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sábado, 21 de julho de 2012

VLS-1: Operação Salina encerrada com êxito




Operação Salina foi encerrada com êxito

Campo Montenegro, 20/07/2012

No dia 19 de julho de 2012 foram concluídas as atividades do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) relativas à Operação Salina, com a realização do debriefing dessa Operação, no Centro de Lançamento de Alcântara.

Durante os 26 dias de campanha foram ensaiados e simulados os diversos sistemas da Torre Móvel de Integração (TMI), visando a verificação da integração física, elétrica e lógica, utilizando-se do mock-up do VLS-1.

Essa Operação serviu para treinar as equipes nas operações de montagem e integração do veículo à Torre, bem como os procedimentos de segurança e escape da TMI.

Com o cumprimento de todas as metas estabelecidas, e o retorno da equipe a São José dos Campos, mais um importante passo para realização do voo do VLS-1 foi dado.

Fonte: IAE/DCTA, com edição do blog Panorama Espacial.

Comentário: bela imagem do VLS-1 na TMI, ainda que seja apenas um mock-up!
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domingo, 8 de julho de 2012

Ensaios da TMI com o VLS-1 em Alcântara


Desde junho, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) está realizando no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, a Operação Salina, que envolve testes da nova Torre Móvel de Integração (TMI) com um mock-up em tamanho real do foguete VLS-1. 

O principal objetivo da operação é realizar as operações de transporte, preparação e integração mecânica do mock-up estrutural inerte do VLS-1, bem como ensaios e simulações para a verificação da integração física, elétrica e lógica da TMI e dos meios de solo do CLA, associados à preparação para voo do VLS-1.

O IAE disponibilizou em seu website algumas imagens da operação (clique aqui para vê-las). As imagens de integração de partes do lançador na TMI traz fortes lembranças das três operações de lançamento do VLS-1.
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domingo, 31 de julho de 2011

"O Renascimento de Alcântara", artigo de José Monserrat Filho

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Reproduzimos abaixo um novo artigo de José Monserrat Filho, chefe de cooperação internacional da Agência Espacial Brasileira, enviado ao blog pelo autor. O artigo trata do Centro de Lançamento de Alcântara, destacando o seu momento atual, com a reconstrução da torre do VLS, a binacional Alcântara Cyclone Space, e abordando também outras iniciativas do Programa Espacial Brasileiro, como satélites de comunicações. Novamente, a exemplo do artigo divulgado semana passada ("Precisa-se de engenheiros espaciais"), o novo texto do Prof. Monserrat traz algumas informações inéditas e relevantes:

O Renascimento de Alcântara

José Monserrat Filho *

Já visitei o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) três vezes, ao longo de 15 anos. A primeira vez ocorreu em 1996 – eu era o editor do Jornal da Ciência, da SBPC, e estudioso do direito espacial. A segunda, nos idos de março de 2004, mais precisamente no dia 24, quarta-feira, por ocasião da 4ª Reunião Regional da SBPC¹ realizada na Universidade Estadual do Maranhão, em São Luís. E a terceira, agora, em 28 de julho de 2011, como convidado do Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, para integrar a comitiva do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, em visita especial (e histórica) ao CLA.²

Creio ter algo a relatar sobre a evolução do centro, desde sua paralisia nos anos 90.

Em 2004, participavam da visita o então presidente da SBPC, Ennio Candotti; o então secretário regional da SBPC, Antônio de Oliveira; o professor da PUC/RJ e ex-diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Anselmo Pasqua; e o engenheiro Murilo Marques Barbosa, então assessor especial do Ministro da Defesa, José Viegas Filho. Éramos um grupo muito interessado nos graves problemas que o Programa Espacial Brasileiros enfrentava.

Ainda estávamos sob o impacto do fatídico acidente ocorrido seis meses antes, em 22 de agosto de 2003, no CLA, na plataforma de lançamento do VLS-1, na véspera da terceira tentativa de enviá-lo ao espaço, quando perderam a vida 21 técnicos e engenheiros³.

Atônito com o que vira, escrevi, em 25 de março de 2004, o artigo “Base de Alcântara, uma riqueza ainda muito pouco explorada”4. Contei que fôramos “regiamente conduzidos e tratados pelo diretor do CLA, Coronel Francimar Nogueira Ventura, que se desdobrou para atender aos nossos questionamentos, com o auxílio de toda a sua equipe local”; ele nos apanhara no hotel, em São Luís, bem cedo pela manhã e nos trouxera de volta no fim do dia, acompanhando-nos o tempo todo. A hospitalidade era “a melhor possível”. O melancólico vazio do CLA é que impressionava.

O Coronel Francimar fez questão de nos mostrar tudo, a começar pelo local da tragédia. Diante daquele monte de ferros retorcidos que lembravam uma nesga do apocalipse, procurou nos esclarecer como se dera a explosão. Era, claro, a explicação técnica dos fatos. Atrás deles – sabíamos nós –, havia a longa história das deficiências e da falta de apoio governamental, que, ao longo de anos, levaram ao desastre como um lento rastro de pólvora.

