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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Alcântara: AST com EUA de volta à pauta

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Brasil assume de vez negociação espacial com americanos

Planalto já prepara minuta de proposta para que EUA usem Centro de Lançamento de Alcântara
   
POR GABRIELA VALENTE, ELIANE OLIVEIRA E ROBERTO MALTCHIK 
23/01/2017 4:30 / atualizado 23/01/2017 13:38

BRASÍLIA - Após o fracasso na parceria com os ucranianos para o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, que causou prejuízo de pelo menos meio bilhão de reais ao Brasil, o Palácio do Planalto está pronto para negociar o uso da base com os Estados Unidos. A ideia é oferecer aos americanos acesso ao centro de lançamento, cobiçado por sua localização rente à Linha do Equador, que diminui o gasto de propelente em cada empreitada especial, para, em troca, utilizar equipamentos fabricados pelos potenciais parceiros.

O uso dos modernos sistemas espaciais dos Estados Unidos, jamais obtidos pela indústria nacional, porém, não significará transferência tecnológica ao setor privado brasileiro. Pelo contrário: para que a negociação avance, o Brasil terá que aprovar uma lei que indique de forma técnica e pormenorizada a proteção que será dada a todo componente tecnológico manipulado em solo brasileiro. O mesmo texto precisa ser avalizado pelo Congresso americano. Se parte das exigências dos EUA forem alteradas pelos parlamentares do Brasil, e as mesmas forem consideradas insatisfatórias pelos congressistas americanos, não tem negócio.

O tema sempre esbarra na proteção à soberania nacional, uma vez que setores do Centro de Lançamento de Alcântara poderiam ficar inacessíveis aos técnicos brasileiros justamente pela proteção à propriedade intelectual do país parceiro. Foi esta a argumentação, que provoca polêmica entre diferentes setores dentro e fora do governo, que impediu o avanço da primeira tentativa de acordo, costurada ainda no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

PROPOSTA ANTERIOR EMPERROU

À época, a proposta não avançou no Congresso Nacional. Os parlamentares consideravam o acordo desequilibrado e conflitante com as leis brasileiras. A maior crítica é que o governo dos EUA manteria controle sobre áreas segregadas em território brasileiro.

Agora, o país deve apresentar uma nova versão de Acordo de Salvaguardas Tecnológicas ao Parlamento. O Ministério das Relações Exteriores avalia junto aos ministérios da Defesa. Ciência e Tecnologia e Agência Espacial Brasileira os termos que podem ser oferecidos aos americanos. A ideia é ser pragmático e propor um acordo que permita acelerar um acordo definitivo.

José Serra, ministro das Relações Exteriores, confirmou que oferecerá aos americanos um acordo. Segundo ele, esta é uma das primeiras providências nas relações com o novo presidente americano, Donald Trump.

— Vamos tomar a iniciativa de propor a reabertura de negociação em torno de vários acordos e tratados que não se concretizaram. Um deles se refere à base de Alcântara. O assunto foi muito debatido no passado e, agora, vamos tentar uma parceria — revelou José Serra.

O primeiro passo para que o diálogo avance foi dado com uma medida prática: o Planalto obteve vitória no Congresso para retirar da Casa o texto rejeitado há quase 15 anos. Como os Estados Unidos sempre foram resistentes à ideia de uma negociação que flexibilize o acesso de brasileiros aos locais sensíveis à proteção tecnológica, os diplomatas daqui devem entregar uma proposta sem tantas exigências. Assim, acreditam, o dispositivo de segurança nacional tem maior chance de não ser derrubado pelos parlamentares americanos.

Em dezembro, o plenário da Câmara de Deputados aprovou o fim da tramitação do texto antigo. Já neste mês, os ministério das Relações Exteriores e da Defesa começaram a elaboração de um novo acordo.

Em 2004, logo depois do incêndio nunca totalmente esclarecido que matou 21 técnicos e engenheiros que trabalhavam no lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) brasileiro, e, em 2012, quando o acordo com os ucranianos já dava os primeiros sinais de fracasso, o Brasil tentou retomar o acordo com os americanos. O Itamaraty fez as tratativas em absoluto sigilo, mas, em julho de 2013, entretanto, esse início de negociação foi suspenso.

As conversas estariam estavam avançadas, mas naufragaram por causa da redução no ritmo do diálogo bilateral entre o governo Dilma Rousseff e os americanos, depois da revelação que o serviço de inteligência dos Estados Unidos espionou o governo brasileiro.

— Há disposição para buscar soluções alternativas. A assunção de novo governo nos EUA poderia representar oportunidade para uma reavaliação do cenário, buscando-se ambiente de flexibilidade de lado a lado, em que novos entendimentos possam prosperar — contou um técnico do governo a par do assunto.

Sem citar nomes, José Serra criticou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que optou por um acordo com a Ucrânia, para o lançamento de satélites da base de Alcântara, que ainda enfrenta obstáculos domésticos. O principal deles é a resistência das comunidades locais à expansão do centro de lançamento, hoje dentro do perímetro da base militar. O acordo com a Ucrânia foi rompido e ainda deixou um problema para o Brasil: como houve denúncia unilateral do tratado, ou seja, o Brasil optou sozinho por não prosseguir na empreitada com o país europeu, a Ucrânia pode — e já ameaçou fazer — exigir ressarcimento pelos prejuízos causados pela parceria mal sucedida.

Fonte: Jornal "O Globo".
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

CLA tem novo diretor

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Centro de Lançamento de Alcântara (MA) tem nova direção

16/01/2017

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, participou da cerimônia de posse do novo diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O engenheiro Luciano Valentim Rechiuti assumiu a direção do Centro na última quinta-feira (12.1) em substituição ao Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, após três anos e cinco meses como vice-diretor.

A cerimônia, presidida pelo tenente brigadeiro do ar Antônio Carlos Egito do Amaral, diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), contou com a participação de todo o efetivo do CLA e do Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK). Estiveram presentes ao evento o deputado Federal Pedro Fernandes, representantes de órgãos e instituições públicas e privadas de âmbito federal, estadual e municipal, além dos comandantes locais das organizações militares das Forças Armadas e auxiliares.

A passagem de direção iniciou com um culto em ação de graças com todo o efetivo e convidados, realizado no auditório do Centro Técnico. Os convidados acompanharam o descerramento da fotografia, do agora ex-diretor do CLA, coronel Olany, no Salão Nobre.  Na sequência, foi realizada a Cerimônia Militar de Passagem de Direção. Em sua despedida o coronel Olany relembrou as conquistas realizadas em seu comando e agradeceu as autoridades que contribuíram para sua gestão. Ao término da solenidade a tropa desfilou em continência ao novo diretor do CLA.  Também assumiu como vice-diretor do Centro, o tenente coronel aviador Marco Antônio Carnevale Coelho.

“É com enorme expectativa que assumo a direção do CLA, uma organização essencial na manutenção do poderio aeroespacial do país. Em meio ao mais intenso processo de reestruturação da Força Aérea Brasileira (FAB), todos nós devemos dar prosseguimento às implementações propostas pelo Alto Comando, de forma a garantir maior eficiência na utilização dos recursos administrativos, logísticos e operacionais. A gestão iniciada hoje ganha enormemente com a ativação do Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK), pois possibilita o enfoque exclusivo na nossa atividade-fim de preparar, lançar e rastrear engenhos aeroespaciais”, concluiu o novo diretor.

O novo diretor do CLA, Coronel Luciano é engenheiro cartógrafo, formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Possui Mestrado em Sensoriamento Remoto, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), MBA nas áreas de Gerenciamento de Projetos (FGV), Gestão de Processos em Ciência e Tecnologia (UFF) e Política e Defesa, pela Universidade Estácio de Sá. Foi promovido ao posto de Coronel em 25 de dezembro de 2013.

