.
INPE e OTCA promovem curso de capacitação em imagens de radar
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016
Técnicos da Colômbia, Equador, Guiana e Peru participaram no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), da segunda edição do Curso de Capacitação em Imagens de Radar.
Realizado em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), entre os dias 3 e 7 de outubro, o curso apresentou fundamentos sobre radar e promoveu a capacitação no uso e interpretação das imagens, bem como nas aplicações para o estudo e monitoramento das florestas.
Além dos profissionais estrangeiros, participaram representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria de Estado de Transportes do Amapá (Setrap).
Os participantes aprimoraram técnicas baseadas nos princípios do imageamento por radar, como geometria das imagens e resolução espacial, conceitos de interferometria e polarimetria, e aplicações em monitoramento de floresta. Foram realizados exercícios práticos, em aplicativos gratuitos, sobre processamentos digitais de imagens SAR (radar de abertura sintética).
"O curso ministrado no Centro Regional da Amazônia visa capacitar para o entendimento das imagens de radar e as suas aplicações, em especial as aplicações para floresta, permitindo que os participantes conheçam o que se pode fazer com tais imagens, que tipo de informação pode ser gerada a partir desses dados", enfatiza Waldiza Brandão, instrutora do curso, especialista em radar e mestre em sensoriamento remoto. O pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em Radar, Arnaldo Queiroz, foi convidado a ministrar o módulo que abordou polarimetria.
As imagens de radar podem ser utilizadas, por exemplo, para mapeamento da vegetação, geração de modelos de elevação do terreno, acompanhamento de alterações na floresta, além de mapear e identificar os diferentes alvos da superfície, como vegetação, área urbana, entre outros.
O curso foi sugerido pelos países membros da OTCA que, no contexto do projeto BNDES e com recursos do Fundo Amazônia, pode contratar, por solicitação do executor técnico do projeto, CRA/INPE, a compra de imagens e a realização de capacitação para difundir as tecnologias para análise de imagens de radar, que é uma das propostas do Projeto Capacitree. A primeira edição aconteceu em agosto, para o nivelamento dos instrutores e avaliação do conteúdo dos próximos cursos.
Chefe do Centro Regional da Amazônia e coordenadora do Projeto Capacitree, Alessandra Gomes destaca que "há perspectivas de cursos de radar num prazo de seis a oito meses inclusos no Projeto Capacitree. Os instrutores precisam antes se capacitar e essa capacitação é, em média, de 200 a 300 horas para se tornarem aptos a conduzir um curso com tal tecnologia. Obviamente os cursos são oferecidos por demanda e, havendo demanda, parceiros e países serão convidados.
Fonte: INPE
.
Mostrando postagens com marcador SAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SAR. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
INPE: curso sobre imagens de radar
.
Centro do INPE em Belém sedia curso sobre imagens de radar
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016
Um grupo de especialistas participou no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), da primeira edição do Curso de Capacitação em Imagens de Radar, que aconteceu entre os dias 8 e 12 de agosto.
Participaram colaboradores dos projetos TerraClass e DETER-B e consultores do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree, além de pesquisadores do Instituto Evandro Chagas e consultorias independentes.
O curso abordou os princípios do imageamento por radar, como geometria das imagens e resolução espacial, conceitos de interferometria e polarimetria, além de aplicações em floresta. Os participantes realizaram exercícios práticos, em aplicativos gratuitos, sobre processamentos digitais de imagens SAR (radar de abertura sintética).
Este curso foi solicitado pelos países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) que, no contexto do projeto BNDES e com recursos do Fundo Amazônia, pode contratar, por solicitação do executor técnico do projeto, CRA/INPE, a compra de imagens e a realização de capacitação para difundir as tecnologias para análise de imagens de radar, que é uma das propostas do Projeto Capacitree. O curso em Belém foi pensado como um nivelamento dos instrutores, bem como para avaliação do conteúdo a ser ministrado futuramente.
De acordo com Alessandra Gomes, chefe do CRA/INPE e também coordenadora do Capacitree, a programação consta de dois cursos, um voltado para o público interno e convidados brasileiros – realizado agora - e outro para profissionais dos países membros da OTCA. "A iniciativa é extremamente interessante e dispõe de recursos do Fundo Amazônia para sua realização. Estamos verificando a data e local do segundo curso, após avaliar como foi o desempenho dos alunos nesta primeira edição", declarou Alessandra Gomes.
Fonte: INPE
.
Centro do INPE em Belém sedia curso sobre imagens de radar
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016
Um grupo de especialistas participou no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), da primeira edição do Curso de Capacitação em Imagens de Radar, que aconteceu entre os dias 8 e 12 de agosto.
Participaram colaboradores dos projetos TerraClass e DETER-B e consultores do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree, além de pesquisadores do Instituto Evandro Chagas e consultorias independentes.
O curso abordou os princípios do imageamento por radar, como geometria das imagens e resolução espacial, conceitos de interferometria e polarimetria, além de aplicações em floresta. Os participantes realizaram exercícios práticos, em aplicativos gratuitos, sobre processamentos digitais de imagens SAR (radar de abertura sintética).
Este curso foi solicitado pelos países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) que, no contexto do projeto BNDES e com recursos do Fundo Amazônia, pode contratar, por solicitação do executor técnico do projeto, CRA/INPE, a compra de imagens e a realização de capacitação para difundir as tecnologias para análise de imagens de radar, que é uma das propostas do Projeto Capacitree. O curso em Belém foi pensado como um nivelamento dos instrutores, bem como para avaliação do conteúdo a ser ministrado futuramente.
De acordo com Alessandra Gomes, chefe do CRA/INPE e também coordenadora do Capacitree, a programação consta de dois cursos, um voltado para o público interno e convidados brasileiros – realizado agora - e outro para profissionais dos países membros da OTCA. "A iniciativa é extremamente interessante e dispõe de recursos do Fundo Amazônia para sua realização. Estamos verificando a data e local do segundo curso, após avaliar como foi o desempenho dos alunos nesta primeira edição", declarou Alessandra Gomes.
Fonte: INPE
.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Censipam inicia processamento de imagens radar
.
Atualizado em 16/06/16, 14h38.
