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domingo, 16 de outubro de 2016

"Aplicações de cube e nanosats no Brasil e no mundo nos últimos anos", artigo de Otavio Durão

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Aplicações de cube e nanosats no Brasil e no mundo nos últimos anos

Otavio Durão*

Há dois anos e meio, em artigo publicado por Tecnologia & Defesa (edição nº 136), diversas projeções foram feitas sobre a utilização de cube e nanosats e, desde então, aquelas estimativas vieram se materializando não só no Brasil, mas também no exterior. No primeiro caso, com três lançamentos de cubesats e vários outros em desenvolvimento, e, lá fora, com aplicações cada vez mais ambiciosas e sofisticadas, inclusive com missões à Lua e Marte (aqui como apoio de comunicação entre um satélite em órbita e um veículo no solo daquele planeta, funcionando com um relay de comunicação).

Cubesats brasileiros

Em 19 de junho de 2014 foi lançada a primeira missão brasileira utilizando um cubesat, da base russa de Yasni, com um lançador DNEPR, a 20 km ao norte da fronteira com o Cazaquistão. Denominado NanosatC-Br1, integra uma missão que utiliza um cubesat do tipo 1U (um litro de volume, um quilo de massa e em formato cúbico com 10 cm de aresta). A missão foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), gerenciada pelo seu Centro Regional Sul, localizado no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e em cooperação com este estabelecimento de ensino.

Um de seus três experimentos é um magnetômetro para medidas do campo magnético da Terra, especialmente na Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS). Um segundo experimento é o primeiro circuito integrado projetado no Brasil para resistência à radiação, que utilizou no projeto biblioteca própria desenvolvida pela Santa Maria Design House, da UFSM. O outro é um FPGA, com um software tolerante a falhas, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O NanosatC-Br1 completou dois anos no espaço e continua a transmitir dados de seus experimentos e de seus subsistemas. É o primeiro satélite brasileiro a obter dados do meio espacial, tornando-se também a primeira missão espacial científica brasileira a gerar dados no espaço. A figura abaixo mostra o traço de uma órbita do NanosatC-Br1 sobre a região da AMAS. À esquerda da reta o tempo da leitura e à direita os valores do campo magnético naquela órbita a 614 km. de altitude. As curvas representam valores do campo magnético naquela região obtidas por modelos conhecidos.

Medidas do campo magnético da Terra obtidas pelo NanosatC-Br1
sobre a AMAS. Crédito da imagem: Dr. Marlos Rockenbach, do INPE

Os outros dois experimentos no NanosatC-Br1 também geraram informações valiosas sobre os efeitos da radiação em componentes eletrônicos e possíveis mitigações por projetos ou software, este no caso do uso de FPGAs industriais. Todos esses resultados já foram divulgados em eventos e/ou publicações nacionais e internacionais.

AESP-14

Este cubesat, também um 1U, foi desenvolvido por alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), com suporte de bolsistas do Laboratório de Integração e Testes do INPE. Ele diferenciou-se em seu propósito na medida que todos os seus subsistemas foram desenvolvidos localmente, tendo sido o primeiro neste aspecto. Foi lançado em 5 de fevereiro de 2015, da Estação Espacial Internacional (ISS), com uma vida útil pretendida de três meses. Infelizmente, o AESP-14 nunca chegou a se comunicar e, por isso, não se pode ter certeza do que realmente falhou no projeto, embora testes anteriores em solo de abertura de antena tenham indicado problemas técnicos de falha neste procedimento.

Programa SERPENS

Trata-se de um programa de cubesats organizado e coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) para envolver um maior número de universidades brasileiras no desenvolvimento de missões com a utilização desses engenhos. A primeira missão, o SERPENS-1, foi lançada em 18 de agosto de 2015, também através da Estação Espacial Internacional, e já reentrou na atmosfera tendo encerrado seu ciclo. A coordenação das universidades foi da Universidade de Brasília e utilizou um cubesat do tipo 3U (3 litros de volume, aprox. 10x10x30 cm.). O projeto contou também com uma parceria com a Universidade de Vigo, na Espanha, com cada país ocupando aproximadamente metade do cubesat com seus experimentos.

O Programa, no momento, desenvolve o seu segundo cubesat, denominado SERPENS-2. Desta vez a coordenação das universidades brasileiras é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A AEB já planeja o desenvolvimento de outros cube e nanosats, posteriormente, no mesmo Programa.

Outros nacionais

Vários outros projetos de cube e nanosats estão em desenvolvimento no Brasil com lançamentos próximos. O primeiro deles é o ITASAT, um 6U, desenvolvido pelo ITA e já concluído, cujo lançamento a bordo de um foguete Falcon 9 deve ocorrer nos próximos meses, possivelmente em 2017. Ele contém vários experimentos desenvolvidos por outras universidades e instituições brasileiras, como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), INPE e AMSAT-Br. Possui também uma câmera para sensoriamento remoto de baixa resolução.

Dentro do Programa NanosatC-Br, há o NanosatC-Br2, desta vez um 2U, com o dobro da capacidade de experimentos do que o seu predecessor, o NanosatC-Br1. Além de versões mais avançados dos três experimentos que estão voando no NanosatC-Br1, o segundo cubesat levará também uma sonda de Langmuir, para medidas na ionosfera, um subsistema de determinação de atitude (o primeiro desenvolvido no Brasil para satélites) com tripla redundância (cooperação UFMG, INPE e UFABC) e um experimento de transmissão de dados entre radioamadores da AMSAT-Br/LABRE. O lançamento do NanosatC-Br-2 está previsto para abril de 2017.

O INPE, através de um outro de seus centros regionais, o do Nordeste (CRN), no campus da UFRN, em Natal, desenvolve o CONASAT, um cubesat 8U com missão idêntica à dos satélites brasileiros de coleta de dados (SCD-1 e 2), lançados na década de 1990. Esses tinham mais de 100 kg., enquanto o CONASAT, com redundância de todos os seus subsistemas, tem massa de 8,4 kg. O transpônder para a retransmissão dos dados foi desenvolvido pelo CRN e fará o seu primeiro teste em voo como uma das cargas úteis do ITASAT. A plataforma do modelo de engenharia do CONASAT já está disponível.

Projetos internacionais

Em 2015, mais de 200 cubesats foram lançados. Em 2014, em um único lançamento, foram 36 satélites, sendo a grande maioria cubesats. Este recorde será quebrado este ano com o lançamento de mais de 80 satélites, entre eles o ITASAT, em um lançamento único através do Falcon 9, da empresa Space X. A National Aeronautics and Space Administration (NASA) realizou concorrência e selecionou três empresas para desenvolver lançadores de pequeno porte para este tipo de satélite em grande número, simultaneamente, e não mais de “carona” com um lançamento onde todos os demais satélites são subordinados à órbita do satélite principal lançado. A Estação Espacial Internacional tem lançado dezenas de cubesats regularmente. Há dois mecanismos específicos a bordo para isso; um, de uma companhia norte- americana; e outro; japonês. Lançamentos da ISS de cubesats têm a vantagem de reentrar na atmosfera em meses, evitando o acúmulo do lixo espacial.

