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sábado, 31 de dezembro de 2016
Cubesat SPORT: parceria INPE, ITA e NASA
Em parceria com INPE, ITA desenvolverá nanossatélite financiado pela NASA
Equipamento deve ser lançado a partir da Estação Espacial Internacional e deve ajudar na compreensão do clima espacial
30/12/2016 08:00h
O desenvolvimento de um nanossatélite com a participação de dois institutos brasileiros, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), acaba de ser selecionado, dentre mais de 70 propostas apresentadas, para financiamento pela NASA, a agência espacial norte-americana. O equipamento terá como finalidade investigar o clima espacial.
“Espera-se que esta missão possa reunir dados que aumentem a compreensão dos fenômenos que ocorrem nesta importante camada da atmosfera e permitam assim alimentar os modelos teóricos da ionosfera que modelem o seu comportamento, permitindo uma melhoria na previsibilidade destes fenômenos”, afirma o gerente da plataforma e professor doutor do ITA, Luís Loures.
A iniciativa é coordenada pelo Marshall Space Flight Center, centro de pesquisas civil do governo dos Estados Unidos, que inclui também universidades norte-americanas, e visa lançar o equipamento a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) entre novembro de 2018 e março de 2019. O cronograma prevê o início da missão em março de 2017. A vida útil do nanossatélite é estimada em um ano, em função da atividade solar no período e da dinâmica de voo para o lançamento da ISS.
O nanossatélite, um cubesat de aproximadamente seis quilos, servirá a estudos sobre a formação de bolhas de plasma ionosférico, que são as fontes principais de reflexões de radar na região equatorial. A missão denominada de SPORT (sigla em inglês para Scintillation Prediction Observation Research Task) investigará o estado da ionosfera que acarreta o crescimento das bolhas de plasma. Também serão estudadas as relações entre as irregularidades no plasma em altitude de satélites com as cintilações de rádio observadas na região equatorial da ionosfera.
A ionosfera é a camada superior da atmosfera terrestre que se estende de 50 km a 1000 km de altitude, sendo composta basicamente por elétrons e átomos carregados eletricamente devido à forte incidência da radiação solar que induz a estes estados. Esta camada é extremamente importante para a transmissão de ondas de rádio e para a precisão do sinal de sistema de posicionamento global (GPS). O que ocorre é que a camada ionosférica é suscetível à formação de bolhas de plasma e cintilações, principalmente nas regiões próximas ao equador magnético, e estes fenômenos causam distúrbios diversos. A situação pode ser agravada pela ocorrência de tempestades solares que lançam grandes quantidade de radiação ionizante em direção à Terra.
“O projeto SPORT permitirá ao instituto a consolidação de sua competência na área de cubesats, criando as condições para uma evolução constante na pesquisa em engenharia de pequenos satélites”, resume Loures.
Tarefas - Ao ITA caberá o projeto, a integração e os ensaios da plataforma. As universidades americanas serão responsáveis pela carga útil, ou seja, em elaborar os instrumentos de medição da ionosfera. O INPE terá a tarefa de coordenar o segmento de solo, ou seja, controlar o satélite, receber os dados, tratá-los e disponibilizá-los para a comunidade científica.
Além da Engenharia Aeroespacial, o Departamento de Física do instituto está envolvido na tentativa de compreensão dos fenômenos que regem a ionosfera.
Sob o ponto de vista científico, o projeto SPORT contará com a liderança do professor do ITA Abdu Mangalathayil, considerado o principal pesquisador brasileiro na área de ionosfera e com atuação internacional reconhecida. O professor coordenará os trabalhos de estudo da ionosfera que serão desencadeados pela pesquisa. Também estão envolvidos especialistas em plasma e em sensores aeroespaciais. Outros professores e alunos de doutorado e pós-doutorado também participam.
Fonte: ITA/INPE, com edição da Agência Força Aérea, por Ten Jussara Peccini.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Cooperação Brasil - EUA: cubesat SPORT
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NASA financiará nanossatélite desenvolvido em parceria com o INPE e o ITA
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016
A missão SPORT - Scintilation Prediction Observations Research Task, que prevê um nanossatélite para estudos de bolhas de plasma na ionosfera, foi selecionada entre projetos apresentados à NASA para financiamento. A iniciativa é coordenada pelo Marshall Space Flight Center, da agência espacial americana, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
O nanossatélite, um cubesat de aproximadamente seis quilos, servirá a estudos sobre a formação de bolhas de plasma ionosférico, que são as fontes principais de reflexões de radar na região equatorial. A missão SPORT investigará o estado da ionosfera que acarreta o crescimento das bolhas de plasma. Também serão estudadas as relações entre as irregularidades no plasma em altitude de satélites com as cintilações de rádio observadas na região equatorial da ionosfera.
Os instrumentos a bordo do satélite serão desenvolvidos pelo centro da NASA e universidades dos Estados Unidos, com a participação de pesquisadores brasileiros. Já a plataforma poderá ser semelhante à do Itasat, nanossatélite universitário realizado em parceria pelo ITA, INPE e instituições de ensino.
No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP), será realizada a montagem e ensaios necessários para o lançamento do nanossatélite. A responsabilidade pela operação em órbita será do Centro de Controle de Satélites (CCS) do INPE e estações brasileiras de cubesats.
O Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE fará o processamento, armazenamento e distribuição dos dados científicos da missão SPORT. As informações da rede de sensores de solo do Embrace na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), combinadas com os dados obtidos pelo cubesat, conferem características pioneiras à missão.
O lançamento, de responsabilidade da NASA, será pela Estação Espacial Internacional (ISS). O cronograma prevê o início da missão em março de 2017, sendo que o seu lançamento e comissionamento deverá ocorrer entre novembro de 2018 e março de março de 2019, com uma vida útil de um ano, em função da atividade solar no período e a dinâmica de voo para o lançamento da ISS.
Pesquisadores e tecnologistas de várias áreas do INPE participaram do desenvolvimento da proposta agora contemplada pela NASA. Sob o encaminhamento do ITA, está sendo submetido à FAPESP um projeto temático para o orçamento da parte nacional da missão, bem como sua extensão.
Fonte: INPE
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NASA financiará nanossatélite desenvolvido em parceria com o INPE e o ITA
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016
A missão SPORT - Scintilation Prediction Observations Research Task, que prevê um nanossatélite para estudos de bolhas de plasma na ionosfera, foi selecionada entre projetos apresentados à NASA para financiamento. A iniciativa é coordenada pelo Marshall Space Flight Center, da agência espacial americana, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
O nanossatélite, um cubesat de aproximadamente seis quilos, servirá a estudos sobre a formação de bolhas de plasma ionosférico, que são as fontes principais de reflexões de radar na região equatorial. A missão SPORT investigará o estado da ionosfera que acarreta o crescimento das bolhas de plasma. Também serão estudadas as relações entre as irregularidades no plasma em altitude de satélites com as cintilações de rádio observadas na região equatorial da ionosfera.
Os instrumentos a bordo do satélite serão desenvolvidos pelo centro da NASA e universidades dos Estados Unidos, com a participação de pesquisadores brasileiros. Já a plataforma poderá ser semelhante à do Itasat, nanossatélite universitário realizado em parceria pelo ITA, INPE e instituições de ensino.
No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP), será realizada a montagem e ensaios necessários para o lançamento do nanossatélite. A responsabilidade pela operação em órbita será do Centro de Controle de Satélites (CCS) do INPE e estações brasileiras de cubesats.
O Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE fará o processamento, armazenamento e distribuição dos dados científicos da missão SPORT. As informações da rede de sensores de solo do Embrace na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), combinadas com os dados obtidos pelo cubesat, conferem características pioneiras à missão.
O lançamento, de responsabilidade da NASA, será pela Estação Espacial Internacional (ISS). O cronograma prevê o início da missão em março de 2017, sendo que o seu lançamento e comissionamento deverá ocorrer entre novembro de 2018 e março de março de 2019, com uma vida útil de um ano, em função da atividade solar no período e a dinâmica de voo para o lançamento da ISS.
Pesquisadores e tecnologistas de várias áreas do INPE participaram do desenvolvimento da proposta agora contemplada pela NASA. Sob o encaminhamento do ITA, está sendo submetido à FAPESP um projeto temático para o orçamento da parte nacional da missão, bem como sua extensão.
Fonte: INPE
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domingo, 16 de outubro de 2016
"Aplicações de cube e nanosats no Brasil e no mundo nos últimos anos", artigo de Otavio Durão
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Aplicações de cube e nanosats no Brasil e no mundo nos últimos anos
Otavio Durão*
Há dois anos e meio, em artigo publicado por Tecnologia & Defesa (edição nº 136), diversas projeções foram feitas sobre a utilização de cube e nanosats e, desde então, aquelas estimativas vieram se materializando não só no Brasil, mas também no exterior. No primeiro caso, com três lançamentos de cubesats e vários outros em desenvolvimento, e, lá fora, com aplicações cada vez mais ambiciosas e sofisticadas, inclusive com missões à Lua e Marte (aqui como apoio de comunicação entre um satélite em órbita e um veículo no solo daquele planeta, funcionando com um relay de comunicação).
Cubesats brasileiros
Em 19 de junho de 2014 foi lançada a primeira missão brasileira utilizando um cubesat, da base russa de Yasni, com um lançador DNEPR, a 20 km ao norte da fronteira com o Cazaquistão. Denominado NanosatC-Br1, integra uma missão que utiliza um cubesat do tipo 1U (um litro de volume, um quilo de massa e em formato cúbico com 10 cm de aresta). A missão foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), gerenciada pelo seu Centro Regional Sul, localizado no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e em cooperação com este estabelecimento de ensino.
Um de seus três experimentos é um magnetômetro para medidas do campo magnético da Terra, especialmente na Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS). Um segundo experimento é o primeiro circuito integrado projetado no Brasil para resistência à radiação, que utilizou no projeto biblioteca própria desenvolvida pela Santa Maria Design House, da UFSM. O outro é um FPGA, com um software tolerante a falhas, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O NanosatC-Br1 completou dois anos no espaço e continua a transmitir dados de seus experimentos e de seus subsistemas. É o primeiro satélite brasileiro a obter dados do meio espacial, tornando-se também a primeira missão espacial científica brasileira a gerar dados no espaço. A figura abaixo mostra o traço de uma órbita do NanosatC-Br1 sobre a região da AMAS. À esquerda da reta o tempo da leitura e à direita os valores do campo magnético naquela órbita a 614 km. de altitude. As curvas representam valores do campo magnético naquela região obtidas por modelos conhecidos.
Medidas do campo magnético da Terra obtidas pelo NanosatC-Br1
sobre a AMAS. Crédito da imagem: Dr. Marlos Rockenbach, do INPE
Os outros dois experimentos no NanosatC-Br1 também geraram informações valiosas sobre os efeitos da radiação em componentes eletrônicos e possíveis mitigações por projetos ou software, este no caso do uso de FPGAs industriais. Todos esses resultados já foram divulgados em eventos e/ou publicações nacionais e internacionais.
AESP-14
Este cubesat, também um 1U, foi desenvolvido por alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), com suporte de bolsistas do Laboratório de Integração e Testes do INPE. Ele diferenciou-se em seu propósito na medida que todos os seus subsistemas foram desenvolvidos localmente, tendo sido o primeiro neste aspecto. Foi lançado em 5 de fevereiro de 2015, da Estação Espacial Internacional (ISS), com uma vida útil pretendida de três meses. Infelizmente, o AESP-14 nunca chegou a se comunicar e, por isso, não se pode ter certeza do que realmente falhou no projeto, embora testes anteriores em solo de abertura de antena tenham indicado problemas técnicos de falha neste procedimento.
Programa SERPENS
Trata-se de um programa de cubesats organizado e coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) para envolver um maior número de universidades brasileiras no desenvolvimento de missões com a utilização desses engenhos. A primeira missão, o SERPENS-1, foi lançada em 18 de agosto de 2015, também através da Estação Espacial Internacional, e já reentrou na atmosfera tendo encerrado seu ciclo. A coordenação das universidades foi da Universidade de Brasília e utilizou um cubesat do tipo 3U (3 litros de volume, aprox. 10x10x30 cm.). O projeto contou também com uma parceria com a Universidade de Vigo, na Espanha, com cada país ocupando aproximadamente metade do cubesat com seus experimentos.
O Programa, no momento, desenvolve o seu segundo cubesat, denominado SERPENS-2. Desta vez a coordenação das universidades brasileiras é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A AEB já planeja o desenvolvimento de outros cube e nanosats, posteriormente, no mesmo Programa.
Outros nacionais
Vários outros projetos de cube e nanosats estão em desenvolvimento no Brasil com lançamentos próximos. O primeiro deles é o ITASAT, um 6U, desenvolvido pelo ITA e já concluído, cujo lançamento a bordo de um foguete Falcon 9 deve ocorrer nos próximos meses, possivelmente em 2017. Ele contém vários experimentos desenvolvidos por outras universidades e instituições brasileiras, como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), INPE e AMSAT-Br. Possui também uma câmera para sensoriamento remoto de baixa resolução.
