sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FINEP apóia projetos de tecnologia espacial

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) divulgou ontem (30) a relação de projetos selecionados para o programa de subvenção econômica de 2008. Foram selecionados 209 projetos, que juntos receberão até R$ 450 milhões em recursos não-reembolsáveis. Para programas estratégicos, que inclui iniciativas na área Espacial, serão destinados até R$ 80 milhões distribuídos em 31 projetos. Destes, ao menos dois estão relacionados diretamente com tecnologia espacial. São eles:

- R$ 2,724 milhões para o "desenvolvimento da tecnologia para a fabricação de filmes finos com geometria dedicada para a manufatura de filtros multi-espectrais para aplicação em sistemas de imageamento orbital". A empresa beneficiada é a Opto Eletrônica; e

- R$ 2,993 milhões para o "bloco girométrico tri-axial, montado com girômetros a fibra óptica, para aplicação em sistemas de navegação e controle de satélites, de foguetes e veículos lançadores de satélites". A empresa responsável pela iniciativa é a Optsensys. Sobre sistemas inerciais para foguetes brasileiros, vejam a postagem "Sistemas Inerciais: o calcanhar-de-aquiles do VLS".

Para saber mais sobre algumas das iniciativas em Programas Estratégicos que receberão recursos do governo, não apenas de tecnologia espacial, leiam a matéria "FINEP seleciona projetos estratégicos para subvenção econômica", publicada hoje no web-site de T&D.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Venezuela no espaço

Foi lançado com sucesso ontem (29) o Simon Bolivar, o primeiro satélite de telecomunicações da Venezuela. O lançamento ocorreu a partir do centro espacial de Xi Chang, a bordo de um foguete Longa Marcha 3B. Para mais informações sobre o lançamento, acesse o Boletim Em Órbita.

O satélite geoestacionário Simon Bolivar não deve ser o único projeto espacial do país sul-americano. A Agência Bolivariana para Atividades Espaciais (ABAE), organismo do governo responsável pela formulação e execução de seu programa espacial anunciou que em 2013 pretende colocar em órbita um satélite de observação terrestre desenvolvido e construído pelo país. Recentemente, a ABAE firmou acordo de cooperação com a Índia para a formação de especialistas em interpretação de imagens geradas por satélites. Novos acordos com a Rússia e França devem ser assinados em breve.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Suspensão da licitação do ACDH

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Ontem (28), às 15h00, na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), foram entregues as propostas para o fornecimento do subsistema ACDH (sigla em inglês de Controle de Atitude e Supervisão de Bordo) para o primeiro satélite que utilizará a Plataforma Multimissão (PMM), o Amazônia-1. O processo licitatório, no entanto, foi suspenso por decisão liminar proferida pela Justiça Federal, requerida por meio de um mandado de segurança impetrado por um dos consórcios participantes da concorrência.

O consórcio que apresentou o recurso, um dos quatro que disputam a concorrência, é formado pela gaúcha Aeroeletrônica, e por sua parceira estrangeira, a Carlo Gavazzi Space, da Itália. Todas as participantes, como já era esperado, se consorciaram com parceiras internacionais, com variados níveis de experiência no tipo de subsistema que está sendo licitado.

A medida tomada pelo consórcio brasileiro-italiano teria deixado muita gente “irritada”, de acordo com uma fonte ouvida pelo blog, uma vez que ameaça todo o cronograma do Amazônia-1. Disputas judiciais podem durar um bom tempo. A licitação para a construção de uma nova Torre Móvel de Integração (TMI) para o foguete VLS-1 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, é um bom exemplo. Foi iniciada em 2004, mas só recentemente o contrato foi definitivamente assinado.

A Carlo Gavazzi Space é uma antiga divisão do grupo italiano Carlo Gavazzi, comprada pelo grupo Fuchs, da Alemanha, que também controla a OHB Technology, conhecida indústria aeroespacial alemã (veja o organograma do grupo). A própria OHB, consorciada com uma empresa brasileira bastante atuante em sistemas de controle de tráfego aéreo, também entregou proposta ao INPE.

