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Acordo de cooperação entre os BRICS permite uso pacífico do espaço
09/11/2016
Representantes dos países BRICS reuniram-se no dia 31 de outubro em Zhuhai, na China, no 1º Encontro dos Chefes das Autoridades Espaciais, para implementação do consenso alcançado durante a sétima reunião do grupo, realizada em julho de 2015, na Rússia. No encontro, as autoridades discutiram o desenvolvimento de um documento para a utilização conjunta de satélites de sensoriamento remoto da Terra e um protocolo de cooperação sobre exploração e uso pacífico do espaço.
“É preciso ampliar nossa colaboração bilateral transformando-a em apoio multilateral, envolvendo todos os países dos BRICS na área de observação da Terra, afirmou José Raimundo Braga, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), e chefe das quatro delegações presentes à reunião. Segundo ele, o documento desenvolvido pelo grupo apresenta um mecanismo que irá facilitar a cooperação nas áreas da exploração espacial pacífica e conjunta do sistema de sensoriamento da Terra.
No acordo firmado entre o grupo, José Raimundo assumiu o compromisso de o Brasil e a China contribuírem conjuntamente, começando com o satélite Sino Brasileiro de Recursos Terrestres – CBERS 4, e com a Estação Terrena de Cuiabá (MT), que tem a função de adquirir e rastrear o satélite durante sua passagem, receber, processar, formatar e enviar ao Centro de Controle de Satélites (CCS) os dados de telemetria de serviços entre outros.
Consenso – Todos os chefes presentes ratificaram as palavras do presidente da AEB e explicaram suas atividades espaciais nacionais, além de expressarem o desejo de aprimorar a cooperação entre os estados BRICS. Os representantes da CNSA inseriram o conceito, progresso e planos de trabalho da constelação de satélites de sensoriamento remoto dos BRICS. Os chefes russos ratificaram o acordo entre a Agência Espacial Brasileira, a Roscosmos, ISRO, CNSA e a Sansa na cooperação da constelação de satélites de sensoriamento remoto dos BRICS.
“Hoje estamos dando um passo para o futuro. Estou convencido de que os esforços conjuntos sobre o uso de satélites de sensoriamento remoto pelos países BRICS vão servir para a gestão de desastres, proteção ambiental e desenvolvimento social e econômico sustentável dos nossos países”, ressaltou o diretor da Roscosmos, Igor Komarov. “A Rússia coopera ativamente com Brasil, Índia, China e África do Sul na área de exploração espacial”, continuou Komarov.Participaram da reunião líderes das agências espaciais da África do Sul (SANSA), da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), da Corporação Espacial Estatal (Roscosmos), Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO). A Roscosmos apoiou a iniciativa dos parceiros chineses de compartilhar o uso dos sistemas de satélite de sensoriamento remoto e de infraestrutura terrestre conexa no interesse dos países BRICS.
Os países BRICS irão se esforçar para prosseguir na cooperação da constelação de satélites de sensoriamento remoto e acelerar os procedimentos de aprovação do acordo para garantir sua assinatura antes ou até a nona reunião dos BRICS. O primeiro encontro do comitê de articulação de cooperação espacial será mantido na China em 2017 antes ou até a reunião dos BRICS.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 10 de novembro de 2016
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Cooperação espacial entre os BRICS
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Agências espaciais dos BRICS assinam acordo de cooperação
31.10.2016
Representantes de agências espaciais dos países BRICS, reunidos em Zhuhai, na China, discutiram o desenvolvimento de um documento sobre a utilização conjunta de satélites de sensoriamento remoto da Terra e assinaram um protocolo de cooperação sobre exploração e uso pacífico do espaço.
"O documento desenvolvido por nós apresenta um mecanismo que irá facilitar a cooperação nas áreas da exploração espacial pacífica e conjunta do sistema de sensoriamento remoto da Terra”, informou o diretor geral da agência espacial russa Roscosmos, Igor Komarov. “Espero que nós consigamos terminar o trabalho em pouco tempo."
A reunião contou também com a presença do presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Coelho, além dos líderes das agências espaciais da África do Sul e da China.
A Roscosmos apoiou a iniciativa dos parceiros chineses de compartilhar o uso dos sistemas de satélite de sensoriamento remoto e de infraestrutura terrestre conexa no interesse dos países BRICS.
"A Rússia coopera ativamente com Brasil, Índia, China e África do Sul na área de exploração espacial”, continuou Komarov. “No entanto, hoje estamos dando um passo para o futuro. Estou convencido de que os esforços conjuntos sobre o uso de satélites de sensoriamento remoto pelos países BRICS vão servir para a gestão de desastres, proteção ambiental e desenvolvimento social e econômico sustentável dos nossos países.”
O sistema unificado de informação sobre distribuição territorial por sensoriamento remoto é composto por 13 grandes centros, que estão distribuídos em todo o território da Rússia – de Kaliningrado até Khabarovsk, incluindo a zona do Ártico (Murmansk e, futuramente, Dudinka e Anadyr). O novo sistema coordena o seu trabalho com naves espaciais de sensoriamento remoto nacionais. Ele irá planejar a filmagem, recepção e processamento de dados do complexo de aparatos espaciais.
Fonte: Sputnik Brasil.
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Agências espaciais dos BRICS assinam acordo de cooperação
31.10.2016
Representantes de agências espaciais dos países BRICS, reunidos em Zhuhai, na China, discutiram o desenvolvimento de um documento sobre a utilização conjunta de satélites de sensoriamento remoto da Terra e assinaram um protocolo de cooperação sobre exploração e uso pacífico do espaço.
"O documento desenvolvido por nós apresenta um mecanismo que irá facilitar a cooperação nas áreas da exploração espacial pacífica e conjunta do sistema de sensoriamento remoto da Terra”, informou o diretor geral da agência espacial russa Roscosmos, Igor Komarov. “Espero que nós consigamos terminar o trabalho em pouco tempo."
A reunião contou também com a presença do presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Coelho, além dos líderes das agências espaciais da África do Sul e da China.
A Roscosmos apoiou a iniciativa dos parceiros chineses de compartilhar o uso dos sistemas de satélite de sensoriamento remoto e de infraestrutura terrestre conexa no interesse dos países BRICS.
"A Rússia coopera ativamente com Brasil, Índia, China e África do Sul na área de exploração espacial”, continuou Komarov. “No entanto, hoje estamos dando um passo para o futuro. Estou convencido de que os esforços conjuntos sobre o uso de satélites de sensoriamento remoto pelos países BRICS vão servir para a gestão de desastres, proteção ambiental e desenvolvimento social e econômico sustentável dos nossos países.”
O sistema unificado de informação sobre distribuição territorial por sensoriamento remoto é composto por 13 grandes centros, que estão distribuídos em todo o território da Rússia – de Kaliningrado até Khabarovsk, incluindo a zona do Ártico (Murmansk e, futuramente, Dudinka e Anadyr). O novo sistema coordena o seu trabalho com naves espaciais de sensoriamento remoto nacionais. Ele irá planejar a filmagem, recepção e processamento de dados do complexo de aparatos espaciais.
Fonte: Sputnik Brasil.
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quarta-feira, 27 de julho de 2016
Cooperação México - Índia
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As agências espaciais do México (AEM) e da Índia (ISRO) firmaram na semana passada um acordo de cooperação para as áreas espacial, monitoramento terrestre, clima e meio ambiente.
O acordo abrange iniciativas conjuntas com ênfase em sistemas de alerta antecipado de desastres naturais por meio de uso de dados de satélites, área em que a Índia possui reconhecida capacidade. Outros tópicos de cooperação também estão dentro do escopo do acordo, como uso de imagens de satélites, inclusive radar, para a detecção de incêndios florestais, elaboração de mapas baseados em dados de satélites e monitoramento de secas.
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As agências espaciais do México (AEM) e da Índia (ISRO) firmaram na semana passada um acordo de cooperação para as áreas espacial, monitoramento terrestre, clima e meio ambiente.
O acordo abrange iniciativas conjuntas com ênfase em sistemas de alerta antecipado de desastres naturais por meio de uso de dados de satélites, área em que a Índia possui reconhecida capacidade. Outros tópicos de cooperação também estão dentro do escopo do acordo, como uso de imagens de satélites, inclusive radar, para a detecção de incêndios florestais, elaboração de mapas baseados em dados de satélites e monitoramento de secas.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Cooperação Brasil - Índia
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INPE presta suporte ao lançamento de foguete indiano
Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prestou suporte em rastreio e telemetria ao lançamento do PSLV-C29, realizado com sucesso às 10h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (16/12) a partir do Centro Espacial de Satish Dhawan, em Sriharikota, Índia.
O PSLV-C29 é um veículo lançador da Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) que injetou seis satélites, um a um, em uma órbita circular de 550 km de altitude.
Atendendo à solicitação da Rede de Telemetria, Rastreio e Comando (ISTRAC) da ISRO, o suporte do Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE foi precedido por um período de sete dias dedicados à execução de ensaios e testes operacionais. Em seguida, começou o rastreio do veículo lançador e recepção de sua telemetria, por meio da estação terrena de Alcântara (MA) com transmissão em tempo real dos dados gerados ao Centro de Controle de Missão do lançador, em Sriharikota, Índia.
A estação terrena do CRC/INPE foi integrada à rede indiana de apoio ao PSLV-C29, por meio da rede de transmissão de dados do CRC, que a conecta com o Centro de Controle de Satélites do INPE, em São José dos Campos (SP). Deste Centro, os dados são direcionados com auxílio de linhas privadas de telecomunicações de dados ao Centro de Controle de Sriharikota. A telecomunicação foi monitorada por um engenheiro indiano, enviado pela ISTRAC, e também por especialistas do Serviço de Tecnologia da Informação do INPE.
“A passagem do veículo pela região de visibilidade da antena de Alcântara se iniciou conforme previsto, a aproximadamente 60 minutos do lançamento (11:36:00, horário de Brasília) e teve uma duração da ordem de 10 minutos. O suporte obteve pleno sucesso, tendo sido cumpridas todas as exigências especificadas pela ISTRAC”, informa Valcir Orlando, chefe do CRC/INPE.
A ISTRAC manifestou interesse no mesmo tipo de suporte para a missão do veículo PSLV-C35, cujo lançamento deverá ocorrer entre junho e julho de 2016. A confirmação depende de estudo para verificar as características de visibilidade da trajetória do veículo à estação de rastreio de Alcântara.
“Outra vez foi reafirmada a competência técnica do INPE e a capacitação do CRC em fornecer apoio a missões de características variadas. Grande parte do mérito deve ser direcionado às equipes técnicas do INPE, que participaram do suporte e que são, em última análise, os responsáveis diretos pelo sucesso das operações”, conclui Valcir Orlando.
Fonte: INPE
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INPE presta suporte ao lançamento de foguete indiano
Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prestou suporte em rastreio e telemetria ao lançamento do PSLV-C29, realizado com sucesso às 10h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (16/12) a partir do Centro Espacial de Satish Dhawan, em Sriharikota, Índia.
O PSLV-C29 é um veículo lançador da Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) que injetou seis satélites, um a um, em uma órbita circular de 550 km de altitude.
Atendendo à solicitação da Rede de Telemetria, Rastreio e Comando (ISTRAC) da ISRO, o suporte do Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE foi precedido por um período de sete dias dedicados à execução de ensaios e testes operacionais. Em seguida, começou o rastreio do veículo lançador e recepção de sua telemetria, por meio da estação terrena de Alcântara (MA) com transmissão em tempo real dos dados gerados ao Centro de Controle de Missão do lançador, em Sriharikota, Índia.
A estação terrena do CRC/INPE foi integrada à rede indiana de apoio ao PSLV-C29, por meio da rede de transmissão de dados do CRC, que a conecta com o Centro de Controle de Satélites do INPE, em São José dos Campos (SP). Deste Centro, os dados são direcionados com auxílio de linhas privadas de telecomunicações de dados ao Centro de Controle de Sriharikota. A telecomunicação foi monitorada por um engenheiro indiano, enviado pela ISTRAC, e também por especialistas do Serviço de Tecnologia da Informação do INPE.
“A passagem do veículo pela região de visibilidade da antena de Alcântara se iniciou conforme previsto, a aproximadamente 60 minutos do lançamento (11:36:00, horário de Brasília) e teve uma duração da ordem de 10 minutos. O suporte obteve pleno sucesso, tendo sido cumpridas todas as exigências especificadas pela ISTRAC”, informa Valcir Orlando, chefe do CRC/INPE.
A ISTRAC manifestou interesse no mesmo tipo de suporte para a missão do veículo PSLV-C35, cujo lançamento deverá ocorrer entre junho e julho de 2016. A confirmação depende de estudo para verificar as características de visibilidade da trajetória do veículo à estação de rastreio de Alcântara.
“Outra vez foi reafirmada a competência técnica do INPE e a capacitação do CRC em fornecer apoio a missões de características variadas. Grande parte do mérito deve ser direcionado às equipes técnicas do INPE, que participaram do suporte e que são, em última análise, os responsáveis diretos pelo sucesso das operações”, conclui Valcir Orlando.
Fonte: INPE
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
Apoio do INPE à missão astronômica indiana
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INPE conclui suporte à missão astronômica indiana
Terça-feira, 06 de Outubro de 2015
O Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prestou suporte em rastreio, telemetria e telecomando durante os oito primeiros dias em órbita da missão ASTROSAT, lançada em 28 de setembro da base de Sriharikota, da Organização Indiana de Pesquisas Espaciais (ISRO).
