quinta-feira, 30 de julho de 2015

Chile: Airbus DS amplia cooperação

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No último dia 29, a companhia europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS) e a Universidad Técnica Federico Santa María (USM), do Chile, firmaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento de um programa universitário em matéria espacial.

Por meio deste acordo, as duas partes estabeleceram termos e condições para a criação do primeiro programa espacial universitário do Chile, que deverá ser implementado ao longo dos próximos meses.

"Temos uma grande e extensa experiência na formação de engenheiros e técnicos através de nossos programas de formação específicos e personalizados, de forma que estamos animados em poder transferir este conhecimento aos alunos da USM. Engenheiros chilenos já puderam de beneficiar, no programa Fasat Charlie, com este tipo de formação", afirmou Francois Auque, diretor de sistemas espaciais do grupo europeu.

Esta é mais uma medida do grupo para fortalecer sua presença e laços com o Chile, em particular no campo espacial, de forma a estar melhor posicionado para os futuros projetos espaciais do país andino. Como já abordado no blog Panorama Espacial nos últimos meses, o Chile está realizando uma concorrência para a seleção de um novo satélite de observação terrestre para complementar e substituir o Fasat Charlie, construído pela então EADS Astrium (hoje Airbus DS) e colocado em órbita em dezembro de 2011.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Meteorologia: convênio entre INPE e entidade europeia

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INPE e ECMWF formalizam convênio

Terça-feira, 28 de Julho de 2015

O conselho do Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) comunicou a aprovação do convênio de cooperação proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O acordo garante a continuidade da parceria entre o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE e o ECMWF que, entre outras atividades, desenvolveram em conjunto o Metview, um software livre para acesso, processamento e visualização de dados meteorológicos.

A cooperação é importante em termos científicos, especialmente nas áreas de desenvolvimento da modelagem, da assimilação dos dados e desenvolvimento conjunto de softwares meteorológicos.

Além disso, reforça o interesse comum dos órgãos em desenvolver pesquisa para melhoria da modelagem nos trópicos. O convênio garante ainda ao INPE o acesso aos cursos oferecidos pelo ECMWF.

Fonte: INPE
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

ACS: Decreto da denúncia do acordo

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DECRETO Nº 8.494, DE 24 DE JULHO DE 2015

Torna pública a denúncia, pela República Federativa do Brasil, do Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VIII, da Constituição, e

Considerando que o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamento Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003, foi promulgado pelo Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005;

Considerando que, ao longo da execução do Tratado, verificou-se a ocorrência de desequilíbrio na equação tecnológico-comercial que justificou a constituição da parceria entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia na área do espaço exterior;

Considerando que o Tratado prevê, em seu Artigo 17, a possibilidade de denúncia, produzindo efeitos a partir de um ano, contado da data de notificação por uma das partes,

Considerando que, por meio da Nota SG/1/UCRA/ETEC, de 16 de julho de 2015, do Governo brasileiro ao Governo ucraniano, a parte brasileira indicou à parte ucraniana, nos termos do referido artigo, o desejo de denunciar o Tratado,

DECRETA:

Art. 1º Deixa de vigorar para a República Federativa do Brasil, a partir de 16 de julho de 2016, o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.

Art. 2º Fica revogado o Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005, a partir de 16 de julho de 2016.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de julho de 2015; 194º da Independência e 127º da República.

DILMA ROUSSEFF
José Alfredo Graça Lima
Joaquim Vieira Ferreira Lrvy
Nelson Barbosa
Aldo Rebelo

Este texto não substitui o publicado no DOU de 27.7.2015
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sábado, 25 de julho de 2015

ACS: comentários sobre o rompimento do acordo com a Ucrânia

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Ao longo desta semana, o que já se confirmava nos bastidores há vários meses, veio a público a comunicação oficial do governo brasileiro à Ucrânia sobre o rompimento do acordo binacional que deu origem à Alcântara Cyclone Space (ACS).

Desde a criação de um grupo de trabalho em julho de 2014, integrado por membros do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Defesa e Relações Exteriores, para a análise da situação da ACS, já se tinha como quase certeza o fim do acordo binacional.

Em abril, o governo rompeu o silêncio e começou a dar ao público indicativos mais claros, em entrevista dada por um diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB). “É um acúmulo de coisas”, afirmou o diretor, destacando problemas com orçamento, aspectos tecnológicos, relacionamento entre o Brasil e a Ucrânia e o mercado disponível para exportação.