O ponto a que tínhamos chegado

Daí que, no artigo, eu clamava: “Chegamos, como nunca antes, à hora da verdade. E ainda estamos nela, até inspirados no relatório sobre os resultados da investigação do terrível acidente. Tornou-se absolutamente imprescindível abrir à opinião pública a plenitude dos nossos problemas, deficiências e dificuldades. A realidade dói, mas é com ela que se constrói um novo rumo, mais seguro, mais produtivo e mais promissor, sem esquecer as conquistas do passado – muitas e fundamentais a seu tempo.”

E dizia mais:

“O que nos deixa aturdidos e perplexos é a complexidade dos problemas que cercam e atrasam o desenvolvimento do CLA, de valor incalculável no mundo de hoje.

“Pergunto-me quantos países se sentiriam felicíssimos se pudessem contar com uma base de lançamentos espaciais tão bem localizada e tão privilegiada quanto a de Alcântara. Muitos, com certeza, a começar por vários países avançados do Hemisfério Norte, com importantes atividades espaciais, mas com centros de lançamento que encarecem os voos.

“O fato concreto e por todos os motivos lamentável é que o Centro de Alcântara, onde o país já investiu centenas de milhões de dólares, continua subutilizado. Tudo o que de bom já fizemos com ele, seguramente representa uma percentagem mínima do muito que poderíamos ter feito, se tivéssemos há mais tempo tentado, com mais determinação e conhecimento de causa, aproveitar seu imenso potencial.

“Mas não se trata de chorar o leite derramado. Sem ignorar os erros do passado, há que enfrentar o dia de hoje e de amanhã. O CLA está ali, esperando por nossas iniciativas, nosso dinamismo, nossa criatividade. Ele é denso de possibilidades. Tem tudo para ser um dos melhores, mais eficientes e mais seguros centros de lançamento do mundo. E pode ser também um grande centro de pesquisas científicas e tecnológicas, além de um grande centro formador de recursos humanas em área de ponta.

“Ter tanto e aproveitar (relativamente) tão pouco – isso no mundo atual tem um nome duro e amargo: desperdício. Um luxo que um país pleno de carências como o Brasil não tem o direito de se permitir. Felizmente, há notícias e indícios importantes de que nos altos escalões do Governo federal há gente empenhada em mudar essa situação – sensatamente, moralmente e economicamente – insustentável.

“Já perdemos tempo demais. É hora de agir com toda a urgência possível e impossível. O grande futuro de Alcântara está nas mãos da presente geração de brasileiros responsáveis e empreendedores.”

Alcântara, sete anos depois

Na manhã de quinta-feira passada, 28 de julho de 2011, desembarquei no CLA com a mesma “ânsia natural e revitalizada de identificar sinais dessa renovação”, como assinalara em 2004.

Vi um centro bem diferente daquele de 2004. Há avanços e conquistas palpáveis, importantes obras em andamento, confiança no presente e no futuro. O clima é de franco otimismo. Mudança da água para o vinho.

A nova Torre Móvel de Integração (TMI), praticamente pronta, erguida no mesmo lugar da plataforma destruída em 2003, deve ser inaugurada no início de 2012. Custou R$ 44 milhões. A interligação dos sistemas eletrônicos e de comunicação está sendo concluída. Testam-se os equipamentos eletrônicos e a integração dos sistemas de comunicação da TMI com a Casamata, responsável pelo monitoramento e preparação dos foguetes antes de cada lançamento.

Inaugurou-se oficialmente a nova e moderna Sala de Controle dos lançamentos do CLA, construída em três anos e já várias vezes testada, que acompanha todas as etapas de um lançamento, bem como a segurança de voo, telemedidas e localização. Sistemas digitais substituíram os analógicos, otimizando o rastreio dos foguetes e reduzindo a chance de interferências nos lançamentos. Toda a comunicação de dados segue agora por fibra ótica que evita interferências.

No ato de inauguração, simulou-se o funcionamento de toda a Sala de Controle – telemedidas, rastreio e monitoramento de voo.

Modernizou-se também a sala da Casamata. A renovação abrange o sistema de radar e o setor de meteorologia. Além do mais, o CLA foi dotado de um sistema de perfiladores de vento com tecnologia que permite nova dinâmica na avaliação dos ventos verticais.5

Assim – garante o atual diretor do CLA, Coronel Ricardo Rodrigues Rangel –, o centro estará preparado para promover, em 2012, o primeiro voo de qualificação do novo foguete brasileiro, o VSL, modificado graças à cooperação com a Rússia.6

A relevância da empresa Alcântara Cyclone Space (ACS)

Os pontos centrais do Programa Espacial Brasileiro são o CLA e o programa da empresa Alcântara Cyclone Space (ACS), declarou o Ministro Jobim para quem ainda tinha alguma dúvida.

O presidente da AEB, Marco Antônio Raupp, bateu na mesma tecla: “Os dois pontos fundamentais do Programa Espacial Brasileiro são o CLA e a ACS. Em 2012, o CLA deverá lançar o novo VLS, e a ACS, o foguete Cyclone 4.

Em visita à Ucrânia (4-8 de julho), à frente de uma missão técnica, Raupp conheceu a tecnologia usada no Cyclone 4 e voltou “muito otimista”. A fabricação do foguete está bem adiantada. A parte brasileira deve acelerar a construção das instalações no CLA a ele destinadas .

