quarta-feira, 25 de maio de 2016

Cubesats: testes do ITASAT na Holanda

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ITASAT passa por testes na Holanda

A equipe do ITASAT esteve na Holanda, durante as últimas 4 semanas. O objetivo era realizar a completa integração de sistemas, bem como os testes finais do satélite, antes do lançamento, previsto para setembro deste ano.

O ITASAT segue o padrão cubesat (modelo baseado em cubos de 10x10x10cm) e possui 6U, o que torna o satélite mais complexo. Segundo o gerente do projeto, professor e pesquisador Luís Loures, “Durante o período de integração e testes, procederam-se os ajustes que faltavam, com sucesso”. Os testes aconteceram na Innovative Solutions In Space (ISIS), empresa spin off da Universidade de Tecnologia de Delft e uma das mais especializadas em nanossatélites do mundo. Lá, o ITASAT passou por ensaio de vibração nos 3 eixos, bakeout (submissão do satélite a altas temperaturas a fim de se retirar substâncias voláteis), ensaio de ciclo térmico (variação de baixas para altas temperaturas, -20° a 60°C), ensaio de propriedade de massa, além dos demais ensaios funcionais, que já eram feitos aqui.

“A cada teste ambiental eram realizados testes funcionais para avaliar se havia danos causados por aqueles testes, o que não aconteceu. Nossos resultados eram sempre positivos”, explica Lídia Hissae Shibuya Sato, coordenadora técnica do projeto. “Foram semanas em que a gente conseguiu cumprir todas as atividades previstas, com resultados bastante satisfatórios. A equipe esteve muito unida e aproveitou cada momento de aprendizagem. O apoio da ISIS foi enorme, tanto no suporte logístico quanto técnico. Foi uma experiência incrível”, completa.

Dois revisores da Agência Espacial Brasileira (AEB) foram até a Holanda, a fim de verificar o andamento do projeto para a agência. Eles comentaram com a equipe que ficaram satisfeitos com o desempenho, apesar da juventude do grupo, formado principalmente por bolsistas. Junto estava o professor Valdemir Carrara, que acompanhou o início da missão, como responsável pelo controle de atitude, onde verificou os algoritmos de controle do sistema, desenvolvido por ele próprio.

O lançamento acontecerá na Base Aérea de Vandenberg, na California, Estados Unidos, pela SpaceX. O lançador é o Falcon 9, que levará um satélite de grande porte e mais 80 cubesats, sendo apenas três no padrão 6U, incluindo o ITASAT. “O conhecimento gerado pelo desenvolvimento do ITASAT eleva o ITA a um novo patamar de competência no ensino de engenharia aeroespacial, podendo colaborar com outros projetos nacionais, incluindo os de Defesa”, declara professor Anderson Ribeiro Correia, reitor do ITA.

Fonte: ITA


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VS-30/IO voa na Austrália

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Foguete brasileiro é lançado na Austrália

23/05/2016

No dia 18/05/2016 foi lançado o foguete suborbital VS-30/IO V12 com a carga útil HiFire 5B do Centro de Lançamento de Woomera - WIR (Woomera Instrumeted Range) - Austrália. O voo do foguete foi nominal (apogeu de 278 km; alcance de 390 km) e o experimento foi realizado com sucesso. A carga útil levou o experimento hipersônico HiFire - Hypersonic International Flight Research Experimentation Program.

Esta foi a primeira vez que um foguete brasileiro é lançado do território Australiano. O próximo voo está previsto para 2017 de um foguete VSB-30 com a carga útil HiFire 4.

Assista ao vídeo do lançamento abaixo:


Fonte: IAE/DCTA
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cooperação Brasil - EUA: visita ao CLA

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CLA recebe embaixadores e Força Aérea dos Estados Unidos

23/05/2016

O Centro de Lançamento de Alcântara recebeu nos dias 19 e 20 de maio, a visita técnica de integrantes da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e da United States Air Force (USAF). A visita teve por objetivo promover a troca de conhecimentos sobre as atividades espaciais desenvolvidas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Participaram da visita o Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Enrique Galindo Ortiz que foi acompanhado de oficiais do Escritório de Ligação Militar do órgão diplomático norte-americano. Pela USAF estiveram presentes o oficial especialista em assuntos espaciais da 12ª Força Aérea (AFSOUTH), Tenente Coronel Banta York, além de representante da Divisão de Operações Espaciais do Air Force Space Command (AFSPC) e do Air Force Research Laboratory (AFRL).

