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Yahsat e Telespazio assinam acordo para capacidade em banda Ka no Brasil
A Yahsat e a Telespazio divulgaram hoje (30) a assinatura de um contrato com duração de 5 anos para a prestação de serviços integrados de satélite por meio do uso de capacidade em banda Ka do satélite Al Yah 3, que será lançado ao espaço em 2017.
De acordo com o contrato, a Telespazio fornecerá soluções em conectividade de satélites e IP para seus clientes por meio de uma combinação de capacidade em banda Ka do Al Yah 3, que cobrirá 95% da população brasileira em mais de 5 mil municípios, e uma infraestrutura solo no estado-da-arte. Os serviços serão oferecidos via gateways localizados no Brasil, o que maximizará a performance e disponibilidade.
Comentando o acordo fechado com a Yahsat, Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, afirmou: "Nossa oferta atual para os mercados corporativo, institucional e de telecomunicações está baseada nas bandas de satélites C, Ku e L. A tecnologia da Yahsat na banda Ka se encaixa e complementa o portfólio de serviços da Telespazio Brasil, e nos permitirá atender a crescente demanda em banda larga com a necessária competitividade em termos de custos."
Fruto de uma joint-venture entre os grupos Leonardo, da Itália, e Thales, da França, a Telespazio tem quase 20 anos de presença no País, atuando principalmente nos segmentos de comunicações e observação terrestre.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Missão Empresarial Brasil - Itália
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O governo italiano promoverá no próximo dia 24, em São
Jose dos Campos (SP), uma missão empresarial para fomentar parcerias junto aos
setores aeroespacial e defesa brasileiros.
O painel de discussão de São José dos Campos tratará das
oportunidades de negócios nos programas espaciais internacionais, do papel e
interesses de todos os agentes envolvidos no segmento aeroespacial
(fabricantes, agências espaciais, aeronáutica, institutos de pesquisa etc.) e
das oportunidades de colaboração entre Brasil e Itália na área.
Entre os
palestrantes, representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Agência
Espacial Italiana (ASI), bem como executivos de indústrias espaciais italianas,
como o grupo Leonardo (antiga Finmeccanica), Thales Alenia Space, Gauss e Telespazio Brasil.
Para mais informações, clique aqui.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2016
COSMO-SkyMed: recursos para a 2ª geração
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Segunda geração do programa COSMO-SkyMed receberá 77 milhões de euros para sua conclusão
A Thales Alenia Space, uma joint venture entre a Thales e a Leonardo-Finmeccanica, assinou um contrato adicional no valor de 77 milhões de euros com a agência espacial italiana ASI para a conclusão da segunda geração do programa COSMO-SkyMed. Composto por dois satélites de última geração, projetados como um sistema de “dupla utilização” (civil/militar), o programa visa atender necessidades científicas, comerciais e governamentais.
O desenvolvimento do sistema COSMO-SkyMed de Segunda Geração significa um salto em termos de tecnologia, desempenho e vida útil, resultando no fortalecimento da atuação italiana no setor de observação da Terra em nível global.
Do total do contrato, a Thales Alenia Space Itália receberá 66 milhões de euros, enquanto a filial de serviços espaciais Telespazio receberá 11 milhões de euros. A Thales Alenia Space Itália é responsável pelo programa COSMO-SkyMed – Segunda Geração, incluindo a construção de dois satélites, enquanto a Telespazio é responsável pela engenharia e desenvolvimento do segmento terrestre, assim como pela prestação de serviços integrados de logística e operações. A Leonardo-Finmeccanica também contribui para o programa, fornecendo sensores de altitude e equipamentos de ponta que processarão e distribuirão toda a energia elétrica nos satélites.
Este contrato inicia a fase D2/E1 do programa, que envolve todas as operações necessárias para completar a construção do segundo satélite (FM-2), o lançamento dos dois satélites, e também a verificação e validação operacional de todo o sistema com os dois satélites já em órbita (primeira geração do programa). O lançamento do primeiro satélite da segunda geração está previsto para 2018, com o segundo programado para o ano seguinte.
Desde o lançamento do primeiro satélite, em 2007, o programa COSMO-SkyMed tem sido uma ferramenta valiosa para a observação do planeta. Com suas inovadoras capacidades operacionais, contribui para a monitoração contínua da superfície da Terra, para as necessidades ligadas à segurança e para a gestão de eventos naturais, como foi demonstrado recentemente pelas atividades de avaliação de danos e apoio às operações de salvamento após os terremotos que atingiram a Itália central.
Fonte: Thales Alenia Space.
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Segunda geração do programa COSMO-SkyMed receberá 77 milhões de euros para sua conclusão
A Thales Alenia Space, uma joint venture entre a Thales e a Leonardo-Finmeccanica, assinou um contrato adicional no valor de 77 milhões de euros com a agência espacial italiana ASI para a conclusão da segunda geração do programa COSMO-SkyMed. Composto por dois satélites de última geração, projetados como um sistema de “dupla utilização” (civil/militar), o programa visa atender necessidades científicas, comerciais e governamentais.
O desenvolvimento do sistema COSMO-SkyMed de Segunda Geração significa um salto em termos de tecnologia, desempenho e vida útil, resultando no fortalecimento da atuação italiana no setor de observação da Terra em nível global.
Do total do contrato, a Thales Alenia Space Itália receberá 66 milhões de euros, enquanto a filial de serviços espaciais Telespazio receberá 11 milhões de euros. A Thales Alenia Space Itália é responsável pelo programa COSMO-SkyMed – Segunda Geração, incluindo a construção de dois satélites, enquanto a Telespazio é responsável pela engenharia e desenvolvimento do segmento terrestre, assim como pela prestação de serviços integrados de logística e operações. A Leonardo-Finmeccanica também contribui para o programa, fornecendo sensores de altitude e equipamentos de ponta que processarão e distribuirão toda a energia elétrica nos satélites.
Este contrato inicia a fase D2/E1 do programa, que envolve todas as operações necessárias para completar a construção do segundo satélite (FM-2), o lançamento dos dois satélites, e também a verificação e validação operacional de todo o sistema com os dois satélites já em órbita (primeira geração do programa). O lançamento do primeiro satélite da segunda geração está previsto para 2018, com o segundo programado para o ano seguinte.
Desde o lançamento do primeiro satélite, em 2007, o programa COSMO-SkyMed tem sido uma ferramenta valiosa para a observação do planeta. Com suas inovadoras capacidades operacionais, contribui para a monitoração contínua da superfície da Terra, para as necessidades ligadas à segurança e para a gestão de eventos naturais, como foi demonstrado recentemente pelas atividades de avaliação de danos e apoio às operações de salvamento após os terremotos que atingiram a Itália central.
Fonte: Thales Alenia Space.
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
Censipam inicia processamento de imagens radar
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Atualizado em 16/06/16, 14h38.
André M. Mileski
Na semana passada, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) iniciou o processamento de imagens de radar geradas por satélites da constelação italiana COSMO-SkyMed, para detecção de desmatamento ilegal na Amazônia. Esta é a primeira vez que a região será monitorada sistematicamente com radares orbitais, segundo informações divulgadas pelo Censipam, citando o seu diretor-geral, Rogério Guedes.
Os dados foram adquiridos em licitação realizada no âmbito do programa Amazônia SAR, financiado pelo Fundo Amazônia, via o BNDES, e coordenado pelo Censipam, que foi vencida pela empresa Geoambiente, em parceria com a e-GEOS, uma joint-venture entre a italiana Telespazio e a Agência Espacial Italiana para a comercialização de imagens do COSMO-SkyMed.
O contrato firmado com a Geoambiente prevê a aquisição mensal dos dados satelitais sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da região amazônica. As imagens que estão em processamento foram coletadas nos meses de abril e maio, e são do tipo Stripmap (40 km x 40 km), com resolução espacial de 3 metros. Quando finalizadas, serão disponibilizadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O processamento está sendo realizado pelas equipes de especialistas do Censipam em Brasília (DF), Porto Velho (RO), Manaus (AM) e Belém (PA), utilizando métodos considerados no estado da arte em técnicas de extração de informações sobre imagens de radar de abertura sintética (SAR) de alta resolução espacial, incluindo análises multitemporais dos dados de amplitude e fase do sinal de radar, extração de parâmetros interferométricos e métodos de classificação. De acordo com a Telespazio, “a utilização destas técnicas sobre dados SAR multitemporais e multigeometria tem como objetivo detectar e caracterizar as mudanças de cobertura do solo decorrentes de atividades antrópicas na Amazônia, nos períodos de maior incidência de nuvens”.
Os primeiros resultados dos processamentos de imagens do SipamSAR já evidenciam a sua importância para o monitoramento do desmatamento da Amazônia. Na figura abaixo (clique sobre ela para melhor resolução), as áreas destacadas em amarelo indicam o desmatamento detectado pelo sistema PRODES, do INPE, acumulado até agosto de 2015, a partir de imagens óticas (A). Após o processamento de imagem obtida pelo COSMO-SkyMed (B), é possível identificar desmatamento encoberto pelas nuvens, bem como o avanço do desmatamento ocorrido no período chuvoso, que estão indicados pelas áreas destacadas em vermelho (C).