Dentro do Programa NanosatC-Br, há o NanosatC-Br2, desta vez um 2U, com o dobro da capacidade de experimentos do que o seu predecessor, o NanosatC-Br1. Além de versões mais avançados dos três experimentos que estão voando no NanosatC-Br1, o segundo cubesat levará também uma sonda de Langmuir, para medidas na ionosfera, um subsistema de determinação de atitude (o primeiro desenvolvido no Brasil para satélites) com tripla redundância (cooperação UFMG, INPE e UFABC) e um experimento de transmissão de dados entre radioamadores da AMSAT-Br/LABRE. O lançamento do NanosatC-Br-2 está previsto para abril de 2017.
O INPE, através de um outro de seus centros regionais, o do Nordeste (CRN), no campus da UFRN, em Natal, desenvolve o CONASAT, um cubesat 8U com missão idêntica à dos satélites brasileiros de coleta de dados (SCD-1 e 2), lançados na década de 1990. Esses tinham mais de 100 kg., enquanto o CONASAT, com redundância de todos os seus subsistemas, tem massa de 8,4 kg. O transpônder para a retransmissão dos dados foi desenvolvido pelo CRN e fará o seu primeiro teste em voo como uma das cargas úteis do ITASAT. A plataforma do modelo de engenharia do CONASAT já está disponível.
Projetos internacionais
Em 2015, mais de 200 cubesats foram lançados. Em 2014, em um único lançamento, foram 36 satélites, sendo a grande maioria cubesats. Este recorde será quebrado este ano com o lançamento de mais de 80 satélites, entre eles o ITASAT, em um lançamento único através do Falcon 9, da empresa Space X. A National Aeronautics and Space Administration (NASA) realizou concorrência e selecionou três empresas para desenvolver lançadores de pequeno porte para este tipo de satélite em grande número, simultaneamente, e não mais de “carona” com um lançamento onde todos os demais satélites são subordinados à órbita do satélite principal lançado. A Estação Espacial Internacional tem lançado dezenas de cubesats regularmente. Há dois mecanismos específicos a bordo para isso; um, de uma companhia norte- americana; e outro; japonês. Lançamentos da ISS de cubesats têm a vantagem de reentrar na atmosfera em meses, evitando o acúmulo do lixo espacial.
A tecnologia evolui aceleradamente permitindo missões em sensoriamento remoto com nanosats em torno de 10U com resolução abaixo de 5 metros. Melhores rádios para comunicação em distâncias muito maiores do que as de órbita baixa (em torno de 600 km) e em frequências de comunicação em bandas que permitem uma taxa de transmissão de dados ao solo cada vez maiores. O desenvolvimento de pequenos propulsores para uso por cubesat também trará missões cada vez mais complexas com manobras de órbitas e o uso de formações e constelações de cubesats para sensoriamento remoto e comunicações, com revisitas cada vez menores.
Uma ideia do desenvolvimento dessa tecnologia já contempla missões interplanetárias à Lua e a Marte, já em desenvolvimento e com lançamento previsto para 2018. No caso dos testes do SLS – Space Launch System, o novo ançador de grande porte da NASA, que levará seis cubesats 12U e, pelo menos um deles, para exame do gelo na Lua. Na missão à Marte, dois cubesats farão o papel de relay de dados entre um veículo na superfície e um satélite em órbita daquele planeta. O Jet Propulsion Lab (JPL), que é nos Estados Unidos o responsável pela maioria das missões interplanetárias tem promovido regularmente workshops internacionais para tratar dessas missões, atraído pelo baixo custo e as possibilidade que apresentam.
Livre iniciativa
O setor privado rapidamente compreendeu o potencial das aplicações dos cubesats como uma tecnologia disruptiva para o setor espacial. Várias empresas no exterior que propõem missões com cube e nanosats têm conseguido obter investimentos de fundos privados que somam dezenas e até centenas de milhões de dólares. A mais bem sucedida tem sido a PlanetLabs (recentemente renomeada apenas Planet) que já lançou dezenas de cubesats 3U para a formação de uma constelação de mais de 100 cubesats em uma missão de sensoriamento remoto que inclui vídeos. A resolução pretendida é de 5 metros. Várias outras empresas de sensoriamento remoto no exterior estão em formação e em processo de captação para obter resoluções de até 1 metro com nanosats com suas constelações, uma delas argentina.
Empresas também estão em formação no exterior para explorar o uso de constelações com cube/nanosats em comunicações de dados e voz, que podem atingir tempo real para determinadas faixas de latitudes. Uma dessas empresas utilizará um dos novos lançadores mencionados acima resultado da concorrência da NASA para os seus pretendidos 200 cubesats 3U em latitude de +15° a -15°, o que inclui uma boa parte da população brasileira. Outras dedicam-se a aplicações diversas utilizando o baixo custo dos cubesat e a possibilidade de formação de constelações numerosas. Por exemplo, em aplicações de localização de embarcações ou aeronaves. Ou mesmo usando o resultado de missões científicas para fins comerciais, como no caso de uma empresa que utiliza constelação de cubesats para missões de radio ocultação com GPS para o fornecimento para outras empresas de previsão meteorológica no sentido de refinar a previsão para micro-regiões.
A maioria desses empreendimentos está em formação e deverão estar em operação plena nos próximos anos, mas também quase todos já lançaram cubesat precursores de suas constelações. São os prestadores de serviços com o uso de cubesats. Outras empresas, mais numerosas, e em geral de pequeno e médio portes, mas em crescimento, fornecem os cubesats. Não raro são oriundas de universidades que lançaram seus cubesats e que tiveram pequenas empresas fundadas por seus alunos, as quais crescem há anos regularmente e profissionalizam-se cada vez mais, expandindo sua estrutura de desenvolvimento, marketing e fabricação. São exemplos a ISIS (Holanda, da Technical University of Delft), Clyde Space (Escócia, da Universidade de Glasgow), Blue Canyon (Estados Unidos) e GOMSpace (Dinamarca, da Universidade de Aalborg). Esta última lançou recentemente suas ações na bolsa de Estocolmo.
No Brasil houve algum movimento de empresas que já atuam no setor espacial em desenvolver cubesats, mas sem progressos de monta. Entretanto, as primeiras empresas brasileiras que anteriormente atuaram em aplicações relacionadas ao setor espacial começam a se movimentar no sentido de oferecer serviços com suas constelações próprias de cube e nanosats, em sensoriamento remoto e comunicação de dados. Será interessante observar em futuro próximo se estas iniciativas se materializarão.
Aplicações em defesa
Em junho último, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NuCOPE-P) do Comando da Aeronáutica, organizou o 1° Intl. CubSat Sumposium of Brasilia, em cooperação com universidades norte-americanas e o Comando Sul da Força Aérea dos Estados Unidos, com grande participação civil e militar. Pelo Brasil estiveram presentes apresentando projetos com cubesats, muitos com possibilidades de aplicações em defesa, representantes de instituições como o INPE, ITA, Universidade de Brasília (UnB), UFSC, UFRGS, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade de São Paulo (USP). Um dos objetivos do simpósio foi o de promover possíveis cooperações no tema.
Entre as possíveis aplicações apresentadas estão as de sensoriamento remoto para monitoramento, na Amazônia, para detecção de pistas clandestinas e cartografia, comunicação ponto a ponto de pacotes de dado ou em tempo real, sistemas de identificação automática (AIS) e outras. Foi mostrado que algumas dessas aplicações são próximas a algumas que serão executadas em missões com cube e nanosats já em andamento e com lançamento próximo pelo Brasil.
Foi apresentado o Programa SNAP – SMDC Nanosatellite Program, onde o SMDC é o US Army Space and Missile Defense Command. Este Programa utiliza cubesats 3U para comunicação ponto a ponto além do horizonte em caráter experimental para comunicações de dados e voz, e que já realizou mais de um lançamento destes cubesats.
Nos Estados Unidos, o National Reconnaissance Office (NRO), responsável pelas missões de observação da Terra em defesa daquele país, está passando do estágio de utilização dos cube e nanosats de demonstração de tecnologias para missões de aplicações, de acordo com a sua diretora, Betty Sapp, em palestra proferida no GEOINT 2016, da US Geospatial Inteligence Foundation, em maio último.
* Otavio Durão é engenheiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Referências
1 – “NanosatC-Br1 The First Brazilian CubeSat, and Beyond”; Otavio Durão e Nelson Jorge Schuch; Small Satellite Conference; Utah, USA; 2015 (http://digitalcommons.usu.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=3297&context=smallsat)
3 – “Sky and Space to launch 200 nano-satellites with Virgin Galactic”; Corinne Reichert; ZD Net; Junho 2016 (http://www.zdnet.com/article/sky-and-space-to-launch-200-nano-satellites-with-virgin-galactic/)
4 – “FAB promove Simpósio Internacional de Nanossatélites”; WWW.fab.mil.br; Junho 2016 (http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/26057/TECNOLOGIA%20-%20FAB%20promove%20Simp%C3%B3sio%20Internacional%20de%20Nanossat%C3%A9lites)
5 – “NRO Embraces Cubesats for Testing Advanced Technologies”; Amy Clamper; Space News; Agosto, 10, 2009.
Fonte: Tecnologia & Defesa, edição nº 146, setembro de 2016.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016
FAB debate oportunidades da área espacial
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Capacidades futuras da FAB são abordadas em evento no ITA
Em palestra de abertura, Vice-chefe do EMAER apresenta necessidades operacionais da FAB para os próximos 25 anos
29/09/2016 17h00, por Ten Jussara Peccini
As características do poder aéreo do futuro deverão orientar as pesquisas desenvolvidas pelo Programa de Pós-Graduação em Aplicações Operacionais do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Esse foi o tema da palestra de abertura da 18ª edição do Simpósio de Aplicações Operacionais de Defesa que se encerra nesta sexta-feira (30/09) em São José dos Campos (SP). O evento conta com 340 inscritos, 13 palestras técnicas, cinco minicursos e 58 trabalhos acadêmicos.
“Eu trago uma proa geral para que os trabalhos, as soluções, saiam daqui”, afirmou o Vice-chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior. “A própria Concepção Estratégica [Força Aérea 100] lança essas capacidades de uma força aérea mais moderna, mais integrada com as forças co-irmãs, de uma capacidade dissuasória capaz de desmotivar possíveis hostilidades. Aqui no ITA, temos uma atividade específica para se estudar a parte operacional de emprego da força aérea como um poder aéreo de combate”, detalhou.
O oficial-general também enfatizou o deságio de explorar a área espacial nos próximos anos. De acordo com a Estratégia Nacional de Defesa, a área de defesa cibernética está com o Exército Brasileiro, a nuclear com a Marinha e a espacial com o Comando da Aeronáutica. “A partir de agora isso será intensificado”, disse ao lembrar que a instituição sempre esteve envolvida com os projetos da área, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS).
Desafios e oportunidades da área espacial – A mesa de debates reuniu as principais instituições brasileiras da área para debater desafios e oportunidades de capacitação da área aeroespacial, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) e Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P).
O representante do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), Marco Chamon, defendeu as pesquisas do programa espacial para a formação de recursos humanos. Para o pesquisador, na área espacial “se aprende fazendo”. “A capacitação de recursos humanos precisa do programa espacial e vice-versa”, explicou. Ele também observou que há um “hiato” em áreas de conhecimento da engenharia e entre gerações de profissionais.
Este aspecto também foi abordado pelo coordenador da pós-graduação do ITA. De acordo com o professor Angelo Passaro, para suprir o lapso temporal na formação de profissionais, desde 2012, o ITA criou um programa de especialização em conjunto com os Institutos de Aeronáutica e Espaço (IAE) e Estudos Avançados (IEAV).
“Os aprendizes de feiticeiros precisam aprender com os feiticeiros”, comparou sobre as aposentadorias iminentes de uma geração de profissionais brasileiros que construíram o conhecimento da área espacial do país. A partir de 2017, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) também passará a oferecer o curso dentro do PPGAO.
Sobre o programa de pós-graduação de aplicações em defesa - O Programa de Pós-Graduação de Aplicações Operacionais (PPGAO) surgiu da análise do Estado-Maior da Aeronáutica de que era necessário estudar o emprego operacional da FAB. Hoje, dispõe de cinco linhas de pesquisa nas áreas de comando e controle e defesa cibernética; sistema de armas; guerra eletrônica; análise operacional e engenharia logística; bioengenharia e defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN). Neste ano, conta com 27 alunos das Forças Armadas. Outros 20 candidatos estão aguardando seleção para ingressar em 2017 no curso.
Fonte: Agência Força Aérea.
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Capacidades futuras da FAB são abordadas em evento no ITA
Em palestra de abertura, Vice-chefe do EMAER apresenta necessidades operacionais da FAB para os próximos 25 anos
29/09/2016 17h00, por Ten Jussara Peccini
As características do poder aéreo do futuro deverão orientar as pesquisas desenvolvidas pelo Programa de Pós-Graduação em Aplicações Operacionais do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Esse foi o tema da palestra de abertura da 18ª edição do Simpósio de Aplicações Operacionais de Defesa que se encerra nesta sexta-feira (30/09) em São José dos Campos (SP). O evento conta com 340 inscritos, 13 palestras técnicas, cinco minicursos e 58 trabalhos acadêmicos.
