Mostrando postagens com marcador Soyuz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Soyuz. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CLBI inicia atividades com rastreamento do Soyuz

.
CLBI inicia atividades com rastreamento do Soyuz

31/01/2017

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), por meio da Seção de Telemedidas, realizou na última sexta-feira (27.01) o rastreamento do Veículo Soyuz VS-16, lançado da Base Espacial Europeia de Kourou, na Guiana Francesa.

O lançamento ocorreu às 23h (horário brasileiro de verão) e teve a finalidade de colocar em órbita geoestacionária o satélite de telecomunicações Hispasat 36W-1 com previsão de vida útil de 15 anos. O satélite atuará na zona de cobertura da Europa, Ilhas Canárias e América do Sul, compondo uma cadeia de rastreamento que envolve cinco estações para os veículos lançados a leste.

A principal função operacional da Estação Natal ocorreu 6 minutos e 49 segundos após a decolagem, com a aquisição dos sinais transmitidos pelo veículo, tratamento e envio de dados ao Centro Espacial Guianês. Na cadeia de rastreamento, a Estação Natal atua em momento crítico do voo – separação dos três estágios e da coifa –, sendo operacionalmente a única Estação responsável pela coleta das informações transmitidas pelo veículo durante a fase propulsada, ratificando a importância dos serviços prestados.

Operações 2017 – O calendário operacional do CLBI no ano de 2017 prevê uma alta taxa de ocupação: oito operações de rastreio em prol da Agência Espacial Europeia (ESA), somadas às operações nacionais (lançamento e rastreio) no CLBI e no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Nesta elevada cadência de rastreamento, ressalta-se a elevada capacidade operacional e prontidão da Estação ao ter início a Operação Ariane VA235 dois dias após a finalização da Operação Soyuz VS-16.

Segundo a coordenadora da Estação de Telemedidas, engenheira Maria Goretti Dantas, o planejamento e execução das operações seguem um cronograma rígido para garantir a confiabilidade e a segurança necessárias ao sucesso das missões: “Concluímos a Operação do Soyuz e já estamos pensando nos ensaios e nas cronologias para a próxima Operação Ariane”.

Ela acrescenta ainda que durante um período as duas operações recebem atenção da equipe de engenheiros e técnicos da Estação: “Alguns profissionais finalizam a operação com a confecção dos relatórios e envios administrativos à ESA, enquanto outros profissionais acompanham os processos da operação subsequente”.

Na análise do diretor do Centro, considerando a nova Concepção Estratégica da Força Aérea Brasileira para consolidar a eficácia das atividades operacionais e administrativas, a primeira atividade operacional do CLBI focando a atividade fim, com o apoio do Grupamento de Natal (GAP-NT) na execução logística da Operação, foi um sucesso: “Ajustamos os procedimentos internos e recebemos do GAP-NT todo apoio logístico necessário que garantiu a qualidade da Estação, nesse primeiro evento operacional, na nova configuração da Força Aérea que prioriza a atividade fim de suas organizações militares”.

Lançador Soyuz

A família de lançadores Soyuz, de fabricação russa, assegura os serviços de lançamento confiáveis desde o início da pesquisa espacial. Atualmente, os veículos desta família, que colocaram em órbita o primeiro satélite e o primeiro homem, contabilizam um total de 1.865 lançamentos.

O Soyuz é utilizado para voos habitados ou não, em proveito da Estação Espacial Internacional, para os lançamentos do governo da Rússia e também para voos comerciais dentro do programa Arianespace da União Europeia. O primeiro lançamento a partir de Kourou ocorreu em 24 de junho de 2003, transportando o satélite O3B sendo o primeiro de uma rede de quatro satélites a oferecer serviços de internet de alta velocidade para clientes dos mercados emergentes em todo o mundo.

Fonte: AEB.
.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Arianespace e sua primeira missão de 2017

.

A Arianespace deu início na última sexta-feira (27) ao seu bastante ocupado ano com o voo de um lançador Soyuz a partir de Kourou, na Guiana Francesa, transportando o satélite Hispasat 36W-1, do grupo espanhol HISPASAT, numa missão que marcou múltiplos ineditismos.

O primeiro feito inédito foi a estreia do Soyuz voando de Kourou com uma carga útil destinada a órbita de transferência geoestacionária.

O lançamento marcou ainda a colocação em órbita do primeiro satélite de comunicações da família SmallGEO, que também representa a estreia da alemã OHB System - experiente em missões de navegação, como o Galileo, e observação, no segmento de satélites de comunicações.

O novo satélite, com vida útil estimada em 15 anos, terá cobertura na América do Sul e Europa, e oferecerá capacidade em banda Ku (vídeo e backhaul celular), e banda Ka (transmissão de dados em banda larga).

Desenvolvido como parte do programa ARTES (Advanced Research in Telecommunications Systems), da Agência Espacial Europeia (ESA), o SmallGEO e uma plataforma flexível de satélite geoestacionário que pode ser adaptada para diferentes missões, tais como comunicações, observação terrestre e teste de novas tecnologias. Com estrutura modular, tem versões com massa total variando de 2.500 a 3.500 kg, com cargas úteis entre 450 e 900 kg.