O satélite ASTROSAT é destinado à observação astronômica para estudos de fontes cósmicas e fornecerá informações à comunidade científica indiana e global. A missão também tem como objetivo estimular jovens pesquisadores da Índia nas áreas de Astronomia e Astrofísica.
Devido à localização próxima ao Equador de sua estação de Alcântara (MA), o CRC/INPE foi convidado pela Rede de Telemetria, Rastreio e Comando (ISTRAC) da ISRO para dar suporte ao ASTROSAT, durante suas órbitas iniciais.
“A localização da Estação Terrena de Alcântara (apenas 2 graus de latitude sul) é privilegiada com relação ao rastreio do ASTROSAT, pois a baixa inclinação de sua órbita (6 graus) faz com que todos os seus 14 ciclos orbitais diários possuam um trecho visível à antena da estação de Alcântara. Isto faz com que ela seja muito adequada para o fornecimento de suporte de rastreio, telemetria e telecomando ao satélite”, explica Valcir Orlando, chefe do CRC/INPE.
A Estação Terrena de Alcântara integrou a rede indiana formada para apoiar as operações de solo do ASTROSAT, durante a crítica fase de lançamento e órbitas iniciais deste satélite. Para isso, foi estabelecida uma ligação de telecomunicações entre a Estação Terrena de Alcântara e o centro de controle de satélites indiano, em Bangalore, tornando o centro daquele país apto a usar a instalação brasileira como uma de suas próprias estações.
“A estação do INPE foi usada para a recepção de telemetria com informações sobre o estado de funcionamento do satélite, o envio de telecomandos ao veículo espacial e o comando da execução de medidas de localização, usadas em solo para o processo determinação da órbita da espaçonave”, detalha Valcir.
Segundo o chefe do CRC/INPE, a integração da Estação Terrena de Alcântara à rede de estações de apoio ao ASTROSAT envolveu o estabelecimento de linhas de telecomunicações, a execução do rastreio do satélite e o monitoramento do estado de funcionamento dos equipamentos e das conexões. As atividades de controle do satélite (telemetria, telecomando e medidas de localização) foram efetuadas diretamente do centro de controle de satélites indiano por meio de conexões de telecomunicações.
“A prestação de suporte do CRC ao satélite indiano foi coroada com pleno sucesso, tanto durante a participação em ensaios simulados, com a integração real da Estação Terrena de Alcântara à rede de estações de rastreio da ISTRAC, quanto durante o fornecimento do suporte ao ASTROSAT, propriamente dito”, informa Valcir.
A execução do projeto demonstrou mais uma vez a competência técnica do INPE e reafirmou a capacitação do CRC em dar suporte confiável a missões estrangeiras de características variadas. Permitiu ainda a realização de importante revisão tecnológica na infraestrutura do CRC/INPE, com consequente aprimoramento da adequação aos padrões internacionais. Também proporcionou importantes ganhos em termos de conhecimento técnico e experiência pelo pessoal envolvido do CRC, não só da Estação Terrena de Alcântara como também da Estação Terrena de Cuiabá e do Centro de Controle de Satélites, em São José dos Campos.
Além de prestar suporte a missões espaciais de terceiros, o Centro de Rastreio e Controle (CRC) realiza a operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo próprio INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras. Mais informações sobre o CRC na página www.inpe.br/crc.
Fonte: INPE
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INPE conclui suporte à missão astronômica indiana
Terça-feira, 06 de Outubro de 2015
O Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prestou suporte em rastreio, telemetria e telecomando durante os oito primeiros dias em órbita da missão ASTROSAT, lançada em 28 de setembro da base de Sriharikota, da Organização Indiana de Pesquisas Espaciais (ISRO).
O satélite ASTROSAT é destinado à observação astronômica para estudos de fontes cósmicas e fornecerá informações à comunidade científica indiana e global. A missão também tem como objetivo estimular jovens pesquisadores da Índia nas áreas de Astronomia e Astrofísica.
Devido à localização próxima ao Equador de sua estação de Alcântara (MA), o CRC/INPE foi convidado pela Rede de Telemetria, Rastreio e Comando (ISTRAC) da ISRO para dar suporte ao ASTROSAT, durante suas órbitas iniciais.
“A localização da Estação Terrena de Alcântara (apenas 2 graus de latitude sul) é privilegiada com relação ao rastreio do ASTROSAT, pois a baixa inclinação de sua órbita (6 graus) faz com que todos os seus 14 ciclos orbitais diários possuam um trecho visível à antena da estação de Alcântara. Isto faz com que ela seja muito adequada para o fornecimento de suporte de rastreio, telemetria e telecomando ao satélite”, explica Valcir Orlando, chefe do CRC/INPE.
A Estação Terrena de Alcântara integrou a rede indiana formada para apoiar as operações de solo do ASTROSAT, durante a crítica fase de lançamento e órbitas iniciais deste satélite. Para isso, foi estabelecida uma ligação de telecomunicações entre a Estação Terrena de Alcântara e o centro de controle de satélites indiano, em Bangalore, tornando o centro daquele país apto a usar a instalação brasileira como uma de suas próprias estações.
“A estação do INPE foi usada para a recepção de telemetria com informações sobre o estado de funcionamento do satélite, o envio de telecomandos ao veículo espacial e o comando da execução de medidas de localização, usadas em solo para o processo determinação da órbita da espaçonave”, detalha Valcir.
Segundo o chefe do CRC/INPE, a integração da Estação Terrena de Alcântara à rede de estações de apoio ao ASTROSAT envolveu o estabelecimento de linhas de telecomunicações, a execução do rastreio do satélite e o monitoramento do estado de funcionamento dos equipamentos e das conexões. As atividades de controle do satélite (telemetria, telecomando e medidas de localização) foram efetuadas diretamente do centro de controle de satélites indiano por meio de conexões de telecomunicações.
“A prestação de suporte do CRC ao satélite indiano foi coroada com pleno sucesso, tanto durante a participação em ensaios simulados, com a integração real da Estação Terrena de Alcântara à rede de estações de rastreio da ISTRAC, quanto durante o fornecimento do suporte ao ASTROSAT, propriamente dito”, informa Valcir.
A execução do projeto demonstrou mais uma vez a competência técnica do INPE e reafirmou a capacitação do CRC em dar suporte confiável a missões estrangeiras de características variadas. Permitiu ainda a realização de importante revisão tecnológica na infraestrutura do CRC/INPE, com consequente aprimoramento da adequação aos padrões internacionais. Também proporcionou importantes ganhos em termos de conhecimento técnico e experiência pelo pessoal envolvido do CRC, não só da Estação Terrena de Alcântara como também da Estação Terrena de Cuiabá e do Centro de Controle de Satélites, em São José dos Campos.
Além de prestar suporte a missões espaciais de terceiros, o Centro de Rastreio e Controle (CRC) realiza a operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo próprio INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras. Mais informações sobre o CRC na página www.inpe.br/crc.
Fonte: INPE
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domingo, 12 de julho de 2015
"BRICS quer paz e cooperação no espaço", artigo de José Monserrat Filho
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BRICS quer paz e cooperação no espaço
José Monserrat Filho *
"A coexistência pacífica entre as nações é impossível sem a aplicação universal, escrupulosa e coerente dos princípios e normas amplamente reconhecidos do Direito Internacional.” Declaração de Ufá, Ponto 6, 7ª Cúpula do BRICS, 09/07/2015
A ameaça de guerra no espaço e a oportunidade e a necessidade da cooperação espacial entre os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) mereceram atenção especial na Declaração de Ufá1 (Ponto 32), principal produto da 7ª Cúpula do foro, reunida em 9 de julho, na cidade russa de Ufá – fundada em 1574 e distante 1567 km de Moscou.
A Declaração, com cerca de 50 páginas, apresenta os resultados da parceria em suas inúmeras áreas de colaboração (no período de 2014-2015) e, sobretudo, as posições assumidas pelo BRICS com relação às cruciais questões globais da atualidade.
Realizada sob o tema “Parceria BRICS – Um Fator Pujante de Desenvolvimento Global”, a 7ª Cúpula do BRICS decidiu “aprimorar ainda mais nossa parceria estratégica com base nos princípios de abertura, solidariedade, igualdade, entendimento mútuo, inclusão e cooperação mutuamente benéfica”. O evento acordou em “intensificar os esforços coordenados para responder a desafios emergentes, garantir a paz e a segurança, promover o desenvolvimento de maneira sustentável, enfrentando os desafios da erradicação da pobreza, da desigualdade e do desemprego, em benefício de nossos povos e da comunidade internacional”.
Quanto às atividades espaciais, a Declaração vai direto ao âmago da crise atual no setor: a possibilidade de guerra no espaço, que vem sendo reiterada por altas patentes de grandes potências.
Diz ela: “Reafirmando que a exploração e o uso do espaço exterior devem ter finalidades pacíficas, enfatizamos que as negociações para a conclusão de um acordo ou acordos internacionais para evitar uma corrida armamentista no espaço exterior são uma tarefa prioritária da Conferência do Desarmamento e apoiamos os esforços para iniciar um trabalho substantivo, entre outros, baseado no projeto atualizado de tratado para a prevenção da instalação de armas no espaço exterior e da ameaça ou do uso da força contra objetos no espaço exterior, apresentado pela China e pela Federação da Rússia.”
Neste sentido, reitera-se “que o espaço exterior deve ser livre para exploração pacífica e para o uso de todos os Estados com base na igualdade, em conformidade com o Direito Internacional, e que a exploração e uso do espaço exterior devem ser realizados para o benefício e no interesse de todos os países, independentemente de seu grau de desenvolvimento científico ou econômico”, reafirmando as palavras do Art. 1º do Tratado do Espaço de 1967, que costuma ser definido pela comunidade internacional como “o código maior das atividades espaciais”.
Para o BRICS, “todos os Estados devem contribuir para promover a cooperação internacional sobre a exploração pacífica e o uso do espaço exterior levando em particular consideração as necessidades de países em desenvolvimento”, conforme consta da “Declaração sobre a Cooperação Internacional na Exploração e Uso do Espaço Exterior em Benefício e no Interesse de Todos os Estados, Levando em Espacial Consideração as Necessidades dos Países em Desenvolvimento”, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 13 dezembro de 1996 (Resolução 51/122).
Na mesma linha, o BRICS “opõe-se “a medidas unilaterais que podem impedir a cooperação internacional, bem como atividades espaciais nacionais de países em desenvolvimento”. E esclarece: “Estamos firmemente convencidos de que a comunidade internacional deve empreender esforços consistentes para elevar os patamares básicos de segurança de atividades e operações espaciais e evitar conflitos.”
“Nossos países” – reconhece a declaração – “podem se beneficiar de oportunidades para cooperação espacial de modo a promover a aplicação de tecnologias relevantes para propósitos pacíficos”. E propõe intensificar “nossa cooperação em áreas de aplicação conjunta de tecnologias espaciais, navegação por satélite, incluindo GLONASS e Beidou (Compass), e ciências espaciais”.2
O documento conclui no tópico espacial: “Dessa forma, nossos países podem cooperar na elaboração de abordagens comuns para essa área. Deve ser atribuída prioridade a questões relacionadas à segurança de operações espaciais, no contexto mais amplo de garantir sustentabilidade em longo prazo de atividades no espaço exterior, bem como a meios e formas de conservar o espaço exterior para fins pacíficos, que estão na agenda do Comitê da ONU para os Usos Pacíficos do Espaço Exterior (UNCOPUOS)”.
Cabe destacar a importância atribuída pelo BRICS às Nações Unidas e ao Direito Internacional. O encontro enalteceu os 70 anos das Nações Unidas, que se comemoram este ano: “Reafirmamos nosso forte compromisso com as Nações Unidas, organização universal multilateral incumbida do mandato de ajudar a comunidade internacional a preservar a paz e a segurança internacionais, impulsionar o desenvolvimento global e promover e proteger os direitos humanos.”
É intenção do BRICS “contribuir para salvaguardar uma ordem internacional justa e equitativa, baseada nos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas, e de valer-nos plenamente do potencial da Organização como fórum para um debate aberto e honesto, bem como para coordenação da política global a fim de prevenir guerras e conflitos e promover o progresso e o desenvolvimento da humanidade”.
Recordando o documento final da Cúpula Mundial de 2005, a Declaração reafirma ”a necessidade de reforma abrangente das Nações Unidas, inclusive de seu Conselho de Segurança, com vistas a torná-lo mais representativo e eficiente, de modo que possa responder melhor aos desafios globais”. E frisa: “China e Rússia reiteram a importância que atribuem ao status e papel de Brasil, Índia e África do Sul em assuntos internacionais e apoiam sua aspiração de desempenhar um papel maior nas Nações Unidas.”
A Declaração considera que “a coexistência pacífica entre as nações é impossível sem a aplicação universal, escrupulosa e coerente dos princípios e normas amplamente reconhecidos do Direito Internacional”, pois “a violação de seus princípios fundamentais resulta na criação de situações que ameaçam a paz e a segurança internacionais”.
