domingo, 21 de dezembro de 2014

SGDC: governo libera R$400 milhões

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Satélite SGDC recebe mais de R$ 400 milhões do governo

Brasília, 19 de dezembro de 2014 – O governo federal liberou R$ 404,7 milhões esta semana para a construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), projeto que levará internet de banda larga a municípios com menos de 50 mil habitantes e aprimorará a comunicação dos órgãos de Defesa Nacional.

O projeto, cujo orçamento total é de R$ 1,8 bilhão, está em andamento na França e tem a participação de técnicos brasileiros no seu desenvolvimento. Parte dos recursos é do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

“Teremos um satélite próprio agora. Não precisaremos mais contratar serviços estrangeiros, resultando em economia aos cofres públicos, e levaremos internet a municípios pequenos onde é inviável implantar fibra ótica”, disse o diz o diretor de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra.

A licitação para a construção do satélite foi vencida por uma empresa francesa, a Thales Alenia Space. Mas ao contrário de outros satélites usados pelo Brasil, que são controlados por estações estrangeiras, o SGDC será 100% controlado por instituições nacionais.

Além disso, o contrato assinado em setembro último prevê transferência de tecnologia ao Brasil, por meio da empresa Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture da Telecomunicações Brasileiras (Telebrás) e a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), que atua como empresa integradora do projeto.

O satélite pesa 5,8 toneladas, tem vida útil de 15 anos e previsão de lançamento em 2016. Participam do projeto os ministérios das Comunicações, Defesa, e Ciência e Tecnologia, além das empresas Embraer e Telebras, e a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Cada órgão designou técnicos que foram enviados à França para adquirir capacitação tecnológica, visando o desenvolvimento futuro no Brasil de uma indústria no setor.

Fonte: Portal Brasil, via AEB.
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Bolívia no espaço

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A Bolívia comemorou ontem (20) o aniversário de um ano do lançamento do satélite de comunicações Tupac Katari, o primeiro do país, construído e lançado na China. Nos dias que antecederam o aniversário, o governo divulgou dados financeiros sobre as receitas geradas pelo satélite. Segundo dirigentes da Agência Boliviana Espacial (ABE), nos oito meses de operação (embora lançado em dezembro, o artefato foi declarado operacional apenas em abril), foram geradas receitas em torno de 6 milhões de dólares.

Para 2015, projeta-se um montante superior, de 15 a 20 milhões de dólares, decorrentes da prestação de serviços à estatal de telecomunicações Entel e também operadoras de televisão e empresas privadas.

E paralelamente ao aniversário, La Paz avança com seus planos de dispor de um satélite de observação terrestre.

De acordo com Ivan Zambrana, diretor da ABE, citado em reportagem da agência EFE, já existe de um desenho preliminar e especificações do sistema desejado, que se chamará Bartolina Sisa, homenagem a esposa de Tupac Katari, ambos lideres indígenas do século XVIII.

A expectativa é que no primeiro semestre de 2015 ocorra uma definição quanto a disponibilidade de recursos e também sobre quem será seu fabricante, que exigirá investimentos de 100 a 200 milhões de dólares, a depender das especificações finais. Apesar de ter fornecido o satélite de comunicações, a escolha por uma solução chinesa, a exemplo da feita pela Venezuela, não é uma certeza. Segundo Zambrana, ate o momento, empresas da China, França, Reino Unido, Espanha e Argentina demonstraram interesse na futura concorrência.

Embora seja o país mais pobre da América do Sul, a Bolívia passa por um bom momento econômico, graças à exportação de gás e a uma gestão econômica considerada prudente, o que tem permitido determinados investimentos. Entre 2007 a 2012, o crescimento anual de seu Produto Interno Bruto (PIB) foi de 4,8%, e a previsão para este ano é um crescimento acima de 5% (para efeito de comparação, o PIB brasileiro, se crescer, não superará 0,1%, segundo estimativas).
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Pesquisadores da UnB se destacam na área aeroespacial

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Pesquisadores da UnB se destacam na área aeroespacial

Brasília, 18 de dezembro de 2014 – A Universidade de Brasília (UnB), por meio do trabalho de seus pesquisadores, conquistou méritos importantes na área aeroespacial neste ano. Alunos de Engenharia Elétrica, Marco Marinho, Ricardo Kehrle e Stanley Ramalho são nomes promissores da área. Os três concluíram o mestrado e se preparam para o doutorado no exterior.

