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INPE inaugura em Belém o Centro Regional da Amazônia (CRA)
27/08/2009
Nesta sexta-feira (28/8), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE) inaugura em Belém o Centro Regional da Amazônia (CRA) e já apresenta resultados de seu primeiro projeto: o mapeamento da vegetação secundária.
Na nova unidade do INPE estão em andamento os trabalhos para o mapeamento completo da cobertura e do uso da terra na Amazônia, verificando, inclusive, a ocorrência de regeneração florestal. Quando concluído, este mapa irá indicar se existem hoje florestas secundárias ou atividade agropecuária, por exemplo, em áreas apontadas no passado como desmatamento pelo INPE, que monitora a região há 21 anos por meio de imagens de satélites.
Para os estados do Pará, Mato Grosso e Amapá, o CRA já concluiu o mapeamento da vegetação secundária, que estará completo para toda a Amazônia Legal até o final do ano.
O CRA/INPE deverá se tornar um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Também é seu objetivo aprimorar o conhecimento em geotecnologias na Amazônia, ao mesmo tempo em que apoia atividades de campo e de mapeamento realizadas pelo INPE na região.
A partir da geração de sistemas de monitoramento de florestas, o CRA tem ainda papel importante nos planos de cooperação internacional do INPE, em especial com a África. Em comum acordo com a China, o Brasil ofereceu as imagens do satélite sino-brasileiro CBERS para todo o continente africano, enquanto o sistema para o monitoramento de florestas desenvolvido pelo INPE, denominado TerraAmazon, também está à disposição de todos os países interessados na tecnologia.
Cerimônia de posse
O chefe do CRA, Cláudio Almeida, será empossado durante a solenidade presidida pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, nesta sexta-feira (28) às 10 horas. Também estarão presentes em Belém o coordenador de Centros Regionais e vice-diretor, João Braga, entre outros dirigentes e cientistas do INPE e de instituições da Amazônia, além de autoridades regionais.
Cláudio Almeida é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e mestre em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento pelo INPE. Um dos projetos em curso no CRA é derivado de sua dissertação de mestrado, intitulada “Estimativa da área e do tempo de permanência da vegetação secundária na Amazônia Legal Brasileira por meio de imagens LANDSAT/TM”. Desde 1992, atua nas áreas de Mapeamento, Banco de Dados Geográficos, Sistemas de Informações Geográficas, Ecologia e Sensoriamento Remoto na Região Amazônica.
A solenidade será realizada no prédio da administração da Embrapa Amazônia Oriental, na Travessa Dr. Enéas Pinheiro, S/N, Belém. Até estar pronto o prédio próprio, o que deve ocorrer no próximo ano, o CRA/INPE ocupa um imóvel nas dependências da Embrapa.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
EUA: mudança de paradigma
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Várias reportagens publicadas na imprensa sobre o lançamento sul-coreano trazem uma interessante afirmação de Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, sobre o programa do país asiático. "Os sul-coreanos desenvolveram o seu programa de modo muito aberto e transparente, de acordo com os compromissos internacionais que eles assinaram", disse Kelly.
Seria esta afirmação do governo norte-americano simplesmente palavras simpáticas a um grande aliado na Ásia, ou uma mudança de paradigma dos EUA em relação a programas locais de lançadores?
Os Estados Unidos sempre foram muito críticos sobre programas locais de lançadores desenvolvidos por nações emergentes (ou terceiro-mundistas, usando o conceito do período da Guerra Fria), como o Brasil (Programa VLS), a Argentina (Condor), a África do Sul, e o Egito (Badr-2000), entre outros, por receio do eventual uso da tecnologia dual para propósitos militares. Vários países acabaram desistindo de seus projetos, mas alguns continuam a tocá-los, como o Brasil.
Em meados da década de noventa, com o objetivo de esclarecer e formalizar as intenções brasileiras na área de lançadores, o governo Fernando Henrique Cardoso assinou e ratificou alguns compromissos internacionais na área, como o Missile Technology Transfer Regime (MTCR). Isto por si só já seria elemento para caracterizar o Programa VLS como “aberto e transparente”.
Independente de qual seja a real motivação do posicionamento americano sobre o lançamento sul-coreano, o fato é que a cada dia que se passa notam-se pequenas mudanças na política dos EUA sobre questões sensíveis em áreas entendidas como duais, como a de lançadores espaciais, no comércio e transferência de tecnologia aeroespacial e militar. O interesse crescente por mudanças na legislação ITAR, algumas vezes abordadas aqui no blog, é exemplo dessa aparente mudança de paradigma. Quando Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA envia carta ao governo brasileiro dizendo que seu país propõe "transferência de tecnologia sem precedentes" no fornecimento de caças para a Força Aérea Brasileira, vê-se outro exemplo de aparente mudança.
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Várias reportagens publicadas na imprensa sobre o lançamento sul-coreano trazem uma interessante afirmação de Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, sobre o programa do país asiático. "Os sul-coreanos desenvolveram o seu programa de modo muito aberto e transparente, de acordo com os compromissos internacionais que eles assinaram", disse Kelly.
Seria esta afirmação do governo norte-americano simplesmente palavras simpáticas a um grande aliado na Ásia, ou uma mudança de paradigma dos EUA em relação a programas locais de lançadores?
