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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cooperação Brasil - Europa: Cemaden

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Cemaden discute parceria científica com centro de pesquisas europeu para sistema de alerta em escala continental e global 

14/07/2016

O intercâmbio entre Cemaden e Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia está no âmbito da cooperação científica do Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, com o objetivo de ampliar as pesquisas e sistemas de monitoramento e alerta de desastres naturais, envolvendo as áreas interdisciplinares de geologia, hidrologia, meteorologia e desastres naturais.

Pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, estiveram no Joint Research Centre da Comissão Europeia (JRC – EC), em Ispra, na Itália, para discutir estratégias de colaboração e intercâmbio de dados, informações e pesquisas relacionadas ao monitoramento e sistemas de alertas de desastres naturais.

As visitas e reuniões realizadas neste ano (em abril, junho e julho), entre o Cemaden e o JRC, visaram fomentar a colaboração continuada em projetos de pesquisas destinadas a desenvolver métodos inovadores, ferramentas e padrões para condições meteorológicas extremas e de impactos.

Os sistemas de modelagem a serem desenvolvidos pelo JRC irão fornecer suporte técnico e científico para a previsão e redução de risco de desastres em escala global e continental.

Essas atividades de intercâmbio científico e de dados para monitoramento fazem parte do Projeto Diálogos Setoriais entre Brasil e União Europeia, onde o Cemaden está incluso no processo “Cooperação entre Brasil-Europa em Desastres Naturais”, denominado pelo código RISC0002, desde o ano de 2015.

Reuniões e intercâmbios científicos

O Cemaden e o Joint Research Centre (JRC) discutiram estudos de modelagem global e no território brasileiro, estabelecendo parcerias em projetos de pesquisa, publicações científicas e intercâmbio de experiências. Na reunião realizada em abril, foram abordados os estudos de previsão de eventos de inundação e seca, além da avaliação dos impactos, considerando os aspectos de vulnerabilidade, os quais compõem o sistema de alerta de inundação.

Os pesquisadores visitaram a sala de Gerenciamento de Crises (ECML), do Institute for the Protection and Security of the Citizen (IPSC) e ao Copernicus Emergency Management Service (EMS) para conhecer os produtos operacionais de gerenciamento de risco de desastres naturais do JRC.

“Esses institutos que integram o centro de pesquisas (JRC) têm um papel fundamental na produção de informações hidrometeorológicas para o apoio na tomada de decisão pela Comissão Europeia, referentes à gestão de desastres naturais e aos impactos das mudanças climáticas.”, afirma o pesquisador e hidrólogo do Cemaden, Conrado Rudorff. “Considerando a dimensão continental do território brasileiro, a metodologia desenvolvida pelo JRC para o continente europeu se adequa às características de escala e demanda de informações para tomada de decisões no Brasil. A parceria é de benefício mútuo e estratégico para nosso avanço em sistemas de gestão de riscos de desastres ”, conclui o pesquisador do Cemaden.

Conrado explica, também, que o Brasil oferece boas características em termos de hidrogeografia, disponibilidade de dados e grupos de pesquisa para auxiliar na validação de modelos hidrológicos globais e desenvolvimento de métodos de análise de impacto de cheias.

Na visita mais recente, houve a participação do Cemaden na conferência anual do Global Flood Partnership (GFP), realizada no próprio JRC em Ispra, Itália. O objetivo do GFP é o de unir esforços no desenvolvimento de infraestrutura e sistemas de monitoramento por satélite, modelagem hidrológica e análise de impacto, visando melhorar a previsão e gestão de impactos de desastres de inundação em nível global. Foi apresentada a pesquisa intitulada “GloFAS como uma ferramenta de previsão de inundação em municípios da Bacia Amazônica”, trabalho científico do Cemaden, realizado em parceria com pesquisadores europeus, entre diversas apresentações científicas feitas pelos pesquisadores do GFP. O Cemaden fez, também, uma apresentação sobre o processo de monitoramento e alertas de riscos de desastres da Sala de Situação.

No ano passado, outros pesquisadores do Cemaden puderam discutir sobre pesquisas e monitoramento nas áreas agrometeorológicos e hidrológicos. Neste ano, participaram das reuniões, visitas e intercâmbios científicos os pesquisadores do Cemaden: o meteorologista Christopher Cunningham, o hidrólogo Conrado Rudorff além do tecnologista da Sala de Situação, Tiago Bernardes, hidrólogo e especialista em desastres naturais.

Diálogos Setoriais Brasil- União Europeia

O Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais Brasil-UE tem como objetivo contribuir para o aprofundamento da parceria estratégica e das relações bilaterais entre o Brasil e a União Europeia. É coordenado em conjunto pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) – por meio da Direção Nacional do Projeto – e pela Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra).

O objetivo final dos trabalhos entre o Cemaden/MCTIC e o Joint Research Centre (JRC) é a inclusão do Brasil no Sistema de Coordenação Global de Alertas de Desastres, o qual é desenvolvido pela cooperação entre as Nações Unidas, a Comissão Europeia e os gestores de desastres em todo o mundo. Esse sistema global possibilita melhorar os alertas, ampliar o intercâmbio de informação e a coordenação na primeira fase, após grandes catástrofes súbitas.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Cemaden – Maria Rosário Orquiza.
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sábado, 2 de julho de 2016

5 anos de Cemaden

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Cemaden comemora 5 Anos com presença do ministro Kassab

O Centro Nacional de Monitoramento, Alertas e Desastres Naturais (Cemaden) contou com a presença do ministro Gilberto Kassab, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, na cerimônia comemorativa dos 5 Anos de existência da instituição,  realizada na manhã desta sexta-feira (01.07), no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

O ministro visitou as instalações do Cemaden, cumprimentou os servidores e dirigiu-se  à Sala de Situação, onde são desenvolvidas,  24 horas por dia, as atividades de monitoramento e emissão de alertas de riscos de desastres naturais dos municípios  com as áreas de risco de desastres mapeadas e georreferenciadas.

