segunda-feira, 29 de setembro de 2014

2º Festival de Minifoguetes de Curitiba

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Aberta as inscrições para o 2º Festival de Minifoguetes de Curitiba

Brasília, 24 de setembro de 2014 – Estudantes e interessados em participar da segunda edição do Festival de Minifoguetes de Curitiba têm até o próximo dia 15 de outubro para se inscrever.

O evento será promovido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), entre os dias 18 a 20 de abril de 2015 e tem o objetivo de despertar interesses para a área científica espacial, por meio de atividades de desenvolvimento e teste de minifoguetes, além de divulgar o Programa Espacial Brasileiro.

Os participantes poderão competir em 12 categorias e terão a oportunidade de lançar foguetes, na maior altura possível, assistir palestras, debater a temática em sessões técnicas e visitar exposições.

Para participar é necessário preencher o formulário disponível no site: http://www.foguete.ufpr.br/, pagar a taxa de R$ 10, e seguir as instruções, conforme o ato da inscrição.

Na primeira edição, o festival teve a participação de 18 equipes, distribuídas em 10 universidades brasileiras, nela foram realizados 37 lançamentos de minifoguetes.

Fonte: AEB
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domingo, 28 de setembro de 2014

"SCD-Hidro: Um alento à indústria espacial brasileira"

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SCD-Hidro: Um alento à indústria espacial brasileira

André M. Mileski

Apesar de alguns importantes acontecimentos nos últimos anos, como a edição de um novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012-2021), o surgimento da figura de uma prime contractor e a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), não se pode dizer que a indústria espacial brasileira vive um momento de exuberância. Pelo contrário. Formada por um pequeno número de pequenas e médias empresas, o setor industrial nacional está em crise, decorrente, principalmente, da falta de encomendas de seu principal (e único) cliente, o que tem gerado, inclusive, demissões.

A Agência Espacial Brasileira (AEB), a quem em tese compete exercer ações de política industrial previstas na PNAE, reconhece a situação. “Realmente, esse momento é o momento em que estamos concluindo vários projetos e precisamos retomar outras iniciativas”, afirmou José Raimundo Coelho, presidente da Agência, em entrevista dada à T&D no final de 2013.

É com base neste cenário, e enquanto outras missões do PNAE e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) não se materializam, que se busca viabilizar o projeto do Sistema de Coleta de Dados Hidrometeorológicos (SCD-Hidro), lançado pela AEB em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

Histórico

Muito embora tenha um forte componente de política industrial, o SCD-Hidro não está sendo desenvolvido pura e simplesmente para gerar carga de trabalho para as indústrias brasileiras. A participação da ANA decorre do fato desta ser a principal usuária do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA) (ver box), mantido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do qual depende para seus monitoramentos do volume de água e do balanço hidrológico dos reservatórios. Desta forma, o projeto atende a uma demanda do governo, além de funcionar como uma ação de política industrial, num campo tecnológico já plenamente dominado pela indústria espacial nacional.

Oficialmente, o projeto teve início no final de maio de 2012, com a assinatura de um memorando de entendimentos que previa a criação de um grupo de trabalho para o estudo sobre a viabilidade de desenvolver um microssatélite para missão de coleta de dados hidrometeorológicos. Com isso, o projeto avançou relativamente rápido, com a contratação da iniciativa privada para um estudo comparativo de soluções. Em agosto de 2013, a AEB lançou o Edital da Concorrência n.º 01/2013, prevendo a “contratação de empresa especializada para realizar Estudo Comparativo de Soluções para o Sistema de Coleta de Dados Hidrometeorológicos (SCD-Hidro), mediante o regime de empreitada por preço global”.

Dando prosseguimento à licitação, no mês seguinte foram habilitadas três empresas interessadas na concorrência: a Mectron, pertencente ao grupo Odebrecht Defesa e Tecnologia, a Equatorial Sistemas, do grupo Airbus Defence and Space, e a Omnisys Engenharia, controlada pela francesa Thales. O resultado final saiu em outubro, tendo a Equatorial Sistemas sido selecionada com uma proposta de R$ 1,885 milhão. Do estudo comparativo, participam ainda, na qualidade de subcontratadas, a Visiona Tecnologia Espacial, uma joint-venture entre a Embraer e a Telebras, e a Orbital Engenharia, de São José dos Campos (SP).