Os Estados Unidos sempre foram muito críticos sobre programas locais de lançadores desenvolvidos por nações emergentes (ou terceiro-mundistas, usando o conceito do período da Guerra Fria), como o Brasil (Programa VLS), a Argentina (Condor), a África do Sul, e o Egito (Badr-2000), entre outros, por receio do eventual uso da tecnologia dual para propósitos militares. Vários países acabaram desistindo de seus projetos, mas alguns continuam a tocá-los, como o Brasil.
Em meados da década de noventa, com o objetivo de esclarecer e formalizar as intenções brasileiras na área de lançadores, o governo Fernando Henrique Cardoso assinou e ratificou alguns compromissos internacionais na área, como o Missile Technology Transfer Regime (MTCR). Isto por si só já seria elemento para caracterizar o Programa VLS como “aberto e transparente”.
Independente de qual seja a real motivação do posicionamento americano sobre o lançamento sul-coreano, o fato é que a cada dia que se passa notam-se pequenas mudanças na política dos EUA sobre questões sensíveis em áreas entendidas como duais, como a de lançadores espaciais, no comércio e transferência de tecnologia aeroespacial e militar. O interesse crescente por mudanças na legislação ITAR, algumas vezes abordadas aqui no blog, é exemplo dessa aparente mudança de paradigma. Quando Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA envia carta ao governo brasileiro dizendo que seu país propõe "transferência de tecnologia sem precedentes" no fornecimento de caças para a Força Aérea Brasileira, vê-se outro exemplo de aparente mudança.
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Seleção para diretor do INPE
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Inpe tem seleção para diretor
26/8/2009
Agência FAPESP – O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está iniciando processo para seleção de candidatos ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a ser realizado por um comitê de especialistas nomeado recentemente pelo ministro Sergio Rezende.
Segundo o MCT, esse sistema de escolha de dirigentes vem sendo praticado para os cargos de direção de todas as suas unidades de pesquisa. A seleção, que dá origem a uma lista tríplice encaminhada ao ministro, é sempre realizada por comitês de especialistas, que buscam identificar, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.
O comitê para o Inpe, presidido por Marco Antônio Raupp (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), tem como membros Alberto Passos Guimarães (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), Carlos Henrique de Brito Cruz (FAPESP), Hadil Fontes da Rocha Vianna (ministro das Relações Exteriores) e Michal Gartenkraut (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron).
Poderão se candidatar ao cargo quaisquer pesquisadores ou tecnologistas brasileiros ou naturalizados. O candidato selecionado deverá ser capaz de demonstrar:
- competência profissional reconhecida;
- visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica;
- experiência administrativa e capacidade de promover a agregação dos funcionários em torno dos objetivos institucionais do Inpe, levando-se em consideração a diversidade de áreas de atuação do instituto;
- visão de futuro para a instituição e empenho no desenvolvimento integrado científico e tecnológico do país;
- capacidade para tratar de forma bem-sucedida problemas e desafios políticos relacionados com o Inpe;
- capacidade demonstrada de gestão, envolvendo atividades internas e externas de relacionamento com órgãos de financiamento e de governo;
- comprometimento com a execução do plano diretor do Inpe 2007-2011 e com o plano de ações 2007-2010 do MCT e com os que vierem a substituí-los;
- comprometimento com a elevação contínua da qualidade das atividades em tecnologia, ciência e educação realizadas no Inpe;
- motivação para enfrentar novos desafios.
Os documentos para candidatura ao cargo devem ser enviados até o dia 30 de setembro de 2009, em papel e via eletrônica, para o endereço abaixo, abrangendo carta solicitando inscrição da candidatura, curriculum vitae, incluindo produção científica e/ou tecnológica, e texto de até cinco páginas, descrevendo sua visão de futuro para o Inpe e aderência do seu projeto de gestão com o plano diretor do instituto.
Dr. Marco Antônio Raupp
Parque Tecnológico de São José dos Campos
Via Presidente Dutra, km 138 – Bairro Eugênio de Melo
12247-044 – São José dos Campos
endereço eletrônico: mraupp@lncc.br
O processo seletivo, além da avaliação dos documentos solicitados, incluirá apresentação pública de seu plano de gestão para o Inpe e entrevista privada dos candidatos com o comitê de busca, em local, data e hora a serem previamente anunciados pelo comitê.
Fonte: Agência FAPESP
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Inpe tem seleção para diretor
26/8/2009
Agência FAPESP – O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está iniciando processo para seleção de candidatos ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a ser realizado por um comitê de especialistas nomeado recentemente pelo ministro Sergio Rezende.
Segundo o MCT, esse sistema de escolha de dirigentes vem sendo praticado para os cargos de direção de todas as suas unidades de pesquisa. A seleção, que dá origem a uma lista tríplice encaminhada ao ministro, é sempre realizada por comitês de especialistas, que buscam identificar, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.
O comitê para o Inpe, presidido por Marco Antônio Raupp (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), tem como membros Alberto Passos Guimarães (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), Carlos Henrique de Brito Cruz (FAPESP), Hadil Fontes da Rocha Vianna (ministro das Relações Exteriores) e Michal Gartenkraut (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron).
