quinta-feira, 31 de maio de 2012
Testes elétricos do CBERS 3
INPE e CAST concluem testes elétricos do CBERS-3
Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Testes elétricos do satélite sino-brasileiro CBERS-3, que tem lançamento previsto para o final de novembro, foram concluídos pelos especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês) no dia 25 de maio, em Pequim. Esses testes precedem os ensaios ambientais (que simulam as condições em órbita), programados para o período de junho a setembro.
O INPE é o responsável no Brasil pelo Programa CBERS (sigla para China-Brazil Earth Resources Satellite; em português, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), parceria iniciada com a China há mais de 20 anos e que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra.
Na China, as atividades de montagem, integração e teste (AIT) do satélite ocorrem no Instituto 529 e no Centro Espacial, ambos pertencentes à CAST. Os objetivos das atividades de AIT são montar o modelo de voo do satélite, demonstrar o bom funcionamento em condições ambientais semelhantes ao lançamento e órbita e identificar e corrigir eventuais problemas.
O AIT do CBERS-3 teve início com o envio para a China da estrutura do satélite, que antes estava no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos. Especialistas chineses e brasileiros realizaram a integração do subsistema de propulsão (montagem e alinhamento dos propulsores e a instalação da tubulação que conecta os tanques de hidrazina aos propulsores e válvulas) e a realização do teste de vazamento, atividades concluídas em agosto de 2011.
Em outubro de 2011, foram enviados para o Instituto 529 os primeiros equipamentos de voo desenvolvidos, fabricados e testados pela indústria brasileira para que, juntamente com os equipamentos chineses, fossem instalados na estrutura do satélite e iniciados os testes elétricos.
Devido à complexidade do satélite, os testes elétricos foram realizados por ‘Estados’, chamados de A, B, C e D. O satélite foi progressivamente integrado e testado em cada um de seus Estados.
No Centro Espacial serão realizados os testes ambientais em infraestruturas especiais (câmara anecóica, câmara acústica e câmara termovácuo). Ao final, o satélite estará pronto para a campanha de lançamento, que deve iniciar em outubro.
Fonte: INPE
ANA e AEB: MoU para microssatélite de coleta de dados
AEB e ANA assinam memorando de entendimento para estudar a viabilidade de desenvolvimento de um microssatélite
31-05-2012
O Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e o Diretor Presidente Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente de Andreu Gillo, assinaram ontem (30/05) um memorando de entendimento para iniciar estudo sobre a viabilidade de desenvolver um microssatélite para missão de coleta de dados hidrometeorológicos.
O equipamento terá como objetivo avaliar a compatibilidade e expansão do atual sistema de coleta de dados ambientais usados no Brasil. A ANA é a principal usuária deste sistema e depende dele para seus monitoramentos do volume de água e do balanço hidrológico dos reservatórios de água. No estudo de viabilidade estão inclusos o segmento espacial, o segmento solo e o lançador.
Para desenvolver o estudo técnico do projeto será formado, em até quinze dias a partir da assinatura do memorando, um grupo de trabalho composto por representantes das duas agências e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A equipe será responsável por estabelecer cronogramas, necessidades de recursos financeiros e responsabilidades de cada parte signatária. O estudo deverá estar pronto em até quatro meses e será a primeira vez que a AEB estudará soluções para atender a demanda de outros órgãos governamentais.
Fonte: AEB
Comentários: a iniciativa entre a AEB e a ANA é bem interessante, por vários aspectos. Primeiro, é um claro indicativo do interesse em dar continuidade ao Sistema de Coleta de Dados (SCD), cuja origem remonta à Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), do final da década de setenta. Deve-se mencionar que os primeiros satélites construídos no Brasil foram justamente os SCDs, que continuam, aliás, em operação. O significado do ponto de vista de Política Espacial, na opinião do blog, é ainda mais relevante. Se a iniciativa for adiante, pode significar o desenvolvimento de um projeto espacial não apenas com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mas também de outros setores governamentais, usuários dos dados gerados. Essa "fonte de recursos", aliás, foi abordada no estudo sobre Política Espacial Brasileira elaborado pela Associação Aeroespacial Brasileira - AAB (clique aqui). Diga-se de passagem que outras iniciativas similares também estão em consideração, como satélites para aplicações no campo de defesa, tema que o blog abordará em breve.
