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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Nova edição do "INPE Informa"

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) disponibilizou esta semana a oitava edição de seu boletim institucional, o "INPE Informa".

O destaque deste número é uma extensa entrevista com Leila Fonseca, coordenadora da Coordenação de Observação da Terra (OBT) do Instituto, responsável pelo processamento e análise de imagens captadas por satélites de observação, e monitoramento do desmatamento na região amazônica, dentre outras atividades. Dentre os vários assuntos abordados, destaques para os programas de monitoramento da Amazônia como o PRODES e DETER, perspectivas para o processamento de dados de novos satélites, formação de recursos humanos, apoio do Fundo Amazônia, entre outros.

Clique aqui para acessar o boletim.
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sábado, 16 de julho de 2016

Centro Regional da Amazônia realiza capacitação internacional

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Centro Regional da Amazônia realiza capacitação internacional

Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

A capacitação de recursos humanos para atuar no monitoramento de florestas é uma das principais missões do Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), localizado em Belém (PA). O CRA/INPE é responsável por trazer à capital paraense, desde 2010, mais de 450 técnicos de países da América Latina, da Ásia e da África interessados em preservar suas florestas.

De 4 a 15 de julho, acontece a terceira edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais. Participam profissionais de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.

Ministrado em espanhol pelos consultores Carlos da Costa e César Diniz, o curso é parte do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree e ocorre através de parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). O Capacitree gera material didático e capacita técnicos do Brasil e exterior com o que há de mais avançado na área de geotecnologias.

Durante o curso os participantes aprendem a executar o software TerraAmazon, que os habilita a mapear corte raso, bem como o uso e cobertura da terra. O sistema de disponibilização gratuita foi desenvolvido pela Divisão de Processamento de Imagens (DPI/INPE) em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE). Com o sistema é possível medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir de imagens de satélites.

Especialista em sistemas de informação geográfica, o agrônomo colombiano Uriel Murcia comemora a possibilidade de estreitar relações institucionais com o INPE. Segundo ele, a Colômbia já apresenta um sistema de monitoramento da floresta em exercício e segue selecionando e aplicando técnicas novas. “A metodologia repassada pelo CRA/INPE nos possibilita o acompanhamento de pontos, áreas menores da floresta, ampliando a possibilidade de controle da cobertura florestal da Amazônia colombiana”, ressalta Murcia.

A engenheira e especialista em sensoriamento remoto Cristina Trujillo, do Ministério do Meio Ambiente do Peru, revela expectativa de trabalhar com o sistema do INPE. “Ele permite um processamento de imagens mais rápido, o que otimiza tempo frente a outras ferramentas”, diz Trujillo.

Com o Capacitree, o INPE transfere tecnologia e conhecimento adquirido em três décadas no monitoramento por satélites da floresta amazônica. Em parceria com a OTCA, já foram instaladas salas de observação no Peru e na Bolívia, por exemplo, países sul-americanos por onde se estende a Amazônia. Com a vinda de técnicos estrangeiros a Belém, tais profissionais são capacitados para o monitoramento efetivo de maior parte da região. O trabalho desenvolvido pelo Instituto torna o Brasil líder em iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal a nível mundial.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Censipam inicia processamento de imagens radar

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Atualizado em 16/06/16, 14h38.

André M. Mileski

Na semana passada, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) iniciou o processamento de imagens de radar geradas por satélites da constelação italiana COSMO-SkyMed, para detecção de desmatamento ilegal na Amazônia. Esta é a primeira vez que a região será monitorada sistematicamente com radares orbitais, segundo informações divulgadas pelo Censipam, citando o seu diretor-geral, Rogério Guedes.

Os dados foram adquiridos em licitação realizada no âmbito do programa Amazônia SAR, financiado pelo Fundo Amazônia, via o BNDES, e coordenado pelo Censipam, que foi vencida pela empresa Geoambiente, em parceria com a e-GEOS, uma joint-venture entre a italiana Telespazio e a Agência Espacial Italiana para a comercialização de imagens do COSMO-SkyMed.

O contrato firmado com a Geoambiente prevê a aquisição mensal dos dados satelitais sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da região amazônica. As imagens que estão em processamento foram coletadas nos meses de abril e maio, e são do tipo Stripmap (40 km x 40 km), com resolução espacial de 3 metros. Quando finalizadas, serão disponibilizadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O processamento está sendo realizado pelas equipes de especialistas do Censipam em Brasília (DF), Porto Velho (RO), Manaus (AM) e Belém (PA), utilizando métodos considerados no estado da arte em técnicas de extração de informações sobre imagens de radar de abertura sintética (SAR) de alta resolução espacial, incluindo análises multitemporais dos dados de amplitude e fase do sinal de radar, extração de parâmetros interferométricos e métodos de classificação. De acordo com a Telespazio, “a utilização destas técnicas sobre dados SAR multitemporais e multigeometria tem como objetivo detectar e caracterizar as mudanças de cobertura do solo decorrentes de atividades antrópicas na Amazônia, nos períodos de maior incidência de nuvens”.

Os primeiros resultados dos processamentos de imagens do SipamSAR já evidenciam a sua importância para o monitoramento do desmatamento da Amazônia. Na figura abaixo (clique sobre ela para melhor resolução), as áreas destacadas em amarelo indicam o desmatamento detectado pelo sistema PRODES, do INPE, acumulado até agosto de 2015, a partir de imagens óticas (A). Após o processamento de imagem obtida pelo COSMO-SkyMed (B), é possível identificar desmatamento encoberto pelas nuvens, bem como o avanço do desmatamento ocorrido no período chuvoso, que estão indicados pelas áreas destacadas em vermelho (C).


SipamSAR: sistema integrado de alerta de desmatamento

O monitoramento por radar do desmatamento da Amazônia é uma demanda brasileira de muitos anos, e particularmente necessária durante os períodos mais chuvosos, em que a cobertura de nuvens impede um preciso monitoramento realizado por satélites com sensores óticos.

Em paralelo ao processamento das imagens já adquiridas, o Censipam está conduzindo uma concorrência visando adquirir, implantar, operacionalizar e manter uma solução completa de recepção de dados de satélites SAR, para operação do chamado Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento por Radar Orbital – SipamSAR.

A solução compreenderá a construção de uma antena de recepção em território brasileiro, que proporcionará ao órgão o acesso direto aos dados de telemetria dos satélites, baixando as imagens em tempo real, e tornando mais ágil a disponibilização dos dados aos usuários finais.

O SipamSAR terá investimentos de pouco mais de R$80 milhões, sendo R$63,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$16,6 milhões do orçamento federal.
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

INPE na Amazônia: Curso Internacional de Monitoramento de Florestas

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INPE realiza nova edição do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas

Quarta-feira, 08 de Junho de 2016

A segunda edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais acontece no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), até 10 de junho.

