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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Operação Rio Verde: VSB-30 é lançado

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Foguete de Sondagem VSB-30 é lançado com oito experimentos científicos

07/12/2016

Os oito experimentos científicos e tecnológicos fomentados pela Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio do Programa Microgravidade, foram lançados nesta quarta-feira (7.12), a bordo da carga útil MICROG2, pelo Veículo de Sondagem Brasileiro VSB-30. Após o lançamento as equipes de resgate recuperaram a carga útil e devolveram os experimentos aos pesquisadores responsáveis.

Apesar da conquista, a Operação Rio Verde não ocorreu conforme o previsto pois sua carga útil não atingiu a altura máxima (apogeu) esperada, por razões ainda desconhecidas e a serem avaliadas nos próximos 30 dias, conforme informações dos órgãos envolvidos na operação.

Segundo o coordenador dos oito experimentos, José Bezerra Pessoa Filho, esse fator não inviabiliza a operação, uma vez que dados de alguns experimentos são úteis para futuras pesquisas e o tempo de voo permitiu a operação adequada de alguns experimentos e do sequenciamento de voo.

“Trabalharemos com empenho a fim de oferecer outra oportunidade para que esses experimentos sejam testados da melhor maneira possível e não atrapalhe a condução das pesquisas", afirmou o gerente do Programa Microgravidade da AEB, Carlos Eduardo Quintanilha Vaz de Oliveira.

A professora Kátia Castanho Scortecci, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), responsável pelo experimento da cana-de-açúcar explicou que o objetivo de sua pesquisa é compreender o efeito da microgravidade em plantas. “Queremos ver outros resultados moleculares como genes e proteínas em respostas a essas condições”. Ela diz ainda que seu maior sonho é realizar esse experimento em uma estação espacial, pois é uma área de ponta que pode auxiliar o homem a viver em outros planetas.

Assista o vídeo de lançamento abaixo:


Fonte: Coordenação de Comunicação Social AEB
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Operação Rio Verde: voo de foguete de treinamento

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Centro de Alcântara lança 31º foguete na Operação Rio Verde

29/11/2016

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou nesta terça-feira (29.11) o lançamento do 31º Foguete de Treinamento. A atividade prevista no cronograma da Operação Rio Verde tem por objetivo testar todos os meios e preparar as equipes envolvidas na campanha de lançamento, iniciada no último dia 20 de novembro em Alcântara, no Maranhão.

O lançamento da tarde desta terça-feira ocorreu com sucesso às 14h02seg, horário local, com duração total de voo de 2min43seg seguindo os parâmetros de trajetória previstos até a queda no oceano Atlântico, em sua área de impacto, a uma distância de 15 quilômetros do local de lançamento.

O foguete atingiu uma altitude máxima (apogeu) de 31,4 km. “O veículo lançado nesta terça-feira apresentou um excelente desempenho, seguindo conforme o perfil de trajetória previsto. A atividade foi de suma importância para treinarmos procedimentos e testar todos os equipamentos associados às operações, e que serão empregados no lançamento do foguete VSB-30 com a carga-útil MICROG2 a partir da próxima semana”, ressaltou o diretor do Centro de Lançamento, Cláudio Olany Alencar de Oliveira.

Operação Rio Verde – O segundo lançamento dessa Operação levará ao espaço, por meio do veículo suborbital VSB-30 V11, oito experimentos de pesquisas da comunidade técnico-científica do país a bordo da carga-útil MICROG2, de forma a permitir a realização de ensaios em ambiente de microgravidade, o rastreio e o resgate no mar, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), utilizando o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN) como Estação Remota.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

VSB-30: iniciada a Operação Rio Verde

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Começa no Centro de Lançamento de Alcântara a Operação Rio Verde

23/11/2016

Oito experimentos científicos e tecnológicos financiados pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB) serão testados em voo suborbital durante a Operação Rio Verde, promovida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e Instituto Aeronáutico Espacial (IAE). A Operação teve início no último domingo (20.11) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), MA.

O Programa Microgravidade foi criado pela AEB em 27 de outubro de 1998 e tem por objetivo colocar cargas úteis de veículos espaciais à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e suporte técnico para a viabilização de experimentos. O gerenciamento das atividades é de responsabilidade da AEB, que conta com o apoio técnico do IAE e do CLA e suporte logístico da FAB.

A Operação Rio Verde tem como objetivo dar prosseguimento ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) coordenado pela AEB e permitir que organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento realizem experimentos científicos e tecnológicos por meio de voos suborbitais. Ao longo da campanha serão realizados lançamentos de um Foguete de Treinamento Básico (FTB), para confirmação do apronto dos meios operacionais e de apoio, e de um veículo de sondagem nacional VSB-30, carregando experimentos da comunidade técnico-científica do País.

Seleção – Os experimentos foram selecionados na primeira Chamada do 4ª Anúncio de Oportunidades, em 2013. A Operação Rio Verde conta com a participação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), da Marinha do Brasil (MB), e da Agência Espacial Alemã (DLR).

