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Foguete Ariane é rastreado pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno
16/02/2017
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) realizou com sucesso na noite de terça-feira (14.02) o rastreamento do veículo Ariane VA-235, lançado do Centro Espacial Guianês (CSG), em Kourou, na Guiana Francesa. O veículo foi lançado às 19h38 (horário brasileiro de verão) sendo monitorado pela Estação Natal durante a fase propulsada e nos momentos críticos de separação dos dois primeiros estágios.
Os processos operacionais de rastreamento são de alta complexidade, envolvendo grande número de profissionais, engenheiros e técnicos, do CSG e do CLBI, e conta com a participação direta de 41 servidores do CLBI. No apoio logístico, após a reestruturação da Força Aérea, as Operações contam com o suporte do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT), disponibilizando recursos e meios para o fiel cumprimento do exercício operacional que caracteriza atividade fim do CLBI.
Segundo o adjunto do coordenador de Telemedidas, engenheiro Irineu Alexandre Silva Júnior, a alta cadência de rastreamento eleva a qualidade e a eficiência dos processos operacionais: “A gestão dos recursos humanos em seu aprimoramento técnico, associada à qualidade operacional e de manutenção dos equipamentos, garante a confiança necessária para a execução de todo planejamento inerente à operação”. Ele acrescenta, ainda: “O cronograma geral dos eventos é seguido em toda sua plenitude, com destaque para o ensaio técnico, repetição geral, lançamento e transferência dos dados para o Centro de Tratamento de Dados de Telemedidas na Guiana Francesa e Toulouse – França”, avalia o adjunto.
O veículo Ariane VA-235 transportará para órbita geoestacionária dois satélites de telecomunicações. O satélite SKY Brasil-1 proverá sinal de TV para Brasil e América Latina. Além deste, o engenho transportará o satélite TELKOM-35 responsável por expandir os serviços da empresa TELKOM na Indonésia.
A “Estação que não pára” já se prepara para o próximo rastreamento com previsão no calendário operacional para o dia 21 de março. De acordo com a coordenadora da seção de Interface (SICC), engenheira Maria Goretti Dantas, o lançamento do VA-236 tem um caráter particular para todos os brasileiros e, em especial, para os servidores do CLBI que participarão da campanha que levará à órbita o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC): “Será uma campanha especial, pois estaremos envolvidos diretamente na atividade que trará à sociedade brasileira resultados diretos em qualidade de comunicações e segurança”.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
domingo, 29 de janeiro de 2017
Arianespace e sua primeira missão de 2017
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A Arianespace deu início na última sexta-feira (27) ao seu bastante ocupado ano com o voo de um lançador Soyuz a partir de Kourou, na Guiana Francesa, transportando o satélite Hispasat 36W-1, do grupo espanhol HISPASAT, numa missão que marcou múltiplos ineditismos.
O primeiro feito inédito foi a estreia do Soyuz voando de Kourou com uma carga útil destinada a órbita de transferência geoestacionária.
O lançamento marcou ainda a colocação em órbita do primeiro satélite de comunicações da família SmallGEO, que também representa a estreia da alemã OHB System - experiente em missões de navegação, como o Galileo, e observação, no segmento de satélites de comunicações.
O novo satélite, com vida útil estimada em 15 anos, terá cobertura na América do Sul e Europa, e oferecerá capacidade em banda Ku (vídeo e backhaul celular), e banda Ka (transmissão de dados em banda larga).
Desenvolvido como parte do programa ARTES (Advanced Research in Telecommunications Systems), da Agência Espacial Europeia (ESA), o SmallGEO e uma plataforma flexível de satélite geoestacionário que pode ser adaptada para diferentes missões, tais como comunicações, observação terrestre e teste de novas tecnologias. Com estrutura modular, tem versões com massa total variando de 2.500 a 3.500 kg, com cargas úteis entre 450 e 900 kg.
Próximas missões
A próxima missão da Arianespace será a primeira do Ariane 5 este ano, e levar'a a bordo dois satélites de comunicações, sendo um deles destinado a atender o mercado brasileiro (SKY-Brasil-1, da DIRECTV Latin America).
Em março voará também outro Ariane 5, tendo por "passageiros" o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, e um satélite coreano.
A Arianespace deu início na última sexta-feira (27) ao seu bastante ocupado ano com o voo de um lançador Soyuz a partir de Kourou, na Guiana Francesa, transportando o satélite Hispasat 36W-1, do grupo espanhol HISPASAT, numa missão que marcou múltiplos ineditismos.
O primeiro feito inédito foi a estreia do Soyuz voando de Kourou com uma carga útil destinada a órbita de transferência geoestacionária.
O lançamento marcou ainda a colocação em órbita do primeiro satélite de comunicações da família SmallGEO, que também representa a estreia da alemã OHB System - experiente em missões de navegação, como o Galileo, e observação, no segmento de satélites de comunicações.
O novo satélite, com vida útil estimada em 15 anos, terá cobertura na América do Sul e Europa, e oferecerá capacidade em banda Ku (vídeo e backhaul celular), e banda Ka (transmissão de dados em banda larga).
Desenvolvido como parte do programa ARTES (Advanced Research in Telecommunications Systems), da Agência Espacial Europeia (ESA), o SmallGEO e uma plataforma flexível de satélite geoestacionário que pode ser adaptada para diferentes missões, tais como comunicações, observação terrestre e teste de novas tecnologias. Com estrutura modular, tem versões com massa total variando de 2.500 a 3.500 kg, com cargas úteis entre 450 e 900 kg.
Próximas missões
A próxima missão da Arianespace será a primeira do Ariane 5 este ano, e levar'a a bordo dois satélites de comunicações, sendo um deles destinado a atender o mercado brasileiro (SKY-Brasil-1, da DIRECTV Latin America).
Em março voará também outro Ariane 5, tendo por "passageiros" o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, e um satélite coreano.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
CLBI: “A Estação que não para”
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CLBI finaliza atividades operacionais com rastreamento do Veículo Ariane
22/12/2016
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, finalizou, nesta quarta-feira, (21.12), as atividades operacionais de 2016 com o rastreamento do Veículo Ariane VA234. O veículo foi lançado a partir do Centro Espacial Guianês, em Kourou, na Guiana Francesa, às 18h30, horário de Brasília.
O Ariane transportou como carga embarcada, dois satélites de comunicações, o JCSAT-15 e o STAR ONE. O primeiro será usado nos serviços de TV no Japão, assim como nas comunicações de transferências de dados marítimos e de aviação para a Oceania e Oceano Índico. O segundo vai expandir os serviços da Embratel no Brasil e na América Latina, garantindo a oferta de sinais de áudio, TV, rádio e dados e internet.
