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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Inscrições para pós-graduação no INPE

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Abertas as inscrições para mestrado e doutorado no INPE

Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016

Astrofísica, Engenharia e Tecnologia Espaciais, Geofísica Espacial, Computação Aplicada, Meteorologia, Sensoriamento Remoto e Ciência do Sistema Terrestre. Estas são as áreas em que Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém programas de pós-graduação, cujas inscrições permanecem abertas até 31 de outubro.

Gratuita, a pós-graduação no INPE oferece bolsas de estudos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Também há possibilidade de solicitação de bolsas à FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e outros órgãos públicos e privados.

Os interessados em ingressar em um dos programas de pós-graduação do INPE devem enviar o formulário de inscrição preenchido e com foto, acompanhado de três cartas de apresentação, curriculum vitae e histórico escolar de graduação, sendo que para se candidatar ao doutorado também é preciso encaminhar o histórico de mestrado e cópia da dissertação.

O formulário e informações adicionais sobre o processo de admissão estão disponíveis na página  www.inpe.br/pos_graduacao/inscricoes.

Mais informações: www.inpe.br/pos_graduacao

Fonte: INPE
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Indústria espacial: 2016 melhor que 2015

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Ainda que muito aquém do ideal, para a indústria espacial brasileira, o ano de 2016 começou melhor do que 2015, um contraste em relação às perspectivas para a economia brasileira ao longo deste ano. Duas iniciativas conduzidas pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destinarão recursos para a indústria superiores a R$56 milhões - montante relativamente irrisório para o setor, mas suficiente para manter certa carga de trabalho junto à base industrial espacial local.

No último dia de 2015, a AEB assinou com a Thales Alenia Space France cinco contratos para transferência tecnológica no âmbito do processo de absorção tecnológica do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), num valor aproximado de R$31,5 milhões. Serão beneficiadas a Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas e CENIC, de São José dos Campos (SP), e a AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS), conforme os contratos abaixo:

- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Controle Térmico, no valor de R$3.257.206,63 - Equatorial Sistemas;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Propulsão, no valor de R$4.928.667,93 - Fibraforte;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Estruturas Mecânicas à Base de Fibra de Carbono para Carga Úteis de Observação da Terra, no valor de R$5.785.827,57 - CENIC;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Potência e Painéis Solares, no valor de R$15.863.233,80 - Orbital Engenharia;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Tecnologia e Componentes FPGA e ASIC para Aplicações Espaciais Embarcadas, no valor de R$1.671.461,30 - AEL Sistemas.

A seleção pública do Programa PIPE/PAPPE, com recursos estaduais (FAPESP) e federais (FINEP), coordenado pelo INPE e com prazo limite para entregas de propostas em 4 de abril, é outro programa que trará investimentos à indústria. Serão disponibilizados inicialmente recursos da ordem de R$25 milhões para a indústria espacial paulista, valor que poderá até mesmo dobrar.

Também há expectativa de alguns contratos relativos ao programa CBERS e Amazônia-1 ao longo de 2016, conforme indicado por Leonel Perondi, diretor do INPE, em recente entrevista concedida ao blog Panorama Espacial e que em breve será publicada.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

SGDC: resultado final do edital de transferência de tecnologia

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Finep divulga resultado final do edital Transferência de Tecnologia do SGDC

30 de Novembro de 2015

A Finep acaba de divulgar o resultado final da chamada pública Transferência de Tecnologia do SGDC – 01/2015, com recursos de subvenção econômica à inovação. Foram recebidas 20 propostas, sendo sete classificadas e cinco selecionadas na etapa final. A Finep encaminhará, em seguida, a minuta dos contratos para as empresas com proposta selecionada. As companhias têm o até 15/12/15 para devolução das minutas assinadas por seus representantes legais, bem como o atendimento de eventuais condicionantes para contratação.

Das 5 empresas, uma é do Rio Grande do Sul e quatro de São Paulo. O valor total de subvenção econômica é de R$ 22,5 milhões, e o de contrapartida das empresas, R$ 2,9 milhões. O objetivo do edital é conceder recursos de subvenção econômica para apoiar projetos de empresas brasileiras referentes à transferência das tecnologias previstas no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto nº 7.769, de 28/06/2012.

Fonte: FINEP

Nota do blog: foram selecionadas as seguintes propostas: (i) Fibraforte, que receberá R$10,966 milhões para o desenvolvimento de subsistema de propulsão monopropelente para pequenos satélites; (ii) Orbital Engenharia, que terá R$5 milhões para o desenvolvimento de subsistema de potência e geradores solares para satélites; (iii) Equatorial Sistemas, que receberá R$1,733 milhão para a transferência de tecnologia em controle térmico de satélites; (iv) CENIC Engenharia, que terá R$4 milhões para o desenvolvimento de estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra a base de fibra de carbono; e (v) AEL Sistemas, que terá R$798 mil para transferência de Tecnologias Espaciais em FPGA e ASIC.
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sábado, 14 de novembro de 2015

SGDC: resultado preliminar de chamada da FINEP

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Finep e AEB anunciam resultado preliminar de edital para setor aeroespacial brasileiro

Publicado em 11 Novembro 2015

A Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB) acabam de divulgar o resultado preliminar da chamada pública voltada para o setor aeroespacial, no valor de R$ 53 milhões. Com recursos de subvenção econômica, o edital abre a possibilidade de transferência tecnológica para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País. A iniciativa estava prevista no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a AEB e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto 7.769, de 28 de junho de 2012.

