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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

CPTEC/INPE: Encontro da Pós-Graduação em Meteorologia

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Inscrições abertas para Encontro da Pós em Meteorologia

Segunda-feira, 01 de Agosto de 2016

Estão abertas as inscrições para o XV Encontro dos Alunos da Pós-Graduação em Meteorologia (EPGMET) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O evento acontece de 27 a 30 de setembro no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, em Cachoeira Paulista (SP).

O objetivo é promover a interação entre os alunos e professores da Pós-Graduação em Meteorologia (PGMET) do INPE e de outras instituições, debates científicos e a divulgação das pesquisas desenvolvidas pelos discentes. A submissão de trabalhos deve ser realizada até 22 de agosto.

O EPGMET é organizado pelos próprios alunos da Pós em Meteorologia do INPE, que mantêm a tradição de realizar anualmente um encontro científico de qualidade. A cada ano, cresce a participação de outras instituições e representantes da iniciativa privada, que veem no encontro uma oportunidade de descobrir novos talentos.

Serão apresentados trabalhos de alunos e professores nos eixos temáticos da PGMET/INPE: Estudo de Tempo e Clima; Modelagem de Tempo e Clima; Interação Superfície-Atmosfera e Sensoriamento Remoto da Atmosfera. Além dos trabalhos, o "Minuto Ciência" também fará parte da programação do XV EPGMET. Esta sessão do encontro será reservada para um bate-papo entre os alunos e professores para exposição de ideias, questões científicas e novas abordagens.

A programação preliminar está disponível no site do evento:
http://eventos.cptec.inpe.br/xv-epgmet/

Tradição e excelência

O Curso de Pós-Graduação em Meteorologia do INPE, o mais antigo do Brasil, tem como meta a formação de recursos humanos nos níveis de mestrado e doutorado. Desde o seu início, em 1968, já formou mais de 130 doutores e 300 mestres e atualmente participa do Programa de Excelência da CAPES (PROEX), com conceito 6 nas últimas avaliações.

O Corpo Docente é composto, em sua maioria, de pesquisadores doutores do CPTEC/INPE com elevada produtividade científica, que atuam nas diferentes áreas de pesquisa da Meteorologia.

O programa é aberto para alunos de instituições nacionais e internacionais e oferece a oportunidade de bolsas de estudos da CAPES e do CNPq, além da possibilidade de solicitação à FAPESP e outros órgãos públicos e privados pelo futuro orientador. Para docentes universitários, há o programa CAPES/PICDT, nas instituições de origem.

A PGMET faz parte do CPTEC/INPE, o centro mais avançado de previsão numérica de tempo e clima da América Latina, que fornece previsões de tempo de curto e médio prazos e climáticas de alta precisão desde 1995. Este centro coloca o Brasil na elite mundial em previsões meteorológicas e a excelência do seu trabalho é reconhecida nos países com tecnologia avançada. Seus profissionais dominam as técnicas de modelagem numérica da atmosfera e dos oceanos, com modelos altamente complexos usados para prever condições futuras na atmosfera e oceanos.

Mais informações: www.inpe.br/pos_graduacao/cursos/met

Fonte: INPE
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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cooperação Brasil - Europa: Cemaden

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Cemaden discute parceria científica com centro de pesquisas europeu para sistema de alerta em escala continental e global 

14/07/2016

O intercâmbio entre Cemaden e Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia está no âmbito da cooperação científica do Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, com o objetivo de ampliar as pesquisas e sistemas de monitoramento e alerta de desastres naturais, envolvendo as áreas interdisciplinares de geologia, hidrologia, meteorologia e desastres naturais.

Pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, estiveram no Joint Research Centre da Comissão Europeia (JRC – EC), em Ispra, na Itália, para discutir estratégias de colaboração e intercâmbio de dados, informações e pesquisas relacionadas ao monitoramento e sistemas de alertas de desastres naturais.

As visitas e reuniões realizadas neste ano (em abril, junho e julho), entre o Cemaden e o JRC, visaram fomentar a colaboração continuada em projetos de pesquisas destinadas a desenvolver métodos inovadores, ferramentas e padrões para condições meteorológicas extremas e de impactos.

Os sistemas de modelagem a serem desenvolvidos pelo JRC irão fornecer suporte técnico e científico para a previsão e redução de risco de desastres em escala global e continental.

Essas atividades de intercâmbio científico e de dados para monitoramento fazem parte do Projeto Diálogos Setoriais entre Brasil e União Europeia, onde o Cemaden está incluso no processo “Cooperação entre Brasil-Europa em Desastres Naturais”, denominado pelo código RISC0002, desde o ano de 2015.

Reuniões e intercâmbios científicos

O Cemaden e o Joint Research Centre (JRC) discutiram estudos de modelagem global e no território brasileiro, estabelecendo parcerias em projetos de pesquisa, publicações científicas e intercâmbio de experiências. Na reunião realizada em abril, foram abordados os estudos de previsão de eventos de inundação e seca, além da avaliação dos impactos, considerando os aspectos de vulnerabilidade, os quais compõem o sistema de alerta de inundação.

Os pesquisadores visitaram a sala de Gerenciamento de Crises (ECML), do Institute for the Protection and Security of the Citizen (IPSC) e ao Copernicus Emergency Management Service (EMS) para conhecer os produtos operacionais de gerenciamento de risco de desastres naturais do JRC.

“Esses institutos que integram o centro de pesquisas (JRC) têm um papel fundamental na produção de informações hidrometeorológicas para o apoio na tomada de decisão pela Comissão Europeia, referentes à gestão de desastres naturais e aos impactos das mudanças climáticas.”, afirma o pesquisador e hidrólogo do Cemaden, Conrado Rudorff. “Considerando a dimensão continental do território brasileiro, a metodologia desenvolvida pelo JRC para o continente europeu se adequa às características de escala e demanda de informações para tomada de decisões no Brasil. A parceria é de benefício mútuo e estratégico para nosso avanço em sistemas de gestão de riscos de desastres ”, conclui o pesquisador do Cemaden.

Conrado explica, também, que o Brasil oferece boas características em termos de hidrogeografia, disponibilidade de dados e grupos de pesquisa para auxiliar na validação de modelos hidrológicos globais e desenvolvimento de métodos de análise de impacto de cheias.

Na visita mais recente, houve a participação do Cemaden na conferência anual do Global Flood Partnership (GFP), realizada no próprio JRC em Ispra, Itália. O objetivo do GFP é o de unir esforços no desenvolvimento de infraestrutura e sistemas de monitoramento por satélite, modelagem hidrológica e análise de impacto, visando melhorar a previsão e gestão de impactos de desastres de inundação em nível global. Foi apresentada a pesquisa intitulada “GloFAS como uma ferramenta de previsão de inundação em municípios da Bacia Amazônica”, trabalho científico do Cemaden, realizado em parceria com pesquisadores europeus, entre diversas apresentações científicas feitas pelos pesquisadores do GFP. O Cemaden fez, também, uma apresentação sobre o processo de monitoramento e alertas de riscos de desastres da Sala de Situação.

No ano passado, outros pesquisadores do Cemaden puderam discutir sobre pesquisas e monitoramento nas áreas agrometeorológicos e hidrológicos. Neste ano, participaram das reuniões, visitas e intercâmbios científicos os pesquisadores do Cemaden: o meteorologista Christopher Cunningham, o hidrólogo Conrado Rudorff além do tecnologista da Sala de Situação, Tiago Bernardes, hidrólogo e especialista em desastres naturais.

Diálogos Setoriais Brasil- União Europeia

O Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais Brasil-UE tem como objetivo contribuir para o aprofundamento da parceria estratégica e das relações bilaterais entre o Brasil e a União Europeia. É coordenado em conjunto pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) – por meio da Direção Nacional do Projeto – e pela Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra).