Fonte: CLA
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"Na corrida aeroespacial estamos na estaca zero", artigo de Roberto Amaral

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Reproduzimos abaixo artigo recebido hoje (12), de autoria de Roberto Amaral, dirigente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ex-ministro da Ciência e Tecnologia (janeiro de 2003 a 2004), e diretor-geral da binacional da Alcântara Cyclone Space (ACS) (2007 a 2011). O artigo não reflete a opinião do blog Panorama Espacial.

Na corrida aeroespacial estamos na estaca zero

Roberto Amaral

O programa espacial é exemplo de como as elites brasileiras, desde cedo, se demitiram da grandeza

Em meados de 2003, os ministros da Defesa (José Viegas Filho), das Relações Exteriores (Celso Amorim) e da Ciência e Tecnologia (Roberto Amaral) recomendaram à presidência da República a retirada, do Congresso Nacional, da mensagem com a qual FHC encaminhara o acordo por ele firmado com o governo dos EUA visando à cessão, pelo Brasil, do Centro de Lançamentos de veículos espaciais de Alcântara (CLA), no Maranhão. O acordo, demonstravam os ministros, contrariava os interesses nacionais e afetava nossa soberania.

Construído à base de dispositivos assimétricos, plenos de prepotência imperialista, eivado de desprezo à soberania brasileira, o acordo proibia peremptoriamente qualquer repasse de tecnologia, de que carece o Brasil, e impedia a cooperação tecnológica com outros países, de que tanto necessitamos para anular o atraso de hoje.

Enfim, o objetivo estratégico do governo dos EUA, ao qual se curvou FHC, era inviabilizar o programa espacial brasileiro, hoje agonizante, subordinando-o à órbita dos interesses estratégicos norte-americanos, que não dizem respeito aos nossos.

A alternativa brasileira de cooperação tecnológica se abriu com a possibilidade de acordo com o governo da República da Ucrânia, herdeira da tecnologia espacial da antiga União Soviética e disposta a colaborar com o Brasil.

Consultando os EUA sobre a parceria com o Brasil, as autoridades ucranianas receberam a insólita resposta de que os EUA não se opunham ao acordo Brasil-Ucrânia, mas continuavam considerando inconveniente nosso programa espacial. Esta é a premissa do acordo Brasil-EUA e das pressões e sabotagens contra a cooperação Brasil-Ucrânia, cujo fecho foi a inviabilização da Alcântara Cyclone Space.

O governo títere de Michel Temer, por razões que não explicou, retirou de pauta o acordo Brasil-EUA para negociações que não se fazem à luz do dia, e o tema pode retornar a qualquer momento ao Congresso sem discussão pública, sem audiência da comunidade científica, sem mesmo debate parlamentar.

Tudo é possível no atual governo e no atual estágio de nossa catástrofe política, mormente quando, ainda sem explicações políticas, técnicas ou estratégicas, o governo brasileiro (Decreto nº 8.494 de 24/6/2015) denunciou, unilateralmente, o acordo de cooperação firmado com a Ucrânia, que visava à produção conjunta e lançamento a partir da base de Alcântara do foguete Cyclone-4. E, assim, jogamos por terra a possibilidade de cooperação, que permite o salto tecnológico de que tanto carecemos.

O Veículo Lançador de Satélites (VLS), projeto da FAB desenvolvido pelo Centro Técnico Aeroespacial (CTA) da Aeronáutica, foi enterrado com os escombros do desastre de 2003, quando sua terceira tentativa de lançamento redundou na trágica perda de 21 técnicos brasileiros.

Estamos, hoje, como estávamos há décadas, pouco além da estaca zero, sem satélite, sem lançador e sem centro de lançamento, apesar de possuirmos o mais estratégico, econômico e seguro sítio para lançamentos de foguetes, o já referido município de Alcântara, no Maranhão, próximo à linha do Equador, onde os satélites entram em órbita.

Em Alcântara temos hoje as ruínas das obras civis da frustrada Alcântara Cyclone Space (ACS), fruto da finada cooperação Brasil-Ucrânia, e uma bela torre para lançamentos do VLS, um foguete que não existe.

O acordo firmado com os EUA, felizmente não homologado, é paradigmático da renúncia à soberania nacional. Vejamos alguns de seus muitos pontos inaceitáveis.

Por exemplo: admite a possibilidade de veto político unilateral dos EUA a lançamentos de foguetes de nosso Centro de Lançamento de Alcântara; proíbe o Brasil de cooperar (aceitar ingresso de equipamentos, tecnologias, mão-de-obra ou recursos financeiros) com países que não sejam membros do regime de Controle de Tecnologia de Mísseis – Missile Technology Control Regime (MTRC); proíbe o Brasil de utilizar recursos decorrentes dos lançamentos no desenvolvimento de seus próprios lançadores; determina o livre acesso, exclusivo dos servidores dos EUA, a qualquer tempo, ao Centro de Lançamento para inspecionar veículos, e assim por diante.

Independentemente do caráter de lesa-pátria desse acordo, ora suspenso, duas questões de fundo vêm à baila: (i) a dificuldade de nosso país acompanhar o processo tecnológico de seus parceiros, isto é, dos caminhantes de mesmo nível; e (ii) nossa quase inaptidão para desenvolver projetos estratégicos, aqueles que definem os grandes objetivos nacionais e condicionam, por isso, os planos e ações governamentais, ou seja, as táticas necessárias para atingir tais objetivos.

Atrasamo-nos no processo de desenvolvimento de nosso programa nuclear pacífico, sendo superados por países que caminhavam pari passu conosco nos anos 40/50 do século passado, e fomos superados pelos países tecnologicamente nossos contemporâneos nos primórdios da aventura espacial.

O caso exemplar é oferecido pela China, que hoje disputa o espaço com a Rússia e os EUA, enquanto nossos satélites (os CBERs – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), fabricados em cooperação com a indústria chinesa, são lançados por foguete chinês a partir de base chinesa.

No plano estratégico registramos, além dos atrasos nos programas espacial e nuclear, o gravíssimo atraso no plano cibernético, o espaço da guerra do terceiro milênio, como denunciou o general José Carlos dos Santos, então comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército, em palestra promovida pela  Câmara dos Deputados, em 2012.

Aliás, esses três setores, o espacial, o cibernético e o nuclear, foram eleitos como os de importância estratégica pelo decreto nº 6.703, de 15 de dezembro de 2008, que estabelece a ‘Estratégia Nacional de Defesa’ do Brasil.

Os percalços relativos ao desenvolvimento do Programa Espacial, particularmente no que dizem respeito à construção, interrompida, do sítio de lançamento da Alcântara Cyclone Space, são graves, mas não estão a constituir uma especificidade.

Os óbices resultam de questões estruturais, condizentes com os mecanismos de funcionamento do Estado brasileiro, com forte dose de distorção política e cultural, alienação que é uma das características seminais de nossas elites dirigentes, voluntariamente colonizadas.

Afeitos à dependência – científica, tecnológica, cultural, ideológica – nossos quadros dirigentes, com as exceções que fazem a regra, jamais se revelaram atraídos pelo pioneirismo ou pela inovação, jamais se sentiram conquistados pela autonomia e soberania do país, jamais se apresentaram estimulados pela necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento. Muito menos de discuti-lo com a sociedade.

O pioneirismo que constrói as nações foi aqui substituído pela reprodução mecanicista dos modelos políticos, econômicos, culturais das metrópoles, pela importação de bens materiais e simbólicos, pela introjeção dos valores do colonizador, pela paixão pelo que vinha de fora, coisas e ideais, sotopondo o invento, a criação, a audácia e, principalmente, anulando a fé em si mesmo, a crença em sua própria capacidade, e, por consequência, na capacidade do povo-massa, o povo como ser coletivo.

A aspiração de nossas elites alienadas jamais foi o desafio da construção, nos trópicos, de uma civilização; ao contrário, forcejaram elas sempre por assimilar, como implante, primeiro os valores coloniais europeus, em seguida os valores norte-americanos; e assim, convencidas das nossas limitações como destino, e da mágica superioridade do ‘outro’, os outros povos (do Norte), das outras raças, do externo, sempre encararam o subdesenvolvimento como um determinismo.

