domingo, 24 de maio de 2015

Cooperação Brasil - Holanda

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Brasil e Países Baixos projetam cooperação espacial

Brasília, 21 de maio de 2015 – Assinar o Programa de Cooperação para a formação de especialistas qualificados na área espacial brasileira em Universidades, Centros de Pesquisa e empresas dos Países Baixos (Holanda) e a vinda de especialistas desses países ao Brasil, tudo com recursos do Programa Ciência sem Fronteiras – Espacial.

Esse foi um dos temas abordados pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e pelo diretor do Escritório Espacial dos Países Baixos (NOS), Ger Nieuwpoort, em visita que ele fez a instituição nesta quarta-feira (20).

Eles acertaram também organizar um encontro espacial público-privado entre os dois países, no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), com a participação da prefeitura e das indústrias locais, provavelmente em setembro próximo. Na pauta do evento está a discussão sobre temas de interesse comum, visando a elaborar um Programa de Cooperação Espacial baseado em objetivos concretos e mutuamente benéficos.

O diretor da NOS estava acompanhado pelo diretor de Assuntos Internacionais, Thomas Bleeker, pelo Conselheiro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos, sediado em São Paulo, Nico Schiettekatte, e pelo Adido para Ciência, Tecnologia e Inovação da Embaixada do Reino dos Países Baixos em Brasília, Hans Doresteijn. Também participou do encontro o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, da AEB, José Monserrat Filho.

O NOS, criado em 2009 como sucessora da Agência de Programas Aeroespaciais dos Países Baixos (NIVR), é vinculado aos ministérios da Economia; de Educação, Cultura e Ciência; da Infraestrutura e do Meio Ambiente e da Organização para a Pesquisa Científica do país.

Fonte: AEB
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cooperação Brasil - China: Programa de Integração da Amazônia Legal

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Odebrecht Defesa e Tecnologia assina memorando de entendimento para desenvolvimento do Programa de Integração da Amazônia Legal

A Odebrecht Defesa e Tecnologia assinou memorando de entendimento para cooperação privada com as empresas chinesas CEC – China Electronics Corporation e ICBC – Industrial and Commercial Bank of China Ltd para desenvolvimento do Programa de Integração da Amazônia Legal (PIAL).

Com investimento esperado de US$ 3 bilhões, o programa prevê a elaboração de projetos de proteção da Amazônia Legal. O objetivo do PIAL é contribuir com a integração da Amazônia Legal ao Estado Brasileiro com o emprego de novos sensores e novas tecnologias, além de modernizar e complementar o atual SIPAM, implantado em 1990 e que atende demandas militares e civis, com foco prioritário no controle do trafego aéreo.

A contribuição para a integração regional resultará na geração de melhores instrumentos para a condução de políticas públicas. Entre os destaques estão o incremento do monitoramento ambiental, que fortalecerá a vigilância exercida pelo IBAMA do Ministério do Meio Ambiente. O PIAL também apoiará no sensoriamento climático, que contribuirá para melhoria das previsões meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE. Trará benefícios ao setor da saúde, pois aplicará tecnologias interativas eletrônicas para melhoria da estratégia e logística do sistema de saúde à população. Permitirá ainda medidas de apoio à educação, com implantação de sistemas de educação à distância do Ministério da Educação.

Por meio da parceria entre empresas privadas brasileiras e instituições chinesas, esse Programa, financiado e operado sob modelo privado, não gerará impactos na Balança Comercial Brasileira e não contemplará investimentos do Tesouro Nacional.

Entre as tecnologias que planeja-se oferecer estão Sistemas de Comando e Controle; Sistemas de Comunicações Regionais (rádio, satélite e fibra ótica); Sistemas de Observação da Terra (ótico e radar), com sensores embarcados em satélites e em UAVs; Sistemas de controle do espectro eletromagnético; Sistemas de Monitoramento Atmosférico; Sistemas de Monitoramento Ecológico (fauna e flora), Sistemas de Monitoramento de Poluição Ambiental; Sistemas de Monitoramento Hidrológico; Sistemas de Monitoramento de Água Fluvial; Sistemas de Monitoramento de Queimadas; Sistemas de educação à distância; Sistemas de Suporte para Telemedicina; dentre inúmeras outras tecnologias na fronteira do conhecimento.

A Amazônia Legal ocupa 59% do território brasileiro, no qual vivem cerca de 24 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010, distribuídas em 775 municípios, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. Além de conter 20% do bioma cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia, o mais extenso dos biomas nacionais, que corresponde a 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da disponibilidade mundial de água potável.

