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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Cooperação espacial entre os BRICS

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Acordo de cooperação entre os BRICS permite uso pacífico do espaço

09/11/2016

Representantes dos países BRICS reuniram-se no dia 31 de outubro em Zhuhai, na China, no 1º Encontro dos Chefes das Autoridades Espaciais, para implementação do consenso alcançado durante a sétima reunião do grupo, realizada em julho de 2015, na Rússia. No encontro, as autoridades discutiram o desenvolvimento de um documento para a utilização conjunta de satélites de sensoriamento remoto da Terra e um protocolo de cooperação sobre exploração e uso pacífico do espaço.

“É preciso ampliar nossa colaboração bilateral transformando-a em apoio multilateral, envolvendo todos os países dos BRICS na área de observação da Terra, afirmou José Raimundo Braga, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), e chefe das quatro delegações presentes à reunião. Segundo ele, o documento desenvolvido pelo grupo apresenta um mecanismo que irá facilitar a cooperação nas áreas da exploração espacial pacífica e conjunta do sistema de sensoriamento da Terra.

No acordo firmado entre o grupo, José Raimundo assumiu o compromisso de o Brasil e a China contribuírem conjuntamente, começando com o satélite Sino Brasileiro de Recursos Terrestres – CBERS 4, e com a Estação Terrena de Cuiabá (MT),  que tem a função de adquirir e rastrear o satélite durante sua passagem, receber, processar, formatar e enviar ao Centro de Controle de Satélites (CCS) os dados de telemetria de serviços entre outros.

Consenso – Todos os chefes presentes ratificaram as palavras do presidente da AEB e explicaram suas atividades espaciais nacionais, além de expressarem o desejo de aprimorar a cooperação entre os estados BRICS. Os representantes da CNSA inseriram o conceito, progresso e planos de trabalho da constelação de satélites de sensoriamento remoto dos BRICS. Os chefes russos ratificaram o acordo entre a Agência Espacial Brasileira, a Roscosmos, ISRO, CNSA e a Sansa na cooperação da constelação de satélites de sensoriamento remoto dos BRICS.

“Hoje estamos dando um passo para o futuro. Estou convencido de que os esforços conjuntos sobre o uso de satélites de sensoriamento remoto pelos países BRICS vão servir para a gestão de desastres, proteção ambiental e desenvolvimento social e econômico sustentável dos nossos países”, ressaltou  o diretor da Roscosmos, Igor Komarov. “A Rússia coopera ativamente com Brasil, Índia, China e África do Sul na área de exploração espacial”, continuou Komarov.Participaram da reunião líderes das agências espaciais da África do Sul (SANSA), da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), da Corporação Espacial Estatal (Roscosmos), Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO). A Roscosmos apoiou a iniciativa dos parceiros chineses de compartilhar o uso dos sistemas de satélite de sensoriamento remoto e de infraestrutura terrestre conexa no interesse dos países BRICS.

Os países BRICS irão se esforçar para prosseguir na cooperação da constelação de satélites de sensoriamento remoto e acelerar os procedimentos de aprovação do acordo para garantir sua assinatura antes ou até a nona reunião dos BRICS. O primeiro encontro do comitê de articulação de cooperação espacial será mantido na China em 2017 antes ou até a reunião dos BRICS.

Fonte: AEB
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Cooperação espacial entre os BRICS

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Agências espaciais dos BRICS assinam acordo de cooperação

31.10.2016

Representantes de agências espaciais dos países BRICS, reunidos em Zhuhai, na China, discutiram o desenvolvimento de um documento sobre a utilização conjunta de satélites de sensoriamento remoto da Terra e assinaram um protocolo de cooperação sobre exploração e uso pacífico do espaço.

"O documento desenvolvido por nós apresenta um mecanismo que irá facilitar a cooperação nas áreas da exploração espacial pacífica e conjunta do sistema de sensoriamento remoto da Terra”, informou o diretor geral da agência espacial russa Roscosmos, Igor Komarov. “Espero que nós consigamos terminar o trabalho em pouco tempo."

A reunião contou também com a presença do presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Coelho, além dos líderes das agências espaciais da África do Sul e da China.

