunes da Silva, o Coronel Avelino Santana Júnior, e o engenheiro Luiz Eduardo Vergueiro Loures da Costa, do IAE.

Fonte: AEB
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domingo, 1 de julho de 2012

SGB: decreto é publicado

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Na última sexta-feira (29), foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto n.º 7.769, da Presidência da República, que dispõe sobre "a gestão do planejamento, da construção e do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDBC."

O decreto é mais um passo para a concretização do projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que agora, aliás, ganhou um novo nome oficial, Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDBC (além deste, eventualmente também é referido por seu nome comercial, BR1Sat). Um ponto muito interessante: segundo o texto, o SGDC deverá estar implantado até o dia 31 de dezembro de 2014, o que dá a entender que o satélite deverá estar em órbita e funcionamento até o final desse período, um prazo considerado bastante curto.

Por meio do decreto, foram criados o Comitê Diretor (órgão diretivo e instância decisória máxima do projeto do SGDC), e o Grupo-Executivo, órgão técnico-consultivo e executor das diretrizes e decisões do Comitê Diretor.

O Comitê Diretor será formado por representantes do Ministério das Comunicações, Ministério da Defesa e Ministério da Ciência, Tecnologia e INovação. Já o Grupo-Executivo terá representantes do Ministério da Defesa, Ministério das Comunicações, Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e Telebras, cabendo a esta última a presidência do referido comitê.

Caberá ao Comitê Diretor, com base em proposições do Grupo-Executivo:

"I -  aprovar, com base nas informações fornecidas pelo Grupo-Executivo: a) os requisitos técnicos do projeto do SGDC, seus eventuais ajustes e alterações; b) o planejamento, o orçamento e o cronograma de implantação do projeto do SGDC; c) as minutas dos termos de referência para a contratação, aquisição, lançamento e operação do SGDC; e d) o plano de absorção e transferência de tecnologia de que trata o art. 10;

II - acompanhar e avaliar a execução do projeto do SGDC ao longo de todas as suas fases, determinando os ajustes necessários;

III - supervisionar o repasse de recursos financeiros destinados à implantação do projeto do SGDC; e

IV - estabelecer as diretrizes para a atuação e participação dos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta no Projeto do SGDC."

O decreto também autoriza a Telebras a contratar com terceiros o fornecimento de bens, serviços e obras de engenharia necessários ao satélite e ao transporte de sinais de telecomunicações, bem como do segmento terrestre correspondente. Indica, alinda, a Telebras e o Ministério da Defesa como responsáveis pela gestão da operação do satélite após o seu lançamento.

Nos termos de seu artigo 10, caberá à Telebras e à AEB a elaboração do plano conjunto de absorção e transferência de tecnologia, que será avaliado pelo Grupo-Executivo e submetido à aprovação do Comitê Diretor. A AEB será responsável pela coordenação, monitoramento e avaliação dos resultados do plano de absorção e transferência de tecnologia, sendo ainda detentora dos direitos de propriedade intelectual decorrentes do processo de transferência de tecnologia.

A expectativa é que o Comitê Diretor e o Grupo-Executivo tenham seus membros designados em até 15 dias, sendo que a primeira atribuição será finalizar a solicitação de propostas (conhecida tecnicamente pelo jargão em inglês Request for Proposal - RFP) para envio aos potenciais fornecedores do satélite.
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