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Picosatélite Tancredo -1 tem sinais captados em diversas partes do Planeta
27/01/2017
O picosatélite Tancredo 1, projeto UbatubaSat, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de Ubatuba (SP), iniciou as transmissões de telemetria na frequência de 437.200 MHz. As gravações de áudio já foram recebidas por vários radioamadores ao redor do planeta.
Segundo o professor de Matemática e coordenador do projeto UbatubaSat, Cândido Oswaldo de Moura, a primeira informação sobre os sinais do pequeno satélite foi enviada pelo radioamador Drew Glasbrenner, KO4MA, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Drew enviou uma gravação de áudio onde é possível ouvir as mensagens de voz gravadas por alunos da escola e as transmissões em AX.25 com dados de telemetria.
“Além dessa informação a equipe também recebeu várias notificações de rastreio e recepção de colegas radioamadores pelo mundo que nos forneceram dados via e-mail, como fotos, gráficos, áudio e frames de telemetria recebidos do Tancredo-1”, explicou Cândido.
A equipe foi à cidade de Pardinho, no interior paulista, no dia 19 de janeiro para acompanhar o rastreio do picosatélite. O membro da AMSAT-BR, grupo de trabalho da Liga de Amadores Brasileiros de Radioemissão (LABRE), Edson Pereira, disponibilizou para a equipe sua infraestrutura de rastreio de satélites.
O Tancredo 1 foi enviado ao espaço levando dois experimentos científicos para testar em órbita. Um deles é o gravador chip com uma mensagem da escola Tancredo Neves que será transmitida em órbita. O outro é o experimento do Inpe que vai estudar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.
O áudio recebido nas várias passagens em diferentes locais comprovou o total funcionamento do gravador de voz. A análise dos frames de telemetria, junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) comprovam que os dados da sonda estavam sendo coletados e transmitidos.
Aprendizado - Para a equipe envolvida no projeto UbatubaSat é difícil mensurar o tamanho do aprendizado que esse picoSat trouxe aos envolvidos. Para a parte adulta da equipe, todo o processo, desde desenvolvimento, concepção, construção de placas e subsistemas, testes ambientais, obtenção de licenças de uso de frequências, envio de hardware para a Itália/Japão, lançamento, rastreio e por final, análise de dados de missão, foi um aprendizado que poucos têm a oportunidade de vivenciar.
“Para os estudantes, o principal aprendizado foi a oportunidade tanto de conhecer como se envolver no universo da Ciência e Tecnologia. Após esse trabalho, muitos deles realizaram diversas atividades que nem imaginavam aprender um dia”, destacou o coordenador do projeto.
UbatubaSat - O Tancredo 1 foi lançado em órbita no dia 16 de janeiro a partir da Estação Espacial Internacional (ISS sigla em inglês). O satélite foi colocado em órbita, por meio do módulo Kibo JEM (Jaapanese Experimental Modulo) operando o deployer CubeSat JJOD. Com o peso de 650 gramas e aproximadamente 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura, o pequeno satélite faz a volta em torno da Terra no tempo de 90 minutos. O projeto teve o apoio do Inpe e foi custeado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).
Para ouvir a gravação em áudio captada pelo radioamador Drew Glasbrenner clique aqui: http://migre.me/vWMqs
Fonte: AEB
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Mostrando postagens com marcador Japão. Mostrar todas as postagens
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sábado, 28 de janeiro de 2017
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Ubatubasat lançado com sucesso
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Satélite feito por alunos do ensino fundamental é lançado com sucesso
16/01/2017
O primeiro satélite construído por alunos do ensino fundamental – o Ubatubasat – foi lançado em órbita nesta segunda-feira (16.01), às 9h49 – horário de Brasília a partir da Estação Espacial Internacional (ISS sigla em inglês). O satélite foi colocado em órbita, por meio do módulo Kibo JEM (Jaapanese Experimental Modulo) operando o deployer CubeSat JJOD.
Desenvolvido por alunos da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves (ETEC), na cidade de Ubatuba (SP), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), todo o custo do lançamento do pequeno satélite foi arcado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).
O Ubatubasat vai testar em órbita dois experimentos científicos. Um deles é o gravador chip com uma mensagem da escola Tancredo Neves que será transmitida em órbita. O outro é o experimento do Inpe que vai estudar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.
O pequeno satélite pesa 650 gramas, mede aproximadamente 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura. O Ubatubasat será colocado em órbita baixa (cerca de 400 km de altitude), com duas cargas úteis formadas por dois experimentos de pesquisa. O pequeno satélite está na categoria de picosatélite com medida de até 1 kg. A expectativa de vida útil no espaço é de três a quatro meses. O equipamento tem em sua estrutura cinco placas, e células fotovoltaicas que envolvem o cilindro são responsáveis pela geração de energia para alimentar os componentes do Tancredo-1.
Os alunos e o coordenador do projeto Cândido Moura assistiram na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP), a transmissão ao vivo do lançamento no canal da agência espacial do Japão (JAXA). De acordo com o coordenador do projeto toda a equipe envolvida no desenvolvimento do satélite está ansiosa para ver o picosatélite funcionando em órbita. “O Ubatubasat é uma ferramenta pedagógica que permitiu que centenas de alunos de nossa escola participassem de um projeto científico real. Depois de tanto trabalho estamos com a expectava em ver o satélite funcionando no espaço”, afirmou.
O professor Cândido esclareceu que a equipe vai acompanhar o satélite a partir do próximo dia 18 de janeiro quando todos estarão na cidade de Pardinho, no interior paulista, pois em Ubatuba não existe estação de rastreio e controle. O projeto também conta com diversos parceiros pelo mundo, como por exemplo, o professor Bob Twiggs da Morehead State University, que vai nos ajudar nesta tarefa.
Trajetória - O Ubatubasat foi lançado em 9 de dezembro rumo à ISS por um foguete da JAXA dentro de um adaptador TuPOD, de fabricação italiana.
Segundo o coordenador do projeto, o Tancredo-2, segunda versão do projeto já está em desenvolvimento. Trata-se de um cubesat com uma carga útil ótica para detectar raios do espaço. A expectativa é que a segunda versão entre em órbita em 2019.
O lançamento foi transmitido no canal do YouTube da JAXA no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=R4xq_rj0QiQ
Para que as crianças se interessem pelas ciências espaciais, o Inpe disponibiliza uma dobradura para montar uma réplica de papel do Ubatubasat. Confira o modelo com as instruções para a montagem: http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/Modelo-Maquete-UbatubaSat-Tancredo-I_PaperMockUp-1.pdf
Fonte: AEB
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Tancredo-1: tubesat escolar brasileiro
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Satélite de escola pública de Ubatuba, a bordo de foguete japonês, será enviado nesta sexta-feira para ISS
Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016
Com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), estudantes de 10 a 15 anos foram capazes de construir um pequeno satélite, que deve ser enviado ao módulo japonês Kibo da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta sexta-feira, 9 de dezembro, às 11h26 (hora de Brasília).
Clique aqui para acompanhar a transmissão ao vivo do lançamento.
O voo do Tancredo-1 irá coroar os esforços de alunos e professores da Escola Municipal Tancredo Neves, de Ubatuba (SP), que desde 2011 atuam para colocar em órbita o picossatélite, um tubesat de aproximadamente 600 gramas.
O Tancredo-1 será enviado para a ISS-Kibo dentro do adaptador TuPOD, fabricado pela empresa italiana GAUSS Srl, a bordo de um foguete da JAXA, a agência espacial japonesa.
"Espera-se que o TuPOD seja ejetado da ISS em 19 de dezembro e, em 21 de dezembro, o Tancredo-1 deve ser finalmente ejetado do TuPOD para o espaço", informa Auro Tikami, do INPE, que acompanha as atividades com o picossatélite.
Quando em órbita, a uma altitude de cerca 400 km da Terra, o Tancredo-1 transmitirá dados de telemetria e mensagem gravada pelos estudantes brasileiros e radioamadores. Além disso, o picossatélite leva a bordo um pequeno experimento para estudo da formação de bolhas de plasma, preparado pelo pesquisador Polinaya Muralikrishna, da Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA) do INPE.
Para tornar real o Tancredo-1, a escola criou o projeto UbatubaSat, que nos últimos anos vem proporcionando ricas experiências aos estudantes, professores e, também, pesquisadores do INPE. Desde o início do projeto, foram inúmeros os encontros entre os alunos e especialistas, visitas de engenheiros à escola e do grupo de Ubatuba às instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) e da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) do INPE, em São José dos Campos (SP).
O projeto é liderado pelo professor de matemática Cândido Oswaldo de Moura, que teve a ideia ao ler numa revista de divulgação científica sobre satélites pessoais. Ele buscou então apoio no INPE, que abraçou a iniciativa como parte de sua missão de difundir conhecimento e incentivar novos talentos para a área espacial.
Antes mesmo de voar, o Tancredo-1 levou a viagens e conquistas inesquecíveis. A história do grupo mais jovem do mundo a ingressar na área espacial foi contada pelos próprios estudantes no Japão, em 2014, quando tiveram um artigo científico aceito em congresso aeroespacial daquele país. Também puderam conhecer as instalações da NASA e da Interorbital, empresa dos Estados Unidos que criou o "kit" para montagem de tubesats.
O kit teve que passar por uma completa reengenharia, tema de mestrado na área Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais de Auro Tikami no INPE. "Como o Tancredo-1 tem vida útil aproximada de três meses, a reengenharia foi feita atendendo aos requisitos de segurança exigidos pela JAXA e utilizando praticamente os mesmos componentes originais".
O INPE mantém o apoio aos estudantes e professores, que continuam o projeto e esperam lançar outros satélites. "Uma afirmação que sempre lembramos neste projeto voluntário é que a parte mais importante ficará perenizada em terra com seus participantes e no conhecimento gerado, podendo servir de ponto de partida para novas iniciativas de difusão em Ciência", afirma Walter Abrahão dos Santos, pesquisador que coordena o projeto no INPE.
Os participantes do projeto agradecem o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), da comunidade de radioamadores, da GAUSS (Itália), JAMSS (Japão), Morehead State University (Estados Unidos), além dos vários pesquisadores, engenheiros e especialistas voluntários de divisões da ETE, CEA e LIT do INPE, bem como do Centro Regional Sul (CRS/INPE) e do ITA, e todos que colaboraram para tornar possível o voo do Tancredo-1.
Fonte: INPE
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Satélite de escola pública de Ubatuba, a bordo de foguete japonês, será enviado nesta sexta-feira para ISS
Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016
Com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), estudantes de 10 a 15 anos foram capazes de construir um pequeno satélite, que deve ser enviado ao módulo japonês Kibo da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta sexta-feira, 9 de dezembro, às 11h26 (hora de Brasília).
Clique aqui para acompanhar a transmissão ao vivo do lançamento.
O voo do Tancredo-1 irá coroar os esforços de alunos e professores da Escola Municipal Tancredo Neves, de Ubatuba (SP), que desde 2011 atuam para colocar em órbita o picossatélite, um tubesat de aproximadamente 600 gramas.
O Tancredo-1 será enviado para a ISS-Kibo dentro do adaptador TuPOD, fabricado pela empresa italiana GAUSS Srl, a bordo de um foguete da JAXA, a agência espacial japonesa.
"Espera-se que o TuPOD seja ejetado da ISS em 19 de dezembro e, em 21 de dezembro, o Tancredo-1 deve ser finalmente ejetado do TuPOD para o espaço", informa Auro Tikami, do INPE, que acompanha as atividades com o picossatélite.
Quando em órbita, a uma altitude de cerca 400 km da Terra, o Tancredo-1 transmitirá dados de telemetria e mensagem gravada pelos estudantes brasileiros e radioamadores. Além disso, o picossatélite leva a bordo um pequeno experimento para estudo da formação de bolhas de plasma, preparado pelo pesquisador Polinaya Muralikrishna, da Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA) do INPE.
Para tornar real o Tancredo-1, a escola criou o projeto UbatubaSat, que nos últimos anos vem proporcionando ricas experiências aos estudantes, professores e, também, pesquisadores do INPE. Desde o início do projeto, foram inúmeros os encontros entre os alunos e especialistas, visitas de engenheiros à escola e do grupo de Ubatuba às instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) e da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) do INPE, em São José dos Campos (SP).
O projeto é liderado pelo professor de matemática Cândido Oswaldo de Moura, que teve a ideia ao ler numa revista de divulgação científica sobre satélites pessoais. Ele buscou então apoio no INPE, que abraçou a iniciativa como parte de sua missão de difundir conhecimento e incentivar novos talentos para a área espacial.
Antes mesmo de voar, o Tancredo-1 levou a viagens e conquistas inesquecíveis. A história do grupo mais jovem do mundo a ingressar na área espacial foi contada pelos próprios estudantes no Japão, em 2014, quando tiveram um artigo científico aceito em congresso aeroespacial daquele país. Também puderam conhecer as instalações da NASA e da Interorbital, empresa dos Estados Unidos que criou o "kit" para montagem de tubesats.
