sexta-feira, 14 de setembro de 2012

VS-30/ORION lançado na Noruega


Lançado com sucesso o VS-30/ORION V07

Campo Montenegro, 13/09/2012

Hoje (13/09/2012) o DLR lançou, com sucesso, a carga útil HIFIRE 3 com o VS-30/ORION V07  do Centro de Lançamento de Andoya (ARR - Noruega), com apogeu de 345 km e a dispersão do ponto de impacto de 0,6 sigma. O motor brasileiro S30 voou perfeitamente.

O experimento HIFIRE faz parte de um programa chamado “Hypersonic International Flight Research Experimentation Program”, programa esse liderado pela NASA, AFRL e o Australia's Defence Science and Technology Organisation (DSTO).

O IAE vai participar de mais 02 lançamentos o HIFIRE 4 e 7, com os foguetes VSB-30 V12 e V13, programados para junho e dezembro de 2013, respectivamente.

Fonte: IAE/DCTA
.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Comunicações militares por satélite na França


No último dia 7, o Ministério da Defesa francês, por meio da Direction Générale de l'Armement - DGA anunciou a contratação de estudos junto à EADS Astrium e a Thales Alenia Space para a elaboração de estudos separados sobre o futuro das comunicações militares francesas via satélite.

Os estudos ajudarão na formação do programa Comsat NG, que deve ser iniciado no próximo ano, e que pretende substituir até o final desta década o sistema Syracuse 3. Há grande expectativa de cooperação entre países da União Europeia, particularmente a Grã-Bretanha (usuária do sistema Skynet, fornecido pela Paradigm, subsidiária da Astrium) e a Itália (sistema Sicral, da Thales Alenia Space).

De acordo com informações divulgadas pela Astrium, o Comsat NG deve contar com transpônderes em banda X, banda Ka e UHF.

Apesar do cronograma do Comsat NG ser mais dilatado que o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, é possível que o programa francês tenha alguma influência na iniciativa brasileira. Vale lembrar que tanto a Astrium como a Thales Alenia Space, com forte suporte do governo da França, são vistas como bem posicionadas para o SGDC.
.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Congresso Latino-Americano de Satélites 2012


Acontece na próxima semana, entre os dias 13 e 14 no Rio de Janeiro, uma nova edição do tradicional Congresso Latino-Americano de Satélites, evento que reúne executivos e especialistas da indústria de satélites da região.

A edição deste ano terá um enfoque especial ao projeto que também atraído a atenção do setor para o Brasil: o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC (ou, vulgarmente, Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGB). Dirigentes e executivos da Agência Espacial Brasileira, Ministério das Comunicações, Ministério da Defesa, Telebrás e Embraer participarão de painéis específicos sobre o projeto, apresentando definições e o papel de cada parte.

Representantes da Arsat (Argentina) e Satmex (México) falarão dos modelos de satélites nacionais em seus respectivos países. Tecnologias e resultados como os das banda Ka e o uso de roteadores a bordo de satélites também estão na programação.
.

Ensaio do motor foguete L1, do IAE/DCTA


IAE realiza o primeiro Ensaio a Quente do Motor Foguete L1

Campo Montenegro, 05/09/2012

O Instituto de Aeronáutica e Espaço realizou no dia 29 de agosto de 2012 o primeiro ensaio a quente do motor foguete a propulsão liquida denominado L1, no banco de ensaio de 1kN do Laboratório de Propulsão Liquida  da Divisão de Propulsão Espacial . O desempenho do motor foguete L1 foi considerado muito bom, pois os parâmetros propulsivos mais importantes do motor como empuxo, vazão mássica, impulso especifico, velocidade característica se apresentaram bem próximos dos valores pré-calculados.

O motor L1 tem como objetivos principais o treinamento do corpo técnico do Laboratório de Propulsão Líquida e a realização de pesquisas na área de propulsão espacial, além de ser uma ferramenta de capacitação para formação de novos grupos do curso de mestrado de propulsão líquida.