Segundo informações divulgadas pelo INPE na noite de ontem, o teor da liminar concedida à Aeroeletrônica está sendo analisado, estando prevista para hoje uma reunião entre a Comissão Permanente de Licitação do Instituto e a Advocacia Geral da União em São José dos Campos para decidir quais as providências que serão tomadas.

Alguns pontos/comentários pertinentes:

- A fase da entrega de propostas teve algumas surpresas ou, no mínimo, possibilidades que acabaram não se concretizando. Em nota postada em 6 de outubro, havíamos mencionado a expectativa de que empresas interessadas na concorrência se organizassem "em consórcios com uma ou mais empresas nacionais, de modo a alcançarem melhor pontuação no quesito participação nacional." Aparentemente, isto não ocorreu. O mesmo vale para as participações de uma indústria espacial de um país vizinho, e da empresa nacional com problemas em um dos subsistemas da PMM. Possivelmente, desistiram.

- A concorrência do ACDH no Brasil parece repetir, em alguns pólos e aspectos, e observadas as diferentes dimensões, a competição para a construção dos satélites da constelação Galileo ora em curso na Europa.

- É curioso observar a dinâmica das relações entre empresas e/ou grupos atuantes no Setor Aeroespacial: podem ser parceiras num negócio em determinado país, e ao mesmo tempo concorrentes e “inimigas” em outros países. Não é uma exclusividade dos negócios em Espaço, ocorre também no setor de Defesa e certamente em muitas outras áreas. De certo modo, isto denota a complexidade cada vez maior das relações comerciais.

Em breve serão postadas mais informações sobre este tema.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Orion lançado com sucesso

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CLBI lança com sucesso foguete Orion

27/10/2008

Culminando com as festividades alusivas ao Dia do Aviador, comemorado no dia 23 de outubro, data magna da Força Aérea Brasileira, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno lançou com sucesso o foguete Orion, exatamente às 04h 04min 08seg do dia 27 de outubro, alcançando todos os objetivos da Opereção Parelhas, após quatro tentativas de lançamento, impedidas pelas condições dos ventos.

Apesar da região onde está localizado o CLBI reunir diversos fatores, inclusive meteorológico, favoráveis estrategicamente para lançamento de foguetes. Contrariamente, os valores nominais do vento, nos últimos dias, não foram propícios para garantir a segurança no lançamento do foguete Orion, que por razões técnicas, deve ser inferior a 7,3m/s, ou 26 km/h.

O foguete Improved Orion, que mede 5,7m, é um foguete de treinamento, mono-estágio, não-guiado, estabilizado por empenas e lançado a partir de trilho. Consiste de um propulsor de 419 kg, propelente sólido (combustível sólido) e atinge uma velocidade de 4.700 km/h (quatro vezes a velocidade do som). Possui espaço para embarcar experimentos científicos ou tecnológicos, da ordem de 80 kg. Nesta ocasião, o foguete Orion foi ocupado com equipamentos e instrumentos alemães, voltados para a trajetografia durante a realização do vôo.

O motor-foguete propicia uma fase de decolagem de 5 segundos, e outra tipo cruzeiro, com 21 segundos, totalizando 26 segundos de fase propulsada, o que permiti chegar uma altura entre 95 e 105 km, caindo em alto mar a, aproximadamente, 70 km da costaA Operação, denominada de PARELHAS, em homenagem a uma das cidades do Rio grande do Norte, alcançou o seu objetivo principal, ou seja o treinar as equipes técnicas do CLBI e da Unidade Móvel de Lançamento de Foguetes do Centro Espacial Alemão, nas atividades de preparação, lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais.

Várias Organizações Militares do Comando da Aeronáutica participaram da Operação, entre elas o Centro de Lançamento de Alcântara e o Instituto de Aeronáutica e Espaço, além do Apoio da Agência Espacial Brasileira.

Com o sucesso do lançamento do foguete Orion, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno cumpre mais uma etapa do desenvolvimento da tecnologia nacional para a independência do Brasil na área de tecnologia aeroespacial.