Essas elites, europeizadas, auto-norte-americanizadas e auto-embranquecidas, jamais poderiam identificar-se com um povo mestiço, muito menos admitir sua capacidade criadora.

Pensar em projeto nacional com fundamento em nossas próprias forças, pensar na possibilidade de desenvolvimento econômico, foi sempre interditado. Nossas classes dirigentes desde cedo se demitiram da grandeza.

Para elas, nosso destino, de país agrário seria, inevitavelmente – cumprindo uma lei da divisão internacional do trabalho editada pelas grandes potências – o de subsidiar, com matérias-primas e alimentos, o progresso das sociedades industrializadas  – as quais, gratas, nos fornecem, para o conforto de nossas elites, os bens e o luxo produzidos com nossos insumos. Ora, por que manufaturá-los aqui?

E ainda há os que, mesmo em funções de Estado, não entendem a necessidade do esforço nacional visando à construção de nossos próprios satélites, de nossos próprios foguetes, como há os que não entendem a necessidade brasileira de desenvolver seu programa nuclear para fins civis.

Pois há, até, os que não compreendem que segurança e autonomia estejam no eixo de nossas políticas de defesa nacional.

Do conluio golpista que ora comanda o País, nada podemos esperar. O momento é de resistir ao desmonte do Estado brasileiro e preservar nossas conquistas, para, quando recuperarmos ao menos os elementos básicos do que definimos como democracia – e temos que recuperá-los! – , voltarmos a impor avanços às forças do atraso, que tanto apequenam este grande país.

Fonte: pensarBrasil, website de Roberto Amaral.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Operação Rio Verde: VSB-30 é lançado

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Foguete de Sondagem VSB-30 é lançado com oito experimentos científicos

07/12/2016

Os oito experimentos científicos e tecnológicos fomentados pela Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio do Programa Microgravidade, foram lançados nesta quarta-feira (7.12), a bordo da carga útil MICROG2, pelo Veículo de Sondagem Brasileiro VSB-30. Após o lançamento as equipes de resgate recuperaram a carga útil e devolveram os experimentos aos pesquisadores responsáveis.

Apesar da conquista, a Operação Rio Verde não ocorreu conforme o previsto pois sua carga útil não atingiu a altura máxima (apogeu) esperada, por razões ainda desconhecidas e a serem avaliadas nos próximos 30 dias, conforme informações dos órgãos envolvidos na operação.

Segundo o coordenador dos oito experimentos, José Bezerra Pessoa Filho, esse fator não inviabiliza a operação, uma vez que dados de alguns experimentos são úteis para futuras pesquisas e o tempo de voo permitiu a operação adequada de alguns experimentos e do sequenciamento de voo.

“Trabalharemos com empenho a fim de oferecer outra oportunidade para que esses experimentos sejam testados da melhor maneira possível e não atrapalhe a condução das pesquisas", afirmou o gerente do Programa Microgravidade da AEB, Carlos Eduardo Quintanilha Vaz de Oliveira.

A professora Kátia Castanho Scortecci, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), responsável pelo experimento da cana-de-açúcar explicou que o objetivo de sua pesquisa é compreender o efeito da microgravidade em plantas. “Queremos ver outros resultados moleculares como genes e proteínas em respostas a essas condições”. Ela diz ainda que seu maior sonho é realizar esse experimento em uma estação espacial, pois é uma área de ponta que pode auxiliar o homem a viver em outros planetas.

Assista o vídeo de lançamento abaixo:


Fonte: Coordenação de Comunicação Social AEB
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Operação Rio Verde: voo de foguete de treinamento

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Centro de Alcântara lança 31º foguete na Operação Rio Verde

29/11/2016

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou nesta terça-feira (29.11) o lançamento do 31º Foguete de Treinamento. A atividade prevista no cronograma da Operação Rio Verde tem por objetivo testar todos os meios e preparar as equipes envolvidas na campanha de lançamento, iniciada no último dia 20 de novembro em Alcântara, no Maranhão.

O lançamento da tarde desta terça-feira ocorreu com sucesso às 14h02seg, horário local, com duração total de voo de 2min43seg seguindo os parâmetros de trajetória previstos até a queda no oceano Atlântico, em sua área de impacto, a uma distância de 15 quilômetros do local de lançamento.

O foguete atingiu uma altitude máxima (apogeu) de 31,4 km. “O veículo lançado nesta terça-feira apresentou um excelente desempenho, seguindo conforme o perfil de trajetória previsto. A atividade foi de suma importância para treinarmos procedimentos e testar todos os equipamentos associados às operações, e que serão empregados no lançamento do foguete VSB-30 com a carga-útil MICROG2 a partir da próxima semana”, ressaltou o diretor do Centro de Lançamento, Cláudio Olany Alencar de Oliveira.

Operação Rio Verde – O segundo lançamento dessa Operação levará ao espaço, por meio do veículo suborbital VSB-30 V11, oito experimentos de pesquisas da comunidade técnico-científica do país a bordo da carga-útil MICROG2, de forma a permitir a realização de ensaios em ambiente de microgravidade, o rastreio e o resgate no mar, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), utilizando o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN) como Estação Remota.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

VSB-30: iniciada a Operação Rio Verde

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Começa no Centro de Lançamento de Alcântara a Operação Rio Verde

23/11/2016

Oito experimentos científicos e tecnológicos financiados pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB) serão testados em voo suborbital durante a Operação Rio Verde, promovida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e Instituto Aeronáutico Espacial (IAE). A Operação teve início no último domingo (20.11) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), MA.

O Programa Microgravidade foi criado pela AEB em 27 de outubro de 1998 e tem por objetivo colocar cargas úteis de veículos espaciais à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e suporte técnico para a viabilização de experimentos. O gerenciamento das atividades é de responsabilidade da AEB, que conta com o apoio técnico do IAE e do CLA e suporte logístico da FAB.

A Operação Rio Verde tem como objetivo dar prosseguimento ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) coordenado pela AEB e permitir que organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento realizem experimentos científicos e tecnológicos por meio de voos suborbitais. Ao longo da campanha serão realizados lançamentos de um Foguete de Treinamento Básico (FTB), para confirmação do apronto dos meios operacionais e de apoio, e de um veículo de sondagem nacional VSB-30, carregando experimentos da comunidade técnico-científica do País.

Seleção – Os experimentos foram selecionados na primeira Chamada do 4ª Anúncio de Oportunidades, em 2013. A Operação Rio Verde conta com a participação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), da Marinha do Brasil (MB), e da Agência Espacial Alemã (DLR).

Participam com experimentos embarcados na carga-útil MICROG2, cientistas e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Após o lançamento e o voo em ambiente de microgravidade, os experimentos devem ser recuperados em alto mar, por helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) com apoio de embarcações da Marinha. A descrição detalhada dos experimentos com objetivos e instituição desenvolvedora segue abaixo:

Experimentos

1. MPM-A: Novas tecnologias de meios porosos para dispositivos com mudança de fase, desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os minitubos de calor fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos podem ser utilizados para o controle térmico tanto de equipamentos eletrônicos no espaço como em terra;

2. MPM-B: Tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

3. VGP2: Os efeitos da microgravidade real no sistema vegetal cana de açúcar, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Trata-se de um experimento biológico que tem por objetivo avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar;

4. E-MEMS: Sistema para determinação de atitude de veículos espaciais, desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo deste experimento é fazer uso de sensores comerciais para determinação de atitude de sistemas espaciais;

5. SLEM: Solidificação de ligas eutéticas em microgravidade, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir (300°C) amostras de 3 materiais distintos. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas;

6. GPS: Modelos de Global Positioning System – GPS (Sistema de Posicionamento Global) para aplicações em veículos espaciais de alta dinâmica, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com a colaboração do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Esse equipamento fornece a latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases do voo do foguete;

7. SMA: Sensor Mecânico Acelerométrico, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Servirá para ativação de linhas de ignição, após submetida a uma aceleração entre 4 e 6 vezes a aceleração da gravidade. Com esse dispositivo, ainda em fase de qualificação, objetiva-se elevar a segurança do veículo, evitando-se, por exemplo, que sistemas pirotécnicos sejam acionados intempestivamente.