O BRICS insiste que, “o Direito Internacional provê ferramentas para a realização da justiça internacional, com base nos princípios da boa fé e da igualdade soberana. E enfatiza “a necessidade da adesão universal aos princípios e normas de Direito Internacional em sua inter-relação e integridade, descartando o recurso a 'critérios duplos' e evitando que os interesses de alguns países sejam colocados acima dos de outros”.
“Reafirmamos” – diz a Declaração – “nosso compromisso com o cumprimento rigoroso dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e na Declaração de 1970 sobre Princípios de Direito Internacional relativos às Relações de Amizade e Cooperação entre os Estados em conformidade com a Carta das Nações Unidas.” Essa Declaração desempenhou importante papel nos anos da Guerra Fria (1947-1988).
O BRICS nota “o caráter global das ameaças e desafios atuais de segurança” e expressa “apoio aos esforços internacionais para enfrentar esses desafios de maneira que proporcione segurança equitativa e indivisível para todos os Estados, por meio do respeito ao Direito Internacional e dos princípios da Carta das Nações Unidas”.
Os países do foro se comprometem a continuar os “esforços conjuntos na coordenação de posições sobre interesses compartilhados a respeito de questões de paz e de segurança globais para o bem-estar comum da humanidade”. E ressaltam o “compromisso com a solução pacífica e sustentável de controvérsias, de acordo com os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas”.
Eles condenam as “intervenções militares unilaterais e sanções econômicas em violação ao Direito Internacional e a normas universalmente reconhecidas das relações internacionais”. E enfatizam que “nenhum Estado deve fortalecer a sua segurança às custas da segurança de outros”.
“Desenvolvimento e segurança” – recorda o BRICS – “estão estreitamente interligados, reforçam-se mutuamente e são fundamentais à consecução da paz sustentável”.
Para o foro, “o estabelecimento de uma paz sustentável requer abordagem abrangente, concertada e determinada, baseada na confiança e no benefício mútuos, na equidade e na cooperação”.
A notória preocupação do BRICS com as Nações Unidas, as organizações multilaterais e o Direito Internacional intensifica-se em vista das iniciativas políticas e militares típicas da Guerra Fria e da corrida armamentista, cada vez mais frequentes e perigosas à estabilidade global e ao esforço conjunto indispensável à superação das múltiplas crises nas quais o mundo está imerso.
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Esse artigo expressa exclusivamente a opinião do autor.
Referências
1) Nota 280 do Ministério das Relações Exteriores; veja no site www.itamaraty.gov.br.
2) GLONASS e Beidou são, respectivamente, os sistemas de navegação por satélite, semelhantes ao GPS norte-americano e ao Galileo europeu. Os sistemas russo e chinês concluíram recentemente um acordo para coopeeração e funcionamento conjunto.
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BRICS quer paz e cooperação no espaço
José Monserrat Filho *
"A coexistência pacífica entre as nações é impossível sem a aplicação universal, escrupulosa e coerente dos princípios e normas amplamente reconhecidos do Direito Internacional.” Declaração de Ufá, Ponto 6, 7ª Cúpula do BRICS, 09/07/2015
A ameaça de guerra no espaço e a oportunidade e a necessidade da cooperação espacial entre os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) mereceram atenção especial na Declaração de Ufá1 (Ponto 32), principal produto da 7ª Cúpula do foro, reunida em 9 de julho, na cidade russa de Ufá – fundada em 1574 e distante 1567 km de Moscou.
A Declaração, com cerca de 50 páginas, apresenta os resultados da parceria em suas inúmeras áreas de colaboração (no período de 2014-2015) e, sobretudo, as posições assumidas pelo BRICS com relação às cruciais questões globais da atualidade.
Realizada sob o tema “Parceria BRICS – Um Fator Pujante de Desenvolvimento Global”, a 7ª Cúpula do BRICS decidiu “aprimorar ainda mais nossa parceria estratégica com base nos princípios de abertura, solidariedade, igualdade, entendimento mútuo, inclusão e cooperação mutuamente benéfica”. O evento acordou em “intensificar os esforços coordenados para responder a desafios emergentes, garantir a paz e a segurança, promover o desenvolvimento de maneira sustentável, enfrentando os desafios da erradicação da pobreza, da desigualdade e do desemprego, em benefício de nossos povos e da comunidade internacional”.
Quanto às atividades espaciais, a Declaração vai direto ao âmago da crise atual no setor: a possibilidade de guerra no espaço, que vem sendo reiterada por altas patentes de grandes potências.
Diz ela: “Reafirmando que a exploração e o uso do espaço exterior devem ter finalidades pacíficas, enfatizamos que as negociações para a conclusão de um acordo ou acordos internacionais para evitar uma corrida armamentista no espaço exterior são uma tarefa prioritária da Conferência do Desarmamento e apoiamos os esforços para iniciar um trabalho substantivo, entre outros, baseado no projeto atualizado de tratado para a prevenção da instalação de armas no espaço exterior e da ameaça ou do uso da força contra objetos no espaço exterior, apresentado pela China e pela Federação da Rússia.”
Neste sentido, reitera-se “que o espaço exterior deve ser livre para exploração pacífica e para o uso de todos os Estados com base na igualdade, em conformidade com o Direito Internacional, e que a exploração e uso do espaço exterior devem ser realizados para o benefício e no interesse de todos os países, independentemente de seu grau de desenvolvimento científico ou econômico”, reafirmando as palavras do Art. 1º do Tratado do Espaço de 1967, que costuma ser definido pela comunidade internacional como “o código maior das atividades espaciais”.
Para o BRICS, “todos os Estados devem contribuir para promover a cooperação internacional sobre a exploração pacífica e o uso do espaço exterior levando em particular consideração as necessidades de países em desenvolvimento”, conforme consta da “Declaração sobre a Cooperação Internacional na Exploração e Uso do Espaço Exterior em Benefício e no Interesse de Todos os Estados, Levando em Espacial Consideração as Necessidades dos Países em Desenvolvimento”, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 13 dezembro de 1996 (Resolução 51/122).
Na mesma linha, o BRICS “opõe-se “a medidas unilaterais que podem impedir a cooperação internacional, bem como atividades espaciais nacionais de países em desenvolvimento”. E esclarece: “Estamos firmemente convencidos de que a comunidade internacional deve empreender esforços consistentes para elevar os patamares básicos de segurança de atividades e operações espaciais e evitar conflitos.”
“Nossos países” – reconhece a declaração – “podem se beneficiar de oportunidades para cooperação espacial de modo a promover a aplicação de tecnologias relevantes para propósitos pacíficos”. E propõe intensificar “nossa cooperação em áreas de aplicação conjunta de tecnologias espaciais, navegação por satélite, incluindo GLONASS e Beidou (Compass), e ciências espaciais”.2
O documento conclui no tópico espacial: “Dessa forma, nossos países podem cooperar na elaboração de abordagens comuns para essa área. Deve ser atribuída prioridade a questões relacionadas à segurança de operações espaciais, no contexto mais amplo de garantir sustentabilidade em longo prazo de atividades no espaço exterior, bem como a meios e formas de conservar o espaço exterior para fins pacíficos, que estão na agenda do Comitê da ONU para os Usos Pacíficos do Espaço Exterior (UNCOPUOS)”.
Cabe destacar a importância atribuída pelo BRICS às Nações Unidas e ao Direito Internacional. O encontro enalteceu os 70 anos das Nações Unidas, que se comemoram este ano: “Reafirmamos nosso forte compromisso com as Nações Unidas, organização universal multilateral incumbida do mandato de ajudar a comunidade internacional a preservar a paz e a segurança internacionais, impulsionar o desenvolvimento global e promover e proteger os direitos humanos.”
É intenção do BRICS “contribuir para salvaguardar uma ordem internacional justa e equitativa, baseada nos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas, e de valer-nos plenamente do potencial da Organização como fórum para um debate aberto e honesto, bem como para coordenação da política global a fim de prevenir guerras e conflitos e promover o progresso e o desenvolvimento da humanidade”.
Recordando o documento final da Cúpula Mundial de 2005, a Declaração reafirma ”a necessidade de reforma abrangente das Nações Unidas, inclusive de seu Conselho de Segurança, com vistas a torná-lo mais representativo e eficiente, de modo que possa responder melhor aos desafios globais”. E frisa: “China e Rússia reiteram a importância que atribuem ao status e papel de Brasil, Índia e África do Sul em assuntos internacionais e apoiam sua aspiração de desempenhar um papel maior nas Nações Unidas.”
A Declaração considera que “a coexistência pacífica entre as nações é impossível sem a aplicação universal, escrupulosa e coerente dos princípios e normas amplamente reconhecidos do Direito Internacional”, pois “a violação de seus princípios fundamentais resulta na criação de situações que ameaçam a paz e a segurança internacionais”.
O BRICS insiste que, “o Direito Internacional provê ferramentas para a realização da justiça internacional, com base nos princípios da boa fé e da igualdade soberana. E enfatiza “a necessidade da adesão universal aos princípios e normas de Direito Internacional em sua inter-relação e integridade, descartando o recurso a 'critérios duplos' e evitando que os interesses de alguns países sejam colocados acima dos de outros”.
“Reafirmamos” – diz a Declaração – “nosso compromisso com o cumprimento rigoroso dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e na Declaração de 1970 sobre Princípios de Direito Internacional relativos às Relações de Amizade e Cooperação entre os Estados em conformidade com a Carta das Nações Unidas.” Essa Declaração desempenhou importante papel nos anos da Guerra Fria (1947-1988).
O BRICS nota “o caráter global das ameaças e desafios atuais de segurança” e expressa “apoio aos esforços internacionais para enfrentar esses desafios de maneira que proporcione segurança equitativa e indivisível para todos os Estados, por meio do respeito ao Direito Internacional e dos princípios da Carta das Nações Unidas”.
Os países do foro se comprometem a continuar os “esforços conjuntos na coordenação de posições sobre interesses compartilhados a respeito de questões de paz e de segurança globais para o bem-estar comum da humanidade”. E ressaltam o “compromisso com a solução pacífica e sustentável de controvérsias, de acordo com os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas”.
Eles condenam as “intervenções militares unilaterais e sanções econômicas em violação ao Direito Internacional e a normas universalmente reconhecidas das relações internacionais”. E enfatizam que “nenhum Estado deve fortalecer a sua segurança às custas da segurança de outros”.
“Desenvolvimento e segurança” – recorda o BRICS – “estão estreitamente interligados, reforçam-se mutuamente e são fundamentais à consecução da paz sustentável”.
Para o foro, “o estabelecimento de uma paz sustentável requer abordagem abrangente, concertada e determinada, baseada na confiança e no benefício mútuos, na equidade e na cooperação”.
A notória preocupação do BRICS com as Nações Unidas, as organizações multilaterais e o Direito Internacional intensifica-se em vista das iniciativas políticas e militares típicas da Guerra Fria e da corrida armamentista, cada vez mais frequentes e perigosas à estabilidade global e ao esforço conjunto indispensável à superação das múltiplas crises nas quais o mundo está imerso.
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Esse artigo expressa exclusivamente a opinião do autor.
Referências
1) Nota 280 do Ministério das Relações Exteriores; veja no site www.itamaraty.gov.br.
2) GLONASS e Beidou são, respectivamente, os sistemas de navegação por satélite, semelhantes ao GPS norte-americano e ao Galileo europeu. Os sistemas russo e chinês concluíram recentemente um acordo para coopeeração e funcionamento conjunto.
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quinta-feira, 17 de julho de 2014
Cooperação Brasil - Índia: dados do Resourcesat-2
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Por conta da reunião dos países que integram o BRICS no Brasil, esta semana foi agitada para o País em se tratando de assinatura de instrumentos de cooperação internacional. O setor espacial foi um dos vários beneficiados, com acordos tendo sido firmados com a China, a Rússia e também a Índia.
O Primeiro Ministro indiano, Shri Narendra Modi, esteve ontem (16) em Brasília (DF) e assinou três instrumentos, um deles, chamado "Ajuste Complementar" na linguagem diplomática, que trata da ampliação de capacidade de recepção de dados de satélites óticos pela estação terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) situada em Cuiabá (MT).
O novo acordo prevê a recepção de dados dos sensores AWiFS (resolução de 56 metros) e LISS-III (resolução de 23,5 metros) do satélite indiano Resourcesat-2 pela estação de Cuiabá, destinados ao gerenciamento de recursos naturais, em base semelhante à que foi acordada para o Resourcesat-1 por meio do Programa de Cooperação assinado em dezembro de 2008 entre a Organização Indiana de Pesquisas Espaciais (ISRO, sigla em inglês), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o INPE. Outros satélites podem vir a ser incluídos no futuro.
De acordo com o Ajuste Complementar, caberá à AEB arcar com "os custos pelos direitos não exclusivos de receber, processar e usar os dados das AWiFS e LISS-III do satélite Resourcesat-2 e de outros dados de satélites SRI, conforme acordado entre as Partes, em bases não comerciais e mais favoráveis, fazendo uso de seus próprios recursos orçamentários aprovados".
O Resourcesat-2 foi lançado ao espaço em abril de 2011, tendo vida útil estimada em cinco anos. Desde a época de seu lançamento, já havia interesse brasileiro em ter acesso aos dados gerados por seus sensores (veja a postagem "INPE considera Resourcesat-2 para a Amazônia", de julho de 2011).