Fonte: Odebrecht Defesa e Tecnologia.
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Cooperação Brasil - China: CBERS 4A

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Brasil e China acertam desenvolver o satélite CBERS-4A

Brasília, 20 de maio de 2015 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o diretor da Administração Nacional Espacial da China (CNSA), Xu Dazhe, firmaram ontem (19) um protocolo de intenções para desenvolver e lançar o sexto Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-4A).

A assinatura ocorreu quando da visita oficial do primeiro-ministro da China, Lĭ Kèqiáng, à presidenta Dilma Rousseff.

“Com o lançamento, em dezembro último, do satélite Cbers-4, a China e o Brasil consolidaram uma iniciativa emblemática no mundo em desenvolvimento, que contribui na fiscalização do desmatamento da Amazônia. Além disso, os serviços de imagens territoriais geradas pelo satélite contribuem muito para os países africanos”, disse a presidente, ao destacar os avanços da parceria bilateral nos campos da educação, da tecnologia e da inovação.

Preparado em conjunto pela Agência Espacial Brasileira AEB e CNSA o protocolo complementar estabelece as bases jurídicas para a construção conjunta do satélite Cbers-4A, a fim de garantir o fornecimento contínuo de imagens aos dois lados da cooperação e a outras nações. O sexto exemplar do programa Cbers deve ser lançado em 2018, na China.

A divisão das tarefas de desenvolvimento e do montante de investimentos repetem a proporção dos satélites Cbers-3 e 4, com 50% para cada lado. O novo acordo define que os trabalhos de montagem, integração e testes do Cbers-4A sejam realizados nos laboratórios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP).

O sistema de rastreamento, telemetria e controle do Cbers-4A será semelhante aos dos dois satélites anteriores. Lançado em dezembro de 2013, o Cbers-3 não atingiu a órbita de destino por uma falha no foguete. Já o Cbers-4 está no espaço desde dezembro de 2014. Estabelecido em 1988, o programa obteve sucesso com os exemplares Cbers-1, de 1999, Cbers-2, de 2003, e Cbers-2B, de 2007.

Para o Cbers-4A, o protocolo designou AEB e a CNSA como entidades responsáveis por sua implementação. Já o Inpe e a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast) seguem como executores do projeto.

O presidente da AEB, José Raimundo Coelho, lembrou que o programa Cbers é “considerado o primeiro acordo de cooperação em alta tecnologia firmado entre dois países em desenvolvimento”. O Inpe e a Cast haviam apresentado a proposta técnica do sexto satélite para AEB e CNSA em fevereiro último.

As imagens fornecidas pelos satélites contribuem para monitorar e verificar desmatamentos, desastres naturais e a expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações. O Acordo-Quadro permite a distribuição global dos dados gerados, com objetivo de beneficiar outros países em desenvolvimento.

Em viagem pela América Latina, o primeiro-ministro destacou China e Brasil como os maiores países em desenvolvimento dos hemisférios Leste e Oeste do planeta. “A nossa amizade tem uma base sólida e a nossa cooperação tem uma perspectiva muito ampliada”, declarou Kèqiáng. “Essa colaboração tem potencial de trazer benefícios para os nossos povos e para todo o mundo.”

Segundo Dilma, o encontro reafirmou a característica estratégica e a intensidade das relações bilaterais. 

“Tivemos nesta manhã uma reunião muito produtiva, marcada pelo diálogo franco e pela disposição de avançar, fortalecer e efetivar cada vez mais a nossa parceria”, disse a presidente. “O Plano de Ação Conjunta 2015-2021, que assinei com o primeiro-ministro, inaugura uma etapa superior em nosso relacionamento e está expressa nos vários acordos.”

Parceria – Ao todo, brasileiros e chineses celebraram 39 acordos no Palácio do Planalto, em áreas como agricultura, comércio, defesa, energia, infraestrutura, inovação, mineração, planejamento estratégico e transporte. O acerto em torno do Cbers-4A é um protocolo complementar ao Acordo Quadro sobre Cooperação em Aplicações Pacíficas de Ciência e Tecnologia no Espaço Exterior.

O diretor do Observatório Nacional (ON), João dos Anjos, assinou um acordo de cooperação científica com o diretor do Observatório Astronômico de Xangai, Hong Xiaoyu. Dilma ainda ressaltou o memorando de entendimento firmado entre Xu Dazhe e o ministro da Defesa, Jacques Wagner, sobre sensoriamento remoto, telecomunicações e tecnologia da informação.