O objetivo final dos trabalhos entre o Cemaden/MCTIC e o Joint Research Centre (JRC) é a inclusão do Brasil no Sistema de Coordenação Global de Alertas de Desastres, o qual é desenvolvido pela cooperação entre as Nações Unidas, a Comissão Europeia e os gestores de desastres em todo o mundo. Esse sistema global possibilita melhorar os alertas, ampliar o intercâmbio de informação e a coordenação na primeira fase, após grandes catástrofes súbitas.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Cemaden – Maria Rosário Orquiza.
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sábado, 2 de julho de 2016

5 anos de Cemaden

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Cemaden comemora 5 Anos com presença do ministro Kassab

O Centro Nacional de Monitoramento, Alertas e Desastres Naturais (Cemaden) contou com a presença do ministro Gilberto Kassab, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, na cerimônia comemorativa dos 5 Anos de existência da instituição,  realizada na manhã desta sexta-feira (01.07), no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

O ministro visitou as instalações do Cemaden, cumprimentou os servidores e dirigiu-se  à Sala de Situação, onde são desenvolvidas,  24 horas por dia, as atividades de monitoramento e emissão de alertas de riscos de desastres naturais dos municípios  com as áreas de risco de desastres mapeadas e georreferenciadas.

Os sistemas de monitoramento hidrológico, geológico e meteorológico, a integração de dados da rede observacional do Cemaden,  com as informações das redes  das Instituições  parceiras,  foram apresentados pelo coordenador-geral de Operação e Modelagem, Marcelo Seluchi. O ministro e a comitiva também conheceram os procedimentos adotados para a emissão de alertas de desastres naturais na Sala de Situação.

Na cerimônia comemorativa, que também contou com a presença de autoridades de  diversas instituições de pesquisas, acadêmicas, estaduais, municipais e servidores, realizada no auditório do Parque Tecnológico, o ministro Kassab destacou que São José dos Campos, cidade sede do Cemaden,  representa o berço da tecnologia em nosso país.

“Entendo os desafios para defender a população nas áreas de risco e a preocupação e recursos para a transferência de famílias dessas áreas, experiências que tive quando fui prefeito de São Paulo.”, afirma o ministro. “ Também compartilho, agora, o lado da busca de mais  recursos para o desenvolvimento da ciência e tecnologia.” Reconhecendo o trabalho de todos do Cemaden, afirmou estar engajado desde que assumiu o ministério para aplicação de mais recursos à ciência no país.

O diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes apresentou um balanço das atividades do Centro, destacando os relatórios periódicos, boletins, programas e projetos relacionados ao monitoramento e pesquisas.  Sinalizou uma atenção especial do ministério sobre a questão do espaço provisório, em razão do aumento da demanda das atividades e de profissionais.

“A implementação da rede de monitoramento do Cemaden está estreitamente relacionada, primeiro, com o mapeamento das áreas de risco a desastres naturais. Em segundo lugar, por priorizar as áreas onde vivem as populações vulneráveis.”, afirma o diretor do Cemaden, ressaltando a singularidade do Cemaden em relação a outras instituições de monitoramento, cujas parcerias são importantes para ampliar as informações fundamentais para a emissão dos alertas.

No final, destacou o trabalho de toda a equipe dos coordenadores, servidores e colaboradores do Cemaden, parabenizando a todos pelo empenho dedicado para ampliar a  missão de salvaguadar vidas e diminuir os impactos sociais e econômicos dos desastres naturais.

No evento, foi homenageado o ex-secretário do MCTIC , ex-diretor do Cemaden, pesquisador climatologista, Carlos Nobre, idealizador  e principal executor do projeto científico de implantação do Centro. Outro homenageado foi o ex-ministro Marco Antonio Raupp, atual diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos, cujo apoio e parceria foram fundamentais  para a implantação da sede da instituição dentro do parque tecnológico.

Entre as autoridades, participaram do evento, o prefeito municipal de São José dos Campos, Carlinhos Almeida, o secretário da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, Cel. PM José Roberto Rodrigues de Oliveira, que representou o governador Geraldo Alckmin-  e o ex-ministro Ozires Silva.

Após o evento, o ministro Kassab e comitiva de autoridades conheceram as instalações do Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Fonte: Cemaden

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

"INPE Informa": entrevista com o coordenador do CPTEC/INPE

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A mais recente edição do "INPE Informa", newsletter institucional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), traz uma interessante entrevista com o coordenador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Antonio Ocimar Manzi.

São abordados temas como os modelos de previsão do tempo, ações para enfrentar as atuais dificuldades, projetos para os próximos anos e o supercomputador, entre outros. Leitura recomendável. Para acessá-la, clique aqui.
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quarta-feira, 16 de março de 2016

Novo modelo de previsão do tempo do INPE

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CPTEC/INPE lança nova versão do modelo BRAMS 

Quarta-feira, 16 de Março de 2016

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lança uma versão inovadora do BRAMS, sistema para previsão do tempo e estudos climáticos. A novidade coloca o Brasil no estado-da-arte em modelagem integrada da atmosfera, em escala regional, com um sistema genuinamente nacional e com total domínio em termos de software, dinâmica e parametrizações de processos físicos e de química.

O lançamento acontece na segunda-feira (21/3), das 9 às 12 horas, no auditório do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, em Cachoeira Paulista.

Esta versão do BRAMS unifica os modelos usados para previsão de qualidade do ar e de tempo operacionais no CPTEC/INPE, como os sistemas CCATT e JULES. Além disso, agrega um novo modelo de superfície que habilita o BRAMS a simular realisticamente o ciclo de carbono e outros ciclos biogeoquímicos, incluindo processos antrópicos como queimadas, carvoarias e urbanização.

O BRAMS constitui hoje o modelo do CPTEC/INPE que possui o melhor conjunto de parametrizações e de funcionalidades e de maior desempenho, com indicadores quantitativos de destreza igual ou superior a modelos de outros centros internacionais.

“Outro aspecto relevante é o de ser um modelo importante para a formação de uma comunidade nacional de desenvolvedores, principalmente no âmbito da pós-graduação em meteorologia do INPE, e na formação de uma comunidade sul-americana de modelagem regional”, diz o pesquisador Saulo Freitas, do CPTEC/INPE.

Fonte: INPE

Comentário do blog: as capacidades do INPE em previsão do tempo e estudos climáticos dependem fortemente de avançada estrutura computacional, hoje atendida pelo Tupã, cuja vida útil deve expirar em 2017. Para a manutenção das capacidades já desenvolvidas, é essencial que ainda em 2016 seja iniciado um processo de compra de um novo supercomputador.
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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Proposta de "hosted payload" meteorológica para o Brasil

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Em julho de 2011, abordamos no blog o tema "hosted payloads" no segmento de comunicações militares (clique aqui), ainda hoje adotado pelo Ministério da Defesa para atender o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), em parceria com a Star One, do grupo Embratel. Numa explicação bastante sucinta, o conceito envolve a colocação de cargas úteis de interesse embarcadas em satélites comerciais, com a possibilidade de acesso exclusivo às informações pelo cliente, cabendo ao operador comercial as funções de telemetria e controle da plataforma.

Apesar de mais comum, fato é que o conceito em si não serve apenas para comunicações, podendo atender também outras áreas, como meteorologia. E há empresas atentas a oportunidades nesse sentido, envolvendo inclusive o Brasil. No início do mês, esteve na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília (DF), um representante da companhia SES, para apresentar uma proposta de "hosted payload" meteorológica para o Brasil.

Grande parte dos sensores meteorológicos espaciais está instalada em satélites posicionados em órbita geoestacionária, que se mantêm fixos sobre um mesmo ponto em relação à superfície terrestre, tipo de órbita também bastante comum para comunicações.

Com sede em Luxemburgo, a SES é uma das maiores operadoras mundiais de satélites de telecomunicações, operando uma frota de mais de cinquenta satélites geoestacionários que cobrem 99% da população mundial. É natural, portanto, que à medida que planeje a substituição de satélites de sua frota que cobrem a região, a empresa europeia, ciente das necessidades e interesses brasileiros, ofereça a oportunidade de uma "hosted payload" meteorológica.