Participam com experimentos embarcados na carga-útil MICROG2, cientistas e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Após o lançamento e o voo em ambiente de microgravidade, os experimentos devem ser recuperados em alto mar, por helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) com apoio de embarcações da Marinha. A descrição detalhada dos experimentos com objetivos e instituição desenvolvedora segue abaixo:

Experimentos

1. MPM-A: Novas tecnologias de meios porosos para dispositivos com mudança de fase, desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os minitubos de calor fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos podem ser utilizados para o controle térmico tanto de equipamentos eletrônicos no espaço como em terra;

2. MPM-B: Tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

3. VGP2: Os efeitos da microgravidade real no sistema vegetal cana de açúcar, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Trata-se de um experimento biológico que tem por objetivo avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar;

4. E-MEMS: Sistema para determinação de atitude de veículos espaciais, desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo deste experimento é fazer uso de sensores comerciais para determinação de atitude de sistemas espaciais;

5. SLEM: Solidificação de ligas eutéticas em microgravidade, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir (300°C) amostras de 3 materiais distintos. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas;

6. GPS: Modelos de Global Positioning System – GPS (Sistema de Posicionamento Global) para aplicações em veículos espaciais de alta dinâmica, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com a colaboração do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Esse equipamento fornece a latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases do voo do foguete;

7. SMA: Sensor Mecânico Acelerométrico, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Servirá para ativação de linhas de ignição, após submetida a uma aceleração entre 4 e 6 vezes a aceleração da gravidade. Com esse dispositivo, ainda em fase de qualificação, objetiva-se elevar a segurança do veículo, evitando-se, por exemplo, que sistemas pirotécnicos sejam acionados intempestivamente.

8. CCA: Circuito de Comutação e Atuação, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Modelo de desenvolvimento do sequenciador de eventos pirotécnicos e comutação de energia funcional.

Neste momento, os experimentos são integrados e testados no Prédio de Preparação da Carga Útil, no Setor de Preparação e Lançamento. Na sequência, é mostrada uma imagem desta atividade em operações passadas:

Todos os experimentos estarão a bordo da Carga Útil MICROG2 por meio do VSB-30 V11, que será lançado e rastreado pelas equipes, as quais também estarão preparadas para realizar o resgate da Carga Útil e a primeira interação com os experimentos assim que esta tocar a água.

O VSB-30 foi desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) para possibilitar aos cientistas e pesquisadores realizarem estudos e pesquisas em ambiente de queda livre, sem rotações e acelerações, acima de 100 km por até seis minutos, em condições bem específicas que caracterizam o ambiente de microgravidade.

O foguete VSB-30 é composto por dois estágios propelidos a combustível sólido, deve alcançar uma altitude de aproximadamente 260 km e ser resgatado no oceano por equipes especialmente treinadas para esta atividade, embarcadas em helicópteros.

O voo terá a trajetória de uma parábola e não terá energia suficiente para injetar a carga útil em órbita. Por este motivo, é denominado como voo suborbital. Nesta trajetória, após a separação da carga útil dos estágios propulsores, os experimentos ficarão por, aproximadamente, seis minutos em ambiente de microgravidade.

Fonte: AEB, editado pelo blog.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Operação Rio Verde: VSB-30

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Operação vai testar oito experimentos em ambiente de microgravidade

Lançamento de VSB-30 está previsto para novembro em Alcântara (MA)

30/08/2016 10:00h

Prevista para novembro deste ano, a Operação Rio Verde vai testar oito experimentos científicos e tecnológicos em ambiente de microgravidade. O veículo VSB-30, que será lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, vai levar ao espaço pesquisas financiadas pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Serão cinco experimentos científicos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e três tecnologias desenvolvidas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma das quais em cooperação com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Esta é mais uma área em que a Força Aérea Brasileira trabalha, junto à comunidade científica, em prol do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro”, explica o professor doutor José Bezerra, tecnologista sênior do IAE e representante do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) junto ao Programa Microgravidade da AEB.

Há duas semanas (de 15 a 18/08) foram realizados com sucesso os testes das cablagens (fiações) de voo e o primeiro teste de sistema integrado, em que foram ligados simultaneamente os oito experimentos que irão ao espaço a bordo do foguete brasileiro VSB-30. Os testes foram realizados pelo IAE em São José dos Campos (SP). O instituto é a organização responsável pelo desenvolvimento do veículo espacial VSB-30, cabendo também ao corpo técnico do IAE colaborar no desenvolvimento técnico dos experimentos.

Tecnologias nacionais - Entre os oito experimentos que serão alojados na Microg2, nome da carga-útil da Operação Rio Verde, estão três tecnologias desenvolvidas pelo IAE que serão qualificadas em voo. “São tecnologias nacionais que podem ser aplicadas em qualquer sistema espacial que envolva motor foguete”, destaca Bezerra.

