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CONSELHO SUPERIOR DA AEB REALIZA 64ª REUNIÃO
Brasília, 28 de fevereiro de 2013 - O Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira (AEB) se reuniu na tarde da quarta-feira (27), na sede da instituição. Essa foi a primeira reunião das três que estão agendadas para o ano.
Durante a reunião, foi apresentado aos conselheiros os resultados de execução do Programa Espacial em 2012. A criação da Visiona – empresa de capital misto criada para ser integradora do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) –, os avanços realizados no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), tanto para o lançamento de satélites por veículos nacionais, quanto do foguete ucraniano Cyclone 4, e o desenvolvimento de parcerias internacionais foram alguns dos pontos destacados durante a reunião.
Os diretores da AEB também apresentaram o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2012-2021, suas principais diretrizes, os resultados esperados e as estratégias de capacitação e investimento para o Programa Espacial Brasileiro. “O aumento da participação da indústria nacional e a implantação de um programa de domínio de tecnologias críticas são as principais metas. A formação e capacitação de pessoal e a ampliação da cooperação internacional também são temas prioritários do PNAE”, explicou o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB.
Ao final, o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, sugeriu que a próxima reunião do Conselho, agendada para junho, seja realizada em Alcântara, no Maranhão, onde fica localizado o principal centro de lançamento do país. “É importante que os conselheiros da instituição vejam de perto onde o Programa Espacial Brasileiro realiza suas atividades. Depois de Alcântara, José Raimundo pretende realizar reuniões em São José dos Campos (SP), e em Parnamirim (RN), onde fica localizado o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).
Durante a reunião tomaram posse como membros titulares do Conselho: José Augusto Vieira da Cunha Menezes, do Comando da Marinha; Walter Bartels, do setor industrial. Como membros suplentes, assumiram Carlos Antônio de Magalhães Kasemodel, do Comando da Aeronáutica; Carlos Renato de Melo Castro, do Ministério da Fazenda; Rodrigo Augusto Barbosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Paulo Afonso Vieira Junior, do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão; e Ariel Cecílio Garces Pares, do Ministério do Meio Ambiente.
Conselho Superior – Criado em 1994 e presidido pelo presidente da AEB, o Conselho é responsável por apreciar propostas de atualização da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), para encaminhamento ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Informação; deliberar sobre as diretrizes para execução da PNDAE aprovada pelo Presidente da República; atuar na elaboração do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), bem como de suas atualizações e apreciar anualmente seu relatório de execução.
São atribuições do Conselho, também, atuar na elaboração da proposta orçamentária anual da AEB; apreciar as propostas de atos de organização e funcionamento do Sistema Nacional de Atividades Espaciais; apreciar acordos, contratos, convênios e outros instrumentos internacionais, no campo das atividades espaciais; propor subsídios para a definição de posições brasileiras em negociações bilaterais e em foros internacionais, referentes a assuntos de interesse da área espacial; aprovar diretrizes para o estabelecimento de normas e expedição de licenças e autorizações relativas às atividades espaciais; e opinar sobre projetos de leis, propostas de decretos e de outros instrumentos legais, relativos às atividades espaciais.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
AEB: empresa integradora para lançadores
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Área de lançadores deverá ter empresa integradora
Qua, 27 de Fevereiro de 2013 17:53
Escrito por Leandro Duarte
O Brasil deverá contar em breve com uma empresa integradora para a área de lançadores. Ela será constituída por meio de uma parceria público-privada (PPP) nos moldes da Visona Tecnologia Espacial S.A, instituição que será responsável pela construção do primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A informação foi dada ontem (25), pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I de Notícias.
comerciais de satélitesCom a criação da empresa, o país terá a capacidade para fazer lançamentos comerciais de satélites. De acordo com Coelho, as conversas estão adiantadas. No entanto, para não atrapalhar o processo de desenvolvimento da nova instituição, ele não quis citar os nomes das empresas envolvidas nas negociações. O presidente informou que organizações de grande porte estão à frente das discussões para integrar a empresa de lançadores.
“A maioria das empresas grandes estão pensando nisso. Ao ver que na área de satélites está começando a funcionar, é natural que na área de lançadores também apareçam iniciativas como essa. Empresas grandes que desejam se tornar empresas integradoras”, afirmou.
A nova empresa terá ações integradas com o Programa Espacial Brasileiro (PEB). Ela deverá trabalhar com as iniciativas que já estão bem caminhadas, em conjunto com a área executora do PEB que é o Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA) e a AEB. Segundo Coelho, os atos iniciais da entidade estarão focados no término do Veículo Lançador de Satélites (VLS).
O presidente da AEB também destacou que a atuação do governo brasileiro na nova empresa é fundamental. Ele destacou que a área espacial ainda não desponta como um setor de negócios que dê grandes retornos para as empresas. O auxilio governamental viria, em sua maioria, para a infraestrutura tanto na parte física quanto na laboratorial.
Sobre a possibilidade de sucesso da empresa integradora, o presidente da AEB é enfático. “Se o país conseguir elencar objetivos e escolher prioridades importantes, em breve terá os primeiros lançamentos com equipamentos brasileiros”, disse.
Benefícios
Além de possibilitar que o Brasil tenha autonomia no acesso ao espaço, a capacidade de desenvolver foguetes permitirá que o país assegure um lugar no seleto e bilionário mercado de lançamento de satélites.
O Brasil tem grandes possibilidades nesta área devido às vantagens comerciais possibilitadas pela localização do Centro de Lançamento Alcântara (CLA). Situado a 2,2 graus da linha do equador, cada lançamento feito a partir do CLA pode valer até 30% menos que em outros centros instalados no resto do mundo, especialmente por causa da economia de combustível
Fonte: Agência Gestão CT&I
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Área de lançadores deverá ter empresa integradora
Qua, 27 de Fevereiro de 2013 17:53
Escrito por Leandro Duarte
O Brasil deverá contar em breve com uma empresa integradora para a área de lançadores. Ela será constituída por meio de uma parceria público-privada (PPP) nos moldes da Visona Tecnologia Espacial S.A, instituição que será responsável pela construção do primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A informação foi dada ontem (25), pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I de Notícias.
comerciais de satélitesCom a criação da empresa, o país terá a capacidade para fazer lançamentos comerciais de satélites. De acordo com Coelho, as conversas estão adiantadas. No entanto, para não atrapalhar o processo de desenvolvimento da nova instituição, ele não quis citar os nomes das empresas envolvidas nas negociações. O presidente informou que organizações de grande porte estão à frente das discussões para integrar a empresa de lançadores.
