terça-feira, 13 de julho de 2010

Clima Espacial/INPE tem novo website

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Programa de Clima Espacial do INPE reformula portal na internet

12/07/2010

O portal EMBRACE (Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), acaba de ganhar glossário e nova interface para facilitar a interação com os usuários. Entre as funcionalidades, destacam-se as imagens impressionantes da atividade solar atualizadas em tempo quase real. O endereço do portal é: www.inpe.br/climaespacial

Por meio do EMBRACE, o INPE busca o melhor entendimento sobre os processos eletrodinâmicos da ionosfera equatorial e de baixas latitudes, monitorando parâmetros físicos como características do Sol, do espaço interplanetário, da magnetosfera, ionosfera e da mesosfera. Nestes ambientes espaciais podem ocorrer fenômenos capazes de causar interferências em sistemas de satélites de posicionamento, como o GPS, entre outras consequências.

A reformulação do portal EMBRACE prevê, para breve, a conexão com redes sociais como o Twitter e uma nova seção que trará notícias sobre o programa e relacionadas às ciências espaciais.

Fonte: INPE

Comentários: a área de clima espacial no Brasil contará no futuro com uma missão espacial, a Equars (Equatorial Atmosphere Research Satellite), que estará a bordo do satélite científico Lattes, baseado na Plataforma Multimissão.
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domingo, 11 de julho de 2010

Amazônia monitorada do espaço

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O primeiro número da revista "Up to Planet EADS", publicação institucional do grupo aeroespacial e de defesa europeu EADS, traz uma interessante reportagem ("The Science behind survival") sobre como a tecnologia espacial tem contribuído para pesquisas e monitoramento relacionados ao desmatamento e mudanças climáticas. O Brasil é importante player mundial nesta área, especialmente em razão de sua privilegiada condição em termos de biodiversidade, recursos hídricos, floresta amazônica, etc. Naturalmente, o Brasil, no caso a Amazônia, acabou sendo um dos tópicos da reportagem, com especial ênfase no apoio dado pelo segmento espacial (Spot Image, Infoterra e DMC) em iniciativas REDD (do inglês 'reducing emissions from deforestation and forest degradation', e em português, Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).

No passado, já abordamos algumas iniciativas REDD no País (veja aqui), mas o trecho que reproduzimos abaixo, em tradução livre do inglês feita pelo blog, sintetiza bem seu funcionamento:

"o pulmão verde da Terra

As consequências do desflorestamento e degração das florestas podem ser sérias. O desflorestamento tropical responde por uma grande porção da estimativa de 1,7 bilhão de toneladas de carbono liberadas anualmente devido às mudanças no uso do solo. De acordo com o Centro Internacional de Pesquisas Florestais, o desmatamento representa 20% das emissões atuais de carbono, fatia maior que as emissões de todo o setor de transporte, e dez vezes maior que as produzidas por todo tráfego aéreo. [...] o trabalho de imageamento executado pela EADS Astrium para ajudar no monitoramento global de florestas é outra importante contribuição para monitorar as mudanças climáticas. Pierre Duquesne é diretor geral da Spot Image Brasil, uma subsidiária da Astrium que fornece imagens de satélites e mapeamento para metade dos estados na região da Amazônia Legal. Ele vê grande potencial neste campo: "Eu estou convencido que temos que ir além. Nós temos que garantir que não estamos apenas nos pintando de verde, mas que estamos realmente fazendo a diferença." Ele explica como os produtos da EADS são usados em iniciativas REDD. REDD, que significa 'reducing emissions from deforestation and forest degradation', surgiu em 2007, na Conferência de Mudanças Climáticas da ONU em Bali, onde se reconheceu a importância das florestas nas mudanças climáticas. O objetivo do REDD é ligar diretamente incentivos financeiros para conservação com o carbono estocado nas florestas. Os créditos gerados com a redução de emissões seriam quantificados, e este dado quantificado se tornaria um crédito que poderia ser vendido num mercado internacional de carbono. Alternativamente, este crédito poderia ser cedido para um fundo internacional criado para prover compensação financeira para países participantes que conservassem suas florestas. O tipo de tecnologia precisa de imageamento oferecido pela EADS Astrium permite aos estados quantificar precisamente como seus solos são usados e ajuda a medir a quantia de carbono a ser convertida em créditos. "É uma aposta no futuro", diz Duquesne.

