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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Nova edição do "INPE Informa"

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) disponibilizou esta semana a oitava edição de seu boletim institucional, o "INPE Informa".

O destaque deste número é uma extensa entrevista com Leila Fonseca, coordenadora da Coordenação de Observação da Terra (OBT) do Instituto, responsável pelo processamento e análise de imagens captadas por satélites de observação, e monitoramento do desmatamento na região amazônica, dentre outras atividades. Dentre os vários assuntos abordados, destaques para os programas de monitoramento da Amazônia como o PRODES e DETER, perspectivas para o processamento de dados de novos satélites, formação de recursos humanos, apoio do Fundo Amazônia, entre outros.

Clique aqui para acessar o boletim.
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domingo, 8 de maio de 2016

DETER-B: novo sistema de alerta de desmatamento na Amazônia

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INPE aprimora sistema de alerta de desmatamento na Amazônia

Quinta-feira, 05 de Maio de 2016

O DETER-B, novo sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para gerar alertas em tempo quase real sobre o desmatamento na Amazônia, foi apresentado na tarde desta quinta-feira (5/5) no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, durante o lançamento da Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros.

Baseado em dados de satélite com resolução de 60 metros, o DETER-B é capaz de discriminar polígonos superiores a 6,25 hectares (ha), revelando o corte raso, desmatamento com vegetação, áreas de mineração ilegal, além do processo de degradação em diferentes intensidades, cicatrizes de incêndio florestal e o corte seletivo.

O novo sistema é um aprimoramento do DETER lançado em 2004 (agora chamado de DETER-A), que identifica ocorrências de desmatamento e degradação na Amazônia a partir de 25 ha por meio de sensores com resolução de 250 metros.

Assim como seu antecessor, o DETER-B é uma ferramenta para orientar a fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que recebe alertas diários gerados pelo sistema do INPE.

"O DETER-B é essencial para coibir a nova estratégia adotada pelos desmatadores ilegais, concentrada em pequenas áreas. Verificamos mais polígonos de menores dimensões: 84% das detecções foram geradas para áreas inferiores a 25 ha, o que corresponde a mais de 52% da área total desmatada", destaca Igor Narvaes, pesquisador do Centro Regional da Amazônia (CRA) do INPE e coordenador técnico do projeto DETER-B.

De agosto a dezembro de 2015, a nova ferramenta já mapeou cerca de 26 mil polígonos. No período, as áreas consideradas de alerta – corte raso, desmatamento com vegetação ou mineração - corresponderam a 251.70 ha ou 2.517 km². A classe mais representativa foi de desmatamento com corte raso, equivalente a 238.92 ha (12,6% do total de alertas mapeados).

As maiores emissões de alertas do DETER-B foram no Pará (35,37%), Mato Grosso (24,30%), Rondônia (18,27%) e Amazonas (13,29%), correspondendo a aproximadamente 90% do número total.

O INPE mantém em operação o DETER-A, simultaneamente ao DETER-B. Além disso, já atua no desenvolvimento do DETER-C, sistema ainda mais preciso com resolução espacial de 30 metros, a mesma do PRODES, projeto também do Instituto para o cálculo da taxa anual do desmatamento na Amazônia.

Monitoramento de biomas

Coordenado pelo MMA, o Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros será realizado em parceria pelos especialistas do INPE, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Ibama. O programa elenca ações, prioridades e metodologias para o mapeamento e classificação da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal.

Ao longo dos anos o INPE vem aperfeiçoando programas e estudos que verificam desmatamentos, a degradação florestal e, também, a ocorrência de queimadas. Suas tecnologias de monitoramento baseadas em dados espaciais são reconhecidas pela sociedade, governo e comunidade científica. Esta experiência será utilizada no programa interinstitucional de monitoramento dos biomas, que mapeará o uso e a cobertura da terra e suas mudanças, as queimadas, a extração seletiva de madeira e a recuperação da vegetação.

Segundo o MMA, os resultados do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros permitirão acompanhar o desempenho das políticas públicas para atingir a meta de redução das emissões totais de gases de efeito estufa, conforme compromissos assumidos junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Também permitirão acompanhar o desempenho das ações associadas às Metas Nacionais de Biodiversidade para 2020, correspondentes às Metas de Aichi da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Junto com o anúncio do DETER-B e, ainda, a apresentação de novos dados do TerraClass, o programa para o monitoramento dos biomas foi lançado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelos presidente da Embrapa e diretor do INPE, respectivamente, Maurício Antônio Lopes e Leonel Perondi.

Fonte: INPE
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

XVII SBSR: CBERS, Amazônia-1 e Fundo Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou dois press releases destacando sua atuação e projetos em sensoriamento remoto durante o XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), que se encerrou ontem (29) em João Pessoa, Paraíba. Veja os principais trechos abaixo, com edição do blog.

Diretor ressalta sucesso do CBERS, aplicações de satélites e participação internacional no SBSR

Leonel Perondi, diretor do INPE, ressaltou a ampla participação de especialistas do mundo todo durante a solenidade de abertura do XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), na noite de domingo (26/4).

Em seu discurso de abertura, o diretor destacou o sucesso brasileiro no desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto e de suas aplicações. “O satélite CBERS-4 (realizado em parceria com a China) foi lançado com pleno êxito em dezembro e opera conforme as especificações. Imagens dos quatro sensores são disponibilizadas em operação rotineira pelo lado chinês desde a segunda quinzena deste mês e pelo lado brasileiro a partir de junho”, disse Perondi.

O Programa CBERS representa um grande avanço na capacitação da indústria nacional. “Além dos subsistemas completos de suprimento de energia e estrutura, foram projetados e fabricados no país os sensores MUX, com quatro bandas espectrais e 20 m de resolução, e WFI, com quatro bandas espectrais e resolução de 64 m. Com a operação em órbita destes sensores, o Brasil passa a integrar um seleto grupo de países com a capacidade de projetar e fabricar sensores para imageamento do planeta”, disse Perondi.

O diretor citou ainda o primeiro satélite desenvolvido a partir do projeto totalmente brasileiro Plataforma Multi-Missão (PMM), o Amazônia-1, que se encontra na fase de integração e tem lançamento previsto para 2017.