O edital contemplou os seguintes tópicos: (1) Subsistema de Propulsão – até R$ 11 milhões; (2) Subsistema de Potência e Painéis Solares – até R$ 5 milhões; (3) Subsistema de Controle Térmico: Engenharia de Sistemas e Qualificação de Interfaces – até R$ 2,2 milhões; (4) Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação: Pacotes de trabalho 1 e 2 – até R$ 30 milhões; (5) Estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra à base de fibra de carbono – até R$ 4 milhões; (6) Tecnologia de componentes FPGA e ASIC para aplicações embarcadas – até R$ 800 mil.

A Finep recebeu, ao todo, 20 propostas. Nessa etapa preliminar, foram classificadas sete empresas, em cinco dos seis tópicos para os quais a financiadora, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinará recursos. Não houve empresas classificadas no tópico 4. As escolhidas foram: Fibraforte Engenharia Indústria e Comércio; Orbital Engenharia; Equatorial Sistemas; Cenic Engenharia Indústria e Comércio; Akaer Engenharia; AEL Sistemas; e Bradar Indústria.

Na seleção, foram levadas em consideração caraterísticas como histórico de projetos, capacidade técnica da equipe, infraestrutura adequada e montagem do plano de trabalho.  As empresas que não se enquadraram nos critérios mínimos poderão apresentar recurso até o dia 20 de novembro. O resultado definitivo será divulgado no dia 30.

Fonte: FINEP

Nota do blog: curioso o fato de não ter havido empresas classificadas no tópico "Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação", que tinha a maior destinação do programa de subvenção (até R$ 30 milhões). Empresas como a Equatorial Sistemas e a Opto Eletrônica, esta em recuperação judicial, detém capacidade local em cargas uteis de observação. Também notada a ausência da Omnisys, do grupo Thales Alenia Space, responsável pela construção do SGDC, como uma das selecionadas no programa.
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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Palestra em Porto Alegre: "Ecossistema de Inovação no Setor Aeroespacial"

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Na próxima sexta-feira (23), às 14h00, acontecerá em Porto Alegre (RS) uma mesa redonda para discussões sobre os desafios e ações para a formação do polo aeroespacial gaúcho. A reunião terá a participação do Dr. Philippe Lattes, diretor de Atividades Espaciais e Projetos Europeus do Aerospace Valley de Toulouse, que estará em Porto Alegre por um convite da PUCRS.

O Dr. Lattes trará sua experiência sobre o cluster aeroespacial Francês, além de apresentar possibilidades de parcerias com as empresas do cluster. O Aerospace Valley é um cluster do setor aeroespacial que conta com 848 empresas associadas nas regiões do Midi-Pirinéus e Aquitânia, representando 80% das exportações da França no setor Aeroespacial. Esta mesa redonda será realizada na sede da AEL Sistemas, na Avenida Sertório, 4.400, e conta com apoio da PUCRS, da AGDI e da própria empresa.

Por ocasião da visita do Dr. Philippe ao Brasil, na quinta-feira (22), às 17h00, será realizada uma palestra sobre Ecossistemas de Inovação no setor Aeroespacial, promovido pelo Centro de Microgravidade e o Instituto de Eletrônica e Telecomunicações da PUCRS (mais informações na imagem abaixo). A palestra será conduzida pelo Dr. Philippe e pela Dra. Agata Ciołkosz-Styk, responsável pelas atividades de inovação e parcerias institucionais do cluster. Complementando o evento a Dra. Agata fará uma palestra sobre Novas tendências em Geoinformação e Cartografia. O evento terá duração de uma hora, e as inscrições podem ser feitas através do site http://bit.ly/1jfE6Ht.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

AEL Sistemas tem novo presidente


Sergio  Gonçalves Horta é o novo Presidente da AEL Sistemas

A AEL Sistemas S.A. ("AEL"), uma das subsidiárias da Elbit Systems Ltd. e da Embraer, anuncia que Sergio Gonçalves Horta foi nomeado seu novo presidente.  Sergio Horta, que assumiu em 1º de dezembro, tem mais de 30 anos de experiência na indústria Aeroespacial e de Defesa. Antes de se juntar à AEL, em agosto de 2014, ele exerceu o cargo de Diretor de Novos Negócios, Programas e Contratos da Embraer Defesa & Segurança.

Sergio Horta substitui Shlomo Erez, que está saindo da AEL, onde exerceu a função de Presidente desde 2007. Shlomo Erez irá continuar próximo à AEL, atuando como conselheiro da empresa em áreas estratégicas.

Sergio Horta tem o título de MBA do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA e da Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM, Especialização em Gerenciamento de Negócios do Instituto Nacional de Pós Graduação - INPG e é Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

Mauro Gandra, Presidente do Conselho de Administração da AEL, cumprimentou Sergio Horta pela sua nova posição e desejou-lhe sucesso na liderança da empresa rumo a continuadas realizações.  Em nome de toda a organização AEL, Gandra agradeceu Shlomo Erez por sua contribuição, durante muitos anos, para o sucesso da empresa, posicionando a AEL como uma empresa líder em Defesa no Brasil.

Fonte: AEL Sistemas, com edição do blog Panorama Espacial.
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domingo, 19 de outubro de 2014

I Seminário Internacional de Defesa em Santa Maria

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Entre os dias 17 e 19 de novembro, acontecerá em Santa Maria (RS), o I Seminário Internacional de Defesa, coordenado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – FIERGS, por meio de seu Comitê da Indústria da Defesa e Segurança – COMDEFESA, a Agência de Desenvolvimento de Santa Maria – ADESM, o Santa Maria Tecnoparque e a Prefeitura Municipal da cidade. O evento tem por objetivo proporcionar um encontro entre as Forças Armadas, instituições e empresas para análise e discussão das demandas nacionais nos setores de defesa e segurança.

