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Picosatélite Tancredo -1 tem sinais captados em diversas partes do Planeta
27/01/2017
O picosatélite Tancredo 1, projeto UbatubaSat, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de Ubatuba (SP), iniciou as transmissões de telemetria na frequência de 437.200 MHz. As gravações de áudio já foram recebidas por vários radioamadores ao redor do planeta.
Segundo o professor de Matemática e coordenador do projeto UbatubaSat, Cândido Oswaldo de Moura, a primeira informação sobre os sinais do pequeno satélite foi enviada pelo radioamador Drew Glasbrenner, KO4MA, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Drew enviou uma gravação de áudio onde é possível ouvir as mensagens de voz gravadas por alunos da escola e as transmissões em AX.25 com dados de telemetria.
“Além dessa informação a equipe também recebeu várias notificações de rastreio e recepção de colegas radioamadores pelo mundo que nos forneceram dados via e-mail, como fotos, gráficos, áudio e frames de telemetria recebidos do Tancredo-1”, explicou Cândido.
A equipe foi à cidade de Pardinho, no interior paulista, no dia 19 de janeiro para acompanhar o rastreio do picosatélite. O membro da AMSAT-BR, grupo de trabalho da Liga de Amadores Brasileiros de Radioemissão (LABRE), Edson Pereira, disponibilizou para a equipe sua infraestrutura de rastreio de satélites.
O Tancredo 1 foi enviado ao espaço levando dois experimentos científicos para testar em órbita. Um deles é o gravador chip com uma mensagem da escola Tancredo Neves que será transmitida em órbita. O outro é o experimento do Inpe que vai estudar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.
O áudio recebido nas várias passagens em diferentes locais comprovou o total funcionamento do gravador de voz. A análise dos frames de telemetria, junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) comprovam que os dados da sonda estavam sendo coletados e transmitidos.
Aprendizado - Para a equipe envolvida no projeto UbatubaSat é difícil mensurar o tamanho do aprendizado que esse picoSat trouxe aos envolvidos. Para a parte adulta da equipe, todo o processo, desde desenvolvimento, concepção, construção de placas e subsistemas, testes ambientais, obtenção de licenças de uso de frequências, envio de hardware para a Itália/Japão, lançamento, rastreio e por final, análise de dados de missão, foi um aprendizado que poucos têm a oportunidade de vivenciar.
“Para os estudantes, o principal aprendizado foi a oportunidade tanto de conhecer como se envolver no universo da Ciência e Tecnologia. Após esse trabalho, muitos deles realizaram diversas atividades que nem imaginavam aprender um dia”, destacou o coordenador do projeto.
UbatubaSat - O Tancredo 1 foi lançado em órbita no dia 16 de janeiro a partir da Estação Espacial Internacional (ISS sigla em inglês). O satélite foi colocado em órbita, por meio do módulo Kibo JEM (Jaapanese Experimental Modulo) operando o deployer CubeSat JJOD. Com o peso de 650 gramas e aproximadamente 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura, o pequeno satélite faz a volta em torno da Terra no tempo de 90 minutos. O projeto teve o apoio do Inpe e foi custeado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).
Para ouvir a gravação em áudio captada pelo radioamador Drew Glasbrenner clique aqui: http://migre.me/vWMqs
Fonte: AEB
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Mostrando postagens com marcador ISS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ISS. Mostrar todas as postagens
sábado, 28 de janeiro de 2017
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Ubatubasat lançado com sucesso
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Satélite feito por alunos do ensino fundamental é lançado com sucesso
16/01/2017
O primeiro satélite construído por alunos do ensino fundamental – o Ubatubasat – foi lançado em órbita nesta segunda-feira (16.01), às 9h49 – horário de Brasília a partir da Estação Espacial Internacional (ISS sigla em inglês). O satélite foi colocado em órbita, por meio do módulo Kibo JEM (Jaapanese Experimental Modulo) operando o deployer CubeSat JJOD.
Desenvolvido por alunos da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves (ETEC), na cidade de Ubatuba (SP), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), todo o custo do lançamento do pequeno satélite foi arcado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).
O Ubatubasat vai testar em órbita dois experimentos científicos. Um deles é o gravador chip com uma mensagem da escola Tancredo Neves que será transmitida em órbita. O outro é o experimento do Inpe que vai estudar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.
O pequeno satélite pesa 650 gramas, mede aproximadamente 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura. O Ubatubasat será colocado em órbita baixa (cerca de 400 km de altitude), com duas cargas úteis formadas por dois experimentos de pesquisa. O pequeno satélite está na categoria de picosatélite com medida de até 1 kg. A expectativa de vida útil no espaço é de três a quatro meses. O equipamento tem em sua estrutura cinco placas, e células fotovoltaicas que envolvem o cilindro são responsáveis pela geração de energia para alimentar os componentes do Tancredo-1.
Os alunos e o coordenador do projeto Cândido Moura assistiram na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP), a transmissão ao vivo do lançamento no canal da agência espacial do Japão (JAXA). De acordo com o coordenador do projeto toda a equipe envolvida no desenvolvimento do satélite está ansiosa para ver o picosatélite funcionando em órbita. “O Ubatubasat é uma ferramenta pedagógica que permitiu que centenas de alunos de nossa escola participassem de um projeto científico real. Depois de tanto trabalho estamos com a expectava em ver o satélite funcionando no espaço”, afirmou.
O professor Cândido esclareceu que a equipe vai acompanhar o satélite a partir do próximo dia 18 de janeiro quando todos estarão na cidade de Pardinho, no interior paulista, pois em Ubatuba não existe estação de rastreio e controle. O projeto também conta com diversos parceiros pelo mundo, como por exemplo, o professor Bob Twiggs da Morehead State University, que vai nos ajudar nesta tarefa.
Trajetória - O Ubatubasat foi lançado em 9 de dezembro rumo à ISS por um foguete da JAXA dentro de um adaptador TuPOD, de fabricação italiana.