Próximas missões

A próxima missão da Arianespace será a primeira do Ariane 5 este ano, e levar'a a bordo dois satélites de comunicações, sendo um deles destinado a atender o mercado brasileiro (SKY-Brasil-1, da DIRECTV Latin America).

Em março voará também outro Ariane 5, tendo por "passageiros" o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, e um satélite coreano.
.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sentinel-1A e o Programa Copernicus

.
No último dia 3, foi realizado com sucesso o lançamento do satélite de observação Sentinel-1A, da Agência Espacial Europeia (ESA), a partir do Centro Espacial da Guiana, em Kourou, ao norte da América do Sul. A missão coube à versão europeia do lançador russo Soyuz, operado pela Arianespace. Foi liberado um vídeo de câmeras a bordo do foguete, que tem feito sucesso na internet e mostra uma sequência de imagens, desde a decolagem até a separação dos estágios e a liberação do satélite no espaço. Veja abaixo:


Programa Copernicus

Anteriormente conhecido como Global Monitoring for Environment and Security (GMES), o Copernicus é hoje considerado o mais ambicioso programa [conhecido] de observação por satélites já criado. Quando em órbita, seus satélites produzirão imagens para gestão do meio ambiente, entendimento e mitigação dos efeitos de mudanças climáticas, e segurança civil.

O Sentinel-1, primeiro membro da constelação (da série 1, serão dois satélites, o 1A e 1B, este último previsto para lançamento no final de 2015) conta com um sensor de imageamento radar em banda L destinado à produção de imagens para aplicações terrestres e oceânicas.

No futuro, o segmento espacial contará ainda com o Sentinel-2, que gerará imagens óticas de alta resolução para aplicações terrestres e oceânicas, e com o Sentinel-3, que produzirá dados para aplicações oceânicas e da superfície terrestre. Os satélites Sentinel-4 e Sentinel-5, por sua vez, fornecerão dados para monitoramento da composição atmosférica a partir de órbitas geoestacionárias e polares, respectivamente. Por fim, o Sentinel-6 terá a bordo um radar altímetro para medição global da superfície do mar, primariamente para aplicações em oceanografia e mudanças climáticas.

Para mais informações sobre o Copernicus, visite o hotsite da ESA.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CLBI: 200º rastreio de lançamentos da ESA

.
Centro de lançamento da FAB realiza 200º rastreio com Agência Espacial Européia

30/12/2013 14:22h

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Parnamirim (RN), alcançou marca histórica ao realizar na quinta-feira (19/12) o rastreio de número 200 da parceria com Agência Espacial Europeia (ESA). Na ocasião, o veículo rastreado foi o lançador Soyuz, famoso por representar a conquista do espaço.

“A participação do CLBI na operação consistiu em fazer o rastreamento do lançador em sua visibilidade radioelétrica. Desse modo, a instituição continua indispensável para a realização dos sonhos da ESA e do mundo”, explica a Engenheira Maria Goretti Dantas, Chefe da Seção de Interface entre o CLBI e o Centro Espacial Guianês (CSG).

Desde 1977, quando começou a cooperação internacional, os veículos rastreados pelo centro brasileiro levaram quase 350 satélites ao espaço. Os lançamentos da Agência Espacial Européia são efetuados no CSG, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. No processo de lançamento dos seus foguetes, a ESA conta com uma rede internacional de rastreio em telemedidas, que coleta e envia dados sobre os voos para o centro europeu. Entre eles está o CLBI, único colaborador cuja estação não é operada por técnicos da Europa ou de países membros da ESA.

Apesar do rastreio de número duzentos ter sido realizado com o veículo Soyuz, foi com a família de lançadores de satélites Ariane que a parceria se consolidou ao longo do tempo. A importância do trabalho conjunto das duas instituições é refletida nos números: somente do Ariane foram 198 rastreios realizados pela estação do Brasil. Em 2013, oito operações de rastreamento, das quais duas foram de qualificação, três do Ariane e duas do Soyuz, foram concluídas em solo brasileiro. “Poucos centros do porte do CLBI conseguem ter essa cadência de operações”, conta Goretti.

Sobre o Soyuz - O veículo Soyuz lançou, em 1957, o primeiro satélite, o Sputnik, e em 1961 enviou o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin. A versão modernizada do Soyouz, utilizada atualmente pelo CSG, é adaptada à missões habitadas ou não, e supre a demanda do mercado de satélites de telecomunicações e as missões científicas. O Soyouz tem aproximadamente 46 metros, pesa 308 toneladas e é movido a oxigênio líquido e querosene.

Fonte: Comando da Aeronáutica.
.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Rastreio do Soyuz pela Barreira do Inferno

.
MAIS UMA PARTICIPAÇÃO DO CLBI NO CENÁRIO INTERNACIONAL: RASTREAMENTO DO GIGANTE RUSSO

Brasília, 27 de junho de 2013 - Às 6 horas da manhã da última terça-feira (25), o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) estava guarnecido e apontava suas antenas em direção ao gigante russo estacionado em Sinnamary, na Guiana Francesa, após um dia inteiro de testes entre as seis estações da cadeia operacional equatorial, preparadas para o rastreamento do veículo Soyuz, lançado a partir do Centro Espacial Guianês (CSG). Às 16h25, o veículo foi lançado e rastreado pela Barreira do Inferno.