André M. Mileski
Na semana passada, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) iniciou o processamento de imagens de radar geradas por satélites da constelação italiana COSMO-SkyMed, para detecção de desmatamento ilegal na Amazônia. Esta é a primeira vez que a região será monitorada sistematicamente com radares orbitais, segundo informações divulgadas pelo Censipam, citando o seu diretor-geral, Rogério Guedes.
Os dados foram adquiridos em licitação realizada no âmbito do programa Amazônia SAR, financiado pelo Fundo Amazônia, via o BNDES, e coordenado pelo Censipam, que foi vencida pela empresa Geoambiente, em parceria com a e-GEOS, uma joint-venture entre a italiana Telespazio e a Agência Espacial Italiana para a comercialização de imagens do COSMO-SkyMed.
O contrato firmado com a Geoambiente prevê a aquisição mensal dos dados satelitais sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da região amazônica. As imagens que estão em processamento foram coletadas nos meses de abril e maio, e são do tipo Stripmap (40 km x 40 km), com resolução espacial de 3 metros. Quando finalizadas, serão disponibilizadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O processamento está sendo realizado pelas equipes de especialistas do Censipam em Brasília (DF), Porto Velho (RO), Manaus (AM) e Belém (PA), utilizando métodos considerados no estado da arte em técnicas de extração de informações sobre imagens de radar de abertura sintética (SAR) de alta resolução espacial, incluindo análises multitemporais dos dados de amplitude e fase do sinal de radar, extração de parâmetros interferométricos e métodos de classificação. De acordo com a Telespazio, “a utilização destas técnicas sobre dados SAR multitemporais e multigeometria tem como objetivo detectar e caracterizar as mudanças de cobertura do solo decorrentes de atividades antrópicas na Amazônia, nos períodos de maior incidência de nuvens”.
Os primeiros resultados dos processamentos de imagens do SipamSAR já evidenciam a sua importância para o monitoramento do desmatamento da Amazônia. Na figura abaixo (clique sobre ela para melhor resolução), as áreas destacadas em amarelo indicam o desmatamento detectado pelo sistema PRODES, do INPE, acumulado até agosto de 2015, a partir de imagens óticas (A). Após o processamento de imagem obtida pelo COSMO-SkyMed (B), é possível identificar desmatamento encoberto pelas nuvens, bem como o avanço do desmatamento ocorrido no período chuvoso, que estão indicados pelas áreas destacadas em vermelho (C).
SipamSAR: sistema integrado de alerta de desmatamento
O monitoramento por radar do desmatamento da Amazônia é uma demanda brasileira de muitos anos, e particularmente necessária durante os períodos mais chuvosos, em que a cobertura de nuvens impede um preciso monitoramento realizado por satélites com sensores óticos.
Em paralelo ao processamento das imagens já adquiridas, o Censipam está conduzindo uma concorrência visando adquirir, implantar, operacionalizar e manter uma solução completa de recepção de dados de satélites SAR, para operação do chamado Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento por Radar Orbital – SipamSAR.
A solução compreenderá a construção de uma antena de recepção em território brasileiro, que proporcionará ao órgão o acesso direto aos dados de telemetria dos satélites, baixando as imagens em tempo real, e tornando mais ágil a disponibilização dos dados aos usuários finais.
O SipamSAR terá investimentos de pouco mais de R$80 milhões, sendo R$63,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$16,6 milhões do orçamento federal.
Atualizado em 16/06/16, 14h38.
André M. Mileski
Na semana passada, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) iniciou o processamento de imagens de radar geradas por satélites da constelação italiana COSMO-SkyMed, para detecção de desmatamento ilegal na Amazônia. Esta é a primeira vez que a região será monitorada sistematicamente com radares orbitais, segundo informações divulgadas pelo Censipam, citando o seu diretor-geral, Rogério Guedes.
Os dados foram adquiridos em licitação realizada no âmbito do programa Amazônia SAR, financiado pelo Fundo Amazônia, via o BNDES, e coordenado pelo Censipam, que foi vencida pela empresa Geoambiente, em parceria com a e-GEOS, uma joint-venture entre a italiana Telespazio e a Agência Espacial Italiana para a comercialização de imagens do COSMO-SkyMed.
O contrato firmado com a Geoambiente prevê a aquisição mensal dos dados satelitais sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da região amazônica. As imagens que estão em processamento foram coletadas nos meses de abril e maio, e são do tipo Stripmap (40 km x 40 km), com resolução espacial de 3 metros. Quando finalizadas, serão disponibilizadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O processamento está sendo realizado pelas equipes de especialistas do Censipam em Brasília (DF), Porto Velho (RO), Manaus (AM) e Belém (PA), utilizando métodos considerados no estado da arte em técnicas de extração de informações sobre imagens de radar de abertura sintética (SAR) de alta resolução espacial, incluindo análises multitemporais dos dados de amplitude e fase do sinal de radar, extração de parâmetros interferométricos e métodos de classificação. De acordo com a Telespazio, “a utilização destas técnicas sobre dados SAR multitemporais e multigeometria tem como objetivo detectar e caracterizar as mudanças de cobertura do solo decorrentes de atividades antrópicas na Amazônia, nos períodos de maior incidência de nuvens”.
Os primeiros resultados dos processamentos de imagens do SipamSAR já evidenciam a sua importância para o monitoramento do desmatamento da Amazônia. Na figura abaixo (clique sobre ela para melhor resolução), as áreas destacadas em amarelo indicam o desmatamento detectado pelo sistema PRODES, do INPE, acumulado até agosto de 2015, a partir de imagens óticas (A). Após o processamento de imagem obtida pelo COSMO-SkyMed (B), é possível identificar desmatamento encoberto pelas nuvens, bem como o avanço do desmatamento ocorrido no período chuvoso, que estão indicados pelas áreas destacadas em vermelho (C).
SipamSAR: sistema integrado de alerta de desmatamento
O monitoramento por radar do desmatamento da Amazônia é uma demanda brasileira de muitos anos, e particularmente necessária durante os períodos mais chuvosos, em que a cobertura de nuvens impede um preciso monitoramento realizado por satélites com sensores óticos.
Em paralelo ao processamento das imagens já adquiridas, o Censipam está conduzindo uma concorrência visando adquirir, implantar, operacionalizar e manter uma solução completa de recepção de dados de satélites SAR, para operação do chamado Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento por Radar Orbital – SipamSAR.