“A maioria das empresas grandes estão pensando nisso. Ao ver que na área de satélites está começando a funcionar, é natural que na área de lançadores também apareçam iniciativas como essa. Empresas grandes que desejam se tornar empresas integradoras”, afirmou.
A nova empresa terá ações integradas com o Programa Espacial Brasileiro (PEB). Ela deverá trabalhar com as iniciativas que já estão bem caminhadas, em conjunto com a área executora do PEB que é o Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA) e a AEB. Segundo Coelho, os atos iniciais da entidade estarão focados no término do Veículo Lançador de Satélites (VLS).
O presidente da AEB também destacou que a atuação do governo brasileiro na nova empresa é fundamental. Ele destacou que a área espacial ainda não desponta como um setor de negócios que dê grandes retornos para as empresas. O auxilio governamental viria, em sua maioria, para a infraestrutura tanto na parte física quanto na laboratorial.
Sobre a possibilidade de sucesso da empresa integradora, o presidente da AEB é enfático. “Se o país conseguir elencar objetivos e escolher prioridades importantes, em breve terá os primeiros lançamentos com equipamentos brasileiros”, disse.
Benefícios
Além de possibilitar que o Brasil tenha autonomia no acesso ao espaço, a capacidade de desenvolver foguetes permitirá que o país assegure um lugar no seleto e bilionário mercado de lançamento de satélites.
O Brasil tem grandes possibilidades nesta área devido às vantagens comerciais possibilitadas pela localização do Centro de Lançamento Alcântara (CLA). Situado a 2,2 graus da linha do equador, cada lançamento feito a partir do CLA pode valer até 30% menos que em outros centros instalados no resto do mundo, especialmente por causa da economia de combustível
Fonte: Agência Gestão CT&I
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Satélite de observação francês para o Peru?
De acordo com a imprensa peruana, o ministro da Defesa do Peru, Pedro Cateriano, teve uma reunião este mês com o ministro de Assuntos Estrangeiros da França, Laurent Fabius, para discutir a possível aquisição pelo país sul-americano de um satélite de observação junto a indústrias francesas, possivelmente da Astrium, do grupo EADS, ou da Thales Alenia Space. A reunião segue uma visita oficial de Cateriano à França em novembro de 2012, ocasião em que o tema foi também discutido.
A aquisição, em discussão há há vários anos, envolveria uma negociação de governo a governo.
Ainda segundo a imprensa local, o governo peruano tem grande interesse em dispor de um satélite de observação ótico para vigilância e controle das forças armadas em zonas afetadas por ações terroristas e de narcotráfico.
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Estudante do ITA é premiado pela Astrium
Astrium premia o melhor estudante de engenharia aeroespacial do ITA
26/02/2013
A Astrium, em parceria com a Equatorial Sistemas, uma empresa do grupo da Astrium, premiou ontem o aluno com o melhor desempenho acadêmico em 2012 da primeira turma de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O 1° Tenente Engenheiro Levi Maia Araújo recebeu o Prêmio Equatorial-Astrium durante a cerimônia da Aula Magna de 2013 do ITA, que ocorreu nesta segunda-feira (25), e fará uma viagem de trabalho à Europa para conhecer a Astrium, a empresa líder em tecnologias espaciais na Europa.
O Tenente Araújo, de 21 anos, é um dos dez alunos do curso de Engenharia Aeroespacial, lançado em 2008 pelo ITA. Ele ficará por três meses na Europa, a convite da Astrium, e terá a oportunidade de conhecer as instalações da empresa, interagir com pesquisadores e engenheiros, e participar de pesquisas e projetos espaciais desenvolvidos na empresa com tecnologia de ponta.
No evento, o Tenente Araújo recebeu o prêmio das mãos de Jean Noël Hardy, diretor-geral da Astrium do Brasil, e do presidente da Equatorial Sistemas, Dr. César Celeste Ghizoni. Ao oferecer novas oportunidades de trocas de conhecimentos na área da indústria espacial, a Astrium e a Equatorial Sistemas pretendem incentivar o interesse dos brasileiros no setor.
"A Astrium tem uma grande vontade de contribuir no desenvolvimento das atividades espaciais no Brasil. Estamos orgulhosos de premiar o melhor aluno de Engenharia Aeroespacial do ITA com o intuito de incentivar os profissionais brasileiros da indústria a colocar em prática seus excelentes projetos e idéias que podem desenvolver a indústria espacial no Brasil, bem como em outras partes do mundo ", explicou Jean Noël Hardy.
O evento marcou o início do ano letivo do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ligado ao Comando da Aeronáutica, e que oferece também os cursos de Engenharia Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica Aeronáutica, Infraestrutura Aeronáutica e Computação.
O ministro da Defesa, embaixador Celso Amorim, proferiu a Aula Magna de 2013, no Auditório Professor Francisco Antonio Lacaz Netto. A solenidade contou ainda com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, do Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Tenente-Brigadeiro do Ar Ailton dos Santos Pohlmann, do Reitor do ITA, engenheiro e economista Carlos Américo Pacheco, além de outras autoridades civis e militares.
Fonte: Astrium, com edição do Blog Panorama Espacial.
Atualização, 27/02/2013, às 20h45: o 1° Tenente Engenheiro Levi Maia Araújo entrou em contato com o blog para informar que sua idade correta é 21 anos, e que são 10 os formandos em Engenharia Aeroespacial no ITA, e não 9 como informado no texto, já corrigido.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Amorim: retomada de voos do VLS para "muito breve"
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Celso Amorim anuncia para “muito breve” a retomada dos voos do VLS
São José dos Campos (SP), 25/02/2013 – O Brasil retomará o projeto de lançamentos de satélites e microssatélites para “muito breve”. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, durante aula magna para 124 alunos aprovados no curso do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Segundo Amorim, “projetamos a retomada dos voos do VLS [Veículo lançador de Satélite], já que neste ano terá seu primeiro ensaio elétrico”.
“Na sequência teremos o lançamento do VLM [Veículo Lançador de Microssatélite]. Nesses e em outros programas que envolvem a cooperação junto a parceiros do mundo desenvolvido, o princípio do fortalecimento tecnológico da base industrial brasileira constitui uma referência permanente”, explicou o ministro sem querer determinar prazo para a retomada.
