quarta-feira, 21 de maio de 2014

VLM: reunião discute aspectos técnicos

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Reunião discute aspectos técnicos do projeto VLM

Brasília, 21 de maio de 2014 – Diversos aspectos técnicos do projeto e ajustes no cronograma das fases de desenvolvimento do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) foram discutidos na sexta-feira (16) em reunião realizada no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP).

O encontro teve a participação de dirigentes da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCTA), do Comando da Aeronáutica, do IAE, e de diretores e técnicos da Agência Espacial Alemã (DLR), parceira no desenvolvimento do projeto.

O projeto VLM visa ao desenvolvimento de um foguete destinado ao lançamento de cargas úteis especiais ou microssatélites, de até 150 kg, em órbitas equatoriais e polares ou de reentrada. Em sua configuração básica é formado de três estágios, dois com o motor S50, com cerca de dez toneladas de propelente e um estágio orbitalizador com o motor S44.

Outras configurações do veículo empregarão um quarto estágio em propelente sólido ou líquido e uma versão triestágio com motor de apogeu em propelente líquido. Alemanha e Brasil estudam utilizar o lançador para transportar o veículo alemão Shefex 3 em uma trajetória de reentrada na atmosfera terrestre em 2017.

Outra rodada de discussões sobre o projeto deve ocorrer em setembro ou outubro próximo na Alemanha.

Fonte: AEB
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Um comentário:

RaulPMicena disse...

Antes 2015 ou 2016, agora lançamento do VLM previsto para 2017. Está claro que essas reuniões são para explicar aos alemães o que está acontecendo e aparar as arestas.
Não podemos perder esta oportunidade, pois o VLM-1 e suas versões derivadas são o futuro do nosso programa espacial, há um mercado gigante em torno dos microssatélites e este veículo pode coroar uma história de esforço e salvar a reputação de um programa espacial que nunca alcançou resultado significativo. É de extrema importância para o PEB que se coloque um satélite em órbita, justificando-se junto à sociedade a necessidade de mais investimentos.