A propósito, sobre os planos nacionais, ainda embrionários, para um satélite (ou sensor) meteorológico, recomendamos a leitura do artigo "Satélite meteorológico: um próximo passo", publicado pela revista Tecnologia & Defesa em meados de 2014, mas que ainda possui informações atuais. Vale também citar que meteorologia é um dos segmentos previstos no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Meteorologia: novo modelo global de previsão do tempo

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CPTEC/INPE inicia 2016 com novo modelo global de previsão do tempo

Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015

As previsões de tempo em escala global do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do INPE, começam a ser geradas a partir do primeiro dia do ano com um novo modelo atmosférico de circulação global, o BAM (Brazilian Global Atmospheric Model), com uma resolução espacial de 20 quilômetros e 96 camadas na vertical. Este novo modelo substitui a última versão do Modelo de Circulação Geral Atmosférico (Atmospheric Global Circulation Model - AGCM), em operação desde 2010, processado a uma resolução espacial de 45 quilômetros e 64 camadas na vertical.

Como o modelo global é utilizado para processar outros modelos do CPTEC, tais como os de previsões de tempo para América do Sul, clima sazonal, qualidade do ar, a expectativa é de que, gradualmente e muito em breve, estas previsões ganhem maior confiabilidade e qualidade. Melhorias deverão ser percebidas, em especial, para as previsões de eventos extremos, tais como chuvas intensas, períodos de seca, eventos de El Niño, etc.

O modelo antigo (AGCM) era uma versão modificada e melhorada do modelo global do COLA (Center for Ocean-Land-Atmosphere Studies), dos Estados Unidos, que começou a ser processado na inauguração do CPTEC, em 1994. Entretanto, para melhorar as previsões de tempo e clima em altas resoluções no Brasil, foi necessário desenvolver um modelo global próprio com uma nova dinâmica (equações do movimento da atmosfera) e física no estado da arte (radiação, camada limite, processos de superfície, microfísica, etc.), mais adequadas para as condições da América do Sul.

Segundo o chefe da Divisão de Modelagem e Desenvolvimento (DMD), do CPTEC, Silvio Nilo Figueroa, o BAM ficou em modo experimental durante um ano e em fase pré-operacional nos últimos três meses. Uma avaliação recente do desempenho do BAM para previsões de chuva sobre a região Sudeste apresentou níveis de acerto e qualidade similares àquelas geradas pelo modelo GFS (Global Forecast System), do NCEP (National Centers for Environmental Prediction), dos Estados Unidos (Figura 1). Por outro lado, em uma comparação entre os modelos antigo (AGCM) e novo (BAM) para a região dos trópicos, o BAM apresentou uma boa correlação de suas previsões em relação às observações com até cinco dias de antecedência, enquanto o antigo modelo mostrou uma queda de desempenho a partir do segundo dia das previsões (Figura 2).

Os desenvolvimentos realizados no BAM terão desdobramentos sobre os modelos regionais ETA e BRAMS, que cobrem a América do Sul, com resoluções iguais ou menores a 5 quilômetros, e que serão alimentados com as condições de contorno do novo modelo. Com estas implementações, a expectativa é de que as previsões de tempo para o Brasil deverão melhorar bastante nos próximos meses tanto em qualidade, com maior riqueza de detalhes, como em confiabilidade, principalmente para as previsões com mais de 2 dias de antecedência.

O bom desempenho do BAM trará impactos para os modelos regionais de 1 quilômetro que serão utilizados como condições de contorno (ventos) para as previsões de ondas e correntes para a Baía da Guanabara, durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, no próximo ano, compromisso assumido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O novo modelo atmosférico também será útil para acoplar um modelo oceânico, com o qual serão produzidas previsões estendidas de tempo por conjunto (Ensemble) com até com 4 semanas de antecedência, bem como previsões de clima sazonal para até 3 meses. Finalmente, este modelo também será utilizado como componente atmosférica da nova versão do Modelo Brasileiro de Sistema Terrestre (BESM) para projeções de mudanças climáticas. Estes desenvolvimentos, incluindo um sistema de assimilação de dados próprio, deverão ser implementados no próximo ano.

Necessidade de um novo supercomputador

Segundo Silvio Nilo, com a entrada em operação do BAM, se impõe a necessidade de melhoria da estrutura computacional do CPTEC. Um experimento realizado recentemente para avaliar o desempenho do atual supercomputador para processar o modelo BAM adaptado a uma melhor resolução espacial, de 10 quilômetros, demonstrou que mesmo utilizando toda a capacidade de processamento do supercomputador Tupã, fazendo uso de seus 30 mil processadores ao longo de 2 horas, foi possível gerar previsões para apenas 24 horas. Ou seja, para as próximas demandas de modelagem do CPTEC, que exigirão previsões de alta resolução, o atual supercomputador é incapaz de gerar previsões operacionais para até 7 dias, sendo limitado também para realizar previsões de clima sazonal (global e regional) com alta resolução espacial.

Em 2010, a capacidade computacional do CPTEC estava no mesmo nível dos grandes centros mundiais, que atualmente já contam com máquinas entre 30 e 50 vezes mais velozes (na ordem de PetaFlops ou 1015 operações de ponto flutuante por segundo). O NCEP, dos Estados Unidos, por exemplo, tem capacidade para rodar seu modelo global a uma resolução espacial de 13 quilômetros. Silvio Nilo ressalta que somente com uma nova infraestrutura computacional, mais potente, será possível dar continuidade aos avanços do BAM, implementar o seu acoplamento ao modelo oceânico e aos modelos regionais e, consequentemente, produzir melhorias em todas as previsões processadas pelo CPTEC.

O novo coordenador do CPTEC, Antonio Manzi, que assumiu o cargo recentemente, destaca que o período de vida útil do atual supercomputador do INPE, o Tupã, expira em 2017, e como os processos de compra de um novo supercomputador levam ao menos um ano e meio, a compra de uma nova máquina deve ser iniciada no próximo ano, caso contrário haverá queda na qualidade das previsões geradas pelo CPTEC, acarretando potenciais prejuízos ao país. Diversas atividades econômicas dependem da boa qualidade das previsões, como os setores agrícola, de energia, meio ambiente, transporte, e mesmo o sistema de alertas emitidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais - CEMADEN.

Fonte: INPE
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terça-feira, 18 de agosto de 2015

INPE: evento sobre meteorologia

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Inscrições abertas ao XIV Encontro dos Alunos de Pós-graduação em Meteorologia

Terça-feira, 18 de Agosto de 2015

Estão abertas as inscrições ao XIV EPGMET – Encontro dos Alunos da Pós-Graduação em Meteorologia do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE). O evento será realizado de 28 a 30 de setembro, em Campos do Jordão (SP).

O objetivo é promover a interação entre os alunos e professores da Pós-Graduação em Meteorologia (PGMET) do CPTEC/INPE e de outras instituições, debates científicos e a divulgação das pesquisas desenvolvidas pelos estudantes da área.

Durante a programação serão apresentados trabalhos de alunos e professores nos eixos temáticos da PGMET: Estudo de Tempo e Clima; Modelagem de Tempo e Clima; Interação Superfície-Atmosfera e Sensoriamento Remoto da Atmosfera.

Além dos trabalhos, o “Minuto Ciência” também fará parte da programação do XIV EPGMET. Esta sessão do encontro será reservada para um bate-papo entre os alunos e professores para exposição de ideias, questões científicas e novas abordagens.

Até o dia 15 de setembro, o link para as inscrições e submissão de trabalhos estará disponível no site: http://eventos.cptec.inpe.br/xiv-epgmet/.

Outras informações pelo e-mail epgmet@cptec.inpe.br.

 Pós em Meteorologia no INPE 

O Curso de Pós-Graduação em Meteorologia do INPE (PGMET), o mais antigo do Brasil, é ligado ao Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto e tem como meta a formação de recursos humanos nos níveis de mestrado e doutorado.

Desde seu início, em 1968, já formou 124 doutores e 298 mestres. Atualmente participa do Programa de Excelência da CAPES (PROEX) e possui conceito 6 nas avaliações de 2004, 2007, 2010 e 2013.