Ela agradeceu ao primeiro-ministro pela participação chinesa no programa Ciência sem Fronteiras (CsF), “que hoje acolhe centenas de estudantes e pesquisadores”. No ato, os presidentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Nobre, e da Huawei do Brasil, Zhao Yuning, assinaram um memorando de entendimento a fim de oferecer treinamento em tecnologia da informação a bolsistas brasileiros.

A presidente realçou a frequência dos contatos de alto nível entre os dois governos, ao recordar a visita oficial do presidente da China, Xi Jinping, em julho de 2014. Na ocasião, Xu Dazhe e o presidente da AEB formalizaram parceria em sensoriamento remoto. Dilma informou que viajará ao país asiático em 2016.

Fonte: MCTI
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cooperação Brasil – China

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Por ocasião da visita oficial do presidente da República Popular da China, Xi Jinping, ao Brasil no início desta semana, os governos dos dois países discutiram e firmaram diversos acordos sobre 35 itens, inclusive nos setores aeroespacial e de defesa.



A declaração conjunta firmada pelos mandatários dos dois países cita o programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), além de ações em meteorologia e clima espacial. Abaixo, reproduzimos alguns excertos da declaração:

“- Os dois Chefes de Governo assinalaram o êxito do Programa Sino-Brasileiro de Satélites de Recursos Terrestres (CBERS), estabelecido em 1988. Renovaram o compromisso de reforçar a cooperação espacial bilateral, com ênfase no desenvolvimento conjunto de novas tecnologias e reafirmaram o compromisso de lançar o sexto satélite da família CBERS - CBERS-4A, com previsão para 2018. Assinalaram seu apoio à implementação do Plano Decenal de Cooperação Espacial (2013-2022), às atividades do Centro Brasil-China para Aplicação de Dados de Satélites Meteorológicos e do Laboratório Sino-Brasileiro de Clima Espacial, bem como à continuidade do compartilhamento gratuito de imagens de satélites com países africanos, por meio do programa CBERS for Africa.

- As duas partes coincidiram sobre o papel estratégico da defesa em suas relações bilaterais. Destacaram a importância do fortalecimento do Diálogo sobre Defesa e Assuntos Militares, voltado para o intercâmbio de informações sobre questões estratégicas e a possível promoção de iniciativas conjuntas. Notaram com satisfação o interesse contínuo de ambos os lados de incrementar a cooperação nas áreas de tecnologia da informação, telecomunicações e sensoriamento remoto. Nesse contexto, congratularam-se, ainda, pela assinatura de Memorando de Entendimento entre o Ministério da Defesa do Brasil e a Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa da China.”

SIPAM

Um dos instrumentos assinados trata da cooperação envolvendo o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), prevendo a constituição de um Grupo de Trabalho Gestor (GTG), co-presidido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e pela Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria Nacional de Defesa (SASTIND).

De acordo com o governo, o acordo tem por objetivos básicos cooperar e compartilhar dados de satélites ambientais, meteorológicos e de observação da terra, além da troca de conhecimento e experiência nas áreas de tecnologia da informação, telecomunicação e sensoriamento remoto.

Ainda, segundo informações do Ministério da Defesa, o acordo inclui o "intercâmbio de dados e conhecimentos em meteorologia, climatologia, hidrometeorologia e mudanças climáticas; cooperação nas aplicações envolvendo o uso de telecomunicações ponto a ponto e via satélite; promoção da capacitação de recursos humanos nas áreas tecnológicas relacionadas; e a cooperação no mapeamento cartográfico e temático.”

Interesses no setor de defesa

Além da cooperação espacial e da formação do grupo de trabalho para o SIPAM, a China também tem outros interesses no mercado brasileiro de defesa. 

Em reunião em Brasília na última segunda-feira (18), o ministro chinês da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa, Xu Dazhe, destacou ao ministro Jaques Wagner o interesse em expandir a cooperação para programas como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAz), da Marinha do Brasil. Para o SisGAAz, aliás, que está em fase de concorrência, empresas chinesas integram o consórcio liderado pela Orbital Engenharia, de São José dos Campos (SP). 

