quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Coréia do Sul e Europa: notícias de lançadores


Coréia do Sul se junta ao clube espacial?

A Coréia do Sul realizou com sucesso nesta quarta-feira (30) o primeiro voo bem sucedido de seu foguete KSLV-1 (Korea Space Launch Vehicle), desenvolvido e fabricado com parcial tecnologia local, após duas tentativas mal-sucedidas em 2009 e 2010, levando a bordo o satélite científico STSAT-2C.

Muito embora seja considerado sul-coreano, o KSLV-1 tem um primeiro estágio de ordem russa, desenvolvido e construído pela companhia estatal Krunichev. Por este motivo, há certos questionamentos entre especialistas se o país asiático deve entrar para o restrito clube de potências espaciais com capacidade de colocar cargas úteis em órbita a partir de seu próprio território por meio de lançadores com tecnologias locais.

Na Europa, contratos para o desenvolvimento do Ariane 5 ME e Ariane 6

Em 30 de janeiro, a Astrium, do grupo europeu EADS, anunciou a assinatura de dois contratos com a Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) para atuar como contratante principal no desenvolvimento dos lançadores Ariane 5 ME (Midlife Evolution) e Ariane 6, negócios avaliados em 108 milhões de euros. Os contratos se seguem às decisões do conselho de ministros da ESA em reunião realizada em Nápoles, na Itália, em novembro de 2012, e têm grande significado para a indústria de lançamentos, uma vez que dão indicativos de tendências.

A Astrium será responsável pela elaboração da definição inicial e estudos de viabilidade para o futuro lançador europeu Ariane 6. Esta fase de estudos, que deve levar cerca de seis meses, identificará o conceito e a arquitetura do Ariane 6, assim como suas principais especificações técnicas. De fato, o conceito inicial já está praticamente definido: o futuro lançador será modular, com capacidade de lançar em órbita de transferência geoestacionária cargas de 3 a 6,5 toneladas. Terá dois estágios sólidos e o estágio superior Vinci, desenvolvido pela Snecma, do grupo Safran. O orçamento alvo para cada missão do Ariane 6 é de 70 milhões de euros, e sua confiabilidade deverá ser comparável a do Ariane 5.

Juntamente com seus parceiros industriais, a Astrium também continuará o desenvolvimento do Ariane 5 ME, que ampliará a capacidade de satelitização do lançador, com o mesmo custo de operação, resultando uma redução de 20% do preço de lançamento por quilograma. A expectativa é que o primeiro lançamento da versão modernizada aconteça entre 2017 e 2018.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SpaceX de olho no Brasil


DIRETORA DA SPACE X VISITA AEB

Brasília, 28 de janeiro de 2013 – O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, recebeu a diretora de negócios da empresa americana Space X, Stella Guillen, na manhã desta segunda-feira (28).

Stella veio ao Brasil apresentar a Space X, conhecer os programas desenvolvidos pelo país e avaliar possíveis parcerias. “É interessante conhecer mais sobre o que as empresas privadas estão fazendo no setor. Podemos aprender com elas e também vislumbrar futuras parcerias”, destaca o presidente da AEB.

Depois da visita à AEB, Stella ministrou palestra para alunos e professores da Universidade de Brasília. Ainda esta semana, ela visita o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Visiona, ambos localizados em São José dos Campos (SP).

Space X – A empresa foi criada em 2002, por Elon Musk, com o objetivo de fornecer transporte espacial, para cargas e pessoas, a um custo baixo. Sediada em Los Angeles, Califórnia (EUA), a empresa conta, atualmente, com 2.500 funcionários, dois centros de lançamento – um em Cabo Canaveral, na Flórida, e outro em Vandenberg, na Califórnia -, e um centro de testes localizado no Texas (EUA).

Em seus dez anos de existência, a empresa conseguiu mais de US$ 4 bilhões em contratos. Aproximadamente 40% de seus voos são realizados para a Agência Espacial Americana (Nasa). O restante é de contratos comerciais.

