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domingo, 7 de julho de 2013

Desmatamento da Amazônia e as carências em observação

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou na última sexta-feira (05) os dados mais atualizados sobre o desmatamento da região amazônica. O Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (DETER) identificou um crescimento de 370% no desmate na comparação de maio com o mesmo mês de 2012. As imagens de satélite mostram a que a retirada de floresta nativa alcançou 464,96 km², frente a 98,85 km² no mesmo período no ano passado.

De acordo com informações divulgadas pelo INPE, "o DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de nuvens."

Os dados de maio foram apurados levando-se em conta uma cobertura de nuvens de 59% sobre a Amazônia Legal (as áreas em rosa do mapa acima correspondem aos locais encobertos, enquanto que os pontos amarelos mostram a localização dos alertas de desmatamento).

Apesar do DETER ser complementado pelos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (PRODES), que faz um cômputo anual dos desmatamentos por meio de imagens de satélites de melhor resolução espacial (o americano Landsat, a constelação DMC, e o indiano Resourcesat-1), fato é que os sistemas de monitoramento nacionais carecem de uma melhor capacidade de revisita, de resolução e mesmo de tipo de imagens. O imageamento por sensores radar, capazes de observar o solo mesmo com cobertura de nuvens, é uma necessidade há muito sentida. Interessante ainda notar que já há vários anos que o DETER e o PRODES não fazem uso de imagens geradas por satélites da série CBERS, que não estão em operação, lacuna que será cumprida quando do lançamento do CBERS 3.
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sábado, 14 de abril de 2012

INPE: imagens DMC para a Amazônia

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A companhia inglesa DMC International Imaging (DMCii), responsável pela comercialização de imagens de satélites da constelação DMC (Disaster Monitoring Constellation) divulgou na última semana ter assinado um novo contrato com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para a entrega de imagens de satélite para o monitoramento do desmatamento da floresta amazônica.

O contrato, no valor de 2,1 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 6,1 milhões) permitirá ao INPE acesso direto a imagens geradas pelo satélite UK-DMC2, por meio de recepção na estação terrena do INPE em Cuiabá (MT), além de sua disponibilização para acesso livre em seu website. As imagens geradas terão resolução de 22 metros e permitirão a detecção de áreas menores de desmatamento em comparação aos dados anteriormente usados, do sensor MODIS, a bordo do satélite norte-americano Terra, da NASA. O satélite UK-DMC2 imagerará toda a região amazônica a cada duas semanas.

Gilberto Câmara, diretor do INPE, afirmou em nota distribuída pela DMCii: "Com a recente falha do Landsat 5, se tornou urgente a ampliação do fornecimento de imagens de satélites para operar nosso sistema de monitoramento de florestas, e os dados DMC constituem uma ferramenta muito efetiva em termos de custos. A faixa de imageamento de 650 km das imagens oferece uma frequência de cobertura e nível de detalhes que aprimora a capacidade do nosso sistema DETER em identificar o desmatamento em estágio inicial. Eu estou particularmente honrado que a DMCii tenha concordado em conceder uma licença aberta, de modo que o INPE possa disponibilizar sem custos os dados obtidos por meio de seu website - uma inovação que tem aprimorado o monitoramento público do gerenciamento da floresta no Brasil."

O contrato é uma continuidade da cooperação entre a DMCii e o INPE, iniciada há sete anos. "A DMCii está comprometida em aprimorar a governança e gerenciamento da floreta por meio do fornecimento de informações confiáveis e em tempo. Este [contrato] é especialmente importante para o desenvolvimento de programas efetivos de REDD+ em países com florestas tropicais. Estou orgulhoso de estender nosso longo relacionamento com o INPE, que é um líder mundial na luta contra o desmatamento", afirmou Paul Stephens, diretor de vendas e marketing da DMCii.

Criada em outubro de 2004, a DMCii é uma subsidiária da também inglesa Surrey Satellite Technology (SSTL), considerada uma das empresas líderes mundiais na construção de pequenos satélites de observação, e responsável pela construção dos satélites que compõem a constelação DMC. No início de 2011, a constelação DMC completou dez anos (veja a postagem "Uma década de DMC"). A SSTL foi adquirida pela Astrium, do grupo EADS, em abril de 2008.

Para mais informações sobre o uso de imagens DMC no monitoramento da Amazônia, acesse a postagem "Satélites DMC no monitoramento da Amazônia".
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Uma década de DMC

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Esta semana, foi celebrada em Londres, na Inglaterra, uma década do sistema de monitoramento de desastres DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, do grupo EADS Astrium. O sistema é formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um satélite de observação de pequeno porte, desenvolvido e construído pela própria SSTL.

O objetivo da DMC é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os que aconteceram com tsunamis na Ásia (2004), furacão Katrina nos EUA (2005), inundações no Reino Unido (2007), e o terremoto de Sichuan, na China (2008), fornecendo imagens óticas de alta resolução.

Uma empresa - DMC International Imaging - foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens, e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando assim recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes, aliás, é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Desde 2004, duas vezes ao ano, os satélites DMC têm sido usados para o imageamento em alta resolução da região amazônica, com o objetivo de mensurar o desflorestamento e identificar cortes ilegais, em apoio aos sistemas DETER e PRODES.

Para este ano, está prevista a inclusão de mais dois satélites à constelação, o NigeriaSat-2 e NigerisaSat-X, ambos da Agência Espacial da Nigéria. O consórcio que mantém a DMC também considera recentes desenvolvimentos tecnológicos para ampliar a rede e sua capacidade, além de sensores SAR (de tecnologia radar), capazes de imagear mesmo com cobertura de nuvens ou fumaças.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Satélites DMC no monitoramento da Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) não faz uso apenas de imagens dos satélites CBERS e da série norte-americana Landsat para o monitoramento do desmatamento na Floresta Amazônica. Frequentemente, são também compradas imagens no exterior, da rede DMC (Disaster Monitoring Constellation), fornecidos pela empresa inglesa DMC International Imaging.

A DMC International Imaging é controlada pela Surrey Satellite Technology Ltd. (SSTL), indústria também inglesa especializada no desenvolvimento e construção de pequenos satélites, adquirida pela EADS Astrium em abril de 2008.

Desde 2005, a DMC International Imaging fornece imagens para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As imagens são usadas para aprimorar os dados com estimativas anuais de desmatamento da região, atividade que o INPE executa por meio dos sistemas DETER (Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real) e PRODES (Monitoramento da Floresta Amazônia Brasileira por Satélite).

A constelação de microssatélites da DMC conta com sensores multiespectrais (32 m) e pancromáticos de alta-resolução (4 m). Todos os microssatélites da rede foram desenvolvidos e construídos pela SSTL, e são comparáveis em resolução aos da série Landsat. O grande diferencial da rede DMC para aplicações na região amazônica é o seu maior número de satélites, que possibilitam um maior número de visitas a uma mesma região, o que reduz consideravelmente o impacto da coberturas de nuvens comuns em regiões de florestas tropicais.

No final de 2009, o INPE contratou o fornecimento de mais imagens digitais para atender o monitoramento da Amazônia, negócio no valor de pouco mais de R$ 462 mil.
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