Os alunos dispõem de bibliotecas entre as melhores e mais atualizadas da América Latina nestas áreas do conhecimento, com um acervo de mais de 31.000 livros e 1.500 periódicos, acessos online ao conteúdo de inúmeras bibliotecas em todo mundo e acesso a versões eletrônicas das mais importantes publicações em ciências atmosféricas. Além disso, existe a oportunidade de participar de experimentos nacionais e internacionais, e de realizar parte dos estudos no exterior.

A PGMET recentemente renovou seu laboratório de computadores, que conta com licenças de softwares essenciais para o desenvolvimento dos trabalhos de  pesquisa de seus alunos de mestrado e doutorado.

Mais informações: http://www.inpe.br/pos_graduacao/cursos/met/

Fonte: INPE
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sábado, 8 de agosto de 2015

MapSAT: aplicativo do INPE para meteorologia

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Aplicativo MapSAT mostra imagens meteorológicas

Quinta-feira, 06 de Agosto de 2015

Para atender a demanda por imagens de satélites meteorológicos, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) oferece o aplicativo para celulares MapSAT. Desenvolvido pela equipe da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), o aplicativo é gratuito e está disponível no Google Play.

Com o MapSAT é possível visualizar as imagens mais recentes do satélite GOES-13 nos canais vapor d'água, infravermelho e visível. É possível verificar também a imagem do canal infravermelho com realce do topo das nuvens (realçada) e uma imagem combinada do canal infravermelho com as cores azul e verde (colorida). O aplicativo mostra uma animação com as 10 últimas imagens do canal infravermelho "realçado".

Segundo os desenvolvedores, as próximas versões do MapSAT  poderão incluir a visualização de imagens de radar, animação para todos os canais do GOES-13 e imagens de outros satélites, como o Meteosat. Também se pretende disponibilizar a previsão de tempo e produtos associados, versão em inglês e o compartilhamento das imagens em mídias sociais a partir do aplicativo, além da configuração da quantidade de imagens na animação.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Meteorologia: convênio entre INPE e entidade europeia

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INPE e ECMWF formalizam convênio

Terça-feira, 28 de Julho de 2015

O conselho do Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) comunicou a aprovação do convênio de cooperação proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O acordo garante a continuidade da parceria entre o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE e o ECMWF que, entre outras atividades, desenvolveram em conjunto o Metview, um software livre para acesso, processamento e visualização de dados meteorológicos.

A cooperação é importante em termos científicos, especialmente nas áreas de desenvolvimento da modelagem, da assimilação dos dados e desenvolvimento conjunto de softwares meteorológicos.

Além disso, reforça o interesse comum dos órgãos em desenvolver pesquisa para melhoria da modelagem nos trópicos. O convênio garante ainda ao INPE o acesso aos cursos oferecidos pelo ECMWF.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 22 de julho de 2015

INPE: Workshop sobre Hidrometeorologia

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Workshop no INPE recebe especialistas em hidrometeorologia

Quarta-feira, 22 de Julho de 2015

Representantes de 30 instituições participam do Workshop ZCAS/Monção, realizado no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).

Cerca de 90 profissionais e especialistas das áreas de meteorologia, hidrologia e hidrometeorologia se reuniram para avaliar a relação entre a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e o Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), bem como a situação hidrometeorológica dos verões de 2013, 2014 e 2015, assim como perspectivas futuras. O evento, que iniciou na segunda-feira (20) e se encerra nesta quarta (22), conta com uma intensa programação de palestras e apresentações de trabalhos científicos.

O Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), definido pela inversão sazonal do vento nos baixos níveis da troposfera em resposta ao contraste térmico entre regiões continentais e oceânicas adjacentes, tem relação direta com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), modulando o ciclo sazonal da precipitação sobre a América do Sul tropical em distintas estações seca e chuvosa durante o período de maior atividade convectiva. Como consequência, diversos setores produtivos são afetados diretamente pela atuação destes sistemas.

Participam do workshop representantes da WX Energy Comercializadora de Energia, BTG Pactual, Operador Nacional do Sistema Elétrico, Ecom Energia, Centro de Pesquisa de Energia Elétrica da Eletrobras, Furnas, Comando da Aeronáutica, Linhares Geração, Sistema Alerta Rio da Prefeitura do Rio de Janeiro, Sistema Meteorológico do Paraná, Defesa Civil de Duque de Caxias (RJ), Defesa Civil de Bebedouro (SP), Vigilantes da Chuva, Secretaria do Meio Ambiente e Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Instituto Estadual do Ambiente (RJ), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Conmet Serviços de Meteorologia, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos do Mato Grosso do Sul, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Tecnologia de São Paulo, Universidade Virtual do Estado de São Paulo, Universidade Iguaçu, Universidade Federal do ABC e Centro Universitário Serra dos Órgãos.

Fonte: INPE
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segunda-feira, 29 de junho de 2015

INPE em expedição de novo navio hidroceanográfico brasileiro

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INPE participa de expedição no novo navio de pesquisa brasileiro

Segunda-feira, 29 de Junho de 2015

Integrantes do Projeto Antártico (PAN) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão a bordo do novo Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira, recentemente construído na China, que está a caminho do Brasil. Numa parada no porto de Cidade do Cabo, na África do Sul, um grupo de 18 pesquisadores brasileiros embarcou para a expedição científica que, entre outros objetivos, avaliará a contribuição do Oceano Índico em processos climáticos no Atlântico Sul.

Participam da expedição liderada por Moacyr Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pesquisadores da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Os pesquisadores embarcaram no dia 25 de maio e, durante dois dias, realizaram a montagem e teste dos equipamentos. O navio partiu de Cidade do Cabo no dia 27 para a travessia do Oceano Atlântico. O desembarque em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, está previsto para 17 de julho.

A equipe do Projeto Antártico na expedição é formada por quatro pesquisadores e mais um técnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que mantém com o Instituto um convênio de cooperação técnico-científica desenvolvido no Centro Regional Sul do INPE (CRS), em Santa Maria (RS), onde está sediado o PAN.

O grupo do INPE fará experimentos sobre as características do acoplamento oceano-atmosfera, a partir do lançamento de radiossondas e perfiladores de temperatura da água do mar, especialmente em caso de situações atmosféricas singulares (passagem de frentes, formação de ciclones etc). O estudo busca compreender o comportamento da camada limite atmosférica e dos fluxos de calor entre os sistemas oceânico e atmosférico. Os pesquisadores do PAN/INPE também realizarão medidas diretas desses fluxos e de CO2 entre o oceano e a atmosfera. Para isso, serão utilizados equipamentos do PAN, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM) do INPE.

Nossa equipe obteve ainda com o CENPES/Petrobras, a COPPE e a empresa ProOceano (Rio de Janeiro) três derivadores rastreados por  satélite da série ARGO, que serão soltos em vórtices oceânicos de mesoescala, ejetados do Oceano Índico e que chegam à costa do Brasil”, informa o pesquisador Ronald Buss de Souza, chefe do PAN/INPE. “Essas medidas são importantes para avaliar a contribuição do Índico a processos de escala do clima no Oceano Atlântico Sul, por meio da diluição de suas propriedades (temperatura e salinidade) ao longo de seu caminho entre a parte leste e oeste do Atlântico”.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Workshop sobre hidrometeorologia

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INPE promove workshop na área de hidrometeorologia

Terça-feira, 02 de Junho de 2015

Estão abertas as inscrições ao Workshop ZCAS/Monção, que será realizado de 20 a 22 de julho no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).

O workshop pretende reunir especialistas das áreas de meteorologia, hidrologia e hidrometeorologia para avaliar a relação entre a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e o Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), bem como a situação hidrometeorológica dos verões de 2013, 2014 e 2015, assim como perspectivas futuras.

Além das palestras sobre ZCAS e SMAS, também haverá apresentação de trabalhos inéditos sobre os temas. Os interessados devem enviar o resumo até o dia 30 de junho.