Em 2012, a Space X fez história como a primeira empresa de capital privado do mundo a enviar carga para a Estação Espacial Internacional. Segundo Stella, a Space X deve crescer 20% só em 2013.

Fonte: AEB

Comentários: a visita de representantes da SpaceX ao Brasil é bastante interessante e, em certa medida, mostra a agressividade comercial da companhia norte-americana para acessar o mercado de lançamentos comerciais. A agenda de visitas de Stella Guillen revela os principais projetos de interesse: o lançamento do satélite de observação Amazônia-1 (há expectativa de que a AEB em breve inicie um processo de escolha de lançador) e, principalmente, do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), projeto sob responsabilidade da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Telebras e a Embraer. 

Quanto ao SGDC, merece também destaque o interesse da europeia Arianespace, até hoje a responsável pela colocação em órbita de todos os satélites da Embratel / Star One, inclusive daqueles que servem o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa. No lançamento do Star One C3, em novembro do ano passado, esteve presente uma comitiva do governo brasileiro, incluindo os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente da AEB, além de oficiais do Ministério da Defesa.

Da América do Sul, a SpaceX já tem em sua carteira de clientes a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, que em abril de 2009 firmou contrato para o lançamento dos satélites radares SAOCOM 1A e 1B a bordo de lançadores do modelo Falcon 9.
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Astrium em 2012: um ano de sucesso e transformações


A Astrium, unidade espacial do grupo europeu EADS, divulgou hoje (28) os seus resultados referentes ao ano de 2012. A companhia obteve receitas estimadas em 5,8 bilhões de euros, aumento de 7% em relação a 2011, com novas encomendas totalizando 3,8 bilhões de euros.

A empresa destacou em nota a realização de sete lançamentos bem sucedidos do Ariane 5, lançador cujo projeto é a contratante principal, e a colocação em órbita de nove satélites por ela construídos, sendo quatro de comunicações, dois de posicionamento (Galileo) e três de observação terrestre (Metop B, SPOT 6 e a segunda unidade da constelação Pléiades). Em termos de contratos, destaques para a construção de dois satélites de comunicações para a companhia russa RSCC, duas missões científicas para a NASA, além de estudos para a próxima geração de satélites de comunicações militares das forças armadas francesas (projeto Comsat NG).

Outro ponto destacado foi a criação de subsidiárias no exterior, como na América do Norte, em Cingapura e também no Brasil. No País, aliás, a Astrium está presente com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), e com a Astrium GEO-Information Services (antiga Spot Image).
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domingo, 27 de janeiro de 2013

Avanços no Projeto SARA


Projeto SARA Segue Sem Interrupção

Campo Montenegro, 25/01/2013

Após a pausa entre Natal e Ano Novo, os integrantes do Projeto SARA retornaram ao trabalho já na primeira semana de janeiro em regime integral com o objetivo de cumprir o cronograma de lançamento de 2013.

Atualmente, as equipes do IAE e da empresa CENIC estão empenhadas na integração do Modelo de Voo das Redes Elétricas. A principal atividade relacionada a este modelo é a integração da cablagem do veículo. São cerca de 4000 origens e destinos de sinais que têm que ser corretamente organizados. Para que isso ocorra sem prejudicar os equipamentos de voo, foram construídos modelos “dummies” dos equipamentos para avaliar corretamente o caminho das conexões, apesar do projeto de integração já ter sido feito em CAD.

Após o correto estabelecimento do caminho da cablagem, os sinais serão testados um a um e, posteriormente, serão objeto de um teste automático. Só então começarão a ser integrados os equipamentos e, mesmo assim, serão os equipamentos de qualificação.

Os equipamentos de voo só serão integrados quando os testes de continuidade com os equipamentos de qualificação forem concluídos.