Poderão se candidatar ao cargo quaisquer pesquisadores ou tecnologistas brasileiros ou naturalizados. O candidato selecionado deverá ser capaz de demonstrar:
- competência profissional reconhecida;
- visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica;
- experiência administrativa e capacidade de promover a agregação dos funcionários em torno dos objetivos institucionais do Inpe, levando-se em consideração a diversidade de áreas de atuação do instituto;
- visão de futuro para a instituição e empenho no desenvolvimento integrado científico e tecnológico do país;
- capacidade para tratar de forma bem-sucedida problemas e desafios políticos relacionados com o Inpe;
- capacidade demonstrada de gestão, envolvendo atividades internas e externas de relacionamento com órgãos de financiamento e de governo;
- comprometimento com a execução do plano diretor do Inpe 2007-2011 e com o plano de ações 2007-2010 do MCT e com os que vierem a substituí-los;
- comprometimento com a elevação contínua da qualidade das atividades em tecnologia, ciência e educação realizadas no Inpe;
- motivação para enfrentar novos desafios.
Os documentos para candidatura ao cargo devem ser enviados até o dia 30 de setembro de 2009, em papel e via eletrônica, para o endereço abaixo, abrangendo carta solicitando inscrição da candidatura, curriculum vitae, incluindo produção científica e/ou tecnológica, e texto de até cinco páginas, descrevendo sua visão de futuro para o Inpe e aderência do seu projeto de gestão com o plano diretor do instituto.
Dr. Marco Antônio Raupp
Parque Tecnológico de São José dos Campos
Via Presidente Dutra, km 138 – Bairro Eugênio de Melo
12247-044 – São José dos Campos
endereço eletrônico: mraupp@lncc.br
O processo seletivo, além da avaliação dos documentos solicitados, incluirá apresentação pública de seu plano de gestão para o Inpe e entrevista privada dos candidatos com o comitê de busca, em local, data e hora a serem previamente anunciados pelo comitê.
Fonte: Agência FAPESP
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Coréia do Sul entra para o clube
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A Coréia do Sul realizou na manhã de hoje (25), o lançamento de seu primeiro veículo lançador de satélites, o KSLV-1 (Korean Space Launch Vehicle - 1), também chamado Naro. Aparentemente, a carga-útil transportada, o satélite científico STSAT 2, de 100 kg, foi colocada em órbita errada, a cerca de 360 km de altitude (a correta seria 300 km).
A Coréia do Sul deu início ao projeto do KSLV-1 em 2002, logo após a missão tripulada chinesa. Foram investidos cerca de US$ 420 milhões no projeto, que contou com forte suporte da empresa russa Khrunichev, que fabrica, dentre outros sistemas espaciais, o foguete Proton. O motor (RD-191) do primeiro estágio do lançador é fabricado pela Khrunichev.
Caso o lançamento sul-coreano seja considerado bem sucedido, o país asiático será a décima-primeira nação a entrar no clube de países capazes de colocar suas cargas úteis no espaço. Em 1957, a União Soviética (hoje, Rússia e Ucrânia) deu início à era espacial com o lançamento do Sputnik. No ano seguinte, os Estados Unidos lançaram o satélite Explorer, tendo sido acompanhado em seguida pela França, Japão, China, Reino Unido, Índia e Israel. Em fevereiro deste ano, o Irã se juntou ao clube com a inserção em órbita de um pequeno satélite experimental de comunicações, lançado pelo foguete Safir 2.
A vizinha Coréia do Norte também teria tentado lançar um satélite por meios próprios em abril deste ano, não alcançando sucesso. Há fontes que afirmam que na realidade o lançamento coreano seria na realidade um teste disfarçado de míssil intercontinental.
Outros países também têm ambições de entrar para o clube, como o Brasil. Desde a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), de 1979, o País conta com o projeto do VLS-1, que já teve três lançamentos, todos mal-sucedidos.
As razões para o insucesso brasileiro são diversas, como embargos internacionais, falta de recursos e indefinições políticas, dentre outras. Em sete anos, a Coréia do Sul atingiu os seus objetivos, graças a grandes investimentos e também por ter adotado um “atalho”: a parceria com a russa Khrunichev.
O sucesso, ainda que parcial, do lançador sul-coreano mostra também a evolução industrial nos setores Aeroespacial e de Defesa do país asiático. Os coreanos hoje desenvolvem, fabricam e exportam sistemas sofisticados, como aviões de combate, satélites, helicópteros, mísseis e foguetes. Em 2008, por exemplo, o setor industrial aeroespacial e de defesa sul-coreano superou a cifra de US$ 1 bilhão em exportações (veja aqui).
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A Coréia do Sul realizou na manhã de hoje (25), o lançamento de seu primeiro veículo lançador de satélites, o KSLV-1 (Korean Space Launch Vehicle - 1), também chamado Naro. Aparentemente, a carga-útil transportada, o satélite científico STSAT 2, de 100 kg, foi colocada em órbita errada, a cerca de 360 km de altitude (a correta seria 300 km).