Propósitos, finalidades e perspectivas

O projeto tem por propósito principal garantir a continuidade dos serviços do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, que teve início com os satélites SCD-1 e SCD-2 desenvolvidos pelo INPE e colocados em órbita durante a década de 1990.

Segundo informou a AEB, a proposta atualmente em estudo, direcionada aos interesses da ANA, não apenas atende aos requisitos originais do sistema, mas amplia sua capacidade e funcionalidade, possibilitando o aumento do número de plataformas instaladas, a ampliação dos serviços para além das fronteiras nacionais, além da redução do tempo de revisita, o que permitiria atender também à comunidade que lida com desastres naturais com origem hidrológica. As capacidades do SCD-Hidro também podem vir a servir outros projetos, como o futuro Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), da Marinha do Brasil, considerando que na atualidade o SBCDA já recebe dados ambientais gerados a partir de plataformas marítimas localizadas em zonas marítimas do Brasil e da África. Ainda, a reportagem apurou que a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), responsável por ações do Ministério da Defesa no âmbito espacial, acompanha a iniciativa com atenção, interessada em sua capacidade de coleta e transmissão de dados gerados em solo.

As alternativas em análise consideram constelações que variam de dois satélites em órbita baixa e equatorial, a até seis satélites também em órbita baixa, mas dispostos em três planos orbitais distintos.

A proposta leva em conta um prazo de até três anos para o primeiro lançamento, contados da data da contratação. Tal prazo, no entanto, dependerá da definição quanto à configuração do sistema em órbita, que poderá ser de lançamento múltiplo, isto é, com todos os satélites sendo lançados ao mesmo tempo, ou por plano orbital, com lançamentos distintos.

A expectativa da AEB é de que o sistema seja contratado até o final de 2014 junto a uma empresa integradora nacional, potencialmente, a Visiona Tecnologia Espacial, que já exerce este papel no SGDC, estratégia em linha com os preceitos do PNAE. Representantes da Visiona, aliás, têm visitado empresas nacionais que poderiam participar do projeto, e também participado de reuniões com possíveis parceiros estrangeiros.

A propósito, uma das parcerias internacionais em consideração é com a Espanha. No final de maio, representantes da AEB, da ANA e da Visiona tiveram uma reunião de apresentação da proposta de cooperação do Centro Espacial da Galícia, ligado à Universidade de Vigo, com o Brasil, envolvendo a missão hidrometeorológica. Segundo divulgou a AEB na ocasião, a ação cooperativa envolveria financiamento de projetos com os recursos de ambas as instituições, com investimentos igualitários entre as partes.

O centro espanhol, que no momento conta com dois cubesats em órbita e prepara o lançamento de outro para breve, coordena uma rede mundial de satélites apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que possibilita aos países parceiros transmitir e compartilhar dados sobre emergências humanitárias ou outras informações úteis a estudos sobre o câmbio climático e o controle e detecção de incêndios, por meio de sensores orbitais considerados de baixo custo.

Caso a previsão de contratação do SCD-Hidro este ano se confirme, espera-se sua entrada em operação até o final de 2017. Os custos do projeto ainda estão em revisão e, de acordo com a AEB, ainda não há previsão orçamentária para o projeto completo. “Os recursos disponíveis no momento estendem-se por quatro anos, mas a um nível ainda insuficiente para arcar com todos os investimentos”, segundo informação a Agência.

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Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais

A origem do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA) remonta à Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), criada no final da década de 1970 e que buscava dotar o País de autonomia na construção, lançamento e operação de meios espaciais. Dentre as missões compreendidas na missão, estavam os satélites SCD-1 e SCD-2, inspirados no programa franco-americano ARGOS, para coleta de dados ambientais gerados em plataformas terrestres. De fato, 35 anos após a criação da MECB, os satélites de coletas de dados são umas de suas poucas ações bem sucedidas.

Apesar de terem superado em muitos anos suas vidas úteis planejadas, os dois SCD continuam em operação, e ao longo desse tempo foram complementados por transpônderes de coleta de dados instalados em satélites da série CBERS, desenvolvido pelo Brasil em conjunto com a China.

Grosso modo, o SBCDA funciona por meio da retransmissão de mensagens enviadas por centenas de plataformas de coletas de dados, gerados por sensores, distribuídas por todo o território nacional, áreas marítimas e mesmo em alguns países vizinhos. Uma vez recebidas, os satélites armazenam os dados e os retransmitem para estações de recepção localizadas em Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), quando visíveis, isto é, com passagens na área de cobertura das estações de recepção. Grande parte das plataformas, conhecidas pela sigla PCD (Plataforma de Coleta de Dados) dispõem de sensores que geram dados meteorológicos, como velocidade e direção dos ventos, umidade e temperatura, e hidrológicos, como os níveis de reservatórios. As PCDs mais modernas contam com painéis solares e baterias que garantem seu funcionamento de forma autônoma.

