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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Jungmann: SGDC "vai acabar com o apartheid digital no Brasil”

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Ministro da Defesa ressalta importância do Satélite Geoestacionário para soberania do País

Raul Jungmann conheceu na terça-feira (17/01) o Centro de Operações Espaciais em Brasília, responsável pela operação do SGDC

17/01/2017 20:40h

“Esse satélite vai acabar com o apartheid digital no Brasil”. Foi essa a importância atribuída pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), ao conhecer nesta terça-feira (17/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NUCOPE), que deve em breve se tornar o Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília. A organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) será responsável pela operação e monitoramento do SGDC.

“Todo brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro, lá no Amazonas, até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga. É o maior projeto de inclusão digital que nós já temos. Mas, além disso, esse satélite, que será controlado aqui pela FAB, na sua parte de comunicações governamentais e defesa, e pela Telebrás, na parte comercial, vai propiciar segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, afirmou o ministro. “Ele vai representar um grande salto em termos de soberania, um enorme salto em termos de segurança de nossas instituições e vai incluir digitalmente todos os brasileiros”, complementou Raul Jungmann.

Em um briefing realizado no NUCOPE, o ministro, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu explicações sobre as capacidades e cenários de emprego do satélite, que tem previsão de lançamento para o dia 21 de março, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.

“Nessa data nós estaremos, não apenas lançando um satélite, mas realizando um sonho de soberania, de comunicação, de segurança, de defesa e de inclusão digital para todos os brasileiros”, ressaltou o ministro da Defesa.

Posicionado a uma distância de 35.786 quilômetros da superfície da Terra, o SGDC vai proporcionar três tipos de coberturas e terá uso dual (militar e civil), devendo atender às demandas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e prover a soberania em telecomunicações seguras para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).

O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite.

“Ele também vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalizações de nossas fronteiras”, disse o ministro Jungmann .

Já a banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

“O SGDC é uma realidade que trará um grande aumento de capacidade de comunicações para o Brasil”, afirmou o Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, comandante do NUCOPE, em sua explicação ao ministro da Defesa.

Recebimento

No início de dezembro do ano passado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, juntamente com o presidente da Telebras, Antonio Loss, recebeu o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O evento ocorreu em Cannes, no sul da França, onde fica a sede da Thales Alenia Space (TAS), empresa fornecedora do equipamento.

De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em até 18 anos. A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras. Segundo a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre.


Fonte: FAB.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

SGDC: NUCOPE-P tem novo comando


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Integrar operações aéreas e espaciais é desafio de novo gestor

Localizado em Brasília, Centro de Operações Espaciais vai operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas

12/01/2017 09:54h

Integrar as operações aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB) com as operações espaciais. Esse será o principal desafio do Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, que assumiu nesta quarta-feira (11/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P), em Brasília (DF).

“Vamos fomentar um novo tipo de operação, que é a operação espacial. É uma novidade no âmbito do Comando da Aeronáutica e do Ministério da Defesa. Será uma nova doutrina de uma operação conjunta”, explica o oficial.

“O desafio será integrar a operação espacial com a aérea no aspecto operacional”, complementa o oficial que vai comandar a equipe de operação e monitoramento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

O oficial da Aeronáutica, que realizou a preparação para atuar no monitoramento do satélite no Canadá, recebeu o cargo do Coronel Helcio Vieira Junior, que ficou à frente da unidade por quatro anos. A cerimônia foi realizada em Brasília (DF), no Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR).

O equipamento foi entregue oficialmente ao governo brasileiro em novembro do ano passado. Com o lançamento, previsto para os próximos meses a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a operação do equipamento será ininterrupta 24 horas por dia. De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em 18 anos.

A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras a partir do NUCOPE-P, que em breve passará a ser denominado Centro de Operações Espaciais. No espaço, localizado dentro do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), trabalharão 96 profissionais.

Os militares são responsáveis pela operação da banda X (frequência destinada exclusivamente ao uso do Ministério da Defesa), que fornecerá o suporte operacional com link de comunicações para as Forças Armadas. A banda Ka (que será usada para ampliar a oferta de banda larga) será operada pelos técnicos da Telebras. A `pilotagem´ do equipamento será compartilhada.

Preparação de recursos humanos - O NUCOPE-P foi o embrião para o surgimento do Centro de Operações Espaciais. Desde a criação, há quatro anos, foi o responsável pela capacitação de quase cem profissionais que estarão envolvidos na operação do SGDC. Parte da equipe foi enviada para formação no Canadá, França e Chile. Nos últimos meses, como parte da preparação final de controle do satélite, a fornecedora do equipamento, Thales Alenia Space, ministrou cursos técnicos em Brasília.

A partir de fevereiro, o Centro de Operações Espaciais vai realizar uma simulação de operação do satélite 24 horas. Os profissionais trabalharão em três turnos. O processo, chamado de “Day in the life”, será supervisionado pela fabricante e faz parte da verificação final para habilitação dos profissionais.

Legado – Para o Coronel Helcio, que se manteve à frente do NUCOPE-P desde a criação, está tudo pronto para a operação da banda X do SGDC. “Entrego um time pronto e um centro preparado para operar satélite de órbita baixa”, afirmou o oficial, que além de deixar o núcleo se despede da FAB após 30 anos de serviço militar.

Porém, a marca mais importante que o militar acredita ter deixado é a sensibilização das autoridades sobre a necessidade de o Brasil utilizar ferramentas espaciais e as facilidades que este instrumento possibilita.

“Acredito que o mais importante foi alertar as autoridades que existem novas capacidades espaciais”, afirmou.

Ao time que ajudou a formar e capacitar, o Coronel Helcio deixa uma mensagem de incentivo e otimismo sobre a atividade para a qual foram preparados.

“Eles têm que ser muito orgulhosos de integrar uma elite reduzida no mundo e ainda mais no Brasil que trabalha com tecnologia avançada. Ao mesmo tempo, que tenham humildade para reconhecer a importância do trabalho em fazer um País melhor, com acesso à telemedicina e teleducação, por exemplo", finalizou o militar.

Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Jussara Peccini.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

SGDC: mais sobre a entrega na França

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Brasil recebe oficialmente satélite geoestacionário nesta quinta-feira 

Equipamento deve ser lançado em 2017 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa

30/11/2016 09:00h

O Brasil recebe oficialmente nesta quinta-feira (01/12) em Cannes, na França, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A cerimônia contará com as presenças do ministro da Defesa, Raul Jungmann, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e do presidente da Telebrás, Antonio Klinger Loss Leite.

“Esse primeiro satélite representa um salto enorme em termos de comunicações de defesa. Ampliará a nossa capacidade de forma segura e, por isso, representa um enorme avanço ao País”, afirma o ministro da Defesa.

O lançamento do SGDC está previsto para o primeiro trimestre de 2017 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.

O satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. O equipamento tem 5,8 toneladas e cinco metros de altura. Quando entrar em funcionamento, vai permitir a expansão da internet banda larga para todo o País e comunicações seguras ao governo brasileiro.

Nos últimos meses o equipamento passou pela fase final de testes na fabricante (Thales Alenia Space), no sul da França. Foi testado o sistema de telecomunicações e de telecomando, que simula as condições de transmissão das antenas. Na prova de vibração, o satélite recebeu cargas de vibração mecânica que simularam as condições de lançamento. Todo o processo foi acompanhado por profissionais brasileiros.

Capacitação - Os profissionais que vão operar o satélite geoestacionário de defesa e comunicações estão na última fase de treinamentos. Foram mais de dois anos de preparação. Parte dos profissionais teve formação no Canadá, França e Chile.

Na etapa final de formação realizada no Brasil, foram mais de 30 cursos com duração média de uma semana. Os últimos módulos se encerram em fevereiro do próximo ano. As oficinas envolvem aulas teóricas e práticas e são ministradas por estrangeiros em Brasília, onde está localizada uma das antenas de comando. Outras antenas de recepção estão instaladas em áreas militares em diferentes Estados. Cada módulo de instrução é dirigido à equipe responsável por áreas específicas de operação ou de manutenção.