Satélites geoestacionários, maior autonomia e maior orçamento

A visita ministerial ao CLA buscou conseguir novos recursos para o Programa Espacial Brasileiro como um todo, afirmou o Ministro Jobim, até porque em janeiro deste ano houve um corte de R$ 50 milhões no orçamento destinado à C&T; resultado: o CLA reduziu de 14 para sete o número de lançamentos previstos para 2011.

Os ministros visitantes concordaram com dois pontos essenciais: 1) a forte base tecnológica já instalada no CLA permite efetuar lançamentos complexos; e 2) isso exige novos recursos financeiros para completar a capacidade operacional do CLA.

Não por acaso, a visita foi definida como “a base do relatório para solicitarmos novos investimentos à Presidente Dilma Rousseff”. Sabe-se que ela assumiu as atividades espaciais como uma das maiores prioridades de seu governo, ao lado das áreas nuclear e de informática. O Ministro Paulo Bernardo acredita que “a presidente Dilma dará luz verde aos novos investimentos”.

Aliás, o Ministério da Defesa já tem pronta a exposição sobre a necessidade inadiável de dois satélites geoestacionários estratégicos de comunicações, a ser apresentada à Presidente. Os dois satélites, com lançamentos planejados para 2014 e 2019, demandam, obviamente, investimentos de monta. A ideia é de comprá-los de uma das empresas internacionais do setor, mediante licitação. Mas o Ministro das Comunicações fez questão de ressaltar: “No futuro, criaremos nossos próprios satélites geoestacionários.”

Mais áreas de lançamento, mais fontes de riqueza

O excelente sobrevoo de helicóptero oferecido aos visitantes sobre a zona do CLA atual e toda a região norte de Alcântara, às margens do Oceano Atlântico, deixou clara a possibilidade de se ampliar de três para 15 o número de áreas de lançamento. A região é praticamente desabitada, não parece favorecer a agricultura e pode, sim, ser objeto de acordo com os habitantes de Alcântara para que eles tenham acesso ao mar quando não houver lançamentos programados.

Esse é um dos melhores locais do planeta para todo tipo de lançamento espacial. Podemos e devemos aproveitá-lo com competência e urgência. É riqueza natural inestimável, capaz de favorecer a própria Alcântara, o Estado do Maranhão, a região Nordeste e o Brasil inteiro.

Resumo e apelo da história

Estamos diante de um renascimento de Alcântara. Não temos nem mais um minuto a perder.

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB

Referências

1) Os Ministros Paulo Bernardo, das Comunicações, e Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, também participaram da visita organizada pelo Ministério da Defesa às instalações do CLA. Da AEB, além do Presidente Marco Antônio Raupp, estavam o Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Thyrso Villela, e o Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento, Nilo Sergio de Oliveira Andrade, ex-Diretor do CLA.
2) Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), criada em 1948.
3) Todos pertenciam aos quadros do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), então vinculado ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) – hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), subordinado ao Comando da Aeronáutica.
4) Publicado no JC e-mail nº 2491 (Jornal da Ciência eletrônico da SBPC), edição de 25 de março de 2004.
5) Ver: http://panoramaespacial.blogspot.com/.
6) Jornal “O Estado do Maranhão”, de 29/07/2011.
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Jobim em Alcântara

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitará amanhã (28), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, de acordo com a sua agenda, divulgada pelo Ministério. Jobim assistirá a uma apresentação sobre as atividades do CLA, o principal sítio de lançamento do Programa Espacial Brasileiro, seguida de visita às instalações e sobrevoo.

Nos últimos anos, a infraestrutura do CLA tem sido modernizada e ampliada, como parte dos esforços para a retomada do programa VLS. Abaixo, reproduzimos uma nota sobre as modernizações, publicada na edição nº 125 da revista Tecnologia & Defesa, que está nas bancas:

"Centro de Alcântara tem infraestrutura modernizada e ampliada

Em paralelo ao desenvolvimento de foguetes pelo IAE, o Comando da Aeronáutica também tem atuado fortemente na modernização das instalações do principal sítio de lançamento brasileiro, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O grande marco do processo de modernização é a construção da Torre Móvel de Integração (TMI), que será usada pelo lançador VLS. A torre anterior foi destruída no trágico acidente que vitimou 21 especialistas do IAE/DCTA, em agosto de 2003, quando trabalhavam no preparo do voo do terceiro protótipo do VLS-1. A TMI foi oficialmente apresentada em julho de 2010, e a previsão é que até o segundo semestre de 2011 todos os sistemas, tais como mecanismos de proteção contra descargas elétricas, de medição da velocidade dos ventos, comunicações, entre outros, estejam instalados e a torre seja entregue para a equipe técnica do CLA e IAE/DCTA. Sua operação deve estar disponível em janeiro de 2012. A nova torre, construída pelo Consórcio Jaraguá/Lavitta, envolveu um investimento de R$ 44 milhões.