A EADS Astrium tem trabalhado com o Imazon, um instituto brasileiro de pesquisas, desde 2007. A Imazon e a Infoterra, uma subsidiária da Astrium, estão envolvidas em um projeto de reprocessamento de imagens do Mato Grosso - área equivalente ao tamanho da França - obtidas nos últimos 25 anos, e que foram então classificadas para degradação florestal e desflorestamento. A Imazon e a Infoterra apresentaram suas constatações num evento durante a Cúpula de Copenhague, em dezembro de 2009, onde, segundo Duquesne, foram bem recebidas pela comunidade científica. A EADS Astrium também ajuda a monitorar florestas na Amazônia, na Bacia do Congo e na Indonésia por meio da DMCii, parte da subsidiária Surrey Satellite Technology Ltd., cujos satélites da constelação DMC fornecem mapeamento sistemático de extensas áreas de habitat. [...]"
[Nota do blog: sobre o uso de imagens DMC no Brasil, acesse a postagem "Satélites DMC no monitoramento da Amazônia"]
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sábado, 10 de julho de 2010

Cooperação Brasil - África do Sul

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve entre os dia 8 e 9 de julho na África do Sul, último país visitado no giro presidencial pelo continente africano. Durante sua visita, dois atos foram assinados por representantes dos dois países, e um deles faz breve menção à cooperação na área espacial.

Abaixo, reproduzimos o trecho sobre espaço na "Declaração sobre o Estabelecimento de uma Parceria Estratégica entre a República Federativa do Brasil e a República da África do Sul":

"(viii) Ciência e Tecnologia

1. Aperfeiçoar a cooperação, fortalecer o desenvolvimento de recursos humanos e pesquisa conjunta nos campos da defesa, saúde, agricultura, gerenciamento e conservação ambiental, indústria, inovação, educação, ciência espacial, infra-estrutura, tecnologia da informação e comunicação (TIC), transportes, nanotecnologia, petróleo, minerais, carvão, diversificação e conservação da energia, energia renovável, biodiversidade, biotecnologia, ciência de alimentos e medicina tropical, entre outros.

[...]

3. Promover o intercâmbio de pesquisadores na área de astrofísica e observação da Terra.

4. Estimular maior interação na construção do rádio-telescópio “Square Kilometre Array” (SKA) na África do Sul."


Curiosamente, a declaração não faz menção aos satélites IBSA, que seriam desenvolvidos conjuntamente por Brasil, África do Sul e Índia, conforme acordado na IV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do IBAS, em abril de 2010, embora citem a promoção de intercâmbio de pesquisadores na área de Observação da Terra, função primária de um dos pequenos satélites em análise. Aparentemente, o fato dos satélites não terem sido explicitamente citados demonstra que a iniciativa é ainda bastante preliminar.

Cooperação em defesa

A declaração trata também de cooperação em matéria de Defesa, citando intenções de cooperação bilateral "em assuntos relacionados à defesa, incluindo indústrias de defesa, intercâmbio de conhecimento e colaboração conjunta em projetos" no setor, e encorajamento de "projetos conjuntos entre indústrias de aviação para o desenvolvimento e produção de aeronaves civis e militares e de seus componentes."