Fundo Amazônia vai aprimorar estudos e projetos do INPE

O INPE está aperfeiçoando seus sistemas que monitoram desmatamentos, degradação florestal e queimadas com recursos do projeto Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do Fundo Amazônia.

"Após os três anos e meio previstos para a vigência deste projeto, os programas do INPE relacionados ao bioma Amazônia terão sido amplamente incrementados, proporcionando ao país, particularmente ao Ministério do Meio Ambiente, ferramentas ainda mais eficientes e eficazes para o monitoramento ambiental da Amazônia”, declarou Leonel Perondi.

O contrato na ordem de R$ 70 milhões foi firmado com o BNDES no final de 2014 e permitirá melhorias na recepção e distribuição de imagens de sensoriamento remoto. O projeto prevê ainda o aperfeiçoamento de métodos de estimativa de biomassa e de emissões, entre outras ações para o mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia e modelagem de mudanças ambientais.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Acordo INPE - IBAMA contra o desmatamento

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Novo acordo entre INPE e Ibama facilitará interação entre os órgãos para combate ao desmatamento

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) firmaram, nesta sexta-feira (7/11), acordo de cooperação para aperfeiçoar o monitoramento e a fiscalização na Amazônia. O objetivo é aumentar a efetividade das ações de combate ao desmatamento e facilitar a integração entre os órgãos.

Durante coletiva de imprensa na sede do Ibama, em Brasília, foi apresentado novo calendário para a divulgação dos dados sobre os alertas de desmatamento e degradação verificados pelo DETER, sistema baseado em satélites operado pelo INPE e destinado a orientar a fiscalização do Ibama. Assim, informações obtidas pelo sistema de alerta passarão a ser disponibilizadas trimestralmente: em fevereiro, maio, agosto e novembro.

O protocolo sobre a divulgação dos dados foi estabelecido entre Ibama e INPE para impedir a utilização das informações georreferenciadas pelos desmatadores. Assim, os criminosos não conseguirão saber onde estão situados os possíveis focos de desmatamento identificados pelo sistema. “E os fiscais que atuam na ponta também estarão mais protegidos”, explicou o presidente do Ibama, Volney Zanardi.

O diretor do INPE, Leonel Perondi, anunciou ainda o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real - o DETER B, em fase de testes - que conta com imagens de maior resolução.

“O DETER B observará a Amazônia com mais precisão. Com ele, será possível enxergar áreas a partir de 6,25 hectares onde houve mudança de paisagem”, explicou Perondi. O atual sistema identifica áreas de, no mínimo, 25 hectares.

 “Os desmatadores estão usando técnicas para enganar o sensor de menor resolução utilizado correntemente e o DETER B será fundamental para identificarmos essas situações com maior antecipação”, disse o presidente do Ibama.

O diretor do INPE informou ainda que os dados oficiais referentes ao desmatamento na Amazônia devem ser divulgados até o fim do mês e são obtidos pelo sistema PRODES - Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites. “Os números do DETER são alertas e não se relacionam com a taxa anual de desmatamento do PRODES”, enfatizou Perondi.

A cooperação entre o Ibama e o INPE permitirá maior efetividade no planejamento e execução das ações de combate ao desmatamento. “Esse protocolo tem como foco a organização e a forma de comunicação das informações”, resumiu o presidente do Ibama.

Fonte: INPE
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Recursos do BNDES para monitoramento da Amazônia

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Contrato com o BNDES permitirá aprimorar o monitoramento por satélites da Amazônia

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

O Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiará ações para ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O contrato no valor de R$ 67 milhões foi firmado nesta terça-feira (29/10) pelo diretor da Área de Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Lacerda, e pelos diretores do INPE, Leonel Perondi, e da Funcate, Luiz Carlos Miranda. Os  ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clélio Campolina, e do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, acompanharam a cerimônia de assinatura do contrato, em Brasília.

Os recursos estão relacionados ao projeto “Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia” e permitirão avanços nos estudos sobre o mapeamento do uso e cobertura da terra na região e o aprimoramento do software utilizado nos sistemas para monitorar desmatamentos e degradação florestal, bem como melhorias na recepção e distribuição das imagens de sensoriamento remoto e dos métodos de estimativa de biomassa e de emissões, entre outras ações.

“Após os três anos e meio previstos para a vigência do presente projeto, os programas do INPE relacionados ao bioma Amazônia terão sido amplamente incrementados, proporcionando ao país, particularmente ao Ministério do Meio Ambiente, ferramentas ainda mais eficientes e eficazes para o monitoramento ambiental da Amazônia”, declarou o diretor do INPE, Leonel Perondi.

Durante a cerimônia, Perondi destacou o Programa Amazônia como um dos principais do INPE e apresentou seus resultados, como o PRODES, que produz as taxas anuais de desmatamento por corte raso na região, e o DETER, que serve de suporte para os órgãos fiscalizadores, o DEGRAD, entre outras atividades dedicadas à Amazônia realizadas pelo Instituto.

Confira aqui a íntegra do discurso do diretor.

Fonte: INPE
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Imagens SAR para monitoramento da Amazônia

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A partir de 2015, imagens de radar orbital reforçará combate ao desmatamento na região amazônica 

Brasília, 13/10/2014 - A partir do ano que vem, o trabalho de detecção de desmatamento na região Amazônica contará com um importante reforço: o uso de imagens feitas pelo radar de abertura sintética orbital. O sensor radar, acoplado a um satélite, é capaz de realizar um monitoramento mais rápido e preciso porque funciona com tecnologia ativa de micro-ondas, consegue enviar as informações de forma precisa durante o dia, a noite e também em condições climáticas adversas.

As imagens do radar orbital serão utilizadas principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março - quando a observação por imagens ópticas fica prejudicada.

“Essa tecnologia independe do estado do clima. Mesmo com fortes chuvas e alta densidade de nuvens, o radar orbital consegue enxergar qualquer fenômeno que ocorra no território”, explicou o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim, durante debate promovido pela Chefia de Operações Conjuntas (CHOC) do Ministério da Defesa na semana passada.