A atividade foi iniciada com uma apresentação institucional da organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) realizada pelo Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA. Na apresentação, o coronel Olany destacou o histórico das atividades espaciais no Brasil, estrutura de funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), meios operacionais e de apoio atualmente disponíveis no CLA, principais operações realizadas, futuros lançamentos e desafios enfrentados pelo Centro.

Os visitantes puderam conhecer as instalações operacionais do Centro de Controle – coordenação das operações de lançamento – estações do Setor de Comando e Controle (SCC) como a Meteorologia, Telemedidas e Rastreio. No Setor de Preparação e Lançamento (SPL), a comitiva norte-americana conheceu as novas instalações do Prédio de Segurança e do Prédio de Depósito de Propulsores, essenciais para o aumento da segurança durante as campanhas de lançamentos.

Além dos prédios recém-inaugurados, os visitantes conheceram o mock-up em dimensões reais do foguete suborbital VSB-30, veículo certificado para lançamentos no exterior que já cumpriu mais de 20 operações com sucesso em solo europeu. Também foi visitada, a Casamata, a estrutura mais próxima das plataformas de lançamentos e que abriga em segurança parte das equipes envolvidas com as operações. O primeiro dia de visita foi encerrada na Torre Móvel de Integração (TMI), estrutura de montagem e operação do Veículo Lançador de Satélites (VLS), o maior foguete de desenvolvimento nacional.

O Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos, Enrique Galindo Ortiz, apresentou dados atualizados sobre o setor espacial no mundo e perspectivas de negócios relacionadas à área junto aos Estados Unidos por meio de acordos e parcerias. O subchefe da Divisão de Operações Espaciais do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC), Timothy Leroy, apresentou a política, doutrina e processos de lançamento espacial nos Estados Unidos.

No último dia da visita, o tenente coronel York, especialista em atividades espaciais da 12ª Força Aérea (AFSOUTH) e do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC) fez uma realizou uma apresentação com o histórico das atividades espaciais nos Estados Unidos, contemplando os primórdios da corrida espacial no pós II Guerra Mundial, últimos avanços com o lançamento de veículos reutilizáveis e o futuro do setor espacial. Na sequência, Timothy Leroy, do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC) detalhou as missões da 45ª Ala Espacial/ Grupo de Operações Espaciais e de esquadrões de lançamento nos Estados Unidos, com ênfase na alta operacionalidade das organizações envolvidas na área.

Por fim, o físico de Pesquisa Sênior, Ronald Glen Caton, da Diretoria de Veículos Espaciais do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea (AFRL) falou sobre as atividades desempenhadas pela instituição de pesquisas da USAF que desenvolve estudos e pesquisas espaciais por meio dos lançamentos e observações na Estação Espacial Internacional, resultando em novos produtos e melhorias na vida cotidiana de toda sociedade.

“Foi um encontro muito significativo, onde foi criado um diálogo entre os países e compartilhada experiências e práticas desenvolvidas no âmbito do programa espacial para a competitividade dos países, desenvolvimento de indústrias vinculadas à área espacial e criação de emprego e renda”, afirmou Enrique Galindo Ortiz, Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

“Devido as altas cifras envolvidas na atividade espacial, a cooperação mútua é um caminho que as nações vêm seguindo, como forma de reduzir custos e obter máximo desempenho com ganhos compartilhados”, afirmou o coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, diretor do CLA.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Reunião no CLA discute foguetes e lançadores

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Especialistas discutem projetos da área espacial brasileira em Alcântara (MA)

17/05/2016

O Grupo Interfaces de Lançamento (GIL 1/2016), organizado pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1, reuniu-se no primeiro encontro do ano, no período de 2 a 6 de maio, no Centro de Lançamento de Alcântara (MA), quando foram discutidos os detalhes da Operação Rio Verde e o orçamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), para o biênio 2016 e 2017. Também foram apresentadas por especialistas as principais atividades e projetos referentes ao setor espacial brasileiro que estão em andamento.

No encontro aconteceu ainda a Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI), que abordou os requisitos necessários para o sucesso do lançamento do foguete brasileiro VSB-30, que levará a bordo quatros experimentos científicos e tecnológicos selecionados pelo Programa Microgravidade da AEB.

O VSB-30 é um veículo suborbital com dois estágios de propulsão sólida com capacidade de transportar cargas úteis de 400 kg, para experimentos na faixa de 270 km de altitude. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km.