Amorim iniciou a palestra para os alunos explicando que por sua formação na área de humanas poderia cair em lugar comum com um discurso para estudantes que têm a base nas ciências exatas. Por isso, conforme explicou, convidou-os a uma reflexão sobre como a política de defesa brasileira “pode se preparar para os desafios futuros”.
“Assim, ainda que vocês não estejam particularmente interessados pela política mundial, saibam que a política mundial se interessará pelos progressos que vocês farão”, disse.
A partir daí, Celso Amorim foi expondo para os acadêmicos os movimentos de formação de blocos econômicos e políticos. O ministro lembrou da criação do Mercosul, em 1991, quando Brasil, Argentina, Chile e Uruguai se uniram para intensificar o comércio e interagir suas cadeias produtivas, passando a contar com a Venezuela, no ano passado, e a Bolívia que em breve deverá se integrar ao bloco.
O ministro destacou mais recentemente a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que expandiu a integração para o campo político. Segundo Amorim, a decisão de criar a Unasul levou em consideração o fato de que o mundo é atualmente organizado ao redor de grandes blocos.
“A União Europeia, apesar de todas as dificuldades por que tem passado, é, evidentemente, um grande bloco; os Estados Unidos são um bloco em si; o mesmo ocorre com a China e, até certo ponto, com a Índia; outras regiões, embora em estágios distintos de integração, tratam de agrupar-se, como a União Africana e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean)”, explicou.
Celso Amorim entremeou a palestra entre o improviso e o texto preparado para a aula magna. Durante pouco mais de 50 minutos, o ministro destacou a aproximação do Brasil com a África, bem como a integração das nações sul-americanas com o Caribe e a América Central.
No discurso, mencionou a participação das Forças Armadas nas missões de paz sob liderança da Organização das Nações Unidas (ONU), na mobilização dos governos do Brasil e da Turquia no embate sobre o programa nuclear do Irã e voltou a defender mudanças no Conselho de Segurança da ONU que permitam a inclusão de novos integrantes, como por exemplo, o Brasil.
Amorim também enfatizou a presença brasileira no extremo sul do atlântico, na Antártica, “onde a reestruturação da Estação Comandante Ferraz já está em curso”. E seguiu: “Atlântico Sul e África são dois espaços de natural presença brasileira”.
Na palestra, o ministro lembrou, ainda, de sua passagem pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, quando foi assessor internacional daquela pasta.
Novos cargos
Durante a aula magna, Celso Amorim informou que foi autorizada a contratação de 800 novos cargos no Centro Técnico Aeroespacial, fato que “dará novo ímpeto a esse setor absolutamente estratégico para a modernização de nossa defesa”. Lembrou que isso é fruto de parceria firmada com o Ministério da Educação.
“O ITA é uma referência nacional e internacional como instituição de excelência na área de ciência e tecnologia. Os trabalhos e pesquisas desenvolvidos nesse instituto foram e são motivo de orgulho para todos os brasileiros, e têm merecido crescente atenção no governo da presidenta Dilma Rousseff”, destacou.
Após a palestra, Amorim, na companhia do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, do reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, e de oficiais da Força Aérea, percorreu as dependências da instituição. No trajeto, o ministro conversou com um grupo de alunos que destacou a importância do instituto na formação profissional militar e civil.
Fonte: Ministério da Defesa
Comentário: existe a expectativa de que um voo experimental, da parte baixa do VLS-1 (1º e 2º estágios) ocorra entre o final deste ano e início de 2014.
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Celso Amorim anuncia para “muito breve” a retomada dos voos do VLS
São José dos Campos (SP), 25/02/2013 – O Brasil retomará o projeto de lançamentos de satélites e microssatélites para “muito breve”. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, durante aula magna para 124 alunos aprovados no curso do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Segundo Amorim, “projetamos a retomada dos voos do VLS [Veículo lançador de Satélite], já que neste ano terá seu primeiro ensaio elétrico”.
“Na sequência teremos o lançamento do VLM [Veículo Lançador de Microssatélite]. Nesses e em outros programas que envolvem a cooperação junto a parceiros do mundo desenvolvido, o princípio do fortalecimento tecnológico da base industrial brasileira constitui uma referência permanente”, explicou o ministro sem querer determinar prazo para a retomada.
Amorim iniciou a palestra para os alunos explicando que por sua formação na área de humanas poderia cair em lugar comum com um discurso para estudantes que têm a base nas ciências exatas. Por isso, conforme explicou, convidou-os a uma reflexão sobre como a política de defesa brasileira “pode se preparar para os desafios futuros”.
“Assim, ainda que vocês não estejam particularmente interessados pela política mundial, saibam que a política mundial se interessará pelos progressos que vocês farão”, disse.
A partir daí, Celso Amorim foi expondo para os acadêmicos os movimentos de formação de blocos econômicos e políticos. O ministro lembrou da criação do Mercosul, em 1991, quando Brasil, Argentina, Chile e Uruguai se uniram para intensificar o comércio e interagir suas cadeias produtivas, passando a contar com a Venezuela, no ano passado, e a Bolívia que em breve deverá se integrar ao bloco.
O ministro destacou mais recentemente a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que expandiu a integração para o campo político. Segundo Amorim, a decisão de criar a Unasul levou em consideração o fato de que o mundo é atualmente organizado ao redor de grandes blocos.
“A União Europeia, apesar de todas as dificuldades por que tem passado, é, evidentemente, um grande bloco; os Estados Unidos são um bloco em si; o mesmo ocorre com a China e, até certo ponto, com a Índia; outras regiões, embora em estágios distintos de integração, tratam de agrupar-se, como a União Africana e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean)”, explicou.
Celso Amorim entremeou a palestra entre o improviso e o texto preparado para a aula magna. Durante pouco mais de 50 minutos, o ministro destacou a aproximação do Brasil com a África, bem como a integração das nações sul-americanas com o Caribe e a América Central.
No discurso, mencionou a participação das Forças Armadas nas missões de paz sob liderança da Organização das Nações Unidas (ONU), na mobilização dos governos do Brasil e da Turquia no embate sobre o programa nuclear do Irã e voltou a defender mudanças no Conselho de Segurança da ONU que permitam a inclusão de novos integrantes, como por exemplo, o Brasil.