Além da TMI, o CLA também teve modernizadas a sala de controle, sistemas de radares de trajetografia e meteorologia, e casamata. A sala de controle, por exemplo, teve todos os sistemas analógicos substituídos por digitais, com comunicação feita por fibra ótica. Além disto, dispositivos de segurança, como câmeras, foram também instalados. Em breve, o centro contará ainda com um sistema ótico, dotado de telêmetro laser, em desenvolvimento pela Omnisys Engenharia, de São Bernardo do Campo (SP), para o acompanhamento de missões de lançamento. (AM)"
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Atualização do banco de controle do VLS

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Discretamente, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) publicou no Diário Oficial da União, em 20 de outubro, um aviso de concorrência para "serviço de engenharia para atualização do Hardware e Software do Banco de Controle do Veículo Lançador de Satélite (BC-VLS)." As propostas de empresas interessadas devem ser entregues até 6 de dezembro.

O primeiro BC-VLS, instalado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, contou com a participação da indústria Compsis, de São José dos Campos, que contribuiu com o projeto de testes das redes elétricas. Outra entidade que esteve envolvida foi a Atech, que junto com a Compsis desenvolveu o sistema de segurança utilizado nas missões de lançamento. O interesse das duas em disputar a concorrência lançada pelo IAE/DCTA é tido como certo nos bastidores.

A licitação promovida pelo IAE, associada a outros movimentos e projetos em andamento, tocados já há alguns anos, evidenciam uma relativa retomada do Programa VLS, ao menos em relação ao conceito do foguete conforme proposto na Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). A nova Torre Móvel de Integração, no CLA, já foi concluída e deve ser oficialmente inaugurada em dezembro.

No entanto, de acordo com as últimas notícias recebidas pelo blog, a decisão em relação à propulsão do VLS "híbrido" (parte baixa com propulsores de combustível líquido, e últimos estágios com propulsores líquidos) está em compasso de espera, devendo ser retomada possivelmente no ano que vem.
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sábado, 2 de outubro de 2010

FogTrein II: mais um FTI lançado de Alcântara

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CLA lança mais um foguete de treinamento para corrigir os sistemas operacionais

O Estado do Maranhão
30-09-2010


Para avaliar as correções feitas no projeto original do Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), foi realizado, às 16h de ontem, o lançamento do protótipo no qual foram identificados novos procedimentos que necessitam de correção tanto no foguete quanto em sistemas operacionais. A operação ocorreu no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Esse foi o segundo lançamento do modelo desenvolvido pela empresa brasileira Avibras, cujo projeto está em fase de qualificação para que o mesmo seja produzido em série com fins comerciais. O lançamento integra a Operação FogTrein II, missão com fins de treinamento, avaliação dos sistemas operacionais do CLA, bem como desempenho do foguete.

Em agosto, foi realizado o primeiro lançamento do FTI. Na ocasião, o modelo apresentou falhas no motor que resultaram no mau desempenho e prejudicaram o apogeu do protótipo. Com base nessas falhas, foram realizadas algumas correções, mas, apesar das mudanças, o desempenho do motor também não atingiu ontem a expectativa esperada no lançamento. Para a atividade, existia a previsão de apogeu de 60 mil metros e o alcançado foi de apenas 38.725 m, em um tempo de vôo de 192 segundos, o equivalente a uma baixa de 36% em relação ao previsto.

“Quando realizamos o primeiro lançamento, percebemos falhas que prejudicaram o desempenho balístico do modelo. Fizemos algumas alterações e, mesmo assim, o foguete continuou apresentando resultado abaixo do esperado. Isso nos faz voltar a realizar estudos para entender o que estaria causando os problemas”, explicou o diretor do Centro de Lançamento de Alcântara, coronel Ricardo Rodrigues Rangel, que também é coordenador-geral da operação.

Além do sistema balístico do foguete, com a operação, também foi possível identificar uma falha no sistema de ignição. Uma das chaves de segurança, antecipou-se 13 segundos na cronologia do lançamento. Uma falha desse tipo poderia prejudicar os resultados em casos de lançamentos de grande porte. “Nós temos três chaves de segurança, mas uma não funcionou como deveria acontecer. Agora, vamos investigar os motivos que levaram essa antecipação no acionamento”, detalhou o coronel Rangel.

Apesar das falhas identificadas na operação, o coronel Rangel considerou a Operação FogTrein II como bastante positiva, pois com ela foi possível avaliar melhor o foguete e na qual se identificou outros problemas que devem ser corrigidos para operações maiores.

“O foguete teve um comportamento de rotação, estabilização e transmissão de dados considerados perfeitos. Depois dessa avaliação, nós estamos programando dois outros lançamentos para o próximo ano, um no CLA e outro no Centro de Lançamento Barreira do Inferno, em Natal”, informou o diretor do CLA destacando a importância dos testes antes da produção em série do modelo FTI. “É fundamental que essas falhas sejam identificadas antes de realizar uma produção em série”, ressaltou.

Outras atividades – Ainda este ano, estão previstas duas operações de lançamento no CLA, integrados a Operação Maracati. Na campanha, que será iniciada no dia 16 de novembro e se estenderá até 15 de dezembro, será lançado um Foguete Improved Orion e um VSB-30.

No caso do VSB-30, modelo de médio porte que integra o Programa de Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB), serão colocados em órbita cerca de 10 experimentos científicos para testes em microgravidade. “No caso deste lançamento, será necessário o resgate da carga útil, o que aumenta a complexidade da operação”, adiantou coronel Rangel.