8. CCA: Circuito de Comutação e Atuação, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Modelo de desenvolvimento do sequenciador de eventos pirotécnicos e comutação de energia funcional.

Neste momento, os experimentos são integrados e testados no Prédio de Preparação da Carga Útil, no Setor de Preparação e Lançamento. Na sequência, é mostrada uma imagem desta atividade em operações passadas:

Todos os experimentos estarão a bordo da Carga Útil MICROG2 por meio do VSB-30 V11, que será lançado e rastreado pelas equipes, as quais também estarão preparadas para realizar o resgate da Carga Útil e a primeira interação com os experimentos assim que esta tocar a água.

O VSB-30 foi desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) para possibilitar aos cientistas e pesquisadores realizarem estudos e pesquisas em ambiente de queda livre, sem rotações e acelerações, acima de 100 km por até seis minutos, em condições bem específicas que caracterizam o ambiente de microgravidade.

O foguete VSB-30 é composto por dois estágios propelidos a combustível sólido, deve alcançar uma altitude de aproximadamente 260 km e ser resgatado no oceano por equipes especialmente treinadas para esta atividade, embarcadas em helicópteros.

O voo terá a trajetória de uma parábola e não terá energia suficiente para injetar a carga útil em órbita. Por este motivo, é denominado como voo suborbital. Nesta trajetória, após a separação da carga útil dos estágios propulsores, os experimentos ficarão por, aproximadamente, seis minutos em ambiente de microgravidade.

Fonte: AEB, editado pelo blog.
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domingo, 2 de outubro de 2016

Cooperação Brasil - EUA

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Brasil quer retomar uso da base de Alcântara com parceria dos EUA

01/10/2016

Ministro da Defesa diz ainda que inquéritos investigam acordo com a Ucrânia, que causou prejuízo de ao menos meio bi ao Brasil

Danilo Fariello E Roberto Maltchik

BRASÍLIA E RIO - O governo brasileiro convidou os Estados Unidos a usarem as instalações de Alcântara (MA) para lançar satélites, no primeiro encontro formal do “Diálogo da Indústria de Defesa Brasil e Estados Unidos”, que ocorreu na manhã desta sexta-feira no Palácio do Itamaraty. A decisão altera a posição brasileira em um dos temas mais sensíveis da relação entre os dois países.

Para que os americanos usem o Centro de Lançamento de Alcântara, com posição geográfica privilegiada pela aproximação com a linha do Equador, que resulta em economia de propelente dos foguetes lançadores, é necessária a aprovação do acordo de salvaguardas pelo Congresso.

O tema chegou a ser discutido em 2002, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, mas não foi aprovado por pressão da bancada petista, à época na oposição. Depois, durante os governos Lula e Dilma (2003-2016) o tema ficou engavetado. Durante a recente viagem de Dilma aos EUA, o assunto foi tratado, porém, não houve avanço na legislação.

— O diálogo abre uma nova avenida para as relações comerciais entre os países — disse o subsecretário de Comércio dos EUA, Ken Hyatt.

MERCADO É O MAIOR DO MUNDO

O acordo de salvaguarda garante aos americanos que seus componentes altamente tecnológicos, presentes nos satélites, não sejam acessados por técnicos de outras nações, sejam brasileiros ou de outros países com relações comerciais com o Brasil.

— O lançamento de satélites e foguetes aeroespaciais tem para nós uma enorme importância que seja retomada em bases soberanas — disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, destacando que o mercado de defesa americano é o maior do mundo.

As chamadas "bases soberanas" seriam as garantias de autonomia brasileira dentro do Centro de Lançamento. Em tese, sempre existe risco efetivo que um acordo desta natureza retire parte desta autonomia.

Os governos de Brasil e EUA trataram do caso de Alcântara no âmbito de negociações para intensificar parcerias, como a que resultou na construção da aeronave KC-390, com participação da brasileira Embraer e da americana Boeing.

Segundo Jungmann, o acordo que o governo brasileiro tinha com a Ucrânia para uso da base de lançamento de satélites está definitivamente suspenso – há, inclusive, inquéritos abertos para apurar essas relações, de acordo com ele.

Na base, que conta com uma localização considerada privilegiada para o lançamento de satélites, ocorreu o mais grave acidente da história do programa espacial brasileiro, quando 21 técnicos e engenheiros morreram depois do incêndio antes do lançamento do VLS, o primeiro lançador de satélites do Brasil, que jamais completou uma missão.

Questionada sobre a possibilidade, a embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, não confirmou, nem negou, o interesse das empresas do país em Alcântara. O Brasil também propôs a criação de um novo produto binacional na área de defesa, o que também ainda não teve resposta dos EUA. O evento deverá resultar em uma carta de intenções assinada pelos dois países.

O secretário de Produtos de Defesa, Flávio Basílio, lembrou que, atualmente, os EUA combatem no Afeganistão com os Supertucanos brasileiros. Empresas públicas e privadas de ambos os países deram início às conversas hoje, em busca de novas parcerias – uma vez que a lei americana tem restrições para importação de produtos de defesa, mas permite a produção em parceria.

— Com a marca Brasil conseguimos acesso a mercados que ora estão fechados a produtos estadunidenses e vice-versa — disse Jungmann.

O ministro destacou ainda que investimentos na área de defesa costumam resultar em avanços tecnológicos para as indústrias, também para fins comerciais. Ele lembrou, por exemplo, que a internet foi criada para fins militares.

Fonte: Globo.com, via NOTIMP.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Operação Rio Verde: VSB-30

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Operação vai testar oito experimentos em ambiente de microgravidade

Lançamento de VSB-30 está previsto para novembro em Alcântara (MA)

30/08/2016 10:00h

Prevista para novembro deste ano, a Operação Rio Verde vai testar oito experimentos científicos e tecnológicos em ambiente de microgravidade. O veículo VSB-30, que será lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, vai levar ao espaço pesquisas financiadas pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Serão cinco experimentos científicos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e três tecnologias desenvolvidas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma das quais em cooperação com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Esta é mais uma área em que a Força Aérea Brasileira trabalha, junto à comunidade científica, em prol do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro”, explica o professor doutor José Bezerra, tecnologista sênior do IAE e representante do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) junto ao Programa Microgravidade da AEB.

Há duas semanas (de 15 a 18/08) foram realizados com sucesso os testes das cablagens (fiações) de voo e o primeiro teste de sistema integrado, em que foram ligados simultaneamente os oito experimentos que irão ao espaço a bordo do foguete brasileiro VSB-30. Os testes foram realizados pelo IAE em São José dos Campos (SP). O instituto é a organização responsável pelo desenvolvimento do veículo espacial VSB-30, cabendo também ao corpo técnico do IAE colaborar no desenvolvimento técnico dos experimentos.

Tecnologias nacionais - Entre os oito experimentos que serão alojados na Microg2, nome da carga-útil da Operação Rio Verde, estão três tecnologias desenvolvidas pelo IAE que serão qualificadas em voo. “São tecnologias nacionais que podem ser aplicadas em qualquer sistema espacial que envolva motor foguete”, destaca Bezerra.

O Circuito de Comutação e Acionamento, que pode ser entendido como um sistema de inteligência embarcado no veículo, realizará o seu primeiro teste em voo. Dele partem ordens pré-programadas para ignição do segundo estágio do foguete e a separação da carga-útil, por exemplo. "Como esse sistema ainda se encontra na fase de desenvolvimento, ele irá ao espaço como um experimento, e não como um equipamento operacional do VSB-30", afirma o pesquisador.

