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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Peru próximo de seu primeiro satélite

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Há grande expectativa de que, muito em breve, possivelmente neste mës de janeiro, o governo do Peru finalmente anuncie a compra de seu primeiro satélite de observação terrestre. Em 14 de dezembro, foi publicado um decreto que declarou de interesse nacional a "contratação de um sistema satelital para a implementação e desenvolvimento do Centro Nacional de Operações de Imagens Satelitais do Peru - CNOIS".

O decreto é baseado em expediente preparado pela agência espacial do país, a Comisión Nacional de Investigación y Desarollo Aeroespacial - CONIDA, que conta ainda com um estudo de mercado e informe técnico-econômico. Segundo notícias da imprensa local, a proposta apresentada pela companhia francesa Astrium (hoje, Airbus Defence & Space), envolvendo um satélite com resolução submétrica (70 cm com faixa de 14 km) seria a favorita. Outros proponentes seriam a Surrey Satellite Technology Limited (SSTL), do Reino Unido (87 cm de resolução, com faixa de 21 km), e empresas da Coréia do Sul, Espanha e Israel.

As intenções peruanas datam de meados de 2005, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, o SSOT, adquirido junto à Astrium em 2008 e colocado em órbita em dezembro de 2011. Nas últimas semanas, as forças armadas peruanas anunciaram importantes aquisições de equipamentos militares, como aeronaves de transporte da Itália e helicópteros da Rússia.
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domingo, 2 de dezembro de 2012

Peru quer seu satélite de observação


De acordo com reportagens publicadas na mídia peruana no mês de novembro, o país andino estaria próximo de dar início ao processo de contratação de um satélite de observação terrestre, numa negociação de governo a governo. "O governo tomou a decisão de adquirir um satélite. Isto não é algo que se pode fazer da noite para o dia. Em um primeiro momento, contrataremos imagens de satélites, que nos permitirão um maior controle de nosso território, mas em médio prazo o projeto de aquisição de um satélite já está definido", declarou Pedro Cateriano, ministro da Defesa do Peru.

De fato, informações sobre o interesse peruano em contar com um satélite próprio circulam desde 2006, e foram estimulados desde que o Chile, rival histórico, adquiriu seu satélite, o SSOT, no final de 2008, colocado em órbita em dezembro de 2011.

Na região, a Venezuela recentemente também passou a dispor de um pequeno satélite de sensoriamento remoto, o VRSS-1, adquirido na China e colocado em órbita no final de setembro, e a Colômbia é frequentemente citada como outra nação interessada em ter o seu sarélite.

Eventualmente, circulam informações na imprensa peruana dando conta de que as europeias EADS Astrium e Surrey Satellite Technology Limited (SSTL) seriam favoritas numa possível concorrência para o fornecimento dos segmentos espacial e terreno do sistema de observação.

Cooperação com a Coréia do Sul

No mês passado, o Peru adquiriu junto a Korean Aerospace Industries (KAI) aeronaves militares de treinamento para operação por sua força aérea, transação que, segundo informações, conta com um programa de compensações (conhecido como offsets) que inclui uma iniciativa na área espacial: a construção de uma estação terrena de recepção de imagens óticas - em torno de 1 metro de resolução - do satélite ótico Kompsat 2, operado pela agência espacial sul-coreana. A estação seria operada pela Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), principal órgão espacial peruano que, no futuro, também deve ser o órgão responsável pela contratação e operação do primeiro satélite de observação terrestre do país.
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sábado, 14 de abril de 2012

INPE: imagens DMC para a Amazônia

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A companhia inglesa DMC International Imaging (DMCii), responsável pela comercialização de imagens de satélites da constelação DMC (Disaster Monitoring Constellation) divulgou na última semana ter assinado um novo contrato com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para a entrega de imagens de satélite para o monitoramento do desmatamento da floresta amazônica.

O contrato, no valor de 2,1 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 6,1 milhões) permitirá ao INPE acesso direto a imagens geradas pelo satélite UK-DMC2, por meio de recepção na estação terrena do INPE em Cuiabá (MT), além de sua disponibilização para acesso livre em seu website. As imagens geradas terão resolução de 22 metros e permitirão a detecção de áreas menores de desmatamento em comparação aos dados anteriormente usados, do sensor MODIS, a bordo do satélite norte-americano Terra, da NASA. O satélite UK-DMC2 imagerará toda a região amazônica a cada duas semanas.