O Circuito de Comutação e Acionamento, que pode ser entendido como um sistema de inteligência embarcado no veículo, realizará o seu primeiro teste em voo. Dele partem ordens pré-programadas para ignição do segundo estágio do foguete e a separação da carga-útil, por exemplo. "Como esse sistema ainda se encontra na fase de desenvolvimento, ele irá ao espaço como um experimento, e não como um equipamento operacional do VSB-30", afirma o pesquisador.

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) para aplicação em veículos espaciais realizará seu sétimo voo ao espaço. O projeto é resultado de uma parceria entre o IAE e a UFRN no desenvolvimento de um equipamento para voos em altas velocidades. “Receptores GPS comerciais não funcionam a velocidades elevadas. Por isso, foi necessário desenvolver esse equipamento”, acrescenta sobre o equipamento que fornece dados em tempo real de latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases de voo. As informações são essenciais para a equipe de segurança de voo do centro de lançamento e para a equipe que resgatará a carga-útil no mar, a 175 km do ponto de lançamento.

O GPS para foguetes já tem o oitavo voo agendado. Será feito a bordo do ITASAT, satélite de pequenas dimensões desenvolvido pelo ITA e com lançamento previsto para este ano.

Experimentos sendo testados

O terceiro projeto tecnológio que estará a bordo da carga útil da Operação Rio Verde será o Sensor Mecânico Acelerométrico. Será o terceiro voo de qualificação deste dispositivo mecânico de segurança usado para evitar o acionamento intempestivo de sistemas pirotécnicos, que fazem uso de pequenas cargas explosivas. Ao ser submetido à aceleração resultante da ignição do motor do primeiro estágio o sensor ativa, por exemplo, a linha de ignição do motor do segundo estágio. O sensor não leva à ignição do motor, mas permite que, uma vez dado o comando, o motor seja ignitado. "Nosso objetivo é elevar o nível de segurança da operação de lançamento. Não podemos admitir que tais sistemas sejam acionados com o foguete ainda em solo,” explica o pesquisador.

Programa Microgravidade - O Programa Microgravidade foi criado em 27 de outubro de 1998 pela AEB com o objetivo de colocar ambientes de microgravidade à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e recursos financeiros para o desenvolvimento de experimentos. O gerenciamento das atividades é de responsabilidade da AEB, que conta com o apoio técnico do IAE e do CLA e suporte logístico da FAB.

Conheça um pouco dos cinco experimentos desenvolvidos pelas universidades brasileiras:

1. MPM-A: Os minitubos de calor são dispositivos que fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos são utilizados para o controle térmico de equipamentos eletrônicos tanto no espaço como em terra. A Universidade Federal de Santa Catarina é responsável pelo desenvolvimento desse experimento;

2. MPM-B: Também desenvolvido pela UFSC, esse experimento tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

3. VGP2: Trata-se de um experimento biológico desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com o objetivo de avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar. Para tanto, amostras de cana de açúcar serão levadas ao espaço;

4. E-MEMS: Desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) este experimento tem por objetivo a determinação de altitude de foguetes e satélites. Com essa informação é possível efetuar correções na trajetória de um foguete que possua sistema de controle, bem como manter satélites em suas órbitas nominais;

5. SLEM: Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir ligas eutéticas. As amostras são alojadas no interior de um forno cuja temperatura de operação é de 300 oC. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas. Ao serem recuperadas, as amostras são levadas ao laboratório para análise microscópicas.

Fonte: IAE/DCTA.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Programa Microgravidade: anúncio de oportunidade

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Programa Microgravidade divulga o quinto Anúncio de Oportunidade  

Brasília, 26 de fevereiro de 2015 – A Agência Espacial Brasileira (AEB), dando continuidade ao Programa Microgravidade está divulgando o quinto Anúncio de Oportunidade (5º AO) para a apresentação de experimentos. As propostas devem ser cadastradas no formulário eletrônico, exclusivamente via internet, disponível no site www.aeb.gov.br – Programa Microgravidade, entre os dias 24 de março e 27 de abril próximos.

A chamada pública é para o desenvolvimento de um dispositivo eletrônico compacto, portátil, wearable (que pode ser facilmente integrado ao corpo, com dimensões e massa que não comprometam a execução de movimentos) e não invasivo, capaz de avaliar os diversos aspectos fisiológicos relacionados à exposição do corpo humano ao ambiente de microgravidade e hipergravidade, decorrentes de um voo suborbital tripulado.

O experimento será conduzido pelo espaçonauta Pedro Nehme, engenheiro bolsista da AEB, durante o voo suborbital que ele fará no final do ano a bordo do veículo espacial Lynk Mark II, da empresa XCOR Space Expedition.

O presente AO é direcionado a escolas públicas de educação básica brasileiras em parceria com instituições de ensino superior (IES). A divulgação do experimento selecionado está prevista para o próximo dia 2 de maio.