A Coréia do Sul deu início ao projeto do KSLV-1 em 2002, logo após a missão tripulada chinesa. Foram investidos cerca de US$ 420 milhões no projeto, que contou com forte suporte da empresa russa Khrunichev, que fabrica, dentre outros sistemas espaciais, o foguete Proton. O motor (RD-191) do primeiro estágio do lançador é fabricado pela Khrunichev.
Caso o lançamento sul-coreano seja considerado bem sucedido, o país asiático será a décima-primeira nação a entrar no clube de países capazes de colocar suas cargas úteis no espaço. Em 1957, a União Soviética (hoje, Rússia e Ucrânia) deu início à era espacial com o lançamento do Sputnik. No ano seguinte, os Estados Unidos lançaram o satélite Explorer, tendo sido acompanhado em seguida pela França, Japão, China, Reino Unido, Índia e Israel. Em fevereiro deste ano, o Irã se juntou ao clube com a inserção em órbita de um pequeno satélite experimental de comunicações, lançado pelo foguete Safir 2.
A vizinha Coréia do Norte também teria tentado lançar um satélite por meios próprios em abril deste ano, não alcançando sucesso. Há fontes que afirmam que na realidade o lançamento coreano seria na realidade um teste disfarçado de míssil intercontinental.
Outros países também têm ambições de entrar para o clube, como o Brasil. Desde a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), de 1979, o País conta com o projeto do VLS-1, que já teve três lançamentos, todos mal-sucedidos.
As razões para o insucesso brasileiro são diversas, como embargos internacionais, falta de recursos e indefinições políticas, dentre outras. Em sete anos, a Coréia do Sul atingiu os seus objetivos, graças a grandes investimentos e também por ter adotado um “atalho”: a parceria com a russa Khrunichev.
O sucesso, ainda que parcial, do lançador sul-coreano mostra também a evolução industrial nos setores Aeroespacial e de Defesa do país asiático. Os coreanos hoje desenvolvem, fabricam e exportam sistemas sofisticados, como aviões de combate, satélites, helicópteros, mísseis e foguetes. Em 2008, por exemplo, o setor industrial aeroespacial e de defesa sul-coreano superou a cifra de US$ 1 bilhão em exportações (veja aqui).
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
21º aniversário do Programa CBERS
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Programa CBERS completa 21 anos
24/08/2009
Em 22 de agosto de 1988, foi assinado entre a Academia de Tecnologia Espacial da China e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o acordo de cooperação para o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS).
Desde então já foram lançados três satélites: CBERS 1, 2 e 2B, este atualmente em operação. Os CBERS 3 e 4 devem ser colocados em órbita em 2011 e 2014.
Nesta semana, o modelo térmico do CBERS-3 passa por ensaio vácuo-térmico na nova câmara de simulação espacial instalada no Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), em São José dos Campos.
Os satélites do programa CBERS servem ao Brasil para monitorar desmatamentos, a expansão urbana e da agropecuária, entre outras aplicações.
O Programa CBERS é um dos exemplos mais bem-sucedidos de cooperação tecnológica entre países em desenvolvimento. Até o lançamento do CBERS, o Brasil dependia exclusivamente das imagens de satélites estrangeiros.
O domínio da tecnologia para o fornecimento de dados de sensoriamento remoto também permitiu a implantação de uma pioneira política de livre acesso a estes dados. Como resultado, já foram distribuídas gratuitamente pela internet mais de meio milhão de imagens para aproximadamente 20 mil usuários, em cerca de duas mil instituições públicas e privadas. Em média, têm sido registrados diariamente 750 downloads no Catálogo CBERS.
Além da livre distribuição das imagens, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o crescimento do País.
É importante destacar que as imagens CBERS são fornecidas gratuitamente para todo e qualquer usuário. Os países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do INPE em Cuiabá (MT) são os mais beneficiados por esta política. Em breve os países da África também poderão contar com imagens gratuitas de seus territórios, pois já foram assinados memorandos para a recepção do satélite sino-brasileiro CBERS em estações de Ilhas Canárias, África do Sul e Egito.
Mais informações no site www.cbers.inpe.br
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Programa CBERS completa 21 anos
24/08/2009
Em 22 de agosto de 1988, foi assinado entre a Academia de Tecnologia Espacial da China e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o acordo de cooperação para o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS).
Desde então já foram lançados três satélites: CBERS 1, 2 e 2B, este atualmente em operação. Os CBERS 3 e 4 devem ser colocados em órbita em 2011 e 2014.
Nesta semana, o modelo térmico do CBERS-3 passa por ensaio vácuo-térmico na nova câmara de simulação espacial instalada no Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), em São José dos Campos.
Os satélites do programa CBERS servem ao Brasil para monitorar desmatamentos, a expansão urbana e da agropecuária, entre outras aplicações.
O Programa CBERS é um dos exemplos mais bem-sucedidos de cooperação tecnológica entre países em desenvolvimento. Até o lançamento do CBERS, o Brasil dependia exclusivamente das imagens de satélites estrangeiros.
O domínio da tecnologia para o fornecimento de dados de sensoriamento remoto também permitiu a implantação de uma pioneira política de livre acesso a estes dados. Como resultado, já foram distribuídas gratuitamente pela internet mais de meio milhão de imagens para aproximadamente 20 mil usuários, em cerca de duas mil instituições públicas e privadas. Em média, têm sido registrados diariamente 750 downloads no Catálogo CBERS.
