terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CBERS 4: satélite a bordo

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Satélite Cbers-4 foi integrado ao veiculo lançador

Brasília, 01 de dezembro de 2014 – A coifa que abriga o satélite sino-brasileiro Cbers-4 foi acoplada ao veículo lançador Longa Marcha-4B na sexta-feira (28/11) na base de Taiyuan, na China. O lançamento está marcado para domingo (7).

As equipes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast, na sigla em inglês) realizam os últimos preparativos para o lançamento do quinto satélite do Programa Cbers (sigla para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).

De acordo com o Inpe, o novo satélite terá exatamente as mesmas especificações técnicas que o Cbers-3. Serão quatro câmeras de videomonitoramento em resolução melhor do que as instaladas em modelos anteriores. Ao todo, o equipamento pesa mais de duas toneladas e tem vida útil programada para quatro anos.

Em órbita, o Cbers-4 margear o Brasil, China e países da América do Sul, mas também poderá fazer registros de outras regiões do planeta. Entre suas principais atribuições está o monitoramento do desmatamento na Amazônia.

O investimento neste quinto exemplar do programa Cbers deve permanecer o mesmo aplicado no Cbers-3, cerca de R$ 160 milhões. A participação na construção permanece dividida em 50% para a China e 50% para o Brasil.

Imagens e informações sobre o satélite, suas câmeras e aplicações, bem como os antecedentes da cooperação com a China, estão disponíveis nas páginas:

www.cbers.inpe.br

www.cbers.inpe.br/hotsite

Fonte: AEB, com informações do Inpe.
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Empresa júnior de estudantes de engenharia da UnB

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Estudantes de Engenharia Aeroespacial da UnB criam empresa júnior

Brasília, 1 de dezembro 2014 – Na busca de executar os conhecimentos recebidos em sala de aula estudantes do curso de engenharia aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB) estão criando uma empresa júnior na área.

Objetivando transformar a informação teórica em experiência, a empresa, cujo nome eles preferem manter segredo até o registro formal em cartório, tem como foco desenvolver projetos aeroespaciais com vistas à demanda interna.

Concebida por Gabriel do Nascimento e Lui Habl a iniciativa reúne hoje uma diretoria de oito universitários que articula o desenvolvimento dos projetos. “O importante é que cada um consiga aprender e entender como funciona uma empresa aeroespacial e o que é necessário para o incremento dos projetos” explica Nascimento, presidente da empresa.

“A UnB tem tradição em desenvolvimento de empresas júniors. A necessidade de montar a empresa surgiu da vontade de executar o que é projetado no curso e incentivar possíveis start-ups”, explica Habl, vice-presidente. A empresa estará voltada a gerar parcerias com outras da área aeroespacial e incentivar o crescimento do mercado no centro-oeste.

A estudante Letícia Munhoz, diretora de gestão, expõe que todos os processos e orientações de formação da empresa são organizados didaticamente para garantir aos participantes a fluidez da experiência e manutenção dos cargos. “É fundamental que a empresa tenha um bom processo de transição de estudantes, assim quem participar entenderá sobre a estrutura do negócio facilitando dar continuidade a sua evolução”.

Futuro – A gestão da diretoria de desenvolvimento é dividida entre Ygor Kinoshita, Luan Henrique e Nivaldo Lopo Júnior. Os três gerenciam equipes voltadas para formulação e planejamento das fases dos projetos. O foco está em gerar a expertise de execução dos projetos para que eles e seus colegas de curso possam absorver o máximo possível de experiência antes da formação. “A promoção do nosso curso é fundamental para que todos tenham uma projeção de mercado”, diz Lopo Júnior.

Fernanda Pimenta e Yago Vencelêncio são, respectivamente, diretores de administração e comunicação e marketing. “Buscar informações de como gerar uma empresa júnior, que exige documentações específicas e todo esse processo tem sido um grande aprendizado para nossa organização”, explica Fernanda.

Para Vencelêncio a comunicação será ferramenta de extrema importância para tornar conhecidas as atividades da empresa entre os estudantes que estão para escolher uma profissão. “Divulgar para quem está entrando na faculdade que nossa área gera resultados é um dos objetivos da equipe”.

Ainda não há prazo para a formalização burocrática da empresa. Todas as etapas legais estão sendo seguidas e a expectativa é que tudo esteja concluído até o fim do mês.

