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quinta-feira, 6 de março de 2014

Inova Aerodefesa: projetos selecionados

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[Nota atualizada às 15h40 para explicitar que no projeto MMM apenas os ICTs receberam recursos]

Sem alarde, a FINEP divulgou no último dia 25 o resultado final do programa Inova Aerodefesa, revelando os nomes das empresas que receberão recursos, a natureza (se reembolsáveis, não reembolsáveis, ou em arranjo com instituições científicas e tecnológicas (ICTs) nacionais), e também a identificação dos projetos (não reembolsáveis e em arranjo cooperativo com ICTs). Veja aqui.

Os recursos não reembolsáveis foram pulverizados entre os projetos selecionados, sendo que o máximo destinado a cada um foi pouco mais de R$6,238 milhões. Há várias iniciativas no campo espacial, como já havíamos destacado anteriormente. A Avibras, por exemplo, obteve cerca de R$4,658 milhões para o projeto Veículo Lançador de Microssatélites. Ainda em lançadores, a Cenic terá R$6,209 milhões para o desenvolvimento dos módulos inter-estágios para o VLM, e mais R$5,637 milhões para o desenvolvimento de redes elétricas do mesmo veículo, em parceria com a JTDH Engenharia. A Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), receberá pouco mais de R$4,734 milhões para desenvolver um sistema imageador multiespectral reflexivo (VIS/NIR/SWIR).

Arranjo cooperativo

No arranjo cooperativo entre empresas e ICTs, os sistemas de controle de atitude e órbita (ACDH, em inglês), área considerada crítica no Brasil, foram o destaque. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) terá cerca deR$1,3 milhão para um projeto com a Compsis para ACDHs destinados a satélites e ao projeto SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e mais R$3,963 milhões para o "desenvolvimento do Sistema de Supervisão de Bordo e de Controle de Atitude e Órbita e sua integração na segunda geração da Plataforma Multimissão", este último em conjunto com a Odebrecht Defesa e Tecnologia (controladora da Mectron).

Iniciativas em propulsão também serão beneficiadas: o IAE terá a disposição R$4 milhões para o "desenvolvimento e absorção de tecnologias aplicáveis à fabricação do Motor Foguete a Propelente Líquido L75", em conjunto com a Globo Central de Usinagem. A Fibraforte e o INPE também tiveram um projeto para um propulsor mono-propelente de 400N, que receberá cerca e R$1,238 milhão.

Ainda, no projeto apresentado pela AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS), os ICTs (PUC-RS, Unisinos, UFSM e UFRGS) receberão pouco menos de R$5 milhões, valor bem abaixo do montante total inicialmente requerido.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Reportagem sobre o MMM em Tecnologia & Defesa

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Reproduzimos abaixo uma pequena reportagem publicada na edição n.º 134 da revista Tecnologia & Defesa, do final de setembro, sobre o projeto MMM, da AEL Sistemas. Algumas informações estão desatualizadas, mas o texto dá um panorama sobre o projeto, já abordado em várias ocasiões aqui no blog. Recentemente, o MMM foi pré-selecionado para o programa Inova Aerodefesa, conduzido pela FINEP, BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira. A expectativa é que a seleção dos planos de negócios seja divulgada no próximo dia 23.

MMM - O microssatélite militar da AEL Sistemas

André M. Mileski

No início de julho, a reportagem de Tecnologia & Defesa esteve em Porto Alegre (RS), na sede da AEL Sistemas e se encontrou com Marcos Arend, diretor de Tecnologia, para conhecer um pouco mais sobre a proposta de desenvolvimento do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), apresentada pela companhia em conjunto com outras empresas e universidades daquele Estado, no âmbito do Programa Inova Aerodefesa (ver reportagem nesta edição). Esta é também uma das primeiras iniciativas do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do Rio Grande do Sul (ver T&D n.º 133), criado no final de abril, e que conta com importante apoio do governo estadual.

