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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Raupp de volta ao Parque Tecnológico

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Ex-ministro assume direção de Parque Tecnológico

Ivan Plavetz
01/10/2014

O ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, retomou à direção do Parque Tecnológico de São José dos Campos nesta terça-feira (30). Ele assume o comando no lugar de Horácio Forjaz, que ocupava o posto desde maio de 2012.

Raupp participou da criação e implantação do Parque Tecnológico, e ocupou o cargo de primeiro diretor geral entre os anos de 2008 e 2011. Ele retorna após deixar o governo da presidente Dilma Rousseff em março último devido a uma reforma ministerial.

Após sua saída do Ministério, de acordo com o determinado pela legislação, Raupp ficou impedido de exercer função na iniciativa privada durante seis meses desde seu desligamento.

Graduado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), doutor em matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP), Raupp tem experiência acadêmica e também exerceu cargos em importantes instituições. Além de ministro, foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), bem como presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Foi eleito nesta segunda-feira (29) pelo Conselho de Administração da Associação Parque Tecnológico. Raupp retoma o cargo com apoio do prefeito do município de São José dos Campos, Carlos José de Almeida, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Cavalli.

De acordo com Cavalli, a escolha de Raupp para assumir a direção do Parque Tecnológico de São José dos Campos foi muito boa devido aos seus atributos quando ministro, sua origem no INPE e projeção institucional de nível mundial.

Fonte: Tecnologia & Defesa.
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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Raupp no Parque Tecnológico de SJC

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O ex-ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, reassumirá a direção do Parque Tecnológico de São José dos Campos (PqTec - SJC), segundo noticiou o jornal local "O Vale" em sua edição de ontem (28).

Raupp já dirigia a instituição antes de assumir a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), em março de 2011. Em janeiro de 2012, o dirigente foi indicado para o MCTI, onde permaneceu até meados de março deste ano.

Administrado pela Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos, entidade privada sem fins lucrativos com natureza de organização social, o PqTec - SJC reúne centros empresariais, instituições de ensino e de pesquisa, com atividades em setores como o aeroespacial, defesa, energia e meio ambiente.
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terça-feira, 18 de março de 2014

MCTI: posse de Campolina e despedida de Raupp

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O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Cleio Campolina Diniz, foi empossado na manhã de ontem (17) pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto. Em seu discurso, Campolina afirmou que dará sequência às atividades de seu antecessor, Marco Antonio Raupp.

A transmissão do cargo também aconteceu ontem, na parte da tarde, na sede do MCTI. Em seu discurso de despedida, Raupp fez um balanço destacando os avanços obtidos ao longo dos mais de dois anos de sua gestão. Ao menos na nota divulgada pelo MCTI, não houve referência ao setor espacial. Campolina também não fez declarações relacionadas ao setor.

Abaixo, reproduzimos os links das notas oficiais divulgadas pelo Ministério:

Novo ministro destaca missão de criar programa ousado para a ciência

“Estou certo de ter cumprido o meu dever”, diz Raupp

Para Campolina, desenvolvimento deve priorizar objetivos humanos

Apesar de não ter colhido muitos frutos, a gestão de Raupp à frente do MCTI teve aspectos positivos ao menos em termos de Política Espacial, com a reedição do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), e também as discussões voltadas à reorganização institucional ("fusão" da AEB com o INPE). Resta saber se as ações iniciadas terão continuidade.

Analisando as ações concretas, Raupp não logrou sorte com a falha do lançador chinês Longa Marcha 4B no lançamento do CBERS 3, em dezembro do ano passado. A viabilização e contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) também não pode ser creditada a ele. Com ideias arrojadas no início, o ex-ministro também não conseguiu resolver o crescente imbróglio que se tornou a binacional Alcântara Cyclone Space.
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quinta-feira, 13 de março de 2014

Mudança no MCTI: sai Raupp e entra Clélio Campolina

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A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje (13) uma nova etapa da reforma ministerial iniciada no início deste ano, com trocas em seis pastas, uma delas, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O ministro Marco Antonio Raupp dará lugar a Clélio Campolina, atual reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A posse está prevista para a próxima segunda-feira (17).

Reitor da UFMG desde 2009, Campolina é graduado em engenharia mecânica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC-MG), com doutorado em Ciências Econômicas pela UNICAMP e pós-doutorado nos Estados Unidos, pela University of Rutgers.

Impactos no setor espacial?

Com a mudança no MCTI, surge a dúvida sobre eventuais impactos institucionais no Programa Espacial. Antes de assumir o Ministério em janeiro de 2012, Raupp, que tem origem no setor, ocupava a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB). A ele é creditado o plano de reorganização institucional do programa brasileiro (atualmente "adormecido"), que envolveria a "fusão" da AEB e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O ministro também acompanhava de perto as ações do País no campo espacial, reunindo-se quase semanalmente com o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

"Prontos para o próximo CBERS?", reportagem do Jornal do SindCT

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Reproduzimos abaixo uma interessante reportagem sobre a perda do CBERS 3 numa falha de lançamento em dezembro do ano passado e os planos para a antecipação do voo do CBERS 4. A reportagem, de autoria da jornalista Tânia Caliari, foi publicada na edição n.º 28 do "Jornal do SindCT", que acaba de ser publicada. Uma reportagem mais extensa, com 12 páginas, da mesma autora, foi publicada na edição n.º 79 (fevereiro de 2014), da revista "Retrato do Brasil".

Prontos para o próximo CBERS?

O fracasso do lançamento do CBERS-3 na China demonstrou que a área espacial é difícil até para os mais preparados. Agora o governo brasileiro antecipa a montagem de um novo satélite, sacrificando as chances de qualificação de técnicos no Brasil

Tânia Caliari*

Foi impossível chegar à China para o lançamento do Cbers-3 no início de dezembro do ano passado sem sentir um pouco de orgulho pelo que estava prestes a acontecer: o lançamento de um satélite concebido e construído parcialmente no Brasil, por engenheiros, técnicos e industriais brasileiros. Antes de partir, ouvi explanações detalhadas de como fora o desenvolvimento de partes do satélite pelos engenheiros e técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), seus desafios, seus progressos. Havia visto in loco a superação na indústria para a construção dos subsistemas, tendo de se qualificar, adequar suas estruturas e força de trabalho, e enfrentar as restrições de importação de componentes, com destaque para a história da câmara Mux, sobre a qual já em 2012 eu havia feito uma reportagem.

Foi impossível também chegar à China sem carregar uma certa frustração: o programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite, ou Satélite Sino--Brasileiro de Recursos Terrestres) vem sendo levado a trancos e barrancos pelo Brasil, e a parte que nos cabia no CBERS-3 havia sido construída com muitos problemas e atrasos, adiando seu lançamento muitas vezes. Adicionalmente, analisando-se de uma forma mais ampla o Programa Espacial Brasileiro (PEB), o CBERS-3 seria levado para o espaço por um foguete chinês, visto que ainda não temos um veículo lançador de satélite.

Estava claro que, desde o início do programa de cooperação com a China, em 1988, havíamos avançado muito pouco na área espacial, em comparação às conquistas do programa espacial chinês. A pouca frequência com que o Brasil constrói e lança satélites (seis satélites em 20 anos!) ressaltava, de forma melancólica, a importância de se testemunhar aquele evento.

De qualquer forma, a calorosa e organizadíssima recepção dos chineses faria qualquer um se sentir bem na chegada, com cuidados como o oferecimento de chá quentinho e até a distribuição de casacos para a delegação brasileira aguentar os rigores do inverno na base de lançamento de satélite em Taiyuan.

De Beijing até Taiyuan, cidade do interior de 4,5 milhões de habitantes, cujas luzes de neon à noite lembravam uma Las Vegas, a viagem foi feita por trem-bala. Antes do embarque, políticos, técnicos e empresários brasileiros se adiantaram em tirar fotos diante da composição que chegaria a 300 quilômetros por hora. Durante o trajeto pude ouvir de alguns empresários suas impressões sobre o programa espacial chinês: “Os investimentos que os chineses fizeram na área são verdadeiramente de um país que quer ser uma potência espacial”, disse Edgar Menezes da Onmysis, que, juntamente com outros empresários que participaram da fabricação do CBERS-3, esteve visitando empresas estatais executoras do programa espacial chinês em Xangai e em Beijing, em agenda organizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

China, ontem e hoje

Os empresários também puderam ver o enorme e sofisticado laboratório de integração da China Academy of Space Technology (CAST), a parceira chinesa do INPE no desenvolvimento dos CBERS, onde havia pelo menos dez satélites, de diferentes finalidades e tamanhos, sendo montados ao mesmo tempo. Aquela sim parecia a demanda dos sonhos de qualquer industrial...

