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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Cooperação Venezuela - Nicarágua

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A Venezuela e a Nicarágua devem em breve firmar um acordo de cooperação no campo espacial. Segundo reportagens locais, o governo venezuelano ofereceu acesso às capacidades dos satélites Simon Bolívar, de comunicações, e Miranda, de sensoriamento remoto, para o monitoramento de movimentos sísmicos e mitigação de desastres naturais.

A oferta foi feita durante visita da comitiva liderada pelo ministro venezuelano Manuel Fernandez, de Ciência e Tecnologia, ao país centro-americano na semana passada.

A Nicarágua, alias, deverá em breve contar com seu primeiro satélite de comunicações. Está previsto para o terceiro trimestre de 2016, o lançamento do Nicasat-1, adquirido da chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) em 2012 por cerca de 250 milhões de dólares.

Este deverá ser o terceiro satélite geoestacionário fornecido pela CGWIC para países latino-americanos, depois do venezuelano Simon Bolívar (também conhecido como Venesat-1), lançado em outubro de 2008, e do Tupac Katari, da Bolívia, colocado em órbita em dezembro de 2013.
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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Venezuela terá novo satélite de observação

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O governo venezuelano oficializou no início desta semana a contratação de seu segundo satélite de observação, o VRSS-2, que a exemplo de seu antecessor, colocado em órbita há cerca de dois anos, será construído na China. O satélite, que será também denominado Antonio José de Sucre, será construído ao longo dos próximos três anos, com previsão de lançamento em 2017, num investimento de 170 milhões de dólares.

Segundo divulgado pela agência espacial venezuelana, o VRSS-2 contará com uma câmera de observação com resolução de 1 metro e faixa de 30 km, um imageador infravermelho, e capacidade de transmissão de dados de 16.000 bytes por segundo, quatro vezes superior a de seu antecessor. Será baseado na plataforma CAST-2000, da China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), com massa em torno de 1.000 kg, e vida útil estimada em 5 anos.

Ainda de acordo com informações oficiais, parte da fabricação do satélite acontecerá na Venezuela, em Borburata, no estado de Carabobo, onde a partir do segundo semestre de 2015 será instalado o Centro de Investigação e Desenvolvimento Espacial (CIDE). Também está prevista a criação do Instituto de Geomática, responsável pela interpretação e aplicações das imagens.

Este é o terceiro satélite contratado por Caracas junto à chinesa CGWIC. O primeiro foi o Venesat-1 (Simon Bolivar), de comunicações, lançado ao espaço no final de outubro de 2008.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Venezuela: VRSS-1 prestes a ser lançado


O Francisco Miranda, primeiro satélite de observação da Venezuela deve ser lançado ao espaço no próximo sábado, 29 de setembro, segundo informações divulgadas pela imprensa local. O satélite, também conhecido por VRSS-1, já está acoplado ao lançador chinês Longa Marcha 2D, que deve partir do centro espacial de Jiuquan, no noroeste da China.

Construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), o VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) é o segundo satélite adquirido pela Venezuela. Em outubro de 2008, seu primeiro satélite, o Venesat-1 (também conhecido como Simon Bolivar), de comunicações, foi lançado ao espaço.

Não são conhecidas muitas características técnicas do VRSS-1, como, por exemplo, o número e resolução dos sensores óticos, mas sabe-se que ele é baseado na plataforma CAST2000, desenvolvida pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, sigla em inglês). Será utilizado para monitoramento de produção agrícola, planejamento urbano, alerta de desastres naturais e controle de recursos naturais, entre outras finalidades.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Avanço chinês na América Latina


Ao que tudo indica, a China está próxima de fechar mais um importante contrato em matéria espacial no continente latino-americano. De acordo com informações divulgadas pela mídia local, o governo da Nicarágua está em negociações avançadas com a companhia chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) para a compra de um satélite geoestacionário de telecomunicações, transação avaliada em cerca de 300 milhões de dólares.