A proposta foi elaborada tendo em vista a chamada do Inova Aerodefesa para plataformas de pequeno porte, levando-se ainda em consideração o crescimento do uso de pequenos satélites para aplicações no setor de defesa, e a possibilidade do desenvolvimento de uma solução que não seja classificada como COTS (commercial off-the-shelf) para atender o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e a integração de capacitações espaciais disponíveis no Rio Grande do Sul, tanto de empresas como universidades. Além dos recursos do Inova Aerodefesa, o projeto deve demandar ainda investimentos adicionais das próprias empresas e de linhas de fomento do governo estadual. A proposta foi uma das 69 pré-selecionadas em julho e está no momento em análise.

Caso aprovado, o primeiro passo do MMM envolveria o desenvolvimento de uma pequena plataforma para colocação em órbita em 2015, muito provavelmente no primeiro voo do lançador Cyclone 4, decolando do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Esta primeira missão, denominada MMM-1, teria cerca de 20 kg de massa e contaria com desenvolvimentos da AEL Sistemas em matéria de sistemas de suprimento de energia - hoje uma de suas especialidades no campo espacial, plataforma e sistemas de controle. À Digicon, com sede em Gravataí (RS), caberia o fornecimento da parte estrutural e integração dos painéis solares, além de todo o mecanismo de abertura (deployment) das antenas, representando o seu retorno ao setor espacial, uma vez que nas décadas de 1980/90 participou dos projetos dos SCD (Satélite de Coleta de Dados) e da primeira geração do CBERS (China-Brasil Earth Resources Satellite). A companhia ucraniana Yuzhnoye, com planos de em breve se instalar no Brasil, contribuiria com consultoria e suporte educacional. Note-se que, muito embora a AEL Sistemas seja controlada pelo grupo israelense Elbit Systems, sua capacitação em tecnologia espacial é local, independente da controladora.

Quatro universidades também integram o projeto, algumas aportando tecnologias inéditas no Programa Espacial Brasileiro: a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que deve contribuir com sua capacitação em análise de radiação para componentes eletrônicos; a Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), que tem grande conhecimento na área de radiofrequência, comunicações e transpônderes digitais; a Universidade Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), participando com suas habilidades em microeletrônica, em particular, conhecimentos da tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems), que seriam aplicados no desenvolvimento de um propulsor elétrico; e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que deve oferecer sua estrutura para a operação no solo. A UNISINOS, aliás, tem colaborado com institutos da Coréia do Sul e da Suíça em pesquisas e projetos da tecnologia MEMS. Espera-se que mais de 50 profissionais sejam envolvidos no desenvolvimento do MMM, incluindo doutores e engenheiros.

Devem participar ainda a Fundação de Ciência e Tecnologia do RS (CIENTEC), por meio da realização de ensaios e testes elétricos e ambientais do satélite, e a empresa pública Ceitec, fornecendo itens de microeletrônica (semicondutores).

O MMM-1 disporia de uma plataforma básica, com controle de atitude passivo, sem controle de órbita, destinada a operar a uma altitude de 700 km. Ainda não há definição sobre qual seria a sua carga útil, e a decisão ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Mas, dentre as alternativas possíveis, estaria um dispositivo SIGINT (inteligência de sinais), o que permitiria, inclusive, a criação de uma doutrina no emprego dessa capacidade pelas Forças Armadas brasileiras.

Passo seguinte seria dado com um segundo modelo, o MMM-2, com massa total próxima de 30 kg, não classificado como COTS. Este já contaria com controle de atitude, sendo que o próximo, o MMM-3 com propulsão elétrica baseada na tecnologia MEMS, o qual, na visão da AEL Sistemas, já seria um produto capaz de disputar o mercado internacional, podendo render divisas ao País.

A AEL Sistemas no setor espacial

A AEL Sistemas, sinônimo no País em aviônicos e veículos aéreos não tripulados, possui mais de 20 anos de experiência em tecnologia espacial, tendo desenvolvido e produzido diversos equipamentos eletrônicos para satélites brasileiros, em particular, sistemas de suprimento de energia. É o caso, por exemplo, dos satélites do programa CBERS, de observação terrestre. Assim como seus predecessores, o CBERS 3, que deve ser lançado ao espaço até o final deste ano, tem tecnologia criada e fabricada pela indústria gaúcha.