Fonte: Seção de Comunicação Social do CLBI (Sgt. Pereira)

Abaixo, fotos do lançamento tiradas pelo Sgt. Garrido (CLBI) e Dimas Santos (IAE/CTA):







domingo, 26 de outubro de 2008

Foguete Orion terá nova tentativa de lançamento esta madrugada

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Haverá uma nova tentativa de lançamento do foguete alemão Orion na madrugada desta segunda-feira (27), a partir do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte. Inicialmente, o foguete, que leva uma carga de acompanhamento e rastreio de seu vôo, deveria ser lançado entre os dias 21 e 23, mas ventos fortes levaram ao seu adiamento.

A Operação Parelhas conta com a participação de especialistas do DLR (Agência Espacial da Alemanha), apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e também do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), além de outras organizações do Comando da Aeronáutica.

Segundo informações divulgadas pelo CLBI, o Orion é um foguete de treinamento mono-estágio, não-guiado, estabilizado por empenas e lançado a partir de trilho. "Consiste de um propulsor denominado Improved Orion, pesando 419 kg. O propulsor IO é carregado com propelente sólido (combustível sólido), com uma fase decolagem de 5 segundos, e uma fase tipo cruzeiro com 21 segundos, totalizando 26 segundos de fase propulsada, o que permite um apogeu entre 95 e 115 km. Possui, ainda, espaço para embarcar experimentos científicos ou tecnológicos, da ordem de 80 kg."
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Programa Espacial Mexicano

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O México está prestes a criar sua agência espacial. É o que informa a edição de outubro do boletim inglês Space Intelligence News. Segue abaixo versão da notícia, traduzida livremente para o Português:

México considera ter sua própria agência espacial

O astronauta norte-americano Jose Hernandez apresentou este mês um projeto para a criação de uma agência espacial aos senadores mexicanos. O plano, que inclui a criação de uma base de lançamento na península de Yucatán, na costa do Oceano Atlântico foi aprovado pela câmara em 2007 e deve ser votado pelo senado antes do final deste mês. Se aprovado, a agência espacial do México será conhecida como AEXA, e iniciará suas operações em março do próximo ano.

Hernandez, engenheiro de origem mexicana, foi selecionado pela NASA para o treinamento de astronautas em 2004 e deve voar como especialista de missão a bordo do ônibus espacial Atlantis para a Estação Espacial Internacional na missão STS 128, prevista para julho de 2009.”


Clique aqui para acessar a edição de outubro do boletim Space Intelligence News.
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Cooperação Brasil - Índia

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Estações do INPE vão acompanhar lançamento de sonda indiana à Lua

21/10/2008

As estações de rastreio e controle de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), localizadas em Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), fazem parte de uma rede mundial de estações terrenas que acompanhará a sonda Chandrayaan-1 desde o seu lançamento, previsto para esta quarta-feira (22/10), do Centro Espacial de Sriharikota, na Índia, até sua entrada na órbita lunar. A sonda irá inspecionar por dois anos a superfície da Lua com um conjunto de equipamentos de alta resolução.

O lançamento da sonda indiana será acompanhado pelo INPE junto com a ISRO, a Nasa e a Roscosmos – as agências espaciais indiana, americana e russa, respectivamente –, além de universidades americanas. As estações brasileiras participam da fase inicial, com a sonda ainda em órbita terrestre, e a transferência para a órbita lunar será monitorada também pelas estações americanas e indianas. Na fase de operação em órbita lunar, apenas a rede indiana estará envolvida.

“A participação do INPE na missão lunar ocorre por solicitação da ISRO devido à localização favorável de nossas estações terrenas. É uma experiência inestimável num tipo de missão não previsto no Plano Nacional de Atividades Espaciais, ao mesmo tempo em que estabelece uma cooperação com a Índia que vai possibilitar o uso de estações terrenas da ISRO no suporte de futuras missões espaciais do INPE quando lançadas a partir do Centro de Alcântara”, diz Pawel Rozenfeld, chefe do Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE.