SipamSAR: sistema integrado de alerta de desmatamento
O monitoramento por radar do desmatamento da Amazônia é uma demanda brasileira de muitos anos, e particularmente necessária durante os períodos mais chuvosos, em que a cobertura de nuvens impede um preciso monitoramento realizado por satélites com sensores óticos.
Em paralelo ao processamento das imagens já adquiridas, o Censipam está conduzindo uma concorrência visando adquirir, implantar, operacionalizar e manter uma solução completa de recepção de dados de satélites SAR, para operação do chamado Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento por Radar Orbital – SipamSAR.
A solução compreenderá a construção de uma antena de recepção em território brasileiro, que proporcionará ao órgão o acesso direto aos dados de telemetria dos satélites, baixando as imagens em tempo real, e tornando mais ágil a disponibilização dos dados aos usuários finais.
O SipamSAR terá investimentos de pouco mais de R$80 milhões, sendo R$63,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$16,6 milhões do orçamento federal.
Atualizado em 16/06/16, 14h38.
André M. Mileski
Na semana passada, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) iniciou o processamento de imagens de radar geradas por satélites da constelação italiana COSMO-SkyMed, para detecção de desmatamento ilegal na Amazônia. Esta é a primeira vez que a região será monitorada sistematicamente com radares orbitais, segundo informações divulgadas pelo Censipam, citando o seu diretor-geral, Rogério Guedes.
Os dados foram adquiridos em licitação realizada no âmbito do programa Amazônia SAR, financiado pelo Fundo Amazônia, via o BNDES, e coordenado pelo Censipam, que foi vencida pela empresa Geoambiente, em parceria com a e-GEOS, uma joint-venture entre a italiana Telespazio e a Agência Espacial Italiana para a comercialização de imagens do COSMO-SkyMed.
O contrato firmado com a Geoambiente prevê a aquisição mensal dos dados satelitais sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da região amazônica. As imagens que estão em processamento foram coletadas nos meses de abril e maio, e são do tipo Stripmap (40 km x 40 km), com resolução espacial de 3 metros. Quando finalizadas, serão disponibilizadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O processamento está sendo realizado pelas equipes de especialistas do Censipam em Brasília (DF), Porto Velho (RO), Manaus (AM) e Belém (PA), utilizando métodos considerados no estado da arte em técnicas de extração de informações sobre imagens de radar de abertura sintética (SAR) de alta resolução espacial, incluindo análises multitemporais dos dados de amplitude e fase do sinal de radar, extração de parâmetros interferométricos e métodos de classificação. De acordo com a Telespazio, “a utilização destas técnicas sobre dados SAR multitemporais e multigeometria tem como objetivo detectar e caracterizar as mudanças de cobertura do solo decorrentes de atividades antrópicas na Amazônia, nos períodos de maior incidência de nuvens”.
Os primeiros resultados dos processamentos de imagens do SipamSAR já evidenciam a sua importância para o monitoramento do desmatamento da Amazônia. Na figura abaixo (clique sobre ela para melhor resolução), as áreas destacadas em amarelo indicam o desmatamento detectado pelo sistema PRODES, do INPE, acumulado até agosto de 2015, a partir de imagens óticas (A). Após o processamento de imagem obtida pelo COSMO-SkyMed (B), é possível identificar desmatamento encoberto pelas nuvens, bem como o avanço do desmatamento ocorrido no período chuvoso, que estão indicados pelas áreas destacadas em vermelho (C).
SipamSAR: sistema integrado de alerta de desmatamento
O monitoramento por radar do desmatamento da Amazônia é uma demanda brasileira de muitos anos, e particularmente necessária durante os períodos mais chuvosos, em que a cobertura de nuvens impede um preciso monitoramento realizado por satélites com sensores óticos.
Em paralelo ao processamento das imagens já adquiridas, o Censipam está conduzindo uma concorrência visando adquirir, implantar, operacionalizar e manter uma solução completa de recepção de dados de satélites SAR, para operação do chamado Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento por Radar Orbital – SipamSAR.
A solução compreenderá a construção de uma antena de recepção em território brasileiro, que proporcionará ao órgão o acesso direto aos dados de telemetria dos satélites, baixando as imagens em tempo real, e tornando mais ágil a disponibilização dos dados aos usuários finais.
O SipamSAR terá investimentos de pouco mais de R$80 milhões, sendo R$63,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$16,6 milhões do orçamento federal.
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segunda-feira, 6 de junho de 2016
Cooperação Argentina - Itália: SIASGE II
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Em 17 de maio, dirigentes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e da Agência Espacial Italiana (ASI) firmaram uma carta de intenções indicando o interesse em intensificar e fortalecer a cooperação bilateral em ciência, pesquisa e tecnologia espacial para fins pacíficos, em particular na prevenção e gestão de emergências. A carta prevê também a criação de uma nova edição do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências, a ser denominada SIASGE II.
O SIASGE II dará continuidade ao SIASGE, criado pelos dois países em 2005 e que, quando completamente em operação, contará com uma constelação integrada por seis satélites - os quatro da família italiana COSMO-SkyMed, operados pela Telespazio e que geram imagens radar em banda X, já em órbita, e os argentinos SAOCOM 1A e SAOCOM 1B, dotados de sistemas radar que operam em banda L, que serão lançados ao espaço em 2017 e 2018, respectivamente. O racional do SIASGE é que os seis satélites, de diferentes bandas, se complementam e potencializam suas aplicações, gerando dados úteis para o monitoramento de inundações e umidade do solo, bem como preservação do meio ambiente.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, a experiência nos trabalhos de desenvolvimento dos satélites do SIASGE tem “demonstrado um nível técnico e cooperativo de excelência”, ambiente que possibilita as discussões para a continuidade do programa por meio do SIASGE II. A nova rede será integrada pelos satélites de segunda geração da serie COSMO-SkyMed, já em desenvolvimento, e pelo lado argentino, por modelos da família SAOCOM 2.
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Em 17 de maio, dirigentes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e da Agência Espacial Italiana (ASI) firmaram uma carta de intenções indicando o interesse em intensificar e fortalecer a cooperação bilateral em ciência, pesquisa e tecnologia espacial para fins pacíficos, em particular na prevenção e gestão de emergências. A carta prevê também a criação de uma nova edição do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências, a ser denominada SIASGE II.
O SIASGE II dará continuidade ao SIASGE, criado pelos dois países em 2005 e que, quando completamente em operação, contará com uma constelação integrada por seis satélites - os quatro da família italiana COSMO-SkyMed, operados pela Telespazio e que geram imagens radar em banda X, já em órbita, e os argentinos SAOCOM 1A e SAOCOM 1B, dotados de sistemas radar que operam em banda L, que serão lançados ao espaço em 2017 e 2018, respectivamente. O racional do SIASGE é que os seis satélites, de diferentes bandas, se complementam e potencializam suas aplicações, gerando dados úteis para o monitoramento de inundações e umidade do solo, bem como preservação do meio ambiente.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, a experiência nos trabalhos de desenvolvimento dos satélites do SIASGE tem “demonstrado um nível técnico e cooperativo de excelência”, ambiente que possibilita as discussões para a continuidade do programa por meio do SIASGE II. A nova rede será integrada pelos satélites de segunda geração da serie COSMO-SkyMed, já em desenvolvimento, e pelo lado argentino, por modelos da família SAOCOM 2.
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terça-feira, 12 de abril de 2016
Imagens do COSMO-SkyMed para monitoramento da Amazônia
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Os satélites Italianos COSMO-SkyMed irão monitorar desmatamentos no Brasil
12/04/2016
e-GEOS (Empresa participada da Finmeccanica-Telespazio e da Agência Espacial Italiana), junto com a empresa Brasileira Geoambiente, foi a vencedora da licitação do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia.
Rio de Janeiro, 12 de abril de 2016 - A e-GEOS (80% Finmeccanica-Telespazio, 20% ASI) foi vencedora através da empresa Brasileira Geoambiente da concorrência realizada pelo CENSIPAM (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia) para o monitoramento do desmatamento na Amazônia. O contrato, válido para o ano de 2016 e renovável para um segundo ano, prevê a aquisição mensal dos dados satelitais provenientes da constelação Italiana de satélites COSMO-SkyMed, sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da Região Amazônica.
A constelação COSMO-SkyMed, equipada com sensores radar que lhe permitem operar dia e noite sob qualquer condição meteorológica, é a solução ideal para o monitoramento constante da Amazônia, território caracterizado pelas frequentes chuvas na maior parte do ano e constante nebulosidade. Os dados desta constelação já são usados com sucesso no Brasil (onde Telespazio opera desde 1997 através da sua filial Telespazio Brasil) para o monitoramento ambiental e a segurança (vazamento de óleo no mar e controle de deslizamentos de terra), para suporte em aplicações agrícolas e no âmbito de defesa.
Satisfação também foi expressada pela Finmeccanica, pela qual o novo contrato constitui uma ulterior confirmação do valor da própria tecnologia no setor espacial.
Finmeccanica reveste um papel de destaque na constelação COSMO SkyMed: dos laboratórios de pesquisa provem muitos equipamentos – desde os painéis fotovoltaicos até os sensores estelares, desde as unidades de controle e distribuição da potência até a unidade de amplificação, conversão e modulação do sinal de radiofrequência – integrados a bordo dos quatro satélites, realizados pela participada Thales Alenia Space (Finmeccanica 67%, Thales 33%), enquanto Telespazio (Finmeccanica 67%, Thales 33%) desenvolveu todo o segmento terrestre e é responsável pela aquisição, processamento e distribuição dos dados satelitais comercializados no mundo todo pela e-GEOS para aplicações civis.