Além da livre distribuição das imagens, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o crescimento do País.
É importante destacar que as imagens CBERS são fornecidas gratuitamente para todo e qualquer usuário. Os países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do INPE em Cuiabá (MT) são os mais beneficiados por esta política. Em breve os países da África também poderão contar com imagens gratuitas de seus territórios, pois já foram assinados memorandos para a recepção do satélite sino-brasileiro CBERS em estações de Ilhas Canárias, África do Sul e Egito.
Mais informações no site www.cbers.inpe.br
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sábado, 22 de agosto de 2009
Cooperação Brasil - EUA
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Nasa renova convênio com a AEB
21-08-2009
A Nasa acaba de renovar por mais cinco anos o convênio para o programa de geodésia espacial mantido entre os Estados Unidos e o Brasil. Conforme o professor e coordenador do Centro de Radioastronomia e Astrofísica da Universidade Mackenzie (CRAAM), Pierre Kaufmann, a renovação é uma consequência da qualidade dos resultados obtidos no Rádio Observatório, situado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na cidade de Eusébio, no Ceará.
O observatório de Eusébio – que funciona desde 1993 -, juntamente com uma rede mundial de radiotelescópios, é responsável por detectar irregularidades na rotação da Terra. Esta atividade serve para realizar pequenos ajustes nas órbitas dos satélites.
Pierre Kaufmann explica que sem esses ajustes de órbitas os satélites da constelação GPS poderiam fornecer informações incorretas. “Ao redor do mundo essas mudanças geodésicas são processadas e os modelos que descrevem as órbitas dos satélites são refeitos”, diz o coordenador do CRAAM/Inpe.
Essas anomalias geofísicas da Terra são decorrentes de atividades vulcânicas e sísmicas, tsunamis, e até o fenômeno climático El Niño. Kaufmann adianta que existe um esforço mundial para que essas medidas de irregularidades da rotação da Terra também possam ser usadas para a previsão de catástrofes naturais como terremotos.
Fonte: AEB
Atualização (24/08/2009, às 19h30): mais informações sobre o Rádio Observatório, localizado em Eusébio, no Ceará, podem ser encontradas no press release divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): "Renovado convênio com a NASA na área de Geodésia Espacial".
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Nasa renova convênio com a AEB
21-08-2009
A Nasa acaba de renovar por mais cinco anos o convênio para o programa de geodésia espacial mantido entre os Estados Unidos e o Brasil. Conforme o professor e coordenador do Centro de Radioastronomia e Astrofísica da Universidade Mackenzie (CRAAM), Pierre Kaufmann, a renovação é uma consequência da qualidade dos resultados obtidos no Rádio Observatório, situado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na cidade de Eusébio, no Ceará.
O observatório de Eusébio – que funciona desde 1993 -, juntamente com uma rede mundial de radiotelescópios, é responsável por detectar irregularidades na rotação da Terra. Esta atividade serve para realizar pequenos ajustes nas órbitas dos satélites.
Pierre Kaufmann explica que sem esses ajustes de órbitas os satélites da constelação GPS poderiam fornecer informações incorretas. “Ao redor do mundo essas mudanças geodésicas são processadas e os modelos que descrevem as órbitas dos satélites são refeitos”, diz o coordenador do CRAAM/Inpe.
Essas anomalias geofísicas da Terra são decorrentes de atividades vulcânicas e sísmicas, tsunamis, e até o fenômeno climático El Niño. Kaufmann adianta que existe um esforço mundial para que essas medidas de irregularidades da rotação da Terra também possam ser usadas para a previsão de catástrofes naturais como terremotos.
Fonte: AEB
Atualização (24/08/2009, às 19h30): mais informações sobre o Rádio Observatório, localizado em Eusébio, no Ceará, podem ser encontradas no press release divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): "Renovado convênio com a NASA na área de Geodésia Espacial".
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
"Lançadores espaciais: Os planos do IAE/CTA"
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Com o objetivo de transmitir aos seus leitores uma "fotografia" atual sobre o que se planeja no Brasil na área de lançadores espaciais, a reportagem de Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog é ligado, entrou em contato com Paulo Moraes Jr. (a quem agradecemos mais uma vez!), coordenador do Programa de Veículos Lançadores Cruzeiro do Sul, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), para uma entrevista sobre os projetos atuais e planos futuros na área. Foram abordados temas relacionados entre si, como o VLS-1, o Programa Cruzeiro do Sul e uma possível parceria com empresas estrangeiras para o desenvolvimento de um foguete lançador comercial de microssatélites.
Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.
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Com o objetivo de transmitir aos seus leitores uma "fotografia" atual sobre o que se planeja no Brasil na área de lançadores espaciais, a reportagem de Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog é ligado, entrou em contato com Paulo Moraes Jr. (a quem agradecemos mais uma vez!), coordenador do Programa de Veículos Lançadores Cruzeiro do Sul, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), para uma entrevista sobre os projetos atuais e planos futuros na área. Foram abordados temas relacionados entre si, como o VLS-1, o Programa Cruzeiro do Sul e uma possível parceria com empresas estrangeiras para o desenvolvimento de um foguete lançador comercial de microssatélites.
Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
ACS: visita ucraniana
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Vice-ministra da Economia da Ucrânia visita a ACS
19/08/2009
A vice-ministra da Economia da Ucrânia, Nataliya Boitsun, em viagem oficial ao Brasil, visitou, na tarde desta quarta-feira (19), a sede da Alcântara Cyclone Space, em Brasília. Na oportunidade, ela se reuniu com os dois diretores-gerais, Oleksandr Serdyuk (Ucrânia) e Roberto Amaral (Brasil).
Durante aproximadamente uma hora, Nataliya assistiu a apresentações do diretor-geral ucraniano e do vice-diretor financeiro da ACS, Viacheslav Alexeyenko, a respeito do cronograma de atividades da empresa binacional e da situação financeira da ACS, cujo capital de US$ 487 milhões tem de ser integralizado em iguais parcelas pelos países.
Nataliya chegou ao Brasil no domingo (16) e, já na segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, participou de reuniões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Em Brasília, além de visitar a ACS, Nataliya Boitsun se reuniu com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Itamaraty.
O objetivo principal da viagem é estreitar os laços comerciais entre a Ucrânia e o Brasil, sendo a ACS a principal locomotiva que une as duas nações.
Fonte: ACS
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Vice-ministra da Economia da Ucrânia visita a ACS
19/08/2009
A vice-ministra da Economia da Ucrânia, Nataliya Boitsun, em viagem oficial ao Brasil, visitou, na tarde desta quarta-feira (19), a sede da Alcântara Cyclone Space, em Brasília. Na oportunidade, ela se reuniu com os dois diretores-gerais, Oleksandr Serdyuk (Ucrânia) e Roberto Amaral (Brasil).
Durante aproximadamente uma hora, Nataliya assistiu a apresentações do diretor-geral ucraniano e do vice-diretor financeiro da ACS, Viacheslav Alexeyenko, a respeito do cronograma de atividades da empresa binacional e da situação financeira da ACS, cujo capital de US$ 487 milhões tem de ser integralizado em iguais parcelas pelos países.
Nataliya chegou ao Brasil no domingo (16) e, já na segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, participou de reuniões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Em Brasília, além de visitar a ACS, Nataliya Boitsun se reuniu com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Itamaraty.
O objetivo principal da viagem é estreitar os laços comerciais entre a Ucrânia e o Brasil, sendo a ACS a principal locomotiva que une as duas nações.
Fonte: ACS
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ACS: início das obras está próximo
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ACS mais próxima de iniciar as obras do sítio de lançamento
20/08/2009
A Alcântara Cyclone Space (ACS) deu mais um passo rumo ao início das obras de seu sítio de lançamento. Nos dias 13 e 14 de agosto, técnicos da empresa, acompanhados de representantes da Fundação Palmares e da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), realizaram uma inspeção in loco e uma consulta pública na região.
Além de visitarem o local exato onde será construído o sítio da ACS, eles também foram até o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), onde participaram de uma palestra ministrada pelo vice-diretor do CLA, Coronel Silva Tavares. No futuro sítio da ACS, onde somente é possível chegar de caminhonete com tração nas quatro rodas, eles foram fotografados no local exato de onde será lançado, no segundo semestre do ano que vem, o foguete Cyclone-4 (foto).
Consulta pública
A consulta pública, realizada no dia 14, contou com a presença e participação de representantes das comunidades quilombolas de Mamuna, Brito e Baracatatiua, da Prefeitura de Alcântara, da Câmara de Vereadores da cidade, da Fundação Palmares, da Seppir, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alcântara (STTR), da Paróquia de Alcântara e do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (MABE). O encontro começou às 9h30 e terminou pouco antes das 18h.
"Tudo transcorreu em um clima bastante amistoso", avalia o gerente técnico da ACS, responsável pelo licenciamento ambiental, Leonardo Scalabrin. "As dúvidas e questionamentos das comunidades foram respondidos e, agora, resta-nos estarmos preparados para a próxima fase, que é a audiência pública para a validação de nosso Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que está prestes a ser [Leonardo C. Scalabrin] aceito pelo Ibama."
45 dias
A consulta pública realizada no dia 14, exigida pela Fundação Palmares, serve como preparação para a audiência pública, exigida pelo Ibama. A consulta tem caráter informal, servindo, basicamente, para interação mais próxima com as comunidades quilombolas.
Neste momento, a ACS aguarda que o Ibama aceite o seu EIA e dê início ao prazo de 45 dias para a realização da audiência pública, que deve contar com a presença dos mesmos órgãos e entidades presentes à consulta do dia 14 e outros interessados no processo. Após a audiência pública e a análise do EIA, o Ibama poderá emitir a Licença Prévia, permitindo que a ACS inicie os procedimentos para obtenção da Licença de Instalação, necessária para o início da construção do sítio de lançamento.
Fonte: ACS
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ACS mais próxima de iniciar as obras do sítio de lançamento
20/08/2009
A Alcântara Cyclone Space (ACS) deu mais um passo rumo ao início das obras de seu sítio de lançamento. Nos dias 13 e 14 de agosto, técnicos da empresa, acompanhados de representantes da Fundação Palmares e da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), realizaram uma inspeção in loco e uma consulta pública na região.