Na relação de instrumentos assinados por conta da visita oficial, consta também um memorando de entendimentos entre a Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), a China Electronics Corporation (CEC) e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC). O escopo do documento não foi divulgado. [Atualização em 21/05/2015: o memorando prevê uma iniciativa para o Programa de Integração da Amazônia Legal]

Espera-se uma visita de Jaques Wagner à China no próximo mês de setembro.
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SGDC: Senado aprova MP prevendo recursos

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Comissão do Senado aprova recurso para o SGDC

Brasília, 19 de maio de 2015 – O recurso para a aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi garantido pelo Senado Federal, com a aprovação a semana passada da Medida Provisória (MP) 662 na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

A matéria permite conceder crédito superior a R$ 404 milhões para a aquisição do equipamento, agora previsto para ser lançado em dezembro de 2016.

O satélite integra o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende expandir o serviço em todo o território nacional, além de ser útil também para as demandas militares. A expectativa é que o satélite atenda principalmente a região Norte, carente de infraestrutura terrestre para a implantação das fibras ópticas de banda larga fixa.

Apesar de alguns parlamentares terem criticado o uso de uma medida provisória para matérias orçamentárias, ao invés de em situações de urgência ou calamidade pública, o governo federal alegou que com os atrasos nos pagamentos do contrato com o consórcio Arianespace, havia o risco de perder a data de lançamento e até a posição do espaço sobre o Brasil.

Fonte: Agência Senado, via AEB.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Mercado de observação terrestre na América Latina

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Segundo o mais recente estudo da Euroconsult, intitulado "Earth Observation Requirements & Solutions in Latin America", divulgado no inicio do mês, o mercado de observação terrestre da América Latina está em processo de significativa expansão decorrente de uma demanda crescente por dados e serviços no segmento, alem de investimentos por parte de governos da região para atender a demanda e apoiar o desenvolvimento de suas indústrias locais.

De acordo com o relatório, o investimento total combinado em sistemas de observação em 2014 alcançou US$193 milhões, cifra que deverá aumentar substancialmente ao longo dos próximos anos, à medida que países latino-americanos invistam em aplicações e desenvolvimento de sistemas próprios. O estudo aponta que ate 2024 o número de satélites latino-americanos de observação terrestre lançados ao espaço deve superar 25, comparado a apenas 6 nos últimos dez anos.

A demanda por dados de observação também tem crescido consideravelmente. "O mercado de dados na América Latina é estimado em US$145 milhões em 2014; aproximadamente metade de todas as vendas são atribuídas ao setor de defesa, com o monitoramento de recursos naturais, infraestrutura, engenharia e energia se seguindo", afirmou Ricardo Topham, consultor da Euroconsult e editor do relatório. "O Brasil representa o maior mercado nacional, respondendo por um terço de todas as vendas, seguido pelo México."

Espera-se que a demanda continue a apresentar forte crescimento, com um CAGR (sigla em inglês para taxa de crescimento anual composta) de 10% entre 2014-2024, levando a um mercado comercial de dados avaliado em US$355 milhões. Vários fatores suportam este crescimento, dentre os quais:

- Demanda robusta do setor de defesa. Apesar de impactada pelo aumento gradual de sistemas próprios, a oferta gerada por tais sistemas não deve atender toda a demanda regional por soluções de imagem para inteligência.
- Demanda em recursos naturais, principalmente para sistemas de monitoramento de florestas, especialmente no Brasil e no México, embora países como a Argentina, Chile e Colômbia também estejam aumentando a demanda  por dados para monitoramento de florestas e agricultura.
- Demanda para finalidades em infraestrutura e engenharia estimuladas pelo Brasil e o México e seus planos de investimentos de bilhões de dólares no desenvolvimento de projetos nos próximos anos. Colômbia e Chile também devem realizar projetos para modernizar redes de estradas e infraestrutura de transporte público nos próximos anos.
- Demanda no setor de energia (petróleo, gás e minerais)  no Brasil, México e Chile, apesar dos efeitos em curto e médio prazos em razão da queda no preço de commodities como petróleo e minerais. A região, porém, se manterá importante fornecedora de commodities de energia e novos projetos devem surgir no futuro.
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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Visita de Jaques Wagner à Thales Alenia Space

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Ministro da Defesa visita satélite brasileiro em construção pela Thales

São Paulo, 14 de maio de 2015 – Uma delegação brasileira liderada pelo Ministro da Defesa, Jacques Wagner, visitou as instalações da Thales Alenia Space em Cannes, sul da França, no dia 11 de maio, onde o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) está sendo construído, com o apoio do Governo francês por meio da Direction Générale de l’Armement (DGA). Wagner e CEO da Visiona, Eduardo Bonini, foram recebidos pelo CEO da Thales Alenia Space, Jean-Loïc Galle, e pelo Vice-Presidente da Thales na América Latina, Ruben Lazo.