O Programa Microgravidade foi criado em 1998 com o objetivo de disponibilizar ambientes de imponderabilidade aparente, comumente chamado de microgravidade, à disposição da comunidade técnico-científica nacional, provendo meios de acesso e suporte técnico e orçamentário para a viabilização de experimentos que necessitam desses ambientes.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

AEB seleciona experimento para voo suborbital

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AEB seleciona experimento para voo suborbital

Brasília, 13 de fevereiro de 2015 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) abrirá inscrição para a seleção de experimento científico que será levado pelo engenheiro espacial e bolsista da AEB, Pedro Nehme, em seu voo suborbital previsto para o fim do ano, dependendo do desempenho do veículo espacial durante os testes de qualificação para voo.

O voo será realizado pelo veiculo Lynx Mark II da empresa norte-americana XCOR Aerospace. A experiência inédita foi conquista por Nehme ao vencer o concurso KLM Space Competition, de âmbito mundial, promovido pela empresa em 2013.

A XCOR já enviou à AEB documento em que apoia o desenvolvimento de um dispositivo portátil, com a proposta de monitorar sinais fisiológicos durante o voo espacial.

O dispositivo eletrônico deve ser compacto, weareable e não invasivo, capaz de avaliar os diversos aspectos fisiológicos relacionados à exposição do corpo humano ao ambiente de microgravidade e hipergravidade, decorrentes de um voo suborbital tripulado.

Nehme inicia os treinamentos para o voo em março nos Estados Unidos. Participando do voo passa a ser o mais jovem espaçonauta brasileiro. As sessões de treinamento, que serão realizadas ao longo do ano de 2015, será concentrada na experiência de um voo suborbital por um civil.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Microgravidade: VSB-30 voa em 2015

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Em fevereiro deste ano, a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançou o 4º Anúncio de Oportunidades do programa Microgravidade, para a seleção de experimentos da comunidade científica e acadêmica brasileira para um voo a bordo de um foguete de sondagem VSB-30. A propostas de universidades e centros de pesquisa foram recebidas até março. Hoje (5), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) divulgou um press release em que relaciona os projetos selecionados:

1. Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade (SLEM)
Responsável: Chen Ying An (INPE)
2. Os Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana-de-Açúcar Utilizando o Foguete de Sondagem VSB-30
Responsável: Katia Castanho Scortecci (UFRN)
3. Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração II (PAANDA II)
Responsável: Marcelo Carvalho Tosin (UEL)
4. Novas Tecnologias de Meios Porosos para Dispositivos com Mudança de Fase
Responsável: Marcia Barbosa Henriques Mantelli (UFSC)

Segundo o DCTA, o voo do VSB-30, que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, está previsto para ocorrer entre os meses de junho e agosto de 2015. No momento, a AEB está analisando projetos para a realização de um segundo voo, e entre fevereiro e março do ano que vem, espera-se a abertura do anúncio para a seleção de projetos para um terceiro voo.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Microgravidade: Anúncio de Oportunidades

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AEB recebe proposta para experimento em microgravidade até março

Brasília, 20 de fevereiro de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebe até o próximo dia 17 de março propostas de experimentos em ambientes de microgravidade no âmbito do 4º Anúncio de Oportunidades (AO) do Programa de Microgravidade.

O Anúncio prevê a realização de três lançamentos do Veículo de Sondagem Brasileiro (VSB-30) com experimentos selecionados entre 2014 e 2016.

Após o voo, deve ser enviado pelo proponente à AEB um relatório detalhado do evento, descrevendo seus objetivos científicos e tecnológicos; o funcionamento do experimento antes e durante o voo; sua perfomance; a análise dos resultados e conclusões.

Os resultados do experimento poderão ser divulgados pela AEB de forma aberta à comunidade científica, identificando sempre os autores e as organizações envolvidas na sua realização.

O objetivo do Programa Microgravidade, criado em 1998, é disponibilizar ambientes de imponderabilidade aparente, comumente chamado de microgravidade, para a comunidade técnico-científica nacional, provendo meios de acesso e suporte técnico para a viabilização de experiências que necessitem dessa ambientação.

A condução de experimentos em tal circunstância permite o melhor entendimento e o posterior aperfeiçoamento no solo de processos físicos, químicos e biológicos. Por meio de voos em foguetes suborbitais nacionais é possível criar um ambiente de microgravidade por cerca de até seis minutos.

O gerenciamento das atividades relacionadas ao AO é de responsabilidade da AEB e tem a colaboração do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), e da comunidade acadêmica nacional pertencente aos cursos de engenharia aeroespacial.

Fonte: AEB
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sábado, 18 de maio de 2013

Programa Microgravidade: anúncio de oportunidades


AEB PUBLICA ANÚNCIO DE OPORTUNIDADES DO PROGRAMA MICROGRAVIDADE

Brasília, 15 de maio de 2013 – A Agência Espacial Brasileira publicou, nesta quarta-feira (15), o 4º Anúncio de Oportunidades do Programa Microgravidade. O Programa tem como objetivo disponibilizar ambientes de microgravidade para a comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e suporte técnico para a viabilização de experimentos nesses ambientes. Os interessados devem submeter suas propostas até dia 21 de julho.

