quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ampliação das instalações do LIT/INPE

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INPE amplia instalações para testar satélite de grande porte

Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

O Laboratório de Integração e Testes (LIT) de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) será expandido em cerca da metade de sua área útil atual, para atender às necessidades do Programa Espacial Brasileiro. Os atuais 22 mil m2 de instalações ganharão outros 14 mil m2, por meio de projeto apoiado pela FUNCATE e financiado pela FINEP. A principal demanda é o desenvolvimento dos futuros satélites do programa Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC).

A ampliação do LIT/INPE permitirá a integração e testes de satélites com até seis toneladas e setemetros de altura (satélites geoestacionários meteorológicos ou de telecomunicações, satélites radar etc). Atualmente, a capacidade do Laboratório é limitada a satélites de até duas toneladas e quatro metros de altura (por exemplo, os satélites da família CBERS, desenvolvidos pelo Brasil em cooperação com a China).

Concluída a ampliação, o LIT/INPE poderá integrar e testar até quatro satélites de diferentes classes, simultaneamente.

O convênio assinado com a FINEP, no valor de R$ 45 milhões, contempla a fase de contratação de consultorias especializadas para definição da configuração e dos equipamentos de testes a serem implantados, a contratação do projeto executivo civil e de utilidades da ampliação, bem como a contratação da construção de parte das suas novas instalações, incluindo suas utilidades (elétrica, hidráulica, condicionamento de ar etc).
                                                                                           
Em 2014, foi realizado o processo licitatório para contratação da empresa responsável pelo projeto de arquitetura, civil e de utilidades da ampliação. O detalhamento do projeto, em andamento, inclui as etapas de projeto preliminar, conceitual, básico e executivo. Uma vez concluída essa etapa, será possível iniciar o processo de contratação da execução das obras.

Além de possibilitar a integração e testes dos satélites do programa SGDC e de outros satélites de grande porte, as novas áreas, em conjunto com as instalações existentes, possibilitarão a melhoria no atendimento a demandas dos setores de telecomunicações (testes e qualificação de antenas de grande porte) e outros setores industriais (eletroeletrônicos, automobilístico, informática, hospitalar etc.).


(Concepção sobre as instalações do LIT após a ampliação)

Fonte: INPE
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Cooperação Brasil – França: lançadores

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O ministro da Defesa Jaques Wagner esteve esta semana na França para visitas e encontros oficiais com autoridades e executivos de indústrias aeroespaciais e de defesa que mantém negócios e interesses em programas nacionais.

A visita teve encontros com o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le-Drian, e executivos da Thales, DCNS, Safran, DCI e Airbus Defence and Space.

Segundo informações divulgadas pelo ministro, a franco-alemã Airbus Defense and Space destacou o interesse em iniciativas conjuntas com o Brasil no campo de lançadores de pequeno porte, o que envolveria parceria com indústrias locais, numa ação que mostra uma visão de mais longo prazo considerando o momento econômico do País, que ameaça e prejudica vários programas e projetos no campo espacial e de defesa. 

O jornal “O Globo” publicou uma interessante reportagem com mais informações sobre este interesse, que não é novo – há discussões neste sentido com autoridades brasileiras, como o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) ao menos desde 2009. Em breve, o blog publicará uma análise sobre o tema.

A agenda incluiu ainda visitas às instalações da DCNS, responsável pelo programa nacional de submarinos, e da Thales Alenia Space, no sul da França, onde está sendo construído o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) (veja postagem a seguir).
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Eventos sobre espaço na UFRN

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Natal (RN) sedia eventos voltados para o setor espacial

Brasília, 13 de maio de 2015 – A cidade de Natal (RN) sedia de segunda (18) a quinta-feira (21) o V Encontro de Gerentes de Projetos do Programa Uniespaço e o 1º Astronautic Workshop Brazil-Germany, iniciativas que objetivam a disseminação da temática espacial.

