terça-feira, 26 de agosto de 2014

INPE: pós-graduação em Astrofísica

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Inscrições abertas para pós-graduação em Astrofísica 

Terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Estão abertas até 31 de outubro as inscrições para os cursos de mestrado e doutorado em Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As aulas iniciam em março de 2015. Há bolsas Capes disponíveis aos aprovados.

A pós-graduação em Astrofísica do INPE oferece temas de pesquisas nas seguintes áreas: Astrofísica de altas energias, Cosmologia, Astrofísica óptica e infravermelho, Radiofísica, Física do meio interplanetário e Ondas gravitacionais.

O processo de seleção baseia-se na análise de CV, cartas de recomendação e histórico escolar, bem como na aplicação de uma prova de Física e arguição oral (na primeira quinzena de dezembro).

Existe a possibilidade de aplicação da prova de Física nas universidades de candidatos que residem em regiões distantes da sede do INPE (São José dos Campos, SP). Nesses casos, a arguição oral será via internet. No entanto, a Pós-graduação não pode assegurar a realização online em todo caso.

Mais informações na página: http://www.inpe.br/pos_graduacao/cursos/ast/selecao.php

Fonte: INPE
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Política Industrial Espacial Brasileira: uma análise

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De uns tempos para cá, temos tratado no blog Panorama Espacial sobre a crise em que se encontra indústria espacial brasileira. Em reportagem  publicada no jornal Valor Econômico desta segunda (25), a jornalista Virgínia Silveira dá a tônica do momento, detalhando demissões e as reduções de pesquisas pela falta de carga de trabalho para o setor. Seu título, aliás, sintetiza muito bem: "Falta de projetos ameaça companhias".

Tratamos do assunto em alguns parágrafos a seguir.

Política industrial: da teoria à prática

A mais recente versão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012 - 2021), editada há dois anos, é farta nas citações e disposições sobre a importância do setor industrial para o Programa Espacial. Cita como prioridade maior "impulsionar o avanço industrial", e lista como uma de suas diretrizes estratégicas a consolidação da "indústria espacial brasileira, aumentando sua competitividade e elevando sua capacidade de inovação, inclusive por meio do uso do poder de compra do Estado, e de parcerias com outros países."

Mesmo em pouco tempo, algumas de suas diretrizes foram inseminadas de forma relativamente bem sucedida. Foi o caso, por exemplo, do surgimento de uma prime-contractor para o segmento de satélites, lacuna ocupada pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture da Embraer com a Telebras, viabilizada com a concretização do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Seus interesses, ressalte-se, vão além do SGDC, passando pelos projetos do PNAE e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa.

Se de início havia dentro do governo alguma expectativa de que a Visiona atuasse de alguma forma num processo de reorganização da indústria espacial local, esta acabou não se materializando, ao menos não por ora. Diferentemente da estratégia seguida pela Embraer para o setor de defesa, não houve aquisições ou formação de parcerias com indústrias e mesmo grupos internacionais. Talvez, como o blog chegou a ouvir de pessoas bem familiarizadas com o assunto, pelas especificidades do setor, por sua diminuta dimensão e, é claro, pela falta de perspectivas claras e investimentos duradouros.

No caso do segmento de lançadores, a situação é ainda mais crítica. Depois de um certo burburinho e uma sequência de movimentações nos bastidores, com a Odebrecht sendo desenhada como a principal player industrial, tudo parou. Muitas indefinições, sendo as duas principais, as mesmas que afetam os satélites: falta de perspectivas claras e de investimentos.

O SGDC, a maior iniciativa na área nos anos recentes, foi apresentado como uma oportunidade que beneficiaria à indústria nacional, algo que espera-se que aconteça, mas não neste primeiro momento. Quanto à transferência tecnológica prevista no memorando de entendimentos firmado no final de 2013, que beneficiaria a indústria local, há a dependência de recursos orçamentários. O pacote em si é avaliado em cerca de 80 milhões de dólares.

Indústria nacional: diagnóstico, mea culpa, consolidação?