A participação de indústrias brasileiras no programa CBERS deu-se sobretudo a partir do CBERS-3, quando o INPE praticamente organizou um arranjo industrial para o setor espacial, determinando as características dos equipamentos e subsistemas necessários para suprir a cota brasileira de 50% do satélite, e repassando sua execução para cerca de dez empresas, que foram se qualificando para dar conta do recado. “Um programa como este tem três objetivos: geopolítico, de relação Sul-Sul; de desenvolvimento tecnológico, com a participação dos técnicos do INPE; e industrial, para formar indústrias com capacidade de fabricar sistemas espaciais no Brasil”, explicou Leonel Perondi, diretor do INPE, durante a viagem de trem.

Da cidade de Taiyuan, as delegações seguiram no outro dia para o distrito de Kelan, onde fica efetivamente a base de lançamento. Chineses e brasileiros foram conduzidos em seis microônibus numa confortável viagem de três horas. No caminho, com paisagem dominada por montanhas de rochas de cor ocre, peladas de vegetação e cobertas por neve nos pontos mais altos, o empresário Célio Vaz conta que a primeira vez que fez aquele trajeto, para acompanhar o lançamento do primeiro satélite CBERS, em 1999, ainda como engenheiro do INPE, aquela viagem havia durado dez horas, com a estrada ainda sem asfalto, muito precária e esburacada. Este seria mais um depoimento comparando a China do início do programa CBERS com a China de agora. “Em 1988, quase não havia carros em Pequim. Eram apenas 1.200 carros de estrangeiros, de embaixadas e do governo”, diria um técnico do INPE; “O próprio presidente da CAST chegava ao trabalho de bicicleta!”, diria outro.

A cada comentário, o cenário do passado contrastava mais com a aparente opulência da China hoje: “O laboratório de integração deles funcionava, mas era muito tosco... Hoje é uma potência”. “Ficávamos loucos para comer batata frita, e não tinha”. “Os técnicos chineses eram todos maduros, e nós do INPE éramos jovens. Hoje a situação se inverteu completamente...”. Muitos desses técnicos podem ser vistos jovenzinhos em sua primeira visita à China na reportagem feita pelo jornalista Sérgio Brandão para o programa Globo Ciência da Rede Globo, em 1988 (confira no You Tube, http://goo.gl/Tjk0Mw).

Antes de entrar na base, nossos jovens guias chineses, todos com graduação em alguma engenharia ligada à área espacial e pós-graduação em marketing ou administração, disseram que não poderíamos filmar ou fotografar nada. Felizmente os anfitriões ofereceram depois para o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação imagens daquele dia de céu muito azul, com o registro das atividades das delegações na base, que flagram o otimismo e a desconcentração dos visitantes.

Desolação (e pressão)

Às 11h26 (1h25 no horário de Brasília) do dia 9 de dezembro, testemunhamos então a impressionante subida do foguete Longa Marcha 4B, de 250 toneladas e 48 metros de altura, que carregava em sua ponta o CBERS-3, com a missão de colocá-lo em órbita a uma distância de 778 quilômetros do planeta. Aquela seria a 35ª viagem desse consagrado modelo de foguete chinês que até então colecionava 100% de sucesso em seus lançamentos.

Diante da imponente imagem, fica difícil acreditar que o lançamento fracassou. O motivo, confirmado pelos chineses, foi uma falha ocorrida no terceiro estágio do foguete. Os dados enviados à base pelo lançador registraram que os dois estágios anteriores haviam queimado seu combustível e sido descartados no tempo e na velocidade programados. O terceiro estágio, porém, teria tido um tempo de propulsão, de queima de combustível, 11 segundos menor do que o previsto, não atingindo assim a velocidade necessária, de cerca de 7 quilômetros por segundo, para colocar o satélite em órbita.

No hotel da base de Taiyuan, onde todos se reuniram depois do lançamento, cerca de uma hora depois da notícia da falha do foguete que levou à destruição total do CBERS- 3, o ministro de Ciência Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, já pensava na antecipação do lançamento do CBERS-4, novo satélite a ser lançado em 2015. Sentou-se à mesa que reunia os funcionários do INPE para um almoço que deveria ter sido comemorativo. “Eu não entendo nada, mas compreendo isso: vocês estão de parabéns pelo trabalho que fizeram no CBERS-3”, disse, depois de perguntar ao engenheiro Antonio Carlos de Oliveira Pereira, o Pinda, gerente do programa pelo lado brasileiro, em que pé estavam os equipamentos do CBERS-4. Ficou satisfeito em ouvir que a maioria dos subsistemas já estavam prontos, e que os equipamentos reserva do CBERS-3 já estavam na China. Ao comentário de Genésio Hubscher, veterano do INPE e do programa CBERS, de que a pressão para se antecipar o novo satélite ira ser grande, o ministro respondeu, bonachão: “Eu vim aqui me sentar com vocês. Já estou fazendo isso”.

No voo de volta ao Brasil, o ministro destacou a importância de se ter logo um novo satélite em órbita. “O objetivo do programa é ter um satélite operacional captando imagens do nosso território, coisa que há muito a gente não tem. Esse satélite deveria ter sido lançado em 2009, quando parou de funcionar o CBERS-2B. Desde então, temos recebido imagens de satélites lançados por outros países”. Segundo o ministro, o governo federal tem uma boa noção da importância de se usar satélites para monitorar nosso enorme território nacional e seus recursos a partir do espaço. “Mas o importante é entender qual é a visão da sociedade brasileira. Esses satélites de aplicação têm grande impacto e aceitação”, diz, destacando que este tipo de programa requer muitos recursos. A construção e os lançamentos dos CBERS-3 e 4 custaram cerca de US$ 150 milhões, segundo o INPE. Isto leva a um custo estimado de R$ 180 milhões somente para o CBERS-4.

Refletindo sobre a importância de o Brasil possuir um satélite imageador, e ainda, de conseguir conceber e produzir esse satélite, outro veterano do programa CBERS, o engenheiro Luiz Bueno, do INPE, considera que o valor de se construir um satélite vai além de sua aplicação. “Se for para ter as imagens você compra por aí, é um produto. Mas quando você faz um satélite você ganha autonomia, independência tecnológica, e além disso começa a criar um parque industrial capaz de fazer equipamentos mais sofisticados. As dificuldades superadas podem servir como uma alavanca de desenvolvimento para o país”, avalia.

Perda de oportunidade

Pinda concorda com o colega, mas entende que no momento é preciso providenciar um novo CBERS o mais rapidamente possível para atender à demanda dos usuários de imagens. Respondendo à pressão do ministro, o engenheiro apresentou uma estratégia para antecipar a integração do CBERS-4 e deixá-lo apto para o lançamento, que seria também antecipado de dezembro de 2015 para o final de 2014. O principal ponto da estratégia é fazer a integração do satélite na China.

As réplicas de cada equipamento do CBERS-3, fabricadas para substituir os originais em caso de alguma falha, já se encontram no país asiático e, segundo o engenheiro, ao se evitar repatriar os susbsistemas brasileiros e seus equipamentos de testes, além de trazer as partes chinesas e também seus aparelhos de testes, e depois enviar o satélite já integrado no Brasil para a China, pode-se ganhar seis meses de tempo. Outro ponto importante da estratégia é enviar mais técnicos do INPE para coordenar os testes e a integração, e delegar grande parte do trabalho de montagem dos subsistemas na estrutura, atividade considerada de pouco ganho tecnológico, aos chineses, que têm abundância de recursos humanos qualificados para isso.

Em reunião entre os funcionários envolvidos com o programa CBERS realizada no final de dezembro no INPE, porém, ficou claro que nem todos concordam com a necessidade dessa antecipação. Para muitos, abrir mão da montagem do satélite no Brasil significará a perda de oportunidade de se qualificar novos profissionais nas atividades de integração.

Para os que ponderam que o Brasil já passou por essa experiência, tendo integrado os satélites CBERS-2 e 2B no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, vale lembrar que isso foi há mais de seis anos, e que, com o envelhecimento dos seus quadros, o instituto necessita desesperadamente de chances para novas qualificações. É no que acredita Adalberto Pacífico Comiran, físico e engenheiro do INPE de 70 anos, que já está com sua viagem para a China marcada para o final de fevereiro para começar a integração do novo satélite. Ele estava à mesa do almoço que se sucedeu ao lançamento fracassado do CBERS-3 na base de Taiyuan quando o ministro Raupp sentou-se para falar do CBERS-4. Especializado em testes nos equipamentos que usam rádio-frequência, Pacífico participou da montagem do CBERS-2B e é sincero ao dizer que, por ele, não iria mais à China. “A gente vai porque não tem mais ninguém... eu queria é passar meu trabalho para gente nova”, diz. Segundo Pacífico, depois da integração do CBERS-2B não foi possível realizar todos os testes necessários no Brasil, pois na época a câmara de termo vácuo do LIT, fundamental para testar a resistência do satélite, não estava pronta. “Agora sim, ao integrar o CBERS-4, teríamos a chance de fazer o trabalho completo aqui e a oportunidade de qualificar muita gente”, lamenta.