Os dados são enviados para o Sistema Integrado de Dados Ambientais, (SINDA) situado no Centro Regional do Nordeste do INPE, em Natal (RN), onde são processados, armazenados e disseminados aos usuários, por meio da internet, no prazo máximo de 30 minutos após a recepção.

Além do SCD-Hidro, outra iniciativa que visa dar continuidade ao SBCDA é desenvolvida no CRN/INPE desde 2011. Trata-se do CONASAT, uma constelação de seis nanossatélites, projetados com base na tecnologia dos cubesats. (AMM)

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 138, setembro de 2014.
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Notícias da ACS

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Apesar da crise geopolítica na Ucrânia e da avaliação em andamento do governo brasileira acerca da atual situação da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), algumas atividades para a implantação do sítio de lançamento em Alcântara seguem adiante.

Um exemplo é a informação, divulgada pela ACS no final da última semana, sobre a entrega no Maranhão de um novo lote de equipamentos de suporte terrestre, fabricados pela empresa Elcor e oriundos da Ucrânia, entre os dias 17 e 19 deste mês. Veja imagens aqui.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

6 perguntas a Joel Chenet, da Thales Alenia Space

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O blog Panorama Espacial recentemente entrevistou por e-mail Joel Chenet, vice-presidente da franca-italiana Thales Alenia Space para o Brasil, sobre os planos do grupo para o Brasil e a América Latina. Com respostas curtas, Chenet apresentou linhas gerais sobre a estratégia da empresa.

O senhor poderia dar um breve panorama sobre a presença da Thales Alenia Space (TAS) no Brasil e América Latina?

A Thales Alenia Space tem uma forte presença aqui, com histórias no Brasil e na Argentina, e várias prospecções em andamento na América Latina, em países como a Colômbia e o Peru. Originalmente, a Thales Alenia Space foi uma das empresas fundadoras da NAHUELSAT [Nota do blog: operadora de comunicações da Argentina criada na década de noventa, não mais existente] e também entregou dois satélites para a Star One, participando da expansão desta bem conhecida operadora. Hoje, a Thales Alenia Space está totalmente comprometida em entregar o SGDC para a Visiona e a Telebras. Na Argentina, a empresa também está trabalhando numa forte parceria com a fabricante local INVAP para a construção dos satélites de comunicações Arsat 1 e 2. O Arsat 1 foi enviado ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde deve ser lançado no meio de outubro, enquanto que o Arsat 2 entrará em fase de integração e testes nas instalações da INVAP. [Nota do blog: A TAS fornece as cargas úteis de ambas as missões]

Em relação ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em maio foi concluída a fase de projeto do sistema. Quais são os próximos passos? O projeto esta dentro do cronograma?

A cada três meses, há uma reunião com o cliente [Visiona / Governo] para tratar do status do programa, sendo o próximo passo a Revisão Crítica do Projeto [Critical Design Review], prevista para acontecer até o final do ano. Esta revisão analisará se todos os equipamentos a serem entregues estão perfeitamente em linha com a performance demandada para o satélite. O SGDC está bem alinhado dentro de nosso cronograma.

Muito se fala sobre a transferência de tecnologia associada ao SGDC, e um memorando de entendimentos foi assinado em dezembro. Como estão as tratativas para a sua implementação?

As discussões com a Agência Espacial Brasileira para a conclusão dos primeiros contratos relacionados à transferência de tecnologia ainda estão em andamento, e temos por objetivo estar prontos antes do final deste ano para o início de sua implementação.

[Nota do blog: sobre a transferência de tecnologia associada ao SGDC, veja mais informações em "Programa Espacial: orçamentos de 2014 e 2015"]

Em julho, em reportagem do Valor Econômico, Cesar Kuberek, executivo do grupo, falou sobre os planos da Thales de triplicar suas vendas na América Latina. Como o setor espacial esta inserido neste plano estratégico?

Espaço na América Latina é um mercado muito importante em dois segmentos principais, telecomunicações e observação (ótica e radar de alta resolução e meteorologia). Há várias oportunidades em razão do crescimento da [demanda] por internet e também da necessidades dos governos em gerenciar e monitorar o meio-ambiente e áreas vizinhas.