A indústria espacial nacional é formada quase que inteiramente por pouco mais de uma dezena de empresas, quase todas de pequeno porte. Várias delas têm o setor como seu único negócio, estando, portanto, completamente dependentes do poder de compra do governo.

Pelo mercado em que atuam, é inegável a importância do papel do Estado, pondo encomendas com regularidade e, assim, propiciando condições para a manutenção de todo uma cadeia produtiva (com os benefícios a ela atrelados). Mas, cabe a algumas das empresas uma mea culpa pela crise atual, por falharem em questões básicas, desde má gestão à não busca pela diversificação e criação de novos mercados (dado o caráter dual de muitas das tecnologias com que lidam e os spin-offs derivados). Em entrevista concedida ao blog em novembro de 2013, José Raimundo Braga Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira, já alertava sobre a necessidade da indústria buscar se diversificar, mencionando o exemplo da China.

Não analisando situações específicas, mas basta uma análise não muito profunda destas indústrias para se concluir que existe espaço para se obter eficiências. Em alguns campos específicos, com três ou quatro empresas com atuações similares, as oportunidades de consolidação por meio de fusões e aquisições parecem latentes.

Apesar das oportunidades, diferentemente do que acontece em mercados maduros, como os Estados Unidos e a Europa, o governo brasileiro não demonstra muito interesse em estimular ações de consolidação no campo espacial, optando por exercer sua política industrial quase que exclusivamente pelo poder de compra do Estado. O mais próximo que chegou disso foi patrocinar a criação da Visiona, um prime-contractor ao estilo brasileiro, de procurement, mas não industrial, e o lançamento de um fundo de investimento em participações para as áreas aeroespacial e de defesa (FIP Aeroespacial).

É curioso observar que uma política um pouco diferente (mas, nem por isso não sujeita à críticas) foi adotada para o mercado de defesa, com consolidações promovidas pela Embraer (Atech, Orbisat, AEL Sistemas) e Odebrecht (Mectron), que tiveram certo reflexo em espaço em razão de algumas destas empresas terem atividades na área.

O FIP Aeroespacial foi lançado em maio deste ano com patrimônio de pouco mais de R$ 130 milhões, numa iniciativa conjunta do BNDES com a FINEP, a Agência de Desenvolvimento Paulista (DESENVOLVE SP) e a Embraer. Seu objetivo, conforme divulgado na época, é "fortalecer a cadeia produtiva aeroespacial, aeronáutica, de defesa e segurança e promover a integração de sistemas relacionados a esses setores por meio de apoio às pequenas e médias empresas". Não há detalhes sobre as teses e estratégias pretendidas (se crescimento, diversificação, consolidação), mas é razoável de se imaginar que a equipe de gestão avalie oportunidades de consolidação.

Em reportagem num veículo especializado (revista "Participações" n.º 56, maio de 2014), a Portbank, gestora do FIP Aeroespacial, revelou que pretende fazer de oito a dez investimentos em empresas consideradas inovadoras, atuantes em segmentos como o de painéis solares, biometria, sistemas ópticos e de simulação e treinamento.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

CBERS 4: testes térmicos na China

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Satélite CBERS-4 é submetido a testes térmicos

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

O satélite sino-brasileiro CBERS-4 cumpriu mais uma fase das atividades de montagem, integração e testes (AIT), que o preparam para o lançamento previsto para o final deste ano. Os ensaios térmicos foram concluídos no dia 22 de agosto pelos especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST) que trabalham em conjunto no centro chinês, em Pequim.

Nesta fase, o satélite foi submetido aos testes de balanço térmico (TBT) para checar se o projeto térmico está funcionando de acordo com o especificado e também ajustar os modelos matemáticos térmicos que serão utilizados mais tarde para prever as temperaturas em várias condições orbitais.

Também foi realizado o teste termovácuo (TVT), que simula as temperaturas altas e baixas que o satélite irá enfrentar no espaço para averiguar o funcionamento de seus vários subsistemas e uma possível degradação dos materiais.