O kit teve que passar por uma completa reengenharia, tema de mestrado na área Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais de Auro Tikami no INPE. "Como o Tancredo-1 tem vida útil aproximada de três meses, a reengenharia foi feita atendendo aos requisitos de segurança exigidos pela JAXA e utilizando praticamente os mesmos componentes originais".
O INPE mantém o apoio aos estudantes e professores, que continuam o projeto e esperam lançar outros satélites. "Uma afirmação que sempre lembramos neste projeto voluntário é que a parte mais importante ficará perenizada em terra com seus participantes e no conhecimento gerado, podendo servir de ponto de partida para novas iniciativas de difusão em Ciência", afirma Walter Abrahão dos Santos, pesquisador que coordena o projeto no INPE.
Os participantes do projeto agradecem o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), da comunidade de radioamadores, da GAUSS (Itália), JAMSS (Japão), Morehead State University (Estados Unidos), além dos vários pesquisadores, engenheiros e especialistas voluntários de divisões da ETE, CEA e LIT do INPE, bem como do Centro Regional Sul (CRS/INPE) e do ITA, e todos que colaboraram para tornar possível o voo do Tancredo-1.
Fonte: INPE
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quinta-feira, 3 de março de 2016
Cooperação Brasil - Japão
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Inpe promove seminário para fomentar parcerias na área espacial
Brasília, 3 de março de 2016 – Representantes de instituições tecnocientíficas e de empresas japonesas estarão hoje (3) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), para o Seminário Brasil-Japão.
O objetivo é apresentar tecnologias e soluções inovadoras, de ambos os países, relacionadas ao desenvolvimento de satélites e de aplicações espaciais, como monitoramento de áreas agrícolas, de queimadas, secas e desastres naturais, entre outros.
O diretor do Inpe, Leonel Perondi, recepciona a comitiva liderada por Takayoshi Fukuyo, do Gabinete do Governo do Japão. Estão programadas palestras e reuniões para estreitar relações e prospectar oportunidades de atividades e projetos conjuntos.
O seminário aborda desde o histórico da cooperação espacial entre Brasil e Japão até a apresentação de sistemas e produtos desenvolvidos por ambos os países e que possam ser empregados em ações futuras, com benefícios mútuos.
Além de Perondi, também têm apresentações sobre projetos e estudos do Inpe Amauri Montes, coordenador de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE); Marcos Antonio Bertolino, chefe da Divisão de Sistemas Espaciais (DSS) da ETE; Laércio Namikawa, pesquisador da Divisão de Processamento de Imagens (DPI) da Coordenação de Observação da Terra (OBT); Hilcea Ferreira, tecnóloga da DPI/OBT; Alberto Setzer, coordenador do Monitoramento de Queimadas; Flávio Ponzoni, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR) da OBT; Luiz Eduardo Aragão, pesquisador da DSR/OBT; Alessandra Rodrigues Gomes, chefe do Centro Regional da Amazônia (CRA); Daniel Alejandro Vila, pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec); Antonio Fernando Bertachini de Almeida Prado, coordenador da Pós-Graduação (SPG), e Walter Abrahão, tecnólogo da Divisão de Eletrônica Aeroespacial (DEA) da ETE.
Da parte do Japão, estão previstas apresentações de Takayoshi Fukuyo, chefe do Escritório para Política Espacial do Gabinete do Governo do Japão; Shinichi Nakasuka, pesquisador da Universidade de Tóquio; Toshiaki Iwata, pesquisador do Instituto Nacional de Ciência Industrial e Tecnologia Avançada do Japão (Aist); Kunihiko Arai, gerente da Kokusai Kogyo; Noritoshi Kamagata, engenheiro do Departamento de Tecnologia Aeroespacial da Kokusai Kogyo; Yuya Nakamura, presidente da Axelspace, e Masami Kaneko, pesquisador do Laboratório de Ciências Ambientais e Sistemas de Informações Geográficas da Universidade de Rakuno Gakuen.
Fonte: Inpe
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Inpe promove seminário para fomentar parcerias na área espacial
Brasília, 3 de março de 2016 – Representantes de instituições tecnocientíficas e de empresas japonesas estarão hoje (3) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), para o Seminário Brasil-Japão.
O objetivo é apresentar tecnologias e soluções inovadoras, de ambos os países, relacionadas ao desenvolvimento de satélites e de aplicações espaciais, como monitoramento de áreas agrícolas, de queimadas, secas e desastres naturais, entre outros.
O diretor do Inpe, Leonel Perondi, recepciona a comitiva liderada por Takayoshi Fukuyo, do Gabinete do Governo do Japão. Estão programadas palestras e reuniões para estreitar relações e prospectar oportunidades de atividades e projetos conjuntos.
O seminário aborda desde o histórico da cooperação espacial entre Brasil e Japão até a apresentação de sistemas e produtos desenvolvidos por ambos os países e que possam ser empregados em ações futuras, com benefícios mútuos.
Além de Perondi, também têm apresentações sobre projetos e estudos do Inpe Amauri Montes, coordenador de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE); Marcos Antonio Bertolino, chefe da Divisão de Sistemas Espaciais (DSS) da ETE; Laércio Namikawa, pesquisador da Divisão de Processamento de Imagens (DPI) da Coordenação de Observação da Terra (OBT); Hilcea Ferreira, tecnóloga da DPI/OBT; Alberto Setzer, coordenador do Monitoramento de Queimadas; Flávio Ponzoni, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto (DSR) da OBT; Luiz Eduardo Aragão, pesquisador da DSR/OBT; Alessandra Rodrigues Gomes, chefe do Centro Regional da Amazônia (CRA); Daniel Alejandro Vila, pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec); Antonio Fernando Bertachini de Almeida Prado, coordenador da Pós-Graduação (SPG), e Walter Abrahão, tecnólogo da Divisão de Eletrônica Aeroespacial (DEA) da ETE.
Da parte do Japão, estão previstas apresentações de Takayoshi Fukuyo, chefe do Escritório para Política Espacial do Gabinete do Governo do Japão; Shinichi Nakasuka, pesquisador da Universidade de Tóquio; Toshiaki Iwata, pesquisador do Instituto Nacional de Ciência Industrial e Tecnologia Avançada do Japão (Aist); Kunihiko Arai, gerente da Kokusai Kogyo; Noritoshi Kamagata, engenheiro do Departamento de Tecnologia Aeroespacial da Kokusai Kogyo; Yuya Nakamura, presidente da Axelspace, e Masami Kaneko, pesquisador do Laboratório de Ciências Ambientais e Sistemas de Informações Geográficas da Universidade de Rakuno Gakuen.
Fonte: Inpe
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
"A Visiona de olho na Terra"
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A Visiona de olho na Terra
Ivan Plavetz
Sensoriamento remoto através de satélites é, atualmente, um instrumento de grande valor técnico, científico e estratégico em muitas áreas da atividade humana, entre elas, cartografia plana e 3D, monitoramento e proteção ambiental, prospecção de jazidas minerais, acompanhamento da evolução urbanística das cidades, inspeção e avaliação de mananciais hídricos, chegando até aos levantamentos de interesse militar (inteligência, monitoramento marítimo e mapeamento de terrenos). De olho nesse mercado, a brasileira Visiona Tecnologia Espacial acaba de lançar um projeto de prestação de serviços nessa área.
A demanda
A Visiona Tecnologia Espacial, uma empresa do grupo Embraer e Telebras, foi criada há três anos como integradora de satélites. Em nível mundial, como negócio, cerca de 80% dessa atividade depende e é desenvolvida com apoio governamental, sendo que no Brasil isso acontece da mesma forma. De acordo com Eduardo Bonini, seu presidente, em conversa com a reportagem de T&D, paralelamente à expectativa de oferecer soluções de construção e integração de satélites, a companhia decidiu seguir um modelo de negócio consagrado entre fabricantes espalhados ao redor do mundo. Os fabricantes de satélites também oferecem prestação de serviços usando esses veículos espaciais, sejam eles de comunicações ou de observação terrestre, entre outras aplicações.
Alinhando-se a esse modelo, a Visiona optou por entrar em um negócio que não depende de projetos esporádicos como a integração. Um projeto de satélite leva ao redor de três a três anos e meio. Como a empresa precisa de fontes contínuas de renda, ela definiu o lançamento de um serviço de fornecimento e análise de imagens com o objetivo de desenvolver grandes planos para sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos.
Para tanto, a Visiona estudou cuidadosamente a contratação de parceiros e suas respectivas constelações de satélites já em operação. A empresa já sabia que seus proprietários atuam de forma global, entretanto, conseguiu concessões para aplicações sobre solo brasileiro, latino-americano e algumas regiões da África. Para Bonini, desenvolver negócios nesses mercados dependerá da capacidade da empresa, contudo, ele considera o Brasil o grande foco desse nicho, pois as necessidades são muito maiores do que já está sendo feito no País e há boas chances de sucesso.
Com base em recente estimativa divulgada por fontes governamentais, o Brasil gasta por ano cerca de R$ 100 milhões em atividades de imageamento específicas para sensoriamento remoto. A despeito do ainda baixo nível de emprego dessa ferramenta por aqui, existe um crescimento mundial de 10% ao ano correspondente ao emprego dessa tecnologia, o que demonstra o significativo potencial de mercado existente e a viabilidade de explorá-lo, estimando-se que daqui a 10 anos poderá estar movimentando anualmente no País em torno de R$ 200 milhões.
A Visiona, segundo Bonini, possui uma visão de mercado que prevê uma grande demanda por sensoriamento remoto não somente por satélites dotados de sensores ópticos, mas, também por radar. A gama de aplicações é vasta, incluindo planejamento territorial, levantamentos nos campos da energia, agrícola, agropecuária e florestal e controle de fronteiras, bem como prevenção, acompanhamento e avaliação de consequências de desastres naturais. Portanto, em função desse volume de aplicações e as dimensões do território brasileiro, cabe o uso de uma ampla constelação de satélites de observação.
Parcerias e constelação
Para desenvolver seu projeto, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra: Grupo Airbus, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, e a sul-coreana SI Imaging Services.
Por meio dos acordos firmados com essas corporações, a Visiona formou uma constelação virtual de satélites, ou seja, cada uma das empresas parceiras possui a sua constelação de satélites, sendo que cada uma delas irá fornecer de forma independente imagens para a Visiona. Dessa forma, será possível obter um conjunto de imagens com características únicas do mesmo assunto a partir de satélites de constelações diferentes, resultando na capacidade de coletar grandes volumes de imagens com altas taxas de revisita (as quais podem ser diárias), ou seja, o cliente tem a seu dispor imagens registradas em intervalos de tempo de acordo com suas necessidades. A grande diversidade dos sensores presentes nessa constelação permitirá que a empresa forneça soluções superiores para as mais variadas aplicações de sensoriamento remoto, enfatizou Bonini.
No total, a empresa terá acesso unificado a uma constelação composta por 22 satélites (ver box) que percorrem orbitas circulares baixas com menos de 2.000 km de altitude (LEO - Low Earth Orbit), sendo 18 deles dotados de sistemas de sensores ópticos capazes de gerar imagens pancromáticas e multiespectrais de média, alta e altíssima resolução espacial, com várias faixas de cobertura de terreno, isso com resoluções de 31 centímetros a 22 metros, e três satélites com capacidade de sensoriamento por radar SAR com resoluções de 25 cm a 95 m que funcionam nas Bandas X e L, esta última tecnologia única no mundo, particularmente importante para atendimento dos requisitos legais e técnicos do monitoramento ambiental do País. “Poucas empresas no mundo conseguiram montar uma constelação virtual com esta capacidade. Esses satélites representam o que há de mais moderno atualmente”, destacou o presidente da Visiona.
Bonini ressaltou que tão importante quanto conseguir esses acordos para a composição da constelação virtual são os investimentos feitos na equipe brasileira. Para que as imagens recebidas tenham valor agregado precisam ser trabalhadas para que forneçam exatamente as informações que o cliente necessita. Isso depende de especialistas e a Visiona foi buscá-los, trazendo o que há de melhor em experiência, não só em termos de habilidade comercial, mas também para processamento e interpretação das imagens. A equipe será composta por engenheiros, geólogos e profissionais de outras especialidades aplicáveis na atividade, graduados nos níveis de mestrado e doutorado.
Em conjunto com a Bradar, empresa do grupo Embraer voltada ao sensoriamento remoto através de equipamentos de radar SAR aerotransportados, a Visiona passará a fornecer soluções hibridas empregando sensores embarcados em aviões e satélites, entregando serviços de alto valor agregado como mapas temáticos e de detecção de mudanças. Poderá, ainda ocorrer associações com outras empresas que já atuam no Brasil com objetivo de desenvolver novas soluções e promover a adoção de tecnologias de sensoriamento de modo a fomentar o surgimento de programas de satélites nacionais.