Gilberto Câmara, diretor do INPE, afirmou em nota distribuída pela DMCii: "Com a recente falha do Landsat 5, se tornou urgente a ampliação do fornecimento de imagens de satélites para operar nosso sistema de monitoramento de florestas, e os dados DMC constituem uma ferramenta muito efetiva em termos de custos. A faixa de imageamento de 650 km das imagens oferece uma frequência de cobertura e nível de detalhes que aprimora a capacidade do nosso sistema DETER em identificar o desmatamento em estágio inicial. Eu estou particularmente honrado que a DMCii tenha concordado em conceder uma licença aberta, de modo que o INPE possa disponibilizar sem custos os dados obtidos por meio de seu website - uma inovação que tem aprimorado o monitoramento público do gerenciamento da floresta no Brasil."

O contrato é uma continuidade da cooperação entre a DMCii e o INPE, iniciada há sete anos. "A DMCii está comprometida em aprimorar a governança e gerenciamento da floreta por meio do fornecimento de informações confiáveis e em tempo. Este [contrato] é especialmente importante para o desenvolvimento de programas efetivos de REDD+ em países com florestas tropicais. Estou orgulhoso de estender nosso longo relacionamento com o INPE, que é um líder mundial na luta contra o desmatamento", afirmou Paul Stephens, diretor de vendas e marketing da DMCii.

Criada em outubro de 2004, a DMCii é uma subsidiária da também inglesa Surrey Satellite Technology (SSTL), considerada uma das empresas líderes mundiais na construção de pequenos satélites de observação, e responsável pela construção dos satélites que compõem a constelação DMC. No início de 2011, a constelação DMC completou dez anos (veja a postagem "Uma década de DMC"). A SSTL foi adquirida pela Astrium, do grupo EADS, em abril de 2008.

Para mais informações sobre o uso de imagens DMC no monitoramento da Amazônia, acesse a postagem "Satélites DMC no monitoramento da Amazônia".
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Depois do Chile, o Peru

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O lançamento bem-sucedido do satélite chileno SSOT (também chamado localmente de FASat-Charlie) na semana passada teve repercussão em várias nações sul-americanas, em especial no Peru, país com o qual o Chile mantém tensas relações diplomáticas há mais de um século.

Em entrevista concedida para o jornal peruano "La Primera", reproduzida pelo website Infoespacial, o chefe da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), autoridade espacial peruana, Cel. Enrique Pasco Barriga, afirmou que o governo do Peru deverá optar por um satélite mais capaz que o chileno.

"Estou seguro que o Peru optará por um sistema de melhores características. Sejamos positivos e bem-intencionados", afirmou. A intenção do país andino é dispor de um satélite de observação com resolução superior a 2,5 metros (idealmente, em torno de 1 metro), com vida útil de sete anos ou mais, e capacidade de imagear áreas de interesse para prevenção de desastres naturais.

O interesse peruano em dispor de um satélite de observação existe já há vários anos. Nos últimos tempos, uma decisão sobre o fabricante a ser selecionado chegou a ser considerada iminente, com o assunto estando nas instâncias mais altas do governo. Empresas europeias, como a EADS Astrium (fabricante do SSOT), a Thales Alenia Space e a SSTL são consideradas fortes candidatas para a construção do satélite e infraestrutura terrestre, num negócio que deve envolver de 80 a 100 milhões de dólares.
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terça-feira, 29 de março de 2011

Peru quer satélite de observação

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No último dia 27, o Ministério da Defesa do Peru divulgou uma nota afirmando que o país adquirirá em breve um satélite de observação terrestre, o que foi visto pela imprensa local e especializada como um indicativo da iminência de um anúncio de compra.

"Este sistema de captura de imagens satelitais permitirá monitorar em tempo real as variações que se produzem no território pátrio, contribuindo para a prevenção, identificação e mitigação de possíveis desastres naturais que podem acontecer em nosso país, assim como uma ação rápida e eficiente ante qualquer acontecimento", diz a nota.