“Nestes testes todos os equipamentos e subsistemas do satélite são testados exaustivamente por aproximadamente 20 dias seguidos com alternância de calor e frio. Se durante os testes é identificado alguma anomalia, é possível resolver antes do lançamento”, explica Antonio Carlos de O. Pereira Jr., engenheiro do INPE que coordena o Segmento Espacial do Programa CBERS.

A impossibilidade de conserto em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço.

Fonte: INPE
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domingo, 24 de agosto de 2014

CPTEC/INPE: curso sobre análise de dados meteorológicos

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CPTec promove curso sobre análise de dados meteorológicos

Brasília, 22 de agosto de 2014 – O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec), em Cachoeira Paulista (SP), promove nos próximos dias 26 e 27 o curso Análise de Dados Meteorológicos usando o Metview.

O Metview é um software livre para acesso, processamento e visualização de dados meteorológicos, desenvolvido em conjunto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês).

O objetivo do curso é apresentar uma plataforma de trabalho para recuperar, examinar, processar e visualizar dados meteorológicos, tanto em um ambiente interativo quanto operacional.

As aulas, no formato de tutoriais, serão ministradas por Fernando Ii, pesquisador do ECMWF, e por Felipe Odorizi, gerente operacional da Divisão de Operações do CPTec.

Serão realizados exercícios práticos com o Metview para manipular diversos formatos de dados meteorológicos, incluindo Grib, (Prep-)BUFR, netCDF e ASCII, bem como desenvolver produtos gráficos e cartas meteorológicas.

A programação e o link para inscrição estão disponíveis no site: http://cursos.cptec.inpe.br/curso-metview/.

Fonte: INPE, via AEB.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Operação Raposa: FTI lançado com sucesso

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CLA lança mais um Foguete de Treinamento Intermediário com sucesso

Brasília, 21 de agosto de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou nesta quinta-feira (21) o 11º Foguete de Treinamento Intermediário (FTI). A atividade objetiva checar previamente as ações que envolvem o lançamento e rastreio do foguete VS-30 com experimentos embarcados no próximo dia 29.

O lançamento ocorreu às 13h58 – horário de Brasília – com duração total de voo de 3 min e 32 segundos até a queda no Oceano Atlântico, na área de impacto prevista. O FTI lançado objetivou ainda treinar as equipes e testar os meios associados às atividades de preparação, montagem, transporte, integração, lançamento e rastreio de veículos espaciais.

Além disso, a partir dos parâmetros seguidos e resultados obtidos após o voo, espera-se obter a qualificação e certificação do veículo junto ao Instituto de Coordenação e Fomento Industrial (IFI). “Com o lançamento de hoje, foi verificado que todos os equipamentos e sistemas do CLA, além de toda equipe envolvida está pronta e preparada para a realização do lançamento principal do foguete VS-30 na próxima semana. É fundamental lançamentos do tipo para que possamos manter o Centro pronto para poder operar veículos de porte maior e mais complexos”, afirma o coronel engenheiro César Demétrio Santos, diretor do Centro.

O FTI é um foguete fabricado pela indústria nacional Avibrás e integra o Projeto Fogtrein – Foguete de Treinamento – que juntamente com o Foguete de Treinamento Básico (FTB) visam manter a operacionalidade dos centros de lançamentos brasileiros tanto o CLA quanto o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.

A atividade foi realizada pelo CLA em conjunto com engenheiros e técnicos do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Agência Espacial Alemã (DLR) e do CLBI. Também apoiaram a operação esquadrões aéreos de transporte de carga e pessoal, e de asas rotativas em eventual Evacuação Aeromédica. A Marinha do Brasil (MB) atuou no isolamento do trafego marítimo e na comunicação com os navegantes, bem como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) realizou a interdição do tráfego aéreo na região.

Fonte: CLA, via AEB.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Orbital Engenharia se associa a chineses

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Empresa brasileira firma acordo com chineses no setor aeroespacial

Brasília, 20 de agosto de 2014 – A empresa Orbital Engenharia Ltda, de São José dos Campos (SP), firmou Acordo de Cooperação no setor aeroespacial com a China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e com o Shanghai Institute of Space Power Sources (Sisp).