Amazônia SAR e o CBERS
Entre os projetos que a empresa tem condições de abraçar fi gura o Amazônia SAR, que envolverá satélites dotados de sensores radar tipo SAR, mais eficiente para o monitoramento daquela região com constante presença de nuvens, e reduzem o desempenho dos sensores ópticos. Esse tipo de sensor pode não só ver o que há abaixo dessas formações atmosféricas, mas o que a vegetação esconde abaixo da copa das árvores, por exemplo. Um ponto de destaque do Projeto Amazônia SAR é a possibilidade futura de um satélite nacional empregando tecnologias já desenvolvidas no Brasil e contanto com parcerias internacionais. O emprego da constelação de satélites já existente é imediata, enquanto o desenvolvimento de um satélite brasileiro deverá levar em torno de quatro anos.
Com relação aos satélites de sensoriamento remoto sino-brasileiros da família CBERS, a Visiona poderá complementar os serviços que prestam para as instituições que se servem das imagens coletadas por esses satélites. Os CBERS são satélites dotados de sensores ópticos de baixa resolução e a complementação se daria também com imagens fornecidas pelos satélites radares da constelação virtual contratada pela Visiona durante períodos nos quais as áreas de interesse estiverem “opticamente inacessíveis”, Além disso, considera-se também a periodicidade das passagens do CBERS pelos mesmos pontos da superfície terrestre (26 dias para o CBERS-4 completar um ciclo) em comparação com os curtos ciclos de revisita disponibilizados pelo sistema de satélites empregado pela Visiona.
Em termos de integração, a empresa trabalha no sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que vai atender às necessidades de comunicação via satélite do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. Ela tem também meta de atuar como integradora de satélites no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Expectativas
Segundo informou Bonini, no Brasil existem muitas carências em torno do desenvolvimento da soberania em relação ao espaço. Essa forma de começar a trabalhar, ou seja, fornecendo imagens e oferecendo a parte de sensoriamento, é uma primeira aproximação com os clientes brasileiros que poderiam, mais tarde, através de vários demandantes e ministérios que utilizam imagens coletadas por satélites, trabalharem em sinergia no âmbito de projetos de satélites nacionais, tanto ópticos quanto dotados de sensor-radar. “Sabemos hoje que a demanda da área de defesa por um satélite de observação com uma câmera de 1 metro de resolução é muito importante”, disse. Ele ponderou que se esse investimento é grande demais, pode ser dividido, por exemplo, entre os Ministérios da Defesa, do Meio Ambiente, da Agricultura, e outros, sendo que essa cooperação entre instituições oficiais que demandam essas imagens, incluindo compartilhamento de investimentos, iria resultar em benefícios coletivos decorrente da aplicação dessa tecnologia por meio de satélites nacionais, criando a oportunidade de elevar o Brasil para outros níveis no desenvolvimento de satélites e exploração do espaço.
Em síntese, a Visiona trabalha com perspectivas de longo prazo. Neste primeiro momento, conta com um banco de imagens coletadas por cada constelação dos seus parceiros internacionais, e estão sendo armazenadas independentemente se serão usadas ou não. Há também um banco de imagens gerados pela Bradar. A Visiona esta preparada para editoração desses acervos para atender potenciais clientes. O que interessa nessas imagens é o histórico nelas contidos, ou seja, a possibilidade de, por comparação com as atuais, acompanhar a evolução de desmatamentos. A empresa dispõe de ferramentas para a obtenção e arquivamento de imagens e seu processamento, acrescentando o valor das interpretações dos especialistas.
Os planos são para ir mais longe atingindo a capacidade de obter imagens diretamente das constelações, agilizando o processo e permitindo o seu controle pela Visiona, o que vai requerer infraestrutura incluindo antenas de múltiplo espectro cuja integração careceria de investimentos da ordem de R$ 15 a 20 milhões. Numa etapa mais avançada, o ideal seria integração de satélites nacionais no sistema, podendo, juntamente com organismos estatais, os quais teriam a propriedade dos mesmos, explorar a geração de imagens para um leque total de atendimento.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 143, janeiro de 2016.
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A Visiona de olho na Terra
Ivan Plavetz
Sensoriamento remoto através de satélites é, atualmente, um instrumento de grande valor técnico, científico e estratégico em muitas áreas da atividade humana, entre elas, cartografia plana e 3D, monitoramento e proteção ambiental, prospecção de jazidas minerais, acompanhamento da evolução urbanística das cidades, inspeção e avaliação de mananciais hídricos, chegando até aos levantamentos de interesse militar (inteligência, monitoramento marítimo e mapeamento de terrenos). De olho nesse mercado, a brasileira Visiona Tecnologia Espacial acaba de lançar um projeto de prestação de serviços nessa área.
A demanda
A Visiona Tecnologia Espacial, uma empresa do grupo Embraer e Telebras, foi criada há três anos como integradora de satélites. Em nível mundial, como negócio, cerca de 80% dessa atividade depende e é desenvolvida com apoio governamental, sendo que no Brasil isso acontece da mesma forma. De acordo com Eduardo Bonini, seu presidente, em conversa com a reportagem de T&D, paralelamente à expectativa de oferecer soluções de construção e integração de satélites, a companhia decidiu seguir um modelo de negócio consagrado entre fabricantes espalhados ao redor do mundo. Os fabricantes de satélites também oferecem prestação de serviços usando esses veículos espaciais, sejam eles de comunicações ou de observação terrestre, entre outras aplicações.
Alinhando-se a esse modelo, a Visiona optou por entrar em um negócio que não depende de projetos esporádicos como a integração. Um projeto de satélite leva ao redor de três a três anos e meio. Como a empresa precisa de fontes contínuas de renda, ela definiu o lançamento de um serviço de fornecimento e análise de imagens com o objetivo de desenvolver grandes planos para sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos.
Para tanto, a Visiona estudou cuidadosamente a contratação de parceiros e suas respectivas constelações de satélites já em operação. A empresa já sabia que seus proprietários atuam de forma global, entretanto, conseguiu concessões para aplicações sobre solo brasileiro, latino-americano e algumas regiões da África. Para Bonini, desenvolver negócios nesses mercados dependerá da capacidade da empresa, contudo, ele considera o Brasil o grande foco desse nicho, pois as necessidades são muito maiores do que já está sendo feito no País e há boas chances de sucesso.
Com base em recente estimativa divulgada por fontes governamentais, o Brasil gasta por ano cerca de R$ 100 milhões em atividades de imageamento específicas para sensoriamento remoto. A despeito do ainda baixo nível de emprego dessa ferramenta por aqui, existe um crescimento mundial de 10% ao ano correspondente ao emprego dessa tecnologia, o que demonstra o significativo potencial de mercado existente e a viabilidade de explorá-lo, estimando-se que daqui a 10 anos poderá estar movimentando anualmente no País em torno de R$ 200 milhões.
A Visiona, segundo Bonini, possui uma visão de mercado que prevê uma grande demanda por sensoriamento remoto não somente por satélites dotados de sensores ópticos, mas, também por radar. A gama de aplicações é vasta, incluindo planejamento territorial, levantamentos nos campos da energia, agrícola, agropecuária e florestal e controle de fronteiras, bem como prevenção, acompanhamento e avaliação de consequências de desastres naturais. Portanto, em função desse volume de aplicações e as dimensões do território brasileiro, cabe o uso de uma ampla constelação de satélites de observação.
Parcerias e constelação
Para desenvolver seu projeto, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra: Grupo Airbus, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, e a sul-coreana SI Imaging Services.
Por meio dos acordos firmados com essas corporações, a Visiona formou uma constelação virtual de satélites, ou seja, cada uma das empresas parceiras possui a sua constelação de satélites, sendo que cada uma delas irá fornecer de forma independente imagens para a Visiona. Dessa forma, será possível obter um conjunto de imagens com características únicas do mesmo assunto a partir de satélites de constelações diferentes, resultando na capacidade de coletar grandes volumes de imagens com altas taxas de revisita (as quais podem ser diárias), ou seja, o cliente tem a seu dispor imagens registradas em intervalos de tempo de acordo com suas necessidades. A grande diversidade dos sensores presentes nessa constelação permitirá que a empresa forneça soluções superiores para as mais variadas aplicações de sensoriamento remoto, enfatizou Bonini.
No total, a empresa terá acesso unificado a uma constelação composta por 22 satélites (ver box) que percorrem orbitas circulares baixas com menos de 2.000 km de altitude (LEO - Low Earth Orbit), sendo 18 deles dotados de sistemas de sensores ópticos capazes de gerar imagens pancromáticas e multiespectrais de média, alta e altíssima resolução espacial, com várias faixas de cobertura de terreno, isso com resoluções de 31 centímetros a 22 metros, e três satélites com capacidade de sensoriamento por radar SAR com resoluções de 25 cm a 95 m que funcionam nas Bandas X e L, esta última tecnologia única no mundo, particularmente importante para atendimento dos requisitos legais e técnicos do monitoramento ambiental do País. “Poucas empresas no mundo conseguiram montar uma constelação virtual com esta capacidade. Esses satélites representam o que há de mais moderno atualmente”, destacou o presidente da Visiona.
Bonini ressaltou que tão importante quanto conseguir esses acordos para a composição da constelação virtual são os investimentos feitos na equipe brasileira. Para que as imagens recebidas tenham valor agregado precisam ser trabalhadas para que forneçam exatamente as informações que o cliente necessita. Isso depende de especialistas e a Visiona foi buscá-los, trazendo o que há de melhor em experiência, não só em termos de habilidade comercial, mas também para processamento e interpretação das imagens. A equipe será composta por engenheiros, geólogos e profissionais de outras especialidades aplicáveis na atividade, graduados nos níveis de mestrado e doutorado.
Em conjunto com a Bradar, empresa do grupo Embraer voltada ao sensoriamento remoto através de equipamentos de radar SAR aerotransportados, a Visiona passará a fornecer soluções hibridas empregando sensores embarcados em aviões e satélites, entregando serviços de alto valor agregado como mapas temáticos e de detecção de mudanças. Poderá, ainda ocorrer associações com outras empresas que já atuam no Brasil com objetivo de desenvolver novas soluções e promover a adoção de tecnologias de sensoriamento de modo a fomentar o surgimento de programas de satélites nacionais.
Amazônia SAR e o CBERS
Entre os projetos que a empresa tem condições de abraçar fi gura o Amazônia SAR, que envolverá satélites dotados de sensores radar tipo SAR, mais eficiente para o monitoramento daquela região com constante presença de nuvens, e reduzem o desempenho dos sensores ópticos. Esse tipo de sensor pode não só ver o que há abaixo dessas formações atmosféricas, mas o que a vegetação esconde abaixo da copa das árvores, por exemplo. Um ponto de destaque do Projeto Amazônia SAR é a possibilidade futura de um satélite nacional empregando tecnologias já desenvolvidas no Brasil e contanto com parcerias internacionais. O emprego da constelação de satélites já existente é imediata, enquanto o desenvolvimento de um satélite brasileiro deverá levar em torno de quatro anos.
Com relação aos satélites de sensoriamento remoto sino-brasileiros da família CBERS, a Visiona poderá complementar os serviços que prestam para as instituições que se servem das imagens coletadas por esses satélites. Os CBERS são satélites dotados de sensores ópticos de baixa resolução e a complementação se daria também com imagens fornecidas pelos satélites radares da constelação virtual contratada pela Visiona durante períodos nos quais as áreas de interesse estiverem “opticamente inacessíveis”, Além disso, considera-se também a periodicidade das passagens do CBERS pelos mesmos pontos da superfície terrestre (26 dias para o CBERS-4 completar um ciclo) em comparação com os curtos ciclos de revisita disponibilizados pelo sistema de satélites empregado pela Visiona.
Em termos de integração, a empresa trabalha no sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que vai atender às necessidades de comunicação via satélite do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. Ela tem também meta de atuar como integradora de satélites no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Expectativas
Segundo informou Bonini, no Brasil existem muitas carências em torno do desenvolvimento da soberania em relação ao espaço. Essa forma de começar a trabalhar, ou seja, fornecendo imagens e oferecendo a parte de sensoriamento, é uma primeira aproximação com os clientes brasileiros que poderiam, mais tarde, através de vários demandantes e ministérios que utilizam imagens coletadas por satélites, trabalharem em sinergia no âmbito de projetos de satélites nacionais, tanto ópticos quanto dotados de sensor-radar. “Sabemos hoje que a demanda da área de defesa por um satélite de observação com uma câmera de 1 metro de resolução é muito importante”, disse. Ele ponderou que se esse investimento é grande demais, pode ser dividido, por exemplo, entre os Ministérios da Defesa, do Meio Ambiente, da Agricultura, e outros, sendo que essa cooperação entre instituições oficiais que demandam essas imagens, incluindo compartilhamento de investimentos, iria resultar em benefícios coletivos decorrente da aplicação dessa tecnologia por meio de satélites nacionais, criando a oportunidade de elevar o Brasil para outros níveis no desenvolvimento de satélites e exploração do espaço.
Em síntese, a Visiona trabalha com perspectivas de longo prazo. Neste primeiro momento, conta com um banco de imagens coletadas por cada constelação dos seus parceiros internacionais, e estão sendo armazenadas independentemente se serão usadas ou não. Há também um banco de imagens gerados pela Bradar. A Visiona esta preparada para editoração desses acervos para atender potenciais clientes. O que interessa nessas imagens é o histórico nelas contidos, ou seja, a possibilidade de, por comparação com as atuais, acompanhar a evolução de desmatamentos. A empresa dispõe de ferramentas para a obtenção e arquivamento de imagens e seu processamento, acrescentando o valor das interpretações dos especialistas.
