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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Cooperação Argentina - México

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Os governos da Argentina e do México, duas das principais economias do continente latino-americano, firmaram um acordo de cooperação espacial no final de julho, durante visita oficial do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, ao país sul-americano.

O acordo, que tem como contrapartes a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), pelo lado argentino, e a Agência Espacial Mexicana (AEM), prevê a ampliação das relações de amizade entre as duas nações e busca promover a cooperação bilateral em áreas de exploração e utilização do espaço com fins pacíficos. Em particular, segundo divulgado pela CONAE, o instrumento prevê cooperação em aplicações de informações obtidas por meio de satélites em temas relacionados à gestão de emergências naturais, saúde e desenvolvimento produtivo, bem como o uso de capacidades nos segmentos terrenos dos dois países e o desenvolvimento conjunto de tecnologia de satélites.
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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Cooperação Argentina - Noruega

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Em 30 de junho, por ocasião da visita oficial à Argentina de uma comitiva do governo norueguês liderada pelo chancelar Borge Brende, foi firmado um Acordo de Implementação entre a estatal argentina VENG (controlada majoritariamente pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales - CONAE) e a empresa norueguesa KSAT AS, provedora de serviços de segmento terrestres para satélites, do grupo Kongsberg e Space Norway.

O instrumento assinado possibilitará a instalação de uma antena norueguesa nas instalações da futura estação terrena da CONAE a ser construída na região da Terra do Fogo, e o uso pelos argentinos dos serviços da estação situada em Svalvard, na Noruega, para o apoio às missões dos satélites SAOCOM 1A e 1B, previstos para serem lançados em 2017 e 2018, respectivamente.

De acordo com informações divulgadas pela CONAE, o acordo se insere no contexto da cooperação entre a agência espacial norueguesa NSC (Norwegian Space Centre) e a CONAE nas áreas de operação de estações terrenas, uso de dados da missão satelital SAOCOM, e no estabelecimento de capacidades e sistemas de estações terrestres, dentre outras.
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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Cooperação Argentina - Itália: SIASGE II

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Em 17 de maio, dirigentes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e da Agência Espacial Italiana (ASI) firmaram uma carta de intenções indicando o interesse em intensificar e fortalecer a cooperação bilateral em ciência, pesquisa e tecnologia espacial para fins pacíficos, em particular na prevenção e gestão de emergências. A carta prevê também a criação de uma nova edição do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências, a ser denominada SIASGE II.

O SIASGE II dará continuidade ao SIASGE, criado pelos dois países em 2005 e que, quando completamente em operação, contará com uma constelação integrada por seis satélites - os quatro da família italiana COSMO-SkyMed, operados pela Telespazio e que geram imagens radar em banda X, já em órbita, e os argentinos SAOCOM 1A e SAOCOM 1B, dotados de sistemas radar que operam em banda L, que serão lançados ao espaço em 2017 e 2018, respectivamente. O racional do SIASGE é que os seis satélites, de diferentes bandas, se complementam e potencializam suas aplicações, gerando dados úteis para o monitoramento de inundações e umidade do solo, bem como preservação do meio ambiente.

De acordo com informações divulgadas pela CONAE, a experiência nos trabalhos de desenvolvimento dos satélites do SIASGE tem “demonstrado um nível técnico e cooperativo de excelência”, ambiente que possibilita as discussões para a continuidade do programa por meio do SIASGE II. A nova rede será integrada pelos satélites de segunda geração da serie COSMO-SkyMed, já em desenvolvimento, e pelo lado argentino, por modelos da família SAOCOM 2.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Argentina: novas etapas do projeto Tronador II

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No último dia 15, a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), comemorou o aniversário de um ano do lançamento do Veículo Experimental VEX 1B, realizado a partir de Punta Indio, na província de Buenos Aires, como teste para o futuro lançador de satélites Tronador II. Como parte da celebração, a entidade divulgou uma nota com informações sobre os próximos passos do projeto que visa dotar a Argentina de autonomia no lançamento ao espaço de cargas úteis de pequeno porte.

O VEX 1B proporcionou o ensaio em voo do sistema de navegação, guiagem e controle, dentre outros, além de ter possibilitado testes do segmento terrestre para a operação do veículo. Com base nesses resultados, houve avanços em outras etapas do projeto: o desenvolvimento dos veículos experimentais VEX 5, para realização de ensaios de maior complexidade, com o objetivo de se chegar a um Tronador II operacional, apto para colocação em órbita de satélites de até 250 kg.

A nova etapa do projeto já está em andamento, com previsão para o próximo ensaio do veículo VEX 5A, também a ser realizada de Punta Indio. Trata-se de um veículo com dois estágios, sendo o primeiro um propulsor denominado KC-1, tendo querosene como combustível e oxigênio líquido como oxidante.

O VEX 5A será o primeiro modelo em que serão ensaiados eventos de maior complexidade, numa sequência progressiva. Os modelos seguintes do VEX 5 continuarão testando os mesmos eventos com o objetivo de se ganhar confiabilidade no sistema. O objetivo final é a prova final de toda a tecnologia associada aos mecanismos e funções que devem ser cumpridas durante o voo.