Na programação, consta um painel intitulado "O Uso de satélites voltados para a defesa", que abordará o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, o Polo Espacial do Rio Grande do Sul, e iniciativas em nanossatélites e microcontroladores.

O do Rio Grande do Sul tem buscado criar um novo polo aeroespacial e de defesa no País, em complemento ao da região do Vale do Paraíba (SP). Indústrias como a AEL Sistemas (aviônicos, veículos aéreos não tripulados, sistemas espaciais), Taurus (armas de fogo) e Krauss-Maffei Wegmann (veículos blindados), já estão instaladas no estado, que também conta com instituições de pesquisa com iniciativas nesses setores, como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), PUC-RS e o Centro Regional Sul, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE).

Para mais informações, visite http://seminde.com/
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cooperação Brasil - Índia: dados do Resourcesat-2

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Por conta da reunião dos países que integram o BRICS no Brasil, esta semana foi agitada para o País em se tratando de assinatura de instrumentos de cooperação internacional. O setor espacial foi um dos vários beneficiados, com acordos tendo sido firmados com a China, a Rússia e também a Índia.

O Primeiro Ministro indiano, Shri Narendra Modi, esteve ontem (16) em Brasília (DF) e assinou três instrumentos, um deles, chamado "Ajuste Complementar" na linguagem diplomática, que trata da ampliação de capacidade de recepção de dados de satélites óticos pela estação terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) situada em Cuiabá (MT).

O novo acordo prevê a recepção de dados dos sensores AWiFS (resolução de 56 metros) e LISS-III (resolução de 23,5 metros) do satélite indiano Resourcesat-2 pela estação de Cuiabá, destinados ao gerenciamento de recursos naturais, em base semelhante à que foi acordada para o Resourcesat-1 por meio do Programa de Cooperação assinado em dezembro de 2008 entre a Organização Indiana de Pesquisas Espaciais (ISRO, sigla em inglês), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o INPE. Outros satélites podem vir a ser incluídos no futuro.

De acordo com o Ajuste Complementar, caberá à AEB arcar com "os custos pelos direitos não exclusivos de receber, processar e usar os dados das AWiFS e LISS-III do satélite Resourcesat-2 e de outros dados de satélites SRI, conforme acordado entre as Partes, em bases não comerciais e mais favoráveis, fazendo uso de seus próprios recursos orçamentários aprovados".

O Resourcesat-2 foi lançado ao espaço em abril de 2011, tendo vida útil estimada em cinco anos. Desde a época de seu lançamento, já havia interesse brasileiro em ter acesso aos dados gerados por seus sensores (veja a postagem "INPE considera Resourcesat-2 para a Amazônia", de julho de 2011).
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

AEL Sistemas entrega subsistema para o SIA

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A gaúcha AEL Sistemas entregou no final de junho os primeiros modelos do computador de bordo (on board computer - OBC) da plataforma orbital do Projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial), iniciativa liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos (SP).

Segundo Marcos Arend, Diretor de Tecnologia da AEL Sistemas, a entrega compreendeu duas unidades do OBC, além de um sistema automático de testes, capaz de avaliar as interfaces entre as diferentes unidades que compõem o subsistema.

Arend destacou ao blog Panorama Espacial as principais características do OBC, que “tem uma complexidade razoável”.  O equipamento nacional foi projetado para ser a prova de falhas simples, resistente à radiação e fez uso extensivo de novas tecnologias a fim de reduzir massa e volume.

Outra característica importante foi o uso massivo de hardware reconfigurável, permitindo a alteração ou acréscimo de novas funcionalidades, aumentando o ciclo de vida do equipamento.

O OBC é composto por dez sub-unidades, sendo as cinco principais: a de processamento (UPC); a interface de telecomando e telemetria (UTMC);  de diagnósticos e supervisão do subsistema (UR); a unidade de controle e distribuição de potência (UDP); e a de comunicação interfaces (UAT) com os demais componentes do sistema inercial, como o giroscópio, sensor de estrelas e atuadores.

O equipamento tem vida útil estimada em quatro anos com confiabilidade de 0.99.

Marcos Arend revelou que para o desenvolvimento do OBC, a AEL Sistemas fez um investimento interno considerável, tendo expectativa de no futuro ter um modelo qualificado para aplicações em plataformas orbitais.

Os modelos entregues devem ser submetidos a vários testes nos laboratórios do INPE e receberão os algoritmos de controle de atitude órbita desenvolvidos pelo grupo do projeto SIA. A expectativa é que no próximo ano ocorra a contratação de modelos de qualificação e de voo.

Outras iniciativas em espaço

O trabalho da AEL Sistemas no campo espacial não se resume ao OBC. A empresa participa de projetos de satélites brasileiros, fornecendo os subsistemas de suprimento de energia (11 diferentes dispositivos), sendo o maior fornecedor em número de equipamentos.

No ano passado, a AEL trabalhou ativamente junto com outros parceiros do Rio Grande do Sul na elaboração de uma proposta de desenvolvimento de um microssatélite multimissão para aplicações militares (MMM), no âmbito do Inova Aerodefesa.

Segundo Arend, a empresa mantém o interesse em pequenas plataformas para aplicações espaciais, considerando as várias iniciativas e projetos que estão surgindo no Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul. Vale citar o caso do NanosatC-Br-1, primeiro cubesat nacional, que conta com envolvimento significativo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Nota do blog: para mais informações sobre o OBC, veja a reportagem "Desenvolvimento do primeiro computador de bordo brasileiro para satélites é concluído", da Agência O Globo.
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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Contratos industriais do CBERS 4

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AEB firma contratos industriais para montagem do Cbers-4

Brasília, 16 de abril de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou oito contratos com empresas nacionais do setor aeroespacial visando à integração e montagens de diversos equipamentos do Cbers-4, quinto exemplar da série do programa de satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres.