“Eu trago uma proa geral para que os trabalhos, as soluções, saiam daqui”, afirmou o Vice-chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior. “A própria Concepção Estratégica [Força Aérea 100] lança essas capacidades de uma força aérea mais moderna, mais integrada com as forças co-irmãs, de uma capacidade dissuasória capaz de desmotivar possíveis hostilidades. Aqui no ITA, temos uma atividade específica para se estudar a parte operacional de emprego da força aérea como um poder aéreo de combate”, detalhou.
O oficial-general também enfatizou o deságio de explorar a área espacial nos próximos anos. De acordo com a Estratégia Nacional de Defesa, a área de defesa cibernética está com o Exército Brasileiro, a nuclear com a Marinha e a espacial com o Comando da Aeronáutica. “A partir de agora isso será intensificado”, disse ao lembrar que a instituição sempre esteve envolvida com os projetos da área, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS).
Desafios e oportunidades da área espacial – A mesa de debates reuniu as principais instituições brasileiras da área para debater desafios e oportunidades de capacitação da área aeroespacial, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) e Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P).
O representante do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), Marco Chamon, defendeu as pesquisas do programa espacial para a formação de recursos humanos. Para o pesquisador, na área espacial “se aprende fazendo”. “A capacitação de recursos humanos precisa do programa espacial e vice-versa”, explicou. Ele também observou que há um “hiato” em áreas de conhecimento da engenharia e entre gerações de profissionais.
Este aspecto também foi abordado pelo coordenador da pós-graduação do ITA. De acordo com o professor Angelo Passaro, para suprir o lapso temporal na formação de profissionais, desde 2012, o ITA criou um programa de especialização em conjunto com os Institutos de Aeronáutica e Espaço (IAE) e Estudos Avançados (IEAV).
“Os aprendizes de feiticeiros precisam aprender com os feiticeiros”, comparou sobre as aposentadorias iminentes de uma geração de profissionais brasileiros que construíram o conhecimento da área espacial do país. A partir de 2017, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) também passará a oferecer o curso dentro do PPGAO.
Sobre o programa de pós-graduação de aplicações em defesa - O Programa de Pós-Graduação de Aplicações Operacionais (PPGAO) surgiu da análise do Estado-Maior da Aeronáutica de que era necessário estudar o emprego operacional da FAB. Hoje, dispõe de cinco linhas de pesquisa nas áreas de comando e controle e defesa cibernética; sistema de armas; guerra eletrônica; análise operacional e engenharia logística; bioengenharia e defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN). Neste ano, conta com 27 alunos das Forças Armadas. Outros 20 candidatos estão aguardando seleção para ingressar em 2017 no curso.
Fonte: Agência Força Aérea.
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terça-feira, 13 de setembro de 2016
Resultados experimentais do demonstrador hipersônico 14-X
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Primeiros resultados do demonstrador de propulsão hipersônica
09/09/2016
Os primeiros resultados experimentais do demonstrador tecnológico de propulsão hipersônica aspirada 14-X com ocorrência de combustão supersônica foram apresentados pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAV) durante o IX Congresso Nacional de Engenharia Mecânica (CONEM), realizado em Fortaleza (CE).
Os dados são resultado de observação da combustão supersônica em um modelo de testes obtidos no Túnel de Vento Hipersônico Pulsado T3 do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV e após múltiplas interações entre estudos teóricos e experimentais. Além disso, foram publicadas algumas das primeiras análises teóricas do 14-X com ênfase em parâmetros de desempenho, bem como diversos resultados experimentais voltados à investigação aerodinâmica do demonstrador e estudos para a seleção de materiais e configuração estrutural do veículo para ensaio em voo.
A observação experimental da combustão supersônica foi obtida como parte do trabalho de mestrado em andamento do aluno Ronaldo de Lima Cardoso, orientado pelo pesquisador doutor do IEAV, Paulo Gilberto de Paula Toro, chefe da Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica.
“Estes resultados representam um marco na pesquisa em scramjet no Brasil, pois comprovam maturidade do desenvolvimento para avançar à próxima etapa, os ensaios em voo planejados para os próximos anos”, analisou o capitão-engenheiro Giannino Ponchio Camillo, da Subdivisão de Hipersônica Experimental da Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV.
O demonstrador tecnológico 14-X é produto do grupo de Pesquisa de Propulsão Hipersônica 14-X (PROPHIPER), um projeto estratégico do Comando da Aeronáutica (COMAER) conduzido no IEAV. De acordo com o oficial, a tecnologia de propulsão hipersônica aspirada, chamada de scramjet (Supersonic Combustion Ramjet), é tida como promissora para o desenvolvimento de sistemas eficientes e seguros de acesso ao espaço, no futuro.
“O diferencial é ser capaz de fornecer aceleração à carga útil em regimes de voo de elevadas velocidades, a partir de três vezes a velocidade do som, utilizando, para isso, ar da própria atmosfera, em oposição ao que fazem os motores-foguetes atuais, que precisam levar o oxidante a bordo”, disse.
Sobre o congresso
O Congresso Nacional de Engenharia Mecânica (CONEM) reuniu aproximadamente 1.200 participantes entre estudantes, professores e profissionais das áreas correlacionadas à engenharia mecânica. Realizado a cada dois anos, trata-se do maior evento científico nacional da área de engenharia mecânica, contando com 27 áreas temáticas, incluindo engenharia aeroespacial. Somente na edição de 2016, mais de 800 trabalhos foram publicados.
O IEAV participou do congresso com 15 integrantes do grupo de pesquisa PROPHIPER, entre eles 11 alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Espaciais do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Foram aceitos e publicados 14 trabalhos referentes aos últimos estudos conduzidos neste Projeto, somando cerca de 30% dos trabalhos apresentados na área temática engenharia aeroespacial do evento.
“O contato de professores e profissionais de especialidades diversas com os resultados mais recentes deste projeto fornece à equipe de desenvolvimento uma visão neutra, imparcial e de grande qualidade técnica sobre as abordagens e metodologias adotadas, frequentemente originando novas discussões em benefício do avanço científico do projeto”, completou o capitão Giannino.
Fonte: FAB, via Tecnologia & Defesa,
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Primeiros resultados do demonstrador de propulsão hipersônica
09/09/2016
Os primeiros resultados experimentais do demonstrador tecnológico de propulsão hipersônica aspirada 14-X com ocorrência de combustão supersônica foram apresentados pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAV) durante o IX Congresso Nacional de Engenharia Mecânica (CONEM), realizado em Fortaleza (CE).
Os dados são resultado de observação da combustão supersônica em um modelo de testes obtidos no Túnel de Vento Hipersônico Pulsado T3 do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV e após múltiplas interações entre estudos teóricos e experimentais. Além disso, foram publicadas algumas das primeiras análises teóricas do 14-X com ênfase em parâmetros de desempenho, bem como diversos resultados experimentais voltados à investigação aerodinâmica do demonstrador e estudos para a seleção de materiais e configuração estrutural do veículo para ensaio em voo.
A observação experimental da combustão supersônica foi obtida como parte do trabalho de mestrado em andamento do aluno Ronaldo de Lima Cardoso, orientado pelo pesquisador doutor do IEAV, Paulo Gilberto de Paula Toro, chefe da Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica.
“Estes resultados representam um marco na pesquisa em scramjet no Brasil, pois comprovam maturidade do desenvolvimento para avançar à próxima etapa, os ensaios em voo planejados para os próximos anos”, analisou o capitão-engenheiro Giannino Ponchio Camillo, da Subdivisão de Hipersônica Experimental da Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV.
O demonstrador tecnológico 14-X é produto do grupo de Pesquisa de Propulsão Hipersônica 14-X (PROPHIPER), um projeto estratégico do Comando da Aeronáutica (COMAER) conduzido no IEAV. De acordo com o oficial, a tecnologia de propulsão hipersônica aspirada, chamada de scramjet (Supersonic Combustion Ramjet), é tida como promissora para o desenvolvimento de sistemas eficientes e seguros de acesso ao espaço, no futuro.
“O diferencial é ser capaz de fornecer aceleração à carga útil em regimes de voo de elevadas velocidades, a partir de três vezes a velocidade do som, utilizando, para isso, ar da própria atmosfera, em oposição ao que fazem os motores-foguetes atuais, que precisam levar o oxidante a bordo”, disse.
Sobre o congresso
O Congresso Nacional de Engenharia Mecânica (CONEM) reuniu aproximadamente 1.200 participantes entre estudantes, professores e profissionais das áreas correlacionadas à engenharia mecânica. Realizado a cada dois anos, trata-se do maior evento científico nacional da área de engenharia mecânica, contando com 27 áreas temáticas, incluindo engenharia aeroespacial. Somente na edição de 2016, mais de 800 trabalhos foram publicados.
O IEAV participou do congresso com 15 integrantes do grupo de pesquisa PROPHIPER, entre eles 11 alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Espaciais do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Foram aceitos e publicados 14 trabalhos referentes aos últimos estudos conduzidos neste Projeto, somando cerca de 30% dos trabalhos apresentados na área temática engenharia aeroespacial do evento.
“O contato de professores e profissionais de especialidades diversas com os resultados mais recentes deste projeto fornece à equipe de desenvolvimento uma visão neutra, imparcial e de grande qualidade técnica sobre as abordagens e metodologias adotadas, frequentemente originando novas discussões em benefício do avanço científico do projeto”, completou o capitão Giannino.
Fonte: FAB, via Tecnologia & Defesa,
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segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Mestrado em engenharia aeroespacial no Maranhão
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CLA comemora convênio de mestrado para setor aeroespacial
08/08/2016
Nesta quinta-feira (04/08), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) esteve presente na solenidade de assinatura do Convênio do Mestrado Aeroespacial entre o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
O evento foi realizado no Palácio dos Leões, com a presença do Governador do Maranhão Flávio Dino, Gustavo Pereira, Reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Anderson Correia, Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA, Bira do Pindaré, Deputado Estadual, Jhonatan Almada, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e outros representantes do âmbito da ciência e tecnologia do estado.
O Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica é uma importante parceria entre ITA e UEMA, visando estabelecer mútua cooperação para o intercâmbio de informações, para apoiar a implantação de uma turma especial de mestrado em Engenharia de Computação e Sistemas, na linha de pesquisa em sistema computacionais aplicados à Engenharia Aeroespacial, realizando uma troca de experiências e de conhecimentos técnicos e acadêmicos, mobilidade docente e outras atividades científicas na área das engenharias.
Dessa forma, busca-se atender às demandas do Centro de Lançamento de Alcântara por profissionais técnicos qualificados no setor aeroespacial, propiciando suporte aos projetos e atividades que são realizadas a partir da Organização Militar estratégica da Força Aérea Brasileira responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais no país.
“A área de pesquisa aeroespacial tem buscado consolidar o reconhecimento da posição estratégica do Estado, que é representado pelo próprio Centro de Lançamento de Alcântara, sendo um conjunto de ações que passam pela formação de profissionais qualificados que visam efetivamente a inserção do Maranhão no contexto nacional como um estado produtor de profissionais de conhecimento na esfera aeroespacial” afirma o reitor da UEMA.
Fonte: CLA, via AEB.
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CLA comemora convênio de mestrado para setor aeroespacial
08/08/2016
Nesta quinta-feira (04/08), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) esteve presente na solenidade de assinatura do Convênio do Mestrado Aeroespacial entre o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
O evento foi realizado no Palácio dos Leões, com a presença do Governador do Maranhão Flávio Dino, Gustavo Pereira, Reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Anderson Correia, Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA, Bira do Pindaré, Deputado Estadual, Jhonatan Almada, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e outros representantes do âmbito da ciência e tecnologia do estado.
O Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica é uma importante parceria entre ITA e UEMA, visando estabelecer mútua cooperação para o intercâmbio de informações, para apoiar a implantação de uma turma especial de mestrado em Engenharia de Computação e Sistemas, na linha de pesquisa em sistema computacionais aplicados à Engenharia Aeroespacial, realizando uma troca de experiências e de conhecimentos técnicos e acadêmicos, mobilidade docente e outras atividades científicas na área das engenharias.
Dessa forma, busca-se atender às demandas do Centro de Lançamento de Alcântara por profissionais técnicos qualificados no setor aeroespacial, propiciando suporte aos projetos e atividades que são realizadas a partir da Organização Militar estratégica da Força Aérea Brasileira responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais no país.
“A área de pesquisa aeroespacial tem buscado consolidar o reconhecimento da posição estratégica do Estado, que é representado pelo próprio Centro de Lançamento de Alcântara, sendo um conjunto de ações que passam pela formação de profissionais qualificados que visam efetivamente a inserção do Maranhão no contexto nacional como um estado produtor de profissionais de conhecimento na esfera aeroespacial” afirma o reitor da UEMA.
Fonte: CLA, via AEB.
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quinta-feira, 28 de julho de 2016
Estágio de estudantes da UnB na França
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Estudantes da UnB são selecionados para estágio na área espacial na França
28/07/2016
Os estudantes do 9º semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB Igor Kinoshita, Lucas Brasileiro e Sebastião Roni estão de malas prontas para um ano de estudos e estágio em um dos mais importantes centros de pesquisa do mundo na área aeroespacial, o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (ISAE), em Toulouse, na França.
“O ISAE Supaero faz parte do maior polo aeroespacial da Europa, sendo o segundo do mundo”, destacam os futuros engenheiros. “É mais uma conquista para o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB. A responsabilidade de estar lá representando a Universidade é grande”, dizem.