No CLBI, a operação de rastreamento mobilizou, durante o ensaio técnico e a cronologia real de rastreamento, 48 servidores, entre técnicos e engenheiros. Das estações que compõem a cadeia de rastreamento, a de Natal é a única operada por profissionais de nacionalidade diferente das que integram a Agência Espacial Europeia (ESA).
O CLBI compõe uma cadeia de rastreamento de veículos lançados à leste, juntamente com Galliot, na Guiana Francesa; Ascension, no Atlântico Sul; Libreville, no Gabão e Malindi, no Quênia; tornando-se imprescindível a participação operacional da Estação Natal por ser a única estação rastreadora durante a fase propulsada do veículo.
De acordo com o coordenador de telemedidas, o engenheiro Clécio de Oliveira Godeiro, o rastreamento do VA234 foi um sucesso e a Estação cumpriu todos os requisitos exigidos nos protocolos operacionais: “Como todos os cinco rastreamentos realizados neste ano, a condição operacional foi plena, sendo os dados do foguete processados, analisados e enviados em tempo real para o Centro Espacial Guianês”, afirmou.
O diretor do CLBI, o coronel Paulo Junzo Hirasawa, destacou o valor de encerrar o calendário operacional de 2016 com a qualidade e a excelência que ratificam os processos operacionais da Organização. “Encerramos as atividades operacionais garantindo o fiel cumprimento do Acordo Internacional firmado entre o CLBI e a ESA nos processos de rastreamento, gravação, decomutação e entrega segura dos dados provenientes do veículo”.
Junzo ainda acrescentou que o apoio às atividades de lançamento e rastreamento remoto às Operações no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e a condução das Operações Astros e Barreira, certificaram a condição estratégica do Centro no exercício da missão institucional.
Estação Natal – A “Estação que não para” é rótulo que define a Estação de Natal (Telemedidas) por nunca ser desligada. Isso é praticado em todas as estações da Agência Espacial Europeia distribuídas ao longo de alguns Continentes. Essa característica é definida pela necessidade de tê-la permanentemente energizada e mantida sob condições controladas de temperatura e umidade relativa. Sistemas de alarmes em pontos estratégicos permitem a vigilância dos diversos parâmetros durante 24 horas, garantindo a minimização da quantidade de anomalias sobre os sistemas, elevando, consequentemente, a confiabilidade da Estação.
Uma segunda interpretação de “A Estação que não para”, decorre de sua alta taxa de utilização, tanto pelo Centro Espacial Guianês, quanto pelo CLBI, na elevada cadência operacional.
Ao longo dos 37 anos de cooperação internacional com a ESA, o CLBI realizou o rastreamento de veículos que levaram mais de 350 satélites, sejam para órbitas baixas, para as órbitas de transferências geoestacionárias ou para órbitas interplanetárias. Entre os destaques estão a Missão Rosetta, referenciada por sua complexidade e notoriedade.
Fonte: CLBI, via AEB.
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CLBI finaliza atividades operacionais com rastreamento do Veículo Ariane
22/12/2016
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, finalizou, nesta quarta-feira, (21.12), as atividades operacionais de 2016 com o rastreamento do Veículo Ariane VA234. O veículo foi lançado a partir do Centro Espacial Guianês, em Kourou, na Guiana Francesa, às 18h30, horário de Brasília.
O Ariane transportou como carga embarcada, dois satélites de comunicações, o JCSAT-15 e o STAR ONE. O primeiro será usado nos serviços de TV no Japão, assim como nas comunicações de transferências de dados marítimos e de aviação para a Oceania e Oceano Índico. O segundo vai expandir os serviços da Embratel no Brasil e na América Latina, garantindo a oferta de sinais de áudio, TV, rádio e dados e internet.
No CLBI, a operação de rastreamento mobilizou, durante o ensaio técnico e a cronologia real de rastreamento, 48 servidores, entre técnicos e engenheiros. Das estações que compõem a cadeia de rastreamento, a de Natal é a única operada por profissionais de nacionalidade diferente das que integram a Agência Espacial Europeia (ESA).
O CLBI compõe uma cadeia de rastreamento de veículos lançados à leste, juntamente com Galliot, na Guiana Francesa; Ascension, no Atlântico Sul; Libreville, no Gabão e Malindi, no Quênia; tornando-se imprescindível a participação operacional da Estação Natal por ser a única estação rastreadora durante a fase propulsada do veículo.
De acordo com o coordenador de telemedidas, o engenheiro Clécio de Oliveira Godeiro, o rastreamento do VA234 foi um sucesso e a Estação cumpriu todos os requisitos exigidos nos protocolos operacionais: “Como todos os cinco rastreamentos realizados neste ano, a condição operacional foi plena, sendo os dados do foguete processados, analisados e enviados em tempo real para o Centro Espacial Guianês”, afirmou.
O diretor do CLBI, o coronel Paulo Junzo Hirasawa, destacou o valor de encerrar o calendário operacional de 2016 com a qualidade e a excelência que ratificam os processos operacionais da Organização. “Encerramos as atividades operacionais garantindo o fiel cumprimento do Acordo Internacional firmado entre o CLBI e a ESA nos processos de rastreamento, gravação, decomutação e entrega segura dos dados provenientes do veículo”.
Junzo ainda acrescentou que o apoio às atividades de lançamento e rastreamento remoto às Operações no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e a condução das Operações Astros e Barreira, certificaram a condição estratégica do Centro no exercício da missão institucional.
Estação Natal – A “Estação que não para” é rótulo que define a Estação de Natal (Telemedidas) por nunca ser desligada. Isso é praticado em todas as estações da Agência Espacial Europeia distribuídas ao longo de alguns Continentes. Essa característica é definida pela necessidade de tê-la permanentemente energizada e mantida sob condições controladas de temperatura e umidade relativa. Sistemas de alarmes em pontos estratégicos permitem a vigilância dos diversos parâmetros durante 24 horas, garantindo a minimização da quantidade de anomalias sobre os sistemas, elevando, consequentemente, a confiabilidade da Estação.
Uma segunda interpretação de “A Estação que não para”, decorre de sua alta taxa de utilização, tanto pelo Centro Espacial Guianês, quanto pelo CLBI, na elevada cadência operacional.
Ao longo dos 37 anos de cooperação internacional com a ESA, o CLBI realizou o rastreamento de veículos que levaram mais de 350 satélites, sejam para órbitas baixas, para as órbitas de transferências geoestacionárias ou para órbitas interplanetárias. Entre os destaques estão a Missão Rosetta, referenciada por sua complexidade e notoriedade.
Fonte: CLBI, via AEB.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Star One D1 em órbita!
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Foi realizado com sucesso no início da noite de terça (21), a partir de Kourou, na Guiana Francesa, o sétimo e último voo este ano do lançador Ariane 5, tendo colocado em órbita dois satélites de comunicações, o Star One D1, da brasileira Embratel Star One, e o japonês JCSAT-15, da operadora SKY Perfect JSAT Corp.