Amorim também enfatizou a presença brasileira no extremo sul do atlântico, na Antártica, “onde a reestruturação da Estação Comandante Ferraz já está em curso”. E seguiu: “Atlântico Sul e África são dois espaços de natural presença brasileira”.
Na palestra, o ministro lembrou, ainda, de sua passagem pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, quando foi assessor internacional daquela pasta.
Novos cargos
Durante a aula magna, Celso Amorim informou que foi autorizada a contratação de 800 novos cargos no Centro Técnico Aeroespacial, fato que “dará novo ímpeto a esse setor absolutamente estratégico para a modernização de nossa defesa”. Lembrou que isso é fruto de parceria firmada com o Ministério da Educação.
“O ITA é uma referência nacional e internacional como instituição de excelência na área de ciência e tecnologia. Os trabalhos e pesquisas desenvolvidos nesse instituto foram e são motivo de orgulho para todos os brasileiros, e têm merecido crescente atenção no governo da presidenta Dilma Rousseff”, destacou.
Após a palestra, Amorim, na companhia do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, do reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, e de oficiais da Força Aérea, percorreu as dependências da instituição. No trajeto, o ministro conversou com um grupo de alunos que destacou a importância do instituto na formação profissional militar e civil.
Fonte: Ministério da Defesa
Comentário: existe a expectativa de que um voo experimental, da parte baixa do VLS-1 (1º e 2º estágios) ocorra entre o final deste ano e início de 2014.
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"Anotações às vésperas da Cúpula do BRICS", artigo de José Monserrat Filho
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Anotações às vésperas da Cúpula do BRICS
José Monserrat Filho *
“É possível reinventar o modelo de relações entre estes Estados, livres das amarras que parecem vincular outros quadros regionais.” Paulo Borba Casella ¹
O Brasil mantém excelentes laços de cooperação com China e Rússia, que, por sua vez, também desenvolvem excelente relações, a começar pela área de política internacional. Isso fortalece o BRICS, fórum também integrado pela Índia e a África do Sul, que deve realizar sua próxima Reunião de Cúpula na cidade sul-africana de Durban, em 26 e 27 de março. O BRICS tem despertado especial atenção do mundo inteiro, sobretudo dos países desenvolvidos.
Não por acaso, a conceituada Universidade de Leiden, na Holanda, promoverá o “Simpósio sobre Aspectos Políticos e Jurídicos da Cooperação Espacial entre a Europa e os Países do BRICS - Inventário, Desafios e Oportunidades”, em 16 de maio próximo. Para esse evento inédito no chamado mundo avançado, estão convidados o Prof. Paulo Borba Casella, da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo, que abordará o tema “BRICS: Do Conceito à Realidade”, e o autor destas linhas, que falará sobre a “Cooperação Espacial Brasil-China ¨- o Programa CBERS”. Será um encontro interdisciplinar, co-organizado pelo Instituto Internacional de Direito Aeronáutico e Espacial da Faculdade de Direito e pelo Departamento de Estudos Latino-Americanos da Faculdade de Humanidades da Universidade de Leiden, a mais antiga do país, criada em 1575.
Rússia e China
Os Ministros das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da China, Yang Jiechi, tiveram importante encontro em Moscou na sexta-feira, 22 de fevereiro. Entenderam-se até sobre a situação na Síria, com a meta sensata de evitar o aumento dos conflitos dentro e fora do país. A unidade sino-russa, anunciada pela France Press, inclui um fato de suma relevância política e diplomática: a Rússia poderá ser o primeiro país a ser visitado pelo Presidente eleito da China, Xi Jinping, agora em março, logo após sua confirmação como Chefe do Estado, sucedendo a Hu Jintao. Xi Jinping e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participarão, a seguir, da Cúpula do BRICS, em Durbam, onde certamente empenharão todo o seu prestígio.
“Rússia e China sustentam as mesmas posições e as aplicam nas negociações sobre o Oriente Médio, o Norte da África, a crise síria, o Afeganistão, o programa nuclear iraniano, além de outras situações críticas”, declarou Lavrov à imprensa, ao lado de Yang. E acrescentou: “Em todos esses casos, nós e nossos amigos chineses orientamo-nos pelo mesmo princípio da necessidade de se respeitarem o direito internacional e os procedimentos da ONU, de não se permitir a interferência nos conflitos domésticos e, mais que tudo, o uso da força”. Os dois chanceleres consideram “inaceitável” o terceiro teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, no início deste mês.
Ainda segundo a France Press, Yang teve na ocasião uma conversa a portas fechadas com Putin, de onde saiu afirmando que “as relações sino-russas são de enorme importância não apenas para os nossos países, como também têm influência sobre o fortalecimento da paz e do desenvolvimento no planeta como um todo”. O ministro chinês disse ainda que o volume de comércio entre os dois países superou os 80 bilhões de dólares, em 2012, e que “há boas razões” para crer que esse montante poderá chegar a 100 bilhões, em três anos, ou seja, lá por 2015.
Apesar da clara sintonia, russos e chineses ainda não lograram concluir a venda de quase 70 bilhões de metros cúbicos anuais de gás da Rússia para a China nos próximos 30 anos. A empresa Gazprom, da Rússia, e a Companhia Nacional de Petróleo da China, que firmaram acordo-quadro em 2009, seguem discutindo a questão do preço. Mas, dado o significado do tema, não se descarta a possibilidade de os dois países resolverem o impasse antes da Cúpula do BRICS. Seria uma demonstração insofismável de aliança sólida e de muito longo prazo.
Brasil e Rússia
A Declaração Conjunta da VI Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, assinada pelo Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, e pelo Chefe do Governo da Rússia, Dmitry A. Medvedev, em Brasília, em 20 de fevereiro, deixou clara a amplitude dos temas discutidos entre os dois países. Os dois mandatários “ressaltaram a importância do fluido diálogo político no âmbito de sua Parceria Estratégica e mostraram satisfação pelos resultados da Reunião de Consultas Políticas (...)”. A Comissão analisou grandes temas da agenda internacional: cooperação em fóruns multilaterais, ONU, BRICS, G20, entre outros; reforma da ONU e de seu Conselho de Segurança; o impacto da crise econômico-financeira mundial na política global; não-proliferação de armas nucleares, desarmamento e controle de armas; cooperação internacional no combate aos novos desafios e ameaças; e Direitos Humanos. Tratou-se, ainda, da atual situação do Oriente Médio, Norte da África, região do Cáucaso, da América Latina e Caribe, Comunidade de Estados Independentes, Mercosul, Unasul, Celac, OEA, União Aduaneira e União Euro-Asiática.