Financiado pela ASI, pelo Ministério da Defesa Italiano e pelo MIUR, COSMO SkyMed é capaz de operar em qualquer condição de visibilidade com uma alta frequência de revisita. Permite também atender aos requisitos civis e militares, com serviços e aplicações para monitoramento ambiental, controle territorial e marítimo, agricultura, proteção de fronteiras e segurança.
Fonte: Telespazio.
Comentário do blog: segundo informações apuradas pelo blog, dentre as participantes da concorrência vencida pela Telespazio estavam a Visiona Tecnologia Espacial e a Airbus Defence and Space, além da Space Imaging / MDA.
Os satélites Italianos COSMO-SkyMed irão monitorar desmatamentos no Brasil
12/04/2016
e-GEOS (Empresa participada da Finmeccanica-Telespazio e da Agência Espacial Italiana), junto com a empresa Brasileira Geoambiente, foi a vencedora da licitação do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia.
Rio de Janeiro, 12 de abril de 2016 - A e-GEOS (80% Finmeccanica-Telespazio, 20% ASI) foi vencedora através da empresa Brasileira Geoambiente da concorrência realizada pelo CENSIPAM (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia) para o monitoramento do desmatamento na Amazônia. O contrato, válido para o ano de 2016 e renovável para um segundo ano, prevê a aquisição mensal dos dados satelitais provenientes da constelação Italiana de satélites COSMO-SkyMed, sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da Região Amazônica.
A constelação COSMO-SkyMed, equipada com sensores radar que lhe permitem operar dia e noite sob qualquer condição meteorológica, é a solução ideal para o monitoramento constante da Amazônia, território caracterizado pelas frequentes chuvas na maior parte do ano e constante nebulosidade. Os dados desta constelação já são usados com sucesso no Brasil (onde Telespazio opera desde 1997 através da sua filial Telespazio Brasil) para o monitoramento ambiental e a segurança (vazamento de óleo no mar e controle de deslizamentos de terra), para suporte em aplicações agrícolas e no âmbito de defesa.
Satisfação também foi expressada pela Finmeccanica, pela qual o novo contrato constitui uma ulterior confirmação do valor da própria tecnologia no setor espacial.
Finmeccanica reveste um papel de destaque na constelação COSMO SkyMed: dos laboratórios de pesquisa provem muitos equipamentos – desde os painéis fotovoltaicos até os sensores estelares, desde as unidades de controle e distribuição da potência até a unidade de amplificação, conversão e modulação do sinal de radiofrequência – integrados a bordo dos quatro satélites, realizados pela participada Thales Alenia Space (Finmeccanica 67%, Thales 33%), enquanto Telespazio (Finmeccanica 67%, Thales 33%) desenvolveu todo o segmento terrestre e é responsável pela aquisição, processamento e distribuição dos dados satelitais comercializados no mundo todo pela e-GEOS para aplicações civis.
Financiado pela ASI, pelo Ministério da Defesa Italiano e pelo MIUR, COSMO SkyMed é capaz de operar em qualquer condição de visibilidade com uma alta frequência de revisita. Permite também atender aos requisitos civis e militares, com serviços e aplicações para monitoramento ambiental, controle territorial e marítimo, agricultura, proteção de fronteiras e segurança.
Fonte: Telespazio.
Comentário do blog: segundo informações apuradas pelo blog, dentre as participantes da concorrência vencida pela Telespazio estavam a Visiona Tecnologia Espacial e a Airbus Defence and Space, além da Space Imaging / MDA.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Ariane 5: 64º sucesso consecutivo
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A
Arianespace realizou com sucesso na noite de ontem (26), a partir de Kourou, na
Guiana Francesa, o primeiro lançamento do Ariane 5 este ano, colocando em órbita dois satélites geoestacionários de telecomunicações: o Thor 7, da operadora
norueguesa Telenor Satellite Broadcasting, e o Sicral 2, da italiana
Telespazio, numa missão conjunta dos Ministérios da Defesa da Itália e da França.
Esta foi a
terceira missão da Arianespace em 2015, de um total de onze planejadas, sendo
uma delas para o lançamento de um satélite brasileiro, da Embratel Star One,
prevista para o meio do ano. Representou também 64 sucessos consecutivos do venerável
Ariane 5, que colocaram em órbita um total de 110 cargas úteis. Confirmou ainda
a confiabilidade única da Arianespace, que já detém em 2015 um market share
de 60%.
Além de
tradicional provedora de serviços de lançamento dos satélites da Embratel Star
One, a Arianespace será também responsável pela inserção em órbita do Satélite Geoestacionário
de Defesa e Comunicações (SGDC), do governo brasileiro, prevista para o final
de 2016.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
SES-6, Oi e o mercado de comunicações por satélite
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No segmento de comunicações comerciais por satélite, a principal notícia na semana passada foi o lançamento do satélite SES-6, da operadora SES, com sede em Luxemburgo, no dia 2, missão com significado especial para o mercado brasileiro: o SES-6, construído pela europeia Astrium e baseado na tradicional e confiável plataforma Eurostar E3000, teve toda a sua capacidade em banda Ku (28 transpônderes operacionais) contratada pela empresa de comunicações Oi, tornando-se a principal cliente do satélite.
O contrato é considerado relevante, uma vez que aquisições de capacidade nesta extensão são incomuns. Indicativo da relevância do contrato, que foi inclusive objeto de reportagem no boletim especializado Space News, foi a colocação do logotipo da Oi na coifa do lançador Proton (no canto superior, acima do logotipo da SES), algo raro (usualmente, são inseridos os logotipos dos operadores do satélite e do lançador, e não de clientes).
Mercado aquecido
O lançamento do SES-6 e o contrato com a Oi são os mais recentes elementos que demonstram o aquecimento do mercado de comunicações por satélite no continente latino-americano, embora não os únicos. Especificamente sobre o Brasil, em setembro de 2012 publicamos uma nota sobre o interesse da Telespazio Brasil em deter uma posição orbital brasileira e operar um satélite de comunicações até o início de 2016, possivelmente com um parceiro local.
A companhia europeia Astrium, do grupo EADS, também está em processo de constituição de uma empresa no Rio de Janeiro (RJ) para o fornecimento de serviços de telecomunicações via satélite para o mercado brasileiro.
No início do ano, foi colocado em órbita o Amazonas 3, primeiro satélite com capacidade em banda Ka para a América Latina, operado e comercializado pela Hispamar (joint-venture da Oi com a operadora espanhola Hispasat). O Brasil, aliás, hoje responde por metade do faturamento da Hispasat, sendo o seu maior mercado. A banda Ka é ideal para disponibilização de internet em banda larga.
Para os próximos meses, é aguardada a publicação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de editais sobre novas posições orbitais brasileiras para satélites geoestacionários operando em banda Ka, processo que deve gerar grande disputa entre operadores. Em agosto de 2011, a Anatel licitou quatro direitos, arrecadando mais de R$254 milhões.
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domingo, 20 de janeiro de 2013
"Star One C3, Amazonas 3, Telespazio e Anik G1..."
Reproduzimos abaixo uma nota publicada na coluna "Defesa & Negócios" da edição n.º 131 da revista Tecnologia & Defesa, que se encontra nas bancas:
Star One C3, Amazonas 3, Telespazio e Anik G1...
No início de novembro, foi lançado com sucesso a partir de Kourou, na Guiana Francesa, por um foguete Ariane 5, o Star One C3, o novo satélite de comunicações da Star One, subsidiária da brasileira Embratel. Construído pela estadunidense Orbital Sciences Corporation, o satélite dispõe de capacidade nas bandas C e Ku, com cobertura de toda a região sul-americana. Este foi o nono lançamento de um satélite da Embratel realizado pela Arianespace, todos com sucesso. O Star One C4, em construção pela Space Systems Loral, dos EUA, também será lançado por um Ariane 5, em 2014. Com significativa presença na América do Sul, a Arianespace cuidará em fevereiro de 2013 do lançamento de outro satélite que ocupará uma posição orbital brasileira: o Amazonas 3, da Hispasat.
O mercado sul-americano está bem aquecido, com vários projetos de desenvolvimento e aquisição de sistemas próprios por governos e empresas da região. A subsidiária brasileira do grupo italiano Telespazio espera concluir no primeiro trimestre de 2013 seus estudos sobre um satélite, que deve contar com capacidade em banda Ka, para atender o Brasil. O satélite poderá ser exclusivamente da Telespazio, ou adquirido em parceria com outra empresa. "As várias opções estão sendo analisadas e estamos progredindo", afirmou Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, à T&D.
Também no início de 2013, o satélite Anik G1, da canadense Telesat, com cobertura das Américas e oceano Pacífico, deve ser levado ao espaço. Um aspecto interessante deste satélite é que ele contará com capacidade em banda X, para fins militares, a ser comercializada pela Astrium Services por um período de quinze anos desde a sua colocação em órbita. Esta capacidade pode vir a ser uma alternativa para cobrir uma eventual necessidade adicional para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, hoje atendo pela Star One, tendo em vista que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), a ser contratado pela Visiona, joint-venture da Embraer com a Telebras, dificilmente estará em órbita antes de 2015. Outro potencial interessado seriam as forças armadas do Chile, que demonstram há algum tempo em dispor de comunicações em banda X.
Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 131.
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domingo, 7 de outubro de 2012
Thales Alenia Space e seus planos para o Brasil
Na última sexta-feira (5), o blog Panorama Espacial / revista Tecnologia & Defesa encontrou César Kuberek, vice-presidente da Thales para a América Latina, agora baseado em São Paulo (SP), e Christophe Garier, executivo da Thales Alenia Space (TAS)* responsável pelo mercado latino-americano no segmento de comunicações.
A conversa teve como pano de fundo o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente a principal concorrência de satélites no continente sul-americano, mas também girou em torno de outros projetos e interesses da companhia franco-italiana na região, em particular plataformas de satélites de órbita baixa para aplicações variadas.
Garier veio ao Brasil para entregar informações técnicas solicitadas pela Visiona, joint-venture da Embraer e Telebrás responsável pela contratação e integração do sistema, que emitiu uma nova solicitação de informações (RFI, no jargão em inglês) para os principais fabricantes de satélites de comunicações. De acordo com o executivo, existe a expectativa de que todo o processo, desde a RFI até a assinatura do contrato leve de cinco a seis meses. Assim, é possível que a definição do fabricante se dê no início de 2013.
Com o intuito de entender a estratégia da TAS para o SGDC, questionamos acerca da possibilidade de apresentação de uma proposta conjunta com outros fabricantes europeus, com apoio unificado do governo francês, prática bastante fomentada em algumas concorrências no exterior, como na Espanha e Noruega (programa Hisnorsat, que acabou sendo cancelado) e Oriente Médio (Yahsat e Arabsat 5C), e já abordada aqui no blog (ver a postagem "SGB e o fratricídio francês", de abril de 2012). "Uma das maiores limitações desse projeto é o tempo", respondeu Kuberek, indicando que uma proposta conjunta poderia exigir mais tempo para a entrega do satélite. "E depende do que o cliente quer", complementou. O governo brasileiro, segundo se apurou, não teria feito um pedido nesse sentido.
Christophe Garier discorreu sobre as credenciais da TAS em comunicações, particularmente em banda Ka (o SGDC terá capacidade em banda Ka e banda X, esta última para aplicações militares). Destacou os projetos dos satélites Yahsat e Arabsat 5C (construídos em parceria com a Astrium), a inovadora constelação de órbita média O3b, em desenvolvimento, e o sistema italiano de comunicações militares SICRAL (Sistema Italiana de Communicazione Riservente Allarmi). Envolvida em mais de vinte programas desde 1991, a TAS se considera uma fornecedora líder de componentes em banda Ka no mercado global de satélites. Garier também destacou a expectativa de que, uma vez selecionado o fabricante do primeiro SGDC, ocorra treinamentos acadêmicos e em fábrica de especialistas brasileiros, inclusive com transferência de know-how em design de satélites.
Transferência tecnológica
Indo além das comunicações, o VP da Thales para a região citou a intenção da TAS em promover transferência de tecnologia em vários domínios espaciais, em linha com as estratégias de desenvolvimento adotadas pelo Brasil. O escopo poderia cobrir uma número de áreas, como gerenciamento de projetos e design de sistemas, integração de satélites e seleção de tecnologias chave. O executivo deu especial ênfase à disposição da empresa em transferir tecnologia de plataformas para satélites de órbita baixa, muito utilizados para aplicações como de observação terrestre, ambientais e científicas. César Kuberek mencionou que até 2025, o Brasil demandará dezenas de satélites para diferentes aplicações, como comunicações, meteorologia e observação, muitos deles em órbita baixa. Ressaltou que a transferência se daria no nível mais alto, com fabricação local, envolvendo inclusive acordo de vendas pela receptora da tecnologia no País para mercados específicos em que o Brasil tenha maior influência.
Kuberek fez questão de citar os casos de transferência de tecnologia da Thales em radares de banda L para a sua subsidiária industrial no País, a Omnisys, e também dos sistemas de sonares que equiparão os submarinos S-Br adquiridos pela Marinha do Brasil junto à DCNS, para demonstrar o comprometimento do grupo nessa direção.
Panorama regional
Embora o principal, o SGDC não é o único projeto espacial no comunicações no continente latino-americano, e a TAS está atenta às outras oportunidades. Os governos de países como o Peru, Colômbia, Chile, Nicarágua e Panamá têm considerado, com diferentes intensidades, a aquisição de sistemas espaciais de comunicações.
No âmbito comercial, há expectativa de que nos próximos meses a Star One, subsidiária da brasileira Embratel, dê início a contratação de um novo satélite, o seu primeiro com capacidade em banda Ka. Comenta-se que o satélite será chamado Star One D1, com o "D" indicando o início da quarta geração (a primeira foi chamada Brasilsat A, a segunda Brasilsat B, e a terceira Star One C).
Na Argentina, também é aguardado para o final do ano uma solicitação de propostas para fornecimento de subsistemas (cargas úteis, subsistemas de serviços como propulsão e controle, entre outros) para o terceiro satélite da família ARSAT, em construção pela estatal Invap, e parte do SSGAT (Sistema Satelital Geoestacionario Argentino de Telecomunicaciones). A TAS já fornece para os dois modelos da família as cargas úteis em banda C e Ku.
* A TAS é resultado da aliança espacial entre o grupo francês Thales (67%) e o conglomerado italiano Finmeccanica (33%), formalizada em junho de 2005. O outro componente da aliança entre os dois grupos é a Telespazio, unidade de serviços espaciais controlada pela Finmeccanica (67%), com a Thales detendo os 33% restantes. A Telespazio tem importante presença no Brasil (ver a postagem "Panorama da Telespazio no Brasil").
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sábado, 22 de setembro de 2012
Telespazio Brasil quer ter satélite local
A companhia italiana Telespazio está interessada em adquirir uma posição orbital brasileira para iniciar a operação de um satélite geoestacionário de telecomunicações até o início de 2016. A informação foi dada por Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, no Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado semana passada no Rio de Janeiro (RJ), segundo o website especializado Telecompaper.com.
A intenção da companhia é dispor de um satélite em banda Ka, com capacidade média de 50 gbps, para cobertura de regiões metropolitanas de grandes e médias cidades com cobertura de banda larga atualmente não satisfatória. Para este projeto, a Telespazio deve buscar um parceiro local.
Banda Ka
A faixa de frequência da banda Ka (26,5 Gigahertz (GHz) a 40 GHz) é vista com grande potencial para o crescimento das comunicações digitais pelo mundo, em especial TV digital de alta definição e internet em banda larga. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), planejado pelo governo brasileiro, disporá de capacidade nesse espectro, destinada ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O blog Panorama Espacial também apurou que o próximo satélite a ser contratado pela Star One, operadora de comunicações da Embratel, também disporá de capacidade nesse espectro, dando início, inclusive, a uma nova família de satélites, de quarta geração (Star One D1).
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Notícias sobre satélites de observação terrestre
Abaixo, duas interessantes notícias dos últimos dias sobre satélites de observação terrestre:
Envisat fora do ar
Desde 8 de abril, o satélite Envisat, da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), deixou de fazer contato com as estações terrenas, por razões ainda desconhecidas, com consequente interrupção do envio de dados. Há várias semanas, equipes da ESA tem buscado restabelecer o contato com o satélite, o maior de observação terrestre já construído, com massa superior a 8.200 kg.
Em nota divulgada pela ESA, foram reproduzidas interessantes imagens do Envisat obtidas pelo satélite Pleiades, lançado no final de 2011, e também por um radar localizado na cidade de Wachtberg, na Alemanha (clique aqui para vê-las). A imagem gerada pelo Pleiades foi obtida graças a uma rotação do satélite para capturar o Envisat, que estava a uma distância de aproximadamente 100 km.
Desde setembro de 2009, o Brasil conta com uma estação terrena, localizada em Cachoeira Paulista (SP), para recepção e processamento de dados do Envisat, dedicada ao sensoriamento remoto marinho. As imagens recebidas pela estação eram utilizadas para o monitoramento da costa brasileira.
Parceria entre Astrium e Hisdesat para imagens radar
Em 24 de abril, as companhias europeias Astrium Geo-Information Services, da Alemanha, e Hisdesat, da Espanha, anunciaram a assinatura de um acordo para a operação e comercialização conjunta de imagens do satélite radar Paz, de aplicações civis e militares e que será colocado em órbita em 2013.
Com o acordo, a Astrium amplia seu leque de produtos de imagens radar, hoje formado por produtos gerados pelos satélites alemães TerraSAR-X e TanDEM-X. O Paz, a exemplo dos satélites alemães, contará com um imageador radar na banda X. O acordo também é um bom negócio para a Hisdesat, que aliada à Astrium, não enfrentará sozinha a forte competição no mercado de imagens de satélites por radar, dominado pela Astrium, Telezpazio (imagens da constelação COSMO SkyMed) e MDA (Radarsat).
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domingo, 25 de março de 2012
Comunicações na América Latina: demanda em alta
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A edição da semana passada da Space News, publicação norte-americana especializada no setor espacial, traz uma reportagem destacando a alta demanda na América Latina para serviços de comunicações via satélite. O texto cita vários executivos de companhias com atuação na região, como a Telespazio, Hispasat, Star One, entre outras.
