quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Encontro sobre Observação da Terra
Foz do Iguaçu sedia encontro sobre Observação da Terra. Plenária do GEO acontece pela 1ª vez no Brasil
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
O intercâmbio de informações e o acesso a um número cada vez maior de dados podem melhorar as previsões de desastres climáticos e as políticas de uso da terra, entre outras tantas aplicações em benefício da ciência e da sociedade. Este é o objetivo do Grupo Intergovernamental de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês) que, pela primeira vez, realiza no Brasil sua plenária anual.
Em Foz do Iguaçu, de 19 a 23 de novembro, será discutido como ampliar o acesso a dados que contribuam para o bem-estar da humanidade e a preservação do planeta. Atualmente, 88 países, a Comissão Europeia e 61 organismos internacionais, como Unesco e Organização Meteorológica Mundial, participam do GEO, que tem sede em Genebra, Suíça.
Por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil ganhou destaque no GEO por ter sido o primeiro no mundo a adotar uma política de livre distribuição de imagens de satélites, em 2004, quando os dados do Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) passaram a ser oferecidos sem custo, pela internet, a qualquer usuário. O sucesso desta iniciativa pioneira levou outros países, como os Estados Unidos, a também disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução.
Outra importante ação brasileira consiste no “CBERS for Africa”, programa criado pelo INPE com o apoio da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), parceira no programa de satélites, para disponibilizar imagens gratuitas aos países da África. Antenas e estações de recepção de dados de satélites estão sendo instalados para cobertura de todo o continente africano.
“Sediar a Plenária do GEO coloca o Brasil em merecido patamar de destaque. Com o ‘CBERS for Africa’, o Brasil mostrou à comunidade internacional que é possível fazer muito quando se coloca a política pública de dados de observação da terra a serviço de mecanismos de cooperação internacional”, diz Julio D’Alge, coordenador de Observação da Terra do INPE.
Aproximadamente 350 pessoas que representam os vários países e instituições participarão da Reunião Plenária do GEO. Na pauta, a implantação até 2015 de um sistema global para fornecimento de observações detalhadas da Terra. Denominado GEOSS (Sistema de Sistemas de Observação Global da Terra), seu objetivo é reunir e permitir a combinação de dados múltiplos de observação sobre oceanos, florestas, biodiversidade e desenvolvimento urbano, entre outros aspectos.
Estarão presentes na Reunião Plenária o ministro Fabio Pitaluga, chefe da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço do Itamaraty e chefe da delegação brasileira no evento, o diretor do INPE, Leonel Perondi; o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Petrônio Noronha de Souza; autoridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre outros representantes de instituições brasileiras e internacionais.
A Plenária será nos dias 22 e 23 no Mabu Thermas & Resort. No mesmo local, entre os dias 19 e 21, acontece uma série de reuniões preparatórias e eventos paralelos. Entre eles, o GEO Brasil, no dia 20, destinado a reunir instituições que atuam no país com dados de observação da Terra, como INPE, Embrapa, Agência Nacional das Águas (ANA), Serviço Florestal Brasileiro, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre outras.
Mais informações na página http://www.earthobservations.org/geo9.shtml
Fonte: INPE
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
CBERS 4: Opto envia câmera para a China
Opto envia à China câmera do satélite CBERS-4
A Opto enviou para a China, na manhã da última segunda, 12/11, o segundo modelo de voo da câmera MUX, que irá equipar o satélite sino-brasileiro CBERS-4. Hoje, apenas outros sete países (EUA, França, Rússia, Índia, Japão, China e Israel) detêm o conhecimento e a tecnologia necessários para construir uma câmera como esta. A Opto é a única companhia da América Latina capacitada a desenvolver e produzir tal equipamento – e de forma independente –, colocando o Brasil entre o seleto grupo de nações a dominar a tecnologia de imageamento aeroespacial. Chamada de MUX FM2 (multiespectral, flight model 2), a câmera é destinada ao monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais.