"Com o Star One D1, a Arianespace lançou todos os satélites da Embratel Star One desde 1985 - um total de 11 unidades, e faz apenas um ano desde que lançamos o Star One C4, da Embratel", afirmou em nota o diretor-presidente da Arianespace, Stéphane Israël, destacando o relacionamento de cerca de trinta anos entre a provedora europeia e a operadora brasileira.
O Star One D1, construído pela Space Systems Loral (SSL), dos EUA, estenderá a oferta de capacidade em banda C, bem como trará novas capacidades nas bandas Ku e Ka para a América Latina, complementando os serviços oferecidos pelo Brasilsat B4, lançado em 1994. Trata-se do primeiro satélite da quarta geração da Star One, e também o maior (6.433 kg) e mais capaz satélite já construído para a companhia brasileira - são 70 transpônderes no total.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Star One D1: lançamento este mês
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Está
previsto para o dia 20 de dezembro, em Kourou, na Guiana Francesa, o 11o
lançamento da Arianespace este ano, e o 7o do lançador Ariane 5, que
levará a bordo dois satélites: o Star One D1 (imagem acima), para a brasileira Embratel Star One, e o JCSAT-15, para a companhia japonesa Sky Perfect JSAT Corportion.
Pela
segunda vez este ano, a Arianespace transportará dois satélites construídos
pela Space Systems Loral (SSL), dos EUA, num mesmo voo do Ariane 5.
O
Star One D1, primeira unidade da quarta geração de satélites da Star One, será
a 11a carga útil da operadora brasileira lançada pela Arianespace, e
o 60o artefato construído pela SSL orbitado pela provedora de lançamentos
europeia. O satélite será inserido na posição 84o, Oeste, permitindo
cobertura do Brasil, Américas Latina e Central, México e Caribe.
O satélite, de grande porte, disporá de
transpônderes em banda C, Ku e Ka e atenderá os segmentos de telecomunicações,
transmissão de TV, banda larga, acesso a internet e outros serviços como
inclusão digital.
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sábado, 19 de novembro de 2016
Ariane 5: 75º sucesso consecutivo
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A operadora europeia Arianespace realizou com sucesso no último dia 17 o lançamento de quatro satélites da constelação de navegação Galileo, em missão que marcou o 75º sucesso consecutivo do lançador Ariane 5, superando o recorde de seu antecessor, o Ariane 4.
Esta foi a nona missão realizada pela Arianespace em 2016, sendo a sexta do Ariane 5, todas executadas do centro espacial guianês, em Kourou, na Guiana Francesa. O Ariane 5 realizou 75 lançamentos de 2003 a 2016, tendo inserido em órbita 149 cargas úteis governamentais e civis que, somadas, superam a massa de 623 toneladas. Tais marcas confirmam a posição do modelo como o mais confiável lançador em operação no mercado comercial.
A sétima e última missão do Ariane 5 este ano, prevista para a segunda quinzena de dezembro, terá a bordo o satélite brasileiro Star One D1, da Star One, do grupo Embratel. Para o início de 2017 também está planejado o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), da Telebrás e Ministério da Defesa.
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domingo, 4 de setembro de 2016
Semana difícil para a indústria de lançadores
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A última semana foi difícil para a indústria de lançadores, mais uma vez evidenciando os altos riscos associados à tecnologia espacial.
Em 1º de setembro, um lançador Falcon 9, da empresa norte-americana SpaceX, explodiu na plataforma de lançamento no centro espacial de Cabo Canaveral na Flórida, Estados Unidos, enquanto era abastecido com oxigênio líquido e querosene em fase preparatória para um teste estático de ignição. A explosão, que ganhou destaque na imprensa (clique aqui para vê-la), destruiu não apenas o foguete e a plataforma, mas também sua carga útil, o satélite de comunicações israelense Amos-6.
Obviamente, o acidente traz consequências, e não apenas para a empresa de Elon Musk. Já sob forte pressão de seus clientes, em sua grande maioria companhias de comunicações, que aguardam a colocação de seus satélites em órbita e o início da operação para geração de receitas, a SpaceX terá que atrasar todas as missões (nove ao todo) previstas para 2016 até que os motivos da explosão sejam identificados e corrigidos. Com o lançador russo Proton, operado pela International Launch Services (ILS) também groundeado devido a um mau-funcionamento em junho, o único lançador comercial plenamente operacional é o europeu Ariane 5, da Arianespace, completamente reservado até 2017 (incluindo o brasileiro SGDC, previsto para lançamento no início de 2017).
Em 24 de agosto, a israelense Spacecom, dona do satélite destruído, havia anunciado a sua venda para o grupo chinês Beijing Xinwei Technology Group, pendente da entrada em serviço do Amos-6 após o seu lançamento. Com sua destruição, a operação de venda da empresa pode vir a ser cancelada. Ainda, há também dúvidas sobre a cobertura da apólice de seguros contratada pela Spacecom, que valeria apenas a partir da ignição do foguete na data do lançamento, e não para testes pré-lançamento.
Em reportagem da Space News, o jornalista Jeff Foust fez um paralelo da falha do Falcon 9 na fase pré-lançamento com a tragédia do VLS-1 V03. Em 22 de agosto de 2003, alguns dias antes de seu lançamento, a ignição intempestiva de um dos propulsores sólidos do foguete brasileiro causou um incêndio na plataforma, vitimando 21 técnicos e engenheiros do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA).
Falha chinesa
Um dia após o problema com o Falcon 9, ocorreu uma aparente falha do lançador chinês Longa Marcha 4C, voando a partir do centro espacial de Taiyuan, no norte da China, levando a bordo um satélite de observação de alta resolução, o Gaofen-10. Segundo informações da Força Aérea dos Estados Unidos, que monitoram as inserções de artefatos no espaço, o Gaofen-10 não alcançou a órbita prevista, indicando a falha na missão.
Curiosamente, o ocorrido também leva a uma referência a evento que envolveu o Brasil. O último insucesso de um foguete chinês, no caso um Longa Marcha 4B, se deu em dezembro de 2013, levando a bordo o satélite CBERS 3, projeto conjunto entre a China e o Brasil.
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A última semana foi difícil para a indústria de lançadores, mais uma vez evidenciando os altos riscos associados à tecnologia espacial.
Em 1º de setembro, um lançador Falcon 9, da empresa norte-americana SpaceX, explodiu na plataforma de lançamento no centro espacial de Cabo Canaveral na Flórida, Estados Unidos, enquanto era abastecido com oxigênio líquido e querosene em fase preparatória para um teste estático de ignição. A explosão, que ganhou destaque na imprensa (clique aqui para vê-la), destruiu não apenas o foguete e a plataforma, mas também sua carga útil, o satélite de comunicações israelense Amos-6.