A Roscosmos apoiou a iniciativa dos parceiros chineses de compartilhar o uso dos sistemas de satélite de sensoriamento remoto e de infraestrutura terrestre conexa no interesse dos países BRICS.

"A Rússia coopera ativamente com Brasil, Índia, China e África do Sul na área de exploração espacial”, continuou Komarov. “No entanto, hoje estamos dando um passo para o futuro. Estou convencido de que os esforços conjuntos sobre o uso de satélites de sensoriamento remoto pelos países BRICS vão servir para a gestão de desastres, proteção ambiental e desenvolvimento social e econômico sustentável dos nossos países.”

O sistema unificado de informação sobre distribuição territorial por sensoriamento remoto é composto por 13 grandes centros, que estão distribuídos em todo o território da Rússia – de Kaliningrado até Khabarovsk, incluindo a zona do Ártico (Murmansk e, futuramente, Dudinka e Anadyr). O novo sistema coordena o seu trabalho com naves espaciais de sensoriamento remoto nacionais. Ele irá planejar a filmagem, recepção e processamento de dados do complexo de aparatos espaciais.

Fonte: Sputnik Brasil.
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Cooperação Brasil - Rússia - Índia - África do Sul

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Tecnologia geoespacial e suas aplicações e Astronomia são duas das cinco áreas temáticas em que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – países que formam o grupo chamado Brics – decidiram aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I), como resultado do Primeiro Encontro de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics, realizado no início desta semana na Cidade do Cabo, África do Sul.

Além destas, outras três áreas temáticas de trabalho foram definidas: alterações climáticas e mitigação de desastres naturais; recursos hídricos e de tratamento da poluição; e energias alternativas e renováveis. Os trabalhos envolvendo a área temática de tecnologia geoespacial e suas aplicações serão liderados pela Índia, enquanto que a África do Sul liderará os esforços em astronomia. Ao Brasil, caberá a liderança em alterações climáticas e mitigação de desastres naturais, área que tem atraído grande atenção do governo nos últimos anos, com algumas ações concretas, como a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).

O documento final do encontro, que também faz referência genérica à cooperação nos campos de tecnologia espacial e aeronáutica, expressa a 'intenção de enfrentar os desafios socioeconômicos globais e regionais comuns ao bloco; gerar novos conhecimentos e produtos inovadores, serviços e processos; e promover parcerias com outros atores estratégicos no mundo em desenvolvimento."

Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Agência Espacial Brasileira
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Satélites IBSA: reportagem da "Folha de S. Paulo"

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Brasil aposta em novo satélite trinacional

Parceria com África do Sul e Índia permitiria criação de sonda para monitorar tempestades solares, por exemplo.

O projeto do primeiro satélite conjunto de Brasil, Índia e África do Sul deve ser reabilitado na próxima semana, durante o encontro do Ibas (cúpula que reúne os três países), em Pretória.

Proposto há dois anos pelo Brasil, o projeto compreende dois microssatélites, um para o estudo do clima espacial, outro para observação da Terra. O de clima espacial, dedicado ao estudo de fenômenos como tempestades solares, deverá ser o primeiro da parceria. No Brasil, a coordenação do projeto será do Inpe.

De acordo com os negociadores brasileiros, o custo total deve ficar em torno de US$ 10 milhões, além de cerca de US$ 7 milhões gastos para o lançamento do satélite. O custo é considerado relativamente baixo. A África do Sul desenvolveria o chamado controle de atitude do satélite, o conjunto de instrumentos de posicionamento da máquina. O Brasil seria responsável pelos sensores de coleta de dados e caberia à Índia o lançamento da sonda.

Especialistas da área espacial ouvidos pela Folha afirmam, porém, que o gigante asiático está reticente em relação à parceria trilateral.

A Índia, afinal, é uma potência espacial emergente, que recentemente lançou uma sonda na superfície da Lua e não tem interesse em um projeto tecnologicamente mais elementar. O maior interesse indiano seria o de vender a tecnologia.

No encontro da próxima semana, que terá a presença da presidente brasileira, Dilma Rousseff, do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, brasileiros e sul-africanos irão pressionar politicamente os colegas asiáticos para embarcar no projeto.