A execução da Operação Rio Verde foi apresentada pelo engenheiro do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Eduardo Dore Roda. O engenheiro do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Mauro Melo Dolinsky ressaltou a importância de o CLA utilizar uma nova antena de telemetria e a necessidade do retorno da operação do radar meteorológico. O cronograma e a possibilidade de realizar a operação no próximo mês de outubro, foram discutidos pelo grupo.

Experimentos - Os experimentos selecionados pela Comissão de Coordenação do Programa Microgravidade foram apresentados aos participantes pelo tecnologista do IAE, José Bezerra Pessoa Filho. Os experimentos escolhidos para serem observados em ambiente de microgravidade são de pesquisadores e docentes de universidades brasileiras.

O foguete suborbital VSB-30 levará quatro experimentos em seu voo, como a Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade, do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Chen Ying An; também serão observados os Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana-de-Açúcar, da professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Katia Castanho Scortecci.

Os outros dois experimentos são: a Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração II (PAANDA II), do professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marcelo Carvalho Tosin, e as Novas Tecnologias de Meios Porosos para Dispositivos com Mudança de Fase, da professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marcia Barbosa Henriques Mantelli.

Os serviços básicos desses experimentos, como suporte mecânico, energia, comunicação, estabilização e sistema de recuperação serão fornecidos pela plataforma suborbital que será transportada ao espaço na parte superior do veículo VSB-30.

Orçamento – O diretor da área de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Marco Antônio Vieira de Rezende, apresentou a situação orçamentária da Agência para 2016 e 2017, e destacou as medidas tomadas para diminuir os prazos de liberação de crédito e os obstáculos enfrentados para captar recursos a serem empregados no Programa Espacial Brasileiro. As dificuldades do planejamento orçamentário devido às incertezas políticas e financeiras que envolvem todo o país, também foram destacadas pelo diretor.

O programa de lançamentos previsto para 2016, a previsão de futuros lançamentos, como por exemplo, a Operação Mutiti, com o VS-30/Orion, para 2017, as missões dos veículos lançadores, como o VLA-1, VS-43, VS-50 e o VLM-1 e projetos afins, além das obras, revitalização e operacionalidade nos Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Natal (RN) e do CLA foram pautas de discussão deste primeiro encontro.

Participaram da primeira reunião do GIL 2016 cerca de 50 especialistas do setor espacial brasileiro, entre militares e servidores civis pertencentes Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), DCTA, AEB, IAE, e dos centros de lançamento do CLA e do CLBI. A próxima reunião do grupo está prevista para acontecer no segundo semestre deste ano.

Fonte: AEB
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terça-feira, 17 de maio de 2016

Minicurso em Robótica Espacial no ITA

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Professor da MCGill University leciona minicurso em Robótica Espacial

O ITA recebeu, de 9 a 12 de maio, a visita do professor Arun K. Misra, da universidade McGill, uma das mais renomadas do Canadá. Durante a semana, ele ministrou aulas na área de robótica espacial.

O professor Misra é especialista em dinâmica orbital, com foco em robótica espacial e dinâmica e controle de espaçonaves. Também é integrante da International Astronautical Federation, IAF, organização dedicada a estudar como expandir as fronteiras do espaço, bem como promover o desenvolvimento da astronáutica para fins pacíficos.

No ITA, o professor ministrou o minicurso: introdução a dinâmica e controle de robôs espaciais. Trata-se de robótica espacial e foi voltado para alunos de mestrado e doutorado do ITA que tenham interesse nesta área.

A oportunidade do minicurso se deu pela proximidade com o professosr Ijar Fonseca, do ITA, que também é membro do comitê internacional, da IAF. O suporte da visita é oriundo do Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) - para estudos espaciais, bem como do projeto de robótica espacial, no ITA, que obteve suporte da Agência Espacial Brasileira, AEB.

Essa visita ainda visa estreitar o relacionamento com a McGill University, buscando estabelecer uma cooperação com o ITA, a fim de se oferecer oportunidade de nossos estudantes em programas de graduação e pós-graduação sanduíche no Canadá.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do ITA, com edição do blog Panorama Espacial.
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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Especialistas atestam qualidade das imagens do CBERS-4

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Especialistas atestam qualidade das imagens do CBERS-4

Sexta-feira, 13 de Maio de 2016

A qualidade das imagens obtidas pelas câmeras do satélite sino-brasileiro foi atestada durante a Revisão Final de Comissionamento do CBERS-4, realizada nesta quarta-feira (11/5) na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

O CBERS-4 é o quinto satélite do Programa CBERS e conta com quatro câmeras, duas brasileiras (MUX e WFI) e duas chinesas (PAN e IRS). A multiplicidade de sensores torna o CBERS-4 capaz de atender a diversas aplicações, como monitorar desmatamentos, queimadas, o nível de reservatórios, desastres naturais, a expansão agrícola e o desenvolvimento das cidades, entre outras.