Segundo a CONAE, apenas 10 países no mundo contam atualmente com seus próprios lançadores de satélites, com a Argentina devendo em breve se somar ao seleto clube. O objetivo é que o Tronador II, quando operacional, coloque em órbita os satélites de observação terrestre da série SARE, de arquitetura segmentada, que gerarão imagens úteis para a agricultura, pesca, hidrologia, gestão de emergências, saúde, dentre outras aplicações.
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domingo, 31 de maio de 2015

Cooperação Argentina – Itália: SIASGE

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Entre os dias 20 e 22 de maio, a Comisión Nacional de Actividades Espaciales(CONAE), da Argentina, recebeu a visita de uma delegação da Agência Espacial Italiana (ASI), liderada por seu presidente, Roberto Battiston.

A visita incluiu uma reunião com o ministro Julio de Vido, da pasta de Planejamento Federal e Investimentos Públicos, oportunidade em que foi discutido o aprofundamento da cooperação bilateral para dar continuidade ao Sistema Ítalo-Argentino de Gestão de Emergências (SIASGE), que será no futuro formado por satélites de tecnologia radar dos dois países – da série COSMO-SkyMed, da Itália, e SAOCOM, da Argentina. O SIASGE oferecerá dados sobre desastres naturais e antropogênicos, nas fases de prevenção, monitoramento, mitigação e avaliação de incêndios, inundações, derramamentos de petróleo e efeitos de pragas na agricultura, entre outras finalidades.

Segundo informações divulgadas pela CONAE, a comitiva italiana visitou a sede da entidade em Buenos Aires, além de instalações em Córdoba, onde estão sendo integrados os satélites SAOCOM, e da empresa estatal INVAP, responsável pelo projeto e construção dos satélites argentinos.

A Argentina hoje representa a principal parceria espacial da Itália na América Latina. Uma colaboração técnica foi iniciada no início da década de noventa, evoluindo para a participação em missões satelitais (SAC-B, SAC-A, SAC-C e SAC-D), com a inclusão de instrumentos científicos italianos.


Os satélites da série SAOCOM – únicos de tecnologia radar em construção na região, contam com tecnologia italiana na carga útil (sensor SAR em banda L), fornecida pela unidade italiana da empresa Thales Alenia Space. Serão duas unidades, o SAOCOM 1A, previsto para ser lançado no final de 2016, e o SAOCOM 1B, que deve entrar em órbita no final de 2017.
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Missão Rosetta: participação argentina

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A grande notícia científica da semana foi o pouso inédito do "robô" Philae na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, como parte da missão de exploração espacial Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês). Lançada ao espaço em março de 2014 por um foguete Ariane 5, a missão tem por objetivo estudar materiais da formação do Sistema Solar situados no cometa, além de gases e gelo. A expectativa é que os estudos ajudarão a entender a formação dos planetas, além do surgimento da vida na Terra.

Detalhe pouco conhecido é a participação da Argentina na missão. A comunicação da sonda com o centro de controle na Terra se dá por meio de uma rede de estações terrenas dotadas de grandes antenas, uma das quais localizada em Malargüe, na região de Mendoza.

De acordo com a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), principal órgão espacial argentino, o envolvimento do país sul-americano foi motivo de agradecimento por parte das autoridades europeias: "Estamos muito agradecidos aos países anfitriões da Rede de Estações para o Espaço Profundo (Deep Space Stations); em particular a Argentina, de onde a Estação em Malargüe teve o privilégio de transmitir os dados da sonda Philae durante a sua aterrissagem. Também queremos agradecer a CONAE por seu apoio para a realização de nossas operações em tal estação".

A primeira de seu gênero na América Latina, a "DSA 3 Malargüe", como é denominada, completa a rede de três estações terrenas para monitoramento de missões de espaço profundo da ESA, sendo as outras duas situadas em New Norcia, na Austrália e Cebreros, na Espanha. Inaugurada em dezembro de 2012, a estação conta com uma antena com 35 metros de diâmetro e recebeu um investimento aproximado de 45 milhões de euros.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O programa ARSAT em "bullet points"

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Há exatamente uma semana, aconteceu com sucesso o lançamento do Arsat-1, da Argentina, o primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina (veja aqui). A seguir, apresentamos mais informações sobre o satélite e seu programa, na forma de bullet points:

- O Arsat-1. Com massa total de 2.985 quilos e potência de 4,2 quilowatts, o artefato tem 24 transpônderes de banda Ku, para transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão, com cobrindo o Atlântico Sul. Foram investidos 270 milhões de dólares (segmento espacial, frete, seguro e infraestrutura terrestre), e a expectativa é que proporcione ao governo uma economia de 25 milhões de dólares por ano com serviços atualmente prestados por operadores estrangeiros.

- A origem. Logo após o lançamento, autoridades argentinas comemoraram o feito, destacando o papel do governo no programa, e criticando a “solução” adotada no passado. “Decisões [passadas] foram frequentemente feitas de uma perspectiva estrangeira, e muito de nossa soberania [em acessar posições orbitais] esteve próximo de ser perdida”, disse Matias Bianchi, presidente da ARSAT. A principal motivação para a criação do programa estatal, em 2007, tem origem na experiência considerada malsucedida pelo governo com a NahuelSat, um consórcio de empresas privadas europeias contratado pela Argentina na década de noventa para a operação e prestação de serviços de comunicações via satélite ao país.