Os planos são para ir mais longe atingindo a capacidade de obter imagens diretamente das constelações, agilizando o processo e permitindo o seu controle pela Visiona, o que vai requerer infraestrutura incluindo antenas de múltiplo espectro cuja integração careceria de investimentos da ordem de R$ 15 a 20 milhões. Numa etapa mais avançada, o ideal seria integração de satélites nacionais no sistema, podendo, juntamente com organismos estatais, os quais teriam a propriedade dos mesmos, explorar a geração de imagens para um leque total de atendimento.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 143, janeiro de 2016.
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
Cubesats: Serpens em órbita
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Estação Espacial Internacional coloca em órbita nanossatélite nacional
Brasília, 15 de setembro de 2015 – O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – está programado para ser injetado em órbita na manhã desta quinta-feira (17) a partir da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês).
De acordo com a Agência Espacial do Japão (Jaxa) o lançamento deve ocorrer entre 8h e 11h30 no horário de Brasília. A colocação do Serpens em órbita será feita pelo Japanese CubeSat Deployer (JSSOD), dispositivo de lançamento do modulo de pesquisa ”Kibo”.
O Serpens, desenvolvido por um consórcio acadêmico coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), chegou a ISS no último dia 24 de agosto transportado pelo veículo japonês de abastecimento HTV5. Em órbita ele receberá uma série de dados que serão enviados por diversas plataformas de coleta de dados instaladas em diversos pontos do território. Essas informações estarão disponíveis para retransmissão para estações receptoras no Brasil e em outros países.
O principal objetivo do projeto Serpens é a capacitação de recursos humanos e a consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros. Além da Universidade de Brasília (UnB), participam também do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF).
Do exterior, fazem parte a Universidade de Vigo, da Espanha, a Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.
Atividades – A integração do satélite e os testes adicionais, etapas desenvolvidas a partir de fevereiro último, foram realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), com a participação e acompanhamento de técnicos, engenheiros e estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que participaram do projeto e desenvolvimento do também pequeno satélite ITASat.
O Serpens é o terceiro CubSat nacional a ser colocado no espaço, sendo o segundo a ser lançado do laboratório espacial. O primeiro foi o Aesp-14, desenvolvido em parceria entre o ITA e o Inpe.
Essa primeira missão do projeto Serpens é coordenada pela UnB, mas a proposta é que as instituições que formam o consórcio se revezem na liderança. Pelo cronograma aprovado, a UFSC será responsável por encabeçar o desenvolvimento do Serpens 2.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Cubesats: Serpens na Estação Espacial Internacional
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Nanossatélite Serpens será levado a Estação Espacial na segunda-feira (17)
Brasília, 14 de agosto de 2015 – O satélite de pequeno porte Serpens, sigla do projeto Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites, criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), será levado para a Estação Espacial Internacional (ISS), na segunda-feira (17).
Desenvolvido por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com alunos de outras instituições de nível superior nacionais e internacionais, o cubesat nacional partirá do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, em direção à ISS, de onde será colocado em órbita em outubro.
Ele é o terceiro cubsat nacional a ser colocado no espaço, e testará conceitos simples do uso cubesat para o recebimento, armazenamento e retransmissão de mensagens por sistema de rádio.
O engenheiro mecatrônico e bolsista da AEB, Gabriel Figueiró explica que o projeto Serpens tem como foco principal fomentar a educação espacial do país. “Outro objetivo fundamental da missão é a capacitação de recursos humanos, fator primordial para o desenvolvimento e consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros, requisito importante para o Programa Espacial Brasileiro”, afirma.
Ele ainda informa que um nanossatélite mede, basicamente, a partir de 10cm x 10cm x 10cm, pesando cerca de 1kg. O Serpens mede 10cm x 10cm x 30cm com quase 3kg de peso.
Participam do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF). Do exterior estão envolvidas, as universidades de Vigo, da Espanha, Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.
Segundo Figueiró, esta primeira missão do programa foi coordenada pela UnB, mas a proposta é que cada uma das instituições envolvidas coordene a produção, o lançamento e a missão dos próximos artefatos.
Fonte: AEB
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Nanossatélite Serpens será levado a Estação Espacial na segunda-feira (17)
Brasília, 14 de agosto de 2015 – O satélite de pequeno porte Serpens, sigla do projeto Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites, criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), será levado para a Estação Espacial Internacional (ISS), na segunda-feira (17).
Desenvolvido por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com alunos de outras instituições de nível superior nacionais e internacionais, o cubesat nacional partirá do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, em direção à ISS, de onde será colocado em órbita em outubro.
Ele é o terceiro cubsat nacional a ser colocado no espaço, e testará conceitos simples do uso cubesat para o recebimento, armazenamento e retransmissão de mensagens por sistema de rádio.
O engenheiro mecatrônico e bolsista da AEB, Gabriel Figueiró explica que o projeto Serpens tem como foco principal fomentar a educação espacial do país. “Outro objetivo fundamental da missão é a capacitação de recursos humanos, fator primordial para o desenvolvimento e consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros, requisito importante para o Programa Espacial Brasileiro”, afirma.
Ele ainda informa que um nanossatélite mede, basicamente, a partir de 10cm x 10cm x 10cm, pesando cerca de 1kg. O Serpens mede 10cm x 10cm x 30cm com quase 3kg de peso.
Participam do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF). Do exterior estão envolvidas, as universidades de Vigo, da Espanha, Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.
Segundo Figueiró, esta primeira missão do programa foi coordenada pela UnB, mas a proposta é que cada uma das instituições envolvidas coordene a produção, o lançamento e a missão dos próximos artefatos.
Fonte: AEB
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quarta-feira, 15 de julho de 2015
Cubesats: Serpens próximo do lançamento
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Nanossatélite Serpens está no Japão para ser integrado ao lançador
Brasília, 14 de julho de 2015 – O satélite de pequeno porte Serpens, desenvolvido por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com alunos de outras instituições de nível superior nacionais e internacionais já está em Tsukuba, no Japão.
A previsão é de que hoje (14) ele seja integrado ao veículo lançador japonês que, em 16 de agosto, o levará até Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) de onde será colocado em órbita em outubro.
Criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), o projeto Serpens – Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – buscará coletar, armazenar e retransmitir dados ambientais, usando bandas de frequência de rádio. Sua missão é inspirada no Sistema Brasileiro de Coleta de Dados, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por colher informações ambientais do país.
Em órbita ele pode captar qualquer tipo de informação, porém, neste início, enviará dados relacionados às condições do clima perto das universidades que integram o consórcio acadêmico. Da Terra, o pessoal envolvido no projeto poderá fazer o download desses dados.
Aluno do sétimo semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB, Igor Kinoshita foi um dos responsáveis por levar o nanossatélite Serpens até Tsukuba, e acompanha a etapa de sua integração ao veículo lançador. “A experiência de construção do Serpens foi única, pois tivemos a oportunidade de ter contato com diversos profissionais da área de sistemas espaciais, o que possibilitou a absorção de um conhecimento de extrema complexidade e que o Brasil carece”, avalia.
Os estudantes dos cursos de Engenharia Aeroespacial e de Engenharia Elétrica dividiram tarefas com alunos das universidades federais de Santa Catarina (UFSC), do ABC (Ufabc), de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Federal Fluminense (IFF), além de universidades da Espanha (Universidade de Vigo), dos Estados Unidos (Morehead State University e California State Polytechnic) e da Itália (Sapienza Università di Roma).
“Há também o crescimento pessoal, de trabalho em equipe, já que, para tirar do papel um sistema tão complexo quanto um satélite, todos devem desempenhar sua atividade de forma eficaz”, ressalta Kinoshita.
Desafios - Ex-aluno de Engenharia Mecatrônica da UnB e hoje bolsista da AEB, Gabriel Figueiró participou da construção do Serpens e também está no Japão acompanhando o projeto pela Agência.
“A experiência foi muito enriquecedora. Para tornar esse projeto possível, tivemos que lidar com desafios técnicos, dificuldades burocráticas, regulamentações nacionais e internacionais, entre outros.
No papel de líder de investigação emprestei meus conhecimentos técnicos aos estudantes e mantive todas essas atividades em andamento, sempre envolvendo pelo menos um estudante em cada processo”, conta Figueiró, que foi aprovado no primeiro concurso realizado pela AEB e aguarda nomeação.
Segundo ele, uma das atividades mais importantes na AEB é o apoio ao desenvolvimento tecnológico junto às universidades. “Fui estudante em formação com apoio da AEB. Trabalhar na Agência é muito legal, principalmente pelo órgão estar em conjunto com as universidades e por estender oportunidades semelhantes às que tive para os atuais estudantes”, diz Figueiró.
Coordenadora do projeto na UnB, a professora Chantal Cappelletti, da Faculdade de Tecnologia, explica que a instituição assumiu a liderança do Serpens porque há diversos docentes com experiência na área de microssatélites – há pelo menos outros quatro colegas envolvidos.
Chantal, por exemplo, desenvolveu e lançou quatro satélites nos últimos quatro anos. “Depois de compartilhar conhecimento com as outras universidades, a liderança passa para uma delas. O Serpens 2 (que dará sequência ao projeto atual) será liderado pela Federal de Santa Catarina”, afirma.
A professora ressalta que um dos usos mais relevantes dos nanossatélites é justamente em projetos educacionais. “Como envolvem menos recursos e podem assumir mais riscos, atividades espaciais, que eram muito exclusivas, passam a ser mais acessíveis a diferentes grupos. Missões de baixo custo com nanossatélites podem ser conduzidas com o envolvimento direto de jovens engenheiros, cientistas ou mesmo estudantes sem muita experiência”, detalha.
“O efeito esperado é que eles aprendam na prática sobre tecnologia espacial e, no futuro, possam contribuir com diferentes atividades-chave para o avanço da área no Brasil”, conclui.
Fonte: UnB, via AEB.
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Nanossatélite Serpens está no Japão para ser integrado ao lançador
Brasília, 14 de julho de 2015 – O satélite de pequeno porte Serpens, desenvolvido por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com alunos de outras instituições de nível superior nacionais e internacionais já está em Tsukuba, no Japão.
A previsão é de que hoje (14) ele seja integrado ao veículo lançador japonês que, em 16 de agosto, o levará até Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) de onde será colocado em órbita em outubro.
Criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), o projeto Serpens – Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – buscará coletar, armazenar e retransmitir dados ambientais, usando bandas de frequência de rádio. Sua missão é inspirada no Sistema Brasileiro de Coleta de Dados, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por colher informações ambientais do país.
Em órbita ele pode captar qualquer tipo de informação, porém, neste início, enviará dados relacionados às condições do clima perto das universidades que integram o consórcio acadêmico. Da Terra, o pessoal envolvido no projeto poderá fazer o download desses dados.
Aluno do sétimo semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB, Igor Kinoshita foi um dos responsáveis por levar o nanossatélite Serpens até Tsukuba, e acompanha a etapa de sua integração ao veículo lançador. “A experiência de construção do Serpens foi única, pois tivemos a oportunidade de ter contato com diversos profissionais da área de sistemas espaciais, o que possibilitou a absorção de um conhecimento de extrema complexidade e que o Brasil carece”, avalia.
Os estudantes dos cursos de Engenharia Aeroespacial e de Engenharia Elétrica dividiram tarefas com alunos das universidades federais de Santa Catarina (UFSC), do ABC (Ufabc), de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Federal Fluminense (IFF), além de universidades da Espanha (Universidade de Vigo), dos Estados Unidos (Morehead State University e California State Polytechnic) e da Itália (Sapienza Università di Roma).
“Há também o crescimento pessoal, de trabalho em equipe, já que, para tirar do papel um sistema tão complexo quanto um satélite, todos devem desempenhar sua atividade de forma eficaz”, ressalta Kinoshita.
Desafios - Ex-aluno de Engenharia Mecatrônica da UnB e hoje bolsista da AEB, Gabriel Figueiró participou da construção do Serpens e também está no Japão acompanhando o projeto pela Agência.
“A experiência foi muito enriquecedora. Para tornar esse projeto possível, tivemos que lidar com desafios técnicos, dificuldades burocráticas, regulamentações nacionais e internacionais, entre outros.
No papel de líder de investigação emprestei meus conhecimentos técnicos aos estudantes e mantive todas essas atividades em andamento, sempre envolvendo pelo menos um estudante em cada processo”, conta Figueiró, que foi aprovado no primeiro concurso realizado pela AEB e aguarda nomeação.
Segundo ele, uma das atividades mais importantes na AEB é o apoio ao desenvolvimento tecnológico junto às universidades. “Fui estudante em formação com apoio da AEB. Trabalhar na Agência é muito legal, principalmente pelo órgão estar em conjunto com as universidades e por estender oportunidades semelhantes às que tive para os atuais estudantes”, diz Figueiró.