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terça-feira, 29 de maio de 2012
Pesquisa sobre perfil de usuários do CPTEC/INPE
CPTEC/INPE lança Segunda Pesquisa sobre o Perfil dos Usuários
29/05/2012
Nesta semana, o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), convida os usuários internautas a participar da Segunda Pesquisa sobre o Perfil dos Usuários, acessível em sua homepage www.cptec.inpe.br. Pretende-se, com a pesquisa, detalhar como as empresas e o cidadão e usuário comum utilizam e se beneficiam das informações meteorológicas disponíveis em sua homepage. Além de conhecer um pouco mais a fundo o perfil de seus usuários, a pesquisa tem como intuito aperfeiçoar os serviços e produtos disponíveis em suas páginas.
A cada ano, o número de acessos ao site do CPTEC aumenta em ritmo acelerado, com pico de visitas durante a ocorrência de eventos extremos (chuvas intensas, períodos de secas, etc) e às vésperas de feriados e fins de semana. No último ano, 28.015.303 acessos foram feitos às páginas do CPTEC, que se tornou o principal meio de interação com a sociedade.
A primeira edição da pesquisa, realizada entre 2009 e 2010, permitiu conhecer melhor os usuários do CPTEC e verificar, por exemplo, a forte demanda por cursos de meteorologia voltados a diferentes áreas de atividade. Com isso, o CPTEC, a partir de 2011, iniciou uma série de cursos dedicados à agricultura, ao monitoramento da poluição do ar, à aviação e a jornalistas. Com os dados desta nova pesquisa será possível comparar o nível de satisfação do usuário em relação à primeira pesquisa.
O preenchimento da pesquisa dura cerca de 10 minutos, com questionários para pessoa física e pessoa jurídica, contendo cerca de 25 questões cada. O sigilo aos dados e informações pessoais é garantido e o acesso à pesquisa pode ser feito direto pelo link http://www.cptec.inpe.br/pesquisa2011/ além da homepage do CPTEC. O usuário que vive fora do país também poderá preencher o questionário, sendo oferecidas mais duas versões da pesquisa, em espanhol e inglês. A pesquisa ficará disponível para o preenchimento até o dia 15 de junho.
Fonte: CPTEC/INPE
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Embraer e Telebras se unem em programa de satélite brasileiro
São Paulo – SP, 29 de maio de 2012 – A Embraer S.A. e a Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras) assinaram hoje o acordo de acionistas para constituição da Visiona Tecnologia Espacial S.A., empresa cujo capital social será 51% da Embraer e 49% da Telebras. A Visiona participará do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), conforme Memorando de Entendimento anunciado em novembro de 2011.
O objetivo inicial da empresa é atuar no Satélite Geoestacionário Brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga e um amplo espectro de transmissões estratégicas de defesa.
A Visiona terá sede no Parque Tecnológico de São José dos Campos, São Paulo, onde também assumirá o papel de líder do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais, atuando em parceria com as mais relevantes entidades de ensino e pesquisa aeroespacial do País e acelerando a capacitação do setor espacial brasileiro.
“Este projeto representa um passo histórico para o avanço da prontidão tecnológica e industrial do setor espacial no Brasil, e a Embraer tem satisfação e orgulho de ser a parceira estratégica da Telebras e do Estado Brasileiro nesse importante desenvolvimento para nossa nação”, disse Frederico Curado, Diretor-Presidente da Embraer.
Para o presidente da Telebras, Caio Bonilha, “o satélite brasileiro permitirá a ampliação do acesso à internet a milhões de lares brasileiros. Além disso, a posse e a operação de um satélite através do Brasil propiciará não somente a segurança necessária às transmissões de informações das redes estratégicas do Governo Federal, mas também a autonomia do processo de desenvolvimento tecnológico aeroespacial”.
Fonte: Embraer
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Ministério da Defesa, Telebrás e SGB
O ministro da Defesa, Celso Amorim, receberá nesta terça-feira (29) em audiência, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha. A informação consta da agenda do ministro e, embora o tema a ser discutido não tenha sido divulgado, é quase certo que o assunto seja o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
Existe muita expectativa de que, após a indicação dos novos dirigentes do Programa Espacial Brasileiro, as atenções das autoridades envolvidas com o setor espacial sejam direcionadas ao SGB. Há meses, circulam informações de que as minutas dos decretos necessários para a constituição do joint-venture entre a Telebrás e a Embraer e contratação do primeiro satélite estariam no Palácio do Planalto, com a Casa Civil, aguardando a chancela presidencial para publicação e entrada em vigor.
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Lançamento de FTB a partir de Alcântara
Centro de Lançamento de Alcântara lança foguete de treinamento
28-05-2012
Na última quinta-feira (24/5), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lançou mais um Foguete de Treinamento Básico (FTB). O veículo, lançado às 14h, teve como objetivo testar os meios e as equipes envolvidas com a área de operações de lançamento.