- Argentino, mas com componentes estrangeiros. O Arsat-1 foi o primeiro satélite geoestacionário construído na América Latina, mas isto logicamente não significa plena autonomia e independência de fornecedores internacionais, responsáveis por componentes críticos. A estatal argentina INVAP atuou como prime contractor, projetando, integrando e testando o satélite. As cargas úteis e o subsistema de TT&C (Telemetria, Rastreio e Comando) foram fornecidos pela Thales Alenia Space. Parte da estrutura (cilindro central), o subsistema de propulsão, a unidade de processamento, alguns componentes do sistema de controle de atitude e órbita, e os painéis solares foram fornecidos pela Astrium (hoje, Airbus Defence and Space). Outros componentes do subsistema de controle de atitude e órbita são da americana Honeywell International. Alguns serviços e consultoria, em especial na fase pós-lançamento ficaram a cargo da agência espacial alemã (DLR), e da Swedish Space Corporation, da Suécia.

- Manobras para colocação em órbita. De acordo com a ARSAT, estatal homônima que operará o satélite, a terceira manobra de apogeu para a inserção do artefato em órbita geoestacionária, foi concluída na última quarta-feira (22). Todas as operações são comandadas a partir da estação terrena de Benavidez, em solo argentino. O Arsat-1, aliás, foi inserido em órbita de transferência geoestacionária pelo último estágio do lançador Ariane 5 com bastante precisão, a menos de um quilômetro da inicialmente prevista.

- Mais dois satélites. Outros dois membros da família estão previstos para os próximos anos: o Arsat-2, que contará com cargas uteis nas bandas Ku e C, e o Arsat-3, que também devera ter alguma capacidade em banda Ka (para conexões em banda larga). Devem subir ao espaço em 2015 e 2017, respectivamente. Uma carga de banda X, para comunicações militares, também é considerada para o futuro.

- Plataforma para cooperação sul-americana? Na região, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT pode vir a ser uma de suas plataformas. Indicativos neste sentido já existem. No final de agosto, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"El Sector Espacial Argentino - Instituciones, empresas y desafíos"

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Este mês, foi publicado o livro "El Sector Espacial Argentino - Instituciones, empresas y desafíos", iniciativa conjunta da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e das estatais argentinas INVAP (prime-contractor de satélites) e ARSAT (operadora de serviços de comunicações).

O livro, produzido com base nas discussões de um seminário realizado em setembro de 2013 em Buenos Aires, apresenta as três principais entidades do programa espacial argentino, as principais indústrias, uma análise de seus principais projetos e programas (satélites e lançadores, exploração do espaço profundo), além de um sumário sobre o desenvolvimento espacial dos países da região.

Para os interessados nas atividades espaciais na América do Sul, trata-se de um bom material de consulta e informação sobre aquele que pode ser considerado um dos mais avançados e completos programas espaciais do continente, senão o mais avançado.

A obra está disponível gratuitamente no website da CONAE. Para baixá-la, clique aqui.
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domingo, 31 de agosto de 2014

Argentina: apesar da crise, programa espacial avança

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A Argentina poder ter perdido a Copa do Mundo e estar enfrentando há vários anos uma grave crise financeira, mas no campo espacial, o cenário é outro. 

Para meados de outubro, está previsto o lançamento do ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina, a bordo de um Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Um segundo satélite também está em construção nas instalações da INVAP, em Bariloche, principal indústria espacial do país, e já existem planos para a contratação de ao menos mais um artefato.

Em se tratando de sensoriamento remoto e aplicações científicas, o país vizinho também vai bem. Há pouco mais de três anos, numa missão conjunta com a agência espacial norte-americana (NASA), colocou em órbita o SAC-D/Aquarius. É o único da região a desenvolver uma família de satélites radar, o SAOCOM (SAtélite Argentino de Observación COn Microondas), em parceria com a Itália.

Embora com cronogramas atrasados (serão dois os satélites, o 1A e 1B, com previsões de lançamento em 2015 e 2016, respectivamente), fato é que o projeto SAOCOM posiciona a Argentina como uma das principais nações espaciais da América do Sul, senão a principal. Num paralelo com o Brasil, cuja missão radar (SAR) é bastante necessária para o acompanhamento do desmatamento da Amazônia, por sua capacidade de imagear mesmo com cobertura de nuvens, na previsão mais otimista, um satélite SAR estaria em órbita apenas em 2020.

SARE, missões de pequeno porte

Além das séries SAC e SAOCOM, o plano espacial argentino considera missões de menor porte, em torno de 250 kg, denominadas SARE. Estas compreenderão satélites operando de forma passiva, com cargas úteis óticas e de microondas, e ativa, tendo como cargas úteis instrumentos de microondas operando em conjunto com o SAOCOM, e um sistema laser LIDAR (Light Detection and Ranging).

A primeira missão do SARE, de demonstração, porém relativamente sofisticada, consistirá de quatro satélites de órbita baixa operando em conjunto com o SAOCOM 1B (ilustração acima). Serão testadas capacidades especiais, como comunicações entre os artefatos, distribuição de funções e apontamentos coordenados.

Tronador II

Buenos Aires também tem ambições de acesso autônomo ao espaço, e para tanto desenvolve o programa Tronador II, que tem recebido investimentos consideráveis nos últimos anos. O objetivo final é contar com um foguete capaz de inserir em órbitas baixas artefatos da classe do SARE, de até 250 kg.