Os sistemas de monitoramento hidrológico, geológico e meteorológico, a integração de dados da rede observacional do Cemaden,  com as informações das redes  das Instituições  parceiras,  foram apresentados pelo coordenador-geral de Operação e Modelagem, Marcelo Seluchi. O ministro e a comitiva também conheceram os procedimentos adotados para a emissão de alertas de desastres naturais na Sala de Situação.

Na cerimônia comemorativa, que também contou com a presença de autoridades de  diversas instituições de pesquisas, acadêmicas, estaduais, municipais e servidores, realizada no auditório do Parque Tecnológico, o ministro Kassab destacou que São José dos Campos, cidade sede do Cemaden,  representa o berço da tecnologia em nosso país.

“Entendo os desafios para defender a população nas áreas de risco e a preocupação e recursos para a transferência de famílias dessas áreas, experiências que tive quando fui prefeito de São Paulo.”, afirma o ministro. “ Também compartilho, agora, o lado da busca de mais  recursos para o desenvolvimento da ciência e tecnologia.” Reconhecendo o trabalho de todos do Cemaden, afirmou estar engajado desde que assumiu o ministério para aplicação de mais recursos à ciência no país.

O diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes apresentou um balanço das atividades do Centro, destacando os relatórios periódicos, boletins, programas e projetos relacionados ao monitoramento e pesquisas.  Sinalizou uma atenção especial do ministério sobre a questão do espaço provisório, em razão do aumento da demanda das atividades e de profissionais.

“A implementação da rede de monitoramento do Cemaden está estreitamente relacionada, primeiro, com o mapeamento das áreas de risco a desastres naturais. Em segundo lugar, por priorizar as áreas onde vivem as populações vulneráveis.”, afirma o diretor do Cemaden, ressaltando a singularidade do Cemaden em relação a outras instituições de monitoramento, cujas parcerias são importantes para ampliar as informações fundamentais para a emissão dos alertas.

No final, destacou o trabalho de toda a equipe dos coordenadores, servidores e colaboradores do Cemaden, parabenizando a todos pelo empenho dedicado para ampliar a  missão de salvaguadar vidas e diminuir os impactos sociais e econômicos dos desastres naturais.

No evento, foi homenageado o ex-secretário do MCTIC , ex-diretor do Cemaden, pesquisador climatologista, Carlos Nobre, idealizador  e principal executor do projeto científico de implantação do Centro. Outro homenageado foi o ex-ministro Marco Antonio Raupp, atual diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos, cujo apoio e parceria foram fundamentais  para a implantação da sede da instituição dentro do parque tecnológico.

Entre as autoridades, participaram do evento, o prefeito municipal de São José dos Campos, Carlinhos Almeida, o secretário da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, Cel. PM José Roberto Rodrigues de Oliveira, que representou o governador Geraldo Alckmin-  e o ex-ministro Ozires Silva.

Após o evento, o ministro Kassab e comitiva de autoridades conheceram as instalações do Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Fonte: Cemaden

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Cooperação Brasil - Reino Unido

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INPE sedia workshop para discutir parceria entre Brasil e Reino Unido na área de estudos climáticos

Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015

Especialistas do Brasil e do Reino Unido se reuniram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para identificar temas de estudos prioritários voltados aos desafios da ciência do clima para o desenvolvimento.

A rede de colaboração interdisciplinar envolve pesquisadores do Escritório de Meteorologia do Reino Unido (Met Office), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e do próprio INPE.

O "Newton Scoping Workshop on Climate Science for Service Partnership" foi realizado entre os dias 28 e 30 de setembro com o objetivo de contribuir para a definição de um Programa de Pesquisa Brasil-Reino Unido. A iniciativa engloba uma chamada no âmbito do Programa Newton, mantido pelo Reino Unido para apoiar a colaboração em pesquisa com países parceiros.

Além de cientistas, participaram gestores e representantes das instituições de pesquisa brasileiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Met Office, do SIN/Newton Fund Network e da Embaixada e Consulado de São Paulo.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Workshop sobre hidrometeorologia

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INPE promove workshop na área de hidrometeorologia

Terça-feira, 02 de Junho de 2015

Estão abertas as inscrições ao Workshop ZCAS/Monção, que será realizado de 20 a 22 de julho no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).

O workshop pretende reunir especialistas das áreas de meteorologia, hidrologia e hidrometeorologia para avaliar a relação entre a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e o Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), bem como a situação hidrometeorológica dos verões de 2013, 2014 e 2015, assim como perspectivas futuras.

Além das palestras sobre ZCAS e SMAS, também haverá apresentação de trabalhos inéditos sobre os temas. Os interessados devem enviar o resumo até o dia 30 de junho.

A programação, o link para as inscrições e o modelo do resumo estão disponíveis na página: http://cursos.cptec.inpe.br/workshop-zcas-moncao/

Fonte: INPE
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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Cooperação Brasil - Reino Unido

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Embaixador do Reino Unido visita a AEB

Brasília, 2 de abril de 2015 – As possibilidades e oportunidades de cooperação espacial, principalmente na área de satélites e suas aplicações entre o Brasil e o Reino Unido foram discutidas nesta quarta-feira (1) em encontro do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e o Embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis, e a diretora de Ciência e Inovação da Embaixada Britânica, Julia Knights.

O Reino Unido é um dos países pioneiros na pesquisa e uso de pequenos satélites e dispõe de empresas especializadas neste campo. Os britânicos também dominam tecnologias espaciais necessárias à previsão e mitigação de desastres naturais.

O presidente da AEB sugeriu ao Embaixador visitar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), sediados em São José dos Campos (SP).

A visita ao Cemaden oferece também ao representante britânico a oportunidade de conhecer o Parque Tecnológico da cidade, que se destaca entre as instituições do gênero no país.

Também participou da audiência o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho.

Fonte: AEB
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quinta-feira, 5 de março de 2015

Cooperação Brasil - Japão

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INPE recebe comitiva do Japão

Quinta-feira, 05 de Março de 2015

Representantes do governo, indústria, universidades e instituições científicas do Japão estiveram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), nesta terça-feira (3/3).