Em relação aos testes da Torre Móvel de Integração (TMI), de onde serão realizadas atividades com foguetes de grande porte, incluindo o Veículo Lançador de Satélites (VLS), a programação foi alterada e as primeiras atividades, antes previstas para serem iniciadas neste mês, foram adiadas para fevereiro do próximo ano. “O atraso ocorreu por causa das obras, não teve nenhum problema operacional. Com a nova previsão, as simulações com o foguete foram adiadas”, informou.

Fonte: O Estado do Maranhão, 30/09/2010, via website da AEB.
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sábado, 11 de setembro de 2010

Mais informações sobre a ACS e Alcântara

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Primeiro voo

Como já escrevemos na última quinta-feira (08), o primeiro voo do Cyclone 4 está previsto para fevereiro de 2012. A carga útil deste primeiro lançamento será o satélite científico Nano-JASMINE, de origem japonesa, mas existe a possibilidade de que outras cargas também sejam incluídas. Questionado pelo blog, o diretor-geral da ACS, Roberto Amaral, afirmou que o espaço disponível no voo experimental foi oferecido à Agência Espacial Brasileira (AEB).

Transferência de tecnologia - I

Nos discursos das autoridades brasileiras, foi dado grande destaque para uma possível transferência pela Ucrânia ao Brasil de tecnologia em matéria de lançadores. Afirmações nesse sentido, aliás, não são novidade. Analisando-se, contudo, os instrumentos de cooperação já assinados entre os dois países, observa-se que a joint-venture Alcântara Cyclone Space tem objetivo eminentemente comercial, e não necessariamente de caráter científico-tecnológico. O blog questionou algumas pessoas envolvidas com a iniciativa, inclusive Roberto Amaral e Carlos Ganem, sobre essa aparente inconsistência, e recebeu delas respostas bem alinhadas. Basicamente, o que se afirma é o seguinte: existe um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) assinado entre os governos do Brasil e Ucrânia para a proteção de tecnologia dos dois países, que difere de instrumentos equivalentes assinados por outras nações. Em teoria, tal acordo (e o tratado assinado em 2003) permitem a celebração de outros instrumentos, específicos para transferência tecnológica.

Transferência de tecnologia - II

O período de operação comercial do Cyclone 4 é estimado em 20 anos. Durante o tempo de sua operação, a expectativa é que os dois governos trabalhem no desenvolvimento de um novo lançador, o Cyclone 5. Isto, logicamente, exigirá um instrumento específico de cooperação. Já existem, porém, alguns movimentos no sentido de construir as bases para o projeto conjunto. Segundo foi dito ao blog por um dirigente da ACS, estão sendo negociadas dezenas de bolsas de estudos da CAPES e CNPq (instituições ligadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia) e a Universidade de Brasília (UnB) para a formação de engenheiros aeroespaciais. Estes profissionais deverão atender as necessidades da ACS e no futuro trabalhar no desenvolvimento do Cyclone 5.

Ponto alto

Como lhe é característico, o presidente da AEB, Carlos Ganem, fez um discurso bastante articulado, empolgante, até. Ganem destacou a oportunidade do Brasil em se tornar um "player" do mercado comercial de lançamentos, e também o significado da ACS não apenas para o setor espacial, mas também como instrumento para o desenvolvimento social e cultural da pequena cidade de Alcântara. Citou como exemplos os casos de Kourou, na Guiana Francesa, e Cabo Canaveral, nos EUA. Ao final, destacou que o Brasil terá uma ampla escala de lançadores, desde foguetes para microssatélites, pequenos satélites e com o Cyclone 4, cargas geoestacionárias. Logo após o encerramento da cerimônia, o blog conversou com Ganem sobre o Programa Espacial Brasileiro. O conteúdo da conversa entrará no blog no início da próxima semana.

Ponto baixo

Apesar de todos os problemas de infraestrutura e acesso ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), os organizadores da cerimônia tiveram bastante êxito em organizá-la, especialmente considerando-se o curto prazo de tempo desde a decisão de lançar a pedra fundamental e o evento. O ponto baixo da cerimônia foi a impossibilidade da imprensa visitar as instalações modernizadas de Alcântara, como a sala de controle e casamata, modernizadas, e a nova torre do VLS (ver notas abaixo). Apenas as autoridades presentes tiveram acesso a essas instalações. À imprensa, só foi possível ver, bem de longe, a nova TMI durante a aproximação da aeronave que a transportava à pista de pouso do CLA.

"Revival" da MECB

Ao discursar, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, lembrou que o Pais tem domínio parcial em tecnologia de lançadores e também em satélites. Destacou que o objetivo brasileiro é ter um programa espacial completo em 2022, ano em que o País comemora o aniversário de 200 anos de Independência. Parece um "revival" da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), idealizada no início da década de oitenta e que tinha por objetivo dotar o Brasil de capacidade autônoma na construção de satélites, veículos lançadores e infraestrutura terrestre.