Além de Galliot (Guiana Francesa), Ascension (Atlântico Sul), Libreville (Gabão) e Malindi (Quênia), mais uma estação compôs a cadeia de rastreamento: Perth (Hawaí). Esse conjunto de estações trabalhando em sincronia permitiu ao nosso cliente compreender a viagem do veículo em torno da terra, com dupla visibilidade para alguns meios e a ejeção dos satélites passageiros.

Para executar este primeiro rastreamento do Soyuz equatorial, a estação de Natal foi a que mais sofreu modificações e também recebeu franceses e russos para complementar os trabalhos. Novos equipamentos foram instalados no sítio do CLBI e todos os procedimentos operacionais existentes tiveram que ser reeditados para incluir o modo de recepção das Telemedidas Soyuz – Fregat.

O lançador Soyuz, composto de três estágios, já foi lançado quase duas mil vezes pela Agência Espacial Russa, desde a  sua  versão original. Para os lançamentos equatoriais, o terceiro estágio foi modificado para receber o motor Fregat, com quatro câmaras de combustão a querosene reagindo com oxigênio líquido, o que aumentou significativamente o desempenho geral do veículo. Com este novo arranjo, o lançador ficou com um comprimento de 46,2 m, um diâmetro de 10,3m e massa ao solo de 308 toneladas.

Os quatro satélites passageiros destinados às órbitas de 8 mil Km de altura são os primeiros a integrar a constelação O3B, cujas características permitirão:

- uma maior cobertura de internet em regiões da América Latina, Oriente Médio, Ásia, Austrália e África (quase 180 países);

- aumentar a velocidades de download para até 1.2Gbps, ou seja, conexões com qualidade similar ao serviço do Google Fiber; e

- uma redução dos custos de banda larga em até 95% nos locais onde hoje seu uso é extremamente caro.

Fonte: AEB

Comentário: desde 1977, todas as missões espaciais lançadas de Kourou, inicialmente da família Ariane e mais recentemente com a inclusão dos lançadores Soyuz e Vega, têm determinadas etapas de seus vôos rastreadas pelo CLBI, com base em acordo firmado com a agência espacial francesa.
.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Arianespace: balanço de 2011 e expectativas para 2012

.
Em 2011, a empresa europeia Arianespace confirmou mais uma vez a sua posição de liderança no mercado de lançamentos espaciais.

No ano passado, a empresa executou cinco lançamentos do Ariane 5, colocando em órbita 9 cargas úteis, sendo oito satélites de comunicações (de um total de 16 lançados durante o ano), e a nave Johannes Kepler ATV-2, que transportou cargas para a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). Foram ainda realizados quatro lançamentos do Soyuz, inclusive o seu voo de estreia a partir do centro espacial da Guiana Francesa.

Em 2011, a Arianespace assinou onze novos contratos para o Ariane 5, um para o Soyuz a partir de Kourou, e os dois primeiros contratos para o Vega. Sua carteira de missões contratadas alcançou um valor recorde de 4,5 bilhões de euros, que inclui 21 lançamentos do Ariane 5, quinze do Soyuz e dois do Vega, garantindo assim três anos de operações.

Missões em 2012

Para 2012, a Arianespace pretende executar treze operações de lançamento, sendo sete missões do Ariane 5, cinco do foguete russo Soyuz e o voo de estreia do lançador italiano Vega, prevista para o próximo dia 26.

O primeiro voo do Ariane 5 em 2012, programado para o início de março, a exemplo do que aconteceu em 2011, será destinado à ISS, com o lançamento do Edoardo Amaldi ATV-3. Para o segundo semestre, está previsto o lançamento a bordo de um Ariane 5 do satélite Star One C3, da Star One, subsidiária da companhia brasileira Embratel.

Das cinco missões do Soyuz, três serão realizadas a partir de Kourou, na Guiana Francesa, e duas do centro espacial de Baikonur, no Cazaquistão, em operações executadas pela Starsem.
.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Pléiades 1 e SSOT em órbita

.
Na última sexta-feira (17), foi colocado em órbita com sucesso o novo satélite de observação terrestre da CNES, a agência espacial francesa. Denominado Pléiades 1, o satélite, de 970 kg, fornecerá imagens óticas de alta resolução, 0,5 metro, para usuários civis e militares. Tanto ele quanto o Pléiades 1b - previsto para ser lançado dentro de aproximadamente um ano - foram construídos pela Astrium, do grupo EADS, nas instalações de Toulouse, no sul da França.

A missão foi executada por um lançador russo Soyuz operado pela Arianespace a partir de Kourou, na Guiana Francesa, e contou com outros cinco satélites como "passageiros": o SSOT, para o Chile (ver informações abaixo), e quatro microssatélites ELISA, de guerra eletrônica.

Segundo informações recebidas pelo blog Panorama Espacial, a Astrium GEO-Information Services, responsável pela comercialização das imagens do Pléiades, está oferecendo ao governo brasileiro a possibilidade da instalação de uma estação local para a recepção de dados para aplicações militares (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON, e Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul - SisGAAz), e também civis, nas áreas de petróleo & gás, agricultura e mineração, dentre outras.