“A Thales visa consolidar parcerias locais, intercambiar competências e transferir tecnologia de vanguarda na América Latina, onde estamos presentes há 50 anos. A Thales já tem uma profunda atuação no mercado espacial brasileiro e uma parceria sólida com a Agência Espacial Brasileira. Um dos 5 maiores contratos do Grupo em 2013, o SGDC é uma grande conquista e vem coroar a participação ativa da Thales na expansão da indústria espacial da América Latina”, garante Lazo.

Uma viagem pelas salas limpas

Jacques Wagner visitou as salas limpas (clean rooms), declarando-se impressionado pela expertise da Thales Alenia Space na produção de satélites de comunicação e know-how em ambos radar e satélite de observação em resolução muito alta, além da altimetria, campo em que a empresa é líder mundial. Esta tecnologia dá velocidade de perfil do som versus profundidade das ondas acústicas no ambiente marinho e, desta forma, permite obter informação sobre a propagação das ondas muito útil para a detecção de alvos submarinos. Para um país como o Brasil, que está ingressando na família global de submarinos nucleares, altimetria é uma solução chave.

A delegação conheceu uma ampla gama de satélites entre eles dois Sentinel em nome da Agência Espacial Europeia, o ExoMars TGO dedicado à missão de 2016, o satélite de oceanografia operacional Jason-3, além do satélite de comunicação Eutelsat 8WB. O grupo visitou também o Centro de Controle Operacional que vai gerenciar todas as operações em órbita logo após lançamento do SGDC, previsto para setembro de 2016.

Wagner cumprimentou os 31 engenheiros brasileiros que estão sendo treinados localmente pela Thales Alenia Space dentro do escopo do plano de transferência de tecnologia que integra o contrato do SGDC. O ministro mostrou destacou a importância desta missão para o Brasil, que vai se beneficiar desta experiência para expandir a sua própria indústria espacial nos próximos anos.

Thales e Brasil: uma relação ganha-ganha

Em 2013, a Thales Alenia Space firmou o contrato do SGDC com a Visiona (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás). Um memorando de entendimento (MoU) também foi assinado com a Agência Espacial Brasileira (AEB) no que diz respeito às transferências de tecnologia, um primeiro passo fundamental na parceria ambiciosa entre Thales, AEB e a indústria espacial brasileira.

Ações concretas

·         Um contrato tripartite assinado entre Thales Alenia Space, AEB e empresas brasileiras para implementar rapidamente contratos baseados em transferência de tecnologia.

·         Um acordo de “transferência de conhecimento”, na forma de uma “Academia Espacial”, abrangendo as seguintes ações:
-   Apoio a universidades brasileiras para estabelecer programas de mestrado em Engenharia de Sistemas Espaciais
-   Criação de uma cadeira espacial no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
-   Financiamento de teses de doutorado em casos especiais
-   Estudos conjuntos entre a Thales Alenia Space e laboratórios brasileiros
-   40 engenheiros brasileiros treinados na Thales Alenia Space, dentro do escopo do plano de transferência de tecnologia que integra o contrato do SGDC

·         Em março de 2015, a Thales Alenia Space e a Omnisys inauguraram um Centro Tecnológico Espacial no Parque Tecnológico de São José dos Campos. O centro vai inicialmente apoiar o desenvolvimento de parcerias tecnológicas com empresas locais do setor.

Fonte: Thales Alenia Space
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Ampliação das instalações do LIT/INPE

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INPE amplia instalações para testar satélite de grande porte

Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

O Laboratório de Integração e Testes (LIT) de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) será expandido em cerca da metade de sua área útil atual, para atender às necessidades do Programa Espacial Brasileiro. Os atuais 22 mil m2 de instalações ganharão outros 14 mil m2, por meio de projeto apoiado pela FUNCATE e financiado pela FINEP. A principal demanda é o desenvolvimento dos futuros satélites do programa Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC).

A ampliação do LIT/INPE permitirá a integração e testes de satélites com até seis toneladas e setemetros de altura (satélites geoestacionários meteorológicos ou de telecomunicações, satélites radar etc). Atualmente, a capacidade do Laboratório é limitada a satélites de até duas toneladas e quatro metros de altura (por exemplo, os satélites da família CBERS, desenvolvidos pelo Brasil em cooperação com a China).

Concluída a ampliação, o LIT/INPE poderá integrar e testar até quatro satélites de diferentes classes, simultaneamente.