Em 15 de agosto, foi realizado um novo teste, denominado VEX 1B, o segundo de uma série de 3 a 6 foguetes experimentais, planejados para dar forma ao pequeno veículo lançador (veja em "Argentina: novo ensaio relacionado ao Tronador II").
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domingo, 17 de agosto de 2014

Argentina: novo ensaio relacionado ao Tronador II

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De acordo com informações divulgadas pelo governo argentino, foi realizado exitosamente na última sexta-feira (15) um novo ensaio do foguete Tronador II, por meio do voo do Veículo Experimental VEX 1B. O ensaio teve por objetivo testar em voo os sistemas de propulsão e de navegação, guiagem e controle, desenvolvidos inteiramente na Argentina.

O sucesso foi comemorado pelo governo de Cristina Kirchner. Em nota divulgada pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), principal entidade espacial do país, o ministro Julio de Vido destacou a busca argentina por acesso autônomo ao espaço, além do desenvolvimento de satélites de comunicações e de observação. "Todos estes desenvolvimentos 100% nacionais nos permitirão realizar autonomamente uma missão satelital completa, isto é, a construção dos satélites e sua colocação em órbita, que ainda nos permitirá lançar satélites de terceiros, convertendo a Argentina no único país do hemisfério sul com esta capacidade e um dos 11 do mundo", declarou, destacando também o processo de industrialização do país "em setores de alto valor agregado e alta tecnologia".

O VEX 1B é o segundo de uma série de 3 a 6 foguetes experimentais, planejados para dar forma ao lançador Tronador II, com capacidade de satelitização de 250 quilogramas em órbitas baixas, performance nominal similar ao projeto brasileiro do veículo Lançador de Microssatélites (VLM).

O primeiro ensaio, denominado VEX 1A, ocorreu no final de fevereiro e foi considerado satisfatório pelas autoridades. No entanto, na época a mídia local noticiou que a missão teria falhado, com o foguete tendo subido apenas poucos metros e caído próximo a plataforma (ver a postagem "Lançadores: teste do Tronador II argentino").

Colaborou Ildefonso.
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domingo, 9 de março de 2014

Lançadores: teste do Tronador II argentino

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Frequentemente, abordamos os planos da Argentina de desenvolver meios autônomos de acesso ao espaço, a exemplo do Brasil, com o VLS. Nos últimos anos, o projeto aos poucos tem avançado, com a realização de testes de pequenos foguetes da família Tronador visando o desenvolvimento de tecnologia e capacitações para a posterior construção de um veiculo lançador de pequeno porte, o Tronador II.

No início do mês, o diário "Clarin" publicou uma reportagem informando sobre a suposta falha da missão VEX 1A, discretamente realizada em 26 de fevereiro, em Punta Indio, coordenada pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE). Após sua ignição, o VEX 1A, monoestágio e com cerca de 14,5 metros de altura, teria subido apenas 2 metros e depois caído próximo a plataforma (esperava-se um apogeu de 16 km). A CONAE reconheceu a falha na decolagem, mas afirmou que o lançamento proporcionou o teste de subsistemas do veículo, classificando o de "positivo e exitoso".

Os argentinos optaram por desenvolver o Tronador II a partir do desenvolvimento de vários veículos experimentais (além da missão de fevereiro, outros cinco testes estão programados para os próximos anos), tendo o objetivo de ensaiar vários subsistemas a um custo mais reduzido antes de incorporá-los ao lançador final.

Polêmica com o combustível

Na quinta-feira passada (6), o "Clarín" publicou outra reportagem sobre a missão, desta vez noticiando que o combustível utilizado pelo foguete (hidrazina), seria "contaminante e cancerígeno". No mesmo dia, a CONAE divulgou nota dando maiores informações e divulgando as medidas de segurança que foram tomadas para evitar contaminações ou danos.

A nota da agência argentina também destaca que este tipo de combustível é utilizado por outros lançadores, como da família Longa Marcha (China), PSLV e GSLV (Índia), e também pelo Cyclone 4, da binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space. No caso do lançador ucraniano, os três estágios exigirão cerca de 180 mil kg de hidrazina e ácido nítrico em cada operação de lançamento.

De fato, embora ainda seja utilizada em alguns veículos espaciais, os projetos mais modernos têm buscado outros combustíveis, considerados menos poluentes e mais seguros. No meio especializado, existe uma piada de que "a hidrazina é um combustível que ninguém sabe o cheiro que tem, pois ninguém sobreviveu para contar"...
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Missão SABIA-Mar avança

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Brasil e Argentina concluem Fase A do projeto Sabia-Mar

Brasília 20 de Dezembro de 2013. O Comitê Internacional de Avaliação da Missão Sabia-Mar (Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais), formado por representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argertina (Conae), e de entidades internacionais ligadas a atividades espaciais, reuniu-se no início do mês, em Buenos Aires, na Argentina, para a revisão final da Fase A do projeto binacional.

Esta fase, que engloba todo o planejamento da missão, a relevância dos dados científicos a serem recolhidos, a factibilidade dos equipamentos que serão usados e a operacionalidade da missão, foi aprovada na totalidade. Com esta medida, dá-se um passo importante para a continuidade da missão, que prevê o lançamento do Sabia-Mar 1em 2018.

