sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O programa ARSAT em "bullet points"

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Há exatamente uma semana, aconteceu com sucesso o lançamento do Arsat-1, da Argentina, o primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina (veja aqui). A seguir, apresentamos mais informações sobre o satélite e seu programa, na forma de bullet points:

- O Arsat-1. Com massa total de 2.985 quilos e potência de 4,2 quilowatts, o artefato tem 24 transpônderes de banda Ku, para transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão, com cobrindo o Atlântico Sul. Foram investidos 270 milhões de dólares (segmento espacial, frete, seguro e infraestrutura terrestre), e a expectativa é que proporcione ao governo uma economia de 25 milhões de dólares por ano com serviços atualmente prestados por operadores estrangeiros.

- A origem. Logo após o lançamento, autoridades argentinas comemoraram o feito, destacando o papel do governo no programa, e criticando a “solução” adotada no passado. “Decisões [passadas] foram frequentemente feitas de uma perspectiva estrangeira, e muito de nossa soberania [em acessar posições orbitais] esteve próximo de ser perdida”, disse Matias Bianchi, presidente da ARSAT. A principal motivação para a criação do programa estatal, em 2007, tem origem na experiência considerada malsucedida pelo governo com a NahuelSat, um consórcio de empresas privadas europeias contratado pela Argentina na década de noventa para a operação e prestação de serviços de comunicações via satélite ao país.

- Argentino, mas com componentes estrangeiros. O Arsat-1 foi o primeiro satélite geoestacionário construído na América Latina, mas isto logicamente não significa plena autonomia e independência de fornecedores internacionais, responsáveis por componentes críticos. A estatal argentina INVAP atuou como prime contractor, projetando, integrando e testando o satélite. As cargas úteis e o subsistema de TT&C (Telemetria, Rastreio e Comando) foram fornecidos pela Thales Alenia Space. Parte da estrutura (cilindro central), o subsistema de propulsão, a unidade de processamento, alguns componentes do sistema de controle de atitude e órbita, e os painéis solares foram fornecidos pela Astrium (hoje, Airbus Defence and Space). Outros componentes do subsistema de controle de atitude e órbita são da americana Honeywell International. Alguns serviços e consultoria, em especial na fase pós-lançamento ficaram a cargo da agência espacial alemã (DLR), e da Swedish Space Corporation, da Suécia.

- Manobras para colocação em órbita. De acordo com a ARSAT, estatal homônima que operará o satélite, a terceira manobra de apogeu para a inserção do artefato em órbita geoestacionária, foi concluída na última quarta-feira (22). Todas as operações são comandadas a partir da estação terrena de Benavidez, em solo argentino. O Arsat-1, aliás, foi inserido em órbita de transferência geoestacionária pelo último estágio do lançador Ariane 5 com bastante precisão, a menos de um quilômetro da inicialmente prevista.

- Mais dois satélites. Outros dois membros da família estão previstos para os próximos anos: o Arsat-2, que contará com cargas uteis nas bandas Ku e C, e o Arsat-3, que também devera ter alguma capacidade em banda Ka (para conexões em banda larga). Devem subir ao espaço em 2015 e 2017, respectivamente. Uma carga de banda X, para comunicações militares, também e considerado para o futuro.

- Plataforma para cooperação sul-americana? Na região, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT pode vir a ser uma de suas plataformas. Indicativos neste sentido já existem. No final de agosto, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Cooperação Brasil - EUA

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Brasil e EUA podem ampliar cooperação espacial

Brasília, 23 de outubro de 2014 – Ampliar a cooperação na área espacial entre o Brasil e os Estados Unidos foi um dos tópicos de discussão na visita que os representantes da Embaixada norte-americana London Loomis, do Departamento Comercial, e Aaron Pratt, do setor de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Saúde, fizeram à Agência Espacial Brasileira (AEB), nesta quinta-feira (23).

Recebidos pelo Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho, eles também sugeriram alguns segmentos nos quais há interesse mútuo de avanço entre os dois países.