O convênio assinado com a FINEP, no valor de R$ 45 milhões, contempla a fase de contratação de consultorias especializadas para definição da configuração e dos equipamentos de testes a serem implantados, a contratação do projeto executivo civil e de utilidades da ampliação, bem como a contratação da construção de parte das suas novas instalações, incluindo suas utilidades (elétrica, hidráulica, condicionamento de ar etc).
                                                                                           
Em 2014, foi realizado o processo licitatório para contratação da empresa responsável pelo projeto de arquitetura, civil e de utilidades da ampliação. O detalhamento do projeto, em andamento, inclui as etapas de projeto preliminar, conceitual, básico e executivo. Uma vez concluída essa etapa, será possível iniciar o processo de contratação da execução das obras.

Além de possibilitar a integração e testes dos satélites do programa SGDC e de outros satélites de grande porte, as novas áreas, em conjunto com as instalações existentes, possibilitarão a melhoria no atendimento a demandas dos setores de telecomunicações (testes e qualificação de antenas de grande porte) e outros setores industriais (eletroeletrônicos, automobilístico, informática, hospitalar etc.).


(Concepção sobre as instalações do LIT após a ampliação)

Fonte: INPE
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Cooperação Brasil – França: lançadores

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O ministro da Defesa Jaques Wagner esteve esta semana na França para visitas e encontros oficiais com autoridades e executivos de indústrias aeroespaciais e de defesa que mantém negócios e interesses em programas nacionais.

A visita teve encontros com o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le-Drian, e executivos da Thales, DCNS, Safran, DCI e Airbus Defence and Space.

Segundo informações divulgadas pelo ministro, a franco-alemã Airbus Defense and Space destacou o interesse em iniciativas conjuntas com o Brasil no campo de lançadores de pequeno porte, o que envolveria parceria com indústrias locais, numa ação que mostra uma visão de mais longo prazo considerando o momento econômico do País, que ameaça e prejudica vários programas e projetos no campo espacial e de defesa. 

O jornal “O Globo” publicou uma interessante reportagem com mais informações sobre este interesse, que não é novo – há discussões neste sentido com autoridades brasileiras, como o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) ao menos desde 2009. Em breve, o blog publicará uma análise sobre o tema.

A agenda incluiu ainda visitas às instalações da DCNS, responsável pelo programa nacional de submarinos, e da Thales Alenia Space, no sul da França, onde está sendo construído o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) (veja postagem a seguir).
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Eventos sobre espaço na UFRN

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Natal (RN) sedia eventos voltados para o setor espacial

Brasília, 13 de maio de 2015 – A cidade de Natal (RN) sedia de segunda (18) a quinta-feira (21) o V Encontro de Gerentes de Projetos do Programa Uniespaço e o 1º Astronautic Workshop Brazil-Germany, iniciativas que objetivam a disseminação da temática espacial.

Os eventos reúnem 52 palestrantes nacionais e internacionais, que apresentarão trabalhos na área espacial para um público estimado de 120 pessoas composto na sua maioria por pesquisadores de instituições de ensino superior do Brasil e do exterior, além de representantes de todos os cursos de engenharia aeroespacial brasileiros.

Consta da programação uma série de apresentações de projetos e pesquisas desenvolvidos por universidades nacionais e fomentados pelo Programa Uniespaço da Agência Espacial Brasileira (AEB) e por professores e alunos da Universidade Técnica de Munique (TUM), da Alemanha.

Além de palestras, consta da programação do primeiro dia o lançamento do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) de um foguete com motor híbrido desenvolvido por alunos da TUM.

O Encontro e o Workshop são organizados pela AEB e pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceria com a TUM e o CLBI. A inscrição para ambos é gratuita, mas com vagas limitadas.

Os eventos

O Encontro de Gerentes de Projetos do Programa Uniespaço é promovido anualmente pela AEB, oportunidade em que os gerentes dos projetos fomentados pelo Programa apresentam suas pesquisas e trocam experiências entre si e com os convidados.

O 1º Astronautic Workshop Brazil-Germany é resultado de uma parceria entre a UFRN, a Technische Universität München (TUM) e o CLBI.

Serviço:

Eventos: V Encontro de Gerentes de Projetos do Programa Uniespaço e 1º Astronautic Workshop Brazil-Germany

Data: 18 a 21 de maio de 2015

Local: Praiamar Natal Hotel & Convention – Ponta Negra, Natal – RN

Inscrição pelo e-mail: moro@ect.ufrn.br

Fonte: AEB
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