sexta-feira, 21 de agosto de 2009

"Lançadores espaciais: Os planos do IAE/CTA"

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Com o objetivo de transmitir aos seus leitores uma "fotografia" atual sobre o que se planeja no Brasil na área de lançadores espaciais, a reportagem de Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog é ligado, entrou em contato com Paulo Moraes Jr. (a quem agradecemos mais uma vez!), coordenador do Programa de Veículos Lançadores Cruzeiro do Sul, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), para uma entrevista sobre os projetos atuais e planos futuros na área. Foram abordados temas relacionados entre si, como o VLS-1, o Programa Cruzeiro do Sul e uma possível parceria com empresas estrangeiras para o desenvolvimento de um foguete lançador comercial de microssatélites.

Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.
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14 comentários:

RaulPMicena disse...

Quer dizer que o VLS-1B foi para o freezer?


abraços]

Andre Mileski disse...

Isso mesmo. O lance agora é terminar o VLS-1 (se é que ele do jeito que está hoje tem condições de inserir algo em órbita) e em paralelo trabalhar a ideia do lançador de pequenos satélites em parceria com algum player estrangeiro. Abs., André.

Pedro disse...

Estou achando que a Argentina conseguirá lançar um satélite antes de nós...
Não temos rumo... coitado deste nosso país...

Abraços a todos.

RaulPMicena disse...

Mas Mileski,

O VLS-1 por si só já é um lançador de microssatélite (das três missões do VLS-1, acho que nenhuma ultrapassava 100 kg).
Então a questão passa a ser o que o CTA considera microssatélite. Pra mim, é qualquer coisa abaixo de 200 kg.
Mas repare bem que, neste caso, este novo lançador estaria "invandindo" o espaço do VLS-1. Aí eu me pergunto: Já que vão fazer um novo foguete de microssatélites, faria sentido continuar desenvolvendo o VLS-1 com todos os seus problemas incorrigíveis?


abraços]

Brazilian Space disse...

Olá Mileski!

Então quer dizer que o desenvolvimento do motor L75 literalmente foi para o espaço? Como fica os recursos públicos até agora empregados e as empresas que já haviam sido contratadas para o desenvolvimento de partes desse motor? Ai já não é só falta de foco, é também irresponsabilidade, incompetência e desperdício de dinheiro público. Sinceramente é triste ter de reconhecer que alguns amigos meus engenheiros aeronáuticos estão com toda razão quando dizem que o Programa Espacial Brasileiro só existe como desculpa para que certos órgãos obtenham recursos e mantenham seus integrantes em atividade. É lamentável.

Abs

Duda Falcão

rondini disse...

Em relação ao segundo comentário do RaulPMicena, fica a seguinte dúvida: O coordenador Paulo Moraes Jr deixa claro que os testes de qualificação estão agendados (20011/20012)e que o vls1 vai prosseguir.Se é assim, pode haver de fato a possibilidade do novo lançador estar "invadindo" o desenvolvimento e utilização do vls1?

Andre Mileski disse...

Raul, é opinião pessoal minha, mas acredito que faz sim sentido concluir o desenvolvimento do VLS-1, por mais que eu tenha sérias dúvidas sobre a efetividade desse sistema lançador (você consegue imaginar a precisão de satelitização que um propulsor sólido teria?). Vale lembrar que vários componentes do quarto protótipo já estão prontos há anos, e existem vários sistemas e etapas que ainda carecem de qualificação/homologação.

Sengedradog disse...

Caros comentaristas,

Concordo com o Milesky que o lançamento do VLS será válido. Para mim válido para comprovar novos procedimentos de segurança e validar as melhorias realizadas no projeto, será útil no futuro. Fora isso penso que o país deverá investir pesado em foguetes de combustível líquido, mais eficientes. A notícia da parceria ao invés de simples compra do foguete de combustível líquido é importante. Estamos avançando, de forma segura, creio no caminho certo, mas muito lentamente. O governo deve investir mais para sermos vencedores nesta corrida

Abraços,

José Gustavo

RaulPMicena disse...

Mas a questão, Mileski, não é o quanto que falta para terminar o VLS-1.

Será que faria sentido qualificar um foguete para depois abandoná-lo logo em saguida?

Que qualifiquem apenas a parte baixa do foguete, já que ainda há alguma esperança de desenvolver um foguete "híbrido" com algum outro motor.


abraços]

riqueee disse...

Tenho uma dúvida:

Qual a diferença entre o VLS 1 e o tal VLS 1B?

o motor testado ano passado era do VLS 1 ou do VLS 1B?

Brazilian Space disse...

Olá Riquese!

Respondendo a sua pergunta amigo(pelo menos parte dela, já que os órgãos que comandam o PEB têm uma tendência de mudar de planos como a maioria de seus comandantes provavelmente mudam de roupa), o motor testado no ano passado (Operação Flamingo) foi um S43 de propulsão sólida desenvolvido pelo IAE. Esse motor compõe o primeiro estágio (o cacho) e o segundo estagio do VLS-1. O tal do foguete “híbrido” falado pelos companheiros acima ou VLS-1B se assim preferir, seria um foguete que usaria no seu segundo estagio o motor L75 de propulsão líquida. O desenvolvimento desse motor que já estava em andamento (inclusive com algumas partes já contratadas a indústria nacional) seria uma derivação do motor RD 0109 russo, fruto de um acordo que incluía o desenvolvimento de bancos de provas para motores líquidos e visava inclusive o envolvimento deles a médio e longo prazo no desenvolvimento do tal Programa de Lançadores de Satélites Cruzeiro do Sul. Infelizmente, segundo a matéria, o desenvolvimento desse motor será reavaliado, perdendo-se tempo, recursos públicos já empregados e demonstrando mais uma vez a falta de foco, de planejamento, de objetividade, seriedade e tantas outras “ades” que imperam dentro do nosso programa espacial, um verdadeiro barco sem rumo. Lamentável.

Abs

Duda Falcão

Pedro disse...

No meu ponto de vista, falta ENGENHEIROS no IAE, porque pesquisadores teóricos não serve pra nada. Minhas palavras são duras, mas é a realidade. O IAE está mais preocupado com suas "teses" do que partir pra coisa prática... e isso é papel pra engenheiros e pessoal tecnico qualificado...

Cabe ao IAE colocar o "negócio pra funcionar", pesquisa tem as universidades. Essa é a realidade. Dura, mas é a realidade!

Abraços para todos.

iurikorolev disse...

Caro Mileski
O problema do Brasil é que as lideranças não são sérias.
E gente pouco séria vai afastando os sérios.
Lembro em 2005 os brigadeiros do CTA afirmando com extrema cara de pau sobre este programa Cruzeiro do Sul, fizeram até matéria na Globo com cronograma e tudo.
Infelizmente o Brasil é um país de araque, as palhaçadas ocorrem a torto e a direita.
Bem, um país que ainda mantem em posição de comando gente como Sarney e Collor, o que se pode esperar dele ?
Abraços

Imanuela disse...

Muito interessante o artigo, mas não dá para abrir o link com a reportagem de Paulo Moraes Jr.