A tecnologia evolui aceleradamente permitindo missões em sensoriamento remoto com nanosats em torno de 10U com resolução abaixo de 5 metros. Melhores rádios para comunicação em distâncias muito maiores do que as de órbita baixa (em torno de 600 km) e em frequências de comunicação em bandas que permitem uma taxa de transmissão de dados ao solo cada vez maiores. O desenvolvimento de pequenos propulsores para uso por cubesat também trará missões cada vez mais complexas com manobras de órbitas e o uso de formações e constelações de cubesats para sensoriamento remoto e comunicações, com revisitas cada vez menores.

Uma ideia do desenvolvimento dessa tecnologia já contempla missões interplanetárias à Lua e a Marte, já em desenvolvimento e com lançamento previsto para 2018. No caso dos testes do SLS – Space Launch System, o novo ançador de grande porte da NASA, que levará seis cubesats 12U e, pelo menos um deles, para exame do gelo na Lua. Na missão à Marte, dois cubesats farão o papel de relay de dados entre um veículo na superfície e um satélite em órbita daquele planeta. O Jet Propulsion Lab (JPL), que é nos Estados Unidos o responsável pela maioria das missões interplanetárias tem promovido regularmente workshops internacionais para tratar dessas missões, atraído pelo baixo custo e as possibilidade que apresentam.

Livre iniciativa

O setor privado rapidamente compreendeu o potencial das aplicações dos cubesats como uma tecnologia disruptiva para o setor espacial. Várias empresas no exterior que propõem missões com cube e nanosats têm conseguido obter investimentos de fundos privados que somam dezenas e até centenas de milhões de dólares. A mais bem sucedida tem sido a PlanetLabs (recentemente renomeada apenas Planet) que já lançou dezenas de cubesats 3U para a formação de uma constelação de mais de 100 cubesats em uma missão de sensoriamento remoto que inclui vídeos. A resolução pretendida é de 5 metros. Várias outras empresas de sensoriamento remoto no exterior estão em formação e em processo de captação para obter resoluções de até 1 metro com nanosats com suas constelações, uma delas argentina.

Empresas também estão em formação no exterior para explorar o uso de constelações com cube/nanosats em comunicações de dados e voz, que podem atingir tempo real para determinadas faixas de latitudes. Uma dessas empresas utilizará um dos novos lançadores mencionados acima resultado da concorrência da NASA para os seus pretendidos 200 cubesats 3U em latitude de +15° a -15°, o que inclui uma boa parte da população brasileira. Outras dedicam-se a aplicações diversas utilizando o baixo custo dos cubesat e a possibilidade de formação de constelações numerosas. Por exemplo, em aplicações de localização de embarcações ou aeronaves. Ou mesmo usando o resultado de missões científicas para fins comerciais, como no caso de uma empresa que utiliza constelação de cubesats para missões de radio ocultação com GPS para o fornecimento para outras empresas de previsão meteorológica no sentido de refinar a previsão para micro-regiões.

A maioria desses empreendimentos está em formação e deverão estar em operação plena nos próximos anos, mas também quase todos já lançaram cubesat precursores de suas constelações. São os prestadores de serviços com o uso de cubesats. Outras empresas, mais numerosas, e em geral de pequeno e médio portes, mas em crescimento, fornecem os cubesats. Não raro são oriundas de universidades que lançaram seus cubesats e que tiveram pequenas empresas fundadas por seus alunos, as quais crescem há anos regularmente e profissionalizam-se cada vez mais, expandindo sua estrutura de desenvolvimento, marketing e fabricação. São exemplos a ISIS (Holanda, da Technical University of Delft), Clyde Space (Escócia, da Universidade de Glasgow), Blue Canyon (Estados Unidos) e GOMSpace (Dinamarca, da Universidade de Aalborg). Esta última lançou recentemente suas ações na bolsa de Estocolmo.

No Brasil houve algum movimento de empresas que já atuam no setor espacial em desenvolver cubesats, mas sem progressos de monta. Entretanto, as primeiras empresas brasileiras que anteriormente atuaram em aplicações relacionadas ao setor espacial começam a se movimentar no sentido de oferecer serviços com suas constelações próprias de cube e nanosats, em sensoriamento remoto e comunicação de dados. Será interessante observar em futuro próximo se estas iniciativas se materializarão.

Aplicações em defesa

Em junho último, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NuCOPE-P) do Comando da Aeronáutica, organizou o 1° Intl. CubSat Sumposium of Brasilia, em cooperação com universidades norte-americanas e o Comando Sul da Força Aérea dos Estados Unidos, com grande participação civil e militar. Pelo Brasil estiveram presentes apresentando projetos com cubesats, muitos com possibilidades de aplicações em defesa, representantes de instituições como o INPE, ITA, Universidade de Brasília (UnB), UFSC, UFRGS, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade de São Paulo (USP). Um dos objetivos do simpósio foi o de promover possíveis cooperações no tema.

Entre as possíveis aplicações apresentadas estão as de sensoriamento remoto para monitoramento, na Amazônia, para detecção de pistas clandestinas e cartografia, comunicação ponto a ponto de pacotes de dado ou em tempo real, sistemas de identificação automática (AIS) e outras. Foi mostrado que algumas dessas aplicações são próximas a algumas que serão executadas em missões com cube e nanosats já em andamento e com lançamento próximo pelo Brasil.

Foi apresentado o Programa SNAP – SMDC Nanosatellite Program, onde o SMDC é o US Army Space and Missile Defense Command. Este Programa utiliza cubesats 3U para comunicação ponto a ponto além do horizonte em caráter experimental para comunicações de dados e voz, e que já realizou mais de um lançamento destes cubesats.

Nos Estados Unidos, o National Reconnaissance Office (NRO), responsável pelas missões de observação da Terra em defesa daquele país, está passando do estágio de utilização dos cube e nanosats de demonstração de tecnologias para missões de aplicações, de acordo com a sua diretora, Betty Sapp, em palestra proferida no GEOINT 2016, da US Geospatial Inteligence Foundation, em maio último.