Segundo o coordenador do projeto, o Tancredo-2, segunda versão do projeto já está em desenvolvimento. Trata-se de um cubesat com uma carga útil ótica para detectar raios do espaço. A expectativa é que a segunda versão entre em órbita em 2019.
O lançamento foi transmitido no canal do YouTube da JAXA no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=R4xq_rj0QiQ
Para que as crianças se interessem pelas ciências espaciais, o Inpe disponibiliza uma dobradura para montar uma réplica de papel do Ubatubasat. Confira o modelo com as instruções para a montagem: http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/Modelo-Maquete-UbatubaSat-Tancredo-I_PaperMockUp-1.pdf
Fonte: AEB
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Tancredo-1: tubesat escolar brasileiro
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Satélite de escola pública de Ubatuba, a bordo de foguete japonês, será enviado nesta sexta-feira para ISS
Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016
Com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), estudantes de 10 a 15 anos foram capazes de construir um pequeno satélite, que deve ser enviado ao módulo japonês Kibo da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta sexta-feira, 9 de dezembro, às 11h26 (hora de Brasília).
Clique aqui para acompanhar a transmissão ao vivo do lançamento.
O voo do Tancredo-1 irá coroar os esforços de alunos e professores da Escola Municipal Tancredo Neves, de Ubatuba (SP), que desde 2011 atuam para colocar em órbita o picossatélite, um tubesat de aproximadamente 600 gramas.
O Tancredo-1 será enviado para a ISS-Kibo dentro do adaptador TuPOD, fabricado pela empresa italiana GAUSS Srl, a bordo de um foguete da JAXA, a agência espacial japonesa.
"Espera-se que o TuPOD seja ejetado da ISS em 19 de dezembro e, em 21 de dezembro, o Tancredo-1 deve ser finalmente ejetado do TuPOD para o espaço", informa Auro Tikami, do INPE, que acompanha as atividades com o picossatélite.
Quando em órbita, a uma altitude de cerca 400 km da Terra, o Tancredo-1 transmitirá dados de telemetria e mensagem gravada pelos estudantes brasileiros e radioamadores. Além disso, o picossatélite leva a bordo um pequeno experimento para estudo da formação de bolhas de plasma, preparado pelo pesquisador Polinaya Muralikrishna, da Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA) do INPE.
Para tornar real o Tancredo-1, a escola criou o projeto UbatubaSat, que nos últimos anos vem proporcionando ricas experiências aos estudantes, professores e, também, pesquisadores do INPE. Desde o início do projeto, foram inúmeros os encontros entre os alunos e especialistas, visitas de engenheiros à escola e do grupo de Ubatuba às instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) e da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) do INPE, em São José dos Campos (SP).
O projeto é liderado pelo professor de matemática Cândido Oswaldo de Moura, que teve a ideia ao ler numa revista de divulgação científica sobre satélites pessoais. Ele buscou então apoio no INPE, que abraçou a iniciativa como parte de sua missão de difundir conhecimento e incentivar novos talentos para a área espacial.
Antes mesmo de voar, o Tancredo-1 levou a viagens e conquistas inesquecíveis. A história do grupo mais jovem do mundo a ingressar na área espacial foi contada pelos próprios estudantes no Japão, em 2014, quando tiveram um artigo científico aceito em congresso aeroespacial daquele país. Também puderam conhecer as instalações da NASA e da Interorbital, empresa dos Estados Unidos que criou o "kit" para montagem de tubesats.
O kit teve que passar por uma completa reengenharia, tema de mestrado na área Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais de Auro Tikami no INPE. "Como o Tancredo-1 tem vida útil aproximada de três meses, a reengenharia foi feita atendendo aos requisitos de segurança exigidos pela JAXA e utilizando praticamente os mesmos componentes originais".
O INPE mantém o apoio aos estudantes e professores, que continuam o projeto e esperam lançar outros satélites. "Uma afirmação que sempre lembramos neste projeto voluntário é que a parte mais importante ficará perenizada em terra com seus participantes e no conhecimento gerado, podendo servir de ponto de partida para novas iniciativas de difusão em Ciência", afirma Walter Abrahão dos Santos, pesquisador que coordena o projeto no INPE.
Os participantes do projeto agradecem o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), da comunidade de radioamadores, da GAUSS (Itália), JAMSS (Japão), Morehead State University (Estados Unidos), além dos vários pesquisadores, engenheiros e especialistas voluntários de divisões da ETE, CEA e LIT do INPE, bem como do Centro Regional Sul (CRS/INPE) e do ITA, e todos que colaboraram para tornar possível o voo do Tancredo-1.
Fonte: INPE
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Satélite de escola pública de Ubatuba, a bordo de foguete japonês, será enviado nesta sexta-feira para ISS
Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016
Com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), estudantes de 10 a 15 anos foram capazes de construir um pequeno satélite, que deve ser enviado ao módulo japonês Kibo da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta sexta-feira, 9 de dezembro, às 11h26 (hora de Brasília).
Clique aqui para acompanhar a transmissão ao vivo do lançamento.
O voo do Tancredo-1 irá coroar os esforços de alunos e professores da Escola Municipal Tancredo Neves, de Ubatuba (SP), que desde 2011 atuam para colocar em órbita o picossatélite, um tubesat de aproximadamente 600 gramas.
O Tancredo-1 será enviado para a ISS-Kibo dentro do adaptador TuPOD, fabricado pela empresa italiana GAUSS Srl, a bordo de um foguete da JAXA, a agência espacial japonesa.
"Espera-se que o TuPOD seja ejetado da ISS em 19 de dezembro e, em 21 de dezembro, o Tancredo-1 deve ser finalmente ejetado do TuPOD para o espaço", informa Auro Tikami, do INPE, que acompanha as atividades com o picossatélite.
