terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Atrasos no PESE", coluna "Defesa & Negócios"

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Atrasos no PESE

Nem bem começou e o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Comando da Aeronáutica, já sofre com a crônica de cortes no orçamento, bem característicos da área de defesa no Brasil. Conforme noticiado em reportagem publicada na edição n.º 136 de T&D [Nota do blog: leia a reportagem aqui], estavam previstos R$113 milhões no orçamento de 2014 para o início do programa, recursos suficientes para o início de uma concorrência e mesmo contratação de um primeiro lote de satélites óticos de observação, . Com os cortes anunciados no primeiro semestre, por decisão do governo, o montante foi direcionado para outro projeto, o do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que inicialmente seria viabilizado apenas com destinações do Ministério das Comunicações. Este direcionamento criou uma espécie de “competição” de projetos dentro do orçamento da pasta da Defesa.

Segundo apurou esta coluna, as perspectivas para uma alocação significativa de recursos em 2015 não são animadoras. Agora, os esforços do Comando da Aeronáutica se concentram na busca por um montante mínimo suficiente para a contratação de uma consultoria, que seria responsável pela elaboração das especificações e demais informações necessárias para o envio de uma solicitação de propostas (RFP, sigla em inglês) no mercado internacional.

Fonte: coluna "Defesa & Negócios", revista Tecnologia & Defesa n.º 138, setembro de 2014.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Cooperação Equador - China

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Na última semana, em visita oficial à China, a ministra da defesa do Equador, Maria Fernanda Espinosa divulgou que seu país busca apoio do país asiático para o desenvolvimento de seu programa espacial, especificamente no campo de satélites.

"O Equador não está muito interessado em adquirir um satélite, mas em transferência de tecnologia de modo a desenvolver suas instalações locais para fortalecer nossas próprias capacidades", declarou.

Segundo reportagens da imprensa local, a ministra teria também afirmado que ainda este ano deverá haver visitas recíprocas de equipes técnicas para iniciar trabalhos visando ao desenvolvimento de um satélite, de finalidades não especificadas.

Dando prosseguimento a sua estratégia de ampliação de mercados e parcerias, a China hoje figura como a maior parceira espacial da América do Sul, com projetos conjuntos com Brasil, Argentina, Venezuela e Bolívia.
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domingo, 21 de setembro de 2014

Cubesats: NanosatC-Br1 e Serpens

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O Brasil continua a apresentar avanços em suas missões de cubesats.

No último dia 19, o NanosatC-Br1  - primeiro cubesat brasileiro, completou três meses em órbita e plenamente operacional, transmitindo seus dados para estações de recepção localizadas em Santa Maria (RS) e em São José dos Campos (SP).

“Já temos uma quantidade de dados razoável das cargas úteis e da plataforma. Muitos ensinamentos estão sendo extraídos através da operação do NanosatC-Br1, do seu comportamento e performance que serão utilizados em futuros satélites desta classe”, afirmou Otávio Durão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em nota divulgada pela instituição.

Testes do Serpens

Também na última semana, nos dias 18 e 19, o nanossatélite Serpens, desenvolvido por várias universidades brasileiras, foi submetido a testes na Agência Espacial Brasileira (AEB), visando ao seu lançamento ao espaço, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).

Segundo informações da AEB, os procedimentos foram realizados por técnicos da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss), empresa contratada para a execução do lançamento.

Para mais informações sobre os testes, acesse "Nanossatélite Serpens aprovado em testes de segurança".
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Notícias dos CBERS 4 e 4A

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CBERS 4: conclusão da revisão final

Nesta quinta-feira (18), foi concluída na China Academy of Space Technology (Cast), em Pequim, o Final Design Review (FDR, sigla em inglês) do CBERS 4, previsto para ser lançado no início de dezembro.

Conforme detalhado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), o objetivo do FDR "é relatar e revisar as atividades de montagem, integração e testes do satélite, com o propósito de demonstrar que o sistema está apto para ser embarcado para a base de lançamento para o processamento final que antecede ao lançamento e início das operações." 

A campanha de lançamento deve começar em meados de outubro, com o deslocamento do satélite para o sítio de lançamentos de Taiyuan, a cerca de 760 km a sudoeste de Pequim. O passo seguinte será a preparação do artefato, finalizada com uma revisão quanto à prontidão para voo, e sua integração ao lançador Longa Marcha 4B.

Para mais informações sobre a revisão final, leia a nota divulgada pela AEB.

Discussões sobre o CBERS 4A

Paralelamente aos preparativos para o voo do CBERS 4, autoridades brasileiras e chinesas avançam com as discussões para a construção de uma terceira unidade da segunda geração do programa CBERS, designado 4A. O tema foi pauta da reunião do Grupo de Trabalho para a implementação do Plano Decenal Sino-Brasileiro de Cooperação Espacial, realizada na última terça-feira (16), em Pequim, que contou com a participação de representantes e técnicos da AEB e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), além das contrapartes chinesas.