O satélite chileno

O SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) (imagem acima) é uma missão dual, com aplicações civis e militares, encomendado pelo Ministério da Defesa do Chile em julho de 2008. Fabricado pela Astrium, o satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos.

Comenta-se que o governo chileno está considerando a aquisição um satélite geoestacionário de comunicações, seguindo a tendência de vários governos sul-americanos em dispor de seus próprios satélites.

Para mais informações sobre a segunda missão do Soyuz e suas cargas úteis, acessem o launch kit (em inglês) disponibilizado pela Arianespace.
.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Astrium, Pléiades e SSOT

.
Seis satélites da Astrium prontos para entrarem em órbita

Pela primeira vez, seis satélites desenvolvidos pela Astrium serão colocados em órbita em um único lançamento, que acontece hoje (16), a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa.

A Astrium, líder europeu do setor espacial, é o principal contratante dos seis satélites a serem lançados hoje, 16 de dezembro, no segundo voo do foguete Soyuz que partirá da base de Kourou, na Guiana Francesa. Será a primeira vez na história em que seis satélites construídos pela Astrium serão colocados em órbita ao mesmo tempo, utilizando um dispensador também desenvolvido pela empresa.

O satélite de observação da Terra Pléiades 1a é o primeiro de uma constelação de dois satélites de alta resolução, voltado para aplicações civis e militares. Tanto ele quanto o Pléiades 1b - previsto para ser lançado dentro de aproximadamente um ano - foram construídos pela Astrium para a Agência Espacial Francesa a partir de sua planta sediada em Toulouse.

Uma vez em órbita, Pléiades 1a será capaz de observar qualquer ponto do planeta com revisita diária. Seus principais diferenciais são agilidade (uma vez que ele pode ser rapidamente direcionado para qualquer ponto dentro de um raio de 1500 km de sua posição), acessibilidade (potencial de captar diariamente até 450 imagens ou uma área de 180.000 km2, equivalente à metade da região da França) e precisão (geração de imagens com 70 cm de resolução espacial, podendo chegar a uma resolução de 50 cm por reamostragem).

O Pléiades 1 conta ainda com cinco modos de aquisição de dados e um sistema de produção capaz de gerar automaticamente a cada 30 minutos produtos ortorretificados com extensão de 20km x 20km.

A Astrium Services é o operador civil e distribuidor exclusivo dos produtos Pléiades. Com o satélite, a empresa se torna o primeiro operador apto a oferecer a seus clientes uma ampla gama de produtos de diferentes resoluções (de média a altíssima resolução), incluindo dados de satélites ópticos e por radar.

A Agência Francesa de Aquisição de Material de Defesa (DGA) lançou o projeto Elisa para demonstrar a capacidade de mapeamento e caracterizar as emissões de radar a partir de qualquer ponto do planeta. A DGA, que é co-proprietária do programa junto com a Agência Espacial Francesa, concedeu à Astrium Satellites e à Thales Systèmes Aéroportés o contrato para desenvolvimento de quatro satélites baseados na plataforma Myriade.

Já o SSOT (Sistema Satelital para Observação da Terra) é o mais recente sistema de observação geoespacial entregue pela Astrium Satellites, maior exportador mundial do mercado de observação da Terra. O satélite, que foi encomendado pelo governo do Chile no final de 2008, foi totalmente desenvolvido pela Astrium em apenas dois anos. Ele inclui tanto o satélite quanto a parte de atividades operacionais em solo, com base em Santiago. O satélite é baseado em duas famílias de produtos: Myriade (desenvolvida em conjunto com a Agência Espacial Francesa) e Naomi (utilizadas pela Astrium para diversas missões com foco em imagens ópticas).

Fonte: Astrium, com edição do blog.
.

domingo, 30 de outubro de 2011

Mais sobre o Soyuz em Kourou

.
Em 21 de outubro, na postagem "Um dia histórico em Kourou", ficamos de fazer uma nova postagem com mais informações sobre o histórico voo do lançador russo Soyuz a partir do centro espacial europeu em Kourou, na Guiana Francesa. Abaixo, reproduzimos um pequeno texto, extraído do boletim nº 122 do "The Bulletin", da firma de consultoria francesa ADIT, adaptado e vertido para o português, com uma sucinta análise do evento.

Soyuz-Galileo - Resultados - Choque cultural

10h31 (GMT) - 21 de outubro, um foguete branco voa alta no céu. É certamente um lançamento histórico, mas acima de tudo, uma missão bem sucedida em Kourou. De um lado, Soyuz, um lançador mítico que já transportou Laika, Gagarin e Sputnik, reunindo cerca de 50 anos de odisseia espacial. Do outro, Falileo, um programa que proverá à União Europeia um sistema autônomo de posicionamento global. Depois de 3 anos de discussões e atrasos, a Arianespace lançou, na segunda tentativa, o Soyuz ST-B do Centre Spatial Guyanais carregando os dois primeiros satélites da série Galileo. Com uma carteira de pedidos do Galileo com 14 lançamentos a partir de Kourou, a Arianespace, a agência espacial francesa (CNES), a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Roscosmos, a agência espacial russa não tinham escolha: o lançamento era para ser um sucesso.

