quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

INPE, Itasat e transponder de coleta de dados

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INPE desenvolve novo transponder para satélites de coleta de dados ambientais

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) acaba de desenvolver um novo transponder para coleta de dados ambientais. Denominado DCS (sigla em inglês para subsistema de coleta de dados), inicialmente o dispositivo estará a bordo do Itasat, um nanossatélite universitário realizado em parceria pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), INPE e instituições de ensino com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), com lançamento previsto para 2015.

O transponder DCS foi entregue por dirigentes e pesquisadores do Instituto a representantes do projeto Itasat nesta terça-feira (16/12) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).

O INPE pretende utilizar o transponder digital nos futuros satélites do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA), que atualmente opera com o SCD-1 e SCD-2, lançados na década de 1990.

“É um marco importante em nossa missão de modernizar o SBCDA. A oportunidade de embarcar  o DCS no Itasat representa o primeiro passo para sua qualificação em voo”, diz Manoel Jozeane Mafra de Carvalho, chefe do Centro Regional do Nordeste (CRN) do INPE, em Natal (RN), onde foi desenvolvido o transponder e está em curso o projeto para uma nova geração de satélites para coleta de dados ambientais. “É um projeto com foco na continuidade dos serviços e, principalmente, na inovação tecnológica”.

Os satélites do SBCDA retransmitem informações de centenas de plataformas de coletas de dados (PCDs) instaladas por todo o país e alimentam o Sistema Nacional de Dados Ambientais (SINDA), operado pelo CRN/INPE. Os dados do SINDA são usados por instituições governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.

Fonte: INPE


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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

AEL Sistemas tem novo presidente


Sergio  Gonçalves Horta é o novo Presidente da AEL Sistemas

A AEL Sistemas S.A. ("AEL"), uma das subsidiárias da Elbit Systems Ltd. e da Embraer, anuncia que Sergio Gonçalves Horta foi nomeado seu novo presidente.  Sergio Horta, que assumiu em 1º de dezembro, tem mais de 30 anos de experiência na indústria Aeroespacial e de Defesa. Antes de se juntar à AEL, em agosto de 2014, ele exerceu o cargo de Diretor de Novos Negócios, Programas e Contratos da Embraer Defesa & Segurança.

Sergio Horta substitui Shlomo Erez, que está saindo da AEL, onde exerceu a função de Presidente desde 2007. Shlomo Erez irá continuar próximo à AEL, atuando como conselheiro da empresa em áreas estratégicas.

Sergio Horta tem o título de MBA do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA e da Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM, Especialização em Gerenciamento de Negócios do Instituto Nacional de Pós Graduação - INPG e é Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

Mauro Gandra, Presidente do Conselho de Administração da AEL, cumprimentou Sergio Horta pela sua nova posição e desejou-lhe sucesso na liderança da empresa rumo a continuadas realizações.  Em nome de toda a organização AEL, Gandra agradeceu Shlomo Erez por sua contribuição, durante muitos anos, para o sucesso da empresa, posicionando a AEL como uma empresa líder em Defesa no Brasil.

Fonte: AEL Sistemas, com edição do blog Panorama Espacial.
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"Desafíos del Sector Espacial Latinoamericano"

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Entre os dias 4 e 5 deste mês aconteceu na cidade de Bariloche, na Argentina, o seminário "Desafíos del Sector Espacial Latinoamericano", organizado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e pelas empresas estatais ARSAT e INVAP.

O evento contou com a participação de várias instituições espaciais da América Latina, e segundo divulgado pela CONAE, "funcionou como um espaço no qual foram apresentadas as atividades atuais e os respectivos projetos futuros, com a missão de identificar necessidades e horizontes comuns e estabelecer linhas de trabalho conjunto, promovendo deste modo sinergias que potencializem o seu desenvolvimento."

Foram destacados no encontro a necessidade de uma maior integração e cooperação regional para o desenvolvimento do setor, inclusive a formação de recursos humanos. Ainda, vários representantes de instituições presentes propuseram a criação de uma agência espacial regional ou organização similar para promover projetos e iniciativas conjuntas.