Quando em órbita, a uma altitude de cerca 400 km da Terra, o Tancredo-1 transmitirá dados de telemetria e mensagem gravada pelos estudantes brasileiros e radioamadores. Além disso, o picossatélite leva a bordo um pequeno experimento para estudo da formação de bolhas de plasma, preparado pelo pesquisador Polinaya Muralikrishna, da Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA) do INPE.
Para tornar real o Tancredo-1, a escola criou o projeto UbatubaSat, que nos últimos anos vem proporcionando ricas experiências aos estudantes, professores e, também, pesquisadores do INPE. Desde o início do projeto, foram inúmeros os encontros entre os alunos e especialistas, visitas de engenheiros à escola e do grupo de Ubatuba às instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) e da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) do INPE, em São José dos Campos (SP).
O projeto é liderado pelo professor de matemática Cândido Oswaldo de Moura, que teve a ideia ao ler numa revista de divulgação científica sobre satélites pessoais. Ele buscou então apoio no INPE, que abraçou a iniciativa como parte de sua missão de difundir conhecimento e incentivar novos talentos para a área espacial.
Antes mesmo de voar, o Tancredo-1 levou a viagens e conquistas inesquecíveis. A história do grupo mais jovem do mundo a ingressar na área espacial foi contada pelos próprios estudantes no Japão, em 2014, quando tiveram um artigo científico aceito em congresso aeroespacial daquele país. Também puderam conhecer as instalações da NASA e da Interorbital, empresa dos Estados Unidos que criou o "kit" para montagem de tubesats.
O kit teve que passar por uma completa reengenharia, tema de mestrado na área Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais de Auro Tikami no INPE. "Como o Tancredo-1 tem vida útil aproximada de três meses, a reengenharia foi feita atendendo aos requisitos de segurança exigidos pela JAXA e utilizando praticamente os mesmos componentes originais".
O INPE mantém o apoio aos estudantes e professores, que continuam o projeto e esperam lançar outros satélites. "Uma afirmação que sempre lembramos neste projeto voluntário é que a parte mais importante ficará perenizada em terra com seus participantes e no conhecimento gerado, podendo servir de ponto de partida para novas iniciativas de difusão em Ciência", afirma Walter Abrahão dos Santos, pesquisador que coordena o projeto no INPE.
Os participantes do projeto agradecem o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), da comunidade de radioamadores, da GAUSS (Itália), JAMSS (Japão), Morehead State University (Estados Unidos), além dos vários pesquisadores, engenheiros e especialistas voluntários de divisões da ETE, CEA e LIT do INPE, bem como do Centro Regional Sul (CRS/INPE) e do ITA, e todos que colaboraram para tornar possível o voo do Tancredo-1.
Fonte: INPE
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
"Espaço mais aberto para países pobres", artigo de José Monserrat Filho
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Espaço mais aberto para países pobres
José Monserrat Filho *
“... os Estados-Partes do Tratado deverão fundamentar-se sobre os princípios da cooperação e de assistência mútua e exercerão as suas atividades no espaço cósmico, inclusive na Lua e demais corpos celestes, levando devidamente em conta os interesses correspondentes dos demais Estados-Partes do Tratado.” Do Artigo IX do Tratado do Espaço, de 1967, a lei maior do espaço exterior
A China assinou acordo de cooperação com o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (United Nations Office for Outer Space Affairs – UNOOSA), abrindo à colaboração mundial sua Estação Espacial Tiangong 3 (“Palácio Celestial”, in chinês), que deverá estar operacional em 2022, munida de um módulo central e dois módulos experimentais.
Pelo acordo de 16 de julho de 2016, a futura estação espacial será aberta a experiências científicas e a astronautas, cientistas e engenheiros envolvidos com cargas úteis (satélites, sondas) dos países membros das Nações Unidas, sem restrições.
Tudo indica: é um programa novo e abrangente de cooperação espacial internacional. Destina-se, em especial, a proporcionar maior e melhor acesso ao espaço para os países em desenvolvimento – reconhecidamente, a parte majoritária mais necessitada do nosso planeta. Inclui a cooperação internacional em voos espaciais tripulados e outras atividades espaciais importantes.
Numa época de aguda e crescente concentração global de renda, alarmante desigualdade entre países, povos e pessoas, e a mais intensa privatização das atividades espaciais nos Estados Unidos (EUA) e Europa, o programa dá a nítida impressão de inaugurar um caminho bem distinto, de ambiciosa inclusão espacial e inusitado interesse público internacional.
A iniciativa foi anunciada por Aimin Niu, porta-voz da China Manned Space Agency (CMSA) – que parece adequado traduzir como Agência de Voos Espaciais Tripulados da China. "O acordo propiciará oportunidades excitantes à criação de capacidades espaciais ainda maiores nos países em desenvolvimento e ampliará a consciência dos benefícios humanos que a tecnologia espacial pode trazer à humanidade e assim promover a aplicação efetiva dos objetivos do desenvolvimento sustentável", acrescentou Aimin Niu, em entrevista à Astrowatch.net.
Ampliar a consciência dos benefícios humanos que a tecnologia espacial pode trazer à humanidade e promover o desenvolvimento sustentável – só pode significar a realização de grande esforço educacional e cultural, alinhado com a certeza de real acesso a tais benefícios e à meta do desenvolvimento sustentável, sonhada e apregoada por todos os povos e países.
Niu disse ainda que “a China está disposta a treinar astronautas de outros países. O apoio financeiro às suas missões de voo será negociado entre parceiros e compartilhado por eles”. Quer dizer: na preparação de astronautas, atividade sabidamente cara, o serviço em princípio será pago, mas, dependendo do país, certamente poderá haver ajuda financeira chinesa, como, aliás, tem acontecido em muitas outras áreas. Afinal, um dos principais propósitos do acordo é permitir o avanço espacial dos países mais carentes.