A solução compreenderá a construção de uma antena de recepção em território brasileiro, que proporcionará ao órgão o acesso direto aos dados de telemetria dos satélites, baixando as imagens em tempo real, e tornando mais ágil a disponibilização dos dados aos usuários finais.
O SipamSAR terá investimentos de pouco mais de R$80 milhões, sendo R$63,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$16,6 milhões do orçamento federal.
.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
"A Visiona de olho na Terra"
.
A Visiona de olho na Terra
Ivan Plavetz
Sensoriamento remoto através de satélites é, atualmente, um instrumento de grande valor técnico, científico e estratégico em muitas áreas da atividade humana, entre elas, cartografia plana e 3D, monitoramento e proteção ambiental, prospecção de jazidas minerais, acompanhamento da evolução urbanística das cidades, inspeção e avaliação de mananciais hídricos, chegando até aos levantamentos de interesse militar (inteligência, monitoramento marítimo e mapeamento de terrenos). De olho nesse mercado, a brasileira Visiona Tecnologia Espacial acaba de lançar um projeto de prestação de serviços nessa área.
A demanda
A Visiona Tecnologia Espacial, uma empresa do grupo Embraer e Telebras, foi criada há três anos como integradora de satélites. Em nível mundial, como negócio, cerca de 80% dessa atividade depende e é desenvolvida com apoio governamental, sendo que no Brasil isso acontece da mesma forma. De acordo com Eduardo Bonini, seu presidente, em conversa com a reportagem de T&D, paralelamente à expectativa de oferecer soluções de construção e integração de satélites, a companhia decidiu seguir um modelo de negócio consagrado entre fabricantes espalhados ao redor do mundo. Os fabricantes de satélites também oferecem prestação de serviços usando esses veículos espaciais, sejam eles de comunicações ou de observação terrestre, entre outras aplicações.
Alinhando-se a esse modelo, a Visiona optou por entrar em um negócio que não depende de projetos esporádicos como a integração. Um projeto de satélite leva ao redor de três a três anos e meio. Como a empresa precisa de fontes contínuas de renda, ela definiu o lançamento de um serviço de fornecimento e análise de imagens com o objetivo de desenvolver grandes planos para sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos.
Para tanto, a Visiona estudou cuidadosamente a contratação de parceiros e suas respectivas constelações de satélites já em operação. A empresa já sabia que seus proprietários atuam de forma global, entretanto, conseguiu concessões para aplicações sobre solo brasileiro, latino-americano e algumas regiões da África. Para Bonini, desenvolver negócios nesses mercados dependerá da capacidade da empresa, contudo, ele considera o Brasil o grande foco desse nicho, pois as necessidades são muito maiores do que já está sendo feito no País e há boas chances de sucesso.
Com base em recente estimativa divulgada por fontes governamentais, o Brasil gasta por ano cerca de R$ 100 milhões em atividades de imageamento específicas para sensoriamento remoto. A despeito do ainda baixo nível de emprego dessa ferramenta por aqui, existe um crescimento mundial de 10% ao ano correspondente ao emprego dessa tecnologia, o que demonstra o significativo potencial de mercado existente e a viabilidade de explorá-lo, estimando-se que daqui a 10 anos poderá estar movimentando anualmente no País em torno de R$ 200 milhões.
A Visiona, segundo Bonini, possui uma visão de mercado que prevê uma grande demanda por sensoriamento remoto não somente por satélites dotados de sensores ópticos, mas, também por radar. A gama de aplicações é vasta, incluindo planejamento territorial, levantamentos nos campos da energia, agrícola, agropecuária e florestal e controle de fronteiras, bem como prevenção, acompanhamento e avaliação de consequências de desastres naturais. Portanto, em função desse volume de aplicações e as dimensões do território brasileiro, cabe o uso de uma ampla constelação de satélites de observação.
Parcerias e constelação
Para desenvolver seu projeto, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra: Grupo Airbus, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, e a sul-coreana SI Imaging Services.
Por meio dos acordos firmados com essas corporações, a Visiona formou uma constelação virtual de satélites, ou seja, cada uma das empresas parceiras possui a sua constelação de satélites, sendo que cada uma delas irá fornecer de forma independente imagens para a Visiona. Dessa forma, será possível obter um conjunto de imagens com características únicas do mesmo assunto a partir de satélites de constelações diferentes, resultando na capacidade de coletar grandes volumes de imagens com altas taxas de revisita (as quais podem ser diárias), ou seja, o cliente tem a seu dispor imagens registradas em intervalos de tempo de acordo com suas necessidades. A grande diversidade dos sensores presentes nessa constelação permitirá que a empresa forneça soluções superiores para as mais variadas aplicações de sensoriamento remoto, enfatizou Bonini.
No total, a empresa terá acesso unificado a uma constelação composta por 22 satélites (ver box) que percorrem orbitas circulares baixas com menos de 2.000 km de altitude (LEO - Low Earth Orbit), sendo 18 deles dotados de sistemas de sensores ópticos capazes de gerar imagens pancromáticas e multiespectrais de média, alta e altíssima resolução espacial, com várias faixas de cobertura de terreno, isso com resoluções de 31 centímetros a 22 metros, e três satélites com capacidade de sensoriamento por radar SAR com resoluções de 25 cm a 95 m que funcionam nas Bandas X e L, esta última tecnologia única no mundo, particularmente importante para atendimento dos requisitos legais e técnicos do monitoramento ambiental do País. “Poucas empresas no mundo conseguiram montar uma constelação virtual com esta capacidade. Esses satélites representam o que há de mais moderno atualmente”, destacou o presidente da Visiona.
Bonini ressaltou que tão importante quanto conseguir esses acordos para a composição da constelação virtual são os investimentos feitos na equipe brasileira. Para que as imagens recebidas tenham valor agregado precisam ser trabalhadas para que forneçam exatamente as informações que o cliente necessita. Isso depende de especialistas e a Visiona foi buscá-los, trazendo o que há de melhor em experiência, não só em termos de habilidade comercial, mas também para processamento e interpretação das imagens. A equipe será composta por engenheiros, geólogos e profissionais de outras especialidades aplicáveis na atividade, graduados nos níveis de mestrado e doutorado.