O satélite era visto com entusiasmo no governo Lula, por dar "materialidade" ao grupo de países do hemisfério Sul. "Tem um aspecto positivo de cooperação tecnológica sul-sul", diz o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. A Índia, entretanto, é essencial para o projeto, porque o custo de lançamento de um microssatélite por quilo é mais elevado do que o de um satélite de 5 toneladas.

Além disso, como a ideia é cobrir tanto o Brasil quanto a África do Sul, a nave teria de ser lançada numa órbita oblíqua. Ou seja, nem circulando os polos, como a maioria dos satélites de sensoriamento remoto, nem equatorial, como os satélites geoestacionários.

Para isso, seria necessário embarcar o microssatélite de "carona" com algum outro satélite num foguete indiano. "A Índia explora esse tipo de órbita", diz Câmara.

A África do Sul e o Brasil têm interesse em cooperação tecnológica, já que já são parceiros diplomáticos nos fóruns internacionais sobre uso pacífico do espaço. A África do Sul também abriga a primeira estação de recepção de imagens do satélite sino-brasileiro CBERS, que distribui imagens para a África.

O país africano tem, ainda, capacidade tecnológica "ociosa" nessa área, resquícios de um programa de cooperação nuclear com Israel durante o regime do apartheid (1948-1994).

Fonte: "Folha de São Paulo", via JC E-Mail, 17/10/2011.
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domingo, 9 de outubro de 2011

"África, enfim, chega ao espaço", artigo de José Monserrat Filho

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Reproduzimos abaixo um novo artigo enviado ao blog Panorama Espacial por José Monserrat Filho, que participou do 62º Congresso Internacional de Astronáutica, realizado entre os dias 2 e 7 de outubro na Cidade de Cabo, África do Sul:

África, enfim, chega ao espaço

Agências espaciais do Brasil e da África do Sul decidem cooperar em micro satélites

José Monserrat Filho *
Os debates sobre o uso e a exploração do espaço chegaram à África. Estamos no ano 54 da Era Espacial, inaugurada em 4 de outubro de 1957 pelo primeiro satélite feito pela mão humana, o Sputnik I, lançado pela União Soviética.

Neste ano da graça de 2011, pela primeira vez na história, o continente africano acolheu o mais importante encontro global sobre questões espaciais: o 62º Congresso Internacional de Astronáutica, realizado na Cidade do Cabo, na África do Sul, de 2 a 7 de outubro.

Foi um megaevento. Seu tema central fala por si próprio: “African Astronaissance”. Ou, em outras palavras: “O Nascimento das Atividades Espaciais na África”. Veio gente do mundo inteiro. Participaram mais de dois mil pesquisadores, especialistas, autoridades governamentais, empresários, estudantes de muitas dezenas de países, de todos os continentes.

O presidente do Conselho de Assuntos Espaciais da África do Sul, Peter Martinez, também presidiu o Comitê Local de Organização do Congresso. Falando correntemente o português, ele ressaltou que a África vive um tempo muito especial de avanço dos programas espaciais: “Estamos assistindo ao surgimento de muitas agências espaciais no continente e também ao fortalecimento da cooperação espacial entre os países africanos”.

Espaço no Plano de Inovação de 10 anos

“Cresce o número de países africanos envolvidos com tecnologias espaciais, e por boas razões”, reiterou o ministro da indústria e do Comércio da África do Sul, Rob Davies, na abertura do Congresso, marcada por um espetáculo musical de rara beleza e criatividade.

E explicou: “Grande quantidade de problemas no esforço de desenvolvimento do continente africano pode se beneficiar com a aplicação de tecnologias de base espacial. Isso inclui desafios nas áreas de segurança alimentar, energia, recursos hídricos, telecomunicações e navegação.”

O Plano de Inovação de 10 anos, elaborado pelo Departamento (Ministério) de Ciência e Tecnologia e aprovado pelo Governo sul-africano, considera a C&T espacial como um dos cinco maiores desafios a serem enfrentados para promover a economia do conhecimento no país, afirmou, também no ato de abertura, a ministra do setor, Naledi Pandor, ex-ministra da Educação, a quem subordina-se a Agência Espacial da África do Sul (SANSA).

