terça-feira, 29 de julho de 2014

Ariane 5: 60ª missão bem sucedida

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Foi realizado com sucesso ontem de noite (29), levado ao espaço por um foguete Ariane 5, o lançamento do ATV-5 Georges Lemaître, nave espacial europeia que levará suprimentos e combustível à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).

Esta foi a 60ª missão bem sucedida do Ariane 5, que também quebrou um recorde: com massa superior a 20 toneladas, o ATV-5 é a carga mais pesada já levada ao espaço pela Europa.

"Com o ATV Georges Lemaître em sua jornada para a Estação Espacial Internacional, meu primeiro sentimento - dado em nome de todos da Arianespace, é de orgulho", declarou Stephanie Israël, presidente da empresa. "Orgulho em ter um ativo tão potente como o Ariane 5, que hoje não tem paralelos no transporte espacial comercial."

Embora o ATV-5 seja o último exemplar (de um total de cinco) construídos para missões à ISS, sua tecnologia e o conhecimento adquiridos no desenvolvimento serão utilizados em novos projetos. Por exemplo, a Airbus Defence and Space está desenvolvendo para a Agência Espacial Europeia o módulo de serviço da nave tripulada Orion, dos EUA. O módulo é primariamente baseado na tecnologia do ATV, fornecendo ao Orion propulsão e energia, e para futuras missões tripuladas, oxigênio, nitrogênio e água.
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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cooperação Venezuela - China: um terceiro satélite

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Sexta-feira passada (25), falamos sobre o interesse colombiano em adquirir um satélite de observação, próximo de ser realizado. Ainda na América do Sul, surgem também novidades vindas da vizinha Venezuela.

Na última segunda-feira (21), por ocasião da XIII Comissão Mista China - Venezuela, foi assinado um acordo para a construção de um segundo satélite venezuelano de observação terrestre - em 2012, subiu ao espaço o Miranda (também conhecido como Venezuelan Remote Sensing Satellite 1 (VRSS-1)).

A exemplo do Miranda, o segundo satélite será fabricado na China, pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), que também respondeu pela fabricação do primeiro satélite geoestacionário da Venezuela, o Simor Bolivar (também conhecido como Venesat-1), colocado em órbita no final de 2008.

Não foram divulgados maiores detalhes, como informações financeiras e características técnicas, ou mesmo se o que foi assinado é um contrato definitivo.
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Colômbia busca o seu satélite

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Este ano, depois do Peru, a Colômbia deverá ser o próximo país sul-americano a adquirir seu próprio sistema espacial de observação terrestre.

O interesse colombiano em si não é uma novidade e já está em discussão há vários anos, mas o fato novo é que o processo de aquisição estaria bem avançado, com uma decisão final a ser tomada por Juan Manuel Santos, Presidente da República, reeleito em junho.

Segundo informações da imprensa local, empresas da França, Reino Unido, Espanha, Rússia, Israel, Estados Unidos e Argentina apresentaram propostas, com valores que variam de 100 a 200 milhões de euros. Não existem muitas informações sobre as especificações desejadas, mas sabe-se que o satélite terá sensores óticos de alta resolução, para aplicações relacionadas à agricultura, ações em casos de desastres naturais, mineração e defesa, entre outras.

Enquanto à decisão não sai, as empresas que apresentaram propostas lançam esforços junto à imprensa e opinião pública. É o caso da Airbus Defence and Space (Arbus DS), que colocou um de seus vice-presidentes, Christophe Roux, na linha de frente pelo negócio. Em reportagem do jornal "El Tiempo", Roux deu detalhes do que parece estar na oferta da Airbus: o controle do segmento espacial e processamento de dados por colombianos, com capacitação de 50 a 80 engenheiros. Algo similar, aliás, ao que foi negociado com o Peru, no contrato assinado em abril, e com o Chile em julho de 2008.

Outro fabricante, a Israel Aerospace Industries (IAI), diz que "investirá pesadamente" para conquistar o contrato colombiano, de acordo com declarações de seu presidente, Joseph Weiss. Na competição peruana, aliás, a oferta israelense foi classificada em segundo lugar, logo atrás da Airbus DS.