O Anúncio de Oportunidades prevê a realização de três lançamentos do veículo de sondagem VSB-30 carregando experimentos selecionados, entre 2014 e 2016.

Entre 2000 e 2010, o Programa realizou três voos de foguetes de sondagem e um voo com experimentos da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). “Pelo menos duas dezenas de instituições nacionais voaram experimentos por meio do Microgravidade.” conta o representante do IAE na Comissão, José Bezerra.

Para o conselheiro da AEB na Comissão, Irajá Bandeira, a principal realização do programa é fornecer oportunidades a especialistas de diversas áreas, como física e biologia, para desenvolver tecnologias que podem, eventualmente, resultar em produtos utilizados fora do contexto espacial.  Um exemplo é o projeto ”Nuvens de Interação Protéica” (NIP) realizado na Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) e possibilitou tecnologias que hoje são utilizadas no desenvolvimento de sensores de gases e sensores para doenças tropicais.

Programa Microgravidade - O Programa Microgravidade foi criado em 1998 pela Resolução nº 36 do Conselho Superior da AEB, e tem como objetivo disponibilizar ambientes de imponderabilidade aparente, comumente chamado de microgravidade, à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e suporte técnico e orçamentário para a viabilização de experimentos que necessitem desses ambientes.

A condução de experimentos num ambiente de microgravidade possibilita o melhor entendimento e o posterior aperfeiçoamento no solo de processos físicos, químicos e biológicos. Por meio de voos em foguetes suborbitais nacionais é possível criar um ambiente de microgravidade por até seis minutos.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 9 de março de 2011

TEXUS 49: Lançamento de VSB-30 em Esrange

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Até o final deste mês, deve ocorrer o primeiro lançamento de um foguete VSB-30, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), de São José dos Campos (SP), dentro do programa TEXUS, da agência espacial alemã (DLR). A janela de voo começa em 24 de março, no centro espacial de Esrange, próximo a Kiruna, no norte da Suécia.

O projeto TEXUS é um programa de foguetes de sondagem com o objetivo primário de investigar as propriedades e comportamento de materiais e substâncias químicas e biológicas em ambiente de microgravidade, algo similar ao Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB). O programa começou em 1977 e fazia uso do foguete Skylark 7, de origem britânica, já não mais fabricado. Desde 2005, os alemães utilizam o foguete de sondagem brasileiro VSB-30. As missões contam com a participação da divisão alemã da EADS Astrium, e também da Swedish Space Corporation (SSC), responsável pelas operações de lançamento, com financiamento da DLR ou da Agência Espacial Europeia (ESA).

O foguete levará a um ambiente de microgravidade (de até 6 minutos), numa altitude de até 270 km, quatro experimentos, divididos em três módulos.

Ainda este ano, entre novembro e dezembro, outro VSB-30, na missão TEXUS 48, deve ser lançado de Esrange. Em novembro de 2012, mais uma missão (TEXUS 51) está planejada. Assim, o VSB-30 vai fazendo o seu nome também na Europa.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Análise dos experimentos da Maracati II

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Primeiros resultados com os experimentos da Operação Maracati II serão divulgados em três meses

16-12-2010

Desde que o Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB), foi criado já foram realizados três voos. Porém, a primeira vez em que a carga útil foi recuperada foi na Operação Maracati II, finalizada dia 12 de dezembro, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Algumas partes da carga útil do VSB-30, como o módulo cinco, a caixa em que voou o experimento que fez análise de expressão genética e proteica de plantas em condições de microgravidade e o forno multiusuário, desenvolvido pelo Laboratório de Materiais (LAS), do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), denominado Formu_S, foram trazidos para a AEB para serem expostos aos servidores da instituição.

No início de 2011, as peças serão devolvidas ao Instituto de Aeronáutica e Espaço para que eles as analisem e chequem se tudo correu da maneira prevista durante o voo do VSB-30. Os experimentos que voaram também serão analisados pelos pesquisadores e os primeiros resultados devem surgir em três meses.

“A recuperação da carga útil é de extrema importância porque quase todos os pesquisadores dependem das amostras para realizarem análises dos resultados dos experimentos”, explica Alessandra Brandão, coordenadora do Programa Microgravidade.

Como grande parte dos experimentos são de instituições de ensino que entram de férias na época do Natal, as amostras obtidas serão guardadas e os estudos só deverão começar em fevereiro. Kátia Scortecci, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), guardará suas amostras de cana de açúcar em temperatura de -80º C e começará as análises em fevereiro, quando as atividades na universidade retornarem.

Segundo relatos dos pesquisadores, os resultados obtidos com o voo podem gerar até três anos de publicações em revistas científicas. Alguns dos projetos que voaram, como o “GPS para Aplicações Aeroespaciais (GPS-AE)”, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), podem gerar novas tecnologias para o Programa Espacial Brasileiro, já que o Brasil ainda não possui um receptor GPS qualificado para ser usado em foguetes e satélites.
É importante lembrar que poucos países no mundo têm acesso ao ambiente de microgravidade. “Isso faz com que os resultados sejam ainda mais importantes para avanços científicos e tecnológicos”, afirma Alessandra.