Atraso, nem pensar

A Estratégia Nacional para o Espaço, elaborada pela SANSA como base do futuro Programa Espacial da África do Sul, concentra-se, em especial, no desenvolvimento de micro satélites, porque busca “alavancar os benefícios da ciência e tecnologias espaciais para o crescimento sócio econômico e o desenvolvimento sustentável”.

A ministra Pandor apresenta a Estratégia Nacional para o Espaço, asseverando que “não podemos nos dar ao luxo de atrasar o desenvolvimento do setor” e que “os próximos cinco anos serão cruciais para garantir que a África do Sul não caia fora da tela de radar devido ao capital humano corroído e à infraestrutura envelhecida”.

A líder acrescenta: “A ciência e a tecnologia espaciais serão usadas como plataforma para prover dados e serviços essenciais a ampla série de aplicações, que vão desde a pesquisa e o desenvolvimento até serviços comerciais. Serão usadas ainda como instrumentos para a monitorar e avaliar recursos essenciais no território nacional, considerados importantes nos processos de tomada de decisões e capazes de apoiar o desenvolvimento sócio econômico sustentável”.

Prioridades sul-africanas

A estratégia espacial sul-africana define três prioridades-chave: proteção ambiental e gestão dos recursos naturais; saúde, proteção e segurança para as comunidades sul-africanas; e estímulo à inovação, maior produtividade e crescimento econômico através da comercialização.

Para realizar tais prioridades delineiam-se três tipos de programas: temático (observação da Terra, navegação, comunicação, ciência espacial e exploração); funcional (tecnologias críticas, missões de desenvolvimento, missões operacionais e missões de aplicação); e de apoio (desenvolvimento de capital humano, infraestrutura e parcerias internacionais).

Detalhe crucial: segundo a estratégia espacial, ao se assumirem essas iniciativas, permanece como desafio manter a opinião pública engajada e animada diante do panorama espacial em transformação: “O que devemos evitar é implementar tais iniciativas sem o apoio e a compreensão do grande público, pois elas foram concebidas com base na perspectiva do desenvolvimento sócio econômico destinado a atingir, no final, a mais ampla população.”

Espaço Brasil-África do Sul

Neste contexto, os presidentes das Agências Espaciais da África do Sul e do Brasil, respectivamente, Sandile Malinga e Marco Antônio Raupp, tiveram, em 6 de outubro, um primeiro encontro muito cordial e produtivo para trocar informações e ideias sobre uma cooperação bilateral.

Ficou claro o enorme interesse de ambos no desenvolvimento conjunto de micro satélites nos campos do clima espacial e da observação da Terra. Técnicos brasileiros e sul-africanos já se encontraram em 2010, no âmbito do IBAS (Fórum Índia, Brasil e África do Sul), de onde emergiu um relatório inicial sobre as possibilidades, a oportunidade e o desejo mútuo de colaboração em torno dos referidos satélites. Esse documento incentiva e facilita a retomada das conversações.

Daí que os dois presidentes acertaram uma videoconferência para tão logo sejam feitas as consultas internas necessárias – provavelmente na primeira quinzena de novembro.

Os dois países coincidem na urgência de tirar o máximo proveito das benesses do espaço para o desenvolvimento nacional.

Política e Direito Espacial na África

Cabe frisar que o Instituto Internacional de Direito Espacial (IIDE), promotor do colóquio anual a respeito de questões do direito das atividades espaciais, promoveu este ano durante o Congresso Internacional de Astronáutica, em 5 de outubro, uma sessão especial sobre “África: Direito Espacial e Aplicações – Passado, Presente e Futuro”. A maioria dos trabalhos apresentados na ocasião abordou problemas relativos à observação dos recursos naturais e o acesso aos dados produzidos pelos sistemas de sensoriamento remoto a partir do espaço exterior. Houve trabalhos também sobre os marcos jurídicos das atividades espaciais já criados e a serem criados pelos países africanos, bem como sobre as relações entre a África e o desenvolvimento progressivo do direito espacial, além da visão dos juristas africanos frente a esse novo ramo do direito internacional.