Recebida pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, a comitiva japonesa se reuniu com especialistas das áreas de Observação da Terra e de Engenharia e Tecnologia Espacial para discutir possíveis acordos de cooperação bilateral.

Após a reunião com os especialistas do INPE, o instituto sediou um seminário sobre a parceria entre os dois países, organizado pelo governo japonês. O evento abordou oportunidades na área espacial, como tecnologias relacionadas ao desenvolvimento de satélites e aplicações, como monitoramento de desastres naturais, da agricultura e de recursos naturais, entre outros.

Participaram do seminário especialistas do INPE e representantes de empresas brasileiras do setor espacial, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e de instituições como Cemaden e Embrapa.

“Este encontro deve estimular ainda mais a participação do setor privado e universidades em áreas inovadoras”, disse Perondi. “Trata-se de uma oportunidade para preparar as próximas etapas da cooperação técnica entre Brasil e Japão”, concluiu o diretor do INPE.

Fonte: INPE

Brasil e Japão avaliam novas perspectivas de cooperação espacial

Brasília, 5 de março de 2015 – Uma delegação japonesa composta de representantes do governo e do setor empresarial foi recebida nesta quarta-feira (4) na Agência Espacial Brasileira (AEB), para examinar os projetos de cooperação espacial existentes entre o Brasil e o Japão e discutir outras possibilidades de parcerias.

A missão, chefiada por Takeyoshi Fukuyo, vice-diretor do Escritório de Política Espacial junto ao Primeiro Ministro do Japão, foi recebida pelo chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho.

Os dois países estão comprometidos, neste momento, em trabalhar juntos em duas áreas de grande relevância para o Brasil: formação de recursos humanos altamente qualificados em áreas espaciais de interesse do Programa Espacial Brasileiro; e enfrentamento de desastres naturais, campo em que o Japão é altamente especializado.

A cooperação em matéria de desastres naturais deve reunir, em torno de um plano de trabalho comum, técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e técnicos japoneses de diversas entidades públicas e privadas.

Satélites – O Japão está interessado em trabalhar com o Brasil na área de sensores de satélites de última geração e de pequenos satélites. A troca de ideias e informações sobre este e outros assuntos pautou a maior parte do tempo da reunião.

O professor  Hiroaki Siraishi, da Universidade Wakayama, discorreu sobre formação de especialistas em áreas espaciais básicas. Makoto Ono, pesquisador do Centro de Tecnologia de Sensoriamento Remoto do Japão, fez uma apresentação sobre os principais trabalhos de sua instituição.

Participaram também o chefe do Escritório da Indústria Espacial do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, Nao Takada, o presidente da Axelspace Corporation, Yuya Nakamura, três representantes da empresa Japan Space Systes, inclusive seu diretor geral, Shoishiro Mihara, dois representantes da NEC Corporation Space System Division e o gerente da Mitsubishi Cooperation, Zentaro Watanabe, além de dois funcionários da área de cooperação da Embaixada do Japão. Pela AEB ainda participou do encontro a técnica da área de cooperação internacional, Daniela Miranda.

Ficou acertado o envio oficial em breve para a AEB das propostas japonesas de cooperação.

Fonte: AEB
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terça-feira, 3 de março de 2015

Cemaden: instalações inauguradas

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Cemaden inaugura instalações em parque tecnológico

Brasília, 2 de março de 2015 – O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Nacionais (Cemaden) está operando oficialmente do Parque Tecnológico de São José dos Campos (PqTec SJC), no interior de São Paulo. As novas instalações foram inauguradas no sábado (28/2) com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, que deu posse ao novo diretor do Cemaden, Carlos Nobre.

Rebelo conheceu a infraestrutura do centro e o funcionamento do Setor de Operação e Modelagem (Sala de Situação), que monitora 888 municípios com histórico de desastres naturais 24 horas por dia. “O Cemaden tem uma função social. Ele protege a vida, o bem-estar da sociedade e o patrimônio de pessoas mais pobres, que são as que moram em locais de risco”, avaliou o ministro.

No discurso de posse, Nobre ressaltou que hoje 50 milhões de pessoas vivem em áreas de risco. Segundo ele, a integração entre diversas instituições do governo federal criou um “novo arcabouço de conhecimentos aplicados à prevenção de desastres naturais”.

O centro objetiva principalmente contribuir para que se evitem mortes acarretadas por extremos – como inundações, longos períodos de estiagem e deslizamentos de terra – e diminuir a vulnerabilidade social, ambiental e econômica decorrente deles. Para isso, apoia-se em uma rede de observação composta hoje por nove radares, 2.267 pluviômetros automáticos e 960 semiautomáticos (cuja operação envolve comunitários) e 115 estações hidrológicas, entre outros equipamentos.

Para Rebelo, “o centro ajuda a proteger a economia, a produção da agricultura e da indústria, a infraestrutura do país, a logística, principalmente de transporte, e o interesse público. Governos municipais, estaduais e federal poderão mobilizar seus meios sempre que houver riscos de desastres naturais”, disse.

Na Sala de Situação, 42 tecnologistas se revezam para analisar dados hidrológicos, meteorológicos e geológicos, além de monitorar redes sociais e câmeras públicas de governos municipais e estaduais, para emitir alertas de desastres naturais ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), auxiliando o Sistema Nacional de Defesa Civil. De 2011 até quarta-feira (25/2), foram emitidos 2.939 alertas, sendo 347 só neste ano.

Participaram da solenidade o diretor-geral do PqTec, o ex-ministro Marco Antonio Raupp; o prefeito Carlinhos Almeida; o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB); o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu; o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Armando Milioni, e os diretores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi, e do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Victor Mammana.

Histórico – O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais foi criado em julho de 2011 como órgão vinculado ao MCTI, por meio da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped).

A operação em regime ininterrupto começou em dezembro daquele ano, em instalações cedidas pelo Inpe, também vinculado ao MCTI, em Cachoeira Paulista (SP).