O evento é resultado de uma parceria iniciada em 1996 entre a França e a Rússia para lançar satélites de Baikonur, no Cazaquistão [nota do blog: os lançamentos de Baikonur são realizados por uma joint-venture, a Starsem]. Depois de alguns testes, os dois países decidiram estender o projeto para Kourou, próximo à linha do Equador, de forma a enviar 3 toneladas de carga para as mesmas posições orbitais no espaço. Em 2003, a ESA e a Roscosmos iniciaram a construção de uma plataforma dedicada ao Soyuz em Sinnamray, a 12 km da plataforma do Ariane 5. A cooperação entre os dois países nem sempre foi fácil, com cada parceiro muitas vezes desejando manter alguma distância do outro pta salvaguardar seu próprio "know-how".

De qualquer modo, Soyuz de Kourou não é apenas uma frande aventura humana, mas uma real parceria estratégica. Com este novo lançador, a Arianespace adiciona a sua família um novo membro entre o Ariane 5 e o foguete Vega, de menor porte [nota do blog: o primeiro voo do Vega está programado para janeiro de 2012]. Noutras palavras, o Soyuz reforça a capacidade da Arianespace de oferecer serviços competitivos no mercado global de lançamentos espaciais.

Depois desse lançamento bem sucedido, as expectativas são enormes. O presidente da Arianespace, M. Le Gall, disse que a companhia espera lançar de 2 a 4 Soyuz por ano - o que representa, aliás, pouco comparado aos 1776 lançamentos já efetuados pelo venerável foguete "soviético".

Para alcançar este primeiro voo, a enorme área, cujas obras foram iniciadas em 2005, quase duplicaram as instalações do centro espacial de Kourou. O projeto custou ao todo 496 milhões de euros, com a França (CNES) custeando 56% desse valor e a Arianespace, 25%. Segundo Marie Jasinski, chefe do projeto Soyuz na CNES, os atrasos decorram da incapacidade dos russos em fornecer rapidamente seus elementos para as instalações em Kourou. Mas, às 10h31 (GMT), em 21 de outubro, tudo foi esquecido entre os dois times. O Soyuz foi lançado; muito bem lançado, de fato, e a chefe do projeto pode finalmente respirar um pouco.

Fonte: "The Bulletin" Nº 122, com edição do Blog Panorama Espacial.

O sucesso em fotos

A Arianespace disponibilizou em seu website algumas imagens do voo inicial. Para vê-las, clique aqui.

"Um foguete no exterior - Soyuz na Guiana Francesa"

Para aqueles que se interessam pelo tema, recomendamos também a leitura de uma recente postagem do jornalista Jonathan Amos, correspondente em ciência da BBC, em seu excelente blog Spaceman: "Rocket abroad - Soyuz in French Guiana". Em seu texto, Amos traz boas informações sobre a construção das instalações em Kourou (que o blog Panorama Espacial, aliás, teve a oportunidade de visitar em dezembro de 2010).
.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um dia histórico em Kourou

.
Hoje (21), a Arianespace abriu um novo capítulo na história espacial com o sucesso da missão que marcou o voo inaugural do lançador Soyuz a partir da Guiana Francesa (foto acima), e que colocou os primeiros dois satélites de navegação europeus Galileo em órbita. Veja a nota divulgada clicando aqui.

Ao longo desse final de semana, o blog Panorama Espacial fará uma postagem especial com mais detalhes sobre a missão.
.

sábado, 27 de agosto de 2011

Notícias de Kourou: Soyuz e ATV

.
O voo de estreia do lançador russo Soyuz a partir do Centre Spatial Guyanais (CSG), em Kourou na Guiana Francesa, deve acontecer em 20 de outubro, declarou à agência de notícias AFP o presidente da Arianespace, Jean-Yves Le Gall, na última quinta-feira (25). Questionado se a recente falha de um Soyuz operado pela agência espacial russa (Roscosmos) não prejudicaria o cronograma, Le Gall foi categórico: "Não é a mesma versão do foguete", afirmou.

De fato, o terceiro e último estágio (Fregat ST) adotado pelo Soyuz ST, versão a ser operada em Kourou, é diferente da usada no Soyuz-U, destinado a lançamentos de naves cargueiras Progress para a Estação Espacial Internacional (ISS). Em dezembro de 2010, na visita feita pelo blog Panorama Espacial ao CSG, foi possível de se observar a preocupação da Arianespace em garantir a qualidade e o atendimento de seus rígidos padrões de qualidade, adotados no Ariane 5, também no lançador russo.

ATV Edoardo Amaldi

Também esta semana, chegou à Guiana Francesa, depois de uma viagem pelo mar com duração de três semanas, o terceiro modelo da nave espacial não-tripulada Automated Transfer Vehicle (ATV), desenvolvido para transportar suprimentos, experimentos e combustível para a ISS.

