terça-feira, 21 de outubro de 2014

CBERS 4 já está na base de lançamento

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Satélite Cbers-4 está na base de lançamento chinesa

Brasília, 21 de outubro de 2014 – O quinto exemplar da série de satélites do programa de Satélites Sino-Brasileiro de Sensoriamento Remoto, o Cbers-4, já está na base de lançamento em Taiyuan, na China, para onde foi transportado na sexta-feira (17). Seu lançamento ao espaço está programado para 7 de dezembro próximo.

A bateria de testes do projeto realizada na Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast), em Beijing, em setembro, confirmou que o satélite concluiu com sucesso todas as fases de sua montagem, integração e testes, realizadas em conjunto por equipes do Brasil e China.

Nesta semana os dois módulos do satélite e o painel solar, que é transportado em separado, passarão por um procedimento de verificação após o transporte e iniciam uma bateria de testes que vão até o final de novembro. A instalação do Cbers-4 na coifa na qual é levado ao espaço também ocorre na última semana de novembro.

Entre os testes pelos quais o satélite passa até o mês que vem, após a montagem dos módulos de carga útil e de serviço, estão o elétrico o de fechamento da estrutura e de abertura do painel solar.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) aguarda para breve o relatório final do foguete chinês Longa Marcha-4B (LM-4B), que colocará em órbita o Cbers-4. Após a falha ocorrida com um foguete da série no final de 2013 e que causou a perda do satélite Cbers-3 o projeto foi totalmente revisado.

Em setembro último o veículo voltou a ser usado em dois lançamentos de satélites com êxito. O veículo LM-4B foi projetado e fabricado pela Academia Shanghai de Tecnologia de Voos Espaciais (Sast), subordinada a Corporação Chinesa de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (CASC). Até o momento os lançadores da frota já realizaram mais de 190 voos, sendo mais de 40 com o modelo LM-4.

Fonte: AEB, com informações do INPE.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lançamento de foguete de treinamento no CLBI

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Pesquisadores e estudantes assistem a lançamento de foguete

Brasília, 20 de outubro de 2014 – O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), obteve sucesso em mais um lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB) realizado no início do mês.

O lançamento fez parte das atividades da Operação Barreira XI e objetivou o treinamento da capacidade operacional do Centro e mostra-las a estudantes e pesquisadores, que participaram do 5º Simpósio Brasileiro de Geofísica Espacial e Aeronomia (SBGEA) e do 4º Fórum de Pesquisa e Inovação (FoPI).

Medindo três metros, pesando 70 kg e com a capacidade de atingir até 32 km de altitude, o FTB integra uma família de foguetes desenvolvida pela empresa nacional Avibrás. A família é composta ainda pelo Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) e pelo futuro Foguete de Treinamento Avançado (FTA), em fase de desenvolvimento.

Segundo o coronel Maurício Alcântara, diretor do CLBI, a interface entre o Simpósio, o Fórum e o lançamento do FTB buscou promover futuras parcerias, visando aproveitar os foguetes para levar como cargas úteis experimentos científicos e tecnológicos de universidades e centros de pesquisa.

“Algumas parcerias com instituições importantes e entidades do Rio Grande do Norte já foram firmadas. Assim, a partir desses acordos, estudos e pesquisas poderão ser desenvolvidos no sentido de captar informações sobre a atmosfera da Terra, além de informações relacionadas ao clima e a meteorologia”, destaca Alcântara.

Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Henrique Fernandez, também coordenador do Fórum, a cidade de Natal preenche todos os requisitos para se tornar a capital nordestina em aeronáutica espacial. Ele lembra que a capital abriga importantes polos de pesquisa aeroespacial, como o Inpe, o próprio CLBI e UFRN.

“É necessário que essas três entidades estejam ligadas de forma muito mais estreita e sólida. Hoje, esses institutos trabalham de maneira praticamente isolada, com intercâmbios ainda fracos”, opina o.

Ainda segundo Fernandez, por ser de alta tecnologia, a Engenharia Aeroespacial também pode atrair empresas que produzem equipamentos com grande teor tecnológico. “A exemplo do ocorrido em São José dos Campos (SP), que se transformou na capital nacional da tecnologia espacial, Natal caminha na direção de ser um polo muito importante para o Nordeste e para o país”, destaca o professor.