Obviamente, o acidente traz consequências, e não apenas para a empresa de Elon Musk. Já sob forte pressão de seus clientes, em sua grande maioria companhias de comunicações, que aguardam a colocação de seus satélites em órbita e o início da operação para geração de receitas, a SpaceX terá que atrasar todas as missões (nove ao todo) previstas para 2016 até que os motivos da explosão sejam identificados e corrigidos. Com o lançador russo Proton, operado pela International Launch Services (ILS) também groundeado devido a um mau-funcionamento em junho, o único lançador comercial plenamente operacional é o europeu Ariane 5, da Arianespace, completamente reservado até 2017 (incluindo o brasileiro SGDC, previsto para lançamento no início de 2017).
Em 24 de agosto, a israelense Spacecom, dona do satélite destruído, havia anunciado a sua venda para o grupo chinês Beijing Xinwei Technology Group, pendente da entrada em serviço do Amos-6 após o seu lançamento. Com sua destruição, a operação de venda da empresa pode vir a ser cancelada. Ainda, há também dúvidas sobre a cobertura da apólice de seguros contratada pela Spacecom, que valeria apenas a partir da ignição do foguete na data do lançamento, e não para testes pré-lançamento.
Em reportagem da Space News, o jornalista Jeff Foust fez um paralelo da falha do Falcon 9 na fase pré-lançamento com a tragédia do VLS-1 V03. Em 22 de agosto de 2003, alguns dias antes de seu lançamento, a ignição intempestiva de um dos propulsores sólidos do foguete brasileiro causou um incêndio na plataforma, vitimando 21 técnicos e engenheiros do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA).
Falha chinesa
Um dia após o problema com o Falcon 9, ocorreu uma aparente falha do lançador chinês Longa Marcha 4C, voando a partir do centro espacial de Taiyuan, no norte da China, levando a bordo um satélite de observação de alta resolução, o Gaofen-10. Segundo informações da Força Aérea dos Estados Unidos, que monitoram as inserções de artefatos no espaço, o Gaofen-10 não alcançou a órbita prevista, indicando a falha na missão.
Curiosamente, o ocorrido também leva a uma referência a evento que envolveu o Brasil. O último insucesso de um foguete chinês, no caso um Longa Marcha 4B, se deu em dezembro de 2013, levando a bordo o satélite CBERS 3, projeto conjunto entre a China e o Brasil.
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quinta-feira, 30 de junho de 2016
Concluída a criação da Airbus Safran Launchers
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Os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram hoje a conclusão da criação da Airbus Safran Launchers (ASL), joint-venture que responderá pelos projetos de lançadores dos dois grupos, em especial, dos foguetes da família Ariane.
A ASL nasce com cerca de 8.400 funcionários distribuídos em unidades industriais na França e Alemanha. A empresa passa a ter sob o seu "guarda-chuva" participações em subsidiárias e afiliadas, todas líderes em seus campos de atuação: APP, Arianespace, Cilas, Eurockot, Eurocryospace, Europropulsion, Nuclétudes, Pyroalliance, Regulus, Sodern e Starsem.
Tom Enders, diretor-presidente da Airbus Group, declarou: "Com o fechamento do acordo, a Airbus Safran Launchers se torna totalmente operacional e focará todos os seus esforços em entregar soluções mais competitivas para seus clientes. No topo desta lista está o lançador de nova geração Ariane 6, que deve realizar o seu primeiro voo até 2020."
A formalização hoje da criação da ASL é a culminação de uma iniciativa estratégica ambiciosa, iniciada em 2014, que tem por objetivo reformatar a indústria de lançadores na Europa e, assim, melhor servir os interesses estratégicos da França, Alemanha e Europa como um todo. Sob este contexto, espera-se para breve a consolidação da ASL como principal acionista da Arianespace, empresa responsável pela comercialização de lançamentos dos foguetes Ariane 5, Vega e Soyuz.
Outra possibilidade de redesenho da indústria europeia de lançadores envolve a italiana Avio Space, fabricante do foguete de médio porte Vega, e controlada por um fundo de private equity e pelo grupo italiano Leonardo (nova denominação da Finmeccanica), que poderia ser adquirida pela ASL. O governo italiano, no entanto, tem demonstrado resistência a esta consolidação.
Os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram hoje a conclusão da criação da Airbus Safran Launchers (ASL), joint-venture que responderá pelos projetos de lançadores dos dois grupos, em especial, dos foguetes da família Ariane.
A ASL nasce com cerca de 8.400 funcionários distribuídos em unidades industriais na França e Alemanha. A empresa passa a ter sob o seu "guarda-chuva" participações em subsidiárias e afiliadas, todas líderes em seus campos de atuação: APP, Arianespace, Cilas, Eurockot, Eurocryospace, Europropulsion, Nuclétudes, Pyroalliance, Regulus, Sodern e Starsem.
Tom Enders, diretor-presidente da Airbus Group, declarou: "Com o fechamento do acordo, a Airbus Safran Launchers se torna totalmente operacional e focará todos os seus esforços em entregar soluções mais competitivas para seus clientes. No topo desta lista está o lançador de nova geração Ariane 6, que deve realizar o seu primeiro voo até 2020."
A formalização hoje da criação da ASL é a culminação de uma iniciativa estratégica ambiciosa, iniciada em 2014, que tem por objetivo reformatar a indústria de lançadores na Europa e, assim, melhor servir os interesses estratégicos da França, Alemanha e Europa como um todo. Sob este contexto, espera-se para breve a consolidação da ASL como principal acionista da Arianespace, empresa responsável pela comercialização de lançamentos dos foguetes Ariane 5, Vega e Soyuz.
Outra possibilidade de redesenho da indústria europeia de lançadores envolve a italiana Avio Space, fabricante do foguete de médio porte Vega, e controlada por um fundo de private equity e pelo grupo italiano Leonardo (nova denominação da Finmeccanica), que poderia ser adquirida pela ASL. O governo italiano, no entanto, tem demonstrado resistência a esta consolidação.
Concepção artística do lançador Ariane 6, em desenvolvimento pela ASL.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Ariane 5: 70º sucesso consecutivo
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Foi realizado na noite de ontem (27), a partir de Kourou, na Guiana Francesa, o 70º lançamento consecutivo bem sucedido do lançador europeu Ariane 5, operado pela Arianespace.
O foguete levava a bordo um satélite de comunicações de nova geração da operadora Intelsat. Ressaltando a confiabilidade do lançador, François Auque, chefe de Sistemas Espaciais da Airbus Defence and Space, prime-contractor do Ariane 5, afirmou em nota: "Este primeiro voo bem sucedido de 2016 destaca mais uma vez a extraordinária confiabilidade do lançador europeu AriAne 5, um dos maiores e mais complexos sistemas de lançamento do mundo."