De acordo com a Agência Brasil, o presidente Lula explicitou o desejo brasileiro de que a África do Sul participe do projeto de um avião cargueiro militar. "Nós queremos que o presidente Zuma junte-se ao Brasil na construção do avião KC 139 (sic), que é o novo Hércules", afirmou o presidente (nota do blog: o nome correto do projeto do avião é KC 390, em desenvolvimento pela Embraer).
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

CBERS 2B: razões do encerramento da missão

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No último mês de maio, reproduzimos uma notícia divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sobre o encerramento das operações do satélite CBERS 2B, o terceiro da série do programa sino-brasileiro de recursos terrestres ("CBERS 2B encerra suas operações").

Na época, o INPE divulgou que "técnicos brasileiros e chineses tentavam restabelecer a operação normal do CBERS-2B desde março, quando verificados os primeiros problemas no satélite". Recentemente, o blog teve informações mais específicas sobre a origem dos problemas técnicos enfrentados pelo satélite sino-brasileiro.

Frequentemente, seu sistema de controle de atitude em órbita entrava em modo de emergência, em razão de uma falha no sensor de estrelas, o que impossibilitava a geração de informações corretas sobre sua posição no espaço. Além do mais, a frequência das entradas em modo de emergência descarregava prematuramente as baterias do satélite. Por estes motivos, o comitê conjunto do programa optou por encerrar definitivamente a missão.
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Política Espacial dos EUA

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Obama muda a Política Espacial dos EUA, artigo de José Monserrat Filho

"Numa guerra espacial, as noções de ataque e defesa se confundem. Daí a ideia cada vez mais arraigada de que devemos impedir qualquer conflito no espaço"

José Monserrat Filho é vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), membro da Diretoria do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro do Comitê Espacial da Internacional Law Association (ILA), membro eleito da Academia Internacional de Astronáutica, autor de "Direito e Política na Era Espacial: Podemos ser mais justos do espaço do quena Terra?" (Vieira&Lent, 2008), e atualmente chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

A nova Política Espacial dos Estados Unidos (EUA), lançada pelo presidente Barack Obama no dia 28 de junho último, é um avanço em relação à de seu antecessor, George W. Bush.

Começa fixando um princípio composto de três frases dignas de nota: "É do interesse comum de todas as nações atuar com responsabilidade no espaço para ajudar a prevenir acidentes, equívocos e desconfiança. Os EUA consideram a sustentabilidade, a estabilidade e a liberdade de acesso e utilização de espaço vital para seus interesses nacionais. As operações espaciais devem ser conduzidas de forma a enfatizar a abertura e a transparência para melhorar a consciência do público com relação às atividades de governo, e permitir que outras pessoas compartilhem dos benefícios gerados pelo uso do espaço".

Na primeira frase, os EUA assumem que o espaço é questão multilateral, e não unilateral, como se pretendia antes. Aplausos. É um grande progresso.

Já na segunda frase - "Os EUA consideram a sustentabilidade, a estabilidade e a liberdade de acesso e utilização do espaço vital para seus interesses nacionais" - repete-se o conhecido enfoque autocentrado. Com ela, Obama perdeu a chance de afirmar que "a sustentabilidade, a estabilidade e a liberdade de acesso e utilização do espaço é vital para o interesse de todos os países" - o que é rigorosamente verdadeiro. Seria a declaração de um líder com larga visão global.

Mas a terceira frase também é muito positiva: "As operações espaciais devem ser conduzidas de forma a enfatizar a abertura e a transparência para melhorar a consciência do público com relação às atividades de governo, e permitir que outras pessoas compartilhem dos benefícios gerados pelo uso do espaço". Aí, Obama, de novo, expressa a voz do bom senso universal, salientando a necessidade da transparência nas atividades espaciais e de ampliar o conhecimento público das ações governamentais neste campo estratégico.

Outro princípio da nova política merece aplausos: "Como reza o Direito Internacional, não haverá reclamações nacionais de soberania sobre o espaço exterior e qualquer dos corpos celestes. Os EUA consideram que os sistemas espaciais de todas as nações têm o direito de passagem e de conduzir operações no espaço, sem interferências. Qualquer interferência intencional em sistemas espaciais, incluindo infra-estruturas de apoio, será considerada violação dos direitos de um país".