Em conjunto com a Bradar, empresa do grupo Embraer voltada ao sensoriamento remoto através de equipamentos de radar SAR aerotransportados, a Visiona passará a fornecer soluções hibridas empregando sensores embarcados em aviões e satélites, entregando serviços de alto valor agregado como mapas temáticos e de detecção de mudanças. Poderá, ainda ocorrer associações com outras empresas que já atuam no Brasil com objetivo de desenvolver novas soluções e promover a adoção de tecnologias de sensoriamento de modo a fomentar o surgimento de programas de satélites nacionais.
Amazônia SAR e o CBERS
Entre os projetos que a empresa tem condições de abraçar fi gura o Amazônia SAR, que envolverá satélites dotados de sensores radar tipo SAR, mais eficiente para o monitoramento daquela região com constante presença de nuvens, e reduzem o desempenho dos sensores ópticos. Esse tipo de sensor pode não só ver o que há abaixo dessas formações atmosféricas, mas o que a vegetação esconde abaixo da copa das árvores, por exemplo. Um ponto de destaque do Projeto Amazônia SAR é a possibilidade futura de um satélite nacional empregando tecnologias já desenvolvidas no Brasil e contanto com parcerias internacionais. O emprego da constelação de satélites já existente é imediata, enquanto o desenvolvimento de um satélite brasileiro deverá levar em torno de quatro anos.
Com relação aos satélites de sensoriamento remoto sino-brasileiros da família CBERS, a Visiona poderá complementar os serviços que prestam para as instituições que se servem das imagens coletadas por esses satélites. Os CBERS são satélites dotados de sensores ópticos de baixa resolução e a complementação se daria também com imagens fornecidas pelos satélites radares da constelação virtual contratada pela Visiona durante períodos nos quais as áreas de interesse estiverem “opticamente inacessíveis”, Além disso, considera-se também a periodicidade das passagens do CBERS pelos mesmos pontos da superfície terrestre (26 dias para o CBERS-4 completar um ciclo) em comparação com os curtos ciclos de revisita disponibilizados pelo sistema de satélites empregado pela Visiona.
Em termos de integração, a empresa trabalha no sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que vai atender às necessidades de comunicação via satélite do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. Ela tem também meta de atuar como integradora de satélites no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Expectativas
Segundo informou Bonini, no Brasil existem muitas carências em torno do desenvolvimento da soberania em relação ao espaço. Essa forma de começar a trabalhar, ou seja, fornecendo imagens e oferecendo a parte de sensoriamento, é uma primeira aproximação com os clientes brasileiros que poderiam, mais tarde, através de vários demandantes e ministérios que utilizam imagens coletadas por satélites, trabalharem em sinergia no âmbito de projetos de satélites nacionais, tanto ópticos quanto dotados de sensor-radar. “Sabemos hoje que a demanda da área de defesa por um satélite de observação com uma câmera de 1 metro de resolução é muito importante”, disse. Ele ponderou que se esse investimento é grande demais, pode ser dividido, por exemplo, entre os Ministérios da Defesa, do Meio Ambiente, da Agricultura, e outros, sendo que essa cooperação entre instituições oficiais que demandam essas imagens, incluindo compartilhamento de investimentos, iria resultar em benefícios coletivos decorrente da aplicação dessa tecnologia por meio de satélites nacionais, criando a oportunidade de elevar o Brasil para outros níveis no desenvolvimento de satélites e exploração do espaço.
Em síntese, a Visiona trabalha com perspectivas de longo prazo. Neste primeiro momento, conta com um banco de imagens coletadas por cada constelação dos seus parceiros internacionais, e estão sendo armazenadas independentemente se serão usadas ou não. Há também um banco de imagens gerados pela Bradar. A Visiona esta preparada para editoração desses acervos para atender potenciais clientes. O que interessa nessas imagens é o histórico nelas contidos, ou seja, a possibilidade de, por comparação com as atuais, acompanhar a evolução de desmatamentos. A empresa dispõe de ferramentas para a obtenção e arquivamento de imagens e seu processamento, acrescentando o valor das interpretações dos especialistas.
Os planos são para ir mais longe atingindo a capacidade de obter imagens diretamente das constelações, agilizando o processo e permitindo o seu controle pela Visiona, o que vai requerer infraestrutura incluindo antenas de múltiplo espectro cuja integração careceria de investimentos da ordem de R$ 15 a 20 milhões. Numa etapa mais avançada, o ideal seria integração de satélites nacionais no sistema, podendo, juntamente com organismos estatais, os quais teriam a propriedade dos mesmos, explorar a geração de imagens para um leque total de atendimento.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 143, janeiro de 2016.
.
A Visiona de olho na Terra
Ivan Plavetz
Sensoriamento remoto através de satélites é, atualmente, um instrumento de grande valor técnico, científico e estratégico em muitas áreas da atividade humana, entre elas, cartografia plana e 3D, monitoramento e proteção ambiental, prospecção de jazidas minerais, acompanhamento da evolução urbanística das cidades, inspeção e avaliação de mananciais hídricos, chegando até aos levantamentos de interesse militar (inteligência, monitoramento marítimo e mapeamento de terrenos). De olho nesse mercado, a brasileira Visiona Tecnologia Espacial acaba de lançar um projeto de prestação de serviços nessa área.
A demanda
A Visiona Tecnologia Espacial, uma empresa do grupo Embraer e Telebras, foi criada há três anos como integradora de satélites. Em nível mundial, como negócio, cerca de 80% dessa atividade depende e é desenvolvida com apoio governamental, sendo que no Brasil isso acontece da mesma forma. De acordo com Eduardo Bonini, seu presidente, em conversa com a reportagem de T&D, paralelamente à expectativa de oferecer soluções de construção e integração de satélites, a companhia decidiu seguir um modelo de negócio consagrado entre fabricantes espalhados ao redor do mundo. Os fabricantes de satélites também oferecem prestação de serviços usando esses veículos espaciais, sejam eles de comunicações ou de observação terrestre, entre outras aplicações.
Alinhando-se a esse modelo, a Visiona optou por entrar em um negócio que não depende de projetos esporádicos como a integração. Um projeto de satélite leva ao redor de três a três anos e meio. Como a empresa precisa de fontes contínuas de renda, ela definiu o lançamento de um serviço de fornecimento e análise de imagens com o objetivo de desenvolver grandes planos para sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos.