O cabeçote de injeção do motor L1 é composto de injetores mono propelentes centrífugo e jato, para etanol e oxigênio gasoso, respectivamente. A câmara de combustão é de aço inoxidável, refrigerada a água, e a ignição é feita por um ignitor gás dinâmico.

Assista ao vídeo do 1º ensaio do motor foguete L1 clicando aqui.

Fonte: IAE/DCTA
.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cooperação Brasil - Alemanha


Agência espacial alemã comemora 40 anos de cooperação teuto-brasileira no transporte aéreo e espacial com publicação

A DLR relembra o histórico da parceria na edição, que conta com texto do ministro de C,T&I, Marco Antonio Raupp.

Quarenta anos em 30 páginas ilustradas. Assim o Centro Aeroespacial Alemão (Deutsches Zentrum für Luft-und Raumfahrt /DLR, no original), a agência espacial da Alemanha, resume as décadas de parceria com o Brasil na área espacial. O documento '40 Anos de Cooperação teuto-brasileira no Transporte Aéreo e Espacial' foi divulgado recentemente e conta um importante trecho da história do País nesse campo.

"A cooperação espacial definitivamente se tornou um fator essencial para o desenvolvimento dos países nesta área estratégica. O Brasil e a Alemanha, que vêm mantendo quatro décadas da colaboração benéfica mútua, dão um exemplo inspirador para a comunidade internacional contemporânea", afirma o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, no texto de abertura.

Raupp lembra que a parceria cobre "assuntos relevantes e de enorme interesse" de ambos os países e que, atualmente, a DLR e a Agência Espacial Brasileira (AEB) - juntamente com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - trabalham em cerca de doze projetos científicos.

Histórico - A publicação faz um passeio pela história das iniciativas teuto-brasileiras desde 1969, quando a Alemanha usou pela primeira vez o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) para a execução de experimentos científicos do Instituto Max-Planck para Física Extraterrestre. E aponta que, desde o início, os pontos centrais da cooperação bilateral foram projetos de tecnologia espacial, acompanhados por investigações comuns em aeronáutica, tecnologia de materiais, tráfego aéreo e energia.

As iniciativas envolviam os antecessores do DLR, indústria, universidades, o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) do Brasil e o Inpe. Entre as dezenas de exemplos, um deles remete à primeira crise energética mundial, em 1974, que levou os parceiros a transferirem conhecimentos nas áreas de aerodinâmica, tecnologia de fibras e sistemas de energias renováveis, por meio do desenvolvimento de conversores modernos de energia eólica.

A cooperação com o Inpe, por exemplo, se concentrou no desenvolvimento de métodos e software para a operação de satélites, na utilização de dados óticos e do mapeamento com base em radares, especialmente em florestas tropicais, bem como em estudos de possíveis projetos comuns de satélites e sensores. A observação da região tropical e subtropical com um sistema ótico foi o principal objetivo da proposta do projeto SSR-1, por meio da sua órbita equatorial. Além das aplicações clássicas de sensoriamento remoto como cartografia e agricultura, seriam também disponibilizadas para o usuário informações sobre a utilização sustentável de recursos biológicos, biodiversidade e monitoração ambiental.

No âmbito do Acordo Brasil-Alemanha sobre cooperação técnico-científica (WTZ), foi iniciado um intercâmbio entre membros do DLR e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). O objetivo deste intercâmbio é a promoção de jovens universitários de ambos os países, com a oportunidade de escrever projetos e trabalhos de conclusão de curso no país anfitrião respectivo.

Foguetes - Raupp cita como exemplos a utilização do foguete brasileiro VSB-30 (em 2004) e também o motor de foguete S30 no programa europeu de foguetes de sondagem, iniciativas "relevantes e representativas de novas perspectivas oferecidas pela cooperação relativa a experimentos em microgravidade".