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Por conta da reunião dos países que integram o BRICS no Brasil, esta semana foi agitada para o País em se tratando de assinatura de instrumentos de cooperação internacional. O setor espacial foi um dos vários beneficiados, com acordos tendo sido firmados com a China, a Rússia e também a Índia.
O Primeiro Ministro indiano, Shri Narendra Modi, esteve ontem (16) em Brasília (DF) e assinou três instrumentos, um deles, chamado "Ajuste Complementar" na linguagem diplomática, que trata da ampliação de capacidade de recepção de dados de satélites óticos pela estação terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) situada em Cuiabá (MT).
O novo acordo prevê a recepção de dados dos sensores AWiFS (resolução de 56 metros) e LISS-III (resolução de 23,5 metros) do satélite indiano Resourcesat-2 pela estação de Cuiabá, destinados ao gerenciamento de recursos naturais, em base semelhante à que foi acordada para o Resourcesat-1 por meio do Programa de Cooperação assinado em dezembro de 2008 entre a Organização Indiana de Pesquisas Espaciais (ISRO, sigla em inglês), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o INPE. Outros satélites podem vir a ser incluídos no futuro.
De acordo com o Ajuste Complementar, caberá à AEB arcar com "os custos pelos direitos não exclusivos de receber, processar e usar os dados das AWiFS e LISS-III do satélite Resourcesat-2 e de outros dados de satélites SRI, conforme acordado entre as Partes, em bases não comerciais e mais favoráveis, fazendo uso de seus próprios recursos orçamentários aprovados".
O Resourcesat-2 foi lançado ao espaço em abril de 2011, tendo vida útil estimada em cinco anos. Desde a época de seu lançamento, já havia interesse brasileiro em ter acesso aos dados gerados por seus sensores (veja a postagem "INPE considera Resourcesat-2 para a Amazônia", de julho de 2011).
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Cooperação Brasil - Rússia - Índia - África do Sul
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Tecnologia geoespacial e suas aplicações e Astronomia são duas das cinco áreas temáticas em que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – países que formam o grupo chamado Brics – decidiram aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I), como resultado do Primeiro Encontro de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics, realizado no início desta semana na Cidade do Cabo, África do Sul.
Além destas, outras três áreas temáticas de trabalho foram definidas: alterações climáticas e mitigação de desastres naturais; recursos hídricos e de tratamento da poluição; e energias alternativas e renováveis. Os trabalhos envolvendo a área temática de tecnologia geoespacial e suas aplicações serão liderados pela Índia, enquanto que a África do Sul liderará os esforços em astronomia. Ao Brasil, caberá a liderança em alterações climáticas e mitigação de desastres naturais, área que tem atraído grande atenção do governo nos últimos anos, com algumas ações concretas, como a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).
O documento final do encontro, que também faz referência genérica à cooperação nos campos de tecnologia espacial e aeronáutica, expressa a 'intenção de enfrentar os desafios socioeconômicos globais e regionais comuns ao bloco; gerar novos conhecimentos e produtos inovadores, serviços e processos; e promover parcerias com outros atores estratégicos no mundo em desenvolvimento."
Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Agência Espacial Brasileira
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Tecnologia geoespacial e suas aplicações e Astronomia são duas das cinco áreas temáticas em que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – países que formam o grupo chamado Brics – decidiram aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I), como resultado do Primeiro Encontro de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics, realizado no início desta semana na Cidade do Cabo, África do Sul.
Além destas, outras três áreas temáticas de trabalho foram definidas: alterações climáticas e mitigação de desastres naturais; recursos hídricos e de tratamento da poluição; e energias alternativas e renováveis. Os trabalhos envolvendo a área temática de tecnologia geoespacial e suas aplicações serão liderados pela Índia, enquanto que a África do Sul liderará os esforços em astronomia. Ao Brasil, caberá a liderança em alterações climáticas e mitigação de desastres naturais, área que tem atraído grande atenção do governo nos últimos anos, com algumas ações concretas, como a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).
O documento final do encontro, que também faz referência genérica à cooperação nos campos de tecnologia espacial e aeronáutica, expressa a 'intenção de enfrentar os desafios socioeconômicos globais e regionais comuns ao bloco; gerar novos conhecimentos e produtos inovadores, serviços e processos; e promover parcerias com outros atores estratégicos no mundo em desenvolvimento."
Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Agência Espacial Brasileira
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
INPE em apoio à missão indiana a Marte
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INPE conclui com sucesso suporte à missão a Marte
Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2013
Por meio de suas estações de rastreio e controle instaladas em Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) deu suporte à primeira missão a Marte promovida pela Índia (Mars Orbiter Mission – MOM).
“No dia 30 de novembro a MOM concluiu sua fase geocêntrica e entrou na fase heliocêntrica. Acompanhamos toda a fase geocêntrica, desde a separação da cápsula do seu lançador no último dia 5 de novembro”, conta Pawel Rozenfeld, chefe do Centro de Rastreio e Controle (CRC) do INPE.
O suporte à missão indiana levou as equipes do INPE a trabalharem em condições diferentes das usuais, uma experiência considerada enriquecedora pelos técnicos.
“Enquanto a passagem normal de satélites de órbita baixa, como o CBERS, dura no máximo treze minutos, a MOM se mantém visível para uma estação por mais de sete horas, durante as quais todas as tarefas de rastreio e controle são executadas. Esta visibilidade tão longa é devido ao tipo de órbita extremamente elíptica da MOM”, explica Rozenfeld.
As seis manobras de elevação do apogeu da MOM foram efetuadas pelos equipamentos de bordo configurados pelas estações de Cuiabá e Alcântara. “Para o INPE, a participação nesta missão foi muito útil, já que permitiu conhecer o limite da capacidade real das suas estações nas condições extremas de operação”, conclui o chefe do CRC/INPE.
CRC
O Centro de Rastreio e Controle (CRC), que realiza a operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo próprio INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras, também está capacitado a dar suporte a missões espaciais de terceiros. Mais informações sobre o CRC na página www.inpe.br/crc.
Fonte: INPE
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INPE conclui com sucesso suporte à missão a Marte
Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2013
Por meio de suas estações de rastreio e controle instaladas em Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) deu suporte à primeira missão a Marte promovida pela Índia (Mars Orbiter Mission – MOM).
“No dia 30 de novembro a MOM concluiu sua fase geocêntrica e entrou na fase heliocêntrica. Acompanhamos toda a fase geocêntrica, desde a separação da cápsula do seu lançador no último dia 5 de novembro”, conta Pawel Rozenfeld, chefe do Centro de Rastreio e Controle (CRC) do INPE.
O suporte à missão indiana levou as equipes do INPE a trabalharem em condições diferentes das usuais, uma experiência considerada enriquecedora pelos técnicos.
“Enquanto a passagem normal de satélites de órbita baixa, como o CBERS, dura no máximo treze minutos, a MOM se mantém visível para uma estação por mais de sete horas, durante as quais todas as tarefas de rastreio e controle são executadas. Esta visibilidade tão longa é devido ao tipo de órbita extremamente elíptica da MOM”, explica Rozenfeld.
As seis manobras de elevação do apogeu da MOM foram efetuadas pelos equipamentos de bordo configurados pelas estações de Cuiabá e Alcântara. “Para o INPE, a participação nesta missão foi muito útil, já que permitiu conhecer o limite da capacidade real das suas estações nas condições extremas de operação”, conclui o chefe do CRC/INPE.
CRC
O Centro de Rastreio e Controle (CRC), que realiza a operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo próprio INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras, também está capacitado a dar suporte a missões espaciais de terceiros. Mais informações sobre o CRC na página www.inpe.br/crc.
Fonte: INPE
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Cooperação Brasil - Índia
INPE acompanha missão indiana a Marte
Terça-feira, 05 de Novembro de 2013
As estações de rastreio e controle de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), localizadas em Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), têm importância fundamental na primeira missão a Marte promovida pela Índia (Mars Orbiter Mission – MOM).
O lançamento do Mangalyaan (veículo de Marte) foi realizado com sucesso nesta terça-feira (5/11) e, pelos próximos 30 dias, o satélite indiano será acompanhado pelos equipamentos do INPE que integram uma rede internacional de estações de rastreio e controle.
“Nosso papel nesta missão é muito importante porque as duas estações, por suas posições geográficas, são as primeiras da rede internacional a receber os sinais da MOM depois de sua separação no último estágio do veículo lançador, fato que determinou uma atenção especial da Indian Space Organization (ISRO)”, explica Pawel Rozenfeld, chefe do Centro de Rastreio e Controle do INPE.
O Centro de Rastreio e Controle (CRC), que realiza a operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo próprio INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras, também está capacitado a dar suporte a missões espaciais de terceiros. Mais informações sobre o CRC na página www.inpe.br/crc.
Fonte: INPE
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
"Anotações às vésperas da Cúpula do BRICS", artigo de José Monserrat Filho
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Anotações às vésperas da Cúpula do BRICS
José Monserrat Filho *
“É possível reinventar o modelo de relações entre estes Estados, livres das amarras que parecem vincular outros quadros regionais.” Paulo Borba Casella ¹
O Brasil mantém excelentes laços de cooperação com China e Rússia, que, por sua vez, também desenvolvem excelente relações, a começar pela área de política internacional. Isso fortalece o BRICS, fórum também integrado pela Índia e a África do Sul, que deve realizar sua próxima Reunião de Cúpula na cidade sul-africana de Durban, em 26 e 27 de março. O BRICS tem despertado especial atenção do mundo inteiro, sobretudo dos países desenvolvidos.
Não por acaso, a conceituada Universidade de Leiden, na Holanda, promoverá o “Simpósio sobre Aspectos Políticos e Jurídicos da Cooperação Espacial entre a Europa e os Países do BRICS - Inventário, Desafios e Oportunidades”, em 16 de maio próximo. Para esse evento inédito no chamado mundo avançado, estão convidados o Prof. Paulo Borba Casella, da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo, que abordará o tema “BRICS: Do Conceito à Realidade”, e o autor destas linhas, que falará sobre a “Cooperação Espacial Brasil-China ¨- o Programa CBERS”. Será um encontro interdisciplinar, co-organizado pelo Instituto Internacional de Direito Aeronáutico e Espacial da Faculdade de Direito e pelo Departamento de Estudos Latino-Americanos da Faculdade de Humanidades da Universidade de Leiden, a mais antiga do país, criada em 1575.
Rússia e China
Os Ministros das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da China, Yang Jiechi, tiveram importante encontro em Moscou na sexta-feira, 22 de fevereiro. Entenderam-se até sobre a situação na Síria, com a meta sensata de evitar o aumento dos conflitos dentro e fora do país. A unidade sino-russa, anunciada pela France Press, inclui um fato de suma relevância política e diplomática: a Rússia poderá ser o primeiro país a ser visitado pelo Presidente eleito da China, Xi Jinping, agora em março, logo após sua confirmação como Chefe do Estado, sucedendo a Hu Jintao. Xi Jinping e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participarão, a seguir, da Cúpula do BRICS, em Durbam, onde certamente empenharão todo o seu prestígio.
“Rússia e China sustentam as mesmas posições e as aplicam nas negociações sobre o Oriente Médio, o Norte da África, a crise síria, o Afeganistão, o programa nuclear iraniano, além de outras situações críticas”, declarou Lavrov à imprensa, ao lado de Yang. E acrescentou: “Em todos esses casos, nós e nossos amigos chineses orientamo-nos pelo mesmo princípio da necessidade de se respeitarem o direito internacional e os procedimentos da ONU, de não se permitir a interferência nos conflitos domésticos e, mais que tudo, o uso da força”. Os dois chanceleres consideram “inaceitável” o terceiro teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, no início deste mês.
Ainda segundo a France Press, Yang teve na ocasião uma conversa a portas fechadas com Putin, de onde saiu afirmando que “as relações sino-russas são de enorme importância não apenas para os nossos países, como também têm influência sobre o fortalecimento da paz e do desenvolvimento no planeta como um todo”. O ministro chinês disse ainda que o volume de comércio entre os dois países superou os 80 bilhões de dólares, em 2012, e que “há boas razões” para crer que esse montante poderá chegar a 100 bilhões, em três anos, ou seja, lá por 2015.
Apesar da clara sintonia, russos e chineses ainda não lograram concluir a venda de quase 70 bilhões de metros cúbicos anuais de gás da Rússia para a China nos próximos 30 anos. A empresa Gazprom, da Rússia, e a Companhia Nacional de Petróleo da China, que firmaram acordo-quadro em 2009, seguem discutindo a questão do preço. Mas, dado o significado do tema, não se descarta a possibilidade de os dois países resolverem o impasse antes da Cúpula do BRICS. Seria uma demonstração insofismável de aliança sólida e de muito longo prazo.
Brasil e Rússia
A Declaração Conjunta da VI Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, assinada pelo Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, e pelo Chefe do Governo da Rússia, Dmitry A. Medvedev, em Brasília, em 20 de fevereiro, deixou clara a amplitude dos temas discutidos entre os dois países. Os dois mandatários “ressaltaram a importância do fluido diálogo político no âmbito de sua Parceria Estratégica e mostraram satisfação pelos resultados da Reunião de Consultas Políticas (...)”. A Comissão analisou grandes temas da agenda internacional: cooperação em fóruns multilaterais, ONU, BRICS, G20, entre outros; reforma da ONU e de seu Conselho de Segurança; o impacto da crise econômico-financeira mundial na política global; não-proliferação de armas nucleares, desarmamento e controle de armas; cooperação internacional no combate aos novos desafios e ameaças; e Direitos Humanos. Tratou-se, ainda, da atual situação do Oriente Médio, Norte da África, região do Cáucaso, da América Latina e Caribe, Comunidade de Estados Independentes, Mercosul, Unasul, Celac, OEA, União Aduaneira e União Euro-Asiática.