Fonte: CLBI
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domingo, 19 de outubro de 2014

I Seminário Internacional de Defesa em Santa Maria

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Entre os dias 17 e 19 de novembro, acontecerá em Santa Maria (RS), o I Seminário Internacional de Defesa, coordenado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – FIERGS, por meio de seu Comitê da Indústria da Defesa e Segurança – COMDEFESA, a Agência de Desenvolvimento de Santa Maria – ADESM, o Santa Maria Tecnoparque e a Prefeitura Municipal da cidade. O evento tem por objetivo proporcionar um encontro entre as Forças Armadas, instituições e empresas para análise e discussão das demandas nacionais nos setores de defesa e segurança.

Na programação, consta um painel intitulado "O Uso de satélites voltados para a defesa", que abordará o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, o Polo Espacial do Rio Grande do Sul, e iniciativas em nanossatélites e microcontroladores.

O do Rio Grande do Sul tem buscado criar um novo polo aeroespacial e de defesa no País, em complemento ao da região do Vale do Paraíba (SP). Indústrias como a AEL Sistemas (aviônicos, veículos aéreos não tripulados, sistemas espaciais), Taurus (armas de fogo) e Krauss-Maffei Wegmann (veículos blindados), já estão instaladas no estado, que também conta com instituições de pesquisa com iniciativas nesses setores, como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), PUC-RS e o Centro Regional Sul, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE).

Para mais informações, visite http://seminde.com/
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sábado, 18 de outubro de 2014

Senador defende investimentos no setor espacial

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Senador defende investimentos no setor espacial

Brasília, 17 de outubro de 2014 – O governo deve fortalecer a política espacial brasileira, mediante a organização de concursos públicos para suprir a atual deficiência de servidores no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), como forma de evitar a perda de conhecimentos acumulados pelo país há décadas.

A avaliação é do senador Anibal Diniz (PT-AC), que participou na quinta-feira (16) de reunião com diretores e funcionários do instituto em São José dos Campos (SP). Diniz é relator, na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado há quatro anos pelo governo federal para levar internet de alta velocidade a todas as regiões do país.

Ele lembrou que o Inpe foi criado para incentivar a política espacial e aplicar os conhecimentos em projetos inovadores que atendam o governo e a sociedade. O senador registrou que o instituto enfrenta dificuldades de operação por falta de demanda de projetos e de pessoal.

Na sua avaliação, o Inpe, que hoje tem 1.049 servidores – distribuídos nas carreiras de gestão, tecnologia e pesquisa – precisaria de outros 400 profissionais, pois muitos dos técnicos em atividade já ultrapassaram a idade de se aposentar.

Parceria – Diniz também visitou o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Altave. A empresa, em parceria com o órgão, desenvolve um balão que poderá estabelecer um enlace de comunicações para atender a demanda de internet de banda larga nas localidades mais isoladas, sobretudo nas Regiões Norte e Nordeste.

A proposta é que o balão opere a 300 metros do solo e tenha a capacidade de substituir até sete torres de retransmissão de sinais. O projeto encontra-se em avaliação no Ministério das Comunicações.

O relatório do senador a respeito do PNBL deve ser apresentado em meados de novembro. Ele pretende contribuir para que o Brasil “se coloque diante do espelho e se veja na área de ciência e tecnologia”.

Fonte: Jornal do Senado, via website da Agência Espacial Brasileira.

Comentários do blog: em sua visita à São José dos Campos, o senador Anibal Diniz também esteve reunido com diretores da Visiona Tecnologia Espacial, prime-contractor do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que atenderá o PNBL. Sobre a visita à Altave e o projeto do balão para transmissão de dados, recomendamos a leitura da postagem "Telebras e balões para comunicações", de outubro de 2013.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Argentina: ARSAT-1 em órbita!

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Foi realizado com sucesso esta noite (16), a partir do centro espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o lançamento do primeiro satélite de comunicações construído na Argentina, o ARSAT-1, a cargo do foguete Ariane 5, da Arianespace.

O ARSAT-1, construído pela INVAP e que teve a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space como fornecedoras líderes de subsistemas, teve como "companheiro" de voo o Intelsat-30 (com a carga útil DLA-1, para a DIRECTV), fabricado pela Space Systems/Loral.

