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Saab expande parceria com Akaer
A Saab, empresa de defesa e segurança, adquiriu mais 10% das ações da Akaer, uma das maiores empresas brasileiras no desenvolvimento de projetos aeronáuticos, atingindo 25% de participação. Juntamente com a expansão da parceria Saab-Akaer, a Akaer adquire os ativos da Divisão de Espaço e Defesa (E&D) da empresa brasileira de optrônicos Opto Eletrônica S.A. [Nota do blog: a notícia sobre a proposta de compra da divisão da Opto pela Akaer foi dada com exclusividade pelo blog Panorama Espacial em maio de 2016]
A Saab e a Akaer são parceiras desde 2008, quando a empresa brasileira foi contratada pela Saab para desenvolver peças para a fuselagem do caça Gripen NG – mesmo antes que a Saab fosse selecionada para as negociações para reequipar a Força Aérea Brasileira. O investimento da Saab na Akaer começou em maio de 2012, quando a Saab fez um empréstimo conversível em ações, com uma contribuição de recursos equivalente a 15% da Akaer. A participação da Saab na empresa foi ampliada para 25%, e a Akaer permanece independente, além de controlada e administrada pelo fundador e gestor brasileiro. Desde 2012, a Saab faz parte do Conselho Consultivo da Akaer.
“Nossa parceria com a Akaer é de longo prazo e, por meio do intercâmbio de conhecimento, queremos ampliar nossa cooperação. A parceria traz benefícios mútuos e nos permite dar mais um passo no programa de transferência de tecnologia e no desenvolvimento da indústria de defesa brasileira. Viemos ao Brasil para ficar e isso também significa apoiar nossos parceiros”, diz Ulf Nilsson, chefe da área de negócios de Aeronáutica na Saab.
A partir do investimento da Saab na empresa, a Akaer adquiriu ativos da Divisão de Espaço e Defesa (E&D) da Opto Eletrônica S.A, que passa a se chamar OPTO Space & Defense. Com mais de 30 anos, a empresa brasileira de optrônicos obteve o status de Empresa Estratégica de Defesa (EED), em 2013.
O objetivo da Akaer é garantir que as tecnologias optrônicas desenvolvidas pela OPTO ao longo de décadas sejam mantidas sob o domínio de uma Empresa Estratégica de Defesa (EED), para que possam ser utilizadas nos programas nacionais de espaço e defesa nos próximos anos.
Para garantir a continuidade destas capacidades, a OPTO Space & Defense, que estava em recuperação judicial, manterá todos os seus funcionários e operações no mesmo local, na cidade de São Carlos (SP), polo de optrônica no Brasil. Além disso, a Akaer ampliará o acesso desta divisão a mercados internacionais e desenvolverá produtos de aplicação dual, para que a mesma se mantenha sustentável financeiramente e para que possa expandir suas tecnologias.
“O investimento faz parte da nossa estratégia de crescimento e diversificação, e está alinhado com os interesses de defesa nacionais”, disse Cesar Augusto T. Andrade e Silva, presidente e CEO da Akaer.
“Fico muito contente com a demonstração de coragem e visão da Akaer, que soube enxergar o valor das tecnologias e capacidades desenvolvidas pela OPTO. Nossa equipe está ansiosa para dar início a esta nova fase junto à Akaer e à Saab”, disse Mario Stefani, sócio e fundador da OPTO.
Fonte: Saab.
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Mostrando postagens com marcador Suécia. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
VS-30 voa na Suécia
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Voou na madrugada da última quarta-feira (03) o primeiro VS-30 do ano, em missão executada pela Swedish Space Corporation (SSC), a partir do centro espacial de Esrange, no norte da Suécia.
O foguete, de estágio único e construído pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), transportou dez pequenas cargas úteis para estudos de distúrbios em eletrojatos.
De acordo com informações divulgadas pelo IAE, o foguete atingiu um apogeu de 138 km, e a missão foi considerada bem sucedida.
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Voou na madrugada da última quarta-feira (03) o primeiro VS-30 do ano, em missão executada pela Swedish Space Corporation (SSC), a partir do centro espacial de Esrange, no norte da Suécia.
O foguete, de estágio único e construído pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), transportou dez pequenas cargas úteis para estudos de distúrbios em eletrojatos.
De acordo com informações divulgadas pelo IAE, o foguete atingiu um apogeu de 138 km, e a missão foi considerada bem sucedida.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Mais um foguete VS-31 Orion lançado com sucesso
Na tarde da última segunda-feira (19),foi lançado com sucesso a partir do Centro de Lançamento de Esrange (ESC), na Suécia, o foguete de sondagem VS-31/IO V02, transportando a carga útil O-STATES 2, formada por sensores óticos e elétricos, com massa de 206 kg, de uma instituição de pesquisas da Suécia.
O apogeu da missão foi de 243,6 km, com alcance de 71 km, conforme inicialmente previsto. Segundo informações divulgadas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço, responsável pelo desenvolvimento e construção do VS-31 Improved Orion, "as condições científicas estavam perfeitas, os dados foram transmitidos e a carga útil recuperada."
Esta foi a segunda missão do VS-31 este mês. Em 2 de outubro, outro modelo do mesmo tipo de foguete foi utilizado num primeiro voo da missão O-STATES, que, grosso modo, tem por objetivo colher informações para um melhor entendimento do ambiente de alta atmosfera e desenvolver técnicas para sensoriamento remoto.
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quinta-feira, 11 de junho de 2015
"Cátedras universitárias, a nova moda no setor"
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Cátedras universitárias, a nova moda no
setor
André M. Mileski
Há alguns
anos, era praticamente regra para empresas estrangeiras dos setores
aeroespacial e de defesa com negócios ou interesses no País participar do
programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal.
As empresas,
objetivando demonstrar comprometimento com o Brasil e, assim, posicionarem-se
mais favoravelmente para futuros negócios, financiavam e ofereciam bolsas de
estudos e estágios a estudantes de graduação e pós-graduação. A Boeing, a Airbus
(então EADS), a Saab e a Dassault Aviation foram algumas que adotarem este expediente.
A estratégia
evoluiu nos últimos tempos e passou a incluir esforços junto a universidades
brasileiras, como o estabelecimento de cátedras com professores estrangeiros,
financiamento de bolsas de estudos e de projetos de Pesquisa &
Desenvolvimento (P&D). Desde o início do ano, ao menos quatro companhias anunciaram acordos de cooperação com universidades locais.
Em
fevereiro, a fabricante de helicópteros norte-americana Sikorsky, fornecedora das três forças armadas, firmou
com o tradicional Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), um instrumento
visando oferecer aos seus estudantes disciplinas relacionadas a aeronaves de
asas rotativas. O acordo abrange a oferta de bolsas de estudos e a criação de um
laboratório de voo sem movimento e outros equipamentos, além do envio de
instrutores dos EUA para apoio às aulas e pesquisas.
Com um
enfoque mais espacial, a franco-italiana Thales Alenia Space e a brasileira Omnisys inauguraram em março o Centro Tecnológico Espacial, que tem como um de seus
propósitos o apoio a universidades para o desenvolvimento de um Mestrado em
Engenharia em Sistemas Espaciais. Na época, as empresas divulgaram o
estabelecimento de uma cadeira universitária voltada a satélites, além de ter
coordenado e financiado várias teses de doutorado e estudos conjuntos.
Em junho, a Thales, que tem ampliado suas atividades no Brasil, deu mais um passo em
sua estratégia ao patrocinar um programa de cooperação acadêmica entre França e Brasil envolvendo o Instituto Mauá de Tecnologia, a
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a instituição de ensino superior
francesa Ecole Nationale Supérieure des Mines de Saint-Etienne, e a Omnisys, subsidiária
da Thales. Denominado SEAC – Sistemas Eletrônicos Embarcados para Aplicações
Críticas, o programa terá duração de um ano e consiste no intercâmbio de
estudantes brasileiros e franceses, além da oferta de estágios na Omnisys ou em
outras unidades da Thales na Europa.