A programação, o link para as inscrições e o modelo do resumo estão disponíveis na página: http://cursos.cptec.inpe.br/workshop-zcas-moncao/

Fonte: INPE
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cooperação Brasil - China: Programa de Integração da Amazônia Legal

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Odebrecht Defesa e Tecnologia assina memorando de entendimento para desenvolvimento do Programa de Integração da Amazônia Legal

A Odebrecht Defesa e Tecnologia assinou memorando de entendimento para cooperação privada com as empresas chinesas CEC – China Electronics Corporation e ICBC – Industrial and Commercial Bank of China Ltd para desenvolvimento do Programa de Integração da Amazônia Legal (PIAL).

Com investimento esperado de US$ 3 bilhões, o programa prevê a elaboração de projetos de proteção da Amazônia Legal. O objetivo do PIAL é contribuir com a integração da Amazônia Legal ao Estado Brasileiro com o emprego de novos sensores e novas tecnologias, além de modernizar e complementar o atual SIPAM, implantado em 1990 e que atende demandas militares e civis, com foco prioritário no controle do trafego aéreo.

A contribuição para a integração regional resultará na geração de melhores instrumentos para a condução de políticas públicas. Entre os destaques estão o incremento do monitoramento ambiental, que fortalecerá a vigilância exercida pelo IBAMA do Ministério do Meio Ambiente. O PIAL também apoiará no sensoriamento climático, que contribuirá para melhoria das previsões meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE. Trará benefícios ao setor da saúde, pois aplicará tecnologias interativas eletrônicas para melhoria da estratégia e logística do sistema de saúde à população. Permitirá ainda medidas de apoio à educação, com implantação de sistemas de educação à distância do Ministério da Educação.

Por meio da parceria entre empresas privadas brasileiras e instituições chinesas, esse Programa, financiado e operado sob modelo privado, não gerará impactos na Balança Comercial Brasileira e não contemplará investimentos do Tesouro Nacional.

Entre as tecnologias que planeja-se oferecer estão Sistemas de Comando e Controle; Sistemas de Comunicações Regionais (rádio, satélite e fibra ótica); Sistemas de Observação da Terra (ótico e radar), com sensores embarcados em satélites e em UAVs; Sistemas de controle do espectro eletromagnético; Sistemas de Monitoramento Atmosférico; Sistemas de Monitoramento Ecológico (fauna e flora), Sistemas de Monitoramento de Poluição Ambiental; Sistemas de Monitoramento Hidrológico; Sistemas de Monitoramento de Água Fluvial; Sistemas de Monitoramento de Queimadas; Sistemas de educação à distância; Sistemas de Suporte para Telemedicina; dentre inúmeras outras tecnologias na fronteira do conhecimento.

A Amazônia Legal ocupa 59% do território brasileiro, no qual vivem cerca de 24 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010, distribuídas em 775 municípios, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. Além de conter 20% do bioma cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia, o mais extenso dos biomas nacionais, que corresponde a 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da disponibilidade mundial de água potável.

Fonte: Odebrecht Defesa e Tecnologia.
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terça-feira, 3 de março de 2015

Cemaden: instalações inauguradas

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Cemaden inaugura instalações em parque tecnológico

Brasília, 2 de março de 2015 – O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Nacionais (Cemaden) está operando oficialmente do Parque Tecnológico de São José dos Campos (PqTec SJC), no interior de São Paulo. As novas instalações foram inauguradas no sábado (28/2) com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, que deu posse ao novo diretor do Cemaden, Carlos Nobre.

Rebelo conheceu a infraestrutura do centro e o funcionamento do Setor de Operação e Modelagem (Sala de Situação), que monitora 888 municípios com histórico de desastres naturais 24 horas por dia. “O Cemaden tem uma função social. Ele protege a vida, o bem-estar da sociedade e o patrimônio de pessoas mais pobres, que são as que moram em locais de risco”, avaliou o ministro.

No discurso de posse, Nobre ressaltou que hoje 50 milhões de pessoas vivem em áreas de risco. Segundo ele, a integração entre diversas instituições do governo federal criou um “novo arcabouço de conhecimentos aplicados à prevenção de desastres naturais”.

O centro objetiva principalmente contribuir para que se evitem mortes acarretadas por extremos – como inundações, longos períodos de estiagem e deslizamentos de terra – e diminuir a vulnerabilidade social, ambiental e econômica decorrente deles. Para isso, apoia-se em uma rede de observação composta hoje por nove radares, 2.267 pluviômetros automáticos e 960 semiautomáticos (cuja operação envolve comunitários) e 115 estações hidrológicas, entre outros equipamentos.

Para Rebelo, “o centro ajuda a proteger a economia, a produção da agricultura e da indústria, a infraestrutura do país, a logística, principalmente de transporte, e o interesse público. Governos municipais, estaduais e federal poderão mobilizar seus meios sempre que houver riscos de desastres naturais”, disse.

Na Sala de Situação, 42 tecnologistas se revezam para analisar dados hidrológicos, meteorológicos e geológicos, além de monitorar redes sociais e câmeras públicas de governos municipais e estaduais, para emitir alertas de desastres naturais ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), auxiliando o Sistema Nacional de Defesa Civil. De 2011 até quarta-feira (25/2), foram emitidos 2.939 alertas, sendo 347 só neste ano.

Participaram da solenidade o diretor-geral do PqTec, o ex-ministro Marco Antonio Raupp; o prefeito Carlinhos Almeida; o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB); o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu; o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Armando Milioni, e os diretores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi, e do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Victor Mammana.

Histórico – O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais foi criado em julho de 2011 como órgão vinculado ao MCTI, por meio da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped).

A operação em regime ininterrupto começou em dezembro daquele ano, em instalações cedidas pelo Inpe, também vinculado ao MCTI, em Cachoeira Paulista (SP).

A Sala de Situação da nova sede começou a operar em 29 de outubro de 2014, após o ingresso da nova equipe de 75 servidores efetivados por concurso público, consolidando a estrutura organizacional com as equipes de pesquisadores, tecnologistas e analistas. Toda essa estrutura está interligada, por sistema de videoconferência, à Sala de Situação do Cemaden de Cachoeira Paulista.

Fonte: MCTI
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

CPTEC/INPE: 20 anos

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CPTEC/INPE comemora 20 anos

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemora os 20 anos do seu Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) nesta segunda-feira (24/11). Pela manhã, o diretor Leonel Perondi preside cerimônia na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP), onde está instalado o CPTEC/INPE, e descerra uma placa alusiva ao aniversário.

Nestes 20 anos, a qualidade e confiabilidade das previsões de tempo aumentou muito e, hoje, o CPTEC/INPE é um dos mais completos do planeta. Essa é uma área da ciência altamente vinculada ao desenvolvimento do país, em especial nos setores agrícola, energético e na conservação do meio ambiente.

Graças aos recursos computacionais do INPE, o Brasil está entre países com alta capacidade de processamento dedicado para operação e pesquisa em tempo e clima. No CTEC/INPE está instalado o Tupã, um XT6/Cray capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo que está entre os mais poderosos supercomputadores do mundo para previsão de tempo e estudos em mudanças climáticas.

As informações meteorológicas geradas diariamente pelo CPTEC/INPE tornaram-se indispensáveis para os mais variados setores socioeconômicos do país, como agricultura, defesa civil, geração e distribuição de energia elétrica, transporte, meio ambiente, turismo, lazer, e também para milhões de pessoas que recebem estas informações pela mídia. Além disso, por meio do CPTEC, o INPE realiza o monitoramento de ocorrência de tempo severo e efetua o fornecimento de imagens de satélites meteorológicos e ambientais para várias instituições e usuários brasileiros e internacionais.

Workshop

Como parte da comemoração dos 20 anos de atividades operacionais do CPTEC/INPE, será realizado nos dias 27 e 28 de novembro o “Workshop de Usuários”. Representantes de instituições que utilizam dados do Centro mostrarão como o estado do tempo e do clima afetam o planejamento e suas atividades e, principalmente, como as informações de monitoramento e previsão do CPTEC/INPE as beneficiam.