Em 30/03, uma câmera idêntica a esta também foi enviada para a China, mas para equipar o satélite CBERS-3 (cujo lançamento está programado para janeiro de 2013, por meio do foguete chinês “Longa Marcha”). A MUX tem massa superior a 120 kg e é capaz de produzir imagens com 20 metros de resolução do solo, a mais de 750 km de altitude. Desconsiderando a curvatura da Terra (para exemplificar), seria como se, de São Carlos/SP, fosse possível enxergar um ônibus em Brasília/DF. A faixa de largura imageada, extensão do território visto em uma linha na imagem, é de 120 km de largura.
Independência tecnológica
A fabricação da MUX pela Opto atende à diretriz do Programa Espacial Brasileiro de fomentar a capacitação e o desenvolvimento de tecnologia de ponta pela indústria nacional. O trabalho da companhia também contribui para a independência tecnológica em áreas altamente sensíveis do ponto de vista estratégico.
Construída para auxiliar de forma decisiva no monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais (trabalhando em quatro bandas espectrais de luz), as imagens produzidas pela câmera têm capacidade de mostrar, com precisão, queimadas, desmatamentos, alteração de cursos d’água, ocupação urbana desordenada, entre outras funções. As imagens poderão ser utilizadas em todo o mundo, gratuitamente, por meio do site do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Projeto
O projeto da câmera teve início em 2004, quando a Opto venceu a licitação internacional para o desenvolvimento e fabricação da câmera. O projeto sofreu diversos aperfeiçoamentos, principalmente em razão do não compartilhamento de tecnologias e venda de componentes “sensíveis” por outros países. Contudo, a companhia de São Carlos conseguiu, de forma inédita, desenvolver soluções próprias e inovadoras, dominando todo o ciclo de construção do equipamento. Para se ter ideia, somente o projeto preliminar da câmera foi composto por mais de 450 documentos, totalizando mais de 16 mil páginas.
Nesse período, foram construídas versões sucessivas de protótipos, denominadas modelos de engenharia, de qualificação e de voo (modelo final) da câmera MUX. O modelo de qualificação, por exemplo, foi exaustivamente testado (como em provas extremas de choque e vibração). O objetivo da bateria de testes e ensaios foi assegurar que o projeto (e consequentemente o equipamento) suporta as cargas de lançamento e as condições de temperatura, radiação e vácuo no espaço, além de verificar se ele atende aos requisitos de envelhecimento e compatibilidade eletromagnética com os outros sistemas do satélite, mantendo sempre o melhor desempenho funcional.
Fonte: Opto, com edição do blog Panorama Espacial.
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Simulação de uso de satélites pela FAB
CRUZEX - Exercício de comando e controle simula o uso militar de satélites
12/11/2012 - 10h53
A CRUZEX C2 2012 treina o uso de aeronaves em um conflito moderno, como aviões de caça, helicópteros e Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT). Mas, pela primeira vez, o exercício inclui a simulação do uso de satélites. “É um cenário bem realista para as guerras da atualidade”, diz o Coronel José Vagner Vital, da Força Aérea Brasileira. Durante todo o exercício, o planejamento e a execução das missões ocorrem com o apoio das informações enviadas por uma constelação simulada de satélites em órbitas que vão até os 36.000 km de altitude.
Do espaço é possível, por exemplo, fazer imagens da área em conflito, facilitar as comunicações e até espionar as forças hostis. Um dos aspectos mais explorados da constelação de satélites simulada, no entanto, é a guiagem de bombas. Com informações mais precisas sobre a localização dos alvos, as aeronaves de combate podem fazer ataques com precisão maior que com o uso de guiagem laser. “Os satélites tornam a guerra mais eficiente e eficaz”, explica o Coronel Vital, que lembra ainda que a precisão também ajuda a evitar danos colaterais, como atingir a população civil por engano.
Os primeiros ataques reais com bombas guiadas por satélite ocorreram durante a Operação Allied Force, em 1999, quando uma coalizão da Organição do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) atuou na região dos Balcãs para acabar com a escalada de violência no Kosovo. Em um contexto bastante semelhante com o que agora é simulado na CRUZEX C2 2012, a tecnologia ajudou a reduzir erros dos bombardeios e hoje é utilizada por países que fazem parte da OTAN.