Os recursos para o projeto seriam financiados por bancos chineses. Há expectativa de que o contrato seja assinado em outubro, por ocasião de uma visita oficial do presidente executivo da entidade reguladora de comunicações da Nicarágua, Orlando Castillo, à Pequim, com o início dos trabalhos em março de 2013.

O satélite já tem nome definido - Nicasat-1, e segundo informações de autoridades locais, "servirá para promover o desenvolvimento econômico do país, além de melhorar as comunicações em casos de desastres naturais." É provável que seja baseado na plataforma DHF-3, similar a adotada pelos satélites da Venezuela e Bolívia.

A China é hoje a maior parceira espacial da América Latina, com projetos conjuntos com o Brasil (CBERS, desde 1988), Venezuela (Venesat-1 e VRSS-1) e Bolívia (Tupac Katari), além de outras iniciativas em desenvolvimento com outros países da região (Argentina e Peru, por exemplo).
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Avanços chineses na Venezuela e Bolívia


Na Venezuela, VRSS-1 em órbita no final de setembro...

O VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satélite), também conhecido como Francisco Miranda, primeiro satélite de observação da Venezuela, pode ser colocado em órbita já a partir de 30 de setembro, segundo divulgou o governo venezuelano.

"O satélite conta com três sementos e dentro de poucos dias será lançado... A data está programada para 30 de setembro aproximadamente ou para os primeiros dias de outubro... Estamos lançando... 53 profissionais estão capacitando o pessoal venezuelano", afirmou representante do governo em entrevista concedida ao jornal local "El Universal".

O satélite está sendo construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China, dentro de um contrato turn key (entrega em funcionamento em órbita) no valor de 140 milhões de dólares. A CGWIC foi também responsável pela construção e entrega em órbita do primeiro satélite de comunicações da Venezuela, o Venesat-1 (ou Simon Bolívar), lançado em outrubro de 2008.

...E na Bolívia, 33% do Tupac Katari já foi concluído

A estatal CGWIC também é responsável pela construção do primeiro satélite de comunicações da Bolívia, similar ao modelo adquirido pela Venezuela. O satélite boliviano, que se chamará Tupac Katari, já teve 33% de sua construção concluída, segundo informações da Agência Boliviana Espacial (ABE), reproduzidas pelo website Infoespacial.

"Temos que informar à opinião pública que o cronograma está sendo cumprido, o lançamento do satélite está previsto para 20 de dezembro de 2013 e se avançou em torno de 33% [de sua execução]", explicou Iván Zambrana, diretor da ABE.

O Tupac Katari, também contratado em base turn key, em 2010, tem custo estimado em 300 milhões de dólares, dos quais 250 milhões estão sendo financiados pelo Banco de Desenvolvimento da China.

Paralelamente à construção do Tupac Katari, os bolivianos já consideram um segundo satélite, para observação terrestre, seguindo o exemplo venezuelano. O satélite, de órbita baixa, seria utilizado para o monitoramento dos recursos naturais, numa iniciativa que poderia ser desenvolvida, segundo afirmou o representante da ABE, em conjunto com o Japão.

Órgãos governamentais e indústrias japonesas ligadas ao setor espacial visitaram vários países sul-americanos, inclusive o Brasil, no ano passado, em esforços para projetos conjuntos de cooperação e prospecção de negócios.

"O novo satélite é apenas uma ideia no papel, enão se tem o valor aproximado de quanto pode custar um satélite dessa natureza", afirmou o diretor da ABE, destacando, no entanto, que seu custo seria inferior ao do projeto do Tupac Katari.

Colômbia e Peru também querem satélites próprios

Em linha com o processo de "satelitização" do continente sul-americano, os governos da Colômbia e do Peru também têm demonstrado interesse em contar com satélites de observação, juntando-se ao Brasil, Argentina, Chile e Venezuela, que já dispõem e/ou desenvolvem projetos nesse campo. Eventualmente, surgem na imprensa local desses dois países informações sobre discussões para a aquisição de pequenos satélites junto à companhias europeias.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tupac Katari no espaço em 2013

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Na última quinta-feira, o embaixador da China na Bolívia, Shen Shiliang, anunciou que o primeiro satélite de comunicações do país sul-americano, o Tupac Katari, será lançado ao espaço em dezembro de 2013. Segundo o diplomata, o desenvolvimento e construção do satélite, a cargo da Great Wall Industry Corporation, já foi iniciado.