A empresa nacional é a primeira do país a assinar parceria com instituições chinesas. O acordo é fruto da rodada de negociações realizada na China entre empresas brasileiras e do país promovida com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), em dezembro de 2013, quando do lançamento do quarto satélite do programa Satélite Sino-Brasileiro de Sensoriamento Remoto (Cbers, na sigla em inglês), em Taiyuan.

Segundo Célio Costa Vaz, diretor da Orbital, a empresa representará comercialmente as duas instituições chinesas no Brasil, mas o acordo prevê também o desenvolvimento de projetos e produtos. “Inicialmente, vamos atuar no país, mas, futuramente, pretendemos prospectar o mercado latino-americano”, destaca Vaz.

Para o empresário, o acordo é uma demonstração de que a indústria aeroespacial do país goza de prestígio e é avaliada com respeito e seriedade pelos chineses. Em sua opinião, a parceria também contribui para uma aproximação mais estreita entre empresas do setor dos dois países.

De acordo com o presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, esse acordo mostra o bom potencial de negociações que podem ser firmadas entre entidades dos dois países. Para ele, a parceria também deve contribuir para que outras empresas do setor busquem ampliar negociações no exterior.

Fonte: AEB

Comentários do blog: a (arrojada, para muitos) estratégia da Orbital Engenharia de se associar aos chineses pode ser analisada por diferentes óticas. Embora represente uma boa oportunidade em razão dos laços já criados pela China em projetos no Brasil (CBERS) e outros países sul-americanos (Venezuela, Bolívia), oferece também certo riscos. Há o risco de conflito entre as atividades industriais propriamente ditas (o expertise da Orbital reside, principalmente, em painéis solares e propulsão) e aquela de representação comercial. Vale citar que a empresa é uma das potenciais beneficiárias dos offsets relacionados ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em construção pela Thales Alenia Space, caso estes vinguem. Tem também envolvimento e interesse no SCD-Hidro. Ainda, não podem ser ignorados eventuais efeitos adversos decorrentes do International Traffic in Arms Regulations (ITAR), dos EUA.

A CGWIC é o principal conglomerado espacial da China. Na América do Sul, além do envolvimento com o programa CBERS, a CGWIC tem tido significativo sucesso na venda de soluções turn-key em satélites de comunicações e sensoriamento remoto para a Venezuela e Bolívia. No Brasil, com base em tratativas bilaterais, o conglomerado tem também grande interesse na futura missão meteorológica geoestacionária nacional (veja o artigo "Satélite meteorológico: um próximo passo").
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

27º SBSR: abertas as inscrições

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Abertas as inscrições para artigos em Simpósio de Sensoriamento Remoto

Brasília, 18 de agosto de 2014 – Pesquisadores interessados em apresentar trabalhos no 27º Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), que se realiza em João Pessoa, na Paraíba, de 25 a 29 de abril de 2015, têm até o próximo dia 31 de outubro para encaminhar propostas para análise do comitê científico do evento.

Promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Sociedade de Especialistas Latino-americanos em Sensoriamento Remoto (Selper), o evento é considerado o maior do Brasil sobre tecnologias relacionadas a satélites e geoprocessamento.

É possível submeter trabalhos nas categorias Artigos ou Artigos de Iniciação Científica. Os aprovados serão apresentados em Sessão Técnica Oral ou em Sessão Interativa de Painéis, a critério do Comitê Técnico-Científico responsável por analisar os trabalhos.

Avaliação - O Comitê leva em conta a importância e originalidade do assunto, pertinência do tema ao Simpósio, rigor científico e qualidade dos dados, resumo e clareza do texto, qualidade da apresentação e formatação de acordo com as instruções.

Os trabalhos devem ser artigos completos e submetidos em até oito páginas, incluindo figuras, tabelas, fórmulas e referências, em formato pdf no tamanho máximo de 4Mb.

O sistema para submissão eletrônica de trabalhos está disponível na página do evento: http://www.dsr.inpe.br/sbsr2015/.

Fonte: INPE, com edição do blog Panorama Espacial.
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