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) para aplicação em veículos espaciais realizará seu sétimo voo ao espaço. O projeto é resultado de uma parceria entre o IAE e a UFRN no desenvolvimento de um equipamento para voos em altas velocidades. “Receptores GPS comerciais não funcionam a velocidades elevadas. Por isso, foi necessário desenvolver esse equipamento”, acrescenta sobre o equipamento que fornece dados em tempo real de latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases de voo. As informações são essenciais para a equipe de segurança de voo do centro de lançamento e para a equipe que resgatará a carga-útil no mar, a 175 km do ponto de lançamento.

O GPS para foguetes já tem o oitavo voo agendado. Será feito a bordo do ITASAT, satélite de pequenas dimensões desenvolvido pelo ITA e com lançamento previsto para este ano.

Experimentos sendo testados

O terceiro projeto tecnológio que estará a bordo da carga útil da Operação Rio Verde será o Sensor Mecânico Acelerométrico. Será o terceiro voo de qualificação deste dispositivo mecânico de segurança usado para evitar o acionamento intempestivo de sistemas pirotécnicos, que fazem uso de pequenas cargas explosivas. Ao ser submetido à aceleração resultante da ignição do motor do primeiro estágio o sensor ativa, por exemplo, a linha de ignição do motor do segundo estágio. O sensor não leva à ignição do motor, mas permite que, uma vez dado o comando, o motor seja ignitado. "Nosso objetivo é elevar o nível de segurança da operação de lançamento. Não podemos admitir que tais sistemas sejam acionados com o foguete ainda em solo,” explica o pesquisador.

Programa Microgravidade - O Programa Microgravidade foi criado em 27 de outubro de 1998 pela AEB com o objetivo de colocar ambientes de microgravidade à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e recursos financeiros para o desenvolvimento de experimentos. O gerenciamento das atividades é de responsabilidade da AEB, que conta com o apoio técnico do IAE e do CLA e suporte logístico da FAB.

Conheça um pouco dos cinco experimentos desenvolvidos pelas universidades brasileiras:

1. MPM-A: Os minitubos de calor são dispositivos que fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos são utilizados para o controle térmico de equipamentos eletrônicos tanto no espaço como em terra. A Universidade Federal de Santa Catarina é responsável pelo desenvolvimento desse experimento;

2. MPM-B: Também desenvolvido pela UFSC, esse experimento tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

3. VGP2: Trata-se de um experimento biológico desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com o objetivo de avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar. Para tanto, amostras de cana de açúcar serão levadas ao espaço;

4. E-MEMS: Desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) este experimento tem por objetivo a determinação de altitude de foguetes e satélites. Com essa informação é possível efetuar correções na trajetória de um foguete que possua sistema de controle, bem como manter satélites em suas órbitas nominais;

5. SLEM: Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir ligas eutéticas. As amostras são alojadas no interior de um forno cuja temperatura de operação é de 300 oC. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas. Ao serem recuperadas, as amostras são levadas ao laboratório para análise microscópicas.

Fonte: IAE/DCTA.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Mestrado em engenharia aeroespacial no Maranhão

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CLA comemora convênio de mestrado para setor aeroespacial

08/08/2016

Nesta quinta-feira (04/08), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) esteve presente na solenidade de assinatura do Convênio do Mestrado Aeroespacial entre o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

O evento foi realizado no Palácio dos Leões, com a presença do Governador do Maranhão Flávio Dino, Gustavo Pereira, Reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Anderson Correia, Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA, Bira do Pindaré, Deputado Estadual, Jhonatan Almada, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e outros representantes do âmbito da ciência e tecnologia do estado.

O Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica é uma importante parceria entre ITA e UEMA, visando estabelecer mútua cooperação para o intercâmbio de informações, para apoiar a implantação de uma turma especial de mestrado em Engenharia de Computação e Sistemas, na linha de pesquisa em sistema computacionais aplicados à Engenharia Aeroespacial, realizando uma troca de experiências e de conhecimentos técnicos e acadêmicos, mobilidade docente e outras atividades científicas na área das engenharias.

Dessa forma, busca-se atender às demandas do Centro de Lançamento de Alcântara por profissionais técnicos qualificados no setor aeroespacial, propiciando suporte aos projetos e atividades que são realizadas a partir da Organização Militar estratégica da Força Aérea Brasileira responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais no país.

“A área de pesquisa aeroespacial tem buscado consolidar o reconhecimento da posição estratégica do Estado, que é representado pelo próprio Centro de Lançamento de Alcântara, sendo um conjunto de ações que passam pela formação de profissionais qualificados que visam efetivamente a inserção do Maranhão no contexto nacional como um estado produtor de profissionais de conhecimento na esfera aeroespacial” afirma o reitor da UEMA.

Fonte: CLA, via AEB.
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cooperação Brasil - EUA: visita ao CLA

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CLA recebe embaixadores e Força Aérea dos Estados Unidos

23/05/2016

O Centro de Lançamento de Alcântara recebeu nos dias 19 e 20 de maio, a visita técnica de integrantes da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e da United States Air Force (USAF). A visita teve por objetivo promover a troca de conhecimentos sobre as atividades espaciais desenvolvidas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Participaram da visita o Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Enrique Galindo Ortiz que foi acompanhado de oficiais do Escritório de Ligação Militar do órgão diplomático norte-americano. Pela USAF estiveram presentes o oficial especialista em assuntos espaciais da 12ª Força Aérea (AFSOUTH), Tenente Coronel Banta York, além de representante da Divisão de Operações Espaciais do Air Force Space Command (AFSPC) e do Air Force Research Laboratory (AFRL).

A atividade foi iniciada com uma apresentação institucional da organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) realizada pelo Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA. Na apresentação, o coronel Olany destacou o histórico das atividades espaciais no Brasil, estrutura de funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), meios operacionais e de apoio atualmente disponíveis no CLA, principais operações realizadas, futuros lançamentos e desafios enfrentados pelo Centro.

Os visitantes puderam conhecer as instalações operacionais do Centro de Controle – coordenação das operações de lançamento – estações do Setor de Comando e Controle (SCC) como a Meteorologia, Telemedidas e Rastreio. No Setor de Preparação e Lançamento (SPL), a comitiva norte-americana conheceu as novas instalações do Prédio de Segurança e do Prédio de Depósito de Propulsores, essenciais para o aumento da segurança durante as campanhas de lançamentos.

Além dos prédios recém-inaugurados, os visitantes conheceram o mock-up em dimensões reais do foguete suborbital VSB-30, veículo certificado para lançamentos no exterior que já cumpriu mais de 20 operações com sucesso em solo europeu. Também foi visitada, a Casamata, a estrutura mais próxima das plataformas de lançamentos e que abriga em segurança parte das equipes envolvidas com as operações. O primeiro dia de visita foi encerrada na Torre Móvel de Integração (TMI), estrutura de montagem e operação do Veículo Lançador de Satélites (VLS), o maior foguete de desenvolvimento nacional.

O Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos, Enrique Galindo Ortiz, apresentou dados atualizados sobre o setor espacial no mundo e perspectivas de negócios relacionadas à área junto aos Estados Unidos por meio de acordos e parcerias. O subchefe da Divisão de Operações Espaciais do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC), Timothy Leroy, apresentou a política, doutrina e processos de lançamento espacial nos Estados Unidos.

No último dia da visita, o tenente coronel York, especialista em atividades espaciais da 12ª Força Aérea (AFSOUTH) e do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC) fez uma realizou uma apresentação com o histórico das atividades espaciais nos Estados Unidos, contemplando os primórdios da corrida espacial no pós II Guerra Mundial, últimos avanços com o lançamento de veículos reutilizáveis e o futuro do setor espacial. Na sequência, Timothy Leroy, do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC) detalhou as missões da 45ª Ala Espacial/ Grupo de Operações Espaciais e de esquadrões de lançamento nos Estados Unidos, com ênfase na alta operacionalidade das organizações envolvidas na área.