2011, aliás, foi um excelente ano para os chineses no campo espacial. Foram 19 lançamentos da família de foguetes Longa Marcha, incluindo o lançamento e a acoplagem em órbita das naves Tiangong-1 e Shenzhou-8, um preparativo para a futura estação espacial chinesa. Em 29 de dezembro, o país divulgou o "Livro Branco sobre as Atividades Espaciais de 2011", destacando as realizações nos últimos cinco anos e as perpectivas para o próximo quinquênio (veja o artigo "Como a China pretende se tornar uma superpotência espacial?", de José Monserrat Filho).

Do ponto de vista comercial, os chineses tem muito o que comemorar na América do Sul. Depois de um longo período de negociações, firmaram o contrato para a construção do Tupac Katari, no final de 2010, e também do primeiro satélite de observação terrestre da Venezuela, o VRSS-1, em junho de 2011. Foram também responsáveis pela construção e colocação em órbita, em outubro de 2008, do Venesat-1, o primeiro satélite de comunicações da Venezuela.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Venezuela: VRSS-1 será lançado em 2012

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O VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite), primeiro satélite venezuelano de observação terrestre, será colocado em órbita entre setembro e outubro de 2012, informou o ministro de Ciências, Tecnologia e Indústrias do país sul-americano, Ricardo Menéndez, em reportagem reproduzida pelo website Infoespacial.

O ministro também informou que nos próximos dias, um grupo de 52 especialistas da Agencia Bolivariana de Actividades Espaciales (ABAE) embarcará para a China para discutir o projeto, a cargo da China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), conforme contrato assinado em junho desse ano. Destacou ainda o projeto do governo pra a construção de uma fábrica de satélites na região de Borburata, no estado de Carabobo.

Três anos de Venesat-1

No final de outubro, o Venesat-1, primeiro satélite venezuelano, também construído pela China, completou três anos em órbita. Desde então, segundo dados de Caracas, o satélite proporcionou acesso a internet para mais de três milhões de pessoas, provendo também funções para a defesa nacional, conectando entre si 127 postos fronteiriços de controle e 14 radares da força aérea da Venezuela.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cooperação Chile - China

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Segundo reportagem da agência de notícias EFE, o ministro da Economia do Chile, Juan Andrés Fontaine, está esta semana em viagem oficial à China para tratar de acordos entre os dois países, como investimentos e colaboração em inovação e no campo espacial.

O interesse chileno é em satélites. A visita às autoridades espaciais chinesas "nasce do interesse que tem o Chile na utilização de informação satelital para diversos usos", disse o ministro. "A agência chinesa forneceu satélites de informações a outros países da América Latina (como a Venezuela), e nós estamos iniciando conversações nesse sentido para conhecermos e, no futuro, caso nos interesse, neste sentido faríamos algum tipo de convite para uma licitação", completou.

Em 2008, o Chile adquiriu um pequeno satélite de observação terrestre (SSOT) da EADS Astrium, a ser lançado no final de 2011 ou início de 2012. Pelas declarações do ministro, o país andino parece estar considerando a ideia de dispor de um satélite de comunicações, segmento em que os chineses alcançaram uma expressiva participação no mercado sul-americano. Além de já terem fornecido e colocado em órbita o Venesat-1, da Venezuela, a China Great Wall Industry Corp. (CGWIC), principal indústria espacial chinesa, assinou em dezembro de 2010 um contrato para fornecer um satélite similar para a Bolívia, chamado Tupac Katari (ou TKSat-1). A mesma indústria também chegou a fazer uma oferta numa concorrência da Colômbia para o projeto Satcol, que foi cancelado.