A Sala de Situação da nova sede começou a operar em 29 de outubro de 2014, após o ingresso da nova equipe de 75 servidores efetivados por concurso público, consolidando a estrutura organizacional com as equipes de pesquisadores, tecnologistas e analistas. Toda essa estrutura está interligada, por sistema de videoconferência, à Sala de Situação do Cemaden de Cachoeira Paulista.

Fonte: MCTI
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Cooperação Brasil - Rússia - Índia - África do Sul

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Tecnologia geoespacial e suas aplicações e Astronomia são duas das cinco áreas temáticas em que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – países que formam o grupo chamado Brics – decidiram aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I), como resultado do Primeiro Encontro de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics, realizado no início desta semana na Cidade do Cabo, África do Sul.

Além destas, outras três áreas temáticas de trabalho foram definidas: alterações climáticas e mitigação de desastres naturais; recursos hídricos e de tratamento da poluição; e energias alternativas e renováveis. Os trabalhos envolvendo a área temática de tecnologia geoespacial e suas aplicações serão liderados pela Índia, enquanto que a África do Sul liderará os esforços em astronomia. Ao Brasil, caberá a liderança em alterações climáticas e mitigação de desastres naturais, área que tem atraído grande atenção do governo nos últimos anos, com algumas ações concretas, como a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).

O documento final do encontro, que também faz referência genérica à cooperação nos campos de tecnologia espacial e aeronáutica, expressa a 'intenção de enfrentar os desafios socioeconômicos globais e regionais comuns ao bloco; gerar novos conhecimentos e produtos inovadores, serviços e processos; e promover parcerias com outros atores estratégicos no mundo em desenvolvimento."

Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Agência Espacial Brasileira
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Cooperação Brasil - Japão

AVANÇA A COOPERAÇÃO ESPACIAL BRASIL-JAPÃO

Brasília, 22 de abril de 2013 – Autoridades do Brasil e do Japão da área espacial, reunidos na Agência Espacial Brasileira (AEB), em 18 de abril, trataram de dois temas concretos de interesse para ambos os países: cooperação bilateral para o uso das tecnologias espaciais na gestão de desastres naturais e formação de especialistas para o Programa Espacial Brasileiro.

Na primeira parte do encontro, os dois países apresentaram seus programas espaciais. O Japão tem grande experiência na gestão de desastres naturais. Sua proposta de cooperação no uso das tecnologias espaciais foi bem recebida pelos brasileiros. Os detalhes dessa cooperação serão discutidos em novas reuniões, a serem realizadas regularmente pelos dois países.

Acordou-se, também, que o Brasil enviará pesquisadores ao Japão dentro do plano “Brazilian Space Capacity Building Iniciative” (em tradução livre, Iniciativa Brasileira para a Formação de Especialistas na Área Espacial), da AEB, que tem total apoio do Programa Ciências sem Fronteiras. Especialistas japoneses também deverão vir ao Brasil ministrar cursos na área espacial. O objetivo é formar mão de obra qualificada, principalmente em tecnologias críticas ainda não dominadas pelo país.

Participaram da reunião o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio de Souza; o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Gurgel; e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, da AEB.

Também estiveram presentes representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD); do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, (CEMADEN); do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); do Ministério das Relações Exteriores (MRE); da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL); da Agência Nacional de Águas (ANA); e da Universidade de Brasília (UnB).

Representando o Japão, participaram representantes do Escritório Nacional de Política Espacial do Japão (que coordena todo o programa espacial japonês), da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA, sigla em inglês), da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA, sigla em inglês), da Universidade de Wakayama, da Universidade Internacional para a Formação de Missões (UNIFORM) e da Embaixada do Japão.

Fonte: AEB
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terça-feira, 26 de março de 2013

INPE: projetos em meteorologia


Diretor destaca projetos na área de meteorologia

Terça-feira, 26 de Março de 2013

Na cerimônia em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial realizada nesta segunda-feira (25/3), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, destacou ações do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST).

A melhoria da assimilação de dados para os modelos meteorológicos implementados no supercomputador Tupã e o desenvolvimento do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global foram ressaltados pelo diretor, que ainda enfatizou a cooperação com instituições do Brasil e do exterior. “A infraestrutura e os esforços de observação, para o desenvolvimento das atividades de previsão de tempo e clima no âmbito do INPE, vêm sendo aprimorados e expandidos”, falou Perondi.

O diretor disse que o INPE buscará apoiar o estabelecimento de programas e projetos na área espacial voltados para a meteorologia nacional. “Em particular, o Instituto envidará esforços para a retomada da participação brasileira na Missão Global Precipitation Measurement (GPM) – cooperação internacional que objetiva o estabelecimento de uma rede de satélites para medidas de precipitação em nível global, bem como a continuidade dos trabalhos de definição, e inclusão no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), de um satélite geoestacionário brasileiro para meteorologia”.

Perondi destacou ainda o apoio à instalação e operacionalização do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). “O CPTEC provê o CEMADEN, continuamente, com as previsões meteorológicas que integram a sua base de dados para a geração de alertas”.

Confira aqui a íntegra do discurso do diretor.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCTI), Carlos Nobre, enviaram mensagem aos profissionais do INPE atuantes na área de meteorologia, que foi lida durante a cerimônia realizada no auditório do CPTEC, em Cachoeira Paulista.

Confira aqui a mensagem do ministro e do secretário do MCTI.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cooperação Brasil - Japão


Brasil e Japão discutem cooperação na área de desastres naturais

07/01/2013 - 18:44

Fortalecer a Estratégia Nacional em Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais. Esse é o objetivo do projeto que vem sendo alinhavado pelo Brasil e pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para melhorar a capacidade brasileira de avaliar e reduzir riscos, aperfeiçoar o monitoramento e conduzir pesquisa e desenvolvimento (P&D) sobre desastres naturais. As possíveis cooperações na área foram discutidas nesta segunda-feira (7) pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e pelo presidente da Jica, Akihiko Tanaka.

