quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cooperação Brasil - Ucrânia

Presidente da AEB recebe presidente da Agência Ucraniana (NSAU)

28/04/2009 17:50:37

Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), acompanhado da diretoria da Agência, reuniu-se hoje, terá-feira, 28 de abril, com o presidente da Agência Espacial Ucraniana (NSAU), Dr. Oleksandr Zinchenko. Eles discutiram sobre o fortalecimento da cooperação estratégica entre Brasil e Ucrânia na área espacial.

O apoio ao plano de marketing e de negócios da empresa binacional Alcantara Cyclone Space (ACS) está entre as prioridades das duas Agências, que, também, inclui o desenvolvimento conjunto de lançadores, a utilização de micro-satélites, avanços em novas tecnologias espaciais, em vista de uma maior autonomia e menor vulnerabilidade dos dois países na área espacial e o intercâmbio de especialistas e estudantes de pós graduação. O setor de energia, especialmente a solar, que guarda relação com a tecnologia espacial, também será tema de trabalho conjunto entre AEB e NSAU.

Fonte: AEB

Comentário: a visita dos ucranianos não se restringe à AEB. Estava prevista na agenda do ministro da Defesa, Nelson Jobim, na tarde de hoje (29), uma visita de Sérgio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia, e Oleksandr Zinchenko, da NSAU.

4 comentários:

iurikorolev disse...

Essa novela da Alcantara Cyclone
parece que não vai acabar nunca.
Os ucranianos devem estar p. da vida e querendo jogar a toalha.
Enquanto isso, a galera continua em intermináveis e caras viagens à custa do erário.
Resultado que é bom mesmo, nada...

Raul(51) disse...

Iurikolev, o ACS parece que tem matado um leão por dia e parece que vai se concretizar mesmo.

Gostei da parte que fala sobre desenvolvimento de veículos lançadores conjuntos.
O que seriam? Novos modelos de lançadores? Cyclone-5 (o que seria o Cyclone-5?)?


abraços

iurikorolev disse...

Caro Raul (Como já dizia o Toquinho...)
O Cyclone 5 parece ser uma alternativa ao Programa Cruzeiro do Sul lançado pelo CTA em 2005 que provavelmente seria feito com a Rússia.
Um lançador mais pesado que o Cyclone 4 só que desenvolvido em conjunto com a Ucrania.
Parece que o pessoal da AEB não gosta muito dos russos não.
Mas é muito cedo para falar em Cyclone 5 se não lançaram ainda nem o 4...

Olha aí Mileski :A propósito, tem uma noticia nos jornais de hoje :"Empresa quer base de Alcântara no PAC"
Vamos torcer ...

Duda Falcão disse...

Saudações senhores!

Segundo o que me foi passado pelo Mileski após o mesmo ter se informado junto a um representante da ACS durante a realização da LAAD2009 e confirmado em entrevista pelo próprio diretor da parte brasileira da empresa, o ex-ministro Roberto Amaral, o grande entrave que impedia o desenvolvimento do programa já foi equacionado junto às comunidades quilombolas. Agora a ACS esta esperando a execução dos estudos exigidos (Estudos de Impacto Ambiental - EIA/RIMA) para a obtenção de licenciamento ambiental. Uma vez obtidas as licenças, as obras deverão ser iniciadas imediatamente. No entanto, a afirmação da empresa que o cronograma de inicio de operação da mesma (lançamento do Cyclone 4) esta mantido para dezembro de 2010, não me parece correto, acredito que o ano de 2011 é o objetivo possível devido ao grande atraso que ocorreu. No entanto, se tudo ocorrer dentro do planejado (palavra de difícil compreensão para aqueles que dirigem o programa espacial) o ano de 2010 será muito importante para o Programa Espacial Brasileiro. Se não vejamos:

• Está previsto o lançamento do CBERS 3 (provavelmente com um outro foguete chinês infelizmente. Bem que poderia ser com o CYCLONE 4 se não fosse os atrasos)

• Está previsto o lançamento da Plataforma SARA suborbital no terceiro lançamento do reformulado foguete VS-40 (um projeto de suma importância para a área de pesquisas e ciências espaciais. Além disso, o Brasil com a SARA conquistará definitivamente a tecnologia de reentrada atmosférica, tecnologia essa dominado por poucos países).


• Esta previsto também o primeiro vôo do VLS-1 XVT 01. Trata-se de um vôo tecnológico que levará uma quantidade significativa de sensores, além de sistemas de telemetria para a transmissão dos dados. O veículo terá somente os dois primeiros estágios ativos, para ensaio de medidas em vôo dos ambientes de temperatura, acústico e de vibração.

• E finalizando, provavelmente será alcançado algum gol relacionado aos projetos e pesquisas dos Programas de MICROGRAVIDADE e UNIESPAÇO.

Abs