Tiangong 3 acolherá três astronautas em tempo integral e até seis em sistema de rodízio. E abrigará o futuro telescópio espacial chinês, Xuntian. Equipada com tecnologias de ponta e instalações multi-propósito de bordo, a estação será um laboratório para experimentos em microgravidade nos campos da física, biologia e ciências da vida, bem como para observação da Terra, revelou Niu. Tudo à disposição dos países membros das Nações Unidas.
O acordo se compromete a fortalecer o programa da UNOOSA, criado em 2010 e intitulado Human Space Technology Initiative (HSTI), que visa capacitar países no desenvolvimento de tecnologias espaciais para estimular o desenvolvimento humano. Esse programa está em perfeita sintonia com as prioridades temáticas da UNISPACE+50, encontro de alto nível sobre “O Espaço como Condutor do Desenvolvimento Sócio Econômico Sustentável”, que, em 2018, vai comemorar os 50 anos da 1ª Conferência das Nações Unidas sobre Exploração e Uso Pacífico do Espaço Exterior (UNISPACE I), realizada de 15 a 18 de outubro de 1968. São duas as prioridades temáticas: “A Construção de Competências para o Século XXI” e “Acessibilidade ao Espaço”.
Graças ao acordo, a China espera incrementar a cooperação multilateral no espaço, com ampla participação dos países membros das Nações Unidas e organizações internacionais, segundo o princípio do uso pacífico do espaço, igualdade e benefícios mútuos e desenvolvimento conjunto, afirmou Wu Ping, diretor adjunto da Agência de Voos Espaciais Tripulados (CMSA) da China.
A cooperação com desenvolvimento conjunto é uma das diretrizes estratégicas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012–2021), elaborado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). A diretriz reza: “Ampliar as parcerias com outros países, priorizando o desenvolvimento conjunto de projetos tecnológicos e industriais de interesse mútuo”. A ideia é colocar pesquisadores e engenheiros de dois ou mais países lado a lado, trabalhando juntos.
Resumindo, Wu Ping frisou: “A exploração do espaço é sonho e desejo comum da humanidade. Cremos que a implementação do acordo promoverá em definitivo a cooperação internacional na exploração do espaço, e criará oportunidades para os Estados Membros das Nações Unidas, em particular os países em desenvolvimento, de participarem e se beneficiarem do uso da estação espacial da China”.
Se este acordo se tornar realidade, estaremos diante de duas novidades, uma prática e outra jurídica. A novidade prática é que, pela primeira vez na Era Espacial, a estação espacial de um país se abrirá ao uso de todos os demais países membros das Nações Unidas. A novidade jurídica é que, também pela primeira vez, um país se compromete legalmente a cooperar numa área espacial de relevo com qualquer um dos países membros das Nações Unidas ou com todos eles, em particular com os países em desenvolvimento, bem como com organizações internacionais.
Não será um novo e mais amplo conceito de cooperação espacial internacional?
Difícil, nesta hora, deixar de lembrar a Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS), construída entre 1998 e 2010 sob a liderança dos Estados Unidos (EUA), que jamais convidou a China para integrá-la, nem quando mantinha com ela excelentes relações e negócios. A ISS só pode ser usada pelos países que ratificaram seu acordo de fundação: Canadá, EUA, Japão, Rússia, e – através da Agência Espacial Europeia (ESA) – Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça.
A Agência Espacial Brasileira chegou a firmar um acordo com a NASA, a agência espacial dos EUA, em 1997, durante a visita ao Brasil do então presidente americano Bill Clinton. Mas depois se viu que o custo de US$ 120 milhões para as seis peças da ISS encomendadas ao Brasil superava o orçamento disponível da AEB. O Brasil, então, mais interessado em investir em seus próprios projetos, afastou-se da ISS. Um desses projetos, aliás, é o da construção do foguete lançador VLS-1, que nunca foi aceito pelo Departamento de Estado dos EUA.
O acordo China-UNOOSA concretiza, talvez pela primeira vez, a “Declaração sobre a Cooperação Internacional na Exploração e Uso do Espaço Exterior em Benefício e no Interesse de todos os Estados, levando em Especial Consideração as Necessidades dos Países em Desenvolvimento”, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em sua Resolução 51/122, de 13 de dezembro de 1996. No ponto 3, a Declaração recomenda: “Todos os Estados, especialmente aqueles com importante capacidade espacial e com programas de exploração e uso do espaço exterior, devem contribuir para a promoção e o avanço da cooperação internacional em bases equitativas e mutuamente aceitáveis. Neste contexto, atenção especial deve ser prestada ao bem e ao interesse dos países em desenvolvimento...”
Provavelmente, jamais um acordo foi tão claro e específico em dar efetiva atenção ou levar verdadeiramente em conta os direitos e interesses dos países em desenvolvimento no campo das atividades espaciais. A Resolução 51/122 da Assembleia Geral das Nações Unidas, apenas recomendativa e voluntária, deu origem, enfim, a um grande acordo internacional obrigatório.
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Espaço mais aberto para países pobres
José Monserrat Filho *
“... os Estados-Partes do Tratado deverão fundamentar-se sobre os princípios da cooperação e de assistência mútua e exercerão as suas atividades no espaço cósmico, inclusive na Lua e demais corpos celestes, levando devidamente em conta os interesses correspondentes dos demais Estados-Partes do Tratado.” Do Artigo IX do Tratado do Espaço, de 1967, a lei maior do espaço exterior
A China assinou acordo de cooperação com o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (United Nations Office for Outer Space Affairs – UNOOSA), abrindo à colaboração mundial sua Estação Espacial Tiangong 3 (“Palácio Celestial”, in chinês), que deverá estar operacional em 2022, munida de um módulo central e dois módulos experimentais.
Pelo acordo de 16 de julho de 2016, a futura estação espacial será aberta a experiências científicas e a astronautas, cientistas e engenheiros envolvidos com cargas úteis (satélites, sondas) dos países membros das Nações Unidas, sem restrições.
