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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Operação Rio Verde: VSB-30 é lançado

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Foguete de Sondagem VSB-30 é lançado com oito experimentos científicos

07/12/2016

Os oito experimentos científicos e tecnológicos fomentados pela Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio do Programa Microgravidade, foram lançados nesta quarta-feira (7.12), a bordo da carga útil MICROG2, pelo Veículo de Sondagem Brasileiro VSB-30. Após o lançamento as equipes de resgate recuperaram a carga útil e devolveram os experimentos aos pesquisadores responsáveis.

Apesar da conquista, a Operação Rio Verde não ocorreu conforme o previsto pois sua carga útil não atingiu a altura máxima (apogeu) esperada, por razões ainda desconhecidas e a serem avaliadas nos próximos 30 dias, conforme informações dos órgãos envolvidos na operação.

Segundo o coordenador dos oito experimentos, José Bezerra Pessoa Filho, esse fator não inviabiliza a operação, uma vez que dados de alguns experimentos são úteis para futuras pesquisas e o tempo de voo permitiu a operação adequada de alguns experimentos e do sequenciamento de voo.

“Trabalharemos com empenho a fim de oferecer outra oportunidade para que esses experimentos sejam testados da melhor maneira possível e não atrapalhe a condução das pesquisas", afirmou o gerente do Programa Microgravidade da AEB, Carlos Eduardo Quintanilha Vaz de Oliveira.

A professora Kátia Castanho Scortecci, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), responsável pelo experimento da cana-de-açúcar explicou que o objetivo de sua pesquisa é compreender o efeito da microgravidade em plantas. “Queremos ver outros resultados moleculares como genes e proteínas em respostas a essas condições”. Ela diz ainda que seu maior sonho é realizar esse experimento em uma estação espacial, pois é uma área de ponta que pode auxiliar o homem a viver em outros planetas.

Assista o vídeo de lançamento abaixo:


Fonte: Coordenação de Comunicação Social AEB
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Operação Rio Verde: voo de foguete de treinamento

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Centro de Alcântara lança 31º foguete na Operação Rio Verde

29/11/2016

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou nesta terça-feira (29.11) o lançamento do 31º Foguete de Treinamento. A atividade prevista no cronograma da Operação Rio Verde tem por objetivo testar todos os meios e preparar as equipes envolvidas na campanha de lançamento, iniciada no último dia 20 de novembro em Alcântara, no Maranhão.

O lançamento da tarde desta terça-feira ocorreu com sucesso às 14h02seg, horário local, com duração total de voo de 2min43seg seguindo os parâmetros de trajetória previstos até a queda no oceano Atlântico, em sua área de impacto, a uma distância de 15 quilômetros do local de lançamento.

O foguete atingiu uma altitude máxima (apogeu) de 31,4 km. “O veículo lançado nesta terça-feira apresentou um excelente desempenho, seguindo conforme o perfil de trajetória previsto. A atividade foi de suma importância para treinarmos procedimentos e testar todos os equipamentos associados às operações, e que serão empregados no lançamento do foguete VSB-30 com a carga-útil MICROG2 a partir da próxima semana”, ressaltou o diretor do Centro de Lançamento, Cláudio Olany Alencar de Oliveira.

Operação Rio Verde – O segundo lançamento dessa Operação levará ao espaço, por meio do veículo suborbital VSB-30 V11, oito experimentos de pesquisas da comunidade técnico-científica do país a bordo da carga-útil MICROG2, de forma a permitir a realização de ensaios em ambiente de microgravidade, o rastreio e o resgate no mar, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), utilizando o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN) como Estação Remota.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

VSB-30: iniciada a Operação Rio Verde

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Começa no Centro de Lançamento de Alcântara a Operação Rio Verde

23/11/2016

Oito experimentos científicos e tecnológicos financiados pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB) serão testados em voo suborbital durante a Operação Rio Verde, promovida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e Instituto Aeronáutico Espacial (IAE). A Operação teve início no último domingo (20.11) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), MA.

O Programa Microgravidade foi criado pela AEB em 27 de outubro de 1998 e tem por objetivo colocar cargas úteis de veículos espaciais à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e suporte técnico para a viabilização de experimentos. O gerenciamento das atividades é de responsabilidade da AEB, que conta com o apoio técnico do IAE e do CLA e suporte logístico da FAB.

A Operação Rio Verde tem como objetivo dar prosseguimento ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) coordenado pela AEB e permitir que organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento realizem experimentos científicos e tecnológicos por meio de voos suborbitais. Ao longo da campanha serão realizados lançamentos de um Foguete de Treinamento Básico (FTB), para confirmação do apronto dos meios operacionais e de apoio, e de um veículo de sondagem nacional VSB-30, carregando experimentos da comunidade técnico-científica do País.

Seleção – Os experimentos foram selecionados na primeira Chamada do 4ª Anúncio de Oportunidades, em 2013. A Operação Rio Verde conta com a participação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), da Marinha do Brasil (MB), e da Agência Espacial Alemã (DLR).