A partir de janeiro, os cerca de 60 profissionais, militares das Forças Armadas e funcionários da Telebrás, do Núcleo do Centro Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P) usarão simuladores para testar a operação do satélite.

Sobre o SGDC – O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite. A banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebrás. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). De acordo com a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre, e o valor anual de manutenção é estimado em R$ 10 milhões. A vida útil do SGDC está estimada em 18 anos.

Fonte: FAB
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Cooperação Brasil - França

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Delegações do Brasil e da França tratam de cooperação e projetos estratégicos

Brasília, 6/10/2016 – A cooperação entre o Brasil e a França foi pauta XI Reunião do Grupo de Trabalho Conjunto (GTC) realizado nos dias 4 e 5 deste mês, no Ministério da Defesa. Durante o encontro, os membros das delegações brasileira e francesa examinaram a possibilidade de colaboração em várias áreas: Ciência e Tecnologia, Naval, Terrestre, Espacial, entre outras.

Na abertura do evento, o subchefe de Assuntos Internacionais (SCAI), brigadeiro Jair Gomes da Costa Santos, definiu que a parceria com a França tem caráter estratégico. “Nossa aliança é de alto nível e esse compromisso se desdobra em todos os possíveis campos da Defesa. Os desafios são grandes, entretanto, os laços que unem nossos países nos motivam a empreender os esforços necessários à construção dos mais diversos entendimentos”, destacou o brigadeiro Santos.

Na ocasião, entre os vários assuntos discutidos, a delegação francesa destacou o interesse em continuar cooperando com o Brasil no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) – que visa desenvolver a capacitação em gerenciamento de projetos na área.

“O nosso país está disponível para receber o Brasil, a fim de prosseguir com a cooperação. Estamos dispostos a colaborar nos aspectos que envolvam a implementação, gestão e operação de sistemas satelitais”, ressaltou o co-presidente interino do GTC, general engenheiro de armamento, Hubert L’Ebraly ao recordar que, em 2015, a delegação brasileira teve a oportunidade de conhecer o Comando Conjunto Espacial da França (Commandement Interarmées de L'espace - CIE).

Além dos entendimentos de cooperação, os participantes também fizeram um balanço das ações realizadas em prol da Defesa dos dois países, desde a X Reunião do GTC. Como exemplo, o Seminário de Indústria Naval, ocorrido em maio deste ano, e a continuidade da disposição do Brasil para atender o interesse da França em executar teste de enlace entre estações terrestres do Syracuse (conexão entre a França Metropolitana e a Guiana Francesa) e o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).

A próxima Reunião do GTC está prevista para ocorrer no 2º semestre de 2017, na França.

Fonte: assessoria de imprensa do Ministério da Defesa, por Débora Sampaio.
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quarta-feira, 23 de março de 2016

SGDC: Dilma e Aldo visitam centro de controle

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Dilma e Aldo visitam obras no centro de controle do 1º satélite brasileiro de defesa

Brasília, 23/03/2016 – A presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e o ministro das Comunicações, André Figueiredo, visitaram nesta quarta-feira (23) as obras de infraestrutura de solo para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e das Comunicações (MC). Este será o primeiro equipamento do tipo totalmente controlado pelo governo brasileiro, com previsão de lançamento em órbita entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.

“Esse satélite vai cobrir o Brasil em suas áreas mais remotas, conectando banda larga. É uma conquista para o Brasil. É importante ressaltar que é um patamar tecnológico que nós temos de alcançar, não só lançar o satélite, mas num segundo momento, sermos capazes de produzir, aqui no Brasil, esses equipamentos”, ressaltou a presidenta Dilma durante a visita.

O ministro Aldo Rebelo reforçou que, com o equipamento, o Brasil vai ganhar maior segurança nas comunicações militares e estratégicas. “O satélite, por ser operado a partir de bases nacionais, oferece segurança para a conexão ligada à área de defesa. Ou seja, o Brasil terá, com esse satélite, as suas condições de defesa nacional ampliadas e asseguradas. Além disso, o satélite vai democratizar o acesso à internet, ao oferecer conexão em todo o território nacional”, afirmou Aldo.

Instalada dentro do 6º Comando Aéreo Regional (VI COMAR) da Aeronáutica, em Brasília, a antena de comunicação com o satélite – que tem 18 metros de altura e 13m de diâmetro – será utilizada para controlar remotamente o satélite. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. Uma segunda antena auxiliar no comando do satélite também será montada em outro centro de operações, também localizado dentro de uma instalação militar, no Rio de Janeiro.

O satélite vai operar na chamada banda X, uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a cerca de 25% da capacidade total do satélite. Hoje, as comunicações militares brasileiras são realizadas por meio do aluguel da banda X em dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o SGDC já estiver operando, o MD vai manter somente um desses contratos com operadores privados, apenas como garantia em caso de possíveis falhas no SGDC.

Além da economia de recursos, o lançamento do satélite vai possibilitar ao Ministério da Defesa reforçar seu Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) com mais 288 MHz de largura de banda, além do aumento de cobertura e potência de transmissão.

O equipamento também será utilizado pelo Governo Federal, por meio da Telebras, para levar internet em alta velocidade a regiões remotas do País, como a Amazônia, dentro das ações do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pelo Ministério das Comunicações.

O SGDC

O satélite está sendo fabricado em Cannes, na França, e começou a ser construído em janeiro de 2014. O lançamento, organizado pela empresa Arianespace, ocorrerá na base de lançamento de Kourou, na Guiana Francesa. A construção do equipamento está sendo feita pela Thales Space, sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a Telebras – estatal federal do setor de telecomunicações – e a Embraer – empresa privada líder nos setores aeroespacial e de defesa.

A criação da Visiona, em 2012, corresponde a uma das ações selecionadas como prioritárias no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para atender aos objetivos e às diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) e da Estratégia Nacional de Defesa (END).

Fonte: Ministério da Defesa
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domingo, 6 de dezembro de 2015

SGDC: avanços na infraestrutura terrestre

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FAB cede áreas para instalar infraestrutura de solo para o satélite SGDC

Brasília, 4 de dezembro de 2015 – A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Telebras assinaram, na quarta-feira (2), em Brasília (DF), acordo que prevê a cessão de uso de áreas militares para a construção da infraestrutura crítica de solo para o comando e controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

O lançamento do equipamento está previsto para o segundo semestre de 2016 e terá uso voltado simultaneamente para aplicações civis e militares. Atenderá as demandas de comunicação do Ministério da Defesa (MD) e ao Plano Nacional de Banda Larga.

“Esse momento é um marco importante porque a liberação dessas áreas significa ter carta branca para podermos construir as estações”, avalia o gerente de satélite da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto.

Os processos entre as unidades militares e a empresa são coordenados pela Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (Ccise), que também presta assessoramento à equipe na especificação dos projetos. A Telebras é responsável pela contratação dos projetos executivos e obras de infraestrutura crítica.

O Centro de Operações Primário ficará dentro da área do 6º Comando Aéreo Regional (6º Comar), em Brasília, e o Centro de Operações Secundário, uma estrutura de backup, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, em uma área da Marinha. Além disso, estações de acesso, ou seja, antenas de recepção e envio de dados, estarão em Campo Grande (MT), Florianópolis (SC) e Salvador (BA), além das que serão instaladas em Brasília e no Rio de Janeiro.

Equipamentos – De acordo com a Telebras, nesta semana, técnicos da empresa francesa Thales Alenia Space, que está produzindo o SGDC, começaram a instalar os equipamentos de controle terrestre do satélite no Centro Temporário de Operações Espaciais (Cope), em Brasília. Eles serão usados para controlar remotamente o posicionamento do satélite, que cobrirá todo o território nacional. Hoje, o SGDC está no estágio de montagem na sede da Thales Alenia em Cannes, na França.