Durante a Fase A foram realizados diversos encontros técnicos no Brasil e na Argentina, sendo dois deles com a participação de potenciais usuários dos dados produzidos pelo Sabia-Mar e de representantes de indústrias ligadas ao setor aeroespaciais.

A Fase B, que inclui o Projeto Preliminar do Satélite, deve começar em janeiro próximo, com programação para estar concluída em dez meses. Em seguida, inicia-se a Fase C, que trata da incorporação dos equipamentos no satélite, dos teste dos diversos sistemas e do lançamento.

Comitê – O Comitê de Avaliação Internacional é composto pelo diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio Noronha de Souza, Fernando Hisas, Ana Hernádez, Laura Frulla, Jorge Milovic, todos do Conae; Evlyn Novo, do Inpe, Gene Feldman, Amit Sem, ambos da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), Roberto Fernandez Borda, da UMBC, e Maycira Costa, da Universidade de Victoria, do Canadá.

O presidente da AEB, José Raimundo Coelho, que estava na China acompanhando o lançamento do Cbers-3, foi representado na reunião pelo diretor da área de satélites, Carlos Alberto Gurgel. Pelo Inpe, o processo de avaliação também foi acompanhado pelo engenheiro Marco Chamon.

A missão Sabia-Mar, a ser desenvolvida com dois satélites com vida útil de cinco anos cada um, objetiva a observação dos oceanos, da zona costeira e de águas interiores (lagos, represas, rios) da América do Sul. Como aplicações principais têm-se o estudo do ciclo de carbono, da biosfera marinha, da identificação de zonas potenciais de pesca, e para o controle de eventos como vazamento de petróleo, entre outras.

Fonte: AEB
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sábado, 19 de outubro de 2013

Estação chinesa na Argentina

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No final desta semana, a imprensa local argentina deu destaque ao início das obras de construção de uma estação terrena chinesa no sul do país, em Bajada del Agrio, na província de Neuquén, projeto que demandará um investimento de 300 milhões de pesos nos próximos anos. A antena deverá entrar em operação até o final de 2015.

A estação faz parte dos planos chineses de exploração interplanetária e foi viabilizada por meio de um acordo firmado entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a Agência Chinesa de Lançamento e Controle de Satélites (CLTC, sigla em inglês) em julho do ano passado. Como contrapartida à cessão da área para a construção da antena e de toda a infraestrutura para a sua operação por um período de 50 anos, o governo argentino terá direito à utilização de 10% da capacidade da estação.

Em dezembro de 2012, uma outra estação terrena, construída pela Agência Espacial Europeia e destinada a estudos de espaço profundo, foi inaugurada em Malargüe, na província de Mendoza.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Despedida do SAC-C

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Em 15 de agosto, três meses antes de completar o seu 13º aniversário, o satélite argentino SAC-C deixou de se comunicar com seu centro de controle de missão, situado em Córdoba, na Argentina. Em 23 de agosto, a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) declarou a missão encerrada, "despedindo-se" oficialmente do satélite, que superou em muitos anos sua vida útil estimada inicialmente em cinco anos.

O SAC-C foi o terceiro satélite lançado pela CONAE, em 21 de novembro de 2001. Era dotado de sensores óticos para observação terrestre, tendo gerado imagens para aplicações em agricultura, hidrologia, geologia, situações de emergências, entre outras.

Vários países foram parceiros da Argentina na missão SAC-C, contribuindo com experimentos científicos e cargas úteis, dentre os quais os Estados Unidos, a Itália, a França e a Dinamarca. O Brasil, por meio do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apoiou com a realização de testes ambientais previamente ao lançamento do artefato (na imagem abaixo, o satélite está sendo submetido a testes de vácuo).


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Satélites de observação na América do Sul

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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul - Um panorama

André M. Mileski

Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente. Na América do Sul, não tem sido diferente, com aqueles que já têm tradição em atividades espaciais, como Brasil e Argentina, lançando novas missões, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Colômbia, Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.

Argentina

O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), e institutos de pesquisas da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, desenvolvido em regime de cooperação internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros.

Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir do ano que vem, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos engenhos argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.

Outro plano é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.

Brasil

O Brasil foi o sul-americano pioneiro na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE.

A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamentos). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido pelo nome Amazônia-1.

O Amazônia-1 ainda não teve seu projeto concluído, o que é aguardado para os próximos anos, em 2015. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e faixa de cobertura de 750 quilômetros, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois modelos sejam colocados em órbita, o Amazônia-1B, em 2017, e o Amazônia-2, em 2019.

Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento remoto, dentro do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.

O acordo, assinado em 1988, contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do total, enquanto que à parte brasileira, os 30% restantes. O CBERS 1 foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada, de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofisticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Foi definida, também, uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.

Depois da entrada em órbita do CBERS 2, e considerando-se na época que o CBERS 3 o seria apenas em 2009 (este satélite ainda não foi lançado, com previsão para o final de 2013), o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo, idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último exemplar da série inicial, e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.

O INPE vem trabalhando há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR) que, inicialmente, seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM [Nota do blog: na ilustração acima, no início da reportagem, o MAPSAR]. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista a sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá ser dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado à aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, etc. Seu lançamento é previsto para 2020.

Das missões espaciais de observação terrestre, a mais recente é a SABIA-Mar, desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros, baseado em uma constelação de dois satélites. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.

