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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Concluída a criação da Airbus Safran Launchers

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Os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram hoje a conclusão da criação da Airbus Safran Launchers (ASL), joint-venture que responderá pelos projetos de lançadores dos dois grupos, em especial, dos foguetes da família Ariane.

A ASL nasce com cerca de 8.400 funcionários distribuídos em unidades industriais na França e Alemanha. A empresa passa a ter sob o seu "guarda-chuva" participações em subsidiárias e afiliadas, todas líderes em seus campos de atuação: APP, Arianespace, Cilas, Eurockot, Eurocryospace, Europropulsion, Nuclétudes, Pyroalliance, Regulus, Sodern e Starsem.

Tom Enders, diretor-presidente da Airbus Group, declarou: "Com o fechamento do acordo, a Airbus Safran Launchers se torna totalmente operacional e focará todos os seus esforços em entregar soluções mais competitivas para seus clientes. No topo desta lista está o lançador de nova geração Ariane 6, que deve realizar o seu primeiro voo até 2020."

A formalização hoje da criação da ASL é a culminação de uma iniciativa estratégica ambiciosa, iniciada em 2014, que tem por objetivo reformatar a indústria de lançadores na Europa e, assim, melhor servir os interesses estratégicos da França, Alemanha e Europa como um todo. Sob este contexto, espera-se para breve a consolidação da ASL como principal acionista da Arianespace, empresa responsável pela comercialização de lançamentos dos foguetes Ariane 5, Vega e Soyuz.

Outra possibilidade de redesenho da indústria europeia de lançadores envolve a italiana Avio Space, fabricante do foguete de médio porte Vega, e controlada por um fundo de private equity e pelo grupo italiano Leonardo (nova denominação da Finmeccanica), que poderia ser adquirida pela ASL. O governo italiano, no entanto, tem demonstrado resistência a esta consolidação.

Concepção artística do lançador Ariane 6, em desenvolvimento pela ASL. 
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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Airbus e Safran juntas em lançadores

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As companhias europeias Airbus e Safran anunciaram hoje (16) a assinatura de um memorando de entendimentos prevendo a criação de uma joint-venture reunindo suas atividades em veículos lançadores. Neste contexto, os dois grupos concordaram em combinar numa nova empresa, cada qual com participação de 50%, suas respectivas tecnologias em lançadores (hoje na Airbus Defence and Space, anteriormente Astrium) e propulsão (SNECMA, unidade da Safran).

Conforme destacado em nota conjuntas, a "fusão" leva em conta iniciativas industriais em lançadores atualmente em andamento na Europa, como o desenvolvimento do Ariane 5 ME, uma evolução lógica do Ariane 5 baseada num estágio superior de maior capacidade equipado com o motor Vinci, e a definição da configuração do Ariane 6, que no futuro sucederá o Ariane 5 / 5 ME.

A primeira etapa da "união", prevista para ser concluída até o final deste ano, envolverá a constituição de uma empresa de programas conjuntos, na qual serão aportadas os contratos de programas civis e participações relevantes relacionadas ao segmento civil de cada um dos grupos. Subsequentemente, os ativos industriais em lançadores da Airbus e Safran serão contribuídos à nova empresa.

E a Avio?

A "fusão" da Airbus e Safran formalizará uma relação que já existe há décadas, iniciada com o bem sucedido programa Ariane. Será interessante acompanhar os eventuais desdobramentos deste processo de consolidação, em especial considerando as capacidades italianas nesta área, detidas pela Avio Space, prime contractor do foguete de médio porte Vega. A empresa italiana, controlada pelo grupo Finmeccanica e por uma firma de private equity, é frequentemente citada como estando à venda, com interessados como a Airbus e a Safran.

Reflexos no Brasil

A consolidação do segmento europeu de lançadores pode ter também algum reflexo nos futuros planos do Brasil em termos de acesso autônomo ao espaço. Ainda que em fase bem menos avançado que outras iniciativas espaciais (como o SGDC e o PESE, apenas para citar alguns), as intenções brasileiras nesse segmento são conhecidas e têm algumas ações discretas. Nos bastidores, empresas como a Avibras e a Odebrecht Defesa e Tecnologia são citadas como interessadas em assumir papéis relevantes em tais projetos, que necessariamente, por razões de natureza tecnológica, terão parceiros estrangeiros.

Dentro deste contexto, recomendamos também a leitura da nota "AEB, Airbus DS e Safran juntas em educação espacial", sobre um projeto de cooperação anunciado pela Agência Espacial Brasileira na semana passada.
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domingo, 25 de agosto de 2013

Inova Aerodefesa: iniciativas em lançadores

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Já abordamos em algumas postagens o projeto do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), proposto pela AEL Sistemas, em conjunto com outras empresas e universidades do Rio Grande do Sul, no âmbito do Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado pela FINEP em parceria com o BNDES, Agência Espacial Brasileira (AEB) e Ministério da Defesa.

Nos próximos dias, o blog Panorama Espacial postará mais informações sobre alguns projetos submetidos ao edital, em especial aqueles relacionados à área espacial. No campo de lançadores, que deve ter desdobramentos em médio e longo prazo, há algumas iniciativas interessantes, em particular relacionados ao projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) (para informações sobre o VLM, clique aqui).

A Cenic, de São José dos Campos (SP), por exemplo, busca recursos para a nacionalização dos módulos inter-estágios do VLM, em parceria com as indústrias COMPSIS e EQE, também do Vale do Paraíba. A COMPSIS também apresentou uma demanda para o desenvolvimento de bancos de controle para o pequeno lançador.

Mas, nessa área, o projeto que mais chama atenção é o da Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), que na linha aeroespacial propôs uma iniciativa volta à capacitação do Brasil na prestação de serviços de transporte espacial para missões de órbita baixa. Isto é, a ODT busca recursos para o desenvolvimento de um lançador da classe do VLS, a ser qualificado em duas missões com colocação em órbita de satélites de pequeno porte. O resumo com a descrição do projeto, no entanto, não dá mais detalhes sobre as características do foguete.

Conforme revelado na postagem "As "cinco irmãs" no setor de defesa [e espaço]", há no mercado um rumor de que a ODT estaria associada à italiana Avio, que fabrica o foguete Vega, para iniciativas no Brasil envolvendo meios de acesso ao espaço.

Na próxima terça-feira (27), deve acontecer em São Paulo o workshop de instrução e fomento de parcerias do Inova Aerodefesa. Os recursos disponibilizados no primeiro edital somam R$ 2,9 bilhões, e a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões.
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