* Otavio Durão é engenheiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Referências

1 – “NanosatC-Br1 The First Brazilian CubeSat, and Beyond”; Otavio Durão e Nelson Jorge Schuch; Small Satellite Conference; Utah, USA; 2015 (http://digitalcommons.usu.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=3297&context=smallsat)
3 – “Sky and Space to launch 200 nano-satellites with Virgin Galactic”; Corinne Reichert; ZD Net; Junho 2016 (http://www.zdnet.com/article/sky-and-space-to-launch-200-nano-satellites-with-virgin-galactic/)
4 – “FAB promove Simpósio Internacional de Nanossatélites”; WWW.fab.mil.br; Junho 2016 (http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/26057/TECNOLOGIA%20-%20FAB%20promove%20Simp%C3%B3sio%20Internacional%20de%20Nanossat%C3%A9lites)
5 – “NRO Embraces Cubesats for Testing Advanced Technologies”; Amy Clamper; Space News; Agosto, 10, 2009.

Fonte: Tecnologia & Defesa, edição nº 146, setembro de 2016.
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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Estágio de estudantes da UnB na França

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Estudantes da UnB são selecionados para estágio na área espacial na França

28/07/2016

Os estudantes do 9º semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB Igor Kinoshita, Lucas Brasileiro e Sebastião Roni estão de malas prontas para um ano de estudos e estágio em um dos mais importantes centros de pesquisa do mundo na área aeroespacial, o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (ISAE), em Toulouse, na França.

“O ISAE Supaero faz parte do maior polo aeroespacial da Europa, sendo o segundo do mundo”, destacam os futuros engenheiros. “É mais uma conquista para o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB. A responsabilidade de estar lá representando a Universidade é grande”, dizem.

Segundo eles, foram selecionados estudantes do mundo inteiro. O resultado da seleção saiu em maio. Igor e Sebastião viajam no final deste mês e Lucas, no início de agosto, quando termina a última sessão de radioterapia. “Soube que havia sido selecionado ainda no hospital”, conta o estudante, que luta para vencer um câncer descoberto em abril deste ano.

O intercâmbio faz parte de acordo de cooperação assinado em 2014 com o governo francês. No Brasil, a Agência Espacial Brasileira (AEB), a UnB e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) participam do programa que envolve duas grandes empresas de fabricação de aviões e sistemas espaciais, a Airbus e a Astrium.

“O campo de atuação do engenheiro aeroespacial é amplo”, observa Lucas. O profissional desta área está preparado para projetar aviões e foguetes, por exemplo. “Também há engenheiros aeroespaciais na indústria automotiva e no mercado financeiro”, cita.

“Nosso sonho, no entanto, desde criança, é desbravar o espaço”, dizem em coro. Atingir esse objetivo, segundo eles, não é fácil. Até hoje, apenas um brasileiro conseguiu o feito, o astronauta Marcos Pontes. “Estamos dispostos a explorar o desconhecido. É desafiador.”

“Sempre soube que queria fazer Engenharia”, diz o paulista Igor Kinoshita, 21 anos. “Quando era criança, desmontava aparelhos e brinquedos, e pesquisava sobre a vida de piloto. Passava horas admirando as imagens de foguetes e planetas que via nas revistas que um tio trazia do Japão.” Igor pretende estudar sinais e sistemas no instituto francês.

O baiano Sebastião Roni, 24 anos, relata o mesmo fascínio. “Gostava de engenharia e tinha muita curiosidade sobre o espaço.” Ele aproveita a oportunidade na França para se especializar em mecânica dos fluidos.

Lucas Brasileiro, 27 anos, lembra dos aviões da Força Aérea Brasileira. “Meu pai é cirurgião dentista da FAB e lembro que eu ficava olhando as aeronaves quando ia visitá-lo no trabalho”, conta. Durante o programa, o brasiliense irá se concentrar no estudo de estruturas.

Engenharia Aeroespacial – Criado em 2012, o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB comemora realizações, como o lançamento de satélites e o acordo de cooperação com o polo espacial francês.

Com um corpo docente de jovens especialistas, dois terços dos professores são estrangeiros. Há ucranianos, italianos, um alemão, um sul-coreano e um francês pesquisando no campus da UnB no Gama.

Entre os pesquisadores brasileiros está o professor Sérgio Carneiro, que ajudou a desenvolver no Brasil a aeronave cargueira KC-390 da FAB. “Apesar de novo, o curso tem várias conquistas”, orgulha-se Igor Kinoshita.

Fonte: UnB, via AEB.
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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Cubesats: "NanosatC-Br1 resiste e transmite!"

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Lançado ao espaço em 19 de junho de 2014, o NanosatC-Br1, um dos projetos pioneiros em cubesats no Brasil, ainda transmite sinais, quase dois anos após a sua colocação em órbita, evidenciando a qualidade do projeto e da equipe envolvida.

Segundo informações de um dos responsáveis pela missão, o pesquisador Otávio Durão, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dados de telemetria do pequeno satélite foram recebidos no início da semana passada por um radioamador na Alemanha e, em seguida, retransmitidos a outro em Roraima.

O NanosatC-Br1 é um cubesat do modelo 1U, mais tradicional, com massa aproximada de 1 quilo e volume de 1 litro. Desenvolvido pelo INPE e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ao custo de algumas centenas de milhares de reais (incluindo o satélite, estação, lançamento e operação), sua missão compreendeu três experimentos tecnológicos e científicos, dentre os quais o teste no espaço de um circuito integrado projetado  totalmente no Brasil, e a coleta de dados para estudo de distúrbios na magnetosfera, principalmente na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, e do setor brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico.

Seguindo o sucesso do NanosatC-Br1 e motivado pelos baixos custos de desenvolvimento, vários projetos de cubesats estão atualmente em desenvolvimento no Brasil, por instituições como o INPE e universidades. Nos últimos anos foram colocados em órbita o AESP-14, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), e o SERPENS, da Universidade de Brasília (UnB), ambos financiados com recursos da Agência Espacial Brasileira (AEB). A mesma equipe responsável pelo NanosatC-Br1 está trabalhando num segundo modelo, o Br-2, um 2U. O ITA, por sua vez, está terminando o ITASAT, um 6U, para lançamento em breve.

O Centro Regional do Nordeste (CRN), do INPE, localizado em Natal (RN) trabalha em dois cubesats, um 2U e um 8U, ambos com modelos de engenharia já disponíveis, e que terão como cargas úteis transpônderes de coleta de dados para atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA).
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Cooperação Brasil - Rússia

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Estação russa do sistema de navegação Glonass inaugurada em Recife

Brasília, 22 de fevereiro de 2016 – Foi inaugurada a semana passada no Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), em Recife, a Estação de Monitoramento do sistema russo de navegação por satélite, Glonass. O serviço de geolocalização funciona de forma semelhante ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), mantido pelo governo dos Estados Unidos.

A instalação ocorre em função do Acordo de Cooperação, firmado pelo governo brasileiro e a Federação Espacial da Rússia (Roscosmos), assinado em 2006 e servirá para pesquisa e proteção mútua de tecnologias dos dois países.