O projeto que viabilizará o uso de radar orbital é uma parceria entre o Censipam, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no âmbito do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente (GGI). Para isso, será contratada a telemetria de radar orbital a fornecedores internacionais, o que incluirá a instalação uma antena de recepção multisatelital para recebimento direto das imagens. O projeto terá um investimento inicial de aproximadamente R$ 71 milhões, que será feito no período de 2015 e 2018. Deste valor, 70% será financiado pelo BNDES, com recursos da conta do Fundo da Amazônia, gerenciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Antes de o equipamento começar a ser utilizado, o Censipam complementará as informações geradas pelo Inpe realizando sobrevoos, feitos com a aeronave R-99 da FAB, em áreas criticas durante o período de chuvas e alta cobertura de nuvens deste ano.

“Em complementação ao trabalho já realizado pela Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Inpe, vamos produzir informações desse período de alta densidade de nuvens”, explica o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes.

As imagens geradas com o uso dessas aeronaves (plataforma embarcada) serão processadas e analisadas de forma integrada.  Depois, na segunda etapa do projeto, em 2015, começa o monitoramento por satélite comercial, com o radar de abertura sistemática.

“Isso é a evolução natural de uma discussão integrada de combate ao desmatamento. A gente faz um diagnostico conjunto, vai apontando aonde precisa melhorar, e essa é uma solução de melhoria a um trabalho que já vem sendo feito de forma muito bem sucedida que é o combate ao desmatamento no Brasil”, conclui o diretor do Censipam.

Fonte: Ministério da Defesa
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cooperação INPE - FAO em monitoramento de florestas

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 INPE e FAO firmam acordo para capacitação no monitoramento de florestas por satélites

Terça-feira, 22 de Abril de 2014

Países da África, Ásia e América do Sul serão beneficiados pelo termo de cooperação firmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em prol da capacitação na área de monitoramento de florestas a partir de satélites.

No Centro Regional da Amazônia do INPE, localizado em Belém (PA), os técnicos estrangeiros terão a oportunidade de aprender a utilizar tecnologias desenvolvidas pelo instituto brasileiro – o INPE é reconhecido internacionalmente por manter o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, capaz de calcular taxas anuais de desmatamento bruto, estimativas de degradação e monitorar em tempo quase real alterações na Amazônia brasileira.

Pelo acordo, cabe ao INPE empregar sua experiência para o ensino de técnicas de sensoriamento remoto e uso de imagens de satélites voltado para monitoramento de florestas. Os participantes conhecerão ainda as funcionalidades do TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como o PRODES e o DETER. De sua parte, a FAO garantirá a vinda dos participantes estrangeiros aos cursos, bem como equipamentos e consultoria técnica.

Serão realizados seis cursos ao longo de 2014 e 2015, em português, espanhol, francês e inglês. Participarão técnicos do Uruguai, Argentina, Chile, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé, Marrocos, Argélia, Tunísia, Congo, Filipinas, Laos, Tailândia, Miamar, Butão, Papua Nova Guiné, Sri Lanka, Nigéria, Gana, África do Sul, Quirquistão e Tajiquistão.

O acordo foi assinado nesta terça-feira (22/4) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), pelo diretor do instituto, Leonel Perondi, e pelo representante da FAO/Brasil, Alan Jorge Bojanic Helbingen.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

IBAMA e imagens do DETER

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Imagens de satélite aumentam eficiência da fiscalização do Ibama

Brasília 17 de Setembro de 2013 - As imagens de satélite do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) têm contribuído de forma significativa para os avanços positivos obtidos pelas operações Onda Verde e Hileia Pátria, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), desencadeadas na Amazônia Legal desde fevereiro último. A constatação é do coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt.

Quase 1,5 mil agentes ambientais e militares do Exército estão atuando na Amazônia Legal para combater o desmatamento ilegal. As equipes têm o apoio de seis helicópteros e 100 veículos adaptados. O resultado, até agora, foi o embargo de 252 mil hectares e a apreensão de 117 mil m³ de madeira serrada e 68 mil m³ de madeira em tora. Também foram emitidos quatro mil autos de infração, com multas que chegam a R$ 1,9 bilhão, e apreendidos 158 tratores, 86 caminhões, 291 motosserras e 44 armas de fogo.

De caráter preventivo, a Operação Onda Verde começou há oito meses e tem seis frentes atuando centradas em áreas críticas, que respondiam por 70% do desmatamento da Floresta Amazônica. Os fiscais ambientais se concentram no norte de Rondônia, nas imediações da capital, Porto Velho, e no sul do Amazonas, no eixo da Transamazônica, em que os alertas de desmatamento e de degradação são provocados por pressão da agropecuária, da grilagem e de assentamentos.

Com duração prevista até o fim do ano, a Onda Verde tem ainda duas bases em Mato Grosso, nos municípios de Sinop e Juína, com grande influência da agropecuária, e três bases no Pará, em Novo Progresso, onde se concentram os casos de grilagem e pecuária, e em Anapu e Uruará, com grande pressão da pecuária e dos assentamentos.

Fonte: Agência Brasil, via website da Agência Espacial Brasileira.
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

PRODES completa 25 anos

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Prodes completa 25 anos de vigilância na Amazônia

Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

O monitoramento por satélites é imprescindível na contenção do desmatamento para proteger a biodiversidade e frear alterações no clima, além de gerar as informações necessárias à implantação de políticas voltadas para a fiscalização e para o desenvolvimento sustentável. Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mapeia de forma operacional o desmate com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes).

O Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de km² todos os anos. Seu resultado revela a taxa anual do desmatamento por corte raso, quando todo o conjunto de árvores de floresta é retirado. Os satélites mostram que a Amazônia já perdeu 752 mil km2, cerca de 19% da floresta original.

O coordenador do Programa Amazônia do INPE, Dalton Valeriano, falou sobre os 25 anos do Prodes durante a cerimônia de aniversário do instituto, que acaba de comemorar seus 52 anos. Confira aqui a apresentação realizada no evento.

“Colocamos na internet todas as informações, taxas anuais e banco de dados geográficos, com imagens e mapas e estatísticas”, ressaltou Valeriano. Para o INPE, a transparência sobre informações que são de interesse da sociedade é um dos seus maiores compromissos.

Histórico

Em 1973, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) inicia em sua estação de Cuiabá a recepção de imagens do primeiro satélite de sensoriamento remoto, o norte-americano Landsat, lançado apenas um ano antes. E já no final da década de 1970 estava pronto o primeiro mapeamento completo da região, que revelava o avanço do homem pela floresta causado pela construção de estradas, novas cidades e pela expansão da fronteira agrícola.