Participam com experimentos embarcados na carga-útil MICROG2, cientistas e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Após o lançamento e o voo em ambiente de microgravidade, os experimentos devem ser recuperados em alto mar, por helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) com apoio de embarcações da Marinha. A descrição detalhada dos experimentos com objetivos e instituição desenvolvedora segue abaixo:

Experimentos

1. MPM-A: Novas tecnologias de meios porosos para dispositivos com mudança de fase, desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os minitubos de calor fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos podem ser utilizados para o controle térmico tanto de equipamentos eletrônicos no espaço como em terra;

2. MPM-B: Tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

3. VGP2: Os efeitos da microgravidade real no sistema vegetal cana de açúcar, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Trata-se de um experimento biológico que tem por objetivo avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar;

4. E-MEMS: Sistema para determinação de atitude de veículos espaciais, desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo deste experimento é fazer uso de sensores comerciais para determinação de atitude de sistemas espaciais;

5. SLEM: Solidificação de ligas eutéticas em microgravidade, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir (300°C) amostras de 3 materiais distintos. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas;

6. GPS: Modelos de Global Positioning System – GPS (Sistema de Posicionamento Global) para aplicações em veículos espaciais de alta dinâmica, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com a colaboração do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Esse equipamento fornece a latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases do voo do foguete;

7. SMA: Sensor Mecânico Acelerométrico, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Servirá para ativação de linhas de ignição, após submetida a uma aceleração entre 4 e 6 vezes a aceleração da gravidade. Com esse dispositivo, ainda em fase de qualificação, objetiva-se elevar a segurança do veículo, evitando-se, por exemplo, que sistemas pirotécnicos sejam acionados intempestivamente.

8. CCA: Circuito de Comutação e Atuação, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Modelo de desenvolvimento do sequenciador de eventos pirotécnicos e comutação de energia funcional.

Neste momento, os experimentos são integrados e testados no Prédio de Preparação da Carga Útil, no Setor de Preparação e Lançamento. Na sequência, é mostrada uma imagem desta atividade em operações passadas:

Todos os experimentos estarão a bordo da Carga Útil MICROG2 por meio do VSB-30 V11, que será lançado e rastreado pelas equipes, as quais também estarão preparadas para realizar o resgate da Carga Útil e a primeira interação com os experimentos assim que esta tocar a água.

O VSB-30 foi desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) para possibilitar aos cientistas e pesquisadores realizarem estudos e pesquisas em ambiente de queda livre, sem rotações e acelerações, acima de 100 km por até seis minutos, em condições bem específicas que caracterizam o ambiente de microgravidade.

O foguete VSB-30 é composto por dois estágios propelidos a combustível sólido, deve alcançar uma altitude de aproximadamente 260 km e ser resgatado no oceano por equipes especialmente treinadas para esta atividade, embarcadas em helicópteros.

O voo terá a trajetória de uma parábola e não terá energia suficiente para injetar a carga útil em órbita. Por este motivo, é denominado como voo suborbital. Nesta trajetória, após a separação da carga útil dos estágios propulsores, os experimentos ficarão por, aproximadamente, seis minutos em ambiente de microgravidade.

Fonte: AEB, editado pelo blog.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Operação Rio Verde: VSB-30

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Operação vai testar oito experimentos em ambiente de microgravidade

Lançamento de VSB-30 está previsto para novembro em Alcântara (MA)

30/08/2016 10:00h

Prevista para novembro deste ano, a Operação Rio Verde vai testar oito experimentos científicos e tecnológicos em ambiente de microgravidade. O veículo VSB-30, que será lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, vai levar ao espaço pesquisas financiadas pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Serão cinco experimentos científicos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e três tecnologias desenvolvidas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma das quais em cooperação com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Esta é mais uma área em que a Força Aérea Brasileira trabalha, junto à comunidade científica, em prol do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro”, explica o professor doutor José Bezerra, tecnologista sênior do IAE e representante do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) junto ao Programa Microgravidade da AEB.

Há duas semanas (de 15 a 18/08) foram realizados com sucesso os testes das cablagens (fiações) de voo e o primeiro teste de sistema integrado, em que foram ligados simultaneamente os oito experimentos que irão ao espaço a bordo do foguete brasileiro VSB-30. Os testes foram realizados pelo IAE em São José dos Campos (SP). O instituto é a organização responsável pelo desenvolvimento do veículo espacial VSB-30, cabendo também ao corpo técnico do IAE colaborar no desenvolvimento técnico dos experimentos.

Tecnologias nacionais - Entre os oito experimentos que serão alojados na Microg2, nome da carga-útil da Operação Rio Verde, estão três tecnologias desenvolvidas pelo IAE que serão qualificadas em voo. “São tecnologias nacionais que podem ser aplicadas em qualquer sistema espacial que envolva motor foguete”, destaca Bezerra.

O Circuito de Comutação e Acionamento, que pode ser entendido como um sistema de inteligência embarcado no veículo, realizará o seu primeiro teste em voo. Dele partem ordens pré-programadas para ignição do segundo estágio do foguete e a separação da carga-útil, por exemplo. "Como esse sistema ainda se encontra na fase de desenvolvimento, ele irá ao espaço como um experimento, e não como um equipamento operacional do VSB-30", afirma o pesquisador.

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) para aplicação em veículos espaciais realizará seu sétimo voo ao espaço. O projeto é resultado de uma parceria entre o IAE e a UFRN no desenvolvimento de um equipamento para voos em altas velocidades. “Receptores GPS comerciais não funcionam a velocidades elevadas. Por isso, foi necessário desenvolver esse equipamento”, acrescenta sobre o equipamento que fornece dados em tempo real de latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases de voo. As informações são essenciais para a equipe de segurança de voo do centro de lançamento e para a equipe que resgatará a carga-útil no mar, a 175 km do ponto de lançamento.