A empresa também participa do Projeto SIA - Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, iniciativa liderada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP), através do desenvolvimento, produção e testes do computador de bordo (OBC). O OBC possibilita a capacidade de processamento e interfaces para executar as atividades de supervisão de bordo e controle de atitude e órbita de lançadores e satélites.

A AEL Sistemas conta com uma sala limpa de classe 100.000, além de câmaras climáticas e um shaker para ensaios ambientais e mecânicos. Sua equipe é treinada e certificada de acordo com as normas da Agência Espacial Europeia, para a montagem de componentes SMD (surface mount technology / tecnologia de montagem em superfície).

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 134 (setembro de 2013).
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Projeto MMM-1: website interativo

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O jornal gaúcho "Zero Hora" elaborou uma interessante e criativa página na internet com informações sobre o MMM-1, considerado o primeiro projeto de microssatélite militar brasileiro, e que será desenvolvido por empresas, universidades e centros de pesquisa do Polo de Tecnologia Espacial do Rio Grande do Sul, sob a liderança da AEL Sistemas.

O website, que permite certa interatividade, tem informações e desenhos sobre os componentes, subsistemas e dimensões do MMM-1. Para acessá-lo, clique aqui.
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Projeto MMM-1: UFSM e CCOMGEX serão parceiros

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O blog Panorama Espacial recebeu novas informações sobre novas instituições científicas tecnológicas (ICTs) parceiras do projeto do MMM-1, considerado o primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares. Estas se somam a outras indústrias, centros de pesquisa e universidades do estado, que se organizaram e deram origem ao Polo Espacial do Rio Grande do Sul.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que já desenvolve alguns projetos na área de pequenos satélites (NANOSATC-BR, em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE), será uma parceira direta da AEL Sistemas, devendo atuar no desenvolvimento da plataforma como um todo, principalmente no suprimento de energia com soluções para ambiente espacial.

Outro parceiro será o Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX), que acompanhará o desenvolvimento das unidades de telemetria e telecomando, das antenas e também trabalhará na definição da carga útil de comunicação e missão.

O CCOMGEX, que tem sede em Brasília (DF), é responsável por um dos principais programas do Exército na atualidade, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).
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domingo, 13 de outubro de 2013

Seminário de Sistemas Espaciais no RS

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Nos dias 29 e 30 de outubro, será realizada na sede da AEL Sistemas, em Porto Alegre (RS), o "Seminário de Sistemas Espaciais", que contará com a participação de Vladislav A. Solovey, antigo engenheiro do programa lunar soviético.

O seminário, que será ministrado em inglês, terá duas apresentações: no dia 29, uma sobre metodologia de adaptação de pequenos satélites para lançamentos orbitais; e no dia 30, um panorama sobre a Alcântara Cyclone Space, que explorará seus aspectos legais, o veículo lançador Cyclone 4 e o sítio de lançamento em Alcântara, entre outros.

Presente no segmento espacial há ao menos duas décadas, a AEL Sistemas tem buscado ampliar sua atuação na área, participando do Polo Espacial do Rio Grande do Sul e liderando o projeto do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), dentre outras ações.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais informações sobre a apresentação do MMM-1

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AEL apresenta modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares

Exposição marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da empresa, que dará ao Brasil capacidade de produção de aviônicos e sistemas de defesa inéditos no País

Porto Alegre, 04/10 - A AEL Sistemas exibiu hoje, pela primeira vez, o modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares – o MMM-1 - que tem previsão de lançamento para dezembro de 2015. Pesando menos de 10kg e com 30 cm de altura, o microssatélite poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Como o Brasil hoje não produz satélites, depende de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia.

Por ser menor e mais leve, o equipamento é também mais barato, permitindo que o país incorpore essa tecnologia em maior escala. O investimento inicial no projeto é de R$ 43 milhões e parte dos recursos virá da Finep – Agência Brasileira da Inovação.