Modernização do CLA

A sala de controle do CLA foi modernizada para atender as necessidades de operação do Cyclone 4. O pacote de atualização, iniciado em 2009, envolveu, além de controle, a modernização do centro de controle avançado (casamata), e outras 21 posições operacionais, como sistemas de radares, telemetria, tratamento de dados, meteorologia, subestações de energia, centrais elétrica e telefônica, sistemas de comunicações por microondas, casa de telecomando, entre outras. Ao todo, as obras de atualização custaram R$ 22,3 milhões.

Torre do VLS

A AEB distribuiu durante a cerimônia um press release com algumas informações sobre a TMI, o qual reproduzimos a seguir, com edição do blog: "A nova Torre Móvel de Integração (TMI) será entregue em dezembro deste ano. A obra foi orçada em R$ 44,1 milhões e tem 12 metros de cumprimento, 10 metros de largura e 34 metros de altura. A TMI tem moderno sistema de controle, o que proporcionará sua operação de forma remota; um túnel de escape (saída de emergência), totalmente isolado e com ar pressurizado, para evitar a entrada de gases, o que permitirá uma evacuação rápida das pessoas para um local seguro e afastado da zona de risco em caso de emergência. A estrutura conta, ainda, com um sistema de carregamento de propelente líquido, com mesa de lançamento, com torre de umbilicais, além dos subsistemas de climatização e ar comprimido, elétrico, de controle, de proteção contra descargas atmosféricas e de detecção e combate a incêndios. A nova TMI será uma das plataformas mais modernas do mundo para veículos espaciais do porte do VLS. Com o término dos trabalhos de construção e montagem, começarão os testes funcionais com a utilização de um mock-up (maquete em escala real) do VLS. Para a primeira utilização da TMI serão necessários cerca de seis meses para formação, capacitação e treinamento das equipes."
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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Torre do VLS em Alcântara

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Equipes do IAE e do CLA trabalham no Sistema Plataforma de Lançamento do VLS-1

23/06/2010

Equipes do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) trabalham, desde junho de 2009, no acompanhamento das obras do Sistema Plataforma de Lançamento do VLS-1 (SISPLAT), uma construção constituída da mais alta tecnologia envolvendo plataformas de lançamento para veículos do porte do VLS-1.

O Complexo de Lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) faz parte do Setor de Preparação e Lançamento (SPL) do CLA e se compõe de uma série de facilidades que se destinam a dar apoio à integração final do veículo desenvolvido pelo IAE, à ativação e ao controle final do mesmo. O SISPLAT também está sendo preparado para o lançamento de outros veículos de porte médio com propulsores a combustível sólido ou líquido, assegurando maior flexibilidade às instalações do CLA.

O SISPLAT é constituído pela Torre Móvel de Integração (TMI), Torre de Umbilicais (TU), Mesa de Lançamento (ML), Torre e Túnel de Escape (TTE), Casa de Equipamentos e Apoio, Sala de Interfaces Eletrônicas (SI), Sistema de Pressurização e Refrigeração, Sistema de Detecção e Alarme Contra Incêndio (SDACI), e Sistema de Proteção Contra Descargas atmosféricas (SPDA) e Sistemas Elétricos e de Automação (SEA).

A TMI é constituída por uma estrutura metálica equipada com sistemas de rodagem sobre trilhos entre as posições de montagem, testes e lançamento. Atendendo à integração final do Veículo na vertical, plataformas fixas e móveis dão acesso aos vários níveis de trabalho – as primeiras, destinadas ao acesso de pessoal às regiões periféricas internas e, as últimas, à intervenção de pessoal junto às interfaces do veículo, durante sua integração.

Ao lado da TMI está a TTE, uma torre em concreto ligada a um túnel de escape subterrâneo que dá o acesso a uma área distante dos gases em caso de acidente. Essa Torre é equipada com sistema de pressurização que impede a entrada de gases do veículo. Além disso, tubos metálicos, escorregadores verticais de duto elástico e escadas tipo marinheiro formam o conjunto que permite, em caso de emergência, a rápida evacuação das pessoas em atividade dentro da TMI.

Particularidades como o sistema de monitoramento e operação à distância, com transmissão de dados via fibra ótica para o acionamento de portas e plataformas, e para a movimentação da TMI, são possibilitadas pelo SEA. Os comandos são externos, realizados na Casa de Equipamentos e Apoio (Sala de Comando), a uma distância de aproximadamente 90 metros da Mesa de Lançamento.

Todas as etapas de construção, montagem e inspeção foram realizadas com o acompanhamento da equipe técnica do IAE, que se reveza na fiscalização da obra, nas inspeções de fabricação e nas diversas reuniões realizadas com engenheiros representantes do Consórcio Jaraguá/Lavitta. As obras civis e de montagem das estruturas metálicas serão concluídas em julho deste ano, quando serão iniciadas as instalações elétricas e de automoção.

A equipe, formada de militares e engenheiros de diversas áreas de especialização, acompanha as atividades desde a especificação técnica do projeto e prosseguirá até a finalização das instalações, sempre priorizando a segurança e a confiabilidade dos técnicos usuários para o bom desempenho das atividades realizadas em períodos de campanhas de lançamento.