Neste meio tempo, o lado ucraniano se esforçou em ações de "propaganda", em críticas até mesmo diretas (e não mais indiretas ou nas entrelinhas, como de costume) sobre a postura do lado brasileiro.

Fato é que, sem prejuízo da postura passível de críticas do governo brasileiro, não havia melhor opção do que o rompimento. O projeto, desde a sua concepção, apresentava problemas bastantes críticos que impossibilitavam sua viabilidade comercial (isto é, gerar lucros depois de amortizados todos os investimentos exigidos, na casa dos bilhões de reais).  A começar pela performance do lançador: o Cyclone 4 é muito grande para missões de órbita baixa e, ao mesmo tempo, pequeno para missões de órbita de transferência geoestacionária, os dois segmentos, em tese, mais “rentáveis” em serviços de lançamento. Ainda, a falta de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, o que dificultaria o acesso ao mercado, e a tecnologia relativamente antiga do lançador ucraniano, em particular, de sua propulsão, bastante tóxica.

Ainda que o Brasil tenha boa parcela de culpa para o insucesso do programa, os argumentos públicos do governo ucraniano sobre a perda de um mercado em potencial (constelações de satélites de comunicações), pressões da Rússia e todos os investimentos realizados, dentre outros, ignoram sua realidade interna.

A Ucrânia transmite a imagem de que o acordo foi rompido em razão da crise econômica brasileira, mas omite suas dificuldades passadas para integralizar o capital da ACS e avançar com o desenvolvimento do lançador, de sua responsabilidade. Sua situação financeira foi ainda mais agravada com a anexação da Criméia pela Rússia e movimentos separatistas em determinadas regiões. Nesse sentido, reportagem publicada no jornal “Valor Econômico” de sexta-feira (24), reproduzida do “Financial Times”, revela as dificuldades do país europeu, próxima de um calote a credores internacionais.

Desta situação, duas são as consequências certas: deve haver um litígio internacional, com pedido de indenização pela Ucrânia (uma pessoa familiarizada, tempos atrás chegou a mencionar ao blog um pedido de R$800 milhões), e perde o Programa Espacial Brasileiro, não pelo rompimento, mas por ter destinado centenas de milhões de reais ao longo de anos numa iniciativa sem qualquer ganho tecnológico ou retorno comercial.
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quarta-feira, 22 de julho de 2015

INPE: Workshop sobre Hidrometeorologia

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Workshop no INPE recebe especialistas em hidrometeorologia

Quarta-feira, 22 de Julho de 2015

Representantes de 30 instituições participam do Workshop ZCAS/Monção, realizado no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).

Cerca de 90 profissionais e especialistas das áreas de meteorologia, hidrologia e hidrometeorologia se reuniram para avaliar a relação entre a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e o Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), bem como a situação hidrometeorológica dos verões de 2013, 2014 e 2015, assim como perspectivas futuras. O evento, que iniciou na segunda-feira (20) e se encerra nesta quarta (22), conta com uma intensa programação de palestras e apresentações de trabalhos científicos.

O Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), definido pela inversão sazonal do vento nos baixos níveis da troposfera em resposta ao contraste térmico entre regiões continentais e oceânicas adjacentes, tem relação direta com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), modulando o ciclo sazonal da precipitação sobre a América do Sul tropical em distintas estações seca e chuvosa durante o período de maior atividade convectiva. Como consequência, diversos setores produtivos são afetados diretamente pela atuação destes sistemas.

Participam do workshop representantes da WX Energy Comercializadora de Energia, BTG Pactual, Operador Nacional do Sistema Elétrico, Ecom Energia, Centro de Pesquisa de Energia Elétrica da Eletrobras, Furnas, Comando da Aeronáutica, Linhares Geração, Sistema Alerta Rio da Prefeitura do Rio de Janeiro, Sistema Meteorológico do Paraná, Defesa Civil de Duque de Caxias (RJ), Defesa Civil de Bebedouro (SP), Vigilantes da Chuva, Secretaria do Meio Ambiente e Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Instituto Estadual do Ambiente (RJ), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Conmet Serviços de Meteorologia, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos do Mato Grosso do Sul, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Tecnologia de São Paulo, Universidade Virtual do Estado de São Paulo, Universidade Iguaçu, Universidade Federal do ABC e Centro Universitário Serra dos Órgãos.