Para que os inúmeros detalhes que surgem durante uma tarefa tão complexa como esta sejam resolvidos, as equipes envolvidas na integração do SARA estão realizando uma reunião geral semanal. Esta reunião procura cuidar de todos os detalhes relativos à integração e resolver pendências. A reunião desdobra-se em diversos itens de ação e reuniões de assuntos específicos. Uma das reuniões de assuntos específicos mais importante refere-se ao desenvolvimento do Banco de Controle para o veículo. Este assunto tomou forma no final de 2012 com implementação pela AEB do contrato para o desenvolvimento deste vital meio eletro-eletrônico de solo (EGSE). As atividades relativas a este EGSE estão sendo iniciadas sem maiores problemas.

Nas próximas semanas serão intensificadas as discussões de preparação da campanha entre o grupo do SARA, a empresa CENIC, o sistema veículo VS-40M e o centro de lançamento, o que permitirá consolidar um cronograma do lançamento.

Fonte: IAE/DCTA
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Cooperação Argentina - Emirados Árabes Unidos


Em 14 de janeiro, durante uma visita oficial aos Emirados Árabes Unidos de comitiva argentina chefiada pela presidente Cristina Kirchner, foi firmado um memorando de entendimentos entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a Emirates Institution for Advanced Science and Technology (EIAST), prevendo a realização de projetos espaciais conjuntos, como o intercâmbio de especialistas e de dados de missões satelitais, o desenvolvimento de programas industriais e comerciais, e a organização de simpósios e reuniões científicas conjuntas.

O memorando prevê uma série de iniciativas de cooperação, entre as quais o desenvolvimento de aplicações de informações satelitais para a gestão e resposta a emergências; a operação de estações terrenas e gestão de missões satelitais; a organização de programas e instalações para treinamento; e o estudo da viabilidade de uma aliança de estações terrenas para possibilitar uma cobertura global e serviços avançados do segmento terrestre.

O EIAST é uma entidade espacial de Dubai, sendo responsável pelas atividades espaciais dos Emirados Árabes Unidos. A entidade opera os satélites DUBAISAT-1 (sensor ótico com 5 m de resolução), construído pela Satrec Initiative, da Coréia do Sul, e colocado em órbita em 2009, e aguarda o lançamento do DUBAISAT-2 (4 m de resolução), previsto para este ano.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

AEB lança PNAE 2012-2021


AEB lança novo Programa Nacional de Atividades Espaciais

Documento estabelece diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021

21/01/2013

O novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) está pronto. O documento estabelece as diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021. No novo PNAE, o aumento da participação da indústria nacional e a implantação de um programa de domínio de tecnologias críticas são as principais metas. A formação e capacitação de pessoal e a ampliação da cooperação internacional também são temas prioritários no documento.

Segundo o presidente Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, o documento é produto de estudos realizados pela AEB. “Avaliamos os resultados dos três PNAEs anteriores (1996, 1998 e 2005) e também recebemos contribuições de importantes instituições governamentais e privadas em anos recentes”, conta. Além disso, foi feita uma análise da organização e do funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE).

“Acreditamos que o documento servirá como apelo à inventividade e ao empreendedorismo no Brasil”, afirma o presidente da AEB. De acordo com José Raimundo Coelho, é preciso atender às crescentes necessidades e demandas espaciais do país. “Precisamos ser capazes de usufruir, soberanamente e em grande escala, dos benefícios das tecnologias, da inovação, da indústria e das aplicações do setor em prol da sociedade brasileira”. Para isso, ele acredita ser necessário priorizar o desenvolvimento e o domínio das tecnologias críticas, “indispensáveis ao avanço industrial e à conquista da necessária autonomia nacional em atividade tão estratégica”. Para José Raimundo, esse domínio só será alcançado com intensa e efetiva participação sinérgica do governo, centros de pesquisa, universidades e indústrias.

No novo documento busca-se, até 2016, concluir e consolidar diversos projetos em andamento, destacando-se os projetos dos Satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBERS-3 e CBERS-4, o foguete Cyclone-4, que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), o Veículo Lançador de Satélites (VLS), o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), do satélite Amazônia-1 e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

No período de 2016 a 2021, denominado como fase de expansão, busca-se o desenvolvimento de novos projetos de maior complexidade tecnológica, compreendendo a continuidade do programa Amazônia (AMZ-1B, AMZ-2), o desenvolvimento de um satélite meteorológico geoestacionário, o lançamento do segundo satélite de comunicação e o desenvolvimento do satélite radar de abertura sintética.