A missão teve duas características interessantes: envolveu a colocação em órbita de um único satélite de comunicações por um mesmo Ariane 5, o que é um contraste em relação à configuração típica deste lançador, com duas cargas úteis para missões para órbitas de transferência geoestacionária; e também foi o primeiro voo realizado pela empresa no mês de janeiro desde 2002 (na época, um Ariane 4), período que, por suas características climáticas, raramente permite lançamentos de Kourou.
2016 deverá ser um ano bastante movimentado para a Arianespace. Ao todo, a empresa planeja executar 11 missões ao longo deste ano, abrangendo voos do Ariane 5 (até 8 lançamentos, um recorde), do russo Soyuz e do italiano Vega, de médio porte.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2015
ARSAT-2, da Argentina, em órbita
Foi lançado com sucesso hoje (30), a partir de Kourou, na Guiana Francesa, o ARSAT-2, segundo satélite de comunicações construído na Argentina, a bordo do venerável Ariane 5 em sua 68ª missão consecutiva bem sucedida. Na mesma missão, operada pela Arianespace, também foi colocado em órbita um satélite australiano para comunicações em banda larga.
Construído pela estatal INVAP, o ARSAT-2 será operado pela também estatal Empresa Argentina de Soluciones Satelitales Sociedad Anónima - ARSAT, oferecendo comunicações para transmissão de sinais de TV, acesso a internet e telefonia. O primeiro satélite da série foi colocado em órbita em outubro do ano passado.
Poucas horas antes do lançamento do ARSAT-2, a operadora argentina assinou um novo contrato com a operadora do Ariane 5 para o lançamento do terceiro satélite da família, com opção para duas missões adicionais. O ARSAT-3, com massa estimada de 3.000 kg, deve seguir ao espaço em 2019, com as opções, caso exercidas, planejadas para o período entre 2020 e 2023.
Sobre o novo contrato, Stéphane Israël, presidente da Arianespace, afirmou em nota: "Eu gostaria de agradecer a ARSAT por confiar à Arianespace com o lançamento de seus futuros satélites. O contrato firmado hoje e as duas opções impulsionam a forte parceria que temos tido por mais de cinco anos. Estamos também muito orgulhosos com o fato de que este contrato vem no mesmo dia da assinatura de um acordo entre a França e a Argentina para uma ampla cooperação espacial."
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Argentina: ARSAT-2 em Kourou
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Já se encontra no centro espacial da Guiana Francesa, em Kourou, o satélite de comunicações argentino ARSAT-2, que deve ser colocado em órbita ainda este ano.
O ARSAT-2 é o segundo de três satélites geoestacionários que estão sendo projetados, construídos e operados a partir da Argentina, com o objetivo de aumentar a capacidade em comunicações do país latino-americano, além de garantir o mesmo nível de qualidade de conexão entre as diferentes regiões do país. A Arianespace lançou o primeiro satélite, ARSAT-1, a bordo de um Ariane 5, em outubro do ano passado.
A família ARSAT é construída pela estatal INVAP, com as europeias Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space sendo fornecedoras chave de subsistemas e componentes. A operação dos satélites é responsabilidade da ARSAT, empresa criada pelo governo com o objetivo estratégico de implementar políticas governamentais nos setores de comunicações, transmissão de dados e internet.
O ARSAT-2 deve subir ao espaço no próximo mês de setembro, na quinta missão do Ariane 5, que também levará a bordo um satélite geoestacionário australiano.
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Já se encontra no centro espacial da Guiana Francesa, em Kourou, o satélite de comunicações argentino ARSAT-2, que deve ser colocado em órbita ainda este ano.
O ARSAT-2 é o segundo de três satélites geoestacionários que estão sendo projetados, construídos e operados a partir da Argentina, com o objetivo de aumentar a capacidade em comunicações do país latino-americano, além de garantir o mesmo nível de qualidade de conexão entre as diferentes regiões do país. A Arianespace lançou o primeiro satélite, ARSAT-1, a bordo de um Ariane 5, em outubro do ano passado.
A família ARSAT é construída pela estatal INVAP, com as europeias Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space sendo fornecedoras chave de subsistemas e componentes. A operação dos satélites é responsabilidade da ARSAT, empresa criada pelo governo com o objetivo estratégico de implementar políticas governamentais nos setores de comunicações, transmissão de dados e internet.
O ARSAT-2 deve subir ao espaço no próximo mês de setembro, na quinta missão do Ariane 5, que também levará a bordo um satélite geoestacionário australiano.
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quarta-feira, 15 de julho de 2015
Star One C4 em órbita!
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O satélite Star One C4, da Embratel Star One, foi lançado com sucesso no final da tarde de hoje (16), a bordo de um foguete Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta foi a 66ª missão consecutiva bem sucedida do europeu Ariane 5, e a terceira este ano.
O sucesso marca os trinta anos de colaboração da Embratel com a operadora Arianespace, que já colocou dez satélites em órbita da companhia brasileira. O 11º satélite, o Star One D1, também deverá voar a bordo de um Ariane 5 em 2016. A Arianespace também foi contratada pela Visiona Tecnologia Espacial para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programada para o final do ano que vem.
Segundo informações da operadora brasileira, o Star One C4, construído pela SSL, do grupo canadense MDA, integrará a terceira geração de satélites da Embratel (denominada série C), juntamente com os satélites C1, C2, C12 e C3. Operará exclusivamente a Banda Ku, assegurando a expansão dos serviços de DTH (Direct to Home) da Claro hdtv no Brasil e das demais operadoras do Grupo América Móvil nas Américas do Sul e Central.
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O satélite Star One C4, da Embratel Star One, foi lançado com sucesso no final da tarde de hoje (16), a bordo de um foguete Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta foi a 66ª missão consecutiva bem sucedida do europeu Ariane 5, e a terceira este ano.
O sucesso marca os trinta anos de colaboração da Embratel com a operadora Arianespace, que já colocou dez satélites em órbita da companhia brasileira. O 11º satélite, o Star One D1, também deverá voar a bordo de um Ariane 5 em 2016. A Arianespace também foi contratada pela Visiona Tecnologia Espacial para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programada para o final do ano que vem.
Segundo informações da operadora brasileira, o Star One C4, construído pela SSL, do grupo canadense MDA, integrará a terceira geração de satélites da Embratel (denominada série C), juntamente com os satélites C1, C2, C12 e C3. Operará exclusivamente a Banda Ku, assegurando a expansão dos serviços de DTH (Direct to Home) da Claro hdtv no Brasil e das demais operadoras do Grupo América Móvil nas Américas do Sul e Central.