Aqui, a menção ao Direito Internacional leva naturalmente ao Direito Espacial Internacional, que tem como seu código maior o Tratado do Espaço de 1967, ratificado hoje por 100 países, inclusive os EUA. Seu Artigo 2º determina que "o espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, não poderá ser objeto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer outro meio".

Assim, ao proclamar que "não haverá reclamações nacionais de soberania sobre o espaço exterior", a nova diretriz dos EUA não apenas reforça a lei fundamental do espaço, como também responde com um claro "não" às pressões de fortes entidades privadas do país, como a National Space Foundation, empenhadas em anular o princípio da não-apropriação do espaço, de olho sobretudo no retorno de missões à Lua para explorar seus recursos naturais. (O premiado filme "Avatar" mostra como certas empresas poderiam agir no espaço e em outros corpos celestes.)

Com a nova política, os EUA reconhecem, igualmente, dois direitos dos países que realizam missões espaciais: (1) o direito de passagem sobre o território de outros países e (2) o direito de não sofrerem interferências de nenhuma forma. O direito de passagem foi proposto em 1979 pela então União Soviética, junto com o projeto de se fixar o fronteira entre o espaço aéreo e o espaço exterior na altura de 100-110 km da superfície da Terra.

À época, os EUA recusaram a proposta. E, pelo que se sabe, seguem contrários à delimitação do espaço exterior. Mas eis que resgatam do fundo do baú o direito de passagem. É uma grata surpresa. Resta saber se aceitarão, também, regulamentá-lo através de acordo. Afinal, eles têm se oposto, sistematicamente, a discutir novos tratados espaciais.

Quanto à adoção do princípio de que "qualquer interferência intencional em sistemas espaciais, incluindo infra-estruturas de apoio, será considerada violação dos direitos de uma país", há muito o que comemorar. Este compromisso, tudo indica, refuta o que foi chamado de "direito especial", criado pela Política Espacial do Presidente George W. Bush (2006), de negar "a liberdade de ação no espaço" aos "adversários", sem definir este termo.

Ressalto ainda, na nova política espacial dos EUA, o seguinte princípio: "Todas as nações têm o direito de explorar e usar o espaço para fins pacíficos e em benefício de toda a humanidade, de acordo com o direito internacional. Coerente com este princípio, o conceito de 'fins pacíficos' permite que o espaço seja utilizado para atividades de segurança nacional e da pátria (Homeland)".

A primeira frase reforça o compromisso da "não-interferência" nos sistemas espaciais dos outros países. A segunda, porém, levanta questões complicadas. As atividades de segurança no espaço implicam ações militares, que precisam ser devidamente regulamentadas para não acobertarem operações unilaterais e arbitrárias, promovidas em nome da segurança nacional e apresentadas como "atividades com fins pacíficos".

Tais temores crescem diante do último princípio da nova política: "Os EUA adotarão várias medidas para ajudar a garantir o uso do espaço para todas as partes responsáveis e, de acordo com o direito inerente de autodefesa, dissuadir os outros de interferir e atacar, defender os nossos sistemas de espaço e contribuir para a defesa dos sistemas espaciais aliados, e, se a dissuasão falhar, derrotar os esforços de atacá-los".

Surgem perguntas difíceis de responder: Quem decidirá se uma parte (país) é "responsável" ou "irresponsável"? Como utilizar legitimamente do direito inerente de autodefesa? Pode um país (ou um grupo deles) definir por contra própria a ocorrência de um ato de interferência de outro país em seus sistemas espaciais? Os EUA se comprometem a adotar "várias medidas para ajudar a garantir o uso do espaço para todas as partes responsáveis".

A intenção pode ser a melhor possível, mas será que basta para se atingir uma solução justa e agregadora? E qual será o papel das Nações Unidas, da comunidade mundial, nesta história que pode chegar a efeitos gravíssimos para um sem-número de nações? Já vimos que o mundo unipolar cria muito mais problemas do que resolve.