"O problema hoje é que nós não temos capacidade suficiente", afirmou Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil. "A falta de capacidade, em bandas C e Ku, é a principal questão que estou enfrentando", disse.
A reportagem também destaca que vários operadores estrangeiros estão buscando ampliar a capacidade em termos de comunicações por satélite, mas não numa velocidade suficiente para atender a crescente demanda. Rafael Molina, executivo da Hispasat, que no Brasil é sócia da empresa de comunicações Oi na Hispamar, afirmou que além do satélite Amazonas 3, que deve ser lançado em 2013, a companhia preparar para breve uma solicitação de propostas aos fabricantes para o Amazonas 4, para ser colocado em órbita por volta de 2014.
Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Reportagem sobre o SISCOMIS e SGB
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Elemento estratégico - Comunicações por satélite
Um panorama do SISCOMIS e as perspectivas do SGB
André M. Mileski
Desde o início da década de 2000 que, dentro do governo, se fala sobre o Satélite Geoestacionário Brasileiro, também conhecido como Sistema Geoestacionário Brasileiro, ou simplesmente pela sigla SGB. Em 2003, na edição n.º 103 de Tecnologia & Defesa, foi publicada uma reportagem até então exclusiva, intitulada “Um Passo Fundamental - O Satélite Geoestacionário Brasileiro”, que indicava os planos e objetivos para dispor de um satélite de órbita geoestacionária que atendesse algumas necessidades do País.
Passados quase dez anos, o governo parece, finalmente, ter tomado a decisão de seguir adiante com o projeto. O SGB de hoje, no entanto, focado em comunicações, é bem diferente daquele desenhado anteriormente, que pretendia dotar o Brasil de um sistema de controle de tráfego aéreo envolvendo satélites, atendendo compromissos assumidos perante a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) e, secundariamente, prover comunicações estratégicas e também imageamento para fins meteorológicos.
A viabilização
Com o ressurgimento da estatal Telebras, de telecomunicações, em meados de 2010, especulava-se sobre a possibilidade de seu envolvimento no SGB, o que acabou se materializando.
No final de agosto passado, o Governo Federal divulgou o Plano Plurianual (PPA) 2012/2015 que, grosso modo, estabelece os principais projetos e programas para um período de quatro anos, no caso, de 2012 a 2015. E um dos que lá figuram é o do “lançamento de satélite para comunicações” pela Telebras, com custo total estimado de R$ 716 milhões, iniciando-se em 1º de janeiro de 2012 e se encerrando em 31 de dezembro de 2015. No orçamento de 2012, constam investimentos de R$ 55,7 milhões, com a expectativa de que um contrato para o primeiro satélite seja assinado neste mesmo ano.
O satélite será destinado prioritariamente para atender o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), sob a responsabilidade da Telebras, e também as necessidades em comunicações das Forças Armadas, atendidas pelo Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).
O objetivo é que o primeiro SGB seja lançado em 2014, com um segundo satélite, com recursos ainda a serem obtidos, sendo colocado em órbita em 2019. Muito embora ainda não tenha ocorrido a contratação do sistema, as informações recebidas por Tecnologia & Defesa indicam que o satélite terá grande porte – de 5 a 6 toneladas, contando com transpônderes em banda X, para uso exclusivo militar, e Ka, focada no atendimento do PNBL, mas que também poderá ser usada para a comunicação com veículos aéreos não tripulados.
Em evento sobre satélites realizado no início de outubro último, o general-de-divisão Celso José Tiago (ver entrevista [nota do blog: a entrevista será reproduzida no blog ainda essa semana]), responsável pelo SGB no Ministério da Defesa, destacou a intenção de que o SGB ocupe uma posição orbital que lhe permita cobrir o Atlântico, o continente africano e o Mediterrâneo, regiões de interesse estratégico para o País.
Movimentações empresariais
Definida a modelagem do programa SGB e a sua viabilização por meio da Telebras, o governo, num processo coordenado por vários ministérios liderados pelos das Comunicações e da Defesa, e em linha com a Estratégia Nacional de Defesa, buscou inserir a indústria nacional no projeto, o que se deu de forma bastante célere.
No início de novembro de 2011, a Embraer e a Telebras assinaram um memorando de entendimentos visando a constituição de sociedade, na qual a Embraer terá participação de 51%, e a Telebras de 49%, para atuar no plano de desenvolvimento satelital para o Brasil, incluindo o PNBL e comunicações estratégicas de defesa e governamentais. A joint-venture, cuja montagem estava em fase de negociações finais até o fechamento desta edição, vai contratar, integrar e operar o sistema em benefício dos usuários finais.
De acordo com Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, o SGB deverá contar com significativo envolvimento da Atech Negócios em Tecnologias S/A, empresa da qual a Embraer adquiriu 50% de participação em abril de 2011, em razão de sua grande expertise em integração de sistemas. A Atech esteve envolvida no programa do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (SIVAM/SIPAM), e também foi contratada, em 2010, para a elaboração do projeto básico do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), do Exército Brasileiro. No final, o objetivo é que todos os sistemas brasileiros, como o de controle de tráfego e defesa aérea, de monitoramento de fronteiras e de comunicações via satélite estejam operando integrados.
Em paralelo a isso, os fabricantes de satélites também se movimentam, e dois despontam como favoritos, ao menos nas informações que circulam nos bastidores: a Astrium, do grupo europeu EADS, e a franco-italiana Thales Alenia Space, não se descartando a possibilidade de uma proposta conjunta. A França e a Itália, aliás, firmaram acordos de cooperação estratégica com o Brasil que incluem possíveis iniciativas em comunicações militares por satélite, facilitando as negociações e acordos comerciais.
Oportunidades também surgirão em outros segmentos além do espacial, como o terrestre, com o fornecimento de estações de recepção e transmissão de dados, lançamento e colocação do satélite em órbita final, por exemplo. Nesta área em específico, a Telespazio Brasil, controlada pela Finmeccanica e Thales, já demonstrou seu interesse em participar do projeto, inclusive dentro de uma lógica de transferência de competências.
Muito embora esteja prevista a participação nacional, liderada pela Embraer Defesa e Segurança, no projeto do SGB, fato é que isso se dará mais na de aquisição e integração do sistema e não na fabricação do satélite propriamente dita. No entanto, a possibilidade de que a indústria brasileira esteja presente, no futuro, da construção de subsistemas e componentes para novos satélites não é descartada. A atuação da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nos comitês de trabalho criados pelos ministérios das Comunicações e da Defesa é uma sinalização dessa intenção.
SISCOMIS
O SGB, quando em órbita, também se integrará ao Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa. A origem das telecomunicações militares no Brasil, por sinal, data de 1985, a partir de um trabalho interministerial elaborado pelo antigo Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), que implantou o SISCOMIS. Buscava-se dotar o País da capacidade de operar, desde o tempo de paz, uma rede de comunicações exclusivas e confiáveis do Alto-Comando das Forças Armadas às mais altas autoridades civis do Governo Federal e a Presidência da República.
Para tanto, foi criada em 9 de dezembro de 1991 a Comissão de Desenvolvimento do Projeto e da Implantação do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (CISCOMIS), com atribuições para coordenação dos trabalhos relativos, incluindo a implantação, avaliação e acompanhamento do sistema.
Os estudos realizados pela comissão culminaram com a aprovação de um projeto que levou em consideração, predominantemente, a interligação entre as autoridades e os aspectos estratégicos do início a década de 1990, baseados na importância geopolítica do Cone Sul. Sob este contexto, foram criadas três estações terrenas, a de Brasília (DF), de Curitiba (PR) e no Rio de Janeiro (RJ). A partir de 2000, houve um processo de expansão, com destaque à região amazônica, sendo criadas outras cinco estações: Manaus (AM), Campo Grande (MS), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Natal (RN). As estações terrestres estão interligadas por meio de fibras ópticas ou enlaces rádio, dependendo das características do terreno.
O segmento espacial é composto por dois transponders de banda X, de uso exclusivo das Forças Armadas, a bordo dos satélites Star One C1 e C2, operados pela Star One, subsidiária da Embratel. Também um canal em banda Ku é alugado da Star One, do satélite Star One C1, complementando toda a rede pela qual trafegam sinais de voz, fax, dados e vídeo (videoconferência). Pela banda X operam as Estações Tático-Transportáveis (ETT), comumente utilizadas em manobras e exercícios das Forças Armadas brasileiras.
Em 2011, o SISCOMIS recebeu e colocou em uso mais dois terminais transportáveis e outros cinco terminais transportáveis leves. Até o momento, foram recebidos, em fábrica, mais 29 terminais transportáveis, que serão colocados em uso em março de 2012. Assim, o SISCOMIS contará com 88 terminais, que atenderão satisfatoriamente às principais demandas das instituições militares. O sistema possui uma área de abrangência que cobre toda a América do Sul, o Caribe, a Antártida e proximidades da costa da África. Anualmente, conta com um orçamento em torno de R$ 18,5 milhões, utilizado para a sua operação e eventual complementação.