Fonte: IAE/DCTA

Comentário: para ver mais fotos da TMI, acessem o link da notícia do IAE/DCTA, clicando aqui.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Alcântara: reportagens de "O Estado do Maranhão"

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Como tem sido praxe nos últimos tempos, o jornal "O Estado do Maranhão" está dando grande atenção às questões relacionadas ao Programa Espacial Brasileiro e ao Centro de Lançamento de Alcântara. Na edição de hoje (15), foram publicadas três reportagens sobre a operação Fogtrein I, Alcântara Cyclone Space (ACS) e a assinatura de convênio para reforma de estradas que levam ao CLA. Resumimos abaixo algumas das principais informações dadas pelas reportagens:

- Ainda este ano (provavelmente em novembro ou dezembro) devem ser realizados dois lançamentos de foguetes de sondagem, mas a partir do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), e não de Alcântara;

- As obras de construção da Torre Móvel de Integração (TMI), do VLS-1, já estão sendo executadas e teriam inclusive sido uma das razões para a transferência dos dois lançamentos no final do ano para o CLBI;

- A matéria menciona que o VLS-1 está previsto para ser lançado do CLA no final de 2010. Antes, falava-se em 2011. Como já descrito aqui no blog, o VLS a ser lançado (VT-01), será completo, mas com a ignição apenas dos quatro motores do primeiro estágio, o acionamento do segundo estágio e a separação com o terceiro, que não deverá ser acionado.

- Quarta-feira passada (12), deputados da bancada maranhense se reuniram com o senador Edison Lobão Filho para discutir a possibilidade de retirada do centro espacial de Alcântara, ainda que a ideia tenha sido descartada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Selecionamos alguns dizeres de congressistas citados no texto: "Eu sempre ouvi dizer que não existe melhor localização no Brasil do que Alcântara e agora eles estão com essa chantagem para pressionar as comunidades. Os quilombolas nunca quiseram a saída do CLA e sim uma negociação e o direito de posse", disse ao Domingos Dutra (PT), um dos maiores defensores da causa quilombola. Lobão Filho, por sua vez, falou: "O Ministério da Defesa não quer acabar com Alcântara, mas diante das dificuldades de ampliação, os investimentos serão diminuídos e levados para outros estados, e isso é ruim para nós. Devemos lutar para que os investimentos se concentrem no Maranhão".
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

AEB: Relatório de Gestão 2008

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A Agência Espacial Brasileira (AEB) disponibilizou em seu web-site o relatório de gestão referente ao ano de 2008 (clique aqui), que está bem mais simples do que de costume. Na parte de satélites, o documento não apresenta grandes novidades se comparado ao relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) (leia a postagem "Atividades do INPE em 2008"), mais completo e detalhado.

Em relação ao segmento de lançadores, o relatório tem informações sobre iniciativas quanto à industrialização do VLS-1, o objetivo de realizar o voo de teste tecnológico do VLS-1 em 2010, e atividades relacionadas à construção da nova Torre Móvel de Integração (TMI) do VLS-1 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), entre outras. Reproduzimos abaixo alguns parágrafos sobre os avanços em lançadores:

"Em busca do domínio do acesso ao espaço destacam-se a realização bem sucedida do teste do motor do primeiro estágio do Veículo Lançador de Satélites, VLS-1, em cumprimento de etapa importante do programa de aumento de confiabilidade do foguete. Para o desenvolvimento e fabricação desse veículo, já foi dado início a um processo licitatório de Pré-Qualificação de empresas para a industrialização do VLS-1, que se encontra em andamento. A AEB constituiu uma Comissão, composta por pessoal do CTA/IAE que está finalizando os procedimentos técnicos e administrativos necessários para viabilizar a respectiva licitação. A realização do primeiro vôo de teste tecnológico do VLS-1 em 2010 está, ainda, sendo perseguido. Entretanto, os problemas relativos à finalização do contrato de consultoria com empresa da Federação Russa, que está pendente, devido à não promulgação ainda, pelo lado brasileiro, do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com a Rússia, poderá prejudicar o atingimento da meta na data almejada.

Os trabalhos relativos à construção da Torre Móvel de Integração – TMI deverão ser iniciados em 2009. Após longas discussões e negociações entre o CTA/IAE e o Consórcio PMM, vencedor da licitação, ambos chegaram a um acordo sobre o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado, que somente foram concluídas no inicio do mês de dezembro, data em que foi assinada a ordem de serviço para dar início às obras. Estima-se concluir a construção no inicio do segundo semestre de 2010.

No tocante aos foguetes de sondagem, destacam-se os 3 lançamentos realizados no Centro Espacial de Esrange, na Suécia, como parte do Programa Europeu de Microgravidade, utilizando-se o propulsor brasileiro VSB-30. O sucesso desses lançamentos confirma a qualidade e confiabilidade desse propulsor."
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quinta-feira, 5 de março de 2009

Torre do VLS em Alcântara

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IAE assina termo aditivo ao contrato da obra de construção da plataforma de lançamento do VLS em Alcântara

04/03/2009

No dia 26 de fevereiro foi assinado, entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço e o consórcio Jaraguá /Lavitta o termo aditivo ao contrato da obra de construção do novo sistema plataforma de lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS). Estiveram presentes no evento de assinatura, o sub-diretor de funções do CTA, brigadeiro Pazini, o diretor do IAE, coronel Pantoja, o co-presidente da Jaraguá Cristian Jaty e o diretor-presidente da Jaraguá Nazareno das Neves, além de oficiais e engenheiros envolvidos no projeto. Cristian declarou que o resultado deste trabalho trará visibilidade à Jaraguá e será gerador de futuros negócios com a Aeronáutica. O engenheiro Nazareno também se pronunciou dizendo que este é o resultado de um caminho de quatro anos, já que este processo começou em 2005 e que acima de tudo é uma oportunidade de participar do desenvolvimento do projeto VLS. Ressaltou ainda, que o grupo de trabalho alocado para este projeto se manteve atuando de diferentes formas e que agora irá contar com a sinergia da engenharia do IAE.