Tudo isto se torna ainda mais preocupante quando se lê a opinião de pesquisadores como George e Meredith Friedman, autores de "Poder Mundial - A Tecnologia e o Domínio dos Estados Unidos no Século XXI" (Viblioteca do Exército Editora, 2009), de que o único modo de os EUA protegerem seus satélites contra ataques, reais ou supostos, é atacando.

Quer dizer, numa guerra espacial, as noções de ataque e defesa se confundem. Daí a ideia cada vez mais arraigada de que devemos impedir qualquer conflito no espaço. Ele seria similar à guerra nuclear: não haveria vencedores. Só perdedores.

No final da introdução, a nova política enaltece o valor da cooperação internacional, que aparece, de fato, como a melhor das soluções: "Os EUA decidem renovar seu compromisso de cooperação na crença de que com a colaboração internacional reforçada e a revigorada liderança dos EUA, todas as nações e povos - os que realizam atividades espaciais e os que delas se beneficiam - hão de encontrar um horizonte alargado, seus conhecimentos aprimorados e suas vidas consideravelmente melhoradas".

O problema é que tudo isto só ganhará densidade, convicção generalizada e eficácia se tomar a forma de amplo acordo internacional, ou até mesmo de um código de conduta internacional, discutido e aprovado pela grande maioria dos países.

Fonte: JC E-mail, 6 de julho de 2010.
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terça-feira, 6 de julho de 2010

Atualização sobre o MAPSAR

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O centro espacial alemão (Deutschen Zentrums für Luft- und Raumfahrt - DLR) não se manifestou até agora quanto ao interesse em se levar adiante o projeto de satélite radar MAPSAR, estudado com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), já há vários anos.

Apesar de não ter havido manifestação oficial, existem indicativos informais de que a razão para a DLR não seguir adiante seria a falta de recursos. Em março de 2008, a DLR e INPE haviam decidido dar prosseguimento aos estudos da missão, com uma nova etapa, a Fase B, que compreenderia o projeto detalhado do sistema, incluindo a configuração do satélite, do segmento de solo e do segmento de aplicações.

O quase que descartada parceria com a Alemanha faz com que o INPE permaneça aberto, e até mesmo em busca, de cooperação internacional na área de satélites-radares. China, Argentina e Itália são algumas das possibilidades.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ensaio de propulsor Improved Orion

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IAE realiza Ensaio de Queima em Banco de Provas Horizontal do Propulsor Improved Orion (IO)


05/07/2010

Foi realizado com sucesso, na quinta-feira, 1º de julho, na Usina Cel. Abner, em São José dos Campos (SP), o ensaio de queima em banco do Propulsor Inproved Orion (IO), com o objetivo de determinar Impulso Específico e Curva de Empuxo x Tempo e avaliar as temperaturas na parte externa da tubeira, na superfície externa do motor e no domo do motor na região do ignitor.

O propulsor Improved Orion (IO) é utilizado como segundo estágio no Foguete de Sondagem VS-30/Orion e como mono-estágio no Foguete de Treinamento dos Centros de Lançamento, com a denominação de Orion.

No Brasil, já ocorreram 4 lançamentos, sendo dois com o VS-30/Orion (Operação Baronesa e Operação Pirapema), ambas operações realizadas no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, com os veículos portando experimentos científicos. E dois lançamentos com o Foguete de Treinamento Orion, durante a Operação Parelhas, realizada no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), e Operação Maracati I, realizada no CLA.