Para tanto, a Visiona estudou cuidadosamente a contratação de parceiros e suas respectivas constelações de satélites já em operação. A empresa já sabia que seus proprietários atuam de forma global, entretanto, conseguiu concessões para aplicações sobre solo brasileiro, latino-americano e algumas regiões da África. Para Bonini, desenvolver negócios nesses mercados dependerá da capacidade da empresa, contudo, ele considera o Brasil o grande foco desse nicho, pois as necessidades são muito maiores do que já está sendo feito no País e há boas chances de sucesso.
Com base em recente estimativa divulgada por fontes governamentais, o Brasil gasta por ano cerca de R$ 100 milhões em atividades de imageamento específicas para sensoriamento remoto. A despeito do ainda baixo nível de emprego dessa ferramenta por aqui, existe um crescimento mundial de 10% ao ano correspondente ao emprego dessa tecnologia, o que demonstra o significativo potencial de mercado existente e a viabilidade de explorá-lo, estimando-se que daqui a 10 anos poderá estar movimentando anualmente no País em torno de R$ 200 milhões.
A Visiona, segundo Bonini, possui uma visão de mercado que prevê uma grande demanda por sensoriamento remoto não somente por satélites dotados de sensores ópticos, mas, também por radar. A gama de aplicações é vasta, incluindo planejamento territorial, levantamentos nos campos da energia, agrícola, agropecuária e florestal e controle de fronteiras, bem como prevenção, acompanhamento e avaliação de consequências de desastres naturais. Portanto, em função desse volume de aplicações e as dimensões do território brasileiro, cabe o uso de uma ampla constelação de satélites de observação.
Parcerias e constelação
Para desenvolver seu projeto, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra: Grupo Airbus, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, e a sul-coreana SI Imaging Services.
Por meio dos acordos firmados com essas corporações, a Visiona formou uma constelação virtual de satélites, ou seja, cada uma das empresas parceiras possui a sua constelação de satélites, sendo que cada uma delas irá fornecer de forma independente imagens para a Visiona. Dessa forma, será possível obter um conjunto de imagens com características únicas do mesmo assunto a partir de satélites de constelações diferentes, resultando na capacidade de coletar grandes volumes de imagens com altas taxas de revisita (as quais podem ser diárias), ou seja, o cliente tem a seu dispor imagens registradas em intervalos de tempo de acordo com suas necessidades. A grande diversidade dos sensores presentes nessa constelação permitirá que a empresa forneça soluções superiores para as mais variadas aplicações de sensoriamento remoto, enfatizou Bonini.
No total, a empresa terá acesso unificado a uma constelação composta por 22 satélites (ver box) que percorrem orbitas circulares baixas com menos de 2.000 km de altitude (LEO - Low Earth Orbit), sendo 18 deles dotados de sistemas de sensores ópticos capazes de gerar imagens pancromáticas e multiespectrais de média, alta e altíssima resolução espacial, com várias faixas de cobertura de terreno, isso com resoluções de 31 centímetros a 22 metros, e três satélites com capacidade de sensoriamento por radar SAR com resoluções de 25 cm a 95 m que funcionam nas Bandas X e L, esta última tecnologia única no mundo, particularmente importante para atendimento dos requisitos legais e técnicos do monitoramento ambiental do País. “Poucas empresas no mundo conseguiram montar uma constelação virtual com esta capacidade. Esses satélites representam o que há de mais moderno atualmente”, destacou o presidente da Visiona.
Bonini ressaltou que tão importante quanto conseguir esses acordos para a composição da constelação virtual são os investimentos feitos na equipe brasileira. Para que as imagens recebidas tenham valor agregado precisam ser trabalhadas para que forneçam exatamente as informações que o cliente necessita. Isso depende de especialistas e a Visiona foi buscá-los, trazendo o que há de melhor em experiência, não só em termos de habilidade comercial, mas também para processamento e interpretação das imagens. A equipe será composta por engenheiros, geólogos e profissionais de outras especialidades aplicáveis na atividade, graduados nos níveis de mestrado e doutorado.
Em conjunto com a Bradar, empresa do grupo Embraer voltada ao sensoriamento remoto através de equipamentos de radar SAR aerotransportados, a Visiona passará a fornecer soluções hibridas empregando sensores embarcados em aviões e satélites, entregando serviços de alto valor agregado como mapas temáticos e de detecção de mudanças. Poderá, ainda ocorrer associações com outras empresas que já atuam no Brasil com objetivo de desenvolver novas soluções e promover a adoção de tecnologias de sensoriamento de modo a fomentar o surgimento de programas de satélites nacionais.
Amazônia SAR e o CBERS
Entre os projetos que a empresa tem condições de abraçar fi gura o Amazônia SAR, que envolverá satélites dotados de sensores radar tipo SAR, mais eficiente para o monitoramento daquela região com constante presença de nuvens, e reduzem o desempenho dos sensores ópticos. Esse tipo de sensor pode não só ver o que há abaixo dessas formações atmosféricas, mas o que a vegetação esconde abaixo da copa das árvores, por exemplo. Um ponto de destaque do Projeto Amazônia SAR é a possibilidade futura de um satélite nacional empregando tecnologias já desenvolvidas no Brasil e contanto com parcerias internacionais. O emprego da constelação de satélites já existente é imediata, enquanto o desenvolvimento de um satélite brasileiro deverá levar em torno de quatro anos.
Com relação aos satélites de sensoriamento remoto sino-brasileiros da família CBERS, a Visiona poderá complementar os serviços que prestam para as instituições que se servem das imagens coletadas por esses satélites. Os CBERS são satélites dotados de sensores ópticos de baixa resolução e a complementação se daria também com imagens fornecidas pelos satélites radares da constelação virtual contratada pela Visiona durante períodos nos quais as áreas de interesse estiverem “opticamente inacessíveis”, Além disso, considera-se também a periodicidade das passagens do CBERS pelos mesmos pontos da superfície terrestre (26 dias para o CBERS-4 completar um ciclo) em comparação com os curtos ciclos de revisita disponibilizados pelo sistema de satélites empregado pela Visiona.