O GPS para foguetes já tem o oitavo voo agendado. Será feito a bordo do ITASAT, satélite de pequenas dimensões desenvolvido pelo ITA e com lançamento previsto para este ano.

Experimentos sendo testados

O terceiro projeto tecnológio que estará a bordo da carga útil da Operação Rio Verde será o Sensor Mecânico Acelerométrico. Será o terceiro voo de qualificação deste dispositivo mecânico de segurança usado para evitar o acionamento intempestivo de sistemas pirotécnicos, que fazem uso de pequenas cargas explosivas. Ao ser submetido à aceleração resultante da ignição do motor do primeiro estágio o sensor ativa, por exemplo, a linha de ignição do motor do segundo estágio. O sensor não leva à ignição do motor, mas permite que, uma vez dado o comando, o motor seja ignitado. "Nosso objetivo é elevar o nível de segurança da operação de lançamento. Não podemos admitir que tais sistemas sejam acionados com o foguete ainda em solo,” explica o pesquisador.

Programa Microgravidade - O Programa Microgravidade foi criado em 27 de outubro de 1998 pela AEB com o objetivo de colocar ambientes de microgravidade à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e recursos financeiros para o desenvolvimento de experimentos. O gerenciamento das atividades é de responsabilidade da AEB, que conta com o apoio técnico do IAE e do CLA e suporte logístico da FAB.

Conheça um pouco dos cinco experimentos desenvolvidos pelas universidades brasileiras:

1. MPM-A: Os minitubos de calor são dispositivos que fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos são utilizados para o controle térmico de equipamentos eletrônicos tanto no espaço como em terra. A Universidade Federal de Santa Catarina é responsável pelo desenvolvimento desse experimento;

2. MPM-B: Também desenvolvido pela UFSC, esse experimento tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

3. VGP2: Trata-se de um experimento biológico desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com o objetivo de avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar. Para tanto, amostras de cana de açúcar serão levadas ao espaço;

4. E-MEMS: Desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) este experimento tem por objetivo a determinação de altitude de foguetes e satélites. Com essa informação é possível efetuar correções na trajetória de um foguete que possua sistema de controle, bem como manter satélites em suas órbitas nominais;

5. SLEM: Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir ligas eutéticas. As amostras são alojadas no interior de um forno cuja temperatura de operação é de 300 oC. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas. Ao serem recuperadas, as amostras são levadas ao laboratório para análise microscópicas.

Fonte: IAE/DCTA.
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Reunião no CLA discute foguetes e lançadores

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Especialistas discutem projetos da área espacial brasileira em Alcântara (MA)

17/05/2016

O Grupo Interfaces de Lançamento (GIL 1/2016), organizado pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1, reuniu-se no primeiro encontro do ano, no período de 2 a 6 de maio, no Centro de Lançamento de Alcântara (MA), quando foram discutidos os detalhes da Operação Rio Verde e o orçamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), para o biênio 2016 e 2017. Também foram apresentadas por especialistas as principais atividades e projetos referentes ao setor espacial brasileiro que estão em andamento.

No encontro aconteceu ainda a Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI), que abordou os requisitos necessários para o sucesso do lançamento do foguete brasileiro VSB-30, que levará a bordo quatros experimentos científicos e tecnológicos selecionados pelo Programa Microgravidade da AEB.

O VSB-30 é um veículo suborbital com dois estágios de propulsão sólida com capacidade de transportar cargas úteis de 400 kg, para experimentos na faixa de 270 km de altitude. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km.

A execução da Operação Rio Verde foi apresentada pelo engenheiro do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Eduardo Dore Roda. O engenheiro do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Mauro Melo Dolinsky ressaltou a importância de o CLA utilizar uma nova antena de telemetria e a necessidade do retorno da operação do radar meteorológico. O cronograma e a possibilidade de realizar a operação no próximo mês de outubro, foram discutidos pelo grupo.

Experimentos - Os experimentos selecionados pela Comissão de Coordenação do Programa Microgravidade foram apresentados aos participantes pelo tecnologista do IAE, José Bezerra Pessoa Filho. Os experimentos escolhidos para serem observados em ambiente de microgravidade são de pesquisadores e docentes de universidades brasileiras.

O foguete suborbital VSB-30 levará quatro experimentos em seu voo, como a Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade, do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Chen Ying An; também serão observados os Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana-de-Açúcar, da professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Katia Castanho Scortecci.

Os outros dois experimentos são: a Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração II (PAANDA II), do professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marcelo Carvalho Tosin, e as Novas Tecnologias de Meios Porosos para Dispositivos com Mudança de Fase, da professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marcia Barbosa Henriques Mantelli.

Os serviços básicos desses experimentos, como suporte mecânico, energia, comunicação, estabilização e sistema de recuperação serão fornecidos pela plataforma suborbital que será transportada ao espaço na parte superior do veículo VSB-30.

Orçamento – O diretor da área de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Marco Antônio Vieira de Rezende, apresentou a situação orçamentária da Agência para 2016 e 2017, e destacou as medidas tomadas para diminuir os prazos de liberação de crédito e os obstáculos enfrentados para captar recursos a serem empregados no Programa Espacial Brasileiro. As dificuldades do planejamento orçamentário devido às incertezas políticas e financeiras que envolvem todo o país, também foram destacadas pelo diretor.

