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quinta-feira, 25 de março de 2010

Visita do Rei da Suécia ao LIT/INPE

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Rei da Suécia visita laboratório de testes de satélites e produtos industriais

25/03/2010

O rei Carl XVI Gustaf, da Suécia, visita nesta sexta-feira (26/3) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, onde conhecerá as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) e assistirá a uma palestra sobre o monitoramento por satélites da Amazônia.

O LIT/ INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.

A impossibilidade de conserto em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que um satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço. Por isso, o LIT/INPE possui câmaras e equipamentos para ensaios de vibração e choque, medidas de propriedades de massa, testes elétricos, acústicos e de compatibilidade eletromagnética, além da própria simulação do ambiente espacial em câmara vacuotérmica.

No LIT/INPE, idealizado conforme as necessidades do programa espacial brasileiro, também são prestados serviços à indústria, pois este moderno laboratório reúne instrumentos sofisticados para a qualificação de produtos com exigência de alto grau de confiabilidade. Empresas nacionais e multinacionais usam as instalações do LIT para testes de certificação. Os produtos testados vão desde antenas e componentes eletroeletrônicos até veículos de grande porte.

O monitoramento da Amazônia

Desde que começou a receber imagens do satélite Landsat, da Nasa - e o Brasil foi um dos primeiros a ter dados orbitais de observação da Terra, em 1973 -, o INPE está de olho na cobertura florestal da Amazônia.

A partir de 1988, com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), o INPE passou a realizar o mapeamento de forma operacional. Como resultado, o Brasil possui um sistema reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo. Hoje estão em operação três sistemas, que atuam de forma independente, porém complementares.

O Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de Km² todos os anos. O resultado do Prodes revela a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.

Desde 2004, o INPE também opera o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), voltado para orientar a fiscalização por identificar corte raso e degradação florestal com mais agilidade. Em 2008, o aumento de áreas degradadas indicado pelo Deter motivou a criação do Degrad, sistema destinado a mapear áreas ainda em processo de desmatamento.

A tecnologia nacional para o monitoramento florestal por satélites, bem como a capacitação técnica, está sendo oferecida pelo INPE a outros países. A iniciativa coloca o Brasil na liderança para o monitoramento global de florestas tropicais.

Fonte: INPE

Comentário: para saber mais sobre a relação do Brasil e Suécia na área espacial, acessem as postagens "AEB: missão empresarial à Suécia", e "Cooperação Brasil - Suécia".
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Satélites DMC no monitoramento da Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) não faz uso apenas de imagens dos satélites CBERS e da série norte-americana Landsat para o monitoramento do desmatamento na Floresta Amazônica. Frequentemente, são também compradas imagens no exterior, da rede DMC (Disaster Monitoring Constellation), fornecidos pela empresa inglesa DMC International Imaging.

A DMC International Imaging é controlada pela Surrey Satellite Technology Ltd. (SSTL), indústria também inglesa especializada no desenvolvimento e construção de pequenos satélites, adquirida pela EADS Astrium em abril de 2008.

Desde 2005, a DMC International Imaging fornece imagens para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As imagens são usadas para aprimorar os dados com estimativas anuais de desmatamento da região, atividade que o INPE executa por meio dos sistemas DETER (Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real) e PRODES (Monitoramento da Floresta Amazônia Brasileira por Satélite).

A constelação de microssatélites da DMC conta com sensores multiespectrais (32 m) e pancromáticos de alta-resolução (4 m). Todos os microssatélites da rede foram desenvolvidos e construídos pela SSTL, e são comparáveis em resolução aos da série Landsat. O grande diferencial da rede DMC para aplicações na região amazônica é o seu maior número de satélites, que possibilitam um maior número de visitas a uma mesma região, o que reduz consideravelmente o impacto da coberturas de nuvens comuns em regiões de florestas tropicais.

No final de 2009, o INPE contratou o fornecimento de mais imagens digitais para atender o monitoramento da Amazônia, negócio no valor de pouco mais de R$ 462 mil.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

INPE: 1 milhão de imagens distribuídas

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou hoje (28) que ultrapassou a marca de um milhão de imagens distribuídas pela internet, gratuitamente. Destas, pouco mais de 716 mil foram imagens geradas pelos satélites da família CBERS (CBERS 1, 2 e 2B), e as demais dos satélites norte-americanos da série Landsat.

"A política de dados livres adotada pelo INPE fez do Brasil um exemplo mundial na área de Observação da Terra, tornando o Sensoriamento Remoto uma ferramenta de fácil acesso", informou em nota o Instituto.