Segundo o diretor da corporação estatal russa, Gennady Saenko, o Glonass garante a utilização do espaço para fins pacíficos. “Esta estação é importante para a sociedade de especialistas e universidades, pois pode dar impulso a outros projetos na área espacial”, disse. Esta é a segunda instalação no Brasil, depois da implementada na Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com Saenko, o objetivo é expandir ainda mais o funcionamento na América do Sul e uma terceira estação será instalada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, ainda este ano. O primeiro satélite do sistema foi lançado ao espaço em 1982, mas só 10 anos depois se tornou operacional. “Sem dúvidas essa é uma grande oportunidade para trabalhar de forma global pensando no local, já que esta estação agrega ao Brasil mais uma opção ao GPS”, diz o presidente do Itep, Geraldo Eugênio.

Todos os aparelhos enviados ao Itep são de origem russa e, segundo o coordenador geral da Representação Regional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no Nordeste, José Bertotti, o investimento nacional foi ceder a estrutura que abriga a estação do Glonass.

A instalação no Recife é um importante componente para redução do erro de posicionamento do sistema Glonass na América do Sul, atuando na terra, no mar, no ar e no espaço. Nos próximos três meses o sistema vai atuar dependente da estação instalada em Brasília. De acordo com Bertotti, haverá um concurso para convocar especialistas na área. “Esta é uma oportunidade para universidades e as incubadoras instaladas no Instituto, que podem ampliar os estudos na área”.

Fonte: AEB
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

UnB e AEB promovem evento de engenharia aeroespacial

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Estudantes da UnB promovem o primeiro Encontro Regional Aeroespacial

Brasília, 1º de dezembro de 2015 – Os estudantes de Engenharia Aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), promovem no sábado (5), no Planetário de Brasília, o 1º Encontro Regional Aeroespacial (ERA).

Além de buscar despertar o interesse dos estudantes pelo curso de Engenharia Aeroespacial, o evento objetiva trocar experiências, por meio de discussões, palestras e workshop, envolvendo profissionais e estudantes de Engenharia Aeronáutica e Espacial.

O evento tem a participação de 60 pessoa. Estre os convidados estão estudantes do ensino médio do Colégio Militar de Brasília e universitários da UnB.

A primeira edição do ERA tem programação diversificada que ocorre o dia inteiro. Entre os palestrantes está o diretor da área de satélites da AEB, Carlos Gurgel, que fala sobre o pioneirismo da UnB na Propulsão Híbrida. O coordenador de Veículos Lançadores da AEB, Eduardo Quintanilha, apresenta as diretrizes do Programa Espacial Brasileiro.

Tem destaque entre as palestras a que detalha a primeira missão do nanossatélite Serpes, que foi lançado ao espaço a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), em setembro último. O estudante de Engenharia Aeroespacial da UnB e estagiário da AEB, Nivaldo Lopo, que esteve envolvido na elaboração do cubsat nacional, falará sobre as etapas do projeto.

O workshop sobre Foguete Modelismo, que utiliza foguetes em impressora 3D, será ministrado pelo também estudante de engenharia e estagiário da AEB, Rafael França Jayme.

A Competição Brasileira Universitário de Foguetes (Conbruf) e a Guerra Eletrônica no Setor Espacial são outros assuntos abordados no evento, além da exibição do filme Origem da Vida, transmitido na cúpula do Planetário.

Confira os horários e a programação completa do evento (clique sobre a imagem para ampliá-la):


Fonte: AEB
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cubesats: Serpens completa uma semana em órbita

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Nanossatélite Serpens completa uma semana em órbita

Brasília, 25 de setembro de 2015 – O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – completou nesta quinta-feira (24) uma semana em órbita. Nesse período ele se encontra na fase de ajustes e testes, mas seus sinais já foram captados por radioamadores de diversos países e também pelas equipes universitárias envolvidas no projeto.

Colocado em órbita a partir da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) o primeiro sinal do Serpens foi captado pelo radioamador Edson Pereira (PY2SDR), da cidade de Pardinho, no interior paulista, e integrante da Liga de Amadores Brasileiros de Radioemissão (Labre).

A expectativa das equipes integrantes do projeto é de que dentro de algumas semanas o Serpens inicie sua missão de coleta de dados ambientais. Essas informações armazenadas pelo satélite são posteriormente disponibilizadas para serem baixadas pelos interessados.

Objetivo - O principal objetivo do projeto Serpens, coordenado pela AEB, é a capacitação de recursos humanos e a consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros. Além da Universidade de Brasília (UnB), participam também do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF).

Do exterior, a principal parceira é Universidade de Vigo, da Espanha. Além dela participam também a Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.

O Serpens é o terceiro CubeSat nacional a ser colocado no espaço. O primeiro foi o NanosatC-Br1, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o segundo foi o Aesp-14, desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Essa primeira missão do projeto Serpens é coordenada pela UnB, mas a proposta é que as instituições que formam o consórcio se revezem na liderança. Pelo cronograma aprovado, a UFSC será responsável por encabeçar o desenvolvimento do Serpens 2.

Fonte: AEB
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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Cubesats: Serpens em órbita

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Estação Espacial Internacional coloca em órbita nanossatélite nacional

Brasília, 15 de setembro de 2015 – O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – está programado para ser injetado em órbita na manhã desta quinta-feira (17) a partir da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês).

De acordo com a Agência Espacial do Japão (Jaxa) o lançamento deve ocorrer entre 8h e 11h30 no horário de Brasília. A colocação do Serpens em órbita será feita pelo Japanese CubeSat Deployer (JSSOD), dispositivo de lançamento do modulo de pesquisa  ”Kibo”.

O Serpens, desenvolvido por um consórcio acadêmico coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), chegou a ISS no último dia 24 de agosto transportado pelo veículo japonês de abastecimento HTV5. Em órbita ele receberá uma série de dados que serão enviados por diversas plataformas de coleta de dados instaladas em diversos pontos do território. Essas informações estarão disponíveis para retransmissão para estações receptoras no Brasil e em outros países.

O principal objetivo do projeto Serpens é a capacitação de recursos humanos e a consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros. Além da Universidade de Brasília (UnB), participam também do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF).

Do exterior, fazem parte a Universidade de Vigo, da Espanha, a Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.

Atividades – A integração do satélite e os testes adicionais, etapas desenvolvidas a partir de fevereiro último, foram realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), com a participação e acompanhamento de técnicos, engenheiros e estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que participaram do projeto e desenvolvimento do também pequeno satélite ITASat.

O Serpens é o terceiro CubSat nacional a ser colocado no espaço, sendo o segundo a ser lançado do laboratório espacial. O primeiro foi o Aesp-14, desenvolvido em parceria entre o ITA e o Inpe.