Estiveram presentes entidades da Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Do Brasil, participaram a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), além da Visiona Tecnologia Espacial.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Cooperação Venezuela - Nicarágua

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A Venezuela e a Nicarágua devem em breve firmar um acordo de cooperação no campo espacial. Segundo reportagens locais, o governo venezuelano ofereceu acesso às capacidades dos satélites Simon Bolívar, de comunicações, e Miranda, de sensoriamento remoto, para o monitoramento de movimentos sísmicos e mitigação de desastres naturais.

A oferta foi feita durante visita da comitiva liderada pelo ministro venezuelano Manuel Fernandez, de Ciência e Tecnologia, ao país centro-americano na semana passada.

A Nicarágua, alias, deverá em breve contar com seu primeiro satélite de comunicações. Está previsto para o terceiro trimestre de 2016, o lançamento do Nicasat-1, adquirido da chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) em 2012 por cerca de 250 milhões de dólares.

Este deverá ser o terceiro satélite geoestacionário fornecido pela CGWIC para países latino-americanos, depois do venezuelano Simon Bolívar (também conhecido como Venesat-1), lançado em outubro de 2008, e do Tupac Katari, da Bolívia, colocado em órbita em dezembro de 2013.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mensagem de Final de Ano

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Aos nossos leitores, amigos e colaboradores, nossos votos de um Feliz Natal e ótimo 2015.

Seguindo a tradição, este também é o momento para agradecermos a todos pelo interesse, participação e reconhecimento. Já são quase sete anos de jornada, com seus altos e baixos.

Vamos continuar no mesmo caminho em 2015, buscando trazer conteúdo com informações de qualidade e confiáveis.

André M. Mileski
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domingo, 14 de dezembro de 2014

"Por que o CBERS-4 é um sucesso?", artigo de José Monserrat Filho

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Por que o CBERS-4 é um sucesso?

José Monserrat Filho

O lançamento bem sucedido do CBERS-4 é um fato que transcende o êxito tecnológico da parceria entre Brasil e China, iniciada ainda nos anos 80. Naquela época, os dois países em desenvolvimento não encontraram nenhum país desenvolvido para realizar um trabalho conjunto de tal monta.

O novo satélite sino-brasileiro de recursos naturais da Terra – o quinto da série – foi lançado com absoluta precisão pelo foguete chinês Longa Marcha 4B, do Centro Espacial de Taiyuan, no Sul da China, às 11h26 da manhã de domingo, 7 de dezembro (01h26 pela hora do Brasil), e alcançou sua órbita a 742,5 km da superfície do planeta. E logo começou a produzir suas primeiras imagens, vistas já no dia seguinte. Sua inclinação em relação à Terra é de 98,6 graus, como previsto. E sua vida útil está estimada em três anos.

Antes do CBERS-4, foram lançados com sucesso o CBERS-1, em 1999, o CBERS-2, em 2003, e o CBERS-2B, em 2007. A subida do CBERS-4, inicialmente programada para dezembro de 2015, foi antecipada em nada menos do que um ano para substituir o CBERS-3, cujo lançamento falhou em dezembro de 2013. Antecipar em um ano o lançamento do CBERS-4 significou na prática o desafio de estreitar os cronogramas, reduzir os prazos, aumentar a vigilância em todos os detalhes, aprofundar o rigor nos testes, e redobrar o trabalho normalmente executado para montar, integrar e preparar um satélite. O esforço foi feito com total empenho e competência. O resultado comprova o alto nível e a dedicação das equipes técnicas do Brasil e da China.

Satélites como o CBERS-4 são ferramentas poderosas e indispensáveis para monitorar o território de países de extensão continental, como Brasil e China. As imagens obtidas permitem vasta gama de aplicações – desde os mapas das queimadas, do desflorestamento da Amazônia e da expansão nem agrícola nem sempre legal, até estudos de desenvolvimento das cidades, estradas, dos rios, dos recursos hídricos.