O levantamento pioneiro foi feito a pedido da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Porém, naquela época, o objetivo principal era verificar se a ocupação do território estava ocorrendo como estimulado por financiamentos oficiais. Mas a vigilância por satélites tornou-se mesmo imprescindível com a constatação de que é preciso conter o desmatamento para proteger a biodiversidade e impedir alterações no clima.

Assim, a partir de 1988, com o Prodes, o INPE passou a realizar o mapeamento de forma operacional. Como resultado, o Brasil possui um sistema reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo.

O monitoramento da Amazônia tem se beneficiado das novas tecnologias e satélites. Em 2004, as imagens do Modis, sensor a bordo de um satélite da Nasa, permitiram ao INPE desenvolver o Deter, cujas informações diárias são passadas para o Ibama  (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e órgãos estaduais de meio ambiente, que podem intensificar a fiscalização em campo.

O Deter colaborou também para revelar um outro tipo de exploração da floresta, que vem crescendo nos últimos anos, em que é retirada apenas a madeira de maior valor econômico. Com isto a floresta se torna mais vulnerável, a vegetação mais baixa sofre com as queimadas e as árvores de maior porte continuam em pé, porém mortas. São identificadas como degradadas estas áreas que ainda não podem ser classificadas como corte raso, mas já estão comprometidas pelo desmate. O mapeamento completo destas áreas, que podem evoluir para o corte raso, começou a ser feito em 2008 por um novo sistema, chamado Degrad.

Os sistemas operacionais para monitoramento por satélite do desflorestamento são realizados pelo Programa Amazônia, vinculado à Coordenação de Observação da Terra do INPE.

Taxas

O recorde de desmatamento verificado pelo Prodes aconteceu em 1995, quando a Amazônia perdeu 29.059 km2. Desde 2004, quando foram registrados 27.423 km2, o desmatamento vem diminuindo progressivamente, com exceção de 2008 que apresentou ligeiro aumento. Deve-se destacar que, no início de 2008, o Deter mostrou que havia uma tendência de aceleração do desmatamento. Baseado no sistema de alerta, o governo pôde agir rápido e conter a devastação.

Em 2012, a taxa foi de4.571 km2, a menor já registrada pelo Prodes. Sem dúvida, a informação rápida gerada pelo sistema Deter para orientar a fiscalização é um dos motivos para a queda acentuada do desmatamento registrada nos últimos anos.

Confira os dados do desmatamento na Amazônia registrado pelo INPE em: http://www.obt.inpe.br/prodes/prodes_1988_2012.htm

Capacitação

Por meio do INPE, o Brasil oferece ajuda aos países interessados em avançar na vigilância de suas próprias florestas, colocando-se assim na liderança de iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal em todo o mundo. Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), são realizados cursos visando a capacitação técnica necessária ao monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.

Iniciativas como REDD serão implantadas com sucesso se os países puderem medir e comprovar a veracidade de suas informações sobre florestas.  Nesse sentido, o INPE instalou em Belém (PA) o Centro Regional da Amazônia, um verdadeiro centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais, para ensinar técnicos estrangeiros a utilizar o TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como Prodes e Deter.

A metodologia e todos os dados do sistema Prodes estão disponíveis na página www.obt.inpe.br/prodes

Fonte: INPE
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Imagens de satélite japonês para o DETER

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Novo radar vai melhorar vigilância da floresta na Amazônia

08 de Agosto de 2013 • 15h31

Áreas que antes eram reconhecidas por satélites de maneira limitada em época de chuva agora vão ser captadas por um radar a partir do fim do ano. Imazon afirma que nova tecnologia não vai controlar o desmatamento.

O sistema de vigilância do desmatamento em tempo de real na Amazônia, o Deter, vai ganhar um reforço. Até o fim do ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe, vai colocar um radar em operação para detectar as áreas com mais precisão. Isso quer dizer também que a cobertura de nuvens não irá mais restringir o trabalho de monitoramento.

O radar vai a bordo do Alos 2, que será lançado pela agência espacial japonesa, Jaxa, parceira do Brasil. E vai trabalhar com uma frequência chamada Banda L, adequada para a detecção do início do desmatamento. A promessa é de controlar 90% das áreas de risco de degradação. Segundo Dalton Valeriano, coordenador do sistema, o Deter oferece atualmente dados ao Ibama com uma margem de erro menor que 10%.

O Deter começou a operar em 2004 e os sensores utilizados desde então já estão obsoletos. "O satélite tem uma resolução fixa de 250 metros de distância. Caso ele tente fazer mais que isso, há uma perda total da qualidade das imagens. Por isso, resolvemos utilizar o radar", disse.

O radar capta mais áreas de desmatamento e de degradação, pois sua capacidade não se limita com o aparecimento de nuvens. No caso do satélite, a vigilância é feita com clareza em épocas de seca. Quando chove, o controle é mais difícil e o processo de entrega da relação de dados é mais longo. O atraso também influencia negativamente qualquer tentativa de controle do desmatamento.

Avanços tecnológicos

O sistema de vigilância em tempo real orienta a fiscalização na Amazônia. Desde sua criação, ele contava com um satélite de imagens compostas – chamado de mosaico Modes – de difícil precisão, por captar todas as sombras de nuvens ao redor da possível área desmatada. Em 2005, o Deter passou por uma evolução. O satélite contava com um sensor de imagens de reflectância. O tempo entre a última análise e confecção do relatório oficial entregue para o governo passou a ser de um mês.

A partir de 2008, entrou em ação o sensor Rapid Respost, usado pela Nasa para a captação de queimadas. Com esse tipo de tecnologia, o relatório de imagens registradas está sempre disponível no mesmo dia – e o tempo de entrega dos dados para a análise do Ibama reduziu pela metade.

Desde 2011, a seleção das melhores imagens e os relatórios finais do Inpe são entregues no mesmo dia. "O sistema melhorou tanto que nós só não estamos entregando hoje as imagens de ontem porque nós paramos aos fins de semana", adicionou Valeriano em entrevista para a DW Brasil.