Coordenadora do projeto na UnB, a professora Chantal Cappelletti, da Faculdade de Tecnologia, explica que a instituição assumiu a liderança do Serpens porque há diversos docentes com experiência na área de microssatélites – há pelo menos outros quatro colegas envolvidos.
Chantal, por exemplo, desenvolveu e lançou quatro satélites nos últimos quatro anos. “Depois de compartilhar conhecimento com as outras universidades, a liderança passa para uma delas. O Serpens 2 (que dará sequência ao projeto atual) será liderado pela Federal de Santa Catarina”, afirma.
A professora ressalta que um dos usos mais relevantes dos nanossatélites é justamente em projetos educacionais. “Como envolvem menos recursos e podem assumir mais riscos, atividades espaciais, que eram muito exclusivas, passam a ser mais acessíveis a diferentes grupos. Missões de baixo custo com nanossatélites podem ser conduzidas com o envolvimento direto de jovens engenheiros, cientistas ou mesmo estudantes sem muita experiência”, detalha.
“O efeito esperado é que eles aprendam na prática sobre tecnologia espacial e, no futuro, possam contribuir com diferentes atividades-chave para o avanço da área no Brasil”, conclui.
Fonte: UnB, via AEB.
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
Cubesats: Serpens passa por revisão final
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Projeto do nanossatélites Serpens é aprovado em revisão final
Brasília, 01 de abril de 2015 – O projeto do satélite de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – foi aprovado na Revisão de Segurança do Projeto (SAR, na sigla em inglês), feita à semana passada no Japão.
Agora, o modelo de voo do nanossatélite, que também foi aprovado há duas semanas nos testes realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), e na Agência Espacial Japonesa (Jaxa), passa por uma fase de validação de alguns testes adicionais solicitados pela Jaxa.
Em agosto próximo o pequeno satélite deve ser enviado para a Estação Espacial Internacional (ISS). Sua colocação em órbita está prevista para outubro.
O Serpens, coordenado e apoiado financeiramente pela Agência Espacial Brasileira (AEB), começou a ser integrado em fevereiro último no LIT.
Coordenada pela professora Chantal Cappelletti, da Universidade de Brasília (UnB), uma equipe integrada por estudantes da UnB e da Universidade de Vigo da Espanha, trabalhou na integração e nos testes do CubeSat, com a participação e acompanhamento de técnicos e engenheiros do Inpe e estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que participaram do projeto e desenvolvimento do ITASat.
Testes - Entre os diversos testes pelos quais o equipamento passa estão o de vibração e termovácuo. O primeiro simula a situação a ser enfrentada no lançamento do foguete que o levará a ISS e o segundo as condições a que será submetido no espaço.
Em órbita, o pequeno satélite testará conceitos simples do uso CubeSat para o recebimento, armazenamento e retransmissão de mensagens por sistema de rádio. A proposta é ilustrar que no futuro pequenos satélites podem ser usados para agregar funcionalidade ao sistema de coleta de dados ambientais no país.
O principal objetivo do projeto Serpens é a capacitação de recursos humanos e a consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros. Participam também do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF).
Do exterior, além da universidade espanhola estão no projeto a Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americas Morehead State University e California State Polytechnic University.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 5 de março de 2015
Cooperação Brasil - Japão
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INPE recebe comitiva do Japão
Quinta-feira, 05 de Março de 2015
Representantes do governo, indústria, universidades e instituições científicas do Japão estiveram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), nesta terça-feira (3/3).
Recebida pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, a comitiva japonesa se reuniu com especialistas das áreas de Observação da Terra e de Engenharia e Tecnologia Espacial para discutir possíveis acordos de cooperação bilateral.
Após a reunião com os especialistas do INPE, o instituto sediou um seminário sobre a parceria entre os dois países, organizado pelo governo japonês. O evento abordou oportunidades na área espacial, como tecnologias relacionadas ao desenvolvimento de satélites e aplicações, como monitoramento de desastres naturais, da agricultura e de recursos naturais, entre outros.
Participaram do seminário especialistas do INPE e representantes de empresas brasileiras do setor espacial, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e de instituições como Cemaden e Embrapa.
“Este encontro deve estimular ainda mais a participação do setor privado e universidades em áreas inovadoras”, disse Perondi. “Trata-se de uma oportunidade para preparar as próximas etapas da cooperação técnica entre Brasil e Japão”, concluiu o diretor do INPE.
Fonte: INPE
Brasil e Japão avaliam novas perspectivas de cooperação espacial
Brasília, 5 de março de 2015 – Uma delegação japonesa composta de representantes do governo e do setor empresarial foi recebida nesta quarta-feira (4) na Agência Espacial Brasileira (AEB), para examinar os projetos de cooperação espacial existentes entre o Brasil e o Japão e discutir outras possibilidades de parcerias.
A missão, chefiada por Takeyoshi Fukuyo, vice-diretor do Escritório de Política Espacial junto ao Primeiro Ministro do Japão, foi recebida pelo chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho.
Os dois países estão comprometidos, neste momento, em trabalhar juntos em duas áreas de grande relevância para o Brasil: formação de recursos humanos altamente qualificados em áreas espaciais de interesse do Programa Espacial Brasileiro; e enfrentamento de desastres naturais, campo em que o Japão é altamente especializado.
A cooperação em matéria de desastres naturais deve reunir, em torno de um plano de trabalho comum, técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e técnicos japoneses de diversas entidades públicas e privadas.
Satélites – O Japão está interessado em trabalhar com o Brasil na área de sensores de satélites de última geração e de pequenos satélites. A troca de ideias e informações sobre este e outros assuntos pautou a maior parte do tempo da reunião.
O professor Hiroaki Siraishi, da Universidade Wakayama, discorreu sobre formação de especialistas em áreas espaciais básicas. Makoto Ono, pesquisador do Centro de Tecnologia de Sensoriamento Remoto do Japão, fez uma apresentação sobre os principais trabalhos de sua instituição.
Participaram também o chefe do Escritório da Indústria Espacial do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, Nao Takada, o presidente da Axelspace Corporation, Yuya Nakamura, três representantes da empresa Japan Space Systes, inclusive seu diretor geral, Shoishiro Mihara, dois representantes da NEC Corporation Space System Division e o gerente da Mitsubishi Cooperation, Zentaro Watanabe, além de dois funcionários da área de cooperação da Embaixada do Japão. Pela AEB ainda participou do encontro a técnica da área de cooperação internacional, Daniela Miranda.
Ficou acertado o envio oficial em breve para a AEB das propostas japonesas de cooperação.
Fonte: AEB
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INPE recebe comitiva do Japão
Quinta-feira, 05 de Março de 2015
Representantes do governo, indústria, universidades e instituições científicas do Japão estiveram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), nesta terça-feira (3/3).
Recebida pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, a comitiva japonesa se reuniu com especialistas das áreas de Observação da Terra e de Engenharia e Tecnologia Espacial para discutir possíveis acordos de cooperação bilateral.
Após a reunião com os especialistas do INPE, o instituto sediou um seminário sobre a parceria entre os dois países, organizado pelo governo japonês. O evento abordou oportunidades na área espacial, como tecnologias relacionadas ao desenvolvimento de satélites e aplicações, como monitoramento de desastres naturais, da agricultura e de recursos naturais, entre outros.
Participaram do seminário especialistas do INPE e representantes de empresas brasileiras do setor espacial, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e de instituições como Cemaden e Embrapa.
“Este encontro deve estimular ainda mais a participação do setor privado e universidades em áreas inovadoras”, disse Perondi. “Trata-se de uma oportunidade para preparar as próximas etapas da cooperação técnica entre Brasil e Japão”, concluiu o diretor do INPE.
Fonte: INPE
Brasil e Japão avaliam novas perspectivas de cooperação espacial
Brasília, 5 de março de 2015 – Uma delegação japonesa composta de representantes do governo e do setor empresarial foi recebida nesta quarta-feira (4) na Agência Espacial Brasileira (AEB), para examinar os projetos de cooperação espacial existentes entre o Brasil e o Japão e discutir outras possibilidades de parcerias.
A missão, chefiada por Takeyoshi Fukuyo, vice-diretor do Escritório de Política Espacial junto ao Primeiro Ministro do Japão, foi recebida pelo chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho.
Os dois países estão comprometidos, neste momento, em trabalhar juntos em duas áreas de grande relevância para o Brasil: formação de recursos humanos altamente qualificados em áreas espaciais de interesse do Programa Espacial Brasileiro; e enfrentamento de desastres naturais, campo em que o Japão é altamente especializado.
A cooperação em matéria de desastres naturais deve reunir, em torno de um plano de trabalho comum, técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e técnicos japoneses de diversas entidades públicas e privadas.
Satélites – O Japão está interessado em trabalhar com o Brasil na área de sensores de satélites de última geração e de pequenos satélites. A troca de ideias e informações sobre este e outros assuntos pautou a maior parte do tempo da reunião.
O professor Hiroaki Siraishi, da Universidade Wakayama, discorreu sobre formação de especialistas em áreas espaciais básicas. Makoto Ono, pesquisador do Centro de Tecnologia de Sensoriamento Remoto do Japão, fez uma apresentação sobre os principais trabalhos de sua instituição.
Participaram também o chefe do Escritório da Indústria Espacial do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, Nao Takada, o presidente da Axelspace Corporation, Yuya Nakamura, três representantes da empresa Japan Space Systes, inclusive seu diretor geral, Shoishiro Mihara, dois representantes da NEC Corporation Space System Division e o gerente da Mitsubishi Cooperation, Zentaro Watanabe, além de dois funcionários da área de cooperação da Embaixada do Japão. Pela AEB ainda participou do encontro a técnica da área de cooperação internacional, Daniela Miranda.
Ficou acertado o envio oficial em breve para a AEB das propostas japonesas de cooperação.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Pesquisadores da UnB se destacam na área aeroespacial
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Pesquisadores da UnB se destacam na área aeroespacial
Brasília, 18 de dezembro de 2014 – A Universidade de Brasília (UnB), por meio do trabalho de seus pesquisadores, conquistou méritos importantes na área aeroespacial neste ano. Alunos de Engenharia Elétrica, Marco Marinho, Ricardo Kehrle e Stanley Ramalho são nomes promissores da área. Os três concluíram o mestrado e se preparam para o doutorado no exterior.
Os três fazem parte do grupo do Laboratório de Processamento de Sinais em Arranjos de Sensores (Lasp) da UnB. Eles são orientados pelo professor João Paulo Lustosa, do departamento de Engenharia Elétrica.
Em 2013, Marinho trabalhou na Agência Aeroespacial Alemã (DLR). O estudante, que à época fazia mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UnB, foi convidado a realizar sua pesquisa em Munique.
Após nove meses no país, ele voltou ao Brasil e já tem data para retornar à Alemanha para realizar doutorado. “Sinais de posicionamento GPS” é o tema da pesquisa, que é apoiada pela UnB e pela DLR. A intenção é desenvolver uma solução de GPS mais segura. Em janeiro próximo Marinho viaja para a Alemanha.
“É um reconhecimento importante para a universidade, pois mostra que a instituição forma engenheiros tão bons quanto os que são formados fora”, avalia o estudante.
A cooperação com a DLR foi iniciada em 2012, quando o professor Lustosa foi docente visitante na Universidade Técnica de Munique. Essa parceria gerou outros frutos, como a atuação do pesquisador alemão Felix Antreich como professor visitante especial na UnB. Antreich, que chefiou o trabalho de Marinho em Munique, recebeu bolsa do programa Ciências Sem Fronteiras (CsF) para lecionar no Brasil.
Inovação - Ainda na área aeroespacial, recentemente a UnB fechou um acordo de cooperação com a Universidade de Wakayama do Japão na área de construção de microsatélites e nanossatélites. O representante dessa cooperação é Ricardo Kehrle, que foi aceito pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para desenvolver microsatélites no Japão pelo período de um ano.
Kehrle é coorientado pelos pesquisadores da agência alemã e, dessa forma, seu doutorado é parte de um projeto ainda maior, envolvendo Brasil, Alemanha e Japão.
O aluno explica que os microsatélites podem ser aplicados na detecção de queimadas pelo globo terrestre. “Por serem pequenos, eles geralmente têm a missão mais específica e um desenvolvimento mais rápido, então são ideais para estudo e para uso das universidades” afirma.
Como representante da UnB Kehrle trabalhará em Tóquio em conjunto com a Agência Espacial Japonesa (Jaxa), a Universidade de Tóquio e a Universidade de Wakayama, bem como vários outros parceiros internacionais.
Já o estudante Stanley Ramalho conclui mestrado em Engenharia Elétrica neste ano e, em fevereiro de 2015, segue para o doutorado na Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, como bolsista da AEB.
A bolsa é fruto de uma parceria entre o CNPq e a AEB, que se uniram para o desenvolvimento de atividades espaciais. Ramalho explica que a linha de pesquisa é a construção de um Middleware SOA, programa de computação que faz mediação entre outro software, para comunicação entre satélite e uma base terrestre.
