sábado, 13 de outubro de 2012

Modelo mecânico do SARA Suborbital


Modelo Mecânico de Voo do Sara Suborbital é aprovado

Campo Montenegro, 10/10/2012

O Modelo Mecânico do veículo Sara Suborbital, que recentemente foi submetido ao ensaio dinâmico de aceitação no shaker do IAE, passou pela FRR (Flight Readiness Review) nas dependências de Divisão de Sistemas Espaciais (ASE). A FRR é a revisão que comprova o apronto do modelo para o embarque para o voo. A aprovação ocorreu nesta terça-feira, dia 9 de outubro de 2012, através da constatação de que os resultados de ensaio correspondiam aos resultados obtidos com o Modelo de Qualificação.

A FRR foi cumprida conforme prevista contratualmente. A campanha de ensaios dinâmicos realizada no Modelo de Voo Mecânico foi bem sucedida. O modelo de elementos finitos foi elaborado pela CENIC e permitiu que a empresa pudesse comprovar a boa aderência entre as curvas que representavam o comportamento dinâmico previsto e as obtidas experimentalmente.

Com a aprovação do Modelo Mecânico de Voo, ele já pode ser utilizado para a integração do Modelo de Voo das Redes Elétricas. A empresa CENIC deve iniciar os trabalhos de integração desta eletrônica embarcada já na próxima semana na Divisão de Eletrônica do IAE (AEL), o que garante uma importante etapa das atividades de preparação para o voo do Sara Suborbital.

Fonte: IAE/DCTA
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

SPARC4: câmera astronômica do INPE


Câmera astronômica inovadora será desenvolvida no INPE

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

O  SPARC4 (Simultaneous Polarimeter and Rapid Camera in Four Bands), um instrumento inovador para estudos astronômicos, será desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em colaboração com órgãos científicos brasileiros. Trata-se de uma câmera que permitirá a realização de fotometria e polarimetria com resolução temporal moderada e em quatro bandas espectrais de modo simultâneo.

Em astronomia, quando se fala de câmeras ópticas, o padrão é que as imagens sejam obtidas em um único intervalo de comprimento de onda (da luz). Por obter imagens em quatro cores ao mesmo tempo e permitir medir a polarização da luz, o SPARC4 será único no mundo.

O projeto conceitual do novo instrumento foi aprovado por um comitê de especialistas do INPE e do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), externos à equipe técnica do SPARC4.  O instrumento deve ficar pronto no prazo de 2 a 3 anos e será instalado no telescópio de 1,60m do Observatório do Pico dos Dias, coordenado pelo LNA, em Itajubá (MG).

“Os dados científicos em astronomia são basicamente informações sobre a luz emitida pelos objetos de interesse, como estrelas e galáxias. Os dados são obtidos por instrumentos acoplados a telescópios. São, portanto, ‘medidores’ de luz. Esses instrumentos são de vários tipos: os que medem fluxo, os que medem espectro (fluxo como função do comprimento de onda), os que obtêm imagens, os que medem polarização, entre outros. O SPARC4 é bidimensional, portanto obtém imagens, e com ele vamos medir não apenas o fluxo, mas também a polarização”, explica Claudia Vilega Rodrigues, pesquisadora da Divisão de Astrofísica do INPE.

O projeto conceitual do SPARC4 contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Outros projetos

Em São José dos Campos (SP), são realizadas pesquisas teóricas e observacionais em diversas áreas da Astrofísica, com ênfase em desenvolvimento instrumental. Os projetos instrumentais da Divisão de Astrofísica (DAS) do INPE cobrem diferentes faixas do espectro eletromagnético, como ondas de rádio, radiação óptica e infravermelha e raios X e gama, além de detectores de ondas gravitacionais. Entre seus principais projetos em desenvolvimento, destacam-se um imageador de raios X, o Mirax, e o radiointerferômetro BDA para investigações de fenômenos solares e cósmicos.

O INPE mantém em operação o maior radiotelescópio do país, em Atibaia (SP), e ainda contribui com o desenvolvimento de instrumentação para grandes telescópios como o Soar (Southern Astrophysical Research), instalado no Chile, cujo espelho tem mais de 4 metros de diâmetro.