Ressaltou-se no encontro o fato de que universidades e centros de pesquisa norte-americanos têm formado grande número de especialistas brasileiros da área espacial. Essa tradição deve continuar evoluindo, agora com a base ampliada do Programa Ciência Sem Fronteiras (CsF) do governo brasileiro.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

INPE: 10 anos de observações no Atlântico Sul

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INPE comemora 10 anos de observações na interface oceano-atmosfera no Oceano Atlântico Sul

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Nesse ano, o INPE comemora 10 anos realizando experimentos observacionais tomados a bordo de navio acerca da interface oceano-atmosfera no Oceano Atlântico Sudoeste. O programa INTERCONF (Interação Oceano-Atmosfera na região da Confluência Brasil-Malvinas), coordenado por Ronald Buss de Souza (Centro Regional Sul) e Luciano Ponzi Pezzi (Coordenadoria de Observação da Terra) é atualmente fomentado pelo INCT da Criosfera dentro do Programa Antártico Brasileiro e realiza observações sobre o sistema acoplado oceano-atmosfera numa das regiões mais dinâmicas do Oceano Global, a região da Confluência Brasil-Malvinas. Nessa região, considerada o extremo do Oceano Austral, há o encontro de águas quentes, de origem tropical, provenientes do Equador e que se deslocam para sul ao longo da costa do Brasil com águas subantárticas, frias, provenientes da região da Passagem de Drake que separa a América do Sul da Antártica.

Resultados recentes do grupo, reconhecidos internacionalmente através de publicações em revistas científicas especializadas, demonstram que a região de estudo é muito importante para a modulação da atmosfera e, consequentemente, para o tempo (meteorológico) das regiões sul-sudeste do Brasil. Processos oceanográficos típicos da região, como a alta variabilidade espacial dos campos de temperatura da superfície do mar, modulam na escala sinótica local os sistemas atmosféricos transeuntes, imprimindo sinais importantes do oceano, através dos fluxos de calor, momentum e gases, nas características da atmosfera inferior. Esse ano, o grupo do INTERCONF partiu do porto de Rio Grande (RS) dia 16 de outubro a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano (NPo MAX) da Marinha do Brasil. O grupo é composto de pesquisadores e bolsistas do INPE, UFSM e UFRGS, e está coletando dados sobre a atmosfera e o oceano a partir de radiossondas atmosféricas, equipamentos oceanográficos e uma torre micro-meteorológica de fluxos que tem a capacidade de medir as transferências de calor e de dióxido de carbono (CO2) entre o oceano e a atmosfera ao longo da derrota do navio entre o Brasil e a Antártica.

Como reconhecimento à importância do projeto, o Brasil, através do PROANTAR, instalou no NPo MAX, pela primeira vez em um navio de pesquisas um sistema receptor de dados de radiossondas para apoio ao processo de coleta de dados. Os dados estão sendo recolhidos em parceria com o Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e tem grande relevância para a melhoria das previsões de tempo dos modelos atualmente em uso no Brasil. Dados inéditos sobre os fluxos de dióxido de carbono entre o oceano e a atmosfera estão sendo recolhidos para auxiliar no entendimento dos processos físicos e biológicos do ciclo do CO2 e seu papel nas mudanças climáticas globais.

Fonte: INPE
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terça-feira, 21 de outubro de 2014

CBERS 4 já está na base de lançamento

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Satélite Cbers-4 está na base de lançamento chinesa

Brasília, 21 de outubro de 2014 – O quinto exemplar da série de satélites do programa de Satélites Sino-Brasileiro de Sensoriamento Remoto, o Cbers-4, já está na base de lançamento em Taiyuan, na China, para onde foi transportado na sexta-feira (17). Seu lançamento ao espaço está programado para 7 de dezembro próximo.

A bateria de testes do projeto realizada na Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast), em Beijing, em setembro, confirmou que o satélite concluiu com sucesso todas as fases de sua montagem, integração e testes, realizadas em conjunto por equipes do Brasil e China.