Tudo indica: é um programa novo e abrangente de cooperação espacial internacional. Destina-se, em especial, a proporcionar maior e melhor acesso ao espaço para os países em desenvolvimento – reconhecidamente, a parte majoritária mais necessitada do nosso planeta. Inclui a cooperação internacional em voos espaciais tripulados e outras atividades espaciais importantes.
Numa época de aguda e crescente concentração global de renda, alarmante desigualdade entre países, povos e pessoas, e a mais intensa privatização das atividades espaciais nos Estados Unidos (EUA) e Europa, o programa dá a nítida impressão de inaugurar um caminho bem distinto, de ambiciosa inclusão espacial e inusitado interesse público internacional.
A iniciativa foi anunciada por Aimin Niu, porta-voz da China Manned Space Agency (CMSA) – que parece adequado traduzir como Agência de Voos Espaciais Tripulados da China. "O acordo propiciará oportunidades excitantes à criação de capacidades espaciais ainda maiores nos países em desenvolvimento e ampliará a consciência dos benefícios humanos que a tecnologia espacial pode trazer à humanidade e assim promover a aplicação efetiva dos objetivos do desenvolvimento sustentável", acrescentou Aimin Niu, em entrevista à Astrowatch.net.
Ampliar a consciência dos benefícios humanos que a tecnologia espacial pode trazer à humanidade e promover o desenvolvimento sustentável – só pode significar a realização de grande esforço educacional e cultural, alinhado com a certeza de real acesso a tais benefícios e à meta do desenvolvimento sustentável, sonhada e apregoada por todos os povos e países.
Niu disse ainda que “a China está disposta a treinar astronautas de outros países. O apoio financeiro às suas missões de voo será negociado entre parceiros e compartilhado por eles”. Quer dizer: na preparação de astronautas, atividade sabidamente cara, o serviço em princípio será pago, mas, dependendo do país, certamente poderá haver ajuda financeira chinesa, como, aliás, tem acontecido em muitas outras áreas. Afinal, um dos principais propósitos do acordo é permitir o avanço espacial dos países mais carentes.
Tiangong 3 acolherá três astronautas em tempo integral e até seis em sistema de rodízio. E abrigará o futuro telescópio espacial chinês, Xuntian. Equipada com tecnologias de ponta e instalações multi-propósito de bordo, a estação será um laboratório para experimentos em microgravidade nos campos da física, biologia e ciências da vida, bem como para observação da Terra, revelou Niu. Tudo à disposição dos países membros das Nações Unidas.
O acordo se compromete a fortalecer o programa da UNOOSA, criado em 2010 e intitulado Human Space Technology Initiative (HSTI), que visa capacitar países no desenvolvimento de tecnologias espaciais para estimular o desenvolvimento humano. Esse programa está em perfeita sintonia com as prioridades temáticas da UNISPACE+50, encontro de alto nível sobre “O Espaço como Condutor do Desenvolvimento Sócio Econômico Sustentável”, que, em 2018, vai comemorar os 50 anos da 1ª Conferência das Nações Unidas sobre Exploração e Uso Pacífico do Espaço Exterior (UNISPACE I), realizada de 15 a 18 de outubro de 1968. São duas as prioridades temáticas: “A Construção de Competências para o Século XXI” e “Acessibilidade ao Espaço”.
Graças ao acordo, a China espera incrementar a cooperação multilateral no espaço, com ampla participação dos países membros das Nações Unidas e organizações internacionais, segundo o princípio do uso pacífico do espaço, igualdade e benefícios mútuos e desenvolvimento conjunto, afirmou Wu Ping, diretor adjunto da Agência de Voos Espaciais Tripulados (CMSA) da China.
A cooperação com desenvolvimento conjunto é uma das diretrizes estratégicas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012–2021), elaborado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). A diretriz reza: “Ampliar as parcerias com outros países, priorizando o desenvolvimento conjunto de projetos tecnológicos e industriais de interesse mútuo”. A ideia é colocar pesquisadores e engenheiros de dois ou mais países lado a lado, trabalhando juntos.
Resumindo, Wu Ping frisou: “A exploração do espaço é sonho e desejo comum da humanidade. Cremos que a implementação do acordo promoverá em definitivo a cooperação internacional na exploração do espaço, e criará oportunidades para os Estados Membros das Nações Unidas, em particular os países em desenvolvimento, de participarem e se beneficiarem do uso da estação espacial da China”.
Se este acordo se tornar realidade, estaremos diante de duas novidades, uma prática e outra jurídica. A novidade prática é que, pela primeira vez na Era Espacial, a estação espacial de um país se abrirá ao uso de todos os demais países membros das Nações Unidas. A novidade jurídica é que, também pela primeira vez, um país se compromete legalmente a cooperar numa área espacial de relevo com qualquer um dos países membros das Nações Unidas ou com todos eles, em particular com os países em desenvolvimento, bem como com organizações internacionais.
Não será um novo e mais amplo conceito de cooperação espacial internacional?
Difícil, nesta hora, deixar de lembrar a Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS), construída entre 1998 e 2010 sob a liderança dos Estados Unidos (EUA), que jamais convidou a China para integrá-la, nem quando mantinha com ela excelentes relações e negócios. A ISS só pode ser usada pelos países que ratificaram seu acordo de fundação: Canadá, EUA, Japão, Rússia, e – através da Agência Espacial Europeia (ESA) – Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça.
A Agência Espacial Brasileira chegou a firmar um acordo com a NASA, a agência espacial dos EUA, em 1997, durante a visita ao Brasil do então presidente americano Bill Clinton. Mas depois se viu que o custo de US$ 120 milhões para as seis peças da ISS encomendadas ao Brasil superava o orçamento disponível da AEB. O Brasil, então, mais interessado em investir em seus próprios projetos, afastou-se da ISS. Um desses projetos, aliás, é o da construção do foguete lançador VLS-1, que nunca foi aceito pelo Departamento de Estado dos EUA.