Outra
empresa que ampliou seus esforços “universitários “foi a sueca Saab, selecionada
para fornecer caças à Força Aérea Brasileira. Um convênio de transferência tecnológica foi celebrado por Marcus Wallenberg, presidente do Conselho de Administração do grupo, em reunião com a presidenta Dilma Rousseff no final
de março. As ações do programa incluem o estabelecimento, a partir de 2015, de
um grupo de professores suecos no ITA, que oferecerão um curso de pós-doutorado
em Engenharia Aeronáutica financiado pela empresa e pelo governo sueco.
No final de abril, foi a vez da europeia Airbus anunciar a criação da “Cátedra
Franco-Brasileira” na Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual
de Campinas (UNICAMP). O programa visa promover P&D industrial na área de materiais
compósitos para a fabricação de aeronaves e helicópteros.
Apesar destas ações
terem um grande componente de marketing, seus benefícios para a formação de mão
de obra especializada são inegáveis. É algo ainda mais verdadeiro para o
Programa Espacial Brasileiro, que tem hoje como uma de suas principais ameaças
a não reposição num ritmo minimamente adequado dos profissionais de
instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o
Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
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terça-feira, 28 de abril de 2015
VSB-30 é lançado da Suécia
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VSB-30 da operação TEXUS 52 é lançado da Suécia
O Foguete Suborbital VSB-30 com a carga útil TEXUS 52 foi lançado hoje (27/04), com sucesso, do Centro de Lançamento de Esrange (Suécia)
O lançamento ocorreu às 04:55 (UTC). A altitude alcançada foi de 255 km e o voo foi nominal.
A carga foi recuperada e levada ao Esrange Space Center às 08:35 (horário local).
Fonte: IAE/DCTA.
Nota do blog: este foi o terceiro lançamento do VSB-30 na Europa este ano, e o quinto de um foguete de sondagem desenvolvido e construído no Brasil. Em 20 de fevereiro, um VSB-30 foi disparado do centro espacial de Esrange, no norte da Suécia, em missão de microgravidade patrocinada pela agência espacial francesa (CNES). No mesmo dia, outro foguete nacional, do modelo VS-30, foi lançado de Andoya, na Noruega, também com sucesso, desta vez numa operação da Agência Espacial Europeia para a investigação dos efeitos dos fenômenos da aurora boreal em sistemas de navegação e comunicação por satélite. Já no início de março, houve outro lançamento de VS-30, também de Andoya, na Operação Wadis 2. Em 30 de março, um VSB-30 com o experimento HIFIRE 7 (da NASA, em cooperação com entidades da Austrália e Alemanha) voou também com sucesso a partir da base de Andoya, na Noruega..
VSB-30 da operação TEXUS 52 é lançado da Suécia
O Foguete Suborbital VSB-30 com a carga útil TEXUS 52 foi lançado hoje (27/04), com sucesso, do Centro de Lançamento de Esrange (Suécia)
O lançamento ocorreu às 04:55 (UTC). A altitude alcançada foi de 255 km e o voo foi nominal.
A carga foi recuperada e levada ao Esrange Space Center às 08:35 (horário local).
Fonte: IAE/DCTA.
Nota do blog: este foi o terceiro lançamento do VSB-30 na Europa este ano, e o quinto de um foguete de sondagem desenvolvido e construído no Brasil. Em 20 de fevereiro, um VSB-30 foi disparado do centro espacial de Esrange, no norte da Suécia, em missão de microgravidade patrocinada pela agência espacial francesa (CNES). No mesmo dia, outro foguete nacional, do modelo VS-30, foi lançado de Andoya, na Noruega, também com sucesso, desta vez numa operação da Agência Espacial Europeia para a investigação dos efeitos dos fenômenos da aurora boreal em sistemas de navegação e comunicação por satélite. Já no início de março, houve outro lançamento de VS-30, também de Andoya, na Operação Wadis 2. Em 30 de março, um VSB-30 com o experimento HIFIRE 7 (da NASA, em cooperação com entidades da Austrália e Alemanha) voou também com sucesso a partir da base de Andoya, na Noruega..
sábado, 7 de março de 2015
VSB-30: mercado em potencial
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Instituto prevê ampliação de mercado para foguete brasileiro
Brasília, 6 de março de 2015 – O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), prevê crescimento do mercado para o foguete brasileiro VSB-30, após o sucesso do lançamento ocorrido à semana passada no Esrange Space Center, na Suécia.
A operação marcou o 15° lançamento do VSB-30. “Estamos superando as expectativas, que eram de lançar dois foguetes por ano”, disse Eduardo Dore Roda, gerente de Projeto do IAE. Este ano, são quatro lançamentos.
Dos 15 lançamentos feitos desde 2004, um total de 12 foram no exterior, a maioria na Suécia, e três no Brasil. A previsão é que o VSB-30 lance outros oito experimentos no país, todos para cargas de universidades, na base de Alcântara, no Maranhão.
Tecnologia - No exterior, a maioria das cargas lançadas pelo foguete brasileiro é de experimentos científicos de alta tecnologia, ligados à área farmacêutica. “Também já fomos consultados pela Austrália, interessada em lançamentos”, disse Roda. Segundo ele, o custo do foguete está entre as vantagens do produto, que já tem 75% de fabricação nacional. O custo do VSB-30 é de cerca de R$2 milhões.
O IAE já tem produção de 24 foguetes VSB-30 para os interessados em lançamentos de experimentos científicos, operações que são realizadas com suporte total do IAE. Também estiveram envolvidos indiretamente na atividade a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
Fonte: FAB, via AEB.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
VSB-30 voa na Suécia
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Após o
sucesso do VS-30 na sexta-feira passada, foi a vez do VSB-30. Ocorreu com
sucesso ontem (22) o lançamento desse modelo, desenvolvido e construído no
Brasil, dentro da missão Cryofenix, da agência espacial francesa (CNES). A missão
ocorreu no centro espacial de Esrange, no norte da Suécia, tendo o foguete alcançado
um apogeu de 265 km e tempo de microgravidade de 6 minutos.
Segundo informações da Swedish Space Corporation (SSC), que executou a operação, o experimento Cryofenix envolve estudos de comportamento de líquidos criogênicos como parte de um programa de tecnologia em propulsão para lançadores da CNES. Tais estudos devem orientar no desenvolvimento do sistema de propulsão do Ariane 6.
Segundo informações da Swedish Space Corporation (SSC), que executou a operação, o experimento Cryofenix envolve estudos de comportamento de líquidos criogênicos como parte de um programa de tecnologia em propulsão para lançadores da CNES. Tais estudos devem orientar no desenvolvimento do sistema de propulsão do Ariane 6.
(Na foto acima, imagem do resgate da carga útil na região do ártico sueco. Créditos: SSC)
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Cooperação Brasil - Suécia: VLM
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Sueca SSC vai construir base em Alcântara
05/11/2014
Por Virgínia Silveira | De Gothenburg e Satenäs (Suécia)
A SSC (Swedish Space Corporation) vai construir dois centros de lançamento para o foguete brasileiro VLM (Veículo Lançador de Satélites), em Alcântara, no Maranhão, e no Centro Espacial de Esrange, na Suécia. O primeiro passo para viabilizar o plano é assinatura de um acordo de parceria com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), que coordena o desenvolvimento do foguete. A assinatura deve ocorrer em dezembro.
O acordo, segundo o diretor do DCTA, brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva, prevê o intercâmbio de informações e de recursos humanos na área de desenvolvimento e de operações de lançamento, assim como de tecnologias de propulsão espacial e de propelentes ecológicos, entre outros projetos. A parceria, ainda segundo o brigadeiro, é desdobramento de um acordo especial assinado entre as Agências Espaciais do Brasil (AEB) e da Suécia (SNSB), em fevereiro.