“Por meio de uma parceria ampla que envolve o estado, universidades, institutos e empresas locais, a AEL e o Polo Espacial Gaúcho irão fortalecer o segmento de alta tecnologia espacial e suprir uma parte da demanda do Brasil”, afirma o diretor de Tecnologia da AEL, Marcos Arend.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ressaltou que a produção de microssatélites no país fortalece o Brasil. “Queremos que o estado seja um polo espacial e de modernização tecnológica para o segmento de defesa. Esse tipo de projeto fortalece a soberania nacional”, afirmou o governador, durante a inauguração. “Esta parceria nos ajudará a colocar o Rio Grande do Sul na vanguarda tecnológica do Brasil e do mundo”, acrescentou.

No evento, o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, destacou as oportunidades que irão surgir a partir da criação do Polo Espacial Gaúcho. “As mudanças ocorridas na estratégia nacional de defesa e os expressivos recursos disponíveis criam oportunidades de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, ressaltou.

Desenvolvimento e Industrialização

A apresentação do microssatélite marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL, em Porto Alegre. Nesta unidade - um espaço de 7,5 mil metros quadrados, três vezes maior do que a atual estrutura da empresa no Rio Grande do Sul - funcionará a fábrica de equipamentos de alta tecnologia da companhia e laboratórios para desenvolvimento de produtos e sistemas.

A iniciativa materializa o principal objetivo da companhia: desenvolver a indústria espacial e de defesa no país. O novo centro irá fortalecer ainda o desenvolvimento tecnológico estadual, em especial o projeto do Polo Espacial Gaúcho, fruto de parceria com o governo do Rio Grande do Sul, universidades, institutos e empresas locais.

“O centro contribuirá para fortalecer a indústria brasileira de defesa”, afirma Vitor Neves, vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, subsidiária brasileira da israelense Elbit Systems. “Teremos capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa inéditos no Brasil, caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais”, ressalta Neves. O desenvolvimento de sistemas espaciais está sendo impulsionado pelo Polo Espacial Gaúcho - o microssatélite será o primeiro grande projeto.

Fonte: AEL Sistemas.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Apresentação do projeto MMM-1

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Dando mais um passo na organização do Polo Espacial do Rio Grande do Sul, na próxima sexta-feira (04), a AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS) fará a apresentação oficial do modelo do MMM-1, o primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares, projeto já abordado pelo blog Panorama Espacial (veja aqui).

O MMM-1 será apresentado durante a Mostra de Equipamentos Aeroespaciais / Espaciais e de Defesa, que acontece na capital gaúcha e marcará a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL Sistemas. O pequeno satélite, com massa estimada inferior a 10 kg, tem previsão de lançamento em dezembro de 2015. O projeto está em análise no programa Inova Aerodefesa.

A mostra também contará com outros sistemas desenvolvidos no Rio Grande do Sul ou com a participação da AEL, como subsistemas espaciais, tecnologia de propulsão MEMS (Unisinos), veículos aéreos não tripulados (VANTs), o blindado Guarani, entre outros equipamentos.

Segundo informações da própria empresa, a AEL Sistemas atua no segmento espacial desde a década de noventa, participando de inúmeros programas gerenciados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), desenvolvendo e produzindo equipamentos aplicados em diversos satélites, sendo hoje a empresa brasileira que fornece maior número de subsistemas para os satélites do Instituto.

Mais informações sobre o MMM e a atuação da AEL Sistemas no setor espacial são dadas em reportagem e artigo publicados na edição n.º 134 da revista Tecnologia & Defesa, que em breve estará nas bancas de todo o Brasil.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Micropropulsor da Unisinos

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Pesquisadores projetam micropropulsor para satélites em São Leopoldo

30/09/2013

Dayane Mascitti

São Leopoldo  - Parcerias entre universidades e empresas pretendem criar um polo espacial no Rio Grande do Sul e colocar em órbita o primeiro satélite gaúcho. De olho nesta iniciativa, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) aposta em um ousado desafio. 

Trata-se da criação de um micropropulsor que poderá ser utilizado no controle de altitude e órbita em satélites de pequeno porte. A iniciativa está sendo pesquisada e desenvolvida no Instituto de Semicondutores da Unisinos (ITT Chip) e utilizando a recém instalada infraestrutura, financiada pela Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT) do Estado com apoio da HT Micron, do Laboratório de Modelagem Elétrica Térmica e Mecânica de Módulos e Encapsulamentos e Eletrônicos (Modelab), localizada na Unisinos.