Por fim, o físico de Pesquisa Sênior, Ronald Glen Caton, da Diretoria de Veículos Espaciais do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea (AFRL) falou sobre as atividades desempenhadas pela instituição de pesquisas da USAF que desenvolve estudos e pesquisas espaciais por meio dos lançamentos e observações na Estação Espacial Internacional, resultando em novos produtos e melhorias na vida cotidiana de toda sociedade.

“Foi um encontro muito significativo, onde foi criado um diálogo entre os países e compartilhada experiências e práticas desenvolvidas no âmbito do programa espacial para a competitividade dos países, desenvolvimento de indústrias vinculadas à área espacial e criação de emprego e renda”, afirmou Enrique Galindo Ortiz, Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

“Devido as altas cifras envolvidas na atividade espacial, a cooperação mútua é um caminho que as nações vêm seguindo, como forma de reduzir custos e obter máximo desempenho com ganhos compartilhados”, afirmou o coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, diretor do CLA.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Reunião no CLA discute foguetes e lançadores

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Especialistas discutem projetos da área espacial brasileira em Alcântara (MA)

17/05/2016

O Grupo Interfaces de Lançamento (GIL 1/2016), organizado pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1, reuniu-se no primeiro encontro do ano, no período de 2 a 6 de maio, no Centro de Lançamento de Alcântara (MA), quando foram discutidos os detalhes da Operação Rio Verde e o orçamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), para o biênio 2016 e 2017. Também foram apresentadas por especialistas as principais atividades e projetos referentes ao setor espacial brasileiro que estão em andamento.

No encontro aconteceu ainda a Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI), que abordou os requisitos necessários para o sucesso do lançamento do foguete brasileiro VSB-30, que levará a bordo quatros experimentos científicos e tecnológicos selecionados pelo Programa Microgravidade da AEB.

O VSB-30 é um veículo suborbital com dois estágios de propulsão sólida com capacidade de transportar cargas úteis de 400 kg, para experimentos na faixa de 270 km de altitude. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km.

A execução da Operação Rio Verde foi apresentada pelo engenheiro do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Eduardo Dore Roda. O engenheiro do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Mauro Melo Dolinsky ressaltou a importância de o CLA utilizar uma nova antena de telemetria e a necessidade do retorno da operação do radar meteorológico. O cronograma e a possibilidade de realizar a operação no próximo mês de outubro, foram discutidos pelo grupo.

Experimentos - Os experimentos selecionados pela Comissão de Coordenação do Programa Microgravidade foram apresentados aos participantes pelo tecnologista do IAE, José Bezerra Pessoa Filho. Os experimentos escolhidos para serem observados em ambiente de microgravidade são de pesquisadores e docentes de universidades brasileiras.

O foguete suborbital VSB-30 levará quatro experimentos em seu voo, como a Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade, do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Chen Ying An; também serão observados os Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana-de-Açúcar, da professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Katia Castanho Scortecci.

Os outros dois experimentos são: a Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração II (PAANDA II), do professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marcelo Carvalho Tosin, e as Novas Tecnologias de Meios Porosos para Dispositivos com Mudança de Fase, da professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marcia Barbosa Henriques Mantelli.

Os serviços básicos desses experimentos, como suporte mecânico, energia, comunicação, estabilização e sistema de recuperação serão fornecidos pela plataforma suborbital que será transportada ao espaço na parte superior do veículo VSB-30.

Orçamento – O diretor da área de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Marco Antônio Vieira de Rezende, apresentou a situação orçamentária da Agência para 2016 e 2017, e destacou as medidas tomadas para diminuir os prazos de liberação de crédito e os obstáculos enfrentados para captar recursos a serem empregados no Programa Espacial Brasileiro. As dificuldades do planejamento orçamentário devido às incertezas políticas e financeiras que envolvem todo o país, também foram destacadas pelo diretor.

O programa de lançamentos previsto para 2016, a previsão de futuros lançamentos, como por exemplo, a Operação Mutiti, com o VS-30/Orion, para 2017, as missões dos veículos lançadores, como o VLA-1, VS-43, VS-50 e o VLM-1 e projetos afins, além das obras, revitalização e operacionalidade nos Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Natal (RN) e do CLA foram pautas de discussão deste primeiro encontro.

Participaram da primeira reunião do GIL 2016 cerca de 50 especialistas do setor espacial brasileiro, entre militares e servidores civis pertencentes Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), DCTA, AEB, IAE, e dos centros de lançamento do CLA e do CLBI. A próxima reunião do grupo está prevista para acontecer no segundo semestre deste ano.

Fonte: AEB
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terça-feira, 3 de maio de 2016

Lançadores: Reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento

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CLA sedia encontro que define atividades espaciais no Brasil

03/05/2016

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebe nesta segunda-feira 2 de maio a primeira edição do ano da Reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL1/ 2016).

Durante uma semana, especialistas da área espacial do  Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), da Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e dos Centros de Lançamento de Alcântara (CLA) e da Barreira do Inferno (CLBI) irão discutir  os próximos passos da atividade espacial.

Ao decorrer da semana de reunião, assuntos relacionados aos futuros lançamentos para os anos de 2017 e 2018, programa microgravidade, apresentações abordando os Veículos Lançadores de Satélites  em desenvolvimento ou em fase de estudos no IAE, incluindo os Projetos VLM-1 e VS-50, atual situação do cronograma para o lançamento do VSB-30 com carga útil MICROG-2 na Operação Rio Verde, foguetes de treinamento (FOGTREIN) com os lançamentos dos Foguetes de Treinamento Básico (FTB) e Intermediário (FTI).

A atualização das obras inauguradas do CLA com impactos em lançamentos futuros também será um tema abordado, bem como, a 1ª Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) da Operação Rio Verde. Ao término do GIL, um relatório final será produzido com conclusões e sugestões visando orientar as ações na área espacial em médio prazo.

Para o Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA, a reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento irá propor adequações que norterão melhorias e avanços na Área Espacial Brasileira.

GIL - O Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL) é regulado pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1 e se reúne até três vezes ao ano para discutir, dar encaminhamentos e propor soluções para o andamento da atividade espacial no Brasil. Além do presidente, fazem parte do grupo integrantes do DCTA, AEB, IAE, IFI e dos Centros de Lançamentos em território nacional.

Fonte: CLA, via AEB.
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quinta-feira, 3 de março de 2016

Modernização dos radares de Alcântara

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Centro de Lançamento de Alcântara conclui modernização de radares

Brasília, 3 de março de 2016 – A modernização dos radares Atlas e Adour do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em Alcântara (MA) foi concluída no último dia 19 de fevereiro. O serviço foi responsável por colocar os radares que apoiarão as atividades do Programa Espacial Brasileiro (PEB) no estado da arte em termos de meios de solo.

Os principais subsistemas modernizados foram o servomecanismo, a telemetria e a codificação angular, além do sistema de recepção de média frequência.

Com a modernização dos subsistemas dos radares, realizada pela empresa Omnisys, do grupo francês Thales, tem-se como resultado o aumento da capacidade operacional e da confiabilidade dos dados de lançamentos realizados a partir do CLA. A atual configuração permite também que os radares contribuam com outras missões deste centro.

O trabalho desenvolvido ainda permite que o Centro possa ter novas peças de reposição, visando a uma correta manutenção e conservação do Sistema por muitos anos. O Sistema pode evoluir ainda mais no futuro com novas funções, por meio da tecnologia utilizada e o domínio total da equipe técnica brasileira.

O engenheiro Carlos Alberto Santos Garcês, um dos responsáveis pela operação dos radares e fiscal do contrato assinado em 2012, destaca que o alto grau de precisão dos radares possibilita “que acompanhemos as passagens de engenhos espaciais sem dificuldades”.