Os artefatos terão cerca de 500 kg, baseados na PMM, e cada um levará uma câmera multiespectral, com possibilidade de cargas úteis secundárias. A partilha das tarefas será de 50% para cada país. Estão em desenvolvimento as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão, tocadas pelo INPE, do lado brasileiro, e pela CONAE, do argentino. O primeiro modelo deve estar em órbita em 2019.

Chile

Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes mundiais, o Chile se tornou o terceiro país do subcontinente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, do grupo EADS, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.

Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) é dual, com aplicações civis e militares. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Astrium, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos. Segundo informações de bastidores, o governo chileno já considera alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço.

Venezuela

Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situação de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. Isso começou com a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e inserido em órbita no final de 2008. A seguir, conforme a tendência mundial, obteve um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.

A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e foi o segundo feito pela estatal CGWIC para o governo venezuelano. O VRSS-1 também representou o primeiro satélite de observação exportado pela China, que busca firmar-se como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece nas comunicações.

O Francisco Miranda foi ao espaço em outubro de 2011, através de um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. De acordo com informações creditadas pela imprensa internacional a Jorge Arreaza, ministro venezuelano da Ciência, Tecnologia e Inovação, por ocasião do lançamento, o VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia ao longo de cinco anos. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de combate à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, junto a aplicações em defesa.

Colômbia

Um dos países da América Latina que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da região, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE) para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras. Diversas notícias sobre possíveis parceiros chegaram a ser publicadas, com destaque para Israel - importante parceiro no setor de defesa, e França, e a expectativa é de que a definição sobre o caminho a ser trilhado para a concretização do projeto colombiano ocorra muito em breve.

Recentemente, em fevereiro de 2013, numa entrevista dada à imprensa local, o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, deu enfáticas declarações sobre a necessidade do país em dispor de capacidade própria de observação: “Não é justo que a Colômbia, hoje dispondo de uma Força Aérea como a que tem, um instituto geográfico como o Geográfico Agustín Codazzi, tenha que pedir a utilização de parte de satélites para observar nosso próprio território”.

Peru

O Peru também está próximo de concretizar seu programa satelital, segundo indicações dadas por notícias e declarações de autoridades. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008.

Reportagens e declarações dadas por membros do governo sinalizam que a pretensão é contar com um pequeno satélite de observação com sensores óticos de mesma resolução ou superiores (em torno de 1 metro) ao do SSOT chileno, a ser adquirido junto a fabricantes estrangeiros. Lima, por meio do Ministério da Defesa e da Agencia Espacial del Peru (CONIDA), tem mantido contato com governos e fabricantes interessados em fornecer o sistema satelital, como a França, Israel e Coréia do Sul, entre outros.

Na SITDEF 2013, feira sobre sistemas de defesa, segurança e desastres naturais realizada no último mês de maio em Lima, o projeto peruano foi um dos destaques, abordado em apresentações de entidades envolvidas e também de empresas interessadas em fornecê-lo.

Bolívia

Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales, a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010, e previsto para ser colocado em órbita no final de 2013. Um sistema de observação também está nos planos de La Paz para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição.

Fonte: Revista Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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terça-feira, 21 de maio de 2013

Workshop industrial do SABIA-Mar


INDÚSTRIA NACIONAL REÚNE-SE COM GRUPO DE TRABALHO DA MISSÃO SABIA-MAR

Brasília, 21 de maio de 2013 – Representantes da indústria aeroespacial nacional se reuniram, no dia 17 de maio, no Parque Tecnológico de São José dos Campos, Workshop SABIA-Mar Indústrias Brasileiras. O encontro teve como objetivo compartilhar com a indústria nacional informações técnicas relevantes sobre a missão e discutir o modelo de industrialização a ser adotado, assim como as possíveis formas de financiamento. A reunião também serviu para coletar opiniões e recomendações da indústria, e conhecer suas expectativas para este projeto. A ação foi promovida pelo Grupo de Trabalho da Missão SABIA-Mar –  composto por membros da Agência Espacial Brasileira (AEB), da indústria, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina (CONAE).

A AEB está inovando na maneira de conceber suas missões satelitais. A indústria e os usuários devem estar envolvidas em todas as fases de desenvolvimento do satélite. “A Missão SABIA-Mar é a primeira a ser realizada a partir desta visão”, afirma o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.

“O evento excedeu as expectativas. Os representantes da indústria obtiveram informações mais detalhadas dos satélites a serem desenvolvidos. No workshop, foi possível obter estimativas preliminares, por parte da indústria, do grau de complexidade dos artefatos, principalmente da câmera multiespectral”, contou o diretor da AEB e membro do Grupo de Trabalho do SABIA-Mar, Carlos Gurgel. A câmera a ser desenvolvida no Brasil terá que captar sinais em 18 bandas. Até agora, todas as construídas pela indústria nacional operam em poucas bandas. “O desenvolvimento dessa câmera será importante passo para a capacitação da indústria brasileira”, acredita Gurgel.O forte envolvimento da indústria espacial brasileira na concepção e desenvolvimento das missões de satélites é uma das diretrizes estratégicas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

A Argentina realizou, em março deste ano, evento semelhante.

SABIA-Mar – A missão SABIA-Mar é um sistema completo de Observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros incluindo águas interiores, baseado em uma constelação de dois satélites e uma infraestrutura operacional, logística e de segmento solo desenvolvidos para alcançar os objetivos propostos pelo Brasil e pela Argentina. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos.