A terceira nave foi batizada de Edoardo Amaldi, em homenagem ao físico italiano e fundador da pesquisa espacial europeia. A expectativa é que o terceiro ATV seja lançado no final de fevereiro de 2012, levando para a ISS duas toneladas de carga seca, 285 kg de água e três toneladas de combustível.

Sobre os nomes de batismo dos ATVs: O ATV-1, lançado em março de 2008, recebeu o nome de uma grande personalidade francesa, o escritor Jules Verne, autor da clássica e visionária obra "Viagem ao Redor da Lua". Já o ATV-2, que voou em janeiro deste ano, foi batizado com o nome do astrônomo e matemático alemão Johannes Kepler. Outros dois ATVs estão em fabricação, sendo que o nome do quarto já foi definido: Albert Einstein.

Com a aposentadoria dos ônibus espaciais, o ATV passou a ser o veículo de maior capacidade que serve a ISS - sua massa total antes do lançamento é de cerca de 20 toneladas. Trata-se também de uma das maiores cargas úteis já transportadas pelo lançador Ariane 5. O desenvolvimento e fabricação do ATV envolve uma série de indústrias espaciais europeias, lideradas pela prime contractor EADS Astrium.

Colaborou José Ildefonso.
.

domingo, 3 de julho de 2011

Arianespace em Le Bourget

.
Para os curiosos e interessados em assuntos mais técnicos: em seu chalet no salão de Le Bourget, realizado em Paris há duas semanas, a Arianespace exibiu vários modelos de coifas de sua família de lançadores (Ariane 5, Vega e Soyuz) dotados de cargas úteis (veja aqui), permitindo a visualização de como as cargas são acomodadas para o lançamento. Os modelos atraíram grande atenção dos visitantes.

Ainda envolvendo lançadores europeus, um aditamento contratual relacionado ao projeto do Lançador de Próxima Geração (NGL, sigla em inglês), popularmente chamado de Ariane 6, no valor de 60 milhões de euros, foi assinado durante o evento. O aditamento foi feito pela Agência Espacial Europeia a um contrato firmado com o consórcio responsável pela propulsão do futuro lançador, formado pela Astrium, a italiana Avio e a SNECMA (grupo Safran), e cobre novos passos relacionados ao design preliminar do propulsor do possível primeiro estágio do NGL, que deve ter um demonstrador pronto em meados de 2013.

Soyuz na Guiana Francesa

E por falar em lançadores e Arianespace, vale destacar uma reportagem publicada no nº 49 da revista CNESMag, editada pela agência espacial francesa. A edição foi lançada em abril, portanto, não é tão recente, e apenas nos últimos dias pude lê-la. O destaque do número é a futura operação do lançador russo Soyuz no centro espacial de Kourou, numa reportagem especial bem ilustrada, com 16 páginas. Informações sobre a história do acordo de cooperação entre a França e Rússia para a operação do foguete, dificuldades na construção da plataforma, suas perspectivas (missões tripuladas?), entre outras, são contadas com detalhes. Para acessar a revista (em francês e inglês), clique aqui.
.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Informações sobre o satélite chileno SSOT

A Agencia Chilena del Espacio (ACE) lançou recentemente um novo website. Dentre as várias informações sobre as iniciativas espaciais do país sul-americano, destaque para o programa do Sistema Satelital de Observación de la Tierra (SSOT) (veja aqui). O pequeno satélite foi adquirido pelo governo chileno em julho de 2008 junto à europeia Astrium, do grupo EADS, ao custo de 72,5 milhões de dólares, depois de uma concorrência que envolveu os principais fabricantes mundiais.

O SSOT, que no momento se encontra nas instalações da Astrium em Toulouse, no sul da França, contará com dois sensores óticos: uma câmera pancromática ("preto e branco") de 1,45 metros de resolução, e outra multiespectral ("colorido"), de 5,8 metros de resolução.

A previsão era de que o satélite fosse lançado em fevereiro de 2010, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, por um foguete Soyuz. Mas, problemas no programa Soyuz ocasionados pelo lado russo ocasionaram vários atrasos no cronograma. O primeiro voo do Soyuz-ST está previsto para o final de agosto ou começo de setembro. O SSOT deve voar na segunda missão, programada para o terceiro trimestre, numa missão que também colocará em órbita o satélite de observação Pleiades-1, da agência espacial francesa, e outros pequenos satélites militares.
.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Soyuz em Kourou

.
E por falar em flerte russo com Alcântara (veja a postagem "HISTÓRIA: O flerte russo com Alcântara"), foi definida a data do primeiro voo do lançador Soyuz ST a partir de Kourou, na Guiana Francesa, operado pela Arianespace. O "maiden flight" está previsto para 31 de agosto, de acordo com informações divulgadas pela empresa projetista do foguete, a TsSKB-Progress.

As cargas úteis também foram definidas. Serão dois satélites de navegação da série Galileo, equivalente europeu do sistema de posicionamento global (GPS, sigla em inglês) americano.

Segundo informações extraoficiais, obtidas pelo blog junto a uma fonte governamental durante visita à Kourou em dezembro de 2010, a definição sobre as cargas úteis do primeiro voo era uma matéria diplomática de alto nível entre a França e a Rússia. Inclusive, na época ganhava força a possibilidade de que o primeiro voo levasse um satélite de comunicações do governo indiano (da série INSAT), em razão das duas falhas do lançador GSLV, com satélites de comunicações, em abril e dezembro de 2010.