O Programa CBERS, desde o início, levou à criação e ao desenvolvimento do parque industrial brasileiro na área espacial. Nossas empresas espaciais surgiram, se qualificaram e continuam se modernizando para atender às demandas da parceria sino-brasileira, e de outro projetos que agora despontam. Nossa política industrial estimula a qualificação de fornecedores e a contratação de serviços, bem como a construção de componentes, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais, o que exige mais e mais especialistas, engenheiros e técnicos.

Graças à política de acesso livre aos dados de satélites, iniciativa pioneira em boa hora adotada pelo Brasil, as imagens do CBERS são e seguirão sendo distribuídas gratuitamente a qualquer usuário pela Internet. Isso veio popularizar as atividades de sensoriamento remoto e fez crescer o mercado de geo informação no país. Essa política também favorece países da América Latina e da África.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) distribui cerca de 700 imagens por dia a mais de 70 mil usuários e suas instituições que trabalham com o meio ambiente, e ajudam a semear a almejada e imprescindível responsabilidade ambiental, um clamor do nosso século.

O CBERS-4 tem sofisticado conjunto de câmeras, com desempenhos geométricos e radiométricos aperfeiçoados em relação aos CBERS anteriores. São quatro câmeras: Imageador de Amplo Campo de Visada (WFI), Imageador de Média Resolução (MUX), Imageador Infravermelho (IRS) e Imageador de Alta Resolução (PAN).

Fruto de brilhante inovação, MUX é a primeira câmera para satélite inteiramente projetada e produzida no Brasil. Com 20 metros de resolução e multi espectral, ela registra imagens no azul, verde, vermelho e infravermelho, em faixas distintas. Suas bandas espectrais têm funções bem calibradas para serem usadas em diferentes aplicações, sobretudo no controle de recursos hídricos e florestais. “Uma imagem é gerada em apenas cinco minutos para uma base solicitante, como a de Cachoeira Paulista (SP), por exemplo”, informou João Vianei Soares, do INPE, responsáveis pelas aplicações do satélite. O CBERS-4, portanto, contém avanços tecnológicos importantes alcançados por equipes brasileiras.

Com duas toneladas de peso e equipado com quatro câmaras o CBERS-4 dará 14 voltas no planeta por dia, em órbita polar. Em baixa resolução, ele produz imagens de toda superfície em cinco dias; em média resolução esse tempo é de 26 dias; e em alta resolução, de 52 dias.

A ponta do iceberg – Mas o sucesso do CBERS-4 é apenas a ponta de um grande e crescente iceberg – as relações mutuamente benéficas entre o Brasil e a China nas mais diversas e relevantes áreas. Basta ver o tamanho da agenda atual de programas e projetos que hoje mobilizam os dois países, sem falar no Plano Decenal de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação, e no Plano Decenal de Cooperação Espacial – com itens já em andamento.

Cabe lembrar que, desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e uma das principais origens de investimentos diretos no país. Em 2012, por exemplo, o comércio bilateral registrou US$ 75,4 bilhões: o Brasil exportou para a China US$ 41,2 bilhões e importou daquele país US$ 34,2 bilhões, obtendo, como resultado, um superavit de US$ 6,9 bilhões..

A III Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), principal mecanismo da cooperação entre os dois países, realizou-se em Cantão, na China, em novembro de 2013, presidida pelo Vice-Presidente do Brasil e pelo Vice-Primeiro-Ministro do Conselho de Estado da China. As primeiras Reuniões da COSBAN foram realizadas em 2006, em Pequim, e em 2012, em Brasília. Criada em maio de 2004, a COSBAN tem onze Subcomissões, que cobrem todo o universo das relações bilaterais. São elas: Econômico-Financeira; de Inspeção e Quarentena; Educacional; Política; de Cooperação Espacial; Econômico-Comercial; de Agricultura; Cultural; de Ciência e Tecnologia; de Energia e Mineração; e de Indústria e Tecnologia da Informação. Conta também com Grupos de Trabalho sobre temas específicos, como investimentos; propriedade intelectual; questões aduaneiras; esportes, entre outros.

Como resultado do trabalho de algumas dessas Subcomissões, os Centros Brasil-China de Nanotecnologia e de Mudanças Climáticas e Tecnologias Inovadoras para Energia já estão em funcionamento e procuram promover os seus planos e projetos.