O programa de lançamentos previsto para 2016, a previsão de futuros lançamentos, como por exemplo, a Operação Mutiti, com o VS-30/Orion, para 2017, as missões dos veículos lançadores, como o VLA-1, VS-43, VS-50 e o VLM-1 e projetos afins, além das obras, revitalização e operacionalidade nos Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Natal (RN) e do CLA foram pautas de discussão deste primeiro encontro.

Participaram da primeira reunião do GIL 2016 cerca de 50 especialistas do setor espacial brasileiro, entre militares e servidores civis pertencentes Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), DCTA, AEB, IAE, e dos centros de lançamento do CLA e do CLBI. A próxima reunião do grupo está prevista para acontecer no segundo semestre deste ano.

Fonte: AEB
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terça-feira, 3 de maio de 2016

Lançadores: Reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento

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CLA sedia encontro que define atividades espaciais no Brasil

03/05/2016

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebe nesta segunda-feira 2 de maio a primeira edição do ano da Reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL1/ 2016).

Durante uma semana, especialistas da área espacial do  Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), da Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e dos Centros de Lançamento de Alcântara (CLA) e da Barreira do Inferno (CLBI) irão discutir  os próximos passos da atividade espacial.

Ao decorrer da semana de reunião, assuntos relacionados aos futuros lançamentos para os anos de 2017 e 2018, programa microgravidade, apresentações abordando os Veículos Lançadores de Satélites  em desenvolvimento ou em fase de estudos no IAE, incluindo os Projetos VLM-1 e VS-50, atual situação do cronograma para o lançamento do VSB-30 com carga útil MICROG-2 na Operação Rio Verde, foguetes de treinamento (FOGTREIN) com os lançamentos dos Foguetes de Treinamento Básico (FTB) e Intermediário (FTI).

A atualização das obras inauguradas do CLA com impactos em lançamentos futuros também será um tema abordado, bem como, a 1ª Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) da Operação Rio Verde. Ao término do GIL, um relatório final será produzido com conclusões e sugestões visando orientar as ações na área espacial em médio prazo.

Para o Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA, a reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento irá propor adequações que norterão melhorias e avanços na Área Espacial Brasileira.

GIL - O Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL) é regulado pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1 e se reúne até três vezes ao ano para discutir, dar encaminhamentos e propor soluções para o andamento da atividade espacial no Brasil. Além do presidente, fazem parte do grupo integrantes do DCTA, AEB, IAE, IFI e dos Centros de Lançamentos em território nacional.

Fonte: CLA, via AEB.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Cooperação Brasil - Alemanha

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BRASIL E ALEMANHA – 10 DE ANOS DE COOPERAÇÃO EM FOGUETES SUBORBITAIS

28/01/2016 17:10 - Atualizada em 02/02/2016 08:33

Em janeiro deste ano, na ocasião do lançamento do foguete suborbital VSB-30 V23, do Campo de Lançamento de Esrange na Suécia, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) recebeu do Centro Espacial Alemão (DLR), o "Certificate of Apreciation", como um marco aos 10 anos de cooperação entre as duas instituições no lançamento de foguetes suborbitais com cargas úteis científicas.

O Brasil (por meio do IAE) e a Alemanha (por meio da MORABA, Base Móvel de Foguetes, ligada ao DLR) veem praticando um relacionamento pautado na operação de foguetes suborbitais no programa científico europeu, relacionado à pesquisa nas altas camadas da atmosfera.

É um orgulho para o Brasil constatar o pleno sucesso do foguete VSB-30 no programa europeu de microgravidade.

O primeiro foguete VSB-30 lançado no Campo de Lançamento de Esrange, na Suécia, foi o VSB-30 V02 com a carga útil TEXUS 42, em 01 de dezembro de 2005.

Os voos bem sucedidos do VSB-30 ressaltam a excelente performance do veículo e fortalecem a validade e a eficácia dos processos de certificação aos quais o veículo foi submetido, consolidando uma relevante conquista para o Brasil – que possui um produto certificado e, portanto, aceito pelas agências espaciais em qualquer lugar do mundo, o que abre novas possibilidades por meio da transferência de tecnologia.

O processo de certificação do VSB-30 junto ao Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), Órgão Certificador Espacial, credenciado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) foi formalizado por meio da Declaração de Abertura de Processo (DAP) n° 016/CPA/2004, de 28 de julho de 2004.

No ano de 2009, houve a cerimônia de entrega do certificado do primeiro produto espacial brasileiro, concedida pelo IFI, marco que colocou o Brasil em um seleto grupo de países com conhecimento tecnológico espacial internacional, impulsionando o VSB-30 de protótipo a produto de alta qualidade, projetado, manufaturado, documentado e entregue segundo os requisitos de qualidade do setor espacial.

Em 2015, foi emitido pelo IFI o certificado de tipo do VSB-30 modelo V07, tendo em vista que após o recebimento do certificado do VSB-30 modelo V01, em outubro de 2009, algumas modificações foram implementadas, com êxito, nos lançamentos subsequentes.

Nesses 10 anos de parceria, foram 27 lançamentos de foguetes brasileiros (VSB-30, VS-30, VS-30/IO e VS-31/IO) na Europa, dos Campos de Lançamento de Esrange (ESC), na Suécia, e de Andoya (ASC), na Noruega.