Além dessa finalidade "civil", o satélite também será usado em atividades nas áreas de segurança e defesa, contribuindo para a proteção de zonas fronteiriças, luta contra o narcotráfico e terrorismo, e monitoramento de cultivos ilícitos.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o Ministério da Defesa está considerando apenas duas propostas: uma da SSTL, da Inglaterra, e outra da francesa EADS Astrium. O sistema tem custo estimado de 70 a 100 milhões de dólares.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Uma década de DMC

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Esta semana, foi celebrada em Londres, na Inglaterra, uma década do sistema de monitoramento de desastres DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, do grupo EADS Astrium. O sistema é formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um satélite de observação de pequeno porte, desenvolvido e construído pela própria SSTL.

O objetivo da DMC é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os que aconteceram com tsunamis na Ásia (2004), furacão Katrina nos EUA (2005), inundações no Reino Unido (2007), e o terremoto de Sichuan, na China (2008), fornecendo imagens óticas de alta resolução.

Uma empresa - DMC International Imaging - foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens, e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando assim recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes, aliás, é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Desde 2004, duas vezes ao ano, os satélites DMC têm sido usados para o imageamento em alta resolução da região amazônica, com o objetivo de mensurar o desflorestamento e identificar cortes ilegais, em apoio aos sistemas DETER e PRODES.

Para este ano, está prevista a inclusão de mais dois satélites à constelação, o NigeriaSat-2 e NigerisaSat-X, ambos da Agência Espacial da Nigéria. O consórcio que mantém a DMC também considera recentes desenvolvimentos tecnológicos para ampliar a rede e sua capacidade, além de sensores SAR (de tecnologia radar), capazes de imagear mesmo com cobertura de nuvens ou fumaças.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Satélites DMC no monitoramento da Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) não faz uso apenas de imagens dos satélites CBERS e da série norte-americana Landsat para o monitoramento do desmatamento na Floresta Amazônica. Frequentemente, são também compradas imagens no exterior, da rede DMC (Disaster Monitoring Constellation), fornecidos pela empresa inglesa DMC International Imaging.

A DMC International Imaging é controlada pela Surrey Satellite Technology Ltd. (SSTL), indústria também inglesa especializada no desenvolvimento e construção de pequenos satélites, adquirida pela EADS Astrium em abril de 2008.

Desde 2005, a DMC International Imaging fornece imagens para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As imagens são usadas para aprimorar os dados com estimativas anuais de desmatamento da região, atividade que o INPE executa por meio dos sistemas DETER (Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real) e PRODES (Monitoramento da Floresta Amazônia Brasileira por Satélite).

A constelação de microssatélites da DMC conta com sensores multiespectrais (32 m) e pancromáticos de alta-resolução (4 m). Todos os microssatélites da rede foram desenvolvidos e construídos pela SSTL, e são comparáveis em resolução aos da série Landsat. O grande diferencial da rede DMC para aplicações na região amazônica é o seu maior número de satélites, que possibilitam um maior número de visitas a uma mesma região, o que reduz consideravelmente o impacto da coberturas de nuvens comuns em regiões de florestas tropicais.

No final de 2009, o INPE contratou o fornecimento de mais imagens digitais para atender o monitoramento da Amazônia, negócio no valor de pouco mais de R$ 462 mil.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Matérias sobre a ACS na Folha: comentários

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O jornal Folha de S. Paulo publicou no final de semana (sábado e domingo) matérias sobre a Alcântara Cyclone Space (ACS) e a questão dos quilombolas no Maranhão: "Plano brasileiro de lançar foguete enfrenta atraso"; "Empresa binacional aposta em lançamento barateiro de satélite"; e "Projeto espacial esbarra em comunidades quilombolas no MA".

As reportagens abordaram pontos interessantes sobre a ACS e o seu mercado pretendido, ouvindo, inclusive, especialistas. Alguns destes pontos merecem comentários.