Fonte: AEB
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domingo, 30 de novembro de 2014

"Intensificar a cooperação entre instituições civis e de defesa", artigo de José Monserrat Filho

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Intensificar a cooperação entre instituições civis e de defesa

José Monserrat Filho*

O Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), criado em junho deste ano pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), poderá ser o centro de promissora colaboração entre esta pasta e o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT).

O titular do MCTI, Clelio Campolina Diniz, e o chefe do DCT, general Sinclair James Mayer, começaram, em 27 de novembro, a articular possíveis parcerias dentro do Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento. A defesa cibernética é cotada para ser uma das áreas de trabalho conjunto entre as duas instituições.

Segundo o ministro Campolina, o Programa de Plataformas do Conhecimento busca elevar o patamar e o impacto da CT&I no desenvolvimento do país. Serão implantadas 20 Plataformas ao longo de dez anos, inclusive com arranjos público-privados, em campos como agricultura, saúde, Amazônia, aeronáutica, naval e equipamentos submarinos, manufatura avançada, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), defesa e mineral. O ministro espera que o Exército venha a ser parceiro, entre outros, no setor de TICs, que inclui a defesa cibernética como atividade de enorme relevância no mundo atual, e em especial no Brasil.

O Exército, por seu turno, realiza pesquisas em áreas de fronteira do conhecimento. O general Mayer preza muito os inúmeros projetos inovadores em curso na sua instituição e enfatiza o desenvolvimento de softwares, como a capacidade que vem sendo a base de seus sistemas.

Aeronáutica e Marinha também são fontes de considerável progresso em CT&I.

O PNPC dispõe de um comitê técnico com membros do MCTI, bem como dos ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mais as pastas com interesses em temas específicos. Trata-se de reunir competências e talentos numa infraestrutura de CT&I de última geração, para resolver questões, demandas e interesses estratégicos, gerando conhecimento, produtos e processos de alto impacto no desenvolvimento do país.

A iniciativa não poderia ser mais útil. Talvez até já devesse estar por aí, bem estabelecida e gerando frutos em áreas estratégicas de que o Brasil tanto precisa.

A área espacial também deveria entrar neste círculo virtuoso. Essa é a conclusão a que chegou, após um ano e meio de estudos, o Grupo de Trabalho especialmente constituído pelo Núcleo de Estudos de Direito Espacial da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) para elaborar um projeto de Lei Geral das Atividades Espaciais do Brasil.

O projeto propõe uma estrutura de estreita colaboração e ajuda mútua permanentes entre os setores civil e de defesa, comprometidos com programas espaciais de interesse nacional. Os dois setores desempenham funções específicas e diferenciadas, mas suas atividades, mas, ao mesmo tempo, têm muito em comum. E essa comunidade de interesses e competências pode e deve ser melhor aproveitada em benefício de ambos os setores e, acima de tudo, do país.

Não por acaso, o projeto parte da ideia chave de que as atividades espaciais no Brasil devem ser definidas como de segurança nacional, conforme reza seu Art. 1º e, em particular, seu Art. 3º: “Todas as atividades espaciais nacionais, civis e de defesa, são consideradas de segurança nacional, porque devem estar comprometidas com a exploração e o uso pacíficos do espaço exterior e com o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial, econômico, social e cultural do País, bem como com a defesa dos legítimos interesses de proteção, tranquilidade e bem estar da população brasileira.” Esse conceito também está presente no Art. 6º, sobre “os objetivos das atividades espaciais nacionais”. O primeiro objetivo é o de “promover o desenvolvimento social e econômico, o avanço científico e tecnológico, a proteção, a tranquilidade e o bem-estar da população, dentro do conceito de segurança nacional adotado por esta Lei”.

Essa visão é perfeitamente possível, porque o Brasil é, de fato, um país pacífico, sem problemas de guerra, tanto no continente americano como no mundo inteiro. E tradicionalmente defende a solução pacífica das controvérsias, em harmonia com a Carta das Nações Unidas. Isso permite forte e sadia aliança entre civis e militares no avanço e uso da CT&I em qualquer área.