2013 - Este ano será importante para o Programa Espacial Brasileiro. O quarto satélite da série CBERS, o CBERS-3 será lançado. O satélite é importante no monitoramento e na gestão territoriais.

Ainda em 2013, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado em Alcântara (MA), deverá ficar pronto para os lançamentos do VLS e do Cyclone-4. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado em Parnamirim (RN) também passará por reformas.  “Estamos propondo a modernização de boa parte da infraestrutura do CLBI e a recomposição de outra, utilizando a experiência que adquirimos no CLA. Os dois centros de lançamentos são considerados estratégicos”, conta o presidente da AEB.

A formação de recursos humanos para o Programa Espacial Brasileiro será fortalecida em 2013. “Queremos, por meio do programa Ciências sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação levar estudantes brasileiros para se especializarem em países já desenvolvidos na área espacial e, também, trazer especialistas desses países para o Brasil. Dessa forma, um dos grandes gargalos de nosso programa espacial, a falta de mão de obra especializada, começará a ser sanado”, completa o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.

Fonte: AEB

Comentários: para acessar o novo PNAE, clique aqui (em português), ou aqui (em inglês). Em breve, o blog Panorama Espacial fará uma análise sobre a PNAE 2012-2021.
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domingo, 20 de janeiro de 2013

DCTA aproxima jovens da área espacial


17/01/2013

A história do cearense Ricardo Oliveira tinha todos os ingredientes para ser igual à de milhares de pessoas que desistiram de um sonho. Filho de agricultores, nasceu com amiotrofia espinhal, doença genética que limita os movimentos. Alfabetizado em casa pela mãe, somente aos 17 anos ingressou na 5ª série do Ensino Fundamental e não tardou para o jovem dar sinais da sua força de vontade: conquistou quatro medalhas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, premiação que o credenciou a participar da Jornada Espacial, evento realizado anualmente pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). “Realizar eventos que despertem nos jovens o interesse pela área espacial é como iluminar (ainda que com uma lanterna) os caminhos alternativos que eles têm ao seu dispor”, explica José Bezerra Filho, um dos mentores do projeto.

Casos como o do cearense Ricardo Oliveira mostram como a determinação é elemento essencial para transformar vidas e que a realização de eventos que sirvam como palco para jovens talentos mostrarem suas habilidades é imprescindível. Criada em 2005, a Jornada Espacial dá oportunidade aos alunos com melhores desempenhos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica de conhecer o universo da tecnologia aeroespacial e ter contato direto com profissionais que atuam na área. O sucesso do evento reflete-se nas marcas alcançadas: ao todo, 444 alunos dos 26 estados brasileiros participaram das oito edições realizadas até agora. Desses, 169 são oriundos de escolas públicas. “É imperativo mostrar aos jovens que existe um Brasil e brasileiros que não aparecem nas revistas semanais, nem no noticiário televisivo, mas que fazem uma diferença enorme para o bem desse país”, explica Bezerra.

Exemplos positivos que brotaram da Jornada Espacial não param por aí. A estudante Indhyara Dhânddara, 17 anos, tornou-se a primeira aluna do pequeno município de Paraupebas, no Pará, a participar – e sair vitoriosa – de um torneio com enfoque nas questões espaciais. Entre um acesso e outro ao facebook, rede social que frequenta assiduamente, Indhyara relembra a experiência gratificante que foi participar da Jornada Espacial, conhecer o DCTA e assistir à palestra do astronauta Marcos Pontes, do qual se intitula fã de carteirinha. “Cada palestra fazia com que meu interesse só aumentasse. Os professores e doutores que tive contato foram grandes exemplos de onde se pode chegar com estudo e trabalho”, revela a jovem, que tem como espelho nos estudos a mãe, Nubethânia Matos, aprovada em 2º lugar na primeira turma do curso de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Após participar da Jornada Espacial e conhecer as dependências do DCTA, Indhyara descobriu um novo mundo, do qual ela não quer mais se afastar. “Antes da Jornada, eu não sabia ainda que carreira profissional seguir. Acredito que o evento cumpriu seu papel na minha vida. Talvez eu nunca tivesse descoberto esse interesse ou possibilidade de trabalhar para o Brasil se não fosse esse evento”, acrescenta a estudante, que agora sonha em ingressar no curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), lugar ao qual se refere, encantada, como “templo do conhecimento”.