Em colaboração com outras instituições do Brasil e do exterior, o INPE pesquisa e participa do desenvolvimento de instrumentos para o estudo da Radiação Cósmica de Fundo em Microondas (RCFM) para entender os mecanismos responsáveis pela formação das galáxias e outras estruturas do Universo. Além disso, o INPE mantém cursos de mestrado e doutorado que formam continuamente pesquisadores em Astrofísica e, também, cursos de extensão para professores e estudantes de graduação com o objetivo de contribuir para a divulgação da Astronomia na sociedade brasileira.

Mais informações na página www.das.inpe.br

Fonte: INPE
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AEB na Semana Nacional de C&T


AEB participa da SNCT

10-10-2012

A Agência Espacial Brasileira (AEB) participará, entre os dias 16 e 21 de outubro, da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2012. Em um estande de 264 metros quadrados, a AEB apresentará o Programa Espacial Brasileiro aos visitantes por meio de exposições, oficinas, sistemas interativos e vídeos.

Este ano, o espaço contará com maquetes do veículo lançador de satélites (VLS), dos veículos de sondagem VSB-30, VS30, VS-40 e Sonda IV. O foguete ucraniano Cyclone-4, que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no Maranhão, também será exposto durante o evento. Uma réplica da roupa usada pelo astronauta brasileiro, Marcos Pontes, estará em exibição e permitirá que os visitantes tirem fotos com ela.

O programa AEB Escola realizará oficinas do carrinho foguete, espectroscópio e o foguete de garrafa pet. Durante toda a semana haverá competições de corrida do carrinho foguete construídos pelos participantes em oficina no estande. Durante as oficinas será distribuído aos professores o livreto "Mão na Massa", com propostas de atividades sobre Astronomia, Astronáutica e Mudanças Climáticas que podem ser realizadas com material reaproveitável.

As oficinas mostram de maneira simples os conceitos mais complexos empregados nas atividades tecnológicas. No carrinho-foguete é trabalhada a 3° lei de Newton - o ar jogado para um lado impulsiona o carrinho para o outro. Esse principio é o mesmo usado no lançamento de foguetes. No espectroscópio, a luz é decomposta da mesma maneira que o satélite faz para captar as imagens da terra no espaço. Já o foguete de garrafa pet é movido a água e ar comprimido e chega a atingir cerca de 70 metros de altura.

SNCT - A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) é comemorada anualmente, no mês de outubro, sob a coordenação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com colaboração de diversas entidades vinculadas ao setor. O objetivo é criar e consolidar no Brasil mecanismos que mobilizem a população em torno da importância da Ciência e da Tecnologia, contribuindo ainda para a popularização da ciência de forma integrada. .

Este ano, o tema principal será: “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”. Serão promovidas e estimuladas em todo o país atividades de difusão e de apropriação social de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados com este tema. Serão debatidas as estratégias e mudanças necessárias para uma economia verde que, em conexão com um desenvolvimento sustentável, contribua para a erradicação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais no país.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Data: 15 a 21 de outubro

Local: Pavilhão de Exposições do Parque Sarah Kubitschek

Informações: http://semanact.mct.gov.br

Fonte: AEB
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Testes do satélite Amazônia-1


INPE realiza testes no modelo estrutural do Amazônia-1

Terça-feira, 09 de Outubro de 2012

Importante etapa para a qualificação do modelo estrutural do satélite Amazônia-1 foi concluída com sucesso pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do instituto, em São José dos Campos (SP), o modelo enfrentou, desde o dia 20 de setembro, uma bateria de ensaios de vibração para certificar que sua estrutura está apta a suportar os impactos do lançamento e manobras em órbita.

A partir de agora, começam as atividades para o teste acústico. Logo após, tem início a preparação para os testes térmicos no LIT/INPE, outro passo essencial para a qualificação do satélite.

O Amazônia-1é o primeiro satélite construído tendo como módulo de serviço a Plataforma Multimissão (PMM), um moderno conceito em termos de arquitetura de satélites criado pelo INPE. Nessa plataforma ficam todos os equipamentos que desempenham as funções necessárias à sobrevivência e operação de um satélite.

A PMM pode ser reproduzida para atender a vários tipos de missões espaciais. A reutilização do projeto da plataforma permite reduzir custos recorrentes na fabricação de novos satélites e também o tempo de desenvolvimento dos mesmos. Portanto, a qualificação do modelo estrutural do Amazônia-1 também beneficia os projetos de próximos satélites que serão montados a partir da PMM.

Fonte: INPE

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Direito Espacial: brasileiro ganha prêmio


Brasileiro ganha prêmio do Instituto Internacional de Direito Espacial

08/10/2012

Olavo Bittencourt vence o Prêmio Diederiks-Vershoor de 2012 para jovens pesquisadores, com tese sobre a delimitação do espaço exterior.