Como e sabido, o Programa Espacial Brasileiro não passa por seu melhor momento, dada a falta ou mesmo o contingenciamento de recursos. A situação e idêntica para o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que enfrenta atrasos em razão de indisponibilidade orçamentária. Qual e o posicionamento da TAS frente a estes percalços?

A Thales Alenia Space não está no Brasil visando objetivos de curto prazo, mas sim com uma visão de longo prazo. Enfrentar dificuldades orçamentárias é sempre um assunto sério, mas estamos confiantes que no final o governo, de uma forma ou de outra, investirá em espaço, assim como todos os grandes países do mundo.

Em comunicações comerciais, depois de alguns anos de pouca competitividade e reduzida presença no mercado global, a TAS da sinais de recuperação, com a conquista desde o início do ano de contratos para quatro satélites geoestacionários. Qual e sua visão sobre a competitividade da TAS e oportunidades na América Latina?

Nós nos fortalecemos para retornar a este mercado e estamos tentando entregar propostas de valor a nossos clientes. Ao mesmo tempo, anunciamos há apenas alguns dias nossa nova linha de produtos para satélites totalmente elétricos, e acreditamos que isso abrirá muitas oportunidades no crescente mercado de telecomunicações aqui da América Latina.

Itasat: voo a bordo de um Falcon 9

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AEB negocia contrato para lançar o Itasat-1

Brasília, 24 de setembro – Agência Espacial Brasileira (AEB) concluiu essa semana mais um passo no projeto Itasat-1 com a negociação da contratação do serviço de lançamento do satélite universitário num veículo Falcon-9 da empresa SpaceX para o segundo semestre de 2015.

Após ser readequado sob coordenação da AEB, o Itasat-1teve agregado outros experimentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), das universidades do Vale dos Sinos (Unisinos), Federal do Rio Grande do Nortre (UFRN) e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

Entre os novos experimentos estão o GPS Orion e uma placa microcontrolada com sensores de radiação ionizante, que terá seus dados processados em conjunto com o laboratório de estudos do clima espacial (Embrace) no Inpe.

A conclusão da integração do modelo de engenharia e realização de testes funcionais está prevista para até o fim de dezembro próximo. A integração do modelo de voo, com testes de aceitação funcionais e de requisitos de lançamento a cargo do Laboratório de Integração e Testes (LIT), no Inpe, serão realizados entre janeiro e abril de 2015.

Fonte: AEB
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"El Sector Espacial Argentino - Instituciones, empresas y desafíos"

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Este mês, foi publicado o livro "El Sector Espacial Argentino - Instituciones, empresas y desafíos", iniciativa conjunta da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e das estatais argentinas INVAP (prime-contractor de satélites) e ARSAT (operadora de serviços de comunicações).

O livro, produzido com base nas discussões de um seminário realizado em setembro de 2013 em Buenos Aires, apresenta as três principais entidades do programa espacial argentino, as principais indústrias, uma análise de seus principais projetos e programas (satélites e lançadores, exploração do espaço profundo), além de um sumário sobre o desenvolvimento espacial dos países da região.

Para os interessados nas atividades espaciais na América do Sul, trata-se de um bom material de consulta e informação sobre aquele que pode ser considerado um dos mais avançados e completos programas espaciais do continente, senão o mais avançado.

A obra está disponível gratuitamente no website da CONAE. Para baixá-la, clique aqui.
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terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Atrasos no PESE", coluna "Defesa & Negócios"

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Atrasos no PESE

Nem bem começou e o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Comando da Aeronáutica, já sofre com a crônica de cortes no orçamento, bem característicos da área de defesa no Brasil. Conforme noticiado em reportagem publicada na edição n.º 136 de T&D [Nota do blog: leia a reportagem aqui], estavam previstos R$113 milhões no orçamento de 2014 para o início do programa, recursos suficientes para o início de uma concorrência e mesmo contratação de um primeiro lote de satélites óticos de observação, . Com os cortes anunciados no primeiro semestre, por decisão do governo, o montante foi direcionado para outro projeto, o do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que inicialmente seria viabilizado apenas com destinações do Ministério das Comunicações. Este direcionamento criou uma espécie de “competição” de projetos dentro do orçamento da pasta da Defesa.