De acordo com o Nacimento Neto, o SGDC é o maior projeto da Telebras. O satélite pesa 5,8 toneladas e terá capacidade de transmitir 54 gigabytes por segundos. Ele complementará a rede de fibra ótica nacional para levar internet banda larga para as comunidades mais distantes, principalmente na região Norte.

A previsão para colocar o satélite em órbita é o terceiro trimestre de 2016, pela empresa Arianespace, a partir da base na Guiana Francesa. Após um período de ajustes e de testes, o satélite começa a sua operação comercial no início de 2017.

Fonte: FAB, via AEB.
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terça-feira, 24 de novembro de 2015

SGDC: capacitação de especialistas

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Engenheiros se capacitam para operar satélite geoestacionário nacional

Brasília, 24 de novembro de 2015 – Este mês, 24 militares das Forças Armadas concluem a primeira fase de preparação para integrar o grupo que vai operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

O equipamento, que atenderá demandas de comunicações militares e civis – como o Plano Nacional de Banda Larga, será lançado em 2016 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, no foguete Ariane 5.

“A expectativa da sociedade sobre o SGDC é muito grande em relação à autonomia nas comunicações do governo”, afirma o coronel Hélcio Vieira Júnior, Comandante do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (Nucope- P).

Com duração de quatro meses, o curso realizado em São José dos Campos (SP) objetiva unificar o conhecimento básico sobre o segmento espacial dos profissionais de diferentes áreas. “O assunto espacial é muito específico. Os engenheiros de computação, telecomunicações e eletrônica, entre outros, precisam dessa base de conhecimento”, detalha.

É o caso do tenente-coronel Sidney César Coelho Alves. Aviador pós-graduado em guerra eletrônica dedicou anos de sua carreira na administração do Sistema de Comunicações Militares (Siscomis) no Ministério da Defesa (MD. Agora, está imerso em aulas do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre teorias, métodos de lançamentos, materiais usados na construção de um equipamento, sistemas e subsistemas empregados em satélites, entre outros. “Temos uma visão geral em termos espaciais”, afirma o oficial.

Visita – À medida que se aproxima o período de lançamento, se intensificam os preparativos da equipe que vai operá-lo. No início do mês, o grupo esteve em Guaratiba (RJ) para conhecer o centro de operações da empresa Star One. Este centro opera sete satélites, entre eles o Star One C1 e Star One C2 – satélites geoestacionários de comunicações que fornecem serviços para o Sistema Militar de Comando e Controle do MD. “Vimos na prática como é a operação e tivemos uma visão futura do que vamos fazer”, diz o tenente-coronel Sidney.

A visita faz parte do currículo do curso, cuja realização no Brasil é pioneira. O projeto é resultado de um esforço conjunto de diferentes instituições, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Inpe, ITA, MD e Comando da Aeronáutica.

Nas primeiras semanas, o grupo participou de aulas do curso itinerante da Força Aérea dos Estados Unidos sobre operação de satélites. “Esse curso não existe no Brasil. Tivemos que partir do zero para construí-lo”, revela o comandante do Nucope- P.

Um segundo grupo de profissionais realiza os cursos preparatórios em centros de operações na Europa, no Chile e na América do Norte. Os primeiros passos neste sentido iniciaram ainda em 2014.

A próxima fase, prevista para o primeiro trimestre de 2016, prevê que os dois grupos estejam aptos para participar do curso com a fabricante do SGDC, a empresa francesa Thales Alenia Space.

Fonte: FAB, via AEB.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

SGDC: 2 anos do NuCOPE-P

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Ao completar 2 anos, Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal projeta novas metas

Unidade da FAB é responsável por preparar operadores militares de satélites, entre outras atividades

24/10/2015

Ao completar dois anos de atividades, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) traça os próximos passos para consolidar as ações de implantação do centro de operações do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC), primeiro satélite brasileiro cujo lançamento está previsto para 2016 e que terá uso civil e militar. O equipamento dará segurança a transmissão de informações estratégicas do País e irá ampliar acesso à banda larga.

“Muito trabalho foi feito, mas sabemos que o próximo ano trará muito mais. Teremos o início das nossas instalações em Brasília”, avalia e projeta o comandante da unidade, Coronel Hélcio Vieira Júnior.

De acordo com o militar, os objetivos para o próximo ano incluem a capacitação de militares brasileiros com o primeiro curso de operação do SGDC, realizado a partir de março no Brasil. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer modelo brasileiro de operação.

Outra meta importante da organização é escrever, junto ao junto ao Ministério da Defesa, a doutrina de Operação de Sistemas Espaciais Militares. As regras de uso e operação serão inéditas para o País.

O Núcleo também está envolvido, em conjunto com a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e a Telebrás, na gerência do projeto SGDC e na construção das instalações do centro de operações. As obras para abrigar a antena que enviará os comandos ao SGDC já iniciaram. O equipamento tem cerca de 13 metros de diâmetro.

Ainda junto à Telebrás, o NuCOPE deve desenvolver   acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do COPE entre os partícipes, dentre outras coisas”, detalha.

Com o lançamento do SGDC, previsto para setembro do ano que vem, o Núcleo também recebeu a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília, e secundário, no Rio de Janeiro.

Saiba mais - O NuCOPE-P foi criado em 2013, com os seguintes objetivos de tomar as ações administrativas necessárias à criação e ativação do Centro de Operações Espaciais e do Centro de Operações Espaciais Secundário, e pela capacitação dos recursos humanos que mobiliarão esses centros.

O aniversário foi celebrado na segunda-feira (19/10) em Brasília  com uma cerimônia militar presidida pelo Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira.

Fonte: FAB
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quarta-feira, 14 de maio de 2014

"Espaço no radar da Indra"

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Está disponível no website da revista Tecnologia & Defesa uma pequena reportagem sobre os interesses da companhia espanhola Indra no setor espacial brasileiro.

Especializada nos segmentos terrestres que compõem sistemas espaciais, a Indra é desde 2005 fornecedora de estações operadas no âmbito do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa.

Para acessar a reportagem, clique aqui.
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quinta-feira, 24 de abril de 2014

"Por dentro do PESE"

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Por dentro do PESE - Conhecendo os seus propósitos e objetivos

André M. Mileski

a edição n.º 132, Tecnologia & Defesa traçou um panorama sobre as ações hoje em curso nas Forças Armadas brasileiras envolvendo sistemas espaciais, em particular, satélites, em linha com o preconizado pela Estratégia Nacional de Defesa (END), documento hoje basilar para qualquer política associada à defesa no País [veja a reportagem]. Na ocasião, foi focado o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), finalmente contratado no final de 2013, e que proverá capacidade para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).

Também já esteve na pauta da revista, ainda que brevemente, a criação da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), constituída pelo Comando da Aeronáutica (ComAer), em fevereiro de 2012, para coordenar o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE).

Origem e justificativas

O Comando da Aeronáutica, juntamente com outros órgãos governamentais, foi incumbido na END da responsabilidade de buscar autonomia do ciclo completo associado ao campo espacial, que inclui a produção, lançamento, operação e reposição de sistemas espaciais, abrangendo desde veículos lançadores a satélites e seu segmento solo.

As diretrizes de implantação do PESE foram aprovadas pelo ComAer em maio de 2012, considerando um cenário de ações de curto, médio e longo prazos, num horizonte de 20 anos. O PESE aponta várias premissas operacionais e técnicas necessárias ao emprego de sistemas espaciais pelas Forças Armadas, com foco na definição de suas necessidades e requisitos. Os sistemas considerados no PESE devem atender, no campo militar, à modernização de variados sistemas atualmente em operação, como o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), o Sistema de Enlaces de Digitais da Aeronáutica (SISCENDA), o SISCOMIS, o Sistema Militar de Comando e Controle (SISMC2), e outros que estão em fase de planejamento ou implantação, como o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (SISFRON) e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz).

Planeja-se ainda o uso de tais sistemas em apoio a iniciativas civis, como, por exemplo, em prevenção e ação em casos de grandes catástrofes ambientais, no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), e no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), entre outros.