Mercado de satélites

De fato, como afirmou Carlos Ganem, Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) numa das reportagens, existe uma tendência de crescimento em satélites de pequeno porte, o que, inclusive, já foi abordado aqui no blog no passado (vejam a postagem "Mercado mundial de satélites entre 2009-2018"). Mas, esta afirmação, no contexto em que foi colocada pode levar a um entendimento incorreto. Esta tendência não necessariamente está associada a satélites geoestacionários (GEO), que é, ou ao menos foi quando do início do projeto, o mercado preferencial da ACS, mas sim a satélites de órbita baixa (LEO, sigla em inglês) e média (MEO, sigla em inglês). Não é possível de se fazer uma análise simples, mas o mercado de satélites geoestacionários - considerado o mais lucrativo para os provedores de lançamento, até por envolver muitos clientes privados, como empresas de comunicações, tende a ser majoritariamente dominado por satélites de maior porte, de 3 ou mais toneladas. A companhia norte-americana Orbital Sciences Corporation, considerada a maior fabricante de plataformas ("bus") GEO de pequeno porte nos últimos tempos tem aumentado a capacidade (e, consequentemente, a massa) de seu bus STAR. Outras iniciativas em plataformas GEO, como a plataforma Luxor, da empresa alemã OHB Systems, e o desenvolvimento pela inglesa SSTL de uma pequena plataforma de comunicações para o governo do Sri Lanka, entre outras, ainda precisam ser comercialmente provadas. A propósito desse tema, para quem se interessar, recomendamos a leitura da reportagem "Power Ranger - As small satellite demands change, Orbital Sciences slowly redefines its niche", da revista Aviation Week & Space Technology, de 7 de dezembro de 2009.

Corroborando esta possível tendência de satélites de maior potência e massa em órbitas GEO, vale citar trecho de uma entrevista com Evert Dudok, CEO da companhia europeia EADS Astrium Satellites (fabricante de satélites), publicada na edição de dezembro da revista Via Satellite (tradução livre e apressada feita pelo blog):

"Questão: quais tendências você vê em termos de capacidade dos satélites?
DUDOK: Os slots orbitais estão agora de algum modo limitados, então haverá uma necessidade importante de trazer o total de capacidade que for possível nesses slots."

Salvaguardas tecnológicas

Este ponto não foi mencionado em nenhuma das reportagens, mas dada a sua relevância para o futuro da ACS, qualquer análise precisa sobre Alcântara e suas perspectivas comerciais precisa necessariamente tratar deste tema. Para saberem mais sobre o assunto, recomendamos a leitura da postagem "Salvaguardas tecnológicas entre Brasil e EUA".
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sábado, 19 de abril de 2008

Aquisições no setor espacial

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No início do mês o grupo europeu EADS anunciou a aquisição, por cerca de US$ 90 milhões, da Surrey Satellite Technology Limited (SSTL), pequena empresa inglesa especializada no desenvolvimento e construção de plataformas, subsistemas e satélites de pequeno porte. A aquisição foi mais um passo dado pela EADS para a consolidação do setor espacial na Europa, e envolveu também garantias dadas pelo grupo franco-alemão à direção e ex-acionistas da SSTL de que a empresa será mantida de maneira independente, podendo inclusive competir com a própria EADS, como na futura contratação de satélites para a constelação européia Galileo, de posicionamento global. Nos termos do acordo firmado com a EADS, que ainda depende de aprovação regulatória na Grã-Bretanha, a SSTL será mantida como uma companhia britânica independente, inclusive com sua marca individual, ao mesmo tempo em que se beneficiará das vantagens oferecidas por um grande grupo do setor, como recursos nas áreas de desenvolvimento, fabricação e testes.

Se por um lado a compra da SSTL pela EADS caminha para o sucesso, no Canadá ocorre justamente o contrário. Em 10 de abril foi anunciado que a proposta de cerca de US$ 1,3 bilhão feita pelo grupo norte-americano ATK pela MacDonald Dettwiler and Associates (MDA), principal indústria espacial do Canadá não foi aprovada pelo governo local, sob a justificativa de que a operação poria em risco o programa espacial canadense.

Defensores da proposta americana afirmam que se a compra não se concretizar a empresa canadense perderá a chance de acessar o lucrativo mercado espacial governamental norte-americano, o que impediria o próprio crescimento da MDA. O argumento parece fazer sentido quando se leva em consideração o tamanho do programa espacial do Canadá, hoje focado basicamente no satélite de sensoriamento remoto Radarsat 2.

O ponto-chave do imbróglio canadense está obviamente na preocupação quanto ao avanço de estrangeiros em áreas estratégicas de um país, como a espacial, preocupação que, aliás, não é exclusiva do Canadá. A realidade atual não estaria, no entanto, colocando em xeque esta preocupação? A compra da SSTL pela EADS Astrium, por exemplo, com a garantia de independência da empresa adquirida em relação à compradora, não indicaria uma mudança nesta lógica? São questões que merecem alguma reflexão.
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