O ministro também pontua uma missão que está sendo desenvolvida pela agência alemã e que busca uma tecnologia de reentrada atmosférica para alcançar a plataforma recuperável chamada SHEFEX (Sharp Edge Flight Experiment), o que beneficiaria o Programa Espacial Brasileiro.

Por sua vez, Johann-Dietrich Wörner, diretor geral do Centro Aeroespacial Alemão, destaca que se trata de uma comemoração "muito especial" pela "excelente cooperação bilateral e a excelência cientifica de ambas as nações pesquisadoras". Ele lembra que a área aeroespacial desempenha "um papel especial como tecnologia-chave e interdisciplinar" na sociedade científica de hoje. "O uso de tecnologias inovadoras para resolução de problemas sociais globais é cada vez mais requisitado. Nesse sentido, a cooperação teuto-brasileira oferece uma excelente base", destaca.

Desafios sociais, ambientais e de segurança - Wörner cita, entre as investigações conjuntas, sistemas autônomos para gerar energias por meio de centrais eólicas (projeto DEBRA 25 1974); um sistema de bobinagem de fibras para se entrar em órbita com materiais sintéticos reforçados, resistentes e mais leves; o controle do meio ambiente desde o espaço; além da análise, desde 1972, de motores de foguetes usados não só pela Alemanha, mas por outros países europeus.

"O abrangente potencial científico de ambos os países une-se, em nível global e regional, pela solução de desafios sociais, ambientais e de segurança atuais e futuros. É de nosso interesse manter e intensificar futuramente a harmoniosa cooperação teuto-brasileira na investigação e exploração aeroespacial para fins pacíficos, bem como em outros campos científicos, como por exemplo o da aeronáutica e o de energias renováveis e transportes", resume Wörner.

Confira a íntegra da publicação, em alemão e português, disponível no link: http://www.jornaldaciencia.org.br/links/40AnosCooperacao.pdf

Fonte: Clarissa Vasconcellos - Jornal da Ciência
.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

"Uma chance ao programa espacial", artigo de César Ghizoni


Uma chance ao programa espacial

César C. Ghizoni - Presidente da Equatorial Sistemas S.A.

Nos tempos da Embratel, o Brasil comprou duas gerações de satélites de comunicações, Brasilsat A e B. Nestas compras, o conteúdo local se restringiu a estágios técnicos para funcionários do Inpe nas empresas fornecedoras estrangeiras.

Após a privatização da Embratel, as empresas brasileiras operadoras compraram mais satélites de comunicações, agora sem qualquer participação das instituições governamentais dedicadas às atividades espaciais, a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Inpe e o DCTA.

O primeiro projeto no Brasil foi o de um satélite geoestacionário para comunicações, que seria integrante do projeto SACI, na década de 1970. Entretanto, após esta iniciativa que não saiu do papel, nunca foi incluído no Programa Nacional de Atividades Espaciais o desenvolvimento de um satélite geoestacionário para comunicações.

Agora, temos o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), cuja implantação será coordenada por uma empresa criada para essa finalidade, a Visiona.

O SGB é um resultado já em andamento dos novos rumos do programa espacial brasileiro, que, como foi enfatizado em reportagem publicada neste jornal no último dia 26, é hoje parte fundamental da Estratégia Nacional de Defesa (END) e vai requerer um elevado grau de orquestração gerencial e orçamentária. Como uma das três áreas prioritárias da END (espacial, cibernética e nuclear), o setor espacial deverá atender a diversas demandas do País, que incluem as áreas de defesa, meio ambiente, comunicações, transporte e logística, meteorologia, entre outras. O envolvimento da indústria e a qualificação de recursos humanos são também prioritários, dentro dessa nova perspectiva.