*Repórter da revista Retrato do Brasil enviada à China pelo SindCT

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Antecipar lançamento do CBERS-4 é um erro, porque torna inevitável a integração na China

Assim que se confirmou a falha no lançamento do satélite CBERS-3 devido a um mau funcionamento do último estágio do foguete chinês Longa Marcha 4B em dezembro de 2013, começaram a surgir propostas no sentido de se antecipar a integração (montagem) e lançamento do satélite CBERS-4, como forma de se amenizar o prejuízo causado pela perda do CBERS-3. Originalmente o CBERS-4 estava previsto para ser lançado no final de 2015, decisão esta que já havia sido ratificada pela Comissão Sino-Brasileira de Alto-Nível (Cosban), que coordena as atividades no âmbito da cooperação espacial entre Brasil e China, na sua última reunião ocorrida em novembro de 2013, portanto, poucos dias antes da tentativa frustrada de lançamento do CBERS-3 (vide matéria publicada no Jornal do SindCT 27, http://goo.gl/BpmvBt).

Aparentemente, a ideia de se antecipar o lançamento do CBERS-4 partiu do próprio ministro Raupp (MCTI), que divulgou declarações à imprensa neste sentido enquanto ainda se encontrava na China, acompanhando o lançamento do CBERS-3. O argumento central desta proposta baseia-se no fato de que o Brasil já se encontra há vários anos sem a cobertura de imagens de seu território, desde que o satélite CBERS-2B deixou de operar em 2009. Assim, de acordo com o ministro, caso o cronograma do CBERS-4 fosse mantido, o país ainda teria de esperar mais dois anos até que a geração das imagens fosse retomada.

Uma vez tomada a decisão de se antecipar em um ano o lançamento do CBERS-4, a consequência natural seria dar início imediatamente à sua integração na China, por várias razões, dentre as quais o fato de boa parte da estrutura do satélite já se encontrar naquele país, e o fato de a China possuir uma quantidade muito maior de técnicos bem treinados que poderiam ser alocados nestas atividades de integração.

Se a integração fosse feita no Brasil, estima-se que seriam gastos cerca de três meses só com atividades de importação destas partes para o Brasil (e posterior exportação para a China na época do lançamento). Além disso, é sabido que o INPE enfrenta sérios problemas relacionados à escassez de recursos humanos, fato que se verifica também no Laboratório de Integração e Testes (LIT-INPE), onde os satélites são montados e testados.

Alto preço

Portanto, o questionamento que se deve fazer em relação ao CBERS-4 é se a antecipação de seu lançamento é ou não pertinente. Neste aspecto, a decisão de vir a integrá-lo na China ou no Brasil é uma mera decorrência desta decisão preliminar.

Rigorosamente, não há argumentos convincentes que justifiquem a antecipação do lançamento do CBERS-4. Do ponto de vista do acesso a imagens do seu território, o Brasil já vem adquirindo imagens feitas por satélites estrangeiros desde 2009. Continuar importando estas imagens por mais um ou dois anos não irá fazer grande diferença. Além disso, o preço a ser pago com a antecipação do lançamento deste novo satélite será muito alto para o Brasil, por duas razões.

Em primeiro lugar, porque não haverá tempo hábil para se aprofundar na solução de todos os problemas técnicos enfrentados quando da integração do CBERS-3, em particular relacionados à falha de componentes eletrônicos importados dos EUA. Em segundo lugar, porque teremos de abrir mão de integrar o satélite no Brasil, perdendo uma oportunidade fundamental para se qualificar novos profissionais nas atividades de integração, e principalmente para justificar os investimentos de centenas de milhões de dólares feitos pelo governo no LIT, onde foram integrados apenas dois satélites para colocação em órbita nos últimos 12 anos.
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Cooperação Brasil - Rússia - Índia - África do Sul

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Tecnologia geoespacial e suas aplicações e Astronomia são duas das cinco áreas temáticas em que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – países que formam o grupo chamado Brics – decidiram aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I), como resultado do Primeiro Encontro de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics, realizado no início desta semana na Cidade do Cabo, África do Sul.

Além destas, outras três áreas temáticas de trabalho foram definidas: alterações climáticas e mitigação de desastres naturais; recursos hídricos e de tratamento da poluição; e energias alternativas e renováveis. Os trabalhos envolvendo a área temática de tecnologia geoespacial e suas aplicações serão liderados pela Índia, enquanto que a África do Sul liderará os esforços em astronomia. Ao Brasil, caberá a liderança em alterações climáticas e mitigação de desastres naturais, área que tem atraído grande atenção do governo nos últimos anos, com algumas ações concretas, como a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).

O documento final do encontro, que também faz referência genérica à cooperação nos campos de tecnologia espacial e aeronáutica, expressa a 'intenção de enfrentar os desafios socioeconômicos globais e regionais comuns ao bloco; gerar novos conhecimentos e produtos inovadores, serviços e processos; e promover parcerias com outros atores estratégicos no mundo em desenvolvimento."

Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Agência Espacial Brasileira
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Raupp: CBERS 4 é prioridade em 2014

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MINISTRO RELACIONA LANÇAMENTO DO CBERS-4 COMO PRIORIDADE PARA 2014

Brasília, 07 de janeiro de 2014 – Antecipar para o final deste ano o lançamento do satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-4 na sigla em inglês), programado para ir ao espaço em 2015, é uma das prioridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para 2014.

A informação é do ministro da pasta, Marco Antonio Raupp, dada em entrevista a Voz do Brasil nesta segunda-feira (6). “Estamos acelerando a programação para compensar a falha ocorrida com o Cbers-3”. Em dezembro último, a última versão do equipamento desenvolvido conjuntamente por Brasil e China não entrou em órbita por problemas no veículo lançador. Na visão de Raupp, a continuidade do Programa Espacial Brasileiro é um item crucial da agenda.

O MCTI também lista como prioridades a viabilização de uma política para segurança cibernética; a aprovação pelo Congresso Nacional do marco legal voltado à área de Ciência e Tecnologia; a continuidade do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) e do Plano Inova Empresa e a consolidação de novas unidades de pesquisa.

No segmento de Tecnologia da Informação o ministro disse que está “colocado como meta para o ministério desenvolver tecnologia, conhecimento e novos sistemas que deem mais segurança à operação de redes no país”. O Brasil organiza a Conferência Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet, prevista para 23 e 24 de abril próximo, em São Paulo.

A expectativa do ministro é a de que as discussões em torno do marco legal avancem neste primeiro semestre, com a aprovação do Projeto de Lei 2177/2011. “Esse novo marco regulatório é fundamental para se incrementar, se facilitar e se promover as atividades de ciência, tecnologia e inovação no país”, frisou.

Consolidação - O Congresso Nacional confirmou, em dezembro, a criação do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) e dos institutos nacionais de Águas, da Mata Atlântica e de Pesquisa do Pantanal. “Temos como meta colocar em funcionamento esses quatro centros”, anunciou Raupp. “Além disso, 2014 é o ano de consolidarmos a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh), que avançaram bastante em 2013.”

Forte estímulo também será direcionado ao CsF. Desde o segundo semestre de 2011 o programa concedeu 60 mil das 101 mil bolsas previstas até 2015. “Isso mostra que a procura do programa pelos jovens é muito boa”, avalia o ministro. Portanto, “queremos dar todo o nosso empenho, juntamente com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), para que se cumpra os objetivos colocados inicialmente pela presidenta Dilma Rousseff”.

Sobre o Plano Inova Empresa, que completa um ano em março, Raupp informou que os nove grandes editais lançados envolvem R$ 19 bilhões dos R$ 32,9 bilhões disponíveis para dois anos. “Isso beneficia as empresas nacionais que querem fazer inovação”, observou. “Queremos viver e desenvolver este ano a mesma capacidade de investimento que tivemos em 2013”.

O ministro destacou ainda a evolução do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologias da Informação (TI Maior), com a seleção de mais de 100 empresas nascentes para o programa Start-Up Brasil, por exemplo. “São R$ 20 milhões para jovens empreendedores que desenvolvem seus produtos”, lembrou. “Do total, cerca de 80 empresas se localizam no Brasil, mas quase 20 veem do exterior, para receber apoio e fazer seu projeto industrial aqui”.