A solução para esse complexo desafio conta com a supervisão dos professores Willyan Hasenkamp, Eduardo Rhod e Celso Peter, todos envolvidos com a consolidação do ITT Chip e do Mestrado Profissional em Engenharia Elétrica da Unisinos. Hasenkamp destaca que o objetivo do micropropulsor é aumentar a vida útil dos pequenos satélites no espaço ao mesmo tempo em que se desenvolve tecnologia da alto valor agregado e inovadora no País.

A ideia é buscar e expandir as parcerias já existentes com universidades, como Georgia Tech (EUA) e EPFL (Suíça), e empresas tanto nacionais como internacionais, como a AEL Sistemas. 

“Neste momento, o projeto está sendo estruturado e logo iniciaremos a fase de simulação dos micropropulsores. Nossa expectativa é de obter um motor completo, para ser utilizado em satélites de pequeno porte em um prazo de quatro anos”, declara Hasenkamp.

Fonte: Jornal VS
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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Polo Aeroespacial do Rio Grande do Sul

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Rio Grande do Sul quer sediar outro polo aeroespacial

Brasília 13 de Setembro de 2013 – O segundo polo aeroespacial do país deve ser instalado no Rio Grande do Sul. Há cinco meses o governo do estado assinou acordo com a companhia israelense do ramo da eletrônica de defesa Elbit Systems, para que ela seja a empresa integradora da iniciativa, por meio da sua subsidiária no Brasil, a AEL Sistemas.

Com o parecer positivo do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, para sua criação o grupo que forma o polo se organiza para auxiliar o país no desafio de se tornar menos dependente de tecnologias estrangeiras.

Em entrevista para o Informe da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica.(Abipti), o presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Luiz Antonio Antoniazzi, diz como a iniciativa será estruturada e operada.

Uma das constantes reclamações da nossa indústria aeroespacial é a falta de compras públicas. Muitas empresas já fecharam as portas por não conseguir se manter. É viável a construção deste novo polo?

Segundo estimativas do Plano Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), o governo federal deve investir R$ 9 bilhões para a construção de 14 satélites. O plano também ressalta que os equipamentos deverão ter conteúdo local, assim como a montagem, teste e lançamento do satélite. Dessa forma, haverá demanda e recursos suficientes para tornar a nossa iniciativa perfeitamente viável. O polo se concentrará no desenvolvimento de pequenos satélites. Para isso, detemos toda a infraestrutura necessária, pois trabalharemos em conjunto com a base industrial, as universidades, os institutos de pesquisa e o governo do estado.

As universidades, indústria e institutos de pesquisa têm expertise para trabalhar com tecnologias do setor?

Hoje, a indústria eletroeletrônica gaúcha está voltada para componentes aeronáuticos. A AEL, que é uma grande empresa de Porto Alegre, é fornecedora da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). O que ela fará é trazer o conhecimento e a expertise da Elbit, que tem reconhecimento internacional na área de eletrônicos de defesa e que tem cooperações técnicas internacionais, com a Rússia na parte de satélites, a Ucrânia em lançadores e com uma empresa alemã na área de controle de satélites. Pretendemos absorver esse conhecimento e transferi-lo para as demais indústrias que farão parte desse grupo.

O conhecimento virá todo de fora?

Não. Dominamos muito conhecimento de grupos de pesquisa das universidades pertencentes ao polo gaúcho. Cito o exemplo de um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que tem reconhecimento internacional no que diz respeito ao impacto das radiações cósmicas sobre os componentes dos equipamentos do satélite. Esse know-how será transferido para a indústria e resultará em produtos que incorporarão satélites produzidos, desenvolvidos e montados aqui.

Além da UFRGS, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) também têm grupos de pesquisa e desenvolvimento nesta área espacial.

Qual é a participação do Cientec no polo?

Atuaremos na avaliação de conformidade de componentes de equipamentos que serão construídos no país. Faremos todos os ensaios de avaliação nos nossos laboratórios, que é a nossa expertise. Essa será a nossa grande contribuição.

Como será o gerenciamento do polo?