Segundo eles, foram selecionados estudantes do mundo inteiro. O resultado da seleção saiu em maio. Igor e Sebastião viajam no final deste mês e Lucas, no início de agosto, quando termina a última sessão de radioterapia. “Soube que havia sido selecionado ainda no hospital”, conta o estudante, que luta para vencer um câncer descoberto em abril deste ano.
O intercâmbio faz parte de acordo de cooperação assinado em 2014 com o governo francês. No Brasil, a Agência Espacial Brasileira (AEB), a UnB e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) participam do programa que envolve duas grandes empresas de fabricação de aviões e sistemas espaciais, a Airbus e a Astrium.
“O campo de atuação do engenheiro aeroespacial é amplo”, observa Lucas. O profissional desta área está preparado para projetar aviões e foguetes, por exemplo. “Também há engenheiros aeroespaciais na indústria automotiva e no mercado financeiro”, cita.
“Nosso sonho, no entanto, desde criança, é desbravar o espaço”, dizem em coro. Atingir esse objetivo, segundo eles, não é fácil. Até hoje, apenas um brasileiro conseguiu o feito, o astronauta Marcos Pontes. “Estamos dispostos a explorar o desconhecido. É desafiador.”
“Sempre soube que queria fazer Engenharia”, diz o paulista Igor Kinoshita, 21 anos. “Quando era criança, desmontava aparelhos e brinquedos, e pesquisava sobre a vida de piloto. Passava horas admirando as imagens de foguetes e planetas que via nas revistas que um tio trazia do Japão.” Igor pretende estudar sinais e sistemas no instituto francês.
O baiano Sebastião Roni, 24 anos, relata o mesmo fascínio. “Gostava de engenharia e tinha muita curiosidade sobre o espaço.” Ele aproveita a oportunidade na França para se especializar em mecânica dos fluidos.
Lucas Brasileiro, 27 anos, lembra dos aviões da Força Aérea Brasileira. “Meu pai é cirurgião dentista da FAB e lembro que eu ficava olhando as aeronaves quando ia visitá-lo no trabalho”, conta. Durante o programa, o brasiliense irá se concentrar no estudo de estruturas.
Engenharia Aeroespacial – Criado em 2012, o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB comemora realizações, como o lançamento de satélites e o acordo de cooperação com o polo espacial francês.
Com um corpo docente de jovens especialistas, dois terços dos professores são estrangeiros. Há ucranianos, italianos, um alemão, um sul-coreano e um francês pesquisando no campus da UnB no Gama.
Entre os pesquisadores brasileiros está o professor Sérgio Carneiro, que ajudou a desenvolver no Brasil a aeronave cargueira KC-390 da FAB. “Apesar de novo, o curso tem várias conquistas”, orgulha-se Igor Kinoshita.
Fonte: UnB, via AEB.
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Estudantes da UnB são selecionados para estágio na área espacial na França
28/07/2016
Os estudantes do 9º semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB Igor Kinoshita, Lucas Brasileiro e Sebastião Roni estão de malas prontas para um ano de estudos e estágio em um dos mais importantes centros de pesquisa do mundo na área aeroespacial, o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (ISAE), em Toulouse, na França.
“O ISAE Supaero faz parte do maior polo aeroespacial da Europa, sendo o segundo do mundo”, destacam os futuros engenheiros. “É mais uma conquista para o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB. A responsabilidade de estar lá representando a Universidade é grande”, dizem.
Segundo eles, foram selecionados estudantes do mundo inteiro. O resultado da seleção saiu em maio. Igor e Sebastião viajam no final deste mês e Lucas, no início de agosto, quando termina a última sessão de radioterapia. “Soube que havia sido selecionado ainda no hospital”, conta o estudante, que luta para vencer um câncer descoberto em abril deste ano.
O intercâmbio faz parte de acordo de cooperação assinado em 2014 com o governo francês. No Brasil, a Agência Espacial Brasileira (AEB), a UnB e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) participam do programa que envolve duas grandes empresas de fabricação de aviões e sistemas espaciais, a Airbus e a Astrium.
“O campo de atuação do engenheiro aeroespacial é amplo”, observa Lucas. O profissional desta área está preparado para projetar aviões e foguetes, por exemplo. “Também há engenheiros aeroespaciais na indústria automotiva e no mercado financeiro”, cita.
“Nosso sonho, no entanto, desde criança, é desbravar o espaço”, dizem em coro. Atingir esse objetivo, segundo eles, não é fácil. Até hoje, apenas um brasileiro conseguiu o feito, o astronauta Marcos Pontes. “Estamos dispostos a explorar o desconhecido. É desafiador.”
“Sempre soube que queria fazer Engenharia”, diz o paulista Igor Kinoshita, 21 anos. “Quando era criança, desmontava aparelhos e brinquedos, e pesquisava sobre a vida de piloto. Passava horas admirando as imagens de foguetes e planetas que via nas revistas que um tio trazia do Japão.” Igor pretende estudar sinais e sistemas no instituto francês.
O baiano Sebastião Roni, 24 anos, relata o mesmo fascínio. “Gostava de engenharia e tinha muita curiosidade sobre o espaço.” Ele aproveita a oportunidade na França para se especializar em mecânica dos fluidos.
Lucas Brasileiro, 27 anos, lembra dos aviões da Força Aérea Brasileira. “Meu pai é cirurgião dentista da FAB e lembro que eu ficava olhando as aeronaves quando ia visitá-lo no trabalho”, conta. Durante o programa, o brasiliense irá se concentrar no estudo de estruturas.
Engenharia Aeroespacial – Criado em 2012, o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB comemora realizações, como o lançamento de satélites e o acordo de cooperação com o polo espacial francês.
Com um corpo docente de jovens especialistas, dois terços dos professores são estrangeiros. Há ucranianos, italianos, um alemão, um sul-coreano e um francês pesquisando no campus da UnB no Gama.
Entre os pesquisadores brasileiros está o professor Sérgio Carneiro, que ajudou a desenvolver no Brasil a aeronave cargueira KC-390 da FAB. “Apesar de novo, o curso tem várias conquistas”, orgulha-se Igor Kinoshita.
Fonte: UnB, via AEB.
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
Projetos do DCTA discutidos no Senado
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DCTA apresenta projetos no Senado Federal
16/06/2016
Os fundos de investimento no setor de Ciência e Tecnologia foram tema de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, nesta terça-feira (14/06), no Senado Federal. Essa é a segunda audiência pública, de um total de seis previstas, com objetivo de subsidiar com informações um relatório sobre a situação do setor. Nesta etapa, o assunto discutido foi o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).
“Sem pesquisa tecnológica, sem avanços, nós jamais seremos competitivos”, afirmou o presidente da Comissão, Senador Lasier Martins (PDT/RS) na abertura dos trabalhos.
Participaram da audiência, o diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Almeida Guimarães; o presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Sebastião Sahão Júnior; o vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando César Pereira Santos; e o vice-diretor do Instituto Evandro Chagas (IEC), Fernando Tobias Silveira. O Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Ribeiro Correa, também esteve presente.
Localizado em São José dos Campos (SP) e com cerca de 5,5 mil militares e servidores civis, incluindo engenheiros e pesquisadores, o DCTA tem como missão ampliar o conhecimento e desenvolver soluções tecnológicas para fortalecer o Poder Aeroespacial, por meio de ensino, pesquisa, desenvolvimento, inovação e serviços técnicos especializados no Campo Aeroespacial. “Viemos dar uma satisfação dos recursos investidos nos projetos mais recentes. De que forma os recursos foram aplicados”, explicou o Major-Brigadeiro Fernando.
O Vice-diretor do DCTA apresentou os investimentos realizados nos últimos cinco anos e os principais projetos em andamento gerenciados pelo órgão. O oficial-general também apresentou a organização e o papel dos institutos, que atuam em quatro grandes áreas: ensino, pesquisa e desenvolvimento; aeronáutica; defesa; e espaço. Para se ter uma ideia, o local reúne 159 laboratórios técnico-científicos, sendo 20 acreditados pelo INMETRO, empregados para atender a indústria aeroespacial, automobilística e de defesa. “Permeia toda a sociedade”, afirmou o militar sobre a utilização dos equipamentos.
Na audiência, o Major-Brigadeiro Fernando também destacou as medidas de controle adotadas pelo órgão. Segundo ele, os projetos têm acompanhamento semanal com avaliação de metas para todas as áreas. Entre os indicadores qualitativos e quantitativos de desempenho dos projetos estão metas físicas (como metas e prazos de execução) e financeiras (recursos disponibilizados, empenhados). Na área de ensino, as metas acadêmicas envolvem também número de publicações.
Projetos – O DCTA trabalha atualmente em oito grandes projetos estratégicos na área de espaço, principalmente, e em outros 117 projetos. Destes, 34 recebem apoio financeiro da FINEP (Empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação), o que representa 30% do total.
Nos últimos cinco anos, o DCTA recebeu R$878,6 milhões de investimentos, sendo que 13% dos recursos foram provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O que representou R$112,2 milhões . “É relevante a participação dos fundos no nosso orçamento”, avaliou o oficial-general. Os recursos do Comando da Aeronáutica respondem por 43% e da Agência Espacial Brasileira (AEB) 31%.
O Vice-diretor afirmou que, em virtude da natureza dos projetos envolvendo defesa nacional, as patentes (registros intelectuais) não são o principal foco. Mesmo assim, o DCTA tem 70 processos vigentes no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Destes, 19 já tiveram patentes concedidas.
Em relação aos projetos já concluídos que obtiveram apoio de fundos, destacam-se o de automação de montagem de estruturas aeronáuticas que implementou um dos laboratórios no ITA, cuja primeira fase envolveu estrutura de asas; o sistema de navegação e controle e o sistema de decolagem e pouso automáticos para VANT (veículos aéreo não tripulados); e os sistemas inerciais para aplicação aeroespacial.
Entre os em andamento, três estão ligados ao ITA: o programa de mestrado profissional, que já formou mais de 1,3 mil profissionais; a modernização dos laboratórios da área espacial; e o projeto de expansão do instituto, cuja conclusão das obras do prédio de ciências fundamentais é previsto para este ano.
Outro projeto em andamento, considerado estratégico pelo Comando da Aeronáutica, é o míssil de quinta geração, A-Darter. Desenvolvido em parceira com a África do Sul, o projeto totalmente financiado pela FINEP tem previsão conclusão em 2017. Os algoritmos de programação dos sistemas do armamento que vai equipar o Gripen NG foram desenvolvidos por engenheiros da Aeronáutica.
Necessidades imediatas – Entre os entraves apontados para o desenvolvimento dos projetos no DCTA está a “perda de competências”. Há necessidade de repor profissionais, especialmente professores e pesquisadores, que estão se aposentado. “As vagas estão criadas por lei. Para ocorrer a renovação, precisa abrir concurso”, afirmou. Em 2012, a Lei 12.778 criou 143 cargos de docentes e 880 para pessoal técnico e administrativo em ciência e tecnologia.
Assim como os demais representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento de ciência e tecnologia, o oficial-general da Aeronáutica defendeu regularidade nos investimentos para a área. “É unânime que esse é o principal problema. Precisamos de mais recursos e, fundamentalmente, mais regularidade nos recursos”, afirmou o Major-Brigadeiro Fernando.
O DCTA apresentou como sugestão à comissão a proposta de estudo para uma linha de financiamento específica na área de espaço no âmbito do ministério da Defesa, para garantir e complementar os recursos da política espacial. “São projetos de Estado, com prazo de dez anos ou mais. Há necessidade de regularidade, com desembolso garantido com prazo maior”, explica.
Investimento x cientistas – De acordo com o presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, atualmente, o Brasil investe cerca de 1,2% do PIB em pesquisa de ciência e tecnologia. Do montante, 40% provém de empresas. Alguns dos países que mais investem nesta área no mundo, como Finlândia, Korea do Sul e Japão, investem pelo menos 2% do PIB e a maior parte dos recursos provém de empresas. “Um dos desafios do setor é crescer o investimento em ciência e tecnologia e da participação do setor privado”, afirmou Guimarães.
Outro dado importante é o número de cientistas e engenheiros por milhão de habitantes. O Brasil dispõe de 600 cientistas e engenheiros por milhão de habitantes. Os países já citados têm cerca de 3 mil.
Saiba mais sobre o DCTA – O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) foi criado na década de 50 e engloba cinco institutos de pesquisa – Instituto de Tecnologia Aeroespacial (ITA), Instituto de Estudos Avançados (IEAV), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Fomento Industrial (IFI) e o Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV). Além de dois centros de lançamento aeroespacial, um em Alcântara (CLA), no Maranhão; e outro na Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte. Também está subordinada ao DCTA a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela condução de projetos de desenvolvimento, aquisição e modernização de equipamentos militares.
Conheça um pouco do trabalho do DCTA assistindo ao FAB em Ação sobre tecnologia aeroespacial.
Fonte: Agência Força Aérea, via AEB.
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DCTA apresenta projetos no Senado Federal
16/06/2016
Os fundos de investimento no setor de Ciência e Tecnologia foram tema de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, nesta terça-feira (14/06), no Senado Federal. Essa é a segunda audiência pública, de um total de seis previstas, com objetivo de subsidiar com informações um relatório sobre a situação do setor. Nesta etapa, o assunto discutido foi o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).