A responsável pela área de tecnologia da SSC, Anna Rathsman, disse planeja utilizar o VLM para o lançamento de micro e nanossatélites para o mercado europeu. A executiva afirmou que não tem uma projeção do mercado global para veículos na categoria do VLM, mas que uma estimativa inicial feita pela SSC prevê o lançamento de pelo menos dois foguetes por ano do Centro de Esrange.
Segundo o Valor apurou, por apresentar um baixo custo de produção e de complexidade técnica, além de um ciclo de desenvolvimento rápido, o VLM tem um mercado potencial superior a dez lançamentos por ano.
O diretor do DCTA disse a SSC já definiu o local para a construção do sítio de lançamento em Esrange. "Estudos já feitos por especialistas indicam a existência de um mercado promissor para o VLM, tendo em vista que não existe nenhum outro foguete dedicado para atender a essa faixa de mercado (lançamento de cargas úteis de 120 a 150 quilos)", afirmou.
Os concorrentes do VLM são foguetes de grande porte, que levam pequenos satélites de carona. O VLM teria um custo de lançamento baixo, inferior a US$ 10 milhões. Seu desenvolvimento é feito pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa e desenvolvimento do DCTA, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que financia parte do projeto, avaliado em R$ 100 milhões.
O próximo passo do projeto do VLM é a contratação da fabricação da parte estrutural do motor foguete, o S50. A empresa Cenic já concluiu o projeto de desenvolvimento do motor. Feito em fibra de carbono, o S50 será o maior motor foguete já construído pelo IAE. A Avibras fez o estudo de viabilidade de carregamento do motor com propelente (combustível).
O DLR utiliza o foguete brasileiro VS-40 para o experimento científico Shefex, considerado o principal programa espacial da Alemanha. De acordo com o DCTA, os alemães querem utilizar o foguete VLM para o lançamento do experimento Shefex 3 (da sigla em inglês Sharp Edge Flight Experiment), que irá testar o comportamento de novos materiais e tipos de proteção térmica necessários para o desenvolvimento de tecnologia de voos hipersônicos e de veículos lançadores reutilizáveis.
O vice-diretor do IAE, coronel aviador Avandelino Santana Júnior, disse que o teste de qualificação em voo do VLM deverá acontecer em dois anos. A fabricação do foguete será feita pelo setor espacial brasileiro. Ele afirmou que o VLM é um foguete configurado para lançar micro e nanossatélites de sensoriamento remoto, experimentos científicos e com aplicação meteorológica em baixa altitude.
A SSC já mantinha um relacionamento próximo ao DCTA desde 2005, por meio da utilização dos foguetes de sondagem VSB-30 (desenvolvidos pelo IAE), que fazem o lançamento de cargas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade.
Com faturamento de 524 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 71 milhões) por ano e mais de 600 funcionários, a SSC fornece serviços de gestão de satélite e de lançamento de foguetes e balões, além do desenvolver subsistemas para aplicações aeroespaciais.
Fonte: Valor Econômico.
Sueca SSC vai construir base em Alcântara
05/11/2014
Por Virgínia Silveira | De Gothenburg e Satenäs (Suécia)
A SSC (Swedish Space Corporation) vai construir dois centros de lançamento para o foguete brasileiro VLM (Veículo Lançador de Satélites), em Alcântara, no Maranhão, e no Centro Espacial de Esrange, na Suécia. O primeiro passo para viabilizar o plano é assinatura de um acordo de parceria com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), que coordena o desenvolvimento do foguete. A assinatura deve ocorrer em dezembro.
O acordo, segundo o diretor do DCTA, brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva, prevê o intercâmbio de informações e de recursos humanos na área de desenvolvimento e de operações de lançamento, assim como de tecnologias de propulsão espacial e de propelentes ecológicos, entre outros projetos. A parceria, ainda segundo o brigadeiro, é desdobramento de um acordo especial assinado entre as Agências Espaciais do Brasil (AEB) e da Suécia (SNSB), em fevereiro.
A responsável pela área de tecnologia da SSC, Anna Rathsman, disse planeja utilizar o VLM para o lançamento de micro e nanossatélites para o mercado europeu. A executiva afirmou que não tem uma projeção do mercado global para veículos na categoria do VLM, mas que uma estimativa inicial feita pela SSC prevê o lançamento de pelo menos dois foguetes por ano do Centro de Esrange.
Segundo o Valor apurou, por apresentar um baixo custo de produção e de complexidade técnica, além de um ciclo de desenvolvimento rápido, o VLM tem um mercado potencial superior a dez lançamentos por ano.
O diretor do DCTA disse a SSC já definiu o local para a construção do sítio de lançamento em Esrange. "Estudos já feitos por especialistas indicam a existência de um mercado promissor para o VLM, tendo em vista que não existe nenhum outro foguete dedicado para atender a essa faixa de mercado (lançamento de cargas úteis de 120 a 150 quilos)", afirmou.
Os concorrentes do VLM são foguetes de grande porte, que levam pequenos satélites de carona. O VLM teria um custo de lançamento baixo, inferior a US$ 10 milhões. Seu desenvolvimento é feito pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa e desenvolvimento do DCTA, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que financia parte do projeto, avaliado em R$ 100 milhões.
O próximo passo do projeto do VLM é a contratação da fabricação da parte estrutural do motor foguete, o S50. A empresa Cenic já concluiu o projeto de desenvolvimento do motor. Feito em fibra de carbono, o S50 será o maior motor foguete já construído pelo IAE. A Avibras fez o estudo de viabilidade de carregamento do motor com propelente (combustível).
O DLR utiliza o foguete brasileiro VS-40 para o experimento científico Shefex, considerado o principal programa espacial da Alemanha. De acordo com o DCTA, os alemães querem utilizar o foguete VLM para o lançamento do experimento Shefex 3 (da sigla em inglês Sharp Edge Flight Experiment), que irá testar o comportamento de novos materiais e tipos de proteção térmica necessários para o desenvolvimento de tecnologia de voos hipersônicos e de veículos lançadores reutilizáveis.
O vice-diretor do IAE, coronel aviador Avandelino Santana Júnior, disse que o teste de qualificação em voo do VLM deverá acontecer em dois anos. A fabricação do foguete será feita pelo setor espacial brasileiro. Ele afirmou que o VLM é um foguete configurado para lançar micro e nanossatélites de sensoriamento remoto, experimentos científicos e com aplicação meteorológica em baixa altitude.
A SSC já mantinha um relacionamento próximo ao DCTA desde 2005, por meio da utilização dos foguetes de sondagem VSB-30 (desenvolvidos pelo IAE), que fazem o lançamento de cargas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade.
Com faturamento de 524 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 71 milhões) por ano e mais de 600 funcionários, a SSC fornece serviços de gestão de satélite e de lançamento de foguetes e balões, além do desenvolver subsistemas para aplicações aeroespaciais.
Fonte: Valor Econômico.
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terça-feira, 22 de abril de 2014
Exportações: propulsores e serviços de rastreio
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.Pode ser uma surpresa para muitos, mas o Brasil exporta tecnologia e serviços no campo espacial, ainda que de forma e dimensão muito simbólicos. Nesta primeira parte, trataremos das exportações de foguetes de sondagem realizadas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e da prestação de serviços de rastreio pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).
O IAE/DCTA mantém há décadas uma bem-sucedida cooperação com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR), que resultou no desenvolvimento de foguetes de sondagem e motores. Até o momento, ocorreram onze lançamentos do VSB-30 (motores S30 e S31), a partir do campo de Esrange, Kiruna, na Suécia, 7 lançamentos de VS-30/Orion, utilizando motores S30 (segundo estágio do VSB-30), no Campo de Lançamento de Andoya, Andenes, na Noruega, e outros quatro voos do VS-30 (motor S30) também de Andoya.