Os eventos reúnem 52 palestrantes nacionais e internacionais, que apresentarão trabalhos na área espacial para um público estimado de 120 pessoas composto na sua maioria por pesquisadores de instituições de ensino superior do Brasil e do exterior, além de representantes de todos os cursos de engenharia aeroespacial brasileiros.

Consta da programação uma série de apresentações de projetos e pesquisas desenvolvidos por universidades nacionais e fomentados pelo Programa Uniespaço da Agência Espacial Brasileira (AEB) e por professores e alunos da Universidade Técnica de Munique (TUM), da Alemanha.

Além de palestras, consta da programação do primeiro dia o lançamento do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) de um foguete com motor híbrido desenvolvido por alunos da TUM.

O Encontro e o Workshop são organizados pela AEB e pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceria com a TUM e o CLBI. A inscrição para ambos é gratuita, mas com vagas limitadas.

Os eventos

O Encontro de Gerentes de Projetos do Programa Uniespaço é promovido anualmente pela AEB, oportunidade em que os gerentes dos projetos fomentados pelo Programa apresentam suas pesquisas e trocam experiências entre si e com os convidados.

O 1º Astronautic Workshop Brazil-Germany é resultado de uma parceria entre a UFRN, a Technische Universität München (TUM) e o CLBI.

Serviço:

Eventos: V Encontro de Gerentes de Projetos do Programa Uniespaço e 1º Astronautic Workshop Brazil-Germany

Data: 18 a 21 de maio de 2015

Local: Praiamar Natal Hotel & Convention – Ponta Negra, Natal – RN

Inscrição pelo e-mail: moro@ect.ufrn.br

Fonte: AEB
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cooperação Brasil - China: clima espacial

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Visita do Presidente da Academia Chinesa de Ciências ao Brasil reforça parceria na área de Clima Espacial

09.05.2015 12h35

SÃO PAULO, 9 de maio (Diário do Povo Online) - O presidente da Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em Inglês), Bai Chunli, visitou dia 06 de maio o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, no Estado de São Paulo. Acompanhado do diretor-geral do escritório de cooperação internacional da CAS, Tan Tieniu, ambos foram recebidos pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, e por especialistas chineses e brasileiros nas dependências do programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE), que abriga, desde agosto de 2014, o Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial.

Na ocasião, os visitantes conheceram as instalações do referido laboratório e do centro de monitoramento do EMBRACE/INPE. Durante a visita, os dirigentes do INPE e da CAS conversaram também sobre o estado atual da cooperação em Clima Espacial entre as duas nações e delinearam propostas para aprofundar a parceria.

O Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial é responsável por coordenar conjuntamente atividades entre dois países na área de monitoramento, capacitação acadêmica e intercâmbio de especialistas. É também de sua competência a promoção, em todo hemisfério ocidental, do Programa Internacional do Círculo Meridiano para monitoramento do Clima Espacial, que busca criar uma estrutura integrada de observação ao longo dos meridianos 120º Leste e 60º Oeste.

Além de uma enorme extensão do território brasileiro ser atravessada pelo meridiano 60º Oeste, importantes fenômenos para a compreensão dos efeitos do clima espacial, como é o caso da anomalia magnética do Atlântico Sul e da formação de irregularidades ionosféricas, ocorrem de maneira peculiar nessa faixa territorial.

Atualmente, chineses e brasileiros estão trabalhando para estabelecer no Sul do Brasil uma infraestrutura necessária para operar diversos instrumentos científicos que farão parte dessa rede de monitoramento.

No encerramento da visita, Bai Chunli plantou no campus do INPE um Manacá da Serra (Tibouchina mutabilis), uma árvore nativa da mata atlântica brasileira.

(Editor: Renato Lu)

Fonte: Fonte: Diário do Povo Online.
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Notícias da ACS

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Aconteceram reuniões do Conselho de Administração e Assembleia Geral da ACS

06 de maio de 2015

Nos dias 27 e 28 de abril de 2015, na sede da Alcântara Cyclone Space (ACS) em Brasília, aconteceram reuniões do Conselho de Administração e Assembleia Geral da empresa. Nas reuniões, entre outros assuntos, foram aprovados o Relatório Anual de Atividades e as Demonstrações Financeiras da ACS de 2014, Pareceres das Auditorias Independente e Interna, bem como o valor da remuneração dos dirigentes da ACS até março de 2016.