Os três fazem parte do grupo do Laboratório de Processamento de Sinais em Arranjos de Sensores (Lasp) da UnB. Eles são orientados pelo professor João Paulo Lustosa, do departamento de Engenharia Elétrica.

Em 2013, Marinho trabalhou na Agência Aeroespacial Alemã (DLR). O estudante, que à época fazia mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UnB, foi convidado a realizar sua pesquisa em Munique.

Após nove meses no país, ele voltou ao Brasil e já tem data para retornar à Alemanha para realizar doutorado. “Sinais de posicionamento GPS” é o tema da pesquisa, que é apoiada pela UnB e pela DLR. A intenção é desenvolver uma solução de GPS mais segura. Em janeiro próximo Marinho viaja para a Alemanha.

“É um reconhecimento importante para a universidade, pois mostra que a instituição forma engenheiros tão bons quanto os que são formados fora”, avalia o estudante.

A cooperação com a DLR foi iniciada em 2012, quando o professor Lustosa foi docente visitante na Universidade Técnica de Munique. Essa parceria gerou outros frutos, como a atuação do pesquisador alemão Felix Antreich como professor visitante especial na UnB. Antreich, que chefiou o trabalho de Marinho em Munique, recebeu bolsa do programa Ciências Sem Fronteiras (CsF) para lecionar no Brasil.

Inovação - Ainda na área aeroespacial, recentemente a UnB fechou um acordo de cooperação com a Universidade de Wakayama do Japão na área de construção de microsatélites e nanossatélites. O representante dessa cooperação é Ricardo Kehrle, que foi aceito pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para desenvolver microsatélites no Japão pelo período de um ano.

Kehrle é coorientado pelos pesquisadores da agência alemã e, dessa forma, seu doutorado é parte de um projeto ainda maior, envolvendo Brasil, Alemanha e Japão.

O aluno explica que os microsatélites podem ser aplicados na detecção de queimadas pelo globo terrestre. “Por serem pequenos, eles geralmente têm a missão mais específica e um desenvolvimento mais rápido, então são ideais para estudo e para uso das universidades” afirma.

Como representante da UnB Kehrle trabalhará em Tóquio em conjunto com a Agência Espacial Japonesa (Jaxa), a Universidade de Tóquio e a Universidade de Wakayama, bem como vários outros parceiros internacionais.

Já o estudante Stanley Ramalho conclui mestrado em Engenharia Elétrica neste ano e, em fevereiro de 2015, segue para o doutorado na Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, como bolsista da AEB.

A bolsa é fruto de uma parceria entre o CNPq e a AEB, que se uniram para o desenvolvimento de atividades espaciais. Ramalho explica que a linha de pesquisa é a construção de um Middleware SOA, programa de computação que faz mediação entre outro software, para comunicação entre satélite e uma base terrestre.

O aluno conta que a sua expectativa para o doutorado é de grande crescimento pessoal e profissional. “Poderei partilhar conhecimentos com excelentes pesquisadores alemães em tecnologias espaciais, e voltar para o Brasil para aplicar o conhecimento adquirido no exterior”, afirma. “Será uma forma de retribuir à universidade e ao país o investimento na minha formação”, completa.

O professor Lustosa destaca que os projetos tiveram aspectos bastante positivos. “O primeiro deles na parte tecnológica; vemos que qualquer desenvolvimento que se faz no Brasil é altamente importante, ainda mais sendo na área aeroespacial, que é uma área bastante sensível”.

Além disso, o docente conta que há esforço para formar alunos no nível próximo ao dos alemães. “Tentamos manter o nível alto para que seja igual ou até melhor que dos lugares de ponta no mundo todo”. Para Lustosa, a cooperação é importante para a visibilidade da UnB e abre portas para a contratação de alunos da instituição.

Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB, via AEB.
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"Brasil e China projetam novos satélites", artigo de José Monserrat Filho

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Brasil e China projetam novos satélites

José Monserrat Filho *

Os Presidentes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Administração Nacional Espacial da China (CNSA) firmaram uma Carta de Intenções, em Pequim, no dia 9 de dezembro, apenas dois dias após o lançamento bem sucedido do CBERS-4. O ato de assinatura foi prestigiado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, que assistiu ao lançamento do novo satélite, no dia 7.

O documento, embora não vinculante, confirma três itens de cooperação, que devem começar a ser executados já em 2015 como parte do Plano Decenal de Cooperação Espacial, aprovado basicamente em 2013, sendo agora desenvolvido e detalhado.