Além do segmento de comunicações, no continente sul-americano a China também colabora desde 1988 com o Brasil, no programa sino-brasileiro de recursos terrestres (CBERS, sigla em inglês), e no início deste mês, assinou contrato com o governo venezuelano para a construção e entrega em órbita de um satélite de observação. Toda esta exposição, muito provavelmente coloca o país asiático como um dos principais (senão o principal) "player" em cooperação espacial internacional na região.
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domingo, 5 de junho de 2011

Venezuela: contrato do VRSS-1 assinado

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Em 26 de maio, em Caracas, representantes do governo venezuelano e da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) assinaram o contrato para o desenvolvimento do programa do satélite de observação terrestre VRSS-1, abordado pelo blog no início de maio (veja a postagem "VRSS-1, o novo satélite venezuelano").

Segundo nota divulgada pela CGWIC, a empresa atuará como contratante principal do projeto, responsável pela construção do satélite, lançamento, infraestrutura solo e testes para entrega em órbita.

O VRSS-1 será baseado na plataforma CAST 2000, da China Academy of Space Technology (CAST), que também será responsável pela infraestrutura de solo, como as estações de recepção de imagens. O lançamento deverá ser executado por um fogue Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiuquan, em data ainda não divulgada.

Este será o primeiro satélite de sensoriamento remoto venezuelano, devendo ser usado principalmente em aplicações para proteção do meio ambiente, monitoramento e gerenciamento de desastres, agricultura e planejamento urbano. É também o segundo projeto contratado pela Venezuela com a China, seguindo-se ao do satélite de comunicações Venesat-1, colocado em órbita no final de 2008.
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domingo, 8 de maio de 2011

VRSS-1, o novo satélite venezuelano

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Segundo a imprensa internacional, o congresso venezuelano aprovou na última quinta-feira (5) um novo programa de cooperação espacial com a China, desta vez envolvendo a construção de um satélite de observação terrestre. O novo projeto, denominado VRSS-1 [de acordo com algumas fontes, sigla de Venezuelan Remote Sensing Satellite], envolverá o Ministério da Ciência e Tecnologia, e do lado chinês, a indústria China Great Wall Industry Corporation (CGWIC). Algumas fontes citam que um contrato comercial com o fabricante chinês já teria sido assinado.

O Fundo para o Desenvolvimento Nacional da Venezuela financiará o projeto, avaliado em 140 milhões de dólares, e que possibilitará a observação e estudo do solo terrestre, assim como estudos climáticos. O programa deverá envolver algum nível de transferência tecnológica e de conhecimento, possibilitando a participação de especialistas venezuelanos no projeto, construção, integração, testes, lançamento e operação do sistema e de sua infraestrutura terrestre. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre especificações técnicas do satélite, tais como suas dimensões, sensores e suas capacidades.

Com o VRSS-1, a Venezuela amplia a cooperação espacial com a China. Seu primeiro satélite, o Venesat-1, de comunicações, foi fabricado pela CGWIC e lançado em outubro de 2008. Materializando-se mais este projeto, a China reforça a sua posição com um dos países líderes em cooperação espacial com o continente sul-americano, com projetos conjuntos envolvendo o Brasil (CBERS), Venezuela (Venesat-1 e VRSS-1), e Bolívia (Tupac Katari).
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cooperação Venezuela - Uruguai

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Semana passada, os governos da Venezuela e Uruguai assinaram acordos de cooperação em variadas áreas, inclusive em comunicações via satélite. Basicamente, o acordo prevê o uso pelo governo uruguaio de capacidade do satélite Simon Bolívar, lançado em outubro de 2008. O satélite, de fabricação chinesa, ocupa uma posição orbital de direito do Uruguai, tendo como contrapartida o uso de parte de sua capacidade.

Na reportagem que divulgou o acordo, são reproduzidas algumas declarações de Hugo Chávez, mandatário venezuelano, mostrando sua ira em relação aos EUA.

O projeto do satélite "Simon Bolívar" "era uma ideia antiga, da década de setenta", afirmou Chávez, mas devido a "interesses estrangeiros", nunca foi completado.