O aluno conta que a sua expectativa para o doutorado é de grande crescimento pessoal e profissional. “Poderei partilhar conhecimentos com excelentes pesquisadores alemães em tecnologias espaciais, e voltar para o Brasil para aplicar o conhecimento adquirido no exterior”, afirma. “Será uma forma de retribuir à universidade e ao país o investimento na minha formação”, completa.
O professor Lustosa destaca que os projetos tiveram aspectos bastante positivos. “O primeiro deles na parte tecnológica; vemos que qualquer desenvolvimento que se faz no Brasil é altamente importante, ainda mais sendo na área aeroespacial, que é uma área bastante sensível”.
Além disso, o docente conta que há esforço para formar alunos no nível próximo ao dos alemães. “Tentamos manter o nível alto para que seja igual ou até melhor que dos lugares de ponta no mundo todo”. Para Lustosa, a cooperação é importante para a visibilidade da UnB e abre portas para a contratação de alunos da instituição.
Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB, via AEB.
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Pesquisadores da UnB se destacam na área aeroespacial
Brasília, 18 de dezembro de 2014 – A Universidade de Brasília (UnB), por meio do trabalho de seus pesquisadores, conquistou méritos importantes na área aeroespacial neste ano. Alunos de Engenharia Elétrica, Marco Marinho, Ricardo Kehrle e Stanley Ramalho são nomes promissores da área. Os três concluíram o mestrado e se preparam para o doutorado no exterior.
Os três fazem parte do grupo do Laboratório de Processamento de Sinais em Arranjos de Sensores (Lasp) da UnB. Eles são orientados pelo professor João Paulo Lustosa, do departamento de Engenharia Elétrica.
Em 2013, Marinho trabalhou na Agência Aeroespacial Alemã (DLR). O estudante, que à época fazia mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UnB, foi convidado a realizar sua pesquisa em Munique.
Após nove meses no país, ele voltou ao Brasil e já tem data para retornar à Alemanha para realizar doutorado. “Sinais de posicionamento GPS” é o tema da pesquisa, que é apoiada pela UnB e pela DLR. A intenção é desenvolver uma solução de GPS mais segura. Em janeiro próximo Marinho viaja para a Alemanha.
“É um reconhecimento importante para a universidade, pois mostra que a instituição forma engenheiros tão bons quanto os que são formados fora”, avalia o estudante.
A cooperação com a DLR foi iniciada em 2012, quando o professor Lustosa foi docente visitante na Universidade Técnica de Munique. Essa parceria gerou outros frutos, como a atuação do pesquisador alemão Felix Antreich como professor visitante especial na UnB. Antreich, que chefiou o trabalho de Marinho em Munique, recebeu bolsa do programa Ciências Sem Fronteiras (CsF) para lecionar no Brasil.
Inovação - Ainda na área aeroespacial, recentemente a UnB fechou um acordo de cooperação com a Universidade de Wakayama do Japão na área de construção de microsatélites e nanossatélites. O representante dessa cooperação é Ricardo Kehrle, que foi aceito pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para desenvolver microsatélites no Japão pelo período de um ano.
Kehrle é coorientado pelos pesquisadores da agência alemã e, dessa forma, seu doutorado é parte de um projeto ainda maior, envolvendo Brasil, Alemanha e Japão.
O aluno explica que os microsatélites podem ser aplicados na detecção de queimadas pelo globo terrestre. “Por serem pequenos, eles geralmente têm a missão mais específica e um desenvolvimento mais rápido, então são ideais para estudo e para uso das universidades” afirma.
Como representante da UnB Kehrle trabalhará em Tóquio em conjunto com a Agência Espacial Japonesa (Jaxa), a Universidade de Tóquio e a Universidade de Wakayama, bem como vários outros parceiros internacionais.
Já o estudante Stanley Ramalho conclui mestrado em Engenharia Elétrica neste ano e, em fevereiro de 2015, segue para o doutorado na Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, como bolsista da AEB.
A bolsa é fruto de uma parceria entre o CNPq e a AEB, que se uniram para o desenvolvimento de atividades espaciais. Ramalho explica que a linha de pesquisa é a construção de um Middleware SOA, programa de computação que faz mediação entre outro software, para comunicação entre satélite e uma base terrestre.
O aluno conta que a sua expectativa para o doutorado é de grande crescimento pessoal e profissional. “Poderei partilhar conhecimentos com excelentes pesquisadores alemães em tecnologias espaciais, e voltar para o Brasil para aplicar o conhecimento adquirido no exterior”, afirma. “Será uma forma de retribuir à universidade e ao país o investimento na minha formação”, completa.
O professor Lustosa destaca que os projetos tiveram aspectos bastante positivos. “O primeiro deles na parte tecnológica; vemos que qualquer desenvolvimento que se faz no Brasil é altamente importante, ainda mais sendo na área aeroespacial, que é uma área bastante sensível”.
Além disso, o docente conta que há esforço para formar alunos no nível próximo ao dos alemães. “Tentamos manter o nível alto para que seja igual ou até melhor que dos lugares de ponta no mundo todo”. Para Lustosa, a cooperação é importante para a visibilidade da UnB e abre portas para a contratação de alunos da instituição.
Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB, via AEB.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Cubesats: AESP-14, do ITA, pronto para o lançamento
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Primeiro CubeSat nacional pronto para lançamento nos Estados Unidos
Brasília, 29 de outubro de 2014 – O satélite de pequeno porte AESP-14, primeiro CubeSat projetado e desenvolvido no Brasil por alunos de graduação e pós graduação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), foi entregue à Japan Aerospace Exploration Agency (Jaxa) na sexta-feira (24), no Tsukuba Space Center, no Japão.
Esta foi a última etapa antes do lançamento, que está previsto para dezembro próximo nos Estados Unidos pelo lançador SpaceX-5 (sic) [Nota do blog: o lançamento será a bordo de um lançador Falcon 9, fabricado pela SpaceX].
A equipe do Projeto AESP-14 realizou testes funcionais após removê-lo do contêiner de transporte enviado do Brasil ao Japão, que demonstraram que o sistema manteve-se em perfeitas condições. Após os testes, o CubeSat foi integrado na interface japonesa de lançamento J-SSOD.
Fonte: AEB, com informações da Jaxa, e edição do blog Panorama Espacial.
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Primeiro CubeSat nacional pronto para lançamento nos Estados Unidos
Brasília, 29 de outubro de 2014 – O satélite de pequeno porte AESP-14, primeiro CubeSat projetado e desenvolvido no Brasil por alunos de graduação e pós graduação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), foi entregue à Japan Aerospace Exploration Agency (Jaxa) na sexta-feira (24), no Tsukuba Space Center, no Japão.
Esta foi a última etapa antes do lançamento, que está previsto para dezembro próximo nos Estados Unidos pelo lançador SpaceX-5 (sic) [Nota do blog: o lançamento será a bordo de um lançador Falcon 9, fabricado pela SpaceX].
A equipe do Projeto AESP-14 realizou testes funcionais após removê-lo do contêiner de transporte enviado do Brasil ao Japão, que demonstraram que o sistema manteve-se em perfeitas condições. Após os testes, o CubeSat foi integrado na interface japonesa de lançamento J-SSOD.
Fonte: AEB, com informações da Jaxa, e edição do blog Panorama Espacial.
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domingo, 21 de setembro de 2014
Cubesats: NanosatC-Br1 e Serpens
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O Brasil continua a apresentar avanços em suas missões de cubesats.
No último dia 19, o NanosatC-Br1 - primeiro cubesat brasileiro, completou três meses em órbita e plenamente operacional, transmitindo seus dados para estações de recepção localizadas em Santa Maria (RS) e em São José dos Campos (SP).
“Já temos uma quantidade de dados razoável das cargas úteis e da plataforma. Muitos ensinamentos estão sendo extraídos através da operação do NanosatC-Br1, do seu comportamento e performance que serão utilizados em futuros satélites desta classe”, afirmou Otávio Durão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em nota divulgada pela instituição.
Testes do Serpens
Também na última semana, nos dias 18 e 19, o nanossatélite Serpens, desenvolvido por várias universidades brasileiras, foi submetido a testes na Agência Espacial Brasileira (AEB), visando ao seu lançamento ao espaço, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).
Segundo informações da AEB, os procedimentos foram realizados por técnicos da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss), empresa contratada para a execução do lançamento.
Para mais informações sobre os testes, acesse "Nanossatélite Serpens aprovado em testes de segurança".
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O Brasil continua a apresentar avanços em suas missões de cubesats.
No último dia 19, o NanosatC-Br1 - primeiro cubesat brasileiro, completou três meses em órbita e plenamente operacional, transmitindo seus dados para estações de recepção localizadas em Santa Maria (RS) e em São José dos Campos (SP).
“Já temos uma quantidade de dados razoável das cargas úteis e da plataforma. Muitos ensinamentos estão sendo extraídos através da operação do NanosatC-Br1, do seu comportamento e performance que serão utilizados em futuros satélites desta classe”, afirmou Otávio Durão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em nota divulgada pela instituição.
Testes do Serpens
Também na última semana, nos dias 18 e 19, o nanossatélite Serpens, desenvolvido por várias universidades brasileiras, foi submetido a testes na Agência Espacial Brasileira (AEB), visando ao seu lançamento ao espaço, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).
Segundo informações da AEB, os procedimentos foram realizados por técnicos da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss), empresa contratada para a execução do lançamento.
Para mais informações sobre os testes, acesse "Nanossatélite Serpens aprovado em testes de segurança".
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quarta-feira, 14 de maio de 2014
Reunião discute lançamento de cubesats brasileiros
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Reunião técnica detalha lançamento de pequenos satélites brasileiros
Brasília, 14 de maio de 2014 – Aspectos técnicos e contratuais envolvendo o lançamento do satélite de pequeno porte do Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) a partir da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) no segundo semestre foram discutidos nesta segunda (12) e terça-feira (13) na Agência Espacial Brasileira (AEB).
Participaram dos encontros a engenheira Chantal Cappelletti, coordenadora do programa Serpens, o engenheiro Shigeru Imai, o gerente de marketing Atsushi Ace Nakayama, ambos da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss), e bolsistas da AEB integrantes do projeto. A empresa japonesa é a responsável técnica pelo lançamento dos pequenos satélites nacionais da ISS.
Nesta quarta-feira (14) os japoneses seguem para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), onde visitam o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e discutem detalhes do pequeno satélite Aesp-14 e do CanSat Tancredo-1, também programados para lançamento a partir da ISS este ano.
O Aesp-14 é um cubeSat desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em parceria com o Inpe e o Tancredo-1 foi produzido por alunos de uma escola pública de Ubatuba (SP), com orientação de técnicos do Inpe.
Serpens – O projeto Serpens, coordenado pela AEB, tem a participação de quatro universidades publicas brasileiras, duas norte-americanas e uma espanhola. De forma mais ampla ele visa a qualificar engenheiros da Agência, estudantes, docentes e pesquisadores vinculados a cursos de engenharia espacial e de algumas instituições federais com atuação nestas áreas do conhecimento.
A primeira missão do programa Serpens é científica e foi idealizada para embarcar três cargas úteis, que fornecerão dados e informações científicas e tecnológicas para as instituições envolvidas no seu desenvolvimento.
Fonte: AEB
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Reunião técnica detalha lançamento de pequenos satélites brasileiros
Brasília, 14 de maio de 2014 – Aspectos técnicos e contratuais envolvendo o lançamento do satélite de pequeno porte do Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) a partir da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) no segundo semestre foram discutidos nesta segunda (12) e terça-feira (13) na Agência Espacial Brasileira (AEB).
Participaram dos encontros a engenheira Chantal Cappelletti, coordenadora do programa Serpens, o engenheiro Shigeru Imai, o gerente de marketing Atsushi Ace Nakayama, ambos da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss), e bolsistas da AEB integrantes do projeto. A empresa japonesa é a responsável técnica pelo lançamento dos pequenos satélites nacionais da ISS.
Nesta quarta-feira (14) os japoneses seguem para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), onde visitam o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e discutem detalhes do pequeno satélite Aesp-14 e do CanSat Tancredo-1, também programados para lançamento a partir da ISS este ano.
O Aesp-14 é um cubeSat desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em parceria com o Inpe e o Tancredo-1 foi produzido por alunos de uma escola pública de Ubatuba (SP), com orientação de técnicos do Inpe.
Serpens – O projeto Serpens, coordenado pela AEB, tem a participação de quatro universidades publicas brasileiras, duas norte-americanas e uma espanhola. De forma mais ampla ele visa a qualificar engenheiros da Agência, estudantes, docentes e pesquisadores vinculados a cursos de engenharia espacial e de algumas instituições federais com atuação nestas áreas do conhecimento.
A primeira missão do programa Serpens é científica e foi idealizada para embarcar três cargas úteis, que fornecerão dados e informações científicas e tecnológicas para as instituições envolvidas no seu desenvolvimento.