O Conselho de Administração enviou uma Nota à Assembleia Geral solicitando que esta última discuta a necessidade de uma decisão dos Governos de ambos os Países sobre a continuação do Projeto e a questão do ressarcimento pela Agência Espacial Brasileira (AEB) do montante devido à ACS. Na reunião da Assembleia Geral, Dr. Oleh Uruskyi, Presidente da Agência Espacial Estatal da Ucrânia e representante oficial da Parte Ucraniana, confirmou a intenção da Ucrânia de continuar o Projeto e solicitou à Parte Brasileira que informe à Parte Ucraniana sua posição oficial quanto à continuidade do Projeto Cyclone-4.


Fonte: ACS
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"Patrulha para policiar o espaço?", artigo de José Monserrat Filho

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Patrulha para policiar o espaço?

“Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.” Ditado popular português

José Monserrat Filho *

O Chefe do Comando Espacial da Força Aérea dos Estados Unidos (EUA), General John Hyten, declarou em programa de televisão que “a China, em breve, poderá aperfeiçoar tecnologias para atacar ou desmontar sistemas de satélites”, noticiou a agência UPI, em 27 de abril.

O militar acrescentou que “um ataque a satélites que garantem vantagens estratégicas às Forças Armadas americanas nos campos de batalha e no mar minaria a segurança dos EUA”.

Segundo a notícia, especialistas em segurança espacial – cuja origem não é dita – creem que a Rússia desenvolve tecnologias de armas satelitais similares às da China. Um dos motivos dessa crença seria o lançamento de satélites anônimos pela China e a Rússia nos últimos meses. Tais saté-lites poderiam se conectar com outros satélites para repará-los ou para destruí-los.

A informação da UPI diz ainda que a China e a Rússia expressam os mesmos temores com relação à capacidade espacial americana: “A maioria dos especialistas concordam que os EUA estão propensos a desenvolver satélites fortemente armados.”

Se essa notícia for verdadeira, estamos claramente numa corrida armamentista espacial, o que pode significar o surgimento de nova “Guerra Fria”. Ou seja, o clima não parece nada propício para se alcançar um consenso sobre segurança espacial, por exemplo.

Dois dias depois, em 29 de abril, a Rússia anunciou a criação de uma “patrulha espacial” com a missão de garantir a segurança nas órbitas utilizadas pelos países, inclusive a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), e assegurar a ordem legal no espaço – conforme nota de Alexander Mokletsov da agência russa Sputnik.

A patrulha espacial russa, segundo a nota, usará um foguete Soyuz ajustado para realizar vo-os de observação, para perseguir transgressores do Direito Espacial Internacional e até mesmo para coletar lixo espacial – afirmaram especialistas do Centro de Segurança e Desenvolvimento Espacial e Galáctico, da Rússia.

Ainda segundo a nota, “as unidades da patrulha espacial exercerão funções comuns aos ser-viços semelhantes que em breve aparecerão nos EUA, Canadá, China e outros países”. Adiciona-se que esse sistema “usará extensa rede de satélites e estações terrestres para rastrear quem viola as normas de Direito Internacional e, em particular, o código de tráfego espacial”.

Esse código, frise-se, ainda não existe e seu projeto acaba de ser aprovado como novo tema de debate na próxima reunião do Subcomitê Jurídico do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pa-cífico do Espaço (COPUOS), em 2016. E certamente muitas Luas passarão antes que os países da Terra cheguem a um acordo para pôr em vigor um código de tráfego espacial1.

E também, ao contrário do que diz a nota, não há indicação alguma de que “as Nações Uni-das estejam considerando (o exame de) um acordo internacional sobre segurança e a ordem jurídica nas órbitas em torno da Terra”.