Fonte: INPE
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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Projeto Amazônia SAR avança

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Ministério da Defesa anuncia radar orbital para o combate ao desmatamento na Amazônia

Brasília, 20/07/2015 - O Ministério da Defesa (MD) anunciou nesta segunda-feira (20) o investimento de R$ 80,5 milhões para o Projeto Amazônia SAR, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da União. O projeto significa uma nova realidade no combate ao desmatamento ilegal e outros crimes ocorridos contra a Amazônia Legal.

Coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado a Defesa, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o radar orbital vai monitorar o desmatamento na Amazônia de outubro a abril, gerando alertas, dando suporte às ações de fiscalização, além de enviar as informações ao Inpe para compor os dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

O sistema vai monitorar cerca de 950 mil quilômetros quadrados (17% da Região Amazônica ou o equivalente aos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e um pouco mais do que Santa Catarina) mensalmente por um radar orbital - tecnologia que permite a observação da terra mesmo em condições climáticas adversas. Será a primeira vez que a Amazônia será monitorada sistematicamente com radar orbital.

Do total investido no Amazônia SAR, R$ 63,9 milhões de recursos não-reembolsáveis serão provenientes do Fundo Amazônia via contrato assinado com BNDES. Os outros R$ 16,6 milhões a serem investidos são oriundos do Orçamento da União.

Para o ministro da Defesa, Jaques Wagner, essa medida reafirma o compromisso do Brasil em preservar a região amazônica e confirma a decisão do ministério, de priorizar nossos recursos naturais, de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa. “A Amazônia representa um dos focos de maior interesse para a Defesa e o Amazônia SAR significa um grande avanço na proteção da Amazônia Legal, visto que possibilita gerar informações mais precisas, rápidas e o principal, em condições climáticas adversas, que dificultam a visualização por sensores ópticos”, afirma Wagner.

Segundo o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, a tecnologia de radar é a mais apropriada, já que permite observar através das nuvens. “A área que será monitorada mensalmente compreende o Arco do Desmatamento e corresponde a sete vezes o tamanho do estado do Amapá”, exemplifica.

Participaram da cerimônia de assinatura do acordo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, o secretário executivo do ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, a secretária-geral do ministério da Defesa, Eva Maria Chiavon, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, entre outras autoridades militares e civis.

Sobre o Amazônia SAR

O Amazônia SAR começou a ser implantado em outubro de 2013 utilizando imagens de radar aerotransportado na aeronave R-99 da Força Aérea Brasileira (FAB). Contudo, o alto custo financeiro para um monitoramento sistemático, além da resposta temporal, dificultou a continuidade do projeto.

Dessa forma, a previsão é de que em outubro desse ano, o mapeamento já seja realizado com recursos do BNDES. O Censipam comprará as imagens de radar para fazer o trabalho. Enquanto isso, o Centro providencia a construção e a aquisição de uma antena para receber e gravar as imagens de radar orbital.

Com a antena, o órgão passa a adquirir o sinal de satélite, baixando as imagens em tempo real (a cena é captada na medida em que o radar está varrendo o local), propiciando mais rapidez.

A antena, que terá de 11 a 15 metros de diâmetro, será instalada no entorno de Brasília, no Distrito Federal (Gama, Colorado, Santa Maria ou Formosa), em área militar. A maior parte dos recursos do BNDES será revertida para a compra do equipamento, previsto para começar a funcionar em 2018, e de fundamental importância para realizar um monitoramento sistemático.

A necessidade de um projeto para a vigilância da Amazônia nesses meses de clima adverso (com muitas nuvens) com radar orbital surgiu durante as reuniões do Grupo de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente (GGI-MA), que reúne diversos órgãos governamentais.

A partir daí, o projeto começou a ser construído em parceria com o Ibama e o Inpe. Após os quatro anos iniciais previstos para implantação, em 2019, o Censipam assumirá o custo de telemetria (sinal de satélite) e manutenção.

Como funciona
O radar de abertura sintética SAR (sigla em inglês para Synthetic Aperture Radar) funciona com pulsos de ondas eletromagnéticas, que independem da luz e são capazes de ultrapassar barreiras físicas como as nuvens. Por isso, é mais indicado para o período de excesso de nuvens na Amazônia.

Para criar uma imagem do SAR, pulsos sucessivos de ondas de rádio são transmitidos para “iluminar” a cena alvo e o eco de cada pulso é recebido e gravado.

Nos dois primeiros anos, no período de outubro a abril, as imagens de cerca de 950 mil quilômetros quadrados mensalmente serão baixadas por Protocolo de Transferência de Arquivos (FTP), numa resolução de 18 a 22 metros, possibilitando a identificação dos ilícitos. Depois de analisadas pelo Censipam, as imagens vão ser repassadas ao Ibama, que subsidiará e montará as ações de fiscalizações. Essas informações também serão enviadas ao Inpe para compor os dados do desmatamento da região amazônica.