Os dois países decidiram também iniciar negociações para a compra de baterias antiaéreas russas pelo Brasil, o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa, e a transferência de tecnologia para a participação de empresas estratégicas brasileiras nos processos de produção e sustentabilidade logística integrada.
A Presidente Dilma Rousseff recebeu o Premier Medvedev no Palácio do Planalto e lembrou sua visita a Moscou, em dezembro de 2012, quando o Presidente Vladimir Putin lhe manifestou o apoio russo ao Programa Ciência sem Fronteiras, do Brasil. Dilma frisou naquele encontro: “A Rússia tem enormes conhecimentos acumulados em áreas como engenharia aeronáutica, exploração de gás e petróleo, mineração. Queremos que brasileiros possam usufruir desses conhecimentos, o que fortalecerá parcerias produtivas em nossos países”.
Agora, a Rússia vem de integrar-se oficialmente ao Programa Ciência sem Fronteiras, executado pelo CNPq e Finep, para a formação de especialistas brasileiros em universidades, centros de pesquisa e empresas russos. O respectivo Memorando de Entendimento foi firmado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Marco Antonio Raupp (ao lado do Secretário Executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim; a Finep está subordinada a esse Ministério) e pelo Vice-Ministro de Educação e Ciência da Rússia, Igor Fedyukin.
O Programa Ciência sem Fronteiras será, igualmente, a base de apoio do sistema lançado pela AEB para formar especialistas em áreas espaciais em parceria com agências espaciais dos países mais avançados no setor, inclusive e, em especial, a Roscosmos, da Rússia.
A propósito, o Premier Medvedev anunciou a intenção da Rússia de propor “uma série de novos projetos” conjuntos com o Brasil nas áreas de tecnologia espacial, petróleo e energia atômica. E disse: “Podemos estabelecer uma aliança tecnológica que ajude nossos povos e nossas empresas”.
Cooperação espacial
A Declaração Conjunta saudou a inauguração na Universidade de Brasília (UnB), em 19 de fevereiro, da estação de referência de correção diferencial do sistema russo de navegação por satélites GLONASS, bem como a assinatura do contrato entre a Fundação UnB e a Corporação de Pesquisa Científica e Produção "Sistemas de Medição Precisa" (OAO NPK SPP)” para instalação, uso e pesquisa no Brasil da Estação Óptica, equipada com Estação de Medição Unidirecional (OWS) MS GLONASS (Sazhen-TM-OWS), no Brasil.
Os dois países também estão prontos para estudar o aumento da participação brasileira no desenvolvimento e uso do sistema GLONASS, conforme prevê o programa de cooperação entre a Agência Espacial Brasileira e a Roskosmos, a agência espacial russa.
A declaração saudou ainda a conclusão do Memorando de Entendimento entre a empresa JSC “Tecnologias Russas da Navegação” e a Prefeitura de Goiânia, através da Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, estabelecendo cooperação em torno do Projeto “Goiânia Sustentável”, com a troca de especialistas, desenvolvimento de pesquisa e capacitação de pessoal.
Rússia e China
Ambos planejam ampliar seu mercado espacial. Ao deixar Brasília, o Premier Medvedev viajou para Havana, onde informou à agência UPI e à imprensa cubana, em 22 de fevereiro, que a Rússia deseja aumentar sua participação no mercado global de serviços espaciais dos atuais 10% para 15%. Ele afirmou: "Queremos não ser apenas uma potência científica líder, um país empenhado em pesquisa espacial, mas também um protagonista no mercado de serviços espaciais”. E argumentou: “Fomos os primeiros no espaço e acreditamos que essa é a nossa vantagem competitiva. Mas é impossível não investir no espaço. Se nos louvamos só pelo lançamento do primeiro satélite e do voo de Gagarin, nós simplesmente ficaremos para trás.” Medvedev observou que o objetivo principal da Rússia na expansão de seu mercado espacial é colocar mais satélites em órbita e promover mais lançamentos internacionais.
A Rússia, sabe-se, está reavaliando seu programa espacial, a fim de investir nele 69 bilhões de dólares até 2020, ou seja, uma média de 8,625 bilhões por ano. Nada mal.
Brasil e China
Está programado para este primeiro semestre de 2013 o lançamento do satélite CBERS-3, que não pôde ser lançado no fim de 2012, como previsto, por problemas surgidos com equipamentos adquiridos para o satélite capazes de comprometer o êxito da missão. As equipes técnicas brasileira e chinesa trabalham a todo o vapor para levar a cabo a operação o quanto antes.
Os grupos de trabalho designados pelos dois países devem iniciar em breve seus encontros destinados à elaboração do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China, conforme decisão adotada pelos respectivos governos. A iniciativa de criar e executar um plano de cooperação espacial ao longo de dez anos é inédita na história das atividades espaciais.
O Brasil começa o ano de 2013 comprometido com os objetivos e metas traçadas pelo novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012-2021), que tem como prioridade maior “impulsionar o avanço industrial”. Esse esforço já se reflete no trabalho em pleno andamento da nova empresa Visiona, constituída pela Telebras, do Ministério das Comunicações, e pela Embraer, empresa privada de reconhecido prestígio internacional, que coordena a construção do primeiro Satélite Geoestacionário de Comunicação e Defesa (SGDC) do Brasil, a ser lançado em 2014.
A China promete, para este ano, nada menos de 20 lançamentos espaciais, inclusive o da sua primeira sonda a pousar na Lua, a Chang'e-3, e o Shenzhou-10, nave que dará início à construção da primeira estação espacial do país. A missão para coletar amostras do solo e de rochas da Lua está prevista para 2017. Fontes oficiais dão conta de que, em 2020, a China planeja ter em órbita 200 objetos espaciais ativos, que poderão representar cerca de 20% do total que existirá então.
Mesmo sem falar nos programas espaciais e de outras esferas de cooperação internacional da Índia e da África do Sul (países com os quais o Brasil desenvolve o projeto do satélite IBAS), há boas razões para acreditar que a Cúpula do BRICS será um evento positivo, otimista e rico em perspectivas, tanto para seus países membros como para o mundo inteiro. Algo bem diferente do que se observa em outras regiões e fóruns do planeta. Isso poderá ficar ainda mais claro se nossa grande mídia se dispor a cobrir o encontro, dando-lhe a importância e o peso que ele já conquistou.
* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB.
Referências
1) Casella, Paulo Borba, BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul: uma perspectiva de cooperação internacional, São Paulo: Atlas, 2011. Casella, autor de inúmeros livros, é Professor Titular de Direito Internacional Público e Chefe do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo (USP).
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Anotações às vésperas da Cúpula do BRICS
José Monserrat Filho *
“É possível reinventar o modelo de relações entre estes Estados, livres das amarras que parecem vincular outros quadros regionais.” Paulo Borba Casella ¹
O Brasil mantém excelentes laços de cooperação com China e Rússia, que, por sua vez, também desenvolvem excelente relações, a começar pela área de política internacional. Isso fortalece o BRICS, fórum também integrado pela Índia e a África do Sul, que deve realizar sua próxima Reunião de Cúpula na cidade sul-africana de Durban, em 26 e 27 de março. O BRICS tem despertado especial atenção do mundo inteiro, sobretudo dos países desenvolvidos.
Não por acaso, a conceituada Universidade de Leiden, na Holanda, promoverá o “Simpósio sobre Aspectos Políticos e Jurídicos da Cooperação Espacial entre a Europa e os Países do BRICS - Inventário, Desafios e Oportunidades”, em 16 de maio próximo. Para esse evento inédito no chamado mundo avançado, estão convidados o Prof. Paulo Borba Casella, da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo, que abordará o tema “BRICS: Do Conceito à Realidade”, e o autor destas linhas, que falará sobre a “Cooperação Espacial Brasil-China ¨- o Programa CBERS”. Será um encontro interdisciplinar, co-organizado pelo Instituto Internacional de Direito Aeronáutico e Espacial da Faculdade de Direito e pelo Departamento de Estudos Latino-Americanos da Faculdade de Humanidades da Universidade de Leiden, a mais antiga do país, criada em 1575.
Rússia e China
Os Ministros das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da China, Yang Jiechi, tiveram importante encontro em Moscou na sexta-feira, 22 de fevereiro. Entenderam-se até sobre a situação na Síria, com a meta sensata de evitar o aumento dos conflitos dentro e fora do país. A unidade sino-russa, anunciada pela France Press, inclui um fato de suma relevância política e diplomática: a Rússia poderá ser o primeiro país a ser visitado pelo Presidente eleito da China, Xi Jinping, agora em março, logo após sua confirmação como Chefe do Estado, sucedendo a Hu Jintao. Xi Jinping e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participarão, a seguir, da Cúpula do BRICS, em Durbam, onde certamente empenharão todo o seu prestígio.
“Rússia e China sustentam as mesmas posições e as aplicam nas negociações sobre o Oriente Médio, o Norte da África, a crise síria, o Afeganistão, o programa nuclear iraniano, além de outras situações críticas”, declarou Lavrov à imprensa, ao lado de Yang. E acrescentou: “Em todos esses casos, nós e nossos amigos chineses orientamo-nos pelo mesmo princípio da necessidade de se respeitarem o direito internacional e os procedimentos da ONU, de não se permitir a interferência nos conflitos domésticos e, mais que tudo, o uso da força”. Os dois chanceleres consideram “inaceitável” o terceiro teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, no início deste mês.
Ainda segundo a France Press, Yang teve na ocasião uma conversa a portas fechadas com Putin, de onde saiu afirmando que “as relações sino-russas são de enorme importância não apenas para os nossos países, como também têm influência sobre o fortalecimento da paz e do desenvolvimento no planeta como um todo”. O ministro chinês disse ainda que o volume de comércio entre os dois países superou os 80 bilhões de dólares, em 2012, e que “há boas razões” para crer que esse montante poderá chegar a 100 bilhões, em três anos, ou seja, lá por 2015.
Apesar da clara sintonia, russos e chineses ainda não lograram concluir a venda de quase 70 bilhões de metros cúbicos anuais de gás da Rússia para a China nos próximos 30 anos. A empresa Gazprom, da Rússia, e a Companhia Nacional de Petróleo da China, que firmaram acordo-quadro em 2009, seguem discutindo a questão do preço. Mas, dado o significado do tema, não se descarta a possibilidade de os dois países resolverem o impasse antes da Cúpula do BRICS. Seria uma demonstração insofismável de aliança sólida e de muito longo prazo.
Brasil e Rússia
A Declaração Conjunta da VI Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, assinada pelo Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, e pelo Chefe do Governo da Rússia, Dmitry A. Medvedev, em Brasília, em 20 de fevereiro, deixou clara a amplitude dos temas discutidos entre os dois países. Os dois mandatários “ressaltaram a importância do fluido diálogo político no âmbito de sua Parceria Estratégica e mostraram satisfação pelos resultados da Reunião de Consultas Políticas (...)”. A Comissão analisou grandes temas da agenda internacional: cooperação em fóruns multilaterais, ONU, BRICS, G20, entre outros; reforma da ONU e de seu Conselho de Segurança; o impacto da crise econômico-financeira mundial na política global; não-proliferação de armas nucleares, desarmamento e controle de armas; cooperação internacional no combate aos novos desafios e ameaças; e Direitos Humanos. Tratou-se, ainda, da atual situação do Oriente Médio, Norte da África, região do Cáucaso, da América Latina e Caribe, Comunidade de Estados Independentes, Mercosul, Unasul, Celac, OEA, União Aduaneira e União Euro-Asiática.
Os dois países decidiram também iniciar negociações para a compra de baterias antiaéreas russas pelo Brasil, o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa, e a transferência de tecnologia para a participação de empresas estratégicas brasileiras nos processos de produção e sustentabilidade logística integrada.
A Presidente Dilma Rousseff recebeu o Premier Medvedev no Palácio do Planalto e lembrou sua visita a Moscou, em dezembro de 2012, quando o Presidente Vladimir Putin lhe manifestou o apoio russo ao Programa Ciência sem Fronteiras, do Brasil. Dilma frisou naquele encontro: “A Rússia tem enormes conhecimentos acumulados em áreas como engenharia aeronáutica, exploração de gás e petróleo, mineração. Queremos que brasileiros possam usufruir desses conhecimentos, o que fortalecerá parcerias produtivas em nossos países”.
Agora, a Rússia vem de integrar-se oficialmente ao Programa Ciência sem Fronteiras, executado pelo CNPq e Finep, para a formação de especialistas brasileiros em universidades, centros de pesquisa e empresas russos. O respectivo Memorando de Entendimento foi firmado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Marco Antonio Raupp (ao lado do Secretário Executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim; a Finep está subordinada a esse Ministério) e pelo Vice-Ministro de Educação e Ciência da Rússia, Igor Fedyukin.