Premissas

Em sua arquitetura, o PESE apresenta alguns requisitos mínimos e premissas, como a realização de lançamentos anuais de satélites, a preferência por satélites de menor porte e com ciclo de vida mais reduzido, destinados a órbitas baixas, minimizando assim os custos de lançamento. Nos casos de comunicações e meteorologia, até pela natureza das missões, estão previstos satélites geoestacionários de maior porte. Ainda, as contratações dos sistemas quando realizadas no exterior deverão ser acompanhadas de cláusulas de compensação (conhecidas como offsets), buscando aumentar o conteúdo nacional e ganhos com participação industrial e transferência tecnológica em áreas críticas.

Tais premissas são fortemente inspiradas na busca de autonomia, não apenas operacional e técnica, mas também industrial, por meio do envolvimento crescente da Base Industrial de Defesa (BID).

Principais características

Inspirado pelo conceito de guerra centrada em rede (Net Centric Warfare), uma das principais inovações do PESE é o objetivo de se criar um Centro de Operações Espaciais (COPE), que será subordinado ao Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) e sediado em Brasília (DF). Prevê-se a instalação de um COPE reserva, situado numa localidade diferente e afastada do centro principal, contando com alto grau de automação para minimizar a necessidade de pessoal.

Caberá ao COPE coordenar todas as atividades operacionais que façam uso de constelações de sistemas espaciais, oferecendo serviços nas áreas de comunicações, observação, mapeamento de informações, posicionamento e monitoramento espacial para o Ministério da Defesa e seus três Comandos, e outros usuários oficiais.

Em sua concepção, o PESE tem seis classes principais de “produtos” que deverão ser gerados por seus satélites e sensores em órbita: Comunicações; Observação da Terra; Mapeamento de Informações; Monitoramento do Espaço; Posicionamento; e o COPE, os quais são melhor detalhados em subclasses. No caso da Observação da Terra, por exemplo, figuram demandas como sensoriamento remoto ótico e radar, além de dados meteorológicos. É com base nessas classes e subclasses, que representam as necessidades operacionais das Forças Armadas em termos de dados gerados a partir do espaço, que serão definidos os requisitos técnicos e as constelações de satélites a serem implementados pelo programa, identificados especificamente como cada subprograma ou projeto.

Dependendo do contexto, também poderão ser levadas em conta alternativas que envolvam conceitos como Hosted Payloads (cargas úteis hospedadas), missões Piggyback (voo de “carona”) e Constelação Virtual, que podem resultar em economia de recursos e agilidade no acesso ao serviço buscado. Como no caso de Hosted Payloads, onde sensores são “hospedados” em satélites de terceiros, comerciais ou não. Este é o modelo até então utilizado pelo SISCOMIS, que tem transpônderes em banda X a bordo de satélites comerciais da operadora brasileira Star One, do grupo Embratel.

As missões em perfil Piggyback, significam o aproveitamento de capacidade ociosa em algum lançamento para acomodar satélites de menor porte. Já o conceito de Constelação Virtual, comumente utilizado na Europa e também por aliados dos norte-americanos em comunicações, envolve a participação numa constelação já existente por meio de acordos e contratos, de forma a viabilizar a utilização imediata dos dados ou capacidade de uma rede já em órbita, até que um satélite próprio seja incluído.

Num primeiro momento, o interesse do ComAer é por uma constelação de satélites de observação, mais precisamente óticos, que atenderiam a situações mais imediatas, em operação até o final desta década. Em seguida, viriam satélites radar, capazes de imagear diuturnamente a superfície terrestre mesmo com cobertura de nuvens.

Perspectivas mais imediatas

O orçamento federal aprovado pelo Congresso Nacional destina ao Ministério da Defesa recursos de R$113 milhões, montante suficiente para a implantação de alguns elementos previstos no PESE.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas por T&D, são aguardados avanços concretos do PESE para 2014, muito embora há que se considerar que possam haver atrasos em função do corte de R$ 3,5 bilhões anunciado no orçamento do Ministério da Defesa. Há quem entenda que não haverá tempo hábil para a assinatura de um primeiro contrato (ainda que haja recursos disponíveis), mas acredita-se que neste ano seja iniciado um processo visando à contratação de sistemas, como o envio de solicitações de propostas para fabricantes interessados.

Em paralelo, também começam a surgir movimentações industriais de grupos e empresas estrangeiras e nacionais visando participar do programa. Pelo que a reportagem de T&D pode apurar, o Ministério da Defesa trabalha com a ideia de contratar os sistemas do PESE lançando mão do mesmo artifício utilizado para o SGDC, isto é, por meio de uma prime contractor nacional, que atuaria como integradora dos satélites. Neste sentido, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, cuja criação foi “patrocinada” pelo SGDC, desponta como uma candidata natural. Junto às atividades de telecomunicações, a empresa já publicamente divulgou sua intenção de buscar oportunidades relacionadas ao PESE e também ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira.

Nos bastidores, comenta-se sobre a possibilidade de que outras companhias e conglomerados industriais nacionais também buscarem exercer o papel de prime contractor do programa. Seria o caso da Odebrecht Defesa e Tecnologia e sua controlada Mectron, de São José dos Campos (SP), que já possui alguma atuação no setor espacial fornecendo subsistemas para satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre outros.

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 136, março de 2014.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Contrato para atualização do SISCOMIS

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A companhia norte-americana Comtech Telecommunications anunciou em 9 de janeiro ter recebido do Ministério da Defesa brasileiro um contrato para a atualização de sua rede de comunicações por satélite, negócio avaliado em 4,4 milhões de dólares (cerca de 10,5 milhões de reais).

A companhia não detalhou o escopo do contrato, mas no passado a Comtech já forneceu equipamentos, como modens, para estações segmento terrestre do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), em particular para operação em banda X.

Com o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), o SISCOMIS passará nos próximos anos por uma significativa expansão, o que também demandará a ampliação da capacidade e do número de antenas e estações de solo.
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

SGDC: nota do Ministério da Defesa

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Satélite geoestacionário vai ampliar capacidade de cobertura das comunicações militares

Brasília, 15/08/2013 – O novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – SGDC, a ser lançado pelo Brasil, vai possibilitar o aumento da capacidade de cobertura das comunicações das Forças Armadas.

O equipamento contará com a Banda X, composta por cinco transponderes suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da Star One, atualmente alugado pelo Ministério da Defesa (MD).

Segundo fontes do ministério, o aumento possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto do SGDC prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos.

A expectativa do MD é que o satélite seja lançado em agosto de 2016. Esta semana, o Comitê Diretor do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) anunciou a indicação das empresas Thales Alenia Space (TAS), para fornecimento do satélite, e da Arianespace, para o lançamento do artefato. Foram analisadas três propostas: Mitsubishi Eletric Corporation, Space System/Loral e Thales Alenia Space.

De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério das Comunicações e pela Telebras, o processo de escolha pelo Comitê Diretor levou em consideração os seguintes critérios de análise: solução técnica, cronograma, riscos, condições contratuais, condições de absorção e transferência de tecnologia e custo global do projeto. O Comitê é composto por representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério das Comunicações e do Ministério da Defesa.

O SGDC atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.

“Com o satélite geoestacionário, o Brasil ampliará o acesso à banda larga de internet para todo o território brasileiro e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre. Eles seriam atendidos por meio do satélite.

Para o presidente da Visiona, Nelson Salgado, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.

Centros de controle

Outro fator considerado importante pelo MD é que os centros de controle – principal e reserva – do satélite geoestacionário ficarão em Organizações Militares (OM) e operados conjuntamente pela Defesa e pela Telebras. Atualmente, os satélites alugados têm seu centro de controle em uma área da Star One, no estado do Rio de Janeiro.