Desta vez o treinamento é ministrado em inglês para 14 técnicos de Guiana, Suriname e Peru e cumpre o cronograma de duas semanas iniciado em 30 de maio. O curso é fruto da parceria do INPE com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

O Brasil é o único país situado na região tropical que possui um programa de monitoramento de florestas, desenvolvido e operado pelo INPE desde 1988. A capacitação de pessoal visa auxiliar no combate ao desflorestamento, permitindo que os participantes adquiram conhecimento técnico e colaborem para que seus países se tornem autônomos no monitoramento de suas florestas.

Durante a capacitação, o CRA/INPE oferece sua tecnologia de monitoramento baseada em imagens de satélites. Os técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o software TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE) e disponibilizado gratuitamente. Uma das dificuldades quando se atua com monitoramento é trabalhar com sistemas não gratuitos e o TerraAmazon, além de toda a sua praticidade, por não ser pago se torna uma alternativa ainda mais adequada.

Agrônomo do Ministério da Agricultura do Suriname, Anand Ramkisoensing destaca a iniciativa brasileira de compartilhar conhecimento sobre como monitorar florestas. "Embora o Suriname seja um país pequeno, nós não temos condições de colocar fiscalização em todos os pontos onde há floresta. Porém, com essa tecnologia de visualização através de imagens de satélites podemos fazer um melhor controle de onde esteja havendo ações de desmatamento", diz o técnico do Suriname.

A engenheira florestal da Sala de Observação da OTCA no Peru, Blanca Vigo, conta que o país já vem trabalhando com monitoramento e buscando um sistema mais consolidado. "Estamos investigando como trabalhar com softwares livres, como o TerraAmazon", falou. Segundo Blanca, a possibilidade de esclarecer dúvidas junto aos consultores do INPE sobre questões de monitoramento é um dos ganhos do curso.

O programa do treinamento contempla informações sobre o Projeto TerraClass, responsável pelo levantamento de informações sobre áreas já desmatadas na Amazônia Legal Brasileira e que qualifica o desflorestamento, indicando as dinâmicas de uso e cobertura do solo. É apresentado também o Projeto Queimadas, enfatizando as metodologias de mapeamento e monitoramento de cicatrizes de áreas de incêndios florestais desenvolvidas no CRA e na sede do INPE, em São José dos Campos.

O Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais faz parte do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree, iniciativa inovadora do INPE em parceria com organismos internacionais, entre a eles a OTCA, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Por meio do Capacitree, o Instituto gera material didático e capacita técnicos para operar o sistema TerraAmazon e os habilita ao mapeamento de corte raso, uso e cobertura da terra.

Ser um centro de referência mundial no monitoramento de florestas tropicais é a missão do CRA/INPE, que desde 2010 promove cursos de capacitação nacional e internacional. Junto ao CAF, o projeto Capacitree transformou em vídeo-aulas cursos de capacitação já realizados pelo CRA/INPE desde 2010. Já foram habilitados mais de 450 técnicos de países da América Latina, Ásia e África, a partir das tecnologias de mapeamento e monitoramento com o sistema TerraAmazon. Gratuito e acessível a qualquer país, o Capacitree está disponível em quatro idiomas – português, inglês, espanhol e francês.

Fonte: INPE
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domingo, 8 de maio de 2016

DETER-B: novo sistema de alerta de desmatamento na Amazônia

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INPE aprimora sistema de alerta de desmatamento na Amazônia

Quinta-feira, 05 de Maio de 2016

O DETER-B, novo sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para gerar alertas em tempo quase real sobre o desmatamento na Amazônia, foi apresentado na tarde desta quinta-feira (5/5) no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, durante o lançamento da Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros.

Baseado em dados de satélite com resolução de 60 metros, o DETER-B é capaz de discriminar polígonos superiores a 6,25 hectares (ha), revelando o corte raso, desmatamento com vegetação, áreas de mineração ilegal, além do processo de degradação em diferentes intensidades, cicatrizes de incêndio florestal e o corte seletivo.

O novo sistema é um aprimoramento do DETER lançado em 2004 (agora chamado de DETER-A), que identifica ocorrências de desmatamento e degradação na Amazônia a partir de 25 ha por meio de sensores com resolução de 250 metros.

Assim como seu antecessor, o DETER-B é uma ferramenta para orientar a fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que recebe alertas diários gerados pelo sistema do INPE.

"O DETER-B é essencial para coibir a nova estratégia adotada pelos desmatadores ilegais, concentrada em pequenas áreas. Verificamos mais polígonos de menores dimensões: 84% das detecções foram geradas para áreas inferiores a 25 ha, o que corresponde a mais de 52% da área total desmatada", destaca Igor Narvaes, pesquisador do Centro Regional da Amazônia (CRA) do INPE e coordenador técnico do projeto DETER-B.

De agosto a dezembro de 2015, a nova ferramenta já mapeou cerca de 26 mil polígonos. No período, as áreas consideradas de alerta – corte raso, desmatamento com vegetação ou mineração - corresponderam a 251.70 ha ou 2.517 km². A classe mais representativa foi de desmatamento com corte raso, equivalente a 238.92 ha (12,6% do total de alertas mapeados).

As maiores emissões de alertas do DETER-B foram no Pará (35,37%), Mato Grosso (24,30%), Rondônia (18,27%) e Amazonas (13,29%), correspondendo a aproximadamente 90% do número total.

O INPE mantém em operação o DETER-A, simultaneamente ao DETER-B. Além disso, já atua no desenvolvimento do DETER-C, sistema ainda mais preciso com resolução espacial de 30 metros, a mesma do PRODES, projeto também do Instituto para o cálculo da taxa anual do desmatamento na Amazônia.

Monitoramento de biomas

Coordenado pelo MMA, o Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros será realizado em parceria pelos especialistas do INPE, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Ibama. O programa elenca ações, prioridades e metodologias para o mapeamento e classificação da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal.

Ao longo dos anos o INPE vem aperfeiçoando programas e estudos que verificam desmatamentos, a degradação florestal e, também, a ocorrência de queimadas. Suas tecnologias de monitoramento baseadas em dados espaciais são reconhecidas pela sociedade, governo e comunidade científica. Esta experiência será utilizada no programa interinstitucional de monitoramento dos biomas, que mapeará o uso e a cobertura da terra e suas mudanças, as queimadas, a extração seletiva de madeira e a recuperação da vegetação.