Essa primeira missão do projeto Serpens é coordenada pela UnB, mas a proposta é que as instituições que formam o consórcio se revezem na liderança. Pelo cronograma aprovado, a UFSC será responsável por encabeçar o desenvolvimento do Serpens 2.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Cooperação Brasil - China: mestrado na área espacial

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Brasileiros são selecionados para mestrado na área espacial na China

Brasília, 9 de setembro de 2015 – Três engenheiros brasileiros formados pela Universidade de Brasília (UnB) embarcam hoje (9) para a China. Eles foram selecionados, pelo Master Program on Space Technology Applications Global Navigation Satéllite Systems (GNSS), para fazer mestrado na área espacial na Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA).

Felipe Iglesias, formado em engenharia eletrônica, foi selecionado para o mestrado em Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS) e Pedro Henrique Nogueira e Renan Felipe Nogueira, graduados em engenharia de energia, estudarão Tecnologia de Micro-Satélites. O mestrado tem duração de um ano e nove meses e as aulas começam no próximo dia 17.

Para Iglesias, o mestrado é uma ótima oportunidade de crescimento pessoal e profissional. “Além de aprender outra língua e vivenciar nova cultura, pretendo ampliar meus horizontes com essa experiência, pois quando voltar pretendo trabalhar e contribuir com o desenvolvimento do setor espacial no Brasil”, afirma.

Além do estudo na universidade chinesa, os engenheiros têm direito ao custeio da estadia, auxílio saúde e financeiro durante toda a temporada de estudos.

O processo de seleção dos 14 candidatos inscritos ocorreu em duas etapas. O primeiro passo foi a inscrição, feita no site no programa, disponível até o último mês de março. A segunda etapa constou de uma entrevista, via internet, realizada por professores da Beijing University.

Fonte: AEB
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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Professor de universidade inglesa visita UnB

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Professor de universidade inglesa visita UnB


Brasília, 25 de agosto de 2015 – O professor Stephen Gabriel, da Universidade de Southhampton, Inglaterra, especialista da área espacial, com vários trabalhos dedicados ao uso da moderna propulsão a plasma está neste mês de agosto na Universidade de Brasília (UnB) participando de cursos, palestras e atividades de pesquisa nos laboratórios da faculdade de Engenharia do Gama (FGA) e do Instituto de Física (IF).

As atividades de Gabriel na UnB são parte de um extenso programa de trabalho, financiado pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fonte: AEB
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Cubesats: Serpens na Estação Espacial Internacional

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Nanossatélite Serpens será levado a Estação Espacial na segunda-feira (17)

Brasília, 14 de agosto de 2015 – O satélite de pequeno porte Serpens, sigla do projeto Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites, criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), será levado para a Estação Espacial Internacional (ISS), na segunda-feira (17).

Desenvolvido por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com alunos de outras instituições de nível superior nacionais e internacionais, o cubesat nacional partirá do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, em direção à ISS, de onde será colocado em órbita em outubro.

Ele é o terceiro cubsat nacional a ser colocado no espaço, e testará conceitos simples do uso cubesat para o recebimento, armazenamento e retransmissão de mensagens por sistema de rádio.

O engenheiro mecatrônico e bolsista da AEB, Gabriel Figueiró explica que o projeto Serpens tem como foco principal fomentar a educação espacial do país. “Outro objetivo fundamental da missão é a capacitação de recursos humanos, fator primordial para o desenvolvimento e consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros, requisito importante para o Programa Espacial Brasileiro”, afirma.

Ele ainda informa que um nanossatélite mede, basicamente, a partir de 10cm x 10cm x 10cm, pesando cerca de 1kg. O Serpens mede 10cm x 10cm x 30cm com quase 3kg de peso.

Participam do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF). Do exterior estão envolvidas, as universidades de Vigo, da Espanha, Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.

Segundo Figueiró, esta primeira missão do programa foi coordenada pela UnB, mas a proposta é que cada uma das instituições envolvidas coordene a produção, o lançamento e a missão dos próximos artefatos.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Cubesats: Serpens próximo do lançamento

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Nanossatélite Serpens está no Japão para ser integrado ao lançador

Brasília, 14 de julho de 2015 – O satélite de pequeno porte Serpens, desenvolvido por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com alunos de outras instituições de nível superior nacionais e internacionais já está em Tsukuba, no Japão.

A previsão é de que hoje (14) ele seja integrado ao veículo lançador japonês que, em 16 de agosto, o levará até Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) de onde será colocado em órbita em outubro.

Criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), o projeto Serpens – Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – buscará coletar, armazenar e retransmitir dados ambientais, usando bandas de frequência de rádio. Sua missão é inspirada no Sistema Brasileiro de Coleta de Dados, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por colher informações ambientais do país.

Em órbita ele pode captar qualquer tipo de informação, porém, neste início, enviará dados relacionados às condições do clima perto das universidades que integram o consórcio acadêmico. Da Terra, o pessoal envolvido no projeto poderá fazer o download desses dados.

Aluno do sétimo semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB, Igor Kinoshita foi um dos responsáveis por levar o nanossatélite Serpens até Tsukuba, e acompanha a etapa de sua integração ao veículo lançador. “A experiência de construção do Serpens foi única, pois tivemos a oportunidade de ter contato com diversos profissionais da área de sistemas espaciais, o que possibilitou a absorção de um conhecimento de extrema complexidade e que o Brasil carece”, avalia.

Os estudantes dos cursos de Engenharia Aeroespacial e de Engenharia Elétrica dividiram tarefas com alunos das universidades federais de Santa Catarina (UFSC), do ABC (Ufabc), de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Federal Fluminense (IFF), além de universidades da Espanha (Universidade de Vigo), dos Estados Unidos (Morehead State University e California State Polytechnic) e da Itália (Sapienza Università di Roma).

“Há também o crescimento pessoal, de trabalho em equipe, já que, para tirar do papel um sistema tão complexo quanto um satélite, todos devem desempenhar sua atividade de forma eficaz”, ressalta Kinoshita.

Desafios - Ex-aluno de Engenharia Mecatrônica da UnB e hoje bolsista da AEB, Gabriel Figueiró participou da construção do Serpens e também está no Japão acompanhando o projeto pela Agência.

“A experiência foi muito enriquecedora. Para tornar esse projeto possível, tivemos que lidar com desafios técnicos, dificuldades burocráticas, regulamentações nacionais e internacionais, entre outros.

No papel de líder de investigação emprestei meus conhecimentos técnicos aos estudantes e mantive todas essas atividades em andamento, sempre envolvendo pelo menos um estudante em cada processo”, conta Figueiró, que foi aprovado no primeiro concurso realizado pela AEB e aguarda nomeação.

Segundo ele, uma das atividades mais importantes na AEB é o apoio ao desenvolvimento tecnológico junto às universidades. “Fui estudante em formação com apoio da AEB. Trabalhar na Agência é muito legal, principalmente pelo órgão estar em conjunto com as universidades e por estender oportunidades semelhantes às que tive para os atuais estudantes”, diz Figueiró.