De acordo com as informações levantadas pelo sistema de telemetria durante rastreio, o veículo seguiu próximo da trajetória prevista para lançamentos deste tipo. O FTB possui 3.050 mm de comprimento, 68,3 kgf de peso total e atinge 30 km de altitude em 166 segundos de voo. O veículo pode ainda carregar 5,0 kgf de experimentos científicos.
O lançamento faz parte da Operação Águia I iniciada dia 21 de maio. Este foi o segundo veículo lançado no ano pelo Centro. A operação prossegue na próxima semana com o lançamento de mais um FTB previsto para a próxima terça-feira (29/5). Além da equipe do CLA, participam também da campanha, militares do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em um treinamento conjunto entre os dois centros de lançamento.
Foguete de Treinamento Básico (FTB)
Comprimento total: 3.050 mm
Diâmetro do veículo (calibre): 127 mm
Peso total do veículo: 68,3 kgf
Peso de propelente: 29,2 kgf
Peso reservado para experimento: 5,0 kgf
Apogeu aproximado (82°): 30 km
Tempo total de voo: 166 seg
Fonte: FAB, via AEB.
Comentário: O FTB (Foguete de Treinamento Básico) foi desenvolvido pela Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos (SP), baseado nos foguetes do sistema militar de saturação de área ASTROS (Artillery Saturation Rocket System). Na foto acima, o lançador do FTB.
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domingo, 27 de maio de 2012
Venezuela: VRSS-1 será lançado em outubro
O segundo satélite venezuelano, e o primeiro de observação terrestre, deve ser lançado ao espaço no próximo mês de outubro, segundo declaração dada no último dia 24 por José Arreaza, ministro da Ciência e Tecnologia da Venezuela. "Com segurança, este ano deve estar em órbita nosso segundo satélite. O cronograma está em constante revisão, não queremos apressá-lo, pois apressar esses assuntos pode ser um risco, mas estimamos [o laçamento] para o mês de outubro, mais ou menos", declarou, conforme notícia reproduzida no website especializado Infoespacial.
O satélite se chamará Francisco Miranda, uma homenagem ao militar venezuelano do século XIX, precursor da independência da América espanhola, e é também conhecido como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite). Está sendo construído pela China Great Wall Industry Corporation desde o final de 2011, ao custo "turn-key" de 140 milhões de dólares.
Para novembro, também de solo chinês, está previsto o lançamento do primeiro satélite de segunda geração da série CBERS, o CBERS 3, desenvolvido em parceria entre o Brasil e a China.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Cooperação Brasil - Suécia
AEB recebe visita de delegação sueca
25-05-2012
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, recebeu na última quarta-feira (23), a visita de uma delegação Sueca, composta pelo Presidente da Agência Nacional Espacial Sueca (SNSB), Sr. Olle Norberg, e pelo diretor da Corporação Espacial Sueca (SSC), Sr. Stefan Gardefjord. O tema do encontro foi a possibilidade de aprofundamento das relações entre Brasil e Suécia na área espacial.
Como os tópicos da reunião incluíam a participação sueca no Veículo Lançador de Microsatélites (VLM-1), foi necessária a presença da parte alemã, representada pelo Prof. Félix Hueber do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), parceira do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA) no referido projeto.
As discussões, no entanto, não se limitaram ao projeto do VLM-1. Ainda foi tema do encontro a possibilidade de participação dos dois países na elaboração de experimentos científicos em ambiente de microgravidade, por meio de foguetes de sondagem, de experimentos em balões estratosféricos, de pesquisas da anomalia do campo magnético da Terra; em pesquisas científicas sob o uso pacífico do espaço e sobre experimentos tecnológicos em satélites. Também foi abordada a possibilidade de intercâmbio de pesquisadores e estudantes dos dois países por meio do programa Ciência Sem Fronteiras.
Participaram do encontro pela AEB do encontro o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Thyrso Villela, o diretor de Transportes Espaciais e Licenciamento, Nilo Andrade, o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos, Himilcon Carvalho e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho. Pelo DCTA estiveram presentes o chefe das Relações internacionais, Cel. Medeiros, o Sub-Diretor de Espaço do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), Cel. Santana Jr e o Dr. Luís Loures, Gerente do VLM-1.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Simpósio Aeroespacial Brasileiro
O Simpósio Aeroespacial Brasileiro (SAB 2012), organizado pela Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) e que acontece entre os dias 29 e 31 de maio, em São José dos Campos (SP), já está com toda a sua programação fechada.
Além de 44 trabalhos técnicos-científicos compostos por contribuições do SAB 2012, Brafware (Brazilian-French Workshop on Aerospace Research and Engineering) e dos Gerentes de Projetos do Programa UNIESPAÇO, da Agência Espacial Brasileira (AEB), quatro palestras serão apresentadas por Luiz Carlos Affonso, Vice-Presidente de Novos Programas da EMBRAER, Eduardo Mauad, Vice-Presidente Executivo da HELIBRAS, Thyrso Villela, Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, e César Demétrio dos Santos, Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).