Segundo o MMA, os resultados do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros permitirão acompanhar o desempenho das políticas públicas para atingir a meta de redução das emissões totais de gases de efeito estufa, conforme compromissos assumidos junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Também permitirão acompanhar o desempenho das ações associadas às Metas Nacionais de Biodiversidade para 2020, correspondentes às Metas de Aichi da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Junto com o anúncio do DETER-B e, ainda, a apresentação de novos dados do TerraClass, o programa para o monitoramento dos biomas foi lançado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelos presidente da Embrapa e diretor do INPE, respectivamente, Maurício Antônio Lopes e Leonel Perondi.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 4 de maio de 2016

INPE: qualificação de técnicos para o monitoramento de florestas tropicais

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INPE qualifica novos técnicos para o monitoramento de florestas tropicais

Quarta-feira, 04 de Maio de 2016

Técnicos da Bolívia, Colômbia e Peru participam, até o dia 6 de maio, da primeira edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), nas instalações de seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém (PA). O treinamento, que iniciou em 25 de abril, é realizado em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

Ser um centro de referência mundial no monitoramento de florestas tropicais é a missão do CRA/INPE, que desde 2010 promove cursos de capacitação nacional e internacional.

O programa desta edição do curso aborda, entre outros, o Projeto TerraClass, único no mundo a fazer o levantamento de informações sobre áreas já desmatadas da Amazônia Legal Brasileira, qualificando o desflorestamento. Também é apresentado o Projeto Queimadas, enfatizando as metodologias de mapeamento e monitoramento de cicatrizes de áreas de incêndios florestais desenvolvidas no CRA e na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).

Durante o curso, o CRA/INPE oferece sua tecnologia de monitoramento baseada em imagens de satélites aos profissionais de países interessados em cuidar de suas florestas. Os técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o software TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo INPE em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE) e disponibilizado gratuitamente.

A engenheira florestal e integrante da Sala de Observação do Peru, Ethel Llanos, destacou as facilidades para o uso do TerraAmazon. “Nós já trabalhamos no Peru com tecnologias de monitoramento, mas este curso com informações do TerraClass nos dá uma visão mais ampla das ferramentas que podemos utilizar. O TerraAmazon é muito útil, porque possibilita se trabalhar mais com imagens e melhorar o que já se faz”, declarou Llanos. Para a engenheira, uma das dificuldades quando se atua com monitoramento é trabalhar com sistemas não gratuitos e o TerraAmazon, além de toda a sua praticidade, por não ser pago se torna uma alternativa ainda mais adequada.

O Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree é uma iniciativa inovadora do INPE em parceria com organismos internacionais como a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e a OTCA. Por meio do Capacitree, o INPE gera material didático e capacita técnicos para operar o sistema TerraAmazon e os habilita ao mapeamento de corte raso, uso e cobertura da terra.

Junto ao CAF, o projeto Capacitree transformou em vídeo-aulas cursos de capacitação já realizados pelo CRA/INPE desde 2010. Já foram habilitados mais de 450 técnicos de países da América Latina, Ásia e África, a partir das tecnologias de mapeamento e monitoramento com o sistema TerraAmazon. Destaca-se que as vídeo-aulas podem, inclusive, ser utilizadas em salas de aula de graduações e pós-graduações, facilitando a divulgação de ferramentas e repassando capacitação de forma didática.

Gratuito e acessível a qualquer país,  o Capacitree está disponível em quatro idiomas – português, inglês, espanhol e francês, contribuindo para que o INPE entre para a história do monitoramento de florestas tropicais.

Para o INPE, a capacitação de pessoal é uma demanda constante, nacional e internacional. O Instituto aperfeiçoa seus sistemas continuamente e, a cada atualização, mais tem a ensinar.

Fonte: INPE


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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Cooperação Brasil - Noruega: visita ao CRA/INPE

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Príncipe da Noruega visita centro do INPE na Amazônia

Terça-feira, 17 de Novembro de 2015

No dia 19 de novembro, o príncipe herdeiro da Noruega, Haakon Magnus, conhecerá os projetos desenvolvidos no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), instalado em Belém (PA) para atuar no monitoramento de florestas tropicais.

A passagem do príncipe pelo Brasil, que inclui ainda compromissos em Brasília e no Rio de Janeiro, tem como foco o intercâmbio tecnológico e a preservação do meio ambiente.

O diretor do INPE, Leonel Perondi, apresentará à delegação da Noruega os métodos e tecnologias que fazem do CRA uma referência no monitoramento por satélites da Amazônia. Parceiro do Centro Regional, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) também participará das ações que compõem a programação.

Além da embaixadora da Noruega no Brasil, Aud Marit Wiig, a delegação norueguesa que acompanha Haakon Magnus é composta pela ministra do Comércio e Indústria Monica Maeland e cinco vice-ministros: Morten Hoglund, das Relações Exteriores; Amund Drønen Ringdal, das Pescas; Kåre Fostervold, Petróleo e Energia; Lars Andreas Lunde, Clima e Meio Ambiente, e Bjørn Haugstad, Educação e Investigação.

Nas instalações do INPE no Pará, Haakon Magnus será apresentado aos instrumentos utilizados no combate ao desmatamento na região amazônica: dados de monitoramento e planos de fiscalização.

A Noruega foi o primeiro país contribuinte do Fundo Amazônia, iniciativa lançada pelo governo brasileiro em 2008 que, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), capta doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, bem como à promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma Amazônia.

O país escandinavo assumiu o compromisso de doar até US$ 1 bilhão à iniciativa no período de 2008-2015, dependendo do sucesso brasileiro em reduzir o desmatamento da Amazônia, ao que a ministra norueguesado Clima e do Meio Ambiente, Tine Sundtoft, anunciou em setembro, no Rio de Janeiro, que a Noruega terá até dezembro cumprido seu compromisso.

O Fundo Amazônia financia, dentre muitos projetos, dois que estão relacionados diretamente ao CRA/INPE, o Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia, e outro relacionado diretamente ao Projeto Capacitree, desenvolvido no Centro Regional da Amazônia, Monitoreo da la Amazonía Regional, em parceria com a Organização do  Tratado Amazônico (OTCA). Ambos incluem ações do INPE no monitoramento e capacitação, para a Amazônia Brasileira e para todos os países que integram a Bacia Amazônica, respectivamente.

A visita do príncipe herdeiro da Noruega, Haakon Magnus, ao Centro Regional da Amazônia/INPE será no dia 19 de novembro, às 9h15. O CRA/INPE está situado à avenida Perimetral, nº 2651, no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, em Belém (PA).