Sylvia Ospina, advogada colombiana residente em Miami, EUA, conhecida consultora para questões de telecomunicações e direito espacial, participou da sessão com um trabalho extremamente original sobre “O 'gap' digital e as atividades espaciais no Hemisfério Sul”, que compara as situações existentes, nesse setor, na África e na América Latina.

Sylvia lembrou as lutas e aspirações dos países em desenvolvimento no passado recente, inclusive na área espacial, e concluiu: “Hoje, 40 anos mais tarde, enquanto centenas de satélites estão disponíveis para as comunicações, o 'gap' digital é aproximadamente tão amplo quanto era nos anos 70”. A seu ver, a cooperação internacional e a boa vontade (good will) são fundamentais para o êxito das missões espaciais, inclusive dos projetos de telecomunicação e de tecnologias da informação e comunicação (TICs), em que se apoiam os satélites para superar o fosso digital entre o Norte e o Sul”.

Espaço exclusivo para fins pacíficos

Um dos pontos altos da programa de 2011 do Instituto Internacional de Direito Espacial foi a conferência (Nandasiri Jasentuliyna Keynote Lecture) proferida pelo Juiz da Corte Internacional de Justiça, Abdul Koroma, como parte da sessão dedicada aos novos pesquisadores da área de direito espacial. Natural de Serra Leoa, país situado no oeste da África, o Juiz Koroma atua há mais de 10 anos do Juri Simulado sobre casos espaciais, promovido anualmente pelo IIDE desde 1992.

Em sua aplaudida palestra, o Juiz Koroma criticou a instalação de armas em órbitas da Terra e defendeu o uso e a exploração do espaço exclusivamente para fins pacíficos. E propôs o conceito de “soberania da humanidade”, que, cada vez mais, precisa ser respeitada pelas “soberanias nacionais”, em benefício da vida e do progresso de toda a comunidade internacional.

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Cooperação Brasil - África do Sul

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Na mais recente edição do boletim da Federação Astronáutica Internacional (IAF), foi publicada uma pequena entrevista com Sandile B. Malinga, presidente da recém-criada Agência Espacial Nacional da África do Sul (SANSA). Numa das questões respondidas, o dirigente africano faz menção à missão de monitoramento de clima espacial a ser desenvolvida em conjunto com a Índia e o Brasil. Veja abaixo, com tradução do inglês para o português e destaques feitos pelo blog:

"O SumbandilaSat [satélite de observação sul-africano lançado em 2009] tem sido um grande sucesso. Quais são os planos futuros da SANSA?

Nós termos uma estratégia espacial nacional, com um número de satélites que tem sido planejado e que são uma continuação de programas de desenvolvimento de satélites. Nosso foco é principalmente em microssatélites - que são realmente o nosso nicho. O plano é desenvolver um satélite que será primariamente usado para observação terrestre, progressivamente melhorando a resolução que alcançamos com o SumbandilaSat, de 6,25 metros.

Desenvolver cada tecnologia necessária, assim como o próprio satélite tratá benefícios em termos de conhecimento. Um outro plano é desensolver uma missão científica dedicada ao monitoramento de clima espacial, junto com a Índia e o Brasil como parte do Quadro IBSA, considerando-se particularmente em nossa vantagem geográfica para estudar a Anomalia do Atlântico Sul."
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cooperação Brasil - África do Sul: dados CBERS

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Assinado memorando para recepção de dados CBERS na África do Sul

09-12-2010

Nesta quinta-feira (9/12), em Joanesburgo, durante o lançamento da Agência Espacial Sul-Africana (Sansa, na sigla em inglês), foi assinado o memorando de entendimento entre África do Sul, China e Brasil que permitirá a recepção naquele país das imagens do satélite sino-brasileiro Cbers-3, que deve ser colocado em órbita no final de 2011.

A iniciativa de proporcionar a países em desenvolvimento os benefícios do uso de dados de satélites começou a tomar forma em 2007, quando Brasil e China lançaram o programa “Cbers for Africa”. Desde então, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável no Brasil pelo Programa Cbers, tem firmado cooperações para instalar infraestrutura de recepção de dados de satélites em todo o continente africano.

O memorando agora assinado é destinado à recepção e distribuição na África do Sul e beneficiará também Angola, Botsuana, Lesoto, Moçambique, Suazilândia, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe.