Segundo Raupp, o TI Maior também avançou com o projeto de capacitação Brasil Mais TI, que formou em 2013 por volta de 103 mil alunos; uma chamada de subvenção econômica para ecossistemas digitais, na qual 14 projetos foram selecionados para aplicar até R$ 60 milhões; e quatro parcerias com centros globais de pesquisa e desenvolvimento, possibilitando investimentos público de R$ 15 milhões, somados a R$ 650 milhões de empresas internacionais.

Prevenção - Raupp fez um balanço dos equipamentos distribuídos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) em todo o país. Até o momento, foram entregues 934 pluviômetros automáticos, 771 semiautomáticos e dois radares meteorológicos.

“Estamos vendo o resultado dessa ação agora nessas chuvas de verão”, comentou. “Conseguimos evitar mortes, dando alertas em tempo para que a Defesa Civil tome as providências e mitigue os efeitos desses desastres naturais. Esse é um programa social de grande importância, porque deslizamentos e enchentes promovem todo final de ano grandes distúrbios na vida da população”.

De acordo com o ministro, um edital para novos institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCTs) está previsto para este mês ou fevereiro. “Continuamos apoiando as 126 unidades existentes, após uma avaliação de desempenho”, recordou. “O programa atende ao melhor da pesquisa científica no Brasil.”

Outra ação lembrada por Raupp foram os R$ 420 milhões do Fundo Setorial de Infraestrutura (CT-Infra) – integrante do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) –, disponíveis em editais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) voltados à implantação, modernização, ampliação e recuperação da infraestrutura física de pesquisa nacional.

“Diria que fomos bastante consistentes em executar recursos do CT-Infra para o financiamento de instituições de ciência e tecnologia (ICTs) em universidades públicas, federais ou estaduais, e confessionais”, afirmou.

Do CNPq, o ministro deu destaque para a chamada universal com volume recorde de R$ 170 milhões, e também ressaltou que a instituição lançou cerca de 80 editais em 2013. “É um número bastante grande”, acrescentou. “O apoio inclui programas de bolsa de estudo para especialistas nas empresas e nas universidades, enfim, uma expansão de conhecimento em diferentes áreas”, concluiu

Fonte: MCTI, via AEB.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Raupp: "Ciência brasileira adentra a fase adulta"

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Ciência brasileira adentra a fase adulta, diz Raupp

25/11/2013 - 02:27

“A ciência brasileira está em pleno desenvolvimento e alcançou a primeira das fases de sua maturidade”, afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em seu pronunciamento na abertura do Fórum Mundial de Ciência (FMC). O evento, no Rio de Janeiro, teve início na noite deste domingo (24).

“Se fizermos uma comparação com um ser humano, vou dizer que estamos no primeiro estágio da fase adulta. Já passamos a adolescência, temos consciência de nossas limitações, mas ainda estamos crescendo, ganhando musculatura e experiência”, comparou.

Na avaliação de Raupp, apesar de recente e de ter começado a sua organização na década de 50, a ciência do Brasil conquistou avanços significativos nos últimos anos, com uma pós-graduação norteada por um eficiente sistema de avaliação contínua, uma produção amparada por um sistema de financiamento sólido e crescente e uma infraestrutura laboratorial que se alastrou por universidades e institutos de pesquisa.

Nos últimos dez anos, informou Raupp, o número de campi nas universidades federais cresceu 100%. O número de doutores formados dobrou e chega a 12 mil por ano. E, acrescentou ele, a expansão do sistema se deve, fundamentalmente, à manutenção dos investimentos do governo federal, já que os dispêndios públicos em atividades de pesquisa e desenvolvimento cresceram três vezes e meia de 2002 a 2011.

Potencial

O titular do MCTI também destacou o potencial das pesquisas brasileiras nas áreas de medicina tropical, exploração de petróleo em águas profundas, na agropecuária e na aeronáutica – inclusive com presença de unidades em outros países e no atendimento a demandas internacionais.

Ele citou o caso da Embraer, que fornece aviões para mais de 80 empresas aéreas das três Américas, Europa, África e Ásia. Destacou também a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), “que, além da ampla atuação no Brasil, conta com laboratórios em 13 países, entre eles Estados Unidos, Inglaterra, França e China, além de países da América Latina e da África”.

Na avaliação do ministro, o desafio hoje é ampliar a participação da ciência brasileira na ciência universal. Em 1985, o Brasil respondia por menos de 0,5% da produção científica global; em 2012, esse índice subiu para 2,7%. “Nosso objetivo, agora, é aumentar o impacto da produção científica brasileira na produção científica global, de modo a fazer com que nossa contribuição seja qualitativamente maior do que é hoje”.

Um dos caminhos para se atingir esse objetivo, ressaltou o titular do MCTI, é aumentar o índice de internacionalização da ciência brasileira. Uma das ações neste sentido é o programa Ciência sem Fronteiras, financiado pelo governo federal, que pretende levar 101 mil estudantes de graduação e pós-graduação para algumas das principais universidades do mundo até 2015.

“Na outra mão de direção, estamos recebendo pesquisadores de vários países para passar uma temporada em nossos laboratórios”, acrescenta. “Entendo que este fórum também contribuirá para a internacionalização da ciência brasileira”, comentou Raupp.

Fonte: MCTI, com edição do blog Panorama Espacial.
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cooperação Brasil - China: satélite meteorológico?

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação divulgou nesta segunda-feira (4) uma notícia acerca da visita do ministro Marco Antonio Raupp para participar da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), que se reunirá na próxima quarta-feira, em Cantão. O presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Coelho, acompanha o ministro na viagem.

Conforme já havíamos informado numa das notas da entrevista com Leonel Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), na reunião da COSBAN deverá ser assinado um novo plano decenal, válido de 2013 a 2021, em matéria espacial. A novidade é que os dois países irão além do programa CBERS, de observação terrestre, e devem se comprometer a construir satélites meteorológicos. Informações mais detalhadas devem ser divulgadas ao longo da semana.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

ACS: novo aporte de R$66,66 milhões

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O governo brasileiro fará um novo aporte de R$33.333.333,00 na binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). A transferência de recursos para o aumento de capital foi autorizada por meio de Decreto datado de 23 de agosto e publicado hoje (26) do Diário Oficial da União. O decreto também faz referência a um aporte de mesmo valor pela contraparte ucraniana, por meio de transferência intergovernamental.

Nos últimos meses, tem surgido rumores e especulações sobre a continuidade da ACS. Há meses, as obras do sítio espacial no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, foram paralisadas em razão da falta de recursos.

A situação da binacional foi discutida no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação na última terça-feira (20), em reunião que contou com a participação do ministro Marco Antonio Raupp, José Raimundo Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira, Oleksander Serdyuk, diretor da ACS, o embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, e o 1º secretário, Serhii Koroluik.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O Globo: "No espaço, Brasil fica à mercê do espião"

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No espaço, Brasil fica à mercê do espião

País investiu R$ 1,5 bilhão para ter próprios foguetes e satélites, mas nenhuma missão chegou ao fim

O GLOBO
13/07/2013 - 22h03

RIO - O Brasil não apenas tem ferramentas insuficientes para conter ações de espionagem operadas por satélites como está muito longe de conhecer os meios pelos quais informações estratégicas são capturadas pelos Estados Unidos ou por qualquer outra nação. Todas as missões de tecnologia de ponta made in Brazil para captar do espaço dados e imagens na Terra estão pelo caminho ou convivem com atrasos simbólicos de um programa que se notabiliza pela falta de planejamento de longo prazo.

Levantamento inédito feito pelo GLOBO permite afirmar que as cinco principais operações lançadas na última década para construir satélites ou foguetes única fórmula para o teste completo de uma nova tecnologia no setor aeroespacial já receberam R$ 1,5 bilhão. Porém, nenhuma missão foi concluída até hoje, o que torna o país incapaz de fabricar equipamentos que, ao menos, identificariam a localização do espião.

Como resultado, além da obsolescência de componentes e desperdício de tempo e dinheiro, o país é refém de quem o espiona para monitorar o que ocorre em território nacional. Pior: depende da boa vontade ou não de outros países para dar seguimento aos principais projetos neste setor, cuja marca é o rigor técnico e o controle de falhas.

Defeito difícil de justificar

Foi exatamente a falta de competência técnica que levou o Brasil a comprar dos americanos uma espécie de transformador que regula a energia de um satélite que deveria ter sido lançado no ano passado. Trata-se do satélite Cbers 3, o quarto de uma família de cinco equipamentos produzidos em cooperação com a China para o registro de dados e imagens da Terra.

Ocorre que este transformador de energia apresentou sérios defeitos. O lançamento está atrasado em pelo menos um ano. E fonte graduada do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) afirma: a compra do equipamento talvez não tenha sido a melhor escolha e é difícil encontrar justificativa para a quantidade de defeitos identificada nesse componente vital.