Eventos como a Jornada Espacial objetivam plantar a primeira semente em busca da conscientização no que toca à área espacial e, como consequência, ajudam na formação de futuros profissionais. Esse foi o caso de Danilo José Franzim Miranda, que participava, em 2005, da primeira edição do projeto. Então aluno do primeiro ano do ensino médio do Colégio Militar de Brasília, Danilo voltou à jornada também no ano seguinte. Na oportunidade, desenvolveu um foguete, movido a álcool, feito de garrafa PET com as bases de PVC. “Considero a área espacial a verdadeira fronteira do conhecimento do ser humano, é o que mais comove o meu coração”, disse ele à época, dando prenúncio do que mais tarde estava por vir. Em 2008, Danilo ingressou na 1ª turma de Engenharia Aeroespacial do ITA, curso que concluiu em 2012 com um trabalho sobre o Veículo Lançador de Satélites (VLS). A semente plantada lá atrás, em 2005, na primeira edição da Jornada Espacial, trouxe bons frutos à sociedade: Danilo hoje é engenheiro da Visiona, empresa nascida a partir de uma parceria entre a Telebrás e Embraer, que será responsável pelo lançamento do primeiro satélite geoestacionário brasileiro.

A realização de eventos como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e a Jornada Espacial, que servem de plataforma para que jovens como Ricardo, Indhyara e Danilo aprimorem seus interesses sobre foguetes, satélites e aplicações, temáticas ainda pouco conhecidas pela sociedade em geral, significa um importante passo para a valorização dos talentos brasileiros – coisa que países emergentes como China e Índia já têm se empenhado em fazer.

Para José Bezerra Filho, os projetos voltados à área educacional aos quais é ligado se justificam por mostrar aos estudantes que existe um caminho a trilhar dentro do Brasil: “temos o dever para com o país de levantarmos a bandeira do conhecimento. No fundo, no fundo, eu sinto a obrigação de fazer o que faço”.

Fonte: ITA/DCTA.
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"Star One C3, Amazonas 3, Telespazio e Anik G1..."


Reproduzimos abaixo uma nota publicada na coluna "Defesa & Negócios" da edição n.º 131 da revista Tecnologia & Defesa, que se encontra nas bancas:

Star One C3, Amazonas 3, Telespazio e Anik G1...

No início de novembro, foi lançado com sucesso a partir de Kourou, na Guiana Francesa, por um foguete Ariane 5, o Star One C3, o novo satélite de comunicações da Star One, subsidiária da brasileira Embratel. Construído pela estadunidense Orbital Sciences Corporation, o satélite dispõe de capacidade nas bandas C e Ku, com cobertura de toda a região sul-americana. Este foi o nono lançamento de um satélite da Embratel realizado pela Arianespace, todos com sucesso. O Star One C4, em construção pela Space Systems Loral, dos EUA, também será lançado por um Ariane 5, em 2014. Com significativa presença na América do Sul, a Arianespace cuidará em fevereiro de 2013 do lançamento de outro satélite que ocupará uma posição orbital brasileira: o Amazonas 3, da Hispasat.

O mercado sul-americano está bem aquecido, com vários projetos de desenvolvimento e aquisição de sistemas próprios por governos e empresas da região. A subsidiária brasileira do grupo italiano Telespazio espera concluir no primeiro trimestre de 2013 seus estudos sobre um satélite, que deve contar com capacidade em banda Ka, para atender o Brasil. O satélite poderá ser exclusivamente da Telespazio, ou adquirido em parceria com outra empresa. "As várias opções estão sendo analisadas e estamos progredindo", afirmou Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, à T&D.