Banda larga e Visiona

O Programa Nacional de Banda Larga foi criado pelo Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010. O objetivo do Programa é expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações, promovendo o acesso pela população e buscando as melhores condições de preço, cobertura e qualidade. A meta é proporcionar o acesso à banda larga a 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014 à velocidade de no mínimo 1 Mbps.

A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer (51%) e Telebras (49%), controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. A Visiona deverá também se capacitar como uma futura empresa integadora e mesmo fornecedora de novos satélites no mercado brasileiro.

Fonte: Ministério da Defesa.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Short-list do SGDC: uma análise


No final da tarde da última sexta-feira (3), o aguardado short-list dos potenciais fornecedores do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi divulgado pela Visiona, com três nomes, alguns não esperados: a Space Systems / Loral, dos EUA; a Thales Alenia Space, da França; e a Mitsubishi Electric Corporation, do Japão.

Segundo informação obtida pelo blog Panorama Espacial, o processo de seleção se encontra agora em fase de apresentação pelos concorrentes de suas ofertas finais e melhoradas (algo conhecido pela sigla em inglês BAFO, de best and final offer). Reuniões com representantes das três selecionadas estão previstas para acontecer no decorrer da próxima semana. A expectativa é que a seleção final ocorra ainda no primeiro semestre.

Os americanos

Desde que o projeto do SGDC começou a tomar forma, há pouco menos de dois anos, a californiana Space Systems / Loral (SS/L) passou a ser citada nos bastidores como uma das grandes favoritas a fornecer o primeiro satélite, particularmente por sua reconhecida experiência e conhecimento em missões de satélites de grande porte em bandas X (Anik G1, Optus C1, XTAR-EUR, Spainsat, Optus C1, etc.) e Ka (Amazonas 3, Viasat-1, etc.), e por suas propostas economicamente agressivas. Sua competitividade financeira, aliás, é conhecida pela Star One, subsidiária da brasileira Embratel, que nos últimos anos contratou e negociou três satélites com a fabricante.

Pontos fortes: preço. A SS/L tem no mercado a imagem de oferecer preços extremamente competitivos, uma das razões pela qual detém grande parcela do mercado comercial de satélites geoestacionários de comunicações. A empresa também conta com grande experiência em satélites de bandas X e Ka, estando em vantagem em relação às outras duas finalistas quanto à missões de grande porte já desenvolvidas.

Pontos fracos: embora seja atualmente controlada pela MDA, companhia de capital canadense, a SS/L é uma empresa com sede nos EUA, estando, portanto, sujeita à legislação desse país, inclusive ao International Traffic in Arms Regulations (ITAR). Muito embora o ITAR esteja em processo de revisão e flexibilização, o pacote de transferência de tecnologia oferecido pelos americanos pode ser limitado em comparação aos de seus concorrentes.

Os franceses

A Thales Alenia Space (TAS), joint-venture do grupo francês Thales (67%) com a italiana Finmeccanica (33%) para o setor espacial, é responsável pelo fornecimento do sistema de comunicações militares por satélite do Ministério da Defesa da França, o Syracuse, que se encontra em sua terceira geração.

Durante a LAAD 2013, que aconteceu no último mês de abril, a TAS se apresentou a autoridades e partes interessadas no projeto do SGDC como uma grande player em missões de defesa e de uso dual, destacando sua participação nos sistemas de comunicações militares Syracuse (França), Sicral (Itália) e Satcom BW (Alemanha). Em missões duais, os destaques foram a missão Athena Fidus, de banda Ka, iniciativa conjunta dos governos da França e da Itália, e os mercados de exportação na Turquia, Brasil e Coréia do Sul. Seu expertise em banda Ka, tecnologia que será utilizada no SGDC, foi também mencionado, com envolvimento em mais de 20 programas desde 1991. Nathalie Smirnov, vice-presidente executiva para a unidade de telecomunicações da TAS, e Christophe Garier, da Thales International, passaram pela feira e tiveram o SGDC como um dos assuntos de suas agendas.

Veja a postagem "Thales Alenia Space e seus planos para o Brasil", de outubro de 2012.

Pontos fortes: acredita-se que a proposta da TAS seja bastante competitiva em termos de transferência de tecnologia, beneficiando-se da parceria estratégica franco-brasileira firmada em dezembro de 2008. A Thales, diga-se de passagem, tem uma presença respeitável no Brasil, inclusive industrial, por meio da Omnisys, de São Bernardo do Campo (SP), que participa de alguns projetos do Programa Espacial Brasileiro, como o CBERS e a Plataforma Multimissão (PMM), entre outros.

Pontos fracos: não há consenso em relação ao quão competitivo seria a proposta francesa em termos financeiros. Há quem diga que a TAS estaria disposta a um grande esforço financeiro para conquistar o contrato, muito embora o fator preço, associado à questão cambial (dólar versus euro) tenha tido certa importância na redução da representatividade da TAS no mercado comercial de satélites geoestacionários nos últimos anos. Aliás, preço foi um dos principais motivos que levaram à dolorosa perda do Star One C3 para a Orbital Sciences Corporation, dos EUA, no final de 2011.

Em conversas reservadas com pessoas que acompanham a concorrência, chegou-se a mencionar um possível prejuízo à proposta francesa em razão do apoio de Paris ao candidato derrotado à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o mexicano Herminio Blanco, em detrimento de Roberto Azevêdo, candidato brasileiro, eleito em 7 de maio. Em artigo no "Valor Econômico" de 30 de abril, o jornalista Sérgio Leo, citando fontes governamentais, lembrou que os países europeus com maior resistência à candidatura brasileira são, exatamente, os que têm grandes interesses em negócios na área de defesa com o Brasil, inclusive a França.

Os japoneses

Para alguns, a seleção da japonesa Mitsubishi Electric Corporation (Melco) para a fase final do processo foi uma surpresa (embora não a maior). Todavia, fato é que desde o final de outubro de 2012 a Melco já era citada como uma forte competidora, "jogando com uma oferta mais agressiva."

Pontos fortes: os japoneses desejam ampliar a cooperação espacial com o Brasil, tendo realizado alguns encontros e workshops com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os interesses passam por meios de monitoramento de desastres naturais, Observação Terrestre e, logicamente, satélites de comunicações. A tecnologia espacial japonesa, em particular a de satélites, é também conhecida por sua qualidade e confiabilidade.

Pontos fracos: durante muito tempo, a tecnologia espacial japonesa foi considerada no mercado como cara, uma grande barreira para a sua penetração no mercado. Ainda assim, nos últimos anos a Melco conquistou alguns contratos, como o dos satélites Turksat 4A/B, da Turquia, em março de 2011, que contarão com transpônderes em banda Ka. Outro ponto eventualmente lembrado sobre os japoneses são suas restrições legais (sendo flexibilizadas) e pudor acerca da exportação de sistemas de defesa. Apesar do satélite não seja uma arma em si, fato é que o SGDC terá utilidade militar, servindo o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa. A Melco faz parte do grupo Mitsubishi, controlador da Mitsubishi Aircraft Corporation, que desenvolve uma família de aviões regionais que compete diretamente com a família dos E-Jets da Embraer (controladora da Visiona), aspecto não principal, mas que pode vir a ter algum valor, especialmente considerando-se o fato de que a SS/L e a TAS não são concorrentes diretas da Embraer.
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terça-feira, 23 de abril de 2013

"Sistemas espaciais para a defesa brasileira"



Sistemas espaciais para a defesa brasileira

André M. Mileski

A edição da Estratégia Nacional de Defesa (END), em dezembro de 2008, documento que serve como diretriz para todo o processo de transformação e atualização das Forças Armadas, apontou o setor espacial, ao lado dos nuclear e cibernético, como um dos seus pilares decisivos.

Em linha com os ditames da END e considerando o papel essencial hoje exercido por sistemas espaciais nas áreas de defesa e segurança, o governo brasileiro tem avançado em projetos e programas voltados a esse campo, como o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), meios de acesso autônomo ao espaço (ver T&D n.º 131) [nota do blog: para acessar a reportagem, clique aqui], a criação da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), entre outros.