O acordo China-UNOOSA concretiza, talvez pela primeira vez, a “Declaração sobre a Cooperação Internacional na Exploração e Uso do Espaço Exterior em Benefício e no Interesse de todos os Estados, levando em Especial Consideração as Necessidades dos Países em Desenvolvimento”, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em sua Resolução 51/122, de 13 de dezembro de 1996. No ponto 3, a Declaração recomenda: “Todos os Estados, especialmente aqueles com importante capacidade espacial e com programas de exploração e uso do espaço exterior, devem contribuir para a promoção e o avanço da cooperação internacional em bases equitativas e mutuamente aceitáveis. Neste contexto, atenção especial deve ser prestada ao bem e ao interesse dos países em desenvolvimento...”
Provavelmente, jamais um acordo foi tão claro e específico em dar efetiva atenção ou levar verdadeiramente em conta os direitos e interesses dos países em desenvolvimento no campo das atividades espaciais. A Resolução 51/122 da Assembleia Geral das Nações Unidas, apenas recomendativa e voluntária, deu origem, enfim, a um grande acordo internacional obrigatório.
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
Cubesats: Serpens em órbita
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Estação Espacial Internacional coloca em órbita nanossatélite nacional
Brasília, 15 de setembro de 2015 – O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – está programado para ser injetado em órbita na manhã desta quinta-feira (17) a partir da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês).
De acordo com a Agência Espacial do Japão (Jaxa) o lançamento deve ocorrer entre 8h e 11h30 no horário de Brasília. A colocação do Serpens em órbita será feita pelo Japanese CubeSat Deployer (JSSOD), dispositivo de lançamento do modulo de pesquisa ”Kibo”.
O Serpens, desenvolvido por um consórcio acadêmico coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), chegou a ISS no último dia 24 de agosto transportado pelo veículo japonês de abastecimento HTV5. Em órbita ele receberá uma série de dados que serão enviados por diversas plataformas de coleta de dados instaladas em diversos pontos do território. Essas informações estarão disponíveis para retransmissão para estações receptoras no Brasil e em outros países.
O principal objetivo do projeto Serpens é a capacitação de recursos humanos e a consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros. Além da Universidade de Brasília (UnB), participam também do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF).
Do exterior, fazem parte a Universidade de Vigo, da Espanha, a Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.
Atividades – A integração do satélite e os testes adicionais, etapas desenvolvidas a partir de fevereiro último, foram realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), com a participação e acompanhamento de técnicos, engenheiros e estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que participaram do projeto e desenvolvimento do também pequeno satélite ITASat.
O Serpens é o terceiro CubSat nacional a ser colocado no espaço, sendo o segundo a ser lançado do laboratório espacial. O primeiro foi o Aesp-14, desenvolvido em parceria entre o ITA e o Inpe.
Essa primeira missão do projeto Serpens é coordenada pela UnB, mas a proposta é que as instituições que formam o consórcio se revezem na liderança. Pelo cronograma aprovado, a UFSC será responsável por encabeçar o desenvolvimento do Serpens 2.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Cubesats: AESP-14 em órbita
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Cubesat brasileiro lançado com sucesso da Estação Espacial Internacional
Brasília, 5 de fevereiro de 2015 – O cubesat AESP-14, primeiro satélite de pequeno porte totalmente desenvolvido no país, foi lançado hoje (5) com sucesso, às 10h50 (horário de Brasília), a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). No momento do lançamento o laboratório científico estava nas proximidades do continente africano (veja ilustração acima).
A colocação do AESP-14 no espaço foi realizada por meio do dispositivo japonês JEM Small Satellite Orbital Deployer (J-SSOD), um lançador desenvolvido para satélites de pequeno porte.
Com as dimensões de um cubo com 10 centímetros de lado e pesando quase um quilo foi produzido em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em São José dos Campos (SP). Sua missão é validar subsistemas desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação do ITA.
Para cumprir a tarefa, 30 minutos após o lançamento foi ativado um modem a bordo, que transmitirá informações de cientistas brasileiros na frequência de rádio amador e os dez primeiros rádio amadores que captarem a transmissão receberão certificado de participação.
O modem tem potência de 500 mW operando na frequência de 437.600 MHz. O cubesat transmitirá informações com uma taxa de 9600 bps padrão G3RUH na modulação GFSK. Para a comunidade radioamadora, receber os frames de telemetria e decodificá-los, o documento básico está disponível no site do projeto AESP-14.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) investiu R$ 250 mil no desenvolvimento do satélite, cabendo ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o aporte de R$ 150 mil em bolsas para pesquisas. A AEB ainda financiou US$ 555 mil para os lançamentos do AESP-14, do Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) e do Tancredo-1, este dois últimos programados para lançamento ainda este ano.
Fonte: AEB
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Cubesat brasileiro lançado com sucesso da Estação Espacial Internacional
Brasília, 5 de fevereiro de 2015 – O cubesat AESP-14, primeiro satélite de pequeno porte totalmente desenvolvido no país, foi lançado hoje (5) com sucesso, às 10h50 (horário de Brasília), a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). No momento do lançamento o laboratório científico estava nas proximidades do continente africano (veja ilustração acima).
A colocação do AESP-14 no espaço foi realizada por meio do dispositivo japonês JEM Small Satellite Orbital Deployer (J-SSOD), um lançador desenvolvido para satélites de pequeno porte.
Com as dimensões de um cubo com 10 centímetros de lado e pesando quase um quilo foi produzido em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em São José dos Campos (SP). Sua missão é validar subsistemas desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação do ITA.
Para cumprir a tarefa, 30 minutos após o lançamento foi ativado um modem a bordo, que transmitirá informações de cientistas brasileiros na frequência de rádio amador e os dez primeiros rádio amadores que captarem a transmissão receberão certificado de participação.