Fonte: IAE/DCTA, editado pelo blog.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

CFD: aplicações em projetos espaciais

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Dinâmica de Fluídos Computacional auxilia o IAE no Programa Espacial

01/07/2010

“Quando nos referimos ao projeto de veículos lançadores de satélites, cada vez mais o emprego de CFD é a única maneira de se obter soluções de forma rápida e economicamente viável”, isso é o que garantem engenheiros da Divisão de Sistemas Espaciais (ASE) do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

A Dinâmica dos Fluidos Computacional ou CFD (Computacional Fluid Dynamics), método computacional utilizado para os estudos de desenvolvimento de veículos nas áreas de aerodinâmica e aerotermodinâmica, pode fornecer contribuições significativas para a área. Ela substitui ensaios em túneis de vento quando extremamente dispendiosos ou impossibilitados de reproduzir as reais condições físicas de um determinado problema.

No Brasil, o emprego de métodos de CFD é ainda mais importante – não há túneis de vento para ensaios que atendam a todos os requisitos de velocidade e condições de escoamento envolvidos no voo desse tipo de veículo – e representam um aumento significativo na precisão dos resultados quando comparados com os obtidos com os antigos métodos de engenharia e empíricos, utilizados nos estudos de desenvolvimento de veículos como o Space Shuttle americano ou o Ariane-4 europeu.

A CFD mantém um nível suficiente de confiança nos resultados, oferecendo segurança na tomada de decisões de projeto. O seu emprego é fundamental desde o momento em que o VLS-1 é colocado na plataforma de lançamento, durante a ignição dos motores, o seu voo subsônico ou a passagem pelo regime transônico, caracterizado por ser um regime de escoamento bastante complexo, até o escoamento supersônico.

O desenvolvimento bem sucedido desse tipo de veículo está diretamente vinculado a soluções das áreas de aerotermodinâmica e propulsão, duas disciplinas que interagem fortemente com outros elementos envolvidos no projeto, tais como estruturas, proteção térmica, acústica, dinâmica de vôo e controle. Esse é um desafio multidisciplinar por excelência.

O emprego de métodos CFD são também úteis na simulação de escoamentos sobre veículos se deslocando através da atmosfera em velocidades hipersônicas - Estas velocidades promovem o aumento da temperatura do ar ao redor destes veículos a níveis muito altos nas regiões da camada limite e depois de ondas de choque. Várias reações químicas associadas com estas altas temperaturas têm início nestas regiões. Estas reações, por sua vez, afetam as propriedades termodinâmicas e de transporte do ar bem como, a sustentação, arrasto e temperaturas superficiais a que estes veículos estão submetidos.

Nesse caso, somente soluções numéricas das equações da aerotermoquímica são capazes de simular os escoamentos viscosos, com reações químicas, de maneira a se obter os carregamentos aerodinâmicos e térmicos a que este tipo de veículo está sujeito.

Naturalmente, a utilização dessa metodologia, por mão de obra especializada, é uma das formas de se alcançar o sucesso no desenvolvimento de uma família de veículos lançadores de satélites do Programa Espacial Brasileiro, garantindo, assim, o acesso autônomo do Brasil ao espaço.

Fonte: IAE/DCTA

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Matéria sobre meteorologia na revista da FINEP

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A última edição (nº 9) da revista Inovação em Pauta, editada pela FINEP, empresa do Ministério da Ciência e Tecnologia, tem uma extensa reportagem sobre como o Brasil está enfrentando as mudanças climáticas e fenômenos meteorológicos.

Como não poderia deixar de ser, o texto menciona a necessidade de um satélite meteorológico nacional, citando os diretores do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Abaixo, reproduzimos um trecho, específico sobre o satélite:

"Segundo o diretor do INMET, Antonio Divino Moura, um dos desafios do País para um avanço ainda maior da meteorologia é a falta de uma rede de radares meteorológicos, que permita a adoção de técnicas de previsão de curtíssimo prazo, assim como satélites nacionais dedicados à observação climática. A necessidade de um satélite dedicado é endossada pelo diretor do INPE, Gilberto Câmara: “Em médio prazo, o Brasil precisa ter um satélite geoestacionário próprio, para não depender de outros países”, diz. Já existe um plano do INPE para a fabricação do satélite - orçado em cerca de R$ 800 milhões - que já foi encaminhada a AEB (Agência Espacial Brasileira). “Agora é uma questão de dinheiro”, afirma Gilberto."