Os contratos com as empresas Equatorial Sistemas, AEL Sistemas Mectron Engenharia, Orbital Engenharia, Omnisys Engenharia e Opto Eletrônica, englobam em sua maioria equipamentos das áreas de eletrônica, conversores de energia e câmeras para imageamento.

Todas estas empresas já foram fornecedoras de peças e equipamentos para a família de satélites Cbers, desenvolvida em parceria entre Brasil e China. Os contratos também estão em concordância com o preceituado no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) de “recorrer à indústria para reproduzir equipamentos já desenvolvidos e qualificados, capazes de atender a parte da demanda corrente a um custo menor, com prazos menores, além de manter a base industrial ativa”.

O lançamento do Cbers-4, inicialmente programado para 2015, foi antecipado para a segunda semana de dezembro próximo da China, conforme entendimento entre os dois países após a falha ocorrida com o veículo chinês lançador do Cbers-3, no final de 2013.

Fonte: AEB

Nota do blog: os contratos, somados, superam poucos milhões de reais.
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quinta-feira, 6 de março de 2014

Inova Aerodefesa: projetos selecionados

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[Nota atualizada às 15h40 para explicitar que no projeto MMM apenas os ICTs receberam recursos]

Sem alarde, a FINEP divulgou no último dia 25 o resultado final do programa Inova Aerodefesa, revelando os nomes das empresas que receberão recursos, a natureza (se reembolsáveis, não reembolsáveis, ou em arranjo com instituições científicas e tecnológicas (ICTs) nacionais), e também a identificação dos projetos (não reembolsáveis e em arranjo cooperativo com ICTs). Veja aqui.

Os recursos não reembolsáveis foram pulverizados entre os projetos selecionados, sendo que o máximo destinado a cada um foi pouco mais de R$6,238 milhões. Há várias iniciativas no campo espacial, como já havíamos destacado anteriormente. A Avibras, por exemplo, obteve cerca de R$4,658 milhões para o projeto Veículo Lançador de Microssatélites. Ainda em lançadores, a Cenic terá R$6,209 milhões para o desenvolvimento dos módulos inter-estágios para o VLM, e mais R$5,637 milhões para o desenvolvimento de redes elétricas do mesmo veículo, em parceria com a JTDH Engenharia. A Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), receberá pouco mais de R$4,734 milhões para desenvolver um sistema imageador multiespectral reflexivo (VIS/NIR/SWIR).

Arranjo cooperativo

No arranjo cooperativo entre empresas e ICTs, os sistemas de controle de atitude e órbita (ACDH, em inglês), área considerada crítica no Brasil, foram o destaque. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) terá cerca deR$1,3 milhão para um projeto com a Compsis para ACDHs destinados a satélites e ao projeto SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e mais R$3,963 milhões para o "desenvolvimento do Sistema de Supervisão de Bordo e de Controle de Atitude e Órbita e sua integração na segunda geração da Plataforma Multimissão", este último em conjunto com a Odebrecht Defesa e Tecnologia (controladora da Mectron).

Iniciativas em propulsão também serão beneficiadas: o IAE terá a disposição R$4 milhões para o "desenvolvimento e absorção de tecnologias aplicáveis à fabricação do Motor Foguete a Propelente Líquido L75", em conjunto com a Globo Central de Usinagem. A Fibraforte e o INPE também tiveram um projeto para um propulsor mono-propelente de 400N, que receberá cerca e R$1,238 milhão.

Ainda, no projeto apresentado pela AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS), os ICTs (PUC-RS, Unisinos, UFSM e UFRGS) receberão pouco menos de R$5 milhões, valor bem abaixo do montante total inicialmente requerido.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Reportagem sobre o MMM em Tecnologia & Defesa

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Reproduzimos abaixo uma pequena reportagem publicada na edição n.º 134 da revista Tecnologia & Defesa, do final de setembro, sobre o projeto MMM, da AEL Sistemas. Algumas informações estão desatualizadas, mas o texto dá um panorama sobre o projeto, já abordado em várias ocasiões aqui no blog. Recentemente, o MMM foi pré-selecionado para o programa Inova Aerodefesa, conduzido pela FINEP, BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira. A expectativa é que a seleção dos planos de negócios seja divulgada no próximo dia 23.

MMM - O microssatélite militar da AEL Sistemas

André M. Mileski

No início de julho, a reportagem de Tecnologia & Defesa esteve em Porto Alegre (RS), na sede da AEL Sistemas e se encontrou com Marcos Arend, diretor de Tecnologia, para conhecer um pouco mais sobre a proposta de desenvolvimento do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), apresentada pela companhia em conjunto com outras empresas e universidades daquele Estado, no âmbito do Programa Inova Aerodefesa (ver reportagem nesta edição). Esta é também uma das primeiras iniciativas do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do Rio Grande do Sul (ver T&D n.º 133), criado no final de abril, e que conta com importante apoio do governo estadual.

A proposta foi elaborada tendo em vista a chamada do Inova Aerodefesa para plataformas de pequeno porte, levando-se ainda em consideração o crescimento do uso de pequenos satélites para aplicações no setor de defesa, e a possibilidade do desenvolvimento de uma solução que não seja classificada como COTS (commercial off-the-shelf) para atender o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e a integração de capacitações espaciais disponíveis no Rio Grande do Sul, tanto de empresas como universidades. Além dos recursos do Inova Aerodefesa, o projeto deve demandar ainda investimentos adicionais das próprias empresas e de linhas de fomento do governo estadual. A proposta foi uma das 69 pré-selecionadas em julho e está no momento em análise.