Fonte: AEB
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terça-feira, 13 de maio de 2014
Cooperação Brasil - Japão
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Japoneses visitam AEB para discutir ações de cooperação técnica
Brasília, 13 de maio de 2014 – O gerente do Escritório para Política Espacial do Gabinete Ministerial do Japão, Takayoshi Fukuyo, e o gerente para promoção da Cooperação Internacional do Departamento de Relações Internacionais e Pesquisa da Agência de Exploração Espacial do Japão (Jaxa), Masonobu Tsuji, foram recebidos nesta terça-feira (13) pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho.
Na oportunidade, foram discutidos alguns itens de propostas de ações conjuntas na área de mitigação de desastres naturais visando a impulsionar conversações iniciadas em 2013. Uma das ideias é formar um grupo de trabalho binacional envolvendo órgãos governamentais dos dois países que estejam afetos as áreas desastres naturais, meteorologia e meio ambiente.
O presidente ficou muito entusiasmado com a proposta, ressaltando a necessidade de que as ações sejam bem estruturadas e com foco, de maneira a permitir sejam desencadeadas de forma concreta, uma vez que Brasil e Japão detêm boa experiência no segmento de climatologia.
A AEB e o Gabinete Ministerial pelo Japão ficarão encarregados de organizar o grupo de trabalho, que deve iniciar as atividades ainda este ano.
Capacitação – Outro tópico da reunião foi o interesse dos japoneses em participar mais ativamente do programa Ciência sem Fronteiras Espacial (CsF-Espacial) recendo estudantes brasileiros e também enviando pesquisadores para atuarem em estudos conjuntos em universidades e instituições de pesquisas nacionais.
Outro item discutido no encontro foi o lançamento de três satélites brasileiros de pequeno porte programado para o segundo semestre a partir da Estação Espacial Internacional a cargo da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss).
Também participaram da reunião o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho, e o Secretário da Divisão do Mar, da Antártica e do Espaço do Itamarati, André João Rypl, Yuki Nango e Jimmy Yamamura, ambos da Embaixada do Japão no Brasil.
Fonte: AEB
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Japoneses visitam AEB para discutir ações de cooperação técnica
Brasília, 13 de maio de 2014 – O gerente do Escritório para Política Espacial do Gabinete Ministerial do Japão, Takayoshi Fukuyo, e o gerente para promoção da Cooperação Internacional do Departamento de Relações Internacionais e Pesquisa da Agência de Exploração Espacial do Japão (Jaxa), Masonobu Tsuji, foram recebidos nesta terça-feira (13) pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho.
Na oportunidade, foram discutidos alguns itens de propostas de ações conjuntas na área de mitigação de desastres naturais visando a impulsionar conversações iniciadas em 2013. Uma das ideias é formar um grupo de trabalho binacional envolvendo órgãos governamentais dos dois países que estejam afetos as áreas desastres naturais, meteorologia e meio ambiente.
O presidente ficou muito entusiasmado com a proposta, ressaltando a necessidade de que as ações sejam bem estruturadas e com foco, de maneira a permitir sejam desencadeadas de forma concreta, uma vez que Brasil e Japão detêm boa experiência no segmento de climatologia.
A AEB e o Gabinete Ministerial pelo Japão ficarão encarregados de organizar o grupo de trabalho, que deve iniciar as atividades ainda este ano.
Capacitação – Outro tópico da reunião foi o interesse dos japoneses em participar mais ativamente do programa Ciência sem Fronteiras Espacial (CsF-Espacial) recendo estudantes brasileiros e também enviando pesquisadores para atuarem em estudos conjuntos em universidades e instituições de pesquisas nacionais.
Outro item discutido no encontro foi o lançamento de três satélites brasileiros de pequeno porte programado para o segundo semestre a partir da Estação Espacial Internacional a cargo da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss).
Também participaram da reunião o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho, e o Secretário da Divisão do Mar, da Antártica e do Espaço do Itamarati, André João Rypl, Yuki Nango e Jimmy Yamamura, ambos da Embaixada do Japão no Brasil.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Cubesats brasileiros: lançamentos a partir da ISS
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Nanossatélites brasileiros serão lançados ao espaço a partir da ISS
Brasília, 19 de março de 2014 – A empresa Japan Manned Space Systems Corporation (JAMSS), parceira da Agência Espacial Japonesa (Jaxa), firmou acordo com a Agência Espacial Brasileira (AEB), para lançamento de três pequenos satélites a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) no segundo semestre do ano.
Os entendimentos para o envio dos nanossatélites AESP-14, Serpens (Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) e UbatubaSat para a ISS foram discutidos na AEB com o engenheiro Yuchiro Nogawa da JAMSS, no último dia 1º de fevereiro.
O AESP-14 é um Cubesat desenvolvido pelos institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ambos em São José dos Campos (SP). O Serpens é um programa coordenado pela AEB, que envolve diversas universidades brasileiras, uma espanhola e duas norte-americanas e o UbatuSat é um CanSat criado por alunos do ensino médio da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba (SP), com apoio do Inpe. Todos os projetos têm o apoio e recursos da AEB.
A ISS se encontra em uma órbita baixa entre 340 e 404 quilômetros e se locomove a uma velocidade de 27.700 Km por hora. Os pequenos satélites brasileiros serão lançados ao espaço por meio de um braço robótico desenvolvido e operação pela Jaxa.
Participaram também da reunião com o representante da JAMSS a professora Chantal Cappelletti, da Universidade de Brasília (UnB), que coordena o programa Serpens, os bolsistas da AEB, Gabriel Figueiró e Pedro Luiz Kaled, o estudante do ITA, Cleber Hoffman Toss, o professor Cândido Moura, da escola Tancredo Neves, e Jean Robert Batana, Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB.
Fonte: AEB
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Nanossatélites brasileiros serão lançados ao espaço a partir da ISS
Brasília, 19 de março de 2014 – A empresa Japan Manned Space Systems Corporation (JAMSS), parceira da Agência Espacial Japonesa (Jaxa), firmou acordo com a Agência Espacial Brasileira (AEB), para lançamento de três pequenos satélites a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) no segundo semestre do ano.
Os entendimentos para o envio dos nanossatélites AESP-14, Serpens (Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) e UbatubaSat para a ISS foram discutidos na AEB com o engenheiro Yuchiro Nogawa da JAMSS, no último dia 1º de fevereiro.
O AESP-14 é um Cubesat desenvolvido pelos institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ambos em São José dos Campos (SP). O Serpens é um programa coordenado pela AEB, que envolve diversas universidades brasileiras, uma espanhola e duas norte-americanas e o UbatuSat é um CanSat criado por alunos do ensino médio da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba (SP), com apoio do Inpe. Todos os projetos têm o apoio e recursos da AEB.
A ISS se encontra em uma órbita baixa entre 340 e 404 quilômetros e se locomove a uma velocidade de 27.700 Km por hora. Os pequenos satélites brasileiros serão lançados ao espaço por meio de um braço robótico desenvolvido e operação pela Jaxa.
Participaram também da reunião com o representante da JAMSS a professora Chantal Cappelletti, da Universidade de Brasília (UnB), que coordena o programa Serpens, os bolsistas da AEB, Gabriel Figueiró e Pedro Luiz Kaled, o estudante do ITA, Cleber Hoffman Toss, o professor Cândido Moura, da escola Tancredo Neves, e Jean Robert Batana, Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Brasil, Japão e o workshop sobre microssatélites
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Microssatélites é tema de workshop na Agência Espacial Brasileira
Brasília 14 de Novembro de 2013 – As possibilidades de acordo entre Brasil e Japão no que diz respeito a atividades e aplicações com microssatélites foi um dos temas em discussão no Workshop Brasil-Japão sobre Desenvolvimento e Aplicações de Microssatélites nesta quinta-feira (14) na Agência Espacial Brasileira (AEB).
O evento é realizado pelo Laboratório de Aplicação e Inovação em Ciências Aeroespaciais (Laica) da Universidade de Brasília (UnB), em cooperação com as universidades de Tóquio e de Wakayama, do Japão, e apoio da AEB.
A atividade, que foi acompanhada por diversos estudantes da UnB, teve a participação de especialistas brasileiros e japoneses que divulgaram as ações desenvolvidas nos dois países na área de Engenharia Aeroespacial.
O workshop foi aberto pelo diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Gurgel, que deu as boas vindas à comitiva japonesa e aos universitários e pelo chefe do Laboratório de Plasma do Instituto de Física da UnB, José Leonardo Ferreira. Em sua palestra o professor da Universidade de Tóquio, Shinichi Nakasuka, apresentou um panorama das atividades com micro, nano e pico satélites desenvolvidas em seu país, bem como as suas aplicações práticas.
Capacitação
Docente na Universidade de Wakayama, Hiroaki Akiyama, falou sobre a colaboração em educação em ciências espaciais e a formação de pessoal entre Brasil e Japão. Esse tema também foi abordado na apresentação do pesquisador Eriko Yamamoto, da Next-generation Space System Tecnology Research Association.
As palestras apresentam projetos recentes em micro/nano/pico satélites produzidos no Japão e na UnB, discutindo possíveis aplicações práticas e possibilidades de cooperação na formação de recursos humanos e investigação científica nesta área.
As Atividades em Microssatélites e Sistemas Espaciais na UnB foram apresentadas pela professora Chantal Cappelletti, que também desenvolve projetos na área espacial junto a AEB. Consta da pauta de discussões questões relevantes ao incremento de microssatélites, tais como infraestrutura de testes e integração, cooperação no segmento solo e espacial; intercâmbio de conhecimento sobre o emprego de tecnologia aeroespacial na prevenção de desastres naturais, como incêndios florestais e inundações, por exemplo, e monitoramento do território nacional.
Também foi objeto de observação no evento debate sobre a estratégia de pesquisa, desenvolvimento e testes de conceitos em ciências aeroespaciais no âmbito das instituições de ensino superior.
O workshop foi uma atividade dentro do contexto do memorando de entendimento assinado entre o Instituto de Educação sobre o Espaço do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Conjunto da Universidade de Wakayama e a Fundação Universidade de Brasília. O objetivo deste memorando é contribuir mutuamente para a pesquisa na prevenção de desastres e para compartilhar recursos humanos necessários à capacitação por meio do projeto Uniform.
Fonte: AEB
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Microssatélites é tema de workshop na Agência Espacial Brasileira
Brasília 14 de Novembro de 2013 – As possibilidades de acordo entre Brasil e Japão no que diz respeito a atividades e aplicações com microssatélites foi um dos temas em discussão no Workshop Brasil-Japão sobre Desenvolvimento e Aplicações de Microssatélites nesta quinta-feira (14) na Agência Espacial Brasileira (AEB).
O evento é realizado pelo Laboratório de Aplicação e Inovação em Ciências Aeroespaciais (Laica) da Universidade de Brasília (UnB), em cooperação com as universidades de Tóquio e de Wakayama, do Japão, e apoio da AEB.
A atividade, que foi acompanhada por diversos estudantes da UnB, teve a participação de especialistas brasileiros e japoneses que divulgaram as ações desenvolvidas nos dois países na área de Engenharia Aeroespacial.
O workshop foi aberto pelo diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Gurgel, que deu as boas vindas à comitiva japonesa e aos universitários e pelo chefe do Laboratório de Plasma do Instituto de Física da UnB, José Leonardo Ferreira. Em sua palestra o professor da Universidade de Tóquio, Shinichi Nakasuka, apresentou um panorama das atividades com micro, nano e pico satélites desenvolvidas em seu país, bem como as suas aplicações práticas.
Capacitação
Docente na Universidade de Wakayama, Hiroaki Akiyama, falou sobre a colaboração em educação em ciências espaciais e a formação de pessoal entre Brasil e Japão. Esse tema também foi abordado na apresentação do pesquisador Eriko Yamamoto, da Next-generation Space System Tecnology Research Association.
As palestras apresentam projetos recentes em micro/nano/pico satélites produzidos no Japão e na UnB, discutindo possíveis aplicações práticas e possibilidades de cooperação na formação de recursos humanos e investigação científica nesta área.
As Atividades em Microssatélites e Sistemas Espaciais na UnB foram apresentadas pela professora Chantal Cappelletti, que também desenvolve projetos na área espacial junto a AEB. Consta da pauta de discussões questões relevantes ao incremento de microssatélites, tais como infraestrutura de testes e integração, cooperação no segmento solo e espacial; intercâmbio de conhecimento sobre o emprego de tecnologia aeroespacial na prevenção de desastres naturais, como incêndios florestais e inundações, por exemplo, e monitoramento do território nacional.
Também foi objeto de observação no evento debate sobre a estratégia de pesquisa, desenvolvimento e testes de conceitos em ciências aeroespaciais no âmbito das instituições de ensino superior.
O workshop foi uma atividade dentro do contexto do memorando de entendimento assinado entre o Instituto de Educação sobre o Espaço do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Conjunto da Universidade de Wakayama e a Fundação Universidade de Brasília. O objetivo deste memorando é contribuir mutuamente para a pesquisa na prevenção de desastres e para compartilhar recursos humanos necessários à capacitação por meio do projeto Uniform.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Workshop Brasil - Japão sobre microssatélites
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O Laboratório de Aplicação e Inovação em Ciências Aeroespaciais (LAICA) da Universidade de Brasília (UnB), em cooperação com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Universidade de Tóquio, realizará o primeiro Workshop Brasil-Japão sobre desenvolvimento e aplicações de microssatélites: atividades da UTokyo, UnB, e projeto UNIFORM.