Fonte: INPE
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cooperação Brasil - China: Programa de Integração da Amazônia Legal

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Odebrecht Defesa e Tecnologia assina memorando de entendimento para desenvolvimento do Programa de Integração da Amazônia Legal

A Odebrecht Defesa e Tecnologia assinou memorando de entendimento para cooperação privada com as empresas chinesas CEC – China Electronics Corporation e ICBC – Industrial and Commercial Bank of China Ltd para desenvolvimento do Programa de Integração da Amazônia Legal (PIAL).

Com investimento esperado de US$ 3 bilhões, o programa prevê a elaboração de projetos de proteção da Amazônia Legal. O objetivo do PIAL é contribuir com a integração da Amazônia Legal ao Estado Brasileiro com o emprego de novos sensores e novas tecnologias, além de modernizar e complementar o atual SIPAM, implantado em 1990 e que atende demandas militares e civis, com foco prioritário no controle do trafego aéreo.

A contribuição para a integração regional resultará na geração de melhores instrumentos para a condução de políticas públicas. Entre os destaques estão o incremento do monitoramento ambiental, que fortalecerá a vigilância exercida pelo IBAMA do Ministério do Meio Ambiente. O PIAL também apoiará no sensoriamento climático, que contribuirá para melhoria das previsões meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE. Trará benefícios ao setor da saúde, pois aplicará tecnologias interativas eletrônicas para melhoria da estratégia e logística do sistema de saúde à população. Permitirá ainda medidas de apoio à educação, com implantação de sistemas de educação à distância do Ministério da Educação.

Por meio da parceria entre empresas privadas brasileiras e instituições chinesas, esse Programa, financiado e operado sob modelo privado, não gerará impactos na Balança Comercial Brasileira e não contemplará investimentos do Tesouro Nacional.

Entre as tecnologias que planeja-se oferecer estão Sistemas de Comando e Controle; Sistemas de Comunicações Regionais (rádio, satélite e fibra ótica); Sistemas de Observação da Terra (ótico e radar), com sensores embarcados em satélites e em UAVs; Sistemas de controle do espectro eletromagnético; Sistemas de Monitoramento Atmosférico; Sistemas de Monitoramento Ecológico (fauna e flora), Sistemas de Monitoramento de Poluição Ambiental; Sistemas de Monitoramento Hidrológico; Sistemas de Monitoramento de Água Fluvial; Sistemas de Monitoramento de Queimadas; Sistemas de educação à distância; Sistemas de Suporte para Telemedicina; dentre inúmeras outras tecnologias na fronteira do conhecimento.

A Amazônia Legal ocupa 59% do território brasileiro, no qual vivem cerca de 24 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010, distribuídas em 775 municípios, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. Além de conter 20% do bioma cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia, o mais extenso dos biomas nacionais, que corresponde a 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da disponibilidade mundial de água potável.

Fonte: Odebrecht Defesa e Tecnologia.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Mercado de observação terrestre na América Latina

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Segundo o mais recente estudo da Euroconsult, intitulado "Earth Observation Requirements & Solutions in Latin America", divulgado no inicio do mês, o mercado de observação terrestre da América Latina está em processo de significativa expansão decorrente de uma demanda crescente por dados e serviços no segmento, alem de investimentos por parte de governos da região para atender a demanda e apoiar o desenvolvimento de suas indústrias locais.

De acordo com o relatório, o investimento total combinado em sistemas de observação em 2014 alcançou US$193 milhões, cifra que deverá aumentar substancialmente ao longo dos próximos anos, à medida que países latino-americanos invistam em aplicações e desenvolvimento de sistemas próprios. O estudo aponta que ate 2024 o número de satélites latino-americanos de observação terrestre lançados ao espaço deve superar 25, comparado a apenas 6 nos últimos dez anos.

A demanda por dados de observação também tem crescido consideravelmente. "O mercado de dados na América Latina é estimado em US$145 milhões em 2014; aproximadamente metade de todas as vendas são atribuídas ao setor de defesa, com o monitoramento de recursos naturais, infraestrutura, engenharia e energia se seguindo", afirmou Ricardo Topham, consultor da Euroconsult e editor do relatório. "O Brasil representa o maior mercado nacional, respondendo por um terço de todas as vendas, seguido pelo México."

Espera-se que a demanda continue a apresentar forte crescimento, com um CAGR (sigla em inglês para taxa de crescimento anual composta) de 10% entre 2014-2024, levando a um mercado comercial de dados avaliado em US$355 milhões. Vários fatores suportam este crescimento, dentre os quais:

- Demanda robusta do setor de defesa. Apesar de impactada pelo aumento gradual de sistemas próprios, a oferta gerada por tais sistemas não deve atender toda a demanda regional por soluções de imagem para inteligência.
- Demanda em recursos naturais, principalmente para sistemas de monitoramento de florestas, especialmente no Brasil e no México, embora países como a Argentina, Chile e Colômbia também estejam aumentando a demanda  por dados para monitoramento de florestas e agricultura.
- Demanda para finalidades em infraestrutura e engenharia estimuladas pelo Brasil e o México e seus planos de investimentos de bilhões de dólares no desenvolvimento de projetos nos próximos anos. Colômbia e Chile também devem realizar projetos para modernizar redes de estradas e infraestrutura de transporte público nos próximos anos.
- Demanda no setor de energia (petróleo, gás e minerais)  no Brasil, México e Chile, apesar dos efeitos em curto e médio prazos em razão da queda no preço de commodities como petróleo e minerais. A região, porém, se manterá importante fornecedora de commodities de energia e novos projetos devem surgir no futuro.
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

XVII SBSR: CBERS, Amazônia-1 e Fundo Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou dois press releases destacando sua atuação e projetos em sensoriamento remoto durante o XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), que se encerrou ontem (29) em João Pessoa, Paraíba. Veja os principais trechos abaixo, com edição do blog.

Diretor ressalta sucesso do CBERS, aplicações de satélites e participação internacional no SBSR

Leonel Perondi, diretor do INPE, ressaltou a ampla participação de especialistas do mundo todo durante a solenidade de abertura do XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), na noite de domingo (26/4).

Em seu discurso de abertura, o diretor destacou o sucesso brasileiro no desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto e de suas aplicações. “O satélite CBERS-4 (realizado em parceria com a China) foi lançado com pleno êxito em dezembro e opera conforme as especificações. Imagens dos quatro sensores são disponibilizadas em operação rotineira pelo lado chinês desde a segunda quinzena deste mês e pelo lado brasileiro a partir de junho”, disse Perondi.

O Programa CBERS representa um grande avanço na capacitação da indústria nacional. “Além dos subsistemas completos de suprimento de energia e estrutura, foram projetados e fabricados no país os sensores MUX, com quatro bandas espectrais e 20 m de resolução, e WFI, com quatro bandas espectrais e resolução de 64 m. Com a operação em órbita destes sensores, o Brasil passa a integrar um seleto grupo de países com a capacidade de projetar e fabricar sensores para imageamento do planeta”, disse Perondi.