Os dois países decidiram também iniciar negociações para a compra de baterias antiaéreas russas pelo Brasil, o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa, e a transferência de tecnologia para a participação de empresas estratégicas brasileiras nos processos de produção e sustentabilidade logística integrada.
A Presidente Dilma Rousseff recebeu o Premier Medvedev no Palácio do Planalto e lembrou sua visita a Moscou, em dezembro de 2012, quando o Presidente Vladimir Putin lhe manifestou o apoio russo ao Programa Ciência sem Fronteiras, do Brasil. Dilma frisou naquele encontro: “A Rússia tem enormes conhecimentos acumulados em áreas como engenharia aeronáutica, exploração de gás e petróleo, mineração. Queremos que brasileiros possam usufruir desses conhecimentos, o que fortalecerá parcerias produtivas em nossos países”.
Agora, a Rússia vem de integrar-se oficialmente ao Programa Ciência sem Fronteiras, executado pelo CNPq e Finep, para a formação de especialistas brasileiros em universidades, centros de pesquisa e empresas russos. O respectivo Memorando de Entendimento foi firmado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Marco Antonio Raupp (ao lado do Secretário Executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim; a Finep está subordinada a esse Ministério) e pelo Vice-Ministro de Educação e Ciência da Rússia, Igor Fedyukin.
O Programa Ciência sem Fronteiras será, igualmente, a base de apoio do sistema lançado pela AEB para formar especialistas em áreas espaciais em parceria com agências espaciais dos países mais avançados no setor, inclusive e, em especial, a Roscosmos, da Rússia.
A propósito, o Premier Medvedev anunciou a intenção da Rússia de propor “uma série de novos projetos” conjuntos com o Brasil nas áreas de tecnologia espacial, petróleo e energia atômica. E disse: “Podemos estabelecer uma aliança tecnológica que ajude nossos povos e nossas empresas”.
Cooperação espacial
A Declaração Conjunta saudou a inauguração na Universidade de Brasília (UnB), em 19 de fevereiro, da estação de referência de correção diferencial do sistema russo de navegação por satélites GLONASS, bem como a assinatura do contrato entre a Fundação UnB e a Corporação de Pesquisa Científica e Produção "Sistemas de Medição Precisa" (OAO NPK SPP)” para instalação, uso e pesquisa no Brasil da Estação Óptica, equipada com Estação de Medição Unidirecional (OWS) MS GLONASS (Sazhen-TM-OWS), no Brasil.
Os dois países também estão prontos para estudar o aumento da participação brasileira no desenvolvimento e uso do sistema GLONASS, conforme prevê o programa de cooperação entre a Agência Espacial Brasileira e a Roskosmos, a agência espacial russa.
A declaração saudou ainda a conclusão do Memorando de Entendimento entre a empresa JSC “Tecnologias Russas da Navegação” e a Prefeitura de Goiânia, através da Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, estabelecendo cooperação em torno do Projeto “Goiânia Sustentável”, com a troca de especialistas, desenvolvimento de pesquisa e capacitação de pessoal.
Rússia e China
Ambos planejam ampliar seu mercado espacial. Ao deixar Brasília, o Premier Medvedev viajou para Havana, onde informou à agência UPI e à imprensa cubana, em 22 de fevereiro, que a Rússia deseja aumentar sua participação no mercado global de serviços espaciais dos atuais 10% para 15%. Ele afirmou: "Queremos não ser apenas uma potência científica líder, um país empenhado em pesquisa espacial, mas também um protagonista no mercado de serviços espaciais”. E argumentou: “Fomos os primeiros no espaço e acreditamos que essa é a nossa vantagem competitiva. Mas é impossível não investir no espaço. Se nos louvamos só pelo lançamento do primeiro satélite e do voo de Gagarin, nós simplesmente ficaremos para trás.” Medvedev observou que o objetivo principal da Rússia na expansão de seu mercado espacial é colocar mais satélites em órbita e promover mais lançamentos internacionais.
A Rússia, sabe-se, está reavaliando seu programa espacial, a fim de investir nele 69 bilhões de dólares até 2020, ou seja, uma média de 8,625 bilhões por ano. Nada mal.
Brasil e China
Está programado para este primeiro semestre de 2013 o lançamento do satélite CBERS-3, que não pôde ser lançado no fim de 2012, como previsto, por problemas surgidos com equipamentos adquiridos para o satélite capazes de comprometer o êxito da missão. As equipes técnicas brasileira e chinesa trabalham a todo o vapor para levar a cabo a operação o quanto antes.
Os grupos de trabalho designados pelos dois países devem iniciar em breve seus encontros destinados à elaboração do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China, conforme decisão adotada pelos respectivos governos. A iniciativa de criar e executar um plano de cooperação espacial ao longo de dez anos é inédita na história das atividades espaciais.
O Brasil começa o ano de 2013 comprometido com os objetivos e metas traçadas pelo novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012-2021), que tem como prioridade maior “impulsionar o avanço industrial”. Esse esforço já se reflete no trabalho em pleno andamento da nova empresa Visiona, constituída pela Telebras, do Ministério das Comunicações, e pela Embraer, empresa privada de reconhecido prestígio internacional, que coordena a construção do primeiro Satélite Geoestacionário de Comunicação e Defesa (SGDC) do Brasil, a ser lançado em 2014.
A China promete, para este ano, nada menos de 20 lançamentos espaciais, inclusive o da sua primeira sonda a pousar na Lua, a Chang'e-3, e o Shenzhou-10, nave que dará início à construção da primeira estação espacial do país. A missão para coletar amostras do solo e de rochas da Lua está prevista para 2017. Fontes oficiais dão conta de que, em 2020, a China planeja ter em órbita 200 objetos espaciais ativos, que poderão representar cerca de 20% do total que existirá então.
Mesmo sem falar nos programas espaciais e de outras esferas de cooperação internacional da Índia e da África do Sul (países com os quais o Brasil desenvolve o projeto do satélite IBAS), há boas razões para acreditar que a Cúpula do BRICS será um evento positivo, otimista e rico em perspectivas, tanto para seus países membros como para o mundo inteiro. Algo bem diferente do que se observa em outras regiões e fóruns do planeta. Isso poderá ficar ainda mais claro se nossa grande mídia se dispor a cobrir o encontro, dando-lhe a importância e o peso que ele já conquistou.
* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB.
Referências
1) Casella, Paulo Borba, BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul: uma perspectiva de cooperação internacional, São Paulo: Atlas, 2011. Casella, autor de inúmeros livros, é Professor Titular de Direito Internacional Público e Chefe do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo (USP).
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Anotações às vésperas da Cúpula do BRICS
José Monserrat Filho *
“É possível reinventar o modelo de relações entre estes Estados, livres das amarras que parecem vincular outros quadros regionais.” Paulo Borba Casella ¹
O Brasil mantém excelentes laços de cooperação com China e Rússia, que, por sua vez, também desenvolvem excelente relações, a começar pela área de política internacional. Isso fortalece o BRICS, fórum também integrado pela Índia e a África do Sul, que deve realizar sua próxima Reunião de Cúpula na cidade sul-africana de Durban, em 26 e 27 de março. O BRICS tem despertado especial atenção do mundo inteiro, sobretudo dos países desenvolvidos.
Não por acaso, a conceituada Universidade de Leiden, na Holanda, promoverá o “Simpósio sobre Aspectos Políticos e Jurídicos da Cooperação Espacial entre a Europa e os Países do BRICS - Inventário, Desafios e Oportunidades”, em 16 de maio próximo. Para esse evento inédito no chamado mundo avançado, estão convidados o Prof. Paulo Borba Casella, da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo, que abordará o tema “BRICS: Do Conceito à Realidade”, e o autor destas linhas, que falará sobre a “Cooperação Espacial Brasil-China ¨- o Programa CBERS”. Será um encontro interdisciplinar, co-organizado pelo Instituto Internacional de Direito Aeronáutico e Espacial da Faculdade de Direito e pelo Departamento de Estudos Latino-Americanos da Faculdade de Humanidades da Universidade de Leiden, a mais antiga do país, criada em 1575.
Rússia e China
Os Ministros das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da China, Yang Jiechi, tiveram importante encontro em Moscou na sexta-feira, 22 de fevereiro. Entenderam-se até sobre a situação na Síria, com a meta sensata de evitar o aumento dos conflitos dentro e fora do país. A unidade sino-russa, anunciada pela France Press, inclui um fato de suma relevância política e diplomática: a Rússia poderá ser o primeiro país a ser visitado pelo Presidente eleito da China, Xi Jinping, agora em março, logo após sua confirmação como Chefe do Estado, sucedendo a Hu Jintao. Xi Jinping e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participarão, a seguir, da Cúpula do BRICS, em Durbam, onde certamente empenharão todo o seu prestígio.
“Rússia e China sustentam as mesmas posições e as aplicam nas negociações sobre o Oriente Médio, o Norte da África, a crise síria, o Afeganistão, o programa nuclear iraniano, além de outras situações críticas”, declarou Lavrov à imprensa, ao lado de Yang. E acrescentou: “Em todos esses casos, nós e nossos amigos chineses orientamo-nos pelo mesmo princípio da necessidade de se respeitarem o direito internacional e os procedimentos da ONU, de não se permitir a interferência nos conflitos domésticos e, mais que tudo, o uso da força”. Os dois chanceleres consideram “inaceitável” o terceiro teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, no início deste mês.
Ainda segundo a France Press, Yang teve na ocasião uma conversa a portas fechadas com Putin, de onde saiu afirmando que “as relações sino-russas são de enorme importância não apenas para os nossos países, como também têm influência sobre o fortalecimento da paz e do desenvolvimento no planeta como um todo”. O ministro chinês disse ainda que o volume de comércio entre os dois países superou os 80 bilhões de dólares, em 2012, e que “há boas razões” para crer que esse montante poderá chegar a 100 bilhões, em três anos, ou seja, lá por 2015.
Apesar da clara sintonia, russos e chineses ainda não lograram concluir a venda de quase 70 bilhões de metros cúbicos anuais de gás da Rússia para a China nos próximos 30 anos. A empresa Gazprom, da Rússia, e a Companhia Nacional de Petróleo da China, que firmaram acordo-quadro em 2009, seguem discutindo a questão do preço. Mas, dado o significado do tema, não se descarta a possibilidade de os dois países resolverem o impasse antes da Cúpula do BRICS. Seria uma demonstração insofismável de aliança sólida e de muito longo prazo.
Brasil e Rússia
A Declaração Conjunta da VI Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, assinada pelo Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, e pelo Chefe do Governo da Rússia, Dmitry A. Medvedev, em Brasília, em 20 de fevereiro, deixou clara a amplitude dos temas discutidos entre os dois países. Os dois mandatários “ressaltaram a importância do fluido diálogo político no âmbito de sua Parceria Estratégica e mostraram satisfação pelos resultados da Reunião de Consultas Políticas (...)”. A Comissão analisou grandes temas da agenda internacional: cooperação em fóruns multilaterais, ONU, BRICS, G20, entre outros; reforma da ONU e de seu Conselho de Segurança; o impacto da crise econômico-financeira mundial na política global; não-proliferação de armas nucleares, desarmamento e controle de armas; cooperação internacional no combate aos novos desafios e ameaças; e Direitos Humanos. Tratou-se, ainda, da atual situação do Oriente Médio, Norte da África, região do Cáucaso, da América Latina e Caribe, Comunidade de Estados Independentes, Mercosul, Unasul, Celac, OEA, União Aduaneira e União Euro-Asiática.
Os dois países decidiram também iniciar negociações para a compra de baterias antiaéreas russas pelo Brasil, o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa, e a transferência de tecnologia para a participação de empresas estratégicas brasileiras nos processos de produção e sustentabilidade logística integrada.
A Presidente Dilma Rousseff recebeu o Premier Medvedev no Palácio do Planalto e lembrou sua visita a Moscou, em dezembro de 2012, quando o Presidente Vladimir Putin lhe manifestou o apoio russo ao Programa Ciência sem Fronteiras, do Brasil. Dilma frisou naquele encontro: “A Rússia tem enormes conhecimentos acumulados em áreas como engenharia aeronáutica, exploração de gás e petróleo, mineração. Queremos que brasileiros possam usufruir desses conhecimentos, o que fortalecerá parcerias produtivas em nossos países”.