Curiosamente, o Brasil lançou há pouco menos de dez anos um projeto chamado de Plataforma Multimissão (PMM), cujo objetivo é exatamente o desenvolvimento do componente de suprimento de energia. Mas a missão da PMM ainda repousa em solo, dentro do Inpe.

O nó tecnológico se repete em sistemas ainda mais sensíveis, como a correção do rumo de uma câmera de vídeo a bordo de um satélite, que depende de um dispositivo para controle de atitude e órbita. Este mecanismo permite que o dono do satélite mude a rota de sua abordagem. Um sistema como esse, por exemplo, fez com que, na Guerra das Malvinas, os americanos mudassem o curso de um satélite e suspendessem o serviço de dados meteorológicos para o Brasil durante alguns dias. Só este ano o Brasil testará seu componente.

O ministro da Ciência e Tecnologia admite, sem rodeios, que o Brasil enfrentou graves dificuldades seja por pressão externa ou por desorganização interna para fazer engrenar o programa. E afirma que o país demorou muito a compreender que cabe à iniciativa privada, induzida pelo Estado, tocar os projetos que incorporam novas tecnologias.

A marca do Programa Espacial Brasileiro é o atraso, não só na área de lançadores (foguetes) como de satélites. O Cbers está atrasado. Outros projetos estão atrasados. A minha opinião é que nós não temos um sistema eficaz de operacionalizar esse processo. Trata-se de repartições públicas de administração direta. O input de recursos é falho. Você não entrega os recursos na hora em que são necessários afirmou ao GLOBO o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp.

Oportunidade única perdida

Enquanto o Brasil patinou, China, Índia e Coreia do Sul fizeram seu dever de casa e usaram o que os técnicos chamam de janela de oportunidade, criada com o fim da Guerra Fria, para se aproximar minimamente dos grandes detentores de tecnologia espacial: EUA, Rússia, França e Japão.

Como ilustração, não há exemplo melhor do que o antigo projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS), cuja marca é um incêndio sem explicação determinada que matou 21 especialistas no Centro de Lançamento de Alcântara, há dez anos.

O projeto foi aprovado em 1979, como parte de um ambicioso plano para que o Brasil ingressasse no seleto grupo de países que dominam a tecnologia de uso do espaço para fins pacíficos. O VLS daria ao Brasil o conhecimento necessário para posicionar equipamentos no espaço, a chamada tecnologia de controle de órbita. Sem isso, não há voo espacial para pôr satélites em funcionamento.

Porém, passados 34 anos, o Brasil já aplicou cerca de R$ 350 milhões no VLS e ainda não domina essa tecnologia. O orçamento claudicou e equipamentos deixaram de ser comprados ou ficaram obsoletos a ponto de perder a garantia operacional. O projeto passou a respirar por aparelhos.

Considerando-se a pressão do mercado externo e a busca por resultados efetivos, é cada vez mais difícil a manutenção do projeto com recursos esparsos, os quais causam constantes atrasos e até retrocesso no desenvolvimento do veículo admitiu o gerente do VLS-1 no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), coronel Alberto Walter da Silva Melo Júnior.

O cronograma indica que o VLS será acionado entre 2015 e 2016. Para tanto, será preciso planejamento contínuo. Caso contrário, o atraso continuará sendo a única certeza constante.

Fonte: Jornal O Globo.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013

ACS e lançadores no Valor Econômico

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Brasil e Ucrânia ampliam capital da binacional ACS

Por Virgínia Silveira | Para o Valor, de São José

O governo brasileiro aprovou, no dia 29 de maio, aumento de capital na empresa binacional ACS (Alcântara Cyclone Space), no valor de aproximadamente US$ 420 milhões. Com a decisão, que também já havia recebido sinal verde do governo ucraniano, sócio na companhia, o capital da ACS passará dos atuais US$ 498 milhões para US$ 920 milhões. Os custos desse aumento serão divididos em partes iguais entre os dois países, informou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp.

O aumento de capital, segundo Raupp, acontece porque os recursos destinados às atividades da ACS - desenvolvimento do foguete Cyclone 4 e a construção de uma base de lançamento para o foguete em Alcântara - foram considerados insuficientes.

Com a injeção de novos recursos, de acordo com Raupp, as obras no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, para o Cyclone 4 poderão ser retomadas. As obras tinham sido paralisadas por conta da falta de pagamento às empreiteiras, informação que o ministro não confirma.

"As obras não foram paralisadas. Apenas diminuíram de intensidade por causa do regime de chuvas na região. A ACS é devedora às empreiteiras, mas como essas empresas são grandes, as obras não são paralisadas porque se deixou de pagar um mês", explicou.

O aumento de capital e a melhoria da questão meteorológica, na opinião do ministro, devem resolver de vez os problemas relacionados à preparação da base de Alcântara para o Cyclone 4.

Atualmente, segundo o ministro, 40% das obras do sítio do Cyclone 4 estão concluídas. Na área de lançamento do VLS, o governo finalizou a construção da Torre de Lançamento, assim como pequenas melhorias e modernizações dos sistemas de operação da base. A nova torre de lançamento custou cerca de R$ 44 milhões.

O Centro de Lançamento de Alcântara apresenta uma localização estratégica, próximo da linha do Equador e a vantagem de ter o Oceano Atlântico a leste e ao norte. Desta forma, parte dos foguetes lançados dali caem no mar, longe de áreas habitadas. Segundo estudos feitos pela ACS, a estimativa para lançamento de satélites até 2020 é da ordem de 1.145, dos quais 244 são satélites comerciais. O objetivo da binacional é lançar de três a quatro satélites por ano.

"O programa com a Ucrânia se justifica comercialmente por ter a oportunidade de prestar esse serviço de lançamento e por razões estratégicas e de interesse do Brasil de ter em Alcântara dois sítios de lançamento, um para o VLS e outro para o Cyclone 4", disse.

A operação comercial de lançamentos de satélites em Alcântara, no entanto, depende de um acordo com os Estados Unidos, já que mais de 80% dos satélites comerciais lançados hoje no mundo são de origem americana.

"O Ministério das Relações Exteriores já retomou as negociações com os EUA em relação à definição de um novo acordo de salvaguardas tecnológicas. O acordo do passado está sendo rediscutido em outras condições", disse o ministro. Raupp se refere ao acordo de salvaguardas tecnológicas barrado pelo Congresso em 2002, principalmente por conta das restrições feitas ao desenvolvimento do Brasil na área espacial.

Com o novo acordo, segundo ele, o negócio da ACS tem mais condições de ser viabilizado, já que os clientes americanos representam uma parcela significativa desse mercado. "Se fizermos acordo com os EUA, não será difícil depois fazer o mesmo com o Japão e a Europa", disse. O ministro lembra que o Brasil já tem acordos de salvaguarda tecnológica com a Ucrânia e a Rússia.

Com a Ucrânia, especialistas argumentam que o acordo assinado não é vantajoso para o Brasil, porque não permite que o país tenha acesso às tecnologias espaciais associadas ao Cyclone 4, de forma proporcional à participação financeira brasileira no programa.

Programa de lançadores sofre escassez de investimento

De São José dos Campos

O programa brasileiro de lançadores também sofre com a falta de investimentos. Segundo o Valor apurou, os recursos que estavam previstos no PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais) para os foguetes em 2013 ainda não foram liberados. Os foguetes VLS Alfa e VLS Beta, por exemplo, que tinham R$ 19 milhões planejados, não receberam nada até agora.

No VLM (Veículo Lançador de Microssatélites), dos R$ 25 milhões programados, chegaram somente R$ 10 milhões. O VLS-1 recebeu R$ 16 milhões, de um total de R$ 45,7 milhões previstos no orçamento do PNAE. Os voos de qualificação do foguete, que estavam previstos para o primeiro trimestre de 2014, foi replanejado para entre 2016 e 2017.

Para tentar resolver o problema, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, disse que propôs em parceria com o ministro da Defesa, Celso Amorim, reformulação do orçamento previsto para o desenvolvimento de foguetes no PNAE.

O ministro admite que existe um déficit e que a revisão dos valores de investimento é necessária. "Necessitamos de um pouco mais de investimento para dar prosseguimento aos projetos. Já estamos negociando os novos valores com os órgãos financeiros do governo", disse.

Segundo ele, a proposta que será levada à presidente Dilma prevê um valor de R$ 293 milhões para a qualificação do VLS-1 e do VLM. No PNAE, os dois projetos têm recursos previstos da ordem de R$ 270 milhões.

O pedido de revisão já foi assinado pelo ministro, que aguarda apenas a assinatura de Amorim, para encaminhar a exposição de motivos à presidente Dilma.