No caso específico do Inpe, a verdade é que os projetos importantes atualmente em desenvolvimento na instituição foram concebidos em um curto intervalo de tempo, na gestão do atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, entre 1985 e 1988. São eles o programa dos Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres, o Cbers, em parceria com a China; o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climático (Cptec); a implantação da infraestrutura dos laboratórios de Integração e Testes de Satélites, do Centro de Controle de Satélites, e o desenvolvimento do primeiro satélite brasileiro, o Satélite de Coleta de Dados 1 (SCD1). Nada de muito relevante e novo aconteceu desde então.

No momento, a situação do programa espacial brasileiro é de paralisia, com atrasos sucessivos nos projetos que não permitem atualização tecnoló-gica, pois acabam obsoletos antes de ficarem prontos. Acreditamos que o momento é muito favorável para uma reformulação completa do setor. Existe a possibilidade concreta de um excelente alinhamento entre as instituições Inpe, DCTA com a AEB e com o MCTI. São pessoas que conhecem profundamente o programa e seus problemas, e ninguém mais indicado que o atual ministro para proceder à transformação necessária. Há 26 anos ele mudou a face do programa espacial, criou os projetos que dão até hoje vida ao Inpe. Tem, certamente, a experiência e visão para mudar a face do programa outra vez.

Portanto, é inócuo supor que pretende-se desmantelar o Inpe. Como empresário do setor, acredito que o programa espacial tem agora a chance de tornar-se uma política de Estado. Vamos dar um crédito e incentivar os que têm condições de promover essas mudanças.

Fonte: jornal "O Vale", 4 de setembro de 2012.
.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Revisão crítica das redes elétricas do VLS-1


Realizada a CDR das Redes Elétricas do VSISNAV

Campo Montenegro, 31/08/2012

Neste último dia 29 de agosto foi encerrada a Revisão Crítica de Projeto (CDR) das Redes Elétricas do veículo VSISNAV, versão do VLS-1 que está sendo preparada para lançamento. A revisão em agosto foi o coroamento de um período de três meses em que houve uma pré-fase (junho), a preparação (julho) e a revisão propriamente dita. Durante este período, as equipes da Divisão de Eletrônica (AEL) e da Divisão de Sistemas Espaciais (ASE) trabalharam intensamente com a equipe de Sistemas Lançadores da MECTRON. Ao longo da revisão foram elaboradas cerca de 160 RIDs e um grande número de recomendações e correções para o aperfeiçoamento do projeto.

O Ten-Cel Duarte, Coordenador da Engenharia do Sistema VISNAV, ressaltou a importância do evento: “- Com o fim da CDR encerra-se a fase de Projeto Detalhado de toda a eletrônica embarcada no veículo, iniciando-se a fase de produção e qualificação.

Isso representa um passo significativo em direção ao lançamento do VSISNAV”.

O Eng. Yoshino, Gerente de Sistemas Lançadores da MECTRON, comentou o evento: “- Estamos bastante satisfeitos com os resultados desta CDR das Redes Elétricas do VSISNAV. A profundidade e a qualidade das análises feitas pelos especialistas do IAE, assim com o grau de comprometimento e a integração das equipes do IAE e da MECTRON nos dão a confiança de que teremos um resultado de bastante qualidade na fabricação e nos ensaios dos Modelos de Qualificação e sucesso no lançamento deste veículo”.

O Cap. Fernando, Chefe da AEL, ressaltou o empenho e comprometimento da Divisão durante a revisão: “- A Divisão de Eletrônica teve uma participação significativa na revisão e ficou evidente a qualidade do trabalho dos funcionários envolvidos e seu forte envolvimento com o tema. Eu saio desta revisão bastante satisfeito com o desempenho dos nossos profissionais”.