O navio hidroceanográfico Vital de Oliveira, peça fundamental do projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidroviárias (INPOH), está sendo construído no estaleiro de Xinhui, na China, e deve ser entregue em 2015.

O 2º Diálogo de Alto Nível Brasil–China sobre Ciência, Tecnologia e Inovação deverá ser realizado em Brasília, no primeiro semestre de 2015. De sua agenda já constam questões da área espacial, a presença de empresas chinesas no Brasil, como a Baidu e a Huawei, acordos entre universidades dos dois países e o programa “Ciência Sem Fronteiras”. A Academia de Ciências da China (CAS) participará do evento, o que certamente abrirá novas perspectivas de cooperação.

O 1º Diálogo teve lugar em Pequim, em 2011, e abordou parcerias em agricultura, energias renováveis, nanotecnologia, segurança alimentar e tecnologias da informação. Atualmente, há apenas 253 estudantes brasileiros na China, que frequentam cursos ministrados em inglês. A meta comum é aumentar esse número e intensificar a mobilidade acadêmica daqui para lá e de lá para cá.

Vale ainda acrescentar que Brasil e China estão juntos no fórum BRICS, ao lado da Rússia, Índia e África do Sul. Na Conferência de Cúpula do BRICS, realizada no Brasil (em Fortaleza), em julho de 2014, foram assinados os acordos que estabeleceram o Arranjo Contingente de Reservas (CRA, na sigla em inglês) e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

Os dois mecanismos, como escreveu Paulo Nogueira Batista Jr. (O Globo, 12/12/2014), “podem inclusive cooperar” com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, “mas foram concebidos para serem autoadministrados e atuarem de forma independente”. Ainda segundo Paulo Nogueira, o CRA e o NDB são a primeira “alternativa potencial” ao FMI e ao Banco Mundial, “dominadas pelas potências tradicionais – os EUA e a União Europeia”.

Bilateralmente ou em grupo, no espaço ou na Terra, China e Brasil estão fazendo história, capaz de dar novo rumo à crise que o mundo vive hoje.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Imagens do CBERS 4 processadas no Brasil

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Imagens de câmeras brasileira e chinesa do satélite CBERS-4 são processadas pelo INPE

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014

Imagens das câmeras WFI e PAN do satélite sino-brasileiro CBERS-4 foram processadas nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A WFI, segunda câmera brasileira a bordo do CBERS-4, e a PAN, um dos dois instrumentos chineses, registraram imagens da região de São Felix do Xingu (PA).

Na segunda-feira (8), um dia após o lançamento do CBERS-4, o INPE já havia processado imagens da MUX, a outra câmera nacional a bordo do satélite sino-brasileiro.

Para os técnicos do INPE, embora as câmeras estejam ainda em fase de testes, as imagens são promissoras e devem garantir ao Brasil aprimorar suas atividades de monitoramento de florestas, recursos hídricos, agricultura, entre outras aplicações.

Características das câmeras, informações sobre o satélite e o Programa CBERS estão nas páginas www.cbers.inpe.br e www.cbers.inpe.br/hotsite.

Fonte: INPE

Imagem da câmera brasileira WFI registra regiao da Amazônia


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Cooperação Brasil - China: lançadores (!?)

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Ministro Campolina assina acordo de colaboração espacial com a China  

Brasília, 10 de dezembro de 2014 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, assinou carta de intenções com a Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) ontem (9), antes de embarcar de volta ao Brasil.

“Assinamos um acordo de colaboração para os próximos dez anos”, disse o ministro. “A partir dele, vamos discutir as etapas técnicas e os cronogramas das futuras atividades. Há um desejo mútuo de continuar trabalhando junto”.

Segundo ele, a carta de intenções abre possibilidade de desenvolver um programa conjunto de foguetes lançadores – atividade dominada pela Corporação Chinesa de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (Casc, na sigla em inglês), cuja sede o ministro conheceu na segunda-feira (8). “Na cooperação atual, o Brasil trabalha mais com o satélite, enquanto a Casc se encarrega, na China, de toda a preparação do veículo lançador”, explicou Campolina.