Segundo informações divulgadas pela AAB, a expectativa em termos de visitantes esperados já foi superada. Além do Brasil, há inscrições de participantes oriundos da Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália e Rússia.
Para mais informações sobre o evento, assim para acessar a programação completa, bastante extensa e interessante, clique em http://www.aeroespacial.org.br/sab_2012/
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
A posse de José Raimundo Coelho na AEB
Na posse do presidente da AEB, Raupp pede sinergia na área espacial
23/05/2012 - 20:14
Nesta quarta-feira (23), o físico José Raimundo Braga Coelho tomou posse como presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI). Durante o evento, foi abordada a necessidade de maior sinergia no setor, com objetivo de otimizar e intensificar o trabalho dentro do Programa Espacial Brasileiro.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, ex-presidente da AEB, destacou que a articulação das instituições ligadas à área espacial é fundamental. “É preciso criar maior sinergia entre os vários componentes da área especial: AEB, ITA, DCTA e Inpe”, disse, referindo-se ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica, ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, ligado à Aeronáutica, e ao Instituto de Pesquisas Espaciais, ligado ao MCTI.
“O desafio agora é trabalhar bem as parcerias e, na medida em que esta iniciativa for bem sucedida, teremos a confiança total do governo”, continuou. “Tenho certeza de que todos estaremos trabalhando a favor do programa espacial. Temos que mostrar que vale a pena investir.” A presidência da agência vinha sendo exercida de forma interina pelo diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Thyrso Villela Neto, desde o início do ano.
Raupp afirmou que o Programa Espacial Brasileiro é fundamental para os interesses da soberania nacional e que espera contribuir para atrair investimentos para a área espacial. “Ela é fundamental para o país, pois serve para prevenir desastres naturais, pode ser alinhada com a política de defesa nacional e teremos maior controle das questões meteorológicas. Temos bastante experiência para desempenhar um trabalho de qualidade.”
O presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, ratificou que o mais importante neste momento é consolidar o sistema espacial, o que inclui trabalhos conjuntos entre os institutos do setor. “Há procedimentos formais sendo encaminhados para aprofundar a colaboração entre os institutos da área espacial, acredito que há caminhos para acertar pequenos detalhes para que esta conjunção de esforços seja consagrada”, disse.
Com relação aos projetos, reafirmou que será lançado este ano, em novembro, o quarto satélite fruto da cooperação China-Brasil, o CBers 3.
O novo presidente, que já assessorou a presidência da AEB em anos anteriores, expôs sua visão sobre como a indústria pode participar no contexto da instituição. “Nós temos programas derivados da própria agência, em que a interação entre empresa e instituições de pesquisa é fundamental”, disse. “Nós queremos transformar isso em riqueza, estruturas grandes e sólidas no setor industrial para poder competir com o mundo globalizado.”
Perfil
José Raimundo Braga Coelho é bacharel em física pela Universidade de Brasília (UnB), possui mestrado em matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pelo Instituto Courant da Universidade de Nova York, EUA. Foi professor dos departamentos de Matemática da UnB e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), e do Departamento de Computação da Universidade de Nova York.
Na UnB, exerceu também os cargos de chefe de Departamento de Matemática e vice-diretor do Instituto de Ciências Exatas. Foi o primeiro diretor de Ensino do Instituto Politécnico do Rio de Janeiro (IPRJ).
No Inpe, Coelho exerceu várias funções de administração de alto nível, entre elas, a de gerente-geral do Programa China Brazil Earth Resource Satellites (CBers) e a de vice-diretor da Coordenação-Geral de Engenharia e Tecnologia.
Nos últimos anos, entre outros trabalhos, dirigiu o Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).
Fonte: Ricardo Abel – Ascom do MCTI
Comentários: também nesta terça-feira, foi publicada uma reportagem e uma pequena entrevista com José Raimundo Coelho no jornal "Valor Econômico". A reportagem confirma várias informações que já circulavam há meses nos bastidores - a indicação de Himilcon Carvalho, diretor da AEB, para o cargo de diretor-técnico da joint-venture para a aquisição e operação do Br1Sat, dentre outras. Mas, o mais importante que se pode extrair do texto é que Coelho seguirá a linha de seu antecessor e buscará manter o processo de aproximação com a iniciativa privada. Há muita expectativa de novidades para os próximos meses. Para acessar a reportagem, de leitura recomendável, clique aqui.
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