"A distribuição gratuita através da internet começou em 28 de junho de 2004, com as imagens do CBERS-2 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Logo após, o INPE tornou livre o acesso às imagens históricas dos satélites LANDSAT. Atualmente o Centro de Dados de Sensoriamento Remoto do Instituto, instalado em Cachoeira Paulista (SP), tem disponíveis imagens dos satélites CBERS-2 e 2B e Landsat 1, 2, 3, 5 e 7. As imagens de todos estes satélites são fornecidas sem custo para qualquer usuário do mundo."

Para ler a notícia divulgada pelo INPE sobre a marca atingida, clique aqui.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

INPE: Centro Regional da Amazônia

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INPE inaugura em Belém o Centro Regional da Amazônia (CRA)

27/08/2009

Nesta sexta-feira (28/8), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE) inaugura em Belém o Centro Regional da Amazônia (CRA) e já apresenta resultados de seu primeiro projeto: o mapeamento da vegetação secundária.

Na nova unidade do INPE estão em andamento os trabalhos para o mapeamento completo da cobertura e do uso da terra na Amazônia, verificando, inclusive, a ocorrência de regeneração florestal. Quando concluído, este mapa irá indicar se existem hoje florestas secundárias ou atividade agropecuária, por exemplo, em áreas apontadas no passado como desmatamento pelo INPE, que monitora a região há 21 anos por meio de imagens de satélites.

Para os estados do Pará, Mato Grosso e Amapá, o CRA já concluiu o mapeamento da vegetação secundária, que estará completo para toda a Amazônia Legal até o final do ano.

O CRA/INPE deverá se tornar um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Também é seu objetivo aprimorar o conhecimento em geotecnologias na Amazônia, ao mesmo tempo em que apoia atividades de campo e de mapeamento realizadas pelo INPE na região.

A partir da geração de sistemas de monitoramento de florestas, o CRA tem ainda papel importante nos planos de cooperação internacional do INPE, em especial com a África. Em comum acordo com a China, o Brasil ofereceu as imagens do satélite sino-brasileiro CBERS para todo o continente africano, enquanto o sistema para o monitoramento de florestas desenvolvido pelo INPE, denominado TerraAmazon, também está à disposição de todos os países interessados na tecnologia.

Cerimônia de posse

O chefe do CRA, Cláudio Almeida, será empossado durante a solenidade presidida pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, nesta sexta-feira (28) às 10 horas. Também estarão presentes em Belém o coordenador de Centros Regionais e vice-diretor, João Braga, entre outros dirigentes e cientistas do INPE e de instituições da Amazônia, além de autoridades regionais.

Cláudio Almeida é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e mestre em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento pelo INPE. Um dos projetos em curso no CRA é derivado de sua dissertação de mestrado, intitulada “Estimativa da área e do tempo de permanência da vegetação secundária na Amazônia Legal Brasileira por meio de imagens LANDSAT/TM”. Desde 1992, atua nas áreas de Mapeamento, Banco de Dados Geográficos, Sistemas de Informações Geográficas, Ecologia e Sensoriamento Remoto na Região Amazônica.

A solenidade será realizada no prédio da administração da Embrapa Amazônia Oriental, na Travessa Dr. Enéas Pinheiro, S/N, Belém. Até estar pronto o prédio próprio, o que deve ocorrer no próximo ano, o CRA/INPE ocupa um imóvel nas dependências da Embrapa.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Discussão sobre satélites equatoriais

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Satélite Equatorial para monitoramento da Amazônia é discutido durante a SBPC

15-07-2009

Uma mesa redonda reuniu ontem, terça-feira, 14 de julho, na SBPC, o coordenador de Gestão Tecnológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Marco Chamon, o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela e o secretário de Projetos Especiais da prefeitura de São José dos Campos (SP), Carlos Eduardo Santana.

Eles se reuniram para discutir a viabilidade de o Brasil desenvolver um Satélite de Órbita Equatorial que teria como função o monitoramento de florestas tropicais, em especial, a Amazônia. “Ainda não existe um satélite dessa natureza no mundo”, explicou Shamon.

A idéia, no entanto, não é nova. No início dos anos 90, na última reunião da Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (Cobae), que precedeu a Agência Espacial Brasileira (AEB), os técnicos do Inpe propuseram – e foi aceita – a mudança da concepção do primeiro Satélite de Sensoriamento Remoto (SSR1) da, então, Missão Espacial Completa Brasileira (MECB).