Além de visitarem o local exato onde será construído o sítio da ACS, eles também foram até o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), onde participaram de uma palestra ministrada pelo vice-diretor do CLA, Coronel Silva Tavares. No futuro sítio da ACS, onde somente é possível chegar de caminhonete com tração nas quatro rodas, eles foram fotografados no local exato de onde será lançado, no segundo semestre do ano que vem, o foguete Cyclone-4 (foto).
Consulta pública
A consulta pública, realizada no dia 14, contou com a presença e participação de representantes das comunidades quilombolas de Mamuna, Brito e Baracatatiua, da Prefeitura de Alcântara, da Câmara de Vereadores da cidade, da Fundação Palmares, da Seppir, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alcântara (STTR), da Paróquia de Alcântara e do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (MABE). O encontro começou às 9h30 e terminou pouco antes das 18h.
"Tudo transcorreu em um clima bastante amistoso", avalia o gerente técnico da ACS, responsável pelo licenciamento ambiental, Leonardo Scalabrin. "As dúvidas e questionamentos das comunidades foram respondidos e, agora, resta-nos estarmos preparados para a próxima fase, que é a audiência pública para a validação de nosso Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que está prestes a ser [Leonardo C. Scalabrin] aceito pelo Ibama."
45 dias
A consulta pública realizada no dia 14, exigida pela Fundação Palmares, serve como preparação para a audiência pública, exigida pelo Ibama. A consulta tem caráter informal, servindo, basicamente, para interação mais próxima com as comunidades quilombolas.
Neste momento, a ACS aguarda que o Ibama aceite o seu EIA e dê início ao prazo de 45 dias para a realização da audiência pública, que deve contar com a presença dos mesmos órgãos e entidades presentes à consulta do dia 14 e outros interessados no processo. Após a audiência pública e a análise do EIA, o Ibama poderá emitir a Licença Prévia, permitindo que a ACS inicie os procedimentos para obtenção da Licença de Instalação, necessária para o início da construção do sítio de lançamento.
Fonte: ACS
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
CBERS 3: teste vácuo-térmico
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Satélite CBERS realiza teste vácuo-térmico na nova câmara de simulação espacial do INPE
19/08/2009
O satélite CBERS-3 será testado na mais avançada câmara de simulação do ambiente espacial do Hemisfério Sul, instalada no Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), em São José dos Campos (SP). O modelo térmico do satélite está sendo preparado na câmara, que deve ser fechada para o início do teste na segunda-feira (24/8). Trata-se do primeiro realizado nesta nova câmara.
O teste vácuo-térmico simula as temperaturas extremas que o satélite enfrenta no espaço para averiguar o funcionamento de seus vários subsistemas e uma possível degradação dos materiais.
“Já dentro da câmara primeiro é feita uma limpeza do satélite, quando elevamos sua temperatura até 55ºC por 24 horas, um processo que chamamos de ‘bake-out’. Em seguida iniciamos propriamente o teste de balanço térmico, que se estende por 14 dias seguidos, com temperaturas extremas e alternância de frio e calor”, explica a engenheira Rosângela Leite, da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) do INPE.
A impossibilidade de conserto em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço. Se durante os testes é verificado algum problema, é possível resolver antes do lançamento.
“Todos os equipamentos e sistemas de um satélite são testados exaustivamente. Projetos espaciais são caros e um pequeno erro pode comprometer não só o investimento financeiro mas também anos de trabalho”, diz José Sérgio de Almeida, engenheiro do LIT/INPE. “São poucas as câmaras de simulação espacial deste porte no mundo. Quando uma delas fica pronta, reúne todos os últimos avanços tecnológicos e se torna um instrumento estratégico de qualificação espacial”.
Nova câmara
Com cerca de 150 toneladas, a nova câmara tem dimensões externas de 8 metros de largura, 10m de comprimento e 9,5m de altura. Internamente, mede 6m de largura, 7.5m de altura e 8m de profundidade com volume total de 485 m3. Como principais características, permite simular a pressão no nível de 1x10-7 mbar e o controle de temperatura varia entre -196 ºC a 150 ºC. Seu sistema de informação possui 1.500 canais para a gravação e análise dos dados experimentais. Também conta com equipamento para análise completa de contaminação.
Própria para testar satélites de grande porte, como o CBERS, que possui massa maior que 1.500kg, com esta câmara o Brasil está apto a realizar a chamada matriz completa de testes, composta também de ensaios de vibração e choque, medidas de propriedades de massa, testes elétricos, acústicos e de compatibilidade eletromagnética. Para estes, o INPE já tinha instalados equipamentos de grande porte.
“Nossos testes vácuo-térmicos eram realizados nos equipamentos e sistemas separadamente porque nossa câmara não comportava o satélite todo montado. Agora podemos atender não só ao programa espacial brasileiro como oferecer a matriz completa de testes a outros países”, diz José Sérgio.
A nova câmara do LIT/INPE custou US$ 9 milhões, investimento feito através do Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).
Satélite CBERS
Resultado da parceria com a China, os satélites do programa CBERS servem ao Brasil para monitorar desmatamentos, a expansão urbana e da agropecuária, entre outras aplicações. Já foram lançados três satélites: CBERS 1, 2 e 2B, este atualmente em operação. Os CBERS 3 e 4 devem ser colocados em órbita em 2011 e 2014.