No entanto, "outros países desenvolvidos com uma visão progressiva do mundo nos ofereceram ajuda", disse o presidente venezuelano. "Com a ajuda dos governos chinês e russo, nós começamos nosso programa de satélites".

"Graças ao Uruguai, o satélite venezuelano pôde ser colocado em órbita, pois nós fomos bloqueados; nós não tivemos uma posição orbital para colocar nosso satélite por causa da hegemonia que também existe no espaço e é controlado pelos Estados Unidos e outras nações desenvolvidas", detalhou.

Chávez continuou: "o governo norte-americano envio um pedido aos chineses pedindo a eles que suspendessem o lançamento do satélite, pois ele não estava seguro sobre o seu uso, que poderia interferir em outra órbita... eles apenas inventaram qualquer desculpa". "Mas, o presidente Hu Jintao disse que ele tinha firmado um compromisso com a Venezuela e que iria realizar o lançamento do satélite. E aí está, em órbita Uruguai, e nós estamos dividindo isso".
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O avanço chinês

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No início desta semana, a China Great Wall Industry Corp. (CGWIC) anunciou a assinatura de acordos com fabricantes de satélites de comunicações e dos lançadores espaciais Longa Marcha para a produção de 8 plataformas de satélites de comunicações das famílias DHF-3 e DHF-4, e de 20 foguetes Longa Marcha 3A, usados para missões geoestacionárias. O valor total dos contratos é estimado em aproximadamente US$ 2,26 bilhões, e cobre entregas num período de cinco anos.

A CGWIC, empresa responsável pela comercialização de satélites e serviços de transporte espacial, tem por objetivo ter até 2015 uma participação de 10% no mercado de satélites de comunicações, e de 15% no de lançamentos comerciais. Com estas metas em linha, a empresa tem sido muito ativa no mercado internacional, particularmente oferecendo satélites para países de terceiro mundo, e lançamentos para cargas "ITAR free". Além disto, tem também buscado desenvolver novos produtos, como uma plataforma geoestacionária de maior massa (6,5-7 ton.) e potência (15-20 kw), a DHF-5.

A América do Sul, aliás, pode ampliar a sua contribuição para o market share chinês. Sua indústrial espacial já tem presença relevante na região. Além da parceria com o Brasil no programa CBERS, a China também forneceu um satélite de comunicações à Venezuela (Venesat-1), negocia um modelo similar com a Bolívia (Tupac Katari), e também participou da concorrência do Satcol, na Colômbia. No início do mês, circularam notícias na imprensa venezuelana dando conta do apoio de Pequim para a construção de uma fábrica de satélites ("Venezuela: fábrica de satélites em 2012").
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Venezuela: fábrica de satélites em 2012

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Segundo reportagem publicada ontem (1º de novembro) no jornal "El Universal", o ministro da Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermediárias, Ricardo Menéndez, assegurou que em 2012 estará concluída e em funcionamento a primeira fábrica de pequenos satélites da Venezuela, que será instalada em Borburata, no estado de Carabobo, ao norte do país. Em 29 de outubro, o blog já havia publicado uma postagem destacando a ambição venezuelana em construir seus próprios satélites (veja aqui).

O projeto industrial será realizado com apoio da China, que também forneceu ao país sul-americano o seu primeiro satélite de comunicações, o Venesat-1 / Simon Bolivar, colocado em órbita em novembro de 2008, e contratado dentro de um pacote que teria envolvido transferência de tecnologia.

Os pequenos satélites serão de observação terrestre, para aplicações nos campos de mudanças climáticas, processos de desertificação e solos e estado das bacias hidrográficas, agricultura, entre outras. A reportagem de "El Universal" também menciona, citando o ministro Menéndez, que outra fábrica será instalada na zona de Carimao, mas para a produção de antenas de recepção projetadas especificamente para receber sinais do satélite de comunicações Venesat-1.