 A primeira pergunta a fazer é: Pode um país em particular – seja Rússia, EUA, Canadá, China ou qualquer outro – criar uma patrulha para policiar o espaço e perseguir os violadores das normas espaciais?

Não, não pode, pois o Tratado do Espaço2, de 1967 – a lei maior das atividades espaciais – determina em seu Artigo 3º que tais atividades “deverão efetuar-se em conformidade com o Direito Internacional, inclusive a Carta das Nações Unidas, com a finalidade de manter a paz e a segurança internacional e de favorecer a cooperação e a compreensão internacionais”. E a Carta das Nações Unidas atribui ao Conselho de Segurança da organização o dever de garantir essa finalidade, e não concede a nenhum país em particular o direito de zelar pela segurança dos demais países., nem de vigiar o cumprimento das leis espaciais.

A Carta adota o princípio e o sistema ampliado de segurança coletiva. O todo é que garante a segurança das partes, não é esta ou aquela parte que garante a segurança do todo. Ou seja, as Nações Unidas, atuando em nome de seus países membros, garantem a paz e a segurança global. O sistema nem sempre é respeitado e nem sempre funciona como deveria, mas é o que o mundo dispõe hoje legalmente estabelecido. Cedo ou tarde, a segurança coletiva poderá ser devidamente reconhecida e aplicada. Nada é mais lógico, compatível e apropriado à globalização em que hoje vivemos do que a ideia da segurança de todos assegurada por todos.

A iniciativa de um país criar uma patrulha espacial é, sem dúvida, controversa e polêmica, ainda que a Rússia não tenha se arrogado direitos exclusivos no caso e tenha reconhecido desde logo a possibilidade e, portanto, o direito de outros países seguirem o mesmo caminho.

Mesmo assim, o projeto gera muitos perigos. Ignora a necessidade urgente de segurança co-letiva e é insustentável, tanto política, como legalmente. O espaço exterior usado cada vez mais por países, organizações e empresas da Terra não ficará, necessariamente, mais seguro apenas por ser policiado por patrulhas espaciais de vários países, ao mesmo tempo. Quem garante que entre elas sempre reinarão relações de paz, confiança e lealdade? E se elas não se entenderem e entrarem em conflito para ampliar o espaço de atuação de cada uma?

Na melhor das hipóteses, a Rússia, ao criar a tal patrulha espacial, estaria querendo incentivar as demais potências a criarem uma patrulha global, sob a égide e o comando  das Nações Unidas. Esta, sim, seria uma ação construtiva e consequente, tanto quanto o projeto de “Tratado sobre a Prevenção de Instalar Armas no Espaço Exterior e a Ameaça ou Uso da Força Contra Objetos Espa-ciais”3, apresentado pela própria Rússia e pela China na Conferência de Desarmamento, em 2008.

Há uma nova guerra fria aquecendo-se em horizonte próximo. O mais conveniente e racional, nesta hora, é evitar pôr mais lenha nessa fogueira em potencial.

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Esse artigo reflete apenas a opinião do autor.

Referências

1) Ver proposta no site
2) Ver texto completo no site da SBDA: www.sbda.org.br.
3) Ver texto completo em inglês no site: www.peaceinspace.com/the-treaty.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Cooperação Peru - China

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Os governos do Peru e da China firmaram em 21 de abril um acordo preliminar de cooperação espacial para fins pacíficos, "em beneficio do progresso social de seus povos e do desenvolvimento econômico dos dois países", segundo informações divulgadas pela agencia espacial peruana (CONIDA).

O acordo, que devera ser firmado de forma definitiva quando da visita do primeiro-ministro da China ao país andino, programada para este mês, foi assinado pela CONIDA e pela China National Space Administration (CNSA). Não foram divulgados mais detalhes sobre o escopo da cooperação.

Em abril do ano passado, o governo peruano selecionou uma proposta do grupo europeu Airbus Defence and Space para o seu primeiro satélite de observação terrestre. O projeto, estimado em cerca de 200 milhões de dólares, inclui um satélite ótico dotado de um sensor de alta resolução, assim como um segmento terreno de controle, recepção e processamento de imagens. Seu lançamento está previsto para meados de 2016.