Fonte: IAE/DCTA.
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quarta-feira, 1 de julho de 2015

VSB-30 voa com sucesso na Europa

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Foguete Suborbital brasileiro VSB-30 V24 com a carga útil Mapheus 5 é lançado na Europa

Foi lançado com sucesso ontem (30, a partir do Centro de Lançamento de Esrange (ESC), na Suécia, o foguete suborbital VSB-30 V24 com a carga útil Mapheus 5.

Dados do lançamento:

Apogeu : 253 km
Alcance: 62 km
Dispersão: < 1 sigma (20 km).

O Mapheus é um programa de pesquisa científica da agência espacial da Alemanha (DLR, sigla em alemão) inicialmente dedicado a estudos de materiais. Na primeira fase do projeto, foram lançadas as cargas Mapheus 1 e 3 a bordo do foguete Nike-Orion, obtendo 3 minutos de microgravidade.

O Mapheus 4 foi lançado com um VS-30 em julho de 2013, obtendo cerca de 4 minutos de microgravidade. O Mapheus 5 é o primeiro da segunda fase do programa, utilizando o VSB-30 para 6 minutos de ambiente de microgravidade. Estão previstos cerca de 17 carga úteis científicas para a segunda fase.

Fonte: IAE/DCTA, com edição do blog.
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terça-feira, 28 de abril de 2015

VSB-30 é lançado da Suécia

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VSB-30 da operação TEXUS 52 é lançado da Suécia

O Foguete Suborbital VSB-30 com a carga útil TEXUS 52 foi lançado hoje (27/04), com sucesso, do Centro de Lançamento de Esrange (Suécia) 


O lançamento ocorreu às 04:55 (UTC). A altitude alcançada foi de 255 km e o voo foi nominal.


A carga foi recuperada e levada ao Esrange Space Center às 08:35 (horário local).


Fonte: IAE/DCTA.

Nota do blog: este foi o terceiro lançamento do VSB-30 na Europa este ano, e o quinto de um foguete de sondagem desenvolvido e construído no Brasil. Em 20 de fevereiro, um VSB-30 foi disparado do centro espacial de Esrange, no norte da Suécia, em missão de microgravidade patrocinada pela agência espacial francesa (CNES). No mesmo dia, outro foguete nacional, do modelo VS-30, foi lançado de Andoya, na Noruega, também com sucesso, desta vez numa operação da Agência Espacial Europeia para a investigação dos efeitos dos fenômenos da aurora boreal em sistemas de navegação e comunicação por satélite. Já no início de março, houve outro lançamento de VS-30, também de Andoya, na Operação Wadis 2Em 30 de março, um VSB-30 com o experimento HIFIRE 7 (da NASA, em cooperação com entidades da Austrália e Alemanha) voou também com sucesso a partir da base de Andoya, na Noruega..

segunda-feira, 30 de março de 2015

VSB-30: mais um voo bem sucedido na Europa

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Mais um foguete brasileiro VSB-30 é lançado com sucesso da Europa

30/03/2015

O VSB-30 V13 foi lançado da Base do Andoya Space Center (ASC), na Noruega, às 17:26 (horário local), atingindo o apogeu nominal esperado de 308Km.

O objetivo da missão foi o lançamento do experimento HIFIRE 7, carga útil do Programa Hipersônico Internacional "Hypersonic International Flight Research Experimentation Program", liderado pela NASA, pelo AFRL (Air Force Research Laboratory - EUA) e pelo DSTO (Defence Science and Technology Organization- Austrália), com a colaboração do DLR Alemão (German Aerospace Center).

O VSB-30 é um foguete suborbital desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para realizar experimentos científicos em ambiente de microgravidade. O lançamento do VSB-30 ocorrido na Noruega é o 16º realizado com sucesso.

Fonte: IAE/DCTA.

Nota do blog: este foi o segundo lançamento do VSB-30 na Europa este ano, e o quarto de um foguete de sondagem desenvolvido e construído no Brasil. Em 20 de fevereiro, um VSB-30 foi disparado do centro espacial de Esrange, no norte da Suécia, em missão de microgravidade patrocinada pela agência espacial francesa (CNES). No mesmo dia, outro foguete nacional, do modelo VS-30, foi lançado de Andoya, na Noruega, também com sucesso, desta vez numa operação da Agência Espacial Europeia para a investigação dos efeitos dos fenômenos da aurora boreal em sistemas de navegação e comunicação por satélite. Já no início de março, houve outro lançamento de VS-30, também de Andoya, na Operação Wadis 2.
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sábado, 7 de março de 2015

VSB-30: mercado em potencial

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Instituto prevê ampliação de mercado para foguete brasileiro

Brasília, 6 de março de 2015 – O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), prevê crescimento do mercado para o foguete brasileiro VSB-30, após o sucesso do lançamento ocorrido à semana passada no Esrange Space Center, na Suécia.

A operação marcou o 15° lançamento do VSB-30. “Estamos superando as expectativas, que eram de lançar dois foguetes por ano”, disse Eduardo Dore Roda, gerente de Projeto do IAE. Este ano, são quatro lançamentos.

Dos 15 lançamentos feitos desde 2004, um total de 12 foram no exterior, a maioria na Suécia, e três no Brasil. A previsão é que o VSB-30 lance outros oito experimentos no país, todos para cargas de universidades, na base de Alcântara, no Maranhão.

Tecnologia - No exterior, a maioria das cargas lançadas pelo foguete brasileiro é de experimentos científicos de alta tecnologia, ligados à área farmacêutica. “Também já fomos consultados pela Austrália, interessada em lançamentos”, disse Roda. Segundo ele, o custo do foguete está entre as vantagens do produto, que já tem 75% de fabricação nacional. O custo do VSB-30 é de cerca de R$2 milhões.