O SISCOMIS passou por um crescimento considerável nos últimos anos, não apenas localmente, mas também no exterior. Três terminais transportáveis são operados pela missão brasileira no Haiti, provendo comunicações com o Brasil. No terremoto que assolou aquele país em janeiro de 2010, o SISCOMIS demonstrou a sua importância, pois os primeiros contatos entre o comando, em Brasília, e a missão brasileira foram providos pela rede.
O aumento do emprego, que tem exigido do Ministério da Defesa a constante atualização e complementação do segmento terrestre, aliado às expectativas de crescimento e evolução com a chegada do SGB, tem aberto boas oportunidades comerciais. No final de novembro passado, a empresa brasileira Arycom promoveu, na capital federal, um seminário sobre novas soluções em comunicações militares por satélite, ocasião em que, dentre outras, apresentou o terminal portátil Panther Manpack, da estadunidense L-3 Communications, destinado para uso exclusivo militar, capaz de operar nas bandas Ku, Ka ou X, atingindo velocidades de transmissão superiores a 2Mbps.
Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 127, dezembro de 2011.
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Imagens COSMO-SkyMed para a Colômbia
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Telespazio Brasil ganha dois contratos na Colômbia para monitorar áreas atingidas pelas recentes enchentes com satélites italianos COSMO-SkyMed
Bogotá, 16 de dezembro de 2011- A Telespazio Brasil, subsidiária da Telespazio (Finmeccanica/Thales), ganhou dois contratos na Colômbia, no valor de cerca de € 400 mil (R$ 960 mil), para fornecer imagens dos satélites COSMO-SkyMed ao instituto geográfico desse país sul-americano. Ao longo das últimas semanas, chuvas pesadas causaram enchentes em grandes áreas da Colômbia, levando o governo a decretar estado de emergência no país.
O Instituto Geográfico Agustín Codazzi (IGAC) confiou à Telespazio Brasil a tarefa de fazer o monitoramento por satélite das áreas que correm maior risco de inundação, contando com a ajuda de quatro satélites da constelação COSMO-SkyMed, financiados pela Agência Espacial Italiana e pelo Ministério Italiano da Defesa.
Ao longo dos próximos dez dias, a Telespazio Brasil irá garantir cobertura de satélite para uma área de aproximadamente 65 mil quilômetros quadrados. As imagens fornecidas pela Telespazio Brasil são recolhidas e processadas pela e-GEOS, uma empresa estabelecida pela Agência Espacial Italiana (20%) e pela Telespazio (80%) para vender dados da constelação COSMO-SkyMed em todo o mundo.
Este é o primeiro contrato assinado pela Telespazio Brasil para fornecer imagens COSMO-SkyMed na Colômbia – um mercado que cresce rapidamente no setor de Observação da Terra.
A Telespazio Brasil é uma subsidiária da Telespazio. Sediada no Rio de Janeiro, onde se localiza seu principal teleporto, a empresa conta ainda com escritórios regionais em São Paulo, Porto Alegre e Cuiabá. Atualmente a Telespazio Brasil é uma das principais fornecedoras do setor de telecomunicações via satélite, oferecendo uma ampla gama de soluções e serviços multimídia de altíssima tecnologia. A empresa é também ativa no setor de Observação da Terra, e comercializa os produtos da constelação de satélites COSMO-SkyMed no Brasil, representando a e-GEOS (ASI/Telespazio).
Fonte: Telespazio
Comentário: para conhecer um pouco mais sobre as aplicações das imagens geradas pela constelação COSMO-SkyMed e de outros satélites em desastres naturais, leia a reportagem "Desde o Espaço", publicada na edição n.º 126 da revista Tecnologia & Defesa.
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domingo, 13 de novembro de 2011
"Desde o espaço", reportagem de Tecnologia & Defesa
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DESDE O ESPAÇO
O uso de satélites para a prevenção e gerenciamento de desastres naturais
André M. Mileski
Os satélites são ferramentas hoje indispensáveis para uma vasta quantidade de atividades, para praticamente todos os segmentos econômicos. Seus três principais pilares - telecomunicações, sensoriamento remoto e navegação - são elementos fundamentais para outra aplicação, bastante nobre: a prevenção e gerenciamento de desastres naturais, possibilitando muitas vezes a redução de perdas humanas e dos prejuízos causados, assim como a coordenação e gerenciamento de formas mais efetivas e organizadas em situações de crise e na reconstrução.
No caso de satélites de observação terrestre, por exemplo, seus dados podem ser utilizados para a elaboração de mapas de risco e avaliação de enchentes, de mapas com avaliação de danos, monitoramento dos estragos durante a ocorrência do desastre, e também de atividades antrópicas, quase sempre associadas ao acontecimento e à sua gravidade.
Números divulgados em setembro pela comissão chinesa para a redução de desastres naturais comprovam a importância de satélites para essa finalidade. Desde que foram lançados, em 2008, seus dois pequenos satélites de observação forneceram às agências governamentais daquele país informações sobre desastres de três a seis vezes mais rápido que antes, quando não havia o sistema, com a abrangência do monitoramento aumentando em dez vezes. Seus dados contribuíram para esforços relacionados a 70 desastres naturais, sendo 15 no exterior.
O uso de sistemas de satélites com essas finalidades não é algo novo. Vários países e organizações lançam mão da tecnologia espacial com esses propósitos havendo, inclusive, sistemas e redes específicos. Um deles, aliás, envolve um vizinho do Brasil. Em julho de 2005, a Argentina e a Itália, por meio de seus organismos espaciais, a Agenzia Spaziale Italiana (ASI), e a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), estabeleceram um importante acordo para a realização do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração de duas constelações de satélites radares, a italiana COSMO-Sky-Med (quatro satélites), que operam em banda X, e a argentina SAOCOM (dois satélites), que utilizará a banda L.
Quando plenamente operacional, o SIASGE gerará informações sobre emergências naturais como incêndios, inundações, erupções vulcânicas ou terremotos. Os quatro satélites COSMO-Sky-Med, construídos pela Thales Alenia Space, já estão em órbita, enquanto que os dois SAOCOM estão em construção na Argentina e deverão ser lançados nos próximos anos. “O SIASGE é um projeto que envolve altíssima complexidade tecnológica e no qual a Itália investiu um bilhão de euros e a Argentina 500 milhões”, declarou há alguns anos Enrico Saggese, na época comissário extraordinário da ASI.
Outro sistema bastante conhecido é o DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, que completou dez anos de existência, em fevereiro deste ano. É formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um ou mais satélites de observação de pequeno porte, desenvolvidos e construídos pela própria SSTL. Seu objetivo é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os tsunamis na Ásia (2004), o furacão Katrina, nos Estados Unidos (2005); as inundações no Reino Unido (2007); e o terremoto de Sichuan, na China (2008), dentre outros, fornecendo imagens óticas de alta resolução.
A companhia DMC International Imaging foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que adquire imagens da constelação para apuração dos níveis de desmatamento da região amazônica.
Os passos brasileiros
As não raras tragédias que acontecem no Brasil mostraram a necessidade de se dispor de sistemas eficientes para o seu gerenciamento. Em março de 2011, a região serrana do Estado do Rio de Janeiro foi devastada por inundações e deslizamentos de encostas causados pelas chuvas, vitimando centenas de pessoas, tragédia fundamental para a decisão do governo de criar um centro para a prevenção e monitoramento de desastres naturais.
No início de julho, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou a criação do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), que será responsável por emitir alertas e por desenvolver e implementar sistemas de observação e monitoramento.
O núcleo inteligente do CEMADEN ficará no campus do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), próximo ao Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), e a expectativa é que pelos próximos quatro anos, sejam investidos R$ 250 milhões para a instalação completa do sistema de alerta, que contará com radares meteorológicos, equipamentos pluviométricos, hidrológicos e de geotecnia, entre outros.
Sobre o uso de dados de satélites, a reportagem de T&D conversou com Carlos Frederico Angelis, coordenador geral da área de operações e modelagem do CEMADEN. “Em um primeiro momento, usaremos dados do CPTEC/INPE, e também de satélites estrangeiros, disponibilizados pela NASA, NOAA e por organizações europeias”, informou Angelis. A intenção é que o CEMADEN tenha condições de produzir dados próprios, mas também agregue informações de outras fontes, como o Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (SISMADEN), do INPE.
O pesquisador também citou a série CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China. Quando o primeiro satélite da segunda geração estiver em órbita, algo previsto para o final de 2012, seus dados também poderão servir aos propósitos do centro. “O CBERS também será muito importante para o CEMADEN, principalmente o sensor de alta resolução, para ações de prevenção e no pós-desastre”, afirmou.
Em médio prazo, o CEMADEN deverá contar com dados fornecidos pela rede GPM (Global Precipitation Measure), liderada pela estadunidense NASA e a JAXA, a agência espacial japonesa. O Brasil participará do projeto com a construção de um satélite que integrará a rede, a ser desenvolvido pelo INPE, em parceria com os Estados Unidos ou com a França. Com o GPM, o CEMADEN terá acesso a dados sobre precipitações praticamente em tempo real, com medidas de chuvas a cada três horas, facilitando previsões de deslizamentos, ocasionados pelo acúmulo de água no solo.