A China, por sua vez, tem destacada presença no mercado espacial latino-americano, já tendo sido contratada para fornecer satélites de comunicações para a Venezuela, a Bolívia e a Nicarágua, e de observação terrestre para a Venezuela. É parceira do Brasil no programa CBERS desde a década de oitenta, e ainda desenvolve outras iniciativas de cooperação com países da região.
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terça-feira, 5 de maio de 2015

Acordo do INPE e Funcate com o Reino Unido

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INPE e Funcate firmam acordo em projeto de monitoramento de queimadas apoiado pelo Reino Unido

Segunda-feira, 04 de Maio de 2015

Dirigentes do Ministério do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra, na sigla em inglês) do Reino Unido estiveram na quinta-feira (30/4) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em visita de acompanhamento da execução do Programa de Cooperação com o Brasil e o Banco Mundial para a Redução do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado Brasileiro (Programa Cerrado). O governo do Reino Unido doou 10 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 46 milhões) a essa iniciativa.

Na oportunidade, a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), representada pelo seu presidente, Luiz Carlos Moura Miranda, e o INPE, representado pelo seu diretor, Leonel Perondi, assinaram  um Acordo de Cooperação Técnica para a viabilização do projeto de desenvolvimento de uma plataforma de monitoramento e uso do fogo.

O Programa Cerrado apoia a implementação do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado, um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima, e possui um componente de cadastramento ambiental de imóveis rurais e outro de prevenção e combate a incêndios florestais. Considerando a expertise do INPE e da Funcate, o Programa buscou a parceria dessas instituições para a execução de uma das ações estratégicas no componente de redução de queimadas no Cerrado – a plataforma de monitoramento e uso do fogo.

Fonte: Funcate, via INPE.
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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Simpósio da Rohde & Schwarz em SJC e Rio de Janeiro

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A subsidiária brasileira da companhia alemã Rohde & Schwarz, com atuação nos mercados de comunicações, sinais de rádio e guerra eletrônica, promove esta semana, em São José dos Campos (05/05) e Rio de Janeiro (07/05) dois simpósios gratuitos sobre tecnologias em seus ramos de atuação.

Dentre os temas a serem abordados, estão:

- Oportunidades de parcerias estratégicas com a Rohde & Schwarz;
- Técnicas de geração e análise de sinais para testes em Guerra Eletrônica, RADAR, RDS e comunicações via satélite;
- Osciloscópios: aplicações especiais para o mercado aeroespacial de defesa;
- Instrumentos de alto desempenho voltados para linhas de produção;
- Soluções inovadoras para testes de áudio e vídeo em comunicações via satélite; e
- Uso de instrumentos portáteis multitarefas em aplicações de testes em radares, sistemas de auxílios à navegação, sistemas VHF/UHF e comunicações satelitais.

Para mais informações e inscrições, acesse tinyurl.com/noqu8xv
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"Brasil ajuda a ampliar debate na ONU sobre Política e Direito Espacial", artigo de José Monserrat Filho

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Brasil ajuda a ampliar debate na ONU sobre Política e Direito Espacial

“As ideias jurídicas internacionais não podem viver como simples abstrações. Elas devem também ser concretas. E refletir o que, na verdade, ocorre no mundo político e econômico.” Martti Koskenniemi¹

José Monserrat Filho *

Numa operação diplomática bem sucedida, com a participação ativa do Brasil, o projeto de Código Internacional de Conduta para as Atividades Espaciais2, proposto pela União Europeia desde 2008, poderá ser discutido, pela primeira vez, no Subcomitê Jurídico do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço (COPUOS), em sua sessão de 2016, como parte do item relativo aos “Mecanismos Não Vinculantes sobre o Uso Pacífico do Espaço Exterior”.

Essa possibilidade está expressa no relatório da recente sessão do Subcomitê Jurídico, realizada em Viena, Áustria, de 13 a 17 de abril.