O diretor citou ainda o primeiro satélite desenvolvido a partir do projeto totalmente brasileiro Plataforma Multi-Missão (PMM), o Amazônia-1, que se encontra na fase de integração e tem lançamento previsto para 2017.


Fundo Amazônia vai aprimorar estudos e projetos do INPE

O INPE está aperfeiçoando seus sistemas que monitoram desmatamentos, degradação florestal e queimadas com recursos do projeto Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do Fundo Amazônia.

"Após os três anos e meio previstos para a vigência deste projeto, os programas do INPE relacionados ao bioma Amazônia terão sido amplamente incrementados, proporcionando ao país, particularmente ao Ministério do Meio Ambiente, ferramentas ainda mais eficientes e eficazes para o monitoramento ambiental da Amazônia”, declarou Leonel Perondi.

O contrato na ordem de R$ 70 milhões foi firmado com o BNDES no final de 2014 e permitirá melhorias na recepção e distribuição de imagens de sensoriamento remoto. O projeto prevê ainda o aperfeiçoamento de métodos de estimativa de biomassa e de emissões, entre outras ações para o mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia e modelagem de mudanças ambientais.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Amazônia, TerraClass e PRODES

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Dados sobre uso da terra na Amazônia estão online

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

Os dados do TerraClass 2012 estão disponíveis no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Trata-se do mais recente relatório do projeto realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para mapear o uso das áreas desmatadas na Amazônia. Confira aqui.

O TerraClass qualifica as áreas mapeadas pelo PRODES, o sistema do INPE que contabiliza anualmente o desmate por corte raso na Amazônia Legal com base em imagens de satélites. Para este relatório, apresentado no final de novembro, foram mapeados 751 mil km2, o que corresponde ao total do desmatamento desde o ano 1988 até 2012. Mais informações aqui.

Para descrever a situação do uso e da cobertura da terra, o projeto considera as seguintes classes temáticas: Agricultura Anual, Pasto Limpo, Pasto Sujo, Pasto com Solo Exposto, Regeneração com Pasto, Vegetação Secundária, Mosaico de Ocupações, Mineração, Área Urbana e Reflorestamento.

O INPE executa o projeto TerraClass em seu Centro Regional da Amazônia (CRA), instalado em Belém (PA): www.inpe.br/cra

Fonte: INPE
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sistemas de alerta de desmatamento

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Workshop discute sistemas de alerta de desmatamento

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015 

O desenvolvimento e a operação de sistemas de alerta de desmatamento no Peru, Colômbia, México e Equador estão sendo discutidos no “12th Regional Workshop on Forest Monitoring GEO GFOI - Early Warning Systems for Deforestation”. O evento acontece no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), de 19 a 23 de janeiro.

O workshop é promovido pelo GEO, grupo intergovernamental de observação da Terra que mantém uma iniciativa para o monitoramento global de florestas (GFOI). As atividades têm o suporte do programa SilvaCarbon, vinculado ao Serviço Geológico Americano (USGS).

Peru, Colômbia, México e Equador se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento de seus sistemas de alerta e o workshop é uma oportunidade para o compartilhamento de experiências entre os países.

Representante do Brasil no GEO, o INPE é pioneiro em tecnologias para monitoramento de florestas por satélites. É responsável pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real – DETER, que fornece informações estratégicas ao Ibama para combate à derrubada da floresta na Amazônia Legal Brasileira. Também realiza o monitoramento de focos de queimadas detectados por satélites, bem como o cálculo e previsão do risco de fogo da vegetação, com informações geradas todos os dias e imprescindíveis para auxiliar no controle de incêndios florestais.

Durante o workshop serão apresentados os sistemas do INPE e as ações adotadas pelo Instituto para auxiliar outros países empenhados em preservar suas florestas e reduzir emissões causadas pelo desmatamento.

Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém (PA), o INPE ministra cursos e treinamentos internacionais sobre técnicas de sensoriamento remoto, geoprocessamento e monitoramento por satélites.

Fonte: INPE
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sábado, 15 de novembro de 2014

Brasil, INPE e GEO-XI

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Brasil destaca atividades do INPE em plenária internacional de observação da Terra

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

O CBERS-4, que será lançado em 7 de dezembro, aumentará a capacidade do país em disponibilizar informações importantes para a gestão ambiental do planeta. O satélite sino-brasileiro, os sistemas e as parcerias firmadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para disseminação de dados foram destacados durante a GEO-XI, reunião plenária anual do Grupo Intergovernamental de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês) realizada nos dias 13 e 14 de novembro em Genebra, Suíça.

O GEO congrega 94 países, a Comissão Europeia e 77 organizações. Sua principal iniciativa é o GEOSS (Sistema Global de Sistemas de Observação da Terra), um abrangente catálogo de dados, com informações acessíveis a partir de um portal unificado, para beneficiar as áreas de Agricultura, Clima, Tempo, Energia, Água, Ecossistemas, Biodiversidade, Desastres e Saúde.

O compartilhamento de dados para o desenvolvimento sustentável (Data Democracy) e o treinamento, educação e infraestrutura para o seu melhor uso (Capacity Building) são pilares do GEO. São áreas em que o Brasil é pioneiro, por já ter estabelecida uma política aberta e gratuita para todos os dados dos seus satélites de observação da Terra.

 “O INPE tem ainda grande experiência em programas de capacitação para países em desenvolvimento”, disse André Misi, secretário da Missão Permanente do Brasil junto à ONU na Suíça e chefe da delegação brasileira, destacando o treinamento dado pelo instituto, baseado na sua atuação no monitoramento por satélites da Amazônia, a países interessados em monitorar suas próprias florestas. (Confira aqui o discurso do secretário.)

A delegação brasileira em Genebra conta ainda com as pesquisadoras do INPE Hilcéa Ferreira e Alessandra Gomes, chefe do Centro Regional da Amazônia do instituto, localizado em Belém (PA).

Avanços

A política brasileira de código aberto de tecnologias de geoinformática e gerenciamento de grandes bancos de dados tem permitido que outros países adaptem as ferramentas para atender suas condições específicas. Um dos exemplos é o TerraCongo que já está em operação na República Democrática do Congo e foi criado a partir do TerraAmazon, tecnologia desenvolvida pelo INPE para seus sistemas PRODES e DETER, utilizados no monitoramento da Amazônia.