Segundo a reportagem, o diretor-executivo da Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), Francisco Varela, comentou que os projetos industriais são executados graças à formação de talento humano na República Popular da China, nao apenas por meio de treinamento especializado, mas também com estudos acadêmicos.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Satélites de observação na América do Sul

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No próximo dia 1º de novembro, o satélite de comunicações Venesat-1, da Venezuela, completará dois anos em órbita.

O satélite, também conhecido como Simón Bolivar 1, é operado pela Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), e foi construído pela companhia China Great Wall Industry Corporation, num pacote estimado em 420 milhões de dólares, incluindo o segmento espacial, treinamento, transferência de tecnologia, infraestrutura de solo e lançamento.

A ABAE tem também ambições de contar no futuro com um satélite observação terrestre. Segundo notícias divulgadas pela imprensa venezuelana na última semana, a agência espera lançar em 2013 um satélite de sensoriamento desenvolvido e produzido no próprio país. Ao menos publicamente, não existe um projeto patrocinado por Caracas para o desenvolvimento local de satélites, mas o governo tem sido assíduo comprador de produtos militares nos últimos anos, atraindo as atenções de empresas estrangeiras também do ramo espacial, particularmente da Rússia e China.

A Venezuela, aliás, não é o único país sul-americano com pretensões no campo de observação terrestre satelital, além daqueles com projetos já consolidados, como Brasil (série CBERS, Amazônia-1) e Argentina (série SAC, e SAOCOM).

Com certa frequência, surgem notícias dando conta do interesse do Peru, por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), em desenvolver capacidades nessa área. Inclusive, este foi um dos tópicos abordados durante o giro de uma comitiva espacial japonesa pela América do Sul no último mês de agosto. No início deste ano, a CONIDA e a agência espacial da Tailândia assinaram um memorando de entendimentos para cooperação em matéria espacial. Na época, não foram divulgados detalhes mais específicos sobre o escopo da colaboração, mas alguns elementos indicavam que a cooperação poderia envolver o satélite de observação tailandês THEOS, construído pela EADS Astrium e em órbita desde outubro de 2008.

Esporadicamente, a Bolívia também expressa o desejo de possuir um satélite de observação, embora o seu histórico em termos de concretização de anúncios na área espacial não seja dos melhores. O país andino negocia com a China já há mais de um ano a construção do seu primeiro satélite de comunicações, o Tupac Katari.

Em julho de 2008, num processo mencionado pelo mercado como bastante célere, o Chile contratou a EADS Astrium para a construção do seu satélite, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra). A construção do SSOT foi concluída no início do ano, devendo ser colocado em órbita em 2011.
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sábado, 4 de setembro de 2010

Satcol: mais um capítulo

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No início desta semana, passou-se mais um capítulo do já complicado programa colombiano para a aquisição de um satélite geoestacionário de comunicações, conhecido como Satcol. Após um processo de avaliação de propostas entregues por interessados no início de agosto, Bogotá declarou mais uma vez deserta a licitação, isto é, nenhuma das propostas atendeu os requisitos mínimos exigidos. A informação é do jornal local "El Tiempo".

De acordo com informações oficiais, disponíveis no website do Ministério das Comunicações da Colômbia (Mintic), dois grupos apresentaram propostas: a China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China; e a norte-americana Orbital Sciences Corporation (OSC).

A CGWIC, que já tem presença relevante na América do Sul (o Venesat-1, da Venezuela, foi construído pelo grupo chinês, que também negocia com a Bolívia em relação ao projeto do Tupac Katari), apresentou uma proposta relativamente bem detalhada, mas sem vários documentos e informações exigidos no processo levado a cabo pelo Mintic. Assim, foi considerada insatisfatória.

Já a "oferta" da OSC nem sequer foi considerada como uma proposta de fato. A empresa americana apresentou apenas um folder contendo informações de caráter técnico-comercial, ignorando algumas exigências de documentos específicos exigidos no processo. Por esta razão, o governo colombiano considerou que o interesse da Orbital não se constitui como uma proposta, tendo sido, portanto, ignorada.