Nesta semana os dois módulos do satélite e o painel solar, que é transportado em separado, passarão por um procedimento de verificação após o transporte e iniciam uma bateria de testes que vão até o final de novembro. A instalação do Cbers-4 na coifa na qual é levado ao espaço também ocorre na última semana de novembro.

Entre os testes pelos quais o satélite passa até o mês que vem, após a montagem dos módulos de carga útil e de serviço, estão o elétrico o de fechamento da estrutura e de abertura do painel solar.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) aguarda para breve o relatório final do foguete chinês Longa Marcha-4B (LM-4B), que colocará em órbita o Cbers-4. Após a falha ocorrida com um foguete da série no final de 2013 e que causou a perda do satélite Cbers-3 o projeto foi totalmente revisado.

Em setembro último o veículo voltou a ser usado em dois lançamentos de satélites com êxito. O veículo LM-4B foi projetado e fabricado pela Academia Shanghai de Tecnologia de Voos Espaciais (Sast), subordinada a Corporação Chinesa de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (CASC). Até o momento os lançadores da frota já realizaram mais de 190 voos, sendo mais de 40 com o modelo LM-4.

Fonte: AEB, com informações do INPE.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lançamento de foguete de treinamento no CLBI

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Pesquisadores e estudantes assistem a lançamento de foguete

Brasília, 20 de outubro de 2014 – O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), obteve sucesso em mais um lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB) realizado no início do mês.

O lançamento fez parte das atividades da Operação Barreira XI e objetivou o treinamento da capacidade operacional do Centro e mostra-las a estudantes e pesquisadores, que participaram do 5º Simpósio Brasileiro de Geofísica Espacial e Aeronomia (SBGEA) e do 4º Fórum de Pesquisa e Inovação (FoPI).

Medindo três metros, pesando 70 kg e com a capacidade de atingir até 32 km de altitude, o FTB integra uma família de foguetes desenvolvida pela empresa nacional Avibrás. A família é composta ainda pelo Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) e pelo futuro Foguete de Treinamento Avançado (FTA), em fase de desenvolvimento.

Segundo o coronel Maurício Alcântara, diretor do CLBI, a interface entre o Simpósio, o Fórum e o lançamento do FTB buscou promover futuras parcerias, visando aproveitar os foguetes para levar como cargas úteis experimentos científicos e tecnológicos de universidades e centros de pesquisa.

“Algumas parcerias com instituições importantes e entidades do Rio Grande do Norte já foram firmadas. Assim, a partir desses acordos, estudos e pesquisas poderão ser desenvolvidos no sentido de captar informações sobre a atmosfera da Terra, além de informações relacionadas ao clima e a meteorologia”, destaca Alcântara.

Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Henrique Fernandez, também coordenador do Fórum, a cidade de Natal preenche todos os requisitos para se tornar a capital nordestina em aeronáutica espacial. Ele lembra que a capital abriga importantes polos de pesquisa aeroespacial, como o Inpe, o próprio CLBI e UFRN.

“É necessário que essas três entidades estejam ligadas de forma muito mais estreita e sólida. Hoje, esses institutos trabalham de maneira praticamente isolada, com intercâmbios ainda fracos”, opina o.

Ainda segundo Fernandez, por ser de alta tecnologia, a Engenharia Aeroespacial também pode atrair empresas que produzem equipamentos com grande teor tecnológico. “A exemplo do ocorrido em São José dos Campos (SP), que se transformou na capital nacional da tecnologia espacial, Natal caminha na direção de ser um polo muito importante para o Nordeste e para o país”, destaca o professor.

Fonte: CLBI
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domingo, 19 de outubro de 2014

I Seminário Internacional de Defesa em Santa Maria

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Entre os dias 17 e 19 de novembro, acontecerá em Santa Maria (RS), o I Seminário Internacional de Defesa, coordenado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – FIERGS, por meio de seu Comitê da Indústria da Defesa e Segurança – COMDEFESA, a Agência de Desenvolvimento de Santa Maria – ADESM, o Santa Maria Tecnoparque e a Prefeitura Municipal da cidade. O evento tem por objetivo proporcionar um encontro entre as Forças Armadas, instituições e empresas para análise e discussão das demandas nacionais nos setores de defesa e segurança.