Olavo de Oliveira Bittencourt Neto, que no ano passado tornara-se o primeiro brasileiro a receber (com láurea) o título de Doutor em Direito Espacial, acaba de receber o Prêmio Diederiks-Vershoor, criado pelo pelo Instituto Internacional de Direito Espacial para destacar jovens talentos na área da regulamentação jurídica das atividades espaciais.

O  Prêmio Diederiks-Vershoor, concedido anualmente, foi lançado em 2001, sendo  naquele ano entregue a outro brasileiro, o jurista Álvaro Fabrício dos Santos, ex-advogado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sediado em São José dos Campos, São Paulo, que hoje trabalha na representação da Advogacia Geral da União (AGU), nessa cidade paulista.

Olavo Bittencourt disputou o Prêmil Diederiks-Vershoor de 2012 com seis outros trabalhos. Sua tese trata de problema altamente controverso, constatemente debatido em fóruns, congressos e seminários sobre direito espacial: “A fronteira esquiva: revisitando a delimitação do espaço exterior” (“The elusive frontier: revisiting the delimitation of outer space”).

A Comissão Julgadora do Prêmio Diederiks-Vershoor de 2012, foi presidida pela Profa. Elisabeth Back Impalomeni, da Universidade de Pádua, Itália, e formada pelo Professores Jonathan Galoway, do Lake Forest College (Universidade), Illinois, Estados Unidos e José Monserrat Filho, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) e atualmente Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB).

A Comissão Julgadora considerou que Olavo Bittencourt deu “uma contribuição muito interessante ao desenvolvimento progressivo do Direito Internacional; conduziu sua pesquisa de forma lógica, abarcando os mais relevantes aspectos legais da questão e chegando, através de raciocínio coerente, a conclusões claras e harmoniosas; suas notas são exaustivas e precisas”.

O Prof. José Monserrat Filho, por ser brasileiro, absteve-se de votar, embora tenha concordado com a decisão tomada pela Comissão Julgadora.

O Instituto Internacional de Direito Espacial (IIDE), fundado em 1960, é ligado à Federação Internacional de Astronáutica (FIA), a qual é vinculada também A Academia Internacional de Astronáutica. A FIA comemorou 60 anos agora em 2011. Ela promove anualmente o maior encontro mundial sobre temas da conquista espacial.

O Congresso da FIA deste ano teve lugar em Nápoles, Itália, com a participação de cerca de 2 mil profissionais das mais diversas áreas das atividades espaciais. O do ano passado foi realizado na Cidade do Cabo, África do Sul, e o de 2013 será realizado em Pequim, na China.

O Brasil acolheu o Congresso da FIA em 2000, no Rio de Janeiro.

Fonte: AEB, via José Monserrat Filho.
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domingo, 7 de outubro de 2012

Thales Alenia Space e seus planos para o Brasil


Na última sexta-feira (5), o blog Panorama Espacial / revista Tecnologia & Defesa encontrou César Kuberek, vice-presidente da Thales para a América Latina, agora baseado em São Paulo (SP), e Christophe Garier, executivo da Thales Alenia Space (TAS)* responsável pelo mercado latino-americano no segmento de comunicações.

A conversa teve como pano de fundo o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente a principal concorrência de satélites no continente sul-americano, mas também girou em torno de outros projetos e interesses da companhia franco-italiana na região, em particular plataformas de satélites de órbita baixa para aplicações variadas.

Garier veio ao Brasil para entregar informações técnicas solicitadas pela Visiona, joint-venture da Embraer e Telebrás responsável pela contratação e integração do sistema, que emitiu uma nova solicitação de informações (RFI, no jargão em inglês) para os principais fabricantes de satélites de comunicações. De acordo com o executivo, existe a expectativa de que todo o processo, desde a RFI até a assinatura do contrato leve de cinco a seis meses. Assim, é possível que a definição do fabricante se dê no início de 2013.