Coordenadora do projeto na UnB, a professora Chantal Cappelletti, da Faculdade de Tecnologia, explica que a instituição assumiu a liderança do Serpens porque há diversos docentes com experiência na área de microssatélites – há pelo menos outros quatro colegas envolvidos.

Chantal, por exemplo, desenvolveu e lançou quatro satélites nos últimos quatro anos. “Depois de compartilhar conhecimento com as outras universidades, a liderança passa para uma delas. O Serpens 2 (que dará sequência ao projeto atual) será liderado pela Federal de Santa Catarina”, afirma.

A professora ressalta que um dos usos mais relevantes dos nanossatélites é justamente em projetos educacionais. “Como envolvem menos recursos e podem assumir mais riscos, atividades espaciais, que eram muito exclusivas, passam a ser mais acessíveis a diferentes grupos. Missões de baixo custo com nanossatélites podem ser conduzidas com o envolvimento direto de jovens engenheiros, cientistas ou mesmo estudantes sem muita experiência”, detalha.

“O efeito esperado é que eles aprendam na prática sobre tecnologia espacial e, no futuro, possam contribuir com diferentes atividades-chave para o avanço da área no Brasil”, conclui.

Fonte: UnB, via AEB.
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Cooperação Brasil - Rússia

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Brasil e Rússia decidem aprofundar cooperação em ciência e tecnologia

Brasília, 09 de julho de 2015 – Temas ligados à área da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e a importância de ampliar a cooperação na área estiveram entre os itens abordados entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente russo Vladimir Putin ontem (8), no primeiro dia da agenda oficial da presidente na 7ª Cúpula dos Brics, que se realiza na cidade russa de Ufá.

No encontro, com a participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, Dilma destacou que a área científico-tecnológica é hoje um dos elementos propulsores da relação com a Rússia. Ela recordou que, em 2004, foi estabelecida uma parceria estratégica nesse setor entre os dois governos.

“Para nós, são prioridades importantes, na nossa relação bilateral, a adesão à missão Aster; a cooperação comercial e na área de parceria sobre lançamento de satélite”, enfatizou. A primeira Missão Brasileira de Espaço Profundo (Aster) é um projeto multi-institucional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Seu objetivo principal é a construção de uma sonda espacial de pequeno porte para explorar o asteroide triplo 2001SN263, descoberto em 2008 na região entre Marte e Júpiter.

Foram tratados pontos como a participação brasileira nas estações de calibração do sistema russo de posicionamento e navegação, o Glonass; a parceria para a instalação de uma estação para o monitoramento de resíduos espaciais em Minas Gerais; e a cooperação entre parques tecnológicos das duas partes. Esses assuntos foram abordados previamente em viagem do titular do MCTI a Moscou o mês passado. A reunião de ontem discutiu ainda a possibilidade de trabalho conjunto na área de energia atômica e no desenvolvimento de satélites e veículos lançadores.

“A reunião reafirmou o compromisso para uma ampliação da cooperação em CT&I envolvendo os governos, as agências governamentais, os institutos de pesquisa, universidades e empresas”, disse Rebelo.

No Brasil, já existem duas estações do Glonass instaladas na Universidade de Brasília (UnB). Outras duas serão instaladas em Recife e em Santa Maria (RS). Na reunião com a Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos), em junho, foi discutida a possibilidade de também equipar as regiões Norte e Sudeste com duas unidades.

A instalação de uma estação para o monitoramento de resíduos espaciais já teve início no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG). Para o Brasil, essa cooperação também é importante para a formação de recursos humanos na área espacial.

Na ida a Moscou, o ministro Rebelo ainda visitou a Fundação Skolkovo, o maior parque tecnológico em construção na Rússia, e discutiu perspectivas de cooperação em áreas como formação de recursos humanos e desenvolvimento de pesquisas científicas e de tecnologias para a inovação. Levantou-se também a possibilidade de realizar a interação da Skolkovo com parques tecnológicos brasileiros, como o de São José dos Campos (SP).

Cúpula - Na agenda prioritária dos líderes dos Brics está o acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) ou Banco do Brics, que entrou em vigor na última semana. Eles discutirão detalhes sobre o funcionamento da nova instituição, que terá sede na China e será presidida pelo banqueiro indiano K. V. Kamath, tendo como vice o economista Paulo Nogueira Batista Junior.

O grupo de países representa um quinto da economia mundial e 40% da população do planeta. A Cúpula também servirá para discutir ações de cooperação econômica e comercial entre os integrantes do bloco.

Fonte: MCTI e Presidência da República, via AEB.
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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Cooperação Brasil – Rússia

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Ministro e presidente da AEB cumprem agenda na Rússia

Brasília, 17 de junho de 2015 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, cumprem, desde segunda-feira (15), agenda oficial em Moscou, com o objetivo de ampliar a cooperação entre Brasil e Rússia nas áreas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

A visita de trabalho inclui a preparação das negociações com a Rússia na área de CT&I, tendo em vista a participação da presidenta Dilma Rousseff na 7ª Cúpula dos Brics (grupo que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul) na cidade russa de Ufa, nos dias 8 e 9 de julho próximo.

O diálogo Brasil-Rússia na área de CT&I ocorre no âmbito do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica assinado entre os dois países em novembro de 1997. Inclui perspectivas de parcerias nas áreas do espaço, da nanotecnologia, da biotecnologia e das tecnologias da informação e comunicação (TICs). E também diretrizes para a cooperação entre parques tecnológicos e institutos de inovação, tendo como referência, na Rússia, o Centro de Inovação de Skolkovo.
 
Leia mais.

Delegação brasileira visita parquet tecnológico russo
 
Brasília, 18 de junho de 2015 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, visitou, nesta quarta-feira (17), a Fundação Skolkovo, o maior parque tecnológico em construção na Rússia. Acompanhado do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e do chefe da Assessoria Internacional do MCTI, embaixador Carlos Henrique Cardim, ele foi recebido por seus diretores para participar de uma reunião com o objetivo de discutir perspectivas de cooperação em áreas como desenvolvimento de pesquisas científicas, de tecnologias para a inovação, de formação de recursos humanos.
 
Discutiu-se também a possibilidade de realizar a interação da Skolkovo com parques tecnológicos brasileiros, como o de São José dos Campos (SP).
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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pesquisas em propulsão elétrica na UnB

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Ciência sem Fronteiras traz especialista em Astronáutica para UnB

Brasília, 24 de abril de 2015 – O pesquisador Stephen Gabriel, da Universidade de Southampton, na Inglaterra, foi recebido na quinta-feira (23) pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho. Gabriel está no Brasil como integrante do programa Ciência Sem Fronteiras Espacial (CsF Espacial).