Projetos no Brasil
A constelação de satélites na CRUZEX C2 2012 é simulada, mas a Força Aérea Brasileira utiliza o exercício para definir seus projetos na área. “Não se concebe no século XXI uma Força Aérea que não utilize o espaço para executar suas missões”, afirma o Coronel João Batista Xavier, da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), grupo que planeja o lançamento em 2017 do primeiro satélite de uma futura constelação que irá cobrir todo o país.
De acordo com o Coronel Xavier, esta simulação que ocorre agora é fundamental para que os brasileiros possam conhecer as potencialidades dos satélites e também definir os requisitos operacionais para os satélites que o país necessita. “A CRUZEX é um cenário ideal para iniciar uma doutrina de uso antes mesmo de possuí-los. A gente precisa ter a doutrina para saber exatamente o que precisamos”, explica.
O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) da FAB prevê ainda que a constelação de satélites brasileiros terá funções civis, além das militares. Segundo o Coronel Xavier, dentre outras utilidades, a constelação poderá ajudar na previsão do tempo, na prevensão de catástrofes naturais, no apoio à agricultura e na segurança da navegação marítima, dentre outras.
Fonte: Agência Força Aérea
Comentário: para saber mais sobre a CCISE, veja a postagem "END, Sistemas Espaciais e a CCISE".
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domingo, 11 de novembro de 2012
Star One C3 em órbita
No último sábado (10), ocorreu com sucesso a partir de Kourou, na Guiana Francesa, a sexta missão deste ano do lançador europeu Ariane 5, colocando em órbita dois satélites geoestacionários de comunicações, entre eles o brasileiro Star One C3, da companhia Star One, subsidiária da Embratel.
"Esta [missão] dá continuidade a nossa série de recordes com o 52º sucesso consecutivo de nosso lançador Ariane 5, o que representa um nível de confiabilidade inigualável em nossa indústria e garante o acesso europeu ao espaço em benefício de nossos clientes institucionais e comerciais", afirmou em nota Jean-Yves Le Gall, presidente da Arianespace.
Este foi o nono satélite da Star One / Embratel inserido em órbita por lançadores operados pela Arianespace.
Construído pela Orbital Sciences Corporation, dos EUA, o Star One C3 possui 28 transpônderes de banda C e 16 de banda Ku, e substituirá o Brasilsat B3, na posição orbital 75º Oeste. Sua cobertura abrange o sul dos EUA (Flórida) e toda a região sul-americana, incluindo a Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, permitindo a expansão da capacidade e cobertura para serviços de transmissão de sinais de TV, voz e dados.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Programa Espacial na revista "Problemas Brasileiros"
A edição de novembro/dezembro da revista "Problemas
Brasileiros", editada pelo SESC de São Paulo, tem como reportagem de
capa uma matéria sobre o Programa Espacial Brasileiro, abordando as
perspectivas do País em matéria de satélites e
lançadores, e também a participação da iniciativa privada.
A reportagem apresenta informações interessantes
dadas pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José
Raimundo Braga Coelho, e o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço
(IAE/DCTA), Brig. Carlos Kasemodel. Para acessá-la,
clique aqui.
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
SARA: entrega do subsistema de telemetria
Entrega do Subsistema de Telemetria do Modelo de Voo do Sara Suborbital
Campo Montenegro, 01/11/2012
No dia 25 de outubro foi realizada a entrega do Subsistema de Telemetria do Modelo de Voo do Sara Suborbital pelas empresas CENIC e MECTRON. Os testes com essa Rede de Telemetria, realizados nas dependências da empresa MECTRON com a presença da equipe do IAE, tiveram como objetivo demonstrar o correto funcionamento desse Subsistema antes de sua integração no Modelo Mecânico. Para esse teste foi desenvolvido um setup completo para excitação dos canais de leitura de sensores da Rede de Telemedidas, bem como para aquisição de dados das outras redes: RES (Rede de Serviços), REC (Rede de Controle) e REG (Rede de Segurança).