As informações geradas por satélites, como dados de desmatamento, de áreas agrícolas e sobre o crescimento de áreas urbanas, são essenciais para construir um planeta sustentável. “Além dos dados de satélite, o Brasil, através do Inpe, está comprometido em compartilhar seus softwares livres para processamento de imagens e, também, a experiência e tecnologia na observação da Terra com outras nações em desenvolvimento”, afirmou Jose Teixeira da Matta Bacellar, do Inpe, no lançamento da Sansa.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cooperação Brasil - África do Sul

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Esta semana, deve ser oficialmente lançada a Agência Espacial Nacional da África do Sul (SANSA, sigla em inglês), segundo reportagem do website especializado DefenceWeb ("Pandor to launch the South African National Space Agency"). O novo órgão será o responsável pela condução das atividades espaciais do país africano, inclusive acordos de cooperação internacional. O Brasil é um dos países eventualmente citados para iniciativas conjuntas para o setor.

De acordo com o Defenceweb, a SANSA deve assinar acordos de cooperação com a agência espacial da Argélia em matéria de tecnologia e ciência espacial, e também um memorando de entendimentos com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outro instituto chinês para a recepção e distribuição na África do Sul e sul do continente africano de imagens do satélite sino-brasileiro de observação CBERS 3, previsto para ser colocado em órbita no final de 2011.

Em abril, os governos do Brasil, Índia e África do Sul, grupo denominado pela sigla IBSA (India, Brazil and South Africa, em inglês) anunciaram a intenção de construir conjuntamente alguns satélites. O primeiro projeto, já em discussão, é para um microssatélite de aplicações científicas. Á África do Sul, caberá o desenvolvimento da plataforma e seus subsistemas, e ao Brasil, às cargas úteis, desenvolvidas pela área de Ciência Espacial do INPE. O objetivo é tê-lo em órbita em 2013.

No escopo da cooperação espacial entre os três países, um segundo satélite, de sensoriamento remoto, está também sendo considerado.
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sábado, 10 de julho de 2010

Cooperação Brasil - África do Sul

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve entre os dia 8 e 9 de julho na África do Sul, último país visitado no giro presidencial pelo continente africano. Durante sua visita, dois atos foram assinados por representantes dos dois países, e um deles faz breve menção à cooperação na área espacial.

Abaixo, reproduzimos o trecho sobre espaço na "Declaração sobre o Estabelecimento de uma Parceria Estratégica entre a República Federativa do Brasil e a República da África do Sul":

"(viii) Ciência e Tecnologia

1. Aperfeiçoar a cooperação, fortalecer o desenvolvimento de recursos humanos e pesquisa conjunta nos campos da defesa, saúde, agricultura, gerenciamento e conservação ambiental, indústria, inovação, educação, ciência espacial, infra-estrutura, tecnologia da informação e comunicação (TIC), transportes, nanotecnologia, petróleo, minerais, carvão, diversificação e conservação da energia, energia renovável, biodiversidade, biotecnologia, ciência de alimentos e medicina tropical, entre outros.

[...]

3. Promover o intercâmbio de pesquisadores na área de astrofísica e observação da Terra.

4. Estimular maior interação na construção do rádio-telescópio “Square Kilometre Array” (SKA) na África do Sul."


Curiosamente, a declaração não faz menção aos satélites IBSA, que seriam desenvolvidos conjuntamente por Brasil, África do Sul e Índia, conforme acordado na IV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do IBAS, em abril de 2010, embora citem a promoção de intercâmbio de pesquisadores na área de Observação da Terra, função primária de um dos pequenos satélites em análise. Aparentemente, o fato dos satélites não terem sido explicitamente citados demonstra que a iniciativa é ainda bastante preliminar.

Cooperação em defesa

A declaração trata também de cooperação em matéria de Defesa, citando intenções de cooperação bilateral "em assuntos relacionados à defesa, incluindo indústrias de defesa, intercâmbio de conhecimento e colaboração conjunta em projetos" no setor, e encorajamento de "projetos conjuntos entre indústrias de aviação para o desenvolvimento e produção de aeronaves civis e militares e de seus componentes."