Imagens e serviços
A preocupação brasileira em dispor de um sistema para gerenciamento de desastres deve também abrir oportunidades para fornecedores privados de imagens e serviços de satélites. Já estabelecidas localmente, a Telespazio Brasil, controlada pelo grupo italiano Finmeccanica, e a Astrium GEO-Information Services, do conglomerado EADS, estão atentas às necessidades e se propõem a colaborar com o governo para o desenvolvimento e operação do CEMADEN, fornecendo serviços e produtos baseados em imagens de satélites, comunicações de dados, e também softwares e outros sistemas.
“Enxergamos muitas oportunidades para o fornecimento de nossos produtos e serviços para auxiliar as autoridades nesse tipo de gerenciamento”, afirmou Pierre Duquesne, diretor da Astrium GEO-Information Services no Brasil.
No portfólio da empresa, encontram-se produtos que fornecem modelos de elevação digital, por meio do qual é possível realizar uma cartografia de áreas de risco, no intuito de prever riscos geofísicos e meteorológicos, e softwares que facilitam o acesso aos dados gerados. Recentemente, a empresa lançou no País os produtos da série GEO Elevation, que podem ser usados para mapeamentos de deslizamentos de encostas, áreas de inundação, análises de terreno e visualização em 3D, dentre outras aplicações.
Duquesne também aponta a importância de se gerar cartografias emergenciais de áreas afetadas por um desastre. “Uma vez ocorrida a catástrofe, também é importante ter flexibilidade para a geração de uma cartografia emergencial de determinada área para que as autoridades de segurança pública possam ter um mapa de como a região ficou após aquele fenômeno, sabendo por exemplo quais rotas foram obstruídas. Para isso, conseguimos programar nossos satélites para obter imagens constantes das áreas afetadas”, disse.
Na Europa, a Astrium GEO-Information Services lidera o projeto SAFER, que reúne dezenas de entidades públicas de proteção civil, além de um consórcio de empresas privadas. O SAFER tem por objetivo implementar ações pré-operacionais à ocorrência de uma catástrofe, fornecendo imagens geradas por satélites, como os da série Spot, o Formosat, e os radares TerraSAR-X e TANDEM-X. O sistema foi usado em alguns desastres recentes, não apenas na Europa, como num grande incêndio florestal em Israel (dezembro de 2010), no vazamento de lama tóxica na Hungria (outubro de 2010), e nas enchentes no Paquistão (julho e agosto de 2010).
Já a Telespazio Brasil, subsidiária local da maior empresa de serviços de satélites da Europa, tem promovido no País a constelação de satélites radares COSMO Sky-Med, que tem atraído significativo interesse de autoridades e empresas nacionais. No gerenciamento de desastres, a vantagem dos satélites radares é a sua capacidade de imagear a superfície mesmo com a cobertura de nuvens, muito comuns em regiões afetadas em determinadas catástrofes, como inundações e deslizamentos.
“As imagens oriundas da constelação de satélites COSMO Sky-Med poderão ser componentes fundamentais ao SISMADEN, uma vez que é o único sistema satelital de observação da Terra capaz de garantir a coleta de imagens diariamente em alta resolução, sob qualquer condição atmosférica. É importante destacar que através das imagens COSMO Sky-Med será possível mapear as áreas afetadas, como inundações e deslizamentos durante o evento das chuvas, o que permitiria ao SISMADEN uma maior agilidade no alerta e suporte na evacuação da população em áreas sob risco”, disse Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil.
Em situações de crise, tempo é sempre um ponto chave, e no caso do COSMO Sky-Med, após a coleta das imagens, estas podem estar disponíveis ao usuário final em até 30 minutos, dependendo do caso. Exemplo do tempo de resposta da constelação italiana aconteceu no acidente com o A330, da Air France, na madrugada de 31 de maio a 1º de junho de 2009. Por volta das 13h00 de 1º de junho, a Força Aérea Brasileira solicitou o suporte do sistema COSMO Sky-Med nos esforços de busca. No dia seguinte, às 03h15, cinco imagens com 30 metros de resolução e 100 km X 100 km da área solicitada foram adquiridas, tendo sido disponibilizadas às autoridades às 05h20 do mesmo dia.
Além de imagens de satélite, a Telespazio também tem promovido a solução INAV, que integra tecnologia satelital de sensoriamento remoto, telecomunicações e navegação, e permite o gerenciamento de forma muito mais avançada de uma equipe deslocada numa área atingida por uma crise, como uma inundação ou um terremoto.
A equipe em campo é dotada de dispositivos móveis conectados via satélite e rede celular. Mesmo em momentos críticos os socorristas serão capazes de trocar informações com o centro de operações, incluindo imagens e fotos da área afetada. Por meio do INAV, a posição em campo de cada membro é conhecida a qualquer momento, seja pelo centro de operações, seja por outros integrantes da equipe. O sistema permite ainda o compartilhamento dos mapas da região atingida, com a identificação dinâmica de zonas de risco, informações logísticas, e a atualização, que pode ser feita através das imagens adquiridas pelo COSMO Sky-Med.
“Com o INAV, decisões críticas podem ser tomadas baseadas em informações verídicas em tempo real. Acreditamos que esta solução é bastante útil para a Defesa Civil e quaisquer órgãos relacionados a gerenciamentos de desastres naturais ou causados pelo homem. Até o final do ano, a solução estará disponível operacionalmente no Brasil”, revelou Laurenti.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 126, outubro de 2011.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Notas sobre o Congresso Latino-Americano de Satélites
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A edição de 2011 do Congresso Latino-Americano de Satélites foi prestigiada por vários executivos de indústrias espaciais estrangeiras com negócios no País. Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, realizou no primeiro dia uma apresentação sobre aplicações de imagens de observação terrestre. Da Astrium, estavam presentes Jean-Noel Hardy, responsável por desenvolvimento de negócios da empresa na América Latina, Pierre Duquesne, da Astrium GEO-Information Services, além de executivos da Astrium francesa e da Paradigm, empresa de serviços de comunicações por satélite.
Arianespace
Quem também esteve no Rio de Janeiro para o congresso foi Jacques Breton, vice-presidente sênior de vendas e clientes da Arianespace. Acompanhado por Jacques Mercier e Jacques Fremau, representantes da empresa europeia no Brasil, Breton fez contatos com clientes e parceiros. Jacques Breton, que é fluente em português, também participou da entrega do Prêmio Talento SSPI 2011, da Society of Satellite Professionals International (SSPI) Brasil, ao lado de Jacques Mercier e sua esposa, Marie Annick Mercier. O primeiro colocado ganhou uma viagem para assistir a um lançamento em Kourou, na Guiana Francesa.
Thales Alenia Space
Laurent Mourre, diretor geral da Thales no Brasil, parece ter definitivamente assumido as rédeas da Thales Alenia Space (TAS), joint-venture da companhia francesa com o grupo italiano Finmeccanica na área de satélites, no País. Desde dezembro de 2010, com a saída do executivo Bruno Parenti, a Thales Alenia Space está sem executivos baseados no Brasil. Parenti, que em sua passagem pela TAS atuou em negócios importantes, como os contratos dos satélites Star One C1 e C2 e no programa argentino ARSAT, assumiu em abril desse ano uma posição de desenvolvimento de negócios dentro do grupo europeu EADS, estando baseado em São Paulo.
Contrato do Star One C4
Segundo Lincoln Oliveira, diretor de engenharia da Star One, a aquisição do satélite Star One C4, assim como a contratação de seu lançamento, devem ser concluídos até o final desse mês. O executivo, porém, não confirma a informação de que a operadora está em negociações exclusivas com a Space Systems/Loral, dos EUA, conforme revelado pelo blog em meados de agosto.
Semelhanças com o Brasilsat A1
Um comentário interessante, feito ao blog por duas pessoas durante o evento: a compra do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) tem muitas semelhanças com a aquisição do Brasilsat A1, o primeiro satélite geoestacionário brasileiro, na década de oitenta. Assim como o SGB, o Brasilsat A1 foi contratado pela então estatal Embratel com prazos bastante rígidos para seu lançamento. Deveria ser colocado em órbita até 1985, antes do término do mandato do presidente João Figueiredo. O que de fato ocorreu, em 8 de fevereiro de 1985.
ACS avançando
Em sua apresentação, Sergiy Guchenkov, da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), exibiu algumas imagens das obras de infraestrutura no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, além de sistemas de solo e do próprio Cyclone 4 em montagem, indicando que a binacional está "decolando". No final de setembro, as obras em Alcântara foram visitadas por uma delegação militar ucraniana, chefiada pelo ministro da Defesa, Mykhailo Yegel. O blog espera em breve reproduzir algumas imagens do estágio atual das obras.
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A edição de 2011 do Congresso Latino-Americano de Satélites foi prestigiada por vários executivos de indústrias espaciais estrangeiras com negócios no País. Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, realizou no primeiro dia uma apresentação sobre aplicações de imagens de observação terrestre. Da Astrium, estavam presentes Jean-Noel Hardy, responsável por desenvolvimento de negócios da empresa na América Latina, Pierre Duquesne, da Astrium GEO-Information Services, além de executivos da Astrium francesa e da Paradigm, empresa de serviços de comunicações por satélite.