Para o teste de funcionamento do quadro de medição PCM (Pulse-Code Modulation), foi utilizado o sistema APDT (Aquisição e Processamento dos Dados de Telemetria) do projeto VSISNAV, onde todos os parâmetros foram verificados.
Os sinais analógicos de baixa frequência de amostragem, referentes aos sensores de pressão e temperatura, foram gerados por um quadro de potenciômetros ajustáveis, de forma a simular a aquisição destes dados em voo. Os sensores de alta frequência de amostragem, relativos aos parâmetros de aceleração e vibração, foram excitados por um gerador de sinais ajustáveis.
O quadro de telemetria do SARA é composto de 169 (cento e sessenta e nove) parâmetros, sendo que o setup foi possível demonstrar com sucesso o funcionamento da Telemetria do SARA Suborbital, concluindo, assim, mais uma etapa desse projeto.
O Subsistema de Telemetria segue agora para os laboratórios da Divisão de Eletrônica do IAE, visando cumprir a etapa de integração e realização de outra sequencia de testes.
Fonte: IAE/DCTA
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Operações de lançamento no CLBI
Operações de Lançamento e Rastreio movimentam Barreira do Inferno
05-11-2012
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno realizará, entre 5 e 14 de novembro, as Operações Barreira VIII e Tangará I. A previsão é que sejam lançados Foguete de Treinamento Básico (FTB), no dia 7, e um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), no dia 13.
As operações têm como finalidade garantir a qualificação técnica e operacional das equipes do Centro, a manutenção dos meios operacionais e a obtenção de dados para a qualificação e a certificação dos veículos FTB e FTI, cumprindo as metas do Programa Nacional de Atividades Espaciais.
Será o primeiro lançamento do Foguete de Treinamento Intermediário a partir das plataformas do CLBI. Com massa total de 490 kg, a previsão do apogeu, alcance e duração do voo do FTI são, respectivamente, 56 km, 80 km e 3m44.
Simultaneamente às Operações de Lançamento, o CLBI rastreará, no dia 9, o veículo Ariane VA210, lançado a partir da Guiana Francesa.
Fonte: CLBI, via Agência Espacial Brasileira.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
XII ENEE: "O Setor Espacial Brasileiro: Cenário Atual e Perspectivas"
Entre os dias 7 e 9 de novembro, acontece na Escola Naval, no Rio de Janeiro (RJ), o XII ENEE - Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, que terá como temática "O Setor Espacial Brasileiro: Cenário Atual e Perspectivas". O evento é organizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
O encontro terá palestras de especialistas de praticamente todos os segmentos do Programa Espacial Brasileiro, inclusive da indústria. Estão confirmadas as presenças do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, de diretores da AEB, como Petrônio Noronha de Souza (diretoria de Política Espacial e Investimentos Estratégicos) e Carlos Alberto Gurgel (diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), Brig. Carlos Kasemodel, além de representantes dos Ministérios das Comunicações, Agricultura e da Defesa, da Embrapa, Cemaden, dentre vários outros órgãos governamentais.
Do setor industrial, haverá representantes da Embraer e Visiona Tecnologias Espaciais, Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), e também estrangeiros, como Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. Esta fará uma exposição sobre a participação da Boeing nos programas de desenvolvimento de tecnologias e sistemas espaciais do Brasil.
Para saber mais sobre o encontro e também para se inscrever, acesse http://www.sae.gov.br/enee/
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Brasil, África do Sul e Índia: satélite IBAS
Brasil, Índia e África do Sul retomam projeto do satélite IBAS
01-11-2012
Técnicos do Brasil, Índia e África do Sul, reunidos em Bangalore, Índia, em 23 de outubro, na sede da Agência Espacial da Índia (ISRO, sigla em inglês), retomaram as discussões sobre o desenvolvimento conjunto do microssatélite científico IBAS sobre Clima Espacial.