Questões como a possibilidade de criação de um sistema de observação da terra voltado para os desastres naturais, além do intercâmbio entre estudantes e pesquisadores pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do governo federal, e de oportunidade de estágio em empresas para bolsistas fizeram parte das discussões. “Esse programa vai até 2015 e é um instrumento que podemos utilizar na nossa cooperação tanto para enviar esses estudantes como para realizar intercâmbio entre especialistas de alto nível”, frisou o ministro Raupp.

Em seu pronunciamento, Akihiko informou que a área de desastres naturais e a cooperação com o Brasil são consideradas prioridades para o governo japonês e reforçou a intenção em ampliar a relação com o Brasil nesse campo. “Já temos cooperação com o país e queremos ampliar e estreitar ainda mais”, disse.

Participaram do encontro o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério, Carlos Nobre, a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais da pasta, embaixadora Carmem Moura, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo Coelho, o diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), Agostinho Ogura, o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério de Relações Exteriores, Ademar Seabra, e o embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, entre outros.

Modelo

O secretário Carlos Nobre ressaltou a histórica relação com a Jica na área de mudanças do clima, estudos em florestas tropicais e, recentemente, em desastres naturais. A própria criação do Cemaden, comentou ele, segue modelo implantado pelo Japão ao adotar uma estrutura técnico-científica à parte e de suporte ao sistema de defesa civil.

“Hoje o Cemaden conta com 100 funcionários e 30 doutores e cientistas”, informou Nobre aos japoneses ao destacar o esforço do governo brasileiro, que desenvolveu programas e ações específicas para a área, e a nova percepção da sociedade sobre a vulnerabilidade do país, diante da seca e das chuvas –especialmente, após a maior tragédia natural, ocorrida há dois anos, na região serrana do Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 900 pessoas.

Agostinho Ogura falou da trajetória do Cemaden, que foi criado por decreto presidencial em julho de 2011 e passou a operar 24 horas por dia, monitorando 56 municípios em áreas de risco, em dezembro. “Foi um recorde técnico-científico”, avaliou. Ogura também ressaltou o interesse em firmar parcerias com instituições de outros países.

Para o diretor do centro, o Japão é um país de referência na gestão de risco de desastres naturais, onde se montou uma estrutura de obras de proteção, prevenção, redução de riscos, monitoramento e alertas em função da ocorrência em seu território dos principais desastres naturais – tanto de natureza geológica (como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas) quanto de natureza meteorológica (chuvas torrenciais, deslizamentos e enxurradas).

“Então essa cultura japonesa é milenar. É um país consolidado sob o ponto de vista de como lhe dar com os desastres, tanto na área técnico-científica e no entendimento dos cenários de risco, quanto na possibilidade de uso de tecnologias e de organização do sistema público para atuar na questão do desastre”, frisou. “Eles têm muito a contribuir com o Brasil.”

Cooperação Brasil-Japão

Em 2008, o governo japonês instituiu o programa Parceria em Pesquisa Científica e Tecnológica para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa de apoio a pesquisas conjuntas de ponta com instituições congêneres de países em desenvolvimento. O Programa de Cooperação Técnica do Japão no Brasil é conduzido pela Jica e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, por meio da transferência de conhecimento e tecnologia japoneses a instituições brasileiras.

Entre as parcerias estão atividades nas áreas de biocombustíveis, produção de soja, estudo sobre a dinâmica do carbono na região amazônica, para o desenvolvimento de tecnologia na área agrícola e para diagnóstico de infecções por fungos em pacientes com Aids e para o estudo de cenários futuros de mudança do clima. O projeto para Fortalecimento da Estratégica Nacional em Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais prevê a parceria, além do MCTI, com o Ministério das Cidades e com o Ministério da Interação Nacional.

Fonte: MCTI
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cemaden é destaque em evento internacional


Cemaden é destaque em workshop internacional sobre prevenção de desastres

16/08/2012 - 18:50

O Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), foi o grande destaque da palestra “O papel de monitoramento e alerta”, parte do workshop internacional Educação em Prevenção de Desastres Naturais.

A palestra foi ministrada por Agostinho Tadashi Ogura, pesquisador do Laboratório de Riscos Climáticos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e colaborador do Cemaden, que destacou a importância do monitoramento e controle de riscos em adversidades climáticas e topográficas.

Contando com 105 profissionais, entre geólogos, hidrólogos, especialistas em desastres naturais, tecnologia da informação e administração, o Cemaden funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. O foco do centro é o monitoramento de situações de risco que possam gerar alertas à população.

Ogura lembrou as dificuldades atuais em prever a chegada de adversidades, como a redução do intervalo entre catástrofes naturais, o adensamento geográfico em regiões com alta densidade pluviométrica e a ocupação territorial desenfreada. “Controle de risco e projetos de planejamento urbano andam juntos. Para facilitar a tomada de decisões, é fundamental mapear e desenvolver hipóteses de situações que levem risco à população”, disse o pesquisador.

Ferramentas

O Cemaden utiliza diversas ferramentas para mensurar fenômenos meteorológicos ou topográficos, como sensores instalados em estações meteorológicas, radares, pluviômetros, modelos matemáticos e imagens sequenciais. Os efeitos da chuva, por exemplo, podem ser medidos de duas a seis horas de antecedência. Se houver possibilidade de desastre natural, o Cemaden emite quatro níveis de alerta para grupos de trabalho ligados a autoridades públicas nacionais, estaduais e municipais, além da Defesa Civil.

“Desde junho de 2012, o Cemaden iniciou a operação 24 horas, monitorando em tempo real 163 municípios brasileiros. A partir dos dossiês de cenários de risco para cada região, avançaremos para uma condição capaz de gerar alertas de risco no menor tempo possível em todo o solo nacional”, ressaltou Ogura.

O workshop Educação em Prevenção de Desastres Naturais foi uma realização da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), com a colaboração do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da associação Gunma Kenjin-kai do Brasil.