“Os principais objetivos da Revisão foram avaliar a qualidade radiométrica e geométrica das câmeras e disponibilizar o satélite para a operação de rotina”, informa Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior, que coordena o Segmento Espacial do Programa CBERS.

Os resultados do período de comissionamento foram avaliados por um Comitê Revisor, que considerou não haver qualquer impedimento para a operação de rotina do CBERS-4.

É chamada de comissionamento a primeira fase de funcionamento em órbita de um satélite, quando seus equipamentos e subsistemas passam por testes e ajustes. Mesmo antes do final do comissionamento, o INPE já vinha disponibilizando as imagens do CBERS-4 no catálogo online.

“Os usuários têm nos dado retorno positivo sobre o uso das imagens”, comenta João Vianei Soares, coordenador do Segmento de Aplicações do Programa CBERS. “Imagens da câmera brasileira MUX foram usadas para avaliar a extensão do desastre em Mariana, por exemplo. A resolução da PAN é ótima para estudos urbanos. A câmera WFI, com 65 m de resolução e quase 900 km de faixa, revisita o mesmo alvo a cada 5 dias , com excelente qualidade tanto geométrica quanto radiométrica, e já está em uso nos projetos DETER e PRODES. A IRS também podem atender a diferentes usos. Cada câmera possui um nível de resolução capaz de gerar imagens no detalhamento necessário conforme a aplicação”.

A Revisão Final de Comissionamento do CBERS-4 contou com a presença do diretor do INPE, Leonel Perondi, e dos coordenadores dos segmentos Espacial, de Aplicações e de Controle do Programa CBERS, além de especialistas do Instituto e da AMS Kepler Engenharia de Sistemas, responsável pelo software utilizado no processamento das imagens do satélite.

Lançado em dezembro de 2014, o satélite CBERS-4 é resultado do esforço pela capacitação e crescimento do mercado de alta tecnologia no país. Mais informações sobre o Programa CBERS (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite) estão disponíveis na página www.cbers.inpe.br

Fonte: INPE
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terça-feira, 10 de maio de 2016

Cooperação Brasil - China

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INPE e Academia Chinesa de Ciências avaliam atividades de laboratório conjunto de clima espacial

Terça-feira, 10 de Maio de 2016

Dirigentes e pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências (CAS), do Observatório Astronômico de Xangai (SHAO) e do Centro Nacional Chinês para Ciência Espacial (NSSC) estiveram em 3 de maio no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Durante a visita, foram discutidas atividades em prol do China-Brazil Joint Laboratory for Space Weather. Instalado em agosto de 2014 na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), o laboratório conjunto tem fomentado a cooperação entre o Brasil e a China em pesquisa, desenvolvimento científico e formação de recursos humanos.

Entre as ações em curso por meio desta parceria, destaca-se o estabelecimento, na região Sul do Brasil, de um Observatório do Clima Espacial.

Por ocasião da visita, o INPE e as instituições chinesas também manifestaram interesse em explorar novos setores de cooperação na área de ciências atmosféricas, monitoramento de lixo espacial, entre outros, bem como o intercâmbio de cientistas entre os dois países e a formação de pós-doutorandos.

Foi proposta ainda a realização de workshop científico no âmbito do China-Brazil Joint Laboratory for Space Weather. Além de INPE e CAS, o evento teria a participação de outros institutos de pesquisa e universidades do Brasil e da China, com o objetivo de estender a parceria em áreas de interesse mútuo.


Fonte: INPE
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Projeto Incra Sat: a gênese

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Conforme divulgado pelo blog Panorama Espacial na semana passada, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assinaram em 5 de maio um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento de um sistema espacial de observação da Terra, denominado Incra Sat. Apresentamos a seguir mais informações sobre o projeto.

Ao menos desde o ano passado, o Incra tem analisado com maior atenção a ideia de contar com um sistema próprio de observação terrestre, formado por veículos aéreos não tripulados (VANT) e satélites, análises estas que têm contado com a participação da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebras.