Os satélites terão aproximadamente 500 kg. Cada um levará uma câmera multiespectral, mas há possibilidade de cargas úteis secundárias. A princípio, eles utilizarão como base a Plataforma Multimissão (PMM), que é uma plataforma genérica para satélites desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A partilha das tarefas no desenvolvimento dos satélites será igualitária entre os dois países.

Atualmente estão sendo desenvolvidas concomitantemente as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão.

As aplicações dos satélites poderão ser usadas na pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.

Entre agosto e setembro deste ano, o estudo em elaboração pelos grupos de trabalho brasileiro e argentino completará a denominada Fase A do projeto. Seu resultado trará de forma organizada os requisitos para a missão, o conceito de operação do sistema, os conceitos preliminares a serem adotados para o projeto dos satélites, os cronogramas de desenvolvimento e estimativas de custo, dentre outras informações.

Workshop SABIA-Mar Usuários Brasileiros – Nos dias 13 e 14 de maio, o Grupo de Trabalho da Missão SABIA-Mar reuniu os prováveis usuários brasileiros da missão na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB). O encontro foi uma oportunidade para que as instituições nacionais que poderão se beneficiar com o SABIA-Mar apresentassem suas necessidades, expectativas e planos para utilização das imagens a serem geradas. O objetivo é que os dois satélites a serem desenvolvidos atendam ao maior número de demandas possível.
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terça-feira, 14 de maio de 2013

SABIA-Mar: workshop de usuários brasileiros



GRUPO DE TRABALHO DO SABIA-MAR REALIZA WORKSHOP COM OS PROVÁVEIS USUÁRIOS DA MISSÃO

O Grupo de Trabalho da Missão SABIA-Mar (composto por membros da Agência Espacial Brasileira (AEB), da indústria, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina (CONAE)) promoveu, nos dias 13 e 14 de maio, na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Workshop SABIA-Mar Usuários Brasileiros. O encontro foi uma oportunidade para que as instituições nacionais que poderão se beneficiar com o SABIA-Mar apresentassem suas necessidades, expectativas e planos para utilização das imagens a serem geradas. O objetivo é que os dois satélites a serem desenvolvidos atendam ao maior número de demandas possível.

Segundo o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, a Agência Espacial Brasileira está inovando na forma de conceber novas missões de satélites no Brasil. “Queremos que os usuários e a indústria estejam envolvidos em todo o processo. A missão SABIA-Mar é a primeira a ser realizada a partir dessa visão”, afirmou ao abrir o workshop. “Esta é a primeira de muitas reuniões que realizaremos com usuários de satélites”, concluiu.

Durante a reunião foi apresentado o estado atual do projeto, foram discutidos os requisitos de missão existentes até o momento e expostas aplicações potenciais. “É necessário saber o que os futuros usuários do SABIA-Mar precisam. Todos devem participar das atividades”, afirmou o gerente brasileiro da missão e engenheiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Marco Antônio Chamon, durante o evento.

Para o oceanógrafo da Petrobras Fernando Batista, o SABIA-Mar será essencial para o aumento da robustez do conjunto de dados hoje gerado por outros satélites; na alimentação de modelos de circulação oceânica; para melhor entendimento da circulação oceânica ao largo da costa brasileira; entre outros.

A pesquisa em bio óptica e sensoriamento remoto (SR) da cor do oceano e o ensino e extensão em SR dos oceanos são os pontos positivos que o SABIA-Mar trará de acordo com Melissa Carvalho, do Programa de Pós-graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina.

Os participantes receberam um formulário para preencherem com todas suas demandas e considerações. Ao final, os dados serão compilados em um relatório que será enviado para todos e poderá servir como base para o desenvolvimento dos satélites.

Também participaram do workshop o Comando da Marinha, a Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), o Scripps Institution of Oceanography dos Estados Unidos, as Universidades Federal do Ceará e Federal do Rio Grande, a Universidade de São Paulo, dentre outras organizações.

A Argentina realizou, em março deste ano, evento semelhante.

SABIA-Mar - A missão SABIA-Mar é um sistema completo de Observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros incluindo águas interiores, baseado em uma constelação de dois satélites e uma infraestrutura operacional, logística e de segmento solo desenvolvidos para alcançar os objetivos propostos pelo Brasil e pela Argentina. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos.

Os satélites terão aproximadamente 500 kg. Cada um levará uma câmera multiespectral, mas há possibilidade de cargas úteis secundárias. A princípio, eles utilizarão como base a Plataforma Multimissão (PMM), que é uma plataforma genérica para satélites desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A partilha das tarefas no desenvolvimento dos satélites será igualitária entre os dois países.

Atualmente estão sendo desenvolvidas concomitantemente as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão.

As aplicações dos satélites poderão ser usadas na pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.

Entre agosto e setembro deste ano, o estudo em elaboração pelos grupos de trabalho brasileiro e argentino completará a denominada Fase A do projeto. Seu resultado trará de forma organizada os requisitos para a missão, o conceito de operação do sistema, os conceitos preliminares a serem adotados para o projeto dos satélites, os cronogramas de desenvolvimento e estimativas de custo, dentre outras informações.