Na opinião do Coordenador das Redes Elétricas, Dr. Luís Loures, o momento que se inicia é de foco na qualificação do sistema: “- O fim de uma fase significa o início de outra igualmente importante. Agora devem ser produzidos os equipamentos para ensaios ambientais (vibração, térmico, vácuo, interferência e compatibilidade eletromagnética) e funcionais, além de realizados ensaios de Software-in-the-loop (SITL) na MECTRON e Hardware-in-the-loop (HITL) no IAE. Após estes ensaios, prosseguiremos com um ensaio sistêmico no Prédio de Integração de Lançadores (PIL), onde as Redes Elétricas serão testadas integradas ao “mock-up” do veículo e acopladas ao Banco de Controle”.

O próximo passo do desenvolvimento das Redes Elétricas será a qualificação e a estimativa é de que esta fase se estenda até o primeiro trimestre de 2013.

Fonte: IAE/DCTA
.

domingo, 2 de setembro de 2012

CBERS 3: lançamento ameaçado


O lançamento do satélite de observação CBERS 3, previsto inicialmente para novembro ou dezembro deste ano, pode sofrer um atraso. O motivo são falhas identificadas em testes finais já em solo chinês, antes do envio para o centro de lançamento, em conversores DC/DC, itens que compõem o sistema de suprimento de energia do satélite.

Entre os dias 18 e 24 de agosto, cinco engenheiros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), incluindo o coordenador do Segmento Espacial do Programa CBERS, estiveram nos EUA para participar de reuniões técnicas "para esclarecer as não conformidades e as falhas do componente conversor DC/DC, fabricados pela empresa MDI [Modular Devices Incorporated], utilizados no satélite CBERS 3 e 4", segundo informações divulgadas no Diário Oficial da União de 17 de agosto.

Na última sexta-feira (31), o blog Panorama Espacial conversou sobre este assunto com Leonel Perondi, diretor do INPE. De acordo com o diretor, até meados deste mês haverá uma definição sobre um eventual atraso no lançamento, que depende do envio de um relatório do fabricante dos componentes objeto das falhas. "Há chance de sim, há chance de não", afirmou. Os componentes que apresentaram falhas foram adquiridos entre 2007 e 2008, e apesar de serem de origem norte-americana, não tiveram restrição do International Traffic in Arms Regulations (ITAR).

Perondi mencionou o caso do CBERS 2, segundo satélite do programa e que foi colocado em órbita em 21 de outubro de 2003. Aproximadamente um ano antes de seu lançamento, em testes realizados no centro espacial de Taiyuan, na China, foram identificadas falhas, coincidentemente, também em conversores DC/DC. Tais falhas causaram um significativo atraso no cronograma da missão, uma vez que houve a necessidade da troca de cerca de 400 componentes do satélite.

Colaborou Shirley Marciano.
.

sábado, 1 de setembro de 2012

SGDC: membros do Grupo-Executivo


Ontem (31), último dia do mês de agosto, foi publicado no Diário Oficial da União uma portaria do Ministério das Comunicações designando os membros do Grupo-Executivo do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), mais um passo rumo à concretização  da iniciativa.

A designação incluiu integrantes do Ministério da Defesa, Ministério das Comunicações, Telebrás, Agência Espacial Brasileira e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Reproduzimos a portaria abaixo:

"SECRETARIA DE TELECOMUNICAÇÕES
PORTARIA No 1, DE 30 DE AGOSTO DE 2012

O SECRETÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES DO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, presidente do Comitê Diretor do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC, de acordo com a Portaria nº 356, de 13 de julho de 2012, no uso das atribuições que lhe confere o § 1º do art. 5º do Decreto nº 7.769, de 28 de junho de 2012, resolve:

Art. 1º Designar os representantes do Grupo-Executivo do Projeto do SGDC, a saber:

I - do Ministério da Defesa:
- titular: Coronel EDWIN PINHEIRO DA COSTA;
- suplente: Tenente-Coronel ANDERSON TESCH HOSKEN ALVARENGA;

II - do Ministério das Comunicações:
- titular: PAULO VINICIUS ZANCHET MACIEL;
- suplente: PEDRO ANTERO BRAGA CORDEIRO;

III - da Telecomunicações Brasileiras S.A. - Telebrás:
- titular: BOLIVAR TARRAGÓ MOURA NETO;
- suplente: SEBASTIÃO DO NASCIMENTO NETO;

IV - da Agência Espacial Brasileira - AEB:
- titular: PETRÔNIO NORONHA DE SOUZA;
- suplente: JOSÉ IRAM MOTA BARBOSA; e

V - do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE:
- titular: LEONEL FERNANDO PERONDI;
- suplente: AMAURI SILVA MONTES.