Caso aprovado, o primeiro passo do MMM envolveria o desenvolvimento de uma pequena plataforma para colocação em órbita em 2015, muito provavelmente no primeiro voo do lançador Cyclone 4, decolando do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Esta primeira missão, denominada MMM-1, teria cerca de 20 kg de massa e contaria com desenvolvimentos da AEL Sistemas em matéria de sistemas de suprimento de energia - hoje uma de suas especialidades no campo espacial, plataforma e sistemas de controle. À Digicon, com sede em Gravataí (RS), caberia o fornecimento da parte estrutural e integração dos painéis solares, além de todo o mecanismo de abertura (deployment) das antenas, representando o seu retorno ao setor espacial, uma vez que nas décadas de 1980/90 participou dos projetos dos SCD (Satélite de Coleta de Dados) e da primeira geração do CBERS (China-Brasil Earth Resources Satellite). A companhia ucraniana Yuzhnoye, com planos de em breve se instalar no Brasil, contribuiria com consultoria e suporte educacional. Note-se que, muito embora a AEL Sistemas seja controlada pelo grupo israelense Elbit Systems, sua capacitação em tecnologia espacial é local, independente da controladora.

Quatro universidades também integram o projeto, algumas aportando tecnologias inéditas no Programa Espacial Brasileiro: a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que deve contribuir com sua capacitação em análise de radiação para componentes eletrônicos; a Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), que tem grande conhecimento na área de radiofrequência, comunicações e transpônderes digitais; a Universidade Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), participando com suas habilidades em microeletrônica, em particular, conhecimentos da tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems), que seriam aplicados no desenvolvimento de um propulsor elétrico; e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que deve oferecer sua estrutura para a operação no solo. A UNISINOS, aliás, tem colaborado com institutos da Coréia do Sul e da Suíça em pesquisas e projetos da tecnologia MEMS. Espera-se que mais de 50 profissionais sejam envolvidos no desenvolvimento do MMM, incluindo doutores e engenheiros.

Devem participar ainda a Fundação de Ciência e Tecnologia do RS (CIENTEC), por meio da realização de ensaios e testes elétricos e ambientais do satélite, e a empresa pública Ceitec, fornecendo itens de microeletrônica (semicondutores).

O MMM-1 disporia de uma plataforma básica, com controle de atitude passivo, sem controle de órbita, destinada a operar a uma altitude de 700 km. Ainda não há definição sobre qual seria a sua carga útil, e a decisão ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Mas, dentre as alternativas possíveis, estaria um dispositivo SIGINT (inteligência de sinais), o que permitiria, inclusive, a criação de uma doutrina no emprego dessa capacidade pelas Forças Armadas brasileiras.

Passo seguinte seria dado com um segundo modelo, o MMM-2, com massa total próxima de 30 kg, não classificado como COTS. Este já contaria com controle de atitude, sendo que o próximo, o MMM-3 com propulsão elétrica baseada na tecnologia MEMS, o qual, na visão da AEL Sistemas, já seria um produto capaz de disputar o mercado internacional, podendo render divisas ao País.

A AEL Sistemas no setor espacial

A AEL Sistemas, sinônimo no País em aviônicos e veículos aéreos não tripulados, possui mais de 20 anos de experiência em tecnologia espacial, tendo desenvolvido e produzido diversos equipamentos eletrônicos para satélites brasileiros, em particular, sistemas de suprimento de energia. É o caso, por exemplo, dos satélites do programa CBERS, de observação terrestre. Assim como seus predecessores, o CBERS 3, que deve ser lançado ao espaço até o final deste ano, tem tecnologia criada e fabricada pela indústria gaúcha.

A empresa também participa do Projeto SIA - Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, iniciativa liderada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP), através do desenvolvimento, produção e testes do computador de bordo (OBC). O OBC possibilita a capacidade de processamento e interfaces para executar as atividades de supervisão de bordo e controle de atitude e órbita de lançadores e satélites.

A AEL Sistemas conta com uma sala limpa de classe 100.000, além de câmaras climáticas e um shaker para ensaios ambientais e mecânicos. Sua equipe é treinada e certificada de acordo com as normas da Agência Espacial Europeia, para a montagem de componentes SMD (surface mount technology / tecnologia de montagem em superfície).

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 134 (setembro de 2013).
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Projeto MMM-1: website interativo

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O jornal gaúcho "Zero Hora" elaborou uma interessante e criativa página na internet com informações sobre o MMM-1, considerado o primeiro projeto de microssatélite militar brasileiro, e que será desenvolvido por empresas, universidades e centros de pesquisa do Polo de Tecnologia Espacial do Rio Grande do Sul, sob a liderança da AEL Sistemas.

O website, que permite certa interatividade, tem informações e desenhos sobre os componentes, subsistemas e dimensões do MMM-1. Para acessá-lo, clique aqui.
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Projeto MMM-1: UFSM e CCOMGEX serão parceiros

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O blog Panorama Espacial recebeu novas informações sobre novas instituições científicas tecnológicas (ICTs) parceiras do projeto do MMM-1, considerado o primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares. Estas se somam a outras indústrias, centros de pesquisa e universidades do estado, que se organizaram e deram origem ao Polo Espacial do Rio Grande do Sul.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que já desenvolve alguns projetos na área de pequenos satélites (NANOSATC-BR, em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE), será uma parceira direta da AEL Sistemas, devendo atuar no desenvolvimento da plataforma como um todo, principalmente no suprimento de energia com soluções para ambiente espacial.