Para celebrar a assinatura do Termo Circunstanciado de Recebimento Definitivo, as equipes do CLA realizaram o rastreio da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

A previsão é que os radares sejam utilizados novamente em outubro próximo na Operação Rio Verde, quando será lançado o foguete VSB-30 com a carga útil MicroG-2, com experimentos financiados pelo Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fonte: AEB, com edição do blog Panorama Espacial.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

"Esforços para colocar satélite nacional em órbita marcaram 2015"

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Esforços para colocar satélite nacional em órbita marcaram 2015

Brasília, 4 de janeiro de 2016 – O ano de 2015 foi marcado por esforços de vários setores e instituições para os preparativos do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para o segundo semestre do ano.

Este é o principal projeto da área espacial em andamento. O equipamento atenderá as demandas de comunicações no âmbito do Ministério da Defesa (MD) e ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do Ministério das Comunicações (MC).

Além desse projeto, São José dos Campos (SP), principal polo de tecnologia aeroespacial nacional, produziu diversos fatos ligados à área aeroespacial, bem como os centros de lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).

A partir de março último começou no país a capacitação dos profissionais que vão operar o SGDC. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer o modelo nacional de operação.

As antenas de envio e recebimento de dados do satélite e os centros de operação primário e secundário serão construídos pela Telebras em áreas militares.

Este ano, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) também deve desenvolver, junto a Telebras, acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do Cope entre os partícipes, dentre outras coisas”, informa o coronel Hélcio Vieira Júnior, comandante do NuCOPE-P.

O Núcleo também terá a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília (DF), e secundário, no Rio de Janeiro (RJ).

Capacitação – A formação das futuras gerações de pesquisadores e profissionais do setor aeroespacial foi foco da Jornada Espacial em novembro último. Promovida pela Agência Espacial Brasileira (AEB), a 13ª edição do evento reuniu 45 alunos e 33 professores de ensino médio de todo o país ao longo de uma semana em São José dos Campos. “O trabalho na área espacial é muito pouco divulgado no Brasil. Queremos demonstrar a importância do que vem sendo feito e tentar sensibilizar os jovens para que trilhem caminhos profissionais e desenvolvam conhecimento”, afirma José Bezerra Pessoa Filho, um dos organizadores do evento e engenheiro do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

Os participantes foram selecionados a partir do seu desempenho na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), que envolveu mais de 800 mil alunos e 60 mil professores de todo o país.

Em junho, o futuro espaçonauta brasileiro, Pedro Henrique Dória Nehme, de 23 anos, fez um voo de 50 minutos na aeronave de caça supersônica F-5. O voo faz parte da preparação para sua ida ao espaço a ser agendada.

Em outubro, o CLBI completou 50 anos com a marca de aproximadamente 3 mil foguetes e rastreados mais de 200 veículos espaciais lançados a partir da Guiana Francesa, entre eles os foguetes Ariane, Soyuz e Vega. “O CLBI tem direcionado seus esforços e projetos não só aos lançamentos, mas a ações de comprometimento social e educacional”, afirma o diretor do Centro, coronel Maurício Lima de Alcântara.

Para celebrar o Ano da Luz, data celebrada pela Unesco em 2015, o grupo de pesquisa em óptica e fotônica do Instituto de Estudos Avançados (IEAV) desenvolveu o projeto “Feira Itinerante: Luzes para a Educação”. A demonstração composta por dez experimentos lúdicos percorreu escolas de São José dos Campos.

A iniciativa promoveu os conceitos de óptica e incentivou as crianças a entender como funciona esse fenômeno. “Com isso esperamos despertar a visão de que as ciências exatas também são interessantes”, explica o coordenador do projeto, o professor Jonas Jakutis Neto.

A área de óptica e fotônica do IEAV tem mais de 30 anos. Foi responsável, por exemplo, pelo desenvolvimento de alguns dos primeiros lasers do Brasil, como o que utiliza vapor de cobre e CO² (Gás Carbônico), com várias aplicações na área industrial.

Pesquisadores e indústria – A comunidade aeronáutica pensou em como transferir tecnologia para fabricação nacional de componentes. Por isso, empresas, instituições de pesquisa e universidades com competências reuniram-se por diversas vezes em 2015 para buscar soluções para desenvolver tecnologia nacional.

Grupos também discutiram efeitos da radiação sobre componentes de uso aeroespacial. No Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG), iniciaram em fevereiro os estudos para monitoramento de radiação cósmica.

Da mesma forma, um workshop procurou aproximar os ambientes operacional e técnico-científico com a troca de experiências entre os centros de pesquisa e desenvolvimento da Marinha, Exército e da Aeronáutica.

Projetos – Em novembro, uma explosão no motor no momento da ignição, destruiu o foguete VS-40M, no CLA. Ninguém se feriu. A operação envolveu 300 profissionais e objetivava testar o Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), que tem potencial de viabilizar experimentos em ambiente de microgravidade, contribuindo para ganhos de qualidade da indústria nacional e para o desenvolvimento do país em importantes áreas do conhecimento, tais como processos biológicos, produção de fármacos e materiais especiais.

O projeto “deve ser retomado o mais rapidamente possível” de acordo com o diretor geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), tenente-brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva.

Em relação ao Programa Espacial Brasileiro, verificou-se como as tecnologias desenvolvidas em 25 anos para o Veículo Lançador de Satélites (VLS) estão sendo aplicadas em outros setores da economia, como o petrolífero e a geração de energia eólica.

Fonte: FAB, via AEB.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sara Suborbital: contagem regressiva

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CLA lança plataforma suborbital Sara na semana que vem

Brasília, 4 de novembro de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou na última sexta-feira (30/10) o 12º Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), dando início à fase de lançamentos do projeto Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), uma plataforma suborbital destinada a realizar estudos e pesquisas em ambiente de microgravidade por até 10 dias.

A altitude máxima em voo alcançada (apogeu) foi de 61 km. A operação foi considerada um sucesso, pois serviu também para o treinamento operacional das equipes do CLA.

O próximo lançamento está marcado para quarta-feira (11) e será do VS-40M V03 com a plataforma suborbital Sara. O foguete leva embarcada a versão simplificada do Sistema de Navegação (Sisnav). Quando concluído, o Sisnav será usado no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), foguete de fabricação nacional desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Também será transportado um GPS de aplicação espacial, em fase de qualificação, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A plataforma Sara, após cair em área marítima interditada, será recuperada pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os pesquisadores analisarão dados obtidos em voo por antenas de telemetria como pré-requisito para a qualificação do projeto. Tanto o foguete quanto o satélite de reentrada serão rastreados por radares ao longo da trajetória percorrida em voo.

Já o experimento da UFRN, que é um receptor GPS para aplicações espaciais, tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade de um foguete ou satélite no espaço. Sua principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites GPS. A fabricação, integração e testes do experimento hoje são feitos pelo IAE.

Os lançamentos são pontos altos da Operação São Lourenço, realizada pelo IAE de 22 de outubro a 13 deste mês, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), do CLA, de civis e militares do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de esquadrões aéreos da FAB, Decea, Marinha e Agência Espacial Alemã (DLR).

Fonte: CLA, via AEB.
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sábado, 24 de outubro de 2015

Operação São Lourenço: SARA já está em Alcântara

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Satélite Sara já está no Centro de Lançamento de Alcântara no Maranhão

Brasília, 22 de outubro de 2015 – A segunda remessa de equipamentos para a Operação São Lourenço, na qual se realiza a primeira missão de desenvolvimento do Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), está prevista para chegar hoje (22) ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

Uma primeira parte do material chegou ao CLA na segunda-feira (19) a bordo de uma aeronave C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB). Parte das equipes do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) envolvidas na operação também chega hoje ao Centro.

O Sara é um projeto de cápsula para realização, a baixo custo, de experimentos no espaço. Na sua versão final, uma unidade poderá ser recuperada e reutilizada várias vezes com experimentos diferentes. O projeto compreende o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade destinada a operar em órbita baixa, circular, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias e está previsto para ser executado em quatro fases, sendo duas suborbitais e duas orbitais.