O Programa Ciência sem Fronteiras será, igualmente, a base de apoio do sistema lançado pela AEB para formar especialistas em áreas espaciais em parceria com agências espaciais dos países mais avançados no setor, inclusive e, em especial, a Roscosmos, da Rússia.
A propósito, o Premier Medvedev anunciou a intenção da Rússia de propor “uma série de novos projetos” conjuntos com o Brasil nas áreas de tecnologia espacial, petróleo e energia atômica. E disse: “Podemos estabelecer uma aliança tecnológica que ajude nossos povos e nossas empresas”.
Cooperação espacial
A Declaração Conjunta saudou a inauguração na Universidade de Brasília (UnB), em 19 de fevereiro, da estação de referência de correção diferencial do sistema russo de navegação por satélites GLONASS, bem como a assinatura do contrato entre a Fundação UnB e a Corporação de Pesquisa Científica e Produção "Sistemas de Medição Precisa" (OAO NPK SPP)” para instalação, uso e pesquisa no Brasil da Estação Óptica, equipada com Estação de Medição Unidirecional (OWS) MS GLONASS (Sazhen-TM-OWS), no Brasil.
Os dois países também estão prontos para estudar o aumento da participação brasileira no desenvolvimento e uso do sistema GLONASS, conforme prevê o programa de cooperação entre a Agência Espacial Brasileira e a Roskosmos, a agência espacial russa.
A declaração saudou ainda a conclusão do Memorando de Entendimento entre a empresa JSC “Tecnologias Russas da Navegação” e a Prefeitura de Goiânia, através da Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, estabelecendo cooperação em torno do Projeto “Goiânia Sustentável”, com a troca de especialistas, desenvolvimento de pesquisa e capacitação de pessoal.
Rússia e China
Ambos planejam ampliar seu mercado espacial. Ao deixar Brasília, o Premier Medvedev viajou para Havana, onde informou à agência UPI e à imprensa cubana, em 22 de fevereiro, que a Rússia deseja aumentar sua participação no mercado global de serviços espaciais dos atuais 10% para 15%. Ele afirmou: "Queremos não ser apenas uma potência científica líder, um país empenhado em pesquisa espacial, mas também um protagonista no mercado de serviços espaciais”. E argumentou: “Fomos os primeiros no espaço e acreditamos que essa é a nossa vantagem competitiva. Mas é impossível não investir no espaço. Se nos louvamos só pelo lançamento do primeiro satélite e do voo de Gagarin, nós simplesmente ficaremos para trás.” Medvedev observou que o objetivo principal da Rússia na expansão de seu mercado espacial é colocar mais satélites em órbita e promover mais lançamentos internacionais.
A Rússia, sabe-se, está reavaliando seu programa espacial, a fim de investir nele 69 bilhões de dólares até 2020, ou seja, uma média de 8,625 bilhões por ano. Nada mal.
Brasil e China
Está programado para este primeiro semestre de 2013 o lançamento do satélite CBERS-3, que não pôde ser lançado no fim de 2012, como previsto, por problemas surgidos com equipamentos adquiridos para o satélite capazes de comprometer o êxito da missão. As equipes técnicas brasileira e chinesa trabalham a todo o vapor para levar a cabo a operação o quanto antes.
Os grupos de trabalho designados pelos dois países devem iniciar em breve seus encontros destinados à elaboração do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China, conforme decisão adotada pelos respectivos governos. A iniciativa de criar e executar um plano de cooperação espacial ao longo de dez anos é inédita na história das atividades espaciais.
O Brasil começa o ano de 2013 comprometido com os objetivos e metas traçadas pelo novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012-2021), que tem como prioridade maior “impulsionar o avanço industrial”. Esse esforço já se reflete no trabalho em pleno andamento da nova empresa Visiona, constituída pela Telebras, do Ministério das Comunicações, e pela Embraer, empresa privada de reconhecido prestígio internacional, que coordena a construção do primeiro Satélite Geoestacionário de Comunicação e Defesa (SGDC) do Brasil, a ser lançado em 2014.
A China promete, para este ano, nada menos de 20 lançamentos espaciais, inclusive o da sua primeira sonda a pousar na Lua, a Chang'e-3, e o Shenzhou-10, nave que dará início à construção da primeira estação espacial do país. A missão para coletar amostras do solo e de rochas da Lua está prevista para 2017. Fontes oficiais dão conta de que, em 2020, a China planeja ter em órbita 200 objetos espaciais ativos, que poderão representar cerca de 20% do total que existirá então.
Mesmo sem falar nos programas espaciais e de outras esferas de cooperação internacional da Índia e da África do Sul (países com os quais o Brasil desenvolve o projeto do satélite IBAS), há boas razões para acreditar que a Cúpula do BRICS será um evento positivo, otimista e rico em perspectivas, tanto para seus países membros como para o mundo inteiro. Algo bem diferente do que se observa em outras regiões e fóruns do planeta. Isso poderá ficar ainda mais claro se nossa grande mídia se dispor a cobrir o encontro, dando-lhe a importância e o peso que ele já conquistou.
* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB.
Referências
1) Casella, Paulo Borba, BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul: uma perspectiva de cooperação internacional, São Paulo: Atlas, 2011. Casella, autor de inúmeros livros, é Professor Titular de Direito Internacional Público e Chefe do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo (USP).
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Brasil, África do Sul e Índia: satélite IBAS
Brasil, Índia e África do Sul retomam projeto do satélite IBAS
01-11-2012
Técnicos do Brasil, Índia e África do Sul, reunidos em Bangalore, Índia, em 23 de outubro, na sede da Agência Espacial da Índia (ISRO, sigla em inglês), retomaram as discussões sobre o desenvolvimento conjunto do microssatélite científico IBAS sobre Clima Espacial.
O encontro começou com apresentação dos programas existentes na área de Clima Espacial – estudo de fenômenos solares e sua influência em sistemas terrestres naturais e tecnológicos. Logo após, iniciou-se a avaliação dos resultados do workshop de 2010 ligado ao desenvolvimento do projeto.
A África do Sul propôs o uso da plataforma de microssatélite já desenvolvida no âmbito do projeto SumbandilaSat – microssatélite para imageamento óptico de superfície. A plataforma, adaptada aos instrumentos científicos já propostos, poderia ser lançada como “carona” (piggyback) de um lançamento principal do lançador indiano PSLV. Passou-se, então, à discussão das características da plataforma e desse lançamento “carona”. A plataforma pode ser a base para o microssatélite IBAS.
Ficou acordado, também, que cada país deve apresentar, até o fim de novembro deste ano, um texto conceitual (concept paper) sobre as características científicas da missão e sobre os instrumentos candidatos a integrar a carga útil do microssatélite
Histórico – A ideia de criação de um satélite IBAS foi lançada, em 2008, pelo então Ministro das Relações Exteriores, hoje Ministro da Defesa, Celso Amorim. Os entendimentos para desenvolver o projeto iniciaram-se, em 2009, na África do Sul, durante seminário sobre Espaço e Astronomia, reunindo pesquisadores do Brasil, Índia e África do Sul. Ficou acertado criar um satélite de monitoramento de clima espacial. O estudo do clima espacial interessa aos pesquisadores dos três países, mas tem também sérias implicações práticas: influenciam os sistemas de navegação por satélite (sistemas GPS e similares), as linhas de transmissão de energia e os enlaces de telecomunicações.
Em 2010, em Brasília, Brasil e África do Sul deram sequência às negociações sobre o projeto. E formularam uma definição preliminar da missão, seus requisitos e instrumentos científicos para a carga útil, além de um cronograma de curto prazo para refinamento das especificações da missão. A Índia não pôde comparecer à reunião.
Em outubro de 2011, governantes dos três países se reuniram na V Cúpula do Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (IBAS), de que participou a Presidente Dilma Rousseff. O três chefes de Estado e de Governo enfatizaram a necessidade de retomada do projeto do satélite IBAS. Ficou agendada a reunião agora realizada em Bangalore.
Fonte: AEB
Comentário: de acordo com as discussões iniciais quanto às responsabilidades de cada país parceiro no projeto do satélite IBAS, as cargas úteis seriam fornecidas pelo Brasil, por meio do setor de Ciência Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Imagens do Resourcesat-1 em uso pelo INPE
Satélite indiano avalia seca em áreas do Nordeste
Segunda-feira, 06 de Agosto de 2012
Avaliar a extensão de fenômenos como estiagem é uma das principais aplicações do sensoriamento remoto por satélites. No Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), imagens recentes e outras gravadas em meados de 2010 foram comparadas para mostrar os efeitos da seca em regiões do Ceará e da Bahia.
Foram utilizadas imagens do sensor LISS-3, a bordo do ResourceSat-1, satélite indiano cujos dados são recebidos no Brasil pelo INPE, que os distribui gratuitamente aos usuários pela internet: http://www.dgi.inpe.br/CDSR/
Segundo os pesquisadores da Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE, as imagens mostram que a Bahia foi mais afetada pela estiagem do que o Ceará.
“Na Bahia, a imagem de julho de 2012 mostra que o verde praticamente feneceu e as águas superficiais sumiram, enquanto na imagem de 2010 a verdura é muito perceptível. Já no Ceará observa-se que os açudes não se alteraram significativamente na imagem de julho de 2012 em comparação a 2010”, comenta Paulo Roberto Martini.
Disponibilidade
O ResourceSat apresenta características muito semelhantes ao LandSat, programa pioneiro de sensoriamento remoto dos Estados Unidos que enfrenta problemas técnicos. Com o LandSat-5 em manutenção, as imagens do satélite indiano têm sido fundamentais para acompanhar as secas no Nordeste e outras transformações no território que dependem do sensoriamento remoto orbital.
O Brasil, através do INPE, possui um dos acervos de imagens de satélites mais antigos do mundo, pois recebe os dados LandSat desde 1973 por meio da estação localizada em Cuiabá (MT).
O INPE iniciou a recepção de dados do ResourceSat em setembro de 2009. Desde então, seu Centro de Dados de Sensoriamento Remoto (CDSR) já disponibilizou via catálogo online 25.892 cenas, sendo 5.133 do sensor AWIFS e 20.759 do LISS-3.
Agora, a expectativa é pelo lançamento do satélite sino-brasileiro CBERS-3, que deve melhorar muito a oferta de dados para estudos e monitoramento do meio ambiente.
Fonte: INPE
Comentário: para acessar as imagens produzidas pelo Resourcesat-1, clique aqui.
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domingo, 8 de abril de 2012
SGB e o fratricídio francês
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Desde setembro de 2011, o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) se tornou o principal tema de interesse do Programa Espacial Brasileiro pela indústria espacial estrangeira. E com frequência, surgem notícias sobre os preparativos e as movimentações para a viabilização do projeto, a ser executado pela BR1SAT, joint-venture a ser constituída pela Embraer Defesa e Segurança e a estatal Telebrás, sob os auspícios e interesses dos ministérios das Comunicações e Defesa.
À medida que o projeto vai se viabilizando, também acontecem as movimentações de empresas e indústrias interessadas, e o blog passará a abordar algumas dessas movimentações de bastidores.
De acordo com informações que chegaram ao conhecimento do blog Panorama Espacial, houve uma tentativa francesa para uma proposta conjunta para o governo brasileiro, envolvendo a Thales Alenia Space e a Astrium, num solução turn-key, com a entrega do satélite em órbita. Seria uma proposta similar a que está sendo feita pela Astrium e Thales Alenia Space para a empresa espanhola Hisdesat envolvendo o satélite militar Hisnorsat. A Thales, no entanto, teria recusado a proposta.
Na opinião de quem observa atentamente as movimentações empresariais relacionadas ao SGB, a decisão da Thales demonstra a importância que o eventual contrato brasileiro representa para a empresa. Em 2011, o único contrato para a construção de um satélite geoestacionário de comunicações conquistado pela companhia foi com governo do Turcomenistão. Não houve encomendas comerciais. Oficialmente, as dificuldades em conquistar novos negócios teriam um motivo principal: a desvalorização do euro frente ao dólar, o que estaria minando a competitividade da indústria espacial europeia. Mas, mesmo com a desvalorização do dólar, a também europeia Astrium fechou em 2011 cinco novas encomendas de satélites geoestacionários, inclusive de clientes comerciais, como a DirectTV e Eutelsat.
A Thales Alenia Space é a contratante principal do Syracuse, o sistema francês de comunicações militares por satélite, e tem esperanças de que seu expertise na área, aliado ao acordo de parceria estratégica entre o Brasil e a França, sejam determinantes para a sua escolha como fornecedora principal do satélite do SGB.
A competição vai se desenhando
Em declarações públicas feitas há algumas semanas, Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação não perdeu a oportunidade para falar sobre a aguardada abertura de concorrência internacional para a seleção do fornecedor do SGB, o que tem causado certa aflição em setores industriais e mesmo no governo.
Primeiro, Raupp falou da possibilidade da participação norte-americana, e embora não tenha citado nomes, fato é que a Space Systems Loral (selecionada pela brasileira Star One para a construção do Star One C4) já esteve em Brasília para contatos relacionados a uma possível participação no SGB, conforme já revelado pelo blog. Além da Loral, cogita-se também sobre o possível interesse da Boeing, que, em mais de uma ocasião, demonstrou estar atenta a oportunidades espaciais no Brasil.