O IAE já tem produção de 24 foguetes VSB-30 para os interessados em lançamentos de experimentos científicos, operações que são realizadas com suporte total do IAE. Também estiveram envolvidos indiretamente na atividade a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Fonte: FAB, via AEB.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

VSB-30 voa na Suécia

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Após o sucesso do VS-30 na sexta-feira passada, foi a vez do VSB-30. Ocorreu com sucesso ontem (22) o lançamento desse modelo, desenvolvido e construído no Brasil, dentro da missão Cryofenix, da agência espacial francesa (CNES). A missão ocorreu no centro espacial de Esrange, no norte da Suécia, tendo o foguete alcançado um apogeu de 265 km e tempo de microgravidade de 6 minutos.

Segundo informações da Swedish Space Corporation (SSC), que executou a operação, o experimento Cryofenix envolve estudos de comportamento de líquidos criogênicos como parte de um programa de tecnologia em propulsão para lançadores da CNES. Tais estudos devem orientar no desenvolvimento do sistema de propulsão do Ariane 6.

(Na foto acima, imagem do resgate da carga útil na região do ártico sueco. Créditos: SSC)
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domingo, 22 de fevereiro de 2015

VS-30 voa com sucesso na Noruega

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Na última sexta-feira (20), às 23h06, horário local, foi realizado com sucesso o lançamento do foguete suborbital VS-30/IO V11 a partir do centro espacial de Andoya, na Noruega, segundo informações do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA). O foguete teve como carga útil o experimento ICI4, para estudos de clima espacial.

Está ainda previsto para os próximos dias o lançamento de outro foguete de origem nacional, um VSB-30, desta vez a partir de Esrange, no norte da Suécia, numa missão patrocinada pela Agência Espacial Europeia para experimentos com propulsão a hidrogênio líquido.

Atualização, 24/02/2015, às 01h55: a Agência Espacial Brasileira (AEB) divulgou nota destacando o uso do foguete brasileiro na missão da Agência Espacial Europeia, voltada à investigação dos efeitos dos fenômenos da aurora boreal em sistemas de navegação e comunicação por satélite.
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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Cooperação técnica entre a AEB e a ABDI

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Agências firmam acordo para fortalecer setor espacial

Brasília, 18 de novembro de 2014 – Promover esforços conjuntos visando a fortalecer o maior desenvolvimento e fortalecimento da indústria do setor espacial é um dos objetivos do acordo de cooperação técnica que a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) firmam na quinta-feira (20).

A cooperação, prevista pelo acordo com vigência de três anos, ocorrerá por meio da realização conjunta de estudos, pesquisas, intercâmbio de informações, planejamento, estruturação e coordenação, eventos e reuniões, bem como publicações de documentos, entre ações de interesse comum.

Entre as iniciativas que integram o plano preliminar de trabalho constam estudo de viabilidade econômica-comercial do foguete suborbital VSB-30 e sua transferência tecnológica para a indústria nacional e estudo do potencial de mercado para pequenos satélites e tendências tecnológicas.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cooperação Brasil - Suécia: VLM

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Sueca SSC vai construir base em Alcântara

05/11/2014

Por Virgínia Silveira | De Gothenburg e Satenäs (Suécia)

A SSC (Swedish Space Corporation) vai construir dois centros de lançamento para o foguete brasileiro VLM (Veículo Lançador de Satélites), em Alcântara, no Maranhão, e no Centro Espacial de Esrange, na Suécia. O primeiro passo para viabilizar o plano é assinatura de um acordo de parceria com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), que coordena o desenvolvimento do foguete. A assinatura deve ocorrer em dezembro.

O acordo, segundo o diretor do DCTA, brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva, prevê o intercâmbio de informações e de recursos humanos na área de desenvolvimento e de operações de lançamento, assim como de tecnologias de propulsão espacial e de propelentes ecológicos, entre outros projetos. A parceria, ainda segundo o brigadeiro, é desdobramento de um acordo especial assinado entre as Agências Espaciais do Brasil (AEB) e da Suécia (SNSB), em fevereiro.

A responsável pela área de tecnologia da SSC, Anna Rathsman, disse planeja utilizar o VLM para o lançamento de micro e nanossatélites para o mercado europeu. A executiva afirmou que não tem uma projeção do mercado global para veículos na categoria do VLM, mas que uma estimativa inicial feita pela SSC prevê o lançamento de pelo menos dois foguetes por ano do Centro de Esrange.

Segundo o Valor apurou, por apresentar um baixo custo de produção e de complexidade técnica, além de um ciclo de desenvolvimento rápido, o VLM tem um mercado potencial superior a dez lançamentos por ano.

O diretor do DCTA disse a SSC já definiu o local para a construção do sítio de lançamento em Esrange. "Estudos já feitos por especialistas indicam a existência de um mercado promissor para o VLM, tendo em vista que não existe nenhum outro foguete dedicado para atender a essa faixa de mercado (lançamento de cargas úteis de 120 a 150 quilos)", afirmou.

Os concorrentes do VLM são foguetes de grande porte, que levam pequenos satélites de carona. O VLM teria um custo de lançamento baixo, inferior a US$ 10 milhões. Seu desenvolvimento é feito pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa e desenvolvimento do DCTA, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que financia parte do projeto, avaliado em R$ 100 milhões.