Na sede da CNSA, em Pequim, o ministro viu imagens do satélite Cbers-4, lançado domingo (7), da base de Taiyuan, de onde o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já realiza testes de câmeras.

Encontro - No país asiático desde quinta-feira (4), Campolina também se encontrou com o ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Wan Gang, na segunda-feira (8), quando os gestores discutiram pautas comuns. Gang esteve no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em agosto de 2012.

“Tivemos uma longa conversa sobre nossas agendas comum. Estamos programando o 2º Diálogo de Alto Nível Brasil–China em Ciência, Tecnologia e Inovação, a ser realizado em Brasília, no primeiro semestre de 2015″, informou Campolina.

Ocorrida em 2011, em Pequim, a primeira edição do Diálogo de Alto Nível abordou parcerias em agricultura, energias renováveis, nanotecnologia, segurança alimentar e tecnologias da informação.

“Agora, estamos discutindo os temas mais relevantes da cooperação, como a área espacial, a presença de empresas chinesas no Brasil, a exemplo da Baidu e da Huawei; os convênios entre universidades dos dois países e o programa Ciência sem Fronteiras”, disse.

Campolina recordou o entendimento firmado entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês, Xi Jinping, em visita oficial ao Brasil, em julho último, para ampliar a participação do país asiático no programa de mobilidade acadêmica. “Neste momento, temos 253 alunos aqui, com intenção de aumentar o número. As universidades chinesas estão muito bem preparadas. Encontramos pessoas falando e dando curso em inglês. Então, não há dificuldade de inserção dos estudantes. E eles têm muita fronteira de pesquisa”, observou o ministro.

Diálogo - Ontem (9), Campolina também participou de reunião na Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em inglês). “Fizemos uma longa discussão dos interesses comuns. Eles nos apresentaram suas atividades e abordamos iniciativas brasileiras, como o Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento”, disse. “Convidamos a entidade para o Diálogo de Alto Nível no Brasil e planejamos, inclusive, discutir a colaboração Sul-Sul”, informou. “Ou seja, além da parceria bilateral, estamos querendo estender algum tipo de serviço para a América Latina e a África, como imagens de satélite”.

Também onte, Campolina conheceu o centro de demonstração de soluções da Huawei em Pequim. O ministro lembrou que a companhia doou parte dos equipamentos dos Centros de Dados Compartilhados (CDCs) de Manaus e Recife, em parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). “A empresa ainda tem um centro em Sorocaba (SP), para o qual avisaram que devem aumentar os investimentos em pesquisa”, informou.

A missão brasileira à China começou na sexta-feira (5), em Xinhui, quando Campolina visitou o estaleiro que desenvolve o navio hidroceanográfico Vital de Oliveira, que integra o projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidroviárias (Inpoh). De lá, a delegação seguiu para Taiyuan, onde acompanhou o lançamento do Cbers-4 e se deslocou para Pequim, onde cumpriu agenda nos dois últimos dias.

Acompanharam o ministro o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, o diretor geral do Inpe, Leonel Perondi, o ex-ministro de C&T, Marco Antonio Raupp, e o diretor de Planejamento, Orçamento e Administração da AEB, José Iram Mota Barbosa.

Fonte: MCTI

Comentário do blog: interessante (e curiosa) as discussões (imagina-se, bem preliminares) sobre a possibilidade de cooperação em veículos lançadores com a China, por seus reflexos internacionais (leia-se, ITAR, legislação americana que restringe exportações de tecnologias sensíveis). Ressalte-se, aliás, que desde o seu início o programa CBERS jamais envolveu transferência tecnológica, o que não impediu, porém, que indústrias e instituições brasileiras envolvidas na missão sofressem restrições decorrentes da legislação americana.
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CBERS 4: primeiras imagens da MUX

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Em fase de testes Cbers-4 envia primeiras imagens a Terra

Brasília, 9 de dezembro de 2014 – O satélite sino-brasileiro Cbers-4, lançado ao espaço no domingo (7) da base espacial de Taiyuan, na China, enviou ontem (8) as primeiras imagens de teste à Terra. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pela produção do satélite no Brasil. Segundo o órgão, o Cbers funciona conforme o programado.