Na programação, consta um painel intitulado "O Uso de satélites voltados para a defesa", que abordará o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, o Polo Espacial do Rio Grande do Sul, e iniciativas em nanossatélites e microcontroladores.

O do Rio Grande do Sul tem buscado criar um novo polo aeroespacial e de defesa no País, em complemento ao da região do Vale do Paraíba (SP). Indústrias como a AEL Sistemas (aviônicos, veículos aéreos não tripulados, sistemas espaciais), Taurus (armas de fogo) e Krauss-Maffei Wegmann (veículos blindados), já estão instaladas no estado, que também conta com instituições de pesquisa com iniciativas nesses setores, como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), PUC-RS e o Centro Regional Sul, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE).

Para mais informações, visite http://seminde.com/
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sábado, 18 de outubro de 2014

Senador defende investimentos no setor espacial

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Senador defende investimentos no setor espacial

Brasília, 17 de outubro de 2014 – O governo deve fortalecer a política espacial brasileira, mediante a organização de concursos públicos para suprir a atual deficiência de servidores no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), como forma de evitar a perda de conhecimentos acumulados pelo país há décadas.

A avaliação é do senador Anibal Diniz (PT-AC), que participou na quinta-feira (16) de reunião com diretores e funcionários do instituto em São José dos Campos (SP). Diniz é relator, na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado há quatro anos pelo governo federal para levar internet de alta velocidade a todas as regiões do país.

Ele lembrou que o Inpe foi criado para incentivar a política espacial e aplicar os conhecimentos em projetos inovadores que atendam o governo e a sociedade. O senador registrou que o instituto enfrenta dificuldades de operação por falta de demanda de projetos e de pessoal.

Na sua avaliação, o Inpe, que hoje tem 1.049 servidores – distribuídos nas carreiras de gestão, tecnologia e pesquisa – precisaria de outros 400 profissionais, pois muitos dos técnicos em atividade já ultrapassaram a idade de se aposentar.

Parceria – Diniz também visitou o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Altave. A empresa, em parceria com o órgão, desenvolve um balão que poderá estabelecer um enlace de comunicações para atender a demanda de internet de banda larga nas localidades mais isoladas, sobretudo nas Regiões Norte e Nordeste.

A proposta é que o balão opere a 300 metros do solo e tenha a capacidade de substituir até sete torres de retransmissão de sinais. O projeto encontra-se em avaliação no Ministério das Comunicações.

O relatório do senador a respeito do PNBL deve ser apresentado em meados de novembro. Ele pretende contribuir para que o Brasil “se coloque diante do espelho e se veja na área de ciência e tecnologia”.

Fonte: Jornal do Senado, via website da Agência Espacial Brasileira.

Comentários do blog: em sua visita à São José dos Campos, o senador Anibal Diniz também esteve reunido com diretores da Visiona Tecnologia Espacial, prime-contractor do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que atenderá o PNBL. Sobre a visita à Altave e o projeto do balão para transmissão de dados, recomendamos a leitura da postagem "Telebras e balões para comunicações", de outubro de 2013.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Argentina: ARSAT-1 em órbita!

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Foi realizado com sucesso esta noite (16), a partir do centro espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o lançamento do primeiro satélite de comunicações construído na Argentina, o ARSAT-1, a cargo do foguete Ariane 5, da Arianespace.

O ARSAT-1, construído pela INVAP e que teve a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space como fornecedoras líderes de subsistemas, teve como "companheiro" de voo o Intelsat-30 (com a carga útil DLA-1, para a DIRECTV), fabricado pela Space Systems/Loral.

"Os dois satélites lançados esta noite atenderão usuários da América Latina, uma região que sempre teve um lugar especial no ´coração´ da Arianespace, uma vez que é de onde nossos lançamentos acontecem, e também porque nossa participação no mercado nesta região sempre foi superior a 50%", afirmou Stéphane Israël, presidente da operadora, no tradicional discurso após cada missão.