Para acessar a reportagem, em arquivo PDF, clique aqui.
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INPE na Amazônia

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INPE inaugura na Amazônia centro para difusão internacional de tecnologias de monitoramento

01/07/2010

Em seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) capacitará técnicos de vários países para o monitoramento por satélite de florestas tropicais. Para isso, nesta quinta-feira (1º/7), durante a cerimônia de inauguração da sede própria do CRA, o INPE formalizou três acordos com organismos de cooperação internacional e instituições nacionais e estrangeiras.

Com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) foi assinado acordo para a realização de nove cursos que serão ministrados em inglês, francês e espanhol ao longo de três anos – entre 2010 e 2013.

Já a carta de entendimento firmada entre o INPE e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) permitirá a capacitação de equipes técnicas dos países da América do Sul por onde se estende a floresta, tornando possível que a cobertura florestal da região possa ser totalmente monitorada, a exemplo do trabalho feito pelo INPE na Amazônia Legal Brasileira há mais de 20 anos.

E a parceria com o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), da França, resultará na distribuição de imagens de satélite para pesquisas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil por meio do Programa SEAS Brasil, lançado oficialmente durante a cerimônia em Belém.

Conduzida pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, que assinou os acordos com Katsuhiko Haga, representante-chefe da JICA, e embaixador Mauricio Dorfler, da OTCA, a cerimônia de inauguração contou com a presença do secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio de Abreu Monteiro, entre outras autoridades regionais, representantes das instituições do Japão e da França, gestores e cientistas do INPE e de órgãos técnico-científicos da Amazônia.

“A inauguração deste prédio traduz o desejo do INPE de contribuir com o desenvolvimento sustentável, não somente da Amazônia, mas de toda região tropical”, concluiu Cláudio Almeida, do CRA/INPE.

Monitoramento global

O INPE está firmando parcerias para oferecer sua experiência de mais de duas décadas no monitoramento da Amazônia, assegurando a transferência das tecnologias para processamento das imagens e manipulação de grandes bancos de dados, a todos os países interessados em implementar sistemas de monitoramento de alteração da cobertura florestal.

Os cursos de capacitação serão realizados no CRA/INPE, em Belém, que assim se tornará um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Os técnicos estrangeiros aprenderão a utilizar o TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo INPE para seus programas de monitoramento e que estará disponível gratuitamente.

Baseado em imagens de satélites, o monitoramento do desmatamento na Amazônia feito pelo INPE é reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo. Com 22 anos de história, o PRODES é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de Km² todos os anos. O resultado do PRODES revela a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.

Desde 2004, o INPE também opera o sistema DETER - Detecção de Desmatamento em Tempo Real, voltado para orientar a fiscalização por identificar corte raso e degradação florestal com mais agilidade. Em 2008, o aumento de áreas degradadas indicado pelo DETER motivou a criação do DEGRAD. Toda esta tecnologia desenvolvida no Brasil está acessível para o monitoramento global de florestas tropicais, a partir do CRA/INPE.

INPE Amazônia

O Centro Regional da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRA/INPE) iniciou suas atividades em janeiro de 2009, em Belém, onde nesta quinta-feira está sendo inaugurado o prédio que abrigará o Laboratório para Monitoramento Global das Florestas Tropicais por Satélites. O CRA/INPE também terá uma Estação de Recepção de Dados de Satélites, em Boa Vista, e um Núcleo de Monitoramento Ambiental do INPE, em Manaus.

O CRA também irá apoiar atividades de campo e de mapeamento realizadas pelo INPE na região amazônica, mantendo infraestrutura de coleta e processamento de dados em suas instalações. Ao aprimorar o conhecimento em geotecnologias na Amazônia, esta nova unidade do INPE deverá se tornar um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais.

Fonte: INPE
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