O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Petrônio Noronha de Souza, explica que esta fase de testes, denominada de comissionamento, dura em torno de três meses, ao final da qual o satélite passa a enviar as fotos que são disponibilizadas aos usuários. Nesse período o Cbers-4 ainda fará ajustes de órbita.

O satélite é equipado com quatro câmeras de alta resolução, entre elas a MUX, primeira câmera para satélite inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil. “Uma imagem é gerada em apenas cinco minutos para uma base solicitante, como a de Cachoeira Paulista (SP), por exemplo”, diz João Vianei Soares, do Inpe, responsáveis pelas aplicações do satélite.

O Cbers tem capacidade de 15 minutos de gravação por dia e se desloca a uma velocidade de 4,2 km por segundo, informa Soares. O satélite dá 14 voltas no planeta por dia, completando cada órbita em 100 minutos.

As quatro câmeras do Cbers enviarão imagens de áreas que variam de 120 km a 860 km de extensão. Elas possibilitam o mapeamento de áreas agrícolas, geológicas e monitoramento de áreas de desmatamento de quase 90% do território da América do Sul e também da China.

Em função de acordos de parcerias governamentais, também são disponibilizadas, gratuitamente, imagens do continente africano para alguns países da África.

Fonte: AEB, com informações do INPE.

Abaixo, imagem do litoral do Rio de Janeiro gerada pela câmera MUX. Crédito: INPE
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Ariane 6, o futuro lançador europeu

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Os últimos dias tiveram importantes notícias envolvendo o espaço, como o primeiro voo de testes da nave norte-americana Orion e, particularmente para o Brasil, o bem sucedido lançamento do CBERS 4.

Outro importante acontecimento, que terá importantes reflexos futuros no mercado comercial de lançamentos de satélites, se deu na reunião da comissão ministerial da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) em Luxemburgo, entre os dias 2 e 3, com a aprovação de uma resolução de acesso europeu ao espaço oficializando o desenvolvimento do futuro Ariane 6, assim como de uma nova versão do lançador italiano Vega.

Os países membros da ESA concordaram em investir 8,2 bilhões de euros ao longo de dez anos em programas de lançadores, com pouco mais da metade destinado ao Ariane 6, que deve estar operacional em 2020. Será um foguete de três estágios com capacidade de satelitização em órbita de transferência geoestacionária de 3.5 a 6.5 toneladas, dependendo da configuração.

Quando operacional, terá duas configurações: uma com dois e ou outra com quatro strap-on boosters (numa tradução apressada, algo como propulsores acoplados ao corpo principal) de combustível sólido. O propulsor, denominado P120, será desenvolvido dentro do programa e também equipará no futuro o primeiro estágio do Vega.

Joint-venture da Airbus e Safran

Em concerto com a decisão sobre o Ariane 6, os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram em 3 de dezembro a criação da joint-venture (JV) Airbus Safran Launchers, oficializando o memorando de entendimentos firmado em junho.

Com um número inicial de 450 empregados e começando suas operações em 1º de janeiro de 2015, a Airbus Safran Launchers estará envolvida na industrialização do Ariane 5, além de trabalhar numa nova família de veículos lançadores para "manter a posição de liderança da Europa na indústria espacial". A formalização da JV marca a fase inicial da transação. Num segundo momento, todas as atividades do grupo Airbus e da Safran relacionados a veículos lançadores serão integrados à nova empresa, o que deverá também gerar outros movimentos de consolidação industrial no setor espacial europeu.

Ariane 5: sexta missão bem sucedida de 2014

E por falar em Ariane 5, confirmando o seu status do lançador mais confiável disponível no mercado, voou com sucesso no último dia 6 a sua sexta missão do ano, lançada a partir da Guiana Francesa, com dois satélites de comunicações a bordo.

Este foi o 63º  lançamento consecutivo bem sucedido deste modelo, comercializado e operado pela Arianespace, e escolhido para levar ao espaço o futuro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), no final de 2016.
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