Fonte: MCTI

Comentário: o Cemaden deve fazer uso de imagens geradas por satélites. Para mais informações, leiam a reportagem "Desde o espaço", publicada em novembro de 2011 na revista Tecnologia & Defesa.
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Visita de Raupp à Cachoeira Paulista


Ministro visita instalações do INPE em Cachoeira Paulista

Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Importante resultado da política industrial adotada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) foi apresentado ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, no dia 16 de julho. Durante visita à unidade de Cachoeira Paulista do INPE, ele conheceu o primeiro subsistema de propulsão para satélite desenvolvido no Brasil, em parceria com a empresa Fibraforte, de São José dos Campos. O equipamento, que estará a bordo do Amazônia-1, é necessário para correção de atitude e elevação de órbita durante a vida útil do satélite.

A política industrial do INPE é voltada ao estabelecimento, manutenção e aperfeiçoamento de empresas brasileiras para a área espacial, capacitando-as, também, para o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado em outros setores. Equipamentos e subsistemas que compõem os projetos de plataformas e cargas úteis de satélites são, preferencialmente, desenvolvidos em parceria com o setor industrial brasileiro.

Além do envolvimento da indústria brasileira em projetos espaciais inovadores, a visita ministerial teve ainda como enfoque a prevenção a desastres naturais. Após a ida ao Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP), onde foi recentemente testado o subsistema de propulsão para satélite, o ministro esteve no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), também do INPE, e nas novas instalações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Raupp esteve acompanhado do diretor do INPE, Leonel Perondi, do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, pesquisadores e representantes da indústria nacional. A comitiva foi recepcionada pelo coordenador-geral do CPTEC/INPE, Osvaldo Moraes, que apresentou uma síntese das atividades e resultados do Centro.

O ministro falou sobre a excelência no serviço de previsão de tempo e de clima prestado pelo CPTEC/INPE a toda a sociedade, bem como a sua importância estratégica no apoio às ações do Governo para a prevenção de desastres naturais. O vídeo da reunião realizada no auditório do CPTEC/INPE está disponível em http://videosonline.cptec.inpe.br/video.php?tipo=e

Inovação

O Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA), que é parte do LCP/INPE, foi o primeiro local visitado pelo ministro. Fernando Costa, chefe do LCP, e Aguinaldo Serra, responsável pelos ensaios do laboratório, falaram sobre os procedimentos envolvidos nos testes recentemente realizados, com sucesso, no subsistema de propulsão para satélite. Também participou da visita Demétrio Bastos Netto, um dos criadores do LCP.

O laboratório recebeu adaptações e melhorias para realizar pela primeira vez atividades em um subsistema de propulsão. O investimento é necessário porque a qualificação de todos os sistemas espaciais exige a prévia simulação das condições operacionais em órbita. No LCP/INPE também foi desenvolvido o catalisador que abastece os propulsores (onde o combustível sofre reação química gerando a propulsão nos motores) e todo processo de soldagem da tubulação que transporta o combustível entre o tanque e os propulsores.

Já a Fibraforte desenvolveu equipamentos como propulsores, válvulas de enchimento e dreno de combustível e gás pressurizante, tubulação e a própria estrutura e suportes do subsistema. Para isso, foram contratados direta e indiretamente dezenas de técnicos, engenheiros, mestres e doutores com formação multidisciplinar, como engenheiros mecânicos, eletrônicos e de materiais.

Novos desenvolvimentos e domínio de tecnologia foram necessários para a construção do subsistema de propulsão. É assim que os projetos de satélites do INPE atuam como importantes indutores da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. O domínio da tecnologia de fabricação de propulsores e catalisadores de combustível para satélites, por exemplo, é privilégio de poucos países.

O subsistema de propulsão é parte da Plataforma Multimissão (PMM), um moderno conceito em termos de arquitetura de satélites criado pelo INPE e em construção por um consórcio nacional de empresas. Nessa plataforma ficam todos os equipamentos que desempenham as funções necessárias à sobrevivência e operação de um satélite.

A PMM pode ser reproduzida para atender a vários tipos de missões espaciais. Assim, a reutilização do projeto da plataforma permite reduzir custos recorrentes na fabricação de novos satélites e também o tempo de desenvolvimento dos mesmos. O primeiro satélite baseado na PMM é o Amazônia-1.

Cemaden

Antes de finalizar a visita ao INPE de Cachoeira Paulista, Raupp conheceu as novas instalações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Lá foi recebido pelo coordenador-geral de Operações e Modelagem Carlos Frederico Angelis, que apresentou o funcionamento dos alertas de desastres naturais e sua importância para a sociedade.

O Cemaden é ligado à Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Seped/MCTI) e está instalado em área do INPE de Cachoeira Paulista. O Instituto foi escolhido para sediar suas instalações por reunir especialistas em meteorologia, sensoriamento remoto, mudanças globais e modelagem computacional, áreas fundamentais para um monitoramento eficaz. Além disso, o INPE abriga o Tupã, um dos supercomputadores mais poderosos do mundo para aplicações meteorológicas, climáticas e ambientais. Mais informações sobre o centro em www.cemaden.gov.br

Fonte: INPE
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domingo, 13 de novembro de 2011

"Desde o espaço", reportagem de Tecnologia & Defesa

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DESDE O ESPAÇO

O uso de satélites para a prevenção e gerenciamento de desastres naturais

André M. Mileski

Os satélites são ferramentas hoje indispensáveis para uma vasta quantidade de atividades, para praticamente todos os segmentos econômicos. Seus três principais pilares - telecomunicações, sensoriamento remoto e navegação - são elementos fundamentais para outra aplicação, bastante nobre: a prevenção e gerenciamento de desastres naturais, possibilitando muitas vezes a redução de perdas humanas e dos prejuízos causados, assim como a coordenação e gerenciamento de formas mais efetivas e organizadas em situações de crise e na reconstrução.

No caso de satélites de observação terrestre, por exemplo, seus dados podem ser utilizados para a elaboração de mapas de risco e avaliação de enchentes, de mapas com avaliação de danos, monitoramento dos estragos durante a ocorrência do desastre, e também de atividades antrópicas, quase sempre associadas ao acontecimento e à sua gravidade.