No atual estágio, a Secretaria de Ciência e Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Sul (Scit) coordena todo o processo. Ela integra a universidade, o instituto tecnológico, a indústria e o governo. Em um segundo momento, será criada a Rede Espacial. Ela funcionará nos moldes da RedePetro, iniciativa que congrega empresas privadas e instituições de ensino e pesquisa para que, juntas, possam fazer frente aos desafios do mercado por meio de novas tecnologias e de parcerias produtivas.

A Rede Espacial será um grupo permanente, coordenado pela secretaria, que integrará a indústria, a academia e as demandas do governo federal por satélite. Ele deve se reunir a cada 15 dias para discutir as demandas reais com todos os atores da iniciativa.

Fonte: Abipti, via website da AEB.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Reportagem sobre o projeto MMM em jornal gaúcho




Projeto pretende por em órbita primeiro satélite gaúcho

14/08/2013 | 06h03

Empresas, universidades e instituições públicas planejam disputar verba federal para projetar e lançar equipamento

Cadu Caldas e Demétrio Rocha Pereira

Uma parceria entre empresas e universidades pretende criar um polo espacial no Estado e colocar em órbita o primeiro satélite gaúcho. A velocidade com que o projeto vai sair do papel, no entanto, depende de apoio do governo federal.

Propostas de várias regiões do país tentam abocanhar parte dos R$ 2,9 bilhões que a Agência Brasileira da Inovação (Finep) terá para financiar projetos na área de defesa e aeroespacial. De olho nos incentivos do Planalto, um grupo de empresas no Estado planeja construir um microssatélite de uso militar. O valor solicitado é de R$ 43 milhões.

De pequeno porte – não muito maior que uma caixa de sapato – e pesando cerca de 20 quilos, o equipamento representa um grande desafio tecnológico. Poucos países dominam o conhecimento para fabricação de estruturas tão compactas para atividade de defesa. No país, a iniciativa é inédita. O polo de São José dos Campos (SP), maior centro de excelência em ciência aeroespacial do país, se dedica à fabricação do primeiro grande satélite brasileiro, voltado para a área de comunicações, como televisão e banda larga. Ontem, o Ministério das Comunicações anunciou que o consórcio europeu Thales Alenia Space foi o escolhido para a construção do equipamento, que deve ser lançado em dois anos.

– Vamos apostar em um novo nicho, em algo que ainda não é produzido no Brasil. Apesar de disputarmos recursos federais, não somos concorrentes no mercado – explica Aloísio Nóbrega, diretor de promoção comercial da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), responsável por realizar o mapeamento das empresas que vão atuar no polo gaúcho.

Composto, inicialmente por quatro empresas e quatro universidades, o projeto será conduzido pela AEL, que atua no ramo de sistema de segurança eletrônica há 30 anos. Serão pelo menos 50 profissionais envolvidos.

A expectativa é que 80% dos componentes do satélite sejam produzidos por empresas instaladas no Rio Grande do Sul. O restante pode vir de outros Estados, mas a tendência é que venha por meio de parcerias internacionais. Em abril, uma comitiva gaúcha foi a Israel para tratar do tema. Em setembro, está agendada uma viagem para o Canadá.

– O Ministério da Defesa vai se tornar o primeiro cliente do satélite. Mais tarde, o objetivo é vender a plataforma no mercado internacional – diz Marcos Arend, diretor de tecnologia da AEL.

Confiante da vitória no edital, Arend afirma que uma eventual derrota não enterra o projeto mas pode acarretar mudanças no cronograma.

– Investimentos em tecnologia têm um certo risco. Sem apoio fica mais complicado, mas a ideia é grande e iremos em frente. É importante para o Estado investir em sistemas de defesa próprio e o governo já entendeu isso – acrescenta.

Lançamento para 2015

Âncora de um projeto que deve mobilizar oito PhDs, 32 engenheiros e três institutos, além de universidades e empresas, a AEL Sistemas, de Porto Alegre, pretende lançar seu primeiro microssatélite em 2015, na base de Alcântara (MA), considerada uma das melhores do mundo pela localização próxima à Linha do Equador.