“Sem pesquisa tecnológica, sem avanços, nós jamais seremos competitivos”, afirmou o presidente da Comissão, Senador Lasier Martins (PDT/RS) na abertura dos trabalhos.
Participaram da audiência, o diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Almeida Guimarães; o presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Sebastião Sahão Júnior; o vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando César Pereira Santos; e o vice-diretor do Instituto Evandro Chagas (IEC), Fernando Tobias Silveira. O Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Ribeiro Correa, também esteve presente.
Localizado em São José dos Campos (SP) e com cerca de 5,5 mil militares e servidores civis, incluindo engenheiros e pesquisadores, o DCTA tem como missão ampliar o conhecimento e desenvolver soluções tecnológicas para fortalecer o Poder Aeroespacial, por meio de ensino, pesquisa, desenvolvimento, inovação e serviços técnicos especializados no Campo Aeroespacial. “Viemos dar uma satisfação dos recursos investidos nos projetos mais recentes. De que forma os recursos foram aplicados”, explicou o Major-Brigadeiro Fernando.
O Vice-diretor do DCTA apresentou os investimentos realizados nos últimos cinco anos e os principais projetos em andamento gerenciados pelo órgão. O oficial-general também apresentou a organização e o papel dos institutos, que atuam em quatro grandes áreas: ensino, pesquisa e desenvolvimento; aeronáutica; defesa; e espaço. Para se ter uma ideia, o local reúne 159 laboratórios técnico-científicos, sendo 20 acreditados pelo INMETRO, empregados para atender a indústria aeroespacial, automobilística e de defesa. “Permeia toda a sociedade”, afirmou o militar sobre a utilização dos equipamentos.
Na audiência, o Major-Brigadeiro Fernando também destacou as medidas de controle adotadas pelo órgão. Segundo ele, os projetos têm acompanhamento semanal com avaliação de metas para todas as áreas. Entre os indicadores qualitativos e quantitativos de desempenho dos projetos estão metas físicas (como metas e prazos de execução) e financeiras (recursos disponibilizados, empenhados). Na área de ensino, as metas acadêmicas envolvem também número de publicações.
Projetos – O DCTA trabalha atualmente em oito grandes projetos estratégicos na área de espaço, principalmente, e em outros 117 projetos. Destes, 34 recebem apoio financeiro da FINEP (Empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação), o que representa 30% do total.
Nos últimos cinco anos, o DCTA recebeu R$878,6 milhões de investimentos, sendo que 13% dos recursos foram provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O que representou R$112,2 milhões . “É relevante a participação dos fundos no nosso orçamento”, avaliou o oficial-general. Os recursos do Comando da Aeronáutica respondem por 43% e da Agência Espacial Brasileira (AEB) 31%.
O Vice-diretor afirmou que, em virtude da natureza dos projetos envolvendo defesa nacional, as patentes (registros intelectuais) não são o principal foco. Mesmo assim, o DCTA tem 70 processos vigentes no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Destes, 19 já tiveram patentes concedidas.
Em relação aos projetos já concluídos que obtiveram apoio de fundos, destacam-se o de automação de montagem de estruturas aeronáuticas que implementou um dos laboratórios no ITA, cuja primeira fase envolveu estrutura de asas; o sistema de navegação e controle e o sistema de decolagem e pouso automáticos para VANT (veículos aéreo não tripulados); e os sistemas inerciais para aplicação aeroespacial.
Entre os em andamento, três estão ligados ao ITA: o programa de mestrado profissional, que já formou mais de 1,3 mil profissionais; a modernização dos laboratórios da área espacial; e o projeto de expansão do instituto, cuja conclusão das obras do prédio de ciências fundamentais é previsto para este ano.
Outro projeto em andamento, considerado estratégico pelo Comando da Aeronáutica, é o míssil de quinta geração, A-Darter. Desenvolvido em parceira com a África do Sul, o projeto totalmente financiado pela FINEP tem previsão conclusão em 2017. Os algoritmos de programação dos sistemas do armamento que vai equipar o Gripen NG foram desenvolvidos por engenheiros da Aeronáutica.
Necessidades imediatas – Entre os entraves apontados para o desenvolvimento dos projetos no DCTA está a “perda de competências”. Há necessidade de repor profissionais, especialmente professores e pesquisadores, que estão se aposentado. “As vagas estão criadas por lei. Para ocorrer a renovação, precisa abrir concurso”, afirmou. Em 2012, a Lei 12.778 criou 143 cargos de docentes e 880 para pessoal técnico e administrativo em ciência e tecnologia.
Assim como os demais representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento de ciência e tecnologia, o oficial-general da Aeronáutica defendeu regularidade nos investimentos para a área. “É unânime que esse é o principal problema. Precisamos de mais recursos e, fundamentalmente, mais regularidade nos recursos”, afirmou o Major-Brigadeiro Fernando.
O DCTA apresentou como sugestão à comissão a proposta de estudo para uma linha de financiamento específica na área de espaço no âmbito do ministério da Defesa, para garantir e complementar os recursos da política espacial. “São projetos de Estado, com prazo de dez anos ou mais. Há necessidade de regularidade, com desembolso garantido com prazo maior”, explica.
Investimento x cientistas – De acordo com o presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, atualmente, o Brasil investe cerca de 1,2% do PIB em pesquisa de ciência e tecnologia. Do montante, 40% provém de empresas. Alguns dos países que mais investem nesta área no mundo, como Finlândia, Korea do Sul e Japão, investem pelo menos 2% do PIB e a maior parte dos recursos provém de empresas. “Um dos desafios do setor é crescer o investimento em ciência e tecnologia e da participação do setor privado”, afirmou Guimarães.
Outro dado importante é o número de cientistas e engenheiros por milhão de habitantes. O Brasil dispõe de 600 cientistas e engenheiros por milhão de habitantes. Os países já citados têm cerca de 3 mil.
Saiba mais sobre o DCTA – O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) foi criado na década de 50 e engloba cinco institutos de pesquisa – Instituto de Tecnologia Aeroespacial (ITA), Instituto de Estudos Avançados (IEAV), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Fomento Industrial (IFI) e o Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV). Além de dois centros de lançamento aeroespacial, um em Alcântara (CLA), no Maranhão; e outro na Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte. Também está subordinada ao DCTA a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela condução de projetos de desenvolvimento, aquisição e modernização de equipamentos militares.
Conheça um pouco do trabalho do DCTA assistindo ao FAB em Ação sobre tecnologia aeroespacial.
Fonte: Agência Força Aérea, via AEB.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
Cubesats: testes do ITASAT na Holanda
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ITASAT passa por testes na Holanda
A equipe do ITASAT esteve na Holanda, durante as últimas 4 semanas. O objetivo era realizar a completa integração de sistemas, bem como os testes finais do satélite, antes do lançamento, previsto para setembro deste ano.
O ITASAT segue o padrão cubesat (modelo baseado em cubos de 10x10x10cm) e possui 6U, o que torna o satélite mais complexo. Segundo o gerente do projeto, professor e pesquisador Luís Loures, “Durante o período de integração e testes, procederam-se os ajustes que faltavam, com sucesso”. Os testes aconteceram na Innovative Solutions In Space (ISIS), empresa spin off da Universidade de Tecnologia de Delft e uma das mais especializadas em nanossatélites do mundo. Lá, o ITASAT passou por ensaio de vibração nos 3 eixos, bakeout (submissão do satélite a altas temperaturas a fim de se retirar substâncias voláteis), ensaio de ciclo térmico (variação de baixas para altas temperaturas, -20° a 60°C), ensaio de propriedade de massa, além dos demais ensaios funcionais, que já eram feitos aqui.
“A cada teste ambiental eram realizados testes funcionais para avaliar se havia danos causados por aqueles testes, o que não aconteceu. Nossos resultados eram sempre positivos”, explica Lídia Hissae Shibuya Sato, coordenadora técnica do projeto. “Foram semanas em que a gente conseguiu cumprir todas as atividades previstas, com resultados bastante satisfatórios. A equipe esteve muito unida e aproveitou cada momento de aprendizagem. O apoio da ISIS foi enorme, tanto no suporte logístico quanto técnico. Foi uma experiência incrível”, completa.
Dois revisores da Agência Espacial Brasileira (AEB) foram até a Holanda, a fim de verificar o andamento do projeto para a agência. Eles comentaram com a equipe que ficaram satisfeitos com o desempenho, apesar da juventude do grupo, formado principalmente por bolsistas. Junto estava o professor Valdemir Carrara, que acompanhou o início da missão, como responsável pelo controle de atitude, onde verificou os algoritmos de controle do sistema, desenvolvido por ele próprio.
O lançamento acontecerá na Base Aérea de Vandenberg, na California, Estados Unidos, pela SpaceX. O lançador é o Falcon 9, que levará um satélite de grande porte e mais 80 cubesats, sendo apenas três no padrão 6U, incluindo o ITASAT. “O conhecimento gerado pelo desenvolvimento do ITASAT eleva o ITA a um novo patamar de competência no ensino de engenharia aeroespacial, podendo colaborar com outros projetos nacionais, incluindo os de Defesa”, declara professor Anderson Ribeiro Correia, reitor do ITA.
Fonte: ITA
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ITASAT passa por testes na Holanda
A equipe do ITASAT esteve na Holanda, durante as últimas 4 semanas. O objetivo era realizar a completa integração de sistemas, bem como os testes finais do satélite, antes do lançamento, previsto para setembro deste ano.
O ITASAT segue o padrão cubesat (modelo baseado em cubos de 10x10x10cm) e possui 6U, o que torna o satélite mais complexo. Segundo o gerente do projeto, professor e pesquisador Luís Loures, “Durante o período de integração e testes, procederam-se os ajustes que faltavam, com sucesso”. Os testes aconteceram na Innovative Solutions In Space (ISIS), empresa spin off da Universidade de Tecnologia de Delft e uma das mais especializadas em nanossatélites do mundo. Lá, o ITASAT passou por ensaio de vibração nos 3 eixos, bakeout (submissão do satélite a altas temperaturas a fim de se retirar substâncias voláteis), ensaio de ciclo térmico (variação de baixas para altas temperaturas, -20° a 60°C), ensaio de propriedade de massa, além dos demais ensaios funcionais, que já eram feitos aqui.
“A cada teste ambiental eram realizados testes funcionais para avaliar se havia danos causados por aqueles testes, o que não aconteceu. Nossos resultados eram sempre positivos”, explica Lídia Hissae Shibuya Sato, coordenadora técnica do projeto. “Foram semanas em que a gente conseguiu cumprir todas as atividades previstas, com resultados bastante satisfatórios. A equipe esteve muito unida e aproveitou cada momento de aprendizagem. O apoio da ISIS foi enorme, tanto no suporte logístico quanto técnico. Foi uma experiência incrível”, completa.
Dois revisores da Agência Espacial Brasileira (AEB) foram até a Holanda, a fim de verificar o andamento do projeto para a agência. Eles comentaram com a equipe que ficaram satisfeitos com o desempenho, apesar da juventude do grupo, formado principalmente por bolsistas. Junto estava o professor Valdemir Carrara, que acompanhou o início da missão, como responsável pelo controle de atitude, onde verificou os algoritmos de controle do sistema, desenvolvido por ele próprio.
O lançamento acontecerá na Base Aérea de Vandenberg, na California, Estados Unidos, pela SpaceX. O lançador é o Falcon 9, que levará um satélite de grande porte e mais 80 cubesats, sendo apenas três no padrão 6U, incluindo o ITASAT. “O conhecimento gerado pelo desenvolvimento do ITASAT eleva o ITA a um novo patamar de competência no ensino de engenharia aeroespacial, podendo colaborar com outros projetos nacionais, incluindo os de Defesa”, declara professor Anderson Ribeiro Correia, reitor do ITA.
Fonte: ITA
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terça-feira, 17 de maio de 2016
Minicurso em Robótica Espacial no ITA
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Professor da MCGill University leciona minicurso em Robótica Espacial
O ITA recebeu, de 9 a 12 de maio, a visita do professor Arun K. Misra, da universidade McGill, uma das mais renomadas do Canadá. Durante a semana, ele ministrou aulas na área de robótica espacial.
O professor Misra é especialista em dinâmica orbital, com foco em robótica espacial e dinâmica e controle de espaçonaves. Também é integrante da International Astronautical Federation, IAF, organização dedicada a estudar como expandir as fronteiras do espaço, bem como promover o desenvolvimento da astronáutica para fins pacíficos.
No ITA, o professor ministrou o minicurso: introdução a dinâmica e controle de robôs espaciais. Trata-se de robótica espacial e foi voltado para alunos de mestrado e doutorado do ITA que tenham interesse nesta área.
A oportunidade do minicurso se deu pela proximidade com o professosr Ijar Fonseca, do ITA, que também é membro do comitê internacional, da IAF. O suporte da visita é oriundo do Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) - para estudos espaciais, bem como do projeto de robótica espacial, no ITA, que obteve suporte da Agência Espacial Brasileira, AEB.