Lançado em janeiro de 2014, o novo portal do GEOSS atualmente conta com mais de 75 milhões de recursos de observação da Terra, dos quais 50 milhões na categoria de recursos abertos (Data CORE - Data Collection of Open Resources for Everyone). O Centro de Dados de Sensoriamento Remoto do INPE contribui com mais de 800 TeraBytes de dados satelitários.

O INPE disponibiliza dados e produtos meteorológicos e ambientais por meio do GEONETCast Americas, iniciativa do GEO apoiada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) . O GEONETCast é um sistema de baixo custo de difusão de informações ambientais que permite a distribuição gratuita de dados de satélites, medidas locais, de produtos e de serviços do GEOSS a usuários que disponham de uma infraestrutura mínima em qualquer ponto do planeta.

Além disso, com suporte do INPE, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) tem desenvolvido metodologias baseadas em dados de observação da Terra para estatísticas agrícolas em culturas como o trigo, soja, arroz e milho. A iniciativa faz parte do GEOGLAM (Global Agriculture Monitoring), programa internacional liderado pelo GEO.

A experiência do INPE em capacitação é requisitada nos programas de cooperação coordenados no contexto do GEO, principalmente aqueles liderados pelo Centro Regional da Amazônia (CRA/INPE), cujo foco é a difusão, capacitação no uso de tecnologia de monitoramento orbital de florestas tropicais e transferência de tecnologia brasileira de monitoramento de florestas aos países interessados.

O treinamento realizado no CRA/INPE foi um dos destaques do evento paralelo denominado “AfriGEOSS & Capacity Building Side Event: Interconnecting needs, capabilities and resources for Africa”. (Confira aqui pôster apresentado no evento.)

“O apoio ao AfriGEOSS é estratégico para efetivarmos o programa CBERS for África como instrumento de cooperação do país e continuarmos a iniciativa de democratização de dados liderada pelo Brasil. Também se trata de excelente fórum para divulgação das nossas tecnologias geoespaciais, em código aberto, como apoio ao processo de tomada de decisão - TerraMA2, TerraHidro, TerraAmazon, TerraClass e SPRING”, diz Hilcéa Ferreira, do INPE.

Mais informações sobre o evento na página:
http://earthobservations.org/geo11.php

Fonte: INPE
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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Acordo INPE - IBAMA contra o desmatamento

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Novo acordo entre INPE e Ibama facilitará interação entre os órgãos para combate ao desmatamento

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) firmaram, nesta sexta-feira (7/11), acordo de cooperação para aperfeiçoar o monitoramento e a fiscalização na Amazônia. O objetivo é aumentar a efetividade das ações de combate ao desmatamento e facilitar a integração entre os órgãos.

Durante coletiva de imprensa na sede do Ibama, em Brasília, foi apresentado novo calendário para a divulgação dos dados sobre os alertas de desmatamento e degradação verificados pelo DETER, sistema baseado em satélites operado pelo INPE e destinado a orientar a fiscalização do Ibama. Assim, informações obtidas pelo sistema de alerta passarão a ser disponibilizadas trimestralmente: em fevereiro, maio, agosto e novembro.

O protocolo sobre a divulgação dos dados foi estabelecido entre Ibama e INPE para impedir a utilização das informações georreferenciadas pelos desmatadores. Assim, os criminosos não conseguirão saber onde estão situados os possíveis focos de desmatamento identificados pelo sistema. “E os fiscais que atuam na ponta também estarão mais protegidos”, explicou o presidente do Ibama, Volney Zanardi.

O diretor do INPE, Leonel Perondi, anunciou ainda o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real - o DETER B, em fase de testes - que conta com imagens de maior resolução.

“O DETER B observará a Amazônia com mais precisão. Com ele, será possível enxergar áreas a partir de 6,25 hectares onde houve mudança de paisagem”, explicou Perondi. O atual sistema identifica áreas de, no mínimo, 25 hectares.

 “Os desmatadores estão usando técnicas para enganar o sensor de menor resolução utilizado correntemente e o DETER B será fundamental para identificarmos essas situações com maior antecipação”, disse o presidente do Ibama.

O diretor do INPE informou ainda que os dados oficiais referentes ao desmatamento na Amazônia devem ser divulgados até o fim do mês e são obtidos pelo sistema PRODES - Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites. “Os números do DETER são alertas e não se relacionam com a taxa anual de desmatamento do PRODES”, enfatizou Perondi.

A cooperação entre o Ibama e o INPE permitirá maior efetividade no planejamento e execução das ações de combate ao desmatamento. “Esse protocolo tem como foco a organização e a forma de comunicação das informações”, resumiu o presidente do Ibama.

Fonte: INPE
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Recursos do BNDES para monitoramento da Amazônia

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Contrato com o BNDES permitirá aprimorar o monitoramento por satélites da Amazônia

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

O Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiará ações para ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O contrato no valor de R$ 67 milhões foi firmado nesta terça-feira (29/10) pelo diretor da Área de Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Lacerda, e pelos diretores do INPE, Leonel Perondi, e da Funcate, Luiz Carlos Miranda. Os  ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clélio Campolina, e do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, acompanharam a cerimônia de assinatura do contrato, em Brasília.

Os recursos estão relacionados ao projeto “Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia” e permitirão avanços nos estudos sobre o mapeamento do uso e cobertura da terra na região e o aprimoramento do software utilizado nos sistemas para monitorar desmatamentos e degradação florestal, bem como melhorias na recepção e distribuição das imagens de sensoriamento remoto e dos métodos de estimativa de biomassa e de emissões, entre outras ações.

“Após os três anos e meio previstos para a vigência do presente projeto, os programas do INPE relacionados ao bioma Amazônia terão sido amplamente incrementados, proporcionando ao país, particularmente ao Ministério do Meio Ambiente, ferramentas ainda mais eficientes e eficazes para o monitoramento ambiental da Amazônia”, declarou o diretor do INPE, Leonel Perondi.

Durante a cerimônia, Perondi destacou o Programa Amazônia como um dos principais do INPE e apresentou seus resultados, como o PRODES, que produz as taxas anuais de desmatamento por corte raso na região, e o DETER, que serve de suporte para os órgãos fiscalizadores, o DEGRAD, entre outras atividades dedicadas à Amazônia realizadas pelo Instituto.

Confira aqui a íntegra do discurso do diretor.

Fonte: INPE
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Imagens SAR para monitoramento da Amazônia

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A partir de 2015, imagens de radar orbital reforçará combate ao desmatamento na região amazônica 

Brasília, 13/10/2014 - A partir do ano que vem, o trabalho de detecção de desmatamento na região Amazônica contará com um importante reforço: o uso de imagens feitas pelo radar de abertura sintética orbital. O sensor radar, acoplado a um satélite, é capaz de realizar um monitoramento mais rápido e preciso porque funciona com tecnologia ativa de micro-ondas, consegue enviar as informações de forma precisa durante o dia, a noite e também em condições climáticas adversas.