O volume reduzido de aportes em projetos como o VLS e o VLM, segundo o Valor apurou, também já afeta as empresas fornecedoras do programa espacial que, devido à falta de contratos e de novos projetos, estão fazendo demissões. Este é o caso das empresas Orbital, Mectron e Equatorial.

A reformulação do orçamento ao programa de lançadores, de acordo com o ministro, foi proposta pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em conjunto com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), órgão responsável pelo desenvolvimento dos foguetes do programa espacial.

Para dinamizar ainda mais o processo de domínio do Brasil na área de lançadores de satélites, o governo incentiva a formação de uma empresa integradora de lançadores, a exemplo do que foi feito com a Visiona, na área de satélites.

A Visiona, criada a partir de uma associação entre a Telebrás (49%) e a Embraer (51%), tem como foco o programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O primeiro satélite, que está sendo adquirido de fornecedores externos, está previsto para ser lançado entre o fim de 2014 e início de 2015.

O ministro disse que empresas como a Odebrecht já teriam manifestado o interesse em participar de uma composição empresarial na área de lançadores, assim como a Avibras.

"Seria uma formulação empresarial com diferentes acionistas, inclusive uma empresa internacional, mas a articulação do programa continuaria nas mãos do DCTA." Entre as empresas internacionais interessadas, o ministro citas as europeias Astrium e Avio. (VS)

Fonte: Valor Econômico, via NOTIMP.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cooperação Brasil - Japão


Brasil e Japão discutem cooperação na área de desastres naturais

07/01/2013 - 18:44

Fortalecer a Estratégia Nacional em Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais. Esse é o objetivo do projeto que vem sendo alinhavado pelo Brasil e pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para melhorar a capacidade brasileira de avaliar e reduzir riscos, aperfeiçoar o monitoramento e conduzir pesquisa e desenvolvimento (P&D) sobre desastres naturais. As possíveis cooperações na área foram discutidas nesta segunda-feira (7) pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e pelo presidente da Jica, Akihiko Tanaka.

Questões como a possibilidade de criação de um sistema de observação da terra voltado para os desastres naturais, além do intercâmbio entre estudantes e pesquisadores pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do governo federal, e de oportunidade de estágio em empresas para bolsistas fizeram parte das discussões. “Esse programa vai até 2015 e é um instrumento que podemos utilizar na nossa cooperação tanto para enviar esses estudantes como para realizar intercâmbio entre especialistas de alto nível”, frisou o ministro Raupp.

Em seu pronunciamento, Akihiko informou que a área de desastres naturais e a cooperação com o Brasil são consideradas prioridades para o governo japonês e reforçou a intenção em ampliar a relação com o Brasil nesse campo. “Já temos cooperação com o país e queremos ampliar e estreitar ainda mais”, disse.

Participaram do encontro o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério, Carlos Nobre, a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais da pasta, embaixadora Carmem Moura, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo Coelho, o diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), Agostinho Ogura, o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério de Relações Exteriores, Ademar Seabra, e o embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, entre outros.

Modelo

O secretário Carlos Nobre ressaltou a histórica relação com a Jica na área de mudanças do clima, estudos em florestas tropicais e, recentemente, em desastres naturais. A própria criação do Cemaden, comentou ele, segue modelo implantado pelo Japão ao adotar uma estrutura técnico-científica à parte e de suporte ao sistema de defesa civil.

“Hoje o Cemaden conta com 100 funcionários e 30 doutores e cientistas”, informou Nobre aos japoneses ao destacar o esforço do governo brasileiro, que desenvolveu programas e ações específicas para a área, e a nova percepção da sociedade sobre a vulnerabilidade do país, diante da seca e das chuvas –especialmente, após a maior tragédia natural, ocorrida há dois anos, na região serrana do Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 900 pessoas.

Agostinho Ogura falou da trajetória do Cemaden, que foi criado por decreto presidencial em julho de 2011 e passou a operar 24 horas por dia, monitorando 56 municípios em áreas de risco, em dezembro. “Foi um recorde técnico-científico”, avaliou. Ogura também ressaltou o interesse em firmar parcerias com instituições de outros países.

Para o diretor do centro, o Japão é um país de referência na gestão de risco de desastres naturais, onde se montou uma estrutura de obras de proteção, prevenção, redução de riscos, monitoramento e alertas em função da ocorrência em seu território dos principais desastres naturais – tanto de natureza geológica (como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas) quanto de natureza meteorológica (chuvas torrenciais, deslizamentos e enxurradas).

“Então essa cultura japonesa é milenar. É um país consolidado sob o ponto de vista de como lhe dar com os desastres, tanto na área técnico-científica e no entendimento dos cenários de risco, quanto na possibilidade de uso de tecnologias e de organização do sistema público para atuar na questão do desastre”, frisou. “Eles têm muito a contribuir com o Brasil.”

Cooperação Brasil-Japão

Em 2008, o governo japonês instituiu o programa Parceria em Pesquisa Científica e Tecnológica para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa de apoio a pesquisas conjuntas de ponta com instituições congêneres de países em desenvolvimento. O Programa de Cooperação Técnica do Japão no Brasil é conduzido pela Jica e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, por meio da transferência de conhecimento e tecnologia japoneses a instituições brasileiras.

Entre as parcerias estão atividades nas áreas de biocombustíveis, produção de soja, estudo sobre a dinâmica do carbono na região amazônica, para o desenvolvimento de tecnologia na área agrícola e para diagnóstico de infecções por fungos em pacientes com Aids e para o estudo de cenários futuros de mudança do clima. O projeto para Fortalecimento da Estratégica Nacional em Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais prevê a parceria, além do MCTI, com o Ministério das Cidades e com o Ministério da Interação Nacional.

Fonte: MCTI
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domingo, 28 de outubro de 2012

Cooperação Brasil - Rússia


Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e Sergey Akopov, embaixador da Rússia no Brasil, se reuniram na última quinta-feira (25), em Brasília (DF), para discutir novas possibilidades de cooperação no campo de Ciência e Tecnologia, num ato prévio à visita de Dilma Rousseff àquele país, prevista para dezembro.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério, Marco Antonio Raupp destacou o interesse em desenvolver novas atividades de cooperação, em especial no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras e na área de satélites, sem dar maiores detalhes.

Entre 26 e 27 de novembro, o ministro deve fazer uma visita oficial à Rússia, acompanhado de representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e de outras instituições subordinadas ao MCTI.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Programa Espacial na Escola Superior de Guerra


Programa Espacial Brasileiro é tema de painel em Curso Superior de Política e Estratégia

16-10-2012

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, proferiu palestra sobre o Programa Espacial Brasileiro nesta terça-feira, 16 de outubro. O público foi de alunos do Curso Superior de Política e Estratégia, promovido pela Escola Superior de Guerra do Campus de Brasília, com o apoio do Ministério da Defesa.

José Raimundo destacou a importância de se apresentar o PEB a um público tão seleto. “É fundamental falar sobre o Programa Espacial Brasileiro a líderes. Disseminar o trabalho da Agência e explicar o que está sendo feito no Brasil”, ressalta o presidente.

O Curso Superior de Política e Estratégia (CSUPE) tem por objetivo proporcionar a civis de alto nível da administração pública e a militares das Forças Armadas ferramentas para a macro-análise dos cenários nacional e internacional, de modo a possibilitar-lhes à realização de avaliação de políticas e estratégias na área da Defesa e da Segurança Nacional.

São 52 alunos participantes, entre civis e militares, oriundos de diversos órgãos do Governo Federal, do Comando das Forças e de professores doutores do meio acadêmico de Brasília.

O curso tem duração de nove semanas e uma das principais finalidades é o fortalecimento da mentalidade de defesa do Brasil junto à público decisor, por meio da criação de um espaço adequado para a circulação de ideias e apresentação de temas de defesa.

Na tarde desta terça-feira, o Brigadeiro Carlos Antônio Kasemodel, Diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) também proferiu palestra sobre o Programa Aeroespacial. O encerramento do painel se deu com debate sobre os temas abordados e agradecimento dos alunos pelos esclarecimentos prestados.

Fonte: AEB

Comentário: interessante observar a orientação de aproximação entre o Programa Espacial Brasileiro e a área de defesa, implementada desde a chegada de Marco Antônio Raupp ao governo federal (primeiramente na presidência da AEB e atualmente como ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação). O ministro Marco Antonio Raupp e Raimundo Braga Coelho, presidente da AEB, costumam frisar que a Estratégia Nacional de Defesa é uma das demandas do Programa Espacial Brasileiro.
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domingo, 12 de agosto de 2012

Aniversário do INPE: bate-boca entre Raupp e Câmara


Ministro e ex-diretor trocam acusações em plena cerimônia após divulgação de plano para remodelar instituto de S. José

11 de agosto de 2012

Chico Pereira
São José dos Campos

A festa de 51 anos de criação do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, realizada ontem, foi marcada por protesto de servidores e bate-boca entre o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e Gilberto Câmara, ex-diretor do instituto.