Sobre o Censipam

Criado em 2002, o Censipam, órgão do Ministério da Defesa, é responsável pela produção de informações, dados e conhecimento atualizados sobre a Amazônia Legal, contribuindo para as políticas públicas de proteção e desenvolvimento sustentável da região.

Com larga experiência e tradição em análises de imagens de radar, trabalha desde a sua criação com imagens de sensor de radar, acoplado nos aviões R-99 da FAB.

Anualmente, fiscaliza o desmatamento em áreas de proteção por meio do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProaE), participa de ações de combate aos ilícitos e atua com os diversos órgãos parceiros produzindo informações sobre as atividades ilícitas na Amazônia.

Sobre o Fundo Amazônia


Instituído em 2008, por meio do Decreto 6.527, o Fundo Amazônia capta doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma Amazônia.

O Fundo pode utilizar até 20% dos seus recursos para apoiar o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. É gerido pelo BNDES e recebe recursos do governo da Noruega, da República Federal da Alemanha e da Petrobras.

Fonte: Ministério da Defesa.
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sábado, 18 de julho de 2015

Contribuição brasileira ao programa GPM

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NASA reconhece contribuição brasileira ao programa científico GPM

Sexta-feira, 17 de Julho de 2015

Luiz Augusto Toledo Machado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi reconhecido pela NASA por sua atuação no Global Precipitation Measurement (GPM), um projeto internacional liderado pela agência espacial dos Estados Unidos para estudos sobre chuvas com base em dados de satélites.

Confira aqui o certificado recebido pelo pesquisador.

O GPM estimulou o Projeto Chuva, coordenado pelo pesquisador do INPE para estudar diferentes regimes de chuva no Brasil por meio de uma série de instrumentos para medidas atmosféricas, como, por exemplo, um radar de alta resolução para coleta de dados do interior das nuvens.

Para informações sobre o GPM/Projeto Chuva, acesse: http://chuvaproject.cptec.inpe.br/
Fonte: INPE

Comentário do blog: no passado, chegou-se a discutir uma participação brasileira no programa GPM por meio do desenvolvimento e construção de um satélite de pequeno porte, baseado na Plataforma Multimissão (PMM). As discussões, no entanto, não avançaram. Além dos EUA, contribuem para o GPM a União Europeia, França, Japão e Índia.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

CBERS 4 declarado operacional

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O satélite sino-brasileiro CBERS 4, lançado ao espaço em dezembro do ano passado, tornou-se oficialmente operacional em 14 de julho, segundo divulgou o governo chinês, após ser submetido a diversos testes em órbita.

Ao longo deste período, foram geradas por seus quatro sensores óticos mais de 200 mil imagens, muitas delas distribuídas não apenas para o Brasil e a China, mas também para outros países em desenvolvimento. "Nós demos acesso às imagens obtidas pelo CBERS 4 para mais de 10 países em dezenvolvimento, especialmente da África, apoiando suas atividades de exploração de recursos terrestres, proteção de florestas, projetos de hidrelétricas e prevenção de desastres", disse Tian Yulong, engenheiro chefe da Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional.

"Cientistas dos dois países trabalharam juntos para desenvolver o satélite, e nós compartilhamos as tecnologias e os dados. Nós também planejamos trabalhar com o Brasil para desenvolver novas missões de meteorologia, comunicações e radar em nosso acordo de colaboração espacial", afirmou.
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Star One C4 em órbita!

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O satélite Star One C4, da Embratel Star One, foi lançado com sucesso no final da tarde de hoje (16), a bordo de um foguete Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta foi a 66ª missão consecutiva bem sucedida do europeu Ariane 5, e a terceira este ano.

O sucesso marca os trinta anos de colaboração da Embratel com a operadora Arianespace, que já colocou dez satélites em órbita da companhia brasileira. O 11º satélite, o Star One D1, também deverá voar a bordo de um Ariane 5 em 2016. A Arianespace também foi contratada pela Visiona Tecnologia Espacial para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programada para o final do ano que vem.