Durante o workshop, os participantes serão estimulados a apresentar seus pontos de vista, suas demandas e sugestões para melhoria das previsões, produtos e serviços oferecidos pelo CPTEC.

No primeiro dia (27/11), as apresentações serão feitas pelos usuários do setor público, como governo, agências, centros, universidades, Defesa Civil, entre outros. O segundo dia (27/11) contará com as apresentações do setor privado, como empresas ligadas a serviços meteorológicos, agricultura, indústria, setor financeiro, turismo, entre outros.

Mais informações: www.cptec.inpe.br

Fonte: INPE

Nota do blog: sobre as atividades do CPTEC/INPE em meteorologia e planos para o futuro, recomendamos a leitura da reportagem "Satélite meteorológico: um próximo passo", publicada em Tecnologia & Defesa n.º 137, em junho de 2014, e a postagem "INPE: projetos em meteorologia", de março de 2013.
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sábado, 15 de novembro de 2014

Brasil, INPE e GEO-XI

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Brasil destaca atividades do INPE em plenária internacional de observação da Terra

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

O CBERS-4, que será lançado em 7 de dezembro, aumentará a capacidade do país em disponibilizar informações importantes para a gestão ambiental do planeta. O satélite sino-brasileiro, os sistemas e as parcerias firmadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para disseminação de dados foram destacados durante a GEO-XI, reunião plenária anual do Grupo Intergovernamental de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês) realizada nos dias 13 e 14 de novembro em Genebra, Suíça.

O GEO congrega 94 países, a Comissão Europeia e 77 organizações. Sua principal iniciativa é o GEOSS (Sistema Global de Sistemas de Observação da Terra), um abrangente catálogo de dados, com informações acessíveis a partir de um portal unificado, para beneficiar as áreas de Agricultura, Clima, Tempo, Energia, Água, Ecossistemas, Biodiversidade, Desastres e Saúde.

O compartilhamento de dados para o desenvolvimento sustentável (Data Democracy) e o treinamento, educação e infraestrutura para o seu melhor uso (Capacity Building) são pilares do GEO. São áreas em que o Brasil é pioneiro, por já ter estabelecida uma política aberta e gratuita para todos os dados dos seus satélites de observação da Terra.

 “O INPE tem ainda grande experiência em programas de capacitação para países em desenvolvimento”, disse André Misi, secretário da Missão Permanente do Brasil junto à ONU na Suíça e chefe da delegação brasileira, destacando o treinamento dado pelo instituto, baseado na sua atuação no monitoramento por satélites da Amazônia, a países interessados em monitorar suas próprias florestas. (Confira aqui o discurso do secretário.)

A delegação brasileira em Genebra conta ainda com as pesquisadoras do INPE Hilcéa Ferreira e Alessandra Gomes, chefe do Centro Regional da Amazônia do instituto, localizado em Belém (PA).

Avanços

A política brasileira de código aberto de tecnologias de geoinformática e gerenciamento de grandes bancos de dados tem permitido que outros países adaptem as ferramentas para atender suas condições específicas. Um dos exemplos é o TerraCongo que já está em operação na República Democrática do Congo e foi criado a partir do TerraAmazon, tecnologia desenvolvida pelo INPE para seus sistemas PRODES e DETER, utilizados no monitoramento da Amazônia.

Lançado em janeiro de 2014, o novo portal do GEOSS atualmente conta com mais de 75 milhões de recursos de observação da Terra, dos quais 50 milhões na categoria de recursos abertos (Data CORE - Data Collection of Open Resources for Everyone). O Centro de Dados de Sensoriamento Remoto do INPE contribui com mais de 800 TeraBytes de dados satelitários.

O INPE disponibiliza dados e produtos meteorológicos e ambientais por meio do GEONETCast Americas, iniciativa do GEO apoiada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) . O GEONETCast é um sistema de baixo custo de difusão de informações ambientais que permite a distribuição gratuita de dados de satélites, medidas locais, de produtos e de serviços do GEOSS a usuários que disponham de uma infraestrutura mínima em qualquer ponto do planeta.

Além disso, com suporte do INPE, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) tem desenvolvido metodologias baseadas em dados de observação da Terra para estatísticas agrícolas em culturas como o trigo, soja, arroz e milho. A iniciativa faz parte do GEOGLAM (Global Agriculture Monitoring), programa internacional liderado pelo GEO.

A experiência do INPE em capacitação é requisitada nos programas de cooperação coordenados no contexto do GEO, principalmente aqueles liderados pelo Centro Regional da Amazônia (CRA/INPE), cujo foco é a difusão, capacitação no uso de tecnologia de monitoramento orbital de florestas tropicais e transferência de tecnologia brasileira de monitoramento de florestas aos países interessados.

O treinamento realizado no CRA/INPE foi um dos destaques do evento paralelo denominado “AfriGEOSS & Capacity Building Side Event: Interconnecting needs, capabilities and resources for Africa”. (Confira aqui pôster apresentado no evento.)

“O apoio ao AfriGEOSS é estratégico para efetivarmos o programa CBERS for África como instrumento de cooperação do país e continuarmos a iniciativa de democratização de dados liderada pelo Brasil. Também se trata de excelente fórum para divulgação das nossas tecnologias geoespaciais, em código aberto, como apoio ao processo de tomada de decisão - TerraMA2, TerraHidro, TerraAmazon, TerraClass e SPRING”, diz Hilcéa Ferreira, do INPE.

Mais informações sobre o evento na página:
http://earthobservations.org/geo11.php

Fonte: INPE
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domingo, 24 de agosto de 2014

CPTEC/INPE: curso sobre análise de dados meteorológicos

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CPTec promove curso sobre análise de dados meteorológicos

Brasília, 22 de agosto de 2014 – O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec), em Cachoeira Paulista (SP), promove nos próximos dias 26 e 27 o curso Análise de Dados Meteorológicos usando o Metview.

O Metview é um software livre para acesso, processamento e visualização de dados meteorológicos, desenvolvido em conjunto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês).

O objetivo do curso é apresentar uma plataforma de trabalho para recuperar, examinar, processar e visualizar dados meteorológicos, tanto em um ambiente interativo quanto operacional.

As aulas, no formato de tutoriais, serão ministradas por Fernando Ii, pesquisador do ECMWF, e por Felipe Odorizi, gerente operacional da Divisão de Operações do CPTec.

Serão realizados exercícios práticos com o Metview para manipular diversos formatos de dados meteorológicos, incluindo Grib, (Prep-)BUFR, netCDF e ASCII, bem como desenvolver produtos gráficos e cartas meteorológicas.

A programação e o link para inscrição estão disponíveis no site: http://cursos.cptec.inpe.br/curso-metview/.

Fonte: INPE, via AEB.
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

"Satélite meteorológico: um próximo passo"

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Satélite meteorológico: um próximo passo

Após contratar um satélite de comunicações, o Brasil começa agora a planejar uma missão meteorológica própria

André M. Mileski

Em qualquer apresentação sobre a importância da exploração espacial para a Humanidade, é quase certo que os satélites meteorológicos venham a ser mencionados como um dos grandes benefícios gerados a partir do espaço. Afinal, seus dados são hoje largamente usados para uma imensa variedade de aplicações, do cotidiano a questões de forte cunho comercial e estratégico, como no planejamento, estimativa e controle de safras, prevenção a desastres naturais, rotas aéreas, missões militares, apenas para citar algumas.

Não faltam exemplos da importância da meteorologia para as atividades atuais. No teatro militar, um caso conhecido, que demonstra o risco oferecido pela não autonomia na geração de seus próprios dados a partir do espaço, aconteceu no Atlântico Sul, durante a Guerra das Falklands/Malvinas, em 1982. Um dos satélites geoestacionários da série GOES, operados pelos Estados Unidos, foi reposicionado, causando prejuízos no fornecimento de imagens utilizadas para as previsões brasileiras ao longo de um período de dois meses.