Satélite de comunicações

O principal projeto espacial brasileiro é o SGDC, oficializado em sua estrutura atual em 2011 e que agora está a caminho de sua concretização. Anteriormente conhecido como Satélite Geoestacionário Brasileiro, o SGDC está sob a responsabilidade da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de comunicações Telebrás, criada em maio de 2012. O primeiro SGDC terá vida útil estimada de 15 anos, com centros de operações em áreas militares em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). Ocupará a posição 75º Oeste. O sistema, como um todo, considera a operação de dois ou mais satélites geoestacionários. O planejamento de longo prazo considera três satélites operacionais em órbita, com lançamentos a cada cinco anos.

O projeto tem como objetivos principais (I) atender o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa; (II) comunicações estratégicas do Governo Federal, de certos órgãos e estatais; (III) Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com uso exclusivo da capacidade em banda Ka; e (IV) proporcionar a absorção e transferência de tecnologia para o setor aeroespacial brasileiro. A capacidade em banda Ka deve atingir até 55 gigabytes por segundo.

Com o SGDC, toda a demanda do SISCOMIS em comunicações por voz, dados e vídeo, hoje a cargo da operadora Star One, da Embratel, passará a ser atendida pelo próprio governo. Existem em funcionamento cerca de 100 terminais do SISCOMIS, dos tipos leve, transportável, rebocável e naval, e a expectativa é que, até 2020, o sistema opere 300 terminais, inclusive de novos tipos, como portátil (man-pack), móvel terrestre e móvel submarino. O SGDC cobrirá todo o Atlântico, parte da costa do Pacífico e da América do Norte. Contará ainda com um spot móvel em banda X, isto é, capacidade de cobrir determinadas áreas em certos períodos, de acordo com os interesses do Ministério da Defesa (áreas de operações de navios e submarinos da Marinha, por exemplo).

Em meados de fevereiro, a Visiona disponibilizou a solicitação de propostas (RFP, sigla em inglês) para a contratação do primeiro satélite, a ser colocado em órbita entre 2014 e 2015. As empresas interessadas deverão responder no início de abril, com uma decisão, a ser tomada pelo governo brasileiro, prevista para meados desse ano.

CCISE

Levando-se em conta a END e as iniciativas espaciais em andamento no âmbito da Defesa, e também com o intuito de melhor organizar todas as ações em andamento, o Comando da Aeronáutica constituiu, no final de fevereiro de 2012, e sem alarde, a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), que tem as seguintes atribuições:

I - Definir, sob supervisão do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), e em coordenação com o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), com os Estados-Maiores da Armada (EMA) e do Exército (EME), as estratégias de implantação, de integração e de financiamento de sistemas espaciais relativos à defesa;

II - Dirigir, coordenar e integrar, à luz das diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa e em estreita ligação com o EMCFA, o EMA, o EME e o EMAER, todos os trabalhos concernentes à concepção, à definição de requisitos, à integração e à implantação de sistemas espaciais concernentes à defesa, incluindo os respectivos segmentos orbitais e a relativa infraestrutura de operação, tanto dos componentes de uso exclusivo do Ministério da Defesa, quanto daqueles de uso compartilhado com outros órgãos públicos e/ou privados; e

III - Representar, após prévia coordenação, o Ministério da Defesa e as Forças Singulares, em todos os atos que se fizerem necessários à implantação de sistemas espaciais relativos à defesa.

Para cumprir com suas responsabilidades, a CCISE conta com o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), cujas diretrizes de implantação foram aprovadas pelo Comando da Aeronáutica em maio de 2012, e que trabalha com um cenário de ações de curto, médio e longo prazos, num horizonte de 20 anos. Basicamente, a PESE aponta várias premissas operacionais e técnicas necessárias ao emprego de sistemas espaciais pelas Forças Armadas, com foco na definição das suas necessidades e requisitos.

Os sistemas espaciais considerados no PESE devem atender, no campo militar, à modernização de variados sistemas em operação, como o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), o Sistema de Enlaces de Digitais da Aeronáutica (SISCENDA), o SISCOMIS, o Sistema Militar de Comando e Controle (SISMC2), e também outros que estão em fase de planejamento ou implantação, como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) e Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (SISFRON). Planeja-se ainda o uso desses em apoio a iniciativas civis, como em ações de prevenção e atuação em casos de grandes catástrofes ambientais, no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), e no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), entre outros.

Inspirado pelo moderno conceito de guerra centrada em rede (Net Centric Warfare), uma das principais inovações do PESE é o objetivo de se criar um Centro de Operações Espaciais (COPE), que seria subordinado ao Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro. Caberia ao COPE coordenar todas as atividades que façam uso de constelações de sistemas espaciais, oferecendo serviços nas áreas de comunicações, observação, mapeamento de informações, posicionamento e monitoramento espacial para o Ministério da Defesa e seus três comandos, e outros usuários governamentais.

Criada há pouco menos de um ano, a CCISE tem buscado conhecer o que há de mais moderno disponível em sistemas espaciais. Representantes da comissão visitaram alguns governos e empresas dispostas a cooperar com o Brasil na busca de sua independência espacial.

A CCISE também está atenta a identificar as necessidades nacionais. Em novembro de 2012, no exercício CRUZEX C2, da Força Aérea Brasileira, que simulou por meio de softwares o uso de aeronaves e veículos aéreos não tripulados em um conflito moderno, foi incluído pela primeira vez a simulação de uso de satélites. As missões foram planejadas e executadas com apoio de informações enviadas e transmitidas por uma constelação imaginária de satélites de órbitas baixas e geoestacionárias, produzindo dados de sensoriamento remoto, meteorologia, comunicações e posicionamento. “Não se concebe no século 21 uma Força Aérea que não utilize o espaço para executar suas missões”, declarou o coronel João Batista Xavier, da CCISE, por ocasião do exercício.

Conexão com o PNAE

Apesar de terem utilidade dual, os planos do Ministério da Defesa para o setor espacial visam, primariamente, atender as suas próprias exigências. Isso não significa dizer, no entanto, que as diferentes iniciativas brasileiras nesse campo não venham a convergir em algum momento.

Por natureza, o Programa Espacial Brasileiro, a cargo da Agência Espacial Brasileira (AEB), subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, é civil. Mas, por razões lógicas e de racionalização de investimentos, iniciativas de caráter dual deverão ser desenvolvidas em conjunto.

Lançado pela AEB em janeiro de 2013, o aguardado Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para o período de 2012 a 2021 menciona a END como uma das razões do porquê o espaço ser indispensável ao Brasil, por sua demanda em termos de monitoramento do território nacional, fronteiras e espaço aéreo.

Além de meios de acesso ao espaço, como os foguetes VLS e VLM e outros veículos lançadores, projetos a cargo do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e do SGDC, o PNAE 2012-2021 destaca outros, em desenvolvimento ou em planejamento, que terão como um dos usuários o Ministério da Defesa. São eles, por exemplo, o Satélite Meteorológico Brasileiro (GEOMET-1), previsto para 2018, e o satélite radar de abertura sintética (SAR - Synthetic Aperture Radar), capaz de imagear o solo independente da cobertura de nuvens, missão planejada para estar em órbita em 2020.

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 132 (abril de 2013).
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domingo, 20 de janeiro de 2013

"Star One C3, Amazonas 3, Telespazio e Anik G1..."


Reproduzimos abaixo uma nota publicada na coluna "Defesa & Negócios" da edição n.º 131 da revista Tecnologia & Defesa, que se encontra nas bancas:

Star One C3, Amazonas 3, Telespazio e Anik G1...