Diz a lenda, a Loral, que é bastante conhecida por suas propostas competitivas, muitas vezes com valores percentuais até dois dígitos mais baratos, já conta com experiência (e habilidade) em suportar "desaforos" sul-americanos. A Boeing, por sua vez, apesar de ter sistemas de comunicações considerados caros, há alguns anos decidiu voltar com força ao mercado, e colocou o Brasil como um dos seus mercados de atenção, particularmente pelo Programa F-X2, que prevê a aquisição de novos caças pela Força Aérea Brasileira.
Raupp também esteve na Índia, integrando a comitiva que viajou ao país asiático no final de março. Nesta ocasião, o ministro convidou os indianos a analisarem o projeto SGB e eventualmente participarem da concorrência. A Índia conta com uma tecnologia recentemente madura em satélites geoestacionários, principalmente em plataformas de médio porte, mas ainda depende de fornecedores estrangeiros para componentes e cargas úteis, como os transpônderes de comunicações, usualmente fornecidos pela europeia Astrium. A empresa do grupo EADS e a Antrix Corporation (braço comercial da agência espacial indiana, a ISRO), aliás, mantêm vários acordos de cooperação, como em lançamentos de cargas úteis, satélites, entre outros.
Fratricídio?
Para muitos observadores, a indústria espacial francesa sempre foi vista como uma das mais bem posicionadas para o SGB, posicionamento este que ganhou reforço com o acordo de parceria estratégica celebrado em dezembro de 2008. Uma falha da indústria da França em unir esforços para uma oferta conjunta para o SGB poderia resultar num movimento fratricida, que só traria prejuízos a sua própria indústria. Falhas estas, aliás, que muitas vezes levaram a indústria francesa a ser surpreendida e perder negócios em que já era entendida como vitoriosa, mesmo no Brasil (uma pessoa ouvida pelo blog citou o caso, pouco conhecido em detalhes, da tentativa francesa em vender e transferir tecnologia de pequenos satélites de observação).
Desde setembro de 2011, o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) se tornou o principal tema de interesse do Programa Espacial Brasileiro pela indústria espacial estrangeira. E com frequência, surgem notícias sobre os preparativos e as movimentações para a viabilização do projeto, a ser executado pela BR1SAT, joint-venture a ser constituída pela Embraer Defesa e Segurança e a estatal Telebrás, sob os auspícios e interesses dos ministérios das Comunicações e Defesa.
À medida que o projeto vai se viabilizando, também acontecem as movimentações de empresas e indústrias interessadas, e o blog passará a abordar algumas dessas movimentações de bastidores.
De acordo com informações que chegaram ao conhecimento do blog Panorama Espacial, houve uma tentativa francesa para uma proposta conjunta para o governo brasileiro, envolvendo a Thales Alenia Space e a Astrium, num solução turn-key, com a entrega do satélite em órbita. Seria uma proposta similar a que está sendo feita pela Astrium e Thales Alenia Space para a empresa espanhola Hisdesat envolvendo o satélite militar Hisnorsat. A Thales, no entanto, teria recusado a proposta.
Na opinião de quem observa atentamente as movimentações empresariais relacionadas ao SGB, a decisão da Thales demonstra a importância que o eventual contrato brasileiro representa para a empresa. Em 2011, o único contrato para a construção de um satélite geoestacionário de comunicações conquistado pela companhia foi com governo do Turcomenistão. Não houve encomendas comerciais. Oficialmente, as dificuldades em conquistar novos negócios teriam um motivo principal: a desvalorização do euro frente ao dólar, o que estaria minando a competitividade da indústria espacial europeia. Mas, mesmo com a desvalorização do dólar, a também europeia Astrium fechou em 2011 cinco novas encomendas de satélites geoestacionários, inclusive de clientes comerciais, como a DirectTV e Eutelsat.
A Thales Alenia Space é a contratante principal do Syracuse, o sistema francês de comunicações militares por satélite, e tem esperanças de que seu expertise na área, aliado ao acordo de parceria estratégica entre o Brasil e a França, sejam determinantes para a sua escolha como fornecedora principal do satélite do SGB.
A competição vai se desenhando
Em declarações públicas feitas há algumas semanas, Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação não perdeu a oportunidade para falar sobre a aguardada abertura de concorrência internacional para a seleção do fornecedor do SGB, o que tem causado certa aflição em setores industriais e mesmo no governo.
Primeiro, Raupp falou da possibilidade da participação norte-americana, e embora não tenha citado nomes, fato é que a Space Systems Loral (selecionada pela brasileira Star One para a construção do Star One C4) já esteve em Brasília para contatos relacionados a uma possível participação no SGB, conforme já revelado pelo blog. Além da Loral, cogita-se também sobre o possível interesse da Boeing, que, em mais de uma ocasião, demonstrou estar atenta a oportunidades espaciais no Brasil.
Diz a lenda, a Loral, que é bastante conhecida por suas propostas competitivas, muitas vezes com valores percentuais até dois dígitos mais baratos, já conta com experiência (e habilidade) em suportar "desaforos" sul-americanos. A Boeing, por sua vez, apesar de ter sistemas de comunicações considerados caros, há alguns anos decidiu voltar com força ao mercado, e colocou o Brasil como um dos seus mercados de atenção, particularmente pelo Programa F-X2, que prevê a aquisição de novos caças pela Força Aérea Brasileira.
Raupp também esteve na Índia, integrando a comitiva que viajou ao país asiático no final de março. Nesta ocasião, o ministro convidou os indianos a analisarem o projeto SGB e eventualmente participarem da concorrência. A Índia conta com uma tecnologia recentemente madura em satélites geoestacionários, principalmente em plataformas de médio porte, mas ainda depende de fornecedores estrangeiros para componentes e cargas úteis, como os transpônderes de comunicações, usualmente fornecidos pela europeia Astrium. A empresa do grupo EADS e a Antrix Corporation (braço comercial da agência espacial indiana, a ISRO), aliás, mantêm vários acordos de cooperação, como em lançamentos de cargas úteis, satélites, entre outros.
Fratricídio?
Para muitos observadores, a indústria espacial francesa sempre foi vista como uma das mais bem posicionadas para o SGB, posicionamento este que ganhou reforço com o acordo de parceria estratégica celebrado em dezembro de 2008. Uma falha da indústria da França em unir esforços para uma oferta conjunta para o SGB poderia resultar num movimento fratricida, que só traria prejuízos a sua própria indústria. Falhas estas, aliás, que muitas vezes levaram a indústria francesa a ser surpreendida e perder negócios em que já era entendida como vitoriosa, mesmo no Brasil (uma pessoa ouvida pelo blog citou o caso, pouco conhecido em detalhes, da tentativa francesa em vender e transferir tecnologia de pequenos satélites de observação).
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domingo, 1 de abril de 2012
Cooperação Brasil - Índia
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Por ocasião da visita oficial de comitiva brasileira à Índia, na semana passada, chefiada pela presidente da República, Dilma Rousseff, o Itamaraty divulgou o "Comunicado Conjunto Brasil-Índia sobre a Visita de Estado da Presidenta da República Federativa do Brasil à Índia - Nova Delhi, 30 de março de 2012". Um dos tópicos destacados no comunicado trata da cooperação espacial entre os dois países:
"Espaço
17. Os Líderes manifestaram o desejo de fortalecer a cooperação em pesquisa espacial em áreas tais como sensoriamento remoto, compartilhamento de dados e previsão do tempo. Nesse sentido, expressaram seu interesse no intercâmbio regular de especialistas. O Brasil reiterou o desejo de receber imagens do satélite indiano Resourcesat-2, dada a exitosa cooperação no recebimento de dados do Resourcesat-1 na Estação Terrestre de Cuiabá. Com relação ao Projeto do Satélite IBAS, os dois líderes manifestaram seu grande interesse em trabalhar juntos para o êxito da Reunião Técnica progrmada para realizar-se em Bangalore ainda em 2012."
Embora não tenha sido mencionado no comunicado conjunto, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, discutiu com autoridades indianas sobre o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) (veja a postagem "Cooperação Brasil - Índia: SGB?").
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quarta-feira, 28 de março de 2012
Cooperação Brasil - Índia: SGB?
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A visita oficial que a presidente Dilma Rousseff fazà Índia esta semana tem dentre as pautas projetos de cooperação no campo de Ciência & Tecnologia, inclusive espacial. Reportagem de hoje da Agência Estado e Agência Brasil destaca a possibilidade de cooperação entre o Brasil e a Índia para o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), citando declarações do ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. "Vamos fazer um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante", afirmou o ministro.
A Índia, aliás, tem projetos relativamente maduros em termos de satélites de comunicações geoestacionários, como o programa Insat (Indian National Satellite System), iniciado no início da década de oitenta e que já teve vários satélites lançados. Soluções em comunicações, aliás, fazem parte do portfólio de produtos e serviços oferecidos pela Antrix, o braço comercial da agência espacial indiana (Indian Space Research Organization - ISRO).
Abaixo, reproduzimos o trecho "espacial" da reportagem:
"Satélites - O Brasil prepara o lançamento de um satélite geoestacionário de comunicação para proporcionar banda larga a todos os municípios do País, e busca na Índia uma cooperação técnica. A construção e o lançamento, sob responsabilidade da Telebras e da Embraer, têm um custo avaliado de R$ 750 milhões. "Vamos fazer um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante", disse o ministro. O satélite de comunicação dará opção a todos os municípios brasileiros a acessar a banda larga para os serviços de internet e telefonia móvel 3G.
Brasil, Índia e África do Sul também discutirão nos próximos dias o lançamento de outro satélite para a observação do clima no Atlântico Sul, o que permitirá fazer as medições necessárias para "entender as anomalias com o campo magnético terrestre que deixam passar as radiações ultravioletas".
Com a China, país com o qual mantém uma intensa cooperação desde a década de 1980 - com o lançamento conjunto de três satélites -, o Brasil prevê o lançamento de um satélite este ano e outro em 2014, informou o ministro, que considera "estratégica" a cooperação."
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A visita oficial que a presidente Dilma Rousseff fazà Índia esta semana tem dentre as pautas projetos de cooperação no campo de Ciência & Tecnologia, inclusive espacial. Reportagem de hoje da Agência Estado e Agência Brasil destaca a possibilidade de cooperação entre o Brasil e a Índia para o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), citando declarações do ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. "Vamos fazer um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante", afirmou o ministro.
A Índia, aliás, tem projetos relativamente maduros em termos de satélites de comunicações geoestacionários, como o programa Insat (Indian National Satellite System), iniciado no início da década de oitenta e que já teve vários satélites lançados. Soluções em comunicações, aliás, fazem parte do portfólio de produtos e serviços oferecidos pela Antrix, o braço comercial da agência espacial indiana (Indian Space Research Organization - ISRO).
Abaixo, reproduzimos o trecho "espacial" da reportagem:
"Satélites - O Brasil prepara o lançamento de um satélite geoestacionário de comunicação para proporcionar banda larga a todos os municípios do País, e busca na Índia uma cooperação técnica. A construção e o lançamento, sob responsabilidade da Telebras e da Embraer, têm um custo avaliado de R$ 750 milhões. "Vamos fazer um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante", disse o ministro. O satélite de comunicação dará opção a todos os municípios brasileiros a acessar a banda larga para os serviços de internet e telefonia móvel 3G.
Brasil, Índia e África do Sul também discutirão nos próximos dias o lançamento de outro satélite para a observação do clima no Atlântico Sul, o que permitirá fazer as medições necessárias para "entender as anomalias com o campo magnético terrestre que deixam passar as radiações ultravioletas".
Com a China, país com o qual mantém uma intensa cooperação desde a década de 1980 - com o lançamento conjunto de três satélites -, o Brasil prevê o lançamento de um satélite este ano e outro em 2014, informou o ministro, que considera "estratégica" a cooperação."
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sábado, 12 de novembro de 2011
Cooperação Brasil - Índia
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Os governos do Brasil e da Índia estão negociando o uso de satélites deste último para monitorar a floresta amazônica, segundo reportagem da Associated Press. A informação veio de funcionários do governo brasileiro, que afirmaram que o uso de satélites indianos permitiria o imageamento de áreas de desmatamento mais rapidamente.
O satélite a ser usado seria da série Resourcesat, dotado de sensores óticos. De acordo com Luis Maurano, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), as negociações com a ìndia são complicadas, mas há confiança de um acordo possa ser alcançado.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Satélites IBSA: reportagem da "Folha de S. Paulo"
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Brasil aposta em novo satélite trinacional
Parceria com África do Sul e Índia permitiria criação de sonda para monitorar tempestades solares, por exemplo.
O projeto do primeiro satélite conjunto de Brasil, Índia e África do Sul deve ser reabilitado na próxima semana, durante o encontro do Ibas (cúpula que reúne os três países), em Pretória.
Proposto há dois anos pelo Brasil, o projeto compreende dois microssatélites, um para o estudo do clima espacial, outro para observação da Terra. O de clima espacial, dedicado ao estudo de fenômenos como tempestades solares, deverá ser o primeiro da parceria. No Brasil, a coordenação do projeto será do Inpe.
De acordo com os negociadores brasileiros, o custo total deve ficar em torno de US$ 10 milhões, além de cerca de US$ 7 milhões gastos para o lançamento do satélite. O custo é considerado relativamente baixo. A África do Sul desenvolveria o chamado controle de atitude do satélite, o conjunto de instrumentos de posicionamento da máquina. O Brasil seria responsável pelos sensores de coleta de dados e caberia à Índia o lançamento da sonda.