O documento com todas essas informações traz, aliás, muitos outros dados interessantes, inclusive técnicos. Apesar do pedido da CGWIC, o Mintic, nos termos da legislação colombiana, considerou todos os dados como públicos, tendo os divulgado. Há, por exemplo, uma tabela de confiabilidade dos satélites da série DFH, desenvolvida e construída pela CGWIC. Nela são listados cinco satélites já colocados em órbita, inclusive o Venesat-1. Destes, dois (Sinosat 2 e NIGCOMSAT 1) tiveram falhas operacionais, tendo já sido retirados de serviço. Embora na tabela conste que o satélite de comunicações venezuelano está 100% operacional, foi incluída uma observação: "existem informações contraditórias sobre o estado deste satélite com falhas similares aos outros modelos de voo DFH nos painéis solares. Logo, diante da falta de informação de caráter oficial, não foram consideradas perdas de capacidade operacional para este satélite."

Em junho de 2009, o blog já havia divulgado rumores sobre falhas no Venesat-1, que circulavam no mercado. Alguns meses depois, porém, o governo de Hugo Chávez negou quaisquer falhas.

Resta agora saber qual será a alternativa que o governo da Colômbia buscará para atender o programa Satcol, que talvez seja muito exigente por aquilo que Bogotá está disposta a pagar. No final de 2009, o governo colombiano já havia declarado a concorrência como deserta, após ter recebido uma proposta, considerada também insatisfatória, da companhia russa Reshetnev. Chama, aliás, atenção o fato de fabricantes europeus como a Thales Alenia Space e a EADS Astrium não terem feito ofertas nesta última fase.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Venesat-1 completa um ano

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O presidente venezuelano Hugo Chávez celebrou na última quinta-feira, 29 de outubro, o primeiro aniversário do satélite geoestacionário de comunicações Venesat-1, comprado pelo governo da Venezuela junto a um fabricante chinês.

Durante a cerimônia, Chávez confirmou a operacionalidade do satélite, negando rumores de que o artefato estaria com problemas (vejam também a postagem "Venesat-1: 100% operacional"). Desde o seu lançamento, cerca de 1.500 receptores do satélites foram instalados no país sul-americano, a maioria deles em escolas, e outros 16 mil devem ser instalados no país dentro dos próximos 5 anos.

O satélite venezuelano, também conhecido como Simón Bolivar 1, foi construído pela companhia China Great Wall Industry Corporation, num pacote estimado em 420 milhões de dólares, incluindo o segmento espacial, treinamento, transferência de tecnologia, infraestrutura de solo e lançamento.

Com o Venesat-1, a Venezuela se tornou o quarto país latino-americano a ter satélites próprios, depois do Brasil, Argentina e México.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Colômbia terá satélite de comunicações

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O governo da Colômbia deu na semana passada mais um passo em direção ao seu satélite próprio de comunicações. No dia 16, foi aberto o prazo para a entrega de propostas de empresas para o fornecimento de um satélite geoestacionário de comunicações, que será chamado Satcol, também conhecido pela sigla CSCSS (Colombian social communications Satellite System). As propostas podem ser entregues até 11 de novembro, e a expectativa é que um contrato seja assinado no final do mesmo mês.

O objetivo da Colômbia é ter o satélite em órbita em meados de 2012, e todo o sistema conta com um orçamento pouco inferior a US$ 250 milhões para o projeto, desenvolvimento, fabricação e entrega do satélite em órbita. A concorrência está sendo coordenada pela Satel Conseil International, empresa francesa de consultoria em sistemas espaciais, pelo grupo local de telecomunicações STI, e pelo banco Incorbank.

Com o Satcol, a Colômbia segue o caminho da Venezuela (Venesat) e da Argentina (Arsat), que contrataram ou estão construindo os seus próprios satélites governamentais.
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domingo, 9 de agosto de 2009

Venesat-1: 100% operacional

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O Ministério da Comunicação e da Informação do governo venezuelano divulgou no final de julho uma reportagem sobre o satélite de comunicações Venesat-1, também chamado de Simón Bolívar. O Venesat-1, construído na China, foi lançado ao espaço no final de outubro de 2008.