O desentendimento verbal entre Raupp e Câmara foi presenciado por pelo menos 100 pessoas que participaram da solenidade, no auditório do LIT (Laboratório de Integração e Testes).

Ao saudar Câmara, que estava na plateia, o ministro chamou a atenção para a camiseta preta que ele usava com a inscrição “Não ao desmonte do Inpe”.

“Meu caro Gilberto de camisa preta, depois quero fazer uma observação a isso”, disse Raupp.

Câmara respondeu que era um protesto contra a tentativa que está sendo feita para “desmontar o Inpe”, numa referência ao projeto de remodelação da instituição elaborada por Raupp.

Visivelmente irritado, o ministro rebateu: “fico impressionado, partir de uma pessoa como você uma dúvida com relação ao meu encaminhamento e partir para uma atitude de contestação que não conheço. Gosto da contestação do sindicato, que é permanente. Contestações em épocas que você deveria colaborar para os encaminhamentos eu considero bem menos”.

Em outro trecho de seu pronunciamento em defesa do projeto de reestruturação do Programa Espacial Brasileiro e do papel do Inpe nesse contesto, Raupp voltou a criticar Câmara: “durante a administração do Gilberto Câmara, o Inpe se desalinhou completamente das ações do governo federal. O governo dava dinheiro para fazer o Amazônia e o Cbers (satélites) e ele botava em outras coisas”.

“É isso que vocês querem? Desorganização? Não pode ser assim. Tem que ter alinhamento, governança. É isso que está se buscando, integração, isso é legítimo e dever de um governo que dá valor aos impostos que o cidadão paga. Usar bem os recursos e não desperdiçar”, afirmou Raupp para a plateia.

Ele voltou a criticar Câmara no final do seu pronunciamento: “aprecio muito o sindicato porque é franco. Eu não aprecio pessoas que fizeram tudo errado e agora querem se pontificar como aliado de vocês (sindicato). Isso para mim é ruim”.

Câmara evitou comentar as declarações do ministro.

Protesto. Pelo menos 30 servidores participaram da cerimônia vestidos com camiseta preta com a mesma inscrição.

Foi a forma do SindcT (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do setor Aeroespacial) mostrar o descontentamento e a apreensão da comunidade do Inpe com as propostas de Raupp.

O ministro rebateu as críticas de que planeja “fatiar” o instituto com a transferência de setores considerados estratégicos para outras esferas do governo federal, como do Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) para o Instituto Nacional de Meteorologia, e do setor de engenharia e tecnologia espacial para a AEB (Agência Espacial Brasileira).

“Não existe e nem existira desmonte. Não sou homem de operar desmonte, sou de operar construções. Tudo isso são delírios”, disse Raupp.

NOTA OFICIAL DO MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Com relação à reportagem "Ministro retoma plano para 'desmonte' do Inpe em S. José", tenho a esclarecer:

A política especial brasileira vem passando por uma profunda revisão, visando sua atualização e adequado atendimento das necessidades do País em campos como da ciência espacial e da atmosfera, da observação da terra, da previsão do tempo e estudos climáticos, da engenharia e da tecnologia espacial, dentre outros.

A nova situação inclui também acréscimo de investimentos, a partir de 2007.

Com a nova política espacial, o papel do Inpe, será ainda mais relevante e dinâmico em importantes contextos, como no organograma dos órgãos públicos federais, na sua contribuição para a sociedade brasileira e na sua participação na produção científica e tecnológica mundial.

Portanto, não tem fundamento na verdade qualquer afirmação ou inferência de que há um plano de desmonte para o Inpe.

Ao contrário, almeja-se para o Inpe papel semelhante ao desempenhado por órgãos congêneres de países exitosos em termos de definição e execução de programas espaciais, como Estados Unidos e China.

Também para confirmar que se quer dotar o Inpe das melhores condições para o cumprimento de suas imprescindíveis atividades, encontra-se em andamento um processo de concurso público para a contratação de 107 novos servidores, sendo 17 pesquisadores, 22 tecnologistas, 40 técnicos e 28 analistas de Ciência e Tecnologia.

As propostas para o redimensionamento do papel do Inpe na política espacial brasileira não foram elaboradas nem estão sendo encaminhadas às escondidas. Ao contrário, estão sendo tratadas com toda a transparência cabível.

Elas foram apresentadas, publicamente, em reuniões com o Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial, com o Conselho Técnico Científico do Inpe e com a Câmara Municipal de São José dos Campos. Nessas ocasiões, solicitei contribuições à proposta. As propostas foram discutidas também no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais, com participação de representantes da comunidade científica e da comunidade empresarial da área aeroespacial.

Por fim, quero lembrar, em especial à comunidade de São José dos Campos, que sempre pautei e pautarei minha atuação, não por ações de desmonte, mas sim por ações de construção.

Marco Antonio Raupp
Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação

Fonte: jornal "O Vale".

Comentários: sobre a possível junção do CPTEC, unidade do INPE localizada em Cachoeira Paulista (SP) e que desenvolve pesquisas e previsões em meteorologia, com o INMET, vinculado ao Ministério da Agricultura, interessante observar que em 24 de julho, foi publicado no Diário Oficial da União a Portaria Interministerial nº 678, dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Agricultura, que constituiu um grupo de trabalho para a elaboração de relatório contendo proposta para "(i) a ampliação de mecanismos de integração e coordenação de atividades entre o Instituto Nacional de Meteorologia - INMET e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE; e (ii) a integração institucional entre o CPTEC e o INMET, como preconizada no relatório do Grupo de Trabalho instituído pela Portaria Interministerial nº 545, de 01 de novembro de 2004, pelos Ministros do MCTI e MAPA, e em concordância com o determinado na reunião interministerial realizada em 16/03/2005 no Gabinete do Ministro da Ciência e Tecnologia."
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domingo, 5 de agosto de 2012

ACS, Cyclone 4 e o possível Cyclone 5


UCRÂNIA CONSTRUIU A PLATAFORMA DE LANÇAMENTO PARA O PROJETO "CYCLONE-4"

3 de agosto de 2012

A Ucrânia terminou o trabalho de construção da plataforma de lançamento no âmbito do projeto ucraniano-brasilerio "Cyclone-4", disse o Primeiro-Ministro da Ucrânia Mykola Azarov nesta sexta-feira durante a reunião com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil Marco Antonio Raupp.

"Nossa cooperação na esfera espacial no âmbito do projeto "Cyclone-4" no Centro de Lançamento Alcântara entra na fase final, por isso queremos chamar a atenção para a necessidade da decisão positiva da parte brasileira referente ao financiamento da instalação. Por sua vez, gostaria de informá-lo, que o desenvolvimento da plataforma de lançamento está quase completo. E hoje o Senhor pode visitar a planta em Dnipropetrovsk (“Yuzhnoe SDK”) e ver por si mesmo este equipamento," – disse Mykola Azarov.

Ele lembrou que pelo projeto "Cyclone-4" a parte ucraniana desenvolve e fabrica os equipamentos tecnológicos necessários para executar o trabalho com o foguete "Cyclone-4" para preparação do lançamento desse veículo-lançador  ucraniano do Centro Alcântara. Ao mesmo tempo a parte brasileira constrói as instalações da infra-estrutura e comunicações do Centro.

O Primeiro-Ministro acrescentou que hoje os especialistas dos dois países começaram a tratar do desenvolvimento e a criação conjunta do veículo-lançador da nova geração "Cyclone-5", bem como da cooperação na área de satélites e muito mais.

"É extremamente interessante o desenvolvimento conjunto de veículo da próxima geração "Cyclone-5", bem como a cooperação na criação de satélites e motores. Estamos dispostos a cooperar com a parte brasileira para criar uma empresa conjunta que irá fabricar produtos utilizando tecnologias ucranianas" – disse Mykola Azarov.

Por sua vez, Marco Antonio Raupp observou que a experiência positiva de cooperação entre a Ucrânia e o Brasil na área espacial deve se expandir para outras áreas. "Nossas perspectivas do desenvolvimento da indústria espacial são muito promissoras - esta experiência positiva deve ser aplicada nas outras áreas", - disse ele.

NB: o Tratado entre a Ucrânia e a República Federativa do Brasil sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, foi assinado em Brasília, em 21 de outubro de 2003. A construção do complexo de lançamento começou no Brasil, em setembro de 2010. O projeto prevê a criação do Centro de Lançamento no cosmódromo atual Brasileiro em Alcântara. O primeiro lançamento do foguete "Cyclone-4" está previsto para o final de 2013.