Arianespace
Quem também esteve no Rio de Janeiro para o congresso foi Jacques Breton, vice-presidente sênior de vendas e clientes da Arianespace. Acompanhado por Jacques Mercier e Jacques Fremau, representantes da empresa europeia no Brasil, Breton fez contatos com clientes e parceiros. Jacques Breton, que é fluente em português, também participou da entrega do Prêmio Talento SSPI 2011, da Society of Satellite Professionals International (SSPI) Brasil, ao lado de Jacques Mercier e sua esposa, Marie Annick Mercier. O primeiro colocado ganhou uma viagem para assistir a um lançamento em Kourou, na Guiana Francesa.
Thales Alenia Space
Laurent Mourre, diretor geral da Thales no Brasil, parece ter definitivamente assumido as rédeas da Thales Alenia Space (TAS), joint-venture da companhia francesa com o grupo italiano Finmeccanica na área de satélites, no País. Desde dezembro de 2010, com a saída do executivo Bruno Parenti, a Thales Alenia Space está sem executivos baseados no Brasil. Parenti, que em sua passagem pela TAS atuou em negócios importantes, como os contratos dos satélites Star One C1 e C2 e no programa argentino ARSAT, assumiu em abril desse ano uma posição de desenvolvimento de negócios dentro do grupo europeu EADS, estando baseado em São Paulo.
Contrato do Star One C4
Segundo Lincoln Oliveira, diretor de engenharia da Star One, a aquisição do satélite Star One C4, assim como a contratação de seu lançamento, devem ser concluídos até o final desse mês. O executivo, porém, não confirma a informação de que a operadora está em negociações exclusivas com a Space Systems/Loral, dos EUA, conforme revelado pelo blog em meados de agosto.
Semelhanças com o Brasilsat A1
Um comentário interessante, feito ao blog por duas pessoas durante o evento: a compra do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) tem muitas semelhanças com a aquisição do Brasilsat A1, o primeiro satélite geoestacionário brasileiro, na década de oitenta. Assim como o SGB, o Brasilsat A1 foi contratado pela então estatal Embratel com prazos bastante rígidos para seu lançamento. Deveria ser colocado em órbita até 1985, antes do término do mandato do presidente João Figueiredo. O que de fato ocorreu, em 8 de fevereiro de 1985.
ACS avançando
Em sua apresentação, Sergiy Guchenkov, da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), exibiu algumas imagens das obras de infraestrutura no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, além de sistemas de solo e do próprio Cyclone 4 em montagem, indicando que a binacional está "decolando". No final de setembro, as obras em Alcântara foram visitadas por uma delegação militar ucraniana, chefiada pelo ministro da Defesa, Mykhailo Yegel. O blog espera em breve reproduzir algumas imagens do estágio atual das obras.
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sábado, 16 de abril de 2011
Interesses espaciais da Finmeccanica no Brasil
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Francesco Guarguaglini, chairman do grupo italiano Finmeccanica, um dos maiores conglomerados aeroespaciais e de defesa da Europa deu uma entrevista para a edição da revista Tecnologia & Defesa lançada durante a LAAD 2011 (em breve nas bancas). Dentre os vários pontos destacados na entrevista, Guarguaglini falou um pouco sobre os interesses do grupo no campo espacial. Veja abaixo:
"E quanto às perspectivas futuras? Em que áreas ou negócios a Finmeccanica está interessada no Brasil e na região?
[...]
No setor espacial, em médio prazo, esperamos que o Brasil inicie o desenvolvimento de novos programas de satélites para defesa e segurança, principalmente o programa SGB (Satélite Geoestacionário Brasileiro) - um programa de satélite de comunicações - e o programa de Satélite de Observação da Terra, ambos de interesse para empresas aeroespaciais do grupo Finmeccanica, a Telespazio e a Thales Alenia Space. Vale lembrar que a Telespazio comercializa na América Latina imagens adquiridas pela constelação de satélites italianos COSMO-SkyMed, o mais avançado sistema espacial de radar do mundo, de propriedade da Agência Espacial Italiana e do Ministério da Defesa da Itália. As imagens COSMO-SkyMed permitem o desenvolvimento de aplicações como segurança marítima, controle de fronteiras, monitoramento de desmatamento, inteligência, todas de interesse extremo para o governo brasileiro."
Fonte: revista Tecnologia & Defesa, edição nº 124
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
INPE: imagens de satélite da destruição no RJ
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INPE divulga imagens que mostram detalhes da destruição na região serrana do RJ02/02/2011
Imagens estão disponíveis para download a partir do link: http://www.dpi.inpe.br/public/MCT_Envento_rio_Jan2011/
Fonte: INPE

Comentários: além de imagens do satélite norte-americano GeoEye, o INPE também utilizou imagens radar da região serrana do Rio de Janeiro geradas pelo satélite italiano COSMO SkyMed, da Telespazio. De acordo com a Telespazio Brasil, a região atingida foi coberta pela constelação entre os dias 15, 16 e 17 de janeiro, em pronto atendimento às solicitações do INPE.
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domingo, 2 de janeiro de 2011
Panorama da Telespazio no Brasil
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Três perguntas a... Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil
O senhor poderia falar um pouco sobre a Telespazio no mundo?
A Telespazio é uma joint-venture entre o grupo italiano Finmeccanica (67%) e a francesa Thales (33%), sendo considerada uma das operadoras líderes em serviços de gerenciamento de satélites, observação terrestre, navegação por satélites, assim como no campo de comunicações integradas e programas científicos espaciais. Com mais de quarenta anos de história, a empresa participou e participa de grandes projetos espaciais europeus, como o Galileo, EGNOS, GMES e COSMO-SkyMed. Em 2009, suas vendas alcançaram 372 milhões de euros.
Qual é a presença da Telespazio no Brasil e região?
Desde 1997, a Telespazio tem uma subsidiária no Brasil, com sede no Rio de Janeiro, vários teleportos, cujo principal está localizado no Rio de Janeiro, escritórios regionais em São Paulo, Porto Alegre e Cuiabá e bases técnicas de manutenção espalhadas pelo Brasil. A empresa é hoje a quarta maior operadora brasileira no setor das telecomunicações satelitais, com ampla oferta de soluções avançadas e soluções multimídia, e no setor de observação da Terra via satélite, comercializando no Brasil, como representante da e-GEOS, os produtos da constelação radar COSMO-SkyMed.
E as perspectivas futuras? Que áreas ou negócios interessam à empresa no Brasil e outros mercados sul-americanos?
O faturamento da Telespazio Brasil em 2009 foi 30% maior do que o de 2008 e, para este ano [2010], iremos conseguir um aumento de cerca de 80%, alcançando uma receita próxima de R$ 50 milhões. A Telespazio conta hoje com clientes não apenas no setor privado, mas também governamentais, como polícias estaduais e as Forças Armadas. Para o Comando da Aeronáutica, por exemplo, temos fornecido serviços VSAT (Very Small Aperture Terminal), em banda Ku, e imagens radar para o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM). O setor de defesa é um mercado em que queremos atuais mais, seja com produtos COSMO-SkyMed, seja em serviços de comunicações. Temos vontade e planos de crescimento, seja organicamente, seja por meio de eventuais aquisições.
Fonte: Coluna "Defesa & Negócios", de André M. Mileski, publicada na revista Tecnologia & Defesa nº 123, dezembro de 2010.
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Três perguntas a... Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil
O senhor poderia falar um pouco sobre a Telespazio no mundo?
A Telespazio é uma joint-venture entre o grupo italiano Finmeccanica (67%) e a francesa Thales (33%), sendo considerada uma das operadoras líderes em serviços de gerenciamento de satélites, observação terrestre, navegação por satélites, assim como no campo de comunicações integradas e programas científicos espaciais. Com mais de quarenta anos de história, a empresa participou e participa de grandes projetos espaciais europeus, como o Galileo, EGNOS, GMES e COSMO-SkyMed. Em 2009, suas vendas alcançaram 372 milhões de euros.
Qual é a presença da Telespazio no Brasil e região?
Desde 1997, a Telespazio tem uma subsidiária no Brasil, com sede no Rio de Janeiro, vários teleportos, cujo principal está localizado no Rio de Janeiro, escritórios regionais em São Paulo, Porto Alegre e Cuiabá e bases técnicas de manutenção espalhadas pelo Brasil. A empresa é hoje a quarta maior operadora brasileira no setor das telecomunicações satelitais, com ampla oferta de soluções avançadas e soluções multimídia, e no setor de observação da Terra via satélite, comercializando no Brasil, como representante da e-GEOS, os produtos da constelação radar COSMO-SkyMed.
E as perspectivas futuras? Que áreas ou negócios interessam à empresa no Brasil e outros mercados sul-americanos?
O faturamento da Telespazio Brasil em 2009 foi 30% maior do que o de 2008 e, para este ano [2010], iremos conseguir um aumento de cerca de 80%, alcançando uma receita próxima de R$ 50 milhões. A Telespazio conta hoje com clientes não apenas no setor privado, mas também governamentais, como polícias estaduais e as Forças Armadas. Para o Comando da Aeronáutica, por exemplo, temos fornecido serviços VSAT (Very Small Aperture Terminal), em banda Ku, e imagens radar para o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM). O setor de defesa é um mercado em que queremos atuais mais, seja com produtos COSMO-SkyMed, seja em serviços de comunicações. Temos vontade e planos de crescimento, seja organicamente, seja por meio de eventuais aquisições.
Fonte: Coluna "Defesa & Negócios", de André M. Mileski, publicada na revista Tecnologia & Defesa nº 123, dezembro de 2010.
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