O MMM-1 não terá controle de órbita, quer dizer, não poderá ser "manobrado" para garantir orientação correta em relação à Terra. Ainda assim, os desafios são vários, entre os quais o de lidar com a temperatura no vácuo: o satélite pode se aquecer por causa do sol, mas o frio chega a -270°C, muito perto da temperatura considerada a menor possível. Também não dá para deixar o satélite cair: o equipamento estará sujeito a forças como a gravidade e a pressão solar, que o "empurram" para baixo.

A ideia é projetar, depois, o MMM-2 e o MMM-3, esse último com perspectiva de competir no Exterior.

O projeto

O Microssatélite Militar Multimissão (MMM-1) deve ser uma das primeiras iniciativas do polo espacial gaúcho. A intenção é lançar o equipamento até o final de 2015, o que pode ser concretizado com a colaboração de quatro universidades e de diversas empresas nacionais e estrangeiras.

As características
Massa (peso): cerca de 20 quilos
Tamanho aproximado: 30 cm de altura x 10 cm de largura x 10 cm de profundidade
Altitude de órbita: 700 quilômetros
Custo estimado: US$ 250 mil
Aplicação imediata: setor de defesa

Carro e roda
Perto de um satélite regular — do tamanho de um carro —, os microssatélites têm a proporção de uma roda.
Mas ainda há menores, veja a classificação:
Microssatélite: de 10 kg a 500 kg
Nanossatélite: de 1 kg a 10 kg
Picossatélite: menos de 1 kg

Os parceiros
Universidades e instituições públicas
UFRGS: processamento de bordo e análise de radiação
UFSM: oferecerá a estrutura para a operação no solo
Unisinos: sensores e microeletrônica
PUCRS: antenas e transponder digital
Cientec: ensaios e testes elétricos e ambientais
Ceitec: microeletrônica (chips)

Empresas
AEL: defesa eletrônica, componentes espaciais e interface de comunicação
Digicom: fabricação de dispositivos mecânicos e suprimento de energia
GetNet: serviços de comunicação
TSM: desenvolvimento, qualificação e produção de antenas

Fonte: Jornal Zero Hora, 14/08/2013.
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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Polo Espacial do Rio Grande do Sul

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Comissão Especial para o Polo Espacial começa a alinhar projeto

Primeira reunião da Comissão Especial para o Polo Espacial gaúcho ocorreu nesta terça-feira

A primeira reunião da Comissão Especial para o Polo Espacial gaúcho, realizada nesta terça-feira (23), definiu a agenda de trabalho para o alinhamento do projeto que será apresentado em outubro, na segunda etapa do edital Inova Aerodefesa, de R$ 2,9 bilhões, da Agência Brasileira da Inovação (Finep). A AEL Sistemas, aprovada na primeira fase do edital, apresentou o projeto piloto de um microsatélite, no valor de R$ 43 milhões, que agora receberá as contribuições de empresas e universidades parceiras para elaborar o projeto que mostre, além da inovação tecnológica, viabilidade econômica.

A criação da Comissão faz parte da estratégia de governo em dar apoio político e em mobilizar os atores para a constituição do polo. "O governador entrou de cabeça na missão do polo espacial com o objetivo de criar uma cultura nesse sentido e fomentar um novo setor industrial no Rio Grande do Sul", destaca o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Kniknik, que coordena a comissão, e que foi o anfitrião do encontro.

"Nossa secretaria tem sido parceira neste esforço em conjunto, buscando entrar na disputa por um mercado estratégico e muito promissor para o Estado, já que, diferente dos satélites tradicionais, os microsatélites podem ser customizados para atender a necessidades específicas, empregando um grau de complexidade relativamente menor", explica a secretária-adjunta da Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Ghissia Hauser.

Segundo o vice-presidente da AEL, Vitor Neves, o Rio Grande do Sul tem destaque internacional na área de ciência e de pesquisas. "O polo irá trazer novas oportunidades de mercado para nossas universidades, nossas empresas e nosso Estado, gerando crescimento econômico e desenvolvimento científico", considera Neves. De acordo com a empresa, o Brasil tem uma grande demanda reprimida na área de defesa, e o microsatélite proposto terá aplicação dual, tanto na área de defesa quanto na civil. Neste caso, poderá ser utilizado em controle de desmatamento, por exemplo.