As imagens do radar orbital serão utilizadas principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março - quando a observação por imagens ópticas fica prejudicada.

“Essa tecnologia independe do estado do clima. Mesmo com fortes chuvas e alta densidade de nuvens, o radar orbital consegue enxergar qualquer fenômeno que ocorra no território”, explicou o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim, durante debate promovido pela Chefia de Operações Conjuntas (CHOC) do Ministério da Defesa na semana passada.

O projeto que viabilizará o uso de radar orbital é uma parceria entre o Censipam, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no âmbito do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente (GGI). Para isso, será contratada a telemetria de radar orbital a fornecedores internacionais, o que incluirá a instalação uma antena de recepção multisatelital para recebimento direto das imagens. O projeto terá um investimento inicial de aproximadamente R$ 71 milhões, que será feito no período de 2015 e 2018. Deste valor, 70% será financiado pelo BNDES, com recursos da conta do Fundo da Amazônia, gerenciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Antes de o equipamento começar a ser utilizado, o Censipam complementará as informações geradas pelo Inpe realizando sobrevoos, feitos com a aeronave R-99 da FAB, em áreas criticas durante o período de chuvas e alta cobertura de nuvens deste ano.

“Em complementação ao trabalho já realizado pela Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Inpe, vamos produzir informações desse período de alta densidade de nuvens”, explica o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes.

As imagens geradas com o uso dessas aeronaves (plataforma embarcada) serão processadas e analisadas de forma integrada.  Depois, na segunda etapa do projeto, em 2015, começa o monitoramento por satélite comercial, com o radar de abertura sistemática.

“Isso é a evolução natural de uma discussão integrada de combate ao desmatamento. A gente faz um diagnostico conjunto, vai apontando aonde precisa melhorar, e essa é uma solução de melhoria a um trabalho que já vem sendo feito de forma muito bem sucedida que é o combate ao desmatamento no Brasil”, conclui o diretor do Censipam.

Fonte: Ministério da Defesa
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cooperação Brasil - Índia: dados do Resourcesat-2

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Por conta da reunião dos países que integram o BRICS no Brasil, esta semana foi agitada para o País em se tratando de assinatura de instrumentos de cooperação internacional. O setor espacial foi um dos vários beneficiados, com acordos tendo sido firmados com a China, a Rússia e também a Índia.

O Primeiro Ministro indiano, Shri Narendra Modi, esteve ontem (16) em Brasília (DF) e assinou três instrumentos, um deles, chamado "Ajuste Complementar" na linguagem diplomática, que trata da ampliação de capacidade de recepção de dados de satélites óticos pela estação terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) situada em Cuiabá (MT).

O novo acordo prevê a recepção de dados dos sensores AWiFS (resolução de 56 metros) e LISS-III (resolução de 23,5 metros) do satélite indiano Resourcesat-2 pela estação de Cuiabá, destinados ao gerenciamento de recursos naturais, em base semelhante à que foi acordada para o Resourcesat-1 por meio do Programa de Cooperação assinado em dezembro de 2008 entre a Organização Indiana de Pesquisas Espaciais (ISRO, sigla em inglês), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o INPE. Outros satélites podem vir a ser incluídos no futuro.

De acordo com o Ajuste Complementar, caberá à AEB arcar com "os custos pelos direitos não exclusivos de receber, processar e usar os dados das AWiFS e LISS-III do satélite Resourcesat-2 e de outros dados de satélites SRI, conforme acordado entre as Partes, em bases não comerciais e mais favoráveis, fazendo uso de seus próprios recursos orçamentários aprovados".

O Resourcesat-2 foi lançado ao espaço em abril de 2011, tendo vida útil estimada em cinco anos. Desde a época de seu lançamento, já havia interesse brasileiro em ter acesso aos dados gerados por seus sensores (veja a postagem "INPE considera Resourcesat-2 para a Amazônia", de julho de 2011).
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cooperação INPE - FAO em monitoramento de florestas

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 INPE e FAO firmam acordo para capacitação no monitoramento de florestas por satélites

Terça-feira, 22 de Abril de 2014

Países da África, Ásia e América do Sul serão beneficiados pelo termo de cooperação firmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em prol da capacitação na área de monitoramento de florestas a partir de satélites.

No Centro Regional da Amazônia do INPE, localizado em Belém (PA), os técnicos estrangeiros terão a oportunidade de aprender a utilizar tecnologias desenvolvidas pelo instituto brasileiro – o INPE é reconhecido internacionalmente por manter o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, capaz de calcular taxas anuais de desmatamento bruto, estimativas de degradação e monitorar em tempo quase real alterações na Amazônia brasileira.

Pelo acordo, cabe ao INPE empregar sua experiência para o ensino de técnicas de sensoriamento remoto e uso de imagens de satélites voltado para monitoramento de florestas. Os participantes conhecerão ainda as funcionalidades do TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como o PRODES e o DETER. De sua parte, a FAO garantirá a vinda dos participantes estrangeiros aos cursos, bem como equipamentos e consultoria técnica.

Serão realizados seis cursos ao longo de 2014 e 2015, em português, espanhol, francês e inglês. Participarão técnicos do Uruguai, Argentina, Chile, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé, Marrocos, Argélia, Tunísia, Congo, Filipinas, Laos, Tailândia, Miamar, Butão, Papua Nova Guiné, Sri Lanka, Nigéria, Gana, África do Sul, Quirquistão e Tajiquistão.

O acordo foi assinado nesta terça-feira (22/4) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), pelo diretor do instituto, Leonel Perondi, e pelo representante da FAO/Brasil, Alan Jorge Bojanic Helbingen.

Fonte: INPE
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Monitoramento por satélite da floresta amazônica

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BNDES e OTCA assinam contrato para monitoramento da floresta amazônica na América do Sul
   
03/10/2013

O diretor da Área de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, e o embaixador e secretário-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Robby Ramlakhama, assinaram nesta quinta-feira, 3, contrato de R$ 23 milhões para apoio ao projeto Monitoramento da Cobertura Florestal na Amazônia Regional. A operação inaugura o apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, a projetos em outros países de floresta tropical.

A cerimônia contou com a participação da Ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e de embaixadores de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, países que compõem a OTCA (instituição responsável pela implementação do Tratado de Cooperação Amazônica).

O objetivo é contribuir para o desenvolvimento da capacidade de controle do desmatamento, das mudanças de uso da terra e do aproveitamento florestal nos países membros da OTCA, cujos territórios compreendem cerca de 99% do bioma Amazônia.