VSB- 30 – O VSB-30 é um foguete de sondagem brasileiro. Ele possui dois estágios, mede aproximadamente 12,6 metros e utiliza propelente sólido. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km, sem resistência atmosférica, sem acelerações dos propulsores e em queda livre. Ele é o primeiro produto espacial fabricado no país certificado, em 6 de agosto de 2009. O VSB-30 já foi lançado sete vezes na Europa. Este foi o terceiro lançamento do foguete no Brasil. Todos os lançamentos do VSB-30 foram bem sucedidos e a Alemanha encomendou mais foguetes para apoiarem o programa de microgravidade deles.

Fonte: AEB
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domingo, 12 de dezembro de 2010

Operação Maracati II: VSB-30 lançado com sucesso

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Foguete VSB-30 é lançado com sucesso no CLA

12/12/2010

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) informa que foi realizado com sucesso o lançamento do foguete VSB-30 V07, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), neste domingo, dia 12 de dezembro, ocorrido às 12horas e 35 min horário local e às 13horas e 35 min horário de Brasília, atingindo um apogeu de 242 km, alcance de 145 km e tempo total de voo em torno de 18 minutos, conforme a trajetória prevista. As estações de telemetria rastrearam o foguete durante todo o voo

O foguete VSB-30 levou ao espaço a carga útil MICROG1A contendo dez experimentos de universidades e de diversas instituições brasileiras para experimentos em ambiente de microgravidade, concluindo, assim, a missão intitulada Operação Maracati II. A carga útil foi resgatada no mar pelas equipes da Força Aérea Brasileira e da Marinha do Brasil.

Fonte: IAE/DCTA, editado pelo blog.

Lançado com sucesso o foguete VSB-30

12/12/2010

Foi finalizada com sucesso a Operação Maracati II, hoje (12/12), com a recuperação da carga útil MICROG 1A, do foguete VSB-30 V07, lançado às 12:35h local (13:35HBV), no Centro de Lançamento de Alcântara.

O primeiro foguete lançado durante a Operação Maracati II foi um Orion V03, no dia 6 de dezembro. Seu objetivo foi alcançado, já que todos os sistemas de lançamento e rastreio, a cargo do CLA, funcionaram perfeitamente.

Os equipamentos de telemetria trazidos da Alemanha pela agência espacial alemã, e instalados para acompanhar a trajetória do foguete em redundância com os equipamentos brasileiros, confirmou o excelente desempenho do centro.

Essa primeira etapa cumprida permitiu o lançamento do VSB-30 V07. Após mais uma semana de intensos trabalhos de todas as equipes envolvidas, no início da tarde de hoje, o VSB-30, transportando experimentos de diversos centros de pesquisa e universidades, rasgou os céus de Alcântara, atingindo 241,9km em seu apogeu.

Mais uma vez, o desempenho das estações de radar e telemetria do CLA foi perfeito, obtendo todos os dados de voo do VSB-30, sempre com a redundância da Estação de Telemetria Móvel da agência espacial alemã, instalada no Sítio de Radares da Raposa. Também acompanhou a trajetória do foguete, a Estação de Telemetria do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (Natal/RN), obtendo informações de mais de seis minutos do voo.

A carga útil foi recuperada após 16 minutos de voo, quando caiu, sustentada por pára quedas, a 140km da costa.

A tripulação de uma aeronave de patrulha P-95 da Força Aérea Brasileira (FAB) localizou a carga útil, que foi recuperada por um helicóptero H-60L Black Hawk, que a transportou içada até a base avançada, localizada na Ilha de Santana. Já em solo, a carga útil foi acondicionada em caixa de transporte para ser levada com segurança para o Centro de Lançamento de Alcântara, onde os cientistas e pesquisadores responsáveis pelos projetos de pesquisa vibravam pelo sucesso total da operação.

A Operação Maracati II, iniciada no dia 16 de novembro, contou com a estrutura operacional do CLA, todo seu efetivo, e 183 envolvidos de diversas unidades da FAB. Ainda estiveram presentes na operação o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a agência espacial alemã Deutsche Zentrum für Luft- und Raumfahrt (DLR).

Os experimentos escolhidos pela Agência Espacial Brasileira (AEB) para esta operação foram dois do Centro Universitário FEI, de São Bernardo do campo, dois da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), dois da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um do INPE e um de escolas da rede de ensino público de São José dos Campos, que faz parte de um projeto de iniciação científica.

Fonte: Agência Força Aérea
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

O VLS "alemão"

No chat sobre o Programa Espacial Brasileiro promovido pela Câmara dos Deputados em 26 de março (veja aqui), uma informação divulgada pelo representante da direção do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) sobre o projeto de um lançador de pequeno porte em parceria com a DLR, a agência espacial da Alemanha, chamou a atenção de muitos que acompanham o programa brasileiro.