Workshop SABIA-Mar Indústrias Brasileiras – Na sexta-feira (17) será realizado, em São José dos Campos (SP), o Workshop SABIA-Mar Indústrias Brasileiras. O objetivo da reunião é compartilhar com a indústria nacional informações técnicas relevantes sobre a missão e discutir o modelo de industrialização a ser adotado, assim como as possíveis formas de financiamento. Adicionalmente, o encontro também servirá para coletar opiniões e recomendação da indústria, e saber de suas expectativas para este novo projeto.

O forte envolvimento da indústria espacial brasileira na concepção e desenvolvimento das missões de satélites é uma das diretrizes estratégicas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

Fonte: AEB
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terça-feira, 19 de março de 2013

SABIA-Mar: 2ª reunião do Grupo de Trabalho


GRUPO DE TRABALHO DO SABIA-MAR SE REÚNE NA ARGENTINA

Brasília, 19 de março de 2013 - Mais uma etapa da missão satelital SABIA-Mar foi realizada nos dias 14 e 15 de março. O Grupo de Trabalho da missão se reuniu na sede da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), em Buenos Aires, na Argentina, e também realizou uma reunião com usuários do satélite. SABIA-Mar é um satélite de observação oceanográfica, em especial, da costa atlântica, desde o norte do Brasil até o sul da Argentina, que está sendo proposto pelos dois países.

No dia 14 de março, o Grupo de Trabalho (GT) da missão, composto por membros da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Instituto Nacional de Atividades Espaciais (INPE), de representante das indústrias da área espacial brasileira e da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), se reuniu na sede da CONAE. Esta foi a segunda reunião do GT do SABIA-Mar. “O encontro foi muito importante. Avançamos na concepção do projeto”, afirma o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Gurgel. O grupo definiu, também, a função de cada um dos seus membros.

Na sexta-feira (15), foi realizada a Reunião de Usuários Argentinos do novo satélite. Além do Grupo de Trabalho do SABIA-Mar, participaram do evento os principais institutos e organismos argentinos que estudam e investigam águas, mares e oceanos. No evento, os usuários conheceram o atual estágio da missão e também discutiram requisitos acerca dos dados a serem produzidos. O objetivo é que o SABIA-Mar supra a maioria das necessidades da comunidade de usuários.

Em maio, o Brasil realizará um workshop com seus usuários. “Queremos reunir todas as instituições que poderão se beneficiar com o SABIA-Mar para que eles possam expor suas dificuldades e necessidades. O satélite deve suprir o maior número de demandas possível”, afirma o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos, Petrônio de Souza. O evento será realizado na sede da AEB, em Brasília.

Fonte: AEB
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domingo, 27 de janeiro de 2013

Cooperação Argentina - Emirados Árabes Unidos


Em 14 de janeiro, durante uma visita oficial aos Emirados Árabes Unidos de comitiva argentina chefiada pela presidente Cristina Kirchner, foi firmado um memorando de entendimentos entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a Emirates Institution for Advanced Science and Technology (EIAST), prevendo a realização de projetos espaciais conjuntos, como o intercâmbio de especialistas e de dados de missões satelitais, o desenvolvimento de programas industriais e comerciais, e a organização de simpósios e reuniões científicas conjuntas.

O memorando prevê uma série de iniciativas de cooperação, entre as quais o desenvolvimento de aplicações de informações satelitais para a gestão e resposta a emergências; a operação de estações terrenas e gestão de missões satelitais; a organização de programas e instalações para treinamento; e o estudo da viabilidade de uma aliança de estações terrenas para possibilitar uma cobertura global e serviços avançados do segmento terrestre.

O EIAST é uma entidade espacial de Dubai, sendo responsável pelas atividades espaciais dos Emirados Árabes Unidos. A entidade opera os satélites DUBAISAT-1 (sensor ótico com 5 m de resolução), construído pela Satrec Initiative, da Coréia do Sul, e colocado em órbita em 2009, e aguarda o lançamento do DUBAISAT-2 (4 m de resolução), previsto para este ano.
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domingo, 23 de dezembro de 2012

Estação europeia é inaugurada na Argentina



Na última quarta-feira, 18 de dezembro, foi inaugurada a antena da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) destinada a estudos em espaço profundo, construída em Malargüe, na província argentina de Mendoza, e a primeira de seu gênero na América Latina.

Na cerimônia, que contou com a participação por videoconferência da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e do diretor de operações da ESA, Thomas Reiter, foram destacados o investimento para a construção da estação - 45 milhões de euros, e também o direito de uso de 10% do tempo de operação da estação pela comunidade científica argentina, que será coordenado pela Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE).

A antena, de formato parábolico e com 35 metros de diâmetro, é denominada "DSA 3 Malargüe" e completa a rede de três estações terrenas para monitoramento de missões de espaço profundo da ESA, sendo as outras duas situadas em New Norcia, na Austrália e Cebreros, na Espanha, finalizadas em 2002 e 2005, respectivamente.

Sua construção foi iniciada em janeiro de 2012 e a expectativa é de que esteja completamente operacional já no início de 2013. A estação DSA 3 será um meio importante para o recebimento de dados de missões interplanetárias atuais e futuras da ESA, como a Mars Express, Venus Express, Rosetta, Herschel, Planck, Gaia, Euclid, BepiColombo, e Solar Orbiter y Juice.
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