Com o CBERS, o Brasil passou a dominar a tecnologia para o fornecimento de dados de sensoriamento remoto. Até então, o país dependia exclusivamente de imagens fornecidas por equipamentos estrangeiros. Desde a assinatura do acordo de cooperação, em 1988, Brasil e China já investiram cerca de US$ 350 milhões e atualmente o Brasil é um dos maiores distribuidores de imagens orbitais do mundo.
Iniciativa pioneira no mundo, a política de acesso livre aos dados adotada pelo INPE permitiu que fossem distribuídas pela internet mais de meio milhão de imagens para aproximadamente 20 mil usuários, em cerca de duas mil instituições públicas e privadas. Em média, têm sido registrados diariamente 750 downloads no Catálogo CBERS.
Além do fornecimento gratuito de imagens de satélite, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o crescimento do País.
Mais informações no site www.cbers.inpe.br
Fonte: INPE
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Satélite CBERS realiza teste vácuo-térmico na nova câmara de simulação espacial do INPE
19/08/2009
O satélite CBERS-3 será testado na mais avançada câmara de simulação do ambiente espacial do Hemisfério Sul, instalada no Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), em São José dos Campos (SP). O modelo térmico do satélite está sendo preparado na câmara, que deve ser fechada para o início do teste na segunda-feira (24/8). Trata-se do primeiro realizado nesta nova câmara.
O teste vácuo-térmico simula as temperaturas extremas que o satélite enfrenta no espaço para averiguar o funcionamento de seus vários subsistemas e uma possível degradação dos materiais.
“Já dentro da câmara primeiro é feita uma limpeza do satélite, quando elevamos sua temperatura até 55ºC por 24 horas, um processo que chamamos de ‘bake-out’. Em seguida iniciamos propriamente o teste de balanço térmico, que se estende por 14 dias seguidos, com temperaturas extremas e alternância de frio e calor”, explica a engenheira Rosângela Leite, da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) do INPE.
A impossibilidade de conserto em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço. Se durante os testes é verificado algum problema, é possível resolver antes do lançamento.
“Todos os equipamentos e sistemas de um satélite são testados exaustivamente. Projetos espaciais são caros e um pequeno erro pode comprometer não só o investimento financeiro mas também anos de trabalho”, diz José Sérgio de Almeida, engenheiro do LIT/INPE. “São poucas as câmaras de simulação espacial deste porte no mundo. Quando uma delas fica pronta, reúne todos os últimos avanços tecnológicos e se torna um instrumento estratégico de qualificação espacial”.
Nova câmara
Com cerca de 150 toneladas, a nova câmara tem dimensões externas de 8 metros de largura, 10m de comprimento e 9,5m de altura. Internamente, mede 6m de largura, 7.5m de altura e 8m de profundidade com volume total de 485 m3. Como principais características, permite simular a pressão no nível de 1x10-7 mbar e o controle de temperatura varia entre -196 ºC a 150 ºC. Seu sistema de informação possui 1.500 canais para a gravação e análise dos dados experimentais. Também conta com equipamento para análise completa de contaminação.
Própria para testar satélites de grande porte, como o CBERS, que possui massa maior que 1.500kg, com esta câmara o Brasil está apto a realizar a chamada matriz completa de testes, composta também de ensaios de vibração e choque, medidas de propriedades de massa, testes elétricos, acústicos e de compatibilidade eletromagnética. Para estes, o INPE já tinha instalados equipamentos de grande porte.
“Nossos testes vácuo-térmicos eram realizados nos equipamentos e sistemas separadamente porque nossa câmara não comportava o satélite todo montado. Agora podemos atender não só ao programa espacial brasileiro como oferecer a matriz completa de testes a outros países”, diz José Sérgio.
A nova câmara do LIT/INPE custou US$ 9 milhões, investimento feito através do Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).
Satélite CBERS
Resultado da parceria com a China, os satélites do programa CBERS servem ao Brasil para monitorar desmatamentos, a expansão urbana e da agropecuária, entre outras aplicações. Já foram lançados três satélites: CBERS 1, 2 e 2B, este atualmente em operação. Os CBERS 3 e 4 devem ser colocados em órbita em 2011 e 2014.
Com o CBERS, o Brasil passou a dominar a tecnologia para o fornecimento de dados de sensoriamento remoto. Até então, o país dependia exclusivamente de imagens fornecidas por equipamentos estrangeiros. Desde a assinatura do acordo de cooperação, em 1988, Brasil e China já investiram cerca de US$ 350 milhões e atualmente o Brasil é um dos maiores distribuidores de imagens orbitais do mundo.
Iniciativa pioneira no mundo, a política de acesso livre aos dados adotada pelo INPE permitiu que fossem distribuídas pela internet mais de meio milhão de imagens para aproximadamente 20 mil usuários, em cerca de duas mil instituições públicas e privadas. Em média, têm sido registrados diariamente 750 downloads no Catálogo CBERS.
Além do fornecimento gratuito de imagens de satélite, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o crescimento do País.
Mais informações no site www.cbers.inpe.br
Fonte: INPE
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