"Os dois satélites lançados esta noite atenderão usuários da América Latina, uma região que sempre teve um lugar especial no ´coração´ da Arianespace, uma vez que é de onde nossos lançamentos acontecem, e também porque nossa participação no mercado nesta região sempre foi superior a 50%", afirmou Stéphane Israël, presidente da operadora, no tradicional discurso após cada missão.

O satélite argentino tem massa total de 2.985 kg e conta com 24 transpônderes de banda Ku, tendo uma vida útil estimada em 15 anos. Operará a partir da posição orbital 71,8 graus oeste, e proporcionará comunicações por meio de transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão por toda a Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Imagens SAR para monitoramento da Amazônia

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A partir de 2015, imagens de radar orbital reforçará combate ao desmatamento na região amazônica 

Brasília, 13/10/2014 - A partir do ano que vem, o trabalho de detecção de desmatamento na região Amazônica contará com um importante reforço: o uso de imagens feitas pelo radar de abertura sintética orbital. O sensor radar, acoplado a um satélite, é capaz de realizar um monitoramento mais rápido e preciso porque funciona com tecnologia ativa de micro-ondas, consegue enviar as informações de forma precisa durante o dia, a noite e também em condições climáticas adversas.

As imagens do radar orbital serão utilizadas principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março - quando a observação por imagens ópticas fica prejudicada.

“Essa tecnologia independe do estado do clima. Mesmo com fortes chuvas e alta densidade de nuvens, o radar orbital consegue enxergar qualquer fenômeno que ocorra no território”, explicou o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim, durante debate promovido pela Chefia de Operações Conjuntas (CHOC) do Ministério da Defesa na semana passada.

O projeto que viabilizará o uso de radar orbital é uma parceria entre o Censipam, o Ibama(Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no âmbito do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente(GGI). Para isso, será contratada a telemetria de radar orbital a fornecedores internacionais, o que incluirá a instalação uma antena de recepção multisatelital para recebimento direto das imagens. O projeto terá um investimento inicial de aproximadamente R$ 71 milhões, que será feito no período de 2015 e 2018. Deste valor, 70% será financiado pelo BNDES, com recursos da conta do Fundo da Amazônia, gerenciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Antes de o equipamento começar a ser utilizado, o Censipam complementará as informações geradas pelo Inpe realizando sobrevoos, feitos com a aeronave R-99 da FAB, em áreas criticas durante o período de chuvas e alta cobertura de nuvens deste ano.

“Em complementação ao trabalho já realizado pela Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Inpe, vamos produzir informações desse período de alta densidade de nuvens”, explica o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes.

As imagens geradas com o uso dessas aeronaves (plataforma embarcada) serão processadas e analisadas de forma integrada.  Depois, na segunda etapa do projeto, em 2015, começa o monitoramento por satélite comercial, com o radar de abertura sistemática.

“Isso é a evolução natural de uma discussão integrada de combate ao desmatamento. A gente faz um diagnostico conjunto, vai apontando aonde precisa melhorar, e essa é uma solução de melhoria a um trabalho que já vem sendo feito de forma muito bem sucedida que é o combate ao desmatamento no Brasil”, conclui o diretor do Censipam.

Fonte: Ministério da Defesa
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

AEB e INPE na Semana Nacional de C&T

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AEB está na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O desenvolvimento do cubesat nacional, do Projeto Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) é uma das atrações que a Agência Espacial Brasileira (AEB) apresenta aos visitantes da 11ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que começa hoje (13) e vai até domingo (19), no Parque da Cidade, em Brasília (DF).

Nesta edição, o evento tem como tema central Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, aliado a temática a, AEB apresenta a maquete do projeto do primeiro Centro Vocacional Tecnológico (CVT) voltado para o segmento espacial, que será instalado em 2015 no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).

Leia mais sobre a participação da AEB aqui.

INPE participa da Semana Nacional de C&T em Brasília

Um tapete estampado com a imagem de Brasília registrada pelo satélite sino-brasileiro CBERS é um dos destaques do estande do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) durante a 11ª SNCT 2014.

O Instituto ocupará um estande no espaço destinado às unidades de pesquisas e órgãos vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.