Os três itens são, em resumo:

1) Construir o CBERS-4A, a ser lançado em 2017:
2) Projetar e construir nova geração de satélites, a ser definida pelo Grupo de Trabalho encarregado de desenvolver e detalhar o Plano Decenal; e
3) Cooperar em aplicações dos dados de satélite do CBERS-4 e dos novos satélites da nova geração a ser desenvolvida; será criado um Grupo de Trabalho especial para estudar o modelo de cooperação a ser aplicado no caso.

A Carta de Intenções deixa claras as áreas definidas para a futura cooperação espacial entre os dois países.

Veja, a seguir, a íntegra da Carta de Intenções, assinado em 9 de dezembro passado, em meio às comemorações pelo sucesso do lançamento do CBERS-4 e pelo desempenho preciso em sua entrada em órbita, em seus primeiros testes e nas suas primeiras imagens enviadas à Terra.    

Carta de Intenções entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Administração Nacional Espacial da China (CNSA) sobre a Cooperação em Novos Satélites

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Administração Nacional Espacial da China (CNSA), doravante denominadas “Partes”,

Recordando o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Popular da China sobre Cooperação no Uso Pacífico da Ciência e Tecnologia Espaciais, assinado em Pequim no dia 8 de novembro de 1994;

Recordando o Protocolo sobre Cooperação em Tecnologia Espacial entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Popular da China, assinado em Brasília no dia 21 de setembro  de 2000;

Recordando a Política de Parceria Estratégica Global adotada pelos dois países, de acordo com a Declaração Conjunta assinada pela Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e pelo Primeiro Ministro da China, Wen Jiabao, no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 2012;

Recordando o Plano de Cooperação Espacial 2013-2022 entre a AEB e a CNSA, assinado em Guangzhou, no dia 6 de novembro de 2013;

Considerando a intensão das Partes de promover o papel da tecnologia espacial no desenvolvimento social, econômico e cultural dos dois países;

Considerando o significado e a influência do Plano Decenal Sino-Brasileiro de Cooperação Espacial no futuro da parceria espacial entre os dois países;

Tendo em vista o propósito de manter a continuidade do Programa CBERS de Satélites

e

levando em conta o sucesso dos lançamentos do CBERS-1, CBERS-2, CBERS-2B e CBERS-4,

As Partes concordam no que se segue:

1. Cooperação para o Satélite CBERS-4A

As Partes concordam em desenvolver em conjunto o Satélite CBERS-4A. O desenvolvimento do CBERS-4A terá como base os seguintes princípios:

(a) A participação de cada Parte no esforço de desenvolvimento e no investimento necessário permanecerá idêntico à ocorrida nos Satélites CBERS-3 e CBERS-4, ou seja, 50% para o Brasil e 50% para a China;

(b) A montagem, integração e teste do Satélite CBERS-4A serão realizados no Brasil;

(c) O lançamento do Satélite CBERS-4A terá lugar na China.

A decisão final sobre a cooperação para o desenvolvimento do Satélite CBERS-4A deverá basear-se na conclusão dos procedimentos internos de aprovação em cada país.

2. Cooperação para a Nova Geração de Satélites

(a) As Partes concordam em realizar estudos para desenvolver nova geração de satélites, incluindo a definição das missões, com base nos respectivos planos espaciais estratégicos de cada país.

(b) O Grupo de Trabalho do Plano Decenal de Cooperação Espacial será responsável pelos estudos sobre o plano de cooperação dedicado à nova geração de satélites e deverá reportar prontamente os resultados de seu trabalho para permitir a assinatura de acordos no momento necessário.

3. Cooperação em Aplicações de Dados de Satélite

(a) As Partes concordam em promover a cooperação em aplicações dos dados do Satélite CBERS-4 e da nova geração de satélites, bem como levar adiante a expansão da distribuição internacional dos dados do CBERS e executar a política de aplicações.

(b) As Partes concordam em organizar um Grupo de Trabalho para estudar o modelo de cooperação para aplicações dos dados de satélite.

Esta Carta de Intenções entra em vigor na data de sua assinatura.

Esta Carta de Intenções não cria obrigações legais para as Partes, tanto no direito interno quanto no direito internacional.

Assinado em Pequim, no dia 9 de dezembro de 2014, nas versões em inglês e chinês, ambas igualmente autênticas. Em caso de qualquer divergência de intepretação, prevalecerá a versão em inglês.