Vigilância confiável

Sobre a confiabilidade dos dados captados e das imagens selecionadas pelo Deter, Valeriano admite que o programa deixa algumas lacunas. O Deter é "inconfiável para o mapeamento anual", relata. O radar seria um complemento para o satélite já existente – a checagem de todas as informações antes que elas se tornem oficiais é fundamental.

O Inpe reúne todos os dados captados pelo Deter e entrega ao LandSat, responsável por uma segunda comparação, antes que os dados sejam transferidos para o Ibama. "Na Amazônia não tem jeito de fazer uma imagem em larga escala limpa de nuvens. Mas até que o governo libere as informações como oficiais, nós temos um mês para fazer comparações e reduzir as margens de erro", conta. [Nota do blog: LandSat, na verdade, é a família de satélites norte-americana cujos dados são também utilizados no DETER]

Imazon vigilante

Só em junho último, o Imazon identificou 184 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal por meio do Sad, sistema parecido com o Deter. A organização não-governamental trabalha de forma independente. O número representa um aumento de 437% em relação a junho de 2012. De agosto do ano passado a junho de 2013, a degradação totalizou 1.838 quilômetros quadrados.

Segundo Alberto Veríssimo, pesquisador e cofundador do Imazon, a utilização do radar não deve frear o desmatamento. "Pelas análises do Sad, a estimativa é de que o desmatamento aumente em 80% nos próximos anos. Mas o Brasil está com a luz de alerta ligada. O país ainda tem instrumentos para controlar esses números. É importante que o governo corrija algumas falhas que cometeu do ano passado para cá, para que a redução contínua do desmatamento seja uma realidade", refere-se ao aumento da destruição recente da floresta depois do anúncio do menor índice, em 2012, desde o início do monitoramento.

Em 2004, o corte da floresta atingiu 28 mil quilômetros quadrados, o equivalente à área da Bélgica, segundo os dados do Sad. Em 2010, o número reduziu para sete mil. Já em 2012, a área desmatada caiu para 4.800 quilômetros quadrados. Sobre as eventuais diferenças entre os dados do Imazon e do Inpe, Veríssimo comenta: “O Sad tem uma maior constância na captação.”

Mesmo com a previsão do Imazon, Valeriano se mantém otimista e acredita que as novas tecnologias serão capazes de vigiar com eficiência a floresta. "Para o futuro, os sistemas vão estar mais aprimorados e com uma captação bem maior. Se todos os satélites estiverem em funcionamento, pode haver uma abrangência total das áreas não observadas. E nós estamos nos adaptando para acompanhar essa evolução."

Fonte: Deutsche Welle Brasil, via Portal Terra.

Comentário do blog: como parte de um acordo de cooperação firmado em novembro de 2010, o INPE já utilizava imagens geradas por um sensor radar do primeiro satélite japonês da família ALOS. Dados deste satélite, aliás, também foram adquiridos para utilização no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), em julho de 2009.
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sexta-feira, 19 de julho de 2013

INPE e OTCA: monitoramento do desmatamento

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INPE e OTCA firmam acordo para monitorar desmatamento nos países amazônicos

Quinta-feira, 18 de Julho de 2013

As tecnologias de monitoramento da floresta desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) irão beneficiar os países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Parceria firmada entre as duas instituições permitirá a capacitação de técnicos da Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, que aprenderão no Centro Regional da Amazônia do INPE, em Belém (PA), a manejar as ferramentas que fizeram da instituição brasileira uma referência mundial no monitoramento por satélites.

Acordo assinado entre o diretor do INPE, Leonel Perondi, e o secretário geral da OTCA, Robby Ramlakhan, facilitará a disponibilização do TerraAmazon, o sistema desenvolvido pelo instituto para seus programas de monitoramento da Amazônia Legal Brasileira, como PRODES e DETER. O documento foi assinado nesta quarta-feira (17/7) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).

Segundo a OTCA, o objetivo é estabelecer um sistema regional coordenado de monitoramento da cobertura florestal, tendo como referência as metodologias e tecnologias desenvolvidas pelo INPE. Assim, o conhecimento adquirido na instituição brasileira deve contribuir para a governança de questões relacionadas ao desmatamento e ao uso da terra nos países.

Está prevista a realização de 12 cursos de capacitação sobre monitoramento do desmatamento. A parceria entre INPE e OTCA também possibilitará instalar “Salas de Observação” nos países membros da organização, que poderão acompanhar em tempo quase real as informações sobre a extensão e a qualidade da cobertura florestal nessa região.

Vigilância por satélites

Através do INPE, o Brasil monitora por satélite 4 milhões de Km² de florestas na Amazônia todos os anos. O maior programa de acompanhamento de florestas do mundo permite ao país medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir dos satélites.

O monitoramento por satélites é hoje imprescindível na contenção do desmatamento para proteger a biodiversidade e frear alterações no clima, além de gerar as informações necessárias à implantação de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Desde 1988, o INPE mapeia de forma operacional o desmate por corte raso com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES).

O INPE mantém em operação três sistemas para monitorar o desflorestamento na Amazônia – além do PRODES, o DETER e o DEGRAD -, que atuam de forma independente, porém complementares.

O PRODES revela a taxa anual do desmatamento por corte raso, quando todo o conjunto de árvores da floresta é retirado. Desde 2004, o INPE também opera o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER). Menos detalhado do que o Prodes - por utilizar sensores que cobrem a Amazônia com maior frequência, porém com imagens de menor resolução espacial -, o DETER inclui tanto o corte raso quanto as ocorrências de degradação florestal. É utilizado para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Em 2008, o aumento da degradação indicado pelo Deter motivou a criação do terceiro sistema, denominado DEGRAD, para identificar as áreas que ainda não podem ser classificadas como corte raso, mas já estão comprometidas pelo desmate. Em 2011, o INPE lançou o TerraClass, que revela como estão sendo usadas as áreas onde não se encontra mais floresta nativa.

Toda essa experiência está resultando na transferência de conhecimento e tecnologia para outros países desenvolverem sistemas próprios de controle sobre o desmatamento. A ajuda oferecida a outros países interessados em avançar na vigilância de suas próprias florestas faz do Brasil um líder de iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal em todo o mundo.