Agora, a Rússia vem de integrar-se oficialmente ao Programa Ciência sem Fronteiras, executado pelo CNPq e Finep, para a formação de especialistas brasileiros em universidades, centros de pesquisa e empresas russos. O respectivo Memorando de Entendimento foi firmado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Marco Antonio Raupp (ao lado do Secretário Executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim; a Finep está subordinada a esse Ministério) e pelo Vice-Ministro de Educação e Ciência da Rússia, Igor Fedyukin.
O Programa Ciência sem Fronteiras será, igualmente, a base de apoio do sistema lançado pela AEB para formar especialistas em áreas espaciais em parceria com agências espaciais dos países mais avançados no setor, inclusive e, em especial, a Roscosmos, da Rússia.
A propósito, o Premier Medvedev anunciou a intenção da Rússia de propor “uma série de novos projetos” conjuntos com o Brasil nas áreas de tecnologia espacial, petróleo e energia atômica. E disse: “Podemos estabelecer uma aliança tecnológica que ajude nossos povos e nossas empresas”.
Cooperação espacial
A Declaração Conjunta saudou a inauguração na Universidade de Brasília (UnB), em 19 de fevereiro, da estação de referência de correção diferencial do sistema russo de navegação por satélites GLONASS, bem como a assinatura do contrato entre a Fundação UnB e a Corporação de Pesquisa Científica e Produção "Sistemas de Medição Precisa" (OAO NPK SPP)” para instalação, uso e pesquisa no Brasil da Estação Óptica, equipada com Estação de Medição Unidirecional (OWS) MS GLONASS (Sazhen-TM-OWS), no Brasil.
Os dois países também estão prontos para estudar o aumento da participação brasileira no desenvolvimento e uso do sistema GLONASS, conforme prevê o programa de cooperação entre a Agência Espacial Brasileira e a Roskosmos, a agência espacial russa.
A declaração saudou ainda a conclusão do Memorando de Entendimento entre a empresa JSC “Tecnologias Russas da Navegação” e a Prefeitura de Goiânia, através da Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, estabelecendo cooperação em torno do Projeto “Goiânia Sustentável”, com a troca de especialistas, desenvolvimento de pesquisa e capacitação de pessoal.
Rússia e China
Ambos planejam ampliar seu mercado espacial. Ao deixar Brasília, o Premier Medvedev viajou para Havana, onde informou à agência UPI e à imprensa cubana, em 22 de fevereiro, que a Rússia deseja aumentar sua participação no mercado global de serviços espaciais dos atuais 10% para 15%. Ele afirmou: "Queremos não ser apenas uma potência científica líder, um país empenhado em pesquisa espacial, mas também um protagonista no mercado de serviços espaciais”. E argumentou: “Fomos os primeiros no espaço e acreditamos que essa é a nossa vantagem competitiva. Mas é impossível não investir no espaço. Se nos louvamos só pelo lançamento do primeiro satélite e do voo de Gagarin, nós simplesmente ficaremos para trás.” Medvedev observou que o objetivo principal da Rússia na expansão de seu mercado espacial é colocar mais satélites em órbita e promover mais lançamentos internacionais.
A Rússia, sabe-se, está reavaliando seu programa espacial, a fim de investir nele 69 bilhões de dólares até 2020, ou seja, uma média de 8,625 bilhões por ano. Nada mal.
Brasil e China
Está programado para este primeiro semestre de 2013 o lançamento do satélite CBERS-3, que não pôde ser lançado no fim de 2012, como previsto, por problemas surgidos com equipamentos adquiridos para o satélite capazes de comprometer o êxito da missão. As equipes técnicas brasileira e chinesa trabalham a todo o vapor para levar a cabo a operação o quanto antes.
Os grupos de trabalho designados pelos dois países devem iniciar em breve seus encontros destinados à elaboração do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China, conforme decisão adotada pelos respectivos governos. A iniciativa de criar e executar um plano de cooperação espacial ao longo de dez anos é inédita na história das atividades espaciais.
O Brasil começa o ano de 2013 comprometido com os objetivos e metas traçadas pelo novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012-2021), que tem como prioridade maior “impulsionar o avanço industrial”. Esse esforço já se reflete no trabalho em pleno andamento da nova empresa Visiona, constituída pela Telebras, do Ministério das Comunicações, e pela Embraer, empresa privada de reconhecido prestígio internacional, que coordena a construção do primeiro Satélite Geoestacionário de Comunicação e Defesa (SGDC) do Brasil, a ser lançado em 2014.
A China promete, para este ano, nada menos de 20 lançamentos espaciais, inclusive o da sua primeira sonda a pousar na Lua, a Chang'e-3, e o Shenzhou-10, nave que dará início à construção da primeira estação espacial do país. A missão para coletar amostras do solo e de rochas da Lua está prevista para 2017. Fontes oficiais dão conta de que, em 2020, a China planeja ter em órbita 200 objetos espaciais ativos, que poderão representar cerca de 20% do total que existirá então.
Mesmo sem falar nos programas espaciais e de outras esferas de cooperação internacional da Índia e da África do Sul (países com os quais o Brasil desenvolve o projeto do satélite IBAS), há boas razões para acreditar que a Cúpula do BRICS será um evento positivo, otimista e rico em perspectivas, tanto para seus países membros como para o mundo inteiro. Algo bem diferente do que se observa em outras regiões e fóruns do planeta. Isso poderá ficar ainda mais claro se nossa grande mídia se dispor a cobrir o encontro, dando-lhe a importância e o peso que ele já conquistou.
* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB.
Referências
1) Casella, Paulo Borba, BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul: uma perspectiva de cooperação internacional, São Paulo: Atlas, 2011. Casella, autor de inúmeros livros, é Professor Titular de Direito Internacional Público e Chefe do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo (USP).
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
Paraguai quer criar agência espacial
De acordo com reportagens publicadas na imprensa paraguaia, o congresso do país vizinho analisa uma proposta do Executivo prevendo a criação da Agencia Nacional Espacial del Paraguay (AEP), que terá por objetivo colocar um satélite, de tipo não especificado, em órbita.
A AEP teria como responsabilidades a elaboração do programa nacional de satélites, a proposição do intercâmbio científico, tecnológico e acadêmico, assim como o ensino, pesquisa e difusão das matérias relacionadas às atividades espaciais. A agência teria ainda por competências regular e fiscalizar as condições de elegibilidade para as concessões, outorgas e cessões de licenças do uso de tecnologia aeroespacial, segundo o anteprojeto em análise pelo congresso paraguaio.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
SGDC: RFP está "na rua"
Propostas para o satélite brasileiro devem ser entregues até 8 de abril; Telebras escolherá
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013, 20h22
Já está "na rua" desde o dia 15 de fevereiro a Request for Proposal (RFP) da Visiona, joint-venture entre a Telebras e a Embraer, para a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC). Segundo apurou este noticiário, entre as empresas que retiraram o documento estão os principais players do setor: as francesas Thales Alenia e Astrium; as americanas Loral, Boeing e Orbital; e a japonesa Mitsubishi.