Vice-Presidente da SBDA, Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo reflete unicamente o ponto de vista do autor.
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Hotsite da missão CBERS 4

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Infográficos e animações mostram como será o lançamento do CBERS-4

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Vídeos, infográficos animados, imagens e uma linha do tempo compõem o site comemorativo (www.cbers.inpe.br/hotsite) do CBERS-4 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). A página também traz uma contagem regressiva para o lançamento do satélite, previsto para o dia 7 de dezembro de 2014.

A “linha do tempo” traça um histórico do Programa Espacial Brasileiro, a partir da Missão Espacial Completa Brasileira (1979), que estabeleceu o desenvolvimento de satélites pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o de veículos lançadores e de centro de lançamentos pelo então CTA, hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). A cronologia passa pelo desenvolvimento da infraestrutura do programa espacial (Laboratório de Integração e Testes de Satélites, Centro de Rastreio e Controle de Satélites); o início da cooperação internacional com a China, para o desenvolvimento de satélites de monitoramento do território; o desenvolvimento e lançamento dos Satélites de Coleta de Dados Ambientais (SCDs); o lançamento dos satélites da família CBERS, e a política pioneira de distribuição gratuita de imagens de satélites.

Na página “Por dentro do CBERS”, é possível identificar as partes do satélite que ficaram sob responsabilidade do Brasil e da China – cada um com 50% de participação.

“O Brasil visto do espaço” traz uma seleção de imagens produzidas pelos satélites CBERS, mostrando as capitais brasileiras.

Na área “Multimídia” estão disponíveis vídeos, animações e sistemas interativos sobre o desenvolvimento, a construção e o funcionamento de satélites de recursos terrestres, como o CBERS.

Uma “animação” que mescla imagens reais com efeitos de computação gráfica mostra o lançamento do CBERS pelo foguete chinês Longa Marcha-4, da contagem regressiva à abertura do painel solar do satélite.

O site comemorativo também traz um link para a página oficial do Programa CBERS, onde estão disponíveis informações detalhadas sobre o satélite e os 26 anos de cooperação internacional China-Brasil.

Fonte: INPE
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sábado, 29 de novembro de 2014

CBERS 4 acoplado ao lançador

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Satélite é acoplado ao 3° estágio do lançador

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Na base de Taiyuan, na China, o satélite sino-brasileiro CBERS-4 foi instalado ao adaptador do terceiro estágio do lançador Longa Marcha 4B. Em seguida a coifa foi também montada junto ao adaptador do foguete. A operação ocorreu nesta quarta-feira (26/11).

O conjunto montado segue para a torre de lançamento e será acoplado aos demais estágios do Longa Marcha 4B. O satélite está previsto para ser lançado no próximo dia 7 de dezembro.

As equipes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês) realizam os últimos preparativos para o lançamento do quinto satélite do Programa CBERS (sigla para China-Brazil Earth Resources Satellite; em português, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).

Fonte: INPE
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cooperação Brasil - Canadá

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Brasil e Canadá planejam cooperação espacial para 2015  

Brasília, 26 de novembro de 2014 – O novo secretário da Embaixada do Canadá para assuntos comerciais, Keith Banerjee, e o delegado comercial do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, Alex Krell, ambos responsáveis pela cooperação com o Brasil na área espacial, foram recebidos pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e pelo chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, nesta terça-feira (25).

Inicialmente, tratava-se de uma visita de cortesia, destinada a apresentar o novo funcionário Banerjee, recém-chegado ao Brasil. Mas a conversa evoluiu para uma reunião de trabalho, indo além de simples audiência para abordar ideais e planos sobre atividades futuras.

Confirmou-se a realização em 25 de fevereiro próximo de mais uma videoconferência entre diretores e técnicos das agências espaciais do Brasil e do Canadá, e, provavelmente, de outras instituições e empresas interessadas dos dois países, sobre um eventual projeto de cooperação em torno de satélites radar de abertura sintética, que completam a função dos satélites electro-ópticos, graças à capacidade de “enxergar” através das nuvens e da copa das árvores no monitoramento das florestas.

Ficou também decidida a promoção em meados de 2015 do 2º Workshop Missão Espacial Canadense no Brasil, a se realizar no Parque Tecnológico de São José dos Campos, em São Paulo, onde ocorreu o primeiro evento, em março último.

Resolveu-se ainda intensificar a colaboração na área de formação de especialistas, com a ida de pós-graduados brasileiros ao Canadá e a vinda ao Brasil de professores dos cursos de engenharia espacial canadense.

