quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Reginaldo dos Santos nomeado para a ACS

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Como esperado, Reginaldo dos Santos foi nomeado Diretor-Geral da empresa ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS), de acordo com um decreto da Presidência da República datado de 11 de outubro de 2011, mas apenas hoje (13) publicado no Diário Oficial da União. A posse de Santos é prevista para os próximos dias, embora, segundo pessoas ouvidas pelo blog, o mesmo já esteja participando de algumas atividades da binacional.

Reginaldo dos Santos é tenente-brigadeiro do ar da reserva da Força Aérea Brasileira, com graduação em engenharia eletrônica pelo ITA, e mestrado e doutorado pela Purdue University, dos EUA. No período de 1995 a 1999, foi diretor do então CTA (hoje, DCTA), Vice-Diretor (1999-2000) e Diretor-Geral (2000-2003) do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento (DEPED), do Comando da Aeronáutica. Entre agosto de 2003 a agosto de 2005, atuou como Conselheiro Militar do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova Iorque, EUA. Antes de ser indicado para a diretoria da ACS, Reginaldo dos Santos ocupava a reitoria do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
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Um comentário:

Gilberto Rezende disse...

André, existe alguma opinião formada do Blog Panorama Espacial quanto esta inesperada nomeação do Brigadeiro Reginaldo a presidência da ACS ?
Qual é o sentido que busca o MCT com esta indicação?
Desde sua fundação a ACS foi um domínio político e um negócio comercial com a Ucrânia onde a transferência tecnológica sempre passou ao largo.
Justamente por isso a ACS sempre foi vista pela FAB com desconfiança e como um dreno de recursos aos programas da força como o VLS. Situação esta que culminou com o épico desforço de socos na mesa e aremessos de copos d' água em 2009 entre o Brigadeiro Chaves da AEB e ao então diretor brasileiro da ACS o político Roberto Amaral.
O perfil técnico do Brigadeiro e ex-reitor do ITA Reginaldo Santos indicaria ser sua função seria de ser um interventor/fiscalizador tecnológico para auditar o cumprimento das promessas ucranianas e para avaliar o retorno tecnológico desta empreitada binacional?
Uma espécie de "farol alto" aos ucranianos?
Ou talvez, no futuro, embasar um rompimento necessário com os ucranianos se os rumos não mudarem?