As especulações dão conta de que a Airbus DS e a IAI são as favoritas: a primeira por ser líder de mercado em pequenos satélites de observação terrestre, além de já ter logrado sucessos na região, com o Chile e o Peru; e a segunda em razão de sua significativa presença no mercado colombiano, onde já forneceu aeronaves de combate e reabastecimento, sistemas de C4I, veículos aéreos não-tripulados, dentre outros. Aguardemos os próximos meses.
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Cooperação Brasil - Argentina: observatório

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Brasil e Argentina terão observatório de radioastronomia

Brasília, 24 de julho de 2014 – Brasil e Argentina reúnem esforços para instalar nos próximos anos um radiotelescópio com antena paraboloide de 12 metros de diâmetro nos Andes argentinos, próximo da fronteira com o Chile e a 4.825 metros de altitude.

Previsto para começar a entrar em operação em 2017, o equipamento de observação astronômica faz parte do projeto Llama – sigla em inglês de Long Latin American Millimetric Array e um trocadilho com o nome na língua indígena quíchua do mamífero ruminante encontrado na América do Sul.

O projeto tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva da Argentina e da Universidade de São Paulo (USP), por meio de um convênio entre as instituições que estabelece as condições para a sua execução.

O projeto é coordenado pelo professor Jacques Raymond Daniel Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e tem a participação de pesquisadores do Instituto Argentino de Radioastronomía (IAR).

“A Fapesp destinará aproximadamente [o equivalente em reais a] US$ 9,2 milhões para a construção do radiotelescópio e, em contrapartida, o ministério argentino aportará volume semelhante de recursos para a construção do observatório e para a realização de obras de infraestrutura, como adequação do terreno onde o radiotelescópio será instalado”, diz Lépine.

O radiotelescópio será instalado em uma montanha nos Altos de Chorrilos, na província argentina de Salta (a 1.600 quilômetros a noroeste de Buenos Aires). Irá operar em comprimentos de ondas milimétricas e submilimétricas, entre a radiação infravermelha e as ondas de rádio do espectro eletromagnético, em frequências entre 100 e 900 Ghz (gigahertz).

O equipamento permitirá estudos em praticamente todas as áreas da Astronomia, incluindo a evolução do Universo, buracos negros, a formação de galáxias e estrelas e o meio interestelar.

“Há muitos objetos e regiões astronômicas que podem ser observados nas frequências entre 100 e 1 mil Ghz que não são possíveis de serem vistos nas faixas abaixo de 100 Ghz. No entanto, há diversos radiotelescópios no mundo operando com frequências de rádio abaixo de 100 Ghz, mas poucos nas faixas entre 100 e 1 mil Ghz”, informa Lépine.

Entre esses objetos e regiões astronômicas que poderão ser observados pelo Llama estão nuvens frias de gás e poeira onde se formam novas estrelas e galáxias, como a Via Láctea.

Com temperaturas de apenas alguns graus acima do zero absoluto, essas nuvens frias no meio interestelar formam “cortinas blackout” que tornam escuras e opacas as regiões do Universo onde são formadas as estrelas e galáxias à radiação no espectro visível, captada pelos telescópios ópticos.

Por meio da radiação milimétrica e submilimétrica captada pelo radiotelescópio do Llama será possível atravessar essas nuvens frias de gás e poeira, enxergar o que está por trás delas e observar objetos de brilho cada vez mais baixo, além de explorar detalhes das fontes de radiação, conta Lépine.

“As ondas de rádio nas frequências de radiação milimétrica e submilimétrica são absorvidas pelo vapor d’água da atmosfera. Por isso, os radiotelescópios precisam ser instalados em locais com alta altitude e baixa umidade”, explica.

Próximidade – O Llama será um dos observatórios astronômicos mais altos do mundo, ao lado do Alma (sigla em inglês de Atacama Large Milimeter/Submilimeter Array), localizado no planalto de Chajnantor a 5 mil metros de altitude, no deserto do Atacama, no Chile, e do Atacama Pathfinder Experiment Telescope (Apex) – o mais alto observatório da Terra, situado a 5.100 metros de altitude, também no planalto de Chajnantor, e precursor do Alma.

O radiotelescópio do Llama estará localizado a 150 quilômetros de distância em linha reta do Alma e também será construído por uma das empresas que forneceu metade das 66 de antenas de rádio de alta precisão – também com 12 metros de diâmetro e operadas nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro – do observatório chileno, considerado um dos maiores projetos em radioastronomia em andamento no mundo.

As similaridades da antena do Llama com as do observatório chileno – financiado por países membros do Observatório Europeu do Sul (ESO), além dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Taiwan – e a proximidade dos dois observatórios possibilitarão que operem em conjunto no modo interferométrico, aponta Lépine.