Fonte: Departamento de Informação e Comunicação Pública da Secretaria do Gabinete de Ministros da Ucrânia, via Embaixada da Ucrânia no Brasil.

Comentários: interessante observar a retomada da pauta de se desenvolver no futuro um novo lançador, o chamado Cyclone 5. A ideia não é nova e foi bastante destacada por Roberto Amaral, ex-diretor-geral da Alcântara Cyclone Space (ACS) durante a sua gestão na binacional. Vale lembrar que o acordo ucraniano-brasileiro que culminou com a constituição da ACS não envolve transferência de tecnologia (e desenvolvimento tecnológico em solo brasileiro), mas tão somente a exploração comercial do binômio Cyclone 4 / Centro de Lançamento de Alcântara. Não se tem informações sobre o que viria a ser o Cyclone 5, mas do lado brasileiro, ele certamente ocuparia algum espaço dentro do programa conceitual Cruzeiro do Sul, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Em breve, o blog fará uma análise sobre os projetos, iniciativas e possibilidades brasileiras no campo de lançadores.
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terça-feira, 24 de julho de 2012

"Fusão" de AEB e INPE de volta à tona


A discussão sobre a restruturação institucional do Programa Espacial Brasileiro, que culminaria com a "fusão" entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), está de volta à tona. Rumores de bastidores dão conta de que Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e ex-presidente da AEB estaria trabalhando na minuta de um ato legal (decreto ou medida provisória) que disporia sobre a subordinação do INPE à AEB - hoje, os dois órgãos estão diretamente vinculados ao MCTI. Segundo o que se comenta, a ideia é que o INPE seja transformado numa unidade de pesquisa da Agência, o que otimizaria, na visão do MCTI, a utilização de recursos humanos e orçamentários. A discussão já teria chegado à Casa Civil.

A possibilidade da restruturação, como era de esperar, já está gerando movimentos contrários. O SindCT, sindicato que representa os servidores federais da área de C&T do setor aeroespacial, organizará um debate hoje (25), no auditório do LIT/INPE, para discutir a iminente fusão entre as duas instituições.

No fundo, a discussão sobre a "fusão" envolve disputa de poder e, principalmente, autonomia na alocação de recursos, tanto orçamentários como humanos.
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Visita de Raupp à Cachoeira Paulista


Ministro visita instalações do INPE em Cachoeira Paulista

Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Importante resultado da política industrial adotada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) foi apresentado ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, no dia 16 de julho. Durante visita à unidade de Cachoeira Paulista do INPE, ele conheceu o primeiro subsistema de propulsão para satélite desenvolvido no Brasil, em parceria com a empresa Fibraforte, de São José dos Campos. O equipamento, que estará a bordo do Amazônia-1, é necessário para correção de atitude e elevação de órbita durante a vida útil do satélite.

A política industrial do INPE é voltada ao estabelecimento, manutenção e aperfeiçoamento de empresas brasileiras para a área espacial, capacitando-as, também, para o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado em outros setores. Equipamentos e subsistemas que compõem os projetos de plataformas e cargas úteis de satélites são, preferencialmente, desenvolvidos em parceria com o setor industrial brasileiro.

Além do envolvimento da indústria brasileira em projetos espaciais inovadores, a visita ministerial teve ainda como enfoque a prevenção a desastres naturais. Após a ida ao Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP), onde foi recentemente testado o subsistema de propulsão para satélite, o ministro esteve no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), também do INPE, e nas novas instalações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Raupp esteve acompanhado do diretor do INPE, Leonel Perondi, do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, pesquisadores e representantes da indústria nacional. A comitiva foi recepcionada pelo coordenador-geral do CPTEC/INPE, Osvaldo Moraes, que apresentou uma síntese das atividades e resultados do Centro.

O ministro falou sobre a excelência no serviço de previsão de tempo e de clima prestado pelo CPTEC/INPE a toda a sociedade, bem como a sua importância estratégica no apoio às ações do Governo para a prevenção de desastres naturais. O vídeo da reunião realizada no auditório do CPTEC/INPE está disponível em http://videosonline.cptec.inpe.br/video.php?tipo=e

Inovação

O Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA), que é parte do LCP/INPE, foi o primeiro local visitado pelo ministro. Fernando Costa, chefe do LCP, e Aguinaldo Serra, responsável pelos ensaios do laboratório, falaram sobre os procedimentos envolvidos nos testes recentemente realizados, com sucesso, no subsistema de propulsão para satélite. Também participou da visita Demétrio Bastos Netto, um dos criadores do LCP.

O laboratório recebeu adaptações e melhorias para realizar pela primeira vez atividades em um subsistema de propulsão. O investimento é necessário porque a qualificação de todos os sistemas espaciais exige a prévia simulação das condições operacionais em órbita. No LCP/INPE também foi desenvolvido o catalisador que abastece os propulsores (onde o combustível sofre reação química gerando a propulsão nos motores) e todo processo de soldagem da tubulação que transporta o combustível entre o tanque e os propulsores.

Já a Fibraforte desenvolveu equipamentos como propulsores, válvulas de enchimento e dreno de combustível e gás pressurizante, tubulação e a própria estrutura e suportes do subsistema. Para isso, foram contratados direta e indiretamente dezenas de técnicos, engenheiros, mestres e doutores com formação multidisciplinar, como engenheiros mecânicos, eletrônicos e de materiais.

Novos desenvolvimentos e domínio de tecnologia foram necessários para a construção do subsistema de propulsão. É assim que os projetos de satélites do INPE atuam como importantes indutores da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. O domínio da tecnologia de fabricação de propulsores e catalisadores de combustível para satélites, por exemplo, é privilégio de poucos países.

O subsistema de propulsão é parte da Plataforma Multimissão (PMM), um moderno conceito em termos de arquitetura de satélites criado pelo INPE e em construção por um consórcio nacional de empresas. Nessa plataforma ficam todos os equipamentos que desempenham as funções necessárias à sobrevivência e operação de um satélite.

A PMM pode ser reproduzida para atender a vários tipos de missões espaciais. Assim, a reutilização do projeto da plataforma permite reduzir custos recorrentes na fabricação de novos satélites e também o tempo de desenvolvimento dos mesmos. O primeiro satélite baseado na PMM é o Amazônia-1.

Cemaden

Antes de finalizar a visita ao INPE de Cachoeira Paulista, Raupp conheceu as novas instalações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Lá foi recebido pelo coordenador-geral de Operações e Modelagem Carlos Frederico Angelis, que apresentou o funcionamento dos alertas de desastres naturais e sua importância para a sociedade.

O Cemaden é ligado à Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Seped/MCTI) e está instalado em área do INPE de Cachoeira Paulista. O Instituto foi escolhido para sediar suas instalações por reunir especialistas em meteorologia, sensoriamento remoto, mudanças globais e modelagem computacional, áreas fundamentais para um monitoramento eficaz. Além disso, o INPE abriga o Tupã, um dos supercomputadores mais poderosos do mundo para aplicações meteorológicas, climáticas e ambientais. Mais informações sobre o centro em www.cemaden.gov.br

Fonte: INPE
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Reunião do Conselho Superior da AEB


Conselho Superior da AEB se reúne para analisar as novas diretrizes do Programa Espacial Brasileiro

02-07-2012

A 63ª reunião do conselho superior da Agência Espacial Brasileira (AEB) ocorreu, na última terça-feira, na sede da AEB. O encontro teve como objetivo principal analisar proposta para o novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). A expectativa é que esse documento seja finalizado no segundo semestre deste ano.

O evento contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, que quando esteve no comando da AEB iniciou a reformulação do PNAE e uma aproximação com as mais altas esferas do governo. Tais iniciativas proporcionaram uma nova dinâmica ao Programa Espacial Brasileiro (PEB).  As perspectivas de um futuro promissor para as atividades espaciais e a consolidação de uma nova etapa apontam para consolidar ações de longo prazo típicas da área espacial.

O novo documento do PNAE visa estabelecer governança qualificada e competente para tornar o Programa Espacial em Programa de Estado, integrando-o às politicas públicas em execução no Brasil e satisfazendo as necessidades nacionais, respeitando prazos e custos. Com relação à industrialização, procura utilizar o poder de compra do Estado e estimula a criação de empresas integradoras capazes de fornecer sistemas espaciais completos.

Com relação aos desafios de alcançar a autonomia tecnológica, apoia a formação de recursos humanos qualificados para se atingir domínio das tecnologias críticas e de acesso restrito, com a participação da indústria nacional e do capital humano existente nas universidades e institutos de pesquisa, visando impulsionar e fortalecer a capacidade de lançamento de satélites a partir do território brasileiro.

Fonte: AEB
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