O modem tem potência de 500 mW operando na frequência de 437.600 MHz. O cubesat transmitirá informações com uma taxa de 9600 bps padrão G3RUH na modulação GFSK. Para a comunidade radioamadora, receber os frames de telemetria e decodificá-los, o documento básico está disponível no site do projeto AESP-14.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) investiu R$ 250 mil no desenvolvimento do satélite, cabendo ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o aporte de R$ 150 mil em bolsas para pesquisas. A AEB ainda financiou US$ 555 mil para os lançamentos do AESP-14, do Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) e do Tancredo-1, este dois últimos programados para lançamento ainda este ano.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Cubesat AESP-14: lançamento na próxima semana
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,Cubesat AESP-14 será lançado da Estação Espacial na próxima semana
Brasília, 29 de janeiro de 2015 – O cubesat AESP-14, primeiro satélite de pequeno porte 100% desenvolvido no país, será lançado ao espaço a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na próxima quinta-feira (5). A missão do nanossatélite é validar subsistemas produzidos por alunos de graduação e pós-graduação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP).
Para cumprir sua tarefa, 30 minutos após o lançamento será ativado um modem a bordo, que transmitirá informações de cientistas brasileiros na frequência de rádio amador e os dez primeiros rádio amadores que captarem a transmissão receberão certificado de participação.
O modem tem potência de 500 mW operando na frequência de 437.600 MHz. O cubesat transmitirá informações com uma taxa de 9600 bps padrão G3RUH na modulação GFSK. Para a comunidade radioamadora, receber os frames de telemetria e decodificá-los, o documento básico está disponível no site do projeto AESP-14. Sua colocação em órbita será feita por meio do dispositivo japonês JEM Small Satellite Orbital Deployer (J-SSOD), um lançador desenvolvido para satélites de pequeno porte.
O experimento radioamadorístico do AESP-14 foi elaborado pelo professor e radioamador Douglas Santos (PY2DGS) e pelos radioamadores do Clube de Radioamadores de Americana (Cram) Adinei Brochi (PY2ADN), William Schauff (PY2GN), Hamilton Horta (PY2NI), Junior Zappia (PU2LAA), João Ferreira (PY2JF), Demilson Quintão (PY2UEP) e Edson Pereira (PY2SDR).
O experimento do Cram consiste na transmissão de 100 sequências aleatórias (strings MD5) armazenadas na memória do satélite. Elas serão usadas em um conteste entre as estações radioamadoras receptoras e também como uma espécie de álbum de figurinhas online.
As imagens do álbum serão escolhidas de forma que sejam relevantes para as áreas de ensino do projeto STEM Brasil (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), um projeto desenvolvido entre radioamadores e instituições de ensino.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) investiu R$ 250 mil no desenvolvimento do satélite, cabendo ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o aporte de R$ 150 mil em bolsas para pesquisas. A AEB ainda financiou US$ 555 mil para os lançamentos do AESP-14, do Serpens e NanossatC-Br1, este já no espaço desde 2014.
Fonte: AEBCubesat AESP-14 será lançado da Estação Espacial na próxima semana
Brasília, 29 de janeiro de 2015 – O cubesat AESP-14, primeiro satélite de pequeno porte 100% desenvolvido no país, será lançado ao espaço a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na próxima quinta-feira (5). A missão do nanossatélite é validar subsistemas produzidos por alunos de graduação e pós-graduação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP).
Para cumprir sua tarefa, 30 minutos após o lançamento será ativado um modem a bordo, que transmitirá informações de cientistas brasileiros na frequência de rádio amador e os dez primeiros rádio amadores que captarem a transmissão receberão certificado de participação.
O modem tem potência de 500 mW operando na frequência de 437.600 MHz. O cubesat transmitirá informações com uma taxa de 9600 bps padrão G3RUH na modulação GFSK. Para a comunidade radioamadora, receber os frames de telemetria e decodificá-los, o documento básico está disponível no site do projeto AESP-14. Sua colocação em órbita será feita por meio do dispositivo japonês JEM Small Satellite Orbital Deployer (J-SSOD), um lançador desenvolvido para satélites de pequeno porte.
O experimento radioamadorístico do AESP-14 foi elaborado pelo professor e radioamador Douglas Santos (PY2DGS) e pelos radioamadores do Clube de Radioamadores de Americana (Cram) Adinei Brochi (PY2ADN), William Schauff (PY2GN), Hamilton Horta (PY2NI), Junior Zappia (PU2LAA), João Ferreira (PY2JF), Demilson Quintão (PY2UEP) e Edson Pereira (PY2SDR).
O experimento do Cram consiste na transmissão de 100 sequências aleatórias (strings MD5) armazenadas na memória do satélite. Elas serão usadas em um conteste entre as estações radioamadoras receptoras e também como uma espécie de álbum de figurinhas online.
As imagens do álbum serão escolhidas de forma que sejam relevantes para as áreas de ensino do projeto STEM Brasil (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), um projeto desenvolvido entre radioamadores e instituições de ensino.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) investiu R$ 250 mil no desenvolvimento do satélite, cabendo ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o aporte de R$ 150 mil em bolsas para pesquisas. A AEB ainda financiou US$ 555 mil para os lançamentos do AESP-14, do Serpens e NanossatC-Br1, este já no espaço desde 2014.
Fonte: AEB
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Cubesats: AESP-14 na ISS
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Nanossatélite brasileiro chega a Estação Espacial Internacional
Brasília, 13 de janeiro de 2015 - O cubesat AESP-14, apoiado financeiramente pela Agência Espacial Brasileira (AEB), foi lançado neste sábado (10) pelo lançador Falcon 9. O nanossatélite chegou a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) a bordo da cápsula Dragon, juntamente com mais de 250 experimentos científicos e suprimento.