“As antenas do Alma funcionam como um interferômetro, com todas elas interligadas, operando de forma conjunta. Os sinais captados pelas 66 antenas são reunidos, combinados e dão origem a imagens em alta resolução das regiões observadas, similares às que poderiam ser obtidas com um telescópio com 16 quilômetros de diâmetro”, diz.

Segundo o professor do IAG, o posicionamento da antena do Llama a 150 quilômetros de distância das do Alma permitirá que ela opere como mais uma antena do observatório chileno.

Como estará localizado a uma distância maior em relação às 66 antenas do Alma, o radiotelescópio do Llama poderá produzir imagens do Universo com uma resolução angular de imagem muito maior, estima Lépine. “Quanto maior o espaçamento entre as antenas, maior é a definição de imagem”, diz.

Inicialmente, contudo, as observações astronômicas do Llama serão realizadas no modo “antena única”. Isso porque a ideia é começar a fazer observações astronômicas mais simples, com uma antena única, mas que podem ser auxiliares às realizadas no modo interferométrico.

“Há muita ciência astronômica que pode ser feita com uma única antena. Ela pode ser utilizada para realizar mapeamentos de regiões do Universo a fim de identificar potenciais alvos a serem observados posteriormente por meio do Alma”, aponta Lépine.

O Llama também poderá contribuir para credenciar os astrônomos brasileiros e argentinos a utilizar o Alma e a competir pelo tempo de observação nos radiotelescópios do observatório chileno em melhores condições. Possibilitará que brasileiros e argentinos ganhem maior experiência com radioastronomia de altas frequências e apresentem propostas de observações mais fundamentadas ao Alma, indica Lépine.

“Além disso, também poderão observar previamente com o radiotelescópio do Llama regiões do Universo que pretendem explorar com os radiotelescópios do Alma e embasar melhor suas propostas de observação”, aponta.

Fonte: Agência Fapesp, via AEB.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014

INPE na 66ª Reunião da SBPC

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66ª Reunião da SBPC acontece em Rio Branco

Terça-feira, 22 de Julho de 2014 

Os 53 anos de atividades do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) serão abordados durante a ExpoT&C 2014, mostra promovida pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) durante sua 66ª Reunião Anual, que acontece de 22 a 27 de julho em Rio Branco (AC), na Universidade Federal do Acre (UFAC).

A palestra sobre o INPE será apresentada às 11h50 de quarta-feira (23/7), por Carlos Alexandre Wuensche de Souza, e faz parte da programação do miniauditório instalado no pavilhão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na ExpoT&C.

A ExpoT&C é uma das mais importantes mostras de ciência, tecnologia e inovação do país, reunindo todos os anos centenas de expositores, como institutos de pesquisa, universidades, agências de fomento, entidades governamentais e outras organizações interessadas em divulgar e difundir novas tecnologias, produtos e serviços. Neste ano, o evento contará uma área de 4.200 m² de pavilhões climatizados, onde ficarão abrigados os estandes dos expositores. A mostra abre no dia 23 de julho às 12h, e funcionará de 23 a 27 de julho, das 10h às 19h.

O INPE também está na programação científica da 66ª Reunião Anual da SBPC com a participação do pesquisador Saulo Freitas na mesa-redonda que abordará o impacto trinacional da queima de biomassa e da fumaça na Amazônia Sul-Ocidental, que acontece às 13h30 de quinta-feira (24/7).

Sobre a 66ª Reunião da SBPC

Com o tema “Ciência e tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras”, a 66ª Reunião Anual da SBPC terá 199 atividades em sua programação e a participação de pesquisadores renomados do Brasil e exterior, e gestores do sistema estadual e nacional de C&T. Haverá 51 conferências, 62 mesas-redondas, 54 minicursos, 16 encontros, 7 sessões especiais e 5 assembleias.

A programação da 66ª Reunião Anual da SBPC foi preparada com o objetivo de levar aos participantes um panorama amplo do que melhor se faz em ciência hoje no Brasil. Entre os temas que serão debatidos nas conferências, estão "Ciência e Tecnologia: Imperativo para o desenvolvimento Brasileiro"; "Serpentes peçonhentas e acidentes ofídicos no Brasil"; "Reservas Extrativistas 25 anos depois"; "O Brasil no espaço - As aplicações e os serviços oferecidos por satélites"; "Biodiversidade e sociedades tradicionais na Amazônia"; e "O uso de animais em pesquisas e no ensino", entre outras. Entre os temas discutidos nas mesas-redondas estão: "Amazônia: O desafio de formação e fixação de doutores"; "Os impactos socioambientais da exploração de petróleo e gás de xisto no Acre"; “O marco civil da internet”, e outros.