No início de novembro, foi lançado com sucesso a partir de Kourou, na Guiana Francesa, por um foguete Ariane 5, o Star One C3, o novo satélite de comunicações da Star One, subsidiária da brasileira Embratel. Construído pela estadunidense Orbital Sciences Corporation, o satélite dispõe de capacidade nas bandas C e Ku, com cobertura de toda a região sul-americana. Este foi o nono lançamento de um satélite da Embratel realizado pela Arianespace, todos com sucesso. O Star One C4, em construção pela Space Systems Loral, dos EUA, também será lançado por um Ariane 5, em 2014. Com significativa presença na América do Sul, a Arianespace cuidará em fevereiro de 2013 do lançamento de outro satélite que ocupará uma posição orbital brasileira: o Amazonas 3, da Hispasat.

O mercado sul-americano está bem aquecido, com vários projetos de desenvolvimento e aquisição de sistemas próprios por governos e empresas da região. A subsidiária brasileira do grupo italiano Telespazio espera concluir no primeiro trimestre de 2013 seus estudos sobre um satélite, que deve contar com capacidade em banda Ka, para atender o Brasil. O satélite poderá ser exclusivamente da Telespazio, ou adquirido em parceria com outra empresa. "As várias opções estão sendo analisadas e estamos progredindo", afirmou Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, à T&D.

Também no início de 2013, o satélite Anik G1, da canadense Telesat, com cobertura das Américas e oceano Pacífico, deve ser levado ao espaço. Um aspecto interessante deste satélite é que ele contará com capacidade em banda X, para fins militares, a ser comercializada pela Astrium Services por um período de quinze anos desde a sua colocação em órbita. Esta capacidade pode vir a ser uma alternativa para cobrir uma eventual necessidade adicional para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, hoje atendo pela Star One, tendo em vista que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), a ser contratado pela Visiona, joint-venture da Embraer com a Telebras, dificilmente estará em órbita antes de 2015. Outro potencial interessado seriam as forças armadas do Chile, que demonstram há algum tempo em dispor de comunicações em banda X.

Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 131.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

SGDC: RFP prestes a ser enviado


De acordo com reportagem divulgada ontem (15) pelo Teletime, portal especializado em comunicações, citando informações dadas pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, o termo de referência para a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está com o comitê diretor, que deve se reunir até o final da semana para aprová-lo e enviá-lo aos potenciais fornecedores do satélite.

Segundo o artigo, após o envio das solicitações de propostas, conhecidas pela sigla RFP (do inglês, request for proposals), deve ser dado um prazo de dois ou três meses para os fabricantes apresentarem suas ofertas, e cerca de um mês e meio para a análise e contratação. Assim, o contrato para a aquisição do SGDC poderia ser assinado no primeiro trimestre de 2013, informação em linha com a obtida e divulgada pelo blog Panorama Espacial na semana retrasada.

Favoritismo japonês?

Ainda segundo a reportagem, a companhia Mitsubishi, do Japão, é considerada pelo mercado como a grande favorita para levar o contrato do primeiro satélite, "pois [os japoneses] estariam jogando com uma oferta mais agressiva."

A informação é curiosa, pois, em teoria, ainda não são conhecidos os termos financeiros e mesmo o nome de cada um dos potenciais participantes da concorrência. Além do mais, outro aspecto que merece ser considerado são as restrições japonesas que, desde a Segunda Guerra Mundial, impõem severas restrições para a exportação de equipamentos e sistemas de defesa. Como é sabido, o SGDC terá também aplicações militares, provendo capacidade para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa.

Por outro lado, o interesse do Japão em se fixar como parceiro espacial na América do Sul não é recente, e tem havido significativos esforços nos últimos tempos. No início do mês, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, esteve em Tóquio para reuniões com empresas do setor aeroespacial.
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domingo, 16 de setembro de 2012

Satélites 2012: informações sobre o SGDC


Em 13 de setembro, aconteceu na capital carioca mais uma edição do Congresso Latino-Americano de Satélites, considerado um dos principais eventos brasileiros no setor. A exemplo da edição de 2011, um dos principais tópicos de interesse foi o programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que agora conta com informações mais concretas. Abaixo, destacamos algumas informações na forma de notas.

SGDC, Br1Sat, e não mais SGB

A sigla SGB, pela qual o projeto ficou conhecido desde o início da década de 2000, deve mesmo ser abandonada. Prevalecerá o nome oficial, Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), ou então o comercial: BR1Sat.

Principais características

Aos poucos, vão sendo divulgadas informações mais específicas sobre as características do primeiro satélite. O SGDC previsto para ser lançado em 2014 terá vida útil estimada de 15 anos, com centros de operações em áreas militares em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). Ocupará a posição 75º Oeste. O sistema, como um todo, considera a operação de dois ou mais satélites geoestacionários. O planejamento de longo prazo do governo considera três satélites operacionais em órbita, com lançamentos a cada cinco anos.

O projeto tem alguns objetivos principais: (i) atender o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa; (ii) comunicações estratégicas do governo federal, de certos órgãos e estatais; (iii) Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com uso exclusivo da capacidade em banda Ka; e (iv) absorção e transferência de tecnologia para o setor aeroespacial brasileiro. A capacidade em banda Ka deve atingir até 55 gigabytes por segundo.

Em órbita em 2014?

Dirigentes do governo presentes no congresso foram questionados sobre o prazo, exíguo, para a colocação do satélite em órbita. O limite de 31 de dezembro de 2014 continua válido (inclusive, está previsto em decreto) e deve ser tomado como meta. Segundo declarou Sebastião do Nascimento Neto, da Telebrás, “antes da definição do fabricante, não porque se questionar a data”. Na prática, porém, a possibilidade de cumprir o prazo, considerando-se uma possível contratação até o final desse ano, é entendida como remota por especialistas do setor.

Pedidos de propostas

O envio de solicitação de propostas (conhecido como RFP, sigla em inglês de request for proposal) para os fabricantes deve acontecer no início de outubro, segundo informações de representante do Ministério das Comunicações. De acordo com Maximiliano Martinhão, secretário de telecomunicações do ministério, já foram realizadas três reuniões do grupo-executivo para discussão do termo de referência com as especificações requeridas para o satélite. A compra do satélite será realizada com dispensa das regras previstas na Lei de Licitações (Lei n.º 8.666/93), de acordo com autorização já conferida pelo Conselho de Defesa Nacional.

SISCOMIS

O Ten. Cel. Anderson Hosken Alvarenga, do Ministério da Defesa, fez uma breve exposição sobre o SISCOMIS, cuja demanda em comunicações por voz, dados e vídeo deverá ser totalmente atendida pelo SGDC. Atualmente, há cerca de 100 terminais em operação, dos tipos leve, transportável, rebocável e naval, e a expectativa é que até 2020 o sistema opere 300 terminais, inclusive de novos tipos, como portátil (manpack), móvel terrestre e móvel submarino. O SGDC cobrirá todo o Atlântico, parte da costa do Pacífico e da América do Norte. Contará ainda com um "spot" móvel em banda X, isto é, capacidade de cobrir determinadas áreas em certos períodos de acordo com os interesses do Ministério da Defesa (áreas de operações de navios e submarinos da Marinha, por exemplo).

Os interessados

A informação que circulava nos bastidores era de que a Boeing, Space Systems Loral e Orbital Sciences Corporation, todas dos EUA, já haviam se reunido com a Telebrás para conhecer e demonstrar interesse em fornecer o satélite. As europeias Astrium e Thales Alenia Space, assim como a japonesa Mitsubishi Electric Corporation também devem responder o RFP, quando este for enviado.

Ausência sentida

Ainda em matéria de empresas interessadas no programa, uma ausência notada no evento foi a de representantes da Thales Alenia Space que, aparentemente, não compareceram. Na edição de 2011, a empresa franco-italiana foi uma das patrocinadoras do congresso e também apresentou a sua proposta numa palestra. No Brasil, a campanha pelo SGDC era liderada por Laurent Mourre, diretor-geral da Thales no País, mas que deixou esta função no mês passado. O executivo acumulava considerável experiência no setor espacial.