Por isso, delegações presentes à sessão estranharam que o Código de Conduta seja objeto de negociações, em Nova York, de 27 a 31 de julho próximo –  com o apoio do Escritório das Nações Unidas para o Desarmamento (UNODA³, na sigla em inglês) –, quando a proposta europeia ainda não foi examinada pelo COPUOS, em especial pelo seu Subcomitê Jurídico, que cuida precisamente de iniciativas de caráter legal ligadas às atividades espaciais. Essas delegações estão empenhadas em discutir a matéria no órgão apropriado. E o que está lavrado no relatório da sessão do Subcomitê pode permitir a realização desse debate pioneiro.

Recorde-se que os proponentes do Código de Conduta têm se oposto, desde seu anúncio, a que a proposta seja debatida no COPUOS e no Subcomitê Jurídico. Essa ação vinha sendo interpretada, com evidente mal-estar, como inequívoca rejeição – no caso – ao sistema multilateral das Nações Unidas. O Código visa impedir a deflagração de conflitos no espaço, mas deixa aberta uma lacuna para isso, ao incorporar o direito de autodefesa, justificativa de muitas guerras nos últimos 50 anos. O instituto de autodefesa no espaço necessitaria de regulamentação especial, diante da dificuldade de determinar quem agride e quem se defende num combate espacial. O espaço já está militarizado, sim, pois as guerras desencadeadas hoje em terra, no ar e no mar, são comandadas e controladas de plataformas espaciais. Mas ainda não há armas instaladas em órbitas e, portanto, o espaço ainda não se tornou mais um teatro de guerra. Urge impedir tão desastrosa conversão. Há que manter o espaço como meio reservado exclusivamente a atividades pacíficas e construtivas. O uso de força unilateral só agrava a situação. A segurança coletiva – a defesa de todos por todos – é vital para se preservar a paz no espaço e a sustentabilidade a longo prazo dos benefícios espaciais.

Regulamentação dos pequenos satélites e gestão do tráfego espacial

Em outro avanço substancial, o Subcomitê Jurídico aprovou a inclusão de dois novos temas em sua agenda de debates para 2016: a Regulamentação dos Pequenos satélites, apresentado pelo Brasil e apoiado por inúmeros países, inclusive os Estados Unidos, e a Gestão do Tráfego Espacial, proposto pela Alemanha também amplamente apoiado, inclusive pelo Brasil. Esses temas atuais e sumamente complexos parecem abrir uma etapa mais dinâmica no desempenho do órgão. Não poucos países têm reclamado de sua ineficiência no trato de problemas essenciais. Afinal, é missão do Subcomitê discutir questões de Direito Espacial Internacional, ligadas à exploração e uso pacífico do espaço exterior – hoje indispensável à vida cotidiana na Terra.

O Instituto Internacional de Direito Espacial4 e o Centro Europeu de Direito Espacial5 comemoraram a aprovação dos novos temas, em especial porque eles foram discutidos nos workshops promovidos pelas duas entidades, no primeiro dia das sessões do Subcomitê Jurídico deste ano6 e do ano passado. Esses workshops vêm sendo organizados há vários anos, para atualizar e enriquecer os conhecimentos legais dos delegados e participantes do Subcomitê.

Projetos concretos para debater a definição e delimitação do espaço

A sessão do Subcomitê Jurídico também ganhou destaque ao adotar por consenso a decisão de seu Grupo de Trabalho sobre Definição e Delimitação do Espaço, presidido por um delegado brasileiro, para que a Secretaria do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Espaciais (UNOOSA, na sigla em inglês) – que apoia o funcionamento do COPUOS – passe a convidar os países e as organizações internacionais ligadas às atividades espaciais a apresentarem projetos concretos sobre a polêmica questão. O objetivo é elevar a qualidade dos debates com textos consistentes e fundamentados, evitando discussões superficiais e não devidamente argumentadas.