Outro parceiro será o Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX), que acompanhará o desenvolvimento das unidades de telemetria e telecomando, das antenas e também trabalhará na definição da carga útil de comunicação e missão.

O CCOMGEX, que tem sede em Brasília (DF), é responsável por um dos principais programas do Exército na atualidade, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).
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domingo, 13 de outubro de 2013

Seminário de Sistemas Espaciais no RS

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Nos dias 29 e 30 de outubro, será realizada na sede da AEL Sistemas, em Porto Alegre (RS), o "Seminário de Sistemas Espaciais", que contará com a participação de Vladislav A. Solovey, antigo engenheiro do programa lunar soviético.

O seminário, que será ministrado em inglês, terá duas apresentações: no dia 29, uma sobre metodologia de adaptação de pequenos satélites para lançamentos orbitais; e no dia 30, um panorama sobre a Alcântara Cyclone Space, que explorará seus aspectos legais, o veículo lançador Cyclone 4 e o sítio de lançamento em Alcântara, entre outros.

Presente no segmento espacial há ao menos duas décadas, a AEL Sistemas tem buscado ampliar sua atuação na área, participando do Polo Espacial do Rio Grande do Sul e liderando o projeto do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), dentre outras ações.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais informações sobre a apresentação do MMM-1

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AEL apresenta modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares

Exposição marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da empresa, que dará ao Brasil capacidade de produção de aviônicos e sistemas de defesa inéditos no País

Porto Alegre, 04/10 - A AEL Sistemas exibiu hoje, pela primeira vez, o modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares – o MMM-1 - que tem previsão de lançamento para dezembro de 2015. Pesando menos de 10kg e com 30 cm de altura, o microssatélite poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Como o Brasil hoje não produz satélites, depende de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia.

Por ser menor e mais leve, o equipamento é também mais barato, permitindo que o país incorpore essa tecnologia em maior escala. O investimento inicial no projeto é de R$ 43 milhões e parte dos recursos virá da Finep – Agência Brasileira da Inovação.

“Por meio de uma parceria ampla que envolve o estado, universidades, institutos e empresas locais, a AEL e o Polo Espacial Gaúcho irão fortalecer o segmento de alta tecnologia espacial e suprir uma parte da demanda do Brasil”, afirma o diretor de Tecnologia da AEL, Marcos Arend.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ressaltou que a produção de microssatélites no país fortalece o Brasil. “Queremos que o estado seja um polo espacial e de modernização tecnológica para o segmento de defesa. Esse tipo de projeto fortalece a soberania nacional”, afirmou o governador, durante a inauguração. “Esta parceria nos ajudará a colocar o Rio Grande do Sul na vanguarda tecnológica do Brasil e do mundo”, acrescentou.

No evento, o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, destacou as oportunidades que irão surgir a partir da criação do Polo Espacial Gaúcho. “As mudanças ocorridas na estratégia nacional de defesa e os expressivos recursos disponíveis criam oportunidades de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, ressaltou.

Desenvolvimento e Industrialização

A apresentação do microssatélite marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL, em Porto Alegre. Nesta unidade - um espaço de 7,5 mil metros quadrados, três vezes maior do que a atual estrutura da empresa no Rio Grande do Sul - funcionará a fábrica de equipamentos de alta tecnologia da companhia e laboratórios para desenvolvimento de produtos e sistemas.

A iniciativa materializa o principal objetivo da companhia: desenvolver a indústria espacial e de defesa no país. O novo centro irá fortalecer ainda o desenvolvimento tecnológico estadual, em especial o projeto do Polo Espacial Gaúcho, fruto de parceria com o governo do Rio Grande do Sul, universidades, institutos e empresas locais.

“O centro contribuirá para fortalecer a indústria brasileira de defesa”, afirma Vitor Neves, vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, subsidiária brasileira da israelense Elbit Systems. “Teremos capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa inéditos no Brasil, caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais”, ressalta Neves. O desenvolvimento de sistemas espaciais está sendo impulsionado pelo Polo Espacial Gaúcho - o microssatélite será o primeiro grande projeto.

Fonte: AEL Sistemas.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Apresentação do projeto MMM-1

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Dando mais um passo na organização do Polo Espacial do Rio Grande do Sul, na próxima sexta-feira (04), a AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS) fará a apresentação oficial do modelo do MMM-1, o primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares, projeto já abordado pelo blog Panorama Espacial (veja aqui).

O MMM-1 será apresentado durante a Mostra de Equipamentos Aeroespaciais / Espaciais e de Defesa, que acontece na capital gaúcha e marcará a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL Sistemas. O pequeno satélite, com massa estimada inferior a 10 kg, tem previsão de lançamento em dezembro de 2015. O projeto está em análise no programa Inova Aerodefesa.

A mostra também contará com outros sistemas desenvolvidos no Rio Grande do Sul ou com a participação da AEL, como subsistemas espaciais, tecnologia de propulsão MEMS (Unisinos), veículos aéreos não tripulados (VANTs), o blindado Guarani, entre outros equipamentos.

Segundo informações da própria empresa, a AEL Sistemas atua no segmento espacial desde a década de noventa, participando de inúmeros programas gerenciados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), desenvolvendo e produzindo equipamentos aplicados em diversos satélites, sendo hoje a empresa brasileira que fornece maior número de subsistemas para os satélites do Instituto.