A OTCA opera como instrumento de cooperação, apoiando a execução de programas e projetos que promovam o desenvolvimento sustentável e a cooperação regional para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes da Amazônia.

O projeto conta com apoio do Ministério de Relações Exteriores brasileiro (MRE), e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) integra a estrutura de execução como Instituição Nacional Coordenadora, por meio do Departamento de Políticas para o Controle do Desmatamento. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) também participará do projeto, com treinamentos e suporte de tecnologia para o monitoramento da cobertura florestal.

Monitoramento em rede – Com prazo de 60 meses, o projeto apoiado pelo Fundo Amazônia busca promover o intercâmbio de conhecimento, a cooperação e a interconexão em rede dos países da OTCA. Atualmente, com exceção do Brasil, que conta com um dos sistemas de monitoramento ambiental por satélites mais desenvolvidos do mundo, há poucos dados oficiais disponíveis sobre a situação da cobertura florestal e o desmatamento nos demais países da OTCA.

O Fundo Amazônia apoiará iniciativas como a instalação e fortalecimento das salas de observação, infraestruturas operacionais montadas em cada um dos países membros para monitoramento da cobertura florestal amazônica, além da estruturação de salas de pesquisa e do acesso a tecnologias de monitoramento da cobertura florestal.

Também serão apoiados com recursos do Fundo a cooperação regional para o combate ao desmatamento ilegal e o intercâmbio de experiências relacionadas a instrumentos de políticas públicas para redução dos índices de desmatamento.

Histórico – Criado em agosto de 2008, o Fundo Amazônia é uma iniciativa do governo brasileiro cuja finalidade é captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de atividades de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas do bioma amazônico. Desde então, o Fundo Amazônia já aprovou 42 projetos, que somam desembolsos de R$ 555 milhões.

Fonte: BNDES

Comentário do blog: no passado, chegou-se a discutir a possibilidade de utilizar recursos do Fundo Amazônia para financiar o projeto do satélite radar do INPE.
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

PRODES completa 25 anos

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Prodes completa 25 anos de vigilância na Amazônia

Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

O monitoramento por satélites é imprescindível na contenção do desmatamento para proteger a biodiversidade e frear alterações no clima, além de gerar as informações necessárias à implantação de políticas voltadas para a fiscalização e para o desenvolvimento sustentável. Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mapeia de forma operacional o desmate com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes).

O Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de km² todos os anos. Seu resultado revela a taxa anual do desmatamento por corte raso, quando todo o conjunto de árvores de floresta é retirado. Os satélites mostram que a Amazônia já perdeu 752 mil km2, cerca de 19% da floresta original.

O coordenador do Programa Amazônia do INPE, Dalton Valeriano, falou sobre os 25 anos do Prodes durante a cerimônia de aniversário do instituto, que acaba de comemorar seus 52 anos. Confira aqui a apresentação realizada no evento.

“Colocamos na internet todas as informações, taxas anuais e banco de dados geográficos, com imagens e mapas e estatísticas”, ressaltou Valeriano. Para o INPE, a transparência sobre informações que são de interesse da sociedade é um dos seus maiores compromissos.

Histórico

Em 1973, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) inicia em sua estação de Cuiabá a recepção de imagens do primeiro satélite de sensoriamento remoto, o norte-americano Landsat, lançado apenas um ano antes. E já no final da década de 1970 estava pronto o primeiro mapeamento completo da região, que revelava o avanço do homem pela floresta causado pela construção de estradas, novas cidades e pela expansão da fronteira agrícola.

O levantamento pioneiro foi feito a pedido da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Porém, naquela época, o objetivo principal era verificar se a ocupação do território estava ocorrendo como estimulado por financiamentos oficiais. Mas a vigilância por satélites tornou-se mesmo imprescindível com a constatação de que é preciso conter o desmatamento para proteger a biodiversidade e impedir alterações no clima.

Assim, a partir de 1988, com o Prodes, o INPE passou a realizar o mapeamento de forma operacional. Como resultado, o Brasil possui um sistema reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo.

O monitoramento da Amazônia tem se beneficiado das novas tecnologias e satélites. Em 2004, as imagens do Modis, sensor a bordo de um satélite da Nasa, permitiram ao INPE desenvolver o Deter, cujas informações diárias são passadas para o Ibama  (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e órgãos estaduais de meio ambiente, que podem intensificar a fiscalização em campo.

O Deter colaborou também para revelar um outro tipo de exploração da floresta, que vem crescendo nos últimos anos, em que é retirada apenas a madeira de maior valor econômico. Com isto a floresta se torna mais vulnerável, a vegetação mais baixa sofre com as queimadas e as árvores de maior porte continuam em pé, porém mortas. São identificadas como degradadas estas áreas que ainda não podem ser classificadas como corte raso, mas já estão comprometidas pelo desmate. O mapeamento completo destas áreas, que podem evoluir para o corte raso, começou a ser feito em 2008 por um novo sistema, chamado Degrad.

Os sistemas operacionais para monitoramento por satélite do desflorestamento são realizados pelo Programa Amazônia, vinculado à Coordenação de Observação da Terra do INPE.

Taxas

O recorde de desmatamento verificado pelo Prodes aconteceu em 1995, quando a Amazônia perdeu 29.059 km2. Desde 2004, quando foram registrados 27.423 km2, o desmatamento vem diminuindo progressivamente, com exceção de 2008 que apresentou ligeiro aumento. Deve-se destacar que, no início de 2008, o Deter mostrou que havia uma tendência de aceleração do desmatamento. Baseado no sistema de alerta, o governo pôde agir rápido e conter a devastação.

Em 2012, a taxa foi de4.571 km2, a menor já registrada pelo Prodes. Sem dúvida, a informação rápida gerada pelo sistema Deter para orientar a fiscalização é um dos motivos para a queda acentuada do desmatamento registrada nos últimos anos.

Confira os dados do desmatamento na Amazônia registrado pelo INPE em: http://www.obt.inpe.br/prodes/prodes_1988_2012.htm

Capacitação

Por meio do INPE, o Brasil oferece ajuda aos países interessados em avançar na vigilância de suas próprias florestas, colocando-se assim na liderança de iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal em todo o mundo. Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), são realizados cursos visando a capacitação técnica necessária ao monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.

Iniciativas como REDD serão implantadas com sucesso se os países puderem medir e comprovar a veracidade de suas informações sobre florestas.  Nesse sentido, o INPE instalou em Belém (PA) o Centro Regional da Amazônia, um verdadeiro centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais, para ensinar técnicos estrangeiros a utilizar o TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como Prodes e Deter.

A metodologia e todos os dados do sistema Prodes estão disponíveis na página www.obt.inpe.br/prodes

Fonte: INPE
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