Restam ainda alguns foguetes negociados com a DLR, cujos voos estão previstos para ocorrerem entre este ano e 2015. Até o final deste mês de abril, aliás, está em andamento no campo de Esrange as campanhas TEXUS 50 e 51, de experimentos em microgravidade, que utilizarão veículos VSB-30.
Segundo informações dadas ao blog pelo Cel. Avandelino Santana Júnior, vice-diretor do IAE/DCTA, a compra mais recente de motores brasileiros ocorreu em 2011, quando a DLR adquiriu 21 unidades, que serviram para montar oito VSB-30, e outros cinco destinados aos veículos VS-30 e VS-30/Orion. Na época, tal aquisição foi avaliada em cerca de 3 milhões de euros. Antes disso, para o desenvolvimento do VSB-30, a DLR realizou investimentos da ordem de 700 mil euros. De acordo com o IAE, após a integração dos motores e sistemas, cada VSB-30 custa cerca de 320 mil euros.
Rastreios do CLBI
Outra exportação espacial brasileira vem na forma de prestação de serviços de rastreios de missões espaciais realizadas pela Arianespace a partir do Centro Espacial Guianês, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. Os rastreios são realizados pela estação terrena do CLBI, no Rio Grande do Norte, no âmbito de um acordo de cooperação firmado em 1977 entre o governo brasileiro e a Agência Espacial Europeia.
No caso dos foguetes Ariane 5, durante o curto intervalo de tempo de rastreio, o CLBI é responsável por registrar três eventos essenciais para sucesso de cada operação: o fim da queima do 1º estágio do lançador, a separação desse estágio do conjunto embarcado e a ignição do motor do 2º estágio.
Desde janeiro, o blog Panorama Espacial tem tentado obter junto à assessoria do CLBI informações sobre o montante recebido por cada operação, não tendo havido, porém, retorno. Fonte consultada pelo blog, no entanto, informou que o País fatura algumas dezenas de milhares de euros em cada missão.
Apesar de serem tecnicamente exportações, tanto no caso dos rastreios como nos propulsores, há pouca ou nenhuma participação da indústria nacional. Fato é que, ocasionalmente, surge à tona a questão da industrialização e transferência da fabricação do VSB-30 para a indústria nacional, mas que até o momento não teve resultados concretos.
Numa futura postagem, trataremos das exportações de componentes e serviços relacionados a satélites, campo em que a indústria local está mais presente.
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Sobre o resultado do Programa F-X2
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Não iremos nos alongar sobre o resultado do Programa F-X2, conduzido pela Força Aérea Brasileira (FAB), para a seleção de uma nova aeronave de combate, e cujo resultado, após mais de uma década de indefinição, foi anunciado hoje (18). O blog Panorama Espacial tem como enfoque principal as atividades espaciais, muito embora, eventualmente, acabe tratando de temas relacionados, como assuntos de defesa [*]. E não podemos nos furtar a abordar o resultado do F-X2. O escolhido foi o caça Gripen E/F, desenvolvido pelo grupo sueco Saab (veja aqui a nota do Ministério da Defesa).
No âmbito espacial, dos três candidatos (Saab, Boeing e Dassault), a Saab era a que tinha menor exposição no setor espacial; em julho de 2008, o grupo vendeu sua divisão espacial, que desenvolvia e fabricava componentes de satélites e de lançadores (inclusive para o Ariane 5), para a suíça RUAG. No entanto, isto não significa que o resultado do F-X2, de alguma forma e ainda que indiretamente, não vá beneficiar o Programa Espacial Brasileiro. Como parte do contrato, que começará a ser negociado, haverá um grande pacote de transferência tecnológica e compensações industriais, tecnológicas e comerciais (os chamados offsets).
Espaço não deve ser um dos itens de compensação, mas algumas das indústrias nacionais hoje envolvidas com atividades espaciais também têm negócios nos setores aeronáutico e de defesa e podem ser beneficiadas no processo de transferência tecnológica que, acredita-se, será um dos maiores já realizados no País. Dependendo da tecnologia, pode haver alguma aplicação no campo espacial.
Ainda, em termos de política industrial, convém relembrar a recente entrevista de José Raimundo Braga Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira, que destacou "a necessidade de que a indústria espacial brasileira busque diversificação com outras atividades para atingir um nível de sustentabilidade". O F-X2, porque não, pode vir a funcionar como um dos itens de diversificação.
Mas, o resultado imediato mais importante do F-X2 é a credibilidade que passa para a comunidade internacional de que o Brasil está levando a sério suas demandas em defesa (e, espera-se, também em espaço!). Num período de menos de uma semana, duas notícias importantes: a assinatura dos contratos do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) e, agora, a seleção do Gripen na concorrência da FAB. Sabemos da grande expectativa com o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) e também de outras demandas espaciais, e essas recentes notícias, ao nosso ver, reforçam a credibilidade brasileira frente a atores estrangeiros.
Portanto, a conclusão: acreditamos que, de alguma forma, o F-X2 beneficiará (ou poderá beneficiar) o Programa Espacial Brasileiro.
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*: escrevendo sobre defesa e espaço há mais de dez anos, eu não tive como não me envolver com o F-X2. Inclusive, voei em maio de 2012 a bordo de uma das aeronaves candidatas, no caso, o F-18 F Super Hornet. No início de 2011, também estive na Suécia para conhecer mais sobre a proposta da Saab para a licitação da FAB. A viagem deu origem a um suplemento especial de Tecnologia & Defesa, que pode ser acessado clicando aqui.
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Não iremos nos alongar sobre o resultado do Programa F-X2, conduzido pela Força Aérea Brasileira (FAB), para a seleção de uma nova aeronave de combate, e cujo resultado, após mais de uma década de indefinição, foi anunciado hoje (18). O blog Panorama Espacial tem como enfoque principal as atividades espaciais, muito embora, eventualmente, acabe tratando de temas relacionados, como assuntos de defesa [*]. E não podemos nos furtar a abordar o resultado do F-X2. O escolhido foi o caça Gripen E/F, desenvolvido pelo grupo sueco Saab (veja aqui a nota do Ministério da Defesa).
No âmbito espacial, dos três candidatos (Saab, Boeing e Dassault), a Saab era a que tinha menor exposição no setor espacial; em julho de 2008, o grupo vendeu sua divisão espacial, que desenvolvia e fabricava componentes de satélites e de lançadores (inclusive para o Ariane 5), para a suíça RUAG. No entanto, isto não significa que o resultado do F-X2, de alguma forma e ainda que indiretamente, não vá beneficiar o Programa Espacial Brasileiro. Como parte do contrato, que começará a ser negociado, haverá um grande pacote de transferência tecnológica e compensações industriais, tecnológicas e comerciais (os chamados offsets).
Espaço não deve ser um dos itens de compensação, mas algumas das indústrias nacionais hoje envolvidas com atividades espaciais também têm negócios nos setores aeronáutico e de defesa e podem ser beneficiadas no processo de transferência tecnológica que, acredita-se, será um dos maiores já realizados no País. Dependendo da tecnologia, pode haver alguma aplicação no campo espacial.
Ainda, em termos de política industrial, convém relembrar a recente entrevista de José Raimundo Braga Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira, que destacou "a necessidade de que a indústria espacial brasileira busque diversificação com outras atividades para atingir um nível de sustentabilidade". O F-X2, porque não, pode vir a funcionar como um dos itens de diversificação.
Mas, o resultado imediato mais importante do F-X2 é a credibilidade que passa para a comunidade internacional de que o Brasil está levando a sério suas demandas em defesa (e, espera-se, também em espaço!). Num período de menos de uma semana, duas notícias importantes: a assinatura dos contratos do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) e, agora, a seleção do Gripen na concorrência da FAB. Sabemos da grande expectativa com o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) e também de outras demandas espaciais, e essas recentes notícias, ao nosso ver, reforçam a credibilidade brasileira frente a atores estrangeiros.