Acertou-se igualmente criar parceria entre universitários dos dois países em programas de construção de pequenos satélites.

Fonte: AEB
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Clima espacial: novo portal do Embrace

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Lançado novo portal do Clima Espacial

Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

O Programa de Estudos e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresenta a nova versão de seu portal de informações, com mais funcionalidades para facilitar a obtenção de dados sobre o estado atual do clima no espaço.

Formatado para atender às principais necessidades dos usuários, o novo portal é baseado no software livre para edição 'Word Press (TM)', ferramenta que permite aos previsores do Embrace/INPE disponibilizar as informações com ilustrações de alta resolução e maior riqueza de detalhes. A partir de agora também é possível classificar as informações de acordo com o público: cientistas, educadores e mídia.

“Os usuários podem acessar o portal em seus tablets, celulares ou quaisquer dispositivos móveis sem perder informação. Os menus, imagens e tudo mais são automaticamente redimensionados para se adaptarem ao dispositivo que está acessando o portal”, comenta Joaquim Eduardo Rezende Costa, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Embrace/INPE.

Outra novidade é que agora as informações sobre escalas de perturbação por Radiação Solar (Fluxo de Raios-X ou Escala R) e de Tempestade Geomagnética (Índice Ksa ou Escala G) aparecem logo na página de entrada do portal. Isso atende a uma demanda da comunidade de usuários de clima espacial que trabalha com controle de órbitas de satélites, comunicação na faixa de frequência em HF, operadores de sistemas de energia elétrica etc., que podem ter uma ideia imediata de como está o sistema espacial capaz de influenciar suas atividades.

Um sumário das escalas foi colocado em forma de ícones no topo da página, logo abaixo do menu principal. Ali é possível verificar o último, o máximo e o atual índice de cada escala ao longo do dia. Saiba mais aqui sobre as novas funcionalidades.

“São feitos investimentos constantes em atualizações e expansões dos sistemas de informações (bancos de dados, servidores, memórias físicas e virtuais e softwares) do programa Embrace/INPE para assegurar que o crescimento de demanda seja atendido com segurança e qualidade”, informa Marcelo Banik de Pádua, gerente de Operações do Embrace/INPE.

“Este novo portal e este novo sistema de informações são o reflexo de anos de trabalho de toda a equipe para fazer as pesquisas espaciais, desenvolver os produtos, processar e discutir as informações e colocar tudo isso a serviço da sociedade brasileira, sempre levando em consideração e atendendo aos pedidos dos usuários de Clima Espacial brasileiros feitos nos workshops bianuais", completa Clezio Marcos De Nardin, gerente geral do Programa Embrace/INPE.

Acesse e confira: www.inpe.br/climaespacial

Fonte: INPE
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LIT/INPE: ampliação de capacidade

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Reforma no LIT amplia capacidade de atendimento

Brasília, 24 de novembro de 2014 – O Laboratório de Integração e Testes (LIT), unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), passa por uma reforma para ampliação de suas instalações, segundo seu diretor geral Leonel Perondi. Na reforma serão aplicados R$ 185 milhões, sendo que cerca de R$ 45 milhões deste montante são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O LIT é tido como “a menina dos olhos” do Programa Espacial Brasileiro (PEB), por ter alto grau de confiabilidade no exterior, comprovados pela recepção e testes do satélite americano-argentino SAC-D/Aquarius.

“A ampliação está em andamento. Nesta primeira fase, já foram aprovados recursos da ordem de R$ 30 milhões. Vale ressaltar que desde a sua inauguração, em 1988, o LIT já teve diversas atualizações. Esta, agora, permitirá comportar mais de um grande projeto”, destaca Perondi.

O projeto consiste na construção de uma capacidade de montagem, integração, testes funcionais e ambientais para satélites de todos os portes, especialmente os com aplicações para telecomunicações e radar, com até seis toneladas e seis metros de dimensão. Com a nova configuração, o laboratório pode receber um satélite com as características do Cbers-4.

O novo espaço terá um vibrador de até 320 quiloNewtons (kN) – o dobro da capacidade atual -, um sistema de medidas de antenas em campo próximo/campo compacto e uma sala limpa classe 10 mil com pé direito de 16 metros – também duas vezes maior que a atual -, para montagem, integração e testes de satélites de grande porte. “Queremos colocar o LIT de tal maneira que consiga atender o programa espacial, desde os pequenos satélites até os geoestacionários”, diz o diretor.