Fonte: INPE
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domingo, 7 de julho de 2013

Desmatamento da Amazônia e as carências em observação

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou na última sexta-feira (05) os dados mais atualizados sobre o desmatamento da região amazônica. O Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (DETER) identificou um crescimento de 370% no desmate na comparação de maio com o mesmo mês de 2012. As imagens de satélite mostram a que a retirada de floresta nativa alcançou 464,96 km², frente a 98,85 km² no mesmo período no ano passado.

De acordo com informações divulgadas pelo INPE, "o DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de nuvens."

Os dados de maio foram apurados levando-se em conta uma cobertura de nuvens de 59% sobre a Amazônia Legal (as áreas em rosa do mapa acima correspondem aos locais encobertos, enquanto que os pontos amarelos mostram a localização dos alertas de desmatamento).

Apesar do DETER ser complementado pelos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (PRODES), que faz um cômputo anual dos desmatamentos por meio de imagens de satélites de melhor resolução espacial (o americano Landsat, a constelação DMC, e o indiano Resourcesat-1), fato é que os sistemas de monitoramento nacionais carecem de uma melhor capacidade de revisita, de resolução e mesmo de tipo de imagens. O imageamento por sensores radar, capazes de observar o solo mesmo com cobertura de nuvens, é uma necessidade há muito sentida. Interessante ainda notar que já há vários anos que o DETER e o PRODES não fazem uso de imagens geradas por satélites da série CBERS, que não estão em operação, lacuna que será cumprida quando do lançamento do CBERS 3.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

DETER: divulgação quinzenal de dados


INPE adota divulgação quinzenal de dados do DETER

Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

A atualização dos dados do DETER – Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, na internet, passa a ser feita a cada 15 dias. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) todos os dias envia alertas de degradação e desmatamento ao IBAMA, que os utiliza para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta.

Não há mudança nessa operação diária entre INPE e IBAMA, apenas na frequência de divulgação dos dados na internet. Antes, essas informações ficavam acessíveis ao público a cada mês, bimestre ou trimestre, geralmente após sua apresentação pelo governo federal em Brasília.

A nova forma de divulgação dos dados do DETER foi acordada entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao qual o INPE está ligado, e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), responsável pelo IBAMA. Assim, a sociedade pode conhecer novos resultados sobre o monitoramento da Amazônia com maior frequência, pois dados do sistema serão apresentados duas vezes por mês, sempre por meio da página www.obt.inpe.br/deter.

Nesta segunda-feira (20/8), foram publicados os dados referentes ao monitoramento realizado de 1º a 15 de agosto.

Sobre o DETER

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisitação.

O DETER utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

Todos os dados relativos ao DETER podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter

Fonte: INPE

Comentário: nos últimos anos, desde que o CBERS 2B deixou de operar, o sistema DETER tem dependido principalmente de imagens geradas pela constelação DMC (ver a postagem "INPE: Imagens DMC para a Amazônia"). Até o final do ano, o sistema contará com um reforço importante: o primeiro satélite sino-brasileiro de segunda geração, o CBERS 3.
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cooperação do INPE com a Bolívia


Bolívia adota tecnologia de monitoramento do INPE

Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

A primeira Sala de Observação do projeto de monitoramento conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) foi inaugurada na sexta-feira (18/5) em Cochabamba, na Bolívia.

“Estamos transferindo tecnologia e conhecimento às equipes de monitoramento de outros países com floresta tropical”, diz Alessandra Gomes, pesquisadora do Centro Regional da Amazônia (CRA) do INPE, situado em Belém (PA), onde técnicos estrangeiros estão vindo aprender a utilizar o TerraAmazon, o sistema desenvolvido pelo instituto para seus programas de monitoramento, como PRODES e DETER.

O TerraAmazon é oferecido sem custo a qualquer país interessado em monitorar suas próprias florestas. O projeto com a OTCA, que prevê a instalação de salas como a inaugurada em Cochabamba, é voltado à capacitação dos países da América do Sul por onde se estende a floresta e permitirá que toda a região possa ser totalmente monitorada, a exemplo do trabalho feito pelo INPE na Amazônia Legal Brasileira há mais de 20 anos.

Através do INPE, o Brasil monitora por satélite 4 milhões de Km² de florestas na Amazônia todos os anos. O maior programa de acompanhamento de florestas do mundo permite ao país medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir dos satélites.

Toda essa experiência está resultando na transferência de conhecimento e tecnologia para outros países desenvolverem sistemas próprios de controle sobre o desmatamento. A ajuda oferecida aos interessados em avançar na vigilância de suas próprias florestas faz do Brasil um líder de iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal em todo o mundo.

Fonte: INPE
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sábado, 14 de abril de 2012

INPE: imagens DMC para a Amazônia

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A companhia inglesa DMC International Imaging (DMCii), responsável pela comercialização de imagens de satélites da constelação DMC (Disaster Monitoring Constellation) divulgou na última semana ter assinado um novo contrato com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para a entrega de imagens de satélite para o monitoramento do desmatamento da floresta amazônica.

O contrato, no valor de 2,1 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 6,1 milhões) permitirá ao INPE acesso direto a imagens geradas pelo satélite UK-DMC2, por meio de recepção na estação terrena do INPE em Cuiabá (MT), além de sua disponibilização para acesso livre em seu website. As imagens geradas terão resolução de 22 metros e permitirão a detecção de áreas menores de desmatamento em comparação aos dados anteriormente usados, do sensor MODIS, a bordo do satélite norte-americano Terra, da NASA. O satélite UK-DMC2 imagerará toda a região amazônica a cada duas semanas.

Gilberto Câmara, diretor do INPE, afirmou em nota distribuída pela DMCii: "Com a recente falha do Landsat 5, se tornou urgente a ampliação do fornecimento de imagens de satélites para operar nosso sistema de monitoramento de florestas, e os dados DMC constituem uma ferramenta muito efetiva em termos de custos. A faixa de imageamento de 650 km das imagens oferece uma frequência de cobertura e nível de detalhes que aprimora a capacidade do nosso sistema DETER em identificar o desmatamento em estágio inicial. Eu estou particularmente honrado que a DMCii tenha concordado em conceder uma licença aberta, de modo que o INPE possa disponibilizar sem custos os dados obtidos por meio de seu website - uma inovação que tem aprimorado o monitoramento público do gerenciamento da floresta no Brasil."