O próximo passo do projeto do VLM é a contratação da fabricação da parte estrutural do motor foguete, o S50. A empresa Cenic já concluiu o projeto de desenvolvimento do motor. Feito em fibra de carbono, o S50 será o maior motor foguete já construído pelo IAE. A Avibras fez o estudo de viabilidade de carregamento do motor com propelente (combustível).

O DLR utiliza o foguete brasileiro VS-40 para o experimento científico Shefex, considerado o principal programa espacial da Alemanha. De acordo com o DCTA, os alemães querem utilizar o foguete VLM para o lançamento do experimento Shefex 3 (da sigla em inglês Sharp Edge Flight Experiment), que irá testar o comportamento de novos materiais e tipos de proteção térmica necessários para o desenvolvimento de tecnologia de voos hipersônicos e de veículos lançadores reutilizáveis.

O vice-diretor do IAE, coronel aviador Avandelino Santana Júnior, disse que o teste de qualificação em voo do VLM deverá acontecer em dois anos. A fabricação do foguete será feita pelo setor espacial brasileiro. Ele afirmou que o VLM é um foguete configurado para lançar micro e nanossatélites de sensoriamento remoto, experimentos científicos e com aplicação meteorológica em baixa altitude.

A SSC já mantinha um relacionamento próximo ao DCTA desde 2005, por meio da utilização dos foguetes de sondagem VSB-30 (desenvolvidos pelo IAE), que fazem o lançamento de cargas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade.

Com faturamento de 524 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 71 milhões) por ano e mais de 600 funcionários, a SSC fornece serviços de gestão de satélite e de lançamento de foguetes e balões, além do desenvolver subsistemas para aplicações aeroespaciais.

Fonte: Valor Econômico.
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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Queima de propulsor S30

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Motor para veículo de sondagem passa por ensaio no IAE

Brasília, 18 de julho de 2014 – O propulsor S30 desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), para ser o primeiro estágio do veículo de sondagem VS-30 e segundo estágio do veículo de sondagem VSB-30, foi testado com sucesso em queima de bancada na terça-feira (15).

A atividade, realizada no âmbito da Operação Acapú, objetivou a medição dos parâmetros de empuxo e pressão do propulsor e avaliar: o desempenho da tubeira, confeccionada com grafite; a temperatura das principais partes metálicas do propulsor e o seu comportamento dinâmico durante o ensaio de queima.

Estas medições foram executadas utilizando dois sistemas distintos de aquisição de dados, telemetria e solo, totalizando 46 canais de medição. Na operação foram envolvidos direta e indiretamente mais de 60 servidores do IAE.

Observação preliminar dos resultados das medições realizadas indica que os objetivos da operação foram alcançados.

Fonte: IAE, via AEB.
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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Microgravidade: VSB-30 voa em 2015

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Em fevereiro deste ano, a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançou o 4º Anúncio de Oportunidades do programa Microgravidade, para a seleção de experimentos da comunidade científica e acadêmica brasileira para um voo a bordo de um foguete de sondagem VSB-30. A propostas de universidades e centros de pesquisa foram recebidas até março. Hoje (5), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) divulgou um press release em que relaciona os projetos selecionados:

1. Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade (SLEM)
Responsável: Chen Ying An (INPE)
2. Os Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana-de-Açúcar Utilizando o Foguete de Sondagem VSB-30
Responsável: Katia Castanho Scortecci (UFRN)
3. Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração II (PAANDA II)
Responsável: Marcelo Carvalho Tosin (UEL)
4. Novas Tecnologias de Meios Porosos para Dispositivos com Mudança de Fase
Responsável: Marcia Barbosa Henriques Mantelli (UFSC)

Segundo o DCTA, o voo do VSB-30, que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, está previsto para ocorrer entre os meses de junho e agosto de 2015. No momento, a AEB está analisando projetos para a realização de um segundo voo, e entre fevereiro e março do ano que vem, espera-se a abertura do anúncio para a seleção de projetos para um terceiro voo.
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terça-feira, 22 de abril de 2014

Exportações: propulsores e serviços de rastreio

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Pode ser uma surpresa para muitos, mas o Brasil exporta tecnologia e serviços no campo espacial, ainda que de forma e dimensão muito simbólicos. Nesta primeira parte, trataremos das exportações de foguetes de sondagem realizadas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e da prestação de serviços de rastreio pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).

O IAE/DCTA mantém há décadas uma bem-sucedida cooperação com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR), que resultou no desenvolvimento de foguetes de sondagem e motores. Até o momento, ocorreram onze lançamentos do VSB-30 (motores S30 e S31), a partir do campo de Esrange, Kiruna, na Suécia, 7 lançamentos de VS-30/Orion, utilizando motores S30 (segundo estágio do VSB-30), no Campo de Lançamento de Andoya, Andenes, na Noruega, e outros quatro voos do VS-30 (motor S30) também de Andoya.

Restam ainda alguns foguetes negociados com a DLR, cujos voos estão previstos para ocorrerem entre este ano e 2015. Até o final deste mês de abril, aliás, está em andamento no campo de Esrange as campanhas TEXUS 50 e 51, de experimentos em microgravidade, que utilizarão veículos VSB-30.