Até então desconhecida inclusive por algumas pessoas que acompanham de perto as iniciativas brasileiras em lançadores, a informação levava a crer que o IAE/DCTA trabalhava com outras possibilidades na área, além daquelas reveladas na matéria "Lançadores espaciais: Os planos do IAE/CTA", publicada com exclusividade no web-site de Tecnologia & Defesa em agosto de 2009. Basicamente, o IAE trabalhava com três possibilidades principais, envolvendo acordos de cooperação ou mesmo comerciais com empresas e centros de pesquisa da França, Rússia ou Ucrânia. A ideia seria desenvolver, tomando por base tecnologias e conhecimentos adquiridos com o VLS, um foguete de pequeno porte, superior em capacidade ao VLS-1, com condições de competir no crescente mercado de lançamentos de pequenas cargas úteis para órbitas baixas.

Nas últimas semanas, o blog conversou com algumas pessoas sobre essa possível parceria com a Alemanha para entender o seu escopo, e também como ela se relacionaria com as outras iniciativas em estudo. Segundo pudemos apurar, o estudo envolvendo os alemães está sendo realizado pelas equipes envolvidas com os projetos brasileiros em foguetes de sondagem, e não pelo time do IAE responsável por veículos orbitais, sendo, portanto, esforços distintos. A ideia teria origem no projeto SHEFEX (SHarp Edge Flight EXperiment) (ilustração), um dos vários projetos conjuntos entre o Brasil e Alemanha em matéria espacial, relacionado também ao projeto do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA).

Com o objetivo de testar novos conceitos e tecnologias em proteção termal para reentrada atmosférica, tecnologia, diga-se de passagem, bastante sensível, os dois países realizaram em outubro de 2005 a primeira missão SHEFEX, executada a partir do centro de lançamento de Andoya, na Noruega, envolvendo o voo de um foguete VS-30 Orion. Uma segunda missão, maior e mais complexa, a SHEFEX 2, estava programada para ocorrer no início deste ano, mas foi adiada para não antes que março ou abril de 2011. Nesta etapa, ao invés de um VS-30 Orion, seria utilizado como veículo um foguete VS-40.

A etapa final, SHEFEX 3, envolveria o lançamento de carga útil de maior porte com perfil de missão ainda suborbital, mas muito próximo da capacidade de entrada em órbita. É daí, unindo-se o útil ao agradável, que surgiu a ideia de aproveitar os desenvolvimentos necessários para a realização da SHEFEX 3 e avançar com o projeto de um foguete orbital de pequeno porte.

De acordo com o apurado pelo blog, a ideia é ainda bastante preliminar e teria surgido do lado brasileiro, não havendo por este momento maiores definições futuras ou mesmo indicativos de continuidade.
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quinta-feira, 11 de março de 2010

Valor Econômico: Suécia quer mais VSB-30

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Suécia negocia compra de foguete brasileiro

Virgínia Silveira

11/03/2010

A estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC), dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial, está negociando a compra de novos foguetes de sondagem VSB-30, produzidos no Brasil pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Segundo o executivo-chefe da SSC, Lars Persson, a empresa já utilizou o VSB-30 em 11 lançamentos de experimentos científicos e tecnológicos apoiados pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Os dois lançamentos mais recentes ocorreram durante os meses de novembro e dezembro do ano passado, no campo de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O VSB-30 começou a ser desenvolvido em 2001, a pedido da Agência Espacial Alemã (DLR), para atender ao programa europeu de microgravidade e também para substituir o foguete inglês Skylark 7, que deixou de ser produzido. O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos de cerca de R$ 5 milhões e o DLR arcou com 40% desse valor. O foguete custa cerca de R$ 750 mil.

O programa europeu de microgravidade, conhecido em inglês como "Unified Microgravity Sounding Rocket Program for the Future", reúne um consórcio de organizações formado pela DLR e pelas companhias Astrium, Kayser-Threde e SSC . Até o momento, o VSB-30 acumula um total de nove lançamentos de sucesso, sendo dois a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e sete do Centro de Esrange, na Suécia.

"O VSB-30 é o melhor do mundo em sua categoria. É tão bom e confiável que não vamos gastar tempo, dinheiro e energia para inventar o que já existe", afirmou Persson. Segundo ele, as organizações europeias envolvidas no programa de microgravidade já trabalham nos experimentos científicos e tecnológicos que serão lançados, em abril de 2011, por meio de três foguetes de sondagem do IAE.

Em 2004, quando o programa de lançadores brasileiro sofreu um revés, com a explosão do foguete VLS-1 na torre de Alcântara, a companhia canadense Bristol Aerospace chegou a oferecer ao consórcio europeu um voo gratuito do foguete de sondagem Black Brant, visando à substituição do VSB-30. Segundo o IAE, a agência espacial alemã DLR se manteve firme na manutenção dos lançamentos com o foguete de sondagem brasileiro.