O contrato é uma continuidade da cooperação entre a DMCii e o INPE, iniciada há sete anos. "A DMCii está comprometida em aprimorar a governança e gerenciamento da floreta por meio do fornecimento de informações confiáveis e em tempo. Este [contrato] é especialmente importante para o desenvolvimento de programas efetivos de REDD+ em países com florestas tropicais. Estou orgulhoso de estender nosso longo relacionamento com o INPE, que é um líder mundial na luta contra o desmatamento", afirmou Paul Stephens, diretor de vendas e marketing da DMCii.

Criada em outubro de 2004, a DMCii é uma subsidiária da também inglesa Surrey Satellite Technology (SSTL), considerada uma das empresas líderes mundiais na construção de pequenos satélites de observação, e responsável pela construção dos satélites que compõem a constelação DMC. No início de 2011, a constelação DMC completou dez anos (veja a postagem "Uma década de DMC"). A SSTL foi adquirida pela Astrium, do grupo EADS, em abril de 2008.

Para mais informações sobre o uso de imagens DMC no monitoramento da Amazônia, acesse a postagem "Satélites DMC no monitoramento da Amazônia".
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cooperação Brasil - Congo: monitoramento de florestas

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Com apoio da tecnologia brasileira, Congo avança no monitoramento de florestas para REDD

Terça-feira, 02 de Agosto de 2011

A República Democrática do Congo adotou a tecnologia brasileira de monitoramento desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que oferece seu sistema baseado em satélites a países interessados em cuidar de suas florestas. O objetivo é utilizar os resultados do monitoramento na implantação de políticas nacionais para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.

O país africano é o segundo no mundo com maior cobertura de florestas tropicais. Em primeiro está o Brasil, que possui em seu território grande parte da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta.

O sistema operacional para monitoramento de florestas do Congo deve ser lançado durante a COP 17, na África do Sul. O sucesso de políticas relacionadas a REDD depende da capacidade dos países em medir e comprovar a veracidade de suas informações sobre florestas, algo que o Brasil, através do INPE, realiza há vários anos.

O INPE oferece a capacitação técnica necessária ao monitoramento para REDD por meio de parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Os cursos são realizados em Belém, onde o INPE instalou um verdadeiro centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Lá, técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o TerraAmazon, o sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como PRODES e DETER.

“A República Democrática do Congo é o primeiro a adotar nosso sistema operacional, entre os países que foram capacitados a utilizar esta tecnologia. Estamos capacitando técnicos de várias partes do mundo e estão previstos mais cursos para a Bacia do Congo, além da América Latina e Ásia, de maneira que todos os principais países com florestas tropicais possam ser capacitados”, conta Cláudio Almeida, chefe do Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto, o INPE Amazônia.

Em setembro, uma nova equipe da República Democrática do Congo virá para mais um treinamento em Belém, do qual também devem participar técnicos de Papua Nova Guiné e Vietnã.

Fonte: INPE
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domingo, 10 de julho de 2011

INPE considera Resourcesat-2 para a Amazônia

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Inpe busca novo sistema para monitorar danos a Amazônia

10/07/2011

Equipamento atual não mostra desmatamento em áreas pequenas da mata e que já são 80% do desflorestamento

MARCO ANTONIO GONÇALVES
ESPECIAL PARA O VALE

Com um sistema de detecção de desmatamento defasado, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José, não consegue monitorar rapidamente grande parte do desflorestamento da Amazônia.

Isso porque o Deter, programa que faz um levantamento rápido de desmates, usa o sensor Modis, com resolução de 250 metros, que só permite detectar desmates maiores que 250 metros quadrados), porém com precisão maior só acima de 50 hectares.

Em razão disso, os desmatadores mudaram de estratégia e começaram a fazer desmates mais espalhados, menores que 50 hectares e que não são detectados pelo satélite. Hoje esses pequenos desmates representam 80% do total de desflorestamento da região amazônica.

“O Deter cobre a Amazônia inteira e manda relatórios de dois em dois dias, que são enviados ao Ibama. No final do mês é publicado um relatório de intervenção na floresta”, afirmou o coordenador do Programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano.

Segundo ele, esse sistema não funciona para divulgar números confiáveis de desmatamento.

“O sistema serve apenas como alerta de áreas que estão sofrendo intervenção”, disse. Vários fatores, como as nuvens, por exemplo, influenciam na detecção dos desmatamentos.

Satélite. O satélite indiano Resourcesat-2 é a maior esperança do governo brasileiro para melhorar o monitoramento rápido de desmate. “Este satélite indiano tem uma capacidade imensa. Pode liberar informações de cinco em cinco dias, com uma resolução de 56 metros”, informou Valeriano.

Gratuito, esse satélite deixaria o Deter obsoleto. Porém, o Inpe ainda não tem total acesso às imagens deste sistema. “O Ministério das Relações Exteriores deve entrar em contato com o governo da Índia para pedir o acesso pleno aos dados desse satélite”, disse o coordenador do programa do Inpe.

Satélites. O Brasil deve ter em três anos dois satélites próprios que forneceriam as imagens para o monitoramento da Amazônia. O satélite Amazônia-1, equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e com lançamento previsto para 2012 e o satélite sino-brasileiro CBERS-3 darão ao Inpe a capacidade de obter imagens de toda a Amazônia, em alta resolução, a cada três dias.

“Em 2014, já teremos uma autonomia maior em relação aos satélites, mas esse satélite indiano já poderia nos auxiliar muito”, afirmou Valeriano.

Segundo ele, apesar de tudo isso, os resultados tem sido bons. “Temos tido bons resultados, a fiscalização tem sido bastante eficiente, mas é sempre preciso melhorar, quando se trata da Amazônia. Ela não é só um assunto do Brasil”.

SAIBA MAIS

Amazônia
A Amazônia possui mais de 5 milhões de metros quadrados e cobre nove países

Desmatamento
Em relação ao ano passado, o desmatamento caiu 44% na Amazônia brasileira

Inpe
O Inpe possui um centro regional na região amazônica e faz o monitoramento usando diversos satélites

Programa divulga o desmate anual

Um importante sistema do Inpe de monitoramento da Amazônia é o Prodes, que divulga relatórios completos anualmente sobre a intervenção na floresta. O sistema mede o tamanho da área desmatada. Com seus dados é possível e confiável fazer análises comparativas de desmatamento. O Inpe divulga os relatórios finais sempre no fim de ano.