Números divulgados em setembro pela comissão chinesa para a redução de desastres naturais comprovam a importância de satélites para essa finalidade. Desde que foram lançados, em 2008, seus dois pequenos satélites de observação forneceram às agências governamentais daquele país informações sobre desastres de três a seis vezes mais rápido que antes, quando não havia o sistema, com a abrangência do monitoramento aumentando em dez vezes. Seus dados contribuíram para esforços relacionados a 70 desastres naturais, sendo 15 no exterior.

O uso de sistemas de satélites com essas finalidades não é algo novo. Vários países e organizações lançam mão da tecnologia espacial com esses propósitos havendo, inclusive, sistemas e redes específicos. Um deles, aliás, envolve um vizinho do Brasil. Em julho de 2005, a Argentina e a Itália, por meio de seus organismos espaciais, a Agenzia Spaziale Italiana (ASI), e a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), estabeleceram um importante acordo para a realização do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração de duas constelações de satélites radares, a italiana COSMO-Sky-Med (quatro satélites), que operam em banda X, e a argentina SAOCOM (dois satélites), que utilizará a banda L.

Quando plenamente operacional, o SIASGE gerará informações sobre emergências naturais como incêndios, inundações, erupções vulcânicas ou terremotos. Os quatro satélites COSMO-Sky-Med, construídos pela Thales Alenia Space, já estão em órbita, enquanto que os dois SAOCOM estão em construção na Argentina e deverão ser lançados nos próximos anos. “O SIASGE é um projeto que envolve altíssima complexidade tecnológica e no qual a Itália investiu um bilhão de euros e a Argentina 500 milhões”, declarou há alguns anos Enrico Saggese, na época comissário extraordinário da ASI.

Outro sistema bastante conhecido é o DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, que completou dez anos de existência, em fevereiro deste ano. É formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um ou mais satélites de observação de pequeno porte, desenvolvidos e construídos pela própria SSTL. Seu objetivo é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os tsunamis na Ásia (2004), o furacão Katrina, nos Estados Unidos (2005); as inundações no Reino Unido (2007); e o terremoto de Sichuan, na China (2008), dentre outros, fornecendo imagens óticas de alta resolução.

A companhia DMC International Imaging foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que adquire imagens da constelação para apuração dos níveis de desmatamento da região amazônica.

Os passos brasileiros

As não raras tragédias que acontecem no Brasil mostraram a necessidade de se dispor de sistemas eficientes para o seu gerenciamento. Em março de 2011, a região serrana do Estado do Rio de Janeiro foi devastada por inundações e deslizamentos de encostas causados pelas chuvas, vitimando centenas de pessoas, tragédia fundamental para a decisão do governo de criar um centro para a prevenção e monitoramento de desastres naturais.

No início de julho, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou a criação do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), que será responsável por emitir alertas e por desenvolver e implementar sistemas de observação e monitoramento.

O núcleo inteligente do CEMADEN ficará no campus do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), próximo ao Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), e a expectativa é que pelos próximos quatro anos, sejam investidos R$ 250 milhões para a instalação completa do sistema de alerta, que contará com radares meteorológicos, equipamentos pluviométricos, hidrológicos e de geotecnia, entre outros.

Sobre o uso de dados de satélites, a reportagem de T&D conversou com Carlos Frederico Angelis, coordenador geral da área de operações e modelagem do CEMADEN. “Em um primeiro momento, usaremos dados do CPTEC/INPE, e também de satélites estrangeiros, disponibilizados pela NASA, NOAA e por organizações europeias”, informou Angelis. A intenção é que o CEMADEN tenha condições de produzir dados próprios, mas também agregue informações de outras fontes, como o Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (SISMADEN), do INPE.

O pesquisador também citou a série CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China. Quando o primeiro satélite da segunda geração estiver em órbita, algo previsto para o final de 2012, seus dados também poderão servir aos propósitos do centro. “O CBERS também será muito importante para o CEMADEN, principalmente o sensor de alta resolução, para ações de prevenção e no pós-desastre”, afirmou.

Em médio prazo, o CEMADEN deverá contar com dados fornecidos pela rede GPM (Global Precipitation Measure), liderada pela estadunidense NASA e a JAXA, a agência espacial japonesa. O Brasil participará do projeto com a construção de um satélite que integrará a rede, a ser desenvolvido pelo INPE, em parceria com os Estados Unidos ou com a França. Com o GPM, o CEMADEN terá acesso a dados sobre precipitações praticamente em tempo real, com medidas de chuvas a cada três horas, facilitando previsões de deslizamentos, ocasionados pelo acúmulo de água no solo.

Imagens e serviços

A preocupação brasileira em dispor de um sistema para gerenciamento de desastres deve também abrir oportunidades para fornecedores privados de imagens e serviços de satélites. Já estabelecidas localmente, a Telespazio Brasil, controlada pelo grupo italiano Finmeccanica, e a Astrium GEO-Information Services, do conglomerado EADS, estão atentas às necessidades e se propõem a colaborar com o governo para o desenvolvimento e operação do CEMADEN, fornecendo serviços e produtos baseados em imagens de satélites, comunicações de dados, e também softwares e outros sistemas.

“Enxergamos muitas oportunidades para o fornecimento de nossos produtos e serviços para auxiliar as autoridades nesse tipo de gerenciamento”, afirmou Pierre Duquesne, diretor da Astrium GEO-Information Services no Brasil.

No portfólio da empresa, encontram-se produtos que fornecem modelos de elevação digital, por meio do qual é possível realizar uma cartografia de áreas de risco, no intuito de prever riscos geofísicos e meteorológicos, e softwares que facilitam o acesso aos dados gerados. Recentemente, a empresa lançou no País os produtos da série GEO Elevation, que podem ser usados para mapeamentos de deslizamentos de encostas, áreas de inundação, análises de terreno e visualização em 3D, dentre outras aplicações.

Duquesne também aponta a importância de se gerar cartografias emergenciais de áreas afetadas por um desastre. “Uma vez ocorrida a catástrofe, também é importante ter flexibilidade para a geração de uma cartografia emergencial de determinada área para que as autoridades de segurança pública possam ter um mapa de como a região ficou após aquele fenômeno, sabendo por exemplo quais rotas foram obstruídas. Para isso, conseguimos programar nossos satélites para obter imagens constantes das áreas afetadas”, disse.