Na segunda-feira (12), a capsula Dragon acoplou na ISS e o AESP-14 encontra-se em órbita com a tripulação da Estação; a previsão para ser ejetado utilizando o braço robô japonês kibo é de 45 dias.
Projetado, manufaturado e integrado por alunos de graduação e pós-graduação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o AESP-14 é um satélite padrão cubesat com dimensões de 10 centímetros de aresta. O projeto também teve apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e apoio institucional do ITA e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O objetivo do projeto é ensinar engenharia de sistemas para alunos de graduação e pós-graduação utilizando como caso de estudo um projeto de missão espacial real, no caso um cubesat.
O AESP-14 é equipado com um modem em banda UHF para enviar mensagens associadas a cientistas brasileiros e desenvolver um experimento radio-amador do Clube de Radioamadores de Americana (CRAM), onde 100 sequências de texto serão transmitidas de forma aleatória. Os primeiros radioamadores que conseguirem receber as 100 sequências receberão um diploma comemorativo que será oferecido pelos gerentes do projeto.
Fonte: AEB, com edição do blog.
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Nanossatélite brasileiro chega a Estação Espacial Internacional
Brasília, 13 de janeiro de 2015 - O cubesat AESP-14, apoiado financeiramente pela Agência Espacial Brasileira (AEB), foi lançado neste sábado (10) pelo lançador Falcon 9. O nanossatélite chegou a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) a bordo da cápsula Dragon, juntamente com mais de 250 experimentos científicos e suprimento.
Na segunda-feira (12), a capsula Dragon acoplou na ISS e o AESP-14 encontra-se em órbita com a tripulação da Estação; a previsão para ser ejetado utilizando o braço robô japonês kibo é de 45 dias.
Projetado, manufaturado e integrado por alunos de graduação e pós-graduação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o AESP-14 é um satélite padrão cubesat com dimensões de 10 centímetros de aresta. O projeto também teve apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e apoio institucional do ITA e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O objetivo do projeto é ensinar engenharia de sistemas para alunos de graduação e pós-graduação utilizando como caso de estudo um projeto de missão espacial real, no caso um cubesat.
O AESP-14 é equipado com um modem em banda UHF para enviar mensagens associadas a cientistas brasileiros e desenvolver um experimento radio-amador do Clube de Radioamadores de Americana (CRAM), onde 100 sequências de texto serão transmitidas de forma aleatória. Os primeiros radioamadores que conseguirem receber as 100 sequências receberão um diploma comemorativo que será oferecido pelos gerentes do projeto.
Fonte: AEB, com edição do blog.
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Cubesats brasileiros: lançamentos a partir da ISS
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Nanossatélites brasileiros serão lançados ao espaço a partir da ISS
Brasília, 19 de março de 2014 – A empresa Japan Manned Space Systems Corporation (JAMSS), parceira da Agência Espacial Japonesa (Jaxa), firmou acordo com a Agência Espacial Brasileira (AEB), para lançamento de três pequenos satélites a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) no segundo semestre do ano.
Os entendimentos para o envio dos nanossatélites AESP-14, Serpens (Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) e UbatubaSat para a ISS foram discutidos na AEB com o engenheiro Yuchiro Nogawa da JAMSS, no último dia 1º de fevereiro.
O AESP-14 é um Cubesat desenvolvido pelos institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ambos em São José dos Campos (SP). O Serpens é um programa coordenado pela AEB, que envolve diversas universidades brasileiras, uma espanhola e duas norte-americanas e o UbatuSat é um CanSat criado por alunos do ensino médio da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba (SP), com apoio do Inpe. Todos os projetos têm o apoio e recursos da AEB.
A ISS se encontra em uma órbita baixa entre 340 e 404 quilômetros e se locomove a uma velocidade de 27.700 Km por hora. Os pequenos satélites brasileiros serão lançados ao espaço por meio de um braço robótico desenvolvido e operação pela Jaxa.
Participaram também da reunião com o representante da JAMSS a professora Chantal Cappelletti, da Universidade de Brasília (UnB), que coordena o programa Serpens, os bolsistas da AEB, Gabriel Figueiró e Pedro Luiz Kaled, o estudante do ITA, Cleber Hoffman Toss, o professor Cândido Moura, da escola Tancredo Neves, e Jean Robert Batana, Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB.
Fonte: AEB
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Nanossatélites brasileiros serão lançados ao espaço a partir da ISS
Brasília, 19 de março de 2014 – A empresa Japan Manned Space Systems Corporation (JAMSS), parceira da Agência Espacial Japonesa (Jaxa), firmou acordo com a Agência Espacial Brasileira (AEB), para lançamento de três pequenos satélites a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) no segundo semestre do ano.
Os entendimentos para o envio dos nanossatélites AESP-14, Serpens (Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) e UbatubaSat para a ISS foram discutidos na AEB com o engenheiro Yuchiro Nogawa da JAMSS, no último dia 1º de fevereiro.
O AESP-14 é um Cubesat desenvolvido pelos institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ambos em São José dos Campos (SP). O Serpens é um programa coordenado pela AEB, que envolve diversas universidades brasileiras, uma espanhola e duas norte-americanas e o UbatuSat é um CanSat criado por alunos do ensino médio da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba (SP), com apoio do Inpe. Todos os projetos têm o apoio e recursos da AEB.
A ISS se encontra em uma órbita baixa entre 340 e 404 quilômetros e se locomove a uma velocidade de 27.700 Km por hora. Os pequenos satélites brasileiros serão lançados ao espaço por meio de um braço robótico desenvolvido e operação pela Jaxa.
Participaram também da reunião com o representante da JAMSS a professora Chantal Cappelletti, da Universidade de Brasília (UnB), que coordena o programa Serpens, os bolsistas da AEB, Gabriel Figueiró e Pedro Luiz Kaled, o estudante do ITA, Cleber Hoffman Toss, o professor Cândido Moura, da escola Tancredo Neves, e Jean Robert Batana, Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB.
Fonte: AEB
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