Pela Agência Espacial Brasileira            Pela Administração Nacional Espacial da China
  José Raimundo Braga Coelho                                        Xu Dazhe

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira.
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IAE: queima do Motor Foguete Híbrido H1

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IAE realiza Campanha de Ensaio de Queima do Motor Foguete Híbrido - H1

17/12/2014

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou, no período de 17 a 25 de novembro, catorze ensaios de queima do motor foguete a propulsão híbrida (H1) no banco de ensaios do Laboratório de Propulsão Líquida da Divisão de Propulsão Espacial (APE). Esta segunda campanha testou o desempenho de diferentes combustíveis como a parafina, o HTPB e a cera apícola, todos combinados com o oxigênio gasoso. O desempenho do motor foguete H1 foi considerado satisfatório, pois validou o projeto dos sistemas de injeção e ignição modificados em consonância com os requisitos de funcionamento do motor, e ratificou os parâmetros propulsivos mais importantes como vazão mássica dos propelentes, pressão na câmara de combustão, empuxo e velocidade característica do propelente.

Objetivos:
O motor H1 tem entre os principais objetivos a capacitação do IAE no desenvolvimento da tecnologia de propulsão híbrida e o treinamento da equipe responsável pelos ensaios do Laboratório de Propulsão Líquida. O projeto tem como objetivos secundários desenvolver e testar tecnologias ou componentes como injetores, proteções térmicas, combustíveis não tóxicos e não poluentes e ignitores pirotécnicos, além de fomentar a formação acadêmica dos bolsistas PIBIC/IAE e doutorandos do ITA.

Descrição:
O princípio de funcionamento do motor híbrido se baseia na injeção de oxigênio gasoso no interior da câmara de combustão, onde se encontra o combustível sólido. O processo de combustão é iniciado por ignitores pirotécnicos gerando pressões da ordem de 15 bar e empuxo de 1 kN. O vídeo resume as atividades que marcaram esta segunda campanha de ensaios do motor H1.

Apoio:
O projeto é apoiado financeiramente pela ação transversal MCT/CNPq/AEB nº 33/2010 - Formação, Qualificação e Capacitação de RH em Áreas Estratégicas do Setor Espacial, no valor de R$ 216.000,00, aplicados na aquisição de insumos e componentes do motor e para equipar o bancos de teste da APE com sistema de linha de fogo, sensores e válvulas, além de permitir a contratação de bolsistas de desenvolvimento tecnológico.

No IAE a campanha contou com a colaboração da Divisão de Química, parceira no projeto, responsável pelo desenvolvimento de processos de manufatura dos combustíveis, carregamento e integração dos blocos ao tubo motor e montagem da tubeira de grafite; da Divisão de Mecânica, responsável pela usinagem de diferentes componentes do motor H1 e da Divisão de Integração e Ensaios, responsável pelo monitoramento das temperaturas na tubeira através de câmera térmica e pelos registros em vídeo dos ensaios. Na Divisão de Propulsão Espacial a APE-X, desenvolveu o sistema pirotécnico, executando o carregamento, instalação dos ignitores e operação da linha de fogo; o grupo do projeto L75 apoiou tecnicamente o projeto e a campanha do motor H1 e finalmente a APE-E que geriu e disponibilizou seus recursos humanos e infraestrutura de testes para a realização dos ensaios em banco com a supervisão da Coordenadoria de Segurança, DIR-CS.

Fonte: IAE/DCTA
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INPE, Itasat e transponder de coleta de dados

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INPE desenvolve novo transponder para satélites de coleta de dados ambientais

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) acaba de desenvolver um novo transponder para coleta de dados ambientais. Denominado DCS (sigla em inglês para subsistema de coleta de dados), inicialmente o dispositivo estará a bordo do Itasat, um nanossatélite universitário realizado em parceria pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), INPE e instituições de ensino com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), com lançamento previsto para 2015.

O transponder DCS foi entregue por dirigentes e pesquisadores do Instituto a representantes do projeto Itasat nesta terça-feira (16/12) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).

O INPE pretende utilizar o transponder digital nos futuros satélites do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA), que atualmente opera com o SCD-1 e SCD-2, lançados na década de 1990.

“É um marco importante em nossa missão de modernizar o SBCDA. A oportunidade de embarcar  o DCS no Itasat representa o primeiro passo para sua qualificação em voo”, diz Manoel Jozeane Mafra de Carvalho, chefe do Centro Regional do Nordeste (CRN) do INPE, em Natal (RN), onde foi desenvolvido o transponder e está em curso o projeto para uma nova geração de satélites para coleta de dados ambientais. “É um projeto com foco na continuidade dos serviços e, principalmente, na inovação tecnológica”.