Portanto, a conclusão: acreditamos que, de alguma forma, o F-X2 beneficiará (ou poderá beneficiar) o Programa Espacial Brasileiro.
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*: escrevendo sobre defesa e espaço há mais de dez anos, eu não tive como não me envolver com o F-X2. Inclusive, voei em maio de 2012 a bordo de uma das aeronaves candidatas, no caso, o F-18 F Super Hornet. No início de 2011, também estive na Suécia para conhecer mais sobre a proposta da Saab para a licitação da FAB. A viagem deu origem a um suplemento especial de Tecnologia & Defesa, que pode ser acessado clicando aqui.
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sábado, 13 de abril de 2013
VSB-30 lançado com sucesso
Foguete brasileiro é lançado com sucesso na Suécia
O veículo lançado ontem (12) levou ao espaço o experimento Texus 50, que faz parte do Programa Europeu de Microgravidade
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) lançou na manhã desta sexta-feira (12), a partir do Centro Espacial de Esrange (Suécia), mais um foguete brasileiro VSB-30: o VSB-30 V17. O veículo, lançado à 6h25, horário local, levou ao espaço o experimento Texus 50, que faz parte do Programa Europeu de Microgravidade. O desempenho foi perfeito, com os seguintes dados de voo: tempo de microvidade de 380 segundos; apogeu de 261 quilômetros; e dispersão do ponto de impacto de 1,5 sigma.
Desde 2005, o VSB-30 tem sido usado no programa Texus, em virtude da capacidade de transporte do foguete: aproximadamente 370 quilogramas carga-útil, a cerca de 270 quilômetros de altitude.
O programa
O Programa Texus começou em 1977, com o objetivo principal de investigar as propriedades e o comportamento de materiais, produtos químicos e substâncias biológicas em ambiente de microgravidade, utilizando foguetes de sondagem.
No último dia 5, tiveram início duas operações do programa: a Texus 50 e a Texus 51, para o lançamento do VSB-30 17 e do VSB-30 V 18, respectivamente. Este último deve ser lançado no dia 19 de abril.
O Texus é conduzido pelo Instituto de Pesquisa Alemão (DLR), pela Agência Espacial Europeia (ESA), pela EADS Astrium e pela Swedish Space Corporation (SSC), que é responsável pelas operações de lançamento. O programa é financiado pela ESA e pelo DLR.
Fonte: Ascom do MCTI, com informações do IAE.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Cooperação Brasil - Suécia
AEB recebe visita de delegação sueca
25-05-2012
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, recebeu na última quarta-feira (23), a visita de uma delegação Sueca, composta pelo Presidente da Agência Nacional Espacial Sueca (SNSB), Sr. Olle Norberg, e pelo diretor da Corporação Espacial Sueca (SSC), Sr. Stefan Gardefjord. O tema do encontro foi a possibilidade de aprofundamento das relações entre Brasil e Suécia na área espacial.
Como os tópicos da reunião incluíam a participação sueca no Veículo Lançador de Microsatélites (VLM-1), foi necessária a presença da parte alemã, representada pelo Prof. Félix Hueber do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), parceira do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA) no referido projeto.
As discussões, no entanto, não se limitaram ao projeto do VLM-1. Ainda foi tema do encontro a possibilidade de participação dos dois países na elaboração de experimentos científicos em ambiente de microgravidade, por meio de foguetes de sondagem, de experimentos em balões estratosféricos, de pesquisas da anomalia do campo magnético da Terra; em pesquisas científicas sob o uso pacífico do espaço e sobre experimentos tecnológicos em satélites. Também foi abordada a possibilidade de intercâmbio de pesquisadores e estudantes dos dois países por meio do programa Ciência Sem Fronteiras.
Participaram do encontro pela AEB do encontro o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Thyrso Villela, o diretor de Transportes Espaciais e Licenciamento, Nilo Andrade, o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos, Himilcon Carvalho e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho. Pelo DCTA estiveram presentes o chefe das Relações internacionais, Cel. Medeiros, o Sub-Diretor de Espaço do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), Cel. Santana Jr e o Dr. Luís Loures, Gerente do VLM-1.
Fonte: AEB
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
MASER 12: VSB-30 lançado com sucesso
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IAE lança com sucesso mais um foguete VSB-30
13-02-2012
Foi realizado com sucesso o 13º vôo do foguete de sondagem brasileiro VSB-30, sendo o 10º lançado a partir do Centro de Lançamento de Esrange, acrônimo de European Spaceresearch RANGE, localizado a 200 km do Círculo Polar Ártico, próximo à cidade de cidade Kiruna na Suécia. O lançamento ocorreu hoje (13/02/2012) às 10h15min horário local, 7h15min pelo horário de Brasília.
O veículo VSB-30 V16 atingiu o apogeu nominal previsto de 259 km, transportando a carga útil MASER 12, com cinco experimentos da Agência Espacial Européia (ESA), durante mais de 6 minutos em ambiente de microgravidade.
A Campanha MASER 12, mesmo nome da carga útil, envolveu equipes do Swedish Space Corporation - SSC (Suécia), German Aerospace Center - DLR (Alemanha) e Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE (Brasil), dentro do Programa de Cooperação Brasil (IAE) e Alemanha (DLR).
A carga útil foi recuperada a 99 km de distância do sítio de lançamento e dentro da área de resgate prevista.
Além de Esrange, outros três lançamentos já ocorreram a partir no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em 2004, 2006 e 2010, respectivamente.
Fonte: IAE/DCTA
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IAE lança com sucesso mais um foguete VSB-30
13-02-2012
Foi realizado com sucesso o 13º vôo do foguete de sondagem brasileiro VSB-30, sendo o 10º lançado a partir do Centro de Lançamento de Esrange, acrônimo de European Spaceresearch RANGE, localizado a 200 km do Círculo Polar Ártico, próximo à cidade de cidade Kiruna na Suécia. O lançamento ocorreu hoje (13/02/2012) às 10h15min horário local, 7h15min pelo horário de Brasília.
O veículo VSB-30 V16 atingiu o apogeu nominal previsto de 259 km, transportando a carga útil MASER 12, com cinco experimentos da Agência Espacial Européia (ESA), durante mais de 6 minutos em ambiente de microgravidade.
A Campanha MASER 12, mesmo nome da carga útil, envolveu equipes do Swedish Space Corporation - SSC (Suécia), German Aerospace Center - DLR (Alemanha) e Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE (Brasil), dentro do Programa de Cooperação Brasil (IAE) e Alemanha (DLR).
A carga útil foi recuperada a 99 km de distância do sítio de lançamento e dentro da área de resgate prevista.
Além de Esrange, outros três lançamentos já ocorreram a partir no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em 2004, 2006 e 2010, respectivamente.
Fonte: IAE/DCTA
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Reportagem do Valor sobre o VSB-30 na Europa
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Europeus adquirem 21 foguetes brasileiros
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de Estocolmo e São José dos Campos
O presidente e CEO da SSC, Lars Persson, diz que há interesse em comprar também o foguete VLM, ainda em desenvolvimento, para lançar microssatélites.
O Brasil se transformou em um dos principais provedores internacionais de foguetes de sondagem, veículos suborbitais que podem transportar experimentos científicos para altitudes superiores à atmosfera terrestre, por períodos de até 20 minutos. O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e a estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC) compraram 21 motores-foguete do veículo de sondagem VSB-30, utilizado com sucesso em mais de 11 lançamentos no Brasil e na Suécia.