Com o intuito de entender a estratégia da TAS para o SGDC, questionamos acerca da possibilidade de apresentação de uma proposta conjunta com outros fabricantes europeus, com apoio unificado do governo francês, prática bastante fomentada em algumas concorrências no exterior, como na Espanha e Noruega (programa Hisnorsat, que acabou sendo cancelado) e Oriente Médio (Yahsat e Arabsat 5C), e já abordada aqui no blog (ver a postagem "SGB e o fratricídio francês", de abril de 2012). "Uma das maiores limitações desse projeto é o tempo", respondeu Kuberek, indicando que uma proposta conjunta poderia exigir mais tempo para a entrega do satélite. "E depende do que o cliente quer", complementou. O governo brasileiro, segundo se apurou, não teria feito um pedido nesse sentido.

Christophe Garier discorreu sobre as credenciais da TAS em comunicações, particularmente em banda Ka (o SGDC terá capacidade em banda Ka e banda X, esta última para aplicações militares). Destacou os projetos dos satélites Yahsat e Arabsat 5C (construídos em parceria com a Astrium), a inovadora constelação de órbita média O3b, em desenvolvimento, e o sistema italiano de comunicações militares SICRAL (Sistema Italiana de Communicazione Riservente Allarmi). Envolvida em mais de vinte programas desde 1991, a TAS se considera uma fornecedora líder de componentes em banda Ka no mercado global de satélites. Garier também destacou a expectativa de que, uma vez selecionado o fabricante do primeiro SGDC, ocorra treinamentos acadêmicos e em fábrica de especialistas brasileiros, inclusive com transferência de know-how em design de satélites.

Transferência tecnológica

Indo além das comunicações, o VP da Thales para a região citou a intenção da TAS em promover transferência de tecnologia em vários domínios espaciais, em linha com as estratégias de desenvolvimento adotadas pelo Brasil. O escopo poderia cobrir uma número de áreas, como gerenciamento de projetos e design de sistemas, integração de satélites e seleção de tecnologias chave. O executivo deu especial ênfase à disposição da empresa em transferir tecnologia de plataformas para satélites de órbita baixa, muito utilizados para aplicações como de observação terrestre, ambientais e científicas. César Kuberek mencionou que até 2025, o Brasil demandará dezenas de satélites para diferentes aplicações, como comunicações, meteorologia e observação, muitos deles em órbita baixa. Ressaltou que a transferência se daria no nível mais alto, com fabricação local, envolvendo inclusive acordo de vendas pela receptora da tecnologia no País para mercados específicos em que o Brasil tenha maior influência.

Kuberek fez questão de citar os casos de transferência de tecnologia da Thales em radares de banda L para a sua subsidiária industrial no País, a Omnisys, e também dos sistemas de sonares que equiparão os submarinos S-Br adquiridos pela Marinha do Brasil junto à DCNS, para demonstrar o comprometimento do grupo nessa direção.

Panorama regional

Embora o principal, o SGDC não é o único projeto espacial no comunicações no continente latino-americano, e a TAS está atenta às outras oportunidades. Os governos de países como o Peru, Colômbia, Chile, Nicarágua e Panamá têm considerado, com diferentes intensidades, a aquisição de sistemas espaciais de comunicações.

No âmbito comercial, há expectativa de que nos próximos meses a Star One, subsidiária da brasileira Embratel, dê início a contratação de um novo satélite, o seu primeiro com capacidade em banda Ka. Comenta-se que o satélite será chamado Star One D1, com o "D" indicando o início da quarta geração (a primeira foi chamada Brasilsat A, a segunda Brasilsat B, e a terceira Star One C).

Na Argentina, também é aguardado para o final do ano uma solicitação de propostas para fornecimento de subsistemas (cargas úteis, subsistemas de serviços como propulsão e controle, entre outros) para o terceiro satélite da família ARSAT, em construção pela estatal Invap, e parte do SSGAT (Sistema Satelital Geoestacionario Argentino de Telecomunicaciones). A TAS já fornece para os dois modelos da família as cargas úteis em banda C e Ku.

* A TAS é resultado da aliança espacial entre o grupo francês Thales (67%) e o conglomerado italiano Finmeccanica (33%), formalizada em junho de 2005. O outro componente da aliança entre os dois grupos é a Telespazio, unidade de serviços espaciais controlada pela Finmeccanica (67%), com a Thales detendo os 33% restantes. A Telespazio tem importante presença no Brasil (ver a postagem "Panorama da Telespazio no Brasil").
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Tecnologia & Defesa n.º 130



Está chegando às bancas o número 130 da revista Tecnologia & Defesa, que começa a circular na próxima semana. Destacamos abaixo as principais reportagens:

- Navio-Patrulha Oceânico Amazonas
- No Líbano com a Marinha do Brasil
- Pilgrim e Star Dream, há algo de novo no ar
- Os 88 mm alemães no Brasil
- Navios de assalto anfíbio
- Helibras e a nova fábrica dos EC725
- Marinha do Brasil e o novo helicóptero MH-16 Seahawk
- Coluna Defesa & Negócios
- E muito mais!
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

INPE, África e monitoramento por satélite


INPE ensina técnicos de Camboja e Bangladesh a monitorar florestas por satélites 

Quarta-feira, 03 de Outubro de 2012

Representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estão em Belém (PA), no Centro Regional da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), participando de curso de capacitação em monitoramento de florestas por satélites. Os representantes da FAO, que atuam em Camboja e Bangladesh, pretendem adotar nesses países a mesma tecnologia criada pelo INPE para acompanhar as transformações na Amazônia. O curso se estende até o dia 11 de outubro.

Em Belém, o INPE ensina aos estrangeiros técnicas de sensoriamento remoto, o emprego das imagens de satélites e as funcionalidades do TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como o PRODES, que revela a taxa anual de desmatamento na Amazônia e é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo.

Por meio de parceria com a FAO, o INPE realiza cursos de capacitação aos países interessados em avançar na vigilância de suas próprias florestas. A parceria permite ao INPE promover a capacitação técnica necessária ao monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento. Iniciativas como REDD somente poderão ser implantadas com sucesso se os países puderem medir e comprovar a veracidade de suas informações sobre florestas, como tem feito o Brasil, com os dados do INPE.

SPRING

Nesta semana, para profissionais da região amazônica, o INPE também promove em seu centro de Belém um curso sobre o SPRING, software livre de informação geográfica que é o mais utilizado no Brasil por pesquisadores e estudantes em universidades e instituições públicas e privadas. Este software do INPE, destinado a aplicações de sensoriamento remoto e mapeamento, possui mais de 160 mil usuários cadastrados - cerca de 25% desse total estão na Colômbia, Estados Unidos, Argentina, entre outros países.

Fonte: INPE
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Presidente da AEB cumpre agenda internacional


02-10-2012

O presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Coelho, cumpre, nesta primeira quinzena de outubro, uma série de atividades internacionais relacionadas ao trabalho da AEB.

O primeiro destino da viagem foi à Itália, onde José Raimundo participou do 63º International Astronautical Congress (IAC). Na oportunidade, reuniu-se com o presidente da Agência Espacial Italiana (ASI), Enrico Saggese, a fim de discutir a possibilidade de desenvolvimento conjunto de um novo satélite Ítalo-Brasileiro Vega e possíveis cooperações entre a AEB e a ASI.

Durante a estada em Napoli, o presidente da AEB também participou de encontros com representantes da NASA e demais membros de Agências Espaciais de diversos países, como China, Alemanha, Japão e Suíça.

No próximo dia 4 de outubro, José Raimundo Coelho chega à França e segue com a agenda de compromissos no país. Em destaque, o encontro com o CEO da Astrium Geo Services, Francois Auque.

Os compromissos da missão internacional de José Raimundo se encerram no Japão. Lá o presidente da AEB participará do 9º Fórum Anual de Ciência, Tecnologia e Sociedade, em Kyoto. Em seguida, segue para Tóquio, onde participa de reuniões estratégicas com empresas do setor aeroespacial e finaliza sua viagem com retorno ao Brasil.

Segundo o presidente da AEB, essas reuniões têm a finalidade de intensificar o relacionamento da instituição com setores específicos e de canalizar apoios para o esforço de desenvolvimento em diversas áreas.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Reportagem: "Brazil gets its momentum"


Na edição de julho - agosto da European Defence & Security Review, publicação editada pela European Security and Defence Press Association (ESDPA), foi publicada uma reportagem de minha autoria abordando brevemente os principais programas de defesa em desenvolvimento no Brasil.

A reportagem foi preparada há cerca de dois meses e, portanto, possui algumas informações desatualizadas (a seleção da Embraer Defesa e Segurança para a primeira fase do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON, por exemplo), mas busca transmitir um panorama sobre os principais projetos em andamento no Brasil, como o F-X2 (caças), helicópteros, PROSUB (submarinos), PROSUPER (navios de superfície para a Marinha), Guarani (veículos blindados para o Exército), SISFRON e SisGAAz, entre outros. De forma não aprofundada, também é abordado o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Para ler a reportagem (a partir da página 24), em inglês, clique aqui.
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