A questão da definição e delimitação do espaço vem sendo debatida no Subcomitê Jurídico há mais de 40 anos. Hoje, reina um impasse: não há consenso, nem para resolvê-la, nem para retirá-la da pauta. Espera-se que a discussão em torno de projetos concretos e firmemente alicerçados abra novas perspectivas para propiciar uma solução consensual.

Benefícios e perigos dos pequenos satélites

A regulamentação dos pequenos satélites, definida em geral como um conjunto de normas técnicas e regulamentos para garantir o acesso seguro a operações no espaço e retorno à Terra, tem despertado atenção cada vez maior da comunidade espacial em vista do crescente aumento do número de atores nas atividades espaciais. Esse aumento se deve aos ingentes esforços de países em desenvolvimento para se capacitarem em ciência e tecnologia espacial. Muitos deles vêm recebendo os benefícios dos programas de apoio técnico das Nações Unidas (UNOOSA).

Os micros satélites se multiplicam em escala crescente. Eles surgiram como a opção mais barata de acesso ao espaço. Envolvem projetos mais simples, tecnologia mais acessível e construção mais rápida. São, em geral, lançados em órbitas baixas, com missões de curta duração. Constituem verdadeiras escolas de capacitação de pessoal e criação de novos talentos, sobretudo nos países em desenvolvimento, como o Brasil. Permitem que esses países, suas universidades e centros de pesquisa se tornem atores espaciais. Tudo isso precisa e merece ser cada vez mais incentivado.

Ocorre que as facilidade e oportunidades, bem como a inspiração criativa brindadas pelos pequenos satélites muitas vezes ignoram ou subestimam as normas internacionais adotadas para impedir interferências, colisões e acidentes no espaço. Esses distúrbios sérios podem ser causados até pelos nano satélites, ainda que involuntariamente. O problema precisa ser enfrentado com toda a responsabilidade, para que os pequenos satélites continuem a prestar seus serviços cada vez mais importantes, e não sejam transformados de “mocinhos” e “heróis” em “vilões” do espaço.

Pequenos satélites em grandes eventos

Inúmeros eventos têm sido promovidos sobre pequenos satélites, como por exemplo o 1º Workshop Latino-Americano de Cubesats, realizado de 8 a 12 de dezembro de 2014 na Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Academia Internacional de Astronáuica (IAA, na sigla em inglês), com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB). O encontro abordou os vários aspectos dos satélites criados e construídos em universidades, sobretudo os CubeSats. Os participantes puderam intercambiar experiências e resultados, bem como novas ideias no setor.

Este workshop, por sua vez, deu sequência à Conferência da IAA sobre Missões de Satélites Universitários e ao Workshop sobre CubeSats Europeus, reunidos em Roma em fevereiro de 2013. Estudantes e jovens pesquisadores brasileiros tiveram oportunidade de absorver novos conhecimen-tos e técnicas aplicados às atividades de CubeSats em outros países. Especialistas amplamente reco-nhecidos no assunto proferiram conferências que despertaram enorme interesse.

A Declaração de Praga sobre Pequenos Satélites

A preocupação com a criação de lixo espacial pela grande quantidade de pequenos satélites, que só faz crescer, levou a União Internacional de Telecomunicações (UIT), sediada em Genebra, Suíça, a promover o Simpósio sobre a Regulamentação de Pequenos Satélites, em Praga, capital da República Tcheca, de 2 a 4 de março passado, no qual participaram 38 países, inclusive o Brasil. O simpósio aprovou a “Declaração de Praga sobre a Regulamentação de Pequenos Satélites e Sistemas de Comunicação”7, que reconhece:

1) O interesse cada vez maior das universidades, institutos de ensino e pesquisa, governos, empresas privadas e agências espaciais, em utilizar os benefícios potenciais oferecidos pelos peque-nos satélites, em especial os nano e pico satélites,

2) A necessidade da adesão urgente da comunidade de pequenos satélites às leis, regulamen-tos e procedimentos internacionais, em especial os aprovados pela Assembleia Geral da ONU, pelo COPUOS e pela UIT em relação a objetos lançados ao espaço, à coordenação de radiofrequência e ao registo de frequência atribuída à rede de satélites, e de acordo com as Diretrizes para a Redução de Detritos Espaciais (endossado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2007), e

3) A importância para a comunidade de pequenos satélites de estar preparada para imple-mentar as recomendações e práticas já existentes e as novas em desenvolvimento que apoiam a sus-tentabilidade a longo prazo das atividades no espaço exterior.