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domingo, 12 de julho de 2015
Star One C4: lançamento esta semana
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Está previsto para a próxima quarta-feira (15), o lançamento do Star One C4, satélite de comunicações da Star One, empresa do grupo Embratel. O satélite da empresa brasileira, construído pela Space Systems / Loral (SSL), dos Estados Unidos, terá como "companheiro" de missão o europeu MSG-4, de meteorologia.
A colocação em órbita estará a cargo da Arianespace, que utilizará seu lançador Ariane 5, voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta missão terá alguns significados importantes: será o decimo satélite da operadora brasileira lançado pela Arianespace, e o 50º satélite construído pela SSL lançado pela companhia europeia.
O Star One C4 contará com 48 transpônderes em Banda Ku, garantindo a oferta de serviços como transmissão de vídeo e Internet diretamente aos usuários, além de telefonia em localidades remotas. Com massa total de 5.635 kg, terá vida útil estimada em 15 anos.
Para mais informações, veja o "launch kit" disponibilizado pela Arianespace.
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Está previsto para a próxima quarta-feira (15), o lançamento do Star One C4, satélite de comunicações da Star One, empresa do grupo Embratel. O satélite da empresa brasileira, construído pela Space Systems / Loral (SSL), dos Estados Unidos, terá como "companheiro" de missão o europeu MSG-4, de meteorologia.
A colocação em órbita estará a cargo da Arianespace, que utilizará seu lançador Ariane 5, voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta missão terá alguns significados importantes: será o decimo satélite da operadora brasileira lançado pela Arianespace, e o 50º satélite construído pela SSL lançado pela companhia europeia.
O Star One C4 contará com 48 transpônderes em Banda Ku, garantindo a oferta de serviços como transmissão de vídeo e Internet diretamente aos usuários, além de telefonia em localidades remotas. Com massa total de 5.635 kg, terá vida útil estimada em 15 anos.
Para mais informações, veja o "launch kit" disponibilizado pela Arianespace.
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
Ariane 5: 65° sucesso consecutivo
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Na noite da última quarta-feira (27), o lançador europeu Ariane 5
acumulou o seu 65° sucesso consecutivo ao inserir em órbita de transferência
geoestacionária dois satélites de comunicações, o DirecTV-15, dos EUA, e o Sky México-1, ambos com massa total de 9.960 kg.
O sucesso da Arianespace – esta foi a segunda missão do Ariane 5 este
ano, contrasta com mais uma falha do
foguete russo Proton na semana passada, que também transportava um satélite de
comunicações mexicano, desta vez para o governo.
Até há alguns anos, o Proton era o principal concorrente do Ariane 5,
mas após sucessivas falhas, sua operadora, a International Launch Services(ILS) se vê numa situação alarmante, há vários meses sem fechar qualquer
contrato. O modelo russo foi substituído no duopólio com o Ariane 5 pelo
lançador Falcon 9, da norte-americana SpaceX.
Star One C4 em Kourou
Star One C4 em Kourou
Já está no centro de lançamentos da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o satélite Star One C4, da Embratel Star One, construído pela Space Systems/Loral (SSL), com lançamento programado para o segundo trimestre deste ano a bordo de um Ariane 5. O equipamento contará com 48 transpônderes em banda Ku.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Ariane 5: 64º sucesso consecutivo
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A
Arianespace realizou com sucesso na noite de ontem (26), a partir de Kourou, na
Guiana Francesa, o primeiro lançamento do Ariane 5 este ano, colocando em órbita dois satélites geoestacionários de telecomunicações: o Thor 7, da operadora
norueguesa Telenor Satellite Broadcasting, e o Sicral 2, da italiana
Telespazio, numa missão conjunta dos Ministérios da Defesa da Itália e da França.
Esta foi a
terceira missão da Arianespace em 2015, de um total de onze planejadas, sendo
uma delas para o lançamento de um satélite brasileiro, da Embratel Star One,
prevista para o meio do ano. Representou também 64 sucessos consecutivos do venerável
Ariane 5, que colocaram em órbita um total de 110 cargas úteis. Confirmou ainda
a confiabilidade única da Arianespace, que já detém em 2015 um market share
de 60%.
Além de
tradicional provedora de serviços de lançamento dos satélites da Embratel Star
One, a Arianespace será também responsável pela inserção em órbita do Satélite Geoestacionário
de Defesa e Comunicações (SGDC), do governo brasileiro, prevista para o final
de 2016.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Ariane 6, o futuro lançador europeu
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Os últimos dias tiveram importantes notícias envolvendo o espaço, como o primeiro voo de testes da nave norte-americana Orion e, particularmente para o Brasil, o bem sucedido lançamento do CBERS 4.
Outro importante acontecimento, que terá importantes reflexos futuros no mercado comercial de lançamentos de satélites, se deu na reunião da comissão ministerial da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) em Luxemburgo, entre os dias 2 e 3, com a aprovação de uma resolução de acesso europeu ao espaço oficializando o desenvolvimento do futuro Ariane 6, assim como de uma nova versão do lançador italiano Vega.
Os países membros da ESA concordaram em investir 8,2 bilhões de euros ao longo de dez anos em programas de lançadores, com pouco mais da metade destinado ao Ariane 6, que deve estar operacional em 2020. Será um foguete de três estágios com capacidade de satelitização em órbita de transferência geoestacionária de 3.5 a 6.5 toneladas, dependendo da configuração.
Quando operacional, terá duas configurações: uma com dois e ou outra com quatro strap-on boosters (numa tradução apressada, algo como propulsores acoplados ao corpo principal) de combustível sólido. O propulsor, denominado P120, será desenvolvido dentro do programa e também equipará no futuro o primeiro estágio do Vega.
Joint-venture da Airbus e Safran
Em concerto com a decisão sobre o Ariane 6, os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram em 3 de dezembro a criação da joint-venture (JV) Airbus Safran Launchers, oficializando o memorando de entendimentos firmado em junho.
Com um número inicial de 450 empregados e começando suas operações em 1º de janeiro de 2015, a Airbus Safran Launchers estará envolvida na industrialização do Ariane 5, além de trabalhar numa nova família de veículos lançadores para "manter a posição de liderança da Europa na indústria espacial". A formalização da JV marca a fase inicial da transação. Num segundo momento, todas as atividades do grupo Airbus e da Safran relacionados a veículos lançadores serão integrados à nova empresa, o que deverá também gerar outros movimentos de consolidação industrial no setor espacial europeu.
Ariane 5: sexta missão bem sucedida de 2014
E por falar em Ariane 5, confirmando o seu status do lançador mais confiável disponível no mercado, voou com sucesso no último dia 6 a sua sexta missão do ano, lançada a partir da Guiana Francesa, com dois satélites de comunicações a bordo.