A história recente também tem outros casos envolvendo a América do Sul. Em 2010, o Brasil se viu novamente em cheque. Com a desativação do satélite norte-americano GOES-10, operado pela Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), as imagens do subcontinente, antes produzidas a cada 15 minutos, passaram a ser geradas a cada 30 minutos por seu sucessor, o GOES-12. Eventualmente, por necessidades internas dos Estados Unidos para o monitoramento de tornados, furacões ou tempestades severas, como aconteceu em 2005 com o furacão Katrina, em New Orleans, os satélites da série GOES podem ser reposicionados, reduzindo a frequência de imageamento de sua área inicial de cobertura.

Por um acordo internacional no âmbito da Organização Mundial de Meteorologia (WMO), da qual o Brasil faz parte, a geração e disponibilização de imagens meteorológicas por satélite no período mínimo de cada três horas está garantida, sem custos. Mas, muitas das previsões e aplicações hoje existentes para dados espaciais demandam frequências maiores de imageamento, o que coloca os países que não contam com meios próprios em relativa situação de vulnerabilidade.

A situação atual

Atualmente, o Brasil conta com duas instituições governamentais principais responsáveis por receber dados, processá-los e disponibilizar previsões meteorológicas para os usuários, que atuam de forma coordenada em seus propósitos: o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), com sede em Brasília (DF) e subordinado ao Ministério da Agricultura.

Para a produção de previsões, o sistema de computação do CPTEC é alimentado por informações de média resolução oriundas dos satélites estrangeiros GOES (norte-americano) e METEOSAT (europeu), da rede de dados da WMO e das redes nacionais sob a responsabilidade do INMET, além de outras fontes como sensores dos Comandos da Aeronáutica e da Marinha, entre outros.

No caso dos METEOSAT, operado pela organização intergovernamental europeia EUMETSAT, o Brasil tem acesso a seus dados, mas, em razão de suas localizações em órbita, na intersecção entre o Meridiano de Greenwich com a Linha do Equador, sobre a costa africana, suas imagens são geralmente adequadas apenas para o imageamento de fenômenos e intempéries no nordeste do País.

Os dados obtidos são então processados pelo CPTEC, em Cachoeira Paulista (SP), por meio de um supercomputador, o Tupã (trovão, na língua indígena Tupi). Instalado em dezembro de 2010 ao custo de cerca de R$50 milhões, o Tupã é um modelo XT6, da Cray, capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo, sendo considerado um dos mais poderosos do mundo para previsão de tempo e estudos em mudanças climáticas.

As informações geradas diariamente pelo CPTEC são indispensáveis para muitos setores socioeconômicos, tais como agricultura, defesa civil, geração e distribuição de energia elétrica, transporte e meio ambiente. Ainda, cabe ao CPTEC realizar o monitoramento de ocorrência de tempo severo e fornecer imagens de satélites meteorológicos e ambientais para usuários brasileiros e estrangeiros.

Um satélite próprio

De tempos em tempos, a busca brasileira por relativa autonomia no imageamento espacial para finalidades meteorológicas ganha um novo ímpeto e, de fato, uma missão geoestacionária consta formalmente da última versão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), referente ao período de 2012 a 2021. Tratou-se da primeira versão do documento, basilar para as atividades espaciais brasileiras, que conta com uma missão geoestacionária específica de meteorologia, fato que, por si só, já indica o caráter estratégico outorgado a esta demanda.

Segundo a descrição do PNAE, a missão do Satélite Meteorológico Brasileiro (GEOMET), como é conhecida, será destinada à “produção de imagens da atmosfera terrestre a partir do espaço para gerar dados indispensáveis aos sistemas de previsão do tempo”, tendo os seguintes objetivos estratégicos: (i) tornar o País capaz obter dados e informações meteorológicas do território nacional e outras regiões da Terra, de forma autônoma; e (ii) tornar a indústria nacional tecnologicamente mais competente, inovadora e competitiva nos mercados interno e externo. Segundo o programa, o GEOMET deverá estar operacional em 2018, data alvo bastante arrojada e que muito provavelmente não será cumprida.

O documento relaciona ainda alguns dos potenciais usuários dos dados gerados pelo futuro GEOMET, como o INPE e os ministérios da Agricultura, Integração Nacional, e Defesa, revelando o caráter multiministerial adotado para a estruturação de projetos complexos, seguindo o caminho trilhado com o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), contratado no final de 2013.

“A percepção da necessidade é antiga. É uma unanimidade”, afirmou à reportagem Petrônio Noronha de Souza, diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB). No entanto, ainda que a ideia de uma missão esteja capturada no PNAE, neste momento não existe nada de muito concreto, como a definição de requisitos, do cronograma e da arquitetura industrial, passos iniciais para o lançamento de uma missão espacial. “Não está indo na velocidade que todos gostariam”, disse Souza, que citou outros projetos em andamento no Programa Espacial, que consomem recursos humanos e financeiros – ambos escassos, como o lançamento do CBERS-4, previsto para dezembro deste ano, o SGDC e o satélite de observação Amazônia-1.

Segundo o dirigente, “será um desafio na hora de desenvolver os requisitos deste satélite”, considerando-se especialmente os aspectos técnicos, como as especificações dos sensores, conciliando-se as necessidades nacionais, em busca de alguma autonomia, com a continuidade do País no âmbito da rede meteorológica internacional já existente. “Não deve haver um passo atrás”. Para superar este desafio, a Agência reunirá todas as partes interessadas, desde o governo, usuários, indústria e academia, em linha com os projetos que têm sido lançados.

Outro aspecto desafiador será a busca por alguma participação da incipiente indústria espacial brasileira, que reúne certa capacidade em determinados elementos, como em sensores de imageamento. Invariavelmente, será colocada sobre a mesa a escolha entre a transferência tecnológica e/ou a efetiva participação e capacitação industrial.

Estudo de caracterização

Apesar de o diretor da Agência reconhecer que a velocidade dos avanços do GEOMET não é a ideal, já existem algumas ações planejadas para os próximos anos. Antes da falha no lançamento do CBERS-3, na China, em dezembro de 2013, a AEB trabalhava com o plano de iniciar o chamado estudo de caracterização do GEOMET ainda em 2014. Com os esforços agora concentrados principalmente no voo do CBERS-4, o início dos estudos deve escorregar algo como um ano. “Não pode passar de 2015”, destacou.

O estudo de caracterização seria nada mais do que um primeiro passo em direção à especificação e definição da missão meteorológica, etapa precedente à definição da modelagem de contratação, possivelmente seguindo o conceito de prime contractor adotado no SGDC, em que uma empresa principal é contratada para a construção do sistema – no caso do satélite de comunicações, a Visiona Tecnologia Espacial. “No nível industrial, não se contempla possibilidade em que não haja um prime contractor”.

Em alguns pontos, o GEOMET se assemelha ao SGDC, como na modelagem industrial pretendida e no caráter multiministerial do projeto que envolve as Comunicações, Defesa e Ciência, Tecnologia e Inovação. No caso do GEOMET, o número de ministérios envolvidos será ainda maior, dada a quantidade de usuários de dados meteorológicos no governo, o que abre também maiores e melhores oportunidades para o seu financiamento. Destaque-se ainda a sua provável conexão com outras iniciativas espaciais, como o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) (ver T&D n.º 136), que contempla missões meteorológicas de órbita polar, complementares à órbita geoestacionária, como é o caso do GEOMET. Para a sua viabilização, o Brasil também não descarta parcerias com países amigos, seguindo a estratégia adotada noutras missões espaciais, como o programa CBERS, com a China, e o SABIA-MAR, com a Argentina.

Um destes parceiros pode vir a ser a China, com quem o Brasil já colabora no campo espacial há mais de 25 anos. Em novembro de 2013, durante a Terceira Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), em Cantão, na China, um dos pontos incluídos para discussão futura na agenda de cooperação espacial para os próximos dez anos foi o desenvolvimento de um satélite geoestacionário meteorológico. À época, consultado por Tecnologia & Defesa, o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, esclareceu que uma nova missão com os chineses estaria sujeita a discussões internas, deixando aberta a possibilidade de cooperações com outros países.

Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 137, junho de 2014.
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domingo, 15 de junho de 2014

Cooperação Brasil - China: resultados da reunião em São José dos Campos

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Reproduzimos abaixo artigo enviado ao blog Panorama Espacial pelo Prof. José Monserrat Filho sobre os resultados da 2ª Reunião do Grupo de Trabalho da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), que se reuniu em São José dos Campos nos dias 9 e 10 deste mês para discussões sobre a continuidade da cooperação dos dois países no campo espacial. Há várias informações interessantes.

Plano Decenal Brasil-China de Cooperação Espacial: Resultados da 2ª Reunião do Grupo de Trabalho

José Monserrat Filho *

Brasil e China vão firmar Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Dados de Observação da Terra e suas Aplicações. O CBERS-04, a ser lançado em dezembro, vai muito bem, obrigado. Criados dois Grupos de Trabalho: um para estudar o projeto CBERS-04A e outro para examinar o projeto de satélite geoestacionário de meteorologia.

O Grupo de Trabalho encarregado de desenvolver e detalhar o Plano Decenal de Cooperação Espacial entre Brasil e China reuniu-se nos dias 9 e 10 de junho, sob a condução do Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Petrônio de Souza, e do Vice-Diretor Geral do Departamento de Sistema de Engenharia da Agência Espacial chinesa (CNSA), Li Guoping. Participaram ativamente o Presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, e o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi. O encontro teve lugar no auditório central no INPE, em São José dos Campos, SP.

A delegação da China tinha 18 membros: três da CNSA, um da Academia Chinesa de Ciência (CAS), um da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), quatro da  Academia de Ciência e Tecnologia da China (CAST), três da Academia de Tecnologia de Voos Espaciais de Xangai (SAST), três da Corporação Industrial Chinesa A Grande Muralha (CGWIC), três do Centro Chinês de Recursos Satelitais: Dados e Aplicações (CRESDA).

A delegação do Brasil era composta por 26 membros. A AEB contou, além do Presidente e do Diretor de Política Espacial, com a participação do Diretor de Planejamento, Orçamento e Administração (DPOA), José Iram M. Barbosa, do Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, e da Chefe de Gabinete da Presidência, Maria do Socorro de Medeiros. O INPE, por sua vez, participou, além do diretor já citado, com os tecnólogos e engenheiros Antônio Carlos de Oliveira Pereira Júnior (Coordenador do Segmento Espacial do Programa CBERS), Geilson Loureiro (Chefe do Laboratório de Integração e Testes), Leila Maria Garcia Fonseca (Coordenadora Geral de Observação da Terra), Pawel Rozenfeld (Chefe do Centro de Rastreio e Controle de Satélites), João Vianei Soares (especialista em Monitoramento Global da Agricultura e ex-Membro Executivo do Sistema de Sistemas de Observação Global da Terra), Amauri Silva Montes (Coordenador Geral de Engenharia e Tecnologia Espacial), Marco Antonio Bertolino (Tecnologista Sênior III e responsável pelo Subsistema WFI do Programa CBERS), Renato Henrique Ferreira Branco, Milton de Freitas Chagas Junior, Hilceia Santos Ferreira, Jun Tominaga, Clezio Marcos de Nardin (pesquisador da Geofísica Espacial-Aeronomia Equatorial), Antonio Carlos Teixeira de Souza, Heyder Hey, Douglas Francisco Marcolino Gheardi (Chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto), Joaquim Eduardo Resende Costa (Chefe da Divisão de Astrofísica), Marcelo Banik de Pádua (especialista em Sistemas de Navegação Espacial – GNSS, José Antônio Aravéquia (Coordenador-Geral do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) e Rozani Fonseca Silva (Assessora de Cooperação Internacional).

Principais resultados da reunião do GT:

# O Brasil e a China assinarão um Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Dados de Observação da Terra e suas Aplicações. O acordo é visto como de tão alta relevância para a implementação do Plano Decenal, que os dois países solicitarão às respectivas chancelarias a inclusão da cerimônia de assinatura do Memorando na agenda de atividades do Presidente da China, Xi Jinping, em Brasília, no dia 14 de julho.

# A China vai sugerir mudanças na proposta brasileira de Governança do Plano Decenal, baseada na longa experiência do Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Os chineses preferem substituir o sugerido PGCC (Program General Coordination Comission – Comissão Coordenadora Geral do Programa) mais específico, por Sub Comissão de Cooperação Espacial da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN). O assunto será discutido na próxima reunião, marcada para setembro vindouro.

# Os preparativos para o lançamento do CBERS-04 em dezembro deste ano foram examinados em detalhes. Todas as suas etapas de montagem, integração e testes têm sido cumpridas normalmente. O satélite passará pela Revisão Final de Projeto (FDR, na sigla em inglês) no início de setembro, para depois ser enviado ao centro de lançamento de Tayuan, na China. O lançamento do CBERS-4 foi antecipado de dezembro de 2015 para dezembro de 2014, após a falha no lançamento do foguete chinês Longa Marcha 4B, em dezembro de 2013, que causou a perda do CBERS-3. Três satélites CBERS já foram lançados com êxito: o 01, em 1999, o 02, em 2003, e o 2B, em 2007. O Programa CBERS, desde o início, desempenha papel essencial no desenvolvimento da indústria espacial brasileira. A política industrial brasileira no setor qualifica fornecedores e encomenda serviços, componentes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais.

# A China estudará as propostas da AEB e do INPE de cooperação na formação de recursos humanos para a área espacial. A meta da AEB é enviar estudantes brasileiros pós-graduados, engenheiros, tecnólogos e pesquisadores a instituições chinesas científicas, tecnológicas e industriais com base em acordos. O programa inclui a possibilidade de trazer pesquisadores e especialistas chineses para trabalhar em universidades e indústrias brasileiras durante certo tempo. A iniciativa da AEB é financiada por bolsas do Programa "Ciência sem Fronteiras", do Governo do Brasil. O INPE também propõe intercâmbio de estudantes e pesquisadores em diferentes áreas espaciais na base de iniciativas bilaterais estabelecidas em parceria com instituições espaciais chinesas.

# A China consultará seus usuários internos e os órgãos de governo pertinentes sobre a viabilidade do satélite CBERS-04A, proposto pela AEB. Um Grupo de Trabalho especial foi criado para estudar o projeto e apresentar relatório até meados de julho próximo.

# No campo das aplicações do sensoriamento remoto, Brasil e China promoverão campanha de calibração conjunta e cooperação na definição de produtos, suas especificações e formatação. Seguirão também discutindo a distribuição de dados do CBERS-4 com base no Memorando de Entendimento a ser assinado. E ainda promoverão pesquisa conjunta com outros parceiros do Brasil e da China em diferentes campos de aplicação.

# Quanto à cooperação em clima espacial, o Plano Decenal terá duas fases:

I – Conclusão de um acordo até 2016, criando um laboratório bilateral, dotado de central para os dados coletados nas pesquisas conjuntas; um escritório e um local para a instalação de receptores GPS, um Lidar (tecnologia de sensoriamento remoto que mede distâncias iluminando o alvo com laser e analisando a luz refletida), uma sonda digital e um magnetômetro (instrumento que mede a intensidade, direção e sentido de campos magnéticos em sua proximidade); e

II – Elaboração de um Programa Avançado de Pesquisa; um Estudo de Longo Prazo sobre a Anomalia Magnética do Atlântico Sul; a criação de um banco de dados baseado nas informações do Monitor do Ambiente Espacial a bordo do CBERS e de outras fontes de aplicação satelital; e promoção de campanhas de coleta de dados de satélite no Brasil e na China, entre outros itens de cooperação.

# O Brasil e a China também resolveram formar um GT para discutir a cooperação em satélites de meteorologia, que deverão ser desenvolvidos e construídos em conjunto por ambos os países. E, ainda, seguir examinando a fundo, em futuro próximo, a cooperação em satélites de comunicação, buscando encontrar meios, formas e canais para efetivar essa cooperação.

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica e atual Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB.
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