Durante a solenidade de aniversário do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), ocorrida nesta segunda-feira, 2 de março, o major brigadeiro Salamone, comandante do CTA, comunicou oficialmente à sociedade de Alcântara a assinatura deste aditivo ao contrato e ressaltou a importância do início das obras da torre de lançamento do VLS. No evento, autoridades locais e imprensa puderam conhecer detalhes do novo projeto. O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), professor Carlos Ganem, esteve presente no evento e foi convidado pelo comandante do CTA a falar ao público presente.

Em sua declaração, Ganem declarou que a capacidade de lançar satélites, entre importantes benefícios à região, permitirá ao país fornecer informações adequadas sobre o clima, beneficiando o agronegócio brasileiro e favorecendo um maior controle sobre as comunicações no país, além de reduzir a dependência do setor

Fonte: IAE/CTA

Comentário: curiosamente, a nota não informa qual é a natureza do aditivo assinado com o consórcio Jaraguá / Lavitta.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Início das obras da plataforma do VLS

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Começam as obras para a reconstrução da Torre Móvel de Integração


05/12/2008 13:52:00

Assinado nessa quinta-feira (4) pelo Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) a autorização para o início das obras para a reconstrução da Torre Móvel de Integração (TMI) – equipamento que possibilita o lançamento do Veículo Lançador de Satélites. A última torre foi incinerada junto com o VLS-1 V03, em um acidente ocorrido em 2003, no Centro de Lançamento de Alcântara (MA).

A obra deve ser concluída em 18 meses e deverá custar cerca de R$ 40 milhões. A licitação para a construção da TMI havia sido concluída em 2006, já com novo projeto. Entretanto, uma das empresas que perdeu a concorrência, entrou na Justiça Federal questionando a lisura do processo. Passado dois anos, a Justiça entendeu, em todas as instâncias, que o procedimento de contratação estava correto.

VLS

O Veículo Lançador de Satélites (VLS) é um foguete brasileiro criado para propiciar o lançamentos dos satélites fabricados no País, e assim, garantir a autonomia em vários setores estratégicos. Já foram realizados dois lançamentos testes, em 1997 e 2001, ambos para a qualificação e desenvolvimento do veículo.

O próximo lançamento está previsto para ocorrer a partir do término da construção da TMI- Torre Móvel de Integração. O VLS mede cerca de 19 metros e tem quatro estágios. O seu peso, antes do lançamento, é de 50 toneladas e é capaz de satelitizar uma carga de 350 Kg a uma órbita de 300 Km.

Fonte: AEB
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

5 anos da tragédia do VLS-1 V03

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Hoje, 22 de agosto, completam-se cinco anos da tragédia com o terceiro protótipo do foguete brasileiro VLS-1. Desde o início da semana, alguns jornais de grande circulação têm publicado reportagens sobre o segmento de lançadores do Programa Espacial Brasileiro e também sobre o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Duas reportagens publicadas no jornal Folha de S. Paulo revelam o status da retomada do projeto: Investimento na base de Alcântara foi zero em 2008 e Base do foguete brasileiro VLS aguarda reconstrução.

Uma das poucas boas notícias é o fato do consórcio responsável pela construção da Torre Móvel de Integração (TMI) no CLA, liderado pela Jaraguá Equipamentos já ter sido contratado. A previsão é que a TMI esteja concluída em agosto de 2010. De resto, as reportagens mostram que pouco mudou.

Para mais informações sobre VLS, vejam a nota Atualizações sobre o Projeto do VLS.
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Contrato para reconstrução da plataforma do VLS-1 caminha para assinatura

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As barreiras legais impostas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que emperravam a construção de uma nova plataforma para o Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) foram recentemente superadas. O novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem tem se empenhado desde a sua posse, em março, a resolver pendências relacionadas à infra-estrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), e do futuro Centro Espacial de Alcântara (CEA).

A Jaraguá Equipamentos, líder do consórcio que foi adjudicado como vencedor da licitação promovida pelo governo está no momento em fase de negociações com o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) para a assinatura do contrato de construção da nova Torre Móvel de Integração (TMI), uma vez que já se passou um tempo considerável desde que a proposta inicial foi apresentada, havendo, portanto, a necessidade de alguns ajustes, segundo informações dadas por pessoas familiarizadas ao processo.

O projeto da nova TMI, que contou com o suporte técnico da empresa russa KBTM terá várias inovações em relação à torre destruída em agosto de 2003 (ver foto ao lado), entre as quais mecanismos de controle da corrente elétrica, e saídas de emergência imunes à entrada de gases tóxicos.
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