O encontro começou com apresentação dos programas existentes na área de Clima Espacial – estudo de fenômenos solares e sua influência em sistemas terrestres naturais e tecnológicos. Logo após, iniciou-se a avaliação dos resultados do workshop de 2010 ligado ao desenvolvimento do projeto.
A África do Sul propôs o uso da plataforma de microssatélite já desenvolvida no âmbito do projeto SumbandilaSat – microssatélite para imageamento óptico de superfície. A plataforma, adaptada aos instrumentos científicos já propostos, poderia ser lançada como “carona” (piggyback) de um lançamento principal do lançador indiano PSLV. Passou-se, então, à discussão das características da plataforma e desse lançamento “carona”. A plataforma pode ser a base para o microssatélite IBAS.
Ficou acordado, também, que cada país deve apresentar, até o fim de novembro deste ano, um texto conceitual (concept paper) sobre as características científicas da missão e sobre os instrumentos candidatos a integrar a carga útil do microssatélite
Histórico – A ideia de criação de um satélite IBAS foi lançada, em 2008, pelo então Ministro das Relações Exteriores, hoje Ministro da Defesa, Celso Amorim. Os entendimentos para desenvolver o projeto iniciaram-se, em 2009, na África do Sul, durante seminário sobre Espaço e Astronomia, reunindo pesquisadores do Brasil, Índia e África do Sul. Ficou acertado criar um satélite de monitoramento de clima espacial. O estudo do clima espacial interessa aos pesquisadores dos três países, mas tem também sérias implicações práticas: influenciam os sistemas de navegação por satélite (sistemas GPS e similares), as linhas de transmissão de energia e os enlaces de telecomunicações.
Em 2010, em Brasília, Brasil e África do Sul deram sequência às negociações sobre o projeto. E formularam uma definição preliminar da missão, seus requisitos e instrumentos científicos para a carga útil, além de um cronograma de curto prazo para refinamento das especificações da missão. A Índia não pôde comparecer à reunião.
Em outubro de 2011, governantes dos três países se reuniram na V Cúpula do Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (IBAS), de que participou a Presidente Dilma Rousseff. O três chefes de Estado e de Governo enfatizaram a necessidade de retomada do projeto do satélite IBAS. Ficou agendada a reunião agora realizada em Bangalore.
Fonte: AEB
Comentário: de acordo com as discussões iniciais quanto às responsabilidades de cada país parceiro no projeto do satélite IBAS, as cargas úteis seriam fornecidas pelo Brasil, por meio do setor de Ciência Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
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CLA: mais um FTB lançado com sucesso
CLA lança com sucesso o sexto Foguete de Treinamento do ano
01-11-2012
O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou com sucesso, na quarta-feira, 31 de outubro, o sexto Foguete de Treinamento Básico (FTB) do ano. O lançamento integra as atividades da Operação Falcão VI que tem por objetivo testar os meios e capacitar as equipes envolvidas com as operações de lançamentos nos centros espaciais brasileiros.
O FTB foi lançado às 15h03, horário local, atingiu uma distância em linha reta de 16 quilômetros do local de lançamento. As informações do sistema de rastreio mostraram que o veículo seguiu os parâmetros previstos. O foguete atingiu 32,06 quilômetros de altitude (apogeu) em 78 segundos de voo. Ao todo, o veículo gastou 167 segundos em sua trajetória de voo até alcançar o ponto de impacto determinado para a operação.
Com o lançamento de hoje o FTB, foguete de fabricação nacional, fica cada vez mais próximo de obter qualificação e certificação junto ao Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). A partir disso, será possível repassar tecnologias utilizadas em atividades do tipo à indústria para o aperfeiçoamento do projeto e desenvolvimento de novos produtos.
A Operação Falcão VI faz parte do cronograma de atividades do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e da Agência Espacial Brasileira (AEB) para 2012. Na primeira quinzena de dezembro, o CLA deve voltar a lançar mais um foguete de treinamento e outro de sondagem durante a Operação Iguaíba, que será realizada a partir do próximo dia 19 de novembro em Alcântara.
Fonte: CLA, via AEB.
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