Mais informações sobre o MMM e a atuação da AEL Sistemas no setor espacial são dadas em reportagem e artigo publicados na edição n.º 134 da revista Tecnologia & Defesa, que em breve estará nas bancas de todo o Brasil.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Micropropulsor da Unisinos

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Pesquisadores projetam micropropulsor para satélites em São Leopoldo

30/09/2013

Dayane Mascitti

São Leopoldo  - Parcerias entre universidades e empresas pretendem criar um polo espacial no Rio Grande do Sul e colocar em órbita o primeiro satélite gaúcho. De olho nesta iniciativa, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) aposta em um ousado desafio. 

Trata-se da criação de um micropropulsor que poderá ser utilizado no controle de altitude e órbita em satélites de pequeno porte. A iniciativa está sendo pesquisada e desenvolvida no Instituto de Semicondutores da Unisinos (ITT Chip) e utilizando a recém instalada infraestrutura, financiada pela Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT) do Estado com apoio da HT Micron, do Laboratório de Modelagem Elétrica Térmica e Mecânica de Módulos e Encapsulamentos e Eletrônicos (Modelab), localizada na Unisinos.

A solução para esse complexo desafio conta com a supervisão dos professores Willyan Hasenkamp, Eduardo Rhod e Celso Peter, todos envolvidos com a consolidação do ITT Chip e do Mestrado Profissional em Engenharia Elétrica da Unisinos. Hasenkamp destaca que o objetivo do micropropulsor é aumentar a vida útil dos pequenos satélites no espaço ao mesmo tempo em que se desenvolve tecnologia da alto valor agregado e inovadora no País.

A ideia é buscar e expandir as parcerias já existentes com universidades, como Georgia Tech (EUA) e EPFL (Suíça), e empresas tanto nacionais como internacionais, como a AEL Sistemas. 

“Neste momento, o projeto está sendo estruturado e logo iniciaremos a fase de simulação dos micropropulsores. Nossa expectativa é de obter um motor completo, para ser utilizado em satélites de pequeno porte em um prazo de quatro anos”, declara Hasenkamp.

Fonte: Jornal VS
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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Polo Aeroespacial do Rio Grande do Sul

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Rio Grande do Sul quer sediar outro polo aeroespacial

Brasília 13 de Setembro de 2013 – O segundo polo aeroespacial do país deve ser instalado no Rio Grande do Sul. Há cinco meses o governo do estado assinou acordo com a companhia israelense do ramo da eletrônica de defesa Elbit Systems, para que ela seja a empresa integradora da iniciativa, por meio da sua subsidiária no Brasil, a AEL Sistemas.

Com o parecer positivo do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, para sua criação o grupo que forma o polo se organiza para auxiliar o país no desafio de se tornar menos dependente de tecnologias estrangeiras.

Em entrevista para o Informe da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica.(Abipti), o presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Luiz Antonio Antoniazzi, diz como a iniciativa será estruturada e operada.

Uma das constantes reclamações da nossa indústria aeroespacial é a falta de compras públicas. Muitas empresas já fecharam as portas por não conseguir se manter. É viável a construção deste novo polo?

Segundo estimativas do Plano Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), o governo federal deve investir R$ 9 bilhões para a construção de 14 satélites. O plano também ressalta que os equipamentos deverão ter conteúdo local, assim como a montagem, teste e lançamento do satélite. Dessa forma, haverá demanda e recursos suficientes para tornar a nossa iniciativa perfeitamente viável. O polo se concentrará no desenvolvimento de pequenos satélites. Para isso, detemos toda a infraestrutura necessária, pois trabalharemos em conjunto com a base industrial, as universidades, os institutos de pesquisa e o governo do estado.

As universidades, indústria e institutos de pesquisa têm expertise para trabalhar com tecnologias do setor?

Hoje, a indústria eletroeletrônica gaúcha está voltada para componentes aeronáuticos. A AEL, que é uma grande empresa de Porto Alegre, é fornecedora da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). O que ela fará é trazer o conhecimento e a expertise da Elbit, que tem reconhecimento internacional na área de eletrônicos de defesa e que tem cooperações técnicas internacionais, com a Rússia na parte de satélites, a Ucrânia em lançadores e com uma empresa alemã na área de controle de satélites. Pretendemos absorver esse conhecimento e transferi-lo para as demais indústrias que farão parte desse grupo.

O conhecimento virá todo de fora?

Não. Dominamos muito conhecimento de grupos de pesquisa das universidades pertencentes ao polo gaúcho. Cito o exemplo de um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que tem reconhecimento internacional no que diz respeito ao impacto das radiações cósmicas sobre os componentes dos equipamentos do satélite. Esse know-how será transferido para a indústria e resultará em produtos que incorporarão satélites produzidos, desenvolvidos e montados aqui.

Além da UFRGS, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) também têm grupos de pesquisa e desenvolvimento nesta área espacial.

Qual é a participação do Cientec no polo?

Atuaremos na avaliação de conformidade de componentes de equipamentos que serão construídos no país. Faremos todos os ensaios de avaliação nos nossos laboratórios, que é a nossa expertise. Essa será a nossa grande contribuição.

Como será o gerenciamento do polo?

No atual estágio, a Secretaria de Ciência e Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Sul (Scit) coordena todo o processo. Ela integra a universidade, o instituto tecnológico, a indústria e o governo. Em um segundo momento, será criada a Rede Espacial. Ela funcionará nos moldes da RedePetro, iniciativa que congrega empresas privadas e instituições de ensino e pesquisa para que, juntas, possam fazer frente aos desafios do mercado por meio de novas tecnologias e de parcerias produtivas.

A Rede Espacial será um grupo permanente, coordenado pela secretaria, que integrará a indústria, a academia e as demandas do governo federal por satélite. Ele deve se reunir a cada 15 dias para discutir as demandas reais com todos os atores da iniciativa.