O satélite argentino tem massa total de 2.985 kg e conta com 24 transpônderes de banda Ku, tendo uma vida útil estimada em 15 anos. Operará a partir da posição orbital 71,8 graus oeste, e proporcionará comunicações por meio de transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão por toda a Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Imagens SAR para monitoramento da Amazônia

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A partir de 2015, imagens de radar orbital reforçará combate ao desmatamento na região amazônica 

Brasília, 13/10/2014 - A partir do ano que vem, o trabalho de detecção de desmatamento na região Amazônica contará com um importante reforço: o uso de imagens feitas pelo radar de abertura sintética orbital. O sensor radar, acoplado a um satélite, é capaz de realizar um monitoramento mais rápido e preciso porque funciona com tecnologia ativa de micro-ondas, consegue enviar as informações de forma precisa durante o dia, a noite e também em condições climáticas adversas.

As imagens do radar orbital serão utilizadas principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março - quando a observação por imagens ópticas fica prejudicada.

“Essa tecnologia independe do estado do clima. Mesmo com fortes chuvas e alta densidade de nuvens, o radar orbital consegue enxergar qualquer fenômeno que ocorra no território”, explicou o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim, durante debate promovido pela Chefia de Operações Conjuntas (CHOC) do Ministério da Defesa na semana passada.

O projeto que viabilizará o uso de radar orbital é uma parceria entre o Censipam, o Ibama(Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no âmbito do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente(GGI). Para isso, será contratada a telemetria de radar orbital a fornecedores internacionais, o que incluirá a instalação uma antena de recepção multisatelital para recebimento direto das imagens. O projeto terá um investimento inicial de aproximadamente R$ 71 milhões, que será feito no período de 2015 e 2018. Deste valor, 70% será financiado pelo BNDES, com recursos da conta do Fundo da Amazônia, gerenciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Antes de o equipamento começar a ser utilizado, o Censipam complementará as informações geradas pelo Inpe realizando sobrevoos, feitos com a aeronave R-99 da FAB, em áreas criticas durante o período de chuvas e alta cobertura de nuvens deste ano.

“Em complementação ao trabalho já realizado pela Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Inpe, vamos produzir informações desse período de alta densidade de nuvens”, explica o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes.

As imagens geradas com o uso dessas aeronaves (plataforma embarcada) serão processadas e analisadas de forma integrada.  Depois, na segunda etapa do projeto, em 2015, começa o monitoramento por satélite comercial, com o radar de abertura sistemática.

“Isso é a evolução natural de uma discussão integrada de combate ao desmatamento. A gente faz um diagnostico conjunto, vai apontando aonde precisa melhorar, e essa é uma solução de melhoria a um trabalho que já vem sendo feito de forma muito bem sucedida que é o combate ao desmatamento no Brasil”, conclui o diretor do Censipam.

Fonte: Ministério da Defesa
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

AEB e INPE na Semana Nacional de C&T

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AEB está na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O desenvolvimento do cubesat nacional, do Projeto Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) é uma das atrações que a Agência Espacial Brasileira (AEB) apresenta aos visitantes da 11ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que começa hoje (13) e vai até domingo (19), no Parque da Cidade, em Brasília (DF).

Nesta edição, o evento tem como tema central Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, aliado a temática a, AEB apresenta a maquete do projeto do primeiro Centro Vocacional Tecnológico (CVT) voltado para o segmento espacial, que será instalado em 2015 no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).

Leia mais sobre a participação da AEB aqui.

INPE participa da Semana Nacional de C&T em Brasília

Um tapete estampado com a imagem de Brasília registrada pelo satélite sino-brasileiro CBERS é um dos destaques do estande do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) durante a 11ª SNCT 2014.

O Instituto ocupará um estande no espaço destinado às unidades de pesquisas e órgãos vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.

Para saber mais sobre a participação do INPE, clique aqui.

Com informações da AEB e INPE.
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