O pesquisador desenvolverá no Campus Gama, da Universidade de Brasília (UnB) pesquisas no campo de propulsão elétrica.

O estudo que será desenvolvido em parceria com o professor Paolo Gessini, está relacionado ao uso dos cátodos ocos, dispositivos que fornecem de forma eficiente alta densidade de corrente de elétrons. Gabriel e Gessini buscam gerar protótipos de um propulsor com potência de 100 watts para o lançamento de nanossatélites e cubesats.

“Os cubesats foram desenvolvidos há 20 anos e os nanossatélites há pouco mais que 15, eles permitem maior flexibilidade de aplicações” diz Gabrie. “Há empresas investindo na formação de constelações com pequenos satélites e desenvolver um propulsor de baixo custo fortalece o crescimento desta tecnologia” complementa Gessini.

Segundo ele, o projeto terá duração de três anos. O laboratório no Campus Gama será montado até o fim deste ano e os testes com os protótipos estão programados para 2016 e 2017.

Fonte: AEB
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terça-feira, 3 de março de 2015

Cubesats: Serpens é apresentado

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CubeSat Serpens é apresentado ao presidente da AEB

Brasília, 2 de março de 2015 – O modelo de engenharia do cubesat  Serpens – Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – foi apresentado na sexta-feira (27/2) ao presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, pela professora da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do projeto, Chantal Cappelletti.

Com a estrutura de um paralelepípedo e pesando 3,5 quilos, o satélite de pequeno porte foi integrado no Laboratório de Integração e Teste (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), em São José dos Campos (SP), onde também passou por diversos testes nas últimas duas semanas.

Para essas atividades a professora Chantal coordenou o trabalho de outras nove pessoas, entre técnicos e estudantes de engenharia, inclusive três da Universidade de Vigo, da Espanha.

No sábado (28/2), o Serpens foi levado para o Japão, onde será realizada mais uma bateria de testes na Agência Espacial Japonesa (Jaxa), com a participação de estudantes brasileiros. O lançamento do cubesat está programado para o segundo semestre a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Além da UnB e da Universidade de Vigo, participam ainda do projeto as universidades federais de Santa Catarina (UFSC), do ABC, de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Federal Fluminense (IFF), além de universidades dos Estados Unidos e da Itália.

O principal objetivo do Serpens é a capacitação de recursos humanos e a consolidação dos novos cursos de engenharia aeroespacial brasileiros. Quando lançado o satélite levará a bordo uma carga útil cujo objetivo é testar um conceito tecnológico para o uso CubSat para recebimento e transmissão de mensagens por sistema de rádio.

Fonte: AEB
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Pesquisadores da UnB se destacam na área aeroespacial

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Pesquisadores da UnB se destacam na área aeroespacial

Brasília, 18 de dezembro de 2014 – A Universidade de Brasília (UnB), por meio do trabalho de seus pesquisadores, conquistou méritos importantes na área aeroespacial neste ano. Alunos de Engenharia Elétrica, Marco Marinho, Ricardo Kehrle e Stanley Ramalho são nomes promissores da área. Os três concluíram o mestrado e se preparam para o doutorado no exterior.

Os três fazem parte do grupo do Laboratório de Processamento de Sinais em Arranjos de Sensores (Lasp) da UnB. Eles são orientados pelo professor João Paulo Lustosa, do departamento de Engenharia Elétrica.

Em 2013, Marinho trabalhou na Agência Aeroespacial Alemã (DLR). O estudante, que à época fazia mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UnB, foi convidado a realizar sua pesquisa em Munique.

Após nove meses no país, ele voltou ao Brasil e já tem data para retornar à Alemanha para realizar doutorado. “Sinais de posicionamento GPS” é o tema da pesquisa, que é apoiada pela UnB e pela DLR. A intenção é desenvolver uma solução de GPS mais segura. Em janeiro próximo Marinho viaja para a Alemanha.

“É um reconhecimento importante para a universidade, pois mostra que a instituição forma engenheiros tão bons quanto os que são formados fora”, avalia o estudante.

A cooperação com a DLR foi iniciada em 2012, quando o professor Lustosa foi docente visitante na Universidade Técnica de Munique. Essa parceria gerou outros frutos, como a atuação do pesquisador alemão Felix Antreich como professor visitante especial na UnB. Antreich, que chefiou o trabalho de Marinho em Munique, recebeu bolsa do programa Ciências Sem Fronteiras (CsF) para lecionar no Brasil.

Inovação - Ainda na área aeroespacial, recentemente a UnB fechou um acordo de cooperação com a Universidade de Wakayama do Japão na área de construção de microsatélites e nanossatélites. O representante dessa cooperação é Ricardo Kehrle, que foi aceito pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para desenvolver microsatélites no Japão pelo período de um ano.

Kehrle é coorientado pelos pesquisadores da agência alemã e, dessa forma, seu doutorado é parte de um projeto ainda maior, envolvendo Brasil, Alemanha e Japão.

O aluno explica que os microsatélites podem ser aplicados na detecção de queimadas pelo globo terrestre. “Por serem pequenos, eles geralmente têm a missão mais específica e um desenvolvimento mais rápido, então são ideais para estudo e para uso das universidades” afirma.

Como representante da UnB Kehrle trabalhará em Tóquio em conjunto com a Agência Espacial Japonesa (Jaxa), a Universidade de Tóquio e a Universidade de Wakayama, bem como vários outros parceiros internacionais.

Já o estudante Stanley Ramalho conclui mestrado em Engenharia Elétrica neste ano e, em fevereiro de 2015, segue para o doutorado na Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, como bolsista da AEB.

A bolsa é fruto de uma parceria entre o CNPq e a AEB, que se uniram para o desenvolvimento de atividades espaciais. Ramalho explica que a linha de pesquisa é a construção de um Middleware SOA, programa de computação que faz mediação entre outro software, para comunicação entre satélite e uma base terrestre.

O aluno conta que a sua expectativa para o doutorado é de grande crescimento pessoal e profissional. “Poderei partilhar conhecimentos com excelentes pesquisadores alemães em tecnologias espaciais, e voltar para o Brasil para aplicar o conhecimento adquirido no exterior”, afirma. “Será uma forma de retribuir à universidade e ao país o investimento na minha formação”, completa.

O professor Lustosa destaca que os projetos tiveram aspectos bastante positivos. “O primeiro deles na parte tecnológica; vemos que qualquer desenvolvimento que se faz no Brasil é altamente importante, ainda mais sendo na área aeroespacial, que é uma área bastante sensível”.

Além disso, o docente conta que há esforço para formar alunos no nível próximo ao dos alemães. “Tentamos manter o nível alto para que seja igual ou até melhor que dos lugares de ponta no mundo todo”. Para Lustosa, a cooperação é importante para a visibilidade da UnB e abre portas para a contratação de alunos da instituição.

Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB, via AEB.
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

1º Workshop Latino-Americano de Cubesats

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UnB sedia o 1º Workshop Latino-Americano de Cubesats

Brasília, 4 de dezembro de 2014 – A Universidade de Brasília (UnB) promove de segunda (8) a sexta-feira (12) em parceria com a Academia Internacional de Astronáutica (IAA, na sigla em inglês) o 1º Workshop Latino-Americano de Cubesats da IAA.

A proposta do evento é a de proporcionar à comunidade internacional latino-americana um fórum para apresentação e discussão na área de satélites universitários, em especial CubeSats.

O evento, que tem o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), será aberto pelo diretor da instituição, Petrônio Noronha de Souza. Entre os brasileiros que apresentam trabalhos de pesquisa estão Carlos Alberto Gurgel Veras, diretor da área de satélites da AEB; Lidia Sato, do projeto ITASat; Nelson Schuch, do projeto do NanosatC-Br; Pedro Aquino, do projeto Conasat; Eduardo Escobar Bürger, do projeto AESP-14, e Gabriel Figueiró, do projeto Serpens, coordenado pela AEB.

Entre os convidados do exterior estão Robert Twiggs, da Morhead State University e Jordi Puig Suari, da CalPoly, considerados os criadores dos satélites de pequeno porte. Participam ainda especialistas da Argentina, Colômbia, Alemanha, Polônia, México, Gana, Japão, Espanha e Paquistão, entre outros países.

Para mais informações visite o site: http://cubesatbrasilia.akamido.com/MzQ0NA==/

Fonte: AEB

Comentário do blog: uma análise da programação deste workshop evidencia bem o efeito de popularização da tecnologia espacial pelo mundo proporcionada pelos cubesats. Da América Latina, haverá apresentações de projetos executados, além do Brasil, na Argentina, Colômbia, Peru, México e Equador.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Empresa júnior de estudantes de engenharia da UnB

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Estudantes de Engenharia Aeroespacial da UnB criam empresa júnior

Brasília, 1 de dezembro 2014 – Na busca de executar os conhecimentos recebidos em sala de aula estudantes do curso de engenharia aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB) estão criando uma empresa júnior na área.

Objetivando transformar a informação teórica em experiência, a empresa, cujo nome eles preferem manter segredo até o registro formal em cartório, tem como foco desenvolver projetos aeroespaciais com vistas à demanda interna.

Concebida por Gabriel do Nascimento e Lui Habl a iniciativa reúne hoje uma diretoria de oito universitários que articula o desenvolvimento dos projetos. “O importante é que cada um consiga aprender e entender como funciona uma empresa aeroespacial e o que é necessário para o incremento dos projetos” explica Nascimento, presidente da empresa.

“A UnB tem tradição em desenvolvimento de empresas júniors. A necessidade de montar a empresa surgiu da vontade de executar o que é projetado no curso e incentivar possíveis start-ups”, explica Habl, vice-presidente. A empresa estará voltada a gerar parcerias com outras da área aeroespacial e incentivar o crescimento do mercado no centro-oeste.

A estudante Letícia Munhoz, diretora de gestão, expõe que todos os processos e orientações de formação da empresa são organizados didaticamente para garantir aos participantes a fluidez da experiência e manutenção dos cargos. “É fundamental que a empresa tenha um bom processo de transição de estudantes, assim quem participar entenderá sobre a estrutura do negócio facilitando dar continuidade a sua evolução”.

Futuro – A gestão da diretoria de desenvolvimento é dividida entre Ygor Kinoshita, Luan Henrique e Nivaldo Lopo Júnior. Os três gerenciam equipes voltadas para formulação e planejamento das fases dos projetos. O foco está em gerar a expertise de execução dos projetos para que eles e seus colegas de curso possam absorver o máximo possível de experiência antes da formação. “A promoção do nosso curso é fundamental para que todos tenham uma projeção de mercado”, diz Lopo Júnior.

Fernanda Pimenta e Yago Vencelêncio são, respectivamente, diretores de administração e comunicação e marketing. “Buscar informações de como gerar uma empresa júnior, que exige documentações específicas e todo esse processo tem sido um grande aprendizado para nossa organização”, explica Fernanda.

Para Vencelêncio a comunicação será ferramenta de extrema importância para tornar conhecidas as atividades da empresa entre os estudantes que estão para escolher uma profissão. “Divulgar para quem está entrando na faculdade que nossa área gera resultados é um dos objetivos da equipe”.

Ainda não há prazo para a formalização burocrática da empresa. Todas as etapas legais estão sendo seguidas e a expectativa é que tudo esteja concluído até o fim do mês.

Fonte: AEB
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domingo, 21 de setembro de 2014

Cubesats: NanosatC-Br1 e Serpens

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O Brasil continua a apresentar avanços em suas missões de cubesats.

No último dia 19, o NanosatC-Br1  - primeiro cubesat brasileiro, completou três meses em órbita e plenamente operacional, transmitindo seus dados para estações de recepção localizadas em Santa Maria (RS) e em São José dos Campos (SP).

“Já temos uma quantidade de dados razoável das cargas úteis e da plataforma. Muitos ensinamentos estão sendo extraídos através da operação do NanosatC-Br1, do seu comportamento e performance que serão utilizados em futuros satélites desta classe”, afirmou Otávio Durão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em nota divulgada pela instituição.

Testes do Serpens

Também na última semana, nos dias 18 e 19, o nanossatélite Serpens, desenvolvido por várias universidades brasileiras, foi submetido a testes na Agência Espacial Brasileira (AEB), visando ao seu lançamento ao espaço, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).

Segundo informações da AEB, os procedimentos foram realizados por técnicos da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss), empresa contratada para a execução do lançamento.

Para mais informações sobre os testes, acesse "Nanossatélite Serpens aprovado em testes de segurança".
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domingo, 14 de setembro de 2014

Workshop sobre cubesats na América Latina

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Entre os dias 8 e 11 de dezembro, acontecerá em Brasília (DF), o 1st IAA Latin America Cubesat Workshop (1º Workshop da IAA sobre Cubesats na América Latina), organizado pela Academia Internacional de Astronáutica (IAA, sigla em inglês), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB).

Segundo divulgado pela organização, a iniciativa para o evento surgiu do crescente interesse em atividades de cubesats na região, e também pelos recentes lançamentos bem sucedidos, como um fórum para reunir os principais players para discussão de oportunidades e compartilhamento de resultados e novas ideias.

Em junho, foi lançado ao espaço o NanosatC-Br1, primeiro cubesat nacional, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e outras missões estão em desenvolvimento no Brasil e em países vizinhos. Dentro dos próximos meses, são aguardados os lançamentos de mais três nanossatélites nacionais.

Para mais informações, visite http://cubesatbrasilia.akamido.com/
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