Em termos de integração, a empresa trabalha no sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que vai atender às necessidades de comunicação via satélite do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. Ela tem também meta de atuar como integradora de satélites no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Expectativas
Segundo informou Bonini, no Brasil existem muitas carências em torno do desenvolvimento da soberania em relação ao espaço. Essa forma de começar a trabalhar, ou seja, fornecendo imagens e oferecendo a parte de sensoriamento, é uma primeira aproximação com os clientes brasileiros que poderiam, mais tarde, através de vários demandantes e ministérios que utilizam imagens coletadas por satélites, trabalharem em sinergia no âmbito de projetos de satélites nacionais, tanto ópticos quanto dotados de sensor-radar. “Sabemos hoje que a demanda da área de defesa por um satélite de observação com uma câmera de 1 metro de resolução é muito importante”, disse. Ele ponderou que se esse investimento é grande demais, pode ser dividido, por exemplo, entre os Ministérios da Defesa, do Meio Ambiente, da Agricultura, e outros, sendo que essa cooperação entre instituições oficiais que demandam essas imagens, incluindo compartilhamento de investimentos, iria resultar em benefícios coletivos decorrente da aplicação dessa tecnologia por meio de satélites nacionais, criando a oportunidade de elevar o Brasil para outros níveis no desenvolvimento de satélites e exploração do espaço.
Em síntese, a Visiona trabalha com perspectivas de longo prazo. Neste primeiro momento, conta com um banco de imagens coletadas por cada constelação dos seus parceiros internacionais, e estão sendo armazenadas independentemente se serão usadas ou não. Há também um banco de imagens gerados pela Bradar. A Visiona esta preparada para editoração desses acervos para atender potenciais clientes. O que interessa nessas imagens é o histórico nelas contidos, ou seja, a possibilidade de, por comparação com as atuais, acompanhar a evolução de desmatamentos. A empresa dispõe de ferramentas para a obtenção e arquivamento de imagens e seu processamento, acrescentando o valor das interpretações dos especialistas.
Os planos são para ir mais longe atingindo a capacidade de obter imagens diretamente das constelações, agilizando o processo e permitindo o seu controle pela Visiona, o que vai requerer infraestrutura incluindo antenas de múltiplo espectro cuja integração careceria de investimentos da ordem de R$ 15 a 20 milhões. Numa etapa mais avançada, o ideal seria integração de satélites nacionais no sistema, podendo, juntamente com organismos estatais, os quais teriam a propriedade dos mesmos, explorar a geração de imagens para um leque total de atendimento.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 143, janeiro de 2016.
.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Projeto Amazônia SAR avança
.
Ministério da Defesa anuncia radar orbital para o combate ao desmatamento na Amazônia
Brasília, 20/07/2015 - O Ministério da Defesa (MD) anunciou nesta segunda-feira (20) o investimento de R$ 80,5 milhões para o Projeto Amazônia SAR, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da União. O projeto significa uma nova realidade no combate ao desmatamento ilegal e outros crimes ocorridos contra a Amazônia Legal.
Coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado a Defesa, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o radar orbital vai monitorar o desmatamento na Amazônia de outubro a abril, gerando alertas, dando suporte às ações de fiscalização, além de enviar as informações ao Inpe para compor os dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
O sistema vai monitorar cerca de 950 mil quilômetros quadrados (17% da Região Amazônica ou o equivalente aos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e um pouco mais do que Santa Catarina) mensalmente por um radar orbital - tecnologia que permite a observação da terra mesmo em condições climáticas adversas. Será a primeira vez que a Amazônia será monitorada sistematicamente com radar orbital.
Do total investido no Amazônia SAR, R$ 63,9 milhões de recursos não-reembolsáveis serão provenientes do Fundo Amazônia via contrato assinado com BNDES. Os outros R$ 16,6 milhões a serem investidos são oriundos do Orçamento da União.
Para o ministro da Defesa, Jaques Wagner, essa medida reafirma o compromisso do Brasil em preservar a região amazônica e confirma a decisão do ministério, de priorizar nossos recursos naturais, de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa. “A Amazônia representa um dos focos de maior interesse para a Defesa e o Amazônia SAR significa um grande avanço na proteção da Amazônia Legal, visto que possibilita gerar informações mais precisas, rápidas e o principal, em condições climáticas adversas, que dificultam a visualização por sensores ópticos”, afirma Wagner.
Segundo o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, a tecnologia de radar é a mais apropriada, já que permite observar através das nuvens. “A área que será monitorada mensalmente compreende o Arco do Desmatamento e corresponde a sete vezes o tamanho do estado do Amapá”, exemplifica.
Participaram da cerimônia de assinatura do acordo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, o secretário executivo do ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, a secretária-geral do ministério da Defesa, Eva Maria Chiavon, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, entre outras autoridades militares e civis.
Sobre o Amazônia SAR
O Amazônia SAR começou a ser implantado em outubro de 2013 utilizando imagens de radar aerotransportado na aeronave R-99 da Força Aérea Brasileira (FAB). Contudo, o alto custo financeiro para um monitoramento sistemático, além da resposta temporal, dificultou a continuidade do projeto.
Dessa forma, a previsão é de que em outubro desse ano, o mapeamento já seja realizado com recursos do BNDES. O Censipam comprará as imagens de radar para fazer o trabalho. Enquanto isso, o Centro providencia a construção e a aquisição de uma antena para receber e gravar as imagens de radar orbital.
Com a antena, o órgão passa a adquirir o sinal de satélite, baixando as imagens em tempo real (a cena é captada na medida em que o radar está varrendo o local), propiciando mais rapidez.
A antena, que terá de 11 a 15 metros de diâmetro, será instalada no entorno de Brasília, no Distrito Federal (Gama, Colorado, Santa Maria ou Formosa), em área militar. A maior parte dos recursos do BNDES será revertida para a compra do equipamento, previsto para começar a funcionar em 2018, e de fundamental importância para realizar um monitoramento sistemático.
A necessidade de um projeto para a vigilância da Amazônia nesses meses de clima adverso (com muitas nuvens) com radar orbital surgiu durante as reuniões do Grupo de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente (GGI-MA), que reúne diversos órgãos governamentais.
A partir daí, o projeto começou a ser construído em parceria com o Ibama e o Inpe. Após os quatro anos iniciais previstos para implantação, em 2019, o Censipam assumirá o custo de telemetria (sinal de satélite) e manutenção.
Como funciona
O radar de abertura sintética SAR (sigla em inglês para Synthetic Aperture Radar) funciona com pulsos de ondas eletromagnéticas, que independem da luz e são capazes de ultrapassar barreiras físicas como as nuvens. Por isso, é mais indicado para o período de excesso de nuvens na Amazônia.