Os satélites do SBCDA retransmitem informações de centenas de plataformas de coletas de dados (PCDs) instaladas por todo o país e alimentam o Sistema Nacional de Dados Ambientais (SINDA), operado pelo CRN/INPE. Os dados do SINDA são usados por instituições governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.

Fonte: INPE


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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

AEL Sistemas tem novo presidente


Sergio  Gonçalves Horta é o novo Presidente da AEL Sistemas

A AEL Sistemas S.A. ("AEL"), uma das subsidiárias da Elbit Systems Ltd. e da Embraer, anuncia que Sergio Gonçalves Horta foi nomeado seu novo presidente.  Sergio Horta, que assumiu em 1º de dezembro, tem mais de 30 anos de experiência na indústria Aeroespacial e de Defesa. Antes de se juntar à AEL, em agosto de 2014, ele exerceu o cargo de Diretor de Novos Negócios, Programas e Contratos da Embraer Defesa & Segurança.

Sergio Horta substitui Shlomo Erez, que está saindo da AEL, onde exerceu a função de Presidente desde 2007. Shlomo Erez irá continuar próximo à AEL, atuando como conselheiro da empresa em áreas estratégicas.

Sergio Horta tem o título de MBA do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA e da Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM, Especialização em Gerenciamento de Negócios do Instituto Nacional de Pós Graduação - INPG e é Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

Mauro Gandra, Presidente do Conselho de Administração da AEL, cumprimentou Sergio Horta pela sua nova posição e desejou-lhe sucesso na liderança da empresa rumo a continuadas realizações.  Em nome de toda a organização AEL, Gandra agradeceu Shlomo Erez por sua contribuição, durante muitos anos, para o sucesso da empresa, posicionando a AEL como uma empresa líder em Defesa no Brasil.

Fonte: AEL Sistemas, com edição do blog Panorama Espacial.
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"Desafíos del Sector Espacial Latinoamericano"

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Entre os dias 4 e 5 deste mês aconteceu na cidade de Bariloche, na Argentina, o seminário "Desafíos del Sector Espacial Latinoamericano", organizado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e pelas empresas estatais ARSAT e INVAP.

O evento contou com a participação de várias instituições espaciais da América Latina, e segundo divulgado pela CONAE, "funcionou como um espaço no qual foram apresentadas as atividades atuais e os respectivos projetos futuros, com a missão de identificar necessidades e horizontes comuns e estabelecer linhas de trabalho conjunto, promovendo deste modo sinergias que potencializem o seu desenvolvimento."

Foram destacados no encontro a necessidade de uma maior integração e cooperação regional para o desenvolvimento do setor, inclusive a formação de recursos humanos. Ainda, vários representantes de instituições presentes propuseram a criação de uma agência espacial regional ou organização similar para promover projetos e iniciativas conjuntas.

Estiveram presentes entidades da Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Do Brasil, participaram a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), além da Visiona Tecnologia Espacial.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Cooperação Venezuela - Nicarágua

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A Venezuela e a Nicarágua devem em breve firmar um acordo de cooperação no campo espacial. Segundo reportagens locais, o governo venezuelano ofereceu acesso às capacidades dos satélites Simon Bolívar, de comunicações, e Miranda, de sensoriamento remoto, para o monitoramento de movimentos sísmicos e mitigação de desastres naturais.

A oferta foi feita durante visita da comitiva liderada pelo ministro venezuelano Manuel Fernandez, de Ciência e Tecnologia, ao país centro-americano na semana passada.

A Nicarágua, alias, deverá em breve contar com seu primeiro satélite de comunicações. Está previsto para o terceiro trimestre de 2016, o lançamento do Nicasat-1, adquirido da chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) em 2012 por cerca de 250 milhões de dólares.

Este deverá ser o terceiro satélite geoestacionário fornecido pela CGWIC para países latino-americanos, depois do venezuelano Simon Bolívar (também conhecido como Venesat-1), lançado em outubro de 2008, e do Tupac Katari, da Bolívia, colocado em órbita em dezembro de 2013.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mensagem de Final de Ano

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Aos nossos leitores, amigos e colaboradores, nossos votos de um Feliz Natal e ótimo 2015.

Seguindo a tradição, este também é o momento para agradecermos a todos pelo interesse, participação e reconhecimento. Já são quase sete anos de jornada, com seus altos e baixos.

Vamos continuar no mesmo caminho em 2015, buscando trazer conteúdo com informações de qualidade e confiáveis.

André M. Mileski
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