O segundo voo

Programado para o terceiro trimestre, o segundo voo do Soyuz e o primeiro partindo da Guiana deve ter como uma das cargas úteis o satélite chileno de sensoriamento remoto SSOT, construído pela europeia Astrium, do grupo EADS, e atualmente armazenado nas instalações da empresa em Toulouse, no sul da França. Além do SSOT, a missão lançará o satélite de observação Pleiades 1, e quatro satélites franceses de inteligência eletrônica da série ELISA.

Colaborou José Ildefonso.
.

sábado, 1 de maio de 2010

Soyuz, SSOT e o mercado de lançamentos

.
A publicação especializada Space News, em texto de Peter Selding, noticiou ontem (30) que os voos de estreia dos lançadores Soyuz e Vega a partir de Kourou, na Guiana Francesa, devem sofrer novos atrasos. As primeiras missões possivelmente ocorrerão no final de 2010 e início de 2011, respectivamente. A informação sobre os atrasos partiu de Jean-Yves Le Gall, presidente da Arianespace, companhia responsável pela operação dos dois sistemas de lançamento.

SSOT possivelmente só em 2011

Antes destes novos atrasos, havia a expectativa de que este ano fossem executados por veículos Soyuz os lançamentos do satélite de comunicações Hylas 1, e do primeiro satélite de observação da série Pleiades, da agência espacial francesa. Neste segundo voo, junto com o Pleiades, voariam alguns pequenos satélites governamentais de inteligência eletrônica (da série ELISA), e também o primeiro satélite de observação chileno, chamado SSOT. Alguns manifestos extraoficiais apontavam o mês de outubro de 2010 como o período provável do lançamento, que agora só deve ocorrer, num bom cenário, provavelmente a partir de janeiro ou fevereiro de 2011. Por mais alguns meses, o SSOT deverá permanecer, portanto, "armazenado" nas instalações de seu fabricante, a EADS Astrium em Toulouse, no sul da França.

Custos adicionais

Atrasos em grandes e sofisticados projetos de engenharia não são nenhuma grande surpresa, e os casos do Vega e Soyuz não teriam por que fugir da "regra". O grande problema é que muitas vezes estes atrasos são acompanhados de custos e despesas extraordinárias que acrescem razoavelmente os seus valores iniciais. De acordo com Antonio Fabrizi, diretor de lançadores da Agência Espacial Europeia (ESA), o atraso do Soyuz acarretará numa despesa - a ser arcada pela ESA, de aproximadamente 50 milhões de euros.

É possível, para alguns até provável, que estes dois problemas (atraso e aumento nos custos) comecem a afligir o projeto da binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space, à medida que o mesmo comece a ser posto definitivamente em prática, com o início das obras de infraestrutura em Alcântara. De fato, já ocorreram, por variados motivos, diversos atrasos no cronograma do voo de estreia do lançador Cyclone 4 (hoje, obviamente fala-se em não antes que 2011). E o valor total do projeto também aumenta a cada ano. No início da atual década, por exemplo, mencionava-se algo em torno de 180 milhões de dólares, mas hoje as estimativas consideradas são razoavelmente superiores.

"Agressividade comercial da ILS"

Um dado interessante mencionado pela reportagem, mas extraído do relatório anual da lançadora europeia, é a afirmação de que os preços dos lançamentos ficaram relativamente baixos em 2009 "por causa da agressividade comercial da ILS", o que possivelmente contribuiu para o prejuízo apurado pela Arianespace, de pouco mais de 70 milhões de euros. Sigla de International Launch Services, a ILS é a principal concorrente da Arianespace, operando de Baikonur, no Cazaquistão, o lançador russo Proton.

Os fretes da ILS foram mais baratos principalmente em razão da queda do valor da moeda russa, o rublo, em relação a outras moedas internacionais, como euro e dólar. Como a grande maioria dos custos associados ao Proton são em rublo, por ser fabricado na Rússia, torna-se possível a oferta de fretes mais econômicos aos clientes.

O lance curioso é que mesmo num mercado com menor concorrência como o de lançamento de satélites geoestacionários (a crise financeira do terceiro player nesse setor, a Sea Launch, colocou-a de "escanteio" no mercado, ao menos provisoriamente), a maior provedora ainda assim não consegue impor melhores preços. Vê-se, portanto, mais um indicativo de como o mercado de lançamentos espaciais têm sua dinâmica e peculiaridades próprias, não sendo um negócio de ganhos e lucros fáceis como alguns "especialistas" dão a entender.
.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Arianespace - 30 anos de sucesso"

.
Entrou no ar hoje (12), no website da revista Tecnologia & Defesa, uma pequena reportagem, de minha autoria, sobre os 30 anos da primeira empresa comercial de lançamentos espaciais, a Arianespace. A ideia era "publicar" esta reportagem no último dia 26, data em que de fato os 30 anos foram completados, mas o excesso de trabalho nas últimas semanas acabou causando certo atraso.