Para saber mais sobre a participação do INPE, clique aqui.

Com informações da AEB e INPE.
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sábado, 11 de outubro de 2014

Voo do VS-30: vídeo da Operação Raposa

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A Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) divulgou no final desta semana um vídeo dos preparativos e do lançamento do foguete de sondagem VS-30, realizado com sucesso no início de setembro (leia mais aqui), a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.


Preparativos do CBERS-4

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INPE e CAST preparam satélite sino-brasileiro CBERS-4 para lançamento em dezembro

Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

A revisão final do CBERS-4 nas instalações da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), em Beijing, no mês passado, comprovou que o satélite sino-brasileiro cumpriu com sucesso todas as fases de sua montagem, integração e testes, realizadas em conjunto por equipes de ambos os países. O CBERS-4 tem lançamento previsto para o dia 7 de dezembro, a partir da base de Taiyuan, na China.

No Brasil, o desenvolvimento do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite) cabe ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O lançamento do CBERS-4, inicialmente programado para dezembro de 2015, foi antecipado em um ano devido à falha ocorrida com o foguete chinês, no final de 2013, que causou a perda do CBERS-3.

A antecipação significou um desafio a mais para as equipes do Brasil e da China, que demonstraram ampla competência na preparação do CBERS-4 em conformidade com as rígidas especificações técnicas de um projeto espacial desse porte.

As atividades iniciaram em janeiro com o envio para a China da estrutura de carga útil do satélite, que antes estava no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP).

Além dos processos de montagem e integração, a impossibilidade de conserto em órbita tornam imprescindíveis os rigorosos testes para simular em Terra todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço.

"Está programada para o dia 17 de outubro a saída do CBERS-4 do Centro Espacial de Beijing em direção ao TSLC (Base de Lançamento de Satélites de Taiyuan). Todas as atividades para o lançamento do satélite em dezembro vêm sendo cumpridas com êxito”, informa Antonio Carlos de Oliveira Pereira Jr., engenheiro do INPE que coordena o Segmento Espacial do Programa CBERS.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Visita iraniana à AEB (!)

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Embaixador do Irã visita a AEB

Brasília, 7 de outubro de 2014 – O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, recebeu nesta terça-feira o embaixador da República Islâmica do Irã, Mohammad Ali Ghanezadeh.

O embaixador e o presidente da AEB trocaram convites para visitas a infraestrutura espacial iraniana e as conquistas do país no setor e, em contra partida, as instalações espaciais brasileiras, inclusive universidades e centros de pesquisa que se ocupam do assunto.

A cooperação espacial para fins pacíficos é vista com simpatia por ambos os países. Caberá a partir de agora definir pontos de interesse mútuo para possíveis parcerias, sobretudo em matéria de satélites e de pesquisas científica.

Mohammad Ali Ghanezadeh também manifestou especial interesse em visitar o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em particular para conhecer de perto sua arquitetura.

O diplomata iraniano veio acompanhado pelo Conselheiro e Vice Chefe da Missão no Brasil, Mahdi Rounagh, bem como pelo Conselheiro Mehdi Zanjani.

Participaram também da audiência o chefe da assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho, e o primeiro secretário Rodrigo Almeida, representante da Divisão do Mar, Antártida e Espaço (DMAE) do Ministério das Relações Exteriores.

Fonte: AEB

Comentários do blog: a visita e o interesse iraniano são, no mínimo, curiosos, e percebe-se também o cuidado da AEB em frisar a possibilidade de cooperação espacial "para fins pacíficos". Como se sabe, o Irã está submetido a severos embargos e sanções em razão de seu programa nuclear. Apesar das sanções e das dúvidas internacionais quanto ao caráter pacífico de qualquer iniciativa espacial iraniana, em particular no campo de veículos lançadores, vale citar que o país, a exemplo do Brasil, foi uma das 24 nações fundadoras do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (Committee on the Peaceful Uses of Outer Space - COPUOS), em 1958. Em fevereiro de 2009, o Irã se somou ao "seleto" grupo de países capazes de colocar satélites em órbita, por meio do lançamento bem sucedido do foguete Safir 2 (veja a postagem "O sucesso dos outros").
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