A previsão de encerramento da reforma é de cinco anos. Nos primeiros 24 meses, que têm aporte assegurado pela Finep, serão realizadas as especificações dos novos meios de testes e contratados os serviços de obra civil.

Cbers-4 – Com relação ao satélite Cbers-4, Perondi disse que ele está na etapa de integração ao foguete, última antes de ir ao espaço. Até o momento, o equipamento não apresentou nenhum problema nos testes e seu lançamento permanece programado para dezembro próximo na China.

“Temos uma equipe com 20 técnicos, que em conjunto com os chineses, estão finalizando esta etapa de integração, que consiste em colocá-lo na coifa e fazer todos os testes de sistemas vitais do satélite. Todas as verificações indicam o funcionamento perfeito do Cbers-4”, ressalta Perondi.

Fonte: Agência Gestão CT&I, via AEB.
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CPTEC/INPE: 20 anos

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CPTEC/INPE comemora 20 anos

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemora os 20 anos do seu Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) nesta segunda-feira (24/11). Pela manhã, o diretor Leonel Perondi preside cerimônia na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP), onde está instalado o CPTEC/INPE, e descerra uma placa alusiva ao aniversário.

Nestes 20 anos, a qualidade e confiabilidade das previsões de tempo aumentou muito e, hoje, o CPTEC/INPE é um dos mais completos do planeta. Essa é uma área da ciência altamente vinculada ao desenvolvimento do país, em especial nos setores agrícola, energético e na conservação do meio ambiente.

Graças aos recursos computacionais do INPE, o Brasil está entre países com alta capacidade de processamento dedicado para operação e pesquisa em tempo e clima. No CTEC/INPE está instalado o Tupã, um XT6/Cray capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo que está entre os mais poderosos supercomputadores do mundo para previsão de tempo e estudos em mudanças climáticas.

As informações meteorológicas geradas diariamente pelo CPTEC/INPE tornaram-se indispensáveis para os mais variados setores socioeconômicos do país, como agricultura, defesa civil, geração e distribuição de energia elétrica, transporte, meio ambiente, turismo, lazer, e também para milhões de pessoas que recebem estas informações pela mídia. Além disso, por meio do CPTEC, o INPE realiza o monitoramento de ocorrência de tempo severo e efetua o fornecimento de imagens de satélites meteorológicos e ambientais para várias instituições e usuários brasileiros e internacionais.

Workshop

Como parte da comemoração dos 20 anos de atividades operacionais do CPTEC/INPE, será realizado nos dias 27 e 28 de novembro o “Workshop de Usuários”. Representantes de instituições que utilizam dados do Centro mostrarão como o estado do tempo e do clima afetam o planejamento e suas atividades e, principalmente, como as informações de monitoramento e previsão do CPTEC/INPE as beneficiam.

Durante o workshop, os participantes serão estimulados a apresentar seus pontos de vista, suas demandas e sugestões para melhoria das previsões, produtos e serviços oferecidos pelo CPTEC.

No primeiro dia (27/11), as apresentações serão feitas pelos usuários do setor público, como governo, agências, centros, universidades, Defesa Civil, entre outros. O segundo dia (27/11) contará com as apresentações do setor privado, como empresas ligadas a serviços meteorológicos, agricultura, indústria, setor financeiro, turismo, entre outros.

Mais informações: www.cptec.inpe.br

Fonte: INPE

Nota do blog: sobre as atividades do CPTEC/INPE em meteorologia e planos para o futuro, recomendamos a leitura da reportagem "Satélite meteorológico: um próximo passo", publicada em Tecnologia & Defesa n.º 137, em junho de 2014, e a postagem "INPE: projetos em meteorologia", de março de 2013.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CONASAT: continuidade ao SBCDA

Em setembro, na edição nº 138 de Tecnologia & Defesa, abordamos o projeto do Sistema de Coleta de Dados Hidrometeorológicos (SCD-HIDRO), lançado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA), tendo como um de seus objetivos assegurar a continuidade do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA) (veja "SCD-Hidro: Um alento à indústria espacial brasileira").

