sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mercado para lançador de pequeno porte

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Um dado interessante para se dimensionar o tamanho em potencial do mercado de lançamentos espaciais de pequenas cargas úteis em órbita baixa. Em outubro de 2008, segundo dados repassados por integrante do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA), havia aproximadamente 250 projetos de desenvolvimento e construção de micro e minissatélites em curso no mundo.

A tendência é que o número de projetos cresça no futuro, se for levado em conta o estudo da consultoria Euroconsult sobre o mercado mundial de satélites para os próximos dez anos (período de 2009 a 2018) (vejam a postagem "Mercado mundial de satélites entre 2009-2018"). É com base nestes números que o IAE/CTA considera uma parceria com algum player estrangeiro para o desenvolvimento e operação de lançador de pequeno porte. Como já noticiou o blog no passado, a europeia EADS Astrium, e empresas da Rússia e Ucrânia demonstraram interesse nesta parceria.
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4 comentários:

Jose disse...

Mini/micro veículos lançadores....

...Uma idéia que não quer morrer.

Como já postado anteriormente, esta é uma proposição que não se sustenta nem tecnica nem economicamente.
Se houvesse alguma viabilidade associada a esta proposta, certamente que já haveria pelo menos algum projeto sério de desenvolvimento deste tipo de veículo, mas não há.
Colocada, no IAE, sua única função é adiar ou suprimir a discussão de um projeto que seja alinhado com as necessidade de lançamento de um programa espacial brasileiro digno do nome.

J N Hinckel

Sengedradog disse...

Alô José,

Quem sabe se o Cyclone não deslanchar, a ACS "emcampa" essa?

Sengedradog

Brazilian Space disse...

Olá Mileski!

Tudo bem contigo amigo?

Olha, não resta dúvida que o mercado para lançamentos espaciais de pequenas cargas úteis em órbita baixa cresceu, e está ai os números que comprovam. A meu ver o Brasil não pode e não deve deixar de participar desse mercado caso queira ser um player ativo dentro do clube dos países que detém a tecnologia de acesso ao espaço. No entanto, há de se fazer algumas considerações sobre essa possível parceria que o IAE/CTA esta estudando com alguma nação estrangeira para o desenvolvimento e operação de um lançador de pequeno porte. No caso da EADS Astrium, que se não me engano é uma empresa onde a sua tecnologia de foguetes é diluída entre vários países europeus, tornar-se a meu ver um fator complicador. No caso dos ucranianos, os foguetes fabricados pelos mesmos possuem tecnologias sensíveis de origem russa (veja o caso do Cyclone-4) que também é um fator complicador. Já no caso dos russos, onde toda a tecnologia é desenvolvida por eles e pelo fato do Brasil já ter um acordo assinado, homologado e pelas boas relações em andamento, me parece que seria a melhor opção, caso a mesma seja adotada. Além disso, o próprio IAE já tem um projeto (que está parado pelo que sei) de um lançador chamado VLM (Veículo Lançador de Microsatélites) que só necessitaria ser aprimorado e concluído com a orientação e supervisão dos russos, ganhando-se com isso um tempo precioso. Porém, estamos falando de decisões políticas e ai a coisa pega, principalmente em relação a um país como essa nação tupiniquim que tanto amamos.

Abs

Duda Falcão

RaulPMicena disse...

Acredito que, independente de quem seja o parceiro nessa empreitada, é fundamental que o Brasil seja capaz de fabricar o veículo na sua totalidade, mesmo que alguns de seus componentes sejam fornecidos pelo país parceiro.
É importante também que a parceria abranja transferência de tecnologia por parte do outro país (motores 'líquidos' de médio e grande porte por exemplo). Isso daria 'futuro' ao nosso programa espacial que, mesmo lançando foguetes pequenos, tenha o germe para poder evoluir para ambições maiores.

Por fim, caso a parceria resulte em um foguete viável e de grande sucesso, ela pode sim trazer a auto-estima que nosso programa espacial tanto precisa. Resumidamente: Resultados.
Se nossa sociedade visualizar no nosso programa espacial um caso de sucesso, será de extrema importância para o prosseguimento do mesmo. Tanto da motivação por parte das equipes, quanto pelo apoio do resto da sociedade. Portanto, uma parceria dessas pode ser sim a oportunidade de divulgação e alavancagem de nosso programa espacial.


abraços