Esta mudança dizia respeito à órbita do satélite, que passaria a ser equatorial ao invés de polar. A motivação para tal mudança era muito simples: com um Satélite de Sensoriamento Remoto em órbita polar o Brasil poderia duplicar os resultados de outros satélites existentes, incluindo-se o Cbers. Já um satélite em órbita equatorial permitiria uma missão voltada para um problema eminentemente brasileiro – monitoramento da Amazônia – e produziria resultados impossíveis de serem alcançados com os satélites existentes.

“Várias tentativas de iniciar o projeto foram frustradas, ou por liberação tardia de orçamento ou por disputas entre as empresas que participaram das licitações. O início efetivo do desenvolvimento do SSR1 só se deu com a assinatura do contrato de desenvolvimento da Plataforma Multimissão, em 2001, que foi concebida para colocar no espaço o SSR1. Na última revisão do Plano Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), no entanto, o SSR1 deixou de ser prioridade”, de acordo com Carlos Eduardo Santana.

Durante a SBPC a discussão recobrou o fôlego. Afinal, fazer ou não o satélite? Os que advogam a favor usam o argumento de que o SSR1 passaria frequentemente pela região a cada hora e meia, uma média de 14 vezes por dia. “Isso possibilitaria monitorar a Amazônia com maior freqüência”, explica Chamon.

Como é feito o monitoramento da Amazônia

O Brasil é o líder mundial no uso de imagens de satélites para monitorar o desmatamento em florestas tropicais. Atualmente, o País possui dois sistemas de monitoramento da Amazônia. O Projeto de Monitoramento da Amazônia (Prodes), um software, implantado em 1988, que usa imagens dos satélites Landsat (americano), e do Cbers (sino-brasileiro), para saber o que está acontecendo na Amazônia. O Prodes recolhe aproximadamente 80 a 90 imagens úteis no período de um ano (entre os meses de agosto e julho).

O segundo sistema é o de Detecção em Tempo Real do Desmatamento (Deter). Diferente do Prodes, o Deter é capaz de alertar, a cada 15 dias, a possibilidade de desmatamentos. Essas informações são usadas pelo IBAMA e pelas comunidades. O Inpe recebe as imagens, faz a análise e distribui os resultados.

“A resolução da imagem do Prodes é melhor do que a do Deter. O Prodes define onde está o desmatamento, uma vez por ano. O Deter possui uma resolução pior e só consegue fazer alertas sobre grandes desmatamentos”. explica Chamon.

“O ideal é que possamos fazer avaliações de desmatamento com características do Prodes num menor espaço de tempo”, diz Thyrso Villela, da AEB.

Caso o SSR1 saia do plano das idéias e vire realidade, o Brasil poderá colher informações importantes em uma semana, processá-las e fornecer os resultados em um mês.

Órbitas polares e equatoriais

Satélites em órbita equatorial são capazes de cobrir uma determinada região mais rápido porque passam mais vezes pelo mesmo local. No entanto, eles captam imagens apenas de uma faixa do planeta. Os de órbita polar são capazes de olhar para todo o País, embora, com menor freqüência.

“Particularmente, prefiro a órbita polar. Poderíamos monitorar todo o País. Monitorar a agricultura, realizar estudos urbanos, a mata atlântica e os desastres naturais. Um satélite equatorial não conseguiria, por exemplo, visualizar o estado de Santa Catarina”, afirma Chamon.

Na verdade, um satélite deve ser útil para aquilo que ele foi projetado. Já que o Brasil precisa ampliar os mecanismos de monitoramento da Amazônia fica a dúvida: aumentar o número de satélites polares ou equatoriais? Qual dos dois seria a melhor solução?

“O ideal é que se faça um estudo técnico/científico para depois tomarmos a decisão política. Satélite é um produto caro. Os projetos devem ser submetidos ao Conselho Superior da AEB, antes de mais nada”, ressalta Thyrso Villela.

Caso o SSR1 volte a ser prioridade para o Programa Nacional de Atividades Espaciais ele levará uma média de cinco a sete anos para ser colocado em órbita.

Fonte: AEB
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Desmatamento na Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresentou hoje (19) um novo sistema de mapeamento de áreas degradadas na Amazônia, em complemento aos já conhecidos PRODES (Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite) e DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real). O sistema é chamado de DEGRAD e foi desenvolvido para mapear anualmente, e em detalhe, as áreas em processo de desmatamento não computadas pelo PRODES. O DEGRAD identifica áreas de degradação na floresta amazônica com base em imagens produzidas pelos satélites Landsat (EUA) e CBERS (China/Brasil). Para mais informações, leiam a notícia "Novo sistema do INPE mapeia áreas degradadas na Amazônia", disponível no web-site do INPE.