Essa visita ainda visa estreitar o relacionamento com a McGill University, buscando estabelecer uma cooperação com o ITA, a fim de se oferecer oportunidade de nossos estudantes em programas de graduação e pós-graduação sanduíche no Canadá.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do ITA, com edição do blog Panorama Espacial.
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Professor da MCGill University leciona minicurso em Robótica Espacial
O ITA recebeu, de 9 a 12 de maio, a visita do professor Arun K. Misra, da universidade McGill, uma das mais renomadas do Canadá. Durante a semana, ele ministrou aulas na área de robótica espacial.
O professor Misra é especialista em dinâmica orbital, com foco em robótica espacial e dinâmica e controle de espaçonaves. Também é integrante da International Astronautical Federation, IAF, organização dedicada a estudar como expandir as fronteiras do espaço, bem como promover o desenvolvimento da astronáutica para fins pacíficos.
No ITA, o professor ministrou o minicurso: introdução a dinâmica e controle de robôs espaciais. Trata-se de robótica espacial e foi voltado para alunos de mestrado e doutorado do ITA que tenham interesse nesta área.
A oportunidade do minicurso se deu pela proximidade com o professosr Ijar Fonseca, do ITA, que também é membro do comitê internacional, da IAF. O suporte da visita é oriundo do Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) - para estudos espaciais, bem como do projeto de robótica espacial, no ITA, que obteve suporte da Agência Espacial Brasileira, AEB.
Essa visita ainda visa estreitar o relacionamento com a McGill University, buscando estabelecer uma cooperação com o ITA, a fim de se oferecer oportunidade de nossos estudantes em programas de graduação e pós-graduação sanduíche no Canadá.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do ITA, com edição do blog Panorama Espacial.
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terça-feira, 26 de abril de 2016
SGDC: treinamento de militares
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Militares são capacitados para trabalhar com Satélite Geoestacionário
26/04/2016
Em cerimônia na manhã desta terça-feira (26.04), na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), o presidente José Raimundo Braga entregou a 24 militares da Força Aérea, Exército e Marinha do Brasil os certificados do Curso de Elevação de Nível em Sistemas Espaciais. A capacitação buscou qualificar especialistas para trabalhar no desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“Elevar a instrução na área espacial ao mais alto nível é de extrema importância”, afirmou o professor José Raimundo, lembrando também de um antigo professor universitário que sempre dizia aos seus alunos: “Quando tiver dúvida no que investir, invista em educação”.
Segundo declarou o coronel aviador Hélcio Vieira Júnior o sucesso do curso gerou a necessidade de repetir a capacitação, “seria perfeito realizar esse curso a cada dois anos e integrar a participação de mais universidades para melhor abrangência da área espacial no país”.
Ministrado em 2015 no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), o curso teve como responsável o professor major Elói Fonseca.
A capacitação foi realizada em conjunto com o ITA e o INPE a pedido da AEB, e teve como propósito preparar os participantes para a transferência de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) desenvolvido pela empresa francesa Thales Alenia Space (TAS) em parceria com o governo brasileiro. A expectativa é que o SGDC seja colocado em órbita no início de 2017.
De acordo com o capitão de comunicações do Exército, Sérgio Augusto Fujita, o curso envolveu também quem não trabalha especificamente com a área de engenharia espacial. “Eu tenho experiência pelo Exército em manutenção de aeronaves e guerra eletrônica, após o treinamento com a Thales o trabalho será voltado para o setor de defesa cibernética e manutenção dos equipamentos”, ressaltou Fujita.
O 1º tenente do quadro de oficiais engenheiros, Carlos Eduardo Xavier da Silva, explicou que o curso ofereceu uma visão ampla e complexa sobre a construção de um satélite. “O Brasil é pioneiro em um acordo de transferência de tecnologia com a Thales, acredito que conseguiremos superar o conhecimento necessário para concluir o SGDC”.
Após a entrega dos certificados o coordenador da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Jean Batana, apresentou a estrutura e os programas desenvolvidos pela Agência. Para finalizar o evento foi apresentado um vídeo institucional mostrando a história da AEB e como o Brasil iniciou suas atividades no setor espacial.
Fonte: AEB
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Militares são capacitados para trabalhar com Satélite Geoestacionário
26/04/2016
Em cerimônia na manhã desta terça-feira (26.04), na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), o presidente José Raimundo Braga entregou a 24 militares da Força Aérea, Exército e Marinha do Brasil os certificados do Curso de Elevação de Nível em Sistemas Espaciais. A capacitação buscou qualificar especialistas para trabalhar no desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“Elevar a instrução na área espacial ao mais alto nível é de extrema importância”, afirmou o professor José Raimundo, lembrando também de um antigo professor universitário que sempre dizia aos seus alunos: “Quando tiver dúvida no que investir, invista em educação”.
Segundo declarou o coronel aviador Hélcio Vieira Júnior o sucesso do curso gerou a necessidade de repetir a capacitação, “seria perfeito realizar esse curso a cada dois anos e integrar a participação de mais universidades para melhor abrangência da área espacial no país”.
Ministrado em 2015 no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), o curso teve como responsável o professor major Elói Fonseca.
A capacitação foi realizada em conjunto com o ITA e o INPE a pedido da AEB, e teve como propósito preparar os participantes para a transferência de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) desenvolvido pela empresa francesa Thales Alenia Space (TAS) em parceria com o governo brasileiro. A expectativa é que o SGDC seja colocado em órbita no início de 2017.
De acordo com o capitão de comunicações do Exército, Sérgio Augusto Fujita, o curso envolveu também quem não trabalha especificamente com a área de engenharia espacial. “Eu tenho experiência pelo Exército em manutenção de aeronaves e guerra eletrônica, após o treinamento com a Thales o trabalho será voltado para o setor de defesa cibernética e manutenção dos equipamentos”, ressaltou Fujita.
O 1º tenente do quadro de oficiais engenheiros, Carlos Eduardo Xavier da Silva, explicou que o curso ofereceu uma visão ampla e complexa sobre a construção de um satélite. “O Brasil é pioneiro em um acordo de transferência de tecnologia com a Thales, acredito que conseguiremos superar o conhecimento necessário para concluir o SGDC”.
Após a entrega dos certificados o coordenador da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Jean Batana, apresentou a estrutura e os programas desenvolvidos pela Agência. Para finalizar o evento foi apresentado um vídeo institucional mostrando a história da AEB e como o Brasil iniciou suas atividades no setor espacial.
Fonte: AEB
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quarta-feira, 13 de abril de 2016
Cubesats: "NanosatC-Br1 resiste e transmite!"
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Lançado ao espaço em 19 de junho de 2014, o NanosatC-Br1, um dos projetos pioneiros em cubesats no Brasil, ainda transmite sinais, quase dois anos após a sua colocação em órbita, evidenciando a qualidade do projeto e da equipe envolvida.
Segundo informações de um dos responsáveis pela missão, o pesquisador Otávio Durão, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dados de telemetria do pequeno satélite foram recebidos no início da semana passada por um radioamador na Alemanha e, em seguida, retransmitidos a outro em Roraima.
O NanosatC-Br1 é um cubesat do modelo 1U, mais tradicional, com massa aproximada de 1 quilo e volume de 1 litro. Desenvolvido pelo INPE e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ao custo de algumas centenas de milhares de reais (incluindo o satélite, estação, lançamento e operação), sua missão compreendeu três experimentos tecnológicos e científicos, dentre os quais o teste no espaço de um circuito integrado projetado totalmente no Brasil, e a coleta de dados para estudo de distúrbios na magnetosfera, principalmente na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, e do setor brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico.
Seguindo o sucesso do NanosatC-Br1 e motivado pelos baixos custos de desenvolvimento, vários projetos de cubesats estão atualmente em desenvolvimento no Brasil, por instituições como o INPE e universidades. Nos últimos anos foram colocados em órbita o AESP-14, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), e o SERPENS, da Universidade de Brasília (UnB), ambos financiados com recursos da Agência Espacial Brasileira (AEB). A mesma equipe responsável pelo NanosatC-Br1 está trabalhando num segundo modelo, o Br-2, um 2U. O ITA, por sua vez, está terminando o ITASAT, um 6U, para lançamento em breve.
O Centro Regional do Nordeste (CRN), do INPE, localizado em Natal (RN) trabalha em dois cubesats, um 2U e um 8U, ambos com modelos de engenharia já disponíveis, e que terão como cargas úteis transpônderes de coleta de dados para atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA).
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segunda-feira, 11 de abril de 2016
ITA: mestrado e doutorado em Ciências e Tecnologias Espaciais
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ITA abre inscrições para mestrado e doutorado em Ciências e Tecnologias Espaciais
11/04/2016
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), está com inscrições abertas para o processo seletivo de mestrado e doutorado, em Ciências e Tecnologias Espaciais, até a próxima quarta-feira (13/04).
Também são oferecidas outras quatro oportunidades em cursos do programa divididas em 22 áreas, como Engenharia Mecânica e Aeronáutica, Eletrônica e Computação, Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica e Física. Todas as oportunidades são para ingresso no segundo semestre de 2016.
O processo seletivo ocorrerá em quatro etapas, sendo a primeira a avaliação curricular, feita com base na documentação do candidato. A segunda é a avaliação de proposta e pesquisa, submetida pelo candidato no ato da inscrição. Depois será aplicada uma prova de lógica e matemática básica, prevista para ser realizada no dia 2 de junho de 2016. Por último, o candidato passará por uma entrevista, em que será avaliado o potencial da proposta ou projeto de pesquisa.
O mestrado é um curso de aproximadamente dois anos, composto por várias disciplinas e uma dissertação. Aos alunos que atenderem os requisitos de conclusão do curso, é concedido o título de mestre em Ciências.
O doutorado tem duração de quatro anos com disciplinas, publicação de artigos e uma tese. O doutorado capacita o pesquisador em uma área do conhecimento e, ao fim do curso, o aluno recebe o título de doutor em Ciências em um dos cinco programas de pós-graduação oferecidos pelo ITA.
Para mais informações e inscrição acesse: http://www.ita.br/posgrad/procseletivo
Fonte: ITA, via AEB.
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ITA abre inscrições para mestrado e doutorado em Ciências e Tecnologias Espaciais
11/04/2016
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), está com inscrições abertas para o processo seletivo de mestrado e doutorado, em Ciências e Tecnologias Espaciais, até a próxima quarta-feira (13/04).
Também são oferecidas outras quatro oportunidades em cursos do programa divididas em 22 áreas, como Engenharia Mecânica e Aeronáutica, Eletrônica e Computação, Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica e Física. Todas as oportunidades são para ingresso no segundo semestre de 2016.
O processo seletivo ocorrerá em quatro etapas, sendo a primeira a avaliação curricular, feita com base na documentação do candidato. A segunda é a avaliação de proposta e pesquisa, submetida pelo candidato no ato da inscrição. Depois será aplicada uma prova de lógica e matemática básica, prevista para ser realizada no dia 2 de junho de 2016. Por último, o candidato passará por uma entrevista, em que será avaliado o potencial da proposta ou projeto de pesquisa.
O mestrado é um curso de aproximadamente dois anos, composto por várias disciplinas e uma dissertação. Aos alunos que atenderem os requisitos de conclusão do curso, é concedido o título de mestre em Ciências.
O doutorado tem duração de quatro anos com disciplinas, publicação de artigos e uma tese. O doutorado capacita o pesquisador em uma área do conhecimento e, ao fim do curso, o aluno recebe o título de doutor em Ciências em um dos cinco programas de pós-graduação oferecidos pelo ITA.
Para mais informações e inscrição acesse: http://www.ita.br/posgrad/procseletivo
Fonte: ITA, via AEB.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Transponder de Coleta de Dados do INPE
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INPE entrega novo transponder de coleta de dados ambientais para qualificação em voo
Sexta-feira, 02 de Outubro de 2015
O modelo de voo do novo transponder para coleta de dados ambientais, desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), será integrado ao Itasat, nanossatélite universitário projetado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em parceria com outras instituições de ensino e com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Desenvolvido pela equipe de engenharia de nanossatélites do Centro Regional do Nordeste (CRN) do INPE, localizado em Natal, o transponder foi entregue aos representantes da equipe do Itasat no Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), em São José dos Campos, nesta quinta-feira (1°/10).
A bordo do Itasat, o transponder DCS (sigla em inglês para subsistema de coleta de dados) será uma carga útil tecnológica que tem como objetivo sua qualificação em voo.
“A qualificação em voo é essencial no desenvolvimento de novas tecnologias espaciais. Em particular, o primeiro voo do novo DCS será um marco importante na missão de modernizar o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA)”, diz Fátima Mattiello, coordenadora de Ciência, Tecnologia e Inovação nos Centros Regionais do INPE e membro do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto.
O transponder digital poderá ser utilizado nos nanossatélites, em desenvolvimento no CRN/INPE, para o SBCDA, que atualmente opera com o CBERS-4, lançado em dezembro 2014, e ainda com SCD-1 e SCD-2, satélites lançados na década de 1990.