De acordo com a Agência Brasil, o presidente Lula explicitou o desejo brasileiro de que a África do Sul participe do projeto de um avião cargueiro militar. "Nós queremos que o presidente Zuma junte-se ao Brasil na construção do avião KC 139 (sic), que é o novo Hércules", afirmou o presidente (nota do blog: o nome correto do projeto do avião é KC 390, em desenvolvimento pela Embraer).
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sábado, 1 de maio de 2010

Satélites IBSA: reportagem sul-africana

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Um veículo especializado sul-africano publicou mais uma reportagem com interessantes informações sobre os satélites IBSA, a serem desenvolvidos em parceria pelo Brasil, Índia e África do Sul. Para acessar a reportagem, de autoria de Keith Campbell, cliquem sobre o título "South African technology key to IBSA satellite programme".

Em alguns centros de pesquisas brasileiros, o anúncio das duas missões em abril pegou algumas pessoas de surpresa. Um dos projetos já era conhecido da maioria, inclusive pelos órgãos executores, mas o outro estava restrito a um pequeno grupo. Em breve, publicaremos aqui mais informações sobre os satélites, em especial quanto à participação brasileira.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mais informações sobre os satélites IBSA

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Praticamente nenhuma informação oficial mais detalhada sobre os satélites que devem ser desenvolvidos por Brasil, Índia e África do Sul foi divulgada. A imprensa especializada sul-africana, no entanto, traz algumas notícias e especulações sobre as cargas úteis dos satélites e seus períodos de lançamento. Recomendamos a leitura da reportagem "SA, Brazil and India agree to joint satellite programme at trilateral summit".

Especula-se que a África do Sul será responsável por fornecer a plataforma dos micossatélites, sendo que o primeiro, de clima espacial, seria lançado em 212, e o segundo, de observação terrestre, a partir de 2014.

De acordo com o informativo sul-africano The Engineering News, as principais cargas úteis do primeiro satélite serão fornecidas pelo lado brasileiro. Quanto ao satélite de imageamento, há menos informações. Acredita-se que um dos sensores óticos seria de origem sul-africana, mas é provável que ao menos outra câmera integre a missão. Os lançamentos ficariam a cargo do lado indiano, que conta com tecnologia considerada madura em termos de transporte espacial.
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Cooperação Brasil - Índia - África do Sul

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Brasil, Índia e África do Sul vão construir 2 satélites

15 de abril de 2010 • 19h17 • atualizado às 19h17

Laryssa Borges e Luciana Cobucci
Direto de Brasília
Especial para o Terra

Brasil, Índia e África do Sul vão construir dois satélites para estudos climáticos e observação da Terra. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, durante a 4ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Ibas - bloco econômico que reúne os três países.

"Esses dois satélites ajudarão o Ibas e outras nações amigas com os nossos avanços em matéria de agricultura, navegação, transportes e telecomunicações. Vão também reforçar o trabalho dos centros espaciais dos nossos três países. É o projeto-símbolo da nova etapa da nossa parceria", disse Lula em anúncio à imprensa.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, afirmou estar "especialmente animado" com a possibilidade da construção dos dois satélites. Segundo Zuma, esta é uma oportunidade de expandir a cooperação entre os países e é uma iniciativa que vai ajudar, especialmente, no acompanhamento das mudanças climáticas.

Durante a 4ª Cúpula do Ibas, os governantes dos três países assinaram dois memorandos de entendimento para cooperação em energia solar, ciência, tecnologia e inovação.

Fonte: Portal Terra

Comentários: no documento divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores ("IV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do IBAS – Declaração de Brasília"), há mais informações sobre o projeto conjunto, ainda bem inicial na área de satélites:

"IBSA Satellites

41. The Leaders decided to the early development of satellites in the areas of space weather, climate and earth observation. These satellites will address common challenges in climate studies, agriculture and food security. The IBSA micro satellites aim to promote and strengthen space programs amongst the three countries."

O Brasil já possui alguma cooperação com o governo indiano em matéria espacial, especialmente em sensoriamento remoto. A África do Sul, em si, é uma grande surpresa nesse projeto conjunto, tendo em vista sua incipiente experiência em tecnologia espacial. Em breve, o blog postará mais informações sobre esses satélites.
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