Especialistas da área espacial ouvidos pela Folha afirmam, porém, que o gigante asiático está reticente em relação à parceria trilateral.
A Índia, afinal, é uma potência espacial emergente, que recentemente lançou uma sonda na superfície da Lua e não tem interesse em um projeto tecnologicamente mais elementar. O maior interesse indiano seria o de vender a tecnologia.
No encontro da próxima semana, que terá a presença da presidente brasileira, Dilma Rousseff, do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, brasileiros e sul-africanos irão pressionar politicamente os colegas asiáticos para embarcar no projeto.
O satélite era visto com entusiasmo no governo Lula, por dar "materialidade" ao grupo de países do hemisfério Sul. "Tem um aspecto positivo de cooperação tecnológica sul-sul", diz o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. A Índia, entretanto, é essencial para o projeto, porque o custo de lançamento de um microssatélite por quilo é mais elevado do que o de um satélite de 5 toneladas.
Além disso, como a ideia é cobrir tanto o Brasil quanto a África do Sul, a nave teria de ser lançada numa órbita oblíqua. Ou seja, nem circulando os polos, como a maioria dos satélites de sensoriamento remoto, nem equatorial, como os satélites geoestacionários.
Para isso, seria necessário embarcar o microssatélite de "carona" com algum outro satélite num foguete indiano. "A Índia explora esse tipo de órbita", diz Câmara.
A África do Sul e o Brasil têm interesse em cooperação tecnológica, já que já são parceiros diplomáticos nos fóruns internacionais sobre uso pacífico do espaço. A África do Sul também abriga a primeira estação de recepção de imagens do satélite sino-brasileiro CBERS, que distribui imagens para a África.
O país africano tem, ainda, capacidade tecnológica "ociosa" nessa área, resquícios de um programa de cooperação nuclear com Israel durante o regime do apartheid (1948-1994).
Fonte: "Folha de São Paulo", via JC E-Mail, 17/10/2011.
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Brasil aposta em novo satélite trinacional
Parceria com África do Sul e Índia permitiria criação de sonda para monitorar tempestades solares, por exemplo.
O projeto do primeiro satélite conjunto de Brasil, Índia e África do Sul deve ser reabilitado na próxima semana, durante o encontro do Ibas (cúpula que reúne os três países), em Pretória.
Proposto há dois anos pelo Brasil, o projeto compreende dois microssatélites, um para o estudo do clima espacial, outro para observação da Terra. O de clima espacial, dedicado ao estudo de fenômenos como tempestades solares, deverá ser o primeiro da parceria. No Brasil, a coordenação do projeto será do Inpe.
De acordo com os negociadores brasileiros, o custo total deve ficar em torno de US$ 10 milhões, além de cerca de US$ 7 milhões gastos para o lançamento do satélite. O custo é considerado relativamente baixo. A África do Sul desenvolveria o chamado controle de atitude do satélite, o conjunto de instrumentos de posicionamento da máquina. O Brasil seria responsável pelos sensores de coleta de dados e caberia à Índia o lançamento da sonda.
Especialistas da área espacial ouvidos pela Folha afirmam, porém, que o gigante asiático está reticente em relação à parceria trilateral.
A Índia, afinal, é uma potência espacial emergente, que recentemente lançou uma sonda na superfície da Lua e não tem interesse em um projeto tecnologicamente mais elementar. O maior interesse indiano seria o de vender a tecnologia.
No encontro da próxima semana, que terá a presença da presidente brasileira, Dilma Rousseff, do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, brasileiros e sul-africanos irão pressionar politicamente os colegas asiáticos para embarcar no projeto.
O satélite era visto com entusiasmo no governo Lula, por dar "materialidade" ao grupo de países do hemisfério Sul. "Tem um aspecto positivo de cooperação tecnológica sul-sul", diz o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. A Índia, entretanto, é essencial para o projeto, porque o custo de lançamento de um microssatélite por quilo é mais elevado do que o de um satélite de 5 toneladas.
Além disso, como a ideia é cobrir tanto o Brasil quanto a África do Sul, a nave teria de ser lançada numa órbita oblíqua. Ou seja, nem circulando os polos, como a maioria dos satélites de sensoriamento remoto, nem equatorial, como os satélites geoestacionários.
Para isso, seria necessário embarcar o microssatélite de "carona" com algum outro satélite num foguete indiano. "A Índia explora esse tipo de órbita", diz Câmara.
A África do Sul e o Brasil têm interesse em cooperação tecnológica, já que já são parceiros diplomáticos nos fóruns internacionais sobre uso pacífico do espaço. A África do Sul também abriga a primeira estação de recepção de imagens do satélite sino-brasileiro CBERS, que distribui imagens para a África.
O país africano tem, ainda, capacidade tecnológica "ociosa" nessa área, resquícios de um programa de cooperação nuclear com Israel durante o regime do apartheid (1948-1994).
Fonte: "Folha de São Paulo", via JC E-Mail, 17/10/2011.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
INPE na missão franco-indiana Megha-Tropiques
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INPE apoia fase crítica de inserção em órbita de satélite franco-indiano
Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
A missão do satélite franco-indiano Megha-Tropiques, destinado a estudos climáticos na zona tropical, conta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A ISRO, agência espacial indiana, solicitou ao Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE o suporte à fase crítica de inserção em órbita do Megha-Tropiques.
“Desde o lançamento, ocorrido no último dia 12, nossa Estação de Rastreio e Controle de Cuiabá recebe as primeiras telemetrias e transmite os telecomandos fundamentais para o sucesso da missão. Esta atividade continua por mais uma semana, quando será desfeita a rede de apoio”, diz Pawel Rozenfeld, chefe do CRC/INPE.
Testes e simulações que antecederam o lançamento do Megha-Tropiques comprovaram que a estação brasileira estava apta a fazer parte da rede mundial de rastreio e controle formada para apoiar a missão durante a fase crítica de inserção em órbita.
O satélite Megha-Tropiques é dedicado ao estudo do ciclo de água e energia na atmosfera tropical, às observações de sistemas convectivos tropicais e ao melhoramento da estimativa de precipitação a partir do espaço.
CRC/INPE
O Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) é um conjunto integrado de instalações, sistemas e pessoas dedicado à operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras. O Centro está capacitado, ainda, a dar suporte às missões espaciais de terceiros. É composto pelo Centro de Controle de Satélites (CCS) em São José dos Campos (SP), pela Estação Terrena de Cuiabá (MT), pela Estação Terrena de Alcântara (MA), bem como pela rede de comunicação de dados e voz que conecta os três locais.
O CRC/INPE mantém parcerias internacionais e atua na continuidade da operação do satélite científico francês Corot na estação de Alcântara, ao mesmo tempo em que realiza o controle e a recepção de dados dos satélites brasileiros SCD-1 e 2 e se prepara para a operação do sino-brasileiro CBERS-3 e do brasileiro Amazônia-1.
Em 2008, o CRC também deu suporte à Missão Lunar Indiana Chandrayaan-1. A participação do CRC foi encerrada quando a espaçonave saiu da gravidade terrestre e entrou na gravidade lunar.
Fonte: INPE
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INPE apoia fase crítica de inserção em órbita de satélite franco-indiano
Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
A missão do satélite franco-indiano Megha-Tropiques, destinado a estudos climáticos na zona tropical, conta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A ISRO, agência espacial indiana, solicitou ao Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE o suporte à fase crítica de inserção em órbita do Megha-Tropiques.
“Desde o lançamento, ocorrido no último dia 12, nossa Estação de Rastreio e Controle de Cuiabá recebe as primeiras telemetrias e transmite os telecomandos fundamentais para o sucesso da missão. Esta atividade continua por mais uma semana, quando será desfeita a rede de apoio”, diz Pawel Rozenfeld, chefe do CRC/INPE.
Testes e simulações que antecederam o lançamento do Megha-Tropiques comprovaram que a estação brasileira estava apta a fazer parte da rede mundial de rastreio e controle formada para apoiar a missão durante a fase crítica de inserção em órbita.
O satélite Megha-Tropiques é dedicado ao estudo do ciclo de água e energia na atmosfera tropical, às observações de sistemas convectivos tropicais e ao melhoramento da estimativa de precipitação a partir do espaço.
CRC/INPE
O Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) é um conjunto integrado de instalações, sistemas e pessoas dedicado à operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras. O Centro está capacitado, ainda, a dar suporte às missões espaciais de terceiros. É composto pelo Centro de Controle de Satélites (CCS) em São José dos Campos (SP), pela Estação Terrena de Cuiabá (MT), pela Estação Terrena de Alcântara (MA), bem como pela rede de comunicação de dados e voz que conecta os três locais.
O CRC/INPE mantém parcerias internacionais e atua na continuidade da operação do satélite científico francês Corot na estação de Alcântara, ao mesmo tempo em que realiza o controle e a recepção de dados dos satélites brasileiros SCD-1 e 2 e se prepara para a operação do sino-brasileiro CBERS-3 e do brasileiro Amazônia-1.
Em 2008, o CRC também deu suporte à Missão Lunar Indiana Chandrayaan-1. A participação do CRC foi encerrada quando a espaçonave saiu da gravidade terrestre e entrou na gravidade lunar.
Fonte: INPE
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Cooperação Brasil - Índia
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Brasil e Índia: a busca da cooperação espacial
20-09-2011
As duas potências emergentes precisam definir formas e campos de cooperação espacial. A plena consciência dessa crescente necessidade ficou clara na visita do Embaixador da Índia, B. S. Prakash, ao Presidente da Agência Espacial Brasileira, Prof. Marco Antônio Raupp, nesta terça-feira.
Ficou acertado delinear, até o final do ano, os campos concretos da colaboração a ser efetivada, com base em interesses mútuos e na participação de empresas dos dois países. Acordou-se também dedicar especial atenção nas próximas reuniões ao programa de Satélites IBAS, aprovado pelo fórum Índia, Brasil e África do Sul. As características técnicas desses satélites já começaram a ser desenvolvidas.
Uma visita da Presidente Dilma Rousseff à Índia está prevista, em princípio, para fevereiro próximo. O principal compromisso ora assumido pelo Presidente da AEB e pelo Embaixador da Índia é de preparar uma proposta que atenda às necessidades reais de ambos os países em áreas como observação da Terra, telecomunicações por satélite e preparação de recursos humanos em alta qualificação na área espacial.
O Embaixador B. S. Prakash presenteou o Dr. Marco Antonio Raupp com o livro “India 2020 – A Vision for the New Millenium”, dos renomados cientistas indianos A. P. J. Abdul Kalam e Y. S. Rajan. O livro tem como epígrafe uma referência válida para a ocasião: “se aqueles que pensam alcançar algo têm um propósito firme e bem definido, eles haverão de realizar o que pensam e até mesmo na forma como pensam”.
Participaram da audiência o Dr. Vinod K. Sachdeva, Ministro Encarregado de Negócios da Embaixada da Índia, o Dr. G. K. Rayalu, pesquisador indiano que trabalha há muitos anos no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Dr. Himilcon de Castro Carvalho, Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos (DPEI) da Agência Espacial Brasileira (AEB), e o Prof. José Monserrat Filho, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional (ACI) da AEB.
Fonte: AEB
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Brasil e Índia: a busca da cooperação espacial
20-09-2011
As duas potências emergentes precisam definir formas e campos de cooperação espacial. A plena consciência dessa crescente necessidade ficou clara na visita do Embaixador da Índia, B. S. Prakash, ao Presidente da Agência Espacial Brasileira, Prof. Marco Antônio Raupp, nesta terça-feira.
Ficou acertado delinear, até o final do ano, os campos concretos da colaboração a ser efetivada, com base em interesses mútuos e na participação de empresas dos dois países. Acordou-se também dedicar especial atenção nas próximas reuniões ao programa de Satélites IBAS, aprovado pelo fórum Índia, Brasil e África do Sul. As características técnicas desses satélites já começaram a ser desenvolvidas.
Uma visita da Presidente Dilma Rousseff à Índia está prevista, em princípio, para fevereiro próximo. O principal compromisso ora assumido pelo Presidente da AEB e pelo Embaixador da Índia é de preparar uma proposta que atenda às necessidades reais de ambos os países em áreas como observação da Terra, telecomunicações por satélite e preparação de recursos humanos em alta qualificação na área espacial.
O Embaixador B. S. Prakash presenteou o Dr. Marco Antonio Raupp com o livro “India 2020 – A Vision for the New Millenium”, dos renomados cientistas indianos A. P. J. Abdul Kalam e Y. S. Rajan. O livro tem como epígrafe uma referência válida para a ocasião: “se aqueles que pensam alcançar algo têm um propósito firme e bem definido, eles haverão de realizar o que pensam e até mesmo na forma como pensam”.
Participaram da audiência o Dr. Vinod K. Sachdeva, Ministro Encarregado de Negócios da Embaixada da Índia, o Dr. G. K. Rayalu, pesquisador indiano que trabalha há muitos anos no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Dr. Himilcon de Castro Carvalho, Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos (DPEI) da Agência Espacial Brasileira (AEB), e o Prof. José Monserrat Filho, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional (ACI) da AEB.
Fonte: AEB
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