Os satélites do SBCDA retransmitem informações de centenas de plataformas de coletas de dados (PCDs) instaladas por todo o país e alimentam o Sistema Nacional de Dados Ambientais (SINDA), operado pelo CRN/INPE. Os dados do SINDA são usados por instituições governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
Fonte: INPE
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INPE entrega novo transponder de coleta de dados ambientais para qualificação em voo
Sexta-feira, 02 de Outubro de 2015
O modelo de voo do novo transponder para coleta de dados ambientais, desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), será integrado ao Itasat, nanossatélite universitário projetado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em parceria com outras instituições de ensino e com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Desenvolvido pela equipe de engenharia de nanossatélites do Centro Regional do Nordeste (CRN) do INPE, localizado em Natal, o transponder foi entregue aos representantes da equipe do Itasat no Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), em São José dos Campos, nesta quinta-feira (1°/10).
A bordo do Itasat, o transponder DCS (sigla em inglês para subsistema de coleta de dados) será uma carga útil tecnológica que tem como objetivo sua qualificação em voo.
“A qualificação em voo é essencial no desenvolvimento de novas tecnologias espaciais. Em particular, o primeiro voo do novo DCS será um marco importante na missão de modernizar o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA)”, diz Fátima Mattiello, coordenadora de Ciência, Tecnologia e Inovação nos Centros Regionais do INPE e membro do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto.
O transponder digital poderá ser utilizado nos nanossatélites, em desenvolvimento no CRN/INPE, para o SBCDA, que atualmente opera com o CBERS-4, lançado em dezembro 2014, e ainda com SCD-1 e SCD-2, satélites lançados na década de 1990.
Os satélites do SBCDA retransmitem informações de centenas de plataformas de coletas de dados (PCDs) instaladas por todo o país e alimentam o Sistema Nacional de Dados Ambientais (SINDA), operado pelo CRN/INPE. Os dados do SINDA são usados por instituições governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
Fonte: INPE
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
WERICE Aeroespacial 2015
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WERICE 2015 abordará efeitos da radiação cósmica em componentes de satélites e aviões
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015
Até 18 de outubro, estão abertas as inscrições para o WERICE AEROESPACIAL 2015 - VI Workshop sobre os Efeitos das Radiações Ionizantes em Componentes Eletrônicos e Fotônicos de Uso Aeroespacial.
O evento acontece no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), de 3 a 5 de novembro.
Promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), o workshop conta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e aborda os problemas decorrentes dos efeitos da radiação de origem cósmica em equipamentos embarcados em satélites e aeronaves.
O workshop reunirá empresas, instituições de pesquisa e universidades com competências nas áreas de interesse do Programa Espacial Brasileiro, para estimular a colaboração e o intercâmbio de ideias em temas como microeletrônica, computação, física nuclear e engenharia aeroespacial e no incentivo à pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de conhecimentos para as empresas.
Durante o WERICE AEROESPACIAL 2015, representantes de órgãos governamentais de políticas e fomento à ciência e tecnologia, instituições de P&D, Design Houses, Universidades e empresas de microeletrônica e de equipamentos embarcados para o setor aeroespacial, que participam do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), defesa e outros correlatos, poderão discutir oportunidades e perspectivas do setor quanto à obtenção de componentes eletrônicos e fotônicos tolerantes à radiação cósmica. Também haverá apresentação de trabalhos técnicos e ações de desenvolvimento de recursos humanos por meio de minicursos sobre temas atuais de eletrônica embarcada para aplicação aeroespacial.
É também objetivo deste workshop apoiar a captação, formação e aperfeiçoamento de recursos humanos para o setor de microeletrônica da indústria aeroespacial e de defesa pela efetiva participação de estudantes de graduação e pós-graduação.
Mais informações e inscrições na página: http://portal.ieav.cta.br/eventos/werice/werice2015/
Fonte: INPE
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WERICE 2015 abordará efeitos da radiação cósmica em componentes de satélites e aviões
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015
Até 18 de outubro, estão abertas as inscrições para o WERICE AEROESPACIAL 2015 - VI Workshop sobre os Efeitos das Radiações Ionizantes em Componentes Eletrônicos e Fotônicos de Uso Aeroespacial.
O evento acontece no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), de 3 a 5 de novembro.
Promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), o workshop conta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e aborda os problemas decorrentes dos efeitos da radiação de origem cósmica em equipamentos embarcados em satélites e aeronaves.
O workshop reunirá empresas, instituições de pesquisa e universidades com competências nas áreas de interesse do Programa Espacial Brasileiro, para estimular a colaboração e o intercâmbio de ideias em temas como microeletrônica, computação, física nuclear e engenharia aeroespacial e no incentivo à pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de conhecimentos para as empresas.
Durante o WERICE AEROESPACIAL 2015, representantes de órgãos governamentais de políticas e fomento à ciência e tecnologia, instituições de P&D, Design Houses, Universidades e empresas de microeletrônica e de equipamentos embarcados para o setor aeroespacial, que participam do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), defesa e outros correlatos, poderão discutir oportunidades e perspectivas do setor quanto à obtenção de componentes eletrônicos e fotônicos tolerantes à radiação cósmica. Também haverá apresentação de trabalhos técnicos e ações de desenvolvimento de recursos humanos por meio de minicursos sobre temas atuais de eletrônica embarcada para aplicação aeroespacial.
É também objetivo deste workshop apoiar a captação, formação e aperfeiçoamento de recursos humanos para o setor de microeletrônica da indústria aeroespacial e de defesa pela efetiva participação de estudantes de graduação e pós-graduação.
Mais informações e inscrições na página: http://portal.ieav.cta.br/eventos/werice/werice2015/
Fonte: INPE
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sexta-feira, 3 de julho de 2015
Equipe do ITA em competição de foguetes
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Equipe ITA ROCKET DESIGN conquista 2º lugar nos EUA
30/06/2015
A equipe ITA Rocket Design, composta por alunos do ITA, obteve a segunda colocação na competição mundial de foguetes de sondagem universitários, ocorrida nos Estados Unidos.
A equipe, formada por alunos dos Cursos de Engenharia Aeroespacial, Aeronáutica e Mecânica-Aeronáutica do ITA, liderada pelo aluno Dalton Meneses (engenheirando da Turma ITA 2015) e pelo Engenheiro Eduardo Jourdan (Turma ITA 2014), obteve um excelente desempenho no ROCKET DESIGN, a competição mundial de foguetes de sondagem universitários, ocorrida em Green River, Utah, EUA, em 27 de junho.
A equipe ficou na segunda posição, dentre mais de 46 universidades de vários países do mundo, dividindo o pódio com a equipe do MIT, que foi a primeira colocada. O foguete atingiu uma altitude de 7.471 ft (2,2 km) e uma velocidade máxima de Mach 0,6 (758 km/h). O motor foi projetado e construído pela equipe. O foguete foi completamente recuperado com uso de paraquedas, após ter sido localizado no meio do deserto de Green River por meio da eletrônica embarcada, que forneceu as coordenadas precisas do ponto de queda.
Este é o melhor resultado da história da equipe e um grande destaque do Brasil em competições internacionais de estudantes de engenharia.
Fonte: ITA
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Equipe ITA ROCKET DESIGN conquista 2º lugar nos EUA
30/06/2015
A equipe ITA Rocket Design, composta por alunos do ITA, obteve a segunda colocação na competição mundial de foguetes de sondagem universitários, ocorrida nos Estados Unidos.
A equipe, formada por alunos dos Cursos de Engenharia Aeroespacial, Aeronáutica e Mecânica-Aeronáutica do ITA, liderada pelo aluno Dalton Meneses (engenheirando da Turma ITA 2015) e pelo Engenheiro Eduardo Jourdan (Turma ITA 2014), obteve um excelente desempenho no ROCKET DESIGN, a competição mundial de foguetes de sondagem universitários, ocorrida em Green River, Utah, EUA, em 27 de junho.
A equipe ficou na segunda posição, dentre mais de 46 universidades de vários países do mundo, dividindo o pódio com a equipe do MIT, que foi a primeira colocada. O foguete atingiu uma altitude de 7.471 ft (2,2 km) e uma velocidade máxima de Mach 0,6 (758 km/h). O motor foi projetado e construído pela equipe. O foguete foi completamente recuperado com uso de paraquedas, após ter sido localizado no meio do deserto de Green River por meio da eletrônica embarcada, que forneceu as coordenadas precisas do ponto de queda.
Este é o melhor resultado da história da equipe e um grande destaque do Brasil em competições internacionais de estudantes de engenharia.
Fonte: ITA
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quinta-feira, 11 de junho de 2015
"Cátedras universitárias, a nova moda no setor"
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Cátedras universitárias, a nova moda no
setor
André M. Mileski
Há alguns
anos, era praticamente regra para empresas estrangeiras dos setores
aeroespacial e de defesa com negócios ou interesses no País participar do
programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal.
As empresas,
objetivando demonstrar comprometimento com o Brasil e, assim, posicionarem-se
mais favoravelmente para futuros negócios, financiavam e ofereciam bolsas de
estudos e estágios a estudantes de graduação e pós-graduação. A Boeing, a Airbus
(então EADS), a Saab e a Dassault Aviation foram algumas que adotarem este expediente.
A estratégia
evoluiu nos últimos tempos e passou a incluir esforços junto a universidades
brasileiras, como o estabelecimento de cátedras com professores estrangeiros,
financiamento de bolsas de estudos e de projetos de Pesquisa &
Desenvolvimento (P&D). Desde o início do ano, ao menos quatro companhias anunciaram acordos de cooperação com universidades locais.
Em
fevereiro, a fabricante de helicópteros norte-americana Sikorsky, fornecedora das três forças armadas, firmou
com o tradicional Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), um instrumento
visando oferecer aos seus estudantes disciplinas relacionadas a aeronaves de
asas rotativas. O acordo abrange a oferta de bolsas de estudos e a criação de um
laboratório de voo sem movimento e outros equipamentos, além do envio de
instrutores dos EUA para apoio às aulas e pesquisas.
Com um
enfoque mais espacial, a franco-italiana Thales Alenia Space e a brasileira Omnisys inauguraram em março o Centro Tecnológico Espacial, que tem como um de seus
propósitos o apoio a universidades para o desenvolvimento de um Mestrado em
Engenharia em Sistemas Espaciais. Na época, as empresas divulgaram o
estabelecimento de uma cadeira universitária voltada a satélites, além de ter
coordenado e financiado várias teses de doutorado e estudos conjuntos.
Em junho, a Thales, que tem ampliado suas atividades no Brasil, deu mais um passo em
sua estratégia ao patrocinar um programa de cooperação acadêmica entre França e Brasil envolvendo o Instituto Mauá de Tecnologia, a
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a instituição de ensino superior
francesa Ecole Nationale Supérieure des Mines de Saint-Etienne, e a Omnisys, subsidiária
da Thales. Denominado SEAC – Sistemas Eletrônicos Embarcados para Aplicações
Críticas, o programa terá duração de um ano e consiste no intercâmbio de
estudantes brasileiros e franceses, além da oferta de estágios na Omnisys ou em
outras unidades da Thales na Europa.
Outra
empresa que ampliou seus esforços “universitários “foi a sueca Saab, selecionada
para fornecer caças à Força Aérea Brasileira. Um convênio de transferência tecnológica foi celebrado por Marcus Wallenberg, presidente do Conselho de Administração do grupo, em reunião com a presidenta Dilma Rousseff no final
de março. As ações do programa incluem o estabelecimento, a partir de 2015, de
um grupo de professores suecos no ITA, que oferecerão um curso de pós-doutorado
em Engenharia Aeronáutica financiado pela empresa e pelo governo sueco.
No final de abril, foi a vez da europeia Airbus anunciar a criação da “Cátedra
Franco-Brasileira” na Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual
de Campinas (UNICAMP). O programa visa promover P&D industrial na área de materiais
compósitos para a fabricação de aeronaves e helicópteros.
Apesar destas ações
terem um grande componente de marketing, seus benefícios para a formação de mão
de obra especializada são inegáveis. É algo ainda mais verdadeiro para o
Programa Espacial Brasileiro, que tem hoje como uma de suas principais ameaças
a não reposição num ritmo minimamente adequado dos profissionais de
instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o
Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
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terça-feira, 9 de junho de 2015
Workshop do CNPq sobre Cooperação Brasil - China
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Workshop debate cooperação científica entre Brasil e China
Brasília, 09 de junho de 2015 – Pesquisadores chineses e brasileiros se reúnem hoje (9) e amanhã (10), no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para estabelecer estratégias e linhas de ação, propostas e recomendações nas áreas aeroespacial, de energia, meio ambiente e saúde para a ampliação e fortalecimento da cooperação científica e tecnológica dos projetos entre Brasil e China.
O encontro é um workshop de prospecção visando à definição de linhas temáticas de futuros projetos conjuntos a serem atendidos pelo acordo de cooperação assinado em maio de 2014 entre a National Natural Science Foundation da China (NFSC) e o CNPq.
Os debates serão realizados em sessões temáticas coordenadas por um pesquisador brasileiro e um chinês, representando instituições de pesquisa de ambos os países.
A sessão Aeroespacial será coordenada pelos professores Sergio Frascino Muller de Andrade, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e Cao Dengqing, do Instituto de Tecnologia de Harbin.
Na sessão Energia, estarão os professores João Pinho, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia (INCT-Ereea) e Li Jiangang, da Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em inglês).
Coordenam a mesa de Meio Ambiente os professores Cláudio Oller do INCT de Estudos do Meio Ambiente e Ma Keping, da CAS.