Possível corte no orçamento

No mesmo dia em que é anunciado um novo sistema para o monitoramento da Amazônia, foi publicada no jornal O Globo uma reportagem preocupante, intitulada "Cortes no Orçamento de 2009 afetam combate ao desmatamento, dizem ministros". Segundo a matéria do jornal carioca, citando os ministros da Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente, cerca de R$ 1 bilhão e R$ 400 milhões das verbas de suas respectivas pastas foram cortadas do relatório-geral do Orçamento de 2009, em análise pelo Congresso Nacional.

"O ministro de Ciência e Tecnologia afirmou que os cortes vão prejudicar o desmatamento porque atingem a verba dos satélites que monitoram as áreas degradadas", informa a reportagem.
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domingo, 3 de agosto de 2008

DETER, PRODES e o Desmatamento na Amazônia

Na semana passada, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou um relatório indicando uma redução de 20% no índice de desmatamento da Amazônia em junho, se comparado ao mês anterior. Uma ótima notícia.

Este mesmo relatório, no entanto, também apresenta algumas informações que, numa análise mais cuidadosa, merecem no mínimo certa reflexão.

Os dados sobre o desmatamento foram gerados, como é de praxe, pelo DETER, acrônimo de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, sistema que se baseia em imagens geradas por satélites com sensores óticos, incapazes de “enxergar” por debaixo das nuvens. A conseqüência disso é que grande parte do território amazônico, a depender das nuvens, não é verificada (na imagem acima, as áreas destacadas em rosa correspondem ao território coberto por nuvens). Em junho, por exemplo, os Estados do Amapá e Roraima tiveram 99% e 89%, respectivamente, de seus territórios cobertos por nuvens.

O DETER tem ainda outra limitação, relacionada à resolução das imagens geradas pelos satélites, capazes de detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares.

Estas duas limitações são em tese mitigadas pelo PRODES, que mede as taxas anuais de desmatamento para incrementos superiores a 6,25 hectares, com base em imagens geradas pelo satélite norte-americano Landsat 5. Suas medições são realizadas em meses de boas condições de observação na Amazônia, geralmente de julho a setembro, período em que é possível observar cerca de 90% da região sem cobertura de nuvens. O PRODES também tem um problema: o Landsat 5, lançado há mais de vinte anos, a qualquer momento pode deixar de operar, e seu substituto, o Landsat 8, não entrará em operação antes de 2011. Além do mais, seus dados são anuais, não tendo o mesmo propósito do DETER, de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento.

Fato é que o DETER e o PRODES têm demonstrado a sua relevância, o que não significa dizer que não possam ser melhorados. Se a Amazônia é estratégica para o Brasil, é razoável pensarmos que o País precisa ter os melhores sistemas para o seu monitoramento, como satélites equipados com sensores radares (capazes de penetrar pelas nuvens), e câmeras óticas com melhor resolução.
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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Desmatamento da Amazônia e o Programa Espacial

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O desmatamento da Amazônia tem sido assunto freqüente nos noticiários das últimas semanas. O tema, que já era freqüentemente abordado pelos principais jornais e revistas em passou a ser ainda mais destacado pela imprensa após a saída de Marina Silva do Ministério do Meio-Ambiente. Mas, afinal, o que isto tem a ver com espaço?

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é a principal entidade brasileira responsável pelo monitoramento do desmatamento na região amazônica, e exerce esta atividade através de dois projetos, o PRODES, que elabora estimativas anuais com imagens tiradas pelos satélites norte-americanos da série LANDSAT, e o DETER, acrônimo de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, que faz uso de imagens geradas por sensores com alta freqüência de observação a bordo dos satélites americanos TERRA e AQUA, da NASA, e do satélite sino-brasileiro CBERS-2B. O DETER, justamente por produzir informações mais rápidas é menos preciso quanto as suas conclusões se comparado aos dados gerados pelo PRODES.

A polêmica que contrapõe o Ministério do Meio-Ambiente e o INPE em relação ao governo do Mato Grosso (MT) está justamente nos dados fornecidos pelo DETER, que mostrariam um aumento no desmatamento da Amazônia, especialmente no MT. A polêmica atingiu tal ponto que o governador do estado, Blairo Maggi chegou a afirmar que “O INPE está mentindo a serviço de alguém. Queremos saber a serviço de quem”.