O papel da Visiona

Nelson Salgado, presidente da Visiona Tecnologias Espaciais, joint-venture constituída pela Embraer e Telebrás para atuação no projeto do SGDC, discorreu brevemente sobre o papel da empresa no programa. Salgado destacou que a empresa não será operadora do satélite - esta função caberá à própria Telebrás e ao Ministério da Defesa, mas sim a integradora da rede, de seus segmentos espaciais e terrestres. "A Visiona não será fabricante, mas sim uma empresa de engenharia [de sistemas] e integração", afirmou. O executivo mencionou que a Visiona deve buscar participar de outros projetos do Programa Espacial Brasileiro, destacando que estas iniciativas sempre foram consideradas no planejamento estratégico da Embraer.
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sábado, 18 de agosto de 2012

SGB: novas informações


Quando sai a RFP?

O blog Panorama Espacial entrou em contato com o Ministério das Comunicações para saber quando o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC (designação dada pelo governo ao Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGB, também referido como BR1Sat) deve ser contratado. A resposta recebida: "Pergunta (sic) para a Telebras". Entramos em contato com a Telebras, mas ainda não obtivemos resposta. Mas, nos bastidores, os comentários são de que a definição das principais características técnicas, que conta com a participação de especialistas da PUC-RJ, já estaria prestes a ser finalizada. Tais características constarão da Request for Proposal (RFP), a ser enviado aos principais fabricantes de satélites do mundo. Espera-se que a RFP seja concluída até o final desse mês.

Em órbita em 2014? Muito difícil

Nos bastidores, a possibilidade de se contar com o primeiro SGDC em órbita até o final de 2014 é tida como remota. Pode-se dizer que o desenvolvimento e a construção de um satélite geoestacionário de comunicações é  artesanal. Não existe linha de produção, e o processo como um todo, da contratação até a colocação em órbita geralmente leva, no mínimo, dois anos. O governo trabalha com a expectativa de que o SGDC esteja pronto em 30 meses a partir de sua contratação.

Uma vez emitido um pedido de propostas, as empresas costumam ter um prazo de dois meses para respondê-lo, e mais alguns meses para análise das propostas pelo solicitante e negociação dos termos do contrato. O que isto significa? Definição mesmo, só no final do ano, e desde que a RFP seja enviada dentro das próximas semanas.

Um "detalhe" tecnológico que muitos desconhecem: o SGDC deve ser o primeiro satélite de comunicações do mundo com bandas X e Ka.

Os interessados

Em declarações dadas à imprensa, Cezar Alvarez, secretário-executivo do Ministério das Comunicações afirmou que o ministério recebeu demonstrações de interesse no SGDC de, ao menos, sete fabricantes. O blog buscou mais informações sobre os interessados, mas recebeu a resposta de que, "por questões estratégicas, não é possível dar informações sobre os fabricantes interessados." Alguns, no entanto, são óbvios: europeus (Astrium e Thales Alenia Space), norte-americanos (Space Systems Loral e Boeing), e japoneses (Mitsubishi). A MDA, do Canadá (adquirida pela Loral), fornecedora de cargas úteis, é também vista como potencial interessada, assim como a IAI, de Israel. No final de julho, representantes da empresa canadense, ao anunciar seus resultados financeiros, destacaram que olham uma futura encomenda de um cliente brasileiro, embora não tenham divulgado maiores informações.

O SGDC no contexto do PNBL e SISCOMIS

Como é sabido, o SGDC será um importante componente do Plano Nacional de Banda Larga, a cargo da Telebras. Sobre isto, diz o MC: "O SGDC terá uma carga útil em banda Ka que permitirá atingir as áreas do país não cobertas pela rede terrestre da Telebras, que chegará a 4.283 municípios até 2014. Além disso, servirá para conectar os órgãos públicos federais nos locais de mais difícil acesso para a rede privativa de comunicação da administração pública federal, atribuição que também é da empresa, em função do decreto nº 7.175/2010." 

No âmbito do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, o primeiro SGDC contará com cinco transpônderes de banda X.

Satélite meteorológico

O SGDC não é o único satélite geoestacionário na pauta do governo. O desenvolvimento de um satélite meteorológico, uma carência identificada já há muito tempo, também tem gerado muitas discussões e movimentações internas dentro do governo. Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, a frente. As discussões têm envolvido o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mais especificamente, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), de Cachoeira Paulista (SP).
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Novas estações do SISCOMIS: mais informações


Hoje (23), o Ministério da Defesa divulgou um press release sobre a entrega dos terminais para comunicação via satélite fornecidos pela empresa espanhola Indra, que integrarão o Sistema de Comunicações Militar por Satélite (SISCOMIS), divulgada pela própria companhia na semana passada. Algumas informações interessantes selecionadas pelo blog:

- Foram entregues 31 terminais do tipo "fly away", com custo unitário de US$157 mil. Ao todo, hoje o SISCOMIS conta com 87 terminais transportáveis. Os novos terminais devem "estrear" na próxima Operação Ágata, de combate a ilícitos nas fronteiras;

- As estações fornecidas oferecem desdobramento rápido. Cada estação tem antena de 1,8 m, massa em torno de 400 kg e pode ser montada em menos de 20 minutos. O sistema tem capacidade de transmissão de dados de quatro megabytes por segundo (4Mbps);

- Os terminais oferecem acesso a telefone, internet, videoconferências, trocas de dados e acessos a sistemas remotos;

- Atualmente, há 13 estações do SISCOMIS instaladas em navios da Marinha;

- SGB: no press release, o coronel reformado Edwin Pinheiro da Costa, chefe da Seção de Telemática do Ministério da Defesa, deu declarações relacionadas às expectativas para o SISCOMIS com o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Reproduzimos algumas: “Quando o governo brasileiro tiver o controle operacional e tecnológico do satélite a ser criado pela Telebrás, poderá ampliar sensivelmente a potência utilizável e possibilidade de cobertura desses equipamentos, inclusive com feixe deslocável, aumentando a flexibilidade do sistema”. “Poderemos utilizar todos os nossos terminais transportáveis simultaneamente, além de terminais de pequeno porte, como os do tipo manpack e de submarinos, o que possibilitará maior controle e independência de nossas comunicações militares”.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

SISCOMIS: terminais táticos entregues pela Indra




Indra aumenta a capacidade da rede de comunicações militares por satélite no Brasil               

A companhia entrega terminais táticos, reforçando sua posição como o maior fornecedor de equipamentos de comunicações por satélite do Ministério da Defesa brasileiro

A Indra entregou para as Forças Armadas brasileiras terminais táticos que proporcionam cobertura de território para comunicações por satélite em operações de segurança. Os equipamentos fornecidos integrarão os sistemas de comunicações militares Via Satélite de desdobramento rápido, objeto de concorrência internacional vencida pela Indra no ano de 2011, com participação das principais companhias do setor.

Os novos terminais entregues à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica serão distribuídos pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Em alguns pontos serão instalados para o monitoramento permanente e em outros, serão alocados para a vigilância temporária.

Desde 2006, a Indra já entregou ao Ministério da Defesa cerca de 70 terminais táticos e 14 móveis navais. Trata-se de sistemas terminais de comunicação por satélite empregados em operações de segurança, defesa e emergência em todo país. Transportáveis e com recursos avançados de transmissão, os soluções terminais ampliam a área de cobertura por satélite das forças armadas.

Os terminais entregues são do tipo Fly Away e serão incorporadas ao Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) do Ministério da Defesa do Brasil. Estes equipamentos são caracterizados por serem facilmente transportáveis e muito fáceis de montar. Esta tecnologia garante para qualquer unidade do Exército Brasileiro a capacidade de estabelecer um link de comunicações por satélite seguro nos locais mais remotos.

A Indra contribuiu de forma destacada com a consolidação da rede de satélites do Ministério da Defesa do Brasil (SISCOMIS), tanto como fornecedor de diferentes tipos de terminais Satcom terrestres e móveis navais, quanto através do desenvolvimento do Sistema de Gestão da própria rede.

A companhia é parceira tecnológica das Forças Armadas Brasileiras em projetos relacionados com comunicações militares via satélite.

Fonte: Indra
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