Para criar uma imagem do SAR, pulsos sucessivos de ondas de rádio são transmitidos para “iluminar” a cena alvo e o eco de cada pulso é recebido e gravado.
Nos dois primeiros anos, no período de outubro a abril, as imagens de cerca de 950 mil quilômetros quadrados mensalmente serão baixadas por Protocolo de Transferência de Arquivos (FTP), numa resolução de 18 a 22 metros, possibilitando a identificação dos ilícitos. Depois de analisadas pelo Censipam, as imagens vão ser repassadas ao Ibama, que subsidiará e montará as ações de fiscalizações. Essas informações também serão enviadas ao Inpe para compor os dados do desmatamento da região amazônica.
Sobre o Censipam
Criado em 2002, o Censipam, órgão do Ministério da Defesa, é responsável pela produção de informações, dados e conhecimento atualizados sobre a Amazônia Legal, contribuindo para as políticas públicas de proteção e desenvolvimento sustentável da região.
Com larga experiência e tradição em análises de imagens de radar, trabalha desde a sua criação com imagens de sensor de radar, acoplado nos aviões R-99 da FAB.
Anualmente, fiscaliza o desmatamento em áreas de proteção por meio do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProaE), participa de ações de combate aos ilícitos e atua com os diversos órgãos parceiros produzindo informações sobre as atividades ilícitas na Amazônia.
Sobre o Fundo Amazônia
Instituído em 2008, por meio do Decreto 6.527, o Fundo Amazônia capta doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma Amazônia.
O Fundo pode utilizar até 20% dos seus recursos para apoiar o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. É gerido pelo BNDES e recebe recursos do governo da Noruega, da República Federal da Alemanha e da Petrobras.
Fonte: Ministério da Defesa.
.
Ministério da Defesa anuncia radar orbital para o combate ao desmatamento na Amazônia
Brasília, 20/07/2015 - O Ministério da Defesa (MD) anunciou nesta segunda-feira (20) o investimento de R$ 80,5 milhões para o Projeto Amazônia SAR, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da União. O projeto significa uma nova realidade no combate ao desmatamento ilegal e outros crimes ocorridos contra a Amazônia Legal.
Coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado a Defesa, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o radar orbital vai monitorar o desmatamento na Amazônia de outubro a abril, gerando alertas, dando suporte às ações de fiscalização, além de enviar as informações ao Inpe para compor os dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
O sistema vai monitorar cerca de 950 mil quilômetros quadrados (17% da Região Amazônica ou o equivalente aos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e um pouco mais do que Santa Catarina) mensalmente por um radar orbital - tecnologia que permite a observação da terra mesmo em condições climáticas adversas. Será a primeira vez que a Amazônia será monitorada sistematicamente com radar orbital.
Do total investido no Amazônia SAR, R$ 63,9 milhões de recursos não-reembolsáveis serão provenientes do Fundo Amazônia via contrato assinado com BNDES. Os outros R$ 16,6 milhões a serem investidos são oriundos do Orçamento da União.
Para o ministro da Defesa, Jaques Wagner, essa medida reafirma o compromisso do Brasil em preservar a região amazônica e confirma a decisão do ministério, de priorizar nossos recursos naturais, de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa. “A Amazônia representa um dos focos de maior interesse para a Defesa e o Amazônia SAR significa um grande avanço na proteção da Amazônia Legal, visto que possibilita gerar informações mais precisas, rápidas e o principal, em condições climáticas adversas, que dificultam a visualização por sensores ópticos”, afirma Wagner.
Segundo o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, a tecnologia de radar é a mais apropriada, já que permite observar através das nuvens. “A área que será monitorada mensalmente compreende o Arco do Desmatamento e corresponde a sete vezes o tamanho do estado do Amapá”, exemplifica.
Participaram da cerimônia de assinatura do acordo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, o secretário executivo do ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, a secretária-geral do ministério da Defesa, Eva Maria Chiavon, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, entre outras autoridades militares e civis.
Sobre o Amazônia SAR
O Amazônia SAR começou a ser implantado em outubro de 2013 utilizando imagens de radar aerotransportado na aeronave R-99 da Força Aérea Brasileira (FAB). Contudo, o alto custo financeiro para um monitoramento sistemático, além da resposta temporal, dificultou a continuidade do projeto.
Dessa forma, a previsão é de que em outubro desse ano, o mapeamento já seja realizado com recursos do BNDES. O Censipam comprará as imagens de radar para fazer o trabalho. Enquanto isso, o Centro providencia a construção e a aquisição de uma antena para receber e gravar as imagens de radar orbital.
Com a antena, o órgão passa a adquirir o sinal de satélite, baixando as imagens em tempo real (a cena é captada na medida em que o radar está varrendo o local), propiciando mais rapidez.
A antena, que terá de 11 a 15 metros de diâmetro, será instalada no entorno de Brasília, no Distrito Federal (Gama, Colorado, Santa Maria ou Formosa), em área militar. A maior parte dos recursos do BNDES será revertida para a compra do equipamento, previsto para começar a funcionar em 2018, e de fundamental importância para realizar um monitoramento sistemático.
A necessidade de um projeto para a vigilância da Amazônia nesses meses de clima adverso (com muitas nuvens) com radar orbital surgiu durante as reuniões do Grupo de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente (GGI-MA), que reúne diversos órgãos governamentais.
A partir daí, o projeto começou a ser construído em parceria com o Ibama e o Inpe. Após os quatro anos iniciais previstos para implantação, em 2019, o Censipam assumirá o custo de telemetria (sinal de satélite) e manutenção.
Como funciona
O radar de abertura sintética SAR (sigla em inglês para Synthetic Aperture Radar) funciona com pulsos de ondas eletromagnéticas, que independem da luz e são capazes de ultrapassar barreiras físicas como as nuvens. Por isso, é mais indicado para o período de excesso de nuvens na Amazônia.
Para criar uma imagem do SAR, pulsos sucessivos de ondas de rádio são transmitidos para “iluminar” a cena alvo e o eco de cada pulso é recebido e gravado.
Nos dois primeiros anos, no período de outubro a abril, as imagens de cerca de 950 mil quilômetros quadrados mensalmente serão baixadas por Protocolo de Transferência de Arquivos (FTP), numa resolução de 18 a 22 metros, possibilitando a identificação dos ilícitos. Depois de analisadas pelo Censipam, as imagens vão ser repassadas ao Ibama, que subsidiará e montará as ações de fiscalizações. Essas informações também serão enviadas ao Inpe para compor os dados do desmatamento da região amazônica.