Também no início de 2013, o satélite Anik G1, da canadense Telesat, com cobertura das Américas e oceano Pacífico, deve ser levado ao espaço. Um aspecto interessante deste satélite é que ele contará com capacidade em banda X, para fins militares, a ser comercializada pela Astrium Services por um período de quinze anos desde a sua colocação em órbita. Esta capacidade pode vir a ser uma alternativa para cobrir uma eventual necessidade adicional para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, hoje atendo pela Star One, tendo em vista que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), a ser contratado pela Visiona, joint-venture da Embraer com a Telebras, dificilmente estará em órbita antes de 2015. Outro potencial interessado seriam as forças armadas do Chile, que demonstram há algum tempo em dispor de comunicações em banda X.

Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 131.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Notícias dos Amazonas 3 e 4A


Chegou esta semana ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, o satélite Amazonas 3, encomendado pela espanhola Hispasat junto a norte-americana Space Systems Loral.

O satélite de comunicações, que será operado a partir de uma posição orbital brasileira (61º Oeste) e oferecerá cobertura do continente sul-americano em bandas C e Ku, deve ser lançado ao espaço em 7 de fevereiro. A missão ficará a cargo do do foguete europeu Ariane 5, em sua primeira missão de 2013, de um total de seis planejadas.

Amazonas 4A

Enquanto ocorrem os preparativos para o voo do Amazonas 3, a construção do Amazonas 4A, outro satélite da Hispasat, a cargo da Orbital Sciences Corporation, avança. Seu lançamento está previsto para 2014, devendo operar na mesma posição orbital do Amazonas 3.

Em 10 de janeiro, a Hispasat anunciou a contratação do grupo espanhol Indra para o desenvolvimento e fabricação do segmento terreno para a operação e controle do Amazonas 4A. No Brasil, a Hispasat opera principalmente por meio da Hispamar Satélites, que tem como sócio o grupo brasileiro de comunicações Oi.

A Hispamar dispõe de uma estação terrena de controle e telemetria em Guaratiba, no Rio de Janeiro, de onde opera os satélites que ocupam posições orbitais nacionais.
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Cooperação Brasil - EUA


AEB RECEBE VISITA DA EMBAIXADA DOS ESTADOS UNIDOS

Brasília, 16 de janeiro de 2013 - O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, recebeu, na terça-feira (15), o Ministro Conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Todd Chapman. “Foi uma visita de cortesia em agradecimento à visita da embaixada ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)”, conta José Raimundo.

Durante o encontro, o Conselheiro colocou a embaixada à disposição da AEB para o encaminhamento de qualquer questão relativa ao Programa Espacial Brasileiro (PEB) junto aos Estados Unidos. Chapman mencionou, ainda, o grande interesse na aproximação e alinhamento do governo americano às iniciativas e intenções do PEB. Segundo o conselheiro, várias empresas americanas que atuam na área espacial desejam vir ao Brasil para visitar as instalações e as indústrias nacionais e também discutir o desenvolvimento de ações de interesse comum.

Também participaram do encontro a conselheira da embaixada Kirsten Schulz, o funcionário de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Saúde da embaixada, Aamir Alavi, e a assessora para assuntos internacionais de AEB, Meireluce Fernandes.

Visita ao CLA – Uma comitiva composta por oito americanos esteve no CLA, em 8 de novembro do ano passado com o objetivo de conhecer in loco a hitória do centro de lançamento, os avanços e o papel do programa espacial no processo de desenvolvimento do País.

Após a visita ao CLA, a delegação se reuniu com os governadores do Maranhão e do Pará.

Fonte: AEB

Comentário: como pano de fundo da visita da delegação norte-americana ao CLA e à sede da AEB está a negociação de um novo acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) entre o Brasil e os EUA, algo visto como essencial para que a binacional Alcântara Cyclone Space possa acessar o mercado comercial de lançamentos de satélites. 
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