De fato, o SCD-HIDRO não é a única iniciativa brasileira em desenvolvimento visando suprir o SBCDA. Em Natal (RN), no Centro Regional do Nordeste, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRN/INPE), há alguns anos uma equipe de engenheiros e pesquisadores desenvolve o projeto CONASAT, uma missão espacial baseada no conceito “acesso rápido e barato ao espaço”, tendo por referência o padrão cubesat, tecnologia que tem "popularizado" a tecnologia espacial em todo o mundo. [Nota do blog: recomendamos a leitura do artigo "Cube e nano satélites - Um novo conceito para o setor espacial", de Otavio Durão, publicada em T&D n.º 136. março de 2014]

Acrônimo de COnstelação de NAno SATélites, o CONASAT "objetiva oferecer uma opção tecnologicamente atualizada e a custos reduzidos para garantir a continuidade do SBCDA, através de uma constelação de nano satélites, que possibilitem melhorias na qualidade do serviço, no que diz respeito à capacidade, abrangência geográfica e tempos de revisita", sintetizou ao blog Panorama Espacial Manoel Carvalho, chefe do CRN/INPE e responsável pela missão.

Seu desenvolvimento ocorre de maneira gradativa, com desafios tecnológicos previstos para cada passo. "Apesar do projeto ser de uma constelação completa e todos os estudos terem sido feitos neste sentido, decidiu-se pela criação de versões de desenvolvimento gradativo, em que cada uma servirá de laboratório para avaliação de desempenho, de modo a nortear o desenvolvimento da próxima versão", detalha Carvalho.

Dentro desse processo gradual, o primeiro satélite da constelação, denominado CONASAT-0, numa estrutura 3U, servirá como prova de conceito e terá como principal missão embarcar a carga útil, um transpônder com massa inferior a 350 gramas em desenvolvimento pelo CRN, para validação de sua operação. A partir do CONASAT-1 (ilustração acima), o projeto assumirá um caráter operacional, quando utilizará uma estrutura tamanho 8U, com forma de cubo, peso máximo em torno de 8 quilos e dimensões de 20 centímetros, permitindo a redundância da carga útil e assim aumento de sua confiabilidade.

A versão seguinte, CONASAT-2, introduzirá o processamento a bordo dos sinais recebidos pela carga útil, visando otimizar a recuperação das mensagens transmitidas pelas estações de coleta de dados em solo. A CONASAT-3, por sua vez, permitirá a utilização de antenas multifocal, aumentando a capacidade de separação e a qualidade dos sinais recebidos simultaneamente das Plataformas de Coleta de Dados (PCD). Nesta versão, também será ampliada a faixa de entrada para acomodar novas aplicações compatíveis com o ARGOS-3, rede franco-americana com propósitos similares ao do SBCDA. Na versão CONASAT-4 serão introduzidos o links intersatélites com o objetivo de expandir a abrangência geográfica do sistema SBCDA, abrindo a possibilidade de acordos de cooperação com outros países.

Momento atual

Atualmente, a missão se encontra em fase de definição detalhada do projeto, com sua revisão crítica prevista para maio do ano que vem, momento a partir do qual poderão ser produzidos e qualificados os equipamentos e subsistemas do cubesat. A etapa seguinte será a revisão de qualificação, prevista para o final de 2015, e a revisão de aceitação no inicio de 2016. Desta forma, a expectativa é que o CONASAT-0 esteja disponível para lançamento no primeiro semestre de 2016, em lançador ainda não definido.

Em paralelo ao CONASAT-0, já acontecem algumas ações visando a uma constelação operacional. No final de agosto, a empresa holandesa ISIS - Innovation Solutions in Space, uma das líderes mundiais no segmento de cubesats, representada no Brasil pela Lunus Aeroespacial, firmou contrato com a FUNCATE (fundação ligada ao INPE) para o fornecimento de uma plataforma composta de uma estrutura mecânica 8U, subsistema de comunicação, computador de bordo e equipamentos de suporte por pouco menos de 200 mil euros (cerca de 600 mil reais).

Em termos de valores, aliás, estima-se que um CONASAT-1 operacional custará em torno de 2 milhões de reais, valor considerado bastante baixo. Uma constelação formada por seis modelos em órbita, contando-se o lançamento e o segmento solo, teria custo próximo ou inferior a 20 milhões de reais.
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