Este foi o 63º lançamento consecutivo bem sucedido deste modelo, comercializado e operado pela Arianespace, e escolhido para levar ao espaço o futuro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), no final de 2016.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
O programa ARSAT em "bullet points"
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Há exatamente uma semana, aconteceu com sucesso o lançamento do Arsat-1, da Argentina, o primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina (veja aqui). A seguir, apresentamos mais informações sobre o satélite e seu programa, na forma de bullet points:
- O Arsat-1. Com massa total de 2.985 quilos e potência de 4,2 quilowatts, o artefato tem 24 transpônderes de banda Ku, para transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão, com cobrindo o Atlântico Sul. Foram investidos 270 milhões de dólares (segmento espacial, frete, seguro e infraestrutura terrestre), e a expectativa é que proporcione ao governo uma economia de 25 milhões de dólares por ano com serviços atualmente prestados por operadores estrangeiros.
- A origem. Logo após o lançamento, autoridades argentinas comemoraram o feito, destacando o papel do governo no programa, e criticando a “solução” adotada no passado. “Decisões [passadas] foram frequentemente feitas de uma perspectiva estrangeira, e muito de nossa soberania [em acessar posições orbitais] esteve próximo de ser perdida”, disse Matias Bianchi, presidente da ARSAT. A principal motivação para a criação do programa estatal, em 2007, tem origem na experiência considerada malsucedida pelo governo com a NahuelSat, um consórcio de empresas privadas europeias contratado pela Argentina na década de noventa para a operação e prestação de serviços de comunicações via satélite ao país.
- Argentino, mas com componentes estrangeiros. O Arsat-1 foi o primeiro satélite geoestacionário construído na América Latina, mas isto logicamente não significa plena autonomia e independência de fornecedores internacionais, responsáveis por componentes críticos. A estatal argentina INVAP atuou como prime contractor, projetando, integrando e testando o satélite. As cargas úteis e o subsistema de TT&C (Telemetria, Rastreio e Comando) foram fornecidos pela Thales Alenia Space. Parte da estrutura (cilindro central), o subsistema de propulsão, a unidade de processamento, alguns componentes do sistema de controle de atitude e órbita, e os painéis solares foram fornecidos pela Astrium (hoje, Airbus Defence and Space). Outros componentes do subsistema de controle de atitude e órbita são da americana Honeywell International. Alguns serviços e consultoria, em especial na fase pós-lançamento ficaram a cargo da agência espacial alemã (DLR), e da Swedish Space Corporation, da Suécia.
- Manobras para colocação em órbita. De acordo com a ARSAT, estatal homônima que operará o satélite, a terceira manobra de apogeu para a inserção do artefato em órbita geoestacionária, foi concluída na última quarta-feira (22). Todas as operações são comandadas a partir da estação terrena de Benavidez, em solo argentino. O Arsat-1, aliás, foi inserido em órbita de transferência geoestacionária pelo último estágio do lançador Ariane 5 com bastante precisão, a menos de um quilômetro da inicialmente prevista.
- Mais dois satélites. Outros dois membros da família estão previstos para os próximos anos: o Arsat-2, que contará com cargas uteis nas bandas Ku e C, e o Arsat-3, que também devera ter alguma capacidade em banda Ka (para conexões em banda larga). Devem subir ao espaço em 2015 e 2017, respectivamente. Uma carga de banda X, para comunicações militares, também é considerada para o futuro.
- Plataforma para cooperação sul-americana? Na região, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT pode vir a ser uma de suas plataformas. Indicativos neste sentido já existem. No final de agosto, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”.
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Há exatamente uma semana, aconteceu com sucesso o lançamento do Arsat-1, da Argentina, o primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina (veja aqui). A seguir, apresentamos mais informações sobre o satélite e seu programa, na forma de bullet points:
- O Arsat-1. Com massa total de 2.985 quilos e potência de 4,2 quilowatts, o artefato tem 24 transpônderes de banda Ku, para transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão, com cobrindo o Atlântico Sul. Foram investidos 270 milhões de dólares (segmento espacial, frete, seguro e infraestrutura terrestre), e a expectativa é que proporcione ao governo uma economia de 25 milhões de dólares por ano com serviços atualmente prestados por operadores estrangeiros.
- A origem. Logo após o lançamento, autoridades argentinas comemoraram o feito, destacando o papel do governo no programa, e criticando a “solução” adotada no passado. “Decisões [passadas] foram frequentemente feitas de uma perspectiva estrangeira, e muito de nossa soberania [em acessar posições orbitais] esteve próximo de ser perdida”, disse Matias Bianchi, presidente da ARSAT. A principal motivação para a criação do programa estatal, em 2007, tem origem na experiência considerada malsucedida pelo governo com a NahuelSat, um consórcio de empresas privadas europeias contratado pela Argentina na década de noventa para a operação e prestação de serviços de comunicações via satélite ao país.
- Argentino, mas com componentes estrangeiros. O Arsat-1 foi o primeiro satélite geoestacionário construído na América Latina, mas isto logicamente não significa plena autonomia e independência de fornecedores internacionais, responsáveis por componentes críticos. A estatal argentina INVAP atuou como prime contractor, projetando, integrando e testando o satélite. As cargas úteis e o subsistema de TT&C (Telemetria, Rastreio e Comando) foram fornecidos pela Thales Alenia Space. Parte da estrutura (cilindro central), o subsistema de propulsão, a unidade de processamento, alguns componentes do sistema de controle de atitude e órbita, e os painéis solares foram fornecidos pela Astrium (hoje, Airbus Defence and Space). Outros componentes do subsistema de controle de atitude e órbita são da americana Honeywell International. Alguns serviços e consultoria, em especial na fase pós-lançamento ficaram a cargo da agência espacial alemã (DLR), e da Swedish Space Corporation, da Suécia.
- Manobras para colocação em órbita. De acordo com a ARSAT, estatal homônima que operará o satélite, a terceira manobra de apogeu para a inserção do artefato em órbita geoestacionária, foi concluída na última quarta-feira (22). Todas as operações são comandadas a partir da estação terrena de Benavidez, em solo argentino. O Arsat-1, aliás, foi inserido em órbita de transferência geoestacionária pelo último estágio do lançador Ariane 5 com bastante precisão, a menos de um quilômetro da inicialmente prevista.
- Mais dois satélites. Outros dois membros da família estão previstos para os próximos anos: o Arsat-2, que contará com cargas uteis nas bandas Ku e C, e o Arsat-3, que também devera ter alguma capacidade em banda Ka (para conexões em banda larga). Devem subir ao espaço em 2015 e 2017, respectivamente. Uma carga de banda X, para comunicações militares, também é considerada para o futuro.
- Plataforma para cooperação sul-americana? Na região, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT pode vir a ser uma de suas plataformas. Indicativos neste sentido já existem. No final de agosto, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Argentina: ARSAT-1 em órbita!