Fonte: Jornal O Vale

Comentários: o satélite indiano Resourcesat-2 foi lançado ao espaço em abril de 2011. A reportagem não chega a aprofundar o tema, mas uma das maiores carências do sistema de monitoramento da Amazônia é a falta de satélites com sensores radar, capazes de imagear o solo mesmo com a cobertura de nuvens. A necessidade de um sistema radar já foi identificada há muitos anos e, inclusive, um projeto, chamado MAPSAR (Multi-Application Purpose SAR), chegou a ser estudado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR). Impressiona o fato de, até o momento, o País não ter sido capaz de encontrar o seu caminho para atender esta necessidade. Enquanto o governo brasileiro faz "marketing" no exterior com "CBERS for Africa" e acesso gratuito a imagens de satélites, os sistemas de monitoramenro DETER e PRODES vão sendo atendidos com imagens de satélites estrangeiros, especialmente da constelação DMC.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Uma década de DMC

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Esta semana, foi celebrada em Londres, na Inglaterra, uma década do sistema de monitoramento de desastres DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, do grupo EADS Astrium. O sistema é formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um satélite de observação de pequeno porte, desenvolvido e construído pela própria SSTL.

O objetivo da DMC é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os que aconteceram com tsunamis na Ásia (2004), furacão Katrina nos EUA (2005), inundações no Reino Unido (2007), e o terremoto de Sichuan, na China (2008), fornecendo imagens óticas de alta resolução.

Uma empresa - DMC International Imaging - foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens, e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando assim recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes, aliás, é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Desde 2004, duas vezes ao ano, os satélites DMC têm sido usados para o imageamento em alta resolução da região amazônica, com o objetivo de mensurar o desflorestamento e identificar cortes ilegais, em apoio aos sistemas DETER e PRODES.

Para este ano, está prevista a inclusão de mais dois satélites à constelação, o NigeriaSat-2 e NigerisaSat-X, ambos da Agência Espacial da Nigéria. O consórcio que mantém a DMC também considera recentes desenvolvimentos tecnológicos para ampliar a rede e sua capacidade, além de sensores SAR (de tecnologia radar), capazes de imagear mesmo com cobertura de nuvens ou fumaças.
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quinta-feira, 25 de março de 2010

Visita do Rei da Suécia ao LIT/INPE

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Rei da Suécia visita laboratório de testes de satélites e produtos industriais

25/03/2010

O rei Carl XVI Gustaf, da Suécia, visita nesta sexta-feira (26/3) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, onde conhecerá as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) e assistirá a uma palestra sobre o monitoramento por satélites da Amazônia.

O LIT/ INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.

A impossibilidade de conserto em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que um satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço. Por isso, o LIT/INPE possui câmaras e equipamentos para ensaios de vibração e choque, medidas de propriedades de massa, testes elétricos, acústicos e de compatibilidade eletromagnética, além da própria simulação do ambiente espacial em câmara vacuotérmica.

No LIT/INPE, idealizado conforme as necessidades do programa espacial brasileiro, também são prestados serviços à indústria, pois este moderno laboratório reúne instrumentos sofisticados para a qualificação de produtos com exigência de alto grau de confiabilidade. Empresas nacionais e multinacionais usam as instalações do LIT para testes de certificação. Os produtos testados vão desde antenas e componentes eletroeletrônicos até veículos de grande porte.

O monitoramento da Amazônia

Desde que começou a receber imagens do satélite Landsat, da Nasa - e o Brasil foi um dos primeiros a ter dados orbitais de observação da Terra, em 1973 -, o INPE está de olho na cobertura florestal da Amazônia.

A partir de 1988, com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), o INPE passou a realizar o mapeamento de forma operacional. Como resultado, o Brasil possui um sistema reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo. Hoje estão em operação três sistemas, que atuam de forma independente, porém complementares.

O Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de Km² todos os anos. O resultado do Prodes revela a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.

Desde 2004, o INPE também opera o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), voltado para orientar a fiscalização por identificar corte raso e degradação florestal com mais agilidade. Em 2008, o aumento de áreas degradadas indicado pelo Deter motivou a criação do Degrad, sistema destinado a mapear áreas ainda em processo de desmatamento.

A tecnologia nacional para o monitoramento florestal por satélites, bem como a capacitação técnica, está sendo oferecida pelo INPE a outros países. A iniciativa coloca o Brasil na liderança para o monitoramento global de florestas tropicais.

Fonte: INPE

Comentário: para saber mais sobre a relação do Brasil e Suécia na área espacial, acessem as postagens "AEB: missão empresarial à Suécia", e "Cooperação Brasil - Suécia".
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Satélites DMC no monitoramento da Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) não faz uso apenas de imagens dos satélites CBERS e da série norte-americana Landsat para o monitoramento do desmatamento na Floresta Amazônica. Frequentemente, são também compradas imagens no exterior, da rede DMC (Disaster Monitoring Constellation), fornecidos pela empresa inglesa DMC International Imaging.

A DMC International Imaging é controlada pela Surrey Satellite Technology Ltd. (SSTL), indústria também inglesa especializada no desenvolvimento e construção de pequenos satélites, adquirida pela EADS Astrium em abril de 2008.

Desde 2005, a DMC International Imaging fornece imagens para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As imagens são usadas para aprimorar os dados com estimativas anuais de desmatamento da região, atividade que o INPE executa por meio dos sistemas DETER (Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real) e PRODES (Monitoramento da Floresta Amazônia Brasileira por Satélite).

A constelação de microssatélites da DMC conta com sensores multiespectrais (32 m) e pancromáticos de alta-resolução (4 m). Todos os microssatélites da rede foram desenvolvidos e construídos pela SSTL, e são comparáveis em resolução aos da série Landsat. O grande diferencial da rede DMC para aplicações na região amazônica é o seu maior número de satélites, que possibilitam um maior número de visitas a uma mesma região, o que reduz consideravelmente o impacto da coberturas de nuvens comuns em regiões de florestas tropicais.

No final de 2009, o INPE contratou o fornecimento de mais imagens digitais para atender o monitoramento da Amazônia, negócio no valor de pouco mais de R$ 462 mil.
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