O texto faz uma abordagem geral sobre a Arianespace, desde a sua criação até o momento atual. Ainda este ano, a empresa europeia deve estrear dois novos lançadores a partir de seu centro espacial, em Kourou, na Guiana Francesa: o Soyuz ST, de origem russa; e o Vega, uma das primeiras experiências italianas na área de veículos espaciais. Falamos um pouco também sobre a relação da companhia com o Brasil, em seu aspecto comercial (a Arianespace foi responsável pelo lançamento de todos os satélites da Embratel, hoje Star One), e a parceria com o País no rastreio de missões, por meio do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), que se situa a leste de Kourou. Por fim, há ainda alguns parágrafos sobre o futuro sucessor do Ariane 5, comumemente chamado de Ariane 6.

Fica aí esta pequena homenagem à Arianespace, referência nos dias de hoje em termos de lançamentos espaciais e, especificamente para o meu caso, fonte de ótimas lembranças!

Para acessar a reportagem, clique aqui.
.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Satélite chileno pronto para o lançamento

.
Representantes do governo chileno estiveram no início de fevereiro nas instalações da EADS Astrium em Toulouse, no sul da França, para reconhecerem a conclusão do satélite de observação terrestre SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra).

O SSOT foi encomendado em julho de 2008, tendo o programa de desenvolvimento e construção do pequeno satélite sido concluído em apenas 18 meses, um recorde para satélites de tal precisão, capazes de gerar imagens de 1,5 metros de resolução, afirmou a EADS Astrium. Em 2009, o segmento terrestre do sistema foi instalado em Santiago, onde a empresa europeia também concluiu a última fase das atividades de treinamento dos operadores chilenos.

"Um passo importante do programa foi atendido com sucesso, e nós estamos muito satisfeitos", disse Raúl Vergara, Subscretário de Aviação do Ministério da Defesa do Chile.

O SSOT ficará na unidade da Astrium em Toulouse até ser enviado para Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pela Arianespace, provavelmente ainda este ano, por um foguete russo Soyuz.
.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

30 anos de Ariane

.
Hoje, 24 de dezembro, completam-se trinta anos do primeiro lançamento de um foguete da família Ariane, realizado a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa. O primeiro lançador da série, Ariane 1, inseriu em órbita baixa uma carga-útil (CAT-1) com massa de 1,675 kg.

Nestes trinta anos de operações, os lançadores Ariane (1, 2, 3, 4 e 5) executaram 193 missões, colocando em órbita 277 cargas úteis para 73 diferentes clientes. A família europeia de foguetes tem sido reconhecida pela sua confiabilidade, flexibilidade e acurácia na inserção de cargas úteis, o que permanece com a atual versão Ariane 5. E esta história deve ter continuidade, com o aprimoramento da versão 5 (ver a notícia "EADS Astrium desenvolve nova versão do Ariane 5", disponibilizada no web-site de Tecnologia & Defesa no início desta semana).

"Com 49 lançamentos realizados até esta data, o Ariane 5 acumula 35 sucessos consecutivos - de longe, a mais alta confiabilidade do mercado", disse em nota o presidente e CEO da Arianespace, Jean-Yves Le Gall.

Em 2010, será a vez da Arianespace, operadora dos Ariane (e futuramente, do Soyuz e Vega) completar trinta anos. Por ocasião da data, o blog prepará uma matéria especial sobre a história da empresa e a relação com o Brasil. Todos os satélites de comunicações da Embratel (atual Star One), por exemplo, foram lançados pela Arianespace. E o rastreio de fase inicial das missões de lançamento é feito pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), com base em acordo bilateral celebrado pelo País com a Agência Espacial Europeia há mais de trinta anos.
.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os russos estão chegando (em Kourou!)

.
A companhia europeia Arianespace divulgou uma nota no sábado passado (07) informando que os dois primeiros lançadores russos Soyuz destinados ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, já deixaram a cidade de São Petersburgo rumo ao seu destino. A previsão é que os dois foguetes, transportados pelo navio MN Colibri, também usado para transportar os lançadores Ariane 5, cheguem à Kourou dentro de duas semanas. O primeiro Soyuz deve ser lançado ao espaço em 2010.

“Com o Soyuz, ao qual brevemente se juntará o Vega, a Arianespace terá uma família completa de veículos lançadores, capacitando-nos a lançar qualquer carga útil, para qualquer órbita e em qualquer tempo”, destacou o presidente da empresa europeia, Jean-Yves Le Gall.

A versão mais atual do Soyuz, que será operada pelo centro sul-americano, é capaz de inserir em órbitas geoestacionárias satélites de pouco mais de 3 toneladas. Em órbita baixa e média, o lançador deverá atender adequadamente os mercados de satélites e constelações de observações terrestres, científicos e de navegação. A Arianespace já encomendou aos fabricantes russos 14 foguetes Soyuz, quase todos com lançamentos já contratados.

Para conhecerem mais sobre os novos lançadores da Arianespace, acessem a matéria (desatualizada em relação ao ano dos voos de estréia) “Arianespace terá dois novos lançadores em 2009”, disponibilizada no web-site da revista Tecnologia & Defesa em outubro de 2008.
.