O negócio, segundo o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), responsável pelo desenvolvimento desses foguetes, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja, está avaliado em € 3 milhões. Dos 21 motores comprados, segundo ele, oito são conjuntos completos - o foguete e mais dois motores - e outros cinco são do motor S-30, que será integrado em outro foguete usado pelos europeus, o americano Orion.
Segundo o presidente da SSC, os foguetes de sondagem brasileiros e especialmente o VSB-30, que já recebeu uma certificação internacional, são considerados os melhores do mundo em sua categoria. O VSB-30 substituiu o foguete inglês Black-Arrow, que deixou de ser produzido em 1979, depois de 266 lançamentos, sendo o último em 2005.
O lançador brasileiro vem sendo usado pelo Programa Europeu de Microgravidade desde 2005 e, no próximo dia 24 de novembro, fará seu 12º voo a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O interesse dos europeus pelos foguetes de sondagem brasileiros, desenvolvidos com a participação do DLR, no entanto, envolve outros modelos além do VSB-30.
Segundo o presidente e CEO da SSC, Lars Persson, a missão espacial Shefex II que levará, entre outros experimentos, um veículo hipersônico europeu, avaliado em 8 milhões de euros, será feita pelo foguete brasileiro VS40 M, um veículo de sondagem mais potente e veloz que o VSB-30. O VS40 M também foi adquirido pelo DLR alemão a um custo de 900 mil euros, segundo o IAE.
O lançamento do experimento Shefex II (Sharp Edge Flight Experiment) à bordo do VS40 M está previsto para fevereiro de 2012, mas uma equipe do IAE já está Base de Andoya, na Noruega, desde o mês passado, trabalhando na pré-montagem do foguete. O VS-40 M também lançará um experimento brasileiro, que consiste em uma placa de carbeto de silício. O material será utilizado na estrutura do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), outro projeto do IAE.
O presidente da SSC disse que a empresa também está interessada em comprar o foguete brasileiro VLM, que está em fase de desenvolvimento e poderá lançar microssatélites de 100 a 150 quilos. Persson disse que a empresa estima um mercado anual de 10 lançamentos com o VLM.
"No futuro nós pretendemos utilizar o VLM, porque ele é uma ótima opção para lançar satélites pequenos e com um custo de lançamento bem mais barato que o dos grandes foguetes", explicou. O motor do VLM está sendo desenvolvido pela empresa brasileira Cenic, que utiliza a tecnologia de fibra de carbono, responsável por uma redução de 60% no peso do motor do foguete.
Já o mercado global de foguetes de sondagem sub-orbitais, considerando apenas as aplicações civis, é de mais de 100 lançamentos anuais, para cargas úteis (experimentos científicos e tecnológicos) na faixa de 50 a 200 kg de massa e em altitudes de 100 km. Em média, segundo estimativa feita pelo diretor do IAE, cada lançamento custa da ordem de US$ 1 milhão, mas existe uma expectativa de um crescimento para 1500 voos anuais se o preço do kg de carga útil for reduzido para US$ 250.
A parceria com a SSC no programa de foguetes de sondagem, segundo Pantoja, é vista com bons olhos, pois a empresa já está envolvida com a comercialização de foguetes no mercado europeu e desta forma oferece mais possibilidades de venda do produto brasileiro fora do país.
O VSB-30, por exemplo, tem a aprovação da Agência Espacial Europeia (ESA) para realizar voos na Europa transportando cargas científicas do Programa Europeu de Microgravidade. O foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional.
O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos da ordem de 700 mil euros e o Centro Aeroespacial DLR arcou com 100% desse valor. O foguete custa cerca de 320 mil euros. "Os ganhos dessa parceria não podem ser vistos somente sob o ponto de vista financeiro. Essa sinergia tem gerado conhecimento e transferência de tecnologia para os dois lados", comentou Pantoja.
Com faturamento de 180 milhões de euros por ano e 660 colaboradores em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras imageadoras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima através de radares, câmeras e sensores.
Fonte: Valor Econômico, 06/10/2011, via NOTIMP.
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Europeus adquirem 21 foguetes brasileiros
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de Estocolmo e São José dos Campos
O presidente e CEO da SSC, Lars Persson, diz que há interesse em comprar também o foguete VLM, ainda em desenvolvimento, para lançar microssatélites.
O Brasil se transformou em um dos principais provedores internacionais de foguetes de sondagem, veículos suborbitais que podem transportar experimentos científicos para altitudes superiores à atmosfera terrestre, por períodos de até 20 minutos. O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e a estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC) compraram 21 motores-foguete do veículo de sondagem VSB-30, utilizado com sucesso em mais de 11 lançamentos no Brasil e na Suécia.
O negócio, segundo o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), responsável pelo desenvolvimento desses foguetes, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja, está avaliado em € 3 milhões. Dos 21 motores comprados, segundo ele, oito são conjuntos completos - o foguete e mais dois motores - e outros cinco são do motor S-30, que será integrado em outro foguete usado pelos europeus, o americano Orion.
Segundo o presidente da SSC, os foguetes de sondagem brasileiros e especialmente o VSB-30, que já recebeu uma certificação internacional, são considerados os melhores do mundo em sua categoria. O VSB-30 substituiu o foguete inglês Black-Arrow, que deixou de ser produzido em 1979, depois de 266 lançamentos, sendo o último em 2005.
O lançador brasileiro vem sendo usado pelo Programa Europeu de Microgravidade desde 2005 e, no próximo dia 24 de novembro, fará seu 12º voo a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O interesse dos europeus pelos foguetes de sondagem brasileiros, desenvolvidos com a participação do DLR, no entanto, envolve outros modelos além do VSB-30.
Segundo o presidente e CEO da SSC, Lars Persson, a missão espacial Shefex II que levará, entre outros experimentos, um veículo hipersônico europeu, avaliado em 8 milhões de euros, será feita pelo foguete brasileiro VS40 M, um veículo de sondagem mais potente e veloz que o VSB-30. O VS40 M também foi adquirido pelo DLR alemão a um custo de 900 mil euros, segundo o IAE.
O lançamento do experimento Shefex II (Sharp Edge Flight Experiment) à bordo do VS40 M está previsto para fevereiro de 2012, mas uma equipe do IAE já está Base de Andoya, na Noruega, desde o mês passado, trabalhando na pré-montagem do foguete. O VS-40 M também lançará um experimento brasileiro, que consiste em uma placa de carbeto de silício. O material será utilizado na estrutura do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), outro projeto do IAE.
O presidente da SSC disse que a empresa também está interessada em comprar o foguete brasileiro VLM, que está em fase de desenvolvimento e poderá lançar microssatélites de 100 a 150 quilos. Persson disse que a empresa estima um mercado anual de 10 lançamentos com o VLM.
"No futuro nós pretendemos utilizar o VLM, porque ele é uma ótima opção para lançar satélites pequenos e com um custo de lançamento bem mais barato que o dos grandes foguetes", explicou. O motor do VLM está sendo desenvolvido pela empresa brasileira Cenic, que utiliza a tecnologia de fibra de carbono, responsável por uma redução de 60% no peso do motor do foguete.
Já o mercado global de foguetes de sondagem sub-orbitais, considerando apenas as aplicações civis, é de mais de 100 lançamentos anuais, para cargas úteis (experimentos científicos e tecnológicos) na faixa de 50 a 200 kg de massa e em altitudes de 100 km. Em média, segundo estimativa feita pelo diretor do IAE, cada lançamento custa da ordem de US$ 1 milhão, mas existe uma expectativa de um crescimento para 1500 voos anuais se o preço do kg de carga útil for reduzido para US$ 250.
A parceria com a SSC no programa de foguetes de sondagem, segundo Pantoja, é vista com bons olhos, pois a empresa já está envolvida com a comercialização de foguetes no mercado europeu e desta forma oferece mais possibilidades de venda do produto brasileiro fora do país.