Sem entrar no mérito da qualidade das informações produzidas pelo INPE (eu particularmente conheço o trabalho feito pelo Instituto, que conta com profissionais altamente qualificados e competentes), diante dos acontecimentos, não se pode deixar de formular algumas questões, na esperança de que mais dia ou menos dia sejam respondidas pelos fatos: os sistemas de monitoramento terrestre e tecnologia que o Brasil tem atualmente são adequados para as necessidades do País? E em termos de futuro, os satélites da série CBERS, Amazônia e MAPSAR atenderão as necessidades nacionais para observação terrestre?

No último dia 26, num evento realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o Presidente Luis Inácio Lula da Silva afirmou que "o mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono", algo óbvio para nós brasileiros. E justamente por sermos donos da Amazônia brasileira é que devemos explorá-la e monitorá-la de forma racional e com qualidade, e nisto o Programa Espacial Brasileiro, em especial o seu segmento de satélites tende a ter funções e responsabilidades cada vez maiores.
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

EUA segue Brasil e China em política de acesso livre a imagens de satélite

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Estados Unidos adotam política de dados abertos para o Landsat

23/04/2008

O United States Geological Survey (USGS), órgão do governo americano responsável pela recepção e disseminação de imagens de satélites de sensoriamento remoto, acaba de anunciar que até fevereiro de 2009 todo o acervo do programa LANDSAT estará disponível na Internet sem custo.

Com este anúncio, os Estados Unidos se unem ao Brasil e à China ao adotar uma política de livre acesso para dados de sensoriamento remoto com resolução moderada (mais de 5 metros). “O Brasil já adota esta política desde 2004 para o programa CBERS e a China, a partir de 2007, passou também a aplicar esta política aberta”, comenta Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que já distribuiu gratuitamente mais de 350.000 imagens do Programa CBERS.

O programa LANDSAT é o programa mais antigo de sensoriamento remoto da área territorial do planeta. Foi iniciado em 1972, com o lançamento do LANDSAT-1. Inclui os satélites LANDSAT-2 (lançado em 1975), LANDSAT-3 (1978), LANDSAT-4 (1982), LANDSAT-5 (1984) e LANDSAT-7 (1999).

Atualmente, apenas o LANDSAT-5 continua em operação plena, o que faz dele o satélite de observação da terra de maior duração até hoje. O LANDSAT-5 já obteve mais de 600 mil imagens do planeta.

Para o diretor do INPE, esta decisão dos Estados Unidos torna muito provável que, a partir do início da próxima década, todos os satélites de sensoriamento remoto com mais de 10 metros de resolução estejam disponíveis de forma aberta e gratuita para o mundo inteiro. “Esta situação irá permitir um gerenciamento muito melhor dos recursos terrestres de nosso planeta, muito necessário em tempos de mudanças ambientais globais”, avalia Gilberto Câmara.

Brasil é pioneiro no acesso livre a dados orbitais

Além dos usuários brasileiros, as imagens CBERS também são fornecidas gratuitamente para países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do INPE em Cuiabá, Mato Grosso. O Brasil é hoje o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo, graças à política adotada em junho de 2004 que permite o download gratuito a partir do site www.obt.inpe.br/catalogo

Apenas no Brasil já foram distribuídas aproximadamente 350 mil imagens CBERS para cerca de 15 mil usuários de várias instituições públicas e privadas, comprovando os benefícios econômicos e sociais da oferta gratuita de dados. Na China, após a adoção de uma política similar à brasileira, foram distribuídas mais de 200 mil imagens, sendo o Ministério da Terra e de Recursos Naturais seu principal usuário.

Recentemente, Brasil e China decidiram oferecer gratuitamente as imagens do CBERS para todo o continente africano. A distribuição das imagens contribui para que governos e organizações na África monitorem desastres naturais, desmatamento, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública. Brasil e a China estabeleceram, em 1988, uma parceria para a construção, lançamento e operação conjunta dos satélites.

O Programa CBERS permite aos dois países produzir dados e imagens de seus territórios a custo reduzido. As informações ajudam na formulação de políticas públicas em áreas como monitoramento ambiental, desenvolvimento agrícola e planejamento urbano. No Brasil, o desenvolvimento do CBERS cabe ao INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Na China, o programa está sob a responsabilidade da CAST - Chinese Academy of Space Technology.

Saiba mais no site http://www.cbers.inpe.br/

Fonte: INPE
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