Segundo informações divulgadas pela AEB, a agenda "contemplou ainda vários itens do Plano Decenal, dentre eles a estrutura de governança do Plano; o programa de cooperação educacional entre as agências para a área espacial; a proposta da distribuição internacional das imagens do satélite Cbers-4, e da cooperação em componentes eletrônicos e equipamentos." Leia mais em "Brasil e China discutem o desenvolvimento do satélite CBERS 4A".
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EUA: o futuro de suas missões tripuladas

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Boeing CST-100 será a próxima espaçonave americana

NASA concede US$ 4,2 bilhões à Boeing para a próxima fase do Programa de Tripulação Comercial

HOUSTON, 17 de setembro de 2014 – A Boeing receberá US$ 4,2 bilhões da NASA para construir a próxima nave espacial para passageiros dos Estados Unidos.

A espaçonave Crew Space Transportation (CST-100) da Boeing está sendo desenvolvida como parte do Programa de Tripulação Comercial (CCP, na sigla em inglês) da NASA, que tem como objetivo retomar os voos espaciais nos Estados Unidos até 2017. A CST-100 transportará até sete passageiros ou uma combinação de tripulantes e carga até a Estação Espacial Internacional (ISS) e outros destinos na órbita baixa da Terra.

“A Boeing tem participado de todos os programas de voos espaciais tripulados dos Estados Unidos e é uma honra que a NASA tenha nos escolhido para dar continuidade a esse legado”, diz John Elbon, vice-presidente e diretor geral da divisão de Exploração Espacial da Boeing. “A CST-100 oferece à NASA a solução mais econômica, segura e inovadora para o acesso à órbita baixa da Terra a partir dos Estados Unidos”, completa o executivo.

Na fase de Transporte de Tripulação Comercial (CCtCap) do programa, a Boeing construirá três espaçonaves CST-100 na Instalação de Processamento de Tripulação Comercial da empresa, localizada no Centro Espacial Kennedy, Flórida. A nave espacial passará por um teste de lançamento abortado em 2016 e fará um voo não tripulado no início de 2017, preparando-se para o primeiro voo tripulado para a ISS em meados de 2017.

A Boeing finalizou recentemente a Revisão Crítica de Projeto (CDR) e a Fase 2 da Revisão de Segurança de Espaçonave da Crew Space Transportation (CST)-100, o que a torna a única competidora do programa de Tripulação Comercial da NASA a passar no CDR e, também, a concluir todas as etapas do CCiCap no prazo e dentro do orçamento estipulado.

“O objetivo de uma CDR é garantir que todas as peças e subsistemas estão trabalhando juntos”, explica John Mulholland, gerente do programa de Tripulação Comercial da Boeing. “A integração desses sistemas é fundamental e estamos ansiosos para colocar a CST-100 em operação”.

Para mais informações sobre a CST-100, consulte Boeing.com/cst100.

Fonte: Boeing Brasil.

Nota do blog: além da Boeing, a NASA também selecionou o projeto da SpaceX, no valor de 2,6 bilhões de dólares, baseado numa versão aprimorada da espaçonave Dragon atualmente utilizada para o transporte de cargas para a ISS. Denominada Dragon V2, a cápsula será lançada pelo foguete Falcon 9 v.1.1, com estreia também prevista para 2017. 
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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tecnologia & Defesa n.º 138

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Já se encontra nas bancas de todo o Brasil o número 138 da revista Tecnologia & Defesa, a mais tradicional publicação sobre os setores aeroespacial, de defesa e segurança pública da América Latina.

Esta edição traz mais uma vez reportagens com temáticas espaciais, como uma matéria exclusiva sobre o projeto do SCD-HIDRO, da Agência Espacial Brasileira e Agência Nacional de Águas, além de uma entrevista com Mario Stefani, diretor da Opto Eletrônica, abordando as dificuldades de se fazer negócios no País.

Abaixo, listamos os principais conteúdos da edição:

- O Adelphi e o A-1M, da Força Aérea Brasileira
- O USS America vista o Brasil (com voo exclusivo no V-22 Osprey)
- Uma nova artilharia para o Exército Brasileiro
- Panorama sobre o grupo espanhol Indra
- Mostra BID Brasil 2014
- Coluna Defesa & Negócios
- E muito mais!
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domingo, 14 de setembro de 2014

Workshop sobre cubesats na América Latina

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Entre os dias 8 e 11 de dezembro, acontecerá em Brasília (DF), o 1st IAA Latin America Cubesat Workshop (1º Workshop da IAA sobre Cubesats na América Latina), organizado pela Academia Internacional de Astronáutica (IAA, sigla em inglês), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB).

Segundo divulgado pela organização, a iniciativa para o evento surgiu do crescente interesse em atividades de cubesats na região, e também pelos recentes lançamentos bem sucedidos, como um fórum para reunir os principais players para discussão de oportunidades e compartilhamento de resultados e novas ideias.

Em junho, foi lançado ao espaço o NanosatC-Br1, primeiro cubesat nacional, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e outras missões estão em desenvolvimento no Brasil e em países vizinhos. Dentro dos próximos meses, são aguardados os lançamentos de mais três nanossatélites nacionais.

Para mais informações, visite http://cubesatbrasilia.akamido.com/
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