O VSB-30, por exemplo, tem a aprovação da Agência Espacial Europeia (ESA) para realizar voos na Europa transportando cargas científicas do Programa Europeu de Microgravidade. O foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional.
O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos da ordem de 700 mil euros e o Centro Aeroespacial DLR arcou com 100% desse valor. O foguete custa cerca de 320 mil euros. "Os ganhos dessa parceria não podem ser vistos somente sob o ponto de vista financeiro. Essa sinergia tem gerado conhecimento e transferência de tecnologia para os dois lados", comentou Pantoja.
Com faturamento de 180 milhões de euros por ano e 660 colaboradores em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras imageadoras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima através de radares, câmeras e sensores.
Fonte: Valor Econômico, 06/10/2011, via NOTIMP.
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terça-feira, 29 de março de 2011
TEXUS 49: VSB-30 lançado com sucesso
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VSB-30 É LANÇADO COM SUCESSO NA EUROPA
29/03/2011
O lançamento do VSB-30 V15 - TEXUS 49 ocorreu com sucesso, hoje, dia 29 Mar, às 6:00 h local, a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna - Suécia.
O Voo foi nominal, perfeito, e a carga útil recuperada. Segue os principais dados).
- Massa de carga útil: 379 kg;
- Apogeu: 268,2 km (nominal = 264,0 km);
- Tempo de microgravidade = 378 sec;
- Alcance = 92 km;
- ponto de impacto < 1 sigma;
- aceleração máxima do 1E = 7,9 g;
- aceleração máxima do 2E = 12,6 g.
O foguete alcançou a altitude de 268 km e a carga útil que continha quatro experimentos científicos, ficou por 06 minutos em ambiente de microgravidade e foi recuperada a 90 km do local do lançamento.
Neste lançamento, a ESA (Agência Espacial Européia) comemora 50 voos da carga útil TEXUS.
A Operação Texus 49 teve início em 18 de março e o lançamento somente ocorreu nesta data em virtude de condições meteorológicas desfavoráveis (fortes ventos balísticos) nos dias anteriores.
Fonte: IAE/CTA
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segunda-feira, 21 de março de 2011
VSB-30: participação do IAE na TEXUS 49
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IAE inicia Operação TEXUS 49
Os veículos VSB-30 V14, V15 e V16 foram transportados para a Suécia, onde ocorrerá o lançamento das cargas úteis TEXUS 49, TEXUS 48 e MASER 12, respectivamente. A Operação teve início no dia 18 de março, às 16:30 h local, conforme planejado.
O transporte do VSB-30 foi realizado por um C-130 da Força Aérea Brasileira, que pousou em Kiruna (Suécia). O desembarque demorou cerca de duas horas a uma temperatura de 10 graus.
No sábado (19) os motores foram desembalados e preparados para iniciar a integração. Na operação, foram realizados: a integração das empenas do primeiro e segundos estágios; a integração dos ignitores do primeiro e segundos estágios; a integração dos DMS (dispositivo mecânico de segurança) do primeiro e segundo estágios; ensaio de ativação das pontes pirotécnicos, com iniciadores de b/nitrato, do módulo dianteiro do segundo estágio e o ensaio de ativação das pontes pirotécnicas dos iniciadores do PIR.
No domingo (20) foram realizadas as medidas de massa, CG e comprimento dos dois estágios e finalizados os motores para transporte para o lançador, que será realizado nesta segunda-feira (21).
A primeira contagem para lançamento do VSB-30 V15 - TEXUS 49 está prevista para quinta-feira (24) e o lançamento dos outros dois VSB-30 para o final do ano.
Fonte: IAE/DCTA
Comentário: para ver fotos da operação, clique aqui.
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IAE inicia Operação TEXUS 49
Os veículos VSB-30 V14, V15 e V16 foram transportados para a Suécia, onde ocorrerá o lançamento das cargas úteis TEXUS 49, TEXUS 48 e MASER 12, respectivamente. A Operação teve início no dia 18 de março, às 16:30 h local, conforme planejado.
O transporte do VSB-30 foi realizado por um C-130 da Força Aérea Brasileira, que pousou em Kiruna (Suécia). O desembarque demorou cerca de duas horas a uma temperatura de 10 graus.
No sábado (19) os motores foram desembalados e preparados para iniciar a integração. Na operação, foram realizados: a integração das empenas do primeiro e segundos estágios; a integração dos ignitores do primeiro e segundos estágios; a integração dos DMS (dispositivo mecânico de segurança) do primeiro e segundo estágios; ensaio de ativação das pontes pirotécnicos, com iniciadores de b/nitrato, do módulo dianteiro do segundo estágio e o ensaio de ativação das pontes pirotécnicas dos iniciadores do PIR.
No domingo (20) foram realizadas as medidas de massa, CG e comprimento dos dois estágios e finalizados os motores para transporte para o lançador, que será realizado nesta segunda-feira (21).
A primeira contagem para lançamento do VSB-30 V15 - TEXUS 49 está prevista para quinta-feira (24) e o lançamento dos outros dois VSB-30 para o final do ano.
Fonte: IAE/DCTA
Comentário: para ver fotos da operação, clique aqui.
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Visita do Rei da Suécia ao LIT/INPE
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Rei da Suécia visita laboratório de testes de satélites e produtos industriais
25/03/2010
O rei Carl XVI Gustaf, da Suécia, visita nesta sexta-feira (26/3) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, onde conhecerá as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) e assistirá a uma palestra sobre o monitoramento por satélites da Amazônia.
O LIT/ INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
A impossibilidade de conserto em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que um satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço. Por isso, o LIT/INPE possui câmaras e equipamentos para ensaios de vibração e choque, medidas de propriedades de massa, testes elétricos, acústicos e de compatibilidade eletromagnética, além da própria simulação do ambiente espacial em câmara vacuotérmica.
No LIT/INPE, idealizado conforme as necessidades do programa espacial brasileiro, também são prestados serviços à indústria, pois este moderno laboratório reúne instrumentos sofisticados para a qualificação de produtos com exigência de alto grau de confiabilidade. Empresas nacionais e multinacionais usam as instalações do LIT para testes de certificação. Os produtos testados vão desde antenas e componentes eletroeletrônicos até veículos de grande porte.
O monitoramento da Amazônia
Desde que começou a receber imagens do satélite Landsat, da Nasa - e o Brasil foi um dos primeiros a ter dados orbitais de observação da Terra, em 1973 -, o INPE está de olho na cobertura florestal da Amazônia.
A partir de 1988, com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), o INPE passou a realizar o mapeamento de forma operacional. Como resultado, o Brasil possui um sistema reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo. Hoje estão em operação três sistemas, que atuam de forma independente, porém complementares.
O Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de Km² todos os anos. O resultado do Prodes revela a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.
Desde 2004, o INPE também opera o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), voltado para orientar a fiscalização por identificar corte raso e degradação florestal com mais agilidade. Em 2008, o aumento de áreas degradadas indicado pelo Deter motivou a criação do Degrad, sistema destinado a mapear áreas ainda em processo de desmatamento.
A tecnologia nacional para o monitoramento florestal por satélites, bem como a capacitação técnica, está sendo oferecida pelo INPE a outros países. A iniciativa coloca o Brasil na liderança para o monitoramento global de florestas tropicais.
Fonte: INPE
Comentário: para saber mais sobre a relação do Brasil e Suécia na área espacial, acessem as postagens "AEB: missão empresarial à Suécia", e "Cooperação Brasil - Suécia".
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Valor Econômico: Suécia quer mais VSB-30
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Suécia negocia compra de foguete brasileiro
Virgínia Silveira
11/03/2010
A estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC), dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial, está negociando a compra de novos foguetes de sondagem VSB-30, produzidos no Brasil pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Segundo o executivo-chefe da SSC, Lars Persson, a empresa já utilizou o VSB-30 em 11 lançamentos de experimentos científicos e tecnológicos apoiados pela Agência Espacial Europeia (ESA).