A reportagem ("Satélite Simón Bolívar consolida la independencia tecnológica") traz um posicionamento oficial negando a veracidade dos rumores de que o Simón Bolívar estaria com sérias anomalias em seu funcionamento (para saber mais sobre os rumores, leiam a postagem "Problemas com o VENESAT-1?"). "Em relação aos rumores difundidos por alguns meios de comunicação acerca de que o satélite venezuelano havia sofrido falhas, atualmente o satélite Simón Bolívar está 100% operacional e não tem problema com nenhum subsistema, estando, portanto, tudo em completa normalidade", diz o artigo.

A reportagem também detalha a capacidade da Venezuela em controlar o satélite a partir de seu território. 33 operadores venezuelanos foram capacitados na China, permitindo o controle do satélite pela Agencia Bolivariana de Actividades Espaciales (ABAE) e pela Compañia Nacional Teléfonos de Venezuela (CANTV), "durante as 24 horas dos 365 dias do ano (...)", a partir de uma estação terrena em El Sombrero, no estado de Guárico. O país conta ainda com uma estação de contingência, localizada em Uepa, no estado de Bolívar.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Problemas com o VENESAT-1?

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Segundo o boletim britânico Space Intelligence News (edição de junho), o satélite venezuelano de comunicações VENESAT-1 (também chamado Simón Bolívar), lançado em outubro de 2008, pode ter sofrido uma séria anomalia. A informação, ressalta o boletim, não foi confirmada e vem de fontes não-oficiais. Desde maio, alguns informativos e mesmo veículos de comunicação da Venezuela já especulavam sobre o mal-funcionamento do satélite venezuelano.

Se a anomalia for de fato confirmada, esta será a terceira falha da plataforma (bus, em inglês) DHF-4, desenvolvida e fabricada na China, de um total de três já colocadas em órbita. A confiabilidade do bus DHF-4, que a China tem tentado exportar para alguns operadores (além da Venezuela, o governo da Nigéria também adquiriu um satélite similar, o NigComSat 1, que falhou 18 meses após o seu lançamento, em novembro de 2008) contrasta com o alto índice de sucessos dos lançadores espaciais da família Longa Marcha, também desenvolvidos e produzidos pelo país asiático.

Se a notícia é ruim para a indústria chinesa de satélites, e péssima para Hugo Chávez, que investiu mais de 240 milhões de dólares no projeto do primeiro satélite de seu país. Para conhecer mais sobre o VENESAT-1 e o incipiente Programa Espacial venezuelano, acessem a postagem "Chávez no Espaço".
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Interesses da China na América Latina

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No início de novembro, o governo chinês liberou um documento ("China's Policy Paper on Latin America and the Caribbean") sobre a sua política futura para a América Latina e o Caribe. O documento não apresenta grandes novidades, apenas confirma as diretrizes a serem adotadas pela China para a região nos próximos anos, com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento pacífico de parcerias nos mais variados setores, como meio-ambiente, diplomacia, comércio, defesa, etc.

O "policy paper" não entra em detalhes sobre projetos possíveis para cooperação, mas o interesse em tecnologia espacial, mais especificamente astronáutica, é citado no item "cooperação em ciência, tecnologia e educação". Diz o documento: "o lado chinês também fortalecerá a cooperação com a América Latina e o Caribe em aeronáutica e astronáutica, biocombustíveis, tecnologia em recursos e meio ambiente, tecnologia marítima e outras áreas de interesse conjunto."

Na América Latina, a China tem projetos em tecnologia espacial com o Brasil (satélites sino-brasileiros de recursos terrestres - CBERS), e também com a Venezuela (construção do satélite de telecomunicações Venesat-1, lançado no final de outubro, e de centros de rastreio; e treinamento de pessoal. O governo venezuelano já anunciou sua intenção de ter um satélite de observação terrestre na próxima década, sendo a China uma potencial fornecedora.
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