A Comissão Especial é formada por representantes do Gabinete do Governador, SDPI, Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT), da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) e Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), além de representantes da Ufrgs, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Microsatélite

O projeto de microsatélite de autodefesa a ser desenvolvido no RS pela empresa AEL Systems, subsidiária da israelense Elbit no Brasil, será financiado pela Finep (Agência Brasileira de Inovação). Foram habilitadas 69 empresas líderes, que estarão aptas a apresentar o plano de negócios no próximo dia 27 de agosto, em um workshop de instrução e fomento de parcerias. O projeto gaúcho prevê um investimento de R$ 43 milhões e representa o primeiro passo para a consolidação do Polo Espacial no estado.

A empresa AEL Systems assinou, com o Governo do Estado, um protocolo de intenções para o desenvolvimento de produtos e tecnologia na área espacial durante a missão gaúcha a Israel, em maio deste ano. De acordo com o secretário Cleber Prodanov, "com o desenvolvimento deste projeto, vamos consolidar a proposta do Polo Espacial no Rio Grande do Sul".

O primeiro passo para a criação do Polo Espacial no RS ocorreu no mês de junho, quando foi formada uma comissão integrada por representantes do Governo, empresas e universidades para os encaminhamentos formais. Na ocasião, empresários gaúchos e representantes da empresa israelense e reitores das universidades foram recebidos em almoço pelo governador Tarso Genro para dar início à criação do Polo.

O projeto envolve em seu desenvolvimento não só a empresa AEL, como também as universidades Unisinos, PUCRS, Ufrgs e Federal de Santa Maria, empresas gaúchas fornecedoras de insumos e tecnologia para a fabricação de um microsatélite de uso militar para aplicação na defesa nacional.

Seleção

A Finep divulgou o resultado preliminar das empresas selecionadas no Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado em parceria com o BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira, na terça-feira, com 69 habilitadas. Os recursos disponibilizados no edital somam R$ 2,9 bilhões, sendo que a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões. O resultado definitivo da seleção das empresas está previsto para o dia 12 de agosto.

A finalidade do edital é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. A proposta é incentivar a cadeia produtiva desses setores, que são considerados estratégicos dentro do plano Inova Empresa do Governo Federal.

Fonte: Governo do Estado do RS.

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PUCRS integra projeto de Polo Espacial Gaúcho

24/07/2013

A PUCRS faz parte do grupo de atores a contribuírem para a criação do Polo Espacial Gaúcho, ação do governo do Estado iniciada a partir de missão governamental e empresarial ao Estado de Israel, realizada em maio. A iniciativa visa a desenvolver e transferir tecnologia para o segmento espacial e de solo. A primeira ação do programa ocorreu no início de junho, com reunião que congregou empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos governamentais, com a presença do governador Tarso Genro. No encontro foram projetadas reuniões técnicas para dar andamento ao projeto.

A Universidade oferece toda sua experiência multidisciplinar em Ciência Espacial. No âmbito do Tecnopuc, há o Centro de Microgravidade (MicroG), da Faculdade de Engenharia, e o Laboratório Telebras Tecnologia e o Centro de Pesquisa em Tecnologias Wireless, do Instituto de Eletrônica e Telecomunicações (IETelecom), todos com competência para atuar no segmento espacial. No âmbito acadêmico, a PUCRS tem se destacado pelas pesquisas desenvolvidas nas Faculdades de Informática (FACIN) e Engenharia (FENG), que envolvem desde a formação de recursos humanos até o desenvolvimento de pesquisa aplicada na área (hardware e software embarcado).

A PUCRS possui histórico de colaboração em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento com parceiros tais como AEL Sistemas, Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Telebras, através de Unidades Acadêmicas e Institutos, como o IETelecom; e centros de pesquisa, como o MicroG. Além disso, possui diversos convênios assinados com Institutos de Pesquisa e Agências Espaciais, tais como a Agência Espacial Alemã, Kings College London e Agência Espacial Europeia. Estes convênios contemplam pesquisa conjunta e intercâmbio de profissionais e estudantes.

Fonte: PUCRS
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