Os dois lançamentos mais recentes ocorreram durante os meses de novembro e dezembro do ano passado, no campo de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O VSB-30 começou a ser desenvolvido em 2001, a pedido da Agência Espacial Alemã (DLR), para atender ao programa europeu de microgravidade e também para substituir o foguete inglês Skylark 7, que deixou de ser produzido. O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos de cerca de R$ 5 milhões e o DLR arcou com 40% desse valor. O foguete custa cerca de R$ 750 mil.
O programa europeu de microgravidade, conhecido em inglês como "Unified Microgravity Sounding Rocket Program for the Future", reúne um consórcio de organizações formado pela DLR e pelas companhias Astrium, Kayser-Threde e SSC . Até o momento, o VSB-30 acumula um total de nove lançamentos de sucesso, sendo dois a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e sete do Centro de Esrange, na Suécia.
"O VSB-30 é o melhor do mundo em sua categoria. É tão bom e confiável que não vamos gastar tempo, dinheiro e energia para inventar o que já existe", afirmou Persson. Segundo ele, as organizações europeias envolvidas no programa de microgravidade já trabalham nos experimentos científicos e tecnológicos que serão lançados, em abril de 2011, por meio de três foguetes de sondagem do IAE.
Em 2004, quando o programa de lançadores brasileiro sofreu um revés, com a explosão do foguete VLS-1 na torre de Alcântara, a companhia canadense Bristol Aerospace chegou a oferecer ao consórcio europeu um voo gratuito do foguete de sondagem Black Brant, visando à substituição do VSB-30. Segundo o IAE, a agência espacial alemã DLR se manteve firme na manutenção dos lançamentos com o foguete de sondagem brasileiro.
"O nosso foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional, o que demonstra o alto nível de capacitação brasileira no segmento espacial", disse o diretor do IAE, coronel Francisco Carlos Melo Pantoja.
A certificação do VSB-30, emitida em outubro de 2009, contou com uma rigorosa avaliação da ESA e das companhias europeias do programa de microgravidade, afirmou Pantoja.
A missão do foguete de sondagem brasileiro é lançar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de até 400 quilos, a uma altitude máxima de 250 quilômetros, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos. Durante esse período, a carga útil aciona um sistema que elimina qualquer movimento angular. Com isso, a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo melhores propriedades aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e às ligas metálicas.
Nos dois mais recentes lançamentos do VSB-30 feitos na Suécia, o foguete levou ao espaço experimentos científicos com o objetivo de testar novos materiais e o comportamento de células humanas e metais em ambiente de microgravidade, informou Persson.
Em visita recente ao Brasil, o executivo-chefe da SSC reuniu-se com os pesquisadores do IAE para reforçar a parceria que a empresa mantém com o instituto na área de foguetes de sondagem e para apresentar um combustível inédito que a companhia pretende testar, em breve, no lançamento do seu mais novo satélite, o Prisma. "Trata-se de um combustível ecológico, feito à base de compostos salinos e que já demonstrou, em laboratório, ser 30% mais potente que os compostos líquidos normalmente utilizados pelos atuais lançadores", disse o executivo.
Persson informou que a SSC também tem interesse em colaborar no desenvolvimento do programa brasileiro de lançadores e que considera o foguete VLS-1 muito promissor, porque pode atuar em um nicho de mercado novo, que está crescendo bastante.
"Para os microssatélites e nanossatélites de até 400 quilos não existe quase nenhum lançador disponível, o que nos obriga a procurar o serviço dos grandes lançadores, nem sempre disponíveis quando precisamos", disse Persson. O Brasil, segundo o executivo, tem interesse em dominar a tecnologia de microssatélites e a SSC quer oferecer uma parceria nessa área, que poderá facilitar o acesso do país a esse mercado.
O lançamento de dois satélites Prisma, planejado para o próximo mês, será feito pelo foguete russo Dnieper, disse Persson. Avaliado em US$ 75 milhões, o Prisma é um microssatélite demonstrador de tecnologia, que será usado como plataforma para várias aplicações, especialmente na área de observação da Terra.
Com faturamento anual de US$ 250 milhões e 650 profissionais em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima por meio de radares, câmeras e sensores.
Fonte: Jornal Valor Econômico, 11/03/2010, via NOTIMP
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Texus 47 lançado com sucesso
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Os dois lançamentos previstos da Missão Texus (46 e 47), em novembro, foram concluídos com sucesso ontem, 29. O último foguete VSB-30, de fabricação brasileira, foi lançado às 10h00, horário local do centro espacial de Esrange, da Swedish Space Corporation (SSC), situado no norte da Suécia.
"Ambos os lançamentos foram muito tranquilos e todos os sistemas funcionaram conforme o planejado", disse Otfried Joop, o gerente de projeto da DLR para o programa Texus. "As cargas úteis estavam de volta em Esrange muito rapidamente após os voos e o trabalho de desmontagem dos experimentos demonstrou as excelentes condições dos módulos dos experimentos. De acordo com análise preliminar, os resultados científicos foram muito bons."
O programa Texus é executado juntamente pela Agência Espacial Alemã (DLR), Agência Espacial Europeia (ESA), EADS Astrium e SSC. Os experimentos do voo 46 e 47 foram financiados pela ESA e DLR.
Para saber mais sobre as duas últimas missões europeias do VSB-30, vejam as postagens "Mais sobre as missões do VSB-30 na Europa".
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Mais sobre as missões do VSB-30 na Europa
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Foguete brasileiro com experimentos científicos é lançado da Europa com sucesso
25/11/2009
No dia 22 de novembro, às 09h15 (horário de Brasília) aconteceu o lançamento do VSB-30 com a carga útil Texus 46, no campo de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O dia amanheceu sem nuvens com céu claro e temperatura de -14 graus, possibilitando o lançamento do nono veículo modelo VSB-30.
O lançamento foi bem sucedido, com apogeu da carga útil de 254 km (previsto = 257 kn), os experimentos foram realizados, o ambiente de microgravidade foi eficiente e a carga útil foi recuperada.
A missão do VSB-30 é a de impulsionar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de 400 quilos, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos acima de 110 km. A microgravidade proporciona aos experimentos um ambiente em que a única ação externa é o campo gravitacional terrestre. Durante este período, a carga útil aciona um sistema que elimina quaisquer movimentos angulares e a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo propriedades melhores aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e a ligas metálicas.
No primeiro lançamento, a carga útil continha experimentos científicos como a determinação de alta precisão de propriedades termofísicas de ligas metálicas em estado de fusão, para fins de modelamento de solidificação das ligas em ambiente industrial; o resfriamento sob baixa temperatura de levitador eletromagnético, dentro da cadeia de produção contínua de aço; e a medição da tensão superficial e viscosidade em amostra de PdSi (paládio-silício).
Já no próximo lançamento, o VSB-30 leva ao espaço a carga útil TEXUS 47 com outra série de experimentos europeus. São vários os objetivos desta missão: medir os resultados da solidificação de uma “liga transparente”; obter respostas moleculares de células vegetais sob o efeito de mudanças no campo gravitacional; investigar reações gravitrópicas primárias rápidas do fungo Phycoomyces blakesleeanus, sob o efeito de micro e hipergravidade; e, por fim, verificar a convecção vibratória em zonas de flutuação de silício.
O IAE enviou três especialistas ao campo de lançamento de Esrange para os trabalhos de integração mecânica e pirotécnica, além dos testes elétricos necessários para cobrir as atividades de lançamento. Já foram realizados com o VSB-30 um voo de qualificação e outro operacional, ocorrido do Campo de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Alem disso, outros cinco lançamentos operacionais foram promovidos no campo sueco de Esrange.
Fonte: IAE/DCTA
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