Assim como ocorre em todas as reuniões anuais da SBPC, a de Rio Branco tem como um de seus objetivos principais popularizar e valorizar a produção científica nacional e inseri-la no cotidiano dos cidadãos. Também a exemplo dos eventos anteriores, a 66ª Reunião Anual será um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um espaço de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.

Junto com a 66ª Reunião Anual da SBPC serão realizadas também a SBPC Jovem, a ExpoT&C e a SBPC Mirim. A SBPC Jovem teve sua primeira edição em 2003, durante a 55ª Reunião Anual. Desde então, acontece todos os anos. Trata-se de um evento com atividades que visam despertar o interesse dos jovens pela ciência e tecnologia. A programação contará com oficinas, salas temáticas, e apresentações culturais.

A programação completa e outras informações sobre a 66ª Reunião Anual podem ser obtidas no endereço: http://www.sbpcnet.org.br/riobranco/home/

Fonte: INPE
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segunda-feira, 21 de julho de 2014

“Construindo Pontes entre Ciência e Políticas Públicas”

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Secretário do MCTI destaca interface entre Ciência e Políticas Públicas em seminário no INPE

Segunda-feira, 21 de Julho de 2014

A experiência de dois anos e meio no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) foi compartilhada pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (SEPED), Carlos Nobre, em seminário apresentado no dia 18 de julho no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). O evento teve como tema “Construindo Pontes entre Ciência e Políticas Públicas” e integra a programação da pós-graduação do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE.

A necessidade de se desenvolver um sistema que viabilize a imprescindível interface entre a ciência e a política, como forma de enfrentar os desafios do século 21, no processo de transformação do mundo em direção à sustentabilidade global foi defendida por Nobre. Dentre esses desafios destacam-se: a produção de alimentos para nove bilhões de pessoas mantendo-se dentro de limites planetários sustentáveis; a valorização e a proteção dos serviços da natureza e da biodiversidade; a adaptação a um mundo mais quente e mais urbano; a transição para sociedades de baixo carbono; a redução da pobreza e a educação para a sustentabilidade; o provimento de oportunidades de renda e de inovação via transformações para a sustentabilidade global; a redução dos riscos de desastres; o alinhamento da governança com a gestão responsável.

Esforços nessa direção têm sido promovidos em grandes conferências internacionais, como a Rio +20 e a Planet Under Pressure (Planeta sob Pressão), ambas realizadas em 2012. Esta última destaca, em seu documento final, importância de se estabelecer metas integradas para a sustentabilidade global com base nas evidências científicas, com objetivos que orientem a sociedade. “Os desafios enfrentados por um Planeta sob Pressão exigem uma nova abordagem da investigação, mais integrativa, internacional e orientada para soluções. Precisamos criar elos entre a pesquisa científica de alta qualidade e os esforços de novas políticas interdisciplinares relevantes”, diz o relatório.

Para o secretário da SEPED, a construção de pontes entre o conhecimento científico e as políticas públicas passa, necessariamente, pela atuação do cientista como comunicador. “Precisamos nos conscientizar que a produção do conhecimento e a elaboração de políticas públicas não são, necessariamente, processos estanques”, afirmou.

No seminário, Nobre apresentou dois exemplos bem sucedidos de alinhamento nesse sentido: os programas de monitoramento do desmatamento da Amazônia e de mitigação dos impactos da seca no nordeste brasileiro. Acesse a apresentação

Fonte: INPE
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domingo, 20 de julho de 2014

Nota de Falecimento

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Faleceu hoje (20), em São José dos Campos (SP), Paulo Moraes Júnior, pesquisador do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), aos 66 anos.

Engenheiro aeronáutico, Moraes Júnior atuava desde setembro de 1982 na área espacial do IAE, onde exerceu funções de coordenador do Programa de Veículos Lançadores Cruzeiro do Sul e a gerência do Projeto SARA. Foi membro fundador da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) e também um de seus presidentes (gestão 2011-2013).

Trata-se de uma perda irreparável para a comunidade espacial brasileira. Paulo sempre foi bastante engajado em todos os projetos de que participou, e pessoalmente, tive a oportunidade de trabalhar com ele em iniciativas envolvendo a AAB.

A cerimônia de cremação será esta segunda-feira (21), às 9h00, no Cemitério das Flores, em São José dos Campos.

Minhas condolências e solidariedade a seus familiares.

André M. Mileski
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