"O nosso foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional, o que demonstra o alto nível de capacitação brasileira no segmento espacial", disse o diretor do IAE, coronel Francisco Carlos Melo Pantoja.

A certificação do VSB-30, emitida em outubro de 2009, contou com uma rigorosa avaliação da ESA e das companhias europeias do programa de microgravidade, afirmou Pantoja.

A missão do foguete de sondagem brasileiro é lançar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de até 400 quilos, a uma altitude máxima de 250 quilômetros, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos. Durante esse período, a carga útil aciona um sistema que elimina qualquer movimento angular. Com isso, a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo melhores propriedades aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e às ligas metálicas.

Nos dois mais recentes lançamentos do VSB-30 feitos na Suécia, o foguete levou ao espaço experimentos científicos com o objetivo de testar novos materiais e o comportamento de células humanas e metais em ambiente de microgravidade, informou Persson.

Em visita recente ao Brasil, o executivo-chefe da SSC reuniu-se com os pesquisadores do IAE para reforçar a parceria que a empresa mantém com o instituto na área de foguetes de sondagem e para apresentar um combustível inédito que a companhia pretende testar, em breve, no lançamento do seu mais novo satélite, o Prisma. "Trata-se de um combustível ecológico, feito à base de compostos salinos e que já demonstrou, em laboratório, ser 30% mais potente que os compostos líquidos normalmente utilizados pelos atuais lançadores", disse o executivo.

Persson informou que a SSC também tem interesse em colaborar no desenvolvimento do programa brasileiro de lançadores e que considera o foguete VLS-1 muito promissor, porque pode atuar em um nicho de mercado novo, que está crescendo bastante.

"Para os microssatélites e nanossatélites de até 400 quilos não existe quase nenhum lançador disponível, o que nos obriga a procurar o serviço dos grandes lançadores, nem sempre disponíveis quando precisamos", disse Persson. O Brasil, segundo o executivo, tem interesse em dominar a tecnologia de microssatélites e a SSC quer oferecer uma parceria nessa área, que poderá facilitar o acesso do país a esse mercado.

O lançamento de dois satélites Prisma, planejado para o próximo mês, será feito pelo foguete russo Dnieper, disse Persson. Avaliado em US$ 75 milhões, o Prisma é um microssatélite demonstrador de tecnologia, que será usado como plataforma para várias aplicações, especialmente na área de observação da Terra.

Com faturamento anual de US$ 250 milhões e 650 profissionais em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima por meio de radares, câmeras e sensores.

Fonte: Jornal Valor Econômico, 11/03/2010, via NOTIMP
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Lançamento de VSB-30 em maio de 2009

Estudantes de São Paulo apresentam experimentos que irão voar no VSB-30

03/11/2008 12:35:41

Cerca de 50 professores participantes da Jornada Espacial irão conhecer, nessa terça-feira (04/11), o Projeto Educacional em Microgravidade, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação de São José dos Campos (SP). Esses professores orientaram os alunos vencedores da XI Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em 2008, aproximadamente 500 mil estudantes de todo o País participaram das provas.

O Projeto Educacional em Microgravidade está sendo desenvolvido por mais de 400 alunos do município em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). Eles estão desenvolvendo três experimentos didáticos que irão voar no foguete brasileiro VSB-30, marcado para maio de 2009. O Projeto foi selecionado em 2007, pelo terceiro Anúncio de Oportunidade do Programa Microgravidade, desenvolvido pela AEB.

Os três experimentos de Física são: Sistema de Corda, Sistema de Mola e Interação entre as Forças Magnética e Gravitacional. Segundo a professora Elisa Saeta, coordenadora do projeto, são idéias simples, mas que vão ajudar os alunos a apreenderem os conceitos.

“O primeiro experimento é um peso preso a uma corda que durante a microgravidade irá ‘perder o peso’. Já a mola, também será presa a um peso, mas perderá a tensão quando passar pelo ambiente de microgravidade. O último experimento é mais complexo. Serão três imãs, colocados de forma que haja repulsão entre eles. Com a gravidade o imã 1 e 2 apresenta uma distância maior que o 2 e 3. Durante o experimento, essa distância deverá se igualar”, explica.

Todos os acontecimentos serão filmados e seus dados mandados por telemetria. Todos os alunos participantes desse projeto são de quatro Escolas Municipais de Ensino Fundamental de São José dos Campos, e estão cursando entre o 6º e 9º períodos.

Para Ivette Rodrigues, gerente do Programa AEB Escola, um dos apoiadores do projeto, é muito importante essa experiência de participar de um estudo de fato, ao invés de apenas simular os conceitos por meio de aulas teóricas. “Nesse projeto pode-se vivenciar concretamente as diferentes etapas de uma pesquisa , como o planejamento, a observação e o registro, contribuindo, assim, para instituir a prática da pesquisa no ambiente escolar”, disse.

Fonte: AEB

Comentário: a notícia acima é interessante por informar que haverá um vôo do VSB-30 em maio de 2009. O vôo deve ocorrer a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.