A primeira fase compreende a obtenção das informações dinâmicas do módulo do Sara Suborbital durante o voo suborbital e a reentrada em voo de curta duração a bordo do veículo VS-40M. Neste veículo, o segundo estágio é inerte para diminuir a distância até a área de impacto e otimizar as atividades de resgate no mar.

Na segunda etapa há a obtenção de informações dinâmicas adicionais durante o voo suborbital e reentrada do Sara Suborbital 2, ao qual serão incorporados melhoramentos em relação ao Sara Suborbital. Este engenho será lançado a bordo de um foguete VS-40M, com os dois estágios funcionais.

As fases três e quatro compreendem o lançamento do Sara Orbital para coleta de informações e dados oriundos de ambiente espacial relevante. Dependendo das análises futuras poderão ser utilizados o Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) ou o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) para estas missões.

Lançamento – Os subsistemas do Sara Suborbital serão verificados em um voo suborbital programado para a segunda semana de novembro próximo, em campanha denominada Operação São Lourenço.  Esse artefato pesa cerca de 350 kg e será lançado a bordo de um VS-40M, a partir do CLA, com a finalidade de realizar testes de curta duração (cerca de oito minutos) e verificação dos subsistemas.

Ele tem dimensões de 1000 mm de diâmetro na base e 1800 mm de altura (eixo principal), massa de 290 kg, sistema de controle de rotação a gás frio, coifa com proteção térmica para a reentrada atmosférica, estrutura interna em fibra de carbono, além de uma complexa rede elétrica que mantém seu funcionamento em toda a missão.

Nesse primeiro voo serão realizados testes funcionais do módulo propriamente dito e de dois protótipos que estão embarcados, sendo um GPS desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e uma unidade de medidas inerciais desenvolvida no IAE.

Fonte: AEB
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terça-feira, 29 de setembro de 2015

SARA suborbital próximo de seu voo

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IAE está finalizando a segunda fase do projeto Sara

Brasília, 29 de setembro de 2015 – O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), está em finalização da segunda fase do projeto Sara (Satélite de Reentrada Atmosférica), que consiste na revisão de pré-lançamento.

O lançamento está programado para ocorrer dentro da operação São Lourenço, marcada para o período de 13 de outubro a 7 de novembro no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

O projeto Sara consiste no desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade de curta duração – em torno de oito minutos – destinado a operar em órbita baixa, a cerca de 300 quilômetros de altitude, por um período máximo de 10 dias.

Futuramente, a pretensão é que o Sara seja uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes, materiais espaciais e equipamentos. Além disso, a intenção é que ele abra mais possibilidades na realização de projetos de pesquisa e incremento nas mais diversas áreas e especialidades como biologia, biotecnologia, medicina, combustão e fármacos, entre outras.

Em longo prazo, o objetivo é avançar para a nova geração de veículos de reentrada e para as Aeronaves Hipersônicas. O Sara trará autonomia para realizar experimentos de microgravidade no país e manterá em alto nível a operacionalidade dos centros de lançamento.

Fonte: AEB
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Operação São Lourenço: testes do SARA avançam

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Operação São Lourenço – Novo teste funcional do SARA

03/09/2015

O ensaio funcional do sistema de controle a gás frio, responsável pelo controle de rotação em três eixos do SARA durante seu voo suborbital, foi concluído com sucesso.

Nesse ensaio, previsto para ocorrer após a EDA, são simuladas as rotações em ambiente espacial utilizando-se uma mesa de mancal a ar, tendo por objetivo avaliar a capacidade desse sistema em neutralizar as rotações impostas ao módulo.

O ensaio bem sucedido foi realizado no Laboratório de Propriedades de Massa na AIE e acompanhado pelas equipes da ASE, APE, AEL e Empresas contratadas no projeto.

O SARA será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), durante a Operação São Lourenço, que está programada para o período de 13 de outubro a 7 de novembro do corrente.

Fonte: IAE/DCTA.

Nota do blog: a Operação São Lourenço envolverá o lançamento de um foguete VS-40, que também testará subsistemas futuramente empregados no programa VLS.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

18º lançamento do FTB

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CLA lança 18º Foguete de Treinamento Básico (FTB)

Brasília, 28 de agosto de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou ontem (27) o 18º Foguete de Treinamento Básico (FTB). O evento ocorre como parte da Operação Falcão 1/ 2015, iniciada na última segunda-feira (24).

A atividade tem por finalidade o treinamento operacional do Centro e, ainda, a obtenção de dados para a qualificação e a certificação do veículo junto ao Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

O Comandante de Aeronáutica, tenente brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, e demais oficiais generais integrantes do Alto-Comando da Aeronáutica assistiram ao lançamento como parte da programação de atividades da reunião realizada em Alcântara.

O FTB voou por dois minutos e 44 segundos até a dispersão na área de impacto no Oceano Atlântico, a uma distância de 17 quilômetros do CLA. Os dados coletados durante o voo apontam para uma trajetória real seguindo próximo daquela planejada.

“Esse lançamento é extremamente importante para manter a operacionalidade e preparar o CLA para receber, a partir de outubro, o foguete VS-40 Sara Suborbital a ser lançado na Operação São Lourenço”, afirma o coordenador geral da Operação Falcão 1/ 2015 e diretor do CLA, o coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira.

O FTB juntamente com o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) são de fabricação nacional e
lançados desde 2009 tanto no CLA, quanto no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN). [Nota do blog: tanto o FTB como o FTI são fabricados pela Avibras Aeroespacial]

O objetivo dos lançamentos é manter a operacionalidade dos meios técnicos e logísticos e treinar as equipes envolvidas com o lançamento e rastreio, de ambas organizações militares da Força Aérea Brasileira (FAB).

A Operação Falcão 1/ 2015 cumpre ainda as atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB). A Marinha e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) também participaram da operação, atuando na interdição do tráfego marítimo e aéreo, respectivamente.

Fonte: CLA, via AEB.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Preparativos para a missão VS-40 / SARA

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IAE avalia os preparativos para lançamento do VS-40 com a Plataforma SARA

Brasília, 26 de agosto de 2015 – O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), finalizou o relatório sobre a pré-campanha de lançamento e rastreio do foguete VS-40. Programado para ser realizado no período de outubro novembro o lançamento testa a plataforma espacial denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), também desenvolvida pelo IAE.

O encontro para detalhar a pré-campanha foi realizado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, no início do mês. Além de integrantes do DCTA, IAE e CLA, participaram ainda servidores civis e militares do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

A pré-campanha desenvolveu diversas atividades entre elas a instalação de dispositivos mecânicos no Lançador de Porte Médio (LPM) do Centro, e ensaio de integração de um mock-up, protótipo do foguete VS-40M em dimensões reais e sem combustível.

Qualificação - Prevista para ocorrer de 13 de outubro a sete de novembro próximos, a Operação São Lourenço além de visar ao lançamento e rastreio do veículo VS-40M com a plataforma espacial Sara, também leva a bordo um GPS de aplicação na área de espaço em fase de qualificação e desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para assegurar a operacionalidade de todo pessoal envolvido e dos meios do CLA, um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) deve ser lançado antes do VS-40M.

Ainda por meio da Operação, os pesquisadores do IAE pretendem dar andamento ao projeto Sara, que compreende o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade destinada a operar em órbita circular baixa, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias.

Com o lançamento bem sucedido, subsistemas do Sara Suborbital tais como redes elétricas, sistema de recuperação, estrutura, módulo de experimentos, gás frio e proteção térmica devem passar por qualificação em vôo. Além disso, com a qualificação das Redes Elétricas de Segurança e de Serviço feitas para o VS-40M, as mesmas poderão vir a ser empregadas no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1).

A Operação São Lourenço é a principal atividade de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais prevista para este ano no Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fonte: CLA, via AEB.
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