Sobre o Censipam
Criado em 2002, o Censipam, órgão do Ministério da Defesa, é responsável pela produção de informações, dados e conhecimento atualizados sobre a Amazônia Legal, contribuindo para as políticas públicas de proteção e desenvolvimento sustentável da região.
Com larga experiência e tradição em análises de imagens de radar, trabalha desde a sua criação com imagens de sensor de radar, acoplado nos aviões R-99 da FAB.
Anualmente, fiscaliza o desmatamento em áreas de proteção por meio do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProaE), participa de ações de combate aos ilícitos e atua com os diversos órgãos parceiros produzindo informações sobre as atividades ilícitas na Amazônia.
Sobre o Fundo Amazônia
Instituído em 2008, por meio do Decreto 6.527, o Fundo Amazônia capta doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma Amazônia.
O Fundo pode utilizar até 20% dos seus recursos para apoiar o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. É gerido pelo BNDES e recebe recursos do governo da Noruega, da República Federal da Alemanha e da Petrobras.
Fonte: Ministério da Defesa.
.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Imagens SAR para monitoramento da Amazônia
.
A partir de 2015, imagens de radar orbital reforçará combate ao desmatamento na região amazônica
Brasília, 13/10/2014 - A partir do ano que vem, o trabalho de detecção de desmatamento na região Amazônica contará com um importante reforço: o uso de imagens feitas pelo radar de abertura sintética orbital. O sensor radar, acoplado a um satélite, é capaz de realizar um monitoramento mais rápido e preciso porque funciona com tecnologia ativa de micro-ondas, consegue enviar as informações de forma precisa durante o dia, a noite e também em condições climáticas adversas.
As imagens do radar orbital serão utilizadas principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março - quando a observação por imagens ópticas fica prejudicada.
“Essa tecnologia independe do estado do clima. Mesmo com fortes chuvas e alta densidade de nuvens, o radar orbital consegue enxergar qualquer fenômeno que ocorra no território”, explicou o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim, durante debate promovido pela Chefia de Operações Conjuntas (CHOC) do Ministério da Defesa na semana passada.
O projeto que viabilizará o uso de radar orbital é uma parceria entre o Censipam, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no âmbito do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente (GGI). Para isso, será contratada a telemetria de radar orbital a fornecedores internacionais, o que incluirá a instalação uma antena de recepção multisatelital para recebimento direto das imagens. O projeto terá um investimento inicial de aproximadamente R$ 71 milhões, que será feito no período de 2015 e 2018. Deste valor, 70% será financiado pelo BNDES, com recursos da conta do Fundo da Amazônia, gerenciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Antes de o equipamento começar a ser utilizado, o Censipam complementará as informações geradas pelo Inpe realizando sobrevoos, feitos com a aeronave R-99 da FAB, em áreas criticas durante o período de chuvas e alta cobertura de nuvens deste ano.
“Em complementação ao trabalho já realizado pela Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Inpe, vamos produzir informações desse período de alta densidade de nuvens”, explica o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes.
As imagens geradas com o uso dessas aeronaves (plataforma embarcada) serão processadas e analisadas de forma integrada. Depois, na segunda etapa do projeto, em 2015, começa o monitoramento por satélite comercial, com o radar de abertura sistemática.
“Isso é a evolução natural de uma discussão integrada de combate ao desmatamento. A gente faz um diagnostico conjunto, vai apontando aonde precisa melhorar, e essa é uma solução de melhoria a um trabalho que já vem sendo feito de forma muito bem sucedida que é o combate ao desmatamento no Brasil”, conclui o diretor do Censipam.
Fonte: Ministério da Defesa
.
A partir de 2015, imagens de radar orbital reforçará combate ao desmatamento na região amazônica
Brasília, 13/10/2014 - A partir do ano que vem, o trabalho de detecção de desmatamento na região Amazônica contará com um importante reforço: o uso de imagens feitas pelo radar de abertura sintética orbital. O sensor radar, acoplado a um satélite, é capaz de realizar um monitoramento mais rápido e preciso porque funciona com tecnologia ativa de micro-ondas, consegue enviar as informações de forma precisa durante o dia, a noite e também em condições climáticas adversas.
As imagens do radar orbital serão utilizadas principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março - quando a observação por imagens ópticas fica prejudicada.
“Essa tecnologia independe do estado do clima. Mesmo com fortes chuvas e alta densidade de nuvens, o radar orbital consegue enxergar qualquer fenômeno que ocorra no território”, explicou o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim, durante debate promovido pela Chefia de Operações Conjuntas (CHOC) do Ministério da Defesa na semana passada.
O projeto que viabilizará o uso de radar orbital é uma parceria entre o Censipam, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no âmbito do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente (GGI). Para isso, será contratada a telemetria de radar orbital a fornecedores internacionais, o que incluirá a instalação uma antena de recepção multisatelital para recebimento direto das imagens. O projeto terá um investimento inicial de aproximadamente R$ 71 milhões, que será feito no período de 2015 e 2018. Deste valor, 70% será financiado pelo BNDES, com recursos da conta do Fundo da Amazônia, gerenciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Antes de o equipamento começar a ser utilizado, o Censipam complementará as informações geradas pelo Inpe realizando sobrevoos, feitos com a aeronave R-99 da FAB, em áreas criticas durante o período de chuvas e alta cobertura de nuvens deste ano.
“Em complementação ao trabalho já realizado pela Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Inpe, vamos produzir informações desse período de alta densidade de nuvens”, explica o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes.
As imagens geradas com o uso dessas aeronaves (plataforma embarcada) serão processadas e analisadas de forma integrada. Depois, na segunda etapa do projeto, em 2015, começa o monitoramento por satélite comercial, com o radar de abertura sistemática.
“Isso é a evolução natural de uma discussão integrada de combate ao desmatamento. A gente faz um diagnostico conjunto, vai apontando aonde precisa melhorar, e essa é uma solução de melhoria a um trabalho que já vem sendo feito de forma muito bem sucedida que é o combate ao desmatamento no Brasil”, conclui o diretor do Censipam.
Fonte: Ministério da Defesa
.
Assinar:
Postagens (Atom)