Fonte: Abipti, via website da AEB.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Reportagem sobre o projeto MMM em jornal gaúcho




Projeto pretende por em órbita primeiro satélite gaúcho

14/08/2013 | 06h03

Empresas, universidades e instituições públicas planejam disputar verba federal para projetar e lançar equipamento

Cadu Caldas e Demétrio Rocha Pereira

Uma parceria entre empresas e universidades pretende criar um polo espacial no Estado e colocar em órbita o primeiro satélite gaúcho. A velocidade com que o projeto vai sair do papel, no entanto, depende de apoio do governo federal.

Propostas de várias regiões do país tentam abocanhar parte dos R$ 2,9 bilhões que a Agência Brasileira da Inovação (Finep) terá para financiar projetos na área de defesa e aeroespacial. De olho nos incentivos do Planalto, um grupo de empresas no Estado planeja construir um microssatélite de uso militar. O valor solicitado é de R$ 43 milhões.

De pequeno porte – não muito maior que uma caixa de sapato – e pesando cerca de 20 quilos, o equipamento representa um grande desafio tecnológico. Poucos países dominam o conhecimento para fabricação de estruturas tão compactas para atividade de defesa. No país, a iniciativa é inédita. O polo de São José dos Campos (SP), maior centro de excelência em ciência aeroespacial do país, se dedica à fabricação do primeiro grande satélite brasileiro, voltado para a área de comunicações, como televisão e banda larga. Ontem, o Ministério das Comunicações anunciou que o consórcio europeu Thales Alenia Space foi o escolhido para a construção do equipamento, que deve ser lançado em dois anos.

– Vamos apostar em um novo nicho, em algo que ainda não é produzido no Brasil. Apesar de disputarmos recursos federais, não somos concorrentes no mercado – explica Aloísio Nóbrega, diretor de promoção comercial da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), responsável por realizar o mapeamento das empresas que vão atuar no polo gaúcho.

Composto, inicialmente por quatro empresas e quatro universidades, o projeto será conduzido pela AEL, que atua no ramo de sistema de segurança eletrônica há 30 anos. Serão pelo menos 50 profissionais envolvidos.

A expectativa é que 80% dos componentes do satélite sejam produzidos por empresas instaladas no Rio Grande do Sul. O restante pode vir de outros Estados, mas a tendência é que venha por meio de parcerias internacionais. Em abril, uma comitiva gaúcha foi a Israel para tratar do tema. Em setembro, está agendada uma viagem para o Canadá.

– O Ministério da Defesa vai se tornar o primeiro cliente do satélite. Mais tarde, o objetivo é vender a plataforma no mercado internacional – diz Marcos Arend, diretor de tecnologia da AEL.

Confiante da vitória no edital, Arend afirma que uma eventual derrota não enterra o projeto mas pode acarretar mudanças no cronograma.

– Investimentos em tecnologia têm um certo risco. Sem apoio fica mais complicado, mas a ideia é grande e iremos em frente. É importante para o Estado investir em sistemas de defesa próprio e o governo já entendeu isso – acrescenta.

Lançamento para 2015

Âncora de um projeto que deve mobilizar oito PhDs, 32 engenheiros e três institutos, além de universidades e empresas, a AEL Sistemas, de Porto Alegre, pretende lançar seu primeiro microssatélite em 2015, na base de Alcântara (MA), considerada uma das melhores do mundo pela localização próxima à Linha do Equador.

O MMM-1 não terá controle de órbita, quer dizer, não poderá ser "manobrado" para garantir orientação correta em relação à Terra. Ainda assim, os desafios são vários, entre os quais o de lidar com a temperatura no vácuo: o satélite pode se aquecer por causa do sol, mas o frio chega a -270°C, muito perto da temperatura considerada a menor possível. Também não dá para deixar o satélite cair: o equipamento estará sujeito a forças como a gravidade e a pressão solar, que o "empurram" para baixo.

A ideia é projetar, depois, o MMM-2 e o MMM-3, esse último com perspectiva de competir no Exterior.

O projeto

O Microssatélite Militar Multimissão (MMM-1) deve ser uma das primeiras iniciativas do polo espacial gaúcho. A intenção é lançar o equipamento até o final de 2015, o que pode ser concretizado com a colaboração de quatro universidades e de diversas empresas nacionais e estrangeiras.

As características
Massa (peso): cerca de 20 quilos
Tamanho aproximado: 30 cm de altura x 10 cm de largura x 10 cm de profundidade
Altitude de órbita: 700 quilômetros
Custo estimado: US$ 250 mil
Aplicação imediata: setor de defesa

Carro e roda
Perto de um satélite regular — do tamanho de um carro —, os microssatélites têm a proporção de uma roda.
Mas ainda há menores, veja a classificação:
Microssatélite: de 10 kg a 500 kg
Nanossatélite: de 1 kg a 10 kg
Picossatélite: menos de 1 kg

Os parceiros
Universidades e instituições públicas
UFRGS: processamento de bordo e análise de radiação
UFSM: oferecerá a estrutura para a operação no solo
Unisinos: sensores e microeletrônica
PUCRS: antenas e transponder digital
Cientec: ensaios e testes elétricos e ambientais
Ceitec: microeletrônica (chips)

Empresas
AEL: defesa eletrônica, componentes espaciais e interface de comunicação
Digicom: fabricação de dispositivos mecânicos e suprimento de energia
GetNet: serviços de comunicação
TSM: desenvolvimento, qualificação e produção de antenas

Fonte: Jornal Zero Hora, 14/08/2013.
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