Segundo informações da operadora brasileira, o Star One C4, construído pela SSL, do grupo canadense MDA, integrará a terceira geração de satélites da Embratel (denominada série C), juntamente com os satélites C1, C2, C12 e C3. Operará exclusivamente a Banda Ku, assegurando a expansão dos serviços de DTH (Direct to Home) da Claro hdtv no Brasil e das demais operadoras do Grupo América Móvil nas Américas do Sul e Central.
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Cubesats: Serpens próximo do lançamento

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Nanossatélite Serpens está no Japão para ser integrado ao lançador

Brasília, 14 de julho de 2015 – O satélite de pequeno porte Serpens, desenvolvido por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com alunos de outras instituições de nível superior nacionais e internacionais já está em Tsukuba, no Japão.

A previsão é de que hoje (14) ele seja integrado ao veículo lançador japonês que, em 16 de agosto, o levará até Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) de onde será colocado em órbita em outubro.

Criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), o projeto Serpens – Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – buscará coletar, armazenar e retransmitir dados ambientais, usando bandas de frequência de rádio. Sua missão é inspirada no Sistema Brasileiro de Coleta de Dados, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por colher informações ambientais do país.

Em órbita ele pode captar qualquer tipo de informação, porém, neste início, enviará dados relacionados às condições do clima perto das universidades que integram o consórcio acadêmico. Da Terra, o pessoal envolvido no projeto poderá fazer o download desses dados.

Aluno do sétimo semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB, Igor Kinoshita foi um dos responsáveis por levar o nanossatélite Serpens até Tsukuba, e acompanha a etapa de sua integração ao veículo lançador. “A experiência de construção do Serpens foi única, pois tivemos a oportunidade de ter contato com diversos profissionais da área de sistemas espaciais, o que possibilitou a absorção de um conhecimento de extrema complexidade e que o Brasil carece”, avalia.

Os estudantes dos cursos de Engenharia Aeroespacial e de Engenharia Elétrica dividiram tarefas com alunos das universidades federais de Santa Catarina (UFSC), do ABC (Ufabc), de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Federal Fluminense (IFF), além de universidades da Espanha (Universidade de Vigo), dos Estados Unidos (Morehead State University e California State Polytechnic) e da Itália (Sapienza Università di Roma).

“Há também o crescimento pessoal, de trabalho em equipe, já que, para tirar do papel um sistema tão complexo quanto um satélite, todos devem desempenhar sua atividade de forma eficaz”, ressalta Kinoshita.

Desafios - Ex-aluno de Engenharia Mecatrônica da UnB e hoje bolsista da AEB, Gabriel Figueiró participou da construção do Serpens e também está no Japão acompanhando o projeto pela Agência.

“A experiência foi muito enriquecedora. Para tornar esse projeto possível, tivemos que lidar com desafios técnicos, dificuldades burocráticas, regulamentações nacionais e internacionais, entre outros.

No papel de líder de investigação emprestei meus conhecimentos técnicos aos estudantes e mantive todas essas atividades em andamento, sempre envolvendo pelo menos um estudante em cada processo”, conta Figueiró, que foi aprovado no primeiro concurso realizado pela AEB e aguarda nomeação.

Segundo ele, uma das atividades mais importantes na AEB é o apoio ao desenvolvimento tecnológico junto às universidades. “Fui estudante em formação com apoio da AEB. Trabalhar na Agência é muito legal, principalmente pelo órgão estar em conjunto com as universidades e por estender oportunidades semelhantes às que tive para os atuais estudantes”, diz Figueiró.

Coordenadora do projeto na UnB, a professora Chantal Cappelletti, da Faculdade de Tecnologia, explica que a instituição assumiu a liderança do Serpens porque há diversos docentes com experiência na área de microssatélites – há pelo menos outros quatro colegas envolvidos.

Chantal, por exemplo, desenvolveu e lançou quatro satélites nos últimos quatro anos. “Depois de compartilhar conhecimento com as outras universidades, a liderança passa para uma delas. O Serpens 2 (que dará sequência ao projeto atual) será liderado pela Federal de Santa Catarina”, afirma.

A professora ressalta que um dos usos mais relevantes dos nanossatélites é justamente em projetos educacionais. “Como envolvem menos recursos e podem assumir mais riscos, atividades espaciais, que eram muito exclusivas, passam a ser mais acessíveis a diferentes grupos. Missões de baixo custo com nanossatélites podem ser conduzidas com o envolvimento direto de jovens engenheiros, cientistas ou mesmo estudantes sem muita experiência”, detalha.

“O efeito esperado é que eles aprendam na prática sobre tecnologia espacial e, no futuro, possam contribuir com diferentes atividades-chave para o avanço da área no Brasil”, conclui.

Fonte: UnB, via AEB.
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