Na Europa, a Astrium GEO-Information Services lidera o projeto SAFER, que reúne dezenas de entidades públicas de proteção civil, além de um consórcio de empresas privadas. O SAFER tem por objetivo implementar ações pré-operacionais à ocorrência de uma catástrofe, fornecendo imagens geradas por satélites, como os da série Spot, o Formosat, e os radares TerraSAR-X e TANDEM-X. O sistema foi usado em alguns desastres recentes, não apenas na Europa, como num grande incêndio florestal em Israel (dezembro de 2010), no vazamento de lama tóxica na Hungria (outubro de 2010), e nas enchentes no Paquistão (julho e agosto de 2010).

Já a Telespazio Brasil, subsidiária local da maior empresa de serviços de satélites da Europa, tem promovido no País a constelação de satélites radares COSMO Sky-Med, que tem atraído significativo interesse de autoridades e empresas nacionais. No gerenciamento de desastres, a vantagem dos satélites radares é a sua capacidade de imagear a superfície mesmo com a cobertura de nuvens, muito comuns em regiões afetadas em determinadas catástrofes, como inundações e deslizamentos.

“As imagens oriundas da constelação de satélites COSMO Sky-Med poderão ser componentes fundamentais ao SISMADEN, uma vez que é o único sistema satelital de observação da Terra capaz de garantir a coleta de imagens diariamente em alta resolução, sob qualquer condição atmosférica. É importante destacar que através das imagens COSMO Sky-Med será possível mapear as áreas afetadas, como inundações e deslizamentos durante o evento das chuvas, o que permitiria ao SISMADEN uma maior agilidade no alerta e suporte na evacuação da população em áreas sob risco”, disse Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil.

Em situações de crise, tempo é sempre um ponto chave, e no caso do COSMO Sky-Med, após a coleta das imagens, estas podem estar disponíveis ao usuário final em até 30 minutos, dependendo do caso. Exemplo do tempo de resposta da constelação italiana aconteceu no acidente com o A330, da Air France, na madrugada de 31 de maio a 1º de junho de 2009. Por volta das 13h00 de 1º de junho, a Força Aérea Brasileira solicitou o suporte do sistema COSMO Sky-Med nos esforços de busca. No dia seguinte, às 03h15, cinco imagens com 30 metros de resolução e 100 km X 100 km da área solicitada foram adquiridas, tendo sido disponibilizadas às autoridades às 05h20 do mesmo dia.

Além de imagens de satélite, a Telespazio também tem promovido a solução INAV, que integra tecnologia satelital de sensoriamento remoto, telecomunicações e navegação, e permite o gerenciamento de forma muito mais avançada de uma equipe deslocada numa área atingida por uma crise, como uma inundação ou um terremoto.

A equipe em campo é dotada de dispositivos móveis conectados via satélite e rede celular. Mesmo em momentos críticos os socorristas serão capazes de trocar informações com o centro de operações, incluindo imagens e fotos da área afetada. Por meio do INAV, a posição em campo de cada membro é conhecida a qualquer momento, seja pelo centro de operações, seja por outros integrantes da equipe. O sistema permite ainda o compartilhamento dos mapas da região atingida, com a identificação dinâmica de zonas de risco, informações logísticas, e a atualização, que pode ser feita através das imagens adquiridas pelo COSMO Sky-Med.

“Com o INAV, decisões críticas podem ser tomadas baseadas em informações verídicas em tempo real. Acreditamos que esta solução é bastante útil para a Defesa Civil e quaisquer órgãos relacionados a gerenciamentos de desastres naturais ou causados pelo homem. Até o final do ano, a solução estará disponível operacionalmente no Brasil”, revelou Laurenti.

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 126, outubro de 2011.
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sábado, 6 de agosto de 2011

Mais sobre os 50 anos do INPE

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Nos últimos dias, alguns jornais e revistas publicaram reportagens sobre os 50 anos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), comemorados em 4 de agosto, em cerimônia realizada na sede da instituição, em São José dos Campos (SP).

Em nota divulgada pelo INPE, foram destacados alguns trechos do discurso do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante. “Toda essa tecnologia, essa inteligência, é um orgulho do Brasil, uma contribuição imensa ao desenvolvimento do país”, disse. O ministro também destacou a construção do sistema de alerta para melhorar a capacidade de prevenção diante de desmoronamentos e inundações causados pelos extremos climáticos (CEMADEN), e a expectativa de avanços no monitoramento da Amazônia em 2012, com o lançamento do CBERS 3, o primeiro satélite da segunda geração do programa sino-brasileiro.

Ontem (5), em reportagem de Virgínia Silveira no jornal "Valor Econômico" repercutindo o aniversário do INPE, foi dado destaque para a necessidade de novas contratações para o Programa Espacial Brasileiro, algo mencionado por Câmara em seu discurso. De acordo com o diretor, atualmente o Instituto tem um déficit de 600 servidores. O ministro reconhece o problema e tem feito gestões para atenuá-lo. "Nós conseguimos uma brecha para fazer um concurso imediato para a contratação de 75 pesquisadores para o Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais. No que diz respeito ao Inpe, a nossa expectativa é conseguir, ainda este ano, a previsão orçamentária que nos permita realizar o concurso no ano que vem", afirmou à reportagem.

Alcântara Cyclone Space

O texto de Virgínia Silveira também faz referência à cooperação ucraniano-brasileira no projeto da Alcântara Cyclone Space, citando informações de Mercadante. O ministro comentou que o governo ucraniano se comprometeu a fazer um aporte de recursos de cerca de US$ 180 milhões na binacional até o mês que vem, setembro. "O objetivo, segundo o ministro, é que seja restabelecido um equilíbrio entre as responsabilidades que foram acordadas entre o governo brasileiro e da Ucrânia em relação ao projeto. O Brasil já investiu US$ 107 milhões na ACS e a Ucrânia US$ 60 milhões, informou o presidente da AEB, Marco Antônio Raupp."
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