Parágrafo Único - A presidência do Grupo-Executivo será exercida pelo representante da TELEBRÁS.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MAXIMILIANO SALVADORI MARTINHÃO"
.

Cooperação Brasil - Ucrânia


Brasil e Ucrânia avaliam novas oportunidades de cooperação na área espacial

31-08-2012

A Agência Espacial Brasileira (AEB) sediou, na última quinta-feira (30/08), o II Seminário Brasil-Ucrânia: Oportunidades para Cooperação Científica e Tecnológica na Área Espacial. O evento contou com a participação do Governo brasileiro, Embaixada da Ucrânia no Brasil, indústria, academia e representantes da empresa de projetos estatal ucraniana Yuzhnoye SDO que aproveitaram a ocasião para discutir projetos conjuntos na área espacial.

O presidente da AEB, José Raimundo Coelho, afirmou em seu discurso de abertura que “é função da instituição apresentar oportunidades de parcerias estratégicas com todos os países e empresas brasileiras”. No seminário, os participantes conheceram as potencialidades da empresa ucraniana e uma das principais propostas apresentadas pelo lado ucraniano foi o desenvolvimento conjunto de uma plataforma de sondagem adequada para estudos meteorológicos, de microgravidade e, também, para operar como foguete de treinamento dos centros nacionais de lançamento.

Para o chefe do Laboratório Associado de Propulsão e Combustão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Fernando de Souza Costa, a iniciativa da AEB é excelente. “O seminário foi uma boa oportunidade de encontrar pessoas influentes e importantes dentro do programa espacial, de interagir e de trocar opiniões, posições e entender melhor os caminhos que o programa está tomando”. O professor titular do Instituto de Aeronáutica e Espaço (ITA), Marcelo Pazini Brandão acredita que o “seminário deverá gerar alguma ação começando em nível acadêmico até que tenhamos recursos humanos e financeiros para adiantarmos alguns projetos”.

Segundo o presidente da AEB, este foi o primeiro seminário de uma série de encontros e workshops que a instituição irá promover. “Desejamos abrir uma janela de oportunidades, inclusive para que indústria e empresas possam desenvolver projetos de parcerias, buscar financiamentos, capacitar pessoas, e definitivamente, fortalecer e consolidar o segmento”, completa José Raimundo.

Cooperação Brasil-Ucrânia - A cooperação espacial com a Ucrânia teve início em 1995, com a vinda ao Brasil do presidente ucraniano Leonid Kutchma. Pouco depois, começou a se consolidar a ideia de utilização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) para a realização de lançamentos de cargas-úteis brasileiras, ucranianas e de outros países. Ao Brasil cabe ceder o local e a infraestrutura do CLA e aos ucranianos desenvolver o veículo Cyclone-4. Em 21 de outubro de 2003, foi assinado, em Brasília, durante a segunda visita ao Brasil do presidente Kutchma, o Tratado sobre a Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4. Esse documento criou a empresa binacional Alcântara Cyclone Space, que tem a seu cargo promover a realização de lançamentos comerciais.

Os dois países concluíram, ainda, dois importantes acordos. O primeiro, um Acordo-Quadro sobre a Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior (novembro de 1999) e o outro sobre Salvaguardas Tecnológicas relacionadas à participação da Ucrânia em lançamentos a partir do CLA (janeiro de 2002).

Fonte: AEB
.