Com base neste reconhecimento, a Declaração:

# Considera a natureza específica das estações espaciais de pequenos satélites a serviço do radioamador por satélite e do processo de coordenação de frequências no âmbito da União Interna-cional de Rádio Amador (IARU), para evitar interferências prejudiciais ao radioamador e às estações de radioamador por satélite;

# Confirma e fortalece a importância de criar e aplicar  leis nacionais, com base nos instru-mentos internacionais, definindo claramente os direitos e obrigações de cada parte interessada em participar de iniciativas envolvendo pequenos satélites;

# Insta a comunidade de pequenos satélites a cumprir as leis, regulamentos e procedimentos internacionais e nacionais, indispensáveis para garantir a sustentabilidade a longo prazo dos peque-nos satélite, a prevenção de interferências prejudiciais e a gestão adequada dos detritos espaciais, e

# Recomenda dar continuidade às atividades de capacitação em regulamentação de pequenos satélites e sistema de comunicações, promovendo simpósios e seminários regulares, com o uso de instrumentos de treinamento baseados na Internet, bem como fornecendo manuais, diretrizes e apoio para facilitar o cumprimento desta programação.

A UIT também divulgou, em abril, o “Guia de Registro de Objetos Espaciais e Gestão de Frequência para Satélites Pequenos e muito Pequenos”, para maior divulgação das normas pertinen-tes em vigor, que precisam ser cumpridas.8

Tudo isso será examinado minuciosamente pelo Subcomitê Jurídico, a partir de 2016, ao discutir o tema dos desafios legais dos pequenos satélites, em boa hora proposto pelo Brasil.

Apresentação técnica sobre a Universidade da Força Aérea (UNIFA)

A UNIFA, sediada em Campo dos Afonsos no Rio de Janeiro,  passou a incluir cursos e es-tudos sobre atividades espaciais e Direito Espacial. Por isso, o Coronel Paulo R. Batista, professor de seu Centro de Estudos Estratégicos e membro da delegação do Brasil ao Subcomitê Jurídico, fez oportuna exposição9 sobre essa instituição militar comprometida com o Programa Espacial Brasileiro e com o uso exclusivamente pacífico do espaço.

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA), Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira, Membro da Delegação Oficial do Brasil à sessão do Subcomitê Jurídico do COPUOS referida neste artigo; Preside o Grupo de Trabalho sobre Definição e Delimitação do Espaço Exterior desse Subcomitê, desde 2005.

Referências

1) Koskenniemi, Martti, International Law in the World of Ideas, in The Cmbridge Companion to International Law, Ed. by James Crawford and Martti Koskenniemi, Cambridge, 2012, p. 60.  Koskenniemi é diplomata finlandês, professor de Direito Internacional da Universidade de Helsinque e professor visitante da Universidade de Cambridge, Reino Unido.
2) http://eeas.europa.eu/non-proliferation-and-disarmament/outer-space-activities/index_en.htm
3) Ver site do UNODA www.un.org/disarmament/
4) Ver site www.iislweb.org/
5) Ver site www.esa.int/About_Us/ECSL_European_Centre_for_Space_Law
6) Apresentações feitas no workshop do IISL e do ECSL de 2015 sobre a gestão do tráfego espacial www.unoosa.org/oosa/en/COPUOS/lsc/2015/symposium.html
7) Ver texto em inglês em www.itu.int/GO/ITU-R/Prague-2015
8) Ver texto em inglês em http://www.unoosa.org/oosa/en/COPUOS/lsc/small-sat-handout.html
9) Ver no site www.unoosa.org/pdf/pres/lsc2015/tech-04.pdf
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