A quarta sessão, sobre Saúde, será coordenada por Edgar Carvalho, do INCT em Doenças Tropicais, e pelo professor Shen Adong, da Universidade de Ciências Médicas da China (Capital Medical University).
O CNPq em cooperação com a China desde 1984, quando firmou acordo com a CAS. Mantém ainda convênio com a Comissão Estatal de Ciência e Tecnologia da China (SSTC). No âmbito do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), o parceiro do governo federal no país asiático é o China Scholarship Council (CSC).
Fonte: CNPq, via AEB.
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Workshop debate cooperação científica entre Brasil e China
Brasília, 09 de junho de 2015 – Pesquisadores chineses e brasileiros se reúnem hoje (9) e amanhã (10), no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para estabelecer estratégias e linhas de ação, propostas e recomendações nas áreas aeroespacial, de energia, meio ambiente e saúde para a ampliação e fortalecimento da cooperação científica e tecnológica dos projetos entre Brasil e China.
O encontro é um workshop de prospecção visando à definição de linhas temáticas de futuros projetos conjuntos a serem atendidos pelo acordo de cooperação assinado em maio de 2014 entre a National Natural Science Foundation da China (NFSC) e o CNPq.
Os debates serão realizados em sessões temáticas coordenadas por um pesquisador brasileiro e um chinês, representando instituições de pesquisa de ambos os países.
A sessão Aeroespacial será coordenada pelos professores Sergio Frascino Muller de Andrade, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e Cao Dengqing, do Instituto de Tecnologia de Harbin.
Na sessão Energia, estarão os professores João Pinho, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia (INCT-Ereea) e Li Jiangang, da Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em inglês).
Coordenam a mesa de Meio Ambiente os professores Cláudio Oller do INCT de Estudos do Meio Ambiente e Ma Keping, da CAS.
A quarta sessão, sobre Saúde, será coordenada por Edgar Carvalho, do INCT em Doenças Tropicais, e pelo professor Shen Adong, da Universidade de Ciências Médicas da China (Capital Medical University).
O CNPq em cooperação com a China desde 1984, quando firmou acordo com a CAS. Mantém ainda convênio com a Comissão Estatal de Ciência e Tecnologia da China (SSTC). No âmbito do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), o parceiro do governo federal no país asiático é o China Scholarship Council (CSC).
Fonte: CNPq, via AEB.
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
Visita de Jaques Wagner à Thales Alenia Space
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Ministro da Defesa visita satélite brasileiro em
construção pela Thales
São Paulo, 14 de maio de 2015 – Uma
delegação brasileira liderada pelo Ministro da Defesa, Jacques Wagner, visitou
as instalações da Thales Alenia Space em Cannes, sul da França, no dia 11 de
maio, onde o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) está
sendo construído, com o apoio do Governo francês por meio da Direction Générale
de l’Armement (DGA). Wagner e CEO da Visiona, Eduardo Bonini, foram recebidos
pelo CEO da Thales Alenia Space, Jean-Loïc Galle, e pelo Vice-Presidente da
Thales na América Latina, Ruben Lazo.
“A Thales visa consolidar parcerias locais,
intercambiar competências e transferir tecnologia de vanguarda na América
Latina, onde estamos presentes há 50 anos. A Thales já tem uma profunda atuação
no mercado espacial brasileiro e uma parceria sólida com a Agência Espacial
Brasileira. Um dos 5 maiores contratos do Grupo em 2013, o SGDC é uma grande
conquista e vem coroar a participação ativa da Thales na expansão da indústria
espacial da América Latina”, garante Lazo.
Uma viagem pelas salas limpas
Jacques Wagner visitou as salas limpas (clean rooms),
declarando-se impressionado pela expertise da Thales Alenia Space na produção
de satélites de comunicação e know-how em ambos radar e satélite de observação
em resolução muito alta, além da altimetria, campo em que a empresa é líder
mundial. Esta tecnologia dá velocidade de perfil do som versus profundidade das
ondas acústicas no ambiente marinho e, desta forma, permite obter informação
sobre a propagação das ondas muito útil para a detecção de alvos submarinos.
Para um país como o Brasil, que está ingressando na família global de
submarinos nucleares, altimetria é uma solução chave.
A delegação conheceu uma ampla gama de satélites entre
eles dois Sentinel em nome da Agência Espacial Europeia, o ExoMars TGO dedicado
à missão de 2016, o satélite de oceanografia operacional Jason-3, além do
satélite de comunicação Eutelsat 8WB. O grupo visitou também o Centro de
Controle Operacional que vai gerenciar todas as operações em órbita logo após
lançamento do SGDC, previsto para setembro de 2016.
Wagner cumprimentou os 31 engenheiros brasileiros que
estão sendo treinados localmente pela Thales Alenia Space dentro do escopo do
plano de transferência de tecnologia que integra o contrato do SGDC. O ministro
mostrou destacou a importância desta missão para o Brasil, que vai se
beneficiar desta experiência para expandir a sua própria indústria espacial nos
próximos anos.
Thales e Brasil: uma relação ganha-ganha
Em 2013, a Thales Alenia Space firmou o contrato do SGDC
com a Visiona (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás). Um memorando de
entendimento (MoU) também foi assinado com a Agência Espacial Brasileira (AEB)
no que diz respeito às transferências de tecnologia, um primeiro passo
fundamental na parceria ambiciosa entre Thales, AEB e a indústria espacial
brasileira.
Ações concretas
·
Um
contrato tripartite assinado entre Thales Alenia Space, AEB e empresas
brasileiras para implementar rapidamente contratos baseados em transferência de
tecnologia.
·
Um
acordo de “transferência de conhecimento”, na forma de uma “Academia Espacial”,
abrangendo as seguintes ações:
- Apoio a universidades brasileiras
para estabelecer programas de mestrado em Engenharia de Sistemas Espaciais
- Criação de uma cadeira espacial no
Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
- Financiamento de teses de
doutorado em casos especiais
- Estudos conjuntos entre a Thales
Alenia Space e laboratórios brasileiros
- 40 engenheiros brasileiros
treinados na Thales Alenia Space, dentro do escopo do plano de transferência de
tecnologia que integra o contrato do SGDC
·
Em
março de 2015, a Thales Alenia Space e a Omnisys inauguraram um Centro
Tecnológico Espacial no Parque Tecnológico de São José dos Campos. O centro vai
inicialmente apoiar o desenvolvimento de parcerias tecnológicas com empresas
locais do setor.
Fonte: Thales Alenia Space
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domingo, 26 de abril de 2015
LAAD 2015: Thales Alenia Space - Satélites óticos, o próximo passo
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Thales Alenia Space - Satélites óticos, o próximo passo
Roberto Valadares Caiafa
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) é um marco do Programa Espacial Brasileiro, por representar uma guinada em termos de transferência de tecnologias (ToT) e estabelecimento de parcerias entre empresas brasileiras e congêneres estrangeiras. Pensado para prover comunicações estratégicas, o SGDC está sendo fabricado pela franco-italiana Thales Alenia Space (TAS), contratada pela Visiona Tecnologia Aeroespacial no final de 2014.
Durante a LAAD 2015, Joel Chenet, vice-presidente da empresa para o Brasil, atualizou a imprensa sobre os avanços do programa: “Os trabalhos do SGDC estão dentro do cronograma, e acreditamos ser capazes de completar a integração do satélite até outubro próximo, lançando-o como previsto em meados de 2016. Também assinamos os acordos definitivos de transferência de tecnologias do SGDC entre a TAS, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Governo Federal. A Agência Financiadora de Projetos (FINEP) tem desempenhado um importante papel, sendo responsável por selecionar os parceiros e empresas que irão receber o ToT, o processo se dando através de Request For Proposal (RFP) no mercado brasileiro”.
Disse ainda o executivo: “Para cada tópico específico do payload (carga e sensores do satélite), um contrato é fechado em áreas como controle térmico, instrumentos óticos embarcados de precisão, plataforma de integração (bus) do satélite. Na 1º fase, o treinamento de recursos humanos brasileiros está acontecendo na França, envolvendo cerca de 40 pessoas, sendo seguida pela 2ª fase, a continuidade dessa instrução no Brasil, capacitando esse pessoal para exercer com plena segurança a 3ª fase, que envolve a operação e manutenção autônoma total em todos os sistemas envolvidos com controle e gerenciamento de dados do SGDC.
Segundo Chenet, tais etapas devem ser concluídas ao longo de dois anos, com esforços também na formação de recursos humanos. "Essa metas deverão ser atingidas em dois anos, e a continuidade do processo será garantida pela criação da chamada Universidade do Ar dentro do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Trata-se de um Curso de Engenharia Aeroespacial especialmente formatado para gerar profissionais aptos a suportar operações de satélites no Brasil. Como exemplo, professores franceses virão ao Brasil compartilhar conhecimento com alunos brasileiros, auxiliando no processo de qualificação de pessoal para operações espaciais”.
O próximo passo
A TAS, dentro da parceria estabelecida com o Governo Brasileiro, e ciente da determinação deste em obter satélites de observação da Terra, está oferecendo soluções em duas fases, começando pelo satélite ótico de grande resolução, menos complexo de ser obtido inicialmente que os satélites radares, e capaz de atuar em missões como vigilância de fronteiras, controle ambiental, monitoramento de áreas críticas, entre outras.
De fato, a TAS tem afirmado que o Brasil pode se tornar um novo eixo de cooperação espacial, e o grupo francês não esconde seu interesse em obter melhores resultados que os auferidos pela parceria entre o Brasil e a China no programa CBERS. Todo o processo está sendo coordenado numa grande ação de governo a governo envolvendo pessoal altamente qualificado das duas partes, tanto na França como no Brasil, em tópicos como transferência de tecnologias sobre rádio definido por software utilizado no controle do satélite, ou o emprego da Constelação Copérnico de observação terrestre, já em órbita e operacional, para a cessão de dados de alta qualidade para o governo.
Fonte: Tecnologia & Defesa
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Thales Alenia Space - Satélites óticos, o próximo passo
Roberto Valadares Caiafa
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) é um marco do Programa Espacial Brasileiro, por representar uma guinada em termos de transferência de tecnologias (ToT) e estabelecimento de parcerias entre empresas brasileiras e congêneres estrangeiras. Pensado para prover comunicações estratégicas, o SGDC está sendo fabricado pela franco-italiana Thales Alenia Space (TAS), contratada pela Visiona Tecnologia Aeroespacial no final de 2014.
Durante a LAAD 2015, Joel Chenet, vice-presidente da empresa para o Brasil, atualizou a imprensa sobre os avanços do programa: “Os trabalhos do SGDC estão dentro do cronograma, e acreditamos ser capazes de completar a integração do satélite até outubro próximo, lançando-o como previsto em meados de 2016. Também assinamos os acordos definitivos de transferência de tecnologias do SGDC entre a TAS, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Governo Federal. A Agência Financiadora de Projetos (FINEP) tem desempenhado um importante papel, sendo responsável por selecionar os parceiros e empresas que irão receber o ToT, o processo se dando através de Request For Proposal (RFP) no mercado brasileiro”.
Disse ainda o executivo: “Para cada tópico específico do payload (carga e sensores do satélite), um contrato é fechado em áreas como controle térmico, instrumentos óticos embarcados de precisão, plataforma de integração (bus) do satélite. Na 1º fase, o treinamento de recursos humanos brasileiros está acontecendo na França, envolvendo cerca de 40 pessoas, sendo seguida pela 2ª fase, a continuidade dessa instrução no Brasil, capacitando esse pessoal para exercer com plena segurança a 3ª fase, que envolve a operação e manutenção autônoma total em todos os sistemas envolvidos com controle e gerenciamento de dados do SGDC.
Segundo Chenet, tais etapas devem ser concluídas ao longo de dois anos, com esforços também na formação de recursos humanos. "Essa metas deverão ser atingidas em dois anos, e a continuidade do processo será garantida pela criação da chamada Universidade do Ar dentro do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Trata-se de um Curso de Engenharia Aeroespacial especialmente formatado para gerar profissionais aptos a suportar operações de satélites no Brasil. Como exemplo, professores franceses virão ao Brasil compartilhar conhecimento com alunos brasileiros, auxiliando no processo de qualificação de pessoal para operações espaciais”.
O próximo passo
A TAS, dentro da parceria estabelecida com o Governo Brasileiro, e ciente da determinação deste em obter satélites de observação da Terra, está oferecendo soluções em duas fases, começando pelo satélite ótico de grande resolução, menos complexo de ser obtido inicialmente que os satélites radares, e capaz de atuar em missões como vigilância de fronteiras, controle ambiental, monitoramento de áreas críticas, entre outras.
De fato, a TAS tem afirmado que o Brasil pode se tornar um novo eixo de cooperação espacial, e o grupo francês não esconde seu interesse em obter melhores resultados que os auferidos pela parceria entre o Brasil e a China no programa CBERS. Todo o processo está sendo coordenado numa grande ação de governo a governo envolvendo pessoal altamente qualificado das duas partes, tanto na França como no Brasil, em tópicos como transferência de tecnologias sobre rádio definido por software utilizado no controle do satélite, ou o emprego da Constelação Copérnico de observação terrestre, já em órbita e operacional, para a cessão de dados de alta qualidade para o governo.
Fonte: Tecnologia & Defesa
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