Fonte: INPE

Comentário: o lançamento da sonda indiana foi realizado hoje (22) com sucesso. A parceria entre Brasil e Índia no campo espacial não deve ficar apenas nesta missão. Há várias possibilidades na mesa, inclusive o lançamento por foguetes indianos de satélites de observação terrestre brasileiros.
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Semana de comemorações: Bandeirante, SCD-2 e CBERS 2

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Hoje, 22 de outubro, comemora-se o 40º aniversário do primeiro vôo do avião de transporte Bandeirante, aeronave que deu origem à Embraer, atualmente a terceira maior fabricante de aviões do mundo. Curiosamente, também neste dia 22, o satélite brasileiro SCD-2, construído pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e ainda em operação, completa 10 anos em órbita. Ontem (21), foi a vez do CBERS 2 completar 5 anos de funcionamento (uma de suas três câmeras, a CCD, ainda está operacional).

Mas por que citar o Bandeirante, um projeto aeronáutico, num blog que trata de temas espaciais? O trecho abaixo, extraído do livro Asas do Brasil, de autoria do diretor de redação da revista Tecnologia & Defesa, Cosme Degenar Drumond, dá as razões:

"No momento em que os torcedores brasileiros comemoravam com um carnaval fora de época a conquista em definitivo da taça Jules Rimer, no México, o terceiro protótipo do Bandeirante ficou pronto, já incorporando as novas modificações. O primeiro vôo aconteceu no dia 26 de junho, tripulado pelo major-aviador Albano Jorge de Lima e pelo engenheiro Walter Bartels, ambos do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), que compõe a estrutura do CTA e responde pela homologação de aeronaves. O terceiro protótipo cumpriu todos os testes de vôo, ao fim dos quais foi vendido à Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE), onde passou a voar em sensoriamento remoto, a serviço do Instituto Nacional de Atividades Espaciais (INPE). Foi a primeira venda de um produto da Embraer." (Pág. 222).
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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Vídeo do ensaio do S 43

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O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) disponibilizou em seu web-site um vídeo do ensaio do propulsor S 43, que equipa o foguete VLS-1, realizado ontem, na chamada Operação Flamingo. O vídeo, de 2,78 mega bytes, pode ser baixado clicando-se aqui.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ensaio de motor do VLS é bem-sucedido


Ensaio do Motor S43 ocorre com sucesso

A queima do motor S43 ocorreu com sucesso, em torno das 16 horas deste dia (20/10), com duração da queima de propelente de 57 segundos, dentro da estimativa esperada para o ensaio.

O ensaio ocorreu no Banco de Provas Horizontal da Usina Coronel Abner (UCA), de capacidade de 1000kN. Estiveram envolvidos neste trabalho 24 equipes e um total de 93 pessoas, para os 55 dias de atividades de preparação.

O objetivo do ensaio foi avaliar as modificações realizadas na tampa dianteira do motor, denominada domo, região de fechamento perto do ignitor. As alterações realizadas na proteção térmica flexível do domo causa, por conseqüência natural, alterações no bloco de propelente, tornando o espaço entre propelente e ignitor maior e, por isso, a necessidade em avaliar também a geometria desse bloco.

O ensaio também buscou avaliar as características propulsivas, tais como: impulso específico, velocidade característica do propelente e coeficiente de empuxo, completando um total de 102 medidas. Esteve presente próximo ao banco de provas uma coifa do VLS responsável por medidas de vibração mecânica e acústica, oportunidade única oferecida para um ensaio como este.

Informações técnicas

O Propulsor S43 é empregado no 2º estágio do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), que utiliza propelente sólido em seus 4 estágios, possui 19 metros de comprimento e massa total de 50 toneladas. A missão do VLS-1 é a de satelitizar uma carga útil de aproximadamente 115 kg, em uma órbita circular equatorial de 750 km.

Características do propulsor:

Massa de propelente = 7100 kg
Tipo de propelente = compósito (resina polibutadiênica, perclorato de amônio e alumínio)

Valores estimados do ensaio:

Tempo de queima = 62 s
Pressão nominal na câmara do motor = 6 MPa
Empuxo nominal = 280 kN

Medições a serem realizadas (total 102 medições)

Pressão (05)
Força/Empuxo (05)
Temperatura (11)
Fluxo Térmico (30)
Acústica (09)
Vibro Acústica (09)
Vibração (10)
Deformação (06)
Monitoramento No Transporte (17)

Esta Operação denominada “FLAMINGO” atende primordialmente às recomendações sugeridas pela empresa SRC Makeyev, dentro do programa de cooperação Brasil-Rússia.

Fonte: IAE
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