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Foi realizado com sucesso esta noite (16), a partir do centro espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o lançamento do primeiro satélite de comunicações construído na Argentina, o ARSAT-1, a cargo do foguete Ariane 5, da Arianespace.
O ARSAT-1, construído pela INVAP e que teve a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space como fornecedoras líderes de subsistemas, teve como "companheiro" de voo o Intelsat-30 (com a carga útil DLA-1, para a DIRECTV), fabricado pela Space Systems/Loral.
"Os dois satélites lançados esta noite atenderão usuários da América Latina, uma região que sempre teve um lugar especial no ´coração´ da Arianespace, uma vez que é de onde nossos lançamentos acontecem, e também porque nossa participação no mercado nesta região sempre foi superior a 50%", afirmou Stéphane Israël, presidente da operadora, no tradicional discurso após cada missão.
O satélite argentino tem massa total de 2.985 kg e conta com 24 transpônderes de banda Ku, tendo uma vida útil estimada em 15 anos. Operará a partir da posição orbital 71,8 graus oeste, e proporcionará comunicações por meio de transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão por toda a Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
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Foi realizado com sucesso esta noite (16), a partir do centro espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o lançamento do primeiro satélite de comunicações construído na Argentina, o ARSAT-1, a cargo do foguete Ariane 5, da Arianespace.
O ARSAT-1, construído pela INVAP e que teve a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space como fornecedoras líderes de subsistemas, teve como "companheiro" de voo o Intelsat-30 (com a carga útil DLA-1, para a DIRECTV), fabricado pela Space Systems/Loral.
"Os dois satélites lançados esta noite atenderão usuários da América Latina, uma região que sempre teve um lugar especial no ´coração´ da Arianespace, uma vez que é de onde nossos lançamentos acontecem, e também porque nossa participação no mercado nesta região sempre foi superior a 50%", afirmou Stéphane Israël, presidente da operadora, no tradicional discurso após cada missão.
O satélite argentino tem massa total de 2.985 kg e conta com 24 transpônderes de banda Ku, tendo uma vida útil estimada em 15 anos. Operará a partir da posição orbital 71,8 graus oeste, e proporcionará comunicações por meio de transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão por toda a Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
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terça-feira, 29 de julho de 2014
Ariane 5: 60ª missão bem sucedida
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Foi realizado com sucesso ontem de noite (29), levado ao espaço por um foguete Ariane 5, o lançamento do ATV-5 Georges Lemaître, nave espacial europeia que levará suprimentos e combustível à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).
Esta foi a 60ª missão bem sucedida do Ariane 5, que também quebrou um recorde: com massa superior a 20 toneladas, o ATV-5 é a carga mais pesada já levada ao espaço pela Europa.
"Com o ATV Georges Lemaître em sua jornada para a Estação Espacial Internacional, meu primeiro sentimento - dado em nome de todos da Arianespace, é de orgulho", declarou Stephanie Israël, presidente da empresa. "Orgulho em ter um ativo tão potente como o Ariane 5, que hoje não tem paralelos no transporte espacial comercial."
Embora o ATV-5 seja o último exemplar (de um total de cinco) construídos para missões à ISS, sua tecnologia e o conhecimento adquiridos no desenvolvimento serão utilizados em novos projetos. Por exemplo, a Airbus Defence and Space está desenvolvendo para a Agência Espacial Europeia o módulo de serviço da nave tripulada Orion, dos EUA. O módulo é primariamente baseado na tecnologia do ATV, fornecendo ao Orion propulsão e energia, e para futuras missões tripuladas, oxigênio, nitrogênio e água.
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terça-feira, 22 de abril de 2014
Exportações: propulsores e serviços de rastreio
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.Pode ser uma surpresa para muitos, mas o Brasil exporta tecnologia e serviços no campo espacial, ainda que de forma e dimensão muito simbólicos. Nesta primeira parte, trataremos das exportações de foguetes de sondagem realizadas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e da prestação de serviços de rastreio pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).
O IAE/DCTA mantém há décadas uma bem-sucedida cooperação com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR), que resultou no desenvolvimento de foguetes de sondagem e motores. Até o momento, ocorreram onze lançamentos do VSB-30 (motores S30 e S31), a partir do campo de Esrange, Kiruna, na Suécia, 7 lançamentos de VS-30/Orion, utilizando motores S30 (segundo estágio do VSB-30), no Campo de Lançamento de Andoya, Andenes, na Noruega, e outros quatro voos do VS-30 (motor S30) também de Andoya.
Restam ainda alguns foguetes negociados com a DLR, cujos voos estão previstos para ocorrerem entre este ano e 2015. Até o final deste mês de abril, aliás, está em andamento no campo de Esrange as campanhas TEXUS 50 e 51, de experimentos em microgravidade, que utilizarão veículos VSB-30.
Segundo informações dadas ao blog pelo Cel. Avandelino Santana Júnior, vice-diretor do IAE/DCTA, a compra mais recente de motores brasileiros ocorreu em 2011, quando a DLR adquiriu 21 unidades, que serviram para montar oito VSB-30, e outros cinco destinados aos veículos VS-30 e VS-30/Orion. Na época, tal aquisição foi avaliada em cerca de 3 milhões de euros. Antes disso, para o desenvolvimento do VSB-30, a DLR realizou investimentos da ordem de 700 mil euros. De acordo com o IAE, após a integração dos motores e sistemas, cada VSB-30 custa cerca de 320 mil euros.
Rastreios do CLBI
Outra exportação espacial brasileira vem na forma de prestação de serviços de rastreios de missões espaciais realizadas pela Arianespace a partir do Centro Espacial Guianês, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. Os rastreios são realizados pela estação terrena do CLBI, no Rio Grande do Norte, no âmbito de um acordo de cooperação firmado em 1977 entre o governo brasileiro e a Agência Espacial Europeia.
No caso dos foguetes Ariane 5, durante o curto intervalo de tempo de rastreio, o CLBI é responsável por registrar três eventos essenciais para sucesso de cada operação: o fim da queima do 1º estágio do lançador, a separação desse estágio do conjunto embarcado e a ignição do motor do 2º estágio.
Desde janeiro, o blog Panorama Espacial tem tentado obter junto à assessoria do CLBI informações sobre o montante recebido por cada operação, não tendo havido, porém, retorno. Fonte consultada pelo blog, no entanto, informou que o País fatura algumas dezenas de milhares de euros em cada missão.
Apesar de serem tecnicamente exportações, tanto no caso dos rastreios como nos propulsores, há pouca ou nenhuma participação da indústria nacional. Fato é que, ocasionalmente, surge à tona a questão da industrialização e transferência da fabricação do VSB-30 para a indústria nacional, mas que até o momento não teve resultados concretos.
Numa futura postagem, trataremos das exportações de componentes e serviços relacionados a satélites, campo em que a indústria local está mais presente.
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