Trata-se da contratação de uma solução completa, ou seja, inclui o artefato (o satélite em si) e o veículo lançador (foguete). Os fornecedores do artefato, portanto, devem apresentar propostas conjuntas com o lançador. Os gateways que ficam em terra serão objeto de uma contratação direta da Telebras.
O prazo final para envio das propostas é o dia 8 de abril. Depois disso, a Visiona tem até junho para elaborar um relatório-síntese de todas as propostas e remetê-lo à Telebras e ao governo, que escolherão a proposta vencedora levando em conta o que foi oferecido em termos de transferência de tecnologia.
Fonte: Teletime
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Cooperação Brasil - Rússia
Um dos tópicos mencionados na Declaração Conjunta emitida pelos governos do Brasil e da Rússia, por ocasião da VI Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, que aconteceu esta semana em Brasília (DF), trata de cooperação na área espacial. Reproduzimos abaixo:
"COOPERAÇÃO NA ÁREA ESPACIAL
30. Os Mandatários saudaram a inauguração de estação de referência de correção diferencial do sistema de localização GLONASS no Brasil, no campus da Universidade de Brasília, e a assinatura de contrato entre a Fundação Universidade de Brasília e a "Corporação de Pesquisa Científica e Produção "Sistemas de Medição Precisa" (OAO NPK SPP)” para instalação, uso e pesquisa da Estação Óptica (EO), equipada com Estação de Medição Unidirecional (OWS) MS GLONASS - (Sazhen-TM-OWS) no território da República Federativa do Brasil. Os Mandatários manifestaram disposição em explorar possibilidades de ampliação da participação brasileira no desenvolvimento e uso do sistema de navegação GLONASS, tal como estabelecido no programa de cooperação entre a Agência Espacial Brasileira e a Roskosmos.
31. Os Mandatários saudaram a assinatura do Memorando de Entendimento entre a JSC “Tecnologias Russas da Navegação” e o Município de Goiânia sob a Interveniência da Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, que estabelece cooperação entre as duas instituições no âmbito do Projeto “Goiânia Sustentável” e prevê troca de peritos, desenvolvimento de projetos de pesquisa e capacitação."
Programa Ciência sem Fronteiras
Em nota divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, foi também dado destaque à participação da Rússia no Programa Ciência sem Fronteiras, para a formação de especialistas brasileiros no exterior.
“A Rússia se integra ao programa Ciência sem Fronteiras abrindo as portas de suas universidades e, portanto, da sua alta tecnologia, para os estudantes brasileiros”, anunciou Michel Temer, vice-presidente da República. A parceria envolverá, além do envio de bolsistas de graduação, doutorado e pós-graduação, o intercâmbio de professores e pesquisadores.
O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, citou a intenção da Rússia em realizar “uma série de novos projetos” conjuntos nas áreas de tecnologia espacial, petróleo e energia atômica. “Podemos estabelecer uma aliança tecnológica que ajude nossos povos, nossas empresas”, disse. “E estamos esperando estudantes brasileiros.”
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Cooperação Brasil - Rússia: Glonass
Primeira estação do Glonass fora da Rússia é instalada na UnB
Brasília, 19 de fevereiro de 2013 – A Agência Espacial Brasileira (AEB), a Universidade de Brasília (UnB), e a Agência Espacial Russa (Roscosmos) inauguraram, hoje (19), a estação do sistema de referência para o Sistema de Correção Diferencial e monitoramento do Sistema de Navegação Global por Satélite (Glonass) – o sistema de navegação por satélite russo. Esta é a primeira estação do Glonass instalada fora da Rússia.
Semelhante ao Global Positioning System (GPS), o Glonass localiza posições na superfície terrestre utilizando 24 satélites espalhados pela órbita da Terra. A estação instalada na UnB é destinada a melhorar o sinal do sistema para usuários finais. Os dados recebidos pela estação serão primeiramente processados no Brasil e depois enviados à Rússia para que seja feito um processamento mais preciso.
Além de ser um importante componente para redução do erro de posicionamento do sistema Glonass na América do Sul, a instalação beneficiará pesquisas na área aeroespacial desenvolvidas nos laboratórios de Automação e Robótica (LARA) e de Biomédica (LAB) da UnB. Será importante, também, para as aplicações satelitais e para estudos geodésicos da universidade. As informações geradas pelo sistema poderão ser usadas em pesquisas por cientistas, especialistas da área e estudantes.
Segundo o vice-chefe da Roscosmos, Sergey Saveliev, a UnB e empresas russas assinarão, nesta quarta-feira (20), acordo para que outras duas estações sejam instaladas no Brasil. Os dados das três serão usados em conjunto. Outras ações na área espacial entre os dois países estão em estudo.
Segundo o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, a UnB foi uma escolha certa para receber a estação por ser há anos comprometida com as atividades espaciais. “Acredito que a parceira entre os dois países trará benefícios tanto para o Brasil quanto para a Rússia. Capacitaremos nossos profissionais e eles terão um sistema mais eficiente”, afirmou o presidente.
Participaram do evento o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho; a vice-reitora da Universidade de Brasília, Sônia Báo; o vice-chefe da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Sergey Saveliev; o diretor geral da JSC (Sistemas Espaciais da Rússia), Andrey Chimiris; o coordenador da Estação Glonass na UnB, Profº Ícaro dos Santos; os diretores da AEB, Carlos Gurgel e Petrônio Souza, e ainda o Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat.
ESTAÇÃO - Três especialistas russos vieram a Brasília instalar a estação no telhado do novo prédio do Centro de Processamento de Dados (CPD). O equipamento trazido da Rússia conta com uma antena e dois racks com processadores, um para receber o sinal e outro para transmitir informações para sede do projeto na Rússia. Até 2020, a Roscosmos espera ter 56 estações semelhantes a esta que está sendo montada na UnB. Outras 22 estações iguais às da UnB já funcionam em território russo, uma delas na Antártida.
Fonte: AEB
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