Segundo informações dadas ao blog pelo Cel. Avandelino Santana Júnior, vice-diretor do IAE/DCTA, a compra mais recente de motores brasileiros ocorreu em 2011, quando a DLR adquiriu 21 unidades, que serviram para montar oito VSB-30, e outros cinco destinados aos veículos VS-30 e VS-30/Orion. Na época, tal aquisição foi avaliada em cerca de 3 milhões de euros. Antes disso, para o desenvolvimento do VSB-30, a DLR realizou investimentos da ordem de 700 mil euros. De acordo com o IAE, após a integração dos motores e sistemas, cada VSB-30 custa cerca de 320 mil euros.

Rastreios do CLBI

Outra exportação espacial brasileira vem na forma de prestação de serviços de rastreios de missões espaciais realizadas pela Arianespace a partir do Centro Espacial Guianês, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. Os rastreios são realizados pela estação terrena do CLBI, no Rio Grande do Norte, no âmbito de um acordo de cooperação firmado em 1977 entre o governo brasileiro e a Agência Espacial Europeia.

No caso dos foguetes Ariane 5, durante o curto intervalo de tempo de rastreio, o CLBI é responsável por registrar três eventos essenciais para sucesso de cada operação: o fim da queima do 1º estágio do lançador, a separação desse estágio do conjunto embarcado e a ignição do motor do 2º estágio.

Desde janeiro, o blog Panorama Espacial tem tentado obter junto à assessoria do CLBI informações sobre o montante recebido por cada operação, não tendo havido, porém, retorno. Fonte consultada pelo blog, no entanto, informou que o País fatura algumas dezenas de milhares de euros em cada missão.

Apesar de serem tecnicamente exportações, tanto no caso dos rastreios como nos propulsores, há pouca ou nenhuma participação da indústria nacional. Fato é que, ocasionalmente, surge à tona a questão da industrialização e transferência da fabricação do VSB-30 para a indústria nacional, mas que até o momento não teve resultados concretos.

Numa futura postagem, trataremos das exportações de componentes e serviços relacionados a satélites, campo em que a indústria local está mais presente.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Microgravidade: Anúncio de Oportunidades

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AEB recebe proposta para experimento em microgravidade até março

Brasília, 20 de fevereiro de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebe até o próximo dia 17 de março propostas de experimentos em ambientes de microgravidade no âmbito do 4º Anúncio de Oportunidades (AO) do Programa de Microgravidade.

O Anúncio prevê a realização de três lançamentos do Veículo de Sondagem Brasileiro (VSB-30) com experimentos selecionados entre 2014 e 2016.

Após o voo, deve ser enviado pelo proponente à AEB um relatório detalhado do evento, descrevendo seus objetivos científicos e tecnológicos; o funcionamento do experimento antes e durante o voo; sua perfomance; a análise dos resultados e conclusões.

Os resultados do experimento poderão ser divulgados pela AEB de forma aberta à comunidade científica, identificando sempre os autores e as organizações envolvidas na sua realização.

O objetivo do Programa Microgravidade, criado em 1998, é disponibilizar ambientes de imponderabilidade aparente, comumente chamado de microgravidade, para a comunidade técnico-científica nacional, provendo meios de acesso e suporte técnico para a viabilização de experiências que necessitem dessa ambientação.

A condução de experimentos em tal circunstância permite o melhor entendimento e o posterior aperfeiçoamento no solo de processos físicos, químicos e biológicos. Por meio de voos em foguetes suborbitais nacionais é possível criar um ambiente de microgravidade por cerca de até seis minutos.

O gerenciamento das atividades relacionadas ao AO é de responsabilidade da AEB e tem a colaboração do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), e da comunidade acadêmica nacional pertencente aos cursos de engenharia aeroespacial.

Fonte: AEB
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sábado, 13 de abril de 2013

VSB-30 lançado com sucesso


Foguete brasileiro é lançado com sucesso na Suécia

O veículo lançado ontem (12) levou ao espaço o experimento Texus 50, que faz parte do Programa Europeu de Microgravidade

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) lançou na manhã desta sexta-feira (12), a partir do Centro Espacial de Esrange (Suécia), mais um foguete brasileiro VSB-30: o VSB-30 V17. O veículo, lançado à 6h25, horário local, levou ao espaço o experimento Texus 50, que faz parte do Programa Europeu de Microgravidade. O desempenho foi perfeito, com os seguintes dados de voo: tempo de microvidade de 380 segundos; apogeu de 261 quilômetros; e dispersão do ponto de impacto de 1,5 sigma.

Desde 2005, o VSB-30 tem sido usado no programa Texus, em virtude da capacidade de transporte do foguete: aproximadamente 370 quilogramas carga-útil, a cerca de 270 quilômetros de altitude.

O programa

O Programa Texus começou em 1977, com o objetivo principal de investigar as propriedades e o comportamento de materiais, produtos químicos e substâncias biológicas em ambiente de microgravidade, utilizando foguetes de sondagem.

No último dia 5, tiveram início duas operações do programa: a Texus 50 e a Texus 51, para o lançamento do VSB-30 17 e do VSB-30 V 18, respectivamente. Este último deve ser lançado no dia 19 de abril.

O Texus é conduzido pelo Instituto de Pesquisa Alemão (DLR), pela Agência Espacial Europeia (ESA), pela EADS Astrium e pela Swedish Space Corporation (SSC), que é responsável pelas operações de lançamento. O programa é financiado pela ESA e pelo DLR.

Fonte: Ascom do MCTI, com informações do IAE.
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