O evento reunirá especialistas brasileiros e japoneses com o intuito principal de divulgar as atividades desenvolvidas nestes países na área de Engenharia Aeroespacial. Os palestrantes apresentarão projetos recentes em micro/nano/pico satélites desenvolvidos no Japão e na UnB, discutindo aplicações práticas, possibilidades para cooperação, e ainda entrevistando possíveis candidatos para trabalhar no Japão nos satélites UNIFORM-2 e UNIFORM-3.
Este workshop é uma atividade dentro do contexto do memorando de entendimentos assinado entre o Instituto de Educação sobre o Espaço do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Conjunto da Universidade de Wakayama e a Fundação Universidade de Brasília. O objetivo deste memorando é contribuir mutuamente para a pesquisa na prevenção de desastres e para compartilhar recursos humanos necessários à capacitação por meio do projeto UNIFORM.
O workshop será dia 14 de novembro de 2013, no auditório da Agência Espacial Brasileira, das 13h às 20h.
Os objetivos deste evento são:
- Discutir questões relevantes ao desenvolvimento de microssatélites, tais como infraestruturas de testes e integração, cooperação no segmento solo e segmento espacial;
- Intercâmbio de conhecimento sobre o emprego de tecnologia aeroespacial na prevenção de desastres naturais (incêndios florestais e inundações), monitoramento do território nacional, dentre outros;
- Discutir estratégias de pesquisa, desenvolvimento e teste de conceitos em ciências aeroespaciais no âmbito das instituições de ensino superior;
- Discutir questões relevantes à implementação de intercâmbio de pessoal no contexto do projeto UNIFORM;
- Entrevistar possíveis candidatos para intercâmbio no Japão com o intuito de trabalharem na construção dos microssatélites UNIFORM-2 e UNIFORM-3.
A participação é gratuita. Contudo, solicita-se preenchimento da ficha de inscrição no site do evento http://aerospace.unb.br/brjp2013/
A programação, e outras informações podem ser vistas no site http://aerospace.unb.br/brjp2013/
Maiores informações pode ser solicitadas diretamente à comissão organizadora pelo email brjp2013@aerospace.unb.br
Nota do blog: conforme informado em postagem do início de outubro, nos dias 11 e 12 de novembro, um evento similar acontecerá na capital paulista, na Universidade de São Paulo (USP).
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O Laboratório de Aplicação e Inovação em Ciências Aeroespaciais (LAICA) da Universidade de Brasília (UnB), em cooperação com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Universidade de Tóquio, realizará o primeiro Workshop Brasil-Japão sobre desenvolvimento e aplicações de microssatélites: atividades da UTokyo, UnB, e projeto UNIFORM.
O evento reunirá especialistas brasileiros e japoneses com o intuito principal de divulgar as atividades desenvolvidas nestes países na área de Engenharia Aeroespacial. Os palestrantes apresentarão projetos recentes em micro/nano/pico satélites desenvolvidos no Japão e na UnB, discutindo aplicações práticas, possibilidades para cooperação, e ainda entrevistando possíveis candidatos para trabalhar no Japão nos satélites UNIFORM-2 e UNIFORM-3.
Este workshop é uma atividade dentro do contexto do memorando de entendimentos assinado entre o Instituto de Educação sobre o Espaço do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Conjunto da Universidade de Wakayama e a Fundação Universidade de Brasília. O objetivo deste memorando é contribuir mutuamente para a pesquisa na prevenção de desastres e para compartilhar recursos humanos necessários à capacitação por meio do projeto UNIFORM.
O workshop será dia 14 de novembro de 2013, no auditório da Agência Espacial Brasileira, das 13h às 20h.
Os objetivos deste evento são:
- Discutir questões relevantes ao desenvolvimento de microssatélites, tais como infraestruturas de testes e integração, cooperação no segmento solo e segmento espacial;
- Intercâmbio de conhecimento sobre o emprego de tecnologia aeroespacial na prevenção de desastres naturais (incêndios florestais e inundações), monitoramento do território nacional, dentre outros;
- Discutir estratégias de pesquisa, desenvolvimento e teste de conceitos em ciências aeroespaciais no âmbito das instituições de ensino superior;
- Discutir questões relevantes à implementação de intercâmbio de pessoal no contexto do projeto UNIFORM;
- Entrevistar possíveis candidatos para intercâmbio no Japão com o intuito de trabalharem na construção dos microssatélites UNIFORM-2 e UNIFORM-3.
A participação é gratuita. Contudo, solicita-se preenchimento da ficha de inscrição no site do evento http://aerospace.unb.br/brjp2013/
A programação, e outras informações podem ser vistas no site http://aerospace.unb.br/brjp2013/
Maiores informações pode ser solicitadas diretamente à comissão organizadora pelo email brjp2013@aerospace.unb.br
Nota do blog: conforme informado em postagem do início de outubro, nos dias 11 e 12 de novembro, um evento similar acontecerá na capital paulista, na Universidade de São Paulo (USP).
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domingo, 6 de outubro de 2013
Cooperação Brasil - Japão
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Entre os dias 11 e 12 de novembro, acontecerá na Universidade de São Paulo (SP), na capital paulista, um evento promovido pela Universidade de Tóquio sobre o desenvolvimento de microssatélites para observação terrestre.
O interesse japonês é de colaborar com universidades e centros de pesquisa brasileiros no desenvolvimento de satélites destinados ao monitoramento de áreas agrícolas, florestais e em missões de auxílio em situações de desastres naturais e incêndios. No evento, será também apresentado o programa UNIFORM, realizado pela Universidade de Tóquio em conjunto com a Universidade de Wakayama, de apoio a programas de desenvolvimento de capacidades em observação por micro e nanossatélites tocados por outros países. Será discutida a possibilidade de inclusão de estudantes brasileiros no programa, que é financiado com recursos do Ministério da Educação e Ciência e Tecnologia japonês.
A Universidade de Tóquio já desenvolveu micro e nanossatélites, tendo lançado ao espaço dois satélites de 1 kg, e outro de 8 kg, este com um sensor ótico com resolução de 30 metros. Com o apoio do governo japonês, a universidade deve colocar em órbita no ano fiscal de 2013 outros três satélites..
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Entre os dias 11 e 12 de novembro, acontecerá na Universidade de São Paulo (SP), na capital paulista, um evento promovido pela Universidade de Tóquio sobre o desenvolvimento de microssatélites para observação terrestre.
O interesse japonês é de colaborar com universidades e centros de pesquisa brasileiros no desenvolvimento de satélites destinados ao monitoramento de áreas agrícolas, florestais e em missões de auxílio em situações de desastres naturais e incêndios. No evento, será também apresentado o programa UNIFORM, realizado pela Universidade de Tóquio em conjunto com a Universidade de Wakayama, de apoio a programas de desenvolvimento de capacidades em observação por micro e nanossatélites tocados por outros países. Será discutida a possibilidade de inclusão de estudantes brasileiros no programa, que é financiado com recursos do Ministério da Educação e Ciência e Tecnologia japonês.
A Universidade de Tóquio já desenvolveu micro e nanossatélites, tendo lançado ao espaço dois satélites de 1 kg, e outro de 8 kg, este com um sensor ótico com resolução de 30 metros. Com o apoio do governo japonês, a universidade deve colocar em órbita no ano fiscal de 2013 outros três satélites..
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Imagens de satélite japonês para o DETER
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Novo radar vai melhorar vigilância da floresta na Amazônia
08 de Agosto de 2013 • 15h31
Áreas que antes eram reconhecidas por satélites de maneira limitada em época de chuva agora vão ser captadas por um radar a partir do fim do ano. Imazon afirma que nova tecnologia não vai controlar o desmatamento.
O sistema de vigilância do desmatamento em tempo de real na Amazônia, o Deter, vai ganhar um reforço. Até o fim do ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe, vai colocar um radar em operação para detectar as áreas com mais precisão. Isso quer dizer também que a cobertura de nuvens não irá mais restringir o trabalho de monitoramento.
O radar vai a bordo do Alos 2, que será lançado pela agência espacial japonesa, Jaxa, parceira do Brasil. E vai trabalhar com uma frequência chamada Banda L, adequada para a detecção do início do desmatamento. A promessa é de controlar 90% das áreas de risco de degradação. Segundo Dalton Valeriano, coordenador do sistema, o Deter oferece atualmente dados ao Ibama com uma margem de erro menor que 10%.
O Deter começou a operar em 2004 e os sensores utilizados desde então já estão obsoletos. "O satélite tem uma resolução fixa de 250 metros de distância. Caso ele tente fazer mais que isso, há uma perda total da qualidade das imagens. Por isso, resolvemos utilizar o radar", disse.
O radar capta mais áreas de desmatamento e de degradação, pois sua capacidade não se limita com o aparecimento de nuvens. No caso do satélite, a vigilância é feita com clareza em épocas de seca. Quando chove, o controle é mais difícil e o processo de entrega da relação de dados é mais longo. O atraso também influencia negativamente qualquer tentativa de controle do desmatamento.
Avanços tecnológicos
O sistema de vigilância em tempo real orienta a fiscalização na Amazônia. Desde sua criação, ele contava com um satélite de imagens compostas – chamado de mosaico Modes – de difícil precisão, por captar todas as sombras de nuvens ao redor da possível área desmatada. Em 2005, o Deter passou por uma evolução. O satélite contava com um sensor de imagens de reflectância. O tempo entre a última análise e confecção do relatório oficial entregue para o governo passou a ser de um mês.
A partir de 2008, entrou em ação o sensor Rapid Respost, usado pela Nasa para a captação de queimadas. Com esse tipo de tecnologia, o relatório de imagens registradas está sempre disponível no mesmo dia – e o tempo de entrega dos dados para a análise do Ibama reduziu pela metade.
Desde 2011, a seleção das melhores imagens e os relatórios finais do Inpe são entregues no mesmo dia. "O sistema melhorou tanto que nós só não estamos entregando hoje as imagens de ontem porque nós paramos aos fins de semana", adicionou Valeriano em entrevista para a DW Brasil.
Vigilância confiável
Sobre a confiabilidade dos dados captados e das imagens selecionadas pelo Deter, Valeriano admite que o programa deixa algumas lacunas. O Deter é "inconfiável para o mapeamento anual", relata. O radar seria um complemento para o satélite já existente – a checagem de todas as informações antes que elas se tornem oficiais é fundamental.
O Inpe reúne todos os dados captados pelo Deter e entrega ao LandSat, responsável por uma segunda comparação, antes que os dados sejam transferidos para o Ibama. "Na Amazônia não tem jeito de fazer uma imagem em larga escala limpa de nuvens. Mas até que o governo libere as informações como oficiais, nós temos um mês para fazer comparações e reduzir as margens de erro", conta. [Nota do blog: LandSat, na verdade, é a família de satélites norte-americana cujos dados são também utilizados no DETER]
Imazon vigilante
Só em junho último, o Imazon identificou 184 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal por meio do Sad, sistema parecido com o Deter. A organização não-governamental trabalha de forma independente. O número representa um aumento de 437% em relação a junho de 2012. De agosto do ano passado a junho de 2013, a degradação totalizou 1.838 quilômetros quadrados.
Segundo Alberto Veríssimo, pesquisador e cofundador do Imazon, a utilização do radar não deve frear o desmatamento. "Pelas análises do Sad, a estimativa é de que o desmatamento aumente em 80% nos próximos anos. Mas o Brasil está com a luz de alerta ligada. O país ainda tem instrumentos para controlar esses números. É importante que o governo corrija algumas falhas que cometeu do ano passado para cá, para que a redução contínua do desmatamento seja uma realidade", refere-se ao aumento da destruição recente da floresta depois do anúncio do menor índice, em 2012, desde o início do monitoramento.
Em 2004, o corte da floresta atingiu 28 mil quilômetros quadrados, o equivalente à área da Bélgica, segundo os dados do Sad. Em 2010, o número reduziu para sete mil. Já em 2012, a área desmatada caiu para 4.800 quilômetros quadrados. Sobre as eventuais diferenças entre os dados do Imazon e do Inpe, Veríssimo comenta: “O Sad tem uma maior constância na captação.”
Mesmo com a previsão do Imazon, Valeriano se mantém otimista e acredita que as novas tecnologias serão capazes de vigiar com eficiência a floresta. "Para o futuro, os sistemas vão estar mais aprimorados e com uma captação bem maior. Se todos os satélites estiverem em funcionamento, pode haver uma abrangência total das áreas não observadas. E nós estamos nos adaptando para acompanhar essa evolução."
Fonte: Deutsche Welle Brasil, via Portal Terra.
Comentário do blog: como parte de um acordo de cooperação firmado em novembro de 2010, o INPE já utilizava imagens geradas por um sensor radar do primeiro satélite japonês da família ALOS. Dados deste satélite, aliás, também foram adquiridos para utilização no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), em julho de 2009.
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