Segundo apurou esta coluna, as perspectivas para uma alocação significativa de recursos em 2015 não são animadoras. Agora, os esforços do Comando da Aeronáutica se concentram na busca por um montante mínimo suficiente para a contratação de uma consultoria, que seria responsável pela elaboração das especificações e demais informações necessárias para o envio de uma solicitação de propostas (RFP, sigla em inglês) no mercado internacional.

Fonte: coluna "Defesa & Negócios", revista Tecnologia & Defesa n.º 138, setembro de 2014.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Cooperação Equador - China

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Na última semana, em visita oficial à China, a ministra da defesa do Equador, Maria Fernanda Espinosa divulgou que seu país busca apoio do país asiático para o desenvolvimento de seu programa espacial, especificamente no campo de satélites.

"O Equador não está muito interessado em adquirir um satélite, mas em transferência de tecnologia de modo a desenvolver suas instalações locais para fortalecer nossas próprias capacidades", declarou.

Segundo reportagens da imprensa local, a ministra teria também afirmado que ainda este ano deverá haver visitas recíprocas de equipes técnicas para iniciar trabalhos visando ao desenvolvimento de um satélite, de finalidades não especificadas.

Dando prosseguimento a sua estratégia de ampliação de mercados e parcerias, a China hoje figura como a maior parceira espacial da América do Sul, com projetos conjuntos com Brasil, Argentina, Venezuela e Bolívia.
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domingo, 21 de setembro de 2014

Cubesats: NanosatC-Br1 e Serpens

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O Brasil continua a apresentar avanços em suas missões de cubesats.

No último dia 19, o NanosatC-Br1  - primeiro cubesat brasileiro, completou três meses em órbita e plenamente operacional, transmitindo seus dados para estações de recepção localizadas em Santa Maria (RS) e em São José dos Campos (SP).

“Já temos uma quantidade de dados razoável das cargas úteis e da plataforma. Muitos ensinamentos estão sendo extraídos através da operação do NanosatC-Br1, do seu comportamento e performance que serão utilizados em futuros satélites desta classe”, afirmou Otávio Durão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em nota divulgada pela instituição.

Testes do Serpens

Também na última semana, nos dias 18 e 19, o nanossatélite Serpens, desenvolvido por várias universidades brasileiras, foi submetido a testes na Agência Espacial Brasileira (AEB), visando ao seu lançamento ao espaço, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).

Segundo informações da AEB, os procedimentos foram realizados por técnicos da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss), empresa contratada para a execução do lançamento.

Para mais informações sobre os testes, acesse "Nanossatélite Serpens aprovado em testes de segurança".
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Notícias dos CBERS 4 e 4A

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CBERS 4: conclusão da revisão final

Nesta quinta-feira (18), foi concluída na China Academy of Space Technology (Cast), em Pequim, o Final Design Review (FDR, sigla em inglês) do CBERS 4, previsto para ser lançado no início de dezembro.

Conforme detalhado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), o objetivo do FDR "é relatar e revisar as atividades de montagem, integração e testes do satélite, com o propósito de demonstrar que o sistema está apto para ser embarcado para a base de lançamento para o processamento final que antecede ao lançamento e início das operações." 

A campanha de lançamento deve começar em meados de outubro, com o deslocamento do satélite para o sítio de lançamentos de Taiyuan, a cerca de 760 km a sudoeste de Pequim. O passo seguinte será a preparação do artefato, finalizada com uma revisão quanto à prontidão para voo, e sua integração ao lançador Longa Marcha 4B.

Para mais informações sobre a revisão final, leia a nota divulgada pela AEB.

Discussões sobre o CBERS 4A

Paralelamente aos preparativos para o voo do CBERS 4, autoridades brasileiras e chinesas avançam com as discussões para a construção de uma terceira unidade da segunda geração do programa CBERS, designado 4A. O tema foi pauta da reunião do Grupo de Trabalho para a implementação do Plano Decenal Sino-Brasileiro de Cooperação Espacial, realizada na última terça-feira (16), em Pequim, que contou com a participação de representantes e técnicos da AEB e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), além das contrapartes chinesas.

Segundo informações divulgadas pela AEB, a agenda "contemplou ainda vários itens do Plano Decenal, dentre eles a estrutura de governança do Plano; o programa de cooperação educacional entre as agências para a área espacial; a proposta da distribuição internacional das imagens do satélite Cbers-4, e da cooperação em componentes eletrônicos e equipamentos." Leia mais em "Brasil e China discutem o desenvolvimento do satélite CBERS 4A".
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