Embora constituída inicialmente com o propósito de viabilizar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) e atuar como prime contractor de missões satelitais do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), a Visiona ampliou seu escopo de atuação em novembro de 2015, quando do lançamento de serviço de sensoriamento remoto por satélite, baseado na comercialização de imagens geradas por satélites de parceiros internacionais dos EUA, Japão, França e Alemanha.

A análise de notícias e relatórios divulgados pelo Incra em seu website dão uma breve noção sobre a gênese do Incra Sat, projeto cujas primeiras linhas foram delineadas em 2015.

A exemplo de outros órgãos e autarquias do governo federal, o Incra faz uso em suas atividades de imagens geradas por satélites, adquiridas de fornecedores privados. Neste sentido, técnicos da Visiona desenvolveram estudo sobre as ações conduzidas pelo Instituto, que poderiam ser aperfeiçoadas a partir de soluções customizadas de sensoriamento remoto. Com base nesse estudo e em discussões com a Visiona, a direção do Incra chegou à conclusão de que, “em virtude do volume de imagens a serem adquiridas para fins diversos e da importância do sensoriamento remoto para suas ações”, seria viável um acordo com outras instituições públicas para o investimento em um satélite próprio.

Com base nesta demanda, um estudo de viabilidade técnica tem sido executado pela Visiona e Incra e deverá ser apresentado para potenciais parceiros, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Dando continuidade às discussões, em 9 de março, representantes do Incra e da Visiona se reuniram novamente para tratar do uso de tecnologias de geoprocessamento para gestão territorial, dando continuidade ao projeto do Instituto "de modernização tecnológica [...] com a utilização de sistemas de sensoriamento para desenvolvimento das ações de cadastro, certificação e regularização de imóveis rurais, obtenção de terras para reforma agrária, fiscalização e gestão ambiental de assentamentos, revisão ocupacional e planejamento de infraestrutura nas áreas de reforma agrária."

Um novo encontro foi agendado para 30 de junho, ocasião em que deverá ocorrer a apresentação das especificações do projeto, plano de negócio (considera-se a comercialização de imagens excedentes geradas pelo satélite) e cronograma de desenvolvimento da parceria entre Incra e Visiona. Presume-se que a AEB passará a ter algum envolvimento direto nesta fase, tendo em vista o acordo firmado no início de maio.

Breves comentários

Alguns pontos relacionados ao Incra Sat merecem comentários específicos:

- Um único satélite? É interessante observar que as notícias até então divulgadas mencionam apenas um satélite (no singular), e não uma constelação (ao menos dois satélites). Tendo em vista que satélites de sensoriamento são posicionados em órbitas baixas, quanto maior o número de satélites, maior o número de revisitas a uma mesma área, característica essencial para determinadas aplicações.

- Um satélite construído localmente? Apesar de ainda esta em fase embrionária, cabe a especulação de se o satélite, uma vez contratado, seria construído localmente ou adquirido diretamente no exterior. Imagina-se que questões como custos, prazos e capacitação tecnológica serão essenciais nessa decisão. O Incra Sat poderia vir a ser a primeira experiência real da Visiona como prime contractor da indústria espacial brasileira?

- Deficiências na estrutura e governança do Programa Espacial Brasileiro. Apesar de louvável em certos aspectos, o lançamento do projeto Incra Sat escancara mais uma vez sérias deficiências na estrutura e governança atuais do Programa Espacial Brasileiro, em particular, do PNAE. É inegável que existe enorme demanda governamental (e das forças armadas) por dados gerados a partir do espaço. Caso tal demanda fosse devidamente organizada e centralizada, haveria, em tese, maior racionalização dos recursos e investimentos, viabilizando projetos como a compra e/ou desenvolvimento de satélites próprios.
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Seleção de Diretor do INPE: nomes da lista tríplice

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Nomes da lista tríplice para ser o novo diretor do INPE

Redação SindCT
6 de maio de 2016, atualizado em 07/05 - 10:00

Embora ainda não tenha sido divulgada oficialmente, chegou a nossa redação a informação dos nomes selecionados pelo Comitê de Busca para compor a lista tríplice de candidatos a assumir a direção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Um deles será escolhido pela ministra em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, para ser o novo diretor ou diretora do Instituto.

São eles: César Celeste Ghizoni,  Ricardo Magnus Osório Galvão e Thelma Krug.

Não sabemos qual foi a ordem escolhida pelo Comitê. Geralmente os ministros nomeiam o primeiro da lista.

Em breve, mais detalhes.

Fonte: SindCT.

Comentários do blogCesar Celeste Ghizoni é engenheiro eletrônico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com passagens pelo INPE e indústrias do setor espacial. Fundou a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP). Ricardo Magnus Osório Galvão é físico e engenheiro, professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é presidente da Sociedade Brasileira de Física. Thelma Krug é graduada em Matemática pela Roosevelt University, dos EUA. É pesquisadora do INPE, estando atualmente cedida ao Ministério do Meio Ambiente como diretora do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento.
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domingo, 8 de maio de 2016

DETER-B: novo sistema de alerta de desmatamento na Amazônia

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INPE aprimora sistema de alerta de desmatamento na Amazônia

Quinta-feira, 05 de Maio de 2016

O DETER-B, novo sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para gerar alertas em tempo quase real sobre o desmatamento na Amazônia, foi apresentado na tarde desta quinta-feira (5/5) no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, durante o lançamento da Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros.

Baseado em dados de satélite com resolução de 60 metros, o DETER-B é capaz de discriminar polígonos superiores a 6,25 hectares (ha), revelando o corte raso, desmatamento com vegetação, áreas de mineração ilegal, além do processo de degradação em diferentes intensidades, cicatrizes de incêndio florestal e o corte seletivo.

O novo sistema é um aprimoramento do DETER lançado em 2004 (agora chamado de DETER-A), que identifica ocorrências de desmatamento e degradação na Amazônia a partir de 25 ha por meio de sensores com resolução de 250 metros.

Assim como seu antecessor, o DETER-B é uma ferramenta para orientar a fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que recebe alertas diários gerados pelo sistema do INPE.

"O DETER-B é essencial para coibir a nova estratégia adotada pelos desmatadores ilegais, concentrada em pequenas áreas. Verificamos mais polígonos de menores dimensões: 84% das detecções foram geradas para áreas inferiores a 25 ha, o que corresponde a mais de 52% da área total desmatada", destaca Igor Narvaes, pesquisador do Centro Regional da Amazônia (CRA) do INPE e coordenador técnico do projeto DETER-B.

De agosto a dezembro de 2015, a nova ferramenta já mapeou cerca de 26 mil polígonos. No período, as áreas consideradas de alerta – corte raso, desmatamento com vegetação ou mineração - corresponderam a 251.70 ha ou 2.517 km². A classe mais representativa foi de desmatamento com corte raso, equivalente a 238.92 ha (12,6% do total de alertas mapeados).

As maiores emissões de alertas do DETER-B foram no Pará (35,37%), Mato Grosso (24,30%), Rondônia (18,27%) e Amazonas (13,29%), correspondendo a aproximadamente 90% do número total.

O INPE mantém em operação o DETER-A, simultaneamente ao DETER-B. Além disso, já atua no desenvolvimento do DETER-C, sistema ainda mais preciso com resolução espacial de 30 metros, a mesma do PRODES, projeto também do Instituto para o cálculo da taxa anual do desmatamento na Amazônia.

Monitoramento de biomas

Coordenado pelo MMA, o Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros será realizado em parceria pelos especialistas do INPE, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Ibama. O programa elenca ações, prioridades e metodologias para o mapeamento e classificação da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal.

Ao longo dos anos o INPE vem aperfeiçoando programas e estudos que verificam desmatamentos, a degradação florestal e, também, a ocorrência de queimadas. Suas tecnologias de monitoramento baseadas em dados espaciais são reconhecidas pela sociedade, governo e comunidade científica. Esta experiência será utilizada no programa interinstitucional de monitoramento dos biomas, que mapeará o uso e a cobertura da terra e suas mudanças, as queimadas, a extração seletiva de madeira e a recuperação da vegetação.

Segundo o MMA, os resultados do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros permitirão acompanhar o desempenho das políticas públicas para atingir a meta de redução das emissões totais de gases de efeito estufa, conforme compromissos assumidos junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Também permitirão acompanhar o desempenho das ações associadas às Metas Nacionais de Biodiversidade para 2020, correspondentes às Metas de Aichi da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Junto com o anúncio do DETER-B e, ainda, a apresentação de novos dados do TerraClass, o programa para o monitoramento dos biomas foi lançado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelos presidente da